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1.

Introdução

O presente trabalho visa fazer abordagem sobre o contrato que é definido como é instrumento
jurídico de grande relevância no mundo contemporâneo, possibilitando o intercâmbio de
riquezas e a acomodação de diversos interesses. Os contratos devem sempre estar em
conformidade com os termos da licitação e da proposta a que se vinculam.

Já os contratos Administrativos são um tipo de avença travada entre a Administração e


terceiros na qual, por força de lei, de cláusulas pactuadas ou do tipo de objecto, a
permanência do vínculo e as condições preestabelecidas sujeitam-se a cambiáveis imposições
de interesse público, ressalvados os interesses patrimoniais do contratante privado" (de
Mello, 2012).

De referir que ainda vai-se falar de contratos administrativos, regimes jurídicos, modo de
manifestação, regulamento administrativos.

1.1. Objectivos
1.1.1. Objectivo geral
 Fazer a abordagem sobre contrato, contratos Administrativos, regimes jurídicos, modo
de manifestação, regulamentos Administrativos.
1.1.2. Objectivos específicos
 Definir contractos Administrativos;
 Falar de regimes Administrativos de contratos e
 Descrever os regulamentos de contractos e modo de manifestação.

1.2. Metodologias

Para elaboração desse trabalho usou-se a revisão bibliográfica como método, que se
baseou na consulta de livros, módulos, artigos na internet dos autores que já abordaram
sobre o tema em estudo, em que as obras consultadas estão devidamente citadas nas
referências bibliográficas do trabalho.
2. Contracto

O contrato, de forma geral, pode ser definido como:

"Entende-se por contrato a relação jurídica formada por um acordo de vontades, em


que as partes obrigam-se reciprocamente a prestações concebidas como
contrapostas e de tal sorte que nenhum dos contratantes por unilateralmente alterar
ou extinguir o que resulta da avença" (de Mello, 2012).

“É uma espécie de negócio jurídico cuja formação depende da presença de pelo


menos duas partes. É negócio jurídico bilateral ou plurilateral.” (Orlando Gomes)

“Acordo de vontades com a finalidade de produzir efeitos jurídicos”.(Caio Mário)

Contrato é o acordo recíproco de vontades que tem por fim gerar obrigações recíprocas entre
os contratantes.

De modo geral, pode-se dizer que é o exemplo por excelência dos negócios jurídicos, fazendo
brotar para os contratantes as mais diversas obrigações, desde de que observem para tanto os
requisitos exigidos para a sua constituição válida.

São instrumentos jurídicos de constituição, transmissão e extinção de direitos na área


económica. Em sentido amplo todas as figuras jurídicas que nascem do acordo de vontade
podem ser chamadas de contrato.

Na prática há confusão com relação a palavra contrato, que designa não só o negócio jurídico
bilateral gerador de obrigações como também o instrumento que o formaliza, isto é, o
documento escrito, a escritura, etc. Mas é necessário saber que não é a forma que cria o
contrato, mas sim o acordo de vontade, existindo, por exemplo, contratos verbais.

O contrato distingue-se da lei por ser fonte de obrigações e gerar direito subjectivo, enquanto
a lei é fonte de direito objectivo. Ambos seguem regras próprias e distintas.
2.1. Função Económica e Social do Contrato
Toda a vida económica se utiliza deste instrumento, que oferece as partes a possibilidade de
disciplinarem seus interesses. Aproxima o homem e reduz suas diferenças.

Promove a circulação de riquezas, a colaboração, previne riscos e viabiliza empreendimentos.

A função socioeconómica do contrato justifica a protecção jurídica do instituto.

