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Computação em Nuvem

Aula 1: Conceitos básicos

Apresentação
Nesta aula, estabeleceremos os conceitos e a terminologia necessários ao pro ssional que atua em computação em
nuvem. Começaremos com uma breve história da computação em nuvem, passando por uma descrição sucinta de seus
negócios e principais tecnologias. Também serão abordados, de forma introdutória, os principais benefícios, desa os e
riscos da adoção da computação em nuvem.

Adicionalmente, estudaremos os modelos fundamentais usados para categorizar e de nir a computação em nuvem, os
papéis e limites das entidades envolvidas, bem como seus principais modelos de serviços e de implantação.

Objetivos
De nir computação em nuvem e conhecer seus conceitos básicos;

Identi car os objetivos e benefícios que motivam a adoção da computação em nuvem;

Discutir os riscos e desa os do uso da computação em nuvem;

Categorizar os modelos fundamentais de serviço/entrega de computação em nuvem;

Distinguir os modelos de implantação de computação em nuvem.


Premissa
A ideia de computação em uma “nuvem” tem suas origens no termo utility computing, ou “computação utilitária”. Embora
pareça novo para nós, esse termo foi cunhado em 1961, por John McCarthy, que declarou publicamente que, se os
computadores que ele vinha descrevendo se tornassem os computadores do futuro, a computação poderia um dia ser
organizada como um serviço público, assim como o sistema de telefone ou as redes de água e de energia elétrica. Vamos
tentar ser mais especí cos com um exemplo.

Suponha que você seja uma pessoa que, ao acordar, precisa de café quente para se sentir alerta e disposto para um dia
produtivo. A “aplicação” na qual você está interessado é o café quente pela manhã, certo? Pois bem, provavelmente o que você
fará neste caso é encher sua cafeteira com água, depois ligá-la para aquecer a água para então obter seu produto.

Note que não interessa a você de onde veio a água. Ela simplesmente chegou à sua casa por meio de uma infraestrutura
pública de distribuição de água encanada à qual poderíamos chamar de “nuvem”.

O mesmo ocorre com a energia elétrica usada para fazer sua cafeteira funcionar. Você também não se interessa pela origem
da energia elétrica nem pelos detalhes de como ela foi gerada e transmitida à sua casa. A energia elétrica chega à sua casa
através de uma infraestrutura pública de distribuição à qual também poderíamos chamar de “nuvem”.

Na verdade, você não estava focado na água nem na energia elétrica. Seu objetivo era simplesmente obter café. Para isso, você
usou dois serviços que chegam à sua casa através da “nuvem” pública.

O mesmo passou a ocorrer há alguns anos com a TI (Tecnologia da Informação).

 Computação em nuvem

O objetivo fundamental da computação em nuvem é:

Fornecer, através de provedores públicos, serviços de TI para que os


usuários não precisem mais pensar nos complexos detalhes envolvidos na
infraestrutura de TI.
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Esse é o nível de desenvolvimento da TI atualmente. Essa é a computação utilitária gerada pelo advento da computação em
nuvem.

As guras 1 e 2 ilustram cenários típicos, com e sem soluções em nuvem.

 Figura 1: Cenário tradicional de soluções de TI: Extremamente complexo e demorado

Na gura 1, temos o cenário tradicional, onde a viabilização do negócio depende de aplicações de software cujos requisitos de
funcionamento dependem de uma complicada infraestrutura que envolve hardware computacional, soluções de rede para
dentro da empresa, armazenamento, uma assinatura de Internet com boa largura de banda, rede elétrica para sustentar o
funcionamento de tudo, além de equipes de especialistas para projetar e implementar toda a infraestrutura e equipes de testes
para checar se tudo está funcionando adequadamente.

Esse cenário caria ainda mais complexo se considerássemos o crescimento (ou encolhimento) do negócio ao longo do
tempo, o que demandaria ainda mais esforço para que toda a infraestrutura fosse mantida conforme a dimensão do negócio.

