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Auditoria Tributaria ou Fiscal

LICENCIATURA EM CONTABILIDADE & AUDITORIA


Por: Abdul Razak

MAPUTO, 3 de dezembro de 2019

ABDUL RAZAK@ 825613601/842056250


ASPECTOS GERAIS
Origem: Latim “Auditore”, Ouvinte.

Traço: “Saber Ouvir”.

Contexto:
Base legal: DAF (Inspecção, Fiscalização e Verificação).

Auditoria financeira: credibilização da IF.


Escopo: Normas, Profissional qualificado e independente.

ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107


Auditoria Financeira Vs Conceito

IFAC (International Federation of Accountants): A Auditoria


objectiva opinar.

A opinião do Auditor ajuda a credibilizar as Df’s mas


não uma garantia quanto a eficiência ou eficácia
com que a administração conduziu o negocio.

ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107


Auditoria Financeira Vs Regulamentação
Auditoria de Base Legal: Regulamentada por lei especifica.

Actual Contexto: Auditoria não imposta por Lei.

Lei 8/2012, de 08 de Fevereiro, cria a OCAM e aprova


o respectivo Estatuto.

Art.5, OCAM, Órgão Colegial: regras,


superintendência e representação de actividades e
dos profissionais.
Auditoria baseada em NIA’s (ISA’s)
ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107
Pilares de Auditoria
Contabilidade Vs Fiscalidade
Contabilidade
De Arte e Técnica Ciência
(teoria e pratica,
baseado no objecto, método , finanlidade, teorias,
hipóteses, previsões, tradição, convenção, etc).

Contabilidade, disciplina que tem por objecto o


conhecimento do património de qualquer empresa no seu
tríplice aspecto: Quantitativo, Qualitativo e Valorativo,
em qualquer momento da sua existência com vista a
analisar a situação económico e financeira da empresa.
ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107 Guimarães (1998)
Pilares de Auditoria
Contabilidade Vs Fiscalidade
Fiscalidade
Deriva do latim “Fiscu”, Fisco, Estado ou o Tesouro Publico.

entende-se como o “Processo de interacção entre agentes,


nomeadamente, o Estado e os contribuintes perante as
imposições legais quanto ao lançamento, liquidação e
cobrança dos impostos”.

Impostos sobre o património (SISA, contribuição autárquica);


Imposto sobre Rendimento (IRPS e IRPC);
Imposto sobre o consumo (IVA, Automóvel, Produtos
petrolíferos, consumo especifico, etc.
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Relação: Contabilidade Vs Fiscalidade
Países legalistas: Resultado contabilístico diferente do
fiscal.
Resultado Contabilístico: PCGA ou NIRF
Resultado Fiscal: Regras fiscais IRPS e IRPC.

Três Modelos:
Subordinação da Fiscalidade a Contabilidade;
Subordinação da Contabilidade a Fiscalidade;
Autonomia entre a Contabilidade e a fiscalidade.

Moçambique: SNC + Fiscal = Facto Patrimonial (Mod.3)


Presunção de autonomia.
ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107
Relação: Contabilidade Vs Fiscalidade
A ausência de normas contabilísticas para por ex:
provisões e amortizações, reavaliações, etc,
recorre-se há critérios fiscais.

O que seria o mais adequado o registo da Contabilidade como


forma a que a autonomia fosse efectiva e não aparente?

Critério económico ? Ou
Critério fiscal?

O nosso cenário destaca-se pelo CIRPC, art.17, nr 3, a).


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Relação: Contabilidade Vs Fiscalidade

“Num mundo óptimo, a contabilidade comercial servia


para a fiscal. Era a mesma. Num mundo óptimo, as
empresas amortizavam, faziam provisões, calculavam
o custo das existências sempre de acordo com o rigor
e a verdade contabilística. Deste modo, o balanço era
tão exacto que o fiscal das finanças não tinha dúvidas
em aprová-lo, porque ele definia com verdade e
transparência o lucro e o imposto a pagar”.

Sanches (1995, citado por Guimarães ,1998)

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Fraude Fiscal - Preliminar
Evasão fiscal?
Ilícito fiscal? e
Infracção fiscal?

Evasão Fiscal, resulta de uma acção ou omissão


jurídico – fiscal com o intuito de obter uma posição
tributaria mais favorável, evitando o pagamento do
imposto, reduzi-lo ou retardar.

Todos que adoptam acções de modo a fugir o fisco.

Ex: Contrabando de mercadorias nos territórios


aduaneiros, mercadorias vendidas para alem das
ZPE, francas,
ABDUL etc.
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Fraude Fiscal - Preliminar
Ilícito fiscal, resulta da violação de uma qualquer
norma fiscal, originando diversas sanções, conforme
a natureza da violação.

Acção decorrida de não cumprimento de algum preceito fiscal


e consequente penalização.

Ex: Se as viaturas ou mercadorias que atravessam um


determinado território aduaneiro devem ser
revistadas, por norma, e detecta-se que
determinados lotes não foram declarados as
autoridades fiscais, da lugar a ilicitude fiscal.
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Fraude Fiscal - Preliminar
Infracção fiscal, é o acto, acção ou omissão do
contribuinte, substituto, responsável ou
representante contrários as leis tributárias.

É uma acção humana. i.e., reflexo de comportamento


cognitivo, motivada por intenção ou desconhecimento
de uma norma.

Tudo o que for contrario a lei tributaria (fiscal).

Ex: Vendas sujeitas, com/sem direito a dedução,


isentas, deduções indevidas de impostos, etc.
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Fraude Fiscal - Conceito
A Fraude Fiscal, resulta de uma violação deliberada
por parte do contribuinte com vista à obtenção de
uma “poupança” fiscal.

Ex: Ver art.103 do RGIT Português.

a) Ocultação ou alteração de factos ou valores que


devam constar dos livros de contabilidade ou
escrituração, ou das declarações apresentadas ou
prestadas a fim de que a Administração Fiscal
especificamente fiscalize, determine, avalie ou
controle a matéria colectável;

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Fraude Fiscal - Conceito
b) Ocultação de factos ou valores não declarados e
que devem ser revelados à Administração
Tributária;

c) Celebração de negócio simulado, quer quanto ao


valor, quer quanto à natureza, quer por
interposição, omissão ou substituição de pessoas.

