Você está na página 1de 30

RICARDO

REAPROVEITAMENTO DE BORRA RESIDUAL DO PROCESSO PRODUTIVO


PARA FABRICAÇÃO DE NOVAS TINTAS

MANAUS/AM
2020
RICARDO

REAPROVEITAMENTO DE BORRA RESIDUAL DO PROCESSO PRODUTIVO


PARA FABRICAÇÃO DE NOVAS TINTAS

Monografia apresentada ao Curso de _______,


da Universidade Luterana do Brasil, como
requisito parcial para a obtenção do grau de
_______, sob orientação do Professor _____.

MANAUS/AM
2020
RICARDO

REAPROVEITAMENTO DE BORRA RESIDUAL DO PROCESSO PRODUTIVO


PARA FABRICAÇÃO DE NOVAS TINTAS

Monografia de conclusão de curso


apresentada no Curso de ___________,
da Universidade Luterana do Brasil, como
requisito parcial para a obtenção do grau
de ___________.

BANCA EXAMINADORA

______________________________________________
Profª MSc. Nome do seu orientador
Presidente

_____________________________________________
Prof MSc. Nome do primeiro membro da banca
Primeiro integrante

______________________________________________
Profª MSc. Nome do segundo membro da banca
Segundo integrante
DEDICATÓRIA
EPÍGRAFE
AGRADECIMENTOS
RESUMO
ABSTRACT
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO

A tinta é um produto muito utilizado tanto no Brasil quanto no restante do


mundo. Ela serve para vários seguimentos e possui diversos campos de aplicações
tais como, na linha automotiva, motos, bicicletas, móveis, brinquedos,
equipamentos, impressora, construção civil e em muitos outros objetos.
A tinta é uma composição líquida, geralmente viscosa, constituída de um ou
mais pigmentos dispersos em um aglomerante líquido que, ao ser aplicado sobre um
substrato essa tinta tende a sofrer um processo de cura e ao sofrer esse processo
de cura irá formar uma película fina e formará um filme opaco e aderente ao
substrato. Esse filme tem a finalidade de proteger e embelezar as superfícies
(FAZENDA, 2009).
Numa fábrica de tinta é usado vários produtos na sua fabricação, tais como:
resina, pigmento, cargas minerais, solventes e vários outros produtos. Na mistura
desses produtos temos a formação de uma tinta que é levado para o laboratório
para fazer as análises como aderência, secagem, cobertura, viscosidade e etc. Ao
ser liberado pelo laboratório se faz a filtragem e o envase, depois do término do
envase é feito a limpeza dos equipamentos e tachos para a fabricação de um novo
lote e de outra cor. No processo de lavagem dos equipamentos é gerada uma borra
de tinta que é destinada para uma estação de tratamento, depois colocado em
tambores e incinerado. (FAZENDA, 2009).
Uma alternativa para evitar a incineração da borra é reutilizar a mesma, para
a produção de outra tinta. Segundo Mello et al (2008), investir na produção mais
limpa é um recurso benéfico tanto na questão ambiental quanto econômica. O
retorno para este investimento aparece em pouco espaço de tempo. Os insumos
gerados no processo produtivo devem ser observados de maneira a se alcançar a
máxima redução de emissões e resíduos na fonte.
A produção contínua dos resíduos deve ser trabalhada de forma que possa
tornar um insumo, reutilizável nos processos internos das indústrias que o gerou.
Por meio de levantamentos qualitativos e quantitativos dos resíduos gerados no
processo produtivo de fabricação de tintas, se obterá dados para uma ação de
prevenção e redução dos resíduos, pois podem retornar como insumo ao processo
produtivo.
OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL

Reutilizar a borra originada na linha de produção de tintas, para a fabricação


de outra tinta.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Preparar a borra gerada;


