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8 SÉRIE 9 ANO
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
Volume 2

EDUCAÇÃO
FÍSICA
Linguagens

CADERNO DO PROFESSOR
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO

MATERIAL DE APOIO AO
CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO
CADERNO DO PROFESSOR

EDUCAÇÃO FÍSICA
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
8a SÉRIE/9o ANO
VOLUME 2

Nova edição

2014 - 2017

São Paulo
Governo do Estado de São Paulo
Governador
Geraldo Alckmin
Vice-Governador
Guilherme Afif Domingos
Secretário da Educação
Herman Voorwald
Secretária-Adjunta
Cleide Bauab Eid Bochixio
Chefe de Gabinete
Fernando Padula Novaes
Subsecretária de Articulação Regional
Rosania Morales Morroni
Coordenadora da Escola de Formação e
Aperfeiçoamento dos Professores – EFAP
Silvia Andrade da Cunha Galletta
Coordenadora de Gestão da
Educação Básica
Maria Elizabete da Costa
Coordenadora de Gestão de
Recursos Humanos
Cleide Bauab Eid Bochixio
Coordenadora de Informação,
Monitoramento e Avaliação
Educacional
Ione Cristina Ribeiro de Assunção
Coordenadora de Infraestrutura e
Serviços Escolares
Dione Whitehurst Di Pietro
Coordenadora de Orçamento e
Finanças
Claudia Chiaroni Afuso
Presidente da Fundação para o
Desenvolvimento da Educação – FDE
Barjas Negri
Senhoras e senhores docentes,

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo sente-se honrada em tê-los como colabo-
radores nesta nova edição do Caderno do Professor, realizada a partir dos estudos e análises que
permitiram consolidar a articulação do currículo proposto com aquele em ação nas salas de aula
de todo o Estado de São Paulo. Para isso, o trabalho realizado em parceria com os PCNP e com
os professores da rede de ensino tem sido basal para o aprofundamento analítico e crítico da abor-
dagem dos materiais de apoio ao currículo. Essa ação, efetivada por meio do programa Educação
— Compromisso de São Paulo, é de fundamental importância para a Pasta, que despende, neste
programa, seus maiores esforços ao intensificar ações de avaliação e monitoramento da utilização
dos diferentes materiais de apoio à implementação do currículo e ao empregar o Caderno nas ações
de formação de professores e gestores da rede de ensino. Além disso, firma seu dever com a busca
por uma educação paulista de qualidade ao promover estudos sobre os impactos gerados pelo uso
do material do São Paulo Faz Escola nos resultados da rede, por meio do Saresp e do Ideb.

Enfim, o Caderno do Professor, criado pelo programa São Paulo Faz Escola, apresenta orien-
tações didático-pedagógicas e traz como base o conteúdo do Currículo Oficial do Estado de São
Paulo, que pode ser utilizado como complemento à Matriz Curricular. Observem que as atividades
ora propostas podem ser complementadas por outras que julgarem pertinentes ou necessárias,
dependendo do seu planejamento e da adequação da proposta de ensino deste material à realidade
da sua escola e de seus alunos. O Caderno tem a proposição de apoiá-los no planejamento de suas
aulas para que explorem em seus alunos as competências e habilidades necessárias que comportam
a construção do saber e a apropriação dos conteúdos das disciplinas, além de permitir uma avalia-
ção constante, por parte dos docentes, das práticas metodológicas em sala de aula, objetivando a
diversificação do ensino e a melhoria da qualidade do fazer pedagógico.

Revigoram-se assim os esforços desta Secretaria no sentido de apoiá-los e mobilizá-los em seu


trabalho e esperamos que o Caderno, ora apresentado, contribua para valorizar o ofício de ensinar
e elevar nossos discentes à categoria de protagonistas de sua história.

Contamos com nosso Magistério para a efetiva, contínua e renovada implementação do currículo.

Bom trabalho!

Herman Voorwald
Secretário da Educação do Estado de São Paulo
A NOVA EDIÇÃO
Os materiais de apoio à implementação f incorporar todas as atividades presentes
do Currículo do Estado de São Paulo nos Cadernos do Aluno, considerando
são oferecidos a gestores, professores e alunos também os textos e imagens, sempre que
da rede estadual de ensino desde 2008, quando possível na mesma ordem;
foram originalmente editados os Cadernos f orientar possibilidades de extrapolação
do Professor. Desde então, novos materiais dos conteúdos oferecidos nos Cadernos do
foram publicados, entre os quais os Cadernos Aluno, inclusive com sugestão de novas ati-
do Aluno, elaborados pela primeira vez vidades;
em 2009. f apresentar as respostas ou expectativas
de aprendizagem para cada atividade pre-
Na nova edição 2014-2017, os Cadernos do sente nos Cadernos do Aluno – gabarito
Professor e do Aluno foram reestruturados para que, nas demais edições, esteve disponível
atender às sugestões e demandas dos professo- somente na internet.
res da rede estadual de ensino paulista, de modo
a ampliar as conexões entre as orientações ofe- Esse processo de compatibilização buscou
recidas aos docentes e o conjunto de atividades respeitar as características e especificidades de
propostas aos estudantes. Agora organizados cada disciplina, a fim de preservar a identidade
em dois volumes semestrais para cada série/ de cada área do saber e o movimento metodo-
ano do Ensino Fundamental – Anos Finais e lógico proposto. Assim, além de reproduzir as
série do Ensino Médio, esses materiais foram re- atividades conforme aparecem nos Cadernos
vistos de modo a ampliar a autonomia docente do Aluno, algumas disciplinas optaram por des-
no planejamento do trabalho com os conteúdos crever a atividade e apresentar orientações mais
e habilidades propostos no Currículo Oficial detalhadas para sua aplicação, como também in-
de São Paulo e contribuir ainda mais com as cluir o ícone ou o nome da seção no Caderno do
ações em sala de aula, oferecendo novas orien- Professor (uma estratégia editorial para facilitar
tações para o desenvolvimento das Situações de a identificação da orientação de cada atividade).
Aprendizagem.
A incorporação das respostas também res-
Para tanto, as diversas equipes curricula- peitou a natureza de cada disciplina. Por isso,
res da Coordenadoria de Gestão da Educação elas podem tanto ser apresentadas diretamente
Básica (CGEB) da Secretaria da Educação do após as atividades reproduzidas nos Cadernos
Estado de São Paulo reorganizaram os Cader- do Professor quanto ao final dos Cadernos, no
nos do Professor, tendo em vista as seguintes Gabarito. Quando incluídas junto das ativida-
finalidades: des, elas aparecem destacadas.
Além dessas alterações, os Cadernos do possibilitando que os conteúdos do Currículo
Professor e do Aluno também foram anali- continuem a ser abordados de maneira próxi-
sados pelas equipes curriculares da CGEB ma ao cotidiano dos alunos e às necessidades
com o objetivo de atualizar dados, exemplos, de aprendizagem colocadas pelo mundo con-
situações e imagens em todas as disciplinas, temporâneo.

Seções e ícones

Leitura e análise Aprendendo a


aprender
Para começo de Você aprendeu?
conversa

?
!

Pesquisa individual Lição de casa

O que penso Situated learning


sobre arte?

Learn to learn Pesquisa em grupo

Homework Roteiro de
experimentação

Pesquisa de Ação expressiva


campo
Para saber mais Apreciação
SUMÁRIO
Orientação sobre os conteúdos do volume 8

Tema 1 – Jogo e esporte – Diferenças conceituais e na experiência dos jogadores 10

Situação de Aprendizagem 1 – Experimentando as diferenças entre jogo e esporte 14

Atividade Avaliadora 20

Proposta de Situações de Recuperação 22

Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão


do tema 22

Tema 2 – Esporte – Modalidade “alternativa” ou popular em outros países: beisebol 24

Situação de Aprendizagem 2 – Familiarização com o beisebol 30

Situação de Aprendizagem 3 – Construção e sistematização do jogo de beisebol 32

Situação de Aprendizagem 4 – Vamos jogar? O beisebol construído 39

Atividade Avaliadora 42

Proposta de Situações de Recuperação 43

Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão


do tema 46

Tema 3 – Atividade rítmica – Organização de festival de dança e de expressões corporais 47

Situação de Aprendizagem 5 – Planejando o festival 48

Situação de Aprendizagem 6 – Divulgando o festival 52

Situação de Aprendizagem 7 – Realizando o festival 55

Situação de Aprendizagem 8 – Avaliando o festival 58


Atividade Avaliadora 59

Proposta de Situações de Recuperação 60

Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão


do tema 60

Tema 4 – Esporte – Organização de campeonato esportivo 61

Situação de Aprendizagem 9 – Planejando o campeonato 63

Situação de Aprendizagem 10 – Divulgando o campeonato 70

Situação de Aprendizagem 11 – Realizando o campeonato 71

Situação de Aprendizagem 12 – Avaliando o campeonato 73

Atividade Avaliadora 74

Proposta de Situações de Recuperação 75

Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão


do tema 77

Quadro de conteúdos do Ensino Fundamental – Anos Finais 78


ORIENTAÇÃO SOBRE OS CONTEÚDOS DO VOLUME
Professor, este Caderno foi elaborado para funções dos jogadores e ações de ataque e de-
servir de apoio ao seu trabalho pedagógico fesa, aplicando seus princípios técnicos e táti-
cotidiano com a 8a série/9o ano do Ensino cos em situações de jogo.
Fundamental. Os temas deste volume são
enfocados a partir da concepção teórica da Os temas Atividade rítmica e Esporte serão
disciplina, já explicitada anteriormente, fun- desenvolvidos a partir da proposta de realização
damentada nos conceitos de Cultura de Movi- de um festival de dança e expressões corporais
mento e Se-Movimentar. e/ou de um campeonato esportivo. A realização
de tal iniciativa neste último semestre do Ensino
Assim, pretende-se que as Situações de Fundamental pode oferecer uma oportunidade
Aprendizagem aqui sugeridas para os temas de avaliar não só o período letivo nesta série/ano,
Jogo e esporte, Esporte e Atividade rítmica mas todo o trabalho desenvolvido pela Educa-
possibilitem que os alunos diversifiquem, sis- ção Física nas séries/anos anteriores. Essa ati-
tematizem e aprofundem suas experiências do vidade não pretende se resumir aos eventos em
Se-Movimentar no âmbito das culturas lúdica, si, mas se apresentar como oportunidade para
esportiva, gímnica e rítmica, tanto para propor- que, além das aprendizagens específicas relativas
cionar a eles novas experiências, permitindo aos ao esporte e às atividades rítmicas, possam ser
alunos estabelecer novas significações, como trabalhadas outras competências e habilidades,
para dar novos significados às experiências já como a organização de eventos. Tem por obje-
vivenciadas. Espera-se que o enfoque adotado tivo também realizar um encerramento do que
para o desenvolvimento dos conteúdos deste vo- foi desenvolvido, retomando e apresentando
lume seja compatível com as intencionalidades modalidades esportivas e manifestações lúdicas,
do projeto político-pedagógico de cada escola. gímnicas, rítmicas e de luta.

Neste volume da 8a série/9o ano serão de- Nesse sentido, pretende-se desenvolver
senvolvidos quatro temas. O primeiro, Jogo e competências e habilidades relacionadas às
esporte, enfatizará as diferenças conceituais e capacidades de:
a experiência dos jogadores. A intenção é que
os alunos tornem-se capazes de identificar o f planejar, divulgar, realizar e avaliar as eta-
processo de transformação do jogo em espor- pas do festival de dança e/ou expressões
te, bem como a conduta diferenciada entre o corporais;
jogador e o atleta. f planejar, divulgar, realizar e avaliar as eta-
pas do campeonato esportivo;
Para o desenvolvimento do segundo tema, f mobilizar-se para participar de forma ati-
Esporte – modalidade “alternativa” ou po- va, solidária e cooperativa das situações do
pular em outros países, o beisebol será usado festival e/ou do campeonato;
como exemplo. Porém, a escola, de acordo f participar, como torcedor, de forma ativa
com seu projeto político-pedagógico, poderá e respeitosa em relação aos seus colegas e
optar por outra modalidade esportiva. A in- adversários;
tenção, no caso do exemplo desenvolvido, é f avaliar todo o percurso de aprendizagem
que os alunos identifiquem e caracterizem a desenvolvido na Educação Física em todas
dinâmica do beisebol, em termos de regras, as séries/anos do Ensino Fundamental.

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Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

As estratégias escolhidas – que incluem zação de um campeonato esportivo e/ou de um


a realização de gestos/movimentos, a parti- festival de dança e expressões corporais, as ativi-
cipação em jogos, a busca de informações, a dades previstas extrapolam os limites da quadra,
projeção de vídeos, a resolução de situações- envolvendo a unidade escolar como um todo.
-problema etc. – possibilitam aos alunos uma
reflexão a partir do confronto das próprias As orientações e sugestões a seguir têm
experiências com a sistematização e o apro- por objetivo oferecer-lhe subsídios para o de-
fundamento dos conhecimentos no âmbito da senvolvimento dos temas apresentados. Não
Cultura de Movimento. pretendem apresentar as Situações de Apren-
dizagem como as únicas a serem realizadas,
Os procedimentos propostos para a avalia- nem restringir sua criatividade, como profes-
ção caminham na direção de uma avaliação sor, para outras atividades ou variações de
integrada ao processo de ensino e aprendiza- abordagem dos mesmos temas.
gem, sem estabelecer apenas procedimentos
isolados e formais. Nesse mesmo sentido, o Caderno do Aluno
é mais um instrumento para servir de apoio
As Atividades Avaliadoras devem favo- ao seu trabalho e ao aprendizado dos alunos.
recer a geração, por parte dos alunos, de Elaborado com base no Caderno do Profes-
informações ou indícios, qualitativos e quan- sor, esse material adicional não tem a preten-
titativos, verbais e não verbais, que serão in- são de restringir ou limitar as possibilidades
terpretados pelo professor, nos termos das do seu fazer pedagógico.
competências e das habilidades que se pre-
tende desenvolver em cada tema/conteúdo. De acordo com o projeto político-pedagó-
Privilegia-se a proposição de Situações de gico da escola e do planejamento do compo-
Aprendizagem que favoreçam a aplicação nente curricular, é possível que os temas nele
dos conhecimentos em situações coletivas e elencados, selecionados entre os propostos no
a elaboração de textos-síntese relacionados Caderno do Professor, não coincidam com
aos temas abordados. São também prioriza- as atividades que vêm sendo desenvolvidas
dos os questionamentos dirigidos aos alunos na escola. Neste caso, a expectativa é subsi-
ao longo das aulas, a fim de verificar a com- diar o seu trabalho para que as competências
preensão dos conteúdos e a aquisição das e habilidades propostas, tanto no Caderno
competências e das habilidades propostas. do Professor quanto no Caderno do Aluno,
sejam alcançadas.
A quadra é o tradicional espaço da aula de
Educação Física, mas algumas Situações de Para otimizar o tempo pedagogicamente
Aprendizagem aqui sugeridas podem ser desen- necessário para a aula, o Caderno do Aluno
volvidas no espaço convencional da sala de aula, apresenta as Situações de Aprendizagem, as-
no pátio externo ou em outro espaço da escola, sim como sugestões de pesquisa e atividades
como biblioteca, sala de informática ou de vídeo, de lição de casa. Além disso, traz, em todos
desde que compatível com as atividades progra- os volumes, dicas sobre nutrição ou postura.
madas. Algumas etapas podem ser também rea- É importante caracterizar o eixo temático que
lizadas pelos alunos como atividade extra-aula permeia todo o Ensino Fundamental.
(pesquisas, produção de textos etc.). Especifica-
mente neste volume, em que propomos a reali- Isto posto, professor, bom trabalho!

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TEMA 1 – JOGO E ESPORTE – DIFERENÇAS
CONCEITUAIS E NA EXPERIÊNCIA DOS JOGADORES

Falar das diferenças conceituais entre jogo o tempo para jogar “bobinho” ou se reúnem
e esporte pode parecer, a princípio, um tema para fazer embaixadas, disputando quem as
abstrato e distante da vida cotidiana. Mas a consegue fazer por mais tempo sem deixar a
lembrança de algumas situações muito con- bola cair no chão.
cretas e próximas da Cultura de Movimento
nos ajudará a compreender os conceitos de Imagine, também, um grupo de adolescen-
jogo e esporte. tes jogando futebol em um parque ou em uma
quadra qualquer no fim de semana. Todo o
Imagine um grupo de dez crianças e/ou grupo, aparentemente, joga com seriedade e
adolescentes entre 10 e 14 anos de idade, todos quer ganhar. A equipe que vence a partida ad-
vizinhos que já se conhecem há algum tempo, quire o direito de permanecer em quadra, pois
jogando taco na rua ou na praça perto de onde somente a vitória lhe garante mais um jogo:
moram. Enquanto duas duplas jogam, os ou- desta vez com o time que está esperando do
tros esperam sua vez de participar. Alguns se lado de fora. Às vezes, ocorre uma discussão,
encontram um pouco ansiosos para que a par- principalmente quando acontece algum lance
tida termine. Outros, do lado de fora, ensaiam polêmico – se foi falta, se a bola saiu ou se
movimentos com o taco ou, ainda, executam foi gol. O clima e os ânimos se alteram, mas
lançamentos com a bola para o companheiro sempre ocorre uma negociação, e o jogo segue
de dupla. Outros, enquanto esperam, utilizam como se nada houvesse ocorrido.
© Cardinal/Corbis/Latinstock
© Gabriela Romeu/Folhapress

Figuras 1 e 2 – Jogo de taco.

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Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

© T. Reutter/Plainpicture/Keystone
Figura 3 – Grupo jogando futebol em parque.

© Tom Carter/Index Stock Imagery/Latinstock

Figura 4 – Cena de uma partida de vôlei.

Imagine, agora, um jogo da Liga Mun- ambas as equipes visando a desestruturar


dial de Vôlei Feminino entre Brasil e Cuba. emocionalmente as adversárias. Há discussão
A grande rivalidade está aflorada, os “ner- entre as jogadoras das duas equipes perto da
vos” das jogadoras, dos técnicos e de todos rede, até que o árbitro é obrigado a intervir
os que assistem ao evento, pessoalmente ou com mais veemência, conversando com as ca-
pela TV, estão, como se diz popularmente, “à pitãs para que a partida prossiga.
flor da pele”. O ambiente competitivo gera
vaias contra a equipe cubana quando uma f Quais são as semelhanças entre as três si-
jogadora vai sacar ou quando faz um pon- tuações?
to. A carga de rivalidade dos últimos anos f O que as diferencia?
se faz presente nessa partida. Momentos f Quais são as posturas das crianças no jogo
muito tensos ocorrem, com provocações de de taco, do grupo de adolescentes que joga

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futebol e das equipes de vôlei que dispu- lhanças e diferenças entre jogo e esporte que
tam a Liga Mundial? podem ser apresentadas e problematizadas.
f Qual é a motivação dos envolvidos? Inicialmente, cabe uma colocação: o elemen-
f Qual é o tempo destinado a tais práticas? to fundamental de toda prática esportiva é
f Em que espaços elas ocorrem? o jogo. O jogo é o alicerce das modalidades
f Como os três grupos definem as regras de esportivas, mas o esporte não se resume ao
suas respectivas práticas corporais ou li- jogo: ele vai além, em inúmeros aspectos.
dam com elas?
Na tentativa de sintetizar esse elemento, com
As respostas a essas questões nos ajuda- base na conceituação apresentada por autores
riam a conceituar jogo e esporte. E, ainda como Fromberg, Christie, Caillois e Huizinga,
que essa tarefa não seja fácil, existem seme- Kishimoto destaca os seguintes aspectos:

1. “Liberdade de ação do jogador ou o caráter voluntário, de motivação interna e episódica


da ação lúdica; prazer (ou desprazer), futilidade, o ‘não sério’ ou efeito positivo.

