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DIREITO PROCESSUAL CIVIL

o AGRAVO DE INSTRUMENTO (art. 1.015)

• Cabível contra DECISÕES INTERLOCUTÓRIAS:


• Parte da doutrina defende a interposição de MS
quando há possibilidade de grave dano em
virtude da decisão interlocutória que não pode
ser recorrida por AI;
• Não é cabível MS contra decisão
interlocutória já decidida por AI (S. 267 do
STJ e RMS 60641)
• INTERPRETAÇÃO AMPLIATIVA do rol do art. 1.015 –
DAAN, entendo que há necessidade de utilização de
raciocínio lógico para recorrer de algumas decisões
que não estão previstas;
• INTERPRETAÇAO EXTENSIVA do rol do art. 1.015 –
DIDIER, entendo que o rol é taxativo, mas que há
possibilidade de estender a aplicação de cada inciso –
STJ já aplicou esse entendimento, inclusive com esse
termo;
• TAXATIVIDADE MITIGADA, foi o entendimento
mais recente do STJ sobre o tema, entendo que
deve ser mitigado o rol sempre que há urgência
decorrente da inutilidade do julgamento na APL;

• CABIMENTO (art. 1.015):

• Que versam sobre tutela provisória;


• Concede, denega ou adia a análise da TP;
• CUIDADO! Se a tutela for decidida em
sentença, caberá unicamente APL;
• Sobre o mérito do processo;
• Nas hipóteses das decisões interlocutórias
de mérito;
• Rejeição de alegação de arbitragem;
• Incidente de DPJ;
• Rejeição ou acolhimento da revogação da
gratuidade;
• Exibição ou posse de coisa;
• Exclusão de ou limitação de litisconsórcio;
• Intervenção de terceiros;
• Efeito suspensivo dos Embargos á execução;
• Redistribuição do ônus da prova;
• Decisões em sede de liquidação,
cumprimento de sentença, execução ou
inventário;

• INSTRUÇÃO DO RECURSO
• O recurso deve ser acompanhado de um
instrumento, ou seja, deve o Recorrente
apresentar cópias de pecas do processo em
que a decisão impugnada foi proferida
independente de autenticação, sendo permitido
ao Recorrente juntar documentos que não
estão nos autos da decisão;
• Ausência de apresentação de alguma peça essencial não
acarretará a extinção do recurso, podendo o Exequente
sanar o vício em 5 dias da intimação (§3º do art. 1.017 c/c
p.ú. do art. 932);
• PEÇAS OBRIGATÓRIAS, desde que existente
nos autos objetos de impugnação:
• PI; Contestação; petição que ensejou a decisão;
comprovante de intimação; e, procurações.
• Comprovação da intimação pode ser dispensada, quando
possível comprovar a tempestividade (REsp 1.278.731);

• PEÇAS FACULTATIVAS são as peças que


facilitarão ao juízo conhecer as argumentações,
mas não trarão nenhum vício ao processo (art.
1.01, III)
• PEÇAS ESSENCIAIS são as que, apesar de
facultativas, são necessárias para o
conhecimento pelo Tribunal sobre o que está
sendo tratado no processo principal.
• Se houver alguma peça inexistente, deve o
advogado do Recorrente declarar;
• A juntada de documentos será dispensada
quando os autos forem eletrônicos;

• PROCESSAMENTO
• O recurso é apresentado diretamente no juízo ad
quem, ou seja, serão julgados em novos autos;
• Após o protocolo do Agravo, o Agravante deve
informar ao juízo a quo sobre a interposição do
recurso, apresentando cópia do AI, comprovante
de interposição e lista de documentos que
formaram o instrumento;
• Se o juiz modificar a decisão, o AI estará
PREJUDICADO;
• A comunicação ao juízo a quo é OBRIGATÓRIA
se AUTOS FÍSICOS no prazo de 3 dias, sob
pena de inadmissibilidade do recurso (art.
1.018);
• O Agravo deverá ser interposto no PRAZO DE
15 DIAS;
• Após interposição, distribuição ao Relator;
• O Relator poderá, de plano NEGAR O
SEGUIMENTO LIMINAR do AI (hipóteses do art.
932, III e IV) impugnável por Agravo interno
• III – Nega conhecimento
• IV – Não provimento
• A TUTELA DE URGÊNCIA pode ser concedida
nos autos do Agravo de Instrumento, DESDE
QUE REQUERIDA;
• Ato seguinte, o Relator intimará o Agravado para
apresentar contrarrazões no prazo de 15d (art.
1.019, II) e, eventualmente, o MP se manifestará
(art. 1.019, III);
• O julgamento deverá ser realizado no prazo
(impróprio) de 1 mês;

o AGRAVO INTERNO (art. 1.021)

• Cabível contra decisões interlocutórias de 2º Grau de


recurso, reexame necessário ou ação do tribunal;
• TODA DECISÃO MONOCRÁTICA é impugnável por
Agravo Interno, sendo irrelevante se interlocutória ou
final;
• Será COMPETENTE para julgamento o ÓRGÃO
COLEGIADO que deveria se manifestar;