 Caracterizar a borra;
 Reproduzir nova tinta;
REFERENCIAL TEÓRICO

ORIGEM DA TINTA

Por muitos séculos, as tintas foram empregadas pelo seu aspecto estético.
Mas tarde, Mais tarde, quando introduzidas em países do norte da América e da
Europa, em que as condições climáticas eram mais severas, o aspecto proteção
ganhou maior importância. Sua utilização nas áreas de higiene e iluminação é
resultado da ciência e da mecânica modernas. Por essa razão, descreveremos
primeiramente a história e o desenvolvimento dos revestimentos através dos tempos
ate atingirmos a moderna tecnologia (FAZENDA, 2009).
3.1.1 Arte pré-histórica
Segundo Fazenda (2009), os arqueólogos têm descoberto desenhos em
cavernas e gravuras sobre rochas que datam de antes da ultima Era Glacial. Alguns
desses desenhos foram feitos em monocromia, com óxidos de ferro naturais ou ocre
vermelho. Outros artistas paleolíticos usavam um conjunto de materiais que
consistia de cal, carvão, ocre vermelho ou amarelo ou terra verde. A técnica
empregada era simples, pois as cores eram preparadas com os próprios dedos e
algumas vezes prensadas entre pedras. Naturalmente estes desenhos não
possuíam nenhuma durabilidade a não ser em ambientes favoráveis (como os das
cavernas). (FAZENDA, 2009)
Os melhores espécimes foram achados em Altamira, Espanha, em que um
desmoronamento, provavelmente no final da última Era Glacial, havia selado uma
caverna por milhares de anos. Os trabalhos de duas escolas daquela época foram
ali encontrados, e constatou-se que haviam sido desenhados por duas raças
distintas. (Se essas raças eram capazes de se comunicar entre si, nós podemos
imaginar sua conversação. Seus argumentos, provavelmente, não diferiam muito
dos nossos quando discutimos o que chamamos Arte Moderna. A técnica desses
artistas ainda é empregada em desenhos feitos com os dedos e em trabalhos com
aquarelas) (FAZENDA, 2009).
Descobertas no deserto da Líbia revelaram um tipo de desenho que seria
utilizado muitos anos depois pelos egípcios. Ele teria dado origem ao sistema de
hieróglifos dos egípcios e, depois, ao alfabeto fenício. Este tipo de desenho e sua
técnica, de uma forma geral, ainda são empregados por várias tribos do centro da
África. No oriente, o homem desenvolveu lápis coloridos com propósitos decorativos
por volta de 4000 a.C, feitos pela mistura de pigmentos com caulim (FAZENDA,
2009)
3.1.2 Os primeiros materiais egípcios
O clima seco do Egito não servia como estímulo para o desenvolvimento de
revestimentos protetores, exceto para os navios. Entretanto, os egípcios são
exemplo nas artes decorativas, utilizadas em pinturas de paredes, sarcófagos ou em
papiros manuscritos, os quais pertencem à Arte Egípcia do período de 8000 a 5800
a.C. Foi durante esse período que surgiram os primeiros pigmentos sintéticos,
embora algumas das primeiras cores egípcias fossem derivadas de solo natural. O
que hoje é conhecido como Azul do Egito era composto de óxido de cálcio, alumina,
sílica, resíduos de soda e óxidos de cobre. Era preparado segundo o método de
Vitruvius, arquiteto e engenheiro romano, pela calcinação de uma mistura de areia,
soda e cobre. Este pigmento tornou-se um importante item de exportação durante os
anos posteriores (FAZENDA, 2009)
As cores naturais incluíam ocres vermelho e amarelo, hematita, calcário
amarelo, ouro em folha, malaquita (carbonato básico de cobre), carvão, negro de
fumo e gesso natural. Os egípcios também desenvolveram um pigmento orgânico,
formado por uma base preparada com uma planta da região misturada com gesso
natural. Os egípcios empregavam goma arábica, clara e gema de ovos, gelatina e
cera de abelha tratada como reparos para seus veículos (ligantes). Piches e
bálsamos naturais eram usados como revestimento protetor para seus navios.
(FAZENDA, 2009)
Reporta-se ainda que a trincha e a espátula eram usadas em suas
aplicações. Os retratos eram feitos com cera e resina natural, a qual podia ser
facilmente aplicada naquelas condições climáticas (FAZENDA, 2009)
3.1.3 O período clássico
Os materiais utilizados pelos gregos e romanos eram similares àqueles
empregados pelos egípcios. Cola e albumina de ovo eram usados como ligantes.
Além dos pigmentos comuns aos egípcios, os romanos conheciam outros
artificiais, tais como: chumbo branco (alvaiade), litargírio, zarcão, óxido amarelo de
chumbo, verdete e ossos escuros. Pigmentos orgânicos oriundos de madeira,
plantas e suas misturas com argila e mel eram bastante comuns. O piche era
utilizado, durante esse período, para vedação de seus navios e sua mistura com
cera, para o fundo dos mesmos. Resinas e óleos eram empregados apenas como
linimentos (FAZENDA, 2009)
Não há nenhuma indicação do uso de vernizes nos escritos desse período,
exceto um material à base de betume. Muitas das pinturas de Pompéia foram
preparadas com massa de óxido de cálcio por artesãos comuns, e a maioria das
paredes, pintadas em monocromia. Os romanos haviam perdido o espírito artístico
dos gregos, que em vão tentavam copiar. Duas escolas de arte existiam, entretanto:
uma impressionista e uma realista (FAZENDA, 2009)
A civilização bizantina usava albumina de ovo, o que acarretou o tradicional
uso deste ligante pelos italianos durante o século XIV (FAZENDA, 2009).
3.1.4 A arte no Oriente
A técnica de suspender pigmentos em água, com ou sem ligante, era muito
comum desde os primórdios da Europa Renascentista, adquirida através dos
italianos. A mesma prática prevalecia nas decorações das antigas cavernas do
Oriente (FAZENDA, 2009)
Os persas utilizavam goma arábica como ligante e os chineses, uma cola
fraca com o mesmo proposito. Na Índia, as tintas eram aplicadas com estiletes e
trinchas, e os lápis de cor eram feitos com arroz cozido. (FAZENDA, 2009)
Tanto os antigos chineses quanto os japoneses utilizavam uma série de
pigmentos para a preparação de suas cores, tais como azurita, carbonato básico de
cobre, malaquita, azul ultramarino, zarcão (vermelho de chumbo) litargírio, caulim,
negro de fundo, pó de ouro e outros, provenientes de plantas da região. Muitos
desses pigmentos, quando misturados com um ligante adequado, geralmente gomo
arábica, serviam como pintura sobre finas porcelanas, preparadas pela notável arte
oriental. (FAZENDA, 2009)
3.1.5 Materiais dos Índios Americanos
Os índios americanos e dos da costa oeste do Canadá usavam carvão
vegetal como pigmento preto para suas canoas e outro tipo de carvão para sua
pintura facial. Utilizavam também negro de fundo natural, grafite e lignita em pó,
como pigmentos negros. Para a cor branca, usavam diatomita retirada do fundo de
alguns lagos ou de ossos calcinados de animais silvestres. Os vermelhos eram
obtidos a partir da calcinação do ocre amarelo ou torrefação do fungo das pináceas,
e os amarelos consistiam do amarelo ocre ou de fungos das penáceas; os azuis e
verdes eram preparados do carbonato de cobre e peziza (material proveniente de
um fungo que cresce nos restos em decomposição de algumas madeiras). Os
ligantes empregados pelos índios eram ovos de salmão ou óleo de peixe. A banha
de carneiro era usada como ligante para seus cosméticos. (FAZENDA, 2009)
Os Maias, na América Central, também possuíam sua maneira própria de
preparar revestimentos. Seus pinceis eram feitos de penas ou plumagem de
pássaros e nas melhores pinturas eram adicionadas ovos de faisão. Muitas dessas
pinturas tinham excelente durabilidade. (FAZENDA, 2009)

