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COMO REDIGIR A MONOGRAFIA

COMO REDIGIR

MONOGRAFIA

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COMO REDIGIR A MONOGRAFIA

ÍNDICE

1. COMO REDIGIR A MONOGRAFIA.........................................................................3

1.1 ESTRUTURAÇÃO DO TEXTO...............................................................................3

1.1.1 INTRODUÇÃO.....................................................................................................3

1.2 METODOLOGIA.....................................................................................................4

1.3 REFERENCIAL TEÓRICO.....................................................................................4

1.4 DESCRIÇÃO DA EMPRESA OBJETO DA PESQUISA........................................4

1.5 CONCLUSÃO.........................................................................................................6

1.6 APÊNDICE..............................................................................................................8

1.7 ANEXOS.................................................................................................................8

2. ESTILO DO TEXTO..................................................................................................8

2.1 IMPESSOALIDADE................................................................................................9

2.2 OBJETIVIDADE......................................................................................................9

2.3 CLAREZA...............................................................................................................9

2.4 PRECISÃO..............................................................................................................9

2.5 COERÊNCIA...........................................................................................................9

2.6 CONCISÃO...........................................................................................................10

2.7 SIMPLICIDADE.....................................................................................................10

2.8 SUGESTÕES PARA REDAÇÃO EM PESQUISA CIÊNTIFICA..........................11

2.9 ELEMENTOS DE COESÃO..................................................................................13

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COMO REDIGIR A MONOGRAFIA

1. COMO REDIGIR A MONOGRAFIA


Como as pesquisas diferem muito entre si, não se pode falar num roteiro rígido
para elaboração da monografia. É possível, no entanto, oferecer um modelo relativamente
flexível, mas que considere os elementos considerados essências e possibilite a inclusão
dos itens inerentes à especificidade da pesquisa.

1.1 ESTRUTURAÇÃO DO TEXTO


Os itens que compõe o texto de um projeto dependem de suas finalidades, pois
este pode referir-se a uma pesquisa acadêmica ou profissional, pode destinar-se à
qualificação de um candidato a uma dissertação de mestrado ou doutorado e pode
destinar-se também à solicitação de financiamento para a pesquisa. Os projetos mais
completos são os de teses e dissertações. Note-se porém, que a ordem desses itens não
precisa ser rígida.

1.1.1 INTRODUÇÃO
A primeira seção da monografia é construída por sua introdução, que define
brevemente os objetivos do trabalho, as razões de sua realização, o enfoque dado ao
assunto e sua relação com outros estudos. Essa introdução pode ser elaborada de forma
corrente ou apresentar subseções, como as que são apresentadas a seguir:

 CARACTERIZAÇÃO DO TEMA DA PESQUISA

 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA DA PESQUISA

 DESCRIÇÃO DO OBJETIVO DA PESQUISA

 OBJETIVO GERAL

 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 HIPÓTESES DA PESQUISA

 JUSTIFICATIVA DA PESQUISA

 ESTRUTURA DA PESQUISA

*obs. Todas as subseções acima fazem parte da introdução.

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1.2 METODOLOGIA

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Nesta parte, descrevem-se os procedimentos a serem seguidos na realização da


pesquisa. Sua organização varia de acordo com as peculiaridades de cada pesquisa.
Requer-se, no entanto, a apresentação de informações acerca de alguns aspectos, como
os que são apresentados a seguir:

 Tipo de pesquisa: deve-se esclarecer se a pesquisa é de natureza


exploratória, descritiva ou explicativa. Convém, ainda, esclarecer acerca do
tipo de delineamento a ser adotado (pesquisa experimental, levantamento,
estudo de caso, pesquisa bibliográfica etc.).

 População e amostra: envolve informações acerca do universo a ser


estudado, da extensão da amostra e da maneira como será selecionada.

 Coleta de dados: envolve a descrição das técnicas a serem utilizadas para


coletas de dados.

 Análise dos dados: envolve a descrição dos procedimentos a serem


adotados tanto para análise quantitativa quanto qualitativa.

1.3 REFERENCIAL TEÓRICO


Esta parte é dedicada à contextualização teórica do problema e a seu
relacionamento com o que tem sido investigado a seu respeito. Deve esclarecer, portanto,
os pressupostos teóricos que dão fundamentação à pesquisa e as contribuições
proporcionadas por investigações anteriores. Essa revisão não pode ser constituída
apenas por referencias ou sínteses dos estudos feitos, mas por discussão críticas do
estado atual da questão. Quando esta parte se mostrar muita extensa, pode dividi-la em
mais capítulos.

