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UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP

CURSO SUPERIOR TECNOLOGO EM RECURSOS HUMANOS

LOJAS AMERICANAS S/A

RIO BRANCO - AC

2017
2

PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR I e II

LOJAS AMERICANAS S/A

Thamires de Lima Ribeiro


AC1520085

Trabalho referente ao curso


superior de tecnologia em
gestão de recursos humanos,
como parte da avaliação
referente ao 4° semestre.

RIO BRANCO - AC

2017
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1. SUMÁRIO

4.3 Balanço social.......................................................................................11

4.4 Normas ISO..........................................................................................13

6.4 Mercado monetário................................................................................22

6.5 Desenvolvimento econômico e economia Brasileira..............................23

7.3 A importância da tecnologia da informação..........................................28

9.REFERENCIAS...............................................................................................30

2. INTRODUÇÃO

O Projeto Integrado Multidisciplinar (I e II) vem abordar sobre as disciplinas de


Comunicação empresarial, fundamentos da administração, recursos materiais e
patrimoniais, economia e mercado e tecnologia e informática, utilizando como alvo
da pesquisa a empresa Lojas Americanas que é uma empresa brasileira do
segmento de varejo fundada em 1929 na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro,
pelo austríaco Max Landesmann e pelos norte-americanos John Lee, Glen
Matson, James Marshall e Batson Borger. A empresa conta com mais de 1.010
estabelecimentos de vendas em todo o Brasil. É a quarta maior empresa varejista
do país, segundo ranking do Ibevar de 2015. Entretanto, fizemos nossa pesquisa
em uma filial sua localizada no estado de São Paulo, inscrita no Cadastro
Nacional de Pessoas Jurídicas sob o nº 02.986.611/0001-20. Situado no shopping
Via Lara na ROD BR 364, n° 4289, térreo. Há em seu quadro funcional
atualmente 83 funcionários efetivos das mais diferentes áreas.
Toda a pesquisa foi realizada procurando entrelaçar o conhecimento teórico
adquirido ao longo do semestre e aplicá-lo de forma prática ao funcionamento da
empresa, tentando assim harmonizar e aperfeiçoar o funcionamento da empresa
e que tais conhecimentos possam ser aplicados a qualquer segmento,
demonstrando através de pesquisa complementar tendo como intuito demonstrar
o funcionamento da empresa, aplicando-se o conhecimento adquirido no decorrer
do curso de graduação tecnológica em gestão de recursos humanos. Iniciaremos
com a disciplina decomunicação empresarialonde será demonstrado como a
empresa usa da comunicação para fechar negócios, ter uma mente mais aberta,
como busca o melhor vocabulário, formal e de fácil entendimento para conquistar
todos os tipos de clientes. Teremos também fundamentos da administração,
onde será visto os princípios básicos da administração desde os primórdios dos
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tempos, assim como os tipos de organizações e como a administração é


fundamental para as organizações, pois as organizações são extremamente
heterogêneas e diversificadas: de tamanhos, estruturas e objetivos diferentes.
Não existem duas organizações semelhantes. Uma mesma organização nunca é
igual ao longo do tempo; ela se transforma sempre.Em recursos materiais e
patrimoniais, veremos a diferença entre esses os dois, como uma empresa
estruturada deve ser vista como um conjunto de recursos a serem gerenciados de
maneira que cada recurso tenha um papel estratégico no alcance dos objetivos a
serem atingidos. Também serão visto como a empresa busca boas matérias para
o bem estar do cliente e colaborador. Já na disciplina deeconomia e mercadono
qual a empresa utiliza para alcançar seus objetivos de mercado e como o
planejamento é algo fundamental para que a economia da empresa esteja sempre
estável. E por fim será identificado na disciplina detécnicas de informática o que
ela trouxe de melhoria para a empresa, como os colaboradores costumam lidar
com os novos aparelhos tecnológicos e o que mudou com a implantação da
informática nos diversos setores da organização.
Não deixaremos de demonstrar que a empresa preocupa-se com a
responsabilidade social tanto a nível externo como também o interno, pois o tema
é compreendido em dois níveis: o nível interno, que se relaciona com os
trabalhadores e, todas as partes afetadas pelas empresas e que, podem
influenciar no alcance de seus resultados e o nível externo são as consequências
das ações de uma organização sobre o meio ambiente, os seus parceiros de
negócio e o meio em que estão inseridos.

3. COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL

A língua é um código que permite uma diversidade de usos, e nós, falantes,


adotamos o mais adequado às exigências situacionais da comunicação, a que
chamamos de variações linguísticas. Segundo Matos, “O mais importante na
comunicação é SABER OUVIR, para poder compreender e interpretar, com
exatidão, o conteúdo da mensagem transmitida e a intenção do seu emissor,
favorecendo, assim, o retorno da informação, que marca o início do diálogo, que,
por sua vez, pode garantir a qualidade do relacionamento humano. muitos
desentendimentos, brigas, rupturas, guerras e conflitos sociais seriam evitados e
solucionados pelo simples entendimento dessa questão de bom senso”.

3.1 Vantagens e desvantagens da comunicação verbal e não verbal

Alguns psicólogos têm feito estudos e constatado que importa mais o que
fazemos ou o que deixamos de fazer, enquanto falamos, do que o conteúdo de
nossa mensagem. A leitura do não verbal complementa a compreensão da
comunicação verbal, muitas vezes. Com isso, vemos que o sucesso da nossa
comunicação não depende só da habilidade com que usamos as palavras. Tudo
que envolve o processo da comunicação é importante: o que falar ou escrever e
como o fazemos. O ser humano faz uso de muitos signos universais da
comunicação. A palavra é fundamental, mas apenas um desses signos. Existem
outras importantes formas, como os gestos, os movimentos com a cabeça, a
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expressão dos olhos e da face, a postura, a aparência e outros símbolos. A


comunicação nãoverbal, muitas vezes, tem a solução do que queremos realmente
falar, seja oralmente, seja verbalmente. Tanto a comunicação verbal quanto a não
verbal têm a sua importância; basta saber usá-las adequadamente.
Vejamos os meios de comunicação utilizados pelas empresas e observaremos
que o casamento entre a comunicação verbal e a não verbal é que possibilitará o
sucesso da comunicação empresarial.

Meios de comunicação:

a) Verbal / Oral:
• Telefone;
• Reuniões, palestras, debates, seminários, conferências,convenções e cursos;
• Encontros;
• Bate-papos;
• Reuniões sociais;
• Conversas com clientes, superiores e subordinados;

Entrevista para emprego.

b) Verbal / Escrito:
• E-mails;
• Memorandos (de / para);
• Bilhetes, lembretes;
• Avisos internos;
• Declaração de missão, visão e valores;
• Manual interno;
• Portarias (Governo);
• Cartas / ofícios / memo.
• Avisos e placas;
• Jornal interno.

c) Não verbal:
• Gestual, comportamental, olhar, expressões faciais, riso e sorriso, aparência,
postura, distância, pontualidade, velocidade da fala, dicção, entonação de voz e
ênfase;
• Avisos sonoros, campainhas;
• Cartão de ponto;
• Comunicação visual;
• Telefone muito baixo ou muito alto;
• Uniformes vestuários;
• Toque;
• Orientação e proximidade;
• Para linguagem.

Vamos focar mais a necessidade de uma boa comunicação oral nas situações
profissionais, como: conversas com clientes, superiores e subordinados;
entrevista para emprego; reuniões, palestras, debates; seminários, conferências,
convenções, cursos; ao telefone; reuniões sociais, entre outros. Para atender a
essa necessidade de aprender a falar, existem, atualmente, muitos cursos e
muitas técnicas sendo oferecidos. Mas só o falar bem não é suficiente numa
apresentação em público. Precisa-se, também, organizar essa apresentação,
preparando-a passo a passo, como:
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• Defina o tema central e o objetivo a atingir;


• Planeje de acordo com o público a quem será feita a apresentação;
• Defina quais recursos serão utilizados (flip-chart, vídeo, retroprojetor, projetor
multimídia, entre outros);
• Depois de tudo planejado, prepare um esboço, pode ser em uma ficha de
cartolina (é bom que seja papel grosso para não perceberem que você está
tremendo!), do que vai dizer na abertura, no desenvolvimento e na conclusão.
Não é aconselhável escrever tudo o que pretende falar, detalhadamente, pois isso
tira a naturalidade; mas é muito importante ter o esboço como norteador.Um
ponto positivo de falar em público é que podemos contar com alguns recursos
que, na escrita, são mais difíceis de comunicar. Podemos mudar a entonação da
voz para chamar a atenção do público, gesticular, fazer uso de expressões
faciais, entre outros. É a Comunicação Não-Verbal (CNV). Lembre-se de que,
muitas vezes, um olhar fala muito mais que muitas palavras! As emoções e os
sentimentos nem sempre precisam de palavras, para serem comunicados. O
nosso nervosismo ou nossa tranquilidade, nossa ansiedade ou nosso equilíbrio,
nossa alegria ou nossa tristeza, são expressos por estes meios: gestos, toques,
tom de voz, olhares e até mesmo a maneira de nos vestirmos e nossa postura.
Tudo isso deve ser observado não só quando você estiver em evidência em uma
apresentação (seja ela de qual cunho for: político, acadêmico, entre outros), mas
também quando for fazer uma entrevista, ou quando presidir ou participar de uma
reunião, ou quando participar de um debate.

3.2 A importância da comunicação externa e interna

A correspondência empresarial é, hoje em dia, não só um meio de comunicação.