3.1.6 A Europa Medieval


Os manuscritos são a principal fonte de informação sobre tintas e vernizes
usados durante a Era Medieval na Europa. Aetios, um médico escritor do século VI,
foi um dos primeiros a sugerir o uso de óleos para vernizes. O manuscrito de Lucas,
da catedral do mesmo nome escrito muitos anos depois, indica o uso de cera e cola
eram um bom ligante para revestimentos. Teophilus, um monge do século VI, fez a
primeira descrição sobre a preparação de um verniz óleo-resinoso, com base no
cozimento de uma resina natural com óleo de linhaça. Albumina de ovo era um
ligante tradicional entre os principais artistas desse período, inclusive no século XIV.
(FAZENDA, 2009)
3.1.7 A Renascença na Europa
Após a Renascença cresceu o interesse pela utilização de óleos. Durante
esse período cada artista era seu próprio fabricante de veículos. Vernizes a base de
breu e óleo de linhaça foram descritos por contínuos Cennini, por volta do século
XV, e alguns desses manuscritos estão preservados até hoje no Vaticano e
Florença. (FAZENDA, 2009)
Artistas como Rembrandt e Cuyp, pintores holandeses do século XVII,
usavam como ligantes vernizes óleo resinoso. Leonardo Da Vinci, arquiteto,
engenheiro, cientista e artista italiano do século XVI, também empregava um veículo
similar, substituindo os vernizes naturais por óleos. Petitot de Genova foi um dos
primeiros a sugerir em 1644, que os secantes possuíam valor prático nas tintas,
embora o efeito dos secantes sobre óleos vegetais tenham sido mencionado por
Galen já no século II, e por Marcellus durante o século IV. Naquele período, os óleos
eram purificados pelo cozimento com água, e os secantes usados como agentes
desidratantes. O fato de o sulfato de cobre promover propriedades secativas devia-
se, provavelmente, as impurezas que continha. (FAZENDA, 2009)
3.1.8 A revolução industrial

Watin, em 1773, foi o primeiro a descrever tecnicamente a indústria de tintas


e vernizes como a conhecemos hoje. Copal e Âmbar eram as principais resinas
durante a época da Revolução Americana. As resinas e óleos eram fermentados
antes da incorporação, para purificá-los. Terpenteno era empregado como diluente e
os pigmentos eram moídos com uma grande pedra de forma cilíndrica (FAZENDA,
2009).

As primeiras fábricas de vernizes foram estabelecidas na Inglaterra, em 1790;


na França 1820; na Alemanha, em 1830 e na Áustria, em 1843. Mas a Grã-Bretanha
e a Holanda foram as primeiras a produzir vernizes com técnicas apuradas. J.
Wilson Neil, em 1833, foi o primeiro a fornecer detalhes para a produção de
vernizes. Um dos produtos por ele descritos era fabricado numa proporção de oito
libras de resina para dois a três galões de óleo de linhaça (FAZENDA, 2009).

No território brasileiro, a indústria de tinta, começou a se estabelecer em


meados do século XX, por volta de 1900, e os pioneiros do setor foram Paulo Hering
(fundador das Tintas Hering), no estado de Santa Catarina, na cidade de Blumenau
e Carlos Kuenerz (fundador da Usina São Cristóvão), na cidade do Rio de Janeiro,
que era então o Distrito Federal, ambos eram alemães. A partir de então outras
empresas começaram a se estabelecer e desenvolver o setor considerado em
intensa expansão (SOUZA, 2014).

Por muitos séculos, a formulação de uma tinta foi uma arte sigilosa,
cuidadosamente guardada e passada de geração a geração. Como as tintas eram
preparadas em quantidades pequenas, utilizando-se moinhos arcaicos e métodos de
misturas manuais e trabalhosos, elas eram caras e apenas disponíveis para um
pequeno segmento mais abastado da sociedade (FAZENDA, 2009).

Com o surgimento da Indústria de tintas e vernizes no século XIX, os


revestimentos orgânicos ganharam, e evidentemente, maior difusão popular.
(FAZENDA, 2009). Segundo Demajorovic; Vilela Júnior (2006), tinha-se uma
percepção que o planeta Terra teria capacidade ilimitada. Partiu-se do pressuposto
que o planeta seria fonte inesgotável de matérias primas e que poderia receber e
assimilar resíduos indefinidamente.

De fato, a revolução industrial trouxe-se consigo um significativo avanço


tecnológico que mudou a forma de produzir, o material utilizado, as quantidades e a
qualidade das tintas. Ao longo do século XX, surgiram novos pigmentos, resinas
celulósicas e sintéticas, além da ampliação do catálogo de agentes modificadores,
elaborados a partir de laboratórios e da produção industrial. Isto ocorre em um
momento em que há uma migração desta produção da Europa para outros países, e
as primeiras indústrias surgem na Inglaterra, França, Alemanha e Áustria dão lugar
em especial após as duas grandes guerras, para países no novo mundo (SOUZA,
2014).