1.4 DESCRIÇÃO DA EMPRESA OBJETO DA PESQUISA


Esta parte é dedicada à descrever a empresa que está sendo objeto da pesquisa.
Esse capítulo só faz parte da monografia quando a mesma for um estudo de caso.

1.5 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS (RESULTADOS)

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Pode –se iniciar o capítulo lembrando ao leitor qual é o problema (a pergunta) que
motiva a investigação. Em seguida, deve-se deixar claro que o estudo proporcionou as
condições para testar as hipóteses ou responder às questões. Assim,por exemplo, se
questionários foram enviados pelo correio, apresentaram-se quantos questionários foram
devolvidos. Se, por exemplo, um experimento com dois grupos foi realizado, deve-se
esclarecer ao leitor que todos os cuidados dados para assegurar a validade do
experimento foram tomados.

Outros passos seguintes para a elaboração desse capítulo são:

Mencionar novamente (mas brevemente) como foi mensurado o fenômeno


em questão;

Comunicar de forma resumida a resposta para a pergunta;

Apresentar as estatísticas descritivas e os níveis de significância estatísticos


(se for uma pesquisa quantitativa);

Descrever quais foram os comportamentos observados;

Apresentar tabelas, gráficos ou figuras como os dados relevantes;

Elaborar um resumo para situar o leitor.

Se a monografia não possui trabalho de campo, ou seja, se ela consiste apenas em


uma revisão bibliográfica sobre o assunto, o trabalho não apresentará um capítulo de
resultados. O capítulo de revisão bibliográfica será seguido pela discussão.

1.6 DISCUSSÃO.

A discussão significa analisar os dados expostos no capítulo de resultados e


relacioná-los com as pesquisas anteriores apresentadas na revisão bibliográfica. Na
verdade, a discussão é tecida a partir da costura entre a análise dos resultados do estudo
em comparação com o referencial teórico. A discussão sempre remete ao problema,
aos objetivos e hipótese que foram apresentados na introdução. Dessa forma, pode-se
dizer que a discussão guarda estreita relação com a introdução (onde o problema e os
objetivos são apresentados) e com a revisão bibliográfica.

Inicia-se, geralmente, o capítulo de discussão, lembrando ao leitor qual foi o


objetivo do estudo. Em seguida, faz-se a análise do significado dos resultados.

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O capítulo de discussão pode ser estruturado ao redor das seguintes questões:

 O que significam os dados e as estatísticas? Quais são as inferências


que podem ser levantadas por meio dos resultados?

 Os resultados de seu trabalho estão de acordo com os resultados de


pesquisas anteriores?

 Quais os fatos que indicam que os resultados de sua investigação


comprovam a teoria?

 Os resultados permitem refutar determinada teoria? Por quê?

 Que nova hipótese ou modelos teóricos podem ser propostos para


explicar o fenômeno investigado?

 Quais tendências e generalizações os dados indicam?

 Que novas linhas de investigações podem ser lançadas?

Caso a monografia não possua pesquisa de campo, a discussão pode ser


elaborada apenas com base em uma análise das pesquisas anteriores apresentadas na
revisão bibliográfica. Assim, pode se comparar o que os diferentes autores encontraram
sobre o assunto, ou apontar limitações e contribuições de um estudo em relação ao outro.

1.5 CONCLUSÃO
O capítulo de conclusão deve ser uma resposta muito clara ao problema de
pesquisa formulado no capítulo introdutório.Na verdade, todos os capítulos da monografia
devem estar relacionados ao problema da pesquisa. O capítulo de revisão bibliográfica
descreve o que outros pesquisadores encontraram sobre a questão , o de metodologia
mostra como a sua pesquisa investigou o problema, o de resultado descreve os dados
encontrados sobre o problema investigado, a discussão analisa os dados à luz do
referencial teórico e a conclusão faz um fechamento da questão. Assim, um capítulo está
relacionado ao outro. A conclusão deve decorrer da discussão. Analisam-se os dados e
depois conclui-se algo sobre essa análise.