Já a gura 2 ilustra um cenário mais moderno, onde a computação em nuvem substitui a infraestrutura interna da empresa por
um serviço disponibilizado via Internet através de contrato com um provedor de computação em nuvem. Dessa forma, há uma
considerável redução na complexidade dos requisitos para o funcionamento do negócio.
 Figura 2: Computação em nuvem: Boa parte da complexidade do projeto é “terceirizada” para o provedor/data center, na Internet

Uma de nição amplamente aceita para computação em nuvem é:

"...um estilo de computação na qual capacidades escaláveis e elásticas de TIC são


entregues como um serviço a clientes externos usando tecnologias da Internet."
- Gartner report
Agora que entendemos, ainda que muito super cialmente, o que é computação em nuvem e qual é sua nalidade, podemos
elencar quais são as questões de negócios que são impactadas pela computação em nuvem.

Conceitos básicos e de nições


Recurso de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação)
Um recurso de TIC é um artefato físico ou virtual relacionado à tecnologia da informação e comunicação, que pode ser
baseado em software, como um servidor virtual ou software personalizado, ou em hardware, como um servidor físico ou
dispositivo de rede, conforme exempli cado na gura 3.

On-premise
Recursos de TI que estão dentro da área de controle da organização, ao invés da nuvem, são denominados recursos on-
premise. Esse termo é comumente usado para quali car recursos de TI como alternativa à computação em nuvem. Um recurso
de TI on-premise não pode ser baseado em computação em nuvem, e vice-versa. Entretanto, os seguintes pontos-chave são
válidos:

Recursos de TI on-premise podem acessar e interagir com recursos de TI baseados em computação em nuvem.

Recursos de TI on-premise podem ser movidos para a nuvem, mudando assim sua categoria para recursos de TI
baseados em computação em nuvem.

Recursos redundantes de TI podem existir tanto em ambientes on-premise quanto em nuvem.

Escalabilidade
Do ponto de vista dos recursos de TI, a escalabilidade representa a habilidade de um recurso de TI de lidar com crescimento e
redução de demanda.

A escalabilidade de recursos de TI pode ser dividida em dois tipos principais:

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Escalabilidade horizontal 

A alocação ou liberação de recursos de TI do mesmo tipo é denominada escalabilidade horizontal. Imagine um servidor
virtual A que é capaz de atender a uma determinada demanda. Quando a demanda começa a se aproximar da capacidade
máxima do servidor, novos servidores idênticos podem ser alocados aos recursos de TI para que haja aumento da
capacidade e, assim, novos aumentos na demanda possam ser atendidos.

Escalabilidade vertical 

Quanto um recurso de TI é trocado por outro de maior ou menor capacidade, considera-se que ocorreu escalabilidade
vertical. Por exemplo, suponha que um servidor físico com 8 CPUs e 32GB de memória RAM tenha sido trocado por um
servidor de 2 CPUs e 16GB de memória RAM. Tivemos, neste caso, escalabilidade vertical. O mesmo ocorre se
considerarmos um servidor físico com capacidade de armazenamento de 6TB sendo trocado por outro servidor físico
com capacidade de armazenamento de 24TB.

A tabela abaixo ilustra as vantagens e desvantagens de ambos os tipos de escalabilidade.

Escalabilidade horizontal Escalabilidade vertical

Mais barata Mais cara

Recursos de TI instantaneamente disponíveis Recurso de TI nem sempre está instantaneamente disponível

Replicação de recursos permite escalabilidade automática Em geral, requer configurações adicionais

Requer novos recursos de TI Não requer recursos de TI adicionais

Não é limitado à capacidade do hardware Limitado pela capacidade máxima do hardware

Serviço de nuvem (Cloud Service)


Um serviço de nuvem é um recurso de TI remotamente disponível através da nuvem. Na gura 4, apresentamos dois exemplos
de serviços de nuvem. Em (a), vemos um web service 1 acessado remotamente na nuvem e, portanto, atuando como um
serviço de nuvem. Em (b), vemos um servidor virtual acessado remotamente na nuvem e, portanto, atuando como um serviço
de nuvem. Em ambos os casos, as solicitações enviadas aos serviços em nuvem podem ser realizadas por softwares clientes
localizados dentro do perímetro da organização cliente (on-premise), e/ou por softwares clientes localizados na nuvem.
 Figura 4: Dois exemplos de serviços de nuvem (cloud service): (a) um web service remotamente acessado através da nuvem, e (b) um servidor virtual atuando com um serviço de
nuvem

Não é difícil perceber que um grande atrativo do uso da computação em nuvem é a disponibilização de recursos de TI como
serviços que encapsulam outros recursos de TI, oferecendo aos clientes um sistema simples de troca de mensagens para
realização de solicitações e recebimento de respostas. Isso permite que os clientes não só usem serviços de nuvem, mas
também combinem diversos serviços de nuvem para formar um sistema mais elaborado. Com isso, pode-se alcançar
resultados que di cilmente seriam possíveis se toda a infraestrutura de hardware e software envolvida fosse on-premise.