Da Revolução Industrial até os dias atuais, o crescimento econômico trilhava


paralelamente com os impactos ambientais. A falta de um planejamento do
desenvolvimento econômico elevou os impactos ambientais a um nível alarmante,
sendo necessário propor uma estratégia eficaz que os minimize. Neste sentido a
PNUMA e a Organização das Nações Unidas vem desenvolvendo estratégias
chamados mecanismos de produção mais limpa. Esse mecanismo visa minimizar os
impactos ambientais decorrentes dos processos industriais, maximizando o
desenvolvimento sustentável, e as responsabilidades sociais e ambientais
(BARBIERI, 2006).

Conforme Dermajorovic e (Vilela Júnior 2006), para o cumprimento das


responsabilidades sociais e ambientais, sugeriu-se a adoção de três relevantes
conceitos:

 Processos produtivos: conservação de matérias-primas e energia, eliminação


de materiais tóxicos e redução da quantidade e toxidade dos resíduos e
emissões;
 Produtos: redução dos impactos negativos ao longo do ciclo da vida do
produto, desde a extração das matérias-primas até sua disposição final;
 Serviços: incorporação de preocupações ambientais no planejamento e na
entrega dos serviços.
De acordo com Mello et al, (2008), esses conceitos que visam assegurar a
preservação ambiental mediante o mecanismo de produção mais limpa, resumem-se
em: diluir controlar e prevenir. Esses itens quando trabalhados podem assumir um
amplo campo de opções na solução ambiental de impactos ambientais.

As principais causas que levaram a relatar tais itens em relação aos impactos
ambientais advêm praticamente de todos os setores produtivos na questão do
desperdício de matéria-prima e energia. Esses desperdícios no processo final
produtivo transformaram-se em rejeito, gerando uma série de impactos nas esferas
ambientais, contemplando a relevância do mecanismo de produção mais limpa no
sistema de gestão ambiental. (MELLO et al, 2008).

As indústrias devem propor um amplo estudo na utilização do insumo,


utilizando matéria-prima que evitem a produção de rejeitos que agridam o meio
ambiente. As empresas que produzirem rejeitos tóxicos deveram passar por
tratamento e disposição final adequado. As responsabilidades ambientais serão
exigidas das indústrias à medida que as nocividades dos rejeitos produzidas possam
prejudicar as matrizes ambientais. Outro motivador importante para não gerarem
resíduos é referente à pressão imposta pelo mercado, ou seja, competitividade
industrial perante um sistema globalizado instituído através de normas e
regulamentos ambientais (DEMAJOROVIC e VILELA JÚNIOR, 2006).

3.1.9 Desenvolvimentos no século XX

A revolução industrial ocorrida no Século XIX trouxe consigo um gradual


abandono do uso de derivados da biomassa em todas as áreas, havendo uma
substituição por insumos fósseis de carbono (carvão mineral, petróleo e gás natural).
Baseadas no florescimento das áreas de química, física e engenharias, novos
materiais com propriedades superiores aos já existentes começaram a ser
sintetizados e produzidos utilizando carbono fóssil. Com a virada para o Século XX a
indústria do petróleo e a petroquímica se difundiram rapidamente. Derivados do
petróleo começam a ser desenvolvidos com características únicas e preços baixos,
e como consequência começam rapidamente a substituir os derivados de biomassa.
Obviamente, o setor de tintas não ficou imune a este processo, havendo uma
invasão no mercado de tintas expressivas que utilizam como veículos novas resinas
sintéticas e como solventes compostos derivados de petróleo (MELO e SUAREZ,
2012).

Como a maioria das ciências, a indústria de tintas e vernizes, que tinha


sofrido pequenas alterações ao longo do tempo, sentiu o tremendo impacto científico
e tecnológico surgido no século XX. Novos pigmentos, melhoria dos óleos secativos,
resinas celulósicas e sintéticas e uma grande variedade de agentes modificantes
começaram a fluir dos laboratórios especializados e das linhas de produção
industriais, transformando-se na base de uma corrente infindável de novos
revestimentos orgânicos. O advento de emulsões aquosas e tinta com base em
soluções aquosas proporcionaram outra dimensão para a variedade, utilização e
complexidade no campo das tintas (FAZENDA, 2009).

Durante o século XX, com o crescimento das indústrias petroquímicas e o


desenvolvimento tecnológico na área de tintura, os pigmentos e resinas foram sendo
substituídos produtos sintéticos, aumentado assim à qualidade das tintas. Houve,
porém no século XX, restrições na fabricação de tinta, pois descobriram que a
substância encontrada na tinta como o chumbo envenenava as crianças que levava
a mão à boca. Para atender às novas regulamentações ambientais e a exigências
dos consumidores nos últimos anos, foram criadas leis que regulamentam o teor de
Compostos Orgânicos Voláteis (COV), referindo à tinta que na sua formulação não
leva solvente. Chamadas também de tintas ecológicas (REIS, 2012).

