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ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL

PROFESSORA ELDA MOSCOGLIATO


RODOVIA GASTAO DAL FARRA KM 6 – BOTUCATU SP
TELEFONE/FAX (14) 3811-3180

ATIVIDADES COMPLEMENTARES

NOME: ______________________________________Nº_____ TURMA: ______


PROFESSOR: Bruno Pascoal
DISCIPLINA: História

Tempo Recomendado de Atividade (150 minutos)


IMPRENSA EM FRANÇA DURANTE REVOLUÇÃO

A Revolução Francesa constitui um importante marco histórico da transição do


mundo para a idade contemporânea e para a sociedade capitalista baseada na
economia de mercado. Aboliu a servidão e os direitos feudais em França e
proclamou os princípios universais de "Liberdade, Igualdade e Fraternidade"
(Liberté, Egalité, Fraternité). A função da imprensa na difusão das notícias e dos
reflexos da Revolução foi muito importante. Muito depressa em liberdade
estritamente vigiada, a imprensa difundiu os acontecimentos da França nas zonas
anexadas — da Bélgica ao Reno, como mais tarde nas repúblicas irmãs —, foi o
coração do dispositivo pedagógico da Revolução conquistadora.

Em 1789 a imprensa começa a ter um papel cada vez maior nos acontecimentos
políticos. Vários políticos importantes tornaram-se jornalistas, surgem grandes
figuras do jornalismo como Marat, Hérbert, Mirabeau e Brissot que escrevem
artigos revolucionários e incendiários. Lutaram activamente por aquilo que
chamaram de “direitos naturais” dos cidadãos. Tratava-se sobretudo de uma luta
contra a censura, ou seja, pela liberdade de imprensa. É a Revolução francesa que
instala três grandes ideias que vão marcar toda a acção dos jornalistas nessa
época. A primeira, é a de que o segredo é sempre detestável, é contra a revolução,
a primeira ambição é a transparência nos assuntos públicos. È necessário que tudo
se passe sob o olhar atento dos cidadãos. Em segundo lugar, a Revolução presta
constantemente homenagem ao modelo da Antiguidade e ás formas de democracia
que existiam nas cidades gregas ou em Roma. Está-se obcecado em reinventar
uma democracia directa. A terceira ideia que rege o jornalismo em França durante
a revolução é o facto de imprensa não constituir apenas um espelho da política
mas também ser um actor central ao contribuir para dar aos acontecimentos um
ritmo acelerado.

Como nunca aconteceu até hoje, a imprensa estabeleceu um contacto permanente


e directo com os seus leitores. A publicação excessiva das ideias do público deve-
se ao facto de nenhum dos jornais conseguir suportar as despesas dos
correspondentes, os leitores compensavam esta falta tornando-se repórteres de
ocasião. Descobriu-se que os jornais são os laços mais eficazes entre os
representantes do povo e o próprio povo. Só a imprensa pode ter o lugar de
interpretar o papel de intermediário permanente.

É por esta altura que se esclarece a distinção entre a noção de “espírito público” e
a noção de “opinião pública”. Segundo Rousseau «a modernidade consiste em
produzir uma cristalização desta opinião pública, que deixa de ser uma desordem
de reacções dispersas e contraditórias e imediatamente toma um sentido.» Revela-
se entre os jornalistas e escritores da época, um desejo de substituir uma opinião
pública desorganizada confusa e indecisa, por uma opinião pública rectificada e
consciente. A “opinião pública” já não é uma expressão neutra mas torna-se
moralmente responsável e legitimada.

Nos primeiros meses da revolução a censura não é oficialmente suprimida. O


último esforço do poder real é a suspensão de o diário de grande influência:
Patriote français de Brissot, porém reaparece após a tomada da Bastilha. Mas é a
partir da Assembleia de Notáveis que se dá uma verdadeira explosão de panfletos,
folhetos, dissertações e outras publicações de todos os géneros. De 1789 a 1797
apareceram cerca de mil títulos. Alguns chegam até aos 15 000 exemplares.
Perante esta situação o poder cedeu. O artigo 11º da Declaração dos Direitos do
Homem e do cidadão, aprovada pela assembleia constituinte em 26 de Agosto de
1789, estabeleceu a liberdade de imprensa: «A livre comunicação de pensamentos
e opiniões é um dos direitos mais preciosos do homem; qualquer cidadão pode
falar, escrever, imprimir livremente, sem prejuízo de responder por abuso desta
liberdade nos casos determinados pela lei». Porém, este artigo é limitado pelo da
«liberdade de empresa e profissão» e pela lei de Chapelier, que proibia todo o tipo
de corporações. Ficou assim traçado o quadro jurídico da liberdade de imprensa
num estado liberal.

https://www.youtube.com/watch?v=LqJ80acOYwg

Leia o texto, veja o vídeo acima e também pesquise na internet, e faça uma
comparação com a liberdade de imprensa na época da revolução francesa e com a
nossa liberdade de imprensa, após faça um texto de até 10 linhas explicando os
motivos de se ter uma imprensa livre que não seja vinculada a governos.