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Fraude Fiscal - Conceito
Existe lugar à ocultação de factos ou valores, bem
como da simulação, quando “se verificar a acumulação de
mais de uma das seguintes circunstâncias:

a) O agente se tiver conluiado com terceiros para


efeitos de fiscalização tributária;

b) O agente for funcionário público e tiver abusado


gravemente das suas funções;

c) O agente se tiver socorrido do auxílio do


funcionário público com grave abuso das suas funções;
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Fraude Fiscal - Conceito
d) O agente falsificar ou viciar, ocultar, destruir,
inutilizar ou recusar entregar, exibir ou apresentar
livros, programas ou ficheiros informáticos e
quaisquer outros documentos ou elementos
probatórios exigidos pela lei tributária;

e) O agente usar os livros ou quaisquer outros


elementos referidos no número anterior sabendo-os
falsificados ou viciados por terceiro;

g) O agente se tiver conluiado com terceiros com os


quais esteja em situação de relações especiais.
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Fraude Fiscal – Conclusão

 Teoricamente, a fraude fiscal é um crime doloso que


diminui as receitas fiscais e que tem como objectivo
obter um benefício fiscal injustificado.

Por outro lado, como a fraude é uma variável não


observável, para se detectar a sua existência tem
que se localizar pistas que nos levem até ela.

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Auditoria Fiscal – Âmbito
A Auditoria fiscal visa essencialmente a verificação do
cumprimento da legislação fiscal por parte do sujeito
passivo do imposto e do seu correspondente relato nas
demonstrações financeiras.
Guimarães (1998)
Auditoria fiscal faz parte da auditoria financeira.

A auditoria fiscal na tripla vertente:


Pelas entidades fiscalizadoras do Estado, isto é., a
Administração Fiscal;
Por auditores internos da empresa;
Por auditores externos, incluindo os Auditores
Certificados.
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Auditoria Fiscal – Âmbito
A Auditoria fiscal da Administração Fiscal visa
essencialmente pugnar pelo cumprimento da
legislação fiscal, designadamente o pagamento dos
impostos.

A Auditoria interna depende dos objectivos definidos


pelo órgão de gestão da empresa, pelo que, de
certa forma, a importância da auditoria fiscal para o
auditor interno é condicionada por essas
orientações.

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Auditoria Fiscal – Âmbito

 A Auditoria fiscal dos auditores externos, incluindo os


Auditores Certificados, ela abrangerá
necessariamente a verificação da situação
tributária da entidade auditada, nomeadamente no
que se refere ao cumprimento dos seguintes
objectivos:

O cumprimento geral da legalidade tributária;


A análise de eventuais situações de incumprimento
fiscal que possam afectar as demonstrações
financeiras e proposta de eventuais ajustamentos
contabilísticos.
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Importância da Auditoria Financeira
para a Administração Fiscal
Tendo em vista aos objectivos da auditoria financeira,
e o facto de auditoria fiscal ser parte da financeira, é
óbvio da necessidade do técnico da AF ter que basear-
se na análise das DF.

Auditoria fiscal típica e independente é a que é


efectuada pela inspecção tributária.

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Particularidades da Auditoria fiscal
Mais limitada no seu âmbito
A comprovação da “imagem fiel” centra-se nos
resultados (a inclusão de todos os proveitos e a
efectividade de todos os custos);

Mais profunda na sua análise:


Os factos económicos registados têm que ser
submetidos a qualificações jurídico - tributárias, para
determinar e quantificar factos tributários, sujeitos a
imposto, bases tributáveis e tipo de impostos, função
que requer o conhecimento profundo de todos os
impostos que integram o sistema fiscal do país.
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Particularidades da Auditoria fiscal
Além dos objectivos gerais de qualquer auditoria, o
auditor fiscal incute uma maior importância em
determinadas tarefas específicas da sua actividade,
nomeadamente:

A detecção de erros nas declarações de


rendimentos;
A detecção de erros contabilísticos;
A detecção de operações marginais à contabilidade
ou simuladas dolosamente na mesma;
A aplicação de penalidades nos casos de infracção;

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Auditoria Financeira Vs Auditoria Fiscal
.
Auditoria financier Auditoria fiscal

Demonstrações financeiras Declarações fiscais

Contabilidade Fiscalidade

Resultado contabilístico
Resultado fiscal
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Auditoria Financeira Vs Auditoria Fiscal
A Auditoria Financeira consiste num processo
sistemático de obter e avaliar, objectivamente, a
evidência no que toca a asserções sobre acções e
acontecimentos económicos, de forma a comprovar
o grau de correspondência entre estas asserções e os
critérios estabelecidos e comunicar os resultados aos
utilizadores.

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Auditoria Financeira Vs Auditoria Fiscal
A Auditoria fiscal, tem por objectivo fazer um exame à
situação fiscal da empresa, tendo em vista o controlo
da sua regularidade fiscal.

Esta regularidade ou legalidade fiscal é norteada


pelos princípios definidos pelas normas e doutrinas
fiscais, a valorimetria, as normas de incidência,
liquidação e cobrança, as regras de retenção na fonte
e as obrigações contabilísticas e declarativas.
i. Comprovar que a entidade cumpriu, adequadamente, as obrigações
tributárias, se provisionou correctamente os riscos derivados de
possíveis contingências fiscais;
ii. Procedeu ao pagamento efectivo do imposto de acordo com os prazos e
formalismos
ABDUL RAZAK@ legais
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Normas de Contabilidade e Auditoria
As duas Auditorias são baseadas no SCE PGC-NIRF.

Essas normas são, em muitos aspectos, mais


importantes para o auditor financeiro do que para o
auditor fiscal.

+ ISA’s
Auditor Financeiro
+ NIC’s

Legislação fiscal Auditor fiscal


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Normas de Contabilidade e Auditoria
Auditores
 Area fiscal
 AI
 AE
Na extensão dos seus testes substantivos e
conforme a alínea d) de Nr 2 do artigo 12º dos
Estatuto da OCAM que preconiza o AC fiscalizar a
observância das disposições legais e estatutárias
das empresas ou de outras entidades (…).

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Normas de Contabilidade e Auditoria
A auditoria financeira só e só pode ser exercida por
auditores externos (AC ou não) e auditores internos
(quando solicitado pela gestão da empresa).