2. Regras (implícitas ou explícitas).

3. Relevância do processo de brincar (o caráter improdutivo), incerteza de resultados.

4. A não literalidade, reflexão de segundo grau, representação da realidade, imaginação.

5. Contextualização no tempo e no espaço” (KISHIMOTO, 2007)1.


1
KISHIMOTO, Tizuko Morchida (Org.). Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 10. ed. São Paulo: Cortez,
2007. p. 27.

Aspectos como a liberdade de ação, a impro- negociadas pelos próprios participantes. No


dutividade/produtividade (no sentido de haver caso do futebol jogado aos fins de semana,
recompensa material) de tais ações, a dimensão existe uma grande influência da lógica do
lúdica, a flexibilização/inflexibilização das re- esporte de rendimento, mas sem o mesmo ri-
gras, o espaço e o tempo de realização são deci- gor na sua aplicação.
sivos para a conceituação e a diferenciação entre
jogo e esporte. Em princípio, os espaços em que as duas
primeiras práticas ocorreram não são necessa-
Consideremos tais características em re- riamente o aspecto definidor de suas respectivas
lação às duas primeiras situações apresenta- realizações. O espaço em que foi desenvolvido o
das no início deste tema: as crianças jogando jogo de taco não precisaria ser necessariamente
taco e o grupo de adolescentes jogando fute- a rua, podendo ser qualquer outro com as mes-
bol no fim de semana aproximam-se bastante mas condições (piso plano e amplo). O mesmo
do conceito de jogo sintetizado por Kishimo- ocorre com o jogo de futebol: a ausência de
to. Em ambas as situações, as atividades são uma trave ou de linhas que delimitam o campo
voluntárias, ou seja, todos os envolvidos reu- ou o fato de o grupo não possuir uniforme que
niram-se espontaneamente para jogar, esco- diferencie seus jogadores são aspectos que não
lhendo, portanto, estar juntos. As regras do dificultam o jogo nem impedem a sua realiza-
jogo de taco e as do futebol foram definidas e ção. É comum em parques e praças pelo Brasil

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Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

ver os chamados “jogadores de fins de semana” entendido como prática de alto rendimento/
praticando e adaptando diferentes modalidades espetáculo ou como atividade de lazer. De
esportivas em locais improvisados. acordo com esse enfoque, o futebol jogado
pelos rapazes ou pelas moças aos fins de se-
O tempo destinado a tais práticas também mana seria o esporte, como atividade de la-
não é rigorosamente definido. O jogo de taco zer, com características muito próximas às do
ocorrerá até o momento em que o grupo de jogo. Já a partida entre Brasil e Cuba na Liga
jogadores assim o quiser; nesse sentido, tanto Mundial de Vôlei estaria mais distante das
pode durar muito como terminar após pou- características do jogo, passando do mundo
cas rodadas. No futebol de fim de semana, ge- do não trabalho para o do trabalho, que deve
ralmente, ocorre uma definição prévia sobre ser produtivo.
o tempo: é comum a utilização de dez minu-
tos ou dois gols como limite, principalmente Para Bracht (2005, p. 14), o esporte moder-
quando existem muitos times do lado de fora no desenvolvido no interior da cultura inglesa
esperando a vez de jogar. – entendida como o berço do esporte moder-
no – assumiu algumas características básicas
Os sentimentos experimentados, como a que são reproduzidas até hoje: “competição,
alegria e a tensão que o jogo proporciona, rendimento físico-técnico, recorde, racionali-
são muito próximos nas duas modalidades zação e cientificização”.
apresentadas. Algo motiva os dois grupos
para aquelas práticas corporais: o prazer e O esporte é caracterizado por uma perda
a alegria vivenciados com o jogo e, às vezes, na liberdade de ação. A liberdade também
a tensão ou os conflitos. A dimensão lúdi- existe no esporte, porém os limites em relação
ca está muito presente, assim como a ques- às regras, ao espaço e ao tempo de duração
tão da competição; no entanto, o lúdico e a influenciam as ações dos atletas.
competitividade equilibram-se nas ações dos
participantes. A dimensão lúdica está presente no espor-
te de rendimento, mas encontra-se diminuída
Nesse sentido, o jogo é caracterizado pela por causa da competitividade e do objetivo
maior liberdade das ações de seus participantes, final – a vitória. Existe algo que vai além do
pois as ações dos indivíduos estão relacionadas prazer da disputa, como o título de campeão
ao lazer, à ocupação do tempo livre, à diversão, do mundo. Nesse sentido, o jogador deve ser
à socialização e à prática em si. Sendo assim, o produtivo, pois suas ações são fundamentais
jogo pode ser pensado sob o ponto de vista da para o desenvolvimento e o resultado da par-
não produtividade, desde que improdutivida- tida, o que vai ser decisivo para o futuro da
de seja entendida como algo que não gera um equipe no campeonato e para o futuro dos
produto rentável, de lucratividade. Mas o jogo atletas em suas carreiras (melhor estrutura e
produz bem-estar, prazer e experiências riquís- maior visibilidade dos atletas). Para isso, o
simas aos seus participantes; e é sob esse aspec- atleta precisa treinar, repetindo inúmeras ve-
to que se pode dizer que ele é produtivo. zes as técnicas e as táticas envolvidas na mo-
dalidade esportiva que pratica.
E a partida de vôlei feminino na Liga
Mundial? Na partida de vôlei feminino na Liga Mun-
dial, as regras são definidas por um órgão inter-
Bracht (2005) apresenta o modelo dual nacional, a Federação Internacional de Vôlei
de esporte. Para o autor, o esporte pode ser (FIVB). O espaço de realização da partida de

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© Wilson Dias/ABr
vôlei entre Brasil e Cuba é o mesmo em qual-
quer lugar do mundo, já que existe uma série de
medidas padronizadas em relação às dimensões
da quadra, à altura da rede etc. Nesse espaço,
todas as decisões sobre as ações dos jogadores
são regidas e comandadas pelo árbitro: nada em
uma partida ocorre sem a sua prévia autorização,
desde a decisão sobre um lance polêmico – se a
bola bateu fora ou dentro da quadra, se o atleta
encostou-se na rede ou invadiu a quadra da equi-
pe adversária – até o simples reinício da partida.

A seguir, apresentamos uma Situação de


Aprendizagem em que alguns dos elemen-
tos conceituais trabalhados até aqui estão
presentes. Procure construir/configurar mo-
mentos em que esses elementos possam ser
discutidos, rediscutidos e problematizados
ao longo do desenvolvimento da Situação. Figura 5 – Árbitro de vôlei.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1
EXPERIMENTANDO AS DIFERENÇAS
ENTRE JOGO E ESPORTE
O objetivo desta Situação de Aprendi- timentas, competição, dimensão lúdica e
zagem é proporcionar a compreensão das arbitragem.
principais características que diferenciam
o jogo do esporte, a partir de três dife- Os alunos vivenciarão três diferentes expe-
rentes experiências de Se-Movimentar em riências de Se-Movimentar com jogos (o jogo
jogos, cujas dinâmicas vão se tornando de taco, o “base quatro” e o “base quatro com
progressivamente mais complexas, com regras fixas”). Ao término de cada vivência,
mais exigências de desempenho e elemen- propõe-se a discussão sobre a dinâmica do
tos cada vez mais predeterminados. Pro- jogo, buscando identificar os elementos e as
põe-se priorizar as variáveis: regras das ações que as distinguem. Por fim, propõe-se
atividades, diferenças de execução em re- aos alunos que elaborem um quadro ilustra-
lação ao espaço de realização, tempo, ves- tivo das diferenças entre jogo e esporte.

Conteúdo e temas: jogo e esporte – diferenças conceituais e na experiência dos jogadores.


Competências e habilidades: identificar as diferenças (no espaço, no tempo e nas regras) e as seme-
lhanças (o prazer, a competição e a dimensão lúdica) entre o jogo e o esporte; identificar a conduta
diferenciada entre o jogador (lazer/não trabalho) e o atleta (rendimento/trabalho); identificar o pro-
cesso de transformação do jogo no esporte (como atividade de lazer ou esporte de rendimento).
Sugestão de recursos: tacos de madeira, bolas de tênis ou de borracha (pequenas), garrafas PET, car-
tolinas, canetas ou canetinhas.

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Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

Desenvolvimento da Situação de indique que se dividam em grupos de quatro


Aprendizagem 1 componentes. Nessa situação, procure levantar
a discussão sobre a postura deles no jogo: como
Etapa 1 – O jogo de taco chegaram às regras definidas, o nível de nego-
ciação e a maneira de jogar. Ressalte que, para
Proponha o jogo de taco, verificando o que o jogo ocorresse, o grupo precisou propor
que o grupo de alunos conhece sobre ele, suas e negociar as regras, e que tais regras foram sis-
principais regras, as maneiras de jogar e o ma- tematizadas por eles com base em suas próprias
terial a ser utilizado. O objetivo do jogo é fa- experiências em relação àquela prática.
zer 24 pontos. Opcionalmente, a quantidade
de pontos pode ser definida com os alunos. A Procure conduzir uma discussão que leve o
dupla que os fizer primeiro sagra-se vencedo- grupo à identificação da dimensão lúdica da-
ra. Jogam duas duplas: uma ataca enquanto a quela prática, do prazer que o jogo proporcio-
outra defende. na e da flexibilidade em relação às regras e às
decisões do grupo no jogo.
A equipe que ataca deve rebater (com um
taco) o maior número de vezes a bola lançada Professor, solicite aos alunos que
pela outra dupla. A dupla que defende tem a observem as imagens e que, em se-
incumbência de derrubar o alvo da dupla que guida, completem e assinalem a
ataca. Cada membro do ataque defende um alternativa correta das questões
alvo localizado dentro de uma base, sendo que presentes na seção “Para começo de conver-
a base de uma dupla deve ficar a 5 metros de sa”, no Caderno do Aluno.
distância da base da outra dupla. Somente com
a derrubada do alvo é que a dupla de defen- Alguma vez você jogou com seus amigos
sores adquire o direito de rebater, ou seja, de na rua ou no quintal de casa? Já quis jogar e
atacar. A cada rebatida, a dupla deve mudar de teve de esperar a vez, porque havia mais de
base. A cada mudança, são contados 2 pontos. duas equipes? Já assistiu a uma competição
de algum esporte de que você gosta e torceu
O taco pode ser um pedaço de cabo de vas- muito por seu time? Competiu em alguma
soura ou uma haste de madeira qualquer; o equipe?
importante é que esse implemento possa ser ma-
nuseado pelo rebatedor. O taco precisa ser re- Quando jogamos com nossos amigos, só
sistente, porém não deve ser pesado nem muito o fazemos enquanto estiver legal ou enquan-
comprido, para permitir que os alunos façam os to quisermos, não é? Quando você joga taco,
movimentos sem forçar os ombros. O alvo pode por exemplo, quem determina as regras? É ne-
ser uma garrafa PET ou qualquer outro obje- cessário usar uniforme ou ter árbitro, tempo
to que possa ser derrubado. Ele deve ser co- definido de jogo e campo com medidas certas
locado dentro de um círculo (a base), onde o para jogar? Provavelmente, você e seus amigos
rebatedor deve ficar e de onde este deve rebater jogam em um espaço livre qualquer (rua, cam-
a bola. A bola pode ser de tênis ou qualquer ou- pinho, quintal etc.), sem árbitros, com as regras
tra que não seja pesada nem muito grande (nas combinadas pelos jogadores, sem uniformes.
escolas, geralmente, existe a bola de iniciação, Além disso, a duração do jogo é definida pelos
de borracha, que pode ser uma boa escolha). jogadores. Isso é o que se chama de jogo. Você
é livre para tomar as decisões. Joga quando e
Deixe, inicialmente, os alunos livres para que como quer, sem a preocupação de ganhar ou
resolvam entre si a maneira de jogar. Somente perder. Não há maiores consequências, porque

15
c)

© David Madison/
The Image Bank/Getty Images
não há nada mais envolvido, apenas sua vonta-
de de se divertir.

Mas, quando todos têm de seguir com


rigidez as regras – como o tempo certo de
jogo buscando o máximo de performance –,
quando todos têm de estar uniformizados,
quando há pessoas cuja função é controlar
o cumprimento das regras (no caso, os árbi-
tros), punindo quem não as cumpre, quan-
do a vitória ou a derrota traz consequências
para a equipe (que poderá ser eliminada da
competição, ser rebaixada para outra série
do campeonato, perder a medalha etc.), es-
tamos falando do esporte de competição ou
de rendimento. Jogo.

© Wilson Dias/ABr
d)
1. Observe as imagens a seguir e escreva que
situação está acontecendo em cada uma:
jogo ou esporte.
© Gabriela Romeu/Folhapress

a)

Esporte.
© Chris Ryan/Stone/Getty Images

e)

Jogo.
© Randy Faris/Corbis/Latinstock

b)

Esporte.

2. Há um alto estresse, uma rivalidade ele-


vada, as discussões entre as equipes preci-
sam da intervenção do árbitro e somente
a vitória interessa às duas equipes. Essas
características são típicas do:

( ) jogo.
Jogo. ( X ) esporte.

16
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

3. A disputa é séria, as equipes querem ven- defende é buscar a bola rebatida, trazendo-a
cer, há discussão em lances polêmicos, ao lançador antes que o atacante chegue à
mas geralmente as decisões são negocia- primeira base ou passe por todas. Se o defen-
das e o jogo continua como se nada tivesse sor passar a bola para o lançador antes que o
acontecido. Essas características são do: atacante chegue à base, este estará eliminado.
Se os demais atacantes estiverem em deslo-
( X ) jogo. camento, ou seja, se estiverem fora das bases
( ) esporte. quando a bola chegar ao arremessador, eles
também serão eliminados.
4. Regras, tempo, espaço e número de joga-
dores são flexíveis e decididos pelos parti- É importante que você, professor, deixe bem
cipantes. Essas características são do: flexível a forma como o atacante rebaterá a
bola. Deixe livre a definição em relação a cer-
( X ) jogo. tas ações, como a direção da rebatida da bola,
( ) esporte. o número de tentativas de rebatida, o número
de participantes em cada equipe, a forma de
fechamento das bases para que o atacante seja
Etapa 2 – O jogo “base quatro” eliminado etc.

Proponha o jogo “base quatro”. Solicite Enfatize a dinâmica do jogo e estabeleça o


a formação de duas equipes. É interessante confronto com a atividade anterior, o jogo de
que todos os alunos da turma sejam distribuí- taco. Proponha que o grupo identifique a dife-
dos de forma mista entre as duas equipes, que rença na complexidade das ações entre os dois
atacarão e defenderão em tempos diferentes. jogos e o nível de competição.
Desenhe quatro bases no chão (círculos de
aproximadamente 50 centímetros de raio), Etapa 3 – “Base quatro com regras fixas”
dispostas cerca de 5 metros umas das outras,
de modo a formar um quadrado. Proponha o mesmo jogo, mas, desta vez,
determinando as regras e a maneira de jogar.
O objetivo do jogo é conquistar as quatro Na equipe defensora, devem existir alunos res-
bases, tocando-as com os pés. A equipe que ata- ponsáveis por buscar as bolas rebatidas longe
ca deve rebater (com um taco) a bola lançada do grupo (esses devem ser previamente esco-
por um membro da equipe defensora (o arre- lhidos). Outro grupo de alunos deve ficar mais
messador). O aluno que rebater deverá percor- próximo do quadrado formado pelas bases.
rer as quatro bases. Se, após rebater uma bola, Esse grupo terá o objetivo de receber a bola
ele chegar à primeira base e perceber que a bola lançada pelo primeiro (mais distante), passan-
está chegando ao arremessador, deve permane- do-a para o arremessador, para que ele feche as
cer naquela base e esperar o próximo rebatedor bases. As bases serão fechadas a partir do mo-
de sua equipe, para poder dar continuidade na mento em que o arremessador receber a bola.
conquista das demais bases. A cada volta dada
por um atacante (conquista das quatro bases), Cada membro da equipe que ataca tem
é somado 1 ponto para sua equipe. apenas três chances de rebater uma bola boa
lançada pelo arremessador. Nesse ponto, você,
Todos os membros da equipe têm o direi- professor, poderá determinar qual bola é con-
to de rebater uma vez; depois disso, a equipe siderada boa para o rebatedor. Caso a equi-
passa a defender. O objetivo da equipe que pe que estiver atacando tenha três jogadores

17
eliminados – seja porque o rebatedor não con- 3. O jogo de peteca está associado ao esporte
seguiu rebater três bolas boas, seja porque foi handebol. ( F )
eliminado a partir do fechamento da base –,
perderá o direito de atacar. 4. No esporte praticado como lazer, os par-
ticipantes jogam a sério, seguindo regras,
Enfatize as regras e não as flexibilize. Pro- mas geralmente sem árbitros. As diferen-
ponha, ao final, uma reflexão sobre os limites ças são decididas entre os próprios joga-
que as regras impõem aos jogadores e a neces- dores, para continuarem a partida. ( V )
sidade de melhor desempenho para a execu-
ção das ações. Utilize o exemplo do rebatedor 5. O jogo vinte e um está associado ao espor-
que necessariamente deve rebater uma bola te basquetebol. ( V )
boa. Para que isso ocorra, os jogadores preci-
sam de muito treino e aperfeiçoamento na téc- Etapa 4 – Construindo os conceitos de
nica de rebater (técnica do alto rendimento). jogo e esporte
Mencione também o posicionamento dos jo-
gadores de defesa (aqueles mais distantes e os Proponha aos alunos uma discussão, bus-
mais próximos do arremessador), reforçando cando fazer que reflitam sobre as principais
a necessidade de interação perfeita entre eles. características das três atividades desenvol-
vidas, relacionando-as com o esporte. Pro-
Elenque as principais características do es- ponha a elaboração, em conjunto, de um
porte de rendimento e as principais caracterís- quadro que contenha as principais diferen-
ticas do jogo. Nesse ponto, é importante que ças e semelhanças entre jogo e esporte. Na
você, professor, apresente aqueles aspectos construção do quadro, sugira que os alunos
que diferenciam o jogo do esporte: (1) a liber- pensem nas variáveis intervenientes das três
dade de ação; (2) a improdutividade/produti- atividades, como:
vidade de tais ações; (3) a dimensão lúdica; (4)
a flexibilização ou não das regras; (5) o espaço (1) diferenças nas regras;
de sua realização; e (6) o tempo de realização.
Proponha a discussão dessas características a (2) diferenças em relação ao espaço;
partir dos três jogos vivenciados.
(3) diferenças no tempo de jogo;
Professor, solicite aos alunos
que assinalem com V ou F as (4) vestimentas necessárias para a atividade;
questões apresentadas na se-
ção “Você aprendeu?”, no Ca- (5) necessidade de arbitragem.
derno do Aluno.
Essas variáveis são excelentes parâmetros
Assinale as informações com V (verdadeira) para a discussão e a construção do quadro,
ou F (falsa). o que facilitará o entendimento, por parte do
grupo, das diferenças conceituais entre jogo e
1. No jogo, as regras são flexíveis e podem esporte.
ser definidas pelos participantes. ( V )
Professor, coordene a pesquisa
2. Nos esportes de competição ou de rendimen- com os alunos organizados em
to, o tempo da partida não é definido, varia grupos, referente às práticas de
de acordo com o interesse dos jogadores. ( F ) jogo e esporte e, em seguida,

18
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

solicite que registrem o resultado no quadro time específico, você gostaria de ver qual-
presente na seção “Pesquisa em grupo”, no quer seleção brasileira perder? Não importa
Caderno do Aluno. a modalidade esportiva (voleibol, futebol ou
outra), ninguém quer ver a representação de
Vimos que há diferenças entre o jogo e o seu país perder, não é verdade?
esporte. Mesmo quando falamos no espor-
te, há diferenças entre o que praticamos na Forme um grupo com seus colegas e, jun-
praia, na rua, na praça e aquele praticado tos, discutam as questões referentes às prá-
no clube ou pelo “time do coração”, por ticas de jogo e esporte do quadro a seguir.
exemplo. Quem quer ver o seu time perder? Pesquisem em sites, revistas e livros e/ou con-
Mesmo que você não torça por nenhum versem com amigos para buscar as respostas.

