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Todos os dias, empresas, hospitais, indústrias, hotéis, residências e todos os tipos de

estabelecimento descartam milhares de toneladas de lixo. Esses resíduos poluem solo, água e
ar, causando diversos danos ao meio ambiente e gerando problemas de saúde nos seres
humanos.
Existem diferentes tipos de lixo, e saber classificá-los de acordo com suas características é
essencial para o correto descarte e possível reaproveitamento. Conheça, abaixo, os principais
tipos de lixo e suas conseqüências para o meio ambiente:

– Lixo orgânico: é chamado de lixo orgânico todos os resíduos provenientes de plantas ou


animais, e que sejam biodegradáveis. Frutas, legumes, vegetais, carnes, ossos, plantas e flores
são exemplos desse tipo de lixo.
Os resíduos orgânicos devem ser devidamente reaproveitados ou encaminhados para a
compostagem, que transforma todo esse material em um rico adubo e previne o acúmulo de lixo
nos aterros sanitários.

Lixo reciclável
É o lixo que pode ser transformado em outros materiais. Deve ser separado e enviado à coleta
seletiva para que chegue às cooperativas de reciclagem. Entre os exemplos estão embalagens
plásticas, papelão, embalagens de vidro, garrafas PET, objetos de metal e papéis de jornal e
revista.
Lixo doméstico
Também chamado de lixo domiciliar, refere-se ao material gerado em residências e inclui
resíduos orgânicos e embalagens, entre outros.

Lixo comercial
É o lixo descartado em estabelecimentos comerciais, como lojas, restaurantes e bancos. É
formado principalmente por embalagens, plásticos, restos de alimentos e caixas de papelão.

Lixo industrial
Resíduos originados em indústrias, normalmente compostos de sobras de matérias-primas. Este
lixo pode ser encaminhado à reciclagem ou reutilizado pelas próprias indústrias. Exemplos:
sobras de metal, vidro, tecidos, plásticos, borrachas.

Lixo hospitalar
Este tipo de lixo deve ser encaminhado a empresas especializadas, pois pode ser perigoso para
a saúde de quem entrar em contato com ele. Seringas, medicamentos, fraldas, sondas e
materiais cirúrgicos são exemplos de lixo hospitalar.

Lixo verde
Resultado da poda de árvores ou do recolhimento de folhas nas ruas. Por ser orgânico, pode ser
utilizado para compostagem.

Lixo eletrônico: composto por equipamentos eletrônicos como televisões, celulares,


computadores e baterias, esse tipo de resíduo tem preocupado cada vez mais os
ambientalistas. Isso porque a maioria dos consumidores não está ciente de que esses
dispositivos contêm toxinas que podem vazar e poluir o solo e lençóis freáticos

Lixo nuclear ou radioativo: produzido por atividades nucleares como projetos de pesquisa,
procedimentos de saúde, fabricação de armas nucleares e funcionamento de usinas, esse é um
lixo bastante tóxico e potencialmente perigoso. Esses materiais emitem radiação capaz de
danificar ou matar as células, estando associado ao câncer e outras doenças graves.

Conseqüências do enorme volume de lixo gerado pelas sociedades modernas,


quando o lixo é depositado
em locais inadequados ou a coleta é deficitária, são:
• contaminação do solo, ar e água;
• proliferação de vetores transmissores de doenças;
• entupimento de redes de drenagem urbana;
• enchentes;
• degradação do ambiente e depreciação imobiliária; doenças.
Milhares de toneladas de lixo são descartadas diariamente ao redor do mundo.

O principal fator de poluição do solo, subsolo e águas doces é a utilização abusiva de pesticidas
e fertilizantes nas lavouras. A média anual brasileira é duas vezes superior à do mundo inteiro.
Ainda são usados no Brasil produtos organoclorados e organofosforados, proibidos ou de uso
restrito em mais de 50 países devido a sua toxicidade e longa permanência no ambiente.
As regiões mais atingidas por esses agrotóxicos são a Centro-Oeste, a Sudeste e a Sul,
responsáveis por quase toda a produção agrícola para consumo interno e exportação.

O agente laranja, um desfolhante usado pelos americanos na Guerra do Vietnã para devastar a
mata tropical, já foi aplicado por empresas transnacionais na Amazônia, para transformar a
floresta em terrenos agropastoris. A cultura da soja, hoje espalhada por quase todas as regiões
do país, também faz uso acentuado desses fosforados.

A médio e longo prazo esses produtos destroem microrganismos, fungos, insetos e contaminam
animais maiores. Eles também tornam as pragas cada vez mais resistentes, exigindo doses cada
vez maiores de pesticidas.

No homem, causam lesões hepáticas e renais e problemas no sistema nervoso. Podem provocar
envelhecimento precoce em adultos e diminuição da capacidade intelectual em crianças.