Independência

O auditor financeiro é independente em relação à


entidade que examina, ao passo que o auditor fiscal
depende dos objectivos definidos pela AF.

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Normas de Contabilidade e Auditoria
Destinatários da Informação Contabilística e dos Relatórios dos
Auditores

a) A informação financeira auditada pelos AC interessa


a qualquer utilizador interno, nomeadamente, os
sócios, accionistas, órgão sociais, trabalhadores ou
externo, designadamente, AF, banca,, investidores,
Bolsa, etc;

b) O trabalho executado pelo auditor externo (sem


funções de AC) é essencialmente importante para os
utilizadores internos, embora, em alguns casos,
também possa sê-lo para os utilizadores externos (os
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investidores);
Normas de Contabilidade e Auditoria
Destinatários da Informação Contabilística e dos Relatórios
dos Auditores
c) Os relatórios produzidos pelo auditor interno
relevam essencialmente para os utentes internos,
especialmente para o órgão de gestão e para os
sócios/ accionistas.

Os Relatórios produzidos pela à auditoria fiscal


interessam à AF e ao próprio sujeito passivo.

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Normas de Contabilidade e Auditoria
Documentos de Prestação de Contas Auditadas

Auditoria financeira
BS; IS; CF; Notes & MR

Auditoria fiscal
BS e IS

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Normas de Contabilidade e Auditoria
Declarações Fiscais

Auditor fiscal: regime declarativo”

As declarações fiscais devem ser conciliadas com as


extensões das respectivas contas, dando-se
particular ênfase aos saldos no final do exercício.

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Normas de Contabilidade e Auditoria
Relatórios e Outros Documentos

Os relatórios produzidos pelo auditor fiscal são para


apreciação interna da AF e são divulgados aos sujeitos
passivos para eventual reclamação e/ou impugnação
dos actos tributários.

O principal relatório emitido pelo AC é a certificação


legal das contas (CLC) que, nos termos do n.º2 do art.º
12.º do Estatuto, os AC têm a responsabilidade de
emitir uma opinião independente sobre as contas
preparadas pelos órgãos de gestão das entidades
públicas ou privadas, expressa no respectivo relatório.
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Normas de Contabilidade e Auditoria
Um dos testes substantivos mais importante é o da
obtenção da prova externa (certidões) na AF e na
Segurança Social sobre a (in) existência de dívidas.

Os objectivos dos AC e da AF são materialmente


divergentes.

Vejamos, a emissão de uma CLC limpa (sem reservas


e sem ênfases) não implica que a AF aceite o seu
teor.

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Normas de Contabilidade e Auditoria
O auditor externo (AC ou não) deve atender aos
possíveis efeitos materialmente relevantes que as
correcções constantes dos relatórios emitidos pela
AF possam ter nas DF.

Papéis de Trabalho
Ao Auditor fiscal, os papéis de trabalho são
compostos exclusivamente pelos relatórios e
documentos extraídos para a fundamentação dos
actos tributários

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Normas de Contabilidade e Auditoria
Profundidade do Trabalho

“Análise ao pormenor”;
Técnicas de amostragem;
Materialidade;
Questões formais dos documentos (Artigo 27 do
CIVA);
Revisão analítica;
Infracções/penalidades (RGIT)

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Asserções em Auditoria
Principais asserções:

Existência - um activo ou um passivo existe;

Bem ou obrigação – um activo ou um passivo respeita à


entidade numa determinada data;

Ocorrência – uma transacção ou um acontecimento


realizou entidade e teve lugar no período;

Valorização – um activo ou um passivo é registado e


mantido por quantia apropriada;
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Asserções em Auditoria
Principais asserções:

Integralidade – não existem activos, passivo por,


transacções ou acontecimentos por registar, ou
elementos por divulgar;

Mensuração – uma transacção ou acontecimento é


registado pela devida quantia e o rédito ou gasto
imputado ao período devido;

Apresentação e divulgação – um elemento são divulgadas,


classificado e descritas de acordo com a estrutura
conceptual de relato financeiro aplicável.
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Asserções em Auditoria

Implicações fiscais das asserções:

Existência:
A simulação da existência de um activo numa
determinada data, por exemplo um bem imobilizado,
sobre o qual são permitidas amortizações ou
usufruam de um benefício fiscal, pode originar
poupanças fiscais ilegítimas;

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Asserções em Auditoria
Implicações fiscais das asserções:

Bem ou obrigação:

A existência de um activo que formalmente pertence


à empresa auditada mas que está ao serviço de outra
empresa, como seja o caso, por exemplo, de um
empréstimo bancário que estando contabilizado no
passivo de uma empresa, com os consequentes custos
relativos a juros, foi obtido para financiar a
actividade particular de um sócio;

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Asserções em Auditoria
Implicações fiscais das asserções:

Ocorrência ou Exactidão

A contabilização de facturas fictícias que não


correspondem efectivas transacções.

Integralidade ou Totalidade

Omissão de vendas ou de prestações de serviços com


o intuito de diminuir a tributação.
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Asserções em Auditoria
Implicações fiscais das asserções:

Valorização:
Valorização de existências por valores diferentes
para empolar o custo dos consumos ou vendas;

Mensuração:
Transacções contabilizadas por valores errados ou
respeitantes a outro exercício com intuito de
diminuir a tributação;

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Asserções em Auditoria
Implicações fiscais das asserções:

Apresentação e divulgação:

Preenchimento das declarações fiscais de acordo


com as disposições legais aplicáveis.

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Asserções em Auditoria - Exemplo
O Balanço de uma empresa apresentar de mercadorias de €
500.000, tal significa que órgão de gestão afirma que:
As mercadorias existiam efectivamente à data do
balanço (Asserção de Existência), as mercadorias
pertenciam à empresa nessa data (Asserção de bens e
obrigações), as mercadorias estavam
apropriadamente valorizadas (Asserção de
Valorização), não existiam mercadorias por
contabilizar (Asserção de Integralidade) e as
mercadorias estão apresentadas, classificadas e
descritas de acordo com as características
qualitativas das demonstrações financeiras e os
pressupostos subjacentes.
ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107
Avaliação do risco fiscal
Risco de Auditoria

O risco em auditoria consiste na possibilidade de dar


uma opinião não apropriada sobre as demonstrações
financeiras, ou seja, não considerando factos que
contenham erros materialmente relevantes.

