Você está na página 1de 34

INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E GESTÃO

LICENCIATURA EM CONTABILIDADE E AUDITORIA

Importância da consolidação de contas no âmbito fiscal e comercial.

Gervásio Rafael Tazama

Nipepe, 06 de Abril de 2020


INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIA E EDUCAÇÃO A DISTANCIA

DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E GESTÃO

LICENCIATURA EM CONTABILIDADE E AUDITORIA

Importância da consolidação de contas no âmbito fiscal e comercial

Trabalho de campo submetido ao Curso de Contabilidade e auditoria/departamento


de economia e gestão como requisito para obtenção do grau académico de licenciatura
em contabilidade e auditoria.

Nipepe, 06 de Abril de 2020

p. 2
AGRADECIMENTO

É de agradecer a Deus e aos meus Pais pela vida e bênção assim como a proteção que
incansavelmente e de uma forma maquiavélica tem me acompanhado em booms e maus
momento (Sempre).

Au Instituto Superior de Ciências e Educação a Distancia (ISED), pelo acolhimento e


integração como estudante do curso de Contabilidade e Auditoria, no âmbito da
aprendizagem ou desenvolvimento do conhecimento solido, e pelo esforço que a
instituição tem feito de modo a dar o seu contributo no cumprimento do percurso na
Mídia de forma eficiente e manter o estudante atualizado.

Au tutor da presente cadeira, apesar de não ter-se identificado no presente trabalho, e


pela oportunidade da composição da pesquisa, que foi desenvolvido por me de acordo
as recomendações debuçadas no instrumento de seguimento, que por sua vez devera
apreciar de modo a obter a minha classificação que é a parte integrante no processo de
aprendizagem.

p. 3
Sumário

Este trabalho visa proporcionar uma ferramenta de auxílio, aos e profissionais da área
de contabilidade, que pretendam abordar pela primeira vez o tema de Consolidação de
Contas.

O objetivo principal desta trabalho é apresentar uma visão clara e simples desta
problemática, elucidando sobres os princípios base afetos ao processo de consolidação.

Tal processo caracteriza-se pela agregação de Demonstrações Financeiras individuais de


entidades pertencentes a um Grupo de Sociedade, que pelas suas características, e
mediante algumas exigências, são alvo de Consolidação de Contas.

Neste trabalho é possível conhecer o processo de Consolidação de Contas, desde a


descrição dos tipos de entidades envolvidas, a todos os procedimentos de preparação e
execução de consolidação, que visa a apresentação da situação económica e financeira
do Grupo de Sociedade como se de uma única entidade se tratasse.

Situação geográfica do distrito.

 Segundo o Ministério da Administração Estatal (2014), Nipepe é um distrito de


Panda Macia que está situado a Sudeste da província de Niassa, tendo como
limites, a Sul a província de Nampula, a Este a de Cabo Delgado, a Norte o
distrito de Marrupa e a Oeste o distrito de Maua. A superfície do distrito é de
5.019 km2 e a sua população está estimada em 36 mil habitantes à data de
1/7/2012. Com uma densidade populacional aproximada de 7,1 hab/km2.

p. 4
Índice

Índice....................................................................................................................................5
Lista de Tabelas....................................................................................................................7
Lista de apêndices e anexos.................................................................................................8
Glossário.............................................................................................................................10
Introdução..........................................................................................................................11
Objectivo Geral:..................................................................................................................11
Objectivo especifico:..........................................................................................................11
Delimitação:.......................................................................................................................11
Justificativa.........................................................................................................................11
Problematização:................................................................................................................12
Tabela nº1. Hipótese Dedutivo Popperiano........................................................................12
Metodologia.......................................................................................................................13
ANALISE, INTERPRETAÇÃO E APURAMENTO DE DADOS....................................................14
Importância da consolidação de contas no âmbito fiscal e comercial no sector publico
(SDSMAS-Nipepe?).............................................................................................................14
Tabela: 2 Descrição da amostra.........................................................................................14
Noção de consolidação.......................................................................................................14
grupo de sociedade............................................................................................................15
Objectivos...........................................................................................................................15
Processo de consolidação...................................................................................................16
Conjunto consolidável........................................................................................................17
Perímetro de consolidação.................................................................................................17
Exemplo-1..........................................................................................................................18
Tabela nº 3: Indicação das ações que a cada sociedade detém no direito de voto............18
Limitações..........................................................................................................................19
Por exemplo-2:...................................................................................................................19
Tabela nº4 Demostração das actividades orçadas em 66  890,40mt..................................19
Tabela nº5: Demostração da consolidação de conta bancaria...........................................20
Tabela nº6: Descrição das Despesas efetuadas..................................................................21
Tabela nº7: Mapa demostrativo de origem e aplicação do fundo......................................21
Escrituração dos Livros Obrigatórios..................................................................................21
Tabela nº 8 Livro de Controlo Bancário.............................................................................21
Tabela nº 9 Escrituração no livro de requisição e de controlo de pagamento...................22