 Objetivos e benefícios

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Objetivos e benefícios

Planejamento de capacidade
Planejamento de capacidade é o processo de determinar e satisfazer demandas futuras dos recursos, produtos e
serviços de TIC de uma organização. Nesse contexto, a capacidade representa a quantidade máxima de trabalho que
um recurso de TIC é capaz de entregar em um dado intervalo de tempo. Discrepâncias entre a capacidade de recursos
de TIC e a demanda podem resultar em ine ciência quando há superdimensionamento, ou indisponibilidade em caso
de subdimensionamento.

O planejamento de capacidade frequentemente é uma tarefa desa adora, porque requer que a organização estime
com antecedência as utuações futuras de carga. Isso pode ser difícil de se conseguir, pois a carga futura está sujeita
a um grande número de variáveis, incluindo a conjuntura econômica.

Além disso, há o problema dos picos de demanda. Se uma organização dimensionar seus recursos de TIC para
suportar os mais altos picos de demanda, o investimento a ser empregado será muito alto. Os recursos, entretanto,
carão subutilizados sempre que o sistema não estiver passando por um momento de pico.

Redução de custos
Conforme ilustrado na gura 1, o custo para aquisição e propriedade de uma infraestrutura adequada de TIC pode ser
signi cativamente alto. Além disso, o esforço operacional representa um componente importante no orçamento das
organizações, que com frequência excedem o orçamento previsto.

Agilidade organizacional
Organizações de sucesso em geral demonstram uma considerável capacidade de adaptação e evolução para enfrentar
mudanças de mercado causadas tanto por fatores internos quanto externos.

Comumente, empreendimentos de TIC precisam reagir a tais mudanças através de expansões ou contrações de sua
infraestrutura de TIC para além do escopo originalmente planejado.

Entretanto, os custos envolvidos em tais movimentos para expandir ou adicionar novas funcionalidades e soluções
são tão proibitivos, que boa parte das organizações não consegue estabelecer infraestruturas de TIC. Isso as torna
incapazes de atender às demandas do mercado, às pressões dos concorrentes e até mesmo aos seus próprios
objetivos estratégicos de negócio.
 Computação em nuvem

Riscos e desa os
Vulnerabilidades de segurança
Ao mover os dados de negócio para a nuvem, também se transfere a responsabilidade pela segurança dos dados para o
provedor de nuvem. O uso de recursos de TI remotos requer a expansão da fronteira de con ança do consumidor de nuvem
para incluir a nuvem externa.

O nível de segurança de dados passa, nesse caso, a ser limitado pelas políticas e controles de segurança aplicados tanto pelo
provedor quanto pelo consumidor de nuvem.

A gura 5 ilustra um exemplo onde duas organizações, X e Y, usam serviço em nuvem de um mesmo provedor. As fronteiras de
con ança de ambas as organizações se sobrepõem, pois passam a englobar o provedor de nuvem. Se um hacker
comprometer a infraestrutura do provedor de nuvem, ambas as organizações serão afetadas.

Pode ser desa ador para o provedor de nuvem implementar mecanismos de segurança que acomodem os requisitos de
segurança de ambos os consumidores de nuvem.

É imperativo que o consumidor de nuvem escolha cuidadosamente seu provedor, tomando especial cuidado para optar por
uma solução cujas políticas e controles de segurança sejam adequados à necessidade da organização.
 Figura 5: Fronteiras de confiança das organizações A e B se sobrepõem no provedor de nuvem (área sombreada).