Ao nível da AF, o risco concretiza-se na possibilidade


do técnico em omitir, aquando das propostas de
correcção contidas no relatório de auditoria,
transacções sujeitas a imposto, prejudicando assim
a obtenção da matéria colectável devida.
ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107
Avaliação do risco fiscal

Risco de Auditoria

O risco, é a expectativa que os contribuintes não


cumpram as suas obrigações fiscais, em termos
declarativos e de pagamento dos impostos,
utilizando práticas de evasão fiscal através da
manipulação das disposições legais em vigor ou da
omissão de factos tributáveis.

ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107


Avaliação do risco fiscal
Componentes do risco em Auditoria fiscal

i) Risco Inerente
O risco inerente consiste na componente do risco de
auditoria que se traduz na susceptibilidade de
ocorrência de erros materialmente relevantes
independentemente do sistema do controlo interno
implementado pelo cliente (contribuinte)
(IFAC, 2002ª)

Ao nível da AF, podemos equiparar o risco inerente


aoABDUL
próprio
RAZAK@ risco de evasão fiscal.
825613601/842933107
Avaliação do risco fiscal
 Questões relacionadas ao RI

Características intrínsecas dos sectores de


actividade económica. Necessariamente, os sectores
de actividade tais como a construção civil ou a
restauração, em que o registo de operações
simuladas tendentes a inflacionar os custos (v.g.
facturas falsas) ou a subfacturação, entre outras,
constituem práticas correntes.

ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107


Avaliação do risco fiscal
Questões relacionadas ao RI

“Perfil tributário” dos próprios contribuintes


auditados. Entenda-se por “perfil tributário” os
antecedentes fiscais do contribuinte, tais como
dívidas em execução fiscal, infracções cometidas,
relações com empresas, assiduidade no cumprimento
das obrigações fiscais, etc.

Relação com empresas subsidiárias. O exemplo mais


marcante a este nível é a prática de preços de
transferência (preços praticados em operações
efectuadas entre entidades que se encontram em
situação de825613601/842933107
ABDUL RAZAK@ relações especiais).
Avaliação do risco fiscal
ii) Risco de Controlo

O risco de controlo está directamente associado aos


mecanismos de controlo interno do contribuinte.

Consiste no risco de um erro material, que poderá


ocorrer numa asserção, não ser prevenido, detectado
ou corrigido, numa base temporal pelo controlo
interno de uma entidade.
(IFAC, 2002a).

ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107


Avaliação do risco fiscal
Risco de Detecção

Risco de o auditor não detectar erros materialmente


relevantes.

Este risco consiste numa variável dependente, na


medida em que é determinado pelos outros factores
de risco e, por outro lado, irá determinar o
montante de evidências substantivas que o auditor
planeia acumular.

ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107


Avaliação do risco fiscal
iii) Risco de Detecção

Este é um risco controlável na medida em que a sua


minimização depende da extensão e
aprofundamento dos procedimentos de auditoria
que sejam implementados.

Daí que haja contribuintes, nomeadamente


empresas, que justificam um acompanhamento
permanente por parte da AF.

ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107


Procedimentos de Auditoria fiscal

 Direito de Auditar ou fiscalizar;


 Âmbito da Auditoria fiscal;
 Obrigações da Administração tributaria ;
 Obrigações do Auditor fiscal;
 Obrigações do sujeito Passivo
 Garantias gerais do contribuinte;
 Normas de Auditoria do ACIPA (American Institute of Certified Public
Accountants);
 Tipos de Procedimentos de fiscalização e de auditoria.

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Procedimentos de Auditoria fiscal (PAF)
1. Direito de Auditar ou fiscalizar

 Termos de Referencia
 Lei Geral Tributaria (Lei nr 2/2006, de 22 de Marco) e
 Lei de Bases (Lei nr. 15/ 2002, de 26 de Junho)

1. Comprovar e investigar factos, actos, situações,


actividades, explorações e demais circunstancias que
integrem ou condicionem o facto tributário;

2. Obter elementos relacionados com a prova,


desenvolver todas as diligências necessárias ao
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apuramento da situação tributaria dos SP, como:
PAF - Direito de Auditar ou fiscalizar
 Aceder livremente as instalacoes ou locais onde possam existir
elementos relacionados com a actividade ou com demais obrigacoes
fiscais;
 Examinar e visar os livros e registos da contabilidade ou
escrituracao, bem como de todos os elementos susceptiveis ao
esclarecimento da situacao tributaria;
 Aceder, consultar e testar o sistema informatico, incluindo a
documentacao sobre a sua analise, programacao e execucao;
 Solicitar a colaboracao de outras entidades publicas se necessario e
com que mantenha relacoes economica;
 Requisitar documentos dos notarios, conservadores e outras
entiaddes oficiais.
 Entre outros
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PAF – Âmbito da auditoria fiscal
 No âmbito do procedimento de fiscalização tributaria, a actuação
tributaria e auditoria fiscal corresponde a:
 Confirmação dos elementos declarados pelos Spassivos e demais
obrigados tributários;
 Indagação de factos tributários não declarados pelos Spassivos;
 Inventariação e avaliação de bens moveis e imóveis, para fins de
controlo do cumprimento das obrigações fiscais;
 Prestação de informações oficiais, em matérias de facto, nos
processos de reclamação e impugnação judicial dos actos
tributários ou de recursos contenciosos de actos administrativos
em questões tributarias;
(Decreto 19/2005, 22 de Junho)
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PAF – Âmbito da auditoria fiscal
 Esclarecimento e orientação dos Spassivos sobre o cumprimento dos
deveres perante a Adm. Tributaria.
 Realização de estudos individuais, sectoriais ou territoriais sobre o
comportamento dos sujeitos passivos e demais obrigados tributários
e a evolução dos sectores económicos em que se insere sua
actividade;

 Informação sobre os pressupostos de factos dos benefícios fiscais que


dependam de concessão ou de reconhecimento da administração
tributaria, ou de direitos que o Spassivo invoque perante aquela;
 Cooperação nos termos das convenções internacionais, no âmbito da
prevenção e repressão da evasão e fraude fiscais.
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PAF – Obrigações da Administração fiscal
 Observar a Constituição, a Lei de Bases e demais normas
tributarias;
 Participar na execução da politica tributaria nacional;
 Proceder ao registo tributário dos contribuintes e fiscalizar a
liquidação e pagamento dos tributos;
 Organizar informações estatísticas respeitantes a receita e despesas
tributarias;
 Aplicar tempestivamente penas de juros, multas e coimas;
 Realizar inspecções em consonância com leis tributarias em vigor;
 Emitir instruções e circulares em assuntos da sua c competência.