2.2. Princípios Fundamentais da Relação Contratual

 Princípio da Obrigatoriedade ou Irrefutabilidade (“pacta sunt servanda”):


decorre da função social do contrato e da própria manifestação livre da vontade das
partes. Fixa tal princípio que não é lícito o arrependimento após a formação do
contrato. Uma vez perfeito, só se desfaz o contrato por nova manifestação de vontade,
desta vez no sentido de desconstruí-lo. Significa, no dizer de Caio Mário, a
“irreversibilidade da palavra empenhada”, não podendo os participantes escaparem
das consequências do negócio, a não ser por novo acordo de vontades. O Estado
apenas excepcionalmente pode interferir para abrandar a questão da obrigatoriedade.
 Princípio da Intangibilidade: da mesma forma como o negócio não pode ser desfeito
senão por intermédio de novo acordo de vontade, também não pode sofrer alteração o
conteúdo da relação e as cláusulas do negócio. Uma vez estabelecidas, revestem-se do
atributo da imutabilidade.
 Princípio Consensualista: a despeito do ocorrido no passado, sobretudo no Direito
Romano, em nosso Direito vige a ideia de que o simples acordo de vontades é
suficiente para o nascimento dos contratos, que independem de manifestação material
para serem válidos. Formam-se do simples consenso (“solo consensu”), executando-
se apenas os contratos nos quais, por seu reflexo e repercussão, a lei exige a adopção
da forma prescrita em lei. Hoje a declaração tem mais peso que as formalidades,
apesar de subsistirem situações em que as exigências de forma são necessárias para a
validade dos contratos.
 Princípio da Autonomia da Vontade: os contratantes são livres para, através da livre
manifestação de vontade decidirem se desejam ou não contratar, com quem contratar
e o conteúdo do contrato, sempre que a lei não limitar a actuação das partes. Este
princípio não é absoluto, estando limitado pela ordem pública e pela intervenção
estatal, ora impondo-se a contratação, ora determinando parte de seu conteúdo, ora
concedendo ao juiz a faculdade de rever o contrato. Neste campo intervencionista
encontramos a teoria da imprevisão, que iremos estudar.
 Princípio da Boa-Fé: a linguagem não deve prevalecer sobre a verdadeira intenção
dos contratantes , bem como deve haver lealdade e cooperação entre os contratantes
para que cada um possa cumprir com o que dele se espera na relação. Há que se
observar os procedimentos éticos médios na relação contratual. Fala-se actualmente
em princípio da boa-fé objectiva, sobretudo no que diz respeito às relações de
consumo.
 Princípio da Relatividade dos Efeitos do Contrato: o contrato é “res inter alios
acta”, o que significa que seus efeitos internos se produzem exclusivamente entre as
partes, não beneficiando ou prejudicando terceiros, segundo a regra geral. A
existência do contrato é fato que não pode ser negado pelas outras pessoas, mas os
efeitos operam somente entre as partes. Há contudo contratos que escapam a regra
geral, não sendo portanto este princípio absoluto.

Entre as características principais de um contrato estão a consensualidade sobre a formação


de vínculos e a autoridade nos termos, que devem respeitar a isonomia para ambas as partes.

3. Contratos Administrativos

Contrato Administrativo

"É um tipo de avença travada entre a Administração e terceiros na qual, por força de
lei, de cláusulas pactuadas ou do tipo de objecto, a permanência do vínculo e as
condições preestabelecidas sujeitam-se a cambiáveis imposições de interesse público,
ressalvados os interesses patrimoniais do contratante privado" (de Mello, 2012).

É um acto jurídico bilateral ou plurilateral, secundário, individual e concreto, uma


manifestação de vontades.
Todos os contratos públicos são contratos administrativos mas nem todos os contratos
administrativos são contratos públicos. Os contratos públicos abrangem contratos celebrados
na Administração mas também contratos da Administração no regime privado, onde a
administração tem limitações jurídico-publicas.
Existe no entanto na nossa ordem jurídica o princípio da liberdade contratual que dispõe que
ninguém está obrigado a contratar com a administração Publica, mas depois de celebrar o
contrato fica sujeito aos poderes de autoridade que esta pode exercer poderes de autoridade.
Existem vários tipos de contratos administrativos. O contrato administrativo esta subordinado
á lei e não pode violar os actos administrativos porque estes podem constituir direitos. Os
contratos são portanto condicionados da prática de outros actos.
Constitui um processo próprio de agir da Administração Pública que cria, modifica ou
extingue relações jurídicas, disciplinadas em termos específicos do sujeito administrativo,
entre pessoas colectivas da Administração ou entre a Administração e os particulares. O
Código do Procedimento Administrativo, inclui no art. 179º uma verdadeira norma de
habilitação em matéria de celebração de contratos administrativos: a não ser que a lei impeça
ou que tal resulte da natureza das relações a estabelecer, as competências dos órgãos da
Administração Pública podem ser exercidas por via da outorga de contratos administrativos.

