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COLEÇÃO

CADERNO
TÉCNICO

02
Qualificação Profissional
do Engenheiro Civil
Índice

1. Engenharia Civil e a Profissão de Engenheiro 5 4.6. Qualificação Profissional para Autoria de outros Projetos de Engenharia Civil 30
2. Atos Regulados no Processo da Construção 6 4.6.1. Pontes, Viadutos e Passadiços 30
3. Coordenação de Projeto 7 4.6.2. Estradas e Arruamentos 31
3.1. Qualificação Profissional para a Coordenação de Projeto 8 4.6.3. Caminhos-de-ferro 32
4. Elaboração de Projeto 9 4.6.4. Aeródromos 32
4.1. Programa Preliminar 9 4.6.5. Obras Hidráulicas 33
4.2. Fases do Projeto 10 4.6.6. Túneis 33
4.3. Categoria de Obras e Fases de Projeto 11 4.6.7. Abastecimento e Tratamento de Água 34
4.4. Edifícios - Elementos Especiais a integrar nas diversas Fases de Projeto 13 4.6.8. Drenagem e Tratamento de Águas Residuais 35
4.4.1. Programa Preliminar 13 4.6.9. Resíduos 36
4.4.2. Programa Base 13 4.6.10. Obras Portuárias e de Engenharia Costeira 37
4.4.3. Estudo Prévio 15 4.6.11. Espaços Exteriores 38
4.4.4. Anteprojeto 17 4.6.12. Estruturas Especiais 39
4.4.5. Projeto de Execução 18 4.6.13. Demolições 40
A. Elementos do Projeto de Estruturas 19 5. Qualificação Profissional para a Direção de Obra ou de Direção de Fiscalização de Obra 40
B. Elementos do Projeto de Escavação e de Contenção Periférica 20 5.1. Edifícios 40
C. Elementos dos Projetos de Instalações e Equipamentos 21 5.2. Outras Obras de Engenharia Civil 41
D. Elementos do estudo de Condicionamento Acústico 6. Qualificação Profissional para Técnico Condução de Trabalhos Especializados 42
e de verificação do Comportamento Térmico 22 7. Regulamento dos Atos da OE 45
4.5. Edifícios – Qualificação Profissional para Autoria de Projetos de Especialidades 23 Glossário 56
4.5.1. Fundações e Estruturas 24 Legislação 66
4.5.2. Obras de Escavação e Contenção 25
4.5.3. Instalações, Equipamentos e Sistemas de Águas e Esgotos 25
4.5.4. Estudo de condicionamento Acústico 26
4.5.5. Estudo de Comportamento Térmico 28
4.5.6. Segurança contra Incêndio em Edifícios 29
4.5.7. Redes e Ramais de Gás 30
1. Engenharia Civil e a Profissão de Engenheiro

A Engenharia Civil, profissão de confiança pública, é o ramo da engenharia que


engloba a concepção, o projeto, a construção e a manutenção de todos os tipos
de infraestrutura necessários ao bem-estar e ao desenvolvimento da sociedade,
numa perspectiva de inovação, e de sustentabilidade económica e ambiental.

O Engenheiro Civil gere e dirige todas as etapas do processo de produção,


numa intervenção de construção civil, ou de obra pública, visando essencialmente
a qualidade e a segurança das obras, de pessoas e bens, a protecção e a
reabilitação do património natural e construído e a responsabilidade ética
5
e social nas populações que possam ser lesadas ou afetadas.

A Coleção de Cadernos em propagação, pretende reunir uma compilação


de documentos legais, à data da emissão, que abranjam temas relevantes
para o exercício da profissão.

Tendo em conta a abrangência e importância da regulação da Qualificação


Profissional, este segundo Caderno pretende dar continuidade à primeira
publicação, incidindo sobre o enquadramento legal da actividade
profissional do engenheiro ao integrar a legislação mais atinente sobre
a qualificação profissional do Engenheiro Civil, num único documento.

Nota Importante A legislação de suporte reporta a abril de 2020


2. Atos Regulados no Processo da Construção 3. Coordenação de Projeto

O exercício dos atos próprios da profissão de Engenheiro Civil é indissoci- A coordenação das actividades dos técnicos intervenientes no projeto
ável de uma dimensão de responsabilidade, de independência e também tem como objectivo a integração das suas diferentes partes num conjun-
de autoria de quem os pratica. São atos próprios que implicam uma res- to harmónico, de fácil interpretação e capaz de fornecer todos os elemen-
ponsabilidade de natureza pública e social dada a importância e impacto tos necessários à execução da obra, garantindo a adequada articulação
da sua intervenção à escala do território e na vida das pessoas. da equipa de projeto em função das características da obra e assegu-
rando a participação dos técnicos autores, a compatibilidade entre os
A intervenção do Engenheiro Civil é obrigatória nos atos próprios da profis-
diversos projetos necessários e o cumprimento das disposições legais e
são constantes na Lei n.º 31/2009 de 3 de julho de 2009, alterada pela Lei
regulamentares aplicáveis a cada especialidade, bem como a relação com
n.º 40/2015, de 1 de junho e em outras Leis que especialmente os consagrem.
o Dono da Obra ou o seu representante.
No exercício das suas competências legais, a Ordem dos Engenheiros
A programação do projeto visa o escalonamento das suas diferentes
verifica e certifica as qualificações profissionais dos seus membros, por
fases e das actividades de cada interveniente, de modo a ser dado
declarações que emite, sendo as actividades profissionais de coordena-
cumprimento ao contratado.
6
ção, conceção, projeto e execução da obra, atos próprios dos Engenheiros 7
Civis titulares das qualificações previstas nos pontos que iremos tratar A alínea e) do art.º 3º da L40/2015, define Coordenador de Projeto como
nos capítulos subsequentes. o autor de um dos projetos ou o técnico que integra a equipa de projeto
com a qualificação profissional exigida a um dos autores, a quem compe-
te garantir a adequada articulação da equipa de projeto em função das
características da obra, assegurando a participação dos técnicos autores,
a compatibilidade entre os diversos projetos e as condições necessárias
para o cumprimento das disposições legais e regulamentares aplicáveis a
cada especialidade e a respeitar por cada autor de projeto.

O Coordenador deve ainda compatibilizar a sua acção com a do coordena-


dor de segurança e saúde em fase de projeto, quando este existir

Nota Importante A legislação de suporte reporta a abril de 2020


3.1. Qualificação Os Engenheiros Civis têm qualificações para o exercício de funções nas
suas áreas de especialidade e também como coordenador de projectos. 4. Elaboração de Projeto
Profissional para a
Assim, em obras até á classe 4, podem acumular a coordenação de
Coordenação de Projeto
projeto com a elaboração total ou parcial de um ou mais projectos,
(art.º 4.º, n.º 2 da L40/2015).
4.1. Programa O Programa Preliminar é o documento fornecido pelo Dono de Obra ao
Para ficarem qualificados a coordenar projectos em obras de classe 5 Projetista para definição dos objectivos, características orgânicas e fun-
Preliminar cionais e condicionamentos financeiros da obra, bem como dos respecti-
ou superior, é exigido que comprovem pelo menos cinco anos de
experiência em elaboração ou coordenação de projectos das seguintes vos custos e prazos de execução a observar1.
obras ou trabalhos, (anexo I da L40/2015):
O art.º 2 da P701-H/2008 define quais os conteúdos que o Programa prelimi-
• Estradas, pontes, túneis, pistas de aeroportos e de aeródromos nar deve incluir. Para além dos elementos específicos constantes da legislação
e vias férreas; e regulamentação aplicável, deve também abarcar os seguintes elementos2:

• Redes de distribuição e transporte de águas e de esgotos; • Objectivos da obra;

• Obras de engenharia hidráulica, estações de tratamento de água ou • Características gerais da obra;


de águas residuais;
• Dados sobre a localização do empreendimento;
• Obras portuárias e de engenharia costeira e fluvial;
8 • Elementos topográficos, cartográficos e geotécnicos, levantamento das 9

• Estações de tratamento de resíduos sólidos; construções existentes e das redes de infraestruturas locais, coberto
vegetal, características ambientais e outros eventualmente disponíveis, a
• Demolição e preparação dos locais da construção, perfurações
escalas convenientes;
e sondagens;
• Dados básicos relativos às exigências de comportamento, funcio-
• Instalações de canalização;
namento, exploração e conservação da obra, tendo em atenção as
• Instalações de gás. disposições regulamentares;

• Estimativa de custo e respectivo limite dos desvios e, eventualmente,


indicações relativas ao financiamento do empreendimento;

• Indicação geral dos prazos para a elaboração do projeto e para a


execução da obra.

1
Programa previsto no art.º 43º do CCP.
2
Alguns documentos podem ser dispensados consoante a obra que se encontra a projectar.

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4.2. Fases do Projeto O projeto desenvolve-se de acordo com as fases abaixo indicadas, podendo, Entre outras actividades, consiste também na prestação de informações
algumas delas, ser dispensadas de apresentação formal, por especificação e esclarecimentos, bem como no acompanhamento da execução da obra, a
do caderno de encargos ou acordo entre o Dono da Obra e o Projetista: prestar pelo Coordenador de Projeto e pelos Autores do Projeto ao Dono
da Obra, ou quando previsto, ao empreiteiro geral, a qual deve realizar-se,
• Programa base: documento elaborado pelo Projetista a partir do
sempre que for solicitado, ou quando tal se revele necessário, e preferen-
programa preliminar resultando da particularização deste, visando a
cialmente, de forma presencial, podendo ocorrer:
verificação da viabilidade da obra e do estudo de soluções alternati-
vas, o qual, depois de aprovado pelo Dono da Obra, serve de base ao • durante a fase de preparação do procedimento de formação de um
desenvolvimento das fases ulteriores do projeto. contrato público;

• Estudo prévio: o documento elaborado pelo Projetista, depois da apro- • durante a fase de formação do contrato público, em particular du-
vação do programa base, visando a opção pela solução que melhor se rante a apreciação das propostas, visando nomeadamente a correcta
ajuste ao programa, essencialmente no que respeita à concepção geral interpretação do projeto e a escolha do adjudicatário; ou
da obra.
• durante a execução da obra3.
• Anteprojeto (ou Projeto base): documento a elaborar pelo Projetista,
correspondente ao desenvolvimento do Estudo prévio aprovado pelo
Dono da Obra, destinado a estabelecer, em definitivo, as bases a que
deve obedecer a continuação do estudo sob a forma de Projeto de
10 11
execução; 4.3. Categoria de Consoante a maior ou menor dificuldade da concepção e o grau de com-
plexidade do projeto, as obras são classificadas em quatro categorias4.
• Projeto de execução: documento elaborado pelo Projetista, a partir do Obras e Fases de
estudo prévio ou do anteprojeto aprovado pelo Dono da Obra, desti- Os projetos cujas obras exijam a execução de trabalhos em circunstâncias
Projeto
nado a facultar todos os elementos necessários à definição rigorosa excepcionais, tais como, por exemplo, com risco de acidentes, climas se-
dos trabalhos a executar. veros, com prazos de execução particularmente reduzidos, ou que incluam
a responsabilidade por novas concepções ou métodos muito especiais de
• Assistência técnica: prestações acessórias a realizar pelo Projetista
construção, podem ser classificados em categorias superiores às que lhes
perante o Dono da Obra, sem prejuízo do cumprimento de outras
corresponderiam sem a ocorrência de tais circunstâncias.
obrigações legais ou contratuais que lhe incumbam, que visam, desig-
nadamente, assegurar a correcta execução da obra, a conformidade
da obra executada com o projeto e com o caderno de encargos e o
cumprimento das normas legais e regulamentares aplicáveis.