(Artigo 54 da Lei 15/2002, 26 de Junho)


ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107
PAF – Obrigações do Auditor fiscal
 Contribuir para o combate a evasão e fraude fiscal;
 Actuar obedecendo a Lei fiscal e demais legislação
aplicável;
 Conhecer a legislação fiscal em vigor e procurar
actualizar-se;
 Relacionar-se bem com os contribuintes, tendo em
vista obter bons resultados nos seus trabalhos;
 Manter dialogo permanente com os colegas para a
troca de experiencias.

ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107


PAF – Obrigações do Sujeito Passivo
 Constitui obrigação principal do sujeito passivo efectuar, no prazo
estipulado, o pagamento da divida tributaria;
 O pagamento da divida tributaria deve ser efectuado directamente
pelo sujeito passivo, salvo disposição contraria estabelecida nesta
Lei ou em outras normas tributarias;
 São obrigações acessórias do Spassivos as que visam possibilitar o
apuramento da obrigação do imposto, nomeadamente, a
apresentação de declarações dentro dos prazos fixados em normas
tributarias, a exibição de documentos fiscalmente relevantes,
incluindo a contabilidade ou escrita, prestação de informações e a
comunicação do local de residência ou respectiva mudança e demais
disposições previstas nesta Lei e noutras tributarias.

ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107
(Artigo 21, Lei nr. 15/2002, 26 de Junho)
PAF – Garantias dos Contribuintes
A Lei de Bases indica expressamente no Artigo 17:

 Não pagar impostos que não tenham sido estabelecidos de


harmonia com a CRM;
 Poder apresentar reclamações, impugnações ou recursos nos
termos previstos nesta Lei ou em outras normas tributarias;
 Poder recorrer da fixação da matéria colectável e da liquidação dos
impostos, nos termos da Lei;
 Poder ser esclarecido pelo competente serviço tributário, acerca
da interpretação das leis tributarias;
 Poder ser informado sobre a sua concreta situação tributaria.

ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107


PAF – Normas de Auditoria do AICPA
Normas gerais:
 O exame deve ser realizado por uma pessoa que
tenha treino e competência como auditor;

 Deve ser mantida pelo auditor uma independência


mental em todos os assuntos relativos ao exame;

 Deve existir consciência profissional na realização do


exame e na preparação do relatório.

ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107


PAF – Tipos de Procedimentos
O Decreto 19/2005, que aprova o Regulamento do
Procedimento de Fiscalização Tributaria no seu Artigo 11
estabelece:

Quanto ao lugar de realização, pode ser:


Interno, quando os actos de fiscalização ou auditoria se efectuam
exclusivamente nos serviços de Adm. Tributaria através de analise
formal e de coerência dos documentos; e

Externo, quando se efectuarem total ou parcialmente, em


instalações dos Spassivos ou demais obrigados tributários, de
terceiros com quem mantenha relações económicas ou em qualquer
outro local
ABDUL a que
RAZAK@ o auditor tenha acesso
825613601/842933107
PAF – Procedimentos de Auditoria Externa

O Procedimento de Fiscalização Externo, consiste em fazer


juízo as Df’s do Spassivo, na sua sede, suas instalações e nas de
terceiros.

Fases do Trabalho
I. Preparação;
II. Realização;
III. Relatório.

ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107


PAF – Fase I: Preparação de Auditoria
Deve ser previamente:
 Preparada;
 Programada; e
 Planeada.
Objectivando o que foi traçado.

Preparação, recolha de toda informação disponível


sobre o Spassivo ou obrigado tributário em causa,
incluindo o processo individual arquivado nos termos
legais na DGI, as informações prestadas ao abrigo dos
deveres de cooperação e indicadores económicos
financeiros da actividade.
ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107
PAF – Fase I: Preparação de Auditoria
Programação & Planeamento

 Juntar os processos de contas do período em analise e


fazer comparativos das Df’s;
 Fazer analise dinâmica dos mesmos e identificar as contas
problemáticas, que requerem analise pormenorizada;

 Solicitar volumes de vendas mensais junto da DAF


respectiva, os quais podem ser extraídos do sistema;
 Solicitar junta da DAF, a situação tributaria do
contribuinte para verificar a sua assuidade no
cumprimento das obrigações fiscais;

ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107


PAF – Fase I: Preparação de Auditoria
Programação & Planeamento
 Ler os relatórios de auditores independentes e aproveitar
suas opiniões sobre as contas da empresa;
 Ler os relatórios de auditorias, se houverem, e analisar os
resultados obtidos;

 Com base nos elementos reunidos, definir um programa de


trabalho que indica as principais contas a auditar, as
questões mais relevantes identificadas e se for um grupo
de trabalho repartir as responsabilidade;

 Extrair os dados das importações e exportações via TIMS;


 Reunir a legislação especifica do sector a auditar.
ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107
PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Subdivide-se em duas etapas:
I. Verificação da legalidade da empresa; e
II. Analise do controlo interno e da situação económico financeira.

Etapa I: Verificação da Legalidade da Empresa


a) Verificar o preenchimento dos livros obrigatórios (Diário, Razão, Inventario
e Balanços, Livros de Compras de MCM, Livros de Vendas, etc.) se o mesmo
respeita o estabelecido no PGC – NIRF de demais legislação fiscal.

 A falta de contabilidade constitui transgressão ao nr 1 e o atraso na


escrituração dos livros obrigatórios e transgressão ao nr 4 do artigo 75 do
CIRPC e o nr 1 e 2 do artigo 72 do CIRPS. Estas infracções são puniveis nos
termos do artigo 28 e 29 do REGIT, respectivamente.
ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107
PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa I: Verificação da Legalidade da Empresa

b)Verificar se os livros foram selados antes da sua utilização.