Redução do controle de governança operacional


Consumidores de nuvem aderem a um nível de controle de governança que é mais baixo do que o tipicamente usado para
recursos de TI on-premise. Isso pode trazer riscos associados a como o provedor de nuvem opera seu sistema, e a como são
especi cados e mantidos os links de Internet exigidos para comunicação entre o consumidor e o provedor de nuvem.

Dois exemplos comuns são (1) um provedor de nuvem não con ável pode não manter garantias previstas contratualmente.
Isso pode comprometer a qualidade das soluções desenvolvidas pelo consumidor que dependam dos serviços em nuvem, e (2)
a baixa qualidade do link que liga o consumidor à Internet pode introduzir utuações de conectividade e de latência (delay), bem
como restrições importantes de banda.

Limitações de portabilidade entre provedores de nuvem


Devido à falta de padrões internacionais para a indústria da computação em nuvem, nuvens públicas são comumente
proprietárias. Pode ser bastante desa ador para consumidores que dependem de soluções baseadas em ambientes
proprietários mover seus recursos de TI e dados de um provedor de nuvem para outro.

 Características desejáveis para computação em nuvem

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Características desejáveis para computação em nuvem

Uso sob demanda (on-demand)


Uma vez estabelecido o serviço, o consumidor deve conseguir usar os recursos de TI de forma transparente e a
qualquer momento, sem que sejam necessárias novas ações tanto por parte do provedor quanto do cliente.

Acesso ubíquo
A ideia do acesso ubíquo é que o serviço esteja amplamente disponível. Em especí co, deve haver poucas restrições
de compatibilidade quanto ao conjunto de dispositivos, protocolos de transporte, interfaces, tecnologias de segurança
e posição geográ ca do consumidor.

Múltiplos inquilinos (multitenancy)


O conceito de múltiplos inquilinos baseia-se na ideia de que múltiplos usuários possam compartilhar a mesma
instância de um recurso de TI, desde que seus ambientes sejam isolados um do outro. Em geral, a multitenancy é
alcançada através de tecnologias de virtualização.

Elasticidade
Ambientes de nuvem devem ser capazes de escalar automaticamente seus recursos de TI para manter a qualidade do
serviço oferecido, ou seja, deve haver elasticidade. A elasticidade é uma característica muito importante, pois é
historicamente considerada a justi cativa fundamental para adoção da computação em nuvem. Isso ocorre porque é
através da elasticidade que o provedor pode alocar recursos ociosos a outros clientes, o que permite uma importante
redução de custos a todos os envolvidos, em especial, o consumidor.

Medição de uso
O provedor de nuvem deve ser capaz de mensurar e manter históricos do uso de recursos de TI por parte dos
consumidores. Essa característica é muito importante, pois a cobrança aos consumidores é feita com base nas
medições de uso. O gerenciamento dos recursos disponíveis também está fortemente ancorado nas medições de uso,
bem como a elasticidade. Para poder realocar um recurso ocioso a outro consumidor, o provedor precisa saber
quantos e quais são os recursos em uso e ociosos. Outro exemplo de aplicação que depende das medições de uso é o
planejamento de negócio do datacenter, que precisa conhecer utuações de demanda para escalar a infraestrutura de
seu datacenter.

Resiliência
O conceito de resiliência está associado à capacidade de contornar falhas. O provedor de nuvem deve manter recursos
de TI sobressalentes pré-con gurados, que entrarão em ação caso haja falhas nos recursos em uso.
Modelos de entrega de computação em nuvem
Modelo de Entrega, ou Modelo de Serviço, é o termo usado para designar uma combinação especí ca de recursos de TI, em
geral agrupados por tipo, e oferecidos por um provedor de nuvem. Existem três modelos de entrega/serviço básicos que
discutiremos nesta aula: Infraestrutura como um serviço (IaaS – Infrastructure-as-a-Service), Plataforma como um serviço
(PaaS – Platform-as-a-Service) e Software como um Serviço (SaaS - Software-as-a-Service).

Infraestrutura como um serviço (IaaS – Infrastructure-as-a-Service)


Neste modelo de serviço, o consumidor contrata o acesso a um hardware especi cado. Em geral, os recursos de TI
disponibilizados via IaaS não são pré-con gurados. Desse modo, o consumidor terá a responsabilidade de instalar, con gurar e
manter os serviços de software dos quais precise.