Ela é um instrumento de marketing, pois se insere na realidade de um mercado
competitivo, em que todas as nuanças de comportamento adquirem sentido: a
comunicação empresarial é a responsável pela imagem da organização perante
seu público, interno e externo. A comunicação é um dos processos fundamentais
da organização, da gerência e do comportamento organizacional, interage e
integra pessoa e grupos, minimizando conflitos e estimulando a participação e o
diálogo de todos os membros da organização. Pois quanto mais o funcionário
conhece os planos e objetivos da empresa, mais ele pode contribuir para este
sucesso. De uns tempos para cá, tem-se valorizado o ser humano nas empresas,
pois uma coisa é certa: quando o funcionário se sente parte integrante da vida
organizacional, ele “veste a camisa” e torna-se um embaixador da empresa. Tem-
se confirmado que o sucesso de uma organização está diretamente ligado ao
comprometimento de seus funcionários, à participação e engajamento. Para que
isso aconteça, a comunicação tem papel fundamental.
A comunicação interna: tem como principal objetivo promover o diálogo com os
colaboradores e tornar o clima organizacional saudável. Para isso, ela utiliza os
meios de comunicação institucionais, para levar as informações relevantes sobre
a organização para os clientes internos. Quando é vista como um setor
estratégico, a comunicação interna é capaz de transformar cenários
organizacionais e motivar os funcionários, ajudando a empresa a atingir as metas
e os objetivos definidos. Para isso, é preciso que este setor tenha contato direto
com os gestores. Para que as ações da comunicação interna sejam bem
sucedidas, é necessário que se faça uma análise detalhada sobre qual é o melhor
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canal atingir o público: jornal mural, newsletter, informativo, software de


comunicação, todos eles juntos, entre outros. Porém, independente do meio de
comunicação escolhido para falar com os funcionários, é preciso ter cuidado com
a linguagem utilizada, que deve ser clara e objetiva. Tudo isso, para evitar
dúvidas e comentários indevidos, além da disseminação da comunicação informal
na empresa, a famosa “rádio peão”.
A comunicação externa:cuida da imagem que a sua empresa transmite para
seus clientes, fornecedores e o público externo em geral. Desenvolver estratégias
de comunicação externa é fundamental para as empresas que querem se
destacar no mercado, só através dela é possível difundir a marca e a identidade
da organização. Ela constrói uma ponte entre sua empresa, outras organizações,
consumidores e potenciais clientes. Dá-se, principalmente, através da
propaganda, da assessoria de imprensa, do marketing e das relações públicas.
Essas ferramentas e suas estratégias possibilitam que a empresa seja vista e
procurada pelo mundo dos negócios. Vale lembrar que a comunicação externa
não é a publicidade do seu produto ou serviço. Ela visa divulgar ações realizadas
pela sua empresa, atividades desenvolvidas, projetos, novidades e todos os
assuntos que sejam do interesse do público externo. É fundamental desenhar
uma estratégia de comunicação externa, para eliminar as falhas. Uma informação
incoerente gera muitos resultados negativos para a organização. Para isso, é
preciso analisar o ambiente de mercado e identificar os canais e métodos de
comunicação ideais para o público-alvo. Essa fase exige muito cuidado e atenção,
um bom planejamento é fundamental para a imagem da empresa.

4. FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO

Todas as instituições que compõem a sociedade moderna não vivem ao acaso.


Elas precisam ser administradas. Essas instituições são chamadas organizações.
Todas as organizações são constituídas de: recursos humanos e recursos não
humanos, isto é, recursos físicos e materiais, recursos financeiros, recursos
tecnológicos, recursos mercadológicos, entre outros. Toda produção de bens e
serviços é realizada dentro de organizações. As organizações são extremamente
heterogêneas e diversificadas: de tamanhos, estruturas e objetivos diferentes.
Não existem duas organizações semelhantes. Uma mesma organização nunca é
igual ao longo do tempo; ela se transforma sempre.

4.1 Teoria geral da administração

A teoria geral da administração no mundo atual é uma sociedade


institucionalizaria e composta de organizações. Todas as atividades voltadas para
a produção de bens (produtos) ou para a prestação de serviços (atividades
especializadas) são planejadas, coordenadas, dirigidas e controladas dentro de
organizações. Todas as organizações são constituídas de pessoas e de recursos
não humanos (como recursos físicos e materiais, financeiros, tecnológicos,
mercadológicos etc.). A vida das pessoas depende das organizações e estas
dependem do trabalho daquelas. As pessoas nascem, crescem, aprendem,
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vivem, trabalham, se divertem, são tratadas e morrem dentro de organizações. As


organizações são extremamente heterogêneas e diversificadas, de tamanhos
diferentes, de características diferentes, de estruturas diferentes, de objetivos
diferentes. Existem organizações lucrativas (chamadas empresas) e organizações
não lucrativas (como o Exército, Igreja, serviços públicos, entidades filantrópicas,
organizações não governamentais etc.). A Administração revela-se nos dias de
hoje como uma área do conheci- mento humano impregnada de complexidades e
de desafios. O profissional que utiliza a Administração como meio de vida pode
trabalhar-nos mais varia- dos níveis de uma organização: desde o nível
hierárquico de supervisão elementar até o nível de dirigente máximo da
organização. Pode trabalhar nas diversas especializações da administração: seja
a administração da produção (dos bens ou dos serviços prestados pela
organização), ou a administração financeira, ou a Administração de Recursos
Humanos, ou a administração mercado- lógica, ou ainda a Administração Geral.
Em cada nível e em cada especialização da Administração, as situações são
muito diversificadas. Por outro lado, as organizações são muito diversificadas e
diferenciadas. Não há duas organizações iguais, assim como não existem duas
pessoas idênticas. Cada organização tem seus objetivos, seu ramo de atividade,
seus dirigentes e seu pessoal, seus problemas internos e externos, seu mercado,
sua situação financeira, sua tecnologia, seus recursos básicos, sua ideologia e
política de negócios etc. Em cada organização, o administrador soluciona
problemas, dimensiona recursos, planeja sua aplicação, desenvolve estratégias,
efetua diagnósticos de situações exclusivos daquela organização. Um
administrador bem-sucedido em uma organização pode não sê-10 em outra. Toda
vez que uma organização pretende admitir um executivo em seu quadro
administrativo, os candidatos são submetidos a uma infinidade de testes e de
entrevistas que procuram investigar em profundidade seus conhecimentos, suas
características de personalidade, seu passado profissional, sua formação escolar,
seus antecedentes morais, seu sucesso ou fracasso em determinadas atividades
e outras coisas mais. Talvez até sua situação conjugal ou sua estabilidade
emocional. Isso porque o executivo dificilmente pode ser transferido de uma
organização para outra sem que algum problema de adaptação deixe de ocorrer.
Existem três tipos de habilidades necessárias para que o administrador possa
trabalhar com sucesso: a habilidade técnica, a humana e a conceitual:
Habilidade técnica: Consiste em utilizar conhecimentos, métodos, técnicas e
equipamentos necessários para o desempenho de tarefas específicas, por meio
da experiência e educação. É muito importante para o nível operacional.
Habilidade humana: Consiste na capacidade e facilidade para trabalhar com
pessoas, comunicar, compreender suas atitudes e motivações e liderar grupos de
pessoas.
Habilidade conceitual: Consiste na capacidade de compreender a complexidade
da organização como um todo e o ajustamento do comportamento de suas partes.
Essa habilidade permite que a pessoa se comporte de acordo com os objetivos da
organização total e não apenas de acordo com os objetivos e as necessidades de
seu departamento ou grupo imediato. É muito importante para o nível institucional.
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Na medida em que se sobe para os níveis mais elevados da organização, diminui


a necessidade de habilidades técnicas, enquanto aumenta a necessidade de
habilidade conceitual.
Os níveis inferiores requerem considerável habilidade técnica dos supervisores
para lidar com os problemas operacionais e concretos da organização.
Também conhecida como TGA, a Teoria Geral da Administração é o conjunto de
conhecimentos a respeito das organizações e do processo de administrá-las,
sendo composta por princípios, proposições e técnicas em permanente
elaboração. A Teoria Geral da Administração começou com a "ênfase nas
tarefas", na Administração Científica de Taylor. A seguir, a preocupação básica
passou para a "ênfase na estrutura" com a Teoria Clássica de Fayol, e com outros
princípios como o Fordismo de Henry Ford e a Teoria Burocrática de Max Weber,
seguindo-se mais tarde a Teoria Estruturalista. A Relação Humanística surgiu
com a "ênfase nas pessoas", por meio da Teoria Comportamental e pela Teoria
do Desenvolvimento Organizacional (DO). A "ênfase no ambiente" surgiu com a
Teoria dos Sistemas, sendo completada pela Teoria da Contingência. Esta,
posteriormente, desenvolveu a "ênfase na tecnologia". Cada uma dessas cinco
variáveis - tarefas, estrutura, pessoas, ambiente e tecnologia - provocou a seu
tempo uma diferente teoria administrativa, marcando um gradativo passo no
desenvolvimento da TGA. Cada teoria procurou privilegiar ou enfatizar uma
dessas cinco variáveis, omitindo ou relegando a um plano secundário todas as
demais.O conceito de organização é muito diversificado, dependendo não só do
autor que a estuda, da época em que o autor viveu e como ele a estudou, como
também dos objetivos pelos quais a organização foi concebida. A TGA se propõe
a desenvolver a habilidade conceitual, embora não deixe de lado as habilidades
humanas e técnicas. Em outros termos, se propõe a desenvolver a capacidade de
pensar, definir situações organizacionais complexas, diagnosticar e propor
soluções.