Os tópicos usuais no capítulo de conclusão são:

 Comparação entre os resultados e as hipóteses;


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 Confrontação entre os objetivos do trabalho e as conquistas alcançadas;

 Análise da relação entre os fatos verificados e a revisão da literatura;

 A contribuição do estudo para a ciência;

 As implicações para os práticos do campo de estudo;

 Limitações do estudo (conforme a complexidade do trabalho, as limitações


podem ser colocadas em um capitulo a parte com as sugestões para
estudos futuros);

 As hipóteses surgidas ao longo da investigação que podem ser lançadas


para que futuros estudos as comprovem;

 Sugestões para estudos futuros.

É muito importante que, no capítulo de conclusão, o pesquisador deixe claro qual


foi a contribuição do estudo para o conhecimento já existente sobre o assunto. Ou, seja,
deve-se apresentar ao leitor qual foi o grão de areia que o pesquisador agregou à massa
de conhecimento já existente.

Da mesma forma, o pesquisador deve descrever quais são as implicações de seu


estudo para gerentes e administradores. Ou seja, deve-se expor aos administradores
como podem utilizar esse conhecimento e qual seu impacto nas estratégias gerenciais.

No capítulo de conclusão, devem-se também apontar as limitações do estudo e dar


sugestões para estudos futuros. As limitações do estudo referem-se ás opções
metodológicas para aquele estudo. Não são erros cometidos pelos pesquisadores.
Exemplos de limitações de estudo podem ser: limitações do tamanho da amostra, opção
de amostragem, indicadores escolhidos para medir os constructos, entre outros.

Assim pode-se começar a tecer as limitações do estudo discutindo as condições


que limitaram as generalizações dos resultados, como, por exemplo, a característica do
processo de amostragem. As opções metodológicas escolhidas para a investigação
podem ter influenciado os resultados do estudo.

Em todo estudo, novas hipóteses podem ser lançadas para explicar o fenômeno
investigado. Essas novas hipóteses podem ser apresentadas no capítulo de discussão, no
capítulo de conclusão ou ainda em um capítulo á parte juntamente com as sugestões
para estudos futuros. Tudo depende da complexidade de seu trabalho e das preferências
do seu orientador.

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As sugestões para estudos futuros são caminhos para novas pesquisas


relacionadas ao mesmo fenômeno ou outros associados a ele. Essas sugestões podem
ter origem em novas questões que tenham surgido durante o processo da pesquisa. Este
tópico é também importante, pois mostra que o pesquisador compreende que a ciência é
fruto do acréscimo de uma pesquisa após outra, sempre levando em consideração os
resultados anteriores.

Ressalta-se que, dependendo da complexidade do trabalho, os tópicos contribuição


do estudo, limitações e sugestões para pesquisas futuras podem ser elaborados à parte
em outros capítulos. A seção denominada implicações do estudo geralmente é incluída no
capítulo de contribuições da investigação.

1.6 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Referencias bibliográficas constitui um conjunto de elementos que permite a


identificação de documentos utilizados e citados na elaboração do trabalho. Segundo as
normas, a lista de referências bibliográficas deverá contar com as obras efetivamente
citadas.

Ao auxiliar os leitores na elaboração de novos trabalhos relacionados ao tema, a


lista de referencias bibliográfica torna se valiosa fonte de novas pesquisas.

1.6 APÊNDICE
Compreende documentos, textos e ou ilustrações elaborados pelo autor, com o
intuito de complementar a sua argumentação, mas que não comprometem a unidade do
trabalho. São dispostos em ordem alfabética e, caso existam no texto mais apêndices do
que as letras do alfabeto, utilizar letras dobradas.

1.7 ANEXOS
São documentos acoplados ao trabalho que servem para comprovação,
fundamentação ou ilustração do trabalho. Os anexos não são elaborados pelo autor do
trabalho.

2. ESTILO DO TEXTO.

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As monografias são elaboradas com a finalidade de serem lidas por


professores pesquisadores incumbidos de analisar suas qualidades e limitações. Espera-
se, portanto, que seu estilo seja adequado a esses propósitos. Embora cada pessoa
tenha seu próprio estilo, ao redigir o projeto, convém atentar para certas qualidades
básicas da redação, que são apresentadas a seguir.

2.1 IMPESSOALIDADE.
O relatório deve ser impessoal. Convém, para tanto, que seja redigido na
terceira pessoa. Referências pessoais, como “meu projeto”, “meu estudo” deve ser
evitadas. São preferíveis expressões como: “este projeto”, o “presente estudo” etc.