Foi a partir do início do século XX que ocorreu o grande desenvolvimento


tecnológico em tintas e afins; a associação de matérias-primas de origem vegetal
com produtos oriundos da carboquímica permitiu o desenvolvimento de novos
materiais poliméricos, pigmentos e solventes. Posteriormente, a petroquímica
passou a se constituir na fonte mais importante de matérias-primas para tintas e
correlatos. As tintas representam uma das aplicações mais importantes dos
polímeros. A diversidade de materiais poliméricos empregados por essa atividade
industrial é ampla, sendo os principais: alquídicas, poliésteres, epóxi, acrílicas,
vinílicas, borracha clorada, maleicas, melamínicas, ureicas, poliuretânicas etc.
(FELTRIN, 2004).
Atualmente, o emprego de tintas é muito abrangente, vai desde a pintura
arquitetônica convencional até pinturas especiais para “microchips”. Cada vez mais
vêm sendo pesquisadas novas tecnologias de pintura que possibilitem uma
qualidade para a aplicação desejada, que apresentem uma alta durabilidade, custo
mínimo e que principalmente, promovam uma redução dos impactos ambientais. As
formulações atuais apontam para uma redução do teor de solventes derivados de
petróleo, com o objetivo de reduzir a emissão de solventes orgânicos para a
atmosfera. As tintas à base de água são amplamente difundidas e pesquisadas
atualmente, por constituírem sistemas menos poluentes, comparados aos sistemas
à base de solventes orgânicos. Uma alternativa para reduzir essa emissão, é o uso
de sistemas com reduzido teor de solventes, como exemplo, as tintas de alto-sólidos
e as tintas em pó, que já estão sendo amplamente utilizadas (MELO e SUAREZ,
2012).

Outra tendência com um rápido crescimento no mercado das tintas refere-se


às tintas de cura ultravioleta, que já vem sendo utilizadas em alguns ramos
industriais. Essas tintas possibilitam uma redução do impacto ambiental causado
pelos compostos orgânicos voláteis (VOCs), que são emitidos para atmosfera
durante a cura das tintas convencionais. Nesse sistema de revestimento não se
utilizam VOCs e o solvente presente na formulação (o monômero) também participa
do revestimento, ou seja, também permanece fixada na película e recobre o
substrato (MELO e SUAREZ, 2012).

3.2 FABRICAÇÃO DE TINTAS NO BRASIL

O Brasil é o quinto maior produtor de tintas do mundo, perdendo apenas para


os Estados Unidos, China, Índia e Alemanha. Em território nacional fabricam-se
tintas destinadas as mais variadas finalidades, com tecnologia e eficiência técnica,
podendo ser comparado com a indústria de países desenvolvidos (ABRAFATI,
2010). Em todo o país existem inúmeros fornecedores de tintas, entretanto fica
concentrada 75% das vendas entre os 10 maiores fornecedores. Sendo que esse
percentual é dividido entre os seguimentos: imobiliário, automotivo, industrial.

A indústria de Tinta Imobiliária representa cerca de 80% do volume total e


64% do faturamento. A Tinta Automotiva, utilizada pelas montadoras, correspondem
a 4% do volume e 6,5% do faturamento, já a utilizada para a repintura automotiva,
representa 4% do volume e 8,5% do faturamento, por fim a Tinta Industrial, utilizada
para beneficiamento em eletrodomésticos, móveis, autopeças, naval, aeronáutica,
manutenção de modo geral, representa 12% do volume e 21% do faturamento
(SOUZA, 2014).

O mercado nacional impulsionado pelo aquecimento da construção civil, está


atualizando sua tecnologia e competência técnica, espelhando-se nos mais
avançados centros produtores do mundo, as maiores empresas do país estão
acompanhando as tendências internacionais investindo na qualidade dos produtos,
nas novidades de mercado, bem como a preocupação com o meio ambiente
(ABRAFATI, 2010).

Com foco voltado para a questão da sustentabilidade, as principais indústrias


de tintas radicadas do país vêm investindo em técnicas com o intuito de desenvolver
produtos cujo impacto para o meio ambiente seja reduzido, minimizando as
quantidades utilizadas de água, energia, resíduos, poluição, e controle da emissão
dos VOC (compostos orgânicos voláteis) (SOUZA, 2014).

No mercado encontra-se uma extensa variedade de tipos de tintas graças ao


desenvolvimento de melhores resinas, pigmentos e formulação variada e
computadorizada disponibilizada pela maioria dos fabricantes. O avanço tecnológico
possibilitou o lançamento de produtos cada vez mais inovadores onde é possível
encontrar produtos que tenham ainda funções técnicas especiais como reduzir a
absorção de água, melhorar aspectos de higiene, resistência à abrasão, resistência
ao crescimento de fungos, antiestática, conforto térmico, entre outros (ANGHINETTI,
2012).

3.3 A COMPOSIÇÃO DAS TINTAS

A Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (ABRAFATI, 2011), em


suas diversas publicações, define as tintas e vernizes como uma preparação,
geralmente na forma líquida, cuja finalidade é a de revestir uma dada superfície ou
substrato para conferir beleza e proteção. Quando essa tinta não contém pigmentos,
ela é chamada de verniz. Por ter pigmentos, a tinta cobre o substrato, enquanto o
verniz deixa transparente. Por conta da característica de transparência dos vernizes,
sua qualidade e aspecto final devem ser bastante elevados, visto que este tipo de
produto – o verniz – deixa o substrato à mostra sendo então necessária uma boa
aderência ao substrato e elevada resistência físico-química ao intemperismo e
abrasões (ABRAFATI, 2011).

