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REPÚBLICA DE ANGOLA

MINISTERIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES


INSTITUTO SUPERIOR DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
“VENÂNCIO DE MOURA”

RELATORIO RELATIVO A PALESTRA DE SUA EX.ª O


MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DO BRASIL, SOBRE
A POLÍTICA INTERNA E EXTERNA DA REPÚBLICA
FEDERATIVA DO BRASIL.

Autor: Nilton Juviano da Cruz de Castro

Luanda, 17 de Janeiro de 2020


INTRODUCÇÃO
O presente relatório visa descrever a palestra ministrada por S.Exª o Ministro
das Relações Exteriores da República Federativa do Brasil, Ernesto Araújo. O
colóquio teve lugar no dia 13 de dezembro de 2019, as 10 horas da manhã, no
anfiteatro “Afonso Van-Dúnem “M’Binda”, no Ministério das Relações Exteriores
da República de Angola.
A palestra foi presidida pelo Ministro brasileiro e coadjuvada por:
• S.Exª. o Secretario de Estado para a Cooperação Internacional e
Comunidades Angolanas, Domingos Custódio Vieira Lopes,;
• S.Exª. Kenneth da Nóbrega, Secretario de Negócios Bilaterais no Oriente
Medio, Europa e África do Ministério das Relações Exteriores do Brasil;
• Exma. Directora da Direcção América do MIREX-Angola; Sr.ª Esmeralda
Mendonça.
Estiveram presentes os directores e técnicos das diferentes direcções do
Ministério das Relações Exteriores, assim como, membros do corpo diplomático
acreditado em Angola. Igualmente, encontravam-se na palestra os Adidos
Diplomáticos, entre outros.
O relatório está separado em 3 partes, a Introducção, o “A Palestra” e a
Conclusão.

A PALESTRA
O Embaixador Araújo, ao começar o seu discurso, referiu que a politica externa
brasileiro fará uma mudança de paradigma em relação ao anterior governo.
Mencionou ainda que, o anterior governo, exercia uma política externa de
“medos” e com ausência de ideias. Apontou que, desde a tomada de posse da
nova governação, houve mudança enquanto ao modo de actuar do Brasil na
política externa, uma nova fase inspirada num projecto político e da nação, que
escolheu como seu veículo o Presidente da República Federativa do Brasil, S.E.
Jair Bolsonnaro, e esta política esta dirigida para o bem da generalidade e não
apenas para uma minoria da elite brasileira.
Falou sobre a recuperação das raízes brasileiras, primando voltar a fazer parte
do occidente. Também recuperar a vertente indígena, referindo-se a este povo,
como sendo parte do povo brasileiro. Exaltou a identidade africana, referindo-se
a esta como fundamental, fundacional e constitutiva do povo brasileiro, e
portanto, diz ser razão da sua visita a vários países africanos, com intuito
estreitar laços entre o Brasil e os povos do Continente Africano, e no caso
concreto com Angola.
Logo, referiu-se a que um povo sem identidade é mais susceptível de perder a
sua liberdade, isto é, luta pelos seus interesses individuais e perde-se o
verdadeiro sentido de soberania.
O Ministro Araújo, expos que a Liberdade é a alma da democracia, mas que não
se deve confundir uma com a outra, pois, a democracia é do Estado e a liberdade
é da Nação. Por isto, o núcleo essencial da política do Brasil é a recuperação
dessa liberdade dentro dos princípios da Democracia, e isto é o que caracteriza
este novo período governativo do Brasil.
Refere-se ao sentido de nação, e enquanto a isto, exemplifica com a votação
positiva no Reino Unido da Grã Bretanha referente ao BREXIT, e classifica esta
victória como o “Triunfo do sentimento nacional”.
Ainda sobre a anterior governação, expos que o Brasil não celebrou nenhum
acordo comercial significativo, que se tinham perdido certas áreas de comercio
na América Latina, que foram adiados durante muito tempo os acordos com a
União Europeia e que a pesar que se afirmava sobre a priorização do
MERCOSUL, e os supostos “parentes“ ideológicos, do anterior governo, punham
uma serie de barreiras as exportações brasileiras.
O Embaixador Ernesto Araújo, refutando o que se fez no anterior governo,
explicou que a política externa do Brasil hoje é diferente, visa promover a
democracia, zelar pela segurança pública e fazer uma politica externa também
lucrativa. Tomando as medidas certas, referiu-se aos 11 meses e 3 dias desde
a tomada de posse do novo Presidente da Republica Federativa do Brasil, e que
dentro desta curta margem de tempo ainda não fizeram tudo o que planificaram,
mais que já houve grandes avanços, tais como:
• Os 2 maiores acordos comerciais com a União Europeia;
• A criação de um novo MERCOSUL, participando na sua reestructuração;
• Já estructuraram uma relação mais simétrica com a China, conseguindo
assim novos mercados e investimentos productivos para o Brasil;
• Já há um aumento no turismo, geração de empregos e fazendo acordos
de isenção de vistos;
• Estão a construir uma relação num patamar muito mais elevado com os
países Árabes;
• Tem uma relação muito mais productiva com o Israel;
• Ainda não conseguiram tudo que queriam em relação aos Estados Unidos
da América, mas se está a trabalhar entorno a execução de acordos na
área tecnológica, como o desenvolvimento da base espacial do Brasil;
• Em relação ao continente africano, querem o impulso dos seus países na
área comercial e económica. Desejam participar decisivamente no
processo de crescimento do continente africano.
S.E. Ernesto Araújo, conclui que não fez uma abordagem, per se, sobre a política
externa brasileira, pois, não queria fazer uma abordagem sobre a política externa
como algo técnico e que só existe uma maneira de executa-la, mas sim uma arte
e como uma das tantas expressões de um povo.

CONCLUSÃO
Considero que o discurso de S.E. Ernesto Araújo, Ministro das Relações
Exteriores da República Federativa do Brasil, girou em volta à crítica ao anterior
governo do Brasil, e exaltando os ganhos que tem tido novo governo em pouco
tempo. Demostrando uma nova imagem do Brasil perante o Mundo e uma nova
forma de fazer política, desde uma óptica diferente.

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