p. 5
Tabela nº10 na requisição Interna.....................................................................................22
Requisição Interna Nº 26/UNICEF/2019.............................................................................22
Tabela nº11 na requisição Interna.....................................................................................23
Requisição Interna Nº 25/UNICEF/2019.............................................................................23
Balanço:..............................................................................................................................23
Tabela nº 12: garau de execução das despesas..................................................................23
Conclusão:..........................................................................................................................25
Recomendações:................................................................................................................25
Referencia Bibliográfica......................................................................................................26
Anexo nº1:........................................................................................................................27
Anexo nº 2:.......................................................................................................................28
Anexo nº3...........................................................................................................................29
Anexo nº 4:.........................................................................................................................30
Anexo nº 5:.......................................................................................................................31
Anexo nº 6..........................................................................................................................32

p. 6
Lista de Tabelas
Tabela nº1. Hipótese Dedutivo Popperiano. ....................................................................... 12
Tabela: 2 Descrição da amostra .......................................................................................... 14
Tabela nº 3: Indicação das ações que a cada sociedade detém no direito de voto ............ 18
Tabela nº4 Demostração das actividades orçadas em 66 890,40mt .................................. 19
Tabela nº5: Demostração da consolidação de conta bancaria........................................... 20
Tabela nº6: Descrição das Despesas efetuadas .................................................................. 21
Tabela nº7: Mapa demostrativo de origem e aplicação do fundo ..................................... 21
Tabela nº 8 Livro de Controlo Bancário .............................................................................. 21
Tabela nº 9 Escrituração no livro de requisição e de controlo de pagamento ................... 22
Tabela nº10 na requisição Interna ...................................................................................... 22
Tabela nº11 na requisição Interna ...................................................................................... 23
Tabela nº 12: garau de execução das despesas .................................................................. 23

p. 7
Lista de apêndices e anexos
Anexo nº1: ......................................................................................................................... 27
Anexo nº 2: ........................................................................................................................ 28
Anexo nº3............................................................................................................................ 29
Anexo nº 4: .......................................................................................................................... 30
Anexo nº 5: ........................................................................................................................ 31
Anexo nº 6 ........................................................................................................................... 32

p. 8
Lista de Sigas

UNICEF – Fundo das nações Unidas para Infância

SDSMAS – Serviços Distrital de Saúde Mulher e Acão Social

USAID – Agencia dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional

GAVI – Aliança para Vacinas e imunização

DFC – Demostração Financeira Consolidado


APE – Agentes polivalentes Elementar
MISAU – Ministério da Saúde
SNC – Sistema de Normalização Contabilístico

p. 9
Glossário
Maquiavélico – Sem escrúpulo, habilidade

Talonário – Diz-se de, ou bloco (ou Livro) cujas as folhas constituem talões

Popperiano – Filosofo e professor austro-britânico.

p. 10
Introdução
O presente trabalho desenvolve, e analisa a importância da consolidação de contas no
âmbito fiscal e comercial. Neste sentido, é essencial que se compreenda bem as
especificidades e características de todas as entidades envolvidas, nomeadamente as
particularidades do sector Público, e da relação desta com as demais entidades
integradas no grupo, para que o processo de consolidação seja cuidadosamente
organizado.