As tintas constituem-se em um produto industrial de enorme aplicabilidade no


mundo moderno. Com uma gama de aplicação tão diversa, seja na Indústria
Automotiva, Indústria de Alimentos e em diversas outras áreas, como na Imobiliária,
que no Brasil representa 79% do mercado de tintas. Na Construção Civil as tintas
têm relevada importância também pelas extensões das áreas pintadas, implicando
num alto custo. Além de sua influência psicológica sobre as pessoas, as tintas
podem facilitar a higienização dos ambientes, proporcionar conforto térmico e
controlar a luminosidade (ANGHINETTI, 2012).

Na linha industrial, os substratos mais utilizados, aplicado de modo


pulverizado, são: PS, PP, ABS, alumínio, aço inoxidável e laminado a frio, podendo
ser aplicado diretamente sobre estas superfícies, ou ainda em sistema de três
camadas: primer, tinta e por fim o verniz. Assim como as tintas, existem vários tipos
de vernizes, e sua denominação também se dá pela composição da resina que o
constitui. Uma tinta líquida geralmente possui quatro componentes básicos, que são:
resinas, solventes, pigmentos e aditivos, onde o verniz é composto por todos estes
componentes, exceto o pigmento (SANTOS et al., 2012).

3.3.1 Componentes básicos da tinta

As tintas são compostas basicamente por quatro substâncias, que são as


resinas a parte não volátil, que serve para aglomerar as partículas de pigmento, o
pigmento que é utilizado para conferir cor, opacidade, certas características de
resistência e outros efeitos, o aditivo que adicionado nas tintas, proporciona melhoria
em suas propriedades, e por fim o solvente um líquido volátil, geralmente de baixo
ponto de ebulição, utilizado nas tintas para dissolver a resina e dar uma boa
trabalhabilidade do produto na hora da aplicação (PERRARO e PIVA, 2017).
 Resina: Principal componente de uma tinta ou verniz com características
particularmente desejáveis na aplicação final destes produtos, a resina
responde pela maioria das propriedades físico-químicas da formulação. é a
parte não volátil da tinta, que serve para aglomerar as partículas de
pigmentos. A resina também denomina o tipo de tinta ou revestimento
empregado. Assim, por exemplo, tem-se as tintas acrílicas, alquídicas,
epoxídicas, dentre outras. Há basicamente duas formas de classificação das
resinas: as termofixas, que são obtidas por reações de polimerização do
sistema de resinas juntamente com a evaporação de solventes; e as
termoplásticas, em que o filme é obtido somente por evaporação de solvente.
As propriedades dos filmes termofixos são superiores aos termoplásticos,
com relação a brilho, resistência química, resistência mecânica, durabilidade
e outras (SANTOS et al., 2012).
 Pigmento: Componente básico em uma tinta são os pigmentos que são
responsáveis principalmente por sua cor e maior durabilidade. Pigmento é um
material sólido finamente dividido, insolúvel no meio. Utilizado para conferir
cor, opacidade, certas características de resistência e outros efeitos. São
divididos em pigmentos coloridos (conferem cor), não coloridos e
anticorrosivos, conferem proteção aos metais. A função dos pigmentos e dos
fíleres não é formar simplesmente uma superfície colorida, agradável pelo
estético, qualquer que seja importância deste fator. As partículas sólidas na
tinta refletem muitos dos raios de luz destrutivos e, dessa maneira, ajudam a
prolongar a duração de toda a tinta. Em geral, os pigmentos devem ser
opacos, a fim de que tenham um bom poder de cobertura, e quimicamente
inertes, a fim de que tenham estabilidade e uma vida longa. Os pigmentos
devem ser atóxicos ou pelo menos ter uma toxidez muito baixa, não só para
pintores, mas também para os usuários dos recintos pintados. Finalmente, os
pigmentos devem ser molháveis pelos constituintes formadores de película e
baratos. Os diferentes pigmentos possuem diferentes poderes de cobertura
por unidade de massa. Sem os materiais formadores de película, os
pigmentos não seriam mantidos na superfície (ANGHINETTI, 2012).
 Aditivo: São ingredientes que, adicionados às tintas, proporcionam
características especiais às mesmas ou melhorias nas suas propriedades.
São utilizados para auxiliar nas diversas fases da fabricação e conferir
características necessárias à aplicação. Podemos dizer que existe uma
variedade enorme de aditivos usados na indústria de tintas e vernizes, como
secantes, anti-sedimentantes, niveladores, antiespumante. Em uma
formulação qualquer, raramente o total de aditivos excedem 5% da
composição e esses são usualmente divididos por funções e não por
composição química ou forma física (SANTOS et al., 2012).
 Solventes: Utilizados na solubilização da resina, no controle e acerto de
viscosidade e auxilia no processo de fabricação das tintas e na aplicação. Os
solventes são classificados em verdadeiros, auxiliares e falsos: os
verdadeiros são aqueles que são miscíveis, em qualquer proporção, com uma
determinada resina; os solventes auxiliares são aqueles que não solubilizam
a resina, mas auxiliam o solvente verdadeiro na solubilização do veículo; e os
falsos solventes são aqueles possuem baixo poder de solvência. Os
solventes são geralmente divididos em dois grupos: os hidrocarbonetos e os
oxigenados. Por sua vez, os hidrocarbonetos podem ser subdivididos em dois
tipos: alifáticos e aromáticos, enquanto os oxigenados englobam os álcoois,
acetatos, cetonas, éteres etc. A escolha de um solvente em uma tinta deve
ser feita de acordo com a solubilidade das resinas respectivas da tinta,
viscosidade e da forma de aplicação (SANTOS et al., 2012).