 O incumprimento da obrigatoriedade de selar os livros constitui
transgressão do disposto nos artigos 17 do CIRPC e artigo 72 do CIRPS
(fere o disposto na Lei Comercial). a mesma e punível nos termos do artigo
30 do REGIT;

c) Comparar os balanços constantes dos processos de contas com os do livro


de inventario e balanços e os da declaração anual de informação
contabilística e fiscal;
d) Verificar os saldos do livro do Razão e comparar com os valores dos
processos de contas
ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107
PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa I: Verificação da Legalidade da Empresa

e) Verificar se o inventario confere com as existências finais declaradas e se


foi respeitado o principio de consistência dos exercícios;
f) Exigir para os contribuintes do Regime Normal de IVA, os livros de compra
de existências e de vendas e comparar os movimentos mensais registados
com os constantes de DP’s;

e) Exigir as declarações de inicio de actividades e de alterações;


f) Verificar as folhas de salários e testar a existência fisica de alguns dos
trabalhadores, de preferência os melhor pagos na empresa;
g) Exigir os guias de pagamento de IRPS e INSS para confirmar a canalização
dos fundos
ABDUL nos825613601/842933107
RAZAK@ cofre do Estado
PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa II: Analise das Demonstrações financeiras

 Qualquer trabalho de auditoria exige uma compreensão previa do


sistema de controlo interno montado na empresa.
 Se o Spassivo deter o Processo de Contas pronto, é importante antes
analisa-lo a partir do escritório para conhecer minimamente a sua
situação tributaria e tornar o trabalho mais fácil.

 O domínio da interligação das contas torna o trabalho de auditoria


mais simples.
 A relação das contas de MCM e o Passivo, Gastos e rendimentos,
rendimentos e passivos são de extrema importância.
 Analise de conta
ABDUL RAZAK@ por conta é o mais aconselhável.
825613601/842933107
PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa II: Contas do Activo – Caixa e Equivalentes de Caixas

Para verificar a real situação tributaria do contribuinte executamos:


 Do movimento anual (total de entradas) expurgar o total das entradas que
não tem a ver com a actividade normal da empresa, os recebimentos
relativos as vendas do ano anterior e os empréstimos obtidos de terceiros,
obtêm-se saldo que deve ser igual as vendas brutas. Do saldo ao expurgar o
IVA incluído obtém-se vendas liquidas, iguais as vendas registadas nas
contas 7.1 – Vendas, 7.2 – Prestação de serviços e 7.6 – Outros R&G
Operac.

 Ver os conteúdos dos contratos de Creditos bancarios e as taxas de juros


dosABDUL
respectivos contratos;
RAZAK@ 825613601/842933107
PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa II: Contas do Activo – Caixa e Equivalentes de Caixas
 Para empresas que efectuam poucas vendas , perspectiva de transacções,
conferir as contas de Vendas e confrontar com a conta de Clientes ou Bancos,
dependendo do SCI montado;

 Verificar a razoabilidade dos saldos a partir dos extractos, folhas de caixa,


reconciliações e confirmação dos Bancos;

 Triagem ao cash -in e cash –out (seguir movimentos), o que pode resultar
em pagamentos a terceiros, sujeitos a retenção na fonte ou recebimentos de
rendimentos não reflectidos nas contas de rendimentos por ser confidenciais
ou ilícitos. Estes são sujeitos a tributação autónoma a taxa de 35% (nr4 Art.61
do CIRPC)
ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107
PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa II: Contas do Activo – 4.1 Clientes
 Regista as vendas brutas a prazo. Deve-se expurgar do seu total as vendas
transitadas e o IVA incluído e comparar com as vendas registadas nas contas
7.1, 7.2 & 7.6, a qual tem que ser analisadas com cuidado, devido ao tipo de
rendimentos nela contabilizados, muitas vezes isentos de IVA.
 Verificação do extractos, inclui a percepção sobre os estornos;

 Relacionar com a conta 4.4.3.3 IVA Liquidado. Nem todas as vendas estão
sujeitas ao IVA.
 No exemplo a seguir, o contribuinte transgrediu o art.23 do CIVA. Infracção
punível nos termos do art.24 do REGIT. E quanto ao IRPC deve-se remeter o
lucro sonegado, independentemente de te ou não prejuízos acumulados, as
Finanças pela determinação
ABDUL RAZAK@ do IRPC, pela liquidação oficiosa.
825613601/842933107
PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa II: Contas do Activo – 4.1 Clientes – Exemplo:

1. Clientes………………………………..8 157 927 279,65


2. Coeficiente…………………………………………1,17
3. Cliente (vendas liquidas) (1/2)…............6 972 587 418,00
4. Vendas Líquidas Declaradas….………6 595 829 234,00
5. Diferenças de vendas (3-4)……………......376 758 183,90
6. IVA devido (5*17%)……………………..... 64 048 891,27
7. Margem comercial……………………………….....1,30
8. Custo das vendas sonegadas (5/7).………... 289 813 988,40
9. Lucro das vendas sonegadas…………….…...86 944 195,52
ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107
PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa II: Contas do Activo – 4.1 Clientes – Exemplo 2:

1. Clientes (movimento total)………………..……. X


2. Clientes (n-1)………………………………………….....X
3. Total de Clientes do exercício (1-2)…….…..X
4. Vendas isentas……………………………………..……X
5. Total de Vendas sujeitas (3-4)…………..…….X
6. Coeficiente………………………………………..……….1,17
7. Vendas sujeitas liquidas (5/1,17)………….…X
8. Vendas isentas………………………………………….X
9. Vendas liquidas totais (7+8)…………..……X
ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107 Comparamos com 7.1, 7.2 e 7.6 e DP’s.
PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa II: Contas do Activo – 4.4.3.1.1 /2 IVA Suportado /Dedutível
Inventários
 Verificar o mapa de IVA e comparar com as DP’s.
 Os campos de IVA dedutível são importantes na analise de contas de
Inventários, Imobilizações e Custos de administração.

 Este mapa ajuda a identificar os meses com maior variação, o IVA dedutível
calculado e pago por mês, e os meses em que não tenha declarado as vendas
e proceder a liquidação oficiosa imediata.

 Deve-se relacionar com a conta 42, 21, 11 & 12.