Objectivo Geral:
 conhecer a Importância da consolidação de contas no âmbito fiscal e comercial

Objectivo especifico:
 oferecer uma abordagem teórica e prática sobre a consolidação de contas no
âmbito fiscal e comercial.
 Conhecer o conceito de Consolidação;
 Métodos de consolidação;

Delimitação:
 Importância da consolidação de contas no âmbito fiscal e comercial em sector
publico (SDSMAS-Nipepe).

Justificativa
 LAKATOS & MARGONI (1992, pág. 103), percebem que a justificativa “ é
uma exposição sucinta porém completa das razões de ordem teórica e dos
motivos de ordem prática que tornam importante a realização da pesquisa”.
 A presente pesquisa surge de necessidade de consciencializar o Sector de
público (SDSMAS-Nipepe). sobre a importância da consolidação de contas no
âmbito fiscal, e comercial, Das boas práticas contábeis com vistas à aplicação
no setor público, (Hawkins, 1963).

p. 11
Problematização:
Os problemas da consolidação das contas no sector público, tem assolado em diversas
formas, no âmbito do gerenciamento de capitais financeiro, tem tido dificuldades na
formação do perímetro contingencial da consolidação das contas, não só mais também a
ausência dos objectivos de princípios contabilísticos, faz com que não aja
procedimentos pré-consolidados. Na maioria das vezes os gestores de conta tem
dificuldades na elaboração do método de consolidação. Nesse contexto, muitos estudos
evidenciam problemas na consolidação das contas no âmbito fiscal e comercial, (Grossi
& Soverchia, 2011, Heald & Georgiou, 2000; Robb & Newberry, 2007).

Questão chave é:

``Qual é a importância da consolidação de contas no âmbito fiscal e comercial no


sector publico (SDSMAS-Nipepe?)´´

Tabela nº1. Hipótese Dedutivo Popperiano.


Problema: Tema: Aluno:
Hipóteses Questão Chave Orientador
Referencia teórica
preliminares
1. A má percepção 1. Como 1.1. Noção, conceito de consolidação,
da Importância da Consolidar as 1.2. Saber qual a razão de elaboração de
consolidação das contas? conta consolidada, sua utilidade
contas no âmbito 1.3 saber as limitações, etapas do
fiscal e comercial processo de consolidação
2. Como definir o 2.1 Definir o conceito do perímetros;
em sector público,
perímetros de
tem assolado em 2.2. distinguir, calcular e aplicar a
consolidação?
diversos formas na percentagem de participação e do
prestação de conta. controlo
3 Como traçar os 3.1 Identificar os diversos métodos de
métodos de consolidação existente
consolidação?
Factores relevantes: Conhecimento prévio teorias existentes
Hipóteses validos: Plausíveis

p. 12
Metodologia: Este estudo baseou-se em uma estratégia qualitativa de pesquisa de
carater exploratório por meio de uma pesquisa de campo. Neste capitulo pretendo
demostrar os procedimento metodológicos do tipo de pesquisa utilizado. Não só mas
também será abordar dado os critérios para a construção do universo do estudo, o
método de coleta de dados, a forma de tratamento destes dados, e por fim, as limitações
do método escolhido.

Tipo de Pesquisa: Tomando como ponto de partida o objetivo desta pesquisa – que é
investigar a percepção da Importância da consolidação de contas no âmbito fiscal e
comercial. Decidi adotar o método de pesquisa qualitativa, de caracter exploratório, e
considerei o mais apropriado para o tipo de analise, cabe contextualizar o tipo de
pesquisa escolhido para o melhor entendimento.

 Quanto aos fins, o tipo de investigação escolhido para a realização da pesquisa


qualitativo enquadra-se como exploratória. Ela ``é realizada nas áreas na qual á
pouco conhecimento acumulado e sistematizado por sua natureza de sondagem
não comporta hipótese que, toda via poderão surgir ou ao final da pesquisa´´
(Vergara,2009, p, 42).

Universo: SDSMAS-Nipepe.