2.2 OBJETIVIDADE.
O texto deve ser escrito em linguagem direta, evitando-se que a seqüência
seja desviada com considerações irrelevantes. A argumentação deve apoiar-se em dados
e provas e não em considerações e opiniões pessoais.

2.3 CLAREZA
As idéias devem ser apresentadas sem ambigüidade, para não originar
interpretações diversas. Deve-se utilizar vocabulário adequado, sem verbosidade, sem
expressões com duplo sentido e evitar palavras supérfluas, repetições e detalhes prolixos.

2.4 PRECISÃO
Cada palavra ou expressão deve traduzir com exatidão o que se quer
transmitir, em especial no que se refere a registros de observações, medições e análises.
As ciências possuem nomenclatura técnica específica que possibilita conferir precisão ao
texto. O redator do relatório não pode ignorá-las. Para tanto, deverá recorrer a dicionários
especializados e a outras obras que auxiliem na obtenção de precisão conceitual.

Deve-se evitar o uso de adjetivos que não indiquem claramente a proporção


dos objetivos, tais como: pequeno, médio e grande, bem como expressões do tipo: quase
todos, uma boa parte etc. Também devem ser evitados advérbios que não explicitem
exatamente o tempo, o modo e o lugar, como, por exemplo: recentemente, lentamente,
algures, alhures e provavelmente. Deve-se preferir, sempre que possível, o uso de termos
passíveis de quantificação, já que são estes os que conferem maior precisão ao texto.

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2.5 COERÊNCIA
As idéias devem ser apresentadas numa seqüência lógica e ordenadas.
Poderão ser utilizados tantos títulos quanto forem necessários para as partes dos
capítulos; sua redação, porém, deverá ser uniforme, iniciando-se ou co verbos ou
substantivos.

O texto deve ser elaborado de maneira harmoniosa. Para tanto, deve-se


conferir especial atenção à criação de parágrafos. Cada parágrafo deve referir-se a um
único assunto e iniciar-se de preferência com uma frase que contenha a idéia-núcleo do
parágrafo – o tópico frasal. A essa idéia básica associam-se pelo sentido outras idéias
secundárias, mediante outras frases. Deve-se também evitar a criação de um texto no
qual os parágrafos sucedem-se uns aos outros como compartimentos estanques, sem
nenhuma fluência entre si.

2.6 CONCISÃO
O texto deve expressar as idéias com poucas palavras. Convém, portanto, que
cada período envolva no máximo duas ou três linhas. Períodos longos,abrangendo várias
orações subordinadas, dificultam a compreensão e tornam pesada a leitura. Não se deve
temer a multiplicação de frases, pois, à medida que isso ocorre, o leitor tem condições de
entender o texto sem maiores dificuldades.

Quando os períodos longos forem inevitáveis, convém colocar na primeira metade


as palavras essenciais: o sujeito, o verbo e o adjetivo principal. Isso porque as palavras
da primeira parte da mensagem são mais facilmente memorizáveis. Quando, porém, são
feitas intercalações com muitas palavras separando o sujeito e o verbo principal, o
entendimento torna-se mais difícil.

2.7 SIMPLICIDADE
A simplicidade, paradoxalmente, constitui uma das qualidades mais difíceis de
serem alcançadas na redação de uma monografia. É comum as pessoas escreverem
mais para impressionar do que para expressar. Também há os que julgam indesejável
empregar linguagem familiar num trabalho cientifico.

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Essas posturas são injustificáveis. Devem ser utilizadas apenas as palavras


necessárias. O uso de sinônimos pelo simples prazer da variedade deve ser evitado.
Também se deve evitar o abuso dos jargões técnicos, que tornam a prosa pomposa, mas
aborrecem o leitor. Convém lembrar que o excesso de palavras não confere autoridade a
ninguém; muitas vezes constitui artifício para encobrir a mediocridade.