 Bastando dividir o total da conta pelo coeficiente 0,17 para obter o total das
compras e comparar
ABDUL RAZAK@ com valor do Balancete.
825613601/842933107
PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa II: Contas do Activo – IVA Suportado /Dedutível – Exemplo:
Se todas as compras forem sujeitas a IVA
1. IVA dedutível de Inventários…………… …612 780 986,62
2. Coeficiente…………………………………………..17%
3. Compra de Inventários (1/17%)…………3 604 594 039,00
4. Compras de Inventários declaradas………..1 889 966 234,45
5. Diferenças apuradas (3-4)……………..….1 714 627 805,00
6. Margem comercial…………………………………. 30%
7. Vendas liquidas sonegadas(5*1,3)……….............…....2 229 016 146,00
8. IVA devido (7*17%)…………………………………………………...378 932 744,90
Portanto, verificar se não houve devoluções de mercadorias e se todas as
facturas de compras conferem direito a dedução.
ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107
PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa II: Contas do Activo – IVA Suportado /Dedutível na
Aquisição

A existência de compras isentas de IVA poderão ser adicionadas as compras


não sujeitas que não podem ser obtidas da conta IVA dedutível.

O exemplo acima só permite apurar compras não declaradas sujeitas ao IVA.


O total de compras isentas não e apurado. Esta deve ser analisada em
simultâneo com a conta 22 e 42, dado visualizarem as compras de
inventários do período e bem como o sistema de inventario adoptado .
O total das compras do período poderá ser igual ao total apurado com base
nesta conta e compras isentas que poderão ser obtidas através do extracto
dasABDUL
contas 42 ou825613601/842933107
RAZAK@ 21.
PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa II: Contas do Activo – Outros testes substantivos sobre IVA

 Verificação da conformidade das DP’s do IVA com valores evidenciados na


contabilidade;
 Analise, por amostragem, das deduções de compras de inventários,
maaterias-primeiras, fornecimentos e serviços de terceiros;
 Verificação, por amostragem, da legalidade da documentação emitida por
terceiros, nos termos do art.27 do CIVA;
 Constatação da existência de um ficheiro de imobilizado.
 Se for uma auditoria continuada ou recorrente, deve-se confrontar, por
amostra, o ficheiro com respectiva documentação e verificar, a
contabilização, o valor dos bens, a dedutibilidade (art1.18) ou não do IVA
(art.20)
ABDULdo CIVA 825613601/842933107
RAZAK@ e a sua existencia fisica.
PAF – Fase II: Realização de Auditoria
 Etapa II: Contas do Activo – Outros testes substantivos sobre IVA
 Analise dos procedimentos de facturação das vendas, no se refere a
contabilização, ao registo do stock e respectivo sistema de inventario e a
liquidação do IVA e respectivas taxas
 Ao IVA dedutível de Meios Imobilizados, dividir por 17% e comparar com o
total do imobilizado corpóreo adquirido nesse periodo;

 Solicitar, por amostra, alguns documentos que representam valores


significativos para verificar se os mesmos conferem direito a dedução.
 Aos custos de Administração, há IVA não dedutível. E preciso verificar o tipo
de bem em causa. Por exemplo, os custos com telemóveis não são dedutíveis;
 Não há direito a dedução enquanto as respectivas facturas não satisfazerem
os requisitos previstos
ABDUL RAZAK@ no art.27 e a operação ao art.18 do CIVA.
825613601/842933107
PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa II: Contas do Activo – 9 Erros mais cometidos em sede do
IVA
i. Utilização de taxas incorrectas;
ii. Atraso na entrega de declarações;
iii. Envio de declarações sem respectivo cheque;
iv. Dedução indevida do IVA – art.20
v. Documentos equivalentes passados de forma não legal – art.27;
vi. Descontos a abatimentos – inexistência de prova;
vii. Actividades mistas – art.22
viii. Bens imobilizados;
ix. Incorrecto preenchimento das DP’s.
(Guimarães, 1998)
ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107
PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa II: Contas do Activo – Outras irregularidades em sede do
IVA
 Devoluções aos fornecedores sem a correspondente regularização de
existências e de IVA;
 Desconto fora da factura;
 Devoluções sem suporte de documento legal (nr4 do art.21 do RCIVA);
 Dedução indevida de imposto com base em documentos de facturas
fictícias (nr3 do art.18 do CIVA);
 Emissão de facturas falsas para permitir a dedução indevida de impostos; e
 Mais.

ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107


PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa II: Contas do Activo – 4.5 Outros Devedores
 Saída de fundos, solicitação de empréstimos por parte dos sócios,
stackholders sem que estejam devidamente documentadas;
 Debitadas em contrapartida das vendas;
 Deve-se exigir extractos e respectivos justificativos para aferir a
razoabilidade e a fiabilidade das contas divisionárias 4541 Empréstimos
concedidos, 4542 Adiantamento por conta de lucros, 4543 Resultados
distribuídos, 4544 Lucros disponíveis e 4549 Outras operações.

 Se o debito desta conta não reflectir sonegação de vendas, logo, tratar-se-á


de negocio ilícito, e devera adicionar-se a matéria colectável para efeitos de
determinação do IPC ou IRPS da 2’ categ. Para alem da tributação autónoma a
taxa de 35%, conforme nr4 do art61 do CIRPC.
ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107
PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa II: Contas do Activo– Inventários e Activos biológicos (21-29)
 Efectuar a analise comparativa entre dois anos consecutivos;
 Verificar o valor do Stock inicial e final registados nos Balanços;
 A conta 21 Compra deve conter um valor igual ao que obtemos a partir da
extrapolação do IVA suportado dos Inventários;
 Analisar as facturas de compras para conferir os montantes
consubstanciados por indicadores da gestão;

 Analisar ao pormenor os extractos e assegurar, a partir da gestão, que as


contas não englobam compras de itens que não são Inventários.

ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107


PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa II: Contas do Activo– Inventários e Activos biológicos (21-29)
 Comparar o volume da conta 42 Fornecedores, do período, e dividir pelo
coeficiente do IVA 1,17 e voltar a comparar com a conta 21 Compras, sem se
esquecer da existência de Inventários isentos de IVA.
Exemplo:
1. Fornecedores………………………………………………………………..............3 852 999 180,00
2. Coeficiente………………………………………………………………………..……………………..………1,17
3. Fornecedores liquidos (1/2).………………………………………..3 293 161 692,31

Expurgar do valor de 42 os valores transitados do ano anterior e comparar o


valor remanescente com o da conta 21. e assegurar a justificação da
diferença;
ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107
PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa II: Contas do Activo– Inventários e Activos biológicos (21-29)

 Deve ser analisada a conta 22 de modo a assegurar que tenha sido respeitado
o principio de consistência ao longos dos períodos;
 Assegurar o valor do saldo quer a partir de contagem fisica quer do Sistema
de inventario;
 Assegurar que a não existência de inventários em armazém sem factura
porque estaria contra o artigo 52 do CIVA, punível pelo art.31 do REGIT;
 O IVA relativo deste inventario deve ser calculado baseando-se no valor desse
inventario, 17% sobre o valor. Que pode significar que inventários sem
facturas não tenham pago o IVA nas compras;

ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107


PAF – Fase II: Realização de Auditoria

Etapa II: Contas do Activo– Inventários e Activos biológicos (21-


29)

 Os inventários adquiridas sem facturas são a base de evasão fiscal, pelo que
depois de liquidar oficiosamente o IVA de inventários encontradas sem
facturas deve-se controlar continuamente ao Contribuinte e o mesmo passa
a considerar-se de risco.
 Aconselha-se a criação de uma base de dados de clientes de riscos.

ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107


PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa II: Contas do Activo – Imobilizado corpóreo & incorpóreo

 Verificar dos documentos de compras ou contratos de leasing dos bens e


confronta-los com montantes apresentados no Balanço. As diferenças devem
ser adicionadas a matéria colectável e sobre quotas de reintegrações e
amortizações devem ir a matéria colectável do respectivo período;
 Verificar a data de compra do bem e aquela pela qual começou a ser usado,
com objectivo de assegurar que foi respeitado duodecimal das amortizações;
 Verificar o valor do bem para assegurar que não ultrapassa os limites não
reintegráveis, nos termos do art27 do CIRPC;;
 Os bens pertencentes aos sócios não são reiteráveis, quando tal acontece,
estes custos são adicionados a matéria colectável.
ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107
PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa II: Contas do Activo – Imobilizado corpóreo & incorpóreo

 Comparar o valor do IVA deduzido na compra com o que consta das facturas e
assegurar que as mesmas são legais, o que daria correcção ao IVA deduzido
indevidamente. E o que originaria o auto de transgressão nos termos de art24
do REGIT, por transgressão do art18 do CIVA;
 Verificação fisica do imobilizado;
 Caso tenha vendido algum bem apurar o IVA respectivo e as mais ou menos
valias correspondentes, conforme art37 do CIRPC;
 Verificar se o contribuinte reavaliou os seus activos e em termos legais

ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107


PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa II: Contas do Passivo – Fornecedor
 Conta analisada conjuntamente com a de Compras (vimos atrás).
 O contribuinte com o objectivo de sonegar vendas, pode creditar esta conta e
debitar Cliente, numa venda de mercadorias ou serviços.

Empréstimos Obtidos
 Ver os contratos, verificar as taxas e testa-las confrontando com os juros
contabilizados na conta 691 Juros suportados;
 Assegurar a aplicação devida do Pr. De Especialização na contabilização dos
juros, se não tiver sido respeitado, adicionar a MC todos os custos que não
são do período;
 Verificar o mapa de amortização do empréstimo confrontando com os
contratos de modo
ABDUL RAZAK@ a ssegurar os saldos reais das contas;
825613601/842933107
PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa II: Contas do Passivo – Credor Estado
 Verificar o saldo desta conta e assegurar que o contribuinte paga os
impostos (punível pelo art24 do REGIT e juros compensatórios, art34 do
CIRPC, nos casos de pagamento por conta e especial por conta e retenções
na fonte);

Credores Sócios, Accionistas ou Proprietários


 Verificar os movimentos destas contas e confrontar com os respectivos
justificativos.
Credores de imobilizado
 Esta conta esta relacionada com a conta IVA suportado. Dividindo pelo 17%
dá-nos a valor liquido de meios imobilizados comprados.
ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107
PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa II: Contas de Capitais Próprios
Capital
 Para empresas em nome individual, verificar se houve variação ao longo do
período e se não da lugar a impostos;
 Nas Sociedades comerciais, verificar se houve emissão de novas acções,
dão lugar a impostos de selo.
Prestações suplementares
 Ver o contrato de sociedade sobre a matéria, se preve a onerosidade da
mesma e se sim, as remunerações estão sujeitas ao IRPS, art65 do CIRPS.
Reservas
 Ver a escritura publica ou o livro de actas da empresa sobre os tipos de
reservas previstos. Verificar a legalidade das reservas de reavaliação.
ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107
PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa II: Contas de Capitais Próprios

Doações

 Em termos fiscais as doações a títulos gratuito de bens moveis ou imóveis


estão sujeitos ao imposto sobre sucessões e doações, não sendo
tributados em sede do IRPC

ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107


PAF – Fase II: Realização de Auditoria
Etapa II: Contas de Gastos – Custos dos Inventários
 Analisar esta conta simultaneamente com as Compras, IVA suportado com
inventários e fornecedores e tendo em conta as Existências anteriores;
 Esta conta ‘e base para apuramento de vendas, conhecendo-se a margem
comercial;
 MC = [(Vendas liquidas/Custo de inventario) – 1]*100%
 MCm = Somatório [(Preço de cada produto – Custo de cada
produto)/preço]*nr dos produtos de maior rotação

Custo com o Pessoal


Fornecimento de serviços de terceiros

ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107


PAF – Fase II: Realização de Auditoria
 Fornecimento de serviços de terceiros
 Ver se foi respeitado o principio de especialização de acordo com o PGC e
art18 do CIRPC. Deve-se analisar as despesas do inicio do período para
assegurar se não estão contabilizados Custos dos exercícios anteriores.
Caso estejam, devem ser adicionados a material colectável.
 No fim do exercício há despesas feitas relativas a custos de exercícios
posteriores, estes devem ser adicionados a matéria colectável do exercício a
que foram contabilizados.
 Subcontratos

 Verificar os contratos e a razoabilidade dos custos a eles relacionados;


 Analisar as facturas de cada empresa;
ABDUL RAZAK@ 825613601/842933107