Tamanho de amostra: Processo de Conta nº 4/UNICEF/SDSMAS/2019

Tipo de amostra:

 Consulta, Exame e analise de processo (amostragem)


 Entrevista e recolha do documento do informação

Técnica de colecta de dados

 A observação directa devido a facilidade que nele possui em ceder os


pesquisadores e avaliar os factos com clareza e registo dos dados fiáveis e não
favorecerá cooperação de quem é observado.
 Questionário misto devido a facilidade que este instrumento possui em
questionar e observar e dar comentários que não estavam previstos no guião,
mas que sejam importantes para o estudo, e também tem a capacidade da
flexibilidade das respostas e pode esclarecer as possíveis dúvidas.

p. 13
 Por revisão bibliográfica devido a sua ajuda buscando integrar a teoria com a
prática, consoante o tema em pesquisa.

ANALISE, INTERPRETAÇÃO E APURAMENTO DE DADOS.


Importância da consolidação de contas no âmbito fiscal e comercial no sector publico
(SDSMAS-Nipepe?).
O SDSMAS-Nipepe foi contruído com material convencional propriedade do mesmo.
Tem como Objectivo assegurar a implementação e operacionalização das politicas e dos
cuidados de saúde primários e secundários de Saúde bem como contribuir na elevação
de qualidade de vida e do bem estar da população do Distrito, através de acesso e de
utilização de serviços básicos de saúde tanto os de prevenção assim como os de
promoção. O serviço conta com um total de 10 unidades Sanitárias, sendo 1 do tipo I
localizado na sede e 9 do tipo II localizado em diferente postos administrativo como
ilustra na tabela abaixo:

Tabela: 2 Descrição da amostra


N/ Unidade Sanitária Tipo
O
01 Centro de Saúde Sede-Nipepe I
02 Centro de Saúde de Napalavi
03 Centro de Saúde de Natil
04 Centro de Saúde de Uachila
5 Centro de Saúde de Manlia
6 Centro de Saúde de Metarica-Lurio II
7 Centro de Saúde de Inveriua
8 Centro de Saúde de Chea-Chea
9 Centro de Saúde de Muluco

Noção de consolidação.
De acordo com Sílvia Moura (2014); É o processo complexo que se desenvolve extra
contabilisticamente e que permite agregar as demonstrações financeiras de uma
empresa-mãe com as suas subsidiárias, de modo a que as contas resultantes representem
a situação financeira e os resultados das operações do grupo como se de uma única
entidade se tratasse.

É ainda um instrumento de informação interna que facilita a gestão das sociedades do


grupo e facilita a decisão das grandes opções.

p. 14
grupo de sociedade.
Segundo Ana. Macedo (2012); carateriza um grupo de sociedades. Em que consiste num
conjunto de entidades ligadas financeira e economicamente a uma empresa-mãe que,
sendo a “cabeça” do grupo, controla e dirige cada uma dessas entidades, sem que estas
percam a autonomia jurídica.

Assim, o grupo de sociedade será constituído por uma variedade de sociedades, nas
quais a entidade-mãe terá diferentes posições, isto significa que, para cada entidade
definida no grupo de sociedade, será associado um determinado tipo de controlo.

A noção de grupo vem descrita pela norma nacional, assumindo-o como “conjunto
constituído pela empresa mãe e todas as suas subsidiárias.

De uma forma sumária, o processo de consolidação de contas, passa pela combinação


de DF individuais de todas as entidades pertencentes ao perímetro de consolidação,
sendo feita da base para o topo do perímetro. A consolidação é feita depois destas DF
serem devidamente harmonizadas, quer em termos de procedimentos e políticas
contabilísticas, quer monetariamente, quando falamos de entidades com moeda de relato
diferente.

As DFC compreendem:

 Balanço;
 Demostração dos resultados;
 Anexo ao Balanço e demostração dos resultados
 Relatório de gestão (508 bº);
 Mapa de origem e da aplicação do fundo (recomendado)
 Demostração do fluxo da caixa (obrigatório para empresas cotadas na bolsa de
valores).