O contrato administrativo há-de definir-se em função da sua subordinação a um regime


jurídico de Direito Administrativo: serão administrativos os contratos cujo o regime jurídico
seja traçado pelo Direito Administrativo; serão civis ou comerciais os contratos cujo regime
jurídico seja traçado pelo Direito Civil ou Comercial.

O Código do Procedimento Administrativo definiu contrato administrativo no art. 178º/1,


disposição que de resto, reproduz o art. 9º/1 ETAF. Aí se escreve que o contrato
administrativo é o acordo de vontades pelo qual é constituída, modificada ou extinta uma
relação jurídico-administrativa.  Resta saber o que se deve entender por “relação jurídica de
Direito Administrativo”. É aquela que confere poderes de autoridade ou impõe restrições de
interesse público à Administração perante os particulares, ou que atribui direitos ou impõe
deveres públicos aos particulares perante a Administração.

3.1. Tipos de contratos Administrativos.

3.1. Principais Espécies de Contratos Administrativos

As principais espécies de contratos administrativos, são sete:

1. Empreitada de obras públicas:  é o contrato administrativo pelo qual um particular se


encarrega de executar uma obra pública, mediante retribuição a pagar pela
Administração;
2. Concessão de obras públicas:  é o contrato administrativo pelo qual um particular se
encarrega de executar e explorar uma obra pública, mediante retribuição a obter
directamente dos utentes, através do pagamento por estes de taxas de utilização;
3. Concessão de serviços públicos:  é o contrato administrativo pelo qual um particular
se encarrega de montar e explorar um serviço público, sendo retribuído pelo pagamento
de taxas de utilização a cobrar directamente dos utentes.
4. Concessão de uso privativo do domínio público:  é o contrato administrativo pelo
qual a Administração Pública faculta a um sujeito de Direito Privado a utilização
económica exclusiva de uma parcela do domínio público para fins de utilidade pública;
5. Concessão de exploração de jogos de fortuna e azar: é o contrato administrativo qual
um particular se encarrega de montar e explorar um casino de jogo, sendo retribuído pelo
lucro auferido das receitas dos jogos;
6. Fornecimento contínuo:  é o contrato administrativo pelo qual um particular se
encarrega, durante um certo período, de entregar regulamente à Administração certos
bens necessários ao funcionamento regular de um serviço público;
7. Prestação de serviços: abrange dois tipos completamente diferentes um do outro:
contrato de transporte é o contrato administrativo pelo qual um particular se encarrega de
assegurar a deslocação entre lugares determinados de pessoas ou coisas a cargo da
Administração; e o contrato de provimento,  é o contrato administrativo pelo qual um
particular ingressa nos quadros permanente da Administração Pública e se obriga a
prestar-lhe a sua actividade profissional de acordo com o estatuto da função pública.

4. Regime jurídico

O regime jurídico dos contratos administrativos é constituído quer por normas que conferem
prerrogativas especiais de autoridade à Administração Pública, quer por normas que impõe à
Administração Pública especiais deveres ou sujeições que não têm paralelo no regime dos
contratos de Direito Privado.

4.1. A Formação do Contrato Administrativo

Trata-se de regras que versam sobre os elementos essenciais do contrato administrativo – a


competência para contratar, a obtenção do mútuo consenso em que o contrato administrativo
se traduz, a autorização das despesas públicas a realizar através do contrato, e a forma e
formalidades de celebração do contrato administrativo.