Taco ou bets “Base quatro” Beisebol

a) Em que local se Qualquer espaço (rua, praça,


Espaço amplo. Campo de beisebol.
realiza? campo).

b) Com quantas Dividir os interessados no jogo


Jogam duas duplas: uma ataca,
equipes e quantos enquanto a outra defende.
em duas equipes com o mes- Duas equipes de nove jogadores.
jogadores? mo número de jogadores.

O objetivo é correr as quatro


O objetivo é fazer a maior bases para marcar um ponto.
O objetivo é conquistar as
quantidade de pontos possível. quatro bases, tocando-as com Quanto à forma de jogar, as
c) Qual é o objetivo e A resposta pode variar porque a os pés. equipes se revezam no ataque
como é jogado? quantidade de pontos e a for- e na defesa. Vence quem al-
ma de jogar são definidas pelos A resposta pode variar quanto à
cançar maior número de pon-
jogadores. forma de jogar.
tos ao longo de nove innings
(rodadas).

d) Qual o tipo de Tacos, bolas e garrafa PET ou Tacos ou bastões de beisebol,


outro objeto para derrubar Tacos, bastões, bolas e bases bolas de beisebol, luvas, pro-
equipamento utili- (por exemplo, latas ou estacas (demarcadas no chão). teção para receptor, capacete
zado? de madeira). para rebatedor, bases.

e) Que tipo de Chuteiras com travas, uniforme


vestimenta se usa Do dia a dia. Do dia a dia. (camiseta, camisa com numera-
para jogar? ção, calça, meia, boné).

f) Precisa de
Não. Não. Sim.
árbitros?

g) É jogo ou
Jogo. Jogo. Esporte.
esporte?

19
ATIVIDADE AVALIADORA
Observe os alunos durante o desenvol- f Como podemos diferenciar jogo de esporte?
vimento da Situação de Aprendizagem,
avaliando suas ações e o modo como se en- Professor, solicite aos alunos que
volvem e expõem sua compreensão a respeito escrevam, na coluna da direita, o
das atividades. Analise as decisões tomadas nome associado aos jogos descritos
pelo grupo ao longo do trabalho, as ações na coluna da esquerda, presente na
realizadas e as diferentes negociações ocor- seção “Lição de casa”, no Caderno do Aluno.
ridas em relação às regras. Avalie o envolvi-
mento do grupo na atividade de elaboração Você já notou que há jogos que se parecem
do quadro que diferencia jogo de esporte. Ao com os esportes a que assistimos na TV, nos
longo da realização das atividades, proponha clubes ou nos campos? Você já vivenciou e
a redação de textos-síntese sobre aquilo que aprendeu vários jogos e modalidades esporti-
foi trabalhado e discutido durante as aulas vas ao longo de sua vida escolar, especialmen-
ou faça questionamentos orais aos alunos, te a partir da 5a série/6o ano.
individualmente ou em grupo, como forma
de checar sua compreensão. 1. Na tabela a seguir, na coluna da esquerda,
você encontrará uma breve descrição de al-
Ao longo das situações de aula, procure guns jogos. Escreva, na coluna da direita, a
apresentar algumas questões, como: que modalidade esportiva esses jogos podem
ser associados. Na “Pesquisa em grupo”, vo-
f Quais foram as características das ativida- cês pesquisaram o jogo de taco, que pode ser
des desenvolvidas? associado ao beisebol porque tem movimen-
f Dessas características, quais são semelhan- tos utilizados nessa modalidade, como arre-
tes e quais são diferentes? messar a bola, rebater, correr para alcançar a
f Como podemos conceituar e entender o base antes da recuperação da bola etc.
jogo do ponto de vista dos praticantes?
f Como podemos conceituar e entender o Agora, vamos à “Lição de casa”! Bom
esporte do ponto de vista dos praticantes? trabalho!

Jogo Esporte

Câmbio: duas equipes de nove jogadores cada uma (formando três linhas
de três jogadores – frente, meio e fundo), utilizando como quadra um
retângulo dividido ao meio por uma rede ou corda elástica. O jogador
de uma das equipes inicia lançando (saque) a bola para a outra equipe,
gritando “câmbio”. Nesse momento, ele e seus colegas de equipe reali-
zam o rodízio de posição. A bola não poderá ser lançada na área dos 3
metros. A outra equipe deverá pegar a bola (segurá-la), executar de um a Voleibol.
três passes entre os seus jogadores e devolvê-la para a outra equipe, gri-
tando “câmbio” e fazendo o rodízio de posição. Os jogadores não podem
saltar para passar a bola. Será ponto sempre que a bola cair ao chão, os
jogadores errarem – dentro ou fora dos limites da quadra – o número de
passes, não fizerem o rodízio corretamente ou a bola arremessada não
passar por cima da rede ou da corda.

20
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

Jogo Esporte

Torrebol ou bola ao capitão: duas equipes; um apanhador de cada equi-


pe sobre uma superfície mais alta (plinto, cavalo) no campo adversá-
rio. A bola deve chegar às mãos do apanhador por meio de um passe Basquetebol.
convertendo o ponto. As equipes tentam impedir que a bola chegue às
mãos do apanhador adversário.

Vinte e um: geralmente um contra um ou de dois a quatro jogadores por


equipe; uma cesta e meia quadra. Os jogadores driblam, passam a bola en- Basquetebol.
tre si e procuram acertá-la na cesta. Vence a equipe que converter primeiro
21 pontos. As demais regras são definidas entre os participantes.

Caixabol: duas metas (caixote vazado ou plinto) e duas equipes.


Os jogadores devem tocar a bola com os pés, procurando passá-la no Futebol/futsal.
vão do caixote. Cada equipe deve impedir que o time oponente passe a
bola no seu próprio caixote.

Queimada: duas equipes; uma área retangular dividida ao meio é usada


como quadra. Jogadores dispostos nas duas meias quadras, e apenas
um na linha de fundo da meia quadra oposta. Um jogador de uma
equipe inicia o jogo arremessando uma bola ao campo contrário com o
propósito de acertá-la (“queimar”) em algum adversário. Se o jogador
for queimado, passa para o fundo da quadra, e o colega que estava lá
se junta aos demais membros da equipe. A partir do segundo jogador Handebol.
“queimado”, não haverá mais troca entre os jogadores que estão no
fundo da quadra e os que estão na meia quadra. Se a bola for pega pelo
adversário, esse jogador tentará “queimar” alguém da outra equipe, e
assim sucessivamente. As demais regras são definidas pelos participantes:
que região do corpo é “fria”, por exemplo. Vence a equipe que conseguir
“queimar” todos os jogadores da equipe adversária primeiro.

Jogo das quatro cestas: duas cestas em cada campo, em lados opostos;
quatro equipes. Cada equipe defende uma cesta e ataca na oposta. Ao
sinal, as equipes trocam de cesta no sentido que for indicado (horário ou Basquetebol.
anti-horário). Se a equipe acerta na cesta adversária, faz 2 pontos; se o
faz na sua própria cesta, perde 1 ponto.

Peteca: duas equipes; um retângulo dividido ao meio com uma rede ou


corda elástica é usado como quadra. Um dos times começa sacando
a peteca, e esta deve cair dentro do limite da quadra do adversário,
que precisará rebatê-la, passando-a até três vezes entre seus colegas de
equipe e devolvendo-a para a equipe que a sacou ou rebatendo-a de Voleibol.
volta diretamente. Se a equipe que receber o saque deixar a peteca cair,
será ponto para a adversária. Se a equipe que sacou errar na rebatida
da peteca, haverá rodízio da equipe que recebeu o saque. As demais
regras são decididas pelo grupo, definindo-se o que é permitido ou não.

21
2. Registre na tabela a seguir as diferenças que pesquisa que foi feita sobre o jogo de taco, o
existem entre jogo e esporte. Lembre-se da jogo “base quatro” e o beisebol.
Quadro-resumo: diferenças entre jogo e esporte
Diferenças Jogo Esporte
Determinadas pelos jogadores. Determinadas pelas federações internacionais.
Regras Flexíveis ou adaptadas. Rígidas.

Precisa atender às condições exigidas pela mo-


Livre.
Espaço Adaptado.
dalidade.
Medidas estabelecidas e predeterminadas.

Flexível. Segue as determinações das regras oficiais.


Tempo (duração) Variado. Rígido.

Vestimentas Variadas. Uniformes determinados pelas regras.

Arbitragem Não é obrigatória. Obrigatória.

Professor, espera-se que o aluno consiga minimamente res- jogo e esporte. O quadro acima é apenas um indicativo de pos-
ponder a algumas das questões relacionadas às diferenças entre sibilidades e poderá ser ampliado e aprofundado em suas aulas.

PROPOSTA DE SITUAÇÕES DE RECUPERAÇÃO


Durante o percurso pelas várias etapas da volvidas durante as aulas ou em outros mo-
Situação de Aprendizagem, alguns alunos po- mentos e envolver todos os alunos ou apenas
derão não apreender os conteúdos ou deixar aqueles que apresentaram dificuldades. Podem
de desenvolver as habilidades da forma es- ser, por exemplo:
perada. É necessário, então, elaborar outras
Situações de Aprendizagem em que os concei- f pesquisas em sites ou outras fontes para
tos de jogo e esporte possam ser percebidos posterior apresentação;
e problematizados. Essas situações devem ser f relatos de vivências fora do contexto esco-
diferentes daquela que gerou dificuldade para lar que permitam identificar as semelhan-
os alunos. Tais estratégias podem ser desen- ças e diferenças entre jogo e esporte.

RECURSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR


E DO ALUNO PARA A COMPREENSÃO DO TEMA

Livros
BRACHT, Valter. Sociologia crítica do espor- gicas do esporte, buscando contribuir para a
te: uma introdução. 3. ed. Ijuí: Unijuí, 2005. construção de uma visão crítica a respeito do
Faz uma síntese das principais teorias socioló- fenômeno esportivo.

22
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

CHATEAU, Jean. O jogo e a criança. 4. ed. São SILVA, Alexandre Batista; CHAVEIRO, Egui-
Paulo: Summus, 1987. Busca mostrar as rela- mar Felício. O jogo de bola: uma análise socio-
ções entre o jogo e a infância, demonstrando o espacial dos territórios dos peladeiros. Pensar
papel central do jogo para a criança. a Prática. Goiânia, v. 10, n. 1, p. 1-14, jan./jun.
2007. Disponível em: <http://www.revistas.ufg.
HUIZINGA, Johan. Homo ludens: o jogo br/index.php/fef/article/view/202/1231>. Aces-
como elemento da cultura. 7. ed. São Paulo: so em: 12 nov. 2013. Analisa as territorialida-
Perspectiva, 2012. Apresenta o jogo como fe- des de peladeiros de Goiânia. Para os autores,
nômeno cultural, enfocando-o a partir de uma a pelada retiraria a intencionalidade do futebol
perspectiva filosófica, histórica e antropológica. profissional, visto que, para os peladeiros, as
regras, os locais e os horários estariam em se-
KISHIMOTO, Tizuko Morchida (Org.). Jogo, gundo plano. O importante seria o momento
brinquedo, brincadeira e a educação. 14. ed. de sociabilidade dos jogadores.
São Paulo: Cortez, 2011. A autora organiza
uma série de artigos que buscam demonstrar STIGGER, Marco Paulo; SILVEIRA, Raquel
como as ações de brincar e jogar são constru- da. A prática da “bocha” na Soeral: entre o jogo
ções históricas relacionadas à humanidade e à e o esporte. Movimento. Porto Alegre, v. 10, n. 2,
educação; nesse sentido, essas ações assumi- p. 39-55, maio/ago. 2004. Disponível em: <http://
riam diferentes significados, como recreação, www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/
atividade inútil etc. view/2839/1452>. Acesso em: 12 nov. 2013. Os
autores discutem a relação entre jogo e es-
Artigos porte, a partir da prática do jogo de bocha,
problematizando se ela estaria inserida no
PRODÓCIMO, Elaine; CAETANO, Ales- contexto do jogo ou do esporte.
sandra; SÁ, Carolina Strausser de; SANTOS,
Fernanda Albejante Gomes dos; SIQUEIRA, Site
Jaqueline Cristina Ferreira. Jogo e emoções:
implicações nas aulas de educação física esco- Laboratório de brinquedos e materiais peda-
lar. Motriz. Rio Claro, v. 13, n. 2, p. 106-114, gógicos da Faculdade de Educação da USP.
abr./jun. 2007. Disponível em: <http://www. Disponível em: <http://www.labrimp.fe.usp.
periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/ br/?action=historico>. Acesso em: 12 nov.
motriz/issue/view/553>. Acesso em: 1 abr. 2014. 2013. Traz um inventário de jogos e brincadei-
Discute as manifestações emocionais que são ras tradicionais, elencando jogos de bola, de
geradas no jogo, buscando fornecer maior en- locomoção, contos e fábulas, cantigas, jogos
tendimento sobre a atuação do professor em verbais e outros. Apresenta também uma vasta
relação a elas. bibliografia sobre a temática dos jogos.

23
TEMA 2 – ESPORTE – MODALIDADE “ALTERNATIVA”
OU POPULAR EM OUTROS PAÍSES: BEISEBOL

O beisebol é uma das principais moda- A intensificação do processo de imigração ja-


lidades esportivas praticadas no mundo, ponesa, ocorrida entre as décadas de 1920 e 1940,
principalmente nos Estados Unidos da Amé- fez que a prática do beisebol se disseminasse para
rica. Esse esporte também se popularizou em diferentes regiões do Brasil. Por isso, a prática
Cuba, no Japão, em Porto Rico, na Venezuela desse esporte, acompanhando o trabalho agríco-
e em vários outros países da América Central la dos imigrantes, deu-se inicialmente em zonas
e do Caribe. A partir das últimas décadas do rurais, com muitas dificuldades, porque não ha-
século XIX, essa modalidade difundiu-se dos via a estrutura necessária para o seu desenvol-
Estados Unidos para várias partes do mundo, vimento. Depois desse primeiro momento – em
ganhando milhares de praticantes. que ocorria a improvisação dos materiais de jogo,
como luvas, vestimentas e bastões –, a prática do
O beisebol foi criado por Abner Doubleday, esporte passou a tomar o caminho das grandes
nos Estados Unidos, em 1839. Há quem diga cidades, a partir de 1950 (OI, 1996).
que o esporte tem raízes na Inglaterra, e que
já em 1700 era praticado por jovens nos fins de A difusão do beisebol acompanhou as estra-
semana. O beisebol foi levado ao Japão pelos das de ferro que foram construídas para facilitar
professores norte-americanos Holles Wilson o escoamento da produção de café, partindo
e Madjett, que lecionavam na Universidade principalmente de São Paulo, por meio das fer-
de Tóquio, em 1873. Depois disso, o esporte rovias Noroeste, Paulista e Sorocabana, nomes
passou a ser difundido pela América Central e que também figuraram nas primeiras ligas desse
pela Europa, ganhando muitos adeptos e pra- esporte. Dessas estradas, o beisebol foi difundi-
ticantes pelo mundo afora (OI, 1996). do e passou a ser praticado em outros estados,
como o Paraná (OI, 1996).
Sabe-se que o beisebol foi introduzido no
Brasil por americanos que trabalhavam em O Brasil detém títulos de campeão mundial
empresas como a antiga Light e a Companhia júnior (1993) e vice-campeão mundial júnior
Telefônica, e também pelos funcionários do (1995) de beisebol. A cada ano, a modalidade
Consulado Geral dos Estados Unidos, que vem se desenvolvendo, permitindo melhores
praticavam a modalidade como forma de la- atuações das seleções de base e da principal nos
zer aos fins de semana. Oi (1996) relata que, campeonatos que disputam. Atualmente, no
já na década de 1920, existia uma liga de bei- Brasil, existem cerca de 50 equipes de beisebol
sebol comandada por um diretor da Compa- distribuídas pelas federações estaduais, totali-
nhia Telefônica. zando aproximadamente 3 mil atletas.

Apesar de não serem os que trouxeram o Dinâmica geral do beisebol


beisebol ao nosso país, os japoneses foram os
grandes responsáveis pela sua difusão em terras Para entendermos como se pratica o beisebol,
brasileiras. Devido a esse processo, grande par- é preciso conhecer algumas de suas principais
te dos ídolos brasileiros é descendente de japo- características. A primeira delas é que, nesse es-
neses, o que é motivo de alegria para a grande porte, cada equipe tem seus tempos de ataque e
população japonesa aqui residente. defesa separados. A partida somente acaba quan-

24
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

do é completada a disputa de nove ataques e nove O campo de beisebol tem uma área equi-
defesas. Cada conjunto de ataque/defesa é deno- valente a ¼ de um círculo com 120 metros de
minado inning, o que seria equivalente ao set do raio. Essa área é dividida em duas partes: o
vôlei, e cada equipe deve ter nove jogadores. jardim externo e o interno.

© Conexão Editorial
Linha lateral Linha lateral

Segunda  base

Terceira base Primeira base

Monte do Abrigo
arremessador
Home plate 
Figura 6 – Campo de beisebol.

Objetivo do jogo e suas principais regras na direção da primeira base antes que o de-
fensor da primeira base receba a bola e pise
A equipe que ataca possui os seguintes na base. Se o rebatedor chegar à primeira
jogadores: (A) rebatedor e (B) corredores. O base, passa a se chamar corredor (runner). O
objetivo da equipe do ataque é marcar mais objetivo do corredor é conquistar as próxi-
pontos/corridas. Um ponto/corrida é marca- mas bases até chegar à principal (home base),
do quando um jogador do ataque consegue quando marca 1 ponto ou corrida (run) para
percorrer todas as quatro bases do campo a sua equipe.
antes do término do inning. Não é neces-
sária a passagem do jogador por todas as O rebatedor que conseguir a proeza de
bases de uma só vez. Ele pode avançar uma rebater uma bola para fora da linha circular
ou mais bases por vez. O rebatedor (batter) que delimita o jardim externo, e dentro dos
deve rebater a bola lançada pelo arremessador limites das linhas laterais, realiza a jogada
(pitcher) dentro dos limites do campo o mais denominada home run. Essa jogada dá a ele
longe que conseguir, para, em seguida, correr o direito de percorrer as quatro bases.

25
© Thomas Barwick/Stone/Getty Images

Perde-se o direito ao ataque toda vez que a


equipe tiver três jogadores eliminados. A equipe
que defende possui os seguintes jogadores: (A)
jardineiros externos (direito, central e esquerdo),
(B) jardineiros internos (defensor da primeira
base, defensor da segunda base, defensor da ter-
ceira base, defensor da quarta base ou receptor)
e, entre a segunda e a terceira bases, existem ain-
da o interbases e (C) o arremessador.

O objetivo da equipe que defende é evitar


Figura 7 – Jogador fechando a base.
que a outra marque pontos, tentando elimi-
© David Madison/The Image Bank /Getty Images

nar os jogadores. O jogador é eliminado se


não conseguir rebater três bolas boas ou
se o corredor não conseguir chegar antes
do defensor à base a que está se dirigindo.

O jardim externo é a parte do campo em


que três jogadores de defesa se localizam:
o jardineiro direito (right fielder), o jardi-
neiro esquerdo (left fielder) e o jardinei-
ro central (center fielder). Esses jogadores
são os responsáveis por capturar as bolas
Figura 8 – Jogador rebatendo a bola. que forem rebatidas para lá. Se a bola for
© Divulgação/Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol

Figura 9 – Posição dos jogadores.