Devido às características citadas acima, este modelo de serviço é normalmente usado por quem deseja ter um alto nível de
controle sobre o ambiente que deseja criar. A gura 6 ilustra um exemplo típico de um serviço IaaS, onde um servidor virtual foi
contratado.

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 Figura 6: Exemplo de modelo de serviço IaaS


Plataforma como um serviço (PaaS – Platform-as-a-Service)
O modelo de serviço PaaS, ilustrado na gura 7, consiste em um ambiente pronto para uso. Diferentemente do modelo IaaS, no
PaaS os recursos de TI (ex: softwares) já estão instalados e con gurados. Um pacote de produtos e ferramentas é
disponibilizado pronto para uso.

Em geral, três razões principais motivam um consumidor de nuvem a optar pelo PaaS. A primeira é a necessidade de usar um
ambiente em nuvem para substituir um ambiente on-premise. A segunda é a necessidade de estender ambientes on-premise
para a nuvem por razões de escalabilidade ou corte de custos. A terceira razão surge quando o modelo de negócio do
consumidor o motiva a se tornar um provedor de serviços em nuvem para vender serviços a outros consumidores.

 Figura 7: Exemplo de modelo de serviço PaaS

Software como um serviço (SaaS - Software-as-a-Service)


Quando um aplicativo executado na nuvem é disponibilizado como um serviço ou uma utilidade, temos um típico cenário de
SaaS. Existe um grande mercado de produtos de softwares que podem ser contratados. Ao usar o ambiente de nuvem para
executar um aplicativo, o consumidor ca livre de todo o trabalho necessário para o gerenciamento e controle de servidores de
armazenamento, sistemas operacionais, rede e hardware, entre outros. A gura 8 ilustra um exemplo típico de Saas.
 Figura 8: Exemplo de modelo de serviço SaaS

Um exemplo amplamente usado de SaaS é o conjunto de aplicativos Google Apps, que inclui e-mail, calendário, planilhas, editor
de textos e editor de apresentações. A Microsoft também disponibiliza os produtos do O ce, como Word, Excel e Powerpoint,
para serem usados via nuvem, através do O ce 365.

Comentário

Diferentemente do IaaS e do PaaS, o único componente contratado da nuvem no modelo SaaS é o aplicativo desejado pelo
consumidor. Todo o ambiente de infraestrutura, necessário para disponibilizar o serviço, é invisível para o usuário, que não precisa
se preocupar com detalhes. Isso está indicado, na gura 8, pela interrogação à direita do aplicativo.

Modelos de implantação de computação em nuvem


Nuvem pública
Uma nuvem pública é um modelo de implantação de computação em nuvem no qual o ambiente de nuvem é de propriedade de
terceiros. O provedor de nuvem, neste caso, é responsável pela criação e manutenção do ambiente de nuvem e de seus
recursos de TI. Este é considerado o tipo mais comum de implantação de computação em nuvem. A tabela abaixo resume
alguns dos principais provedores públicos de computação em nuvem, incluindo o nome dado a cada ambiente de nuvem e o
website, para mais detalhes.
Provedor de nuvem Website

Google - Google Cloud Platform https://cloud.google.com/

Microsoft – Azure https://azure.microsoft.com/pt-br/

Amazon Web Services (AWS) https://aws.amazon.com/pt/

Yahoo Não requer recursos de TI adicionais

Zoho https://www.zoho.com/

Rackspace https://www.rackspace.com/cloud

SalesForce https://www.salesforce.com/br/

IBM https://www.ibm.com/br-pt/

Oracle https://www.oracle.com/br/cloud/

Nuvem privada
Uma nuvem privada é de propriedade de uma única organização. Nuvens privadas permitem que uma organização use
tecnologias de computação em nuvem para disponibilizar acesso a recursos de TI a diferentes setores da organização, mesmo
que estejam geogra camente distantes.

Com o uso de nuvem privada, a organização é, simultaneamente, o consumidor e o provedor do ambiente de nuvem. A
administração do ambiente da nuvem privada pode ser realizada por colaboradores internos ou terceirizados.

Nuvem comunitária
A nuvem comunitária é muito semelhante à nuvem pública, com a diferença de que o acesso é limitado a consumidores que
façam parte de uma comunidade especí ca. A infraestrutura necessária pode estar sob controle da própria comunidade ou ser
contratada de um provedor de nuvem que forneça acesso exclusivo à comunidade em questão.