4.2 Cultura organizacional

A cultura organizacional é responsável por reunir os hábitos, comportamentos,


crenças, valores éticos e morais e as políticas internas e externas de uma
empresa. Uma boa cultura pode motivar os funcionários e ajudá-los a crescer
junto com o empreendimento, assim como uma cultura “desorganizacional” pode
empurrar a empresa e os funcionários para problemas de produtividade e
no ambiente de trabalho. Em outras palavras, é a cultura organizacional que vai
desenvolver diretrizes para uma empresa de sucesso, a começar pela forma
como os funcionários vão enxergar o negócio e agir dentro dele. Quem investe
em uma gestão de pessoas e uma cultura corporativa de qualidade acaba
gerando maior satisfação entre os clientes e obtendo maior lucro em suas
atividades. É muito importante deixar bem claro qual são os valores, visões e
ideias em que a organização acredita. Se alguns funcionários não estiverem
diretamente ligados à cultura organizacional, podem acabar tendo
comportamentos incompatíveis com o que sua empresa deseja transmitir. E
sendo representante da empresa, qualquer colaborador desalinhado é suficiente
para causar uma má impressão do negócio. Por isso, a cultura organizacional
deve estar presente e visível no dia-a-dia, envolvendo todos os setores da
empresa.As definições de cultura organizacional são muitas e variam de autor a
autor. De um modo geral, cultura organizacional são os valores partilhados pelo
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grupo de forma estável e duradoura no decorrer do tempo São características de


valores da cultura organizacional:
As regularidades comportamentais: a linguagem que o grupo utiliza os que
empregam numa ampla variedade de situações;
As normas grupais: os padrões implícitos e valores que envolvem o trabalho;
Regras do jogo: as regras não escritas param se der bem na organização, “os
macetes” que um novo membro deve aprender para ser aceito, “o modo como
fazemos as coisas por aqui”;
Filosofia formal: os princípios ideológicos e políticos que guiam as ações de um
grupo em relação aos acionistas, empregados, clientes e outros;
Valores adotados: princípios e valores, publicamente anunciados, que o grupo
afirma tentar realizar, como qualidade do produto ou liderança de preço;
Competências consolidadas: as competências especiais que os membros do
grupo manifestam ao realizar certas tarefas, a capacidade de fazer certas
habilidades passar de geração a geração, sem necessariamente as pôr no papel.
Clima: os sentimentos transmitidos num grupo pela composição física e o modo
pelo qual os membros da organização interagem uns com os outros, com os
clientes ou as pessoas de fora;
Hábitos de pensamento, modelos mentais e/ou paradigmas linguísticos: as
estruturas cognitivas comungadas que guiam a percepção, o pensamentoe a
linguagem usados pelos membros de um grupo eensinados aos novos membros
nos primeiros processos de socialização;
Significados partilhados: as compreensões emergentes criadas pelos membros
do grupo, à medida que eles interagem uns com os outros;
Metáforas de raiz ou símbolos de integração: ideias, sentimentos e imagens
que os grupos desenvolvem para se caracterizarem, que podem ou não ser
apreciados conscientemente, mas se materializam em prédios, layout de
escritórios e outros artefatos materiais do grupo. Esse nível da cultura reflete as
respostas emocionais e estéticas dos membros do grupo, enquanto contrastadas
com sua resposta cognitiva ou avaliativa.

4.3 Balanço social

O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social éuma entidade sem fins


lucrativos, fundada com a missão de difundir a gestão de negócio socialmente
responsável. Idealizada por empresários do setor privado, tem 1.190 associados
entre as maiores empresas do país, que respondem por 30% do PIB e empregam
um milhão de pessoas.
Um ponto comum entre essas empresas é o interesse em estabelecer padrões
éticos de relacionamento com funcionários, fornecedores, comunidade,
acionistas, poder público, meio ambiente e clientes.
Um dos prêmios mais importantes nessa área é o Prêmio Balanço Social, criado
em 2001 pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberj),
Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais
(Apimec), Fundação Instituto de Desenvolvimento Empresarial e Social (Fides),
Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e Instituto Ethos. O
objetivo do prêmio é incentivar as empresas a divulgar as práticas estratégicas de
gestão empresarial socialmente responsável. Para a premiação, não são
consideradas as ações impostas por lei, mas somente as voluntárias. O balanço
social étambém conhecido como relatório de sustentabilidade ou relatório de
responsabilidade social. É um demonstrativo elaborado anualmente pelas
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empresas para prestar contas das atividades e dos impactos sociais, econômicos
e ambientais da organização. Reúne um conjunto de informações sobre projetos,
benefícios e ações sociais e serve como instrumento estratégico, para avaliar e
multiplicar o exercício da responsabilidade social corporativa. No documento, a
organização expõe políticas internas e externas, explicitando o que faz por seus
profissionais, dependentes, colaboradores e comunidade. Com isso, dá
transparência a suas atividades, tornando públicos seus compromissos com o
desenvolvimento sustentável. As origens do balanço social estão na Europa do
pós-guerra, quando empresas se conscientizaram de seu papel na reconstrução
dos países devastados pelo conflito. No Brasil, o primeiro balanço foi publicado
em 1984, numa iniciativa de uma subsidiária da Petrobras, a Nitrofértil. Mas, o
impulso definitivo para a divulgação do balanço social veio em 1997 quando
Herbert de Souza, o Betinho, e o Instituto Brasileiro de Análises Econômicas e
Sociais (Ibase) promoveram uma série de eventos que sensibilizaram a
sociedade.
O balanço está dividido em quatro partes:
• primeira parte: a empresa apresenta sua missão – a razão de ser da
organização – e sua visão – para onde quer ir e como fará para chegar lá –, o
perfil do empreendimento e o setor da economia em que atua;
• segunda parte: está reservada para o detalhamento da empresa. Seus
princípios e valores, estrutura de funcionamento e governança corporativa –
estrutura e funcionamento do conselho de administração;
• terceira parte: é reservada para o detalhamento da atividade empresarial, como
indicadores de desempenho social e econômico, ações internas de fortalecimento
de relações com seus funcionários e externas com seus fornecedores e parceiros,
ações envolvendo a comunidadee seus investimentos sociais e indicadores de
desempenho ambiental;
• quarta parte: é destinada aos anexos.

Principais fatos que marcaram o surgimento e aevolução do balanço social:

1919 – Introdução do conceito de “função social da propriedade”.


1960 – Surgem, os movimentos de responsabilidade social.
1965 – A (ADCE) lança sua carta de princípios.
1972 – A Singer publica o primeiro balanço social no mundo.
1976 – A Fundação Fides estuda o tema da responsabilidade social.
1978 – A Fides apresenta a proposta de balanço social.
1984 – A Nitrofértil lança o primeiro balanço social no Brasil.
1985 – Em Portugal, torna-se obrigatória a apresentação do balanço social para
empresas com mais de 100 empregados.
1988-1993 – Elaboração do código de ética para o comércio internacional
1992 – Surge a ISO 14000 de gestão ambiental em decorrência da ECO92
1996 – Lei na Dinamarca obriga empresas com ações na Bolsa de Valores a
publicar balanço ambiental auditado por auditores externos.
1997 – movimento internacional pela adoção e uniformização dos relatórios
sócios ambientais publicados pelas empresas.
1998 – Em Porto Alegre, lei municipal cria o balanço social para empresas
estabelecidas no município.
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1999 – 1ª Conferência do Instituto Ethos. A Câmara Municipal de São Paulo lança


o selo Empresa Cidadã.
2000 – A ONU promove pacto global com nove princípios nas áreas de direitos
humanos, trabalho e meio ambiente.
2001 – O Instituto Ethos lança o guia de elaboração de relatório anual de
responsabilidade social.
2003 – Seminário de capacitação em balanço social.
2004 – Lançamento oficial, no Brasil, das diretrizes para relatórios de
sustentabilidade da GRI.

4.4

Normas ISO

ISO é a sigla paraInternationalOrganization for Standardization, uma organização


ligada à ONU. É uma entidade não governamental criada em 1947, com sede em
Genebra –Suíça. O seu objetivo é promover, no mundo, o desenvolvimento da
normalização de atividades relacionadas, com a intenção de facilitar o intercâmbio
internacional de bens e serviços e desenvolver a cooperação nas esferas
intelectual, científica, tecnológica e econômica. Constituída por membros de
diversos países, entre eles o Brasil, propõe a padronização de processos de
produção e serviços, cujo intuito é facilitar o comércio nacional e internacional. As
duas normas mais importantes da série ISO são as da família 9000 e 14000. A
primeira é concedida a empresas com gestão de qualidade nos processos de
produção à pós-venda, e a segunda, a empresas com correta gestão ambiental.A
série ISO 9000 é um conjunto de normas que estabelece bases para o
funcionamento, a garantia de controle e a comprovação da eficácia dos sistemas
da qualidade adotados pelas empresas, mas em nenhum momento irá exigir, e
por isso não garantirá que o produto fabricado atenda a requisitos específicos de
norma ou regulamento técnico. As normas da série ISO 9000 não tratam
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diretamente da qualidade de produtos. Asseguram, entretanto, a estabilidade do


seu processo de produção e sua repetição. A título de ilustração, afirma-se que o
certificado ISO 9000 não garante que o vinho de uma determinada vinícola seja
mais saboroso que o de outra não certificada. Garantirá, porém, que as
características do vinho da vinícola certificada serão mantidas no decorrer do
tempo. Para obter a certificação, a empresa deve vir de acordo com as várias
exigências das normas. A adequação e implantação dos novos procedimentos
são feitos por consultorias autorizadas. No caso do Brasil, a Associação Brasileira
de Normas Técnicas (ABNT) é a entidade responsável pelo credenciamento das
consultorias. De tempos em tempos, as empresas certificadas passam por
auditoria e, caso estejam descumprindo algumas das exigências, podem perder a
certificação. A série de normas ISO 9000 baseia-se em 20 elementos ou critérios
que englobam vários aspectos da gestão de qualidade. Apenas a ISO 9001 exige
que todos os 20 elementos estejam presentes no sistema da qualidade. A ISO
9002 faz uso de 18 desses elementos (não fazem parte dessa norma o controle
de projeto e a assistência técnica), enquanto a ISO 9003 engloba somente 12
desses elementos.
Cinco passos principais para obtenção da norma 9000: Definir os objetivos e as
metas da qualidade; definir a política de qualidade; identificar os processos e
mostrar a relação entre eles; definir como cada processo irá funcionar; definir
como os resultados serão acompanhados e medidos.
A cima do ISO 9000, há o ISO 14000 no qual principal objetivo da ISO 14000 e de
suas normas é garantir o equilíbrio e proteção ambiental, prevenindo a poluição e
os potenciais problemas que esta poderia trazer para a sociedade e
economia.Para que uma empresa garanta o seu Certificado ISO 14000, ela deve
se comprometer com as leis previstas na legislação ambiental de seu país. Este
certificado simboliza que determinada empresa tem preocupação com a natureza
e possui responsabilidades com o meio ambiente. Atualmente, este tipo de perfil
empresarial colabora para a valorização dos produtos ou serviços da companhia e
da marca.Além de se comprometer em cumprir a legislação ambiental do país que
pertence, a empresa deverão treinar seus funcionários para seguirem todas essas
normas, identificando e procurando soluções para todos os prováveis problemas
que a empresa possa estar causando para o meio ambiente, diminuindo assim o
seu impacto ambiental.

5. RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS

O termo recursos materiais se refere aos recursos econômicos de natureza


tangível. Desta maneira, se opõem aos recursos intelectuais ou intangíveis,
aqueles que são impossíveis de captar com os sentidos. Os recursos materiais
são meios que tornam possível a concretização de diferentes tipos de objetivos e
dos mais variados. Um claro exemplo pode ser encontrado nos materiais de
utilização industrial, tais como o ferro, o cobre, o bronze, etc. Neste caso, os bens
materiais funcionam como um insumo, isto é, um elemento que através dele, pode
construir outros bens para comercializar.

5.1 Administração de materiais

Conceito de administração de materiais: é definida como um grupo de atividades


desenvolvidas em uma empresa, que pode ser de forma centralizada ou não, com
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o objetivo de suprir as necessidades de cada um dos setores de uma empresa,


com os materiais necessários ao desempenho normal das atividades corriqueiras
de cada setor. Tais atividades envolvem desde a previsão das necessidades de
compras, a previsão de recebimento, de armazenagem dos materiais, o
fornecimento dos mesmos aos órgãos requisitantes até as operações gerais de
controle de estoques – como controlar volume –, giro tempo de cobertura etc.
Podem ser definidos como os itens ou componentes que uma empresa utiliza nas
suas operações do dia a dia, na elaboração do produto final ou na execução da
sua atividade principal. Resumidamente, são os itens de estoque, e como tais,
são adquiridos regularmente. Para um melhor gerenciamento, podem ser
classificados em:
• materiais auxiliares: são os itens que não se incorporam ao produto final, mas
são essenciais para que eles existam.
Como exemplo, podemos citar óleos de corte, materiais de escritório e
manutenção; em algumas empresas, são chamados de improdutivos, indiretos ou
não produtivos;
• matéria-prima: materiais que se incorporam ao produto final, inclusive as
embalagens. Também chamados de materiais diretos ou produtivos;
• produtos em processo: materiais que ainda não é produto acabado e não é
mais matéria-prima, está em processo de transformação;
• produtos acabados: são os materiais que agora já são produtos prontos para
serem vendidos ou entregues aos clientes.
A administração de materiais é uma função que tem como responsabilidade (o
coordenador) o planejamento dos materiais e controlar o fluxo de materiais, que
se refere à movimentação dos itens em sua entrada e saída. Esse processo se
inicia no fornecedor, passa pela produção e chega ao consumidor. Todo esse
processo deve ser gerenciado de maneira a garantir eficiência e competitividade
para a empresa; para tanto, conhecer algumas técnicas de gestão é essencial.
Uma dessas técnicas é o Just in time (JIT). O sistema JIT é uma filosofia
japonesa de produção, mais conhecida como filosofia Toyota de produção. Nesse
processo, os fornecedores devem abastecer a empresa-cliente na medida em que
essa empresa necessite dos itens na linha de produção. O foco dessa filosofia é
eliminar desperdício de toda e qualquerespécie, então elimina tudo aquilo que não
agrega valor ao produto ou serviço, e o foco é ter baixos estoques desde o
fornecedor até o produto acabado no cliente. Assim, Para uma boa gestão de
materiais, é fundamental um relacionamento estratégico com os fornecedores.
Cada troca defornecedor significa aprender o seu jeito de funcionar – estará
fazendo testes de recebimento –, de qualidade. Essa técnica de fornecedor
preferencial consiste em selecionar fornecedores e garantir qualidade; o objetivo é
assegurar que o produto final atenda às expectativas dos clientes – podendo
evoluir para parcerias e consórcios fornecedores, como acontece na fábrica de
caminhões da Volkswagen em Resende, no Rio de Janeiro. O ponto forte é
manter parcerias, buscando ter poucos, mas bons fornecedores.

5.2 Planejamento e controle de estoque

Antes de tratar de planejamento de estoques, é necessário conceituar o papel dos


estoques em uma empresa e ainda conhecer os tipos de estoques existentes,
pois para cada tipo de estoque deve-se ter uma postura gerencial e uma forma de
controlar. Francischine e Gurgel (2002) definem estoques como: “Quaisquer
quantidades de bens físicos que sejam conservados, de forma improdutiva, por
algum intervalo de tempo”. E dizem que pode ser de quatro tipos: Estoques de
15

matérias-primas: materiais e componentes comprados de fornecedores,


armazenados na empresa compradora e que não sofrerem nenhum tipo de
processamento. Pode-se dar como exemplo: celulose em fábrica de papel, farinha
de trigo para pizzaria, tecido para confecção. Ou seja, tudo aquilo que é utilizado
no processo produtivo. Estoques de materiais em processo: materiais e
componentes que sofreram pelo menos um processamento no processo produtivo
da empresa compradora e aguardam a utilização posterior. Em outras palavras,
tudo aquilo que começou a ser produzido, mas ainda não foi concluído. Você vai
encontrar esses itens na linha de produção, na transição de uma linha para outra
ou em um setor que esteja esperando algum tipo de descanso ou liberação para
dar sequência ao processo produtivo. Pode-se dar como exemplo:
A. Em uma confecção: camisas aguardando fechamento; calça esperando colocar
zíper; camisa colocando botões.
B. Em uma fábrica de calçado: unidades esperando colocar salto, esperando
colocar etiquetas etc.
A formação de estoques é estratégica para o atendimento às necessidades da
empresa; isso pode aumentar ou diminuir os custos de cada item vendido, pode
ampliar ou diminuir o prazo de entrega aos clientes, pode facilitar ou não a
adaptação às novidades no mercado (imagine um estoque lotado de um item
qualquer – e o mercado lança uma novidade). Tudo que tem no estoque para ser
vendido terá que reduzir os preços – liquidação. Para Martins (2005), os estoques
são mantidos para melhorar os serviços ao cliente: dando suporte à área de
marketing, que, ao criar demanda, precisa de material disponível para concretizar
vendas; imagine uma campanhade vendas agressivas, com o objetivo de ampliar
Market share, e o setor de compras não foi informado das ações projetadas pela
área comercial; as vendas aumentaram, e não terá os itens para entregar; uma
ação que era para ganhar mercado vai resultar em perda de espaço e imagem.
Economia de escala: os custos são tipicamente menores quando o produto é
fabricado continuamente e em quantidades constantes. O processo produtivo
deve ser buscar um equilíbrio para custos e atendimento ao mercado, mas se
observar somente o ato da produção; quando se produz uma quantidade maior, o
custo unitário de cada produto é menor. Isso porque há um rateio das despesas
fixas. Mas é importante lembrar que, mesmo tendo um ganho na produção,
haverá aumento de custos para manter os estoques, podendo não ser
interessante. Proteção contra mudanças de preço em tempos de inflação alta: um
alto volume de compras minimiza o impacto do aumento de preços pelos
fornecedores. É importante lembrar que em tempos de economia estável isso
pode não ser interessante, pois os preços são estáveis – isso quando a mudança
não é para baixa. Estoque então é necessário; a questão é equilibrá-lo na
quantidade adequada para cada situação. As empresas de hoje estão na Era do
Just in time (JIT), que é uma filosofia de trabalho japonesa amplamente adotada
pelo mundo, para a qual o objetivo principal é eliminar desperdícios, fazer tudo
conforme a necessidade, como foi mencionada na Unidade I. Essa realidade vem
tornando as empresas mais enxutas; a ideia é fazer mais com menos. Esse
pensamento vem trazendo consequências para as empresas; pode-se afirmar
que, na composição do custo final e, consequentemente, no preço de venda, a
participação relativa do custo da matéria-prima é cada vez maior, pois a
complexidade logística aplicada no processo é de ter entregas menores e mais
frequentes, com prazos de entrega cada vez menores.
Gráficos dos estoques: É uma ferramenta utilizada para facilitar a visualização
dasvariações nos estoques. Conhecido como “dente de serra”, pelaforma como se
apresenta.
16

6. ECONOMIA E MERCADO

Economia é o estudo de como as pessoas e a sociedade decidem empregar


recursos escassos, os quais poderiam ter utilizações alternativas, para produzir
bens variados. Todos nós temos uma série de necessidades. Precisamos comer,
precisamos nos vestir, precisamos estudar, precisamos nos locomover etc. Essas
necessidades são crescentes e ilimitadas; no entanto, dispomos de uma renda
insuficiente para conseguir todos os bens e serviços desejados para satisfazê-las.
Da mesma forma como os indivíduos, a sociedade possui necessidades que
precisam ser satisfeitas coletivamente, como, por exemplo, estradas, defesa,
justiça, escolas, hospitais, entre outras. Assim como ocorre com as pessoas
individualmente, a sociedade em geral possui mais necessidades do que meios
de satisfazê-las.
17

6.1 O sistema econômico

O sistema econômico é a forma como a sociedade organiza sua produção,


distribuição e consumo de bens e serviços, para que seja alcançado nessa
sociedade o maior nível de bem-estar possível. Essa organização envolve tanto a
dimensão econômica, como também a dimensão social e política de uma
sociedade. Um sistema econômico, então, é o conjunto de relações técnicas,
básicas e institucionais, que caracterizam a organização social, econômica e
política da sociedade. Essas relações condicionam as decisões fundamentais da
sociedade e quais as atividades que serão as mais importantes dentro da
comunidade. Tradicionalmente, classificam-se os sistemas econômicos em:
Sistema capitalista ou economia de mercado: a base desse sistema
econômico é a propriedade privada dos bens de produção e do capital, em que
predomina a livre iniciativa. Numa economia de mercado, as decisões de o que,
como e para quem produzir são definidas pela concorrência, e o sistema de
preços, regulado pelo mecanismo de oferta e demanda, com pouca interferência
do Estado. O que produzir é definido pela demanda dos consumidores no
mercado; quanto produzir é determinado pela interação entre consumidores e
produtores no mercado, com o devido ajustamento dos preços; como produzir é
determinado pela concorrência entre os produtores; e o para quem produzir é
determinado pela oferta e demanda no mercado de fatores de produção. A
produção se destina a quem tem renda para pagar.
Economias socialistas ou economia planificada: nessas economias, as
decisões sobre o que, quanto, como e para quem produzir sãodeterminado por
órgãos de planejamento do governo, e não pelo sistema de preços e pela
concorrência intercapitalista. Os meios de produção – máquinas, equipamentos,
matérias-primas, instrumentos, terras, minas, bancos, entre outros – são
considerados propriedade de todo o povo (propriedade coletiva ou social). Os
meios de sobrevivência, como roupas, automóveis, eletrodomésticos, móveis,
entre outros, pertencem aos indivíduos. As residências pertencem ao Estado.
Economias mistas: surgem a partir da década de 30 do século XX, quando ainda
prevalecem a livre iniciativa, a propriedade privada e as forças de mercado, mas
há grande participação do Estado não apenas na produção de bens e serviços,
mas também na alocação e na distribuição de recursos. O Estado também atua
nas áreas de infraestrutura, energia, saneamento e telecomunicações.