26
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

capturada no ar, o rebatedor estará auto- central interna oposta à base principal, e nela
maticamente eliminado. Assim, a principal encontra-se o defensor da segunda base. A
característica desses jogadores é serem cor- terceira base localiza-se na parte esquerda do
redores muito velozes. quadrado formado pelas quatro bases. Nela,
existe outro defensor.
O jardim interno é a área onde estão loca-

© 2/Ocean/Corbis/Latinstock
lizadas as bases, cada qual defendida por um
jogador, sendo que, entre a segunda e a ter-
ceira bases, é posicionado um quinto jogador,
chamado de interbases. A função dele é rece-
ber a bola passada pelos jardineiros externos
e fechar as bases ou, ainda, capturar as bolas
diretamente rebatidas pelos rebatedores que
vierem em sua direção, impedindo que os ata-
cantes se desloquem para as bases seguintes.

A base principal (home plate) localiza-se


na extremidade central e interna do campo.
É o lugar onde ficam o jogador chamado
de receptor (catcher), o juiz principal e o
rebatedor (batter). A primeira base locali-
za-se na extremidade direita do quadrado,
e nela encontra-se o defensor da primeira
base. A segunda base localiza-se na parte Figura 10 – Jogador correndo entre as bases.

© Divulgação/Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol

Figura 11 – Posição dos jogadores da defesa.

27
O receptor (catcher) e o arremessador Beisebol: dos princípios operacionais ao jogo
(pitcher) são considerados os jogadores mais
importantes de uma equipe. O arremessador Em volumes anteriores, e desde a 5a série/
o
fica no centro do quadrado formado pelas ba- 6 ano do Ensino Fundamental – Anos Fi-
ses, em uma região um pouco elevada em re- nais, já foi apresentado o processo de ensino
lação às demais áreas do campo. Dessa dupla e aprendizagem dos esportes coletivos, a par-
é a função de impedir que haja uma boa reba- tir dos princípios operacionais propostos por
tida. O receptor comanda as bolas e determi- Bayer (1994). Essa abordagem contrapõe-se
na como elas deverão ser arremessadas – se ao ensino tradicional do esporte, que prioriza
a bola deve ser curva, rápida ou lenta. A du- a prática isolada das técnicas e dos fundamen-
pla varia a maneira do arremesso para tentar tos dos esportes coletivos.
enganar o rebatedor, deixando-o confuso em
relação ao tipo de bola que será arremessada. Na abordagem aqui defendida, o objetivo
é a construção, por parte do aluno, do enten-
© David Madison/Stone/Getty Images

dimento sobre a dinâmica tática dos esportes.


Essa dinâmica é proposta a partir de situações-
-problema que ocorrem no próprio jogo formal.
© Amwell/The Image Bank/Getty Images

Figura 12 – Atleta capturando a bola.

Após três tentativas frustradas do rebate-


dor de rebater uma bola arremessada, ele esta-
rá eliminado. O arremessador tem o direito de
jogar três bolas ruins para o rebatedor; se ele
lançar uma quarta bola ruim, o rebatedor ad-
quire o direito de passar para a primeira base. Figura 13 – Zona de strike.
O rebatedor pode rejeitar até duas bolas boas.
Por isso, é necessário trazer à cena nova-
O árbitro é quem considera as bolas boas mente o que se entende por técnica e tática.
ou ruins, a partir da visualização da zona de A técnica é visualizada como um conjunto de
strike. Essa zona é a área compreendida, na modos de fazer ou de realizar determinada prá-
altura, pela região entre o peito e os joelhos tica relacionada ao esporte, ao passo que a táti-
do rebatedor e, na largura, pela área da base ca equivale às razões para aquela determinada
localizada à frente do receptor (home plate). ação ou conjunto de modos de fazer. A técnica
e a tática estão relacionadas, e uma depende da
Após conhecermos a dinâmica e as prin- outra. Nesse sentido, o que deve ser realizado
cipais regras do jogo de beisebol, vamos numa situação de jogo (a técnica) é constante-
discuti-las a partir dos seus princípios opera- mente mobilizado pelas exigências da situação
cionais de ataque e defesa. (a tática) do jogo.

28
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

Retomemos, então, os “princípios opera- repertório de rebatidas – modos de fazer – dos


cionais” propostos por Bayer (1994, p. 99 e jogadores que realizam essa função.
p. 117), buscando estabelecer relações com o
ensino do beisebol. São eles: Outro princípio importante a ser problema-
tizado é a “progressão da bola e da equipe em
Em situação de ataque: direção ao alvo adversário”. Como os alvos são
as bases, estratégias precisam ser criadas para
1. conservação da posse da bola; que os jogadores de uma mesma equipe progri-
dam em sincronia. Esse princípio pode ser tra-
2. progressão da bola e da equipe em dire- balhado a partir de diferentes tipos de rebatida,
ção ao alvo adversário; seguido de diferentes formas de deslocamentos
dos atacantes. Diferentes sentidos, velocidades e
3. finalização em direção ao alvo; distâncias de rebatidas da bola devem ser traba-
lhados, para que rebatedor e corredores possam
Em situação de defesa: saber quando e como se deslocar a fim de que
não sejam eliminados pela defesa.
1. recuperação da posse de bola;
A “finalização em direção ao alvo” está
2. contenção da bola e da equipe adversá- amplamente relacionada com os outros dois
ria em direção ao próprio alvo; princípios operacionais, pois, sem uma boa
rebatida e um bom e rápido deslocamento dos
3. proteção do alvo. atacantes (de acordo com o tipo de rebatida),
a finalização da jogada estará prejudicada.
Quando pensamos nesses princípios para o Nesse sentido, para o processo de ensino e
ensino do beisebol, devemos nos ater à dinâmi- aprendizagem do beisebol, a proposição de
ca da modalidade. Como vimos, no beisebol, o atividades que coloquem em prática os três
ataque é realizado por apenas uma equipe. Se princípios deve ser privilegiada. É muito im-
a equipe que defende não conseguir provocar o portante fazer que os seus alunos construam
erro dos adversários, deverá esperar até que os ou entendam essas questões técnico-táticas
nove atacantes realizem suas respectivas rebati- do beisebol ao longo das Situações de Apren-
das, para só então passar a atacar. dizagem. Para isso, sempre que necessário,
pare a atividade e tente perceber os diferentes
O princípio operacional de ataque “con- entendimentos dos alunos sobre o que está
servação da posse de bola” aplicado no beise- sendo realizado.
bol deve ser analisado de forma diferenciada.
Vimos que existem três alvos secundários Os três princípios operacionais de defesa –
que precisam ser conquistados (a primeira, a “recuperação da posse de bola”, “contenção
segunda e a terceira bases) e o alvo principal; da bola e da equipe adversária em direção ao
além disso, o objetivo do atacante/rebatedor próprio alvo” e “proteção do alvo” – dependem
é rebater a bola o mais longe possível dentro de algumas ações fundamentais por parte da
dos limites da quadra. Por isso, esse princípio equipe defensora, quais sejam:
pode ser visualizado como a forma ou a ma-
neira de manter a bola o mais longe possível f a equipe somente adquire o direito de atacar
das bases. Como num jogo de beisebol a reba- após provocar o erro do rebatedor e quando
tida ocorre a partir do tipo de arremesso rea- os corredores não chegam às bases seguin-
lizado, esse princípio depende de um amplo tes. O erro pode ser provocado principal-

29
mente a partir do bom entrosamento e de- defesa pode ser alcançado e os três princí-
sempenho da dupla receptor-arremessador. pios poderão ser colocados em prática.
Para a dupla, o repertório de diferentes for-
mas de arremesso é tão importante quanto Nessa perspectiva, propõe-se aqui que o
a sequência escolhida para a sua realização processo de ensino e aprendizagem do beise-
(arremessos curtos, rápidos e com curvas, bol leve em consideração os níveis de relação
ou ainda alternância de bolas boas e ruins), de complexidade crescente, conforme pro-
visando a confundir o rebatedor; postos por Garganta (1995, p. 21): “eu-bola”,
f outra forma de recuperar o ataque é a cria- “eu-bola-colegas”, “eu-bola-alvo”, “eu-bola-
ção de linhas de passes que promovam a -colegas-alvo” e “eu-bola-colegas-adversá-
circulação mais rápida da bola para a base rios-alvo”. É importante ressaltar que, como
em direção à qual o corredor ou o rebate- é difícil separar os princípios operacionais,
dor esteja se deslocando. Somente com a as Situações de Aprendizagem sugeridas a
tentativa de dificultar a rebatida do atacan- seguir combinam alguns desses princípios,
te da equipe adversária é que o objetivo da tanto os de ataque como os de defesa.

Possibilidades interdisciplinares
Professor, o beisebol pode ser trabalhado com a história da imigração japonesa para o Brasil,
possibilitando uma abordagem integrada com as disciplinas de História, Geografia, Arte, Língua Por-
tuguesa e Língua Estrangeira, especialmente nas escolas de regiões onde é forte a presença japonesa.
Converse com os professores responsáveis por essas disciplinas em sua escola. Essa iniciativa facilitará
a compreensão dos conteúdos pelos alunos de forma mais global e integrada.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2
FAMILIARIZAÇÃO COM O BEISEBOL
Nesta Situação de Aprendizagem, preten- em aula. O professor destacará os aspectos
de-se propiciar para alguns alunos o primei- mais importantes para a compreensão da mo-
ro contato com o beisebol, apresentando seu dalidade, em termos do seu processo histórico
objetivo, suas principais regras e o processo e da dinâmica geral do jogo: posições e fun-
histórico de sua consolidação. Os alunos, em ções dos jogadores, como jogar etc. Sugere-se,
grupos, levantarão informações sobre diversos quando possível, a exibição em vídeo de uma
aspectos do beisebol, que serão apresentadas partida oficial de beisebol.

Conteúdo e temas: principais regras do beisebol; dinâmica geral do beisebol – ataque/defesa,


funções dos jogadores; processo histórico do beisebol.
Competências e habilidades: identificar o objetivo do beisebol e suas principais regras, reconhe-
cendo-as na dinâmica do jogo; relacionar a introdução e a disseminação do beisebol no Brasil
com seu processo histórico de surgimento e consolidação; identificar e caracterizar a dinâmica
básica do esporte, em termos de ataque/defesa e funções dos jogadores.
Sugestão de recursos: pesquisas na internet com elaboração de material para apresentação; vídeo
de uma partida de beisebol.

30
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

Desenvolvimento da Situação de dinâmica desse esporte: a movimentação dos


Aprendizagem 2 jogadores, a intenção da equipe que ataca e a
intenção da que defende, a ocupação do es-
Proponha aos alunos um levantamento paço e o deslocamento dos jogadores.
de informações sobre o beisebol, em sites
e outras fontes, indicadas ou não por você, Quando possível, exiba aos alunos um ví-
professor. Organize grupos que pesquisem deo de uma partida oficial de beisebol, pro-
diferentes aspectos desse esporte: sua histó- curando reconhecer, com eles, as principais
ria, jogadores mais conhecidos, principais características da modalidade e seus princí-
campeonatos, formas de jogar e posições, en- pios básicos (de ataque e defesa), bem como
tre outros. As informações levantadas serão as diferentes posições e disposições dos joga-
apresentadas em aula. Essa é uma importante dores no espaço.
iniciativa para que os alunos se familiarizem
com a modalidade. A partir das exposições Professor, solicite aos alunos que
dos alunos, destaque os aspectos mais impor- assinalem a alternativa correta das
tantes do processo histórico do beisebol, em questões presentes na seção “Para
especial de sua chegada e difusão no Brasil. começo de conversa”, no Caderno
Procure auxiliá-los nas explicações sobre a do Aluno.

© Dymamic Graphics/Latinstock

Durante os intervalos das aulas, quan- se lembra em primeiro lugar? Futebol? Volei-
do você está pensando em se divertir ou em bol? Natação? Faça o teste com algum amigo
algo para fazer depois da aula ou nas férias, e peça que ele lhe diga em qual pensou. Veja o
viriam a sua mente pensamentos como esses que acontece.
que você vê na imagem anterior? Será que
você pensaria em jogar beisebol? Existem muitas modalidades esportivas, co-
letivas e individuais, pouco divulgadas ou não
Preste atenção no que acontece quando fa- muito populares no Brasil, mas que são muito
lamos em esporte. De qual modalidade você difundidas e apreciadas em outros países.

31
O beisebol é uma dessas modalidades. ( ) uma vez.
Você sabia que ele é uma das modalidades es- ( X ) duas vezes.
portivas mais praticadas no mundo? ( ) três vezes.

Procure responder, com seus colegas, às 4. O beisebol é praticado por duas equipes,
questões que se seguem. Anote quantas vocês cada uma composta de:
acertaram e veja o que sabem sobre o beise-
bol. Ao término deste tema, repitam o teste e ( ) 6 jogadores.
vejam o quanto aprenderam. ( X ) 9 jogadores.
( ) 12 jogadores.
1. O beisebol foi criado em que país?
5. O rebatedor e os corredores são integrantes:
( ) Inglaterra.
( X ) Estados Unidos. ( X ) da equipe atacante.
( ) Japão. ( ) da equipe que defende.
( ) de equipes diferentes.
2. No Brasil, o beisebol foi difundido princi-
palmente pelos: 6. O arremessador e os jardineiros são inte-
grantes:
( ) ingleses.
( ) estadunidenses. ( ) da equipe atacante.
( X ) japoneses. ( X ) da equipe que defende.
( ) de equipes diferentes.
3. O Brasil, até 2014, foi campeão mundial na
modalidade:

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3
CONSTRUÇÃO E SISTEMATIZAÇÃO DO JOGO DE BEISEBOL

Esta Situação de Aprendizagem visa a cons- e com a interação entre os jogadores. Os alunos
truir a dinâmica técnico-tática do beisebol a vivenciarão sucessivas etapas, de complexidade
partir de seus princípios operacionais de defesa crescente, desde o contato com o material uti-
e ataque, propondo diferentes níveis de relação lizado no beisebol e as funções dos jogadores,
dos alunos com os materiais necessários ao de- passando pelas ações de defesa e ataque, até
senvolvimento do jogo, com as formas de jogar chegar à realização de jogos reduzidos.

Conteúdo e temas: princípios técnicos e táticos do beisebol.


Competências e habilidades: identificar e reconhecer os princípios técnico-táticos do beisebol, apli-
cando-os em situações reduzidas de jogo; compreender a dinâmica tática do beisebol, realizando
ações de defesa e de ataque.
Sugestão de recursos: bolas de borracha, de tênis e de beisebol; tacos de madeira ou bastões de
beisebol e giz (para o desenho das bases).

32
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

Desenvolvimento da Situação de car-se pelas quatro bases após uma rebatida (si-
Aprendizagem 3 tuação de ataque), assim como a de deslocar-se,
a partir do momento em que se pega a bola,
Etapa 1 – “Eu-bola” em direção às bases (situação de defesa).

Nesta etapa, procure familiarizar o alu- Proponha diferentes rebatidas, com diferen-
no com os materiais utilizados (bola e taco/ tes níveis de exigência, seguidas de deslocamen-
bastão) no beisebol. Proponha diferentes tos até as bases. Proponha também diferentes
vivências a serem realizadas individual- momentos de recepção e deslocamentos indivi-
mente pelos alunos, envolvendo a ação de duais em direção às bases, após uma rebatida.
rebatida da bola e sua recepção em diferen-
tes situações. Possibilite a realização das Um bom jogo que pode estimular essas ações
vivências com bolas de diferentes pesos e é o de taco adaptado com quatro bases e jogado
tamanhos, mas que possam ser recepciona- apenas com um atacante e um defensor. Assim,
das com uma das mãos. quando o rebatedor fizer a rebatida, correrá ten-
tando percorrer as quatro bases, ao mesmo tempo
Etapa 2 – “Eu-bola-colegas” que o defensor, após pegar a bola, deslocar-se-á
em direção à base, tentando eliminar o atacante.
Proponha situações em que haja movimen-
tação entre os alunos e circulação da bola. Po- Etapa 4 – “Eu-bola-colegas-alvo”
dem ser feitas troca de passes, em dupla, trios e
grupos maiores. Passes e recepções de diferen- Nesta etapa, a intenção é enfatizar as dinâ-
tes distâncias e com graus de dificuldade são micas de defesa e de ataque: na defesa, a ên-
ações importantes a serem vivenciadas pelos fase deve ser na interação entre os jardineiros
alunos como forma de se familiarizarem com externos e os internos, a fim de conquistar o
situações de defesa. Podem ser propostas, tam- objetivo de fechar as bases, eliminando os ata-
bém, vivências de lançamentos, seguidas de re- cantes; no ataque, ela está na interação entre o
batidas e deslocamentos (corridas), simulando rebatedor e os corredores que estão nas bases,
a situação de ataque. já que a situação de dois atletas atacantes na
mesma base não pode ocorrer.
O objetivo dessas vivências é propor a ex-
perimentação de situações comuns ao beise- Alguns exemplos desse nível de relação que
bol, como a circulação da bola por meio de podem ser realizados na defesa:
passes e recepções que visam ao fechamento
das bases (deslocamento dos defensores); a f troca de passes entre jardineiro externo di-
situação de lançamento e rebatida seguida de reito e defensor da primeira base, seguida de
deslocamento em direção à base (deslocamen- deslocamento em direção à base;
to dos atacantes); e também o deslocamento f a mesma situação, partindo a bola do jar-
sincronizado entre os corredores pelas bases dineiro externo direito, mas com a troca de
(deslocamento dos atacantes). passe entre o defensor da primeira base e o
da segunda base, seguida de deslocamento
Etapa 3 – “Eu-bola-alvo” em direção à segunda base;
f troca de passes entre o jardineiro externo
Nesta etapa, o objetivo das vivências é o central e o defensor da segunda base, se-
deslocamento individual, tanto de defensores guida de deslocamento em direção à se-
como de atacantes. A sua intenção é a de deslo- gunda base;

33
f a mesma situação, partindo a bola do jar- Como no beisebol existe uma sequência
dineiro externo central para os defensores de alvos a serem conquistados (no ataque) e
da segunda base, interbase e terceira base, defendidos (na defesa), é possível privilegiar
seguindo-se o deslocamento em direção à separadamente situações em que o objetivo
base (segunda ou terceira); seja apenas um alvo de cada vez, para facilitar
f troca de passes entre o jardineiro externo es- a compreensão em relação às ações a serem
querdo e o defensor da terceira base, seguida desenvolvidas para cada alvo, tanto na defesa
de deslocamento em direção à terceira base; quanto no ataque.
f a mesma situação, partindo a bola do jardinei-
ro externo esquerdo para o defensor da tercei- Nesse nível de relação, é indicada a pro-
ra base e o defensor da base principal. posição de situações de ataque e defesa com
diferentes composições (1 × 1, 1 × 2, 2 × 1,
Alguns exemplos desse nível de relação que 2 × 2, 3 × 2, 2 × 3), variando o número de ba-
podem ser realizados no ataque: ses a serem conquistadas e/ou defendidas. As
dinâmicas realizadas do jogo de taco e do jogo
f após uma rebatida, deslocar-se em direção “base quatro”, apresentadas no Tema 1 deste
à primeira base; se o rebatedor verificar Caderno, podem auxiliar.
que a bola foi longe, deslocar-se de for-
ma a conseguir passar pelas quatro bases Para o 1 × 2, o jogo de taco pode ser uma
seguidamente. Caso isso não possa ocor- boa situação de ataque e defesa. Defina o nú-
rer, o rebatedor poderá parar na base que mero de bases a serem percorridas pelo ata-
considerar segura para que não seja elimi- cante após a sua rebatida – por exemplo, três.
nado pelo defensor da base; Após a rebatida, o atacante terá de percorrer
f quando existir um jogador atacante em as bases visando a alcançar a terceira. En-
uma das bases (corredor), o deslocamento quanto isso, os dois defensores devem criar
entre ele e o próximo rebatedor pode ocor- situações em que possam trazer a bola em di-
rer de modo sincronizado. Dessa forma, reção à segunda ou à terceira base, de modo
todos os corredores que estiverem na base a impedir o deslocamento do atacante. Essa
devem estar atentos à rebatida de seu com- atividade pode ser reproduzida de diversas
panheiro de equipe; maneiras, mudando o número de defensores
f simular situações em que haja mais de um e atacantes, para mobilizar a percepção dos
corredor em bases diferentes (dois ou três), alunos sobre diferentes estratégias, principal-
para trabalhar o seu entrosamento após mente no que se refere aos defensores.
uma rebatida.
Professor, coordene a pesquisa
Etapa 5 – “Eu-bola-colegas-adversários- com os alunos organizados em
-alvo” grupos a respeito do beisebol e,
em seguida, solicite que comple-
Esse nível de relação reproduz o jogo com- tem e relacionem as questões presentes na seção
pleto, com ações de ataque e de defesa. Na de- “Pesquisa em grupo”, no Caderno do Aluno.
fesa, a intenção é que os alunos se mobilizem
para vivenciar situações de circulação de bola e O beisebol é uma modalidade que vem ga-
criação de linhas de passe em direção às bases. nhando adeptos no Brasil ano a ano. Atual-
No ataque, a intenção é que a mobilização dos mente, temos vários campeonatos nacionais
alunos permita que o rebatedor e os corredores e cerca de 3 mil praticantes, distribuídos por
se desloquem no sentido da base principal. vários Estados brasileiros.