3
O faseamento dos Projetos de remodelação, ampliação, reabilitação, reforço e demolição pode ser ajustado à respectiva
especificidade, por especificação do caderno de encargos ou acordo entre o Dono da Obra e o Projetista.
O faseamento da Revisão de projeto segue o da respectiva elaboração, salvo acordo diverso entre o Dono da Obra e o
revisor do projeto.
4
Definição das 4 Categorias no glossário do presente documento.

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Todos os projetos englobam várias fases de trabalho que garantem que as 4.4 Edifícios - Elementos Especiais a integrar nas diversas Fases de Projeto
decisões tomadas e as soluções desenvolvidas são orientadas e aprofunda-
das de modo a atingir os objectivos de preço, de prazo e de especificações
estabelecidas pelo Dono de Obra. Todas as soluções devem englobar os
custos iniciais e de manutenção e conservação durante o período útil de
vida do equipamento. Para efeitos de planeamento, o peso relativo de cada
fase de projecto poderá traduzir-se pelas seguintes percentagens: 4.4.1. Programa São elementos especiais do Programa preliminar, da responsabilidade do
Dono da Obra:
Preliminar
Fases de Projeto Percentagem • Os diferentes tipos de utentes do edifício, a natureza e a medida das
respectivas actividades e as suas interligações;
Programa Base 10
Estudo Prévio 20 • As características evolutivas das funções a que o edifício se deve adequar;
Anteprojeto 20
• A ordem de grandeza das áreas e volumes, as necessidades genéricas
Projeto de Execução 35
de mobiliário, máquinas, instalações, instrumentos e aparelhagem
Assistência Técnica 15 e as eventuais condições específicas de ambiente exigidas, desig-
nadamente, isolamento térmico, renovação de ar, condicionamento
Em função da complexidade e dimensão de cada projeto, e mediante fun- acústico, condições de iluminação e incidência solar;
12 damentação especificada das divergências dos impactos de cada fase no • O reconhecimento geotécnico do terreno nos termos definidos pelo
13

processo de elaboração do projeto que justifique a alteração, podem ser Autor do projeto no Programa base. (art.º 15.º da P701-H/2008)
definidos outros pesos relativos ou percentagens para cada fase de projeto5.

4.4.2. Programa Base É constituído pelos seguintes elementos:

• Organograma das funções e das actividades dos utentes do edifício,


com discriminação dos factores principais que foram tidos em consi-
deração, nomeadamente: estrutura orgânica, funções e actividades,
número e qualificação dos utentes;

• Representação gráfica de interdependência das funções e das activi-


dades dos utentes;

• Descrição e avaliação das condições de utilização, de segurança,


de conforto e de ambiente exigidas, seja qual for a sua natureza,
e a definição e justificação das soluções a adoptar para satisfação
daquelas exigências;

5
Não pode ser atribuído uma percentagem acumulada superior a 50% para o Programa Base, Estudo prévio e Anteprojeto.

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• Discriminação e justificação das necessidades de instalações e de 4.4.3. Estudo Prévio É composto pelos seguintes elementos:
equipamentos, de circulações e comunicações e outras fixadas no
• Necessários à definição esquemática:
Programa Preliminar;
• implantação do edifício, a qual deverá ser efectuada sobre planta
• Definição e justificação dos critérios gerais de compartimentação e
topográfica a escala adequada, a fornecer pelo Dono da Obra;
de dimensionamento, em função da forma de ocupação, das exigên-
cias de ambiente e de conforto e das necessidades de instalações e • integração urbana e paisagística do edifício;
de equipamentos; • acessos ao terreno e da disposição das redes gerais de água, de
• Definição e justificação do programa de reconhecimento geotécnico, drenagem de águas residuais domésticas e pluviais, gás, electri-
incluindo as respectivas especificações, necessário ao desenvolvi- cidade, comunicações e outras;
mento dos estudos geológico e geotécnico. (art.º 16.º da P701-H/2008) • necessidades mais importantes de infraestruturas a executar no
terreno e dos critérios propostos para a conservação ou para a
demolição de construções ou de outros elementos existentes no
terreno e para o desvio e reposição das infraestruturas existen-
tes, quando for caso.

• Representação gráfica da forma, da organização de espaços e volume


e da composição do edifício que evidencie:
14 15

• características morfológicas dominantes do edifício e das suas


partes componentes;

• organização dos espaços e a interdependência de áreas e volu-


mes que explicitem as inter-relações das partes componentes e
destas com o conjunto do edifício;

• compartimentação genérica do edifício, com indicação da forma


como são solucionados os sistemas de comunicações e de circula-
ções estabelecidas no Programa base.

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• Descrição e justificação das soluções estruturais propostas, incluindo: 4.4.4. Anteprojeto São componentes especiais do Anteprojeto:

• pré-dimensionamento da solução estrutural proposta; • Planta topográfica de implantação do edifício e perfis do terreno
que definam a implantação do edifício e das infraestruturas e
• pré-dimensionamento das soluções de escavação e de contenção
expressem, com clareza, a sua integração urbana e paisagística.
periférica proposta, caso aplicável;
• Plantas, alçados e cortes, em escalas apropriadas, que discrimi-
• Descrição, justificação e pré-dimensionamento das instalações
nem a compartimentação e indiquem as áreas, os volumes e as
e dos equipamentos propostos.
dimensões principais da construção, do mobiliário e de outros
• Pré-dimensionamento das medidas de condicionamento térmico elementos acessórios do edifício.
e acústico.
• O reconhecimento geológico e o estudo geotécnico, fornecidos
• Relatório com os resultados do reconhecimento geotécnico do terre- pelo Dono da Obra.
no, fornecido pelo Dono da Obra, justificação das soluções de funda-
• O dimensionamento da solução estrutural proposta e da solução
ção preconizadas e, quando for o caso, a justificação das soluções de
de escavação e de contenção periférica proposta, caso aplicável.
escavação e de contenção periférica.
• O dimensionamento das instalações e dos equipamentos.
• Descrição genérica das medidas de condicionamento acústico e dos
modelos de conservação de energia e de conforto térmico. • O dimensionamento da solução de condicionamento acústico,
(art.º 17.º da P701-H/2008) incluindo uma análise prospectiva de desempenhos e a demons-
16 17
tração de conformidade com os critérios de qualidade aplicáveis,
nomeadamente os regulamentares.

• O dimensionamento da solução de condicionamento térmico.

• A localização e caracterização do mobiliário fixo.

• As peças necessárias à organização dos processos de licencia-


mento quando exigíveis. (art.º 18.º da P701-H/2008)

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4.4.5. Projeto Os elementos especiais do Projeto de execução são os seguintes: A. Elementos do Projeto de Estruturas:
de Execução • Resultados da análise do reconhecimento geotécnico e do estudo
geológico, fornecidos pelo Dono da Obra.

• Planta de localização do edifício e do conjunto em que se insere, in-


cluindo a topografia, as vias públicas que o servem, com a indicação • Memória descritiva e justificativa da escolha do tipo de fundações e
das respectivas redes de drenagem de águas residuais domésticas e de estrutura e respectivas verificações de cálculo, de acordo com os
pluviais, abastecimento de água, gás e outras que sejam indispensá- regulamentos em vigor;
veis à natureza do edifício, na escala mínima de 1:2000.
• Plantas e cortes definidores da estrutura, em escalas adequadas, em
• A planta geral do edifício e do conjunto em que se insere, perfis longi- que sejam representadas7:
tudinais e transversais e outras peças desenhadas, a escalas adequa-
a. A posição, devidamente cotada, de todos os elementos estru-
das a cada caso, que representem as informações relativas à execução
turais, nomeadamente, as vigas, pelos seus eixos ou pelos seus
de todos os trabalhos exteriores do edifício, nomeadamente6:
contornos; os pilares, pelos seus eixos e contornos; as lajes, com
• Movimento de terras exigido para a implantação do edifício e a indicação das suas espessuras; as aberturas nas lajes, com a
para a adaptação do terreno às condições definidas no projeto; indicação da sua localização e das suas dimensões; as paredes e
outros elementos estruturais, pelos seus eixos e contornos.
• Arruamentos, incluindo a estrutura da plataforma e do pavimento,
18 com indicação dos perfis longitudinais e dos perfis transversais tipo; b. As secções em tosco de todos os elementos estruturais. 19

• Redes de águas residuais, abastecimento de água, electricidade, c. As cotas de nível de toscos das faces superiores das vigas, paredes
gás, comunicações e outras, no terreno circundante do edifício, e lajes e, quando necessário, as espessuras dos revestimentos;
com discriminação dos traçados das valas, das secções das cana-
d. A localização, devidamente referenciada, e as dimensões das
lizações e demais características necessárias à sua execução;
aberturas e passagens através dos elementos estruturais, nome-
• Muros de suporte, vedações e outras construções exteriores ao adamente as relativas a canalizações e a condutas.
edifício, designadamente, plantas, cortes, alçados, pormenores e
e. O desenvolvimento em altura dos pilares, definido nas plantas pela
outros elementos gráficos indispensáveis à sua realização;
sua indicação nos níveis em que têm início e em que terminam.
• Projeto de espaços exteriores, nomeadamente, arborizações, ajar-
dinamentos e outros trabalhos relativos ao tratamento paisagís-
tico e mobiliário urbano, com a especificação das quantidades e
das espécies de trabalhos a executar.

6
As escalas devem ser as adequadas a cada caso, com os mínimos de 1:500 e 1:1.000, 7
Pormenores de todos os elementos da estrutura que evidenciem a sua forma e constituição e
respectivamente, para as representações gerais e de pormenor.. permitam a sua execução sem dúvidas ou ambiguidades, nas escalas 1:50, 1:20, 1:10 ou superior.

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B. Elementos do Projeto de Escavação e de Contenção Periférica: C. Elementos dos Projetos de Instalações e Equipamentos:

• A memória descritiva deverá incluir, nomeadamente, a descrição ge- • Memórias descritivas e justificativas das instalações e equipamentos
ral da obra, uma informação geológica e geotécnica, a caracterização descrevendo e justificando as soluções adoptadas, tendo em atenção o
dos elementos da estrutura do edifício e infraestruturas contíguas anteprojeto aprovado e as disposições legais e regulamentares em vigor.
ou vizinhas, o faseamento de trabalho e o modo de execução das
• Especificações técnicas, gerais e especiais, relativas às instalações e
obras, o dimensionamento e justificação das soluções adoptadas, de
equipamentos, definindo as condições de montagem e as caracterís-
acordo com os regulamentos em vigor, e, quando for caso, o plano de
ticas técnicas dos materiais e equipamentos.
observação a implementar.
• Plantas e, se necessário, alçados e cortes, em escala adequada, com
• As peças desenhadas devem incluir, para além da planta de localiza-
o mínimo de 1:100 que definam:
ção sobre o levantamento topográfico actualizado, os elementos de
arquitectura necessários à apreciação isolada do referido projeto e a. A localização e, se necessário, o modo de implantação dos mate-
da planta de localização dos trabalhos de prospecção e dos cortes riais e dos equipamentos afectos às instalações.
geológicos interpretativos, a planta com a indicação das soluções b. O traçado e o modo de montagem das redes.
20 21
de escavação, de contenção ou de fundações, os cortes transversais,
c. As dimensões das tubagens e condutas para abastecimento
longitudinais e alçados contendo os elementos necessários à compre-
de água, águas residuais, ar, gás e outros fluidos.
ensão da solução preconizada com referência às estruturas vizinhas,
em particular no subsolo, as plantas, alçados e cortes com indicação d. As interdependências mais relevantes das instalações e equipa-
e definição de todos os elementos de contenção e de drenagem, os mentos com os elementos de construção, nomeadamente, aber-
cortes e pormenores de betão armado e a definição e a planta de turas em pavimentos ou paredes para passagem de canalizações,
localização dos dispositivos de observação a instalar. tubagens e condutas, maciços para equipamentos e revestimen-
tos especiais, seja para atenuação acústica, seja qual for
a sua finalidade.

e. Esquemas, diagramas, perspectivas necessários à definição


das instalações.

f. Pormenores, em escalas adequadas, no mínimo à escala 1/50,


necessários à montagem dos equipamentos e das instalações.

