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Instituto Superior de Ciências e Educação à Distância

CENTRO DE RECURSOS DE CHIMOIO


1º ano 2019
1. O estudante:

Nome: . Ana Assucena de Alma Alegria Laquene Majenje

Curso: Administração Pública Código do Estudante: 51190211

Ano de Frequência: 1o ANO/2019

2. O trabalho
Trabalho de: Ciencia Politica Código da Discíplina:

Tutor: Paulo Muerembe Nº de Páginas: 10

Data da Entrega:17.08.2016
Registo de Recepção por:

3. A correcção:

Corrigido por:

Cotação (0 – 20):

4. Feedback do Tutor:
Índice
1.Introdução.................................................................................................................................................1
5.Hipóteses..................................................................................................................................................2
6.Objectivos.................................................................................................................................................2
6.1.Objectivo Geral.....................................................................................................................................2
7.Referencial teórico....................................................................................................................................3
9.O sistema eleitoral de Moçambique..........................................................................................................4
9.1.Impacto do sistema eleitoral nos processos eleitorais............................................................................5
9.2.Sistema político de Moçambique...........................................................................................................6
9.3.Eleições em Moçambique......................................................................................................................6
Conclusão....................................................................................................................................................7
Referencias Bibliográficas...........................................................................................................................8
1.Introdução
Neste presente trabalho iremos fazer uma abordagem sobre o sistema eleitoral moçambicano,
onde far-se-á uma abordagem concisa sobre esse sistema no país bem como os benefícios que o
mesmo tem trazido para a manutenção de eleições abrangentes para todos os moçambicanos.
Iremos abordar também sobre os órgãos que regem esse sistema em Moçambique.

Também iremos nos focalizar no impacto que o sistema eleitoral tem trazido para a realização
dos processos eleitorais moçambicanos.

2.Justificativa

O processo de eleições em Moçambique tem sido um marco importantíssimo para aquela que
vem a ser a escolha dos dirigentes que possam de certa forma conduzir o país para o seu
potencial desenvolvimento bem como para a melhoria das condições de vida dos seus cidadãos.

Desta feita a realização do presente trabalho tem como ponto de vista a análise do sistema
eleitoral moçambicano com a necessidade de trazer todos aspectos relacionados com as eleições
em Moçambique bem como os benefícios que este sistema tem trazido para o decorrer das
eleições em Moçambique.

3.Delimitação do tema

A lei dos órgãos eleitorais fixa as funções, competências, organização e funcionamento da

CNE. Desta feita, optou-se em fazer uma analise mais profunda no presente trabalho com vista a
entender como funciona o sistema eleitoral em Moçambique, bem como quais são as principais
inovações que este tem tomado com vista a melhorar o processo de eleições com vista a garantir
eleições mais participativas e integrantes para todos os moçambicanos.

4.Problematização

No processo eleitoral moçambicano, as eleições vêm sendo marcadas por uma tendência de
contestação na forma de composição e actuação dos órgãos eleitorais movidas por permanentes
observações de irregularidades no funcionamento e resolução dos litígios eleitorais por parte dos
Órgãos de Governação Eleitoral (OGE).

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Desta forma, durante o processo de revisão da legislação eleitoral em 2006, a Assembleia da
República (AR) tomou em considerações algumas críticas relacionadas com o grau de
partidarização da CNE. Assim, entre outras modificações, a AR estabeleceu novos critérios para
a composição da CNE, passando a contar com oito membros oriundos da sociedade civil e cinco
membros em representação da FRELIMO e da RENAMO.

O presente estudo surge ligado a esta preocupação inerente ao facto de se poder entender de facto
como funciona o Sistema eleitoral moçambicano bem como, perceber quais são os esforços
empreendidos com vista a colmatar esses problemas registados.

Desta feita surge a seguinte questão de parte:

Até que ponto o funcionamento deficiente do processo eleitoral influencia para a realização de
um bom processo eleitoral?

5.Hipóteses
 O sistema eleitoral moçambicano encontra-se em conformidade com as exigências sociais
e políticas do país.
 Uma organização adequada do sistema eleitoral contribui para a realização de eleições
participativas e imparciais.