3.3.2 Vantagens do mecanismo de produção mais limpa

A P+L esta relacionada com a prevenção e a não geração de rejeitos. Isso


significa, no entanto, que as tecnologias de “fim de tubo” não são alternativas que
possam ser adotadas quando se realiza a gestão ambiental. A P+L possibilita a
indústria manejar seus problemas de processos, produtos e serviços, com a seleção
e o planejamento da tecnologia mais apropriada para a situação da organização
(MELLO et. al, 2008).

Segundo Mello et. al.(2008), investir na produção mais Limpa é um recurso


benéfico tanto na questão ambiental quanto econômica. O retorno para esse
investimento aparece em pouco espaço de tempo. A maior dificuldade a ser
enfrentada e a realização de treinamentos com todos os colaboradores,
indiferentemente do nível de setor, objetivando a sensibilização quanto à
implementação de P+L. Os custos relacionados aos investimentos da proteção
ambiental tendem diminuir á medida que as técnicas implementadas atuem
eficientemente no processo produtivo, como otimização da matéria- prima,
eliminação e reutilização do rejeito gerado, e eliminação ou máxima redução de
contaminantes na fonte geradora.

Produção mais limpa significa a aplicação contínua de uma estratégia


econômica, ambiental e tecnologia integrada aos processos e produtos, a fim de
aumentar a eficiência no uso de matérias-primas, água e energia, por meio da não-
geração, minimização ou reciclagem de resíduos gerados (BARBIERI, 2006)

Tal qual Demajorovic e Vilela Júnior (2006), os benefícios da produção mais


Limpa podem ser listados como:

 Uma solução para a redução do consumo de matéria-prima;


 Maior eficiência no processo produtivo;
 Redução e eliminação de contaminantes nas fontes geradoras;
 Valorização da imagem da empresa perante as partes interessadas;
 Maior conservação dos recursos naturais;
 Contribui para conscientização ambiental;
 Previne futuros acidentes ambientais;
 Melhora as relações entre a comunidade e a empresa;
 Aumento da confiabilidade e da eficiência das ações de controle ambiental.

Segundo Demajorovic e Vilela Júnior (2006), para ser enquadradas no


processo de P+L, as empresas deverão apresentar uma estratégia de
reaproveitamento de materiais e insumos já processados e, portanto, modificados ao
processo que os originou ou a outro processo, localizado dentro da mesma planta.

Para Barbieri (2006), o uso de insumos como complemento da matéria-prima


é uma estratégia benéfica que auxilia na minimização de poluentes, de resíduos e
de consumo dos recursos naturais. Os insumos quando embutidos na matéria-prima
podem melhorar sua composição química, tornando um material menos poluente
quando processados ou transformados nas etapas produtivas. Após passar pelos
processos industriais, o rejeito produzido pode tornar menos poluente decorrente da
natureza dos insumos utilizados.
4. METODOLOGIA

Esse trabalho foi desenvolvido em uma empresa localizada no polo industrial


de Manaus, onde o laboratório e a borra de tinta foram disponibilizados para o
desenvolvimento do projeto.

4.1 PREPARAÇÃO DA BORRA

O primeiro passo consistiu na coleta de 180 kg de borra de tinta que foi


direcionada ao processo de filtragem, onde em seguida foi transferida para um
tacho, após esse processo foi levada para homogeneização nos batedouros. Após a
homogeneização coletou-se uma amostra do material para análise em laboratório.
Foram realizados os procedimentos de verificação do pH da borra da tinta e
verificação do teor de sólidos.

4.2 ANÁLISE DE OBTENÇÃO DO TEOR SÓLIDO

Para obtenção do teor sólido de uma determinada amostra, será utilizada uma
metodologia laboratorial específica para quantificação do teor de sólidos presentes
na amostra, como neste caso o da borra de tinta imobiliária, conforme Figura 1.

Figura 1: Fluxograma para obtenção de teor de sólido.

Fonte: Elaborada pelo autor, 2020.

A partir desse processo foram coletadas amostras e deixados fora da estufa


para esfriar, depois foi pesado novamente e anotado a massa das amostras.

O Cálculo do teor de sólido foi obtido através da equação 1.

Sólidos = (P3 - P1) x 100


(P2 - P1)
Onde:
P1 = Peso do recipiente.
P2 = Peso do recipiente + borra de tinta antes da estufa.
P3 = Peso do recipiente + borra de tinta depois da estufa.

4.3 PRODUÇÃO DA TINTA UTILIZANDO A SOMA A PARTIR DO TEOR SÓLIDO

Após ser determinado o teor de sólido, foi adicionado a borra de tinta como
matéria-prima. Assim diminuiu a porcentagem de cargas minerais para a adição da
borra de tinta, por exemplo: se o teor de sólido for 8 % será retirado 8% de cargas
minerais para adicionar 8% da borra de tinta para que a nova tinta fique com a
mesma característica da existente na fábrica.

Seguido à mesma metodologia e o mesmo padrão para a produção da tinta


de piso, cada adição de matéria prima tem a sua sequência: soluções, cargas
minerais, borra de tinta, resina, pigmentos, solvente. Assim será feito a primeira
amostra usando esse percentual de matéria-prima para a formulação da nova tinta
piso, 4,3% de soluções, 13 % de cargas minerais, 10% da borra de tinta, 33% de
resina, 1%de pigmento, 38,7de solvente.