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D. Elementos do estudo de Condicionamento Acústico
e de verificação do Comportamento Térmico:

• Planta geral em escala adequada onde sejam evidenciadas as caracterís-


ticas das alterações determinadas na componente acústica do ambiente.

• Plantas e cortes, em escala adequada, onde se indiquem os locais princi-


pais de intervenção em termos de condicionamento térmico e acústico.

• Memórias descritivas e justificativas incluindo análise prospectiva de


desempenhos, das intervenções de condicionamento acústico, des-
crevendo e justificando as soluções projectadas, tendo em atenção o
anteprojeto aprovado e as disposições legais em vigor.

• Especificações técnicas, gerais e especiais, referentes ao condiciona-


22 mento térmico e acústico, especificando as condições de execução ou 23

montagem e as características técnicas dos materiais e dos equipa-


mentos. (art.º 19.º da P701-H/2008)
4.5. Edifícios Em obras de edificação, os Engenheiros Civis estão qualificados a elabo-
rar os projetos das especialidades abaixo enumeradas, de acordo com o
– Qualificação estabelecido no anexo III da L40/2015.
Profissional para
Os membros efectivos da Ordem dos Engenheiros encontram-se habilita-
Autoria de Projetos dos a elaborar projetos classificados nas Categorias I e II, já os projetos
de Especialidades classificados na Categoria III podem ser subscritos por Engenheiros Civis
que possuam a qualificação de sénior, conselheiro ou especialista, ou
então que comprovem um mínimo de 10 anos de experiência.8

Tratando-se da Categoria IV, só os membros seniores, conselheiros ou


especialistas, encontram-se capacitados à sua subscrição.9

8
Os Engenheiros Civis com nível de qualificação N1 têm competências limitadas ao nível de elaboração de projetos.
9
Para os projetos especificados no quadro 1 do anexo III, prevalecem as qualificações menos exigentes que ali se determinam.

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4.5.1. Fundações 4.5.2. Obras de
e Estruturas Escavação e Contenção

Engenheiros Civis Engenheiros Civis


Fundações e Estruturas Categoria Obras de Escavação e Contenção Categoria
Efetivos Seniores Efetivos Seniores
Escavações com talude inclinado, sem necessidade de entivação,
Fundações diretas em solo de boa qualidade I
até um máximo de 6 m de altura, com contenção por muros I
de betão armado
Fundações diretas em solo de má qualidade II
Escavações entivadas até 3m de altura ou não entivadas acima de 6
II
m, com contenção por muros simples de betão armado
Fundações indiretas III
Escavações entivadas com mais de 3m de altura com contenção por
III
muros de betão armado escorados, ancorados ou com contrafortes
Fundações especiais IV
Escavações e contenções especiais IV

Estrutura de edificações correntes II


24 25

Estruturas de edificações com exigências especiais III


4.5.3. Instalações, Equipamentos
Estruturas de hospitais estádios, e grandes instalações
IV
desportivas ou culturais. e Sistemas de Águas e Esgotos
Estruturas de edifícios com menos de 15 m de altura
II
das fundações à cobertura
Engenheiros Civis
Estruturas de edifícios com vãos não superiores a 8 m II Instalações, Equipamentos e Sistemas de Águas e Esgotos Categoria
Efetivos Seniores

Estruturas de edifícios com altura igual ou inferior a 30 metros II Instalações, equipamentos e sistemas de águas e esgotos I

Estrutura de edifícios com altura superior a 30 metros


III
e igual ou inferior a 60 metros Instalações, equipamentos e sistemas de águas e esgotos II

Estrutura de edifícios com altura superior a 60 metros. IV


Instalações, equipamentos e sistemas de águas e esgotos III

Estruturas prefabricadas, exceto pavimentos


III
com elementos prefabricados. Instalações, equipamentos e sistemas de águas e esgotos IV

qualificados
não qualificados

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4.5.4. Estudo de De acordo com o disposto no n.º 2 do art.º 3º do Regulamento dos Requi- • Categoria III:
sitos Acústicos dos Edifícios, republicado pelo Decreto-Lei nº 96/2008,
condicionamento de 9 de junho, determina que os projetos de condicionamento acústico
• Armazéns com atividade industrial;

Acústico devem ser elaborados e subscritos por técnicos qualificados que, sendo • Edifícios industriais;
engenheiros, possuam especialização em engenharia acústica outorgada • Edifícios comerciais;
ou tenham recebido qualificação adequada na área da acústica de edifí-
cios reconhecida pela Ordem dos Engenheiros. • Edifícios escolares (ensino secundário, ensino superior ou equivalente);

Conforme procedimento de reconhecimento de competências para a elabo- • Hospitais;


ração e subscrição de projetos de condicionamento acústico de edifícios10, • Estações de transporte de passageiros com sonorização
aos Engenheiros Civis concernem os seguintes pressupostos de habilitação: dirigida ao público;
• Edifícios da Categoria I e II: atribuição automática da competência aos • Edifícios de serviços e hoteleiros;
engenheiros civis com qualificação profissional de membro efectivo. 11

• Recintos desportivos;
• Edifícios da Categoria III: os engenheiros civis deverão possuir nível
• Auditórios, salas de espetáculo e igrejas, até 200 lugares.
de qualificação profissional de membro sénior ou conselheiro.
• Categoria IV:
• Edifícios da Categoria IV: especialistas em engenharia acústica.
26 • Edifícios escolares (escolas de música); 27
Para efeito de subscrição de projetos de condicionamento acústico, as
Categorias dos edifícios encontram-se assim estabelecidas: • Auditórios, salas de espetáculo e igrejas;

• Categoria I: moradias unifamiliares isoladas. • Discotecas ou espaços similares;

• Categoria II: • Estúdios de gravação.

• Moradias unifamiliares não isoladas;

• Armazéns sem atividade industrial;

• Edifícios habitacionais multifamiliares;

• Edifícios mistos;

• Edifícios escolares (creches, jardins de infância e


escolas do ensino básico);

• Centros de saúde e clínicas hospitalares;

• Estações de transporte de passageiros, sem sonorização


dirigida ao público.

10
Procedimento elaborado pela Comissão de Especialização em Engenharia Acústica, aprovado pelo Conselho Diretivo Nacional.
11
O membro deve anuir ao procedimento de verificação de “manutenção” ou “garantia” de competências, por amostragem,
cfr. estabelecidas no procedimento de reconhecimento.

Nota Importante A legislação de suporte reporta a abril de 2020


4.5.5. Estudo de Os Engenheiros Civis possuem habilitações para elaborar e subscrever 4.5.6. Segurança O Regime Jurídico da Segurança contra Incêndio em Edifícios (SCIE) encontra-se
projetos de comportamento térmico de edifícios, assim como, assumir regulado pelo Decreto- Lei n.º 123/2019, de 18 de outubro que procede à terceira
Comportamento a responsabilidade técnica pela demonstração do cumprimento das
contra Incêndio alteração ao Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de novembro.
Térmico exigências decorrentes do Regulamento do Desempenho Energético dos em Edifícios
Este diploma estabelece que a responsabilidade pela elaboração dos projetos de
Edifícios de Habitação (REH).
SCIE e das medidas de autoprotecção referentes a edifícios e recintos classifica-
O diploma que aprova o sistema de certificação energética dos edifícios, dos nas 2.ª, 3.ª e 4.ª categorias pode ser assumida por um engenheiro reconheci-
o regulamento de desempenho energético dos edifícios de habitação e o do pela Ordem dos Engenheiros com certificação de especialização.12
regulamento do desempenho energético dos edifícios de comércio e ser-
viços encontra-se regulado no Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto.

A competência de elaborar projetos de comportamento térmico de


edifícios das Categoria III e IV é atribuída aos Engenheiros Civis com a
qualificação de membros seniores. Os membros efectivos podem
subscrever os projetos das Categorias I e II.

28 29

12
De acordo com a terceira alteração ao DL220/2008, de 12 de novembro, a L123/2019, de 18 de outubro, na sua norma
transitória, (art.º 5º), estabelece que a elaboração de projetos e medidas de autoprotecção, está dependente de
certificação de especialização que passa a ser obrigatória a partir de 15/07/2020.

Nota Importante A legislação de suporte reporta a abril de 2020


4.6. Qualificação Profissional para Autoria de outros Engenheiros Civis
Pontes, Viadutos e Passadiços em infraestruturas ferroviárias Categoria
Projetos de Engenharia Civil Efetivos Seniores
Pontes e obras similares ferroviárias com vão único até 10m I
e viés superior a 70.º

Pontes e viadutos ferroviários com vão máximo igual ou inferior a 20 II


4.6.1. Pontes, Viadutos e Passadiços 13
m e viés superior a 70.º
Pontes e viadutos ferroviários com vão superior a 20 m e inferior a III
40 m ou viés inferior a 70.º
Engenheiros Civis Pontes e viadutos ferroviários com vãos superiores a 40m IV
Pontes, Viadutos e Passadiços em infraestrutura rodoviárias Categoria
Efetivos Seniores
Passadiços com vãos inferiores a 20 metros sem I Pontes e viadutos ferroviários para velocidades de projecto III
condicionamentos especiais superiores a 220 km/h e vão inferior a 20 m, sem viés

Passadiços com vãos entre 20 a 40 metros sem II Pontes e viadutos ferroviários para velocidades superiores a 220 IV
condicionamentos especiais Km/h com vão superior a 20 m ou viés inferior a 70.º

Passadiços com vãos superiores a 40 metros ou com geometria III


complexa e de qualquer vão
30 31
Pontes e obras de arte similares, com vão único e igual I
4.6.2. Estradas e Arruamentos 14
ou inferior a 10 metros e viés superior a 70.º
Obras de Arte com vão máximo igual ou inferior a 40 metros e II
extensão menor que 400 m sem condicionamento de apoios Engenheiros Civis
Estradas e Arruamentos Categoria
Pontes e viadutos que não sejam considerados segundo a III Efetivos Seniores
regulamentação em vigor como pontes correntes para efeitos de análise
Caminhos municipais, vicinais e estradas florestais II
sísmica, ou com vãos superior 40m ou com extensão superior 400 m

