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LINHA DO TEMPO:

DINHEIRO NO BRASIL
A CHEGADA DOS PORTUGUESES
A partir do momento em que os portugueses puseram seus pés
em território brasileiro, passaram a explorar o pau-brasil. Para isso
precisavam de mão de obra, necessidade esta que levou a prática
do escambo para com os índios nativos. Eram utilizados espelhos
e outros artefatos desconhecidos para os nativos em troca de
mão de obra.

COLONIZAÇÃO PORTUGUESA
Durante a colonização portuguesa, a moeda utilizada em solo brasileiro era o real
português, que também eram as primeiras moedas metálicas a circular na colônia,
feitas de ouro, prata e cobre. E em 1645, com a invasão da Holanda no nordeste
brasileiro, surgiram as primeiras moedas cunhadas em solo nacional, quadradas e
feitas de ouro e prata.
Com a chegada da corte portuguesa, houve crescimento dos gastos e falta de
metal precioso, o que levou necessidade de emissão de moeda de papel. E aí foi
criado o conhecido Banco do Brasil, e, em 1810, foram lançados os primeiros
bilhetes de banco no país.

O INÍCIO DO PAPEL MOEDA


Devido as seguidas desvalorizações da moeda, oriundas
do golpe de D. João VI ao tesouro nacional. Passou-se a
emitir papel moeda sem lastro metálico suficiente. Após
certo tempo, o mil-réis, múltiplo do real, começou a ser
utilizado como unidade monetária.

O CRUZEIRO
Com a volta da economia aos trilhos e num tempo onde o
governo de Getúlio Vargas criava medidas de estímulo a
indústria. Em 1942, o cruzeiro é estabelecido como
padrão monetário nacional.
Em 1967, foi criado o cruzeiro novo, que nada mais era do
que uma moeda que equivalia a 1000 cruzeiros. Porém
em 1970, sua denominação voltou a ser cruzeiro.

CARTÃO DE CRÉDITO? JÁ?


Não ainda, mas quase, em 1954, pouco tempo depois da sua
criação, o cartão veio ao Brasil, com o nome Diners Club, porém só
foi lançado em 1956, sem a função crédito.
Em 1958, agora sim, o cartão Elo chegou como o primeiro cartão
de crédito, oriundo da parceria entre diversas instituições
financeiras e não, não é o Elo que existe hoje.

CREDICARD
Em 1968 é lançado o Credicard. Foi muito bem aceito pelos
estabelecimentos, o que possibilitou que a empresa
comprasse a franquia da Diners Club aqui do Brasil.

UNIVERSIDADE SALVADOR - 2020


O CRUZADO
Desde o governo JK e durante todo o período dos
governos militares, o Brasil acumulou uma dívida
externa muito alta, e um alto nível de inflação, que
foram passados para a Nova República.
Já no governo Sarney, foi deflagrado o Plano Cruzado,
que continha a reforma monetária, o congelamento
dos preços e a instituição do gatilho salarial.

AINDA NO CRUZADO...
Com o plano implantado pelo governo Sarney, a moeda
nacional passou a ser o cruzado. E já em 1986 veio o plano
Cruzado II, juntamente com a suspensão de pagamentos de
juros relativos às dívidas de médio e longo prazo devidas aos
bancos comerciais estrangeiros.

CRUZADO NOVO E... CRUZEIRO?!


Entre 1987 e 1991, vários planos econômicos foram
implementados sucessivamente. Primeiro o Plano Bresser que
tinha também o objetivo de controlar a inflação no país, sem
sucesso. Logo depois o Plano Verão, que criou o Cruzado Novo e
foi a terceira tentativa de controle inflacionário do Governo
Sarney. Passando já pro governo Collor reencontramos uma
moeda já conhecida, O CRUZEIRO.

QUASE LÁ...
No início da década de 90, o Brasil passou por uma abertura comercial e
econômica, que reduziu a tarifa de importação, realizou reestruturações
industriais e tecnológicas e promoveu processos de privatizações de
empresas estatais com o objetivo de dar condições para que o mercado
nacional enfrentasse a concorrência internacional e se adequasse a
globalização. E em 1993, com Itamar Franco, a moeda foi desvalorizada
novamente, passando a se chamar Cruzeiro Real.

E CÁ ESTAMOS NÓS
Nos primeiros 11 meses do cruzeiro real a inflação
chegou a 3.700%, e aí foi adotado pelo governo Itamar
Franco o Plano Real, que conseguiu o controle
inflacionário planejado e mudou a moeda circulante de
Cruzeiro Real para um simples e renomado Real. Moeda
esta que circula até os dias atuais.

AINDA NÃO ACABOU


Porém, sabemos todos que a história não acaba por aí, de lá
pra cá a tecnologia tem avançado bastante e as moedas e
formas de pagamento não são imunes a evolução
tecnológica. Surgiram outras formas de pagamento que não
são padrões monetários e não tem como saber se serão um
dia, mas é um fato que os padrões monetários passam por
constantes mudanças e não seria nenhuma surpresa se
qualquer padrão do mundo mudasse novamente.

SAULO GOMES - 018191034


FONTES:
http://www.educacional.com.br/reportagens/dinheiro/brasil.asp
https://jurosbaixos.com.br/conteudo/conheca-a-historia-dos-
primeiros-cartoes-de-credito-do-mundo/
https://www.bcb.gov.br/content/cidadaniafinanceira/Documents/publi
cacoes/cadernosbc/cadernosbc_dinheiro.pdf
https://www.casadamoeda.gov.br/portal/socioambiental/cultural/orig
em-do-dinheiro.html

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