A escolha dos particulares está sujeita a normas muito restritivas. Pode ser feita através de
ajuste directo, concurso limitado ou concurso público.

A regra geral é que todo o contrato administrativo tem de ser celebrado precedendo concurso
público, salvo se a lei autorizar outro processo.

A liberdade contratual da Administração Púbica não é limitada somente pelas regras legais
relativas à escolha do contraente privado: também a liberdade de conformação do conteúdo
da relação contratual está condicionada pela proibição da exigência de prestações
desproporcionadas ou que não tenham uma relação directa com o objecto do contrato .

Os contratos administrativos estão sujeitos à forma escrita.

Acontece muitas vezes que as leis administrativas prevêem a figura da adjudicação. Esta é


um acto administrativo: trata-se do acto pelo qual o órgão competente escolhe a proposta
preferida e, portanto, selecciona o particular com quem pretende contratar. A adjudicação é
assim, um acto administrativo, ou seja, um acto jurídico unilateral, ao passo que o conteúdo é
um acto jurídico bilateral, um acordo de vontades.

4.2. A Execução do Contrato Administrativo

A administração surge sobretudo investida de poderes de autoridade, de que os particulares


não beneficiam no âmbito dos contratos de Direito Privado que entre si celebraram.

Os principais poderes de autoridade de que a Administração beneficia na execução do


contrato administrativo são três:

a) O poder de fiscalização:  consiste no direito que a Administração Pública tem, como parte
pública do contrato administrativo, de controlar a execução do contrato para evitar surpresas
prejudiciais ao interesse público, de que a Administração só viesse, porventura, a aperceber-
se demasiado tarde;
b) O poder de modificação unilateral:  decorre da variabilidade dos interesses públicos
prosseguidos com o contrato e tem correspondência no dever de manutenção do equilibro
financeiro do contrato, dever que dita, em condições normais, o aumento das contrapartidas
financeiras do co-contratante privado;

1. c)      O poder de aplicar sanções:  ao contraente particular, seja pela inexecução do
contrato, seja pelo atraso na execução, seja por qualquer outra forma de execução
imperfeita, seja ainda porque o contraente particular tenha trespassado o contrato para
outrem sem a devida autorização da Administração. As duas modalidades mais típicas
são a aplicação de multas,  e o sequestro,  quando o contraente abandone o exercício da
actividade que foi encarregado pelo contrato administrativo, a Administração tem o
direito de assumir o exercício dessa actividade e as obrigações do particular relativamente
ao contrato, ficando a cargo do contraente particular todas as despesas que a
Administração fizer enquanto essa situação durar.

4.3. A Extinção do Contrato Administrativo

Para além das causas normais de extinção do contrato administrativo, designadamente


por caducidade  ou termo,   há duas causas específicas:

1. a)       A rescisão do contrato a título de sanção:  que se verifica quando o contraente
particular não cumpre, ou não cumpre rigorosamente, as cláusulas do contrato: aí a
Administração tem o direito de rescindir o contrato, a título de aplicação duma sanção ao
contraente faltoso.
2. b)       O resgate:  que se verifica sobretudo nas concessões. Consiste no direito que a
Administração tem, antes de findo o prazo do contrato, de retomar o desempenho das
atribuições administrativas de que estava encarregado o contraente particular, não como
sanção, mas por conveniência do interesse público, e mediante justa indemnização.

O regime de invalidade do contrato administrativo, previsto no art. 185º CPA, situa-se numa
área em que é muito intensa a confluência do Direito Público e do Direito Privado,
circunstância que lhe confere uma especial complexidade, são as suas linhas gerais:
a)      Os contratos administrativos, quando precedidos de actos administrativos inválidos,
são “contagiados”  pela invalidade destes; o objecto evidente é tentar obviar a que os órgãos
administrativos, em face da generalização da via contratual permitida pela lei, cedam à
tentação de procurar obter por esta via efeitos jurídicos que a prática de um acto
administrativo válido não possibilitaria;

b)      As disposições do Código Civil relativas à falta e aos vícios da vontade aplicam-se a
qualquer contrato administrativo;

c)      Se a alternativa é a outorga de um contrato administrativo for a prática de um acto


administrativo, a invalidade do contrato decorre daquele acto, sendo-lhe aplicáveis as regras;

d)      Se a alternativa à outorga de um contrato administrativo for a celebração de um


contrato de Direito Privado, a invalidade daquele contrato decorre, sendo-lhe aplicáveis as
regras

5. Regulamento administrativo

São as normas jurídicas emanadas por uma autoridade administrativa no desempenho do


poder administrativo.