Após ser adicionado toda matéria-prima no tacho, na sua determinada ordem


e homogeneizado aprontou-se a tinta e foi coletado uma amostra para fazer as
análises em laboratório: verificação de pH, viscosidade, secagem, peso específico,
resistência e cobertura. Foi feito o comparativo entre a tinta em teste feito com a
Borra de tinta e a Tinta Piso que já existe na fábrica.

A tinta piso, nova feito com a borra apresentou uma melhor performance na
parte de resistência ela ficou mais resistentes do que a padrão. Isso ocorreu devido
a borra de tinta ter um certo percentual de resina existente nela.
5. RECURSOS

MATERIAIS LABORATORIAIS R$

CRONÔMETRO 109,00

TERMÔMETRO 70,00

BALANÇA 1.500,00

ESTUFA 2.590,00

PIQUINÔMETRO 300,00

MÁQUINA DE LAVABILIDADE 3.800,00

PAGÂMETRO 89,00

VISCOSÍMETRO 5.200,00

BÉQUER 250 ml 18,00

ESPÁTULA 11,00

PAPEL ALUMÍNIO 3,50

EXPECTO FOTÔMETRO 19.000,00

TOTAL: 32.690,50

MATERIAIS E MÁQUINÁRIOS R$

BOMBA DE 5CV 3.600,00

TACHO DE INOX DE 1000L 2.300,00

MEXEDOR DE TINTAS 4.000,00

FILTROS E MALHAS DE 250 ml 5,00

TOTAL 14.900,00

REAGENTES PARA FABRICAÇÃO DE 1L DE TINTA R$

SOLUÇÕES 0,75

CARGAS E MINERAIS 0,26

RESINA 1,10

PIGUIMENTO 0,28

PH 0,35

TOTAL: 2,74

VALOR TOTAL: 47.593,24

6. CRONOGRAMA
MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

Levantamento
1 X X X
Bibliográfico

Preparação da
2 X
Borra

Caracterização
3 X X
da Borra

Produção de
4 tinta com a X
borra
Levantamento
5 e discussão de X
recursos

Preparação da
6 X
monografia

Defesa da
7 X
monografia

7. REFERÊNCIAS

ANGHINETTI, Izabel Cristina Barbosa. Tintas, suas propriedades e aplicações


imobiliárias. Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, 2012. Disponível em:
http://www.kroten.com.br/uploads/Downloads/2653dd90b725e6954cc175d8ecf431c6/tintas_-
suas-propriedades-e-aplica%C3%87%C3%95es-imobili%C3%81rias.pdf. Acesso em: 11 de
abril de 2020.

BARBIERI, José Carlos. Gestão Ambiental Empresarial: conceitos, modelos e


instrumentos. São Paulo: Saraiva 2006. 328p.

DEMAJOROVIC, Jacques; VILELA JÚNIOR, Alcir. (Org.). Modelos e Ferramentas de


Gestão Ambiental: Desafios e Perspectivas para as Organizações. São Paulo:
SENAC/SC; 2006 396 p.

FAZENDA, Jorge M.R .TINTAS- Ciência e Tecnologia, coordenador - 4ª edição rev. e


ampl. – São Paulo: Editora Blucher, 2009. Vários Autores

FELTRIN, Suzana Tramontin. Implementação de ensaios para avaliação do


desempenho de tintas imobiliárias. Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.
Florianópolis, 2004. Disponível em:
https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/105163/Suzana%20Tramontin
%20Feltrin.pdf?sequence=1. Acesso em: 11 de abril de 2020.

MELLO, M.C, Abreu de; LEMOS, A. D da CUNHA; NASCIMENTO, L.Felipe. Gestão Sócio-
ambiental Estratégica. Porto Alegre. Bookman, 2008. 229p.

MELLO, V. M.; SUAREZ, P. A. Z. As Formulações de Tintas Expressivas Através da


História. Universidade de Brasília, Laboratório de Materiais e Combustíveis, Instituto de
Química, P. Box. 4478, 70919- 970, Brasília, DF. Rev. Virtual Quim., 2012, 4 (1), 2-12.
Disponível em: http://static.sites.sbq.org.br/rvq.sbq.org.br/pdf/v4n1a02.pdf. Acesso em: 11
de abril de 2020.

PERRARO, Andrew Pereira; PIVA, Jorge Henrique. Avaliação da absorção de água por
capilaridade em tintas usadas na construção civil. Universidade do Extremo Sul
Catarinense – UNESC, 2017. Disponível em:
http://repositorio.unesc.net/bitstream/1/5877/1/AndrewPereiraRemor.pdf. Acesso em: 11 de
abril de 2020.

REIS, Ricardo de Freitas. A Importância da Tinta Líquida Industrial. Universidade


Candido Mendes – Rio de Janeiro, 2012.

SANTOS, Ana Carolina Bispo; SILVA, Daiana Ferreira; SILVA, Danieli Barbosa.
Desenvolvimento e análises de tintas e vernizes na linha de pulverizados. Faculdade
de Pindamonhangaba – SP, 2012. Disponível em:
http://www.bibliotecadigital.funvicpinda.org.br:8080/jspui/bitstream/123456789/49/1/SantosSi
lvaSilva.pdf. Acesso em: 11 de abril de 2020.

SOUZA, Ana Gabriela Rocha. Panorama do setor de tintas no Brasil: condições e


perspectivas no segmento de tintas imobiliárias. 2014. Monografia do curso de
Administração, da Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC. Disponível em:
http://repositorio.unesc.net/bitstream/1/3258/1/ANA%20GABRIELA%20ROCHA%20DE
%20SOUZA.pdf. Acesso em: 11 de abril de 2020.