6.2 Teoria da produção e dos custos

Numa economia de mercado, consumidores e empresasrepresentam


respectivamente as unidades do setor de consumo e de produção, que se inter-
relacionam por meio do sistema depreços do mercado. As empresas, portanto,
produzem bens ou serviços quevão ser demandados pelos consumidores durante
o processode satisfação de suas necessidades. Mas, para produzir essesbens, as
firmas dependem da disponibilidade dos recursosprodutivos, de sua combinação,
de seus preços, entre outros.Os fatores (recursos) de produção ou insumos são
os bensou serviços passíveis de serem transformados no processoprodutivo.
A teoria da produção trabalha a relação técnica entre asquantidades físicas
produzidas (outputs) e as quantidades defatores de produção (insumos – inputs)
utilizadas durante oprocesso produtivo. A teoria dos custos, por sua vez, relaciona
aquantidade física dos produtos com os preços desses insumos ea produtividade
18

deles condicionada à tecnologia empregada.A tecnologia pode ser entendida


como o estado deconhecimentos técnicos da sociedade em
determinadomomento. No caso da empresa, a tecnologia é representada
pelafunção de produção. A produção é o processo em que a firma combina
etransforma os recursos de produção em produtos ou serviçospara a venda no
mercado. As diferentes combinações dessesinsumos na produção dos bens e
serviços vão definir os diversosmétodos de produção.Mediante o fator de
produção utilizado em maior quantidade,teremos distintos métodos de produção.
Assim, podemos ter umaprodução mão de obra intensiva, que utiliza mais mão de
obraem relação aos outros fatores de produção, ou uma produçãocapital-
intensiva, que utiliza mais capital em relação aos outrosinsumos, ou, ainda, a
produção poderá ser terra-intensiva, eassim por diante.Os métodos de produção
são as diferentes combinações dosfatores de produção, a um dado nível
tecnológico. A escolhadas diferentes combinações entre os fatores de
produçãoestará condicionada à sua eficiência. Quando um métodode produção
utiliza uma menor quantidade de insumos paraproduzir uma quantidade
equivalente de produto, temoseficiência técnica ou tecnológica; quando, por outro
lado,utilizamos um método de produção cujos custos de produçãosão menores
em relação a outros métodos, temos a eficiênciaeconômica. Logo:
• eficiência técnica: é o método de produção que permiteproduzir uma mesma
quantidade de produto, utilizandomenor quantidade física de fatores de produção;
• eficiência econômica: é o método de produção que permiteproduzir uma mesma
quantidade de produto a um menorcusto de produção.
A função de produção é a relação entre a quantidade de produto, a qual pode ser
obtida com uma determinada quantidade de fatores de produção num dado
período de tempo. É preciso ressaltar que essa definição de função de produção
admite sempre o pressuposto de que o produtor está utilizando a combinação
mais eficiente dos recursos de produção e, portanto, está produzindo a maior
quantidade possível do produto. Temos a máxima produção possível, a dados
níveis de trabalho, tecnologia, capital, recursos naturais e capacidade
empresarial. Se ocorrer um avanço técnico, haverá uma mudança na função de
produção, pois obteremos uma quantidade maior de produtos com a mesma
quantidade de fatores de produção. É importante não confundirmos os conceitos
de função oferta e função de produção. A função de produção é um conceito
físico ou tecnológico e se refere às quantidades físicas de produto e de recursos
produtivos, ao passo que a função oferta é um conceito econômico, pois depende
dos preços dos fatores de produção.
A teoria dos custosonde os produtores são indivíduos racionais, e, como tais,
irão buscar maximizar seus resultados ao realizarem suas atividades produtivas.
Nesse sentido, a empresa procurará sempre utilizar certa combinação de fatores
para obter a máxima produção possível. No entanto, os recursos produtivos são
bens econômicos, isto é: para a firma utilizá-los, precisa pagar um preço por eles.
Assim, para obter resultados satisfatórios e alcançar o chamado equilíbrio da
firma, a empresa deverá buscar ou a maximização da produção a um
determinado custo total, ou minimizar o custo total para certo nível de produção.
Uma vez que se conheça o valor dos insumos, é possível definir um ponto ideal
para o custo total de produção a cada volume de produção.O custo total de
produção é definido como o total das despesas realizadas pela firma com a
utilização da combinação mais econômica dos fatores. Ele pode ser dividido em
dois tipos de custos:
• os custos variáveis, determinados pelo valor dos insumos variáveis, que
dependem da quantidade empregada desses fatores, portanto, dependem do
19

volume da produção. São gastos com folha de pagamento, pagamentos de


matérias primas, entre outros;
• os custos fixos, que independem do nível de produção e representam as
despesas com os fatores fixos de produção. São as despesas com aluguéis,
depreciação, entre outros.
A análise dos custos obedece à mesma lógica da teoria da produção, sendo,
portanto, dividida em curto e longo prazo. Os custos totais de curto prazo são
compostos por parcelas de custos fixos e variáveis, já que no curto prazo a
função de produção= admite a existência de pelo menos um fator de produção
fixo. Os custos totais de longo prazo são formados exclusivamente por custos
variáveis, já que em longo prazo inexistem insumos fixos. Em curto prazo,
partimos do pressuposto de que uma firma realize a sua produção utilizando
fatores fixos e variáveis, e partindo da hipótese da existência de apenas um fator
fixo, capital, e um fator variável, mão de obra, a produção dessa empresa irá
aumentar ou diminuir a partir da variação do uso de mão de obra. Logo, em curto
prazo, o custo fixo total permanece inalterado, e o custo total de curto prazo irá
depender exclusivamente de variações no custo variável total, que depende da
quantidade produzida em curto prazo, a firma busca a maximização de seus
lucros com as estruturas físicas de que dispõe, e se vê diante de determinados
custos fixos, expressos na dimensão dada dessa firma. Em longo prazo, a firma
normalmente planeja novos investimentos, de forma a modificar a utilização e a
combinação de todos os fatores de produção, alterando, assim, o seu potencial
produtivo. Isso é possível porque em longo prazo todos os fatores de produção
são variáveis, possibilitando a ampliação da capacidade de produção e a
dimensão da empresa. Como não existem insumos fixos em longo prazo, não faz
sentido a distinção entre custos fixos e variáveis. Não existem, portanto, custos
fixos: todos os custos são variáveis. Desaparecem as curvas de custo fixo total e
custo fixo médio, e destaca-se a curva de custo médio de longo prazo. O longo
prazo é um horizonte de planejamento, cujos investimentos, os empresários
podem escolher e planejar, com uma gama de situações de curto prazo, com
diferentes escalas de produção disponíveis, para que escolham a que leve à
otimização de seus resultados. O objetivo de custo de longo prazo de uma firma é
ajustar a sua escala de produção para ter um tamanho satisfatório, isto é, deve
haver um nível de produção desejado ao custo mais baixo possível.
O produtor, até fazer uma escolha de investimento, encontra-se numa situação de
longo prazo, podendo decidir por qualquer alternativa ofertada.

6.3 Macroeconomia

Macroeconomia é a parte da economia que estuda o comportamento da


economia como um todo, por meio de preços e quantidades absolutas. Fazem
parte dela os movimentos globais nos preços, na produção ou no emprego.
A macroeconomia preocupa-se com as grandes questões econômicas que
determinam o nosso bem-estar, o de nossas famílias e o de todos da sociedade.
Também estuda o comportamento global do sistema econômico, não se detendo
meramente na análise do comportamento individual das unidades econômicas.
Ela procura analisar, ainda, a economia geral, procurando observar a
determinação e o comportamento de grandes agregados, como renda e produto
nacionais, nível geral de preços, emprego e desemprego, estoque de moeda, taxa
de juros, demanda agregada, oferta agregada, entre outros. Portanto, o objetivo
primordial da macroeconomia é entender o funcionamento da economia de forma
a permitir tanto o conhecimento quanto a atuação sobre o nível da atividade
20

econômica de um determinado país ou de um conjunto de países. Para isso, a ela


centra-se no estudo de uma série de variáveis básicas, o que lhe permite
estabelecer objetivos concretos e construir a política econômica de um país.
Para a macroeconomia, existem quatro mercados fundamentais a serem
analisados: o mercado de bens e serviços, o mercado de trabalho, o mercado
monetário e de títulos e o mercado cambial.
No mercado de bens e serviços, efetua-se a agregação de todos os bens
produzidos pela economia durante certo período de tempo, e se define o
chamado produto nacional, o qual representa exatamente essa agregação. O
nível geral de preços representa justamente a média de todos os preços dos bens
produzidos por essa economia. Nesse mercado, portanto, é determinado o nível
de produção agregada e o nível geral de preços. Essa determinação está
condicionada pelo comportamento da demanda e da oferta agregadas de bens e
serviços. A demanda agregada representa a demanda de quatro grandes agentes
econômicos: consumidores, empresas, governo e o setor externo. A oferta
agregada representa a evolução do nível de emprego e da capacidade instalada
na economia. O equilíbrio no mercado de bens e serviços é dado pela igualdade
entre demanda agregada de bens e serviços e oferta agregada.
No mercado de trabalho, realiza-se a compra e venda de mão de obra, e
analisa-se aqui como se estabelecem salários e o nível de emprego. Temos
nesse mercado a agregação de todos os tipos de trabalho existentes na
economia. A demandade mão de obra depende do custo efetivo da mão de obra
para as empresas (taxa de salário real) e do nível de produção desejado. A oferta
de mão de obra depende do custo efetivo da cesta básica de consumo dos
trabalhadores (salário real) e do crescimento da população economicamente
ativa. O equilíbrio desse mercado ocorre quando a oferta de mão de obra se
iguala à demanda por mão de obra. Junto com o mercado monetário, analisa-se o
comportamento do mercado de títulos, quando alguns agentes emprestam
recursos (agentes que gastam menos do que ganham) a outros agentes
deficitários (aqueles com níveis de gastos acima do seu nível de renda). Procura-
se definir qual a importância desse fluxo de recursos para a determinação das
principais variáveis macroeconômicas. Nesse mercado são definidos os preços
dos títulos, e também atuam sobre a determinação da taxa de juros.
Como a taxa de juros é determinada tanto no mercado monetário como no
mercado de títulos, geralmente, faz-se a análise desses dois mercados em
conjunto, constituindo o mercado financeiro. O mercado de divisas existe porque
existem transações com o resto do mundo em moeda estrangeira. No mercado
cambial, procura-se analisar os fluxos de moeda estrangeira no país, o que esses
fluxos representam como intercâmbio econômico com o resto do mundo e qual o
impacto dessa interação nas variáveis relevantes da economia. A oferta de
divisas depende das exportações e da entrada de capitais financeiros, e a
demanda de moeda estrangeira está condicionada pelo volume de importações e
pela saída de capital financeiro.
Nomercado cambial é determinada a taxa de câmbio, e seu equilíbrio
corresponde ao ponto cuja oferta de divisas se iguala à demanda por divisas.
Quando o Banco Central fixa antecipadamente a taxa de câmbio, temos um
regime de taxas de câmbio fixas; quando a determinação da taxa de câmbio se dá
pela interação entre oferta e demanda de divisas, temos um regime de taxas de
câmbio flutuantes. A chamada “flutuação suja” ocorre quando o Banco Central,
num regime de taxas flutuantes, interfere no mercado cambial comprando ou
vendendo divisas para controlar a flutuação da taxa de câmbio.
21