6.Objectivos

6.1.Objectivo Geral
 Conhecer o Sistema eleitoral moçambicano

6.2.Objectivos específicos

 Identificar as diferentes alterações no Sistema eleitoral moçambicano;


 Ilustrar os propósitos do sistema eleitoral moçambicano;
 Mencionar a organização do processo eleitoral moçambicano

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7.Referencial teórico
A expressão "Sistema Eleitoral" designa os mecanismos jurídicos empregados nos Estados nos
quais vigoram o sistema legal de organização político democrático de constituição dos seus
poderes Legislativo e Executivo.

Na perspectiva de SANTOS (2011),

Os Sistemas Eleitorais são os meios utilizados para se atribuir um mandato àquele que se candidatou a um
cargo electivo, compondo-se pelo complexo de procedimentos empregados na concretização de uma
eleição, conjugando diversas técnicas e procedimentos pelos quais estas se realizam. O seu fundamento
encontra respaldo na base democrática de representação do povo no Poder Estatal, pois é o modo pelo qual
ele tem a oportunidade, nas democracias representativas, de participar da formação do Governo e do
conjunto de parlamentares que irão legislar em prol das normas necessárias para a regulamentação da vida
em sociedade.

Para AFRIMAP (2009),

A base de um sistema eleitoral são as circunstâncias eleitorais, as quais compreendem todo o Estado,
estados-membros, municípios, distritos e eventualmente até mesmo províncias. Os dois mecanismos de
coordenação e expressão da vontade popular na escolha de seus representantes, são: o Sistema de Partidos
as técnicas empregadas pelos Sistemas Eleitorais como a divisão do território em distritos ou circunstâncias
eleitorais, o método de emissão e designação dos eleitos de acordo com os votos emitidos.

Segundo CARTER (2000),

Um sistema de votação consiste nas regras de como os votantes podem expressar seus desejos, e como
esses desejos são agregados para se obter um resultado final. O estudo de sistemas de votação formalmente
definidos é chamado teoria das votações, um ramo da ciência política, economia ou matemática. A teoria
das votações começou no século XVIII e tem produzido diversas propostas de sistemas de votação.

Segundo HANLON (2009), “diferentes sistemas de votação podem ter diferentes resultados,
particularmente nos casos onde não há uma clara preferência da maioria. Então, a escolha do
sistema eleitoral é um componente importante de um governo democrático”.

8.Metodologia

Para a realização do presente trabalho recorremos a pesquisas bibliográficas.

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9.O sistema eleitoral de Moçambique
Desde a independência a 25 de Junho de 1975, Moçambique conheceu várias alterações
constitucionais. No entanto, a mais profunda foi sem dúvida a Constituição de 1990 que
consagrou o princípio da liberdade de associação e organização política dos cidadãos no quadro
de um sistema multipartidário, o princípio da separação dos poderes legislativo, executivo e
judiciário, e a realização de eleições livres, que assegurou campo para a conclusão do Acordo
Geral de Paz de 1992. A assinatura do AGP em Roma a 4 de Outubro de 1992 pôs fim à guerra
devastadora que opôs o governo da Frelimo à Renamo durante cerca de 16 anos.

Em Moçambique, a administração do sistema eleitoral é assegurado pela Comissão Nacional de


Eleições (CNE). É a ela que cabe a responsabilidade de organizar todo o processo que leva à
realização de eleições para o Presidente da República, os deputados da Assembleia da República,
os membros das assembleias provinciais e os membros da assembleia municipal, de que saem os
presidentes dos municípios.

A CNE é um órgão constitucional independente e imparcial e tem uma organização, composição,


competências e funcionamento definidos por lei. Este órgão funciona auxiliado pelo Secretariado
Técnico de Administração Eleitoral (STAE) e os seus integrantes são apurados em concurso
público.

A CNE é composta por um número determinado de membros, dos quais cinco são designados
pelos partidos políticos com assento na Assembleia da República e oito, propostos por
organizações da sociedade civil, são cooptados por aprovação dos partidos.

Entretanto, todo o trabalho da CNE, que culmina, nos ciclos eleitorais, com o anúncio dos
resultados, é, sob o ponto de vista jurisdicional, avaliado pelo Conselho Constitucional,
superintende legal e constitucional.

Até 2003, o Conselho Constitucional ainda não existia como instituição autónoma, tendo, antes
desta data, as suas funções sido exercidas pelo Tribunal Supremo.

Em regra, qualquer cidadão moçambicano maior de 18 anos e devidamente recenseado pode


eleger (capacidade eleitoral activa) e ser eleito (capacidade eleitoral passiva).