Objectivos
O Objectivo da consolidação é apresentar aos leitores, principalmente accionistas e
credores, os resultados das operações e a posição financeira da sociedade controladora e
suas controladas, como se o grupo fosse uma única empresa que tivesse uma ou mais
filiais ou divisões. Isso permite uma visão mais genérico, abrangente e melhor
compreensão do que inúmeros balanços isolados de cada empresa;

p. 15
Permite aos credores conhecerem os riscos envolvidos face às entidades em causa, aos
accionistas terem um melhor conhecimento do património e dos resultados do grupo na
sua globalidade, possibilita que os analistas financeiros afiram com maior realidade os
indicadores económico e financeiros. Em resumo, permite entender com maior realismo
o potencial económico-financeiro do grupo; Proporcionar informação adequada para ser
utilizada em qualquer modelo para decisões de utilizadores específicos.

Analise dos dados

Neste contexto, e tomando o ponto de partida, tendo em conta os dados recolhido no


SDSMAS-Nipepe, é uma instituição do sector público onde o responsável pelo
gerenciamento, demostração e consolidação de contas de cada exercício situa-se na
Repartição de Administração Interna. Onde o capital do funcionamento normal é
proveniente do Orçamento do estado, toda via, uma parte dela proveniente da
produtividade da venda de talonário (Senha) e atestado medico entre outras
receitas. Enquanto que, para a realização de diversas actividades tais como; Feiras de
saúde, Campanhas, programa de APEs, HIV entre outra, tem tido financiamento de
diversas empresas constituindo uma nação de associação de parciárias, no caso de
MISAU, UNICEF, GAV, Pró-saúde, Liverpool, USAID e mais. A partir delas são
canalisadas fundo, para a conta da direção distrital de saúde, destinado a certa
actividades onde o gestor ou Contabilista deve consolidar as conta, de modo a garantir a
realização das tais actividades, demostrar a situação financeira atual através dum
relatório das despesas. Neste caso, é partindo deste ponto de vista que é determinado o
perímetro de seguinte forma:

Processo de consolidação
O processo de consolidação de contas pode variar entre os diferentes grupos de
sociedade, contudo, por norma obedece aos seguintes passos:

 Definição do Perímetro de consolidação – Neste ponto deve ser desenhado o


organograma do grupo, com todas as entidades alvo de consolidação;
 Escolha dos métodos de Consolidação – Com base na percentagem de controlo
detida pela empresa-mãe em cada participada do perímetro de consolidação (ou
pela ótica de consolidação pretendida), será selecionado o método de
consolidação mais adequado;

p. 16
 Levantamento das DF individuais de cada entidade pertencente ao perímetro de
consolidação;
 Conversão da DF para a moeda da empresa-mãe – no caso das moedas de relato
das participadas se diferenciar da moeda de relato da empresa-mãe;
 Harmonização das políticas contabilísticas – normalização de políticas e
procedimentos para tornar comparáveis os elementos das DF;
 Agregação das DF individuais – tendo por base o método de consolidação
escolhido;
 Eliminação das transações intra-grupo:
 Elaboração das DFC

Conjunto consolidável
É um conjunto das sociedades que são geridas por uma sociedade dum grupo
conjuntamente com outras sociedades exteriores ao grupo ou não compreendidas na
consolidação. Neste caso, estas empresas podem ser incluídas nas contas consolidadas
proporcionalmente aos direitos detidos pela empresa-mãe, directa ou indirectamente

Perímetro de consolidação
PAULO Dias Samuel (Isced 2º ano): define sendo um Conjunto de todas as empresas
que vão ser englobadas na consolidação, bem como a identificação dos correspondentes
métodos de integração;

É uma identificação concreta de quais as empresas a incluir na Consolidação. Para


cumprir este passo, é essencial a elaboração de um organograma do grupo, onde devem
ser identificadas as subsidiárias.

Assim, dentro do grupo de sociedade será delimitado um conjunto de empresas, que


devido às suas características serão alvo de consolidação. Esta delimitação tem por base
a percentagem de controlo detida pela empresa mãe, bem como todas as condições
dispostas nos seguintes artigo do Decreto-Lei n.º 158/2009:

 Artigo 6.º Obrigatoriedade de elaborar contas consolidadas;


 Artigo 7.º Dispensa da elaboração de contas consolidadas; e
 Artigo 8.º Exclusões da consolidação.