Resumidamente, os principais objetivos da análise macroeconômica concentram-


se na determinação do comportamento das seguintes variáveis: nível geral de
preços, nível de produto, taxa de salários, nível de emprego, taxa de juros,
quantidade de moeda, preço e quantidade de títulos, taxa de câmbio e quantidade
de divisas. Todas essas variáveis são fundamentais para definir a política
macroeconômica de um país. Essa política é constituída pelo conjunto de
medidas governamentais destinadas a influir sobre o desempenho da economia
geral.

6.4 Mercado monetário

Moeda é um ativo com o qual as pessoas compram e vendem bens, é uma


unidade representativa de valor e instrumento de troca, com aceitação
generalizada em determinada comunidade. Ela constitui um bem que serve de
padrão de valor ou equivalente geral para todos os demais bens trocados na
economia. Os preços são expressos pela moeda, as dívidas e os bens e serviços
são pagos em moeda. A moeda é, portanto, um instrumento ou objeto aceito pela
coletividade para intermediar transações econômicas, e sua aceitação é garantida
por lei. O comércio sem moeda é denominado de escambo. Com escambo, é
necessária uma dupla coincidência de valores. Ao contrário, a moeda não exige
uma dupla coincidência de valores e amplia a faixa de trocas mutuamente
vantajosas. Com a moeda há comércio porque as pessoas vendem o que têm em
troca de moedas; as pessoas usam moeda para comprar o que querem. A oferta
de moeda representa o estoque de moeda disponível para uso da coletividade,
para atender às suas necessidades a qualquer momento. A moeda pode ser
ofertada pelas autoridades monetárias e pelos bancos comerciais. O conjunto
formado pela moeda manual (ou moeda corrente) e os depósitos à vista formam
os meios de pagamento de uma economia. Os meios de pagamento representam
quanto a sociedade dispõe de moeda física, seja com os indivíduos, seja com as
empresas, seja depositada nos bancos. Mas é importante ressaltar que meios de
pagamento é a moeda que não está rendendo juros, que não está aplicada em
contas ou ativos remunerados. Logo, meios de pagamento representam a moeda
com liquidez imediata1.
O dinheiro que pertence aos bancos não faz parte do conceito de meios de
pagamento, já que representa seus encaixes e suas reservas. Cadernetas de
poupança e depósitos a prazo também não são considerados meios de
pagamento, porque não possuem liquidez imediata, mas rendem juros. A criação
ou destruição de moeda manual corresponde, assim, a um aumento (ou
diminuição) de moeda em poder do público, enquanto para a moeda escritural, a
sua criação (ou destruição) ocorre quando há um acréscimo (ou decréscimo) dos
depósitos à vista ou em curto prazo nos bancos comerciais. Logo, a oferta de
moeda pode-se dar pelo BACEN, que tem o monopólio das emissões de moeda,
e pelos bancos comerciais por meio dos depósitos à vista. Quando uma economia
experimenta processos inflacionários profundos, a relação entre a quantidade de
moeda e o total de ativos financeiros se reduz, porque as pessoas passam a
22

procurar as aplicações financeiras que rendem, como meio de defenderem se da


inflação. Ocorre, então, a chamada desmagnetização da economia.
Inversamente, quando as taxas de inflação são baixas, os indivíduos preferem
manter mais moeda em seu poder a aplicar em ativos financeiros. Quando há um
aumento da quantidade de meios de pagamentos, temos criação de moeda. Ao
contrário, quando essa quantidade se reduz, temos destruição de meios de
pagamento. A multiplicação da moeda escritural ou dos depósitos à vista pelos
bancos comerciais também pode ser a origem de uma expansão da oferta de
moeda. Essa multiplicação é feita pelos bancos, porque lhes é permitido
emprestar mais moeda do que têm em depósitos. A utilização generalizada de
cheques e de cartões de débito e crédito faz com que a maior parte do volume de
moeda do sistema permaneça no sistema bancário. O banco só precisa guardar
em seus cofres uma partedos depósitos à vista, o que lhe permita cobrir as
despesas com o pagamento de cheques e os depósitos compulsórios e
voluntários. O restante do dinheiro de que os bancos dispõem poderão ser
emprestados a seus clientes.
6.5 Desenvolvimento econômico e economia Brasileira

O crescimento econômico refere-se à elevação do produto real da economia


durante certo período de tempo, sem haver mudanças estruturais ou na
distribuição de renda, nem preocupações com a sustentabilidade desse
crescimento. A ideia de crescimento econômico é recente; antes do surgimento
do capitalismo, as sociedades estavam em estágios comparativamente
estagnados; eram basicamente agrícolas e variavam pouco ao longo dos anos,
com exceção de boas ou más colheitas, guerras e epidemias. O capitalismo e as
mudanças tecnológicas, trazendo a acumulação de capital, alteraram de forma
radical as estruturas dessas sociedades. Foi graças ao crescimento econômico
que os países desenvolvidos alcançaram elevado nível de vida após 1850. Isso
lhes permitiu realizar investimentos para, simultaneamente, criar capacidade
produtiva e expandir o consumo e conforto da população. No século XX, a
produção industrial cresceu entre 30 e 40 vezes, e, como a população mundial
dobrou, a produção per capita cresceu entre 15 e 20 vezes. Maiores níveis de
bem-estar foram alcançados ao longo desse século, com a utilização de energia
elétrica, água encanada e rede de esgotos, o que contribuiu para aumentar a
expectativa de vida da população. O crescimento econômico é, então, definido
como o aumento contínuo do produto interno bruto em termos globais e per
capita, ao longo do tempo; esse critério também implica uma melhor eficiência do
sistema produtivo. Alguns defendem que o crescimento é um aumento na
produção acompanhado de modificações nas disposições técnicas e
institucionais, isto é, mudanças nas estruturas produtivas e na alocação dos
insumos pelos diferentes setores da produção. Algumas economias crescem a
taxas mais elevadas do que outras. Embora seja bastante complexa a definição
das causas do crescimento econômico, visto que isso depende das
peculiaridades de cada país e de seus processos históricos, existem algumas
razões básicas que determinam o crescimento da sociedade:
• a acumulação de capital por meio de aumento de máquinas, indústrias, obras de
infraestrutura, estradas, energia e melhor preparação de mão de obra;
• a disponibilidade de recursos produtivos (ampliação da mão de obra e outros);
• o aumento de produtividade (melhoria na qualidade da mão de obra, melhoria
tecnológica e eficiência organizacional na combinação de insumos);
• a atitude da sociedade em relação à poupança;
• o crescimento da população implica um aumento da força de trabalho.
23

Na verdade, o crescimento econômico é um elemento fundamental para a


geração de uma série de benefícios para a sociedade. Ele se caracteriza como
um processo sustentado ao longo do tempo, no qual os níveis de atividade
econômica aumentam continuamente. Crescimento econômico, portanto, não
deve ser confundido com desenvolvimento econômico, porque os frutos da
expansão do produto nem sempre beneficiam a economia geral e o conjunto da
população. O crescimento econômico, nesse sentido, nada mais é do que um
elemento de um processo mais geral e abrangente: o desenvolvimento
econômico, que provoca, ao longo do tempo, mudanças fundamentais em sua
organização e instituições. Assim, o desenvolvimento econômico engloba não
apenas a expansão do produto real da economia, mas implica também mudanças
significativas na estrutura produtiva e da própria sociedade, com melhoria nos
indicadores sociais e na distribuição de renda. Dessa forma, o desenvolvimento
econômico constitui um conceito mais qualitativo, que diz respeito às alterações
da composição do produto e à alocação dos recursos pelos diferentes setores da
economia, de forma a melhorar indicadores relativos à pobreza, ao desemprego,
à desigualdade, às condições de saúde, alimentação, educação e moradia. O
processo de desenvolvimento econômico engloba, além das mudanças de caráter
quantitativo dos níveis do produto nacional, as modificações que alteram a
composição do produto e a alocação dos recursos pelos diferentes setores da
economia. O fundamental é que o desenvolvimento econômico não pode ser
analisado somente por meio de indicadores que medem o crescimento do
produto. Sua análise deve ser complementada pela avaliação de índices que
representem, mesmo que de forma incompleta, a qualidade de vida dos
indivíduos. Desse modo, devemos ter um conjunto de medidas que reflitam
alterações econômicas, sociais, políticas e institucionais. O crescimento
econômico é condição necessária, mas não suficiente, para gerar
desenvolvimento.
Já a economia brasileira atravessa crise sem precedentes em sua história
recente. O ineditismo se dá não pela magnitude da recessão ou da inflação, mas
por a situação não decorrer de qualquer causa aguda, como uma crise
internacional ou um fato interno excepcional. É, sim, resultado de um acúmulo de
más políticas internas, que minaram a confiabilidade do governo. Agora o país se
vê diante de um impasse fiscal, enquanto vê – e sente – os indicadores de
produção e emprego desabarem. As baixas popularidade e credibilidade do
governo, apesar de recém-eleito, deixam o país sem a liderança necessária para
superar este momento difícil. Recordemos alguns episódios dos últimos 35 anos.
No início da década de 1980, a queda acumulada do PIB de 1981 a 1983 foi de
6% e a inflação (medida pelo deflator do PIB) estava em 100% ao ano, na esteira
do segundo choque do petróleo e da crise da dívida dos países latino-americanos,
desencadeada pela forte elevação dos juros nos Estados Unidos. Em 1990, o PIB
caiu 4,3%, desta vez por causa do confisco pelo governo brasileiro de quase toda
a poupança financeira do país, na tentativa desesperada de conter a inflação, que
atingira 1.300% no ano anterior e chegaria a 2.600% naquele ano. A crise asiática
de 1997 e a crise russa de 1998 atingiram a economia brasileira em cheio,
levando ao crescimento quase nulo do PIB em 1998 e forçando o abandono da
política de câmbio, o que provocou forte desvalorização do real em 1999.
No início da década de 2000, houve a crise na Argentina em 2001, a vitória do
Partido dos Trabalhadores (PT) pela primeira vez nas eleições presidenciais em
2002 − provocando temor quanto aos rumos da política econômica −, a forte
desvalorização do real que isso causou a decorrente perda de poder de compra
dos salários e o ajuste fiscal e monetário que se fizeram necessário. Em 2003, o
24