34
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

f O jogo ocorre entre duas equipes de nove e) walk: O arremessador erra quatro vezes a zona de
jogadores cada uma, com um técnico. Uma strike ou atinge o batedor.
equipe ataca (rebate) e a outra defende, em f) out: Eliminado.
nove entradas conhecidas como innings. g) safe: Basta pisar em uma base em que esteja um
Quando a equipe que defende eliminar corredor para parar a jogada.
três jogadores da outra equipe (atacante), h) fair ball: Quando a rebatida está em jogo.
trocam-se as posições, isto é, a equipe que i) foul ball: Quando a rebatida não é válida.
defendia será a equipe que irá rebater (ata- j) home run: Quando a bola ultrapassa os muros
que), enquanto a outra vira defensora. do fundo do campo, o jogador passa pelas quatro
f O rebatedor é eliminado quando: a bola bases, completando o percurso e fazendo o ponto.
que ele rebateu é pega (no alto) sem que ela k) runner: É o rebatedor que acerta a bola e passa a
quique no chão; a bola chega à primeira ser chamado de “corredor”, ou runner.
base antes dele; ele é tocado com a bolinha
na mão por algum jogador da defesa antes Você sabe que existem princípios operacio-
que chegue à primeira base; são feitos três nais de ataque e de defesa nos esportes, não
strikes (arremessos válidos), e o receptor sabe? Provavelmente você vem estudando es-
(catcher) não solta a bola. ses princípios desde a 5a série/6o ano, em dife-
f O corredor, que no caso é o rebatedor rentes modalidades esportivas coletivas. Esses
(batter), só corre pela quantidade de ba- princípios também se aplicam ao beisebol.
ses que ele conseguir, podendo parar em
qualquer uma. 2. A seguir, são apresentadas diferentes si-
f Para fazer um ponto, o jogador tem que pas- tuações que correspondem aos princípios
sar por todas as bases. operacionais de ataque e de defesa (de A
f Se a equipe da defesa (arremessador) acertar até E). Coloque, ao lado do número das
a bolinha em um jogador do ataque, o atingi- imagens, a letra da unidade funcional
do vai para a próxima base. correspondente.
f O arremessador e o apanhador se comuni-
cam por meio de códigos de jogada para (A) Relação jogador-bola: o jogador se fa-
conseguir evitar a rebatida. miliariza e aprimora sua relação com
a bola e o taco/bastão.
Forme um grupo com seus colegas de
turma e confrontem as informações, sem (B) Relação jogador-bola-colegas: os joga-
nenhum tipo de consulta, para realizar as dores fazem exercícios como troca de
atividades que se seguem: passes em duplas ou em trios.

1. Coloque, ao lado de cada palavra, o que (C) Relação jogador-bola-alvo: o jogador


ela significa no jogo de beisebol. treina o deslocamento entre as bases
após a rebatida da bola ou após a re-
a) inning: Entrada. cuperação da bola na defesa.
b) bat: Taco ou bastão de beisebol.
c) strike: Um arremesso bem-sucedido, isto é, a bola (D) Relação jogador-bola-colegas-alvo: tro-
arremessada passa na linha abaixo do ombro e aci- ca de passes entre jardineiro externo
ma do joelho do rebatedor e sobre a home plate. e defensor de base e deslocamento à
d) ball: Um arremesso ruim, isto é, a bola passa fora base seguinte, ou rebatida da bola e
das medidas do strike, e o batedor não faz o swing deslocamento do rebatedor e outro jo-
(movimento com o bat ou bastão). gador da base seguinte.

35
© Erik Isakson/Fancy/Latinstock
(E) Relação jogador-bola-colegas-adversários-
-alvo: situações de ataque e de defesa
em diferentes composições – um atacan-
te e dois defensores (1 × 2); um atacante
e três defensores (1 × 3); dois atacantes e
dois defensores (2 × 2) etc.
© moodboard/Corbis/
Latinstock

1. ( E )
4. ( D )
© Evan Hurd/Corbis/Latinstock

© Donald Miralle/Photodisc/
Getty Images

5. ( B )

3. No esquema a seguir, coloque um círculo


ao redor dos jogadores da equipe de ataque
2. ( A ) e um quadrado ao redor dos árbitros.
© Dorling Kindersley/Getty Images
© Duane Osborn/Somos Images/Corbis/Latinstock

3. ( C )

36
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

4. Cada jogador da equipe tem uma função Agora que você aprendeu e compreendeu
e uma posição no campo de acordo com o beisebol, procure responder às perguntas re-
a situação do jogo (ataque ou defesa). Co- lacionadas a cada imagem. Se precisar, peça
loque, no esquema a seguir, o número do ajuda a colegas e ao professor, ou pesquise em
jogador (veja a lista), segundo a função/ sites, revistas e livros.
posição que ele ocupa.
Bom trabalho!

© Dorling Kindersley/Getty Images

© Lothar Schulz/Getty Images


1.
9
7 1
2
4 7 3
7
8
6

Jogadores:

(1) Rebatedor/batedor (batter)


(2) Arremessador (pitcher)
(3) Corredor (runner)
(4) Jardineiro (externo) direito (right fielder)
(5) Jardineiro (externo) esquerdo (left fielder)
(6) Jardineiro (externo) central (central fielder) O que está acontecendo no jogo neste mo-
(7) Jogadores da base mento? O que há na imagem que o fez che-
(8) Jogadores interbases gar a essa resposta?
(9) Receptor (catcher) O atacante está percorrendo as bases. O jogador está
correndo e passando por uma base, sem parar nela.
Etapa 6 – Os jogos reduzidos
© David Madison/Stone/Getty Images
2.
Nesta etapa, são realizados jogos reduzidos
de beisebol. Pode-se partir de composições
3 × 4, 3 × 5 ou 3 × 6. Esses jogos possibilitam
aos alunos a compreensão das demandas tá-
ticas e técnicas do jogo, porque produzem ou
reproduzem situações próximas à situação do
jogo formal de beisebol.

Professor, solicite aos alunos que


analisem as imagens e respondam O que acontece com o jogador do ataque
às perguntas apresentadas na se- neste tipo de jogada da defesa?
ção “Lição de casa”, no Caderno O jogador do ataque é eliminado, pois o jogador da
do Aluno. defesa pega a bola rebatida antes que ela caia no chão.

37
3. Strike, porque a bola está abaixo da linha do ombro, acima da
© Absodels/Getty Images linha dos joelhos e sobre o home plate. Está sendo rebatida
porque é uma bola boa (fair ball).

© Duane Osborn/Cardinal/Corbis/Latinstock
6.

O que está acontecendo nesta jogada?


O corredor está tentando chegar à base antes que a
defesa a toque.

4.
© Yellow Dog Productions/The Image Bank/Getty Images

O que está acontecendo nesta jogada, que


nome se dá a este jogador e por quê?
O rebatedor acertou a bola e está correndo para a primeira
base, passando a se chamar runner ou corredor.
© Comstock/Thinkstock/Getty Images

7.
Qual o nome dado à posição e à função
deste jogador, e o que está acontecendo?
Catcher ou receptor. Ele está sinalizando o tipo de arremesso
que o pitcher (arremessador) deve fazer.
© Alloy/Corbis/Latinstock

5.

O que a equipe branca está comemorando


e por quê?
Está comemorando o ponto, porque o jogador (runner)
Como é chamada a bola arremessada pelo está chegando à home base, que é a última das quatro bases
pitcher e por quê? que ele tem de percorrer.

38
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4
VAMOS JOGAR? O BEISEBOL CONSTRUÍDO
Esta Situação de Aprendizagem propõe a com todas as determinações de regras, responsa-
vivência de uma partida de beisebol completa e bilizando-se integralmente pela sua organização:
organizada pelos próprios alunos. Os alunos de- escolha das equipes e posição/função dos joga-
vem organizar uma partida de beisebol completa, dores, arbitragem e comando das equipes.

Conteúdo e temas: dinâmica e organização de uma partida de beisebol.


Competências e habilidades: identificar e reconhecer os princípios técnico-táticos do beisebol, aplican-
do-os em uma partida propriamente dita; organizar-se de modo crítico e autônomo para realizar uma
partida de beisebol, desempenhando todas as funções necessárias para tal.
Sugestão de recursos: bolas de beisebol ou tênis, tacos de madeira ou de beisebol e giz (para o desenho
das bases).

Desenvolvimento da Situação de 1. O beisebol foi criado em que país?


Aprendizagem 4
( ) Inglaterra.
Proponha a realização de uma partida de bei- ( X ) Estados Unidos.
sebol “oficial”, com todas as suas determinações ( ) Japão.
em termos de regras. Além da participação no
jogo propriamente dito, solicite que os próprios 2. O beisebol é praticado por duas equipes,
alunos arbitrem o jogo e coordenem todas as cada uma composta de:
ações necessárias para que a partida ocorra,
como a organização das equipes, a determina- ( ) 6 jogadores.
ção das funções de cada jogador no campo etc. ( X ) 9 jogadores.
Essa é uma ótima estratégia para que se possa ( ) 12 jogadores.
avaliar o entendimento dos alunos em relação à
dinâmica do beisebol, bem como perceber como 3. Marque no campo a seguir a posição dos
são definidos os critérios de participação e en- seguintes jogadores:
volvimento de modo autônomo. No entanto,
e sempre que for necessário, pare a partida e A. rebatedor.
retome aspectos já trabalhados anteriormente, B. pitcher (arremessador).
como regras de ação, regras do jogo etc. C. catcher (receptor).
D. jardineiro externo direito.
Professor, solicite aos alunos que E. jardineiro central.
assinalem a alternativa correta e F. jardineiro externo esquerdo.
associem o nome à imagem nas G. interbase.
questões presentes na seção “Você H. segunda base.
aprendeu?”, no Caderno do Aluno.

39
© David Madison/Photographer’s
Choice/Getty Images

© Duane Osborn/Cardinal/Corbis/Latinstock
F
E
D b)

H
G

A
C

4. O arremesso em que a bola passa abaixo da


linha do ombro, acima da linha do joelho e
entre a base é chamado:

( ) ball.
( X ) strike.
( ) run.

5. No momento em que o rebatedor acerta a


bola, passa a ser chamado de:

( ) batter. Batter (rebatedor).


( ) jardineiro.
© Mike Powell/Allsport Concepts/Getty Images

( X ) runner. c)

6. Quando um jogador consegue passar pelas


1a, 2a e 3a bases e chegar à home plate (4a
base), a equipe:

( ) perde um jogador.
( X ) conquista um ponto.
( ) comete uma falta.

7. Associe o nome à imagem: catcher; pitcher;


batter.
© Comstock/Thinkstock/Getty Images

a)

Pitcher (arremessador).

Professor, solicite aos alunos que relacionem


as palavras destacadas em vermelho no texto com
as parceiras, na coluna da esquerda, no diagrama
Catcher (receptor). da seção “Desafio!”, no Caderno do Aluno.

40
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

Desafio!
Palavras parceiras

As palavras destacadas em vermelho no texto a seguir são parceiras das palavras da colu-
na da esquerda do diagrama por terem alguma relação com o seu significado. Preencha os
espaços com as letras das palavras em destaque no texto, que são parceiras das palavras da
coluna da esquerda.

Melhores de 2008 (COB)

Jennifer Lika Jisaka (16 anos) e Leandro Akira Hasegawa (25 anos) foram premiados
como melhores atletas de softbol e beisebol, respectivamente, pelo Comitê Olímpico Brasilei-
ro em dezembro de 2008. Jennifer é de Atibaia (SP) e integrou a Seleção Brasileira Adulta
em 2008, em uma série de partidas amistosas em comemoração ao Centenário da Imigração
Japonesa no Brasil, e também disputou o Campeonato Sul-americano de Softbol Feminino
Sub-17 na Venezuela, ocasião em que o Brasil sagrou-se campeão continental. Leandro Aki-
ra Hasegawa foi um dos destaques da Seleção Brasileira de Beisebol Adulta na disputa do
Campeonato Pré-mundial na Venezuela em outubro desse mesmo ano.

Esporte B E I S E B O L

Mulher J E N N I F E R

Nacionalidade J A P O N E S A

Destaques M E L H O R E S

Sobrenome H A S E G A W A

Gênero F E M I N I N O

Comitê O L Í M P I C O

Professor, neste momento solicite aos tadas na seção “Curiosidade”, no Caderno


alunos a leitura das considerações apresen- do Aluno.

Curiosidade
Se você se interessou pelas modalidades beisebol e softbol e gostaria de assistir a alguns
jogos pela televisão ou mesmo pessoalmente, confira o calendário de competições nacionais
e internacionais no site da Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (disponível em:
<http://www.cbbs.com.br>, acesso em: 12 nov. 2013). A seguir, um modelo de calendário
para reproduzir e preencher.

41
Calendário de Eventos Nacionais – Beisebol e Softbol – Ano _______
Mês Data Evento Local
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro

Calendário de Eventos Internacionais – Beisebol e Softbol – Ano _______


Mês Data Evento Local
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro

ATIVIDADE AVALIADORA
Observe os alunos durante o desenvol- Ao longo das aulas, você pode apresentar
vimento das Situações de Aprendizagem, algumas questões, como:
avaliando suas ações e seus entendimentos
a respeito das atividades propostas. Anali- f De que forma a equipe de beisebol deveria
se as decisões tomadas pelo grupo ao longo se comportar em situação de defesa?
das atividades, suas ações no que se refere à f De que forma a equipe de beisebol deve-
dimensão técnico-tática do beisebol, ou seja, ria se comportar em situação de ataque?
a forma como os alunos demonstram ter f Quais poderiam ser as estratégias escolhi-
apreendido os princípios operacionais. Obser- das para a equipe que defende?
ve e analise as decisões tomadas pelo grupo f Quais poderiam ser as estratégias escolhi-
durante a partida de beisebol, a fim de veri- das para a equipe que ataca?
ficar o entendimento dos alunos em relação
às regras, às funções dos jogadores e às ações Procure, ao longo de cada Situação de
de ataque/defesa. Ao longo do percurso de Aprendizagem, fazer que os alunos realizem dis-
aprendizagem, você poderá sugerir a reda- cussões, problematizações e sínteses que os au-
ção de textos-síntese sobre aquilo que foi xiliem a assimilar a dinâmica tática do beisebol.
trabalhado e vivenciado na quadra ou fazer
questionamentos orais aos alunos, individual- Professor, solicite aos alunos a leitura sobre
mente ou em grupo, como forma de avaliar o as considerações apresentadas na seção “Você
que compreenderam. sabia?”, no Caderno do Aluno.

42
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

Você sabia?

Você sabe o que é softbol?

O softbol surgiu em 1887 para ser jogado em ginásios ou em espaços cobertos. É parecido com
o beisebol e é praticado predominantemente por mulheres. A grande aceitação desse jogo levou
a sua prática para áreas abertas, como parques e praças.

O softbol tem as regras básicas do beisebol, mas se diferencia em alguns aspectos, como:

Softbol Beisebol
Bola Maior e mais leve Menor e mais pesada
Campo Menor Maior
Innings Sete Nove
Arremesso De baixo para cima De cima para baixo

PROPOSTA DE SITUAÇÕES DE RECUPERAÇÃO


Durante o percurso pelas várias etapas da Si- f pesquisas em sites ou outras fontes para pos-
tuação de Aprendizagem, alguns alunos poderão terior apresentação;
não apreender os conteúdos da forma esperada. f resolução de outras situações-problema,
É necessária, então, a elaboração de outras Si- não contempladas na Atividade Avaliado-
tuações de Aprendizagem em que as táticas do ra, referentes aos processos técnico-táticos
beisebol, o conhecimento a respeito de suas regras do beisebol.
e seu processo histórico possam ser retomados.
Essas situações podem ser diferentes daquelas que Professor, faça uma reflexão com os
geraram dificuldades para os alunos. Tais estra- alunos sobre as considerações apre-
tégias podem ser desenvolvidas durante as aulas sentadas nas seções “Aprendendo a
ou em outros momentos e devem envolver todos aprender”, “Curiosidade”, “Para re-
os alunos ou apenas aqueles que apresentaram fletir” e “Tome nota!”, no Caderno do Aluno.
dificuldades. Podem ser, por exemplo:

Arroz e feijão: uma combinação perfeita


© Iara Venanzi/Kino

Na hora do almoço ou do jantar, nada mais gostoso


do que um bom prato de arroz e feijão, você não acha?
Mais do que uma saborosa parceria, esse prato tipi-
camente brasileiro é uma combinação saudável, comple-
ta em proteínas e rica em fibras e carboidratos. Assim,
o arroz e o feijão se completam. O que falta em um o
outro fornece. Isso assegura um conjunto de nutrientes
de dar inveja a qualquer vegetal.

43
Para você ter uma ideia, um prato de arroz e feijão tem quase a mesma quantidade de
proteínas encontrada na carne.
Você conhece alguém com diabetes ou doenças do coração? A dupla arroz e feijão também
é um bom alimento para essas pessoas. Alguns de seus nutrientes (amidos e fibras) ajudam a
manter a quantidade de açúcar e gordura (colesterol) do sangue em níveis mais baixos.
Além disso, a refeição que inclui arroz e feijão satisfaz a fome por mais tempo, ajudando
a controlar o peso. É por tudo isso que dizemos que essa é uma união que deu muito certo.
O arroz faz parte do grupo de alimentos mais consumidos no mundo inteiro: os carboi-
dratos. Juntamente com o trigo, o milho, a aveia, a cevada e o centeio, pertence à família dos
grãos (cereais). Todos esses alimentos são ricos em amidos, aqueles carboidratos considera-
dos mais saudáveis e que fornecem a maior parte da energia (glicose) de que nosso corpo e
cérebro precisam.
O feijão, por sua vez, pertence a um grupo alimentar diferente: as chamadas leguminosas.
Fazem parte da família das leguminosas, além do feijão, a ervilha, o grão-de-bico, a soja, a
vagem, a lentilha e outros alimentos menos conhecidos, como o tremoço e a fava.
As leguminosas estão entre os alimentos de origem vegetal mais nutritivos, pois são ricas
em proteínas, boas fontes de amidos, fibras, vitaminas do complexo B e minerais como ferro,
cálcio e zinco. Elas também têm poucas calorias e gorduras.
© Haroldo Palo Jr./Kino

Feijão.

O feijão, por exemplo, é rico em ferro, um mineral importantíssimo para o corpo humano.
Mas atenção! Nosso organismo só consegue absorver uma pequena parte desse ferro. Essa
absorção aumenta bastante se comermos o feijão acompanhado de um alimento rico em vita-
mina C, como suco de laranja ou de outras frutas cítricas (acerola, limão, morango, goiaba etc.).

Apesar de todos esses benefícios, infelizmente, os brasileiros estão comendo cada vez me-
nos arroz e feijão e outras leguminosas (soja, grão-de-bico, ervilha, lentilha e fava).