Pontes e viadutos fortemente enviesados ou com traçado III Arruamentos urbanos com faixa de rodagem simples II
planimétrico complexo, nomeadamente em meios urbanos
Arruamentos urbanos com dupla faixa de rodagem III
Pontes e viadutos com vão máximo igual ou superior a 60 metros, IV
e com extensão superior a 400 metros
Estradas nacionais e municipais com faixa de rodagem simples ou dupla III
Pontes e viadutos com vão máximo igual ou superior a 120 metros IV
Auto-Estradas IV

qualificados
não qualificados

13
Programa Preliminar, Fases de Projeto, Assistência Técnica estabelecido na P701-H/2008 (artigos 76º/ 82º) 14
Programa Preliminar, Fases de Projeto, Assistência Técnica estabelecido na P701-H/2008 (artigos 83º/ 88º)

Nota Importante A legislação de suporte reporta a abril de 2020


4.6.3. Caminhos-de-ferro 15 4.6.5. Obras Hidráulicas 17

Engenheiros Civis Engenheiros Civis


Caminhos-de-ferro Categoria Obras Hidráulicas Categoria
Efetivos Seniores Efetivos Seniores
Ramais de caminhos-de-ferro de características II Pequenos açudes de correcção torrencial e pequenas I
correntes e feixes industriais* obras de regularização fluvial
Vias-férreas de eléctricos, de metropolitano e de linhas III Pequenas obras de rega ou de enxugo, sem obras de arte especiais I
de rede ferroviária nacional*
Obras de rega ou de enxugo envolvendo pequenas II
Vias-férreas para alta velocidade e muito alta velocidade IV obras de arte ou instalações especiais

Sinalização e equipamentos de segurança de vias-férreas convencionais III Obras importantes de correcção fluvial III

Canais e vias navegáveis III


Sinalização e equipamentos de segurança de vias-férreas IV
de alta velocidade Aproveitamentos hidroagrícolas e hidroeléctricos não envolvendo a III
construção de grandes barragens
* Considerar a Categoria acima nos projetos de obras de remodelação, ampliação e reabilitação que interfiram com vias em exploração.
32 33

4.6.6. Túneis 18
4.6.4. Aeródromos 16
Engenheiros Civis
Túneis Categoria
Efetivos Seniores
Engenheiros Civis
Aeródromos Categoria Túneis com escavação a céu aberto sem condicionantes II
Efetivos Seniores
geotécnicos especiais
Aeródromos III
Túneis com escavação a céu aberto com condicionantes III
geotécnicos especiais
Aeroportos IV
Túneis subterrâneos em qualquer tipo de terreno III

Túneis subterrâneos em zonas urbanas ou com intensa ocupação IV

Túneis subaquáticos IV

qualificados
não qualificados

15
Disposições Gerais, Programa Preliminar, Fases de Projeto, Assistência Técnica estabelecido na P701-H/2008 (artigos 89 º/ 107º) 17
Programa Preliminar, Fases de Projeto, Assistência Técnica estabelecido na P701-H/2008 (artigos 121º/ 126º)
16
Disposições Gerais, Programa Preliminar, Fases de Projeto, Assistência Técnica estabelecido na P701-H/2008 (artigos 108º/ 120º) 18
Programa Preliminar, Fases de Projeto, Assistência Técnica estabelecido na P701-H/2008 (artigos 127º/ 132º)

Nota Importante A legislação de suporte reporta a abril de 2020


4.6.7. Abastecimento e Tratamento de Água 19 4.6.8. Drenagem e Tratamento de Águas Residuais 20

Engenheiros Civis Engenheiros Civis


Abastecimento e Tratamento de Água Categoria Drenagem e Tratamento de Águas Residuais Categoria
Efetivos Seniores Efetivos Seniores
Condutas adutoras de água e de funcionamento gravítico, para I Emissários de águas residuais de funcionamento gravítico, I
aglomerados até 10 000 habitantes para aglomerados até 10 000 habitantes
Sistemas ou partes de sistemas de abastecimento de água (redes e II Sistemas ou partes de sistemas de águas residuais (redes), II
ou adutores por bombagem), excluindo tratamento, de aglomerados excluindo tratamento, de funcionamento gravítico,
até 10 000 habitantes de aglomerados até 10 000 habitantes
Instalações simples de tratamento de água, incluindo apenas II Instalações sumárias de tratamento de águas residuais, do tipo fossa II
desinfecção e ou correcção de agressividade séptica e órgão complementar ou tanque Imhoff e leitos de secagem
Sistemas ou partes de sistemas de abastecimento de água, III Sistemas ou partes de sistemas de águas residuais, III
excluindo tratamento, para mais de 10 000 habitantes excluindo tratamento, de funcionamento gravítico, para mais
de 10 000 habitantes
Estações de tratamento de água servindo até 50 000 habitantes III
desde que não apresentem exigências especiais quanto Sistemas elevatórios de águas residuais III
34 35
a operação e processos de tratamento e a automatismos
(como ozonização ou adsorção por carvão activado) Estações de tratamento de águas residuais servindo até 50 000 III
habitantes por processos convencionais, com produção de efluentes
Estações de tratamento de água para mais de 50 000 habitantes IV de qualidade correspondente a tratamento secundário
ou para população inferior mas envolvendo exigências especiais,
Sifões invertidos para águas residuais III
como, por exemplo, processos de ozonização ou adsorção por
meio de carvão activado Estações de tratamento de águas residuais para mais de 50 000 IV
habitantes ou para população inferior desde que a linha de tratamento
integre processos não convencionais, por exemplo tratamentos
avançados físico-químicos, ou de origem a efluentes de qualidade
superior à resultante da aplicação de um tratamento secundário

Sistemas de reutilização de águas residuais IV

qualificados
não qualificados

19
Programa Preliminar, Fases de Projeto, Assistência Técnica estabelecido na P701-H/2008 (artigos 133º/ 138º) 20
Programa Preliminar, Fases de Projeto, Assistência Técnica estabelecido na P701-H/2008 (artigos 139º/ 144º)

Nota Importante A legislação de suporte reporta a abril de 2020


4.6.9. Resíduos 21 4.6.10. Obras Portuárias e de Engenharia Costeira 22

Engenheiros Civis Engenheiros Civis


Redíduos Categoria Obras Portuárias e de Engenharia Costeira Categoria
Efetivos Seniores Efetivos Seniores
Remoções de resíduos sólidos, de âmbito restrito, simples I Obras de acostagem (cais, pontes-cais, duques d’alba, III
pontões flutuantes)
Sistemas de resíduos sólidos, excluindo tratamento, de aglomerados II
até 10 000 habitantes Docas secas e eclusas IV

Estações de tratamento de resíduos sólidos servindo até II Planos inclinados e plataformas de elevação III
10 000 habitantes, sem exigências especiais e por processos
de aterro controlado Rampas–varadouro II
Sistemas de resíduos sólidos, excluindo tratamento, III
para mais de 10 000 habitantes Quebra–mares III

Estações de transferência de resíduos sólidos III Esporões, defesas frontais e retenções de protecção marginal II

Estações de tratamento de resíduos sólidos para mais de 10 000 e III Alimentação artificial de praias II
36 37
até 50 000 habitantes, sem exigências especiais, ou para população
inferior mas tendo dessas exigências Tomadas e rejeições de água em costa aberta III

Estações de tratamento de resíduos sólidos para mais de 50 000 IV Tomadas e rejeições de água em estuários II
habitantes ou para população inferior mas com exigências especiais
Tubagens submarinas em costa aberta III
Sistemas de reutilização e reciclagem de resíduos tratados IV
Tubagens submarinas em estuários II
Estações de tratamento de resíduos perigosos IV
Dragagens e depósito de dragados I

Terraplenos portuários I

qualificados
não qualificados

21
Programa Preliminar, Fases de Projeto, Assistência Técnica estabelecido na P701-H/2008 (artigos 145º/ 150º) 22
Programa Preliminar, Fases de Projeto, Assistência Técnica estabelecido na P701-H/2008 (artigos 151º/ 156º)

Nota Importante A legislação de suporte reporta a abril de 2020


4.6.11. Espaços Os Engenheiros Civis, membros efectivos da OE, estão • Áreas envolventes do Património Cultural ou Natural;
qualificados a elaborar os projetos classificados nas
Exteriores 23 • Espaços livres e zonas verdes urbanas;
Categorias I, II e III, que abaixo se indicam: 24
• Enquadramentos de edifícios de vária natureza;

• Áreas degradadas;
• Categoria II:
• Projetos de rega;
• Compartimentação do campo;
• Drenagem superficial
• Instalações Industriais;
• Obras de regularização fluvial e de linhas de drenagem natural;
• Cemitérios;
• Edifícios para habitação, escolas, igrejas, hospitais, teatros, cine-
• Grandes instalações de equipamentos técnicos;
mas e outros;
• Aproveitamentos hidroagrícolas.
• Conjuntos Industriais;

• Integração de estradas de qualquer tipo (AE, IP, IC, EN, ER);


• Categoria III:
• Arruamentos urbanos, vias e caminhos municipais;
• Jardins privados e públicos;
38 • Estações de águas e esgotos. 39
• Zonas Polidesportivas;
• Aos Engenheiros Civis com a qualificação profissional de membros
• Campos de golfe;
seniores, acresce a habilitação para elaborarem os seguintes
• Minas, pedreiras, saibreiras e areeiros; projetos classificados na Categoria IV:

• Parques infantis; • Jardins e sítios históricos;

• Lagos artificiais; • Estabilização e integração de taludes.

• Pedonalização de ruas;

• Ciclovias;

• Matas;

• Parques de qualquer natureza; 4.6.12. Estruturas O quadro I do anexo III da L40/2015 qualifica os Engenheiros Civis
a elaborar projetos de estruturas especiais, nomeadamente torres,
• Loteamentos urbanos; Especiais mastros, chaminés, postes, coberturas, silos e antenas, (projetos
• Parques de campismo; classificados na Categoria II).

• Zonas desportivas, de recreio e lazer;

23
Programa Preliminar, Fases de Projeto, Assistência Técnica estabelecido na P701-H/2008 (artigos 157º/ 162º)
24
Os Engenheiros Civis com nível de qualificação N1 têm competências limitadas ao nível de elaboração de projetos.

Nota Importante A legislação de suporte reporta a abril de 2020


4.6.13. Demolições Estes projetos dividem-se em demolições correntes, classificadas Apenas os Engenheiros Civis com qualificação de membro sénior,
na Categoria II e demolições com exigências especiais com classificação conselheiro, especialista ou que comprovem 10 anos de experiência pro-
de Categoria IV. fissional encontram-se habilitados a assumir a direcção técnica
de dirigir/fiscalizar a execução das seguintes obras:
Os Engenheiros Civis estão habilitados a elaborar estes projetos, mas só
os que têm a qualificação de membro sénior, conselheiro ou especialista, • Edifícios classificados ou em vias de classificação, ou inseridos em
podem subscrever os projetos de demolições com exigências especiais. zona especial ou automática de protecção, independentemente da
classe de obra.

• Edifícios cujo projeto de estruturas tenha sido classificado na Categoria IV


prevista na Portaria 701-H/2008, independentemente da classe de obra.