PIB cresceu apenas 1,2% e a inflação atingiu 14% (um valor alto para os padrões
de estabilidade obtidos com o Plano Real, em 1994). Após este longo período
marcado por sucessivas crises, nas quais o ingrediente principal era uma crise
externa ou um fator interno agudo, a bonança externa e o crescimento da China
ajudou o Brasil a ter vários anos de crescimento – de 2004 a 2011, o PIB cresceu
à média anual de 4,4%. Mas esse prêmio de loteria não foi bem aproveitado. Em
vez de melhorar educação, saúde e segurança públicas, a infraestrutura
econômica e fazer um ajuste fiscal de longo prazo, o país gastou tudo em
consumo, aproveitando o presente, mas descuidando do futuro. Tudo foi bem
enquanto o governo Lula manteve o tripé macroeconômico herdado de Fernando
Henrique Cardoso – metas de inflação, câmbio flutuante e disciplina fiscal −,
prosseguiu com reformas econômicas e os ventos da economia internacional
foram favoráveis. Mas as circunstâncias mudaram e a reação do governo foi
sempre na direção de piorar a qualidade da política econômica. Foi aí que
começou a história da crise atual, auto infligida.

7. TECNICAS DE INFORMATICA

As empresas passaram por um forte processo de informatização a partir da


década de 1980. Pôde-se observar, nos últimos anos, uma grande evolução em
software e uma redução constante do custo do hardware de TI, transformando-se
em uma commodity. Os sistemas de informação estão inseridos em praticamente
todas as atividades empresariais, dando suporte para a melhoria na qualidade de
serviços e produtos. As empresas enfrentam desafios constantes que as obrigam
a exigir que os problemas gerados sejam resolvidos por sistemas poderosos
instalados em computadores potentes. Há computadores de todos os tamanhos,
desde muito simples, como os computadores de mão, como os smartphones, que
também conjugam a função de telefone, até sistemas de computação em grade.

7.1 Histórico e evolução da TI

Foi na década de 1960 que as empresas, principalmente nos países


desenvolvidos, deram os seus primeiros passos no uso da Tecnologia da
Informação. Ela estava marcada pelo uso de equipamentos de grande porte,
conhecidos como mainframes, extremamente caros e disponíveis por meio de
poucas opções tecnológicas. Nesta época, a área de TI tinha a função de apenas
fornecer tecnologia para auxiliar o controle rotineiro da empresa. O centro de
processamento de dados (CPD) era de difícil acesso, atuava principalmente com
a disponibilização de tecnologia e processamento de dados. O CPD tinha o
objetivo de manter as máquinas funcionando ou processar dados por meio de
computadores. As áreas responsáveis pelo desenvolvimento de aplicativos para
negócios tinham uma estrutura tímida e as soluções construídas eram
praticamente artesanais, além de não existir ferramentas de suporte aos
processos e aos responsáveis pelo desenvolvimento. A importância maior era
dada ao conhecimento dos sistemas computacionais, bem como dos sistemas
operacionais e linguagens de programação, do que ao processo de fazer
software. Grande parte das aplicações desenvolvidas era voltada para automação
de tarefas manuais, principalmente administrativas e financeiras. A formação de
pessoal qualificado ficava ao cargo das empresas e dos fornecedores de
computadores. Havia uma escassez de mão de obra em todos os setores de
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hardware e software. Na década de 1970 surge o conceito de sistemas de


informação como um diferencial no dia a dia do ambiente organizacional,
impactando positivamente sobre os processos de negócios das empresas. A TI
começa a se tornar importante e as corporações começam a percebê-la como um
recurso daOrganização. Na década de 1990, a TI é colocada como centro da
estratégia empresarial e, de acordo com muitos autores, assume um caráter mais
estratégico e passa a proporcionar uma transformação dos negócios. Uma das
consequências dessa transformação é que a TI permite a transformação do
conhecimento como uma fonte de geração de valor para as organizações. No
início deste milênio (ano 2000), contempla-se uma mudança do modelo cliente-
servidor para os modelos baseados na web, em que os sistemas são operados
por meio da internet. Também se verifica que os sistemas proprietários vão dando
cada vez mais espaço para uma proposta de sistemas abertos, com o uso do
software livre e destaque para o sistema operacional abertoLinux atuando como o
sistema dos servidores das redes no ambiente web. Observa-se também uma
integração cada vez maior entre as práticas gerenciais e de governança
corporativas com as práticas da governança da TI.
Já nos dias de hoje A Tecnologia da Informação (TI) tem sido considerado um dos
componentes mais importantes do ambiente empresarial atual, e as organizações
brasileiras têm utilizado ampla e intensamente essa tecnologia, tanto em nível
estratégico como operacional. Essa utilização oferece grandes oportunidades
para as empresas que têm sucesso no aproveitamento dos benefícios oferecidos
por este uso. Ao mesmo tempo, ele também apresenta desafios para a
administração de TI da qual as empresas passam a ter grande dependência e que
apresenta particularidades de gerenciamento. Neste cenário complexo, um dos
desafios críticos é identificar o nível de contribuição que esta tecnologia oferece
aos resultados das empresas. Como estamos na Era da Informação, em que a
riqueza nasce de ideias inovadoras e do uso inteligente da informação, para a
maioria das empresas é impossível desligar seus sistemas de computadores,
mesmo que por um curto período de tempo. Isso acontece porque as
organizações precisam reagir de modo rápido aos problemas e às oportunidades
que surgem desse ambiente empresarial moderno e altamente competitivo. A
Tecnologia da Informação tornou-se realidade inerente à vida de todos, pessoas e
empresas, e é uma ferramenta fundamental para as organizações, agindo
diretamente na produtividade e qualidade dos produtos e serviços. A tecnologia
da informação pode ser considerada também um conjunto de vários recursos
tecnológicos e computacionais para a geração da informação. Esses recursos são
tanto físicos, como recursos abstratos. Os recursos físicos podem ser
exemplificados pelos computadores, roteadores, mouses, teclados, GPS, tabletes,
entre tantos outros. Já os recursos abstratos são os recursos intangíveis, que são
os softwares, sistemas de telecomunicações, redes sem fio, entre outros.
De forma simplificada, os recursos físicos são usados e utilizados para se obter
os recursos abstratos, como exemplo, você comprou um DVD de um filme para
assistir em casa no seu aparelho de DVD, o DVD do filme e o aparelho de DVD
são consideradas as tecnologias físicas, já a imagem que está passando na sua
tela é considerada uma tecnologia abstrata. Hoje, tem-se um grande volume de
tecnologias que estão a disposição da sociedade e, a cada instante novas
tecnologias certamente estão sendo desenvolvidas pelas grandes empresas da
área. O trabalho das pessoas está dependentemente ligado a algum tipo de
tecnologia, seja este o trabalho mais simples. A tecnologia está presente em
todas as faixas etárias. As crianças as utilizam para assistir filmes e jogar games
do momento. Os adolescentes e jovens utilizam as tecnologias, para enviar
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torpedos, compartilhar fotos, jogar games, relacionar com outras pessoas. Os


adultos utilizam para os mesmos fins que os jovens e mais, utilizam para o
trabalho, seja como secretárias, como médicos, engenheiros, todas as profissões
estão inter-relacionadas com o uso de algum tipo de tecnologia. E por fim, as
pessoas mais vividas, estas estão começando a utilizar as tecnologias para
espantarem a solidão, relacionando com outras pessoas, revendo pessoas que
não veem a muito tempo e também para sentindo que ainda são capazes de
aprender coisas, quebrando muitos paradigmas da sociedade. A evolução das
tecnologias só tende a crescer. Empresas estão pensando em maneiras de
facilitar a vida das pessoas, desenvolvendo novas ferramentas, essas
ferramentas chamam a atenção das pessoas que querem conhecer e exibiro uso
dessas tecnologias. Não existe ainda, uma maneira para se pensar no fim das
tecnologias. Hoje, o que move a grande maioria das empresas e organizações é a
tecnologia, que está envolvida intimamente em todos os processos. Se por algum
motivo inexplicável, as tecnologias não existissem mais, certamente o mundo
entraria em um caos.