Nuvem híbrida
Quando uma combinação de modelos de implantação de nuvem é usada, temos uma nuvem híbrida. Um exemplo típico é uma
organização que implanta serviços de nuvem privada para seus dados mais críticos, e nuvem pública para os demais dados. A
gura 9 ilustra como uma nuvem híbrida pode combinar benefícios da nuvem privada e da nuvem pública.
 Figura 9: Nuvem híbrida combina vantagens da nuvem pública e da nuvem privada. Fonte: scurra

Atividade
1 - Conforme estudamos nesta aula, quando se fala em nuvem pública, a infraestrutura de Tecnologia da Informação que
fornece os serviços ao consumidor ca sicamente:

a) em um órgão público que atua como provedor de nuvem


b) no perímetro institucional do próprio consumidor
c) em uma empresa privada que atua como provedor de nuvem
d) parte em um órgão público e parte em uma empresa privada, sendo que ambos atuam como provedores de nuvem
e) espalhado entre os clientes, em uma arquitetura peer-to-peer

2 - Um provedor de serviços realizou um upgrade em um de seus equipamentos para atender a uma demanda crescente. Ao
mesmo servidor físico em questão, foram adicionados 32GB de memória RAM e 4TB de armazenamento em HD. Este cenário
se classi ca como um exemplo de:

a) Resiliência
b) Escalabilidade horizontal
c) Acesso ubíquo
d) Escalabilidade vertical
e) On-premise
3 - Marque a opção que representa os benefícios para a instituição que opta pelo uso da tecnologia da computação em nuvem.

a) planejamento de capacidade, agilidade operacional, redução de custos


b) elasticidade, medição de uso, resiliência, redução de custos
c) acesso ubíquo, arquitetura multi-inquilino, uso sob demanda, redução de custos
d) elasticidade, planejamento de capacidade, redução de custos
e) acesso ubíquo, agilidade operacional, redução de custos

4 - O Dropbox e o Gmail são exemplos de qual modelo de serviço de computação em nuvem?

a) PaaS
b) IaaS
c) SaaS
d) BDaaS
e) XaaS

5 - Qual é o termo usado para infraestrutura e serviços hospedados e mantidos no próprio perímetro da empresa?

a) Ubiquidade
b) XaaS
c) Resiliente
d) On-premise

Notas

Web service 1

Web service é o nome de qualquer software que se torna acessível através da Internet, sendo que, para acessá-lo, são
utilizados sistemas de trocas de mensagens XML.

Referências

NETO, Manuel V de S. Computação em nuvem - nova arquitetura de TI. 1 Ed. Rio de Janeiro: Brasport, 2015.

Leitura do livro didático base, disponível na biblioteca virtual Estácio:

- Capítulo 2, Seções 2.1, 2.2, 2.3, 2.4, 2.5

- Capítulo 3, Seções 3.1, 3.2, 3.3, 3.4

Próxima aula
As principais tecnologias que estão por trás da computação em nuvem:

Virtualização;

Redes de computadores;

Explore mais
Mobilidade.

Recentemente, diversas variações de modelos de entrega têm surgido, à medida que a indústria da computação em nuvem
evolui. O escopo desta aula se limitou a abordar os três principais modelos, mas o aluno pode aprofundar sua leitura com o
apoio da tabela abaixo, onde indicamos os principais modelos de serviço que surgiram recentemente.

Recomendamos que o aluno leia, no mínimo, o artigo “Tudo como um Serviço (XaaS – Everything as a Service)”. Isso é
importante, pois estima-se que em poucos anos, praticamente qualquer recurso de TI poderá ser consumido como um serviço
de nuvem.

Tudo como um Serviço;  

Armazenamento como um serviço;

Banco de dados como um serviço;

Integração como um Serviço;

Teste como um Serviço;

Contêineres como um Serviço;

Além disso, recomendamos que o aluno complete seus estudos com o seguinte material:
O que é computação em nuvem;

O que é computação em nuvem? Um guia para iniciantes;

5 vantagens da computação em nuvem;

Uso de computação em nuvem no SISP.