Com base no trecho acima terenos:

p. 17
Exemplo-1
Figura nº1 organigrama das participações das parcialidade

70% 35%
Liverpo
ol

Pró- 30% SDSMAS


Saúde -Nipepe

60% 25%
USAID

Percentagem de participação de Pró-Saúde para SDSMAS-Nipepe

 Directa Pró-Saúde para SDSMAS-Nipepe 30%


 Por intermedio do Liverpool SDSMAS-Nipepe (70%*35%) 25%
 Por intermedio USAID SDSMAS-Nipepe (60%*25%) 15% No total de
70%

Percentagem de controlo de Pró-Saúde para SDSMAS-Nipepe

 Directa Pró-Saúde para SDSMAS-Nipepe 30%


 Por intermedio Liverpool para SDSMAS-Nipepe 35%
 Por intermedio de UDAIDE para SDSMAS-Nipepe 25% No total de
90%

Para a definição do perímetro de consolidação a Norma de Normalização Contabilística


prevê que tenhamos em conta as percentagens de participação e não as percentagens de
controlo (que devem ser utilizadas para a qualificação de uma parcialidade como
subsidiária ou associada). De seguinte forma:

Tabela nº 3: Indicação das ações que a cada sociedade detém no direito de voto
Sociedade % da participações em Sdsmas-Nipepe % de controlo Sdsmas-Nipepe

p. 18
Pró-Saúde 30% 30%
=30%
Liverpool 70%x35% 35%
=25%
USAID 60%x25% 25%
=15
Total…… 49% 90%
.
Em suma referir que:

 A determinação da percentagem de controlo deveria efectuar-se tendo em conta


o grau de dispersão de acções e do grau de presença, de coesão e de participação
dos pequenos accionistas;

Limitações
Todos os procedimentos envolvidos na elaboração das constas consolidadas contribuem
para que seja implementada a harmonização contabilística defendida pelo Sistema de
Normalização Contabilística. A uniformização de critérios e políticas contabilísticas
entre DF individuais tornar possível harmonização contabilística.

A consolidação de contas apresenta algumas limitações, nomeadamente o trabalho


associado à complexidade de todo o processamento. Segundo as demonstrações
financeiras consolidadas (DFC) apresentam algumas desvantagens que merecem
atenção.

A peça fundamental do perímetro de consolidação é a Instituição-mãe, pois será a


“cabeça” do grupo. O processo de consolidação só tem início, se a instituição-mãe do
grupos apresentar os requisitos de obrigatoriedade, definidos pelo Decreto-Lei
158/2009, de 13 de Julho, no artigo 6º, para a prestação de contas consolidadas.

Por exemplo-2:
O SDSMAS-Nipepe, integrou 14 agentes Polivalentes elementares com Objectivo é
reduzir a morte materna infantil e outras infeções, no âmbito da fiscalização dos
objectivos traçado pela UNICEF, o SDSMAS-Nipepe recebeu no dia 15 de abril, um
montante de 66.898,40mt para custear as despesas da fiscalização do programa dos
Agentes Polivalentes Elementares (APEs) e Matronas, Com a seguinte descrição:

p. 19
Tabela nº4 Demostração das actividades orçadas em 66 890,40mt
Designação Actividades Subsídio/diário Dias Nº técnicos Total
Combustível Diesel 266,51ltrs - - 5 511,60
Gasolina 76,07ltrs - - 18 636,80
Total ……………………………………………………… 24 148,40
Ajuda de Supervisor 1 500,00 9 02 27 000,00
Motorista 1 250,00 9 1 11 250,00
custo
Total………………………………………………………. 38 250,00
Anivel da U.S Periferia 375,00 12 7 4 492,00
Total……………………………………………………….. 4 492,00
Subo total ………………………………………………… 66 890,40

Segundo PAULO Dias Samuel (Isced 2º ano) pg:61 e 63: As provas apresentadas ao
longo dos anos através da realização dum conjunto muito significativo de estudos
empíricos não permitem todavia descurar um conjunto de limitações na informação
consolidada. Caberá, portanto, perguntar que valor ou importância poderão ter as contas
consolidadas como modo de conduzir à imagem verdadeira e apropriada do conjunto de
sociedades, entendido como uma única entidade, tendo em atenção que as contas do
grupo são um mix e não um conjunto coerente de valores.