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A lei estabelece como incapacidade eleitoral activa o facto de um cidadão ter sido interdito por
sentença judicial, ser demente, ou condenado à pena de prisão por crime doloso.

No que se refere aos requisitos impostos às candidaturas, a lei estabelece que, para o cargo de
Presidente da República, são elegíveis somente os cidadãos moçambicanos eleitores que tenham
nacionalidade originária e sejam maiores de 35 anos.

Ainda segundo a lei eleitoral, são inelegíveis os cidadãos que:

a) Não gozem de capacidade eleitoral activa;


b) Tenham sido condenados em pena de prisão maior por crime doloso;
c) Tenham sido condenados em pena de prisão por furto, roubo, abuso de confiança, burla,
falsificação ou por crime doloso cometido por funcionário, bem como os delinquentes
habituais quando tenham sido condenados por decisão judicial;
d) Não residam habitualmente no país há pelo menos doze meses antes da data da
realização da eleição.

9.1.Impacto do sistema eleitoral nos processos eleitorais


A grande vantagem do sistema adoptado em Moçambique foi a sua capacidade para assegurar
um processo de pacificação e reconciliação nacional.

Isto se deveu a uma conjugação de três elementos principais. Por um lado, o envolvimento
directo do sistema das Nações Unidas em quase todas as fases do processo eleitoral – na prática
funcionando como a terceira parte garante da implementação dos acordos conseguidos - foi
crítica.

Por outro lado, a de facto bipolarismo político assumido pelas duas principais forças políticas na
constituição e funcionamento dos órgãos eleitorais também contribuiu para amenizar o ambiente
de desconfiança e serviu de garantia de uma certo grau de competição política dentro de limites
não destrutivos do processo de reconciliação nacional.

Finalmente, mas não menos importante, a força das organizações da sociedade civil também
desempenharam um papel crucial durante este período. Com efeito, o fenómeno do cansaço da
guerra e o desejo de encontrar um novo começo para o país levou a que várias entidades da

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sociedade civil tomassem inúmeras iniciativas com vista a garantir que eleições consolidassem
em vez de travar o processo de paz.

9.2.Sistema político de Moçambique


Moçambique é um país democrático baseado num sistema político multipartidário.  

A Constituição da República consagra, entre outros, o princípio da liberdade de associação e


organização política dos cidadãos, o princípio da separação dos poderes legislativo, executivo e
judiciário, e a realização de eleições livres.

9.3.Eleições em Moçambique
Moçambique elege os seus representantes políticos a três níveis:

 A nível nacional elege o chefe de estado, o Presidente da República, e o parlamento, a


Assembleia da República. O presidente é eleito para um mandato de cinco anos por
sufrágio directo, desde 1994. O parlamento tem 250 membros, eleitos para um período de
cinco anos por representação proporcional;
 A nível provincial são eleitas Assembleias Provinciais, por um período de cinco ano e
cuja função é monitorizar o governo provincial;
 A nível local, são eleitos o Presidente do Conselho Municipal e os partidos que integram
as Assembleias Municipais, em cidades e vilas consideradas municípios pela Assembleia
da República.

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Conclusão
No trabalho findo abordamos acerca do sistema eleitoral moçambicano onde sobre tudo
abordamos sobre o impacto que este sistema eleitoral tem trazido para as eleições em
Moçambique, abordamos também acerca das diferentes repartições do sistema eleitoral com vista
a garantir uma melhor organização e manutenção de um processo eleitoral abrangente para todos.

Abordamos também acerca dos diversos órgãos que regem os sistemas eleitorais no nosso país,
onde abordamos sobre a Comissão Nacional das Eleições (CNE) e o STAE, bem como a
sociedade Civil que juntos garantem um processo eleitoral melhor e mais abrangente para todos
os moçambicanos.

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Referencias Bibliográficas
HANLON, Joseph (2009) Boletim sobre o processo político em Moçambique – Número 43 – 19
de Novembro de 2009. Publicado pela CIP e AWEPA. Maputo.

CARTER CENTRE (2000). Processo da observação das eleições de 1999 em Moçambique,


Atlanta.

AFRIMAP & OSISA (2009). Moçambique: Democracia e participação política. Edição:


Afrimap e Open Society Initiative for Southern Africa. Londres.

SANTOS, Hélder Francisco Dos, (2011), A governação eleitoral em Moçambique designação


dos membros para a CNE, Maputo.

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