• PROCESSAMENTO
• Impugnação específica da decisão recorrida;
• Agravado será intimado para se manifestar no
prazo de 15 dias;
• Poderá o relator exercer o juízo de
RETRATAÇÃO;
• Não pode o relator apenas repetir a decisão
agravada! Devendo fundamentar a nova decisão
(§3º do art. 1.021 e REsp 1.622.386/MT);
• CUIDADO COM O §4º, pois a sanção prevista
nesse dispositivo só é aplicada quando a
IMPROCEDÊNCIA é MANIFESTA e não tenha
sido utilizado o Agravo para REPERCUSSÃO
GERAL!
• Ex de manifesta improcedência: Vício formal que pode ser
verificado de plano sem maiores dificuldades.

• DUPLA SANÇÃO AO AGRAVANTE, pois,


para qualquer outro recurso, deverá o
Agravante pagar a multa do §4º, salvo
Fazenda Pública (incluso o MP) e Beneficiário
da Gratuidade, que pagarão ao final; Vide info
820 do STF;

o AGRAVO EM RESP/REXT
• VEREMOS DEPOIS

o EMBARGOS DE DECLARAÇÃO (art. 1.021)


• Recurso que serve como corretor de vícios formais de
decisão aprimorando sua qualidade;
• CABIMENTO:
• Erro material – Erro facilmente perceptível;
• Pode ser arguido a qualquer momento, pois não preclui;

• Obscuridade – Falta de clareza e precisão da


decisão;
• Contradição – Existência de proposições
inconciliáveis entre si;
• Omissão – Ausência de apreciação de um
ponto/questão sobre a qual o órgão jurisdicional
deveria ter se manifestado;
• Quando um pedido cumulado prejudica os demais, não há
necessidade da decisão se manifestar sobre todos;
• DÚVIDA NÃO É VÍCIO!

• PRAZO: Os EmbDcl devem ser opostos no prazo de


5 dias (art. 1.023)!
• PREPARO: Não há necessidade de preparo nos
EmbDcl (art. 1.023)!
• COMPETÊNCIA será do mesmo juízo que proferiu a
decisão embargada, independente do grau de
jurisdição e, se decisão colegiada, direcionada ao
Relator;
• FUNDAMENTAÇÃO é vinculada, ou seja, o
Embargante deverá se ater às hipóteses de
cabimento;
• EFEITOS INFRINGENTES
• Ocorre quando os EmdDcl extrapolam a sua
função própria ocasionando, assim, uma
verdadeira modificação da decisão
impugnada por meio de reforma ou anulação;
• Se o juiz que for julgar os EmbDcl entender pela
eventual aplicação dos Efeitos Infringentes
deverá permitir a prévia manifestação do
Embargado no prazo de 5 dias;
• EFEITO INTERRUPTIVO ocorre nos EmdDcl, pois a
sua oposição interrompe o prazo recursal para que
as partes apresentem outros recursos, ou seja,
opostos EmbDcl, as partes terão devolvidos TODO o
prazo recursal quando eles forem julgados
independente se procedentes ou não (art. 1.026),
salvo se:
• Intempestivos;
• Meramente protelatórios na segunda
reiteração;
• EFEITO SUSPENSIVO não é aplicado na decisão
embargada, no entanto, caso presente o fumus boni
Iuris e o periculum in mora, poderá ser concedido;
• RATIFICAÇÃO DE RECURSO INTERPOSTO
ANTES DO JULGAMENTO DOS EMBARGOS é
necessária quando os EmbDcl são procedentes e há
modificação na decisão embargada (Art. 1.024, §§ 4º
e 5º)
• EMBARGOS PROTELATÓRIOS são aqueles que
visam unicamente protelar a formação da coisa
julgada e, para evitar esse abuso de direito, o
Embargante será condenado em pagar 2% sobre o
valor da causa (art. 1,026, §2º);
• = recurso que não possui fundamento
fático/jurídico
• = perceptível que o único objetivo é
retardar a marcha processual
• Ocorre quando o Embargante não aponta de
forma concreta a hipótese de cabimento OU
a matéria já foi discutida;
• Ocorrerá MAJORAÇÃO da multa de 2% para
10% com a reiteração de protelatórios,
condicionando a admissibilidade de novo
recurso ao pagamento da multa (art. 1.026, §3º);
• Não serão admitidos novos EmbDcl se os dois
anteriores foram protelatórios (art. 1.026, §4º),
não tendo mais esses o efeito interruptivo;

• EMBARGOS PARA FINS DE


PREQUESTIONAMENTO são possíveis, conforme
art. 1.025, mesmo que sejam inadmitidos ou
rejeitados;
• Em regra, DESCABE A MAJORAÇÃO DE
HONORÁRIOS RECURSAIS pelo julgamento de
EmbDcl, no entanto, há entendimento do STF
aplicando a majoração quando os EmbDcl são
interpostos em sede de Tribunal (Info 829 do STF);
• CURIOSIDADE: A majoração é possível para os
recursos interpostos após a vigência do
CPC/2015;

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