5. Qualificação Profissional para a Direção de Obra


ou de Direção de Fiscalização de Obra

5.2. Outras Obras Para outras obras de engenharia, a Lei 40/2015 define os níveis de quali-
ficação e experiência que os Engenheiros Civis devem ter, segundo a sua
5.1. Edifícios Os Engenheiros Civis podem desempenhar a função de Diretor de Obra ou de Engenharia Civil complexidade (Categorias I a IV da Portaria 701-H/2008):
40 de Diretor de Fiscalização de Obra, de acordo com o projeto ordenador ou 41
a natureza predominante da mesma, conforme o estabelecido nos termos
no quadro 1 do anexo II da Lei 40/2015.25
Engenheiros Civis
Este anexo define os níveis de qualificação e experiência, do seguinte modo: Obras Categorias
Efetivos Seniores
• Obras de Edifícios, segundo a relevância económica
I
(classes de alvará) por tipo de edifícios:
II
Obras em geral*
III
Engenheiros Civis IV
Edifícios Classes
Efetivos Seniores
qualificados
1 não qualificados
2
3 Aos Engenheiros Civis com qualificação de membro sénior, conselhei-
ro, especialista ou que comprovem 10 anos de experiência profissional
4
acresce a habilitação para assumir a direcção técnica de dirigir/ fiscalizar
Edifícios em geral 5
a execução de obras de imóveis classificados, em vias de classificação ou
6 inseridos em zona especial ou automática de proteção.
7
8
25
Os Engenheiros Civis com nível de qualificação N1 têm competências limitadas ao nível da Direção
9
de Obra e da Direção de Fiscalização de Obra.

Nota Importante A legislação de suporte reporta a abril de 2020


* O quadro 2 do anexo II da L40/2015 regulamenta a atividade da direção Os Engenheiros Civis, membros efectivos da OE, estão habilitados a assu-
técnica para as seguintes obras: mir a responsabilidade pela condução de trabalhos especializados até à
classe 8, nas seguintes Categorias e Subcategorias de obras: 26
• Fundações e estruturas

• Obras de escavação e contenção


1.ª Categoria: Edifícios e Património Construído, nas subcategorias:
• Instalações, equipamentos e sistemas de águas e esgotos
1.ª Estruturas e elementos de betão.
• Pontes, viadutos e passadiços
2.ª Estruturas metálicas.
• Estradas e arruamentos
3.ª Estruturas de madeira.
• Caminho-de-ferro
4.ª Alvenarias, rebocos e assentamento de cantarias.
• Aeródromos 5.ª Estuques, pinturas e outros revestimentos.
• Obras hidráulicas 6.ª Carpintarias.
• Túneis 7.ª Trabalhos em perfis não estruturais.

• Abastecimento e tratamento de água 8.ª Canalizações e condutas em edifícios.

• Drenagem e tratamento de águas residuais 9.ª Instalações sem qualificação específica


42 43

• Resíduos 10.ª Restauro de bens imóveis histórico-artísticos.

• Obras portuárias e de engenharia costeira


2.ª Categoria: Vias de Comunicação, Obras de Urbanização e outras
• Espaços exteriores.
Infraestruturas, nas subcategorias:

1.ª Vias de circulação rodoviária e aeródromos.

2.ª Vias de circulação ferroviária.

3.ª Pontes e viadutos de betão.

6. Qualificação A Lei 40/2015 determina que o técnico responsável pela condução de 4.ª Pontes e viadutos metálicos.
trabalhos especializados encontra-se adstrito ao dever de assumir, em
Profissional para termo próprio, a responsabilidade pela correta execução dos trabalhos
5.ª Obras de arte correntes.

Técnico Condução que lhe foram confiados, em termos análogos aos dos diretores de obra e 6.ª Saneamento básico.

de Trabalhos de fiscalização (artigo 21.º, n.º 6). 8.ª Calcetamentos.

Especializados Para os trabalhos enunciados no anexo IV da L40/2015, é obrigatório con- 9.ª Ajardinamentos.
tratar um técnico com qualificações específicas, para as obras de classe 6 10.ª Infraestruturas de desporto e lazer.
ou superior. Estas qualificações mínimas dependem da categoria/subcate-
11.ª Sinalização não elétrica e dispositivos de proteção e segurança.
goria e da classe de obra que se apresentam. Assim, só os Engenheiros Civis
com a qualificação de sénior, conselheiro, especialista ou que comprovem 10
anos de experiência profissional, encontram-se capacitados á condução dos 26
Os Engenheiros Civis com nível de qualificação N1 têm competências limitadas ao nível da
responsabilidade pela condução de trabalhos especializados.
trabalhos especializados da classe 9. 26

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3.ª Categoria: Obras Hidráulicas, nas subcategorias: 7. Regulamento dos Para além dos atos próprios, os Engenheiros Civis podem atuar em outras
áreas que não constituam atos regulados ou que não sejam reservados de
1.ª Obras fluviais e aproveitamentos hidráulicos. Atos da OE outras profissões, não obstante eventual exigência de certificação específica.
2.ª Obras portuárias.
Em 20 de julho foi publicado o Regulamento n.º 420/2015, com os atos de
3.ª Obras de proteção costeira. engenharia, por especialidade, passíveis de serem exercidos por mem-

4.ª Barragens e diques. bros da Ordem dos Engenheiros, sem prejuízo do disposto na legislação
europeia aplicável e nos diplomas legais e regulamentares dimanados da
5.ª Dragagens. Assembleia da República ou do Governo, que tratem da mesma matéria.
6.ª Emissários. No anexo do Regulamento encontram-se estabelecidos os seguintes atos
do Colégio de Engenharia Civil:

4.ª Categoria: Instalações Elétricas e Mecânicas, nas subcategorias:

10.ª Sistemas de extinção de incêndios, de segurança e de deteção.


1. Conceção
13.ªEstações de tratamento ambiental.
1.1. Elaboração de projeto

1.1.1. Edifícios
44 5.ª Categoria: Outros Trabalhos, nas subcategorias: 1.1.1.1. Estabilidade que inclua o projeto de escavação e contenção periférica
45

1.ª Demolições. 1.1.1.2. Instalações, equipamento e sistemas de águas e esgotos


2.ª Movimentação de terras. 1.1.1.3. Instalações, equipamento e sistemas de gás

3.ª Túneis e outros trabalhos de geotécnica. 1.1.1.4. Térmica

4.ª Fundações especiais. 1.1.1.5. Acústica

5.ª Reabilitação de elementos estruturais de betão. 1.1.1.6. Segurança contra incêndio

6.ª Paredes de contenção e ancoragens.


1.1.2. Obras de Engenharia Civil
7.ª Drenagens e tratamento de taludes.
1.1.2.1. Pontes, viadutos e passadiços
8.ª Armaduras para betão armado.
1.1.2.2. Vias de comunicação (rodovia)
9.ª Reparações e tratamentos superficiais em estruturas metálicas.
1.1.2.3. Vias de comunicação (ferrovia)
10.ª Cofragens.
1.1.2.4. Aeródromos
11.ª Impermeabilizações e isolamentos. 1.1.2.5. Aeroportos
12.ª Andaimes e outras estruturas provisórias. 1.1.2.6. Obras Hidráulicas
13.ª Caminhos agrícolas e florestais. 1.1.2.7. Túneis

1.1.2.8 Sistemas de abastecimento e tratamento de água

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1.1.2.9 Drenagem e tratamento de águas residuais e pluviais 1.3. Revisão de projeto
1.1.2.10 Sistemas de resíduos urbanos e industriais 1.3.1. Edifícios
1.1.2.11. Instalações, equipamentos e sistemas de gás (1.3.1.1. a 1.3.1.6. — Desagregação utilizada no grupo de atos 1.1.1.)
1.1.2.12 Obras portuárias e de engenharia costeira, canais e vias navegáveis

1.1.2.13. Tratamento ou recuperação de espaços exteriores 1.3.2. Obras de Engenharia Civil


1.1.2.14. Torres (de telecomunicações, de vigia, eólicas, etc.), mastros e chaminés (1.3.2.1. a 1.3.2.19. — Desagregação utilizada no grupo de atos 1.1.2.)
1.1.2.15. Silos, postes e chaminés

1.1.2.16. Demolições 2. Produção


1.1.2.17. Andaimes, cimbres, escoramento e cofragens 2.1. Execução
1.1.2.18. Plataformas, passadiços e escadas de acesso 2.1.1. Direção Técnica da Obra
1.1.2.19. Fundações isoladas não integradas nos projetos de estabilidade dos edifícios 2.1.1.1. Edifícios

2.1.1.2. Pontes, viadutos e passadiços


1.1.3. Estudos e serviços complementares 2.1.1.3. Vias de comunicação rodoviária
46 1.1.3.1. Projeto de Estaleiro 2.1.1.4. Vias de comunicação ferroviária 47

1.1.3.2. Coordenação de Segurança e Saúde na fase de projeto 2.1.1.5. Aeródromos


1.1.3.3. Avaliação Ambiental e sustentabilidade em projetos (incluí Plano de gestão Ambiental de Obra) 2.1.1.6. Aeroportos
1.1.3.4. Plano de resíduos de construção e demolição 2.1.1.7. Obras hidráulicas
1.1.3.5. Plano de acessibilidades (edifícios e via pública) 2.1.1.8. Túneis

2.1.1.9. Sistemas de abastecimento e tratamento de água


1.2. Coordenação de projeto 2.1.1.10. Drenagem e tratamento de águas residuais e pluviais
1.2.1. Edifícios 2.1.1.11. Sistemas de resíduos urbanos e industriais
(1.2.1.1. a 1.2.1.6. — Desagregação utilizada no grupo de atos 1.1.1.) 2.1.1.12. Instalações, equipamentos e sistemas de Gás

2.1.1.13. Obras portuárias e de engenharia costeira, canais e vias navegáveis


1.2.2. Obras de Engenharia Civil 2.1.1.14. Tratamento ou recuperação de espaços exteriores
(1.2.2.1. a 1.2.2.19. — Desagregação utilizada no grupo de atos 1.1.2.) 2.1.1.15. Estruturas Especiais

2.1.1.16. Demolições

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2.1.2. Apoio à Direção Técnica da Obra 2.2.3.11. Sistemas de resíduos urbanos e industriais

(2.1.2.1. a 2.1.2.16. — Desagregação utilizada no grupo de atos 2.1.1.) 2.2.3.12. Instalações, equipamentos e sistemas de Gás

2.2.3.13. Obras portuárias e de engenharia costeira, canais e vias navegáveis

2.1.3. Gestão de Qualidade de Obra 2.2.3.14. Tratamento ou recuperação de espaços exteriores

(2.1.3.1. a 2.1.3.16. — Desagregação utilizada no grupo de atos 2.1.1.) 2.2.3.15. Estruturas Especiais

2.1.4. Preparação dos Locais da Construção, Perfurações e Sondagens 2.3. Segurança e Saúde

2.1.4.1. Reconhecimento geológico e geotécnico 2.3.1. Coordenação de Segurança e Saúde

2.1.4.2. Sondagens (2.3.1.1. a 2.3.1.15. — Desagregação utilizada no grupo de atos 2.2.3.)

2.1.4.3. Levantamentos Topográficos

2.3.2. Implementação e Controlo de Segurança e Saúde

2.2. Controlo de Execução (2.3.2.1. a 2.3.2.15. — Desagregação utilizada no grupo de atos 2.2.3.)

2.2.1. Direção de Fiscalização da Obra


48 (2.2.2.1. a 2.2.2.16. — Desagregação utilizada no grupo de atos 2.1.1.) 2.4. Direção Técnica de Empresas 49