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2.8 SUGESTÕES PARA REDAÇÃO EM PESQUISA CIÊNTIFICA

Expressões Não Recomendáveis Opções


a nível de, ao nível em nível de; no nível de
face a, frente a ante; diante de; em face de; em vista de; perante
onde (quando não exprime “lugar”) em que; na qual; nas quais; no qual; nos quais
sob um ponto de vista de um ponto de vista
sob um prisma por (ou através de) um prisma
com sendo suprimir a expressão
em função de em virtude de; por causa de; em conseqüência de;
por; em razão de
a partir de (a não ser com valor temporal) com base em; tomando-se por base; valendo-se de
através de (para exprimir “meio” ou por; mediante; por meio de; por intermédio de;
“instrumento”) segundo
devido a em razão de; em virtude de; graças a; por causa de
dito citado; mencionado
enquanto ao passo que; como
fazer com que compelir; fazer que; forçar; levar a
inclusive (a não ser quando significa até; ainda; igualmente; mesmo; também
“incluindo-se”)
no sentido de; com vistas a a fim de; para; com o fito (ou objetivo ou intuito) de;
com a finalidade de; tendo em vista
pois (no início de oração) já que; porque; uma vez que; visto que
principalmente especialmente; mormente; notadamente;
sobretudo; em especial; em particular
sendo que e
o mesmo (substituindo o referente) este; ele ou um sinônimo do referente
dentre entre (exceto quando o verbo que o preceder exigir
a preposição “de”)
como um todo total; integral; completo
há anos atrás há anos
por cada reelaborar o texto de modo que o cacófato seja
suprimido
antes do estudo ser feito antes de o estudo ser feito (“de” e “o” não se
contraem antes do sujeito – “estudo” – e de um
verbo no infinitivo – “ser”)
pelo fato destes resultados apontarem o pelo fato de estes resultados apontarem o contrário
contrário (“de” e “estes” não se contraem antes do sujeito – “
resultados” – e de um verbo no infinitivo –
“apontar”)
cujo o método não funciona cujo método não funciona
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Expressões que Demandam Atenção

Acaso, caso – com se, use acaso; caso rejeita o se

Aceitado, aceito – com ter e haver, aceitado; com ser e estar, aceito

Acendido, aceso (e formas similares) – com ter e haver, acendido; com ser e estar, aceso

À custa de, e não às custas de

À medida que = à proporção que; ao mesmo tempo que; conforme

Na medida em que = tendo em vista que; uma vez que

A meu ver, e não ao meu ver

A ponto de, e não ao ponto de

A posteriori, a priori – não tem valor temporal

Em termos de – modismo, evitar

Em vez de = em lugar de

Ao invés de = ao contrário de

Enquanto que – o “que” é redundância

Entre um e outro – “entre” exige a conjunção “e” , e não “a”

Ir de encontro a = chocar-se com

Ir ao encontro de = concordar com

Junto a – usar apenas quando equivaler a “adido a” (ou similar)

O(a,s) mesmo(a,s) – uso condenável para substituir pronomes

Se não, senão – quando se pode substituir por “caso não”, separado; quando não se pode, junto

Todo mundo = todos

Todo o mundo = o mundo inteiro

Não-pagamento = hífen somente quando o segundo termo foi substantivo

Este e isto – referência próxima do falante (a lugar, a tempo presente, a futuro próximo, ao
anunciar e a que se está tratando)

Esse e isso – referência longe do falante e perto do ouvinte (tempo futuro, desejo de distância,
tempo passado próximo do presente, ou distante ao já mencionado e a ênfase)

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2.9 ELEMENTOS DE COESÃO


Função Elementos de Coesão

mas; porém; contudo; todavia; no entanto; entretanto; (muito) embora;


ainda que; mesmo que; posto que; por mais que; apesar de; não
oposição; contraste obstante; de outra face; ao contrário disso; em contrapartida; por outro
lado/enfoque; diferente/diversamente disso; de outro norte; ao passo que;
de outra banda; não quer isso dizer, entretanto, que

por; porque; portanto; pois; como; que; porquanto; logo; assim; por
relação de causa e conseqüência; por conseguinte; como resultado; por causa de; em vista
conseqüência de; em virtude de; devido a(o); em conseqüência de; por motivo de; por
razões de; por este mister

porque; que; para; a fim de; com o propósito de; com a finalidade de; com
finalidade; propósito;
o fito de; com o intuito de; com o objetivo de; com o intento de;
intenção
propositadamente; ao propósito; intencionalmente

além disso; ainda; ademais; também; vale lembrar; pois; outrossim;