Por último, as Demonstrações Financeiras Consolidadas podem não ser suficientemente


informativas, dada a dupla (e híbrida) natureza envolvida num grupo de sociedades: por
um lado, a independência jurídica de cada um dos entes envolvidos, inerente à própria
organização empresarial do grupo; por outro lado, esta independência sobrevive com
uma maior ou menor dependência económica.

Tendo em conta nesta teoria teremos o seguinte:

Tabela nº5: Demostração da consolidação de conta bancaria


Designação da conta: Direção Distrital de Saúde
Receita Despesas
Saldo Anterior ----------------- 0, Despendidos………………. 66
00 890,40

Recebido ---------------------- Saldo---------------------------- 0,00


66 890,40
Total --------------------------- Total ----------------------------
66 890,40 66 890,40

p. 20
Tabela nº6: Descrição das Despesas efetuadas
Nº Cheque/transferência Valor
Nº da
Fornecedor Factura
requisição Nº Data Parcial Total
ou Recibo
121001
25/unicef/2019 Gasolineira Araújo 2194 Cheque 30/04/2019 24 148,40 24 148,40
112101
26/unicef/2019 Despe. com pessoal S/N   30/04/2019 42 750,00 42 742,00
Total-------------------- 66 890,40

Tabela nº7: Mapa demostrativo de origem e aplicação do fundo

Escrituração dos Livros Obrigatórios


De acordo com o previsto no nº 1 do artigo 69, titulo III, do MAF. Para se ter um
controle eficaz é necessário fazer o registro diário de toda a movimentação bancária e
apurar os saldos existentes. As contas bancárias devem ter registros (fichas)
individualizados, para verificação dos saldos existentes em cada uma delas.

Tabela nº 8 Livro de Controlo Bancário

p. 21
Tabela nº 9 Escrituração no livro de requisição e de controlo de pagamento

Segundo com o previsto nas paginas 84 e 85 do manual de procedimento de Gestão


Financeira de 28 de Outubro de 2014; As requisições internas deves ser feitas a
descrição do classificador económico da despesa (CED) e demostrações de situação de
verba, disponibilidade inicial, e saldo existente.

Tabela nº10 na requisição Interna


Requisição Interna Nº 26/UNICEF/2019
Quantidade Designação Preço Unitário Importância
09 Despesas com pessoal Supervisor 1 500 00 13 500 00
09 Despesas com pessoal Supervisor 1 500 00 13 500 00
09 Despesas com pessoal Motorista 1 250 00 11 250 00
12 Despesas com pessoal US 375 00 4 492 00
periférica
Total ...................... 42 742 00
Importa a presente requisição em: Quarenta e Dois Mil Setecentos Cinquenta Meticais
encargo a ser suportado Pela verba do sector: 04b150241 Capitulo; 11 Artigº. 21 Nº.
01
Cuja a situação é a seguinte:
Disponibilidade inicial ... ... 66 890,40Mt
Saldo existente ... ... ... ... .... 66 890,40Mt
Valor da Presente requisição 42.742,00Mt
Saldo Final ... ... ... ... ... ….. 24 148,40Mt
Justificativo: Destina-se ao pagamento de ajuda de custo ao funcionário

06 de Julho 2019 INFORMAÇÕES


Tem cabimento e está em
Encarregado
condições de ser autorizado, no
........................................... entanto V. Exas melhor decidirá
a) Indicação de Ministério Respetivo ........../........./2019
A Encarregada
........................................

p. 22
Tabela nº11 na requisição Interna
Requisição Interna Nº 25/UNICEF/2019
Quantidade Designação Preço Unitário Importância
76,07 Ltrs de Gasolina 72 45 5 511 60
266,51 Ltrs de Diesel 69 93 18 636 80
Total ...................... 24 148 40
Importa a presente requisição em: Quarenta e Dois Mil Setecentos Cinquenta Meticais
encargo a ser suportado Pela verba do sector: 04b150241 Capitulo; 12 Artigº. 10 Nº.
01
Cuja a situação é a seguinte:
Disponibilidade inicial ... ... 66 148,40Mt
Saldo existente ... ... ... ... .... 24 148,40Mt
Valor da Presente requisição 24.148,40Mt
Saldo Final ... ... ... ... ... ... ………...,00Mt
Justificativo: Destina-se ao pagamento de ajuda de custo ao funcionário