2.4.1. Direção Técnica de Alvarás

2.2.2. Fiscalização da Obra 2.4.2. Elaboração de estudos e orçamentos

(2.2.2.1. a 2.2.2.16. — Desagregação utilizada no grupo de atos 2.1.1.) 2.4.3. Coordenação de estudos e orçamentos

2.2.3. Controlo da Qualidade da Obra 3 Gestão e Manutenção


2.2.3.1. Edifícios 3.1. Gestão de Projetos e Investimentos

2.2.3.2. Pontes, viadutos e passadiços 3.1.1. Estudos e avaliações de viabilidade técnico-económica

2.2.3.3. Vias de comunicação rodoviária 3.1.2. Gestão e coordenação de projetos

2.2.3.4. Vias de comunicação ferroviária 3.1.3. Apoio à gestão e coordenação de projetos

2.2.3.5. Aeródromos

2.2.3.6. Aeroportos 3.2. Manutenção e Exploração

2.2.3.7. Obras hidráulicas 3.2.1. Gestão e coordenação da manutenção e exploração

2.2.3.8. Túneis (3.2.1.1. a 3.2.1.15. — Desagregação utilizada no grupo de atos 2.2.3.)

2.2.3.9. Sistemas de abastecimento e tratamento de água

2.2.3.10. Drenagem e tratamento de águas residuais e pluviais

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3.2.2. Apoio à gestão e coordenação da manutenção e exploração 4.2.3. Coordenação de ensaios

(3.2.2.1. a 3.2.2.15. — Desagregação utilizada no grupo de atos 2.2.3.) 4.2.3.1. Ensaios laboratoriais

4.2.3.2. Ensaios em obra ou estaleiro

3.2.3. Monitorização da manutenção

(3.2.3.1. a 3.2.3.15. — Desagregação utilizada no grupo de atos 2.2.3.) 4.2.4. Elaboração de ensaios

4.2.4.1. Ensaios laboratoriais

4 Estudos e consultoria em engenharia civil 4.2.4.2. Ensaios em obra ou estaleiro

4.1. Perícias

4.1.1. Elaboração 4.3. Consultoria técnica

4.1.1.1. Estruturas (4.3.1. a 4.3.8. — Desagregação utilizada no grupo de atos 4.1.1.)

4.1.1.2. Geotecnia 4.4. Implementação e coordenação de ensaios laboratoriais e em obra ou estaleiro

4.1.1.3. Hidráulica, recursos hídricos e pluviais (4.4.1. a 4.4.8. — Desagregação utilizada no grupo de atos 4.1.1.)

4.1.1.4. Transportes e vias de comunicação


50 4.1.1.5. Planeamento e ordenamento do território 4.5. Avaliações 51

4.1.1.6. Física e tecnologia das construções 4.5.1. Avaliação de imóveis

4.1.1.7. Materiais de construção 4.5.2. Avaliação de projetos de investimentos

4.1.1.8. Gestão da construção (segurança e saúde, qualidade, custos, prazos, ambiente)

5. Produção de Materiais
4.1.2. Coordenação 5.1. Gestão Industrial

(4.1.2.1. a 4.1.2.8. — Desagregação utilizada no grupo de atos 4.1.1.) 5.1.1. Direção

5.1.1.1. Industrial

4.2. Sistemas de gestão da qualidade, segurança e saúde e ambiente 5.1.1.2. Técnica

4.2.1. Implementação e gestão de sistemas 5.1.1.3. Comercial

4.2.1.1. Gestão da qualidade

4.2.1.2. Gestão ambiental 5.2. Sistemas de Gestão da Qualidade Segurança e Ambiente

4.2.1.3. Gestão de segurança e saúde 5.2.1. Implementação e gestão

5.2.1.1. Sistema de gestão da qualidade

4.2.2. Auditorias a sistemas 5.2.1.2. Sistema de gestão ambiental

5.2.1.3. Sistema de gestão de segurança e saúde

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5.2.2. Controlo de qualidade 6.1.3. Elaboração

5.2.2.1. Qualidade de Produtos e Ensaios 6.1.3.1. Instrumentos de desenvolvimento territorial nacionais

6.1.3.2. Planos regionais de ordenamento do território

6. Planeamento e Ordenamento do Território 6.1.3.3. Planos intermunicipais de ordenamento do território

6.1. Planeamento de projetos e investimentos 6.1.3.4. Planos diretores municipais

6.1.1. Elaboração e coordenação 6.1.3.5. Planos de urbanização

6.1.1.1. Instrumentos de política sectorial 6.1.3.6. Planos de pormenor

6.1.1.2. Instrumentos de planeamento estratégico 6.1.3.7. Planos especiais de ordenamento do território

6.1.1.3. Estudos e avaliações de viabilidade técnico-económica 6.1.3.8. Planos estratégicos de políticas sectoriais

6.1.1.4. Instrumentos de análise e regulação estratégica 6.1.3.9. Projetos de loteamento

6.1.3.10. Planeamento e conceção na área dos transportes

6.1.2. Coordenação 6.1.3.11. Estudos de engenharia de tráfego

6.1.2.1. Instrumentos de desenvolvimento territorial nacionais 6.1.3.12. Estudos e planos sectoriais e parciais na área dos transportes
52 6.1.2.2. Planos regionais de ordenamento do território 6.1.3.13. Modelação e análise de sistemas de transportes 53

6.1.2.3. Planos intermunicipais de ordenamento do território 6.1.3.14. Estudo de transporte colectivo

6.1.2.4. Planos diretores municipais 6.1.3.15. Estudos de estacionamento

6.1.2.5. Planos de urbanização 6.1.3.16. Estudos de logística

6.1.2.6. Planos de pormenor 6.1.3.17. Estudos de segurança na área dos transportes

6.1.2.7. Planos especiais de ordenamento do território 6.1.3.18. Estudos de procura de transportes

6.1.2.8. Planos estratégicos de políticas sectoriais 6.1.3.19. Estudos de análise económica de sistemas de transportes

6.1.2.9. Estudos de Impacte ambiental 6.1.3.20. Estudos de avaliação de qualidade

6.1.2.10. Projetos de loteamento

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6.1.4. Execução, gestão e controlo de sistemas 7.2. Ensino Científico e profissionalizante

6.1.4.1. Planeamento e gestão operacional (horários, rotas centros de tráfego)

6.1.4.2. Exploração de transportes 7.3. Normalização

6.1.4.3. Gestão de transportes 7.3.1. Coordenação

6.1.4.4. Segurança de transportes 7.3.1.1. Normas

6.1.4.5. Auditoria e fiscalização (segurança rodoviária, ferroviária, marítima e aérea) 7.3.1.2. Legislação

6.1.4.6. Regulação técnica e económica 7.3.1.3. Documentos técnicos

7. Investigação, ensino e normalização 7.3.2. Desenvolvimento

7.1. Investigação (7.3.2.1 a 7.3.2.3. — Desagregação utilizada no grupo de atos 7.3.1.)

7.1.1. Coordenação

7.1.1.1. Estruturas 7.3.3. Revisão e Apreciação

7.1.1.2. Geotecnia (7.3.3.1 a 7.3.3.3. — Desagregação utilizada no grupo de atos 7.3.1.)


54 7.1.1.3. Hidráulica, recursos hídricos e ambientais 55

7.1.1.4. Vias de comunicação 8. Administração Pública e Concessões


7.1.1.5. Planeamento e ordenamento do território 8.1. Engenharia municipal

7.1.1.6. Física e tecnologia das construções 8.1.1. Apreciação

7.1.1.7. Materiais de construção 8.1.1.1. Apreciação de projetos

7.1.1.8. Gestão da construção (segurança e saúde, qualidade, custos, prazos, ambiente). 8.1.1.2. Apreciação de estudos de tráfego

8.1.1.3. Apreciação de planos de mobilidade e transportes

7.1.2. Desenvolvimento 8.1.1.4. Apreciação de instrumentos de planeamento municipal

7.1.2.1. Estruturas

7.1.2.2. Geotecnia 8.2. Administração central e regional

7.1.2.3. Hidráulica, recursos hídricos e ambientais 8.2.1. Apreciação

7.1.2.4. Vias de comunicação (8.2.1.1 a 8.2.1.4. — Desagregação utilizada no grupo de atos 8.1.1.)

7.1.2.5. Planeamento e ordenamento do território

7.1.2.6. Física e tecnologia das construções

7.1.2.7. Materiais de construção

7.1.2.8. Gestão da construção (segurança e saúde, qualidade, custos, prazos, ambiente).

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Glossário • Autor do projeto, o técnico que elabora e subscreve, com autonomia,
o projeto, os projetos parcelares ou parte de projeto e subscreve as
declarações e os termos de responsabilidade respetivos, devendo,
nos projetos que elaboram, assegurar o cumprimento das disposições
legais e regulamentares aplicáveis. (d) do art.º 1 da P701-H/2008)
• Anteprojeto, ou Projeto base, o documento a elaborar pelo Projetis- • Categorias de Obra, classificação das obras em quatro categorias
ta, correspondente ao desenvolvimento do Estudo prévio aprovado consoante a maior ou menor dificuldade da concepção e o grau de
pelo Dono da Obra, destinado a estabelecer, em definitivo, as bases a complexidade do projeto. (art.º 10 P701-H/2008)
que deve obedecer a continuação do estudo sob a forma de Projeto
• Obras da Categoria I: abrange as obras de natureza simples em que
de execução. (a) do art.º 1 da P701-H/2008)
sejam dominantes as características seguintes:
• Assistência técnica, as prestações acessórias a realizar pelo Proje-
• Concepção fácil pela simplicidade de satisfação do programa de
tista perante o Dono da Obra, sem prejuízo do cumprimento de ou-
exigências funcionais;
tras obrigações legais ou contratuais que lhe incumbam, que visam,
designadamente, assegurar a correta execução da obra, a conformi- • Elevado grau de repetição das diferentes partes componentes da obra;
dade da obra executada com o projeto e com o caderno de encargos
• Sistemas ou métodos de execução correntes.
e o cumprimento das normas legais e regulamentares aplicáveis.
• Obras da Categoria II: incluem-se as obras de características corren-
56 57
A Assistência Técnica consiste, entre outras atividades, na prestação tes e onde sejam predominantes os seguintes aspectos:
de informações e esclarecimentos, bem como no acompanhamento da • Concepção simples, baseada em programas funcionais
execução da obra, a prestar pelo Coordenador de Projeto e pelos Au- com exigências correntes;
tores do Projeto ao Dono da Obra, ou quando previsto, ao empreiteiro
geral, a qual deve realizar -se, sempre que for solicitado, ou quando • Instalações e equipamentos correspondentes a soluções

tal se revele necessário, e preferencialmente, de forma presencial, sem complexidades específicas;

podendo ocorrer: • Pequeno grau de repetição das diferentes partes

(i) durante a fase de preparação do procedimento de formação de componentes da obra;

um contrato público; • Solução da concepção e construção sem condicionamentos

(ii) durante a fase de formação do contrato público, em particular especiais de custos.

durante a apreciação das propostas, visando nomeadamente a corre- • Obras da Categoria III: incluem-se as obras em que a elaboração
ta interpretação do projeto e a escolha do adjudicatário; ou do projeto está condicionada relativamente às obras correntes, por

(iii) durante a execução da obra. (b) do art.º 1 da P701-H/2008) algum dos factores seguintes:

• Assistência técnica especial, os serviços complementares a prestar, • Concepção fundamentada em programas funcionais com exigên-

quando contratualmente previstos, pelo Projetista ao Dono da Obra, cias especiais;

visando a apreciação da qualidade de equipamentos, elementos ou • Instalações técnicas que, pela sua complexidade, tornem necessário o
ensaios ligados à execução da obra, à sua monitorização ou manu- estudo de soluções pouco correntes que exijam soluções elaboradas
tenção, bem como à receção da obra. (c) do art.º 1 da P701-H/2008) de compatibilização com as diferentes partes componentes da obra;

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• Obrigatoriedade de pesquisa de várias soluções que conduzam a • Diretor de fiscalização de obra, o técnico, habilitado nos termos da
novos sistemas e métodos e à aplicação de materiais e elementos presente lei, a quem incumbe assegurar a verificação da execução da
de construção diferentes das correntes na prática respectiva. obra em conformidade com o projeto de execução e, quando aplicável,
o cumprimento das condições da licença ou da comunicação prévia,
• Integração num contexto natural ou construído que determi-
bem como o cumprimento das normas legais e regulamentares aplicá-
ne exigências relevantes, correspondentes a, designadamente,
veis, e ainda o desempenho das competências previstas no Código dos
aspectos relacionados com contextos ambientais ou visuais de
Contratos Públicos, em sede de obra pública. (f) do art.º 3 da L40/2015)
excepção, históricos;
Obrigação especial de inovação técnica ou artística do programa; • Diretor de obra, o técnico habilitado a quem incumbe assegurar
Obrigatoriedade de pesquisa de soluções que garantam uma a execução da obra, cumprindo o projeto de execução e, quando
contenção de custos particularmente reduzidos. aplicável, as condições da licença ou comunicação prévia, bem como
o cumprimento das normas legais e regulamentares em vigor. (g) do
• Obras da Categoria IV: compreende obras com imposições e caracte-
art.º 3 da L40/2015)
rísticas mais severas do que as anteriormente especificadas, ou, ain-
da, em que seja dominante a pesquisa de soluções individualizadas. • Dono da Obra, o dono de obra pública ou entidade adjudicante tal
como definido no Código dos Contratos Públicos ou o concessionário
• Classes de obra, os escalões de valores de obra e trabalhos espe-
relativamente a obra executada com base em contrato relativamente
cializados, tal como definidos em portaria aprovada pelo membro
a obra executada com base em contrato de concessão de obra públi-
do Governo responsável pela fileira da construção, nos termos do
58 ca. (g) do art.º 1 da P701-H/2008) 59
regime jurídico de acesso e de exercício desta atividade. (d) do
art.º 3 da L40/2015) • Empreendimento, o conjunto de uma ou mais obras integradas para
uma determinada função ou objetivo. (h) do art.º 1 da P701-H/2008)
• Coordenador do projeto, o técnico a quem compete, satisfazendo as
condições exigíveis ao autor de projeto, garantir a adequada articu- • Empresa de fiscalização, a pessoa singular ou coletiva que, recorrendo
lação da equipa de projeto em função das características da obra, a técnicos qualificados nos termos da presente lei, assume a obrigação
assegurando a participação dos técnicos autores, a compatibilidade contratual pela fiscalização de obra. (i) do art.º 3 da L40/2015)
entre os diversos projetos necessários e o cumprimento das disposi-
• Empresa de projeto, a pessoa singular ou coletiva que, recorrendo a
ções legais e regulamentares aplicáveis a cada especialidade. (e) do
técnicos qualificados nos termos da presente lei, assume a obrigação
art.º 1 da P701-H/2008)
contratual pela elaboração de projeto. (j) do art.º 3 da L40/2015)
• Coordenador de segurança e saúde em fase de projeto, a pessoa
• Empresa responsável pela execução da obra, a pessoa singular ou
singular ou coletiva, que executa, durante a elaboração do projeto, as
coletiva que exerce atividade de construção e assume a responsabili-
tarefas de coordenação em matéria de segurança e saúde, previstas
dade pela execução da obra. (k) do art.º 3 da L40/2015)
na legislação aplicável podendo também participar na preparação do
processo de negociação da empreitada e de outros atos preparató- • Equipa de projeto, a equipa multidisciplinar, tendo por finalidade a
rios da execução da obra, na parte respeitante à segurança e saúde elaboração de um projeto contratado pelo Dono da Obra ou especial-
no trabalho. (f) do art.º 1 da P701-H/2008) mente regulamentado por lei ou previsto em procedimento contratu-
al público, constituída por vários autores de projeto e orientada por
coordenador de projeto, cumprindo os correspondentes deveres. (i)
do art.º 1 da P701-H/2008)

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• Estudo prévio, o documento elaborado pelo Projetista, depois da • Projeto, o conjunto de documentos escritos e desenhados que defi-
aprovação do programa base, visando a opção pela solução que nem e caracterizam a conceção funcional, estética e construtiva de
melhor se ajuste ao programa, essencialmente no que respeita à uma obra, compreendendo, designadamente, o projeto de arquitetura
conceção geral da obra. (j) do art.º 1 da P701-H/2008) e projetos de Engenharia. (q) do art.º 1 da P701-H/2008)

• Obra, qualquer construção que se incorpore no solo com caráter de • Projeto de ampliação, o projeto com base numa construção existente que
permanência, ou que, sendo efémera, se encontre sujeita a licença visa ampliar a capacidade de utilização, com o correspondente aumento da
administrativa ou comunicação prévia nos termos do RJUE, e qual- área de construção ou do volume da obra. (r) do art.º 1 da P701-H/2008)
quer intervenção em construção que se encontre, ela própria, sujeita
• Projeto de demolição, o projeto com base numa construção existente
a licença administrativa ou comunicação prévia nos termos do RJUE,
que visa a sua total ou parcial destruição. (s) do art.º 1 da P701-H/2008)
assim como a obra pública, nos termos do Código dos Contratos
Públicos. (n) do art.º 3 da L40/2015) • Projeto de execução, o documento elaborado pelo Projetista, a par-
tir do estudo prévio ou do anteprojeto aprovado pelo Dono da Obra,
• Peças do projeto, os documentos, escritos ou desenhados
destinado a facultar todos os elementos necessários à definição
que caracterizam as diferentes partes de um projeto. (l) do
rigorosa dos trabalhos a executar. (t) do art.º 1 da P701-H/2008)
art.º 1 da P701-H/2008)
• Projeto ordenador, aquele que define as características impostas
• Programa base, o documento elaborado pelo Projetista a partir do
pela função da obra e que é matriz dos demais projetos que o condi-
programa preliminar resultando da particularização deste, visando
60 cionam e por ele são condicionados. (p) do art.º 3 da L40/2015) 61
a verificação da viabilidade da obra e do estudo de soluções alterna-
tivas, o qual, depois de aprovado pelo Dono da Obra, serve de base • Projeto de reabilitação, o projeto com base numa construção exis-
ao desenvolvimento das fases ulteriores do projeto. (m) do tente que tem por objetivo fundamental repor ou melhorar as suas
art.º 1 da P701-H/2008) condições de funcionamento. (u) do art.º 1 da P701-H/2008)

• Programa preliminar, o documento fornecido pelo Dono da Obra • Projeto de reforço, o projeto com base numa construção existente
ao Projetista para definição dos objetivos, características orgânicas que visa conferir-lhe maior capacidade. (v) do art.º 1 da P701-H/2008)
e funcionais e condicionamentos financeiros da obra, bem como • Projeto de remodelação, o projeto com base numa construção
dos respetivos custos e prazos de execução a observar; existente tendo em vista introduzir quaisquer alterações incluindo as
corresponde ao programa previsto no artigo 43.º do CCP. (n) do mudanças de utilização. (x) do art.º 1 da P701-H/2008)
art.º 1 da P701-H/2008)
• Projeto variante, o projeto elaborado no todo ou em parte como
• Programa de reconhecimento, o documento que integra as ações alternativa a outro já existente, sem modificação dos seus objetivos
de prospeção, medição e ensaio das condições existentes. (o) do e condicionantes. (z) do art.º 1 da P701-H/2008)
art.º 1 da P701-H/2008)
• Revisão do projeto, a análise crítica do projeto e emissão dos respetivos
• Projetista, a entidade singular ou coletiva que assume a responsabi- pareceres, por outrem que não o Projetista. (aa) do art.º 1 da P701-H/2008)
lidade pela elaboração de projeto ou programa, no âmbito, ou tendo
• Revisor do projeto, a pessoa singular ou coletiva devidamente quali-
em vista, a realização de um procedimento pré -contratual público.
ficada para a elaboração desse projeto e distinta do autor do mesmo.
(p) do art.º 1 da P701-H/2008)
(bb) do art.º 1 da P701-H/2008)

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• Técnico, a pessoa singular cujas qualificações a habilitam a desem- • Empreiteiro de obras particulares, a pessoa singular ou coletiva
penhar funções de elaboração, subscrição e coordenação de projetos, habilitada, nos termos da presente lei, para a execução de obras
de direção de obra, de condução de execução de trabalhos de de- promovidas por entidades particulares. (g) do art.º 3 da L41/2015)
terminada especialidade, ou de direção de fiscalização de obras, nos
• Empreiteiro de obras públicas, a pessoa singular ou coletiva habili-
termos da presente lei, com inscrição válida em associação pública
tada, nos termos da presente lei, para a execução de empreitadas de
profissional, quando obrigatória. (r) do art.º 3 da L40/2015)
obras públicas. (h) do art.º 3 da L41/2015)
• Telas finais, o conjunto de desenhos finais do projeto, integrando as
• Empresa de construção, empreiteiro ou construtor, a pessoa singular ou
retificações alterações introduzidas no decurso da obra e que tradu-
coletiva que se encontre habilitada pelo IMPIC, I. P., a exercer a atividade
zem o que foi efectivamente construído. (cc) do art.º 1 da P701-H/2008)
da construção nos termos da presente lei. (i) do art.º 3 da L41/2015)
Atividade da Construção
• Habilitação, a faculdade reconhecida pela presente lei ou atribuída
• Alvará, a permissão, emitida pelo Instituto dos Mercados Públicos, ou reconhecida pelo IMPIC, I. P., por permissão administrativa ou
do Imobiliário e da Construção, I. P. (IMPIC, I. P.), em suporte eletró- registo, a uma empresa para exercer legalmente a atividade da cons-
nico e comprovável mediante consulta no respetivo sítio na Internet trução em território nacional, executando obras e trabalhos compre-
e no balcão único eletrónico dos serviços, que habilita a empresa de endidos nas diversas classes e, no que se refere a obras públicas, nas
construção a realizar obras e respetivos trabalhos especializados diversas categorias e subcategorias. (j) do art.º 3 da L41/2015)
cujo valor não exceda o limite previsto para a respetiva classe e,
62 • Obra, a atividade e o resultado de trabalhos de construção, re- 63
no que se refere às obras públicas, que estejam compreendidos nas
construção, ampliação, alteração, reabilitação, reparação, restauro,
subcategorias que elenca. (a) do art.º 3 da L41/2015)
conservação e demolição de bens imóveis. (k) do art.º 3 da L41/2015)
• Atividade da construção, a atividade que tem por objeto a realiza-
• Obra particular, a obra, nos termos da alínea anterior, que, não
ção de obras, englobando todo o conjunto de atos que sejam neces-
sendo considerada pública, se encontre prevista no Regime Jurídico
sários à sua concretização. (b) do art.º 3 da L41/2015)
da Urbanização e Edificação, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 555/99, de
• Categorias, os diversos tipos de obra e trabalhos especializados 16 de dezembro. (l) do art.º 3 da L41/2015)
compreendidos nas habilitações dos empreiteiros de obras públicas.
• Obra pública, a obra, nos termos da alínea anterior, cuja adjudicação
(c) do art.º 3 da L41/2015)
seja regida pelo CCP. (m) do art.º 3 da L41/2015)
• Classe, o escalão de valores das obras e respetivos trabalhos espe-
• Permissão administrativa o alvará, o certificado ou a declaração de
cializados que as empresas de construção estão habilitadas a execu-
habilitação emitida pelo IMPIC, I. P., nos termos do artigo 22.º, para
tar, sem prejuízo da aplicação de regimes especiais para a execução
determinada obra pública. (n) do art.º 3 da L41/2015)
de certos trabalhos especializados. (e) do art.º 3 da L41/2015)
• Subcategorias, as obras ou trabalhos especializados em que se divi-
• Dono da obra, a entidade por conta de quem a obra é realizada, o dono
dem as categorias, compreendidos nas habilitações dos empreiteiros
da obra pública, nos termos definidos no Código dos Contratos Públicos
de obras públicas. (q) do art.º 3 da L41/2015)
(CCP), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 18/2008, de 29 de janeiro, o con-
cessionário relativamente a obra executada com base em contrato de • Subcontratação, a entrega, mediante contrato, de uma empresa de
concessão de obra pública, bem como qualquer pessoa ou entidade que construção a outra da execução dos trabalhos que lhe foram adjudi-
contrate a elaboração de projeto de obra. (f) do art.º 3 da L41/2015) cados pelo dono da obra. (r) do art.º 3 da L41/2015)

