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Leitura e educação literária

 Pág. 258 – “As pessoas sensíveis”, de Sophia de Mello Breyner Andresen.

3. São pessoas hipócritas, que se aproveitam dos outros.

3.1. O título é irónico, pois as pessoas descritas não são sensíveis em relação ao
próximo, vivem da exploração dos que trabalham.

4. Na primeira frase, afirma-se que o “pão” deve ser ganho com esforço próprio; na
segunda frase, afirma-se que o “pão” será ganho à custa do trabalho dos outros.

 Págs. 259-260 - “Porque”, de Sophia de Mello Breyner Andresen.

6.1. Por exemplo:

Os outros – falsidade, dissimulação, hipocrisia, medo, cedência, calculismo.

Tu – verdade, honestidade, risco, justiça, coragem, denúncia, ousadia.

7.1. a. Anáfora: “Porque os outros” (vv. 1, 2, 4, 5, 7, 8, 10, 11 e 13);


b. a conjunção coordenativa adversativa “mas” (vv. 1, 4, 7, 10 e 13);
c. “não” (vv. 1, 4, 7, 10 e 13).

8. b. Mas. De facto, neste contexto, a conjunção “E” tem um valor adversativo, pois
introduz mais uma oposição / contraste entre “os outros” e “tu”.

9. Resposta possível: Admiração.

9.1. Por exemplo: Admiro-te... / Tenho admiração por ti...

 P. 261 - “Quando a harmonia chega”, de Carlos de Oliveira

1. A organização do texto em parágrafos indica tratar-se de prosa.

2. Formalmente, o texto não apresenta as marcas formais de um poema: verso,


estrofe, rima, métrica. No entanto, a intenção predominante é a expressão de
emoções, sentimentos.

3.1. A palavra “madrugada” poderá simbolizar o renascer, o recomeço, a


esperança.
Vocábulos relacionados: “reconstrói”; “Acordam”; “desperta”; “surgindo”; “luz”;
“fogo”.

3.2. “Como um rio lento e irrevogável, a humanidade está na rua.” - a multidão


que vai enchendo a rua é comparada a um rio que lentamente vai fazendo o seu
caminho, sem que a sua força possa ser anulada, travada (é “irrevogável”);
“E a harmonia, que se desprende dos seus olhos densos ao encontro da luz,
parece de repente uma ave de fogo.” - o olhar da “humanidade” reflete a cor “de fogo”
da madrugada, ou seja, a esperança num recomeço. Atente-se, ainda, na escolha da
palavra “ave”, que sugere a capacidade de voar, de chegar mais longe, alcançar o
alto.
Observação: poderá ser referida a simbologia de “ave de fogo” que remete
para a Fénix, ave que renasce das cinzas, reinventando-se.

3.3. Uma resposta possível: O eu manifesta um sentimento de otimismo /


esperança em relação à humanidade.
Introdução ao Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente

 Questionário da p. 89

1. Este auto foi escrito em homenagem à Rainha D. Leonor (em 1517) e foi
representado perante D. Manuel I.

 Argumento da peça:

Gil Vicente explica que, no momento em que morremos, nos encontramos


perante um rio que temos que atravessar. É uma referência ao mito de Caronte.
CARONTE – Caronte é um génio do mundo infernal. É a ele que incumbe a
tarefa de passar as almas através dos pântanos do Aqueronte para a outra margem do
rio dos mortos. Em paga, os mortos são obrigados a dar-lhe um óbolo. Era por isso
que havia o costume de pôr uma moeda na boca dos cadáveres no momento em que
eram sepultados.

No cenário estão duas barcas: uma vai para o Paraíso, a outra para o Inferno.

2. Alegorias:

 o cais onde se encontram as barcas representa o fim da vida terrena e o local


de passagem para a outra vida;

 as barcas representam o caminho que conduz ao Céu (salvação) ou ao Inferno


(perdição);

 o Diabo representa a condenação dos vícios (o mal, o castigo);

 o Anjo representa a recompensa das virtudes (o bem, o prémio).

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