7.2 A TI e seu papel estratégico nos negócios

Nos dias de hoje é quase impossível imaginar uma operação de negócio sem o
emprego da TI. Seja na manufatura, nos serviços ou no comércio, o uso de
ferramentas tecnológicas tem sido primordial para o sucesso das empresas. O
uso da TI vem se tornando uma realidade em praticamente todas as organizações
da sociedade, fomentando muitas discussões sobre as suas melhores práticas.
De acordo com Beal (2004), as corporações bem-sucedidas no século XXI são
aquelas focadas no conhecimento, no fluxo intenso de informações e em pessoas
capacitadas participando das decisões. Neste contexto, a TI adquire uma
importância sem precedentes, invadindo todo o processo produtivo, incluindo
distribuição, transporte, comunicação, comércio e finanças. Ainda de acordo com
Beal (2004), entender o uso e impacto que a TI pode ter para o negócio passou a
ser uma competência essencial para o sucesso profissional em qualquer área de
atuação, evidenciando a sua potencial para aumentar a produtividade e
lucratividade das organizações. Para que a TI crie valor ao negócio é necessário
que os seus entregassem tenham utilidade e garantia. Utilidade, como a
funcionalidade oferecida, ou seja, o que o produto ou serviço faz, relacionando a
questões de desempenho. Garantia, como a promessa de atendimento dos
requisitos acordados, ou seja, garantindo o que o produto ou serviço faz,
relacionando a questões de disponibilidade, capacidade, continuidade e
segurança. No entanto, para que a TI cumpra o seu papel, é necessário que ela
seja eficiente e eficaz. Devido às atualizações constantes, integrações dos
negócios, suporte às estratégias decisórias para as organizações, dentre outros
motivos, as empresas do século XXI já percebem o valor da TI. O uso das
aplicações da TI foi aumentando dentro das organizações, de modo que, se antes
era usada apenas para automatizar tarefas e eliminar o trabalho humano, aos
poucos ela começou a enriquecer todo o processo organizacional, auxiliando na
otimização das atividades, eliminando barreiras de comunicação e assim por
diante. Dentro deste contexto organizacional, a TI conquista o seu valor
estratégico, deixando de ser considerada como um mero item de suporte à
organização, um “centro de custo” que a princípio não gerava qualquer retorno
para o negócio. A TI começa a assumir um papel muito mais importante nas
organizações: o de fator de crescimento de lucros e de redução de custos
operacionais. Os investimentos em tecnologia têm sido percebidos como aqueles
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que mais geram retorno, claro que se aplicada uma adequada gestão. Se a
estratégia empresarial tem como foco o cliente, a TI deve trabalhar pela
flexibilização dos processos relacionados ao cliente. Se o foco for a diferenciação,
a TI deve suportar o desenvolvimento e operação de produtos únicos. Caso seja o
foco no custo, a TI deve auxiliar em processos de negócio que aumentem a
eficiência organizacional. A TI tem hoje um papel fundamental nos negócios, na
verdade um papel estratégico. Muitas das vantagens competitivas são suportadas
pela TI quando ela mesma não é a própria vantagem competitiva. O suporte das
vantagens competitivas que a área de TI fornece vai depender da estratégia
empresarial adotada. A corporação pode adotar um dos três tipos de estratégia,
que é consequência da estrutura do negócio. São elas:

• foco no cliente;
• foco na diferenciação;
• foco no custo.

7.3 A importância da Tecnologia da Informação

Atualmente, a Tecnologia da Informação participa do dia-a-dia das organizações,


vezes como uma arma eficiente de gestão da informação e de apoio às decisões,
gerando um diferencial competitivo no mercado, vezes como uma ferramenta que
afeta interesses, valores e rotinas há muito tempo centralizados em pessoas. A
competitividade e a sobrevivência das Organizações dependem cada vez mais de
sua capacidade de perceber as mudanças e antecipar-se às novas demandas,
realinhando os investimentos em competências, tecnologias, produtos, serviços e
mercados. A velocidade com que a informação e o conhecimento são criados e
circulam sem fronteiras, potencializa a importância do capital intelectual. As
Organizações dotadas de Inteligência Empresarial, estrategicamente apoiada pela
Tecnologia da Informação (TI), certamente estarão à frente no mundo dos
negócios. A tendência natural é tentar medir o valor da informação pelo quanto
adicional ela traz, entretanto, o conceito mais amplo e correto é o custo de
oportunidade – quanto custa não tê-la. “Neste sentido, medir o valor da
informação passa a ser um processo semelhante ao de um seguro ou
propaganda – quanto custa não ter”. Portanto, nesta abordagem amplamente
utilizada, a informação é tratada como recurso, possuindo então custo e valor,
taxa de retorno, custo de oportunidade de não se ter a informação; pode existir
uma sinergia ao combinar dado cujo resultado final é maior que a soma das
partes. Independente do tipo de organização – privada ou pública – o
administrador orienta suas decisões de investimentos adotando o princípio da
racionalidade econômica: obter o máximo resultado com um dado montante de
recursos ou minimizar este montante para obtenção de um determinado
resultado. Para esta análise, os recursos de informações oportunas e de
qualidade são fundamentais para a decisão de maneira a garantir uma atuação
eficaz da administração nas áreas sob sua responsabilidade.
A tecnologia move o mundo, as empresas não sobrevivem sem ela! Atualmente
uma empresa não consegue sobreviver ao mercado concorrente, sem tecnologia
suficiente para inovar os seus serviços prestados e produtos oferecidos. A
tecnologia faz parte da evolução das empresas, desde a revolução Industrial em
meados do século XVIII, na qual resultou em um profundo impacto no processo
produtivo, atingindo tanto os níveis econômicos e sociais, como o continuo
processo de evolução e inovação tecnológica do século que vivemos, ressaltando
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que sem tecnologia a empresa se torna decadente e recíproca. O sucesso da


empresa depende dos níveis de qualidade que as mesmas procuram estabelecer
como forma de aperfeiçoar e inovar sua tecnologia nos serviços e produtos. A
qualidade é um item importante para o mercado consumidor, não adianta fazer
algo que tenha custos menores se a mesma não possui qualidade significativa
para atender as expectativas do consumidor. Utilizar a tecnologia de forma que
ajude a empresa manter seus níveis de qualidade superior, leva credibilidade e
valorização nos seus serviços e produtos oferecidos. Inovar significa, não
somente pensar em lucratividade, mas em sustentabilidade e responsabilidade,
devemos utilizar tecnologia para mantermos sustentáveis no meio ambiente e
socialmente. A tecnologia não veio substituir o homem, mas ajudar no processo
produtivo e na diminuição dos custos e da poluição. Tecnologia deve ser utilizada
para o bem da sociedade, não contra ela!Atualmente vivemos na evolução do
gerenciamento da informação, outra forma de tecnologia que ajuda pequenas e
grandes empresas a desenvolver projetos voltados para a formação das pessoas
e na gestão de seus negócios.

7 CONCLUSÃO

Ao concluímos esta pesquisa, fruto do projeto integrado multidisciplinar I e II, pôde


se chegar à conclusão que a empresa Lojas Americanas S/A é uma organização
bastante grande, que possui como missão “Proporcionar a satisfação plena aos
nossos clientes”. E com seus colaboradores não é diferente, a empresa está
totalmente dentro dos padrões oferecidos por nós em nossa pesquisa.
Sobre o tema comunicação empresarial, foi indicada a criação de um novo
modelo organizacional sendo feito com ênfase na mudança de estratégias
comunicativas encontradas na empresa, algo crucial para se encaixar “nos dias
atuais”, pois a empresa é administrada de forma como dito anteriormente em um
sistema de chefia ao extremo, de asfixiar os empregados, não deixando eles se
manifestarem em nenhum assunto pertinente a decisões da empresa.
No tópico fundamentos da administração, a empresa mostrou que está
verdadeiramente inserida no novo modelo de administração oferecida pelo
mercado, aberto a novos pensamentos, vimos que a empresa executa a grande
maioria dos processos corretamente, e em dias, colocando em pratica os vários
fundamentos da administração.
O assunto responsabilidade ambiental na verdade é bastante conhecida pelos
funcionários da organização, a empresa possui certificado no ISO 1400 e vários
prêmios de responsabilidade ambiental, como por exemplo, o de Reutilização da
agua do ar condicionado, onde se utiliza a agua que sai do ar condicionado de
todos os setores e usa para lavagem de veículos, de calçadas, e diversas outras
coisas, no qualganharam até mesmo reconhecimento nacional por ser tão
responsável em relação ao meio ambiente.
No tópico sobre técnicas de informática, felizmente a empresa apresenta
conceitos positivos, pois como sendo empresa privada, apresenta planos de TI
que contribuem para o desenvolvimento da organização e os servidores que
colaboram com a empresa.
Como parte final, seguindo o orientado para o último tema da pesquisa e
discussão, foram pesquisadas os recursos materiais e patrimoniais, assim como a
economia e mercado, evidenciado métodos patrimoniais, tendo sido também
argumentado sobre o conceito de economia, mercado e matéria algo que a
empresa demonstrou estar bastante ciente.
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Pode se dizer, ao concluir a pesquisa, versando sobre o assunto responsabilidade


social, a empresa demonstrou interesse em estar inserida neste nicho que atrai
publicidade e amplifica o nome da empresa no mercado, fazendo com que ela
tenha retorno e evidência com gastos que não se consideram como benevolência.
Finalizando, fica o conceito de que a empresa não deve acreditar que seu
principal concorrente é outra empresa que ofereça o mesmo serviço e abolir o
pensamento de que hierarquia garante autoridade, ou seja, a empresa que quer
se modernizar deve sempre buscar novos conhecimentos, se preocupar com
sustentabilidade, dar e receber feedbacks, buscar novas tecnologias, não ficar
preso a hierarquias, acreditando em sua equipe e no seu comprometimento.
Aparentemente a empresa Lojas Americanas S/A atende a todos ospré-requisitos
a que se propõe no que se refere às disciplinas estudadas / pesquisadas neste
projeto.

8 REFERENCIAS

http://historiauniversal.forumeiros.com/

unipvirtual.com.br/material/2011/tecnologico/fund_administracao/unid_1.pdf

http://www.angelfire.com/ar/rosa01/direito98.html

http://www.portaldecontabilidade.com.br/obras/balancosocial.htm

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_normas_ISO

https://www.significados.com.br/iso-14000/

https://www.significados.com.br/comunicacao-empresarial/

https://blog.mais.im/comunicacao-interna-externa-importancia-comunicacao-integrada/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Gestão_de_compras

www.infoescola.com/administracao_/administracao-de-compras/

https://blog.contaazul.com/guia-para-controle-de-estoque/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_económico

https://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_internacional