06 de Julho 2019 INFORMAÇÕES


Tem cabimento e está em
Encarregado
condições de ser autorizado, no
........................................... entanto V. Exas melhor decidirá

b) Indicação de Ministério Respetivo ........../........./2019


A Encarregada
........................................
Balanço:
Tabela nº 12: garau de execução das despesas
Balanço das despesas do Mês
CED Rubrica Saldo anterior Recebimento Saldo inicial Despesas do Mês Saldo final %
0 66 890,40 66 890,40 38 250,00 28 640,40 175%
112101 Despesas com pessoal
0 28 640,40 4 492,00 24 148,40 638%
121001 Bens 0 24 148,40 24 148,40 0 100%
Total…............ 0 66 890,40 Total….... 66 890,40 0

Figura nº2: Representação gráfica da execução das despesas


p. 23
Com forme a demostração podemos concluis que o grão da execução foi a 100%.
Chegando a este ponto as despesas são justificados fiscalmente e comercialmente por
meio dum relatório final.

p. 24
Conclusão:
Chegando a este ponto conclui-se que as parcialidades criadas com o SDSMAS-Nipepe,
e com demais instituições, seja ela pública ou privada, são financiadas as instituições de
modo a obter produtividade engajado no cumprimento das competências dos agentes
materializadores ou executoras, que lhes foram conferidas durante a formação, no
âmbito de ´´cudados de saúde primários e secundário``, e por outro lado, os parceiros,
duma forma hipotético ganham proveito, a partir da elaboração fiscal, das despesas
realizadas e a devida demostração financeira consolidadas das contas, de modo a
justificar o capital, e do relatório final, que é a parte integrante da produtividade da
parcialidade, politicamente falando.

Não só mas também ocorre duma forma maquiavélica uma comercialização de troca da
produtividade pela sociedade, dando vantagem no termo de inter-ajuda. É deste ponto
de partida que as empresas financiadoras avalia os seus grau de produtividade para o
merecimento do parcialidade, principalmente quando o distrito demostra casos que
favorecem as empresas financiadora. Dizer que o capital financiado foi executado a
100%, uma vez que não mostra o saldo existente. O principal objetivo deste trabalho é o
de proporcionar uma visão clara e simples da consolidação de contas, fazendo uso de
exemplos práticos e da discussão da mesma.

Recomendações:
 A demostração da consolidação de contas no âmbito fiscal e comercial deve
refletir com precisão e clareza os aspecto apontados, juntando-se para o efeito
da respetiva prova material documental em conformidade com a lei nº 9/2002,
de 12 d3 fevereiro, Decreto nº 5/2016, de 8 de marco, diploma Ministerial nº
181/2013, de 14 de outubro, Decreto 30/2001, de 15 de outubro e manual de
procedimento de gestão financeira de 28 de outubro de 2014 e as demais
legislações em vigor.

p. 25
Referencia Bibliográfica
 Paulo Dias Samuel (Isced 2º Ano): Manual de Consolidações das Demostrações
Financeira
 GOMES, JOÃO;; PIRES, JORGE; - Sistema de Normalização Contabilística -
Teoria e Prática. 4º. Porto: Vida Económica, 2011. ISBN 978-972-788-391-2.
 LOPES, CARLOS ROSA - Consolidação de Contas - teoria e casos práticos. 2ª
Edição. Lisboa: Edições Sílabo, LDA, 2011. ISBN 978-972-618-630-4.
 RODRIGUES, JOÃO - Sistema de Normalização Contabílistica Explicado. 2º
Edição. Porto: Porto Editora, 2011. ISBN 978-972-0-01656-0.
 RODRIGUES, JOSÉ AZEVEDO - Práticas de Consolidação de Contas. 3º
Edição. Lisboa: Áreas Editora, LDA, 2005. ISBN 972-8472-82-X.

p. 26
Anexo nº1:

p. 27
Anexo nº 2:

p. 28
Anexo nº3

p. 29
Anexo nº 4:

p. 30
p. 31
Anexo nº 5:

p. 32
p. 33
Anexo nº 6

p. 34