Esta noção encerra três elementos essenciais:

a) Do ponto de vista material,  o regulamento administrativo consiste em normas jurídicas.


Mas, para além de norma que é, o regulamento é norma jurídica:  quer isto dizer que o
regulamento administrativo não é um mero preceito administrativo;  trata-se de uma
verdadeira e própria regra de direito; que, nomeadamente, pode ser imposta mediante a
ameaça de coacção e cuja violação leva, em geral, à aplicação de sanções, sejam elas de
natureza penal, administrativa ou disciplinar.

b) Do ponto de vista orgânico, o regulamento é editado por uma autoridade administrativa,


isto é, de um órgão da Administração Pública.
c) Como elemento funcional,  cumpre referir que o regulamento é ameaçado no exercício do
poder administrativo.

Porque se trata de exercício de poder administrativo, haverá que ter presente que a actividade
regulamentar é uma actividade subordinada e condicionada face à actividade legislativa, essa
livre, primária e independente.

Enquanto norma secundária que é, o regulamento administrativo encontra na lei o seu


fundamento e parâmetro de validade. Por maioria de razão, é óbvio que o regulamento
administrativo deve estrita obediência à Constituição, enquanto lei fundamental do Estado.

Consequentemente, se o regulamento contrariar uma lei, é ilegal; e se entrar em relação


directa com a Constituição, violando-a em qualquer dos seus preceitos, padecerá
de inconstitucionalidade.

5.1. Tipos de regulamentos Administrativos

As espécies de regulamentos administrativos podem ser apuradas à luz de quatro critérios


fundamentais:

a) Dependência dos regulamentos administrativos face à lei:  há que distinguir duas
espécies principais:

 Os regulamentos complementares ou de execução,  são aqueles que desenvolvem ou


aprofundam a disciplina jurídica constante de uma lei. E, nessa medida, contemplam,
viabilizando a sua aplicação aos casos concretos. Podem ser espontâneos,  a lei nada diz
quanto à necessidade da sua complementarização, todavia, se a Administração o entender
adequado e para tanto dispuser de competência, poderá editar um regulamento de
execução. E podem ser devidos,  é a própria lei que impõe à Administração a tarefa de
desenvolver a previsão do comando legislativo (são tipicamente,
regulamentos “secundum legem”).
 E os regulamentos independentes ou autónomos,  são diferentemente, aqueles
regulamentos que os órgãos administrativos elaboram no exercício da sua competência,
para assegurar a realização das suas atribuições específicas, sem cuidar de desenvolver
nenhuma lei em especial.
Os regulamentos independentes são afinal de contas, expressão de autonomia com que a lei
quis distinguir certas entidades públicas, confiando na sua capacidade de autodeterminação e
no melhor conhecimento de que normalmente desfrutam acerca das realidades com que têm
de lidar.

b) Quanto ao objecto,  há a referir fundamentalmente os regulamentos de organização, são


aqueles que procedem à distribuição das funções pelos vários departamentos e unidades do
serviço público, bem como à repartição de tarefas pelos diversos agentes que aí trabalham;
os regulamentos de funcionamento,  tantas vezes misturados num mesmo diploma com os
anteriores, são aqueles que disciplinam a vida quotidiana dos serviços públicos. Os
regulamentos que procedem em particular à fixação das regras de expediente denominam-
se regulamentos processuais; e os regulamentos de polícia, são aqueles que impõe
limitações à liberdade individual com vista a evitar a produção de danos sociais.