Quantas porções nós devemos comer por dia? Coma uma porção de feijão por dia. Varie
os tipos de feijão (preto, carioquinha, verde, feijão de corda, branco e outros) e consuma
também outros tipos de leguminosas.

E quanto é uma porção? É uma concha de feijão ou duas colheres (de sopa) de lentilha,
grão-de-bico, ervilha ou soja cozidos.

44
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

Ligue o nome das leguminosas às imagens correspondentes:

1. Ervilha. Alternativa b.
2. Grão-de-bico. Alternativa c.
3. Soja. Alternativa d.
4. Lentilha. Alternativa a.

© Ryan McVay/Digital Vision/


Thinkstock/Getty Images

© Ivania Sant’Anna/Kino
a) c)

© R-P/Kino

© R-P/Kino
b) d)

Curiosidade
A proporção adequada de arroz e feijão é: uma parte de feijão para duas partes de arroz.
Assim, se você come ½ concha de feijão (ou duas colheres e meia), deve comer o dobro de
arroz, isto é, cinco colheres de sopa de arroz.

Para refletir
f Você come arroz e feijão pelo menos três vezes por semana?
f Você já experimentou outras leguminosas, como grão-de-bico, ervilha, lentilha e soja?

Tome nota!
Agora você deve saber que:
f o arroz e feijão, prato tipicamente brasileiro, é uma combinação completa de proteínas;
f para melhorarmos a absorção de ferro pelo organismo, devemos tomar um suco de
frutas cítricas (laranja, abacaxi, acerola) quando comemos leguminosas como o feijão.

45
RECURSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR
E DO ALUNO PARA A COMPREENSÃO DO TEMA

Livros Brasil, a partir da imigração japonesa para


o país.
BAYER, Claude. O ensino dos desportos co-
lectivos. Lisboa: Dinalivros, 1994. Discute o Artigo
processo de ensino dos esportes coletivos,
apresentando os princípios operacionais co- RUBIO, Kátia. Tradição, família e prática espor-
muns às modalidades esportivas. tiva: a cultura japonesa e o beisebol no Brasil.
Movimento. Porto Alegre, v. 6, n. 12, p. 37- 44, jul.
GARGANTA, Júlio. Para uma teoria dos jo- 2000. Disponível em: <http://www.seer.ufrgs.br/
gos desportivos colectivos. In: OLIVEIRA, index.php/Movimento/article/view/2498/1142>.
José; GRAÇA, Amândio. O ensino dos jogos Acesso em: 12 nov. 2013. Apresenta o beisebol
desportivos. 2. ed. Porto: Universidade do no Brasil, demonstrando sua vinculação com as
Porto, 1995. Propõe uma discussão sobre o tradições japonesas e analisando a prática do es-
processo de ensino-aprendizagem das moda- porte por meio da perspectiva de japoneses que se
lidades esportivas coletivas. instalaram no nosso país e difundiram o esporte.

GRECO, Pablo J. Iniciação esportiva univer- Sites


sal: metodologia da iniciação esportiva na
escola e no clube. 1. reimpressão. Belo Hori- Centro de Computação – Unicamp. Como prati-
zonte: UFMG, 2007. v. 2. Trata da iniciação car beisebol. Disponível em: <http://www.ccuec.
esportiva na escola e no clube, mostrando as unicamp.br/~ide/praticar_baseball.html>.
particularidades técnicas e os métodos de trei- Acesso em: 12 nov. 2013. Oferece informações
namento para o esporte coletivo. sobre como jogar beisebol e contém figuras ilus-
trativas sobre a dinâmica do esporte.
OI, Célia Abe (Org.). Beisebol: histórias de
uma paixão. São Paulo: Federação Paulista Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol.
de Beisebol e Softbol, 1996. Documenta os Disponível em: <http://www.cbbs.com.br>.
primeiros 50 anos de história da Federação Acesso em: 12 nov. 2013. Oferece fotos, in-
Paulista de Beisebol e Softbol, retratando formações sobre o esporte, campeonatos pelo
a trajetória do esporte, principalmente no país, federações etc.

46
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

TEMA 3 – ATIVIDADE RÍTMICA – ORGANIZAÇÃO DE


FESTIVAL DE DANÇA E DE EXPRESSÕES CORPORAIS

Neste volume, o tema Atividade rítmica relação aos alunos das séries/anos anteriores,
prevê a organização e a realização de um atuando como colaboradores na realização
festival de dança e de expressões corporais. de seus eventos, auxiliando-os na organiza-
Propomos que sua realização ocorra em ção das atividades e colocando-as em prática.
conjunto com o tema Esporte, mobilizan- Enfim, que esses alunos possam empregar os
do os alunos da 8a série/9o ano, juntamente conhecimentos adquiridos ao longo das séries/
com os das demais séries/anos. Sugerimos anos do Ensino Fundamental em Educação
que, ao realizar o festival, os vários pro- Física e nas outras disciplinas escolares.
fessores de Educação Física da escola oti-

© bobo/Alamy/Glow Images
mizem os espaços e horários disponíveis
para as ações previstas, podendo desenvol-
ver atividades com equipes representativas
de cada uma das classes ou misturando as
turmas em equipes diferentes da mesma
série. Por exemplo, todos os alunos das
5a séries/6o anos participando juntos, todos
os das 6a séries/7o anos, e assim por diante.
Ou dividindo-os por faixas etárias, a fim de
minimizar riscos de acidentes.

A intenção deste tema não se resume apenas


à realização de um evento. Mais do que isso:
pretende-se valorizar todo o processo desen-
cadeado ao longo de todo o ano, coroando o
trabalho realizado com os alunos da 8a série/
9o ano, mas também o de todas as séries/anos
do Ensino Fundamental. A organização de um
festival constitui excelente oportunidade de
aprendizado já que, por meio dela, os alunos
da 8a série/9o ano poderão retomar e aplicar
os conhecimentos elaborados sobre atividade
rítmica, ginástica e luta (conteúdos específicos
da Educação Física nas quatro últimas séries/ Figura 14 – Festival: ginástica.
anos do Ensino Fundamental), além de desen-
volver outras competências importantes para A partir desse objetivo geral, explicitare-
suas vidas, como planejamento de atividades, mos alguns princípios para nortear o processo
organização de eventos, comunicação e divul- de mobilização dos alunos para a realização
gação, registro e avaliação do processo. do festival.

Além disso, espera-se que os alunos possam O festival de dança e expressões corporais
desenvolver sua capacidade de liderança em não deve:

47
f ser pensado como uma atividade programa- trabalhado por outras disciplinas como,
da pela escola para os alunos, mas sim reali- por exemplo, o meio ambiente e a violên-
zada junto com eles em todas as suas fases, cia, entre outros.
desde o seu planejamento até a sua avaliação;
f estimular a obtenção de performances téc- Deve:
nicas ou de resultados que levem a acirra-
mentos, confrontos ou constrangimentos f estimular a mobilização dos alunos da
entre os alunos, mas sim a participação 8a série/9o ano, como concluintes do Ensi-
cooperativa de todos. A escola não pode no Fundamental, a exercer sua autonomia,
deixar-se contaminar pelo modelo do espe- corresponsabilizando-se pela organização
táculo e da competitividade exacerbada que e realização do festival, tanto para a sua
visa ao rendimento nas atividades rítmi- turma como para as demais classes do En-
cas e expressivas. Ao contrário, deve posi- sino Fundamental;
cionar-se no sentido de fazer um festival da f promover a discussão do regulamento do
Educação Física e da escola, e não na Edu- festival por todos os alunos, com a coor-
cação Física e na escola; denação e orientação dos professores de
f ser pensado como uma atividade específica Educação Física da escola.
da Educação Física, e somente por ela ser
realizado. Ao contrário, deve constituir-se As Situações de Aprendizagem apresenta-
em excelente oportunidade para a mobili- das a seguir procuram contemplar as várias
zação dos professores de outras disciplinas, fases do festival, buscando envolver a totali-
da equipe gestora da escola e da comunida- dade dos alunos em todas as fases do even-
de como um todo. É um projeto coletivo, to, desde a fase de planejamento (Situação de
extremamente motivante e bem recebido Aprendizagem 5) até sua avaliação final (Si-
pelos alunos, além de possuir variadas e tuação de Aprendizagem 8), passando, respec-
ricas possibilidades educativas. Pode haver tivamente, pelas fases de divulgação (Situação
um tema para as apresentações de dança e de Aprendizagem 6) e realização (Situação de
de expressões corporais que seja também Aprendizagem 7).

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 5
PLANEJANDO O FESTIVAL
Esta Situação de Aprendizagem pretende definição do regulamento e das equipes
desenvolver com os alunos os elementos ne- para as atividades de apoio e preparação
cessários ao planejamento do festival, como de torcidas.

Conteúdo e temas: planejamento do festival de dança e expressões corporais.


Competências e habilidades: prever e identificar as várias fases de um evento rítmico e expressivo; ela-
borar regulamentos específicos para cada categoria de apresentação no festival, envolvendo os grupos
participantes e suas torcidas; organizar atividades de apoio ao evento; organizar atividades relativas à
torcida para o evento.
Sugestão de recursos: canetas, papel, cartolina e/ou computador e impressora.

48
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

Desenvolvimento da Situação de O festival terá caráter essencialmente de-


Aprendizagem 5 monstrativo. Por isso, a ênfase estará na cria-
tividade, na diversidade de manifestações e
Etapa 1 – Definindo o regulamento na sua apreciação estética. As modalidades
podem ser organizadas de acordo com suas

© Luciana Whitaker/
Olhar Imagem
semelhanças, para serem apresentadas em um
mesmo dia. Por exemplo, as manifestações
da cultura gímnica (ginástica geral, ginástica
aeróbica e outras) podem ser apresentadas de
modo semelhante a um evento de ginástica,
enquanto as lutas e as danças podem ocorrer
em outros momentos.

Figura 15 – Festival: apresentação de capoeira. A fim de possibilitar a participação dos alu-


nos em diferentes atividades rítmicas e expres-
A fim de que o festival aconteça de acordo sivas, sugerimos a adaptação e a confecção
com os objetivos educacionais da disciplina de própria de materiais, possibilitando a prática
Educação Física, é importante que a elaboração em modalidades pouco comuns nas escolas.
do regulamento preveja os vários passos a serem
desencadeados, estabelecendo as diretrizes gerais.
Faz-se necessário, professor, que esse regula- Possibilidades interdisciplinares
mento seja realizado com os alunos. Para tanto, A construção de materiais alternativos
coordene uma ou mais discussões com eles, pode se constituir, também, em atividade
procurando mostrar a intenção pedagógica realizada nas aulas de Educação Física e nas
do evento, a responsabilidade da turma da 8a de outras disciplinas, como Arte.
série/9o ano na organização e realização junto às
outras séries/anos do Ensino Fundamental e a
complexidade de sua execução. Sugerimos também a ocupação de locais e
instalações do próprio bairro onde está locali-
Nesse regulamento, devem estar previstas zada a escola, como um salão para apresenta-
as categorias de apresentação que vão compor ções de capoeira ou dança.
o festival. Podem acontecer, por exemplo, de-

© Delfim Martins/Pulsar Imagens


monstrações das modalidades desenvolvidas
em aula, como ginástica artística, ginástica
rítmica e outras.

No festival de dança e de expressões corpo-


rais, podem ser contempladas atividades relacio-
nadas às desenvolvidas nas aulas de Educação
Física, como apresentações da cultura rítmica
nacional ou de outros países, de regiões ou de
grupos específicos, demonstrações de luta, apre-
sentações de ginástica contemporânea, dança,
capoeira, hip-hop, streetdance etc. Figura 16 – Festival: apresentação de dança.

49
© Erik Isakson/Corbis/Latinstock

alunos com deficiências ou com dificuldade de


realização de algumas ações propostas. Além
de estimular a mobilização e proporcionar a
participação desses alunos, as potencialidades
e capacidades de realização de cada um devem
ser discutidas pelas equipes, e as expressões di-
ferenciadas devem ser respeitadas.

Sugerimos a eleição, por parte dos alunos,


de um representante de cada uma das turmas
para auxiliar a comunicação entre a coorde-
nação geral e os participantes. A escolha de
um representante pela turma pode se cons-
tituir um bom exercício de cidadania e um
exemplo de maturidade dos alunos.

Figura 17 – Festival: apresentação de streetdance. Etapa 2 − Definindo as atividades de apoio

Propomos que o regulamento preveja a par- Professor, além da elaboração do regula-


ticipação de todos os alunos em pelo menos mento do festival, é importante que sejam
uma ou duas atividades de dança ou expressões também previstas as atividades de apoio, ou
corporais, mas deixando claro que nenhum alu- seja, a organização da sequência das apre-
no poderá participar de todas as categorias de sentações, o registro das atividades, a defini-
apresentação. Como Situação de Aprendizagem ção de critérios para apreciação estética etc.
nos Temas 3 e 4 do Caderno de Educação Físi- Cada uma dessas atividades constitui exce-
ca, a intenção é que todos os alunos se envolvam lente oportunidade para que os alunos desen-
nas vivências, e não apenas os mais habilidosos. volvam diferentes habilidades organizativas
e a capacidade de pensar no evento em sua
As formas de apresentação devem estar pre- totalidade. Procure formar subgrupos para
vistas, podendo haver pontuação para as ativida- cada uma das atividades de apoio. Por exem-
des. Nesse caso, pode-se gerar uma classificação plo, um grupo pode assumir a elaboração da
final entre os grupos e/ou torcidas. Porém, é im- ordem de apresentações, enquanto outro fica
portante a valorização não só do grupo vencedor, com a incumbência dos registros; e um ter-
mas de todos os participantes. Os alunos devem ceiro se ocupa da disposição das atividades,
perceber que uma classe ou grupo, para obter como horários e espaços.
muitos pontos no somatório final, precisará par-
ticipar de todas as categorias de apresentação. Etapa 3 − Preparando as torcidas

Outro item que merece atenção diz respei- A realização de um festival de dança e de
to às normas sobre a composição dos grupos. expressões corporais pode mobilizar toda a es-
Pode haver grupos masculinos, femininos e/ cola também para assistir e torcer para suas
ou mistos, a fim de que tensões, preconceitos classes ou grupos preferidos. Esse processo
e disputas, presentes no cotidiano escolar, se- também pode ser educativo, na medida em que
jam assumidos, discutidos e resolvidos. gera discussões sobre as formas atuais de torci-
da. Além disso, a preparação de torcidas pode
Também merece atenção a participação, ser uma oportunidade para o envolvimento
no festival de dança e expressões corporais, de dos alunos em outras disciplinas (como Arte,
50
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

por exemplo), na medida em que trabalha com Professor, solicite aos alunos que
a preparação de símbolos de cada classe ou completem com C ou F e respon-
grupos, slogans ou “hinos” de apresentação, dam às questões presentes na se-
ensaio de coreografias das torcidas etc. ção “Para começo de conversa”,
no Caderno do Aluno.

© Elie Bernager/The Image Bank/Getty Images


Ao longo de todo o ano letivo e das séries/
anos anteriores, você e seus amigos vivencia-
ram diferentes experiências do Se-Movimentar.

Neste volume, propomos que vocês organi-


zem e desenvolvam, sob a coordenação de seu
professor, juntamente com os demais colegas
das 8a séries/9o anos de sua escola, um festival
de dança e de expressões corporais e/ou um
campeonato esportivo.

© Delfim Martins/Pulsar Imagens


Figura 18 – Planejamento do festival.

Professor, procure mobilizar a equipe gesto-


ra da escola e os professores de outras disciplinas
para essa atividade de preparação de torcidas.

O festival de dança e expressões corporais


também pode ser uma excelente chance para a
participação da comunidade que vive no entor-
no da escola (familiares e pessoas conhecidas
dos alunos), assistindo às apresentações e se in-
tegrando às torcidas. Pelo fato de alguns bair- Festival de dança.
ros oferecerem poucas oportunidades e poucos
locais para apresentações artísticas, rítmicas e Mas, antes de entrarmos no assunto, discu-
expressivas, essas atividades na escola poderão ta com seus colegas as questões a seguir:
contribuir também para suprir essas lacunas.
1. Coloque C quando a característica se re-
© Chabruken/The Image Bank/Getty Images

fere à competição, ou F quando se trata de


festival.

a) A classificação dos participantes depende


dos resultados obtidos. ( C )
b) A ênfase está na criatividade e na diver-
sidade de práticas corporais no mesmo
evento. ( F )
c) Os adversários são determinados por
Figura 19 – Torcida no evento. organização de tabelas. ( C )

51
d) Os confrontos são feitos segundo o ser formadas para garantir a realização de
agrupamento por gênero (masculino, um bom evento?
feminino ou grupos mistos). ( C )
e) Não é necessária a presença de árbitros. ( F ) a) Organizadora.
b) De arbitragem.
2. Para realizar um festival, precisamos de mui- c) De divulgação.
ta organização. Quais das alternativas se re- d) De avaliação.
ferem a comissões que, a seu ver, precisam e) De execução.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 6
DIVULGANDO O FESTIVAL
A intenção desta Situação de Aprendiza- corporais na comunidade escolar. Compreende
gem é mobilizar os alunos para que realizem a a definição das equipes e das formas de divul-
divulgação do festival de dança e de expressões gação dos eventos na escola.

Conteúdo e temas: divulgação do festival de dança e de expressões corporais.


Competências e habilidades: identificar a importância da socialização das informações relativas ao
festival de dança e expressões corporais; analisar as diferentes formas de comunicação e divulgar a
sua realização, tanto no interior da escola como nas vizinhanças.
Sugestão de recursos: aparelho de som, microfones, canetas, papéis para cartazes e banners.

Desenvolvimento da Situação de faz imprescindível para manter todos infor-


Aprendizagem 6 mados sobre a agenda e o andamento das
atividades.
Etapa 1 – Definindo equipes de divulgação
Etapa 2 − Definindo formas de divulgação
Inicialmente, é fundamental discutir com
os alunos a importância da divulgação do Definidas as equipes de divulgação, é im-
evento em suas várias etapas: na elaboração portante estabelecer com os alunos as várias
e na apresentação do regulamento a todos formas e os canais de divulgação do evento.
os participantes e na informação sobre os Uma equipe poderá ficar responsável pela
horários de apresentações, bem como a res- criação e pela manutenção de um mural em
peito de locais, datas etc. Posteriormente, local de fácil visibilidade na escola. Outra
forme equipes responsáveis pelas várias eta- poderá cuidar da divulgação do evento nas
pas de divulgação. Um trabalho bem-feito salas de aula. Uma terceira poderá assumir a
nesse campo é fundamental para colher su- confecção de cartazes e banners. Uma quar-
gestões na fase de elaboração do regulamen- ta equipe poderá divulgar o evento aos de-
to e, após sua definição, para informar sobre mais professores e à equipe gestora da escola.
as regras de participação no festival. Duran- Pode haver, inclusive, um grupo responsável
te a realização do evento, a comunicação se pela criação de um blog relativo ao evento.