agora; de modo geral; por iguais razões; em rápidas pinceladas; inclusive;
com efeito; até mesmo; é certo; é inegável; em outras palavras; além
desse fator; soma-se a esse fato; mostra-se imperioso; é imperioso
destacar; é impreterível salientar; é forçoso salientar que; desse modo,
vislumbra-se que; impende mencionar que; frisa-se que; convém
realce; inclusão; adição evidenciar; é de verificar-se; é de ser revelado; vale/cumpre-se verificar;
convém, por oportuno, ressaltar; registre-se, ainda; cumpre
assinalar/verificar/elucidar; oportuno se torna dizer; mister se faz
ressaltar; é sobretudo importante assinalar que; convém notar, outrossim,
que; inadequado seria esquecer, também; não se pode perder de vista;
roborando/corroborando o assunto; é preciso insistir no fato de que;
cumpre/impende observar que; convém ponderar

retificação; isto é; ou seja; quer dizer; em outras palavras; aliás; ou melhor; melhor
esclarecimento; ainda; (como) por exemplo; qual seja; a saber; tais como; à guisa de
exemplificação exemplo, podemos citar

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Função Elementos de Coesão

No dizer sempre expressivo de; como leciona/ressalta/enfatiza; em


assonância com a lição sempre precisa de; em consonância com o
acatado por; de acordo com; tem-se o entendimento de; segundo o autor;
o autor assinala, ainda, que; preleciona in verbis; consoante a lição de;
cumpre verificar os esclarecimentos de; colhe-se o escólio de; extrai-se
do escólio de; conforme sustenta; o autor traça os seguintes
citação de autores esclarecimentos; conforme assevera/dispõe; dos ensinamentos do autor
extraiu-se a salutar explicação; o autor deixou assentado que; o autor
aduz que; em comentário a esta questão, o autor aponta que; cabe, por
oportuno, destacar a lição de; a respeito, aduz; traz-se à colação a
ensinança de; a respeito, depreende-se os ensinamentos de; o autor
ilustra de forma bastante apropriada; o autor mostra com bastante
clareza; nas palavras do autor; como confirmaram os autores

condição se; caso; contanto que; desde que; a menos que; a não ser que
pois; logo; de modo que; portanto; então; assim (sendo); por isso; por
conseguinte; em vista disso; aliás; além do mais; além de tudo; além
disso; em suma; em síntese; em conclusão; enfim; em resumo; dessa
forma; sendo assim; como se nota/vê/observa; em virtude do que foi
mencionado; segundo esse preceito; feitas essas considerações;
conforme aduzido anteriormente; acerca do tema apreço; conforme
afirmado; em relação ao aludido pressuposto; sobre a aludida
probabilidade; diante desse quadro; conforme mencionado alhures;
recapitulação; resumo; devido a isso; de acordo com o aludido a princípio; levando-se em conta o
conclusão que foi observado; em vista dos resultados obtidos; por todos os
argumentos apresentados; por tudo isso; dado o exposto; de acordo com
o exposto; destarte/dessarte; em análise última; concluindo; em
derradeiro; por fim; finalmente; finalizando; por tais razões; do/pelo
exposto; por tudo isso; em razão disso; posto isso; conseqüentemente;
ao ensejo da conclusão deste item; em virtude das considerações; posta
assim a questão; como se pode notar; como se há de verificar; como se
depreende; logo como se pode depreender; diante destas considerações;
por ordem, cabe considerar; em sentido amplo/restrito; sob esse enfoque
só; somente; exceto; senão; apenas; excluindo; exclusive; tão-só; tão-
exclusão
somente
em primeiro plano/lugar/momento; primeiramente; a princípio; em
seguida; dando prosseguimento; depois; posteriormente; em momento
posterior; feito isso; finalmente; em linhas gerais; nesse passo/lanço; no
enumeração; geral; aqui; neste momento; desde logo; de resto; no caso em tela; por
continuação sua vez; a par disso; nessa esteira; nessa vereda/senda; por seu turno;
no caso presente; antes de tudo; nesse sentido; deve-se dizer que;
tenha-se presente que; tendo em vista que; nesse vértice; nesse
contexto; nesse norte; no tocante; no que concerne
(in)felizmente; obviamente; em verdade; realmente; de igual forma; do
mesmo modo que; da mesma sorte; no mesmo sentido;
Afirmação; igualdade;
semelhantemente; bom é; interessante se faz; é óbvio; de fato; em
opinião
verdade; é bem verdade que; verdade seja; indubitável é; se assim o é;
não se pode olvidar; a nosso ver; a nosso pensar

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