c) Quanto ao âmbito de aplicação,  há que distinguir entre regulamentos gerais,  são aqueles
que se destinam a vigorar em todo o território ou, pelo menos em todo o território
continental;   regulamentos locais são aqueles que têm o seu domínio de aplicação limitado a
uma dada circunscrição territorial; finalmente os regulamentos institucionais,  são os que
emanam dos institutos públicos e associações públicas, para terem aplicação apenas às
pessoas que se encontrem sob a sua jurisdição.

d) Quanto à projecção da sua eficácia,  dividem-se em regulamentos internos,  são os que


produzem os seus efeitos jurídicos unicamente no interior da esfera jurídica da pessoa
colectiva pública cujos órgãos os elaborem; e são regulamentos externos,  aqueles que
produzem efeitos jurídicos em relação a outros sujeitos de direitos diferentes, isto é, em
relação a outras pessoas colectivas públicas ou em relação a particulares.

6. Modo de produção dos Regulamentos


Alguns artigos da constituição da Republica, introduziram no nosso ordenamento jurídico-
administrativas normas relativas à elaboração de regulamentos. No essencial, tais normas
estabelecem:

a) Faculdade de iniciativa procedimento dos interessados na regulamentação de certa matéria,


exercitável mediante pedido fundamentado dirigido ao órgão competente;

b) O direito de participação procedimental dos interessados na elaboração dos projectos de


regulamento;

c) A apreciação pública dos projectos de regulamento.

6.1. Vigência dos Regulamentos

Os regulamentos publicados no “Diário da República” entram em vigor nos termos das leis e


podem cessar a sua vigência por caducidade, pela revogação ou ainda pela anulação
contenciosa ou pela declaração da sua ilegalidade.

Caducidade:  são casos de em que o regulamento caduca, isto é, cessa automaticamente a sua
vigência, por ocorrerem determinados factos que ope legis produzem esse efeitos jurídico. Os
principais casos de caducidade são:

a) Se o regulamento for feito para vigorar durante certo período, decorrido esse período o
regulamento caduca;

b) O regulamento caduco se forem transferidas as atribuições de pessoa colectiva para outra


autoridade administrativa, ou se cessar a competência regulamentar do órgão que fez o
regulamento;

c) O regulamento caduco se for revogado a lei que ele veio executar, caso esta não seja
substituída por outra.

Revogação:  o regulamento também deixa de vigorar noutro tipo de casos, em que um acto
voluntário dos poderes públicos impõe a cessação dos efeitos do regulamento. São eles:
a) Revogação, expressa ou tácita, operada por outro regulamento, de grau hierárquico e forma
idênticos;

b) Revogação, expressa ou tácita, por regulamento de autoridade hierarquicamente superior


de autoridade ou de forma legal mais solene;

c) Revogação, expressa ou tácita, por lei.

Anulação contenciosa:  os regulamentos deixam de vigorar, total ou parcialmente, sempre


que um Tribunal para tanto competente declare, no todo ou em parte.
7. Conclusão

Findo presente trabalho concluí-se que o contrato é o acordo recíproco de vontades que tem
por fim gerar obrigações recíprocas entre os contratantes.

E ainda viu-se que contrato Administrativos constitui um processo próprio de agir da


Administração Pública que cria, modifica ou extingue relações jurídicas, disciplinadas em
termos específicos do sujeito administrativo, entre pessoas colectivas da Administração ou
entre a Administração e os particulares.

De referir que todos os contratos públicos são contratos administrativos mas nem todos os
contratos administrativos são contratos públicos e são regidos de regulamentos
administrativos.

O regime jurídico dos contratos administrativos, ou seja, a forma como estes são tratados
pelas normas jurídicas, é identificado por meio da verificação dos princípios que lhe dizem
respeito, os quais devem ser extraídos do próprio ordenamento jurídico
8. Bibliografia

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https://escola.mmo.co.mz/o-contrato-administrativo/#ixzz5hTaDjhNF

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