52
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

Essas atividades envolvem várias possibili- Caso seu professor de Educação Física
dades interdisciplinares, como concepção decida realizar um festival, vocês terão, em
dos cartazes e banners (com a disciplina de seguida, orientações sobre diferentes dados
Arte), ou redação de textos para distribuição que devem ser levantados pelas comissões res-
à comunidade (com a disciplina de Língua ponsáveis pela organização do evento. Após a
Portuguesa). definição das comissões com o seu professor
de Educação Física, vocês devem proceder à
Como afirmado anteriormente, a realiza- pesquisa referente à sua comissão. Registrem
ção de um evento como esse pode ser uma os resultados da pesquisa no local indicado do
ótima oportunidade para o envolvimento da Caderno do Aluno.
comunidade que vive nos arredores da esco-
la. Assim, a divulgação pode ser realizada nas As lutas podem integrar tanto o festival
proximidades da escola, em pontos comer- como o campeonato esportivo. Se houver
ciais, igrejas, centros comunitários etc. Nesse competição entre os alunos, as lutas devem in-
sentido, contribuições voluntárias e/ou parce- tegrar o campeonato, mas, se eles apenas reali-
rias na região podem prover outros materiais, zarem uma demonstração de lutas, elas devem
e esses, por sua vez, podem ser aproveitados integrar o festival.
pelas equipes de apoio, como equipamentos
de som, iluminação, cenários, vestuário, entre Todas as comissões são relevantes e traba-
outros itens. lham com um único objetivo: promover um
festival bonito, alegre e bem organizado. To-
Professor, coordene a pesquisa das as comissões têm um papel a desempenhar
com os alunos organizados em e, para alcançar o objetivo, há a necessidade
grupos e, em seguida, solicite de que todos saibam o que devem fazer. Por
que registrem os resultados refe- isso, precisam fazer bem o que lhes couber e
rentes à sua comissão na seção “Pesquisa em colaborar com os outros no que for preciso
grupo”, no Caderno do Aluno. para o êxito coletivo. © Hudson Calasans

53
Comissões Pesquisar

f com os professores e colegas da escola: que tipos de atividades foram de-


senvolvidos ao longo do ano com todas as séries/anos – diversas danças,
ginásticas, lutas e outras atividades expressivas;
f qual o objetivo do festival para a escola;
f o número de interessados, em cada classe, em participar do festival;
Comissão f que atividades são desenvolvidas em instituições na comunidade (academias,
clubes, associações etc.) e se há interesse na participação de algum grupo;
organizadora
f quem serão os representantes das outras comissões que participarão das
ou de reuniões gerais;
planejamento f quais as possíveis datas de reunião para elaborar um cronograma geral de
atividades;
f que tipo de regulamento normalmente é utilizado nesses eventos e a necessi-
dade de elaborar algum para o festival da escola;
f se haverá algum incentivo (prêmio, pontuação) para as torcidas e como será
feita a avaliação.

f junto aos professores e à direção: se há a possibilidade de divulgação do


festival por meio de panfletos e murais das salas e dos corredores;
f modelos de panfletos, faixas, cartazes e outros meios de comunicação que
sirvam de base para o trabalho da comissão;
f se há a possibilidade de divulgação por meio de algum jornal, revista ou
rádio local e o que é necessário para efetivar a divulgação;
Comissão de f junto à comunidade: quem elabora faixas e verificar a possibilidade de algu-
divulgação ma doação para o festival;
f se os professores de Língua Portuguesa podem ajudar na elaboração e na
revisão dos textos de divulgação;
f que recursos utilizar para convidar a comunidade e as autoridades que o
grupo achar interessantes (cartas, ofícios ou outros);
f a disponibilidade de máquinas fotográficas ou filmadoras para registro e
quem poderia executar essa atividade.

f os possíveis locais, dentro e fora da escola, para a realização do festival;


f a disponibilidade de carteiras ou cadeiras da escola e a possibilidade de utilizá-
-las, ou ainda a necessidade de empréstimo de algum local nas proximidades
(igreja, clube, órgão público etc.);
f como proceder para conseguir autorização e como serão feitos o desloca-
mento e a organização no local;
Comissão f se há algum local em que os participantes poderão trocar de roupa;
técnica f a disponibilidade de equipamentos de som (aparelho de CD/gravador, cai-
xas de som, microfone) e de iluminação (se for à noite) na escola ou o em-
préstimo feito por alguma entidade da localidade e quem poderá instalar os
equipamentos;
f a possibilidade de alguma decoração no local (flores, painéis etc.);
f como devem ser os vestiários (camarins) e o que deve ser providenciado;
f a possibilidade de conseguir algum brinde ou certificado para os participantes etc.

54
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

Comissões Pesquisar
f o que é preciso para a organização de um evento (cerimonial de abertura e
encerramento);
f qual o papel dos apresentadores do evento e verificar quem se interessaria
em realizar tal tarefa;
Comissão do f como se organiza a sequência de entrada dos grupos e quem será respon-
cerimonial sável por isso;
f de que forma deve ser o atendimento de grupos convidados e o que deve ser
providenciado para eles;
f como se faz a premiação em eventos dessa natureza, se há necessidade e
possibilidade de fazê-la na escola e a quem premiará etc.

f como deve ser uma avaliação de evento;


f como será feita a avaliação e quem será o responsável por essa etapa;
Comissão de f como serão coletadas as informações, as opiniões e os dados para compor a
avaliação e um memorial do evento;
avaliação f como se elabora um relatório final sobre eventos;
f de que forma será feito o registro fotográfico ou a filmagem para compor a
avaliação final e o memorial do evento.

Registre a seguir os resultados da pesquisa sobre a sua comissão.


As respostas serão variadas e dependem do empenho de cada grupo designado para a respectiva comissão. Espera-se
que cada comissão apresente propostas às diferentes solicitações que compõem o quadro orientador da tarefa. Por se-
rem alunos de 8ª série/9º ano, é possível que encontrem alguma dificuldade; por isso, você, professor, pode auxiliar nas
orientações complementares, propondo que procurem outros colegas e/ou professores, pessoas do bairro acostumadas
a promover eventos (clubes, igrejas, prefeitura etc.) e, por fim, completem as atribuições a partir de uma apresentação
geral e de um debate entre os alunos da própria sala.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 7
REALIZANDO O FESTIVAL
Cumpridas as fases de planejamento e chegamos à Situação de Aprendizagem que
divulgação, com a definição do regulamento tratará do desenvolvimento e da realização,
do evento e a socialização das informações, propriamente ditos, do festival.

Conteúdo e temas: realização do festival de dança e expressões corporais.


Competências e habilidades: identificar formas de participação no festival de dança e expressões cor-
porais; vivenciar as várias etapas de um festival; participar de forma ativa, solidária e cooperativa
das situações do evento; torcer por seu grupo ou turma de forma ativa e respeitosa em relação a
todos os participantes.
Sugestão de recursos: aparelho de som, materiais específicos para cada apresentação, filmadora, má-
quina fotográfica.

55
Desenvolvimento da Situação de dos dados, faça uma proposta de ações para a
Aprendizagem 7 sua comissão. Discuta essa proposta com os de-
mais membros da sua comissão para escolher as
Etapa 1 – Definindo o cronograma de ações que vocês acreditam ser mais pertinentes
atividades para conseguir um bom resultado. As decisões
do grupo deverão ser apresentadas na reunião
Após as fases de planejamento coletivo e a geral para aprovação final e posterior desenvol-
formação de grupos para as atividades de apoio, vimento. Veja, no quadro a seguir, algumas de-
bem como a divulgação (por meio de diversos cisões que deverão ser tomadas pelas comissões
veículos), é hora de desencadear a realização do e que o ajudarão a refletir sobre que proposta
festival. Procure reunir os vários grupos a fim deve apresentar ao seu grupo. Registre sua pro-
de estabelecer um cronograma de realização das posta no quadro (do Caderno do Aluno).
atividades. A partir desse cronograma, defina
com os alunos um plano de atividades do evento Ops! Você e seus colegas não devem se
(roteiro de ações) e procure coordenar e supervi- esquecer de dar um nome ao festival e de
sionar as várias etapas de sua realização. criar uma logomarca para ele. Isso fortalece
o evento à medida que, com o tempo, pode-
Etapa 2 – Realizando o plano de atividades rá fazer parte da cultura local. Veja o caso
dos campeonatos de diferentes esportes ou
É importante também a realização de reu- eventos, como a Olimpíada de Matemática
niões regulares com os representantes de cada ou de Redação.
equipe, a fim de resolver problemas urgentes
do cotidiano do evento e de prever as ativida- Veja um exemplo: a imagem a seguir foi a
des seguintes. Essas reuniões poderão tratar de logomarca escolhida para os Jogos Olímpicos
questões como: do Brasil em 2016, no Rio de Janeiro.
© Comitê Olímpico Brasileiro

f organização do local das apresentações;


f controle de entrada e saída dos grupos;
f divulgação de resultados (se houver pontua-
ção) parciais;
f organização do vestiário e da sequência de
apresentação dos grupos;
f definição dos responsáveis pelos equipamen-
tos de som e iluminação (quando houver);
f registro do evento (filmagem, fotos etc.).

Professor, solicite aos alunos que


registrem suas propostas de ação
para apresentarem à sua comissão
Logomarca dos Jogos Olímpicos
na seção “Lição de casa”, no Ca- do Rio de Janeiro – 2016.
derno do Aluno.

Cada comissão fez o levantamento das in- Pensem na logomarca do festival de sua es-
formações necessárias para o desempenho das cola. Podem até fazer um concurso interno, o
funções que lhe competem. Agora, de posse que seria muito, muito legal, não acham?

56
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

Comissão Decisões a tomar


f definir nome e logomarca (veja o exemplo citado) do festival; estabelecer lo-
cal, data e horário; elaborar o regulamento (quem participa; quantas apre-
sentações por participante; estabelecer o tempo máximo da apresentação;
definir se haverá pontuações e classificação para as classes);
Comissão f definir se haverá premiação ou não;
organizadora
ou de f estipular as categorias: dança, ginástica, luta, expressão corporal etc.;
planejamento f definir como, quando e onde serão feitas as inscrições;
f elaborar o programa do festival e o cronograma de reuniões das comissões;
f definir os ofícios que serão encaminhados (para quê, para quem, quando, qual
o texto) e tomar outras providências que a comissão considerar necessárias.

f definir o tipo de divulgação que será feito, seu formato e teor (dizeres/texto
sobre local, programação, regulamento, resultados etc.) e quem fará o ma-
terial (mídia impressa);
f definir como e quando será a distribuição interna (dentro da escola) e exter-
Comissão de na (fora da escola);
divulgação f decidir o modelo dos convites e para quem serão encaminhados;
f se forem utilizadas imagens (fotos, filmes), definir quem vai produzi-las e
quem vai providenciar a autorização;
f organizar a divulgação dos resultados, se houver premiação, e tomar outras
providências que a comissão considerar necessárias.

f escolher o local do festival com a comissão de organização; definir dias e


horários de ensaios;
f decidir como e quando será feita a limpeza do local e quem a fará;
f definir a organização do espaço para a apresentação, a disposição das car-
teiras/cadeiras, a instalação do som (aparelhagem, caixas e microfones) e da
iluminação, a colocação de mesas de apoio etc.;
Comissão f decidir como e quando será o deslocamento do material de apoio e quem o
técnica fará (quem irá buscar ou levar o material para o local do festival);
f organizar e equipar o vestiário;
f providenciar a decoração do local (como será, quem vai fazê-la, com que
material e quando);
f organizar o local e a disposição de brindes (quando houver);
f orientar e controlar as torcidas e tomar outras providências que a comissão
considerar necessárias.

57
Comissão Decisões a tomar

f organizar a cerimônia de abertura e de encerramento do festival (desfile dos


participantes; juramento dos participantes, se for o caso);
f organizar a programação; preparar roteiro para o apresentador, com o pro-
grama do festival e outras falas;
f elaborar as orientações para os responsáveis pelo controle de entrada e saí-
Comissão do da dos grupos (sequência da entrada);
cerimonial f organizar a mesa de som para receber os CDs dos grupos (evitar confusões
na hora de tocar a música);
f instalar e operar o som e a iluminação;
f organizar a premiação (se houver): como será, quando será feita e quem a fará;
f receber convidados e autoridades e tomar outras providências que a comis-
são considerar necessárias.

f definir o que será avaliado (satisfação, organização, programação etc.) e


como a avaliação será organizada (entrevista, questionário, diálogos após
o festival etc.);

Comissão de f realizar a tabulação ou sistematização dos dados obtidos (como, quando e


quem fará);
avaliação
f elaborar relatório final ou memorial do festival (o que foi o festival, pon-
tos positivos e negativos, participação dos alunos na organização, torcidas,
sugestões) com documentação, registros fotográficos e filmagens e tomar
outras providências que a comissão considerar necessárias.

Registre a seguir a sua proposta.


Espera-se que, a partir das informações contidas no quadro e da pesquisa realizada anteriormente, as comissões consigam
elaborar uma proposta.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 8
AVALIANDO O FESTIVAL
Esta Situação de Aprendizagem pretende zação do festival de dança e de expressões
registrar, documentar e avaliar a reali- corporais.

Conteúdo e temas: avaliação do festival de dança e expressões corporais.


Competências e habilidades: identificar a necessidade de avaliação do festival de dança e de expres-
sões corporais; registrar e documentar a realização do evento.
Sugestão de recursos: canetas, papéis, filmadora (opcional), máquina fotográfica (opcional).

58
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

Desenvolvimento da Situação de cada qual com suas atribuições, geral-


Aprendizagem 8 mente organizadas em grupos (as co-
missões), que desempenham atividades
Etapa 1 – Avaliando as etapas do festival afins. ( V )
c) A organização de um festival envolve
É importante que a realização de um even- várias comissões, entre elas a de arbi-
to como esse seja documentada e avaliada, tragem. ( F )
para que se possa compreender os pontos po- d) A comissão do cerimonial é responsá-
sitivos e negativos, corrigir determinadas es- vel, entre outras atividades, pela abertu-
tratégias para futuras realizações e valorizar o ra e pelo encerramento do festival. ( V )
trabalho coletivo dos alunos. Dessa forma, reú- e) Todo festival precisa ter premiação para
na-se com os estudantes após o encerramento os participantes que alcançarem o primei-
do festival e recupere as várias fases do evento, ro, o segundo e o terceiro lugares. ( F )
desde o planejamento até a sua realização.
Etapa 2 – Mantendo o festival na memória
Professor, solicite aos alunos
que assinalem com V ou F as O registro de atividades é igualmente impor-
questões presentes na seção tante para se preservar a memória dos fatos e
“Você aprendeu?”, no Cader- acontecimentos que marcam a história de uma
no do Aluno. instituição escolar. Durante o evento, forme um
grupo de registro e documentação que circule pe-
Assinale as alternativas com V (verdadei- las apresentações colhendo depoimentos de alu-
ra) ou F (falsa). nos participantes, professores, da equipe gestora,
dos torcedores etc. Procure registrar momentos
a) O festival é um evento que visa à integra- do festival por fotografias ou filmagens. Esses
ção e à participação. ( V ) registros serão apresentados posteriormente a
b) A organização de um festival pressupõe toda a comunidade, por meio de um mural de
a participação de diferentes pessoas, fotografias ou de uma sessão de vídeo.

ATIVIDADE AVALIADORA
Após o encerramento do evento, solicite f De que modo você se comportou como tor-
aos alunos que redijam um texto no qual ava- cedor?
liem o festival e o próprio envolvimento nesse f Como se relacionou com os colegas de seu
evento. Um roteiro de questões pode auxiliar grupo e com os colegas de outros grupos?
na organização da avaliação. Seguem algumas
sugestões: Essa atividade de construção de um texto
avaliativo pode ser realizada em conjunto
f Quais os pontos positivos detectados? com a disciplina de Língua Portuguesa. Após
f Quais os pontos negativos? a entrega do texto avaliativo, discuta com os
f Quais eram as expectativas em relação ao alunos as respostas apresentadas, procurando
evento e em que medida elas foram atingi- sintetizá-las. É importante que sejam extraí-
das? Como o festival pode ser melhorado? das desses textos sugestões para futuras reali-
f Como foi sua participação? zações de eventos na escola.

59
PROPOSTA DE SITUAÇÕES DE RECUPERAÇÃO
Durante o percurso pelas várias etapas possibilidade é retomar com os alunos as várias
das Situações de Aprendizagem, alguns alu- fases desenvolvidas (planejamento, divulgação,
nos poderão não apreender os conteúdos nem realização e avaliação), para que eles propo-
desenvolver as habilidades da forma esperada. nham a criação de outro evento semelhante.
É necessário, então, professor, que outras Si-
tuações de Aprendizagem sejam propostas, f O que fariam?
permitindo ao aluno revisitar o processo de f Como planejariam sua realização?
outra maneira. Tais estratégias podem ser f Como o divulgariam?
desenvolvidas durante as aulas ou em outros f Como avaliariam o processo?
momentos, individualmente ou em grupos,
envolver todos os alunos ou apenas aqueles Essas são algumas questões a partir das
que apresentaram dificuldades. quais você, professor, poderá suscitar e me-
diar o debate entre os alunos, ou então solici-
Especificamente quanto à realização do fes- tar a redação de um texto no qual retomem as
tival de dança e de expressões corporais, uma diversas etapas para a realização do evento.

RECURSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR


E DO ALUNO PARA A COMPREENSÃO DO TEMA
Artigos MERIDA, Marcos. A inserção da educação físi-
ca no projeto pedagógico de uma escola pública
GRUNENNVALDT, José Tarcísio; KUNZ, de ensino fundamental: um caso que deu certo.
Elenor. Educação Física Escolar e megaeven- Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte,
tos esportivos: quais suas implicações? Em São Paulo, v. 3, n. 3, 2004, p. 55-62. Disponível
Aberto, Brasília, v. 26, n. 89, p. 1-160, jan./jun. em: <http://editorarevistas.mackenzie.br/index.
2013. Disponível em: <http://emaberto.inep. php/remef/article/viewFile/1319/1015>. Acesso
gov.br/index.php/emaberto/issue/view/169/ em: 17 fev. 2014. O artigo aponta a possibilida-
showToc>. Acesso em: 17 fev. 2014. Dossiê de de realizar festivais na perspectiva da Educa-
temático que aborda a organização de eventos ção Física escolar com a participação de outros
e a Educação Física escolar a partir de uma componentes curriculares e vinculados ao proje-
análise crítica da perspectiva dos megaeventos to político-pedagógico de uma escola pública de
esportivos no país. Ensino Fundamental em São Paulo.

60
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

TEMA 4 – ESPORTE – ORGANIZAÇÃO DE CAMPEONATO


ESPORTIVO

© Alexander Hubrich/Corbis/Latinstock
Neste volume, no tema Esporte prevê-se
a organização e a realização de um campeo-
nato esportivo. Propomos que sua realiza-
ção ocorra em conjunto com o tema Ativida-
de rítmica, mobilizando todos os alunos da
8a série/9o ano e também os de outras séries/
anos. Sugerimos que, ao realizar o campeo-
nato, os vários professores de Educação Fí-
sica otimizem os espaços e horários dispo-
níveis para as ações previstas, podendo
desenvolver atividades com equipes repre-
Figura 21 – Campeonato esportivo: futebol.
sentativas de cada classe ou mesclando os
alunos das classes em equipes diferentes. lho do período não somente junto aos alunos
Em ambos os casos, pode haver a divisão da 8a série/9o ano, mas com a participação de
em categorias. Assim, por exemplo, os alu- todas as séries/anos do Ensino Fundamental.
nos da 5a série/6o ano participam apenas Além disso, a realização de um campeonato
com os alunos da mesma série/ano, e assim esportivo é uma excelente oportunidade edu-
por diante. Pode-se também agrupar os alu- cativa para os alunos da 8a série/9o ano apren-
nos por faixas etárias, a fim de minimizar derem, retomarem e aplicarem não somente os
riscos de acidentes, sobretudo nas competi- conhecimentos sobre jogo e esporte, conteú-
ções esportivas. dos específicos da Educação Física nas quatro
últimas séries/anos do Ensino Fundamental,
© Haroldo Palo Jr./Kino

mas também desenvolverem outras competên-


cias importantes para a própria vida, como
planejamento de atividades, organização de
eventos, comunicação e divulgação, registro e
avaliação do processo, entre outras.

Espera-se dos alunos o desenvolvimento


da capacidade de liderança e atuação junto
aos alunos das séries/anos anteriores, colabo-
rando na realização de seus eventos, auxilian-
do-os na elaboração e organização das ativi-
dades, arbitrando jogos, enfim, colocando em
Figura 20 – Campeonato esportivo: futsal. prática várias atividades aprendidas ao longo
das séries/anos na Educação Física e em ou-
A intenção deste tema não se resume ape- tras disciplinas escolares.
nas à realização de um evento; mais do que
isso, pretende-se valorizar o processo desen- A partir desse objetivo geral, explicitamos
cadeado ao longo de todo o ano na dinâmica alguns princípios para nortear o processo de
escolar da Educação Física, coroando o traba- realização do campeonato.