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Licenciamento • Operações de loteamento, as ações que tenham por objeto ou por
efeito a constituição de um ou mais lotes destinados, imediata ou
• Edificação, a atividade ou o resultado da construção, reconstru-
subsequentemente, à edificação urbana e que resulte da divisão de
ção, ampliação, alteração ou conservação de um imóvel destinado a
um ou vários prédios ou do seu reparcelamento. (i) do art.º 2 do RJUE)
utilização humana, bem como de qualquer outra construção que se
incorpore no solo com caráter de permanência. (a) do art.º 2 do RJUE) • Operações urbanísticas, as operações materiais de urbanização, de
edificação, utilização dos edifícios ou do solo desde que, neste último
• Obras de construção, as obras de criação de novas edificações. (b)
caso, para fins não exclusivamente agrícolas, pecuários, florestais,
do art.º 2 do RJUE)
mineiros ou de abastecimento público de água. (j) do art.º 2 do RJUE)
• Obras de reconstrução, as obras de construção subsequentes à de-
• Obras de escassa relevância urbanística, as obras de edificação ou
molição, total ou parcial, de uma edificação existente, das quais resulte
demolição que, pela sua natureza, dimensão ou localização tenham
a reconstituição da estrutura das fachadas. (c) do art.º 2 do RJUE)
escasso impacte urbanístico. (l) do art.º 2 do RJUE)
• Obras de alteração, as obras de que resulte a modificação das
• Trabalhos de remodelação dos terrenos, as operações urbanísticas
características físicas de uma edificação existente, ou sua fração,
não compreendidas nas alíneas anteriores que impliquem a destrui-
designadamente a respetiva estrutura resistente, o número de fogos
ção do revestimento vegetal, a alteração do relevo natural e das
ou divisões interiores, ou a natureza e cor dos materiais de revesti-
camadas de solo arável ou o derrube de árvores de alto porte ou em
mento exterior, sem aumento da área total de construção, da área de
maciço para fins não exclusivamente agrícolas, pecuários, florestais
64 implantação ou da altura da fachada. (d) do art.º 2 do RJUE) 65
ou mineiros. (m) do art.º 2 do RJUE)
• Obras de ampliação, as obras de que resulte o aumento da área de
• Zona urbana consolidada, a zona caracterizada por uma densidade
implantação, da área total de construção, da altura da fachada ou do
de ocupação que permite identificar uma malha ou estrutura urba-
volume de uma edificação existente. (e) do art.º 2 do RJUE)
na já definida, onde existem as infraestruturas essenciais e onde
• Obras de conservação, as obras destinadas a manter uma edificação se encontram definidos os alinhamentos dos planos marginais por
nas condições existentes à data da sua construção, reconstrução, edificações em continuidade. (o) do art.º 2 do RJUE)
ampliação ou alteração, designadamente as obras de restauro, repa-
ração ou limpeza. (f) do art.º 2 do RJUE)

• Obras de demolição, as obras de destruição, total ou parcial, de uma


edificação existente. (g) do art.º 2 do RJUE)

• Obras de urbanização, as obras de criação e remodelação de infra-


estruturas destinadas a servir diretamente os espaços urbanos ou as
edificações, designadamente arruamentos viários e pedonais, redes
de esgotos e de abastecimento de água, eletricidade, gás e teleco-
municações, e ainda espaços verdes e outros espaços de utilização
coletiva. (h) do art.º 2 do RJUE)

Nota Importante A legislação de suporte reporta a abril de 2020


Legislação Requisitos Acústicos dos Edifícios

• Decreto-Lei n.º 96/2008 de 9 de junho: Procede à primeira alteração


Clique nos ítens para aceder aos diplomas
ao Decreto-Lei n.º 129/2002, de 11 de Maio, que aprova o Regulamento
dos Requisitos Acústicos dos Edifícios.

• Decreto-Lei n.º 129/2002 de 11 de maio: Aprova o Regulamento dos


Requisitos Acústicos dos Edifícios.
Qualificação Profissional
Desempenho Energético de Edifícios
• Lei n.º 25/2018 de 14 de junho: Procede à segunda alteração da Lei
• Lei n.º 58/2013 de 20 de agosto: Aprova os requisitos de acesso e
n.º 31/2009, de 3 de julho, que aprova o regime jurídico que estabele-
de exercício da atividade de perito qualificado para a certificação
ce a qualificação profissional exigível aos técnicos responsáveis pela
energética e de técnico de instalação e manutenção de edifícios e
elaboração e subscrição de projetos, pela fiscalização de obra e pela
sistemas, conformando-o com a disciplina da Lei n.º 9/2009, de 4 de
direção de obra, que não esteja sujeita a legislação especial, e os de-
março, que transpôs a Diretiva n.º 2005/36/CE, do Parlamento Euro-
veres que lhes são aplicáveis, e à primeira alteração à Lei n.º 41/2015,
peu e do Conselho, de 7 de setembro de 2005, relativa ao reconheci-
de 3 de junho, que estabelece o regime jurídico aplicável ao exercício
mento das qualificações profissionais.
da atividade da construção.
• Decreto-Lei n.º 118/2013 de 20 de agosto: Aprova o Sistema de Certifi-
66 • Lei n.º 40/2015 de 1 de junho: Estabelece a qualificação profissional 67
cação Energética dos Edifícios, o Regulamento de Desempenho Ener-
exigível aos técnicos responsáveis pela elaboração e subscrição de
gético dos Edifícios de Habitação e o Regulamento de Desempenho
projetos, coordenação de projetos, direção de obra pública ou parti-
Energético dos Edifícios de Comércio e Serviços, e transpõe a Diretiva
cular, condução da execução dos trabalhos das diferentes especiali-
n.º 2010/31/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de maio
dades nas obras particulares de classe 6 ou superior e de direção de
de 2010, relativa ao desempenho energético dos edifícios.
fiscalização de obras públicas ou particulares, procedendo à primeira
alteração à Lei n.º 31/2009, de 3 de julho.

• Lei n.º 31/2009 de 3 de julho: Aprova o regime jurídico que estabelece a Segurança de Incêndios contra Edifícios
qualificação profissional exigível aos técnicos responsáveis pela elabo- • Lei n.º 123/2019 de 18 de outubro: Terceira alteração ao Decreto-Lei
ração e subscrição de projetos, pela fiscalização de obra e pela direção n.º 220/2008, de 12 de novembro, que estabelece o regime jurídico da
de obra, que não esteja sujeita a legislação especial, e os deveres que segurança contra incêndio em edifícios.
lhes são aplicáveis e revoga o Decreto n.º 73/73, de 28 de fevereiro.
• Decreto-Lei n.º 220/2008 de 12 de novembro: Estabelece o regime
• Portaria n.º 701-H/2008 de 29 de julho: Aprova o conteúdo obrigató- jurídico da segurança contra incêndios em edifícios.
rio do programa e do projeto de execução, bem como os procedimen-
tos e normas a adotar na elaboração e faseamento de projetos de
obras públicas, designados «Instruções para a elaboração de projetos
de obras», e a classificação de obras por categorias.

Nota Importante A legislação de suporte reporta a abril de 2020


Redes e Ramais de Gás Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação

• Lei n.º 15/2015 de 16 de fevereiro: Estabelece os requisitos de acesso • Decreto-Lei n.º 136/2014 de 9 de setembro: Procede à décima terceira
e exercício da atividade das entidades e profissionais que atuam na alteração ao Decreto-Lei n.º 555/99, de 16 de dezembro, que estabele-
área dos gases combustíveis, dos combustíveis e de outros produtos ce o regime jurídico da urbanização e edificação.
petrolíferos, conformando-o com a disciplina da Lei n.º 9/2009, de
• Decreto-Lei n.º 555/99 de 16 de dezembro: Regime Jurídico da
4 de março, e do Decreto-Lei n.º 92/2010, de 26 de julho, que trans-
Urbanização e da Edificação.
puseram as Diretivas n.ºs 2005/36/CE, de 7 de setembro, relativa ao
reconhecimento das qualificações profissionais, e 2006/123/CE, de 12
de dezembro, relativa aos serviços no mercado interno, e procede à Pedidos de Informação Prévia, Licenciamento e Autorização
quinta alteração ao Decreto-Lei n.º 267/2002, de 26 de novembro. • Portaria n.º 113/2015 de 22 de abril: Identifica os elementos instrutó-
rios dos procedimentos previstos no Regime Jurídico da Urbanização
Exercício da Atividade da Construção e Edificação e revoga a Portaria n.º 232/2008, de 11 de março.

• Lei n.º 41/2015 de 3 de junho: Estabelece o regime jurídico aplicável


ao exercício da atividade da construção, e revoga o Decreto-Lei
n.º 12/2004, de 9 de janeiro.

68 69
Valores das Classes

• Declaração de Retificação n.º 27/2012 de 30 de maio: Retifica a


Portaria n.º 119/2012, de 30 de abril, do Ministério da Economia e do
Emprego, que fixa as classes de habilitação contidas nos alvarás das
empresas de construção, bem como os valores máximos de obra que
cada uma delas permite realizar, e revoga a Portaria n.º 57/2011,
de 28 de janeiro, publicada no Diário da República, 1.ª série, n.º 84,
de 30 de abril de 2012.

• Portaria n.º 119/2012 de 30 de abril: Fixa as classes de habilitação con-


tidas nos alvarás das empresas de construção, bem como os valores
máximos de obra que cada uma delas permite realizar, e revoga a
Portaria n.º 57/2011, de 28 de janeiro.

Nota Importante A legislação de suporte reporta a abril de 2020


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