61
O campeonato esportivo não deve: um projeto coletivo extremamente motivante
e bem recebido pelos alunos, além de possuir
f ser pensado como uma atividade pro- variadas e ricas possibilidades educativas.
gramada pela escola para os alunos, mas
sim realizada junto a eles em todas as Deve:
suas fases, desde o seu planejamento até f proporcionar aos alunos da 8a série/9o ano
a sua avaliação; o exercício de sua autonomia, fazendo
f estimular a obtenção de performances téc- que se tornem corresponsáveis pela orga-
nicas ou resultados que levem a acirra- nização e realização do campeonato, tan-
mentos, confrontos ou constrangimentos to para a sua turma como para as demais
entre os alunos, mas sim à participação classes do Ensino Fundamental;
cooperativa de todos. A escola não pode f promover a discussão do regulamento do
deixar-se contaminar pelo modelo do es- campeonato com todos os alunos e com a
petáculo e da competitividade exacerbada coordenação, sob a orientação dos profes-
que visa ao rendimento e à busca de índices sores de Educação Física.
ou recordes esportivos. Ao contrário, deve
posicionar-se para fazer um campeonato As Situações de Aprendizagem apresen-
da Educação Física e da escola; e não na tadas a seguir procuram contemplar as vá-
Educação Física e na escola; rias fases do campeonato, procurando
envolver a totalidade dos alunos em todas as
© Bongarts/Getty Images

fases do evento, desde o planejamento


(Situação de Aprendizagem 9) até a sua ava-
liação final (Situação de Aprendizagem 12),
passando pelas fases de divulgação (Situa-
ção de Aprendizagem 10) e de realização (Si-
tuação de Aprendizagem 11).
© GoodSportHD.com/Alamy/Glow Images

Figura 22 – Campeonato esportivo: handebol.

f ser pensado como uma atividade específica da


Educação Física e somente por ela ser realiza-
do. Ao contrário, constitui excelente oportu-
nidade para a mobilização de professores de
outras disciplinas, da equipe gestora da escola
e da comunidade como um todo, em torno de Figura 23 – Campeonato esportivo: basquetebol.

62
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 9
PLANEJANDO O CAMPEONATO

Esta Situação de Aprendizagem pretende Compreende a definição do regulamento e das


desenvolver com os alunos elementos necessá- equipes para as atividades de apoio e para a pre-
rios ao planejamento do campeonato esportivo. paração de torcidas.

Conteúdo e temas: planejamento do campeonato esportivo.


Competências e habilidades: prever e identificar as várias fases de um evento esportivo; elaborar re-
gulamentos específicos para cada modalidade; organizar atividades de apoio ao evento; organizar
atividades relativas à torcida para o evento.
Sugestão de recursos: canetas, papéis, cartolinas e/ou computadores e impressora (opcionais).

Desenvolvimento da Situação de Nesse regulamento devem estar previstas


Aprendizagem 9 as modalidades esportivas a serem disputa-
das e as categorias de disputa. No campeona-
Etapa 1 − Definindo o regulamento to podem acontecer as diversas modalidades
desenvolvidas em aula, como futsal, basque-
A fim de que o campeonato esportivo acon- tebol, handebol, voleibol e atletismo (entre
teça de acordo com os objetivos educacionais outras). Podem também ser realizadas ativi-
da Educação Física, é importante a elabora- dades competitivas de futebol de mesa, tênis
ção de um regulamento que preveja os vários de mesa, xadrez e damas, por exemplo.
passos a serem desencadeados, estabelecendo
diretrizes gerais. Professor, é importante que A fim de possibilitar a participação dos
esse regulamento seja realizado com os alu- alunos em diferentes modalidades esportivas,
nos. Para isso, coordene uma ou mais discus- sugerimos a adaptação de materiais, possibili-
sões com eles, procurando mostrar a intenção tando a sua prática. Por exemplo, para compe-
pedagógica desse evento e a responsabilidade tições de atletismo, podem ser construídas bar-
dos alunos de 8a série/9o ano na organização e reiras ou obstáculos com caixas e bastões para
realização junto a outras classes, bem como a as corridas, ou pesos com embalagens cheias de
complexidade da sua execução. areia, ou dardos com cabos de vassouras para
os lançamentos, e assim por diante.
© Alexandra Carlile/Elvele Images/
Alamy/Glow Images

Possibilidades interdisciplinares
A construção de materiais alternativos é
algo que pode ser desenvolvido em atividades
realizadas nas aulas de Educação Física e de
outras disciplinas, como Arte.

Sugerimos também a ocupação de locais


e instalações do próprio bairro onde se loca-
liza a escola, como um campo para a prática
Figura 24 – Campeonato esportivo: atletismo. de futebol de campo ou para corridas, saltos e

63
arremessos, bem como uma quadra com insta- Propomos também que as regras das com-
lações para outras modalidades. petições esportivas sejam flexibilizadas, a fim de
possibilitar a participação de todos os alunos,
Ressaltamos, por um lado, que o regulamen- inclusive dos que não são tão habilidosos. Por
to preveja a participação de todos os alunos em exemplo, a rede de voleibol para os jogos dos
pelo menos uma ou duas atividades esportivas alunos da 5a série/6o ano e da 6a série/7o ano
e, por outro, institua que nenhum aluno possa pode ser abaixada; o tempo permitido com
participar de todas as modalidades. A intenção a posse de bola no handebol pode ser aumentado
é que todos os alunos se envolvam nas ativida- para além dos três segundos permitidos oficial-
des, e não apenas os mais habilidosos. mente; o tempo de posse de bola no basquetebol
pode ser um pouco maior; e assim por diante.
© Tom Carter/Alamy/Glow Images

As formas de disputa entre as equipes devem


estar previstas, podendo haver pontuação para
as atividades, gerando uma classificação final
das equipes. Porém, é importante a valorização
não só da equipe ou do grupo vencedor, mas
de todas as equipes participantes. É importan-
te que os alunos percebam que uma classe ou
grupo, para obter um somatório alto de pontos,
Figura 25 – Campeonato esportivo: voleibol. deve participar de todas as modalidades.
© Muntz/Taxi/Getty Images

Outro ponto que merece atenção é a ques-


tão das normas com relação à composição
das equipes. Pode haver equipes masculinas e
femininas, mas seria importante também que,
no campeonato, houvesse momentos para
a atuação conjunta de meninos e meninas, a
fim de que algumas tensões, preconceitos e
disputas, presentes no cotidiano escolar com
relação a questões de gênero, possam ser assu-
midos, discutidos e resolvidos.
Figura 26 – Campeonato esportivo: xadrez.
Também merece atenção a questão da par-
© Fernando Favoretto

ticipação no campeonato esportivo de alunos


com deficiências ou com dificuldade para rea-
lização de algumas ações propostas. Além de
permitir a participação desses estudantes, suas
potencialidades e capacidades de realização
devem ser discutidas pelas equipes, e desper-
tadas as expressões diferenciais.

Sugerimos a eleição, por parte dos alunos,


de um representante de cada turma para auxi-
Figura 27 – Campeonato esportivo: liar a comunicação entre a coordenação geral
futebol de mesa/botão. dos eventos e os alunos. A escolha de um

64
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

representante feita pela turma pode ser enten- Será que todo evento esportivo é igual?
dida como um exercício de cidadania e matu- O que envolve a sua organização? Converse
ridade para os alunos. com seus colegas sobre as perguntas que se
seguem, e vamos descobrir o que vocês já sa-

© Pablo Ribeiro/FTMERJ
bem a respeito desse assunto, pois ele é um
dos conteúdos deste volume.

1. Quando o evento esportivo prevê o con-


fronto de todas as equipes ou dos atletas
envolvidos pelo menos uma vez entre si,
estamos nos referindo a:

a) campeonatos.
b) festivais.
c) gincanas.
Figura 28 – Campeonato esportivo: tênis de mesa. d) torneios.

© Jorge Henrique/ASN
Professor, solicite aos alunos que assi-
nalem a alternativa correta na seção
“Para começo de conversa” e que, em
seguida, façam a leitura das conside-
rações apresentadas na seção “Você sabia?”, no
Caderno do Aluno.

Você já participou de algum campeonato, tor-


neio ou copa? Você se lembra do evento?

Será que você visualizou cenas de compe- Cerimônia de abertura dos jogos escolares no Estado
tições e de equipes se confrontando em cam- de Sergipe.
peonatos ou torneios esportivos? Ou será que
a pergunta lhe trouxe as imagens de equipes 2. Quando mencionamos eventos esportivos
desfilando ou perfiladas no campo, cantando em que dificilmente todos os participantes se
o Hino Nacional? Enfim, você deve ter pensa- confrontam, pois têm caráter eliminatório,
do em algumas imagens, talvez diferentes das estamos falando de:
que colocamos aqui, mas falar em campeo-
nato esportivo remete à ideia de competição. a) campeonatos.
b) festivais.
© Lucas Lacaz Ruiz/Futura Press

c) gincanas.
d) torneios.

3. São chamadas eliminatórias simples as or-


ganizações de eventos esportivos em que os
participantes:

Cerimônia de abertura dos jogos escolares no


a) são eliminados assim que sofrem a pri-
Estado de São Paulo. meira derrota.

65
b) são eliminados após a segunda derrota forma ou o processo adotado na organiza-
consecutiva. ção do evento.
c) são eliminados após a terceira derrota
consecutiva. Para a boa organização e o bom desenvol-
d) são classificados pelos pontos obtidos vimento do evento, é preciso definir as moda-
no total de confrontos realizados. lidades esportivas, tradicionais ou não (futsal,
basquetebol, handebol, voleibol, atletismo,
4. Assinale quais alternativas (pode ser mais futebol de mesa, tênis de mesa, judô, xadrez,
de uma) podem constituir os eventos es- damas, skate etc.); estabelecer um regulamento
portivos: que permita a participação de todos de forma
equilibrada (instituir categorias e variar as pos-
a) jogos cooperativos.* sibilidades de composição dos grupos: masculi-
b) esportes coletivos. no, feminino, misto etc.) e justa (adaptação das
c) lutas. regras, se necessário, para garantir que todos
d) esportes individuais. possam participar), prevendo números mínimo
e máximo de participações por aluno. Nesse
*Professor, lembre-se de que os alunos podem responder sentido, talvez seja interessante que o vencedor
“jogos cooperativos” com base no que aprenderam ante- seja a classe que, no somatório de pontos ob-
riormente (desde a 5a série/6o ano). Nesse caso, valorize a tidos nas diferentes categorias e modalidades,
resposta de cada um, pois pode ser uma nova oportunidade conseguir o melhor resultado. Quanto maior o
para discutir as características do jogo e do esporte em rela- número de participantes nas categorias e mo-
ção à cooperação e à competição. dalidades oferecidas, maiores as chances de a
classe conseguir o primeiro lugar.
Você já ouviu expressões como “o sor-
teio das equipes definirá a tabela de jogo”, Então, mãos à obra! Sob a coordenação
“apenas os primeiros turnos têm data, ho- de seu professor, organizem as comissões e
rário e locais confirmados” ou, ainda, “os comecem a trabalhar. Tomem como exemplo
times X, Y e Z abrem a primeira rodada do as comissões do festival. A seguir, vejam a di-
campeonato”. Elas têm relação direta com a ferença entre campeonato e torneio esportivo.

Você sabia?
Você sabe diferenciar um campeonato de um torneio? Segundo os autores que escrevem
sobre o assunto, os campeonatos são eventos que têm uma duração bastante longa, princi-
palmente em função das características de sua organização. Uma das principais é que todos
os participantes se enfrentam pelo menos uma vez. Já os torneios são mais rápidos e podem
envolver muitos atletas ou equipes, pois têm caráter eliminatório, o que torna pouco prová-
vel o confronto entre todos os participantes, mesmo que seja apenas uma vez.
A organização de torneios nas escolas é bastante comum, especialmente quando as com-
petições ocorrem no período de aulas, a exemplo das competições interclasses, que não po-
dem ocupar muito tempo do período letivo.
Portanto, o que normalmente se chama de campeonato interclasses é, na verdade, um
torneio. Então, fique ligado!

66
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

Etapa 2 − Definindo as atividades de apoio em sua totalidade. Procure formar subgrupos


para cada uma das atividades de apoio. Por
Professor, é importante, além da elabora- exemplo, um grupo responsável pela arbitra-
ção do regulamento do campeonato, que se- gem dos jogos; outro para a elaboração de ta-
jam também previstas as atividades de apoio, belas de jogos; um terceiro para os registros,
ou seja, a organização das tabelas de jogos e como súmula e anotações dos jogos; outro
das formas de disputa (chaves, grupos ou si- para a disposição das atividades, tanto em
milares), o registro das atividades, a prepara- termos de horários como de espaços.
ção das súmulas, as definições sobre arbitra-
gens etc. Cada uma dessas atividades revela-se Professor, para que os alunos elaborem uma
como excelente oportunidade para que os alu- tabela de jogos com eliminatória simples, solicite
nos desenvolvam diferentes habilidades orga- a leitura das considerações apresentadas na se-
nizativas e a capacidade de pensar nos eventos ção “Curiosidade”, no Caderno do Aluno.

Curiosidade
Você imagina como é elaborada uma tabela de jogos? A seguir, apresentamos algumas
dicas para uma tabela de jogos com eliminatória simples. No caso de dúvidas, consulte seu
professor de Educação Física, que poderá auxiliá-lo nesta tarefa.
Primeiro você deve saber quantas equipes (ou atletas) participarão do evento e quantos
jogos serão realizados, por uma questão de tempo, pois é preciso definir o número de jogos
que haverá por dia e durante quantos dias será realizada a competição. Dependendo do
número de equipes, par ou ímpar, as chaves poderão ter diferentes configurações. Confira
alguns exemplos.
Exemplo 1: 16 equipes (n). Quantos jogos serão realizados (no de jogos)? Faça a seguinte
conta: no de jogos = n – 1, ou seja, 16 – 1 = 15. Logo, teremos 15 jogos. Para definir a posição
de cada equipe na tabela, sugere-se um sorteio.
Veja como fica a tabela (os números nos círculos correspondem aos jogos):

1
9
2
13
3
10
4
15
5
11
6
14
7
12
8

67
Se a previsão é de 2 jogos por dia, quantos dias de jogos você terá? São 15 jogos divididos
por 2: você terá 7 dias com 2 jogos e 1 dia para a final.
Exemplo 2: 12 equipes (n). Quantos jogos serão realizados (no de jogos)? Faça a seguin-
te conta: no de jogos = n – 1, ou seja, 12 – 1 = 11. Logo, teremos 11 jogos. As equipes que
disputam os jogos 5 e 6 farão uma rodada a menos (opcionalmente o perdedor do jogo 10
poderia disputar a “repescagem”* com o vencedor do jogo 9 para disputar a vaga na final).
Veja como é interessante fazer o sorteio para não favorecer uma equipe.

1
7
2
10
3
8
11
4

5
9
6 *“repescagem”

Professor, solicite aos alunos que elaborem presente na seção “Desafio!”, no Caderno
a tabela de jogos com eliminatória simples, do Aluno.

Desafio!
Vocês resolveram organizar um torneio interclasses de futsal, fizeram as inscrições das
equipes e há 8 equipes interessadas. Quantos jogos serão realizados? Como fica a tabela em
uma eliminatória simples?
8 equipes (n).
Faça a seguinte conta: nº de jogos = n – 1, ou seja, 8 – 1 = 7. Logo, teremos 7 jogos. É importante fazer o sorteio para não
favorecer uma equipe.
1
5
2
7
3
6
4

68
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

Etapa 3 − Preparando as torcidas prêmio no quadro apresentado na seção “Li-


ção de casa”, no Caderno do Aluno.
A realização do campeonato esportivo
pode mobilizar toda a escola também para Vejamos a seguinte situação: o Brasil está
assistir às partidas e torcer pelas suas classes disputando um campeonato de voleibol e se
ou equipes preferidas. Esse processo também classifica para a final. Quem seria o “sétimo
pode ser educativo, uma vez que gera uma jogador” da equipe no jogo da final? Ou, se
discussão sobre os modelos atuais de torci- fosse uma Copa do Mundo de Futebol, quem
da nos grandes eventos esportivos, fazendo, seria o “12o jogador”?
inclusive, um contraponto às manifestações
de violência que temos presenciado ocasio- Se você pensou na torcida, acertou. Todos
nalmente. O ato de torcer por uma equipe ou sabem que a torcida é fundamental para moti-
por um grupo pode ser visto como uma ati- var os jogadores de uma equipe. Mas também
tude ativa por parte dos alunos, porém com já vimos muitas situações desagradáveis, com
respeito ao adversário e com capacidade in- torcedores que têm atitudes agressivas, gerando
terpretativa de perceber por que uma equipe conflitos e prejudicando o espetáculo esportivo.
perdeu ou ganhou um jogo.
Pensando nisso, que tal introduzir no even-
A preparação de torcidas pode, assim, ser to esportivo de sua escola um incentivo para
tomada como uma oportunidade para o en- a participação da torcida, premiando com
volvimento dos alunos em outras disciplinas, pontos a presença e o comportamento desse
como Arte, por exemplo, que pode trabalhar “jogador adicional”? Então, crie uma propos-
na preparação de símbolos de cada classe ou ta para um prêmio destinado às torcidas orga-
equipe, slogans ou hinos de apresentação, en- nizadas da escola.
saio de coreografias das torcidas etc.
Crie um regulamento e um nome para o
Professor, procure mobilizar a equipe prêmio. Indique como ele integrará o evento
esportivo e quais serão os critérios para ava-
gestora da escola e os professores de outras
liar a participação dos torcedores da escola.
disciplinas para essa atividade de preparação
Leve o resultado dessa tarefa para a comis-
de torcidas. são organizadora de sua classe e compare a
sua proposta com a de outros colegas. Es-
O campeonato esportivo também pode ser colham as melhores ideias e façam o regula-
uma excelente oportunidade para a participa- mento final para as competições internas da
ção da comunidade que vive nos arredores da escola. Talvez o seu professor de Educação
escola, de familiares e de conhecidos dos alu- Física até faça um concurso para selecionar a
nos, para assistirem às competições esporti- melhor proposta. Então, mãos à obra!
vas, inclusive compondo a torcida das equipes
envolvidas. Devido ao fato de que em alguns
bairros há poucas oportunidades e locais para Prêmio
experiências esportivas, essas vivências reali- Nome: ___________________________
zadas na escola também podem ajudar a su-
Esta atividade visa à reflexão dos alunos sobre as torcidas.
prir essas lacunas.
A partir dessa reflexão, propõe-se a criação de uma nor-
matização para a participação das torcidas.
Professor, solicite aos alunos que
registrem uma proposta para o

69
Professor, solicite aos alunos que unam as presente na seção “Desafio!”, no Caderno
letras formando palavras, como no exemplo do Aluno.

Desafio!
Una as letras por meio de uma linha, tentando formar diferentes palavras. Quanto maior o
número de palavras, maior é o seu vocabulário. Depois de formadas, procure identificar quais
palavras podem ser relacionadas a festivais ou campeonatos esportivos. Exemplo: torcida –
está relacionada a competições e também a festivais.

T R P S I C
I O U O N A
B M R M T O
R E N C A B
A D I D E T
L H A T L A
As palavras são torcida, medalha, árbitro, atleta, música, som, ponto, tabela, suor.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 10
DIVULGANDO O CAMPEONATO
A intenção desta Situação de Aprendiza- comunidade escolar. Compreende a definição
gem é mobilizar os alunos para divulgar a das equipes e formas de divulgação do evento
realização do campeonato esportivo junto à na escola.

Conteúdo e temas: divulgação do campeonato esportivo.


Competências e habilidades: identificar a importância da socialização das informações relativas ao
campeonato esportivo; analisar as diferentes formas de divulgação do campeonato; divulgar a rea-
lização do campeonato, tanto no interior da escola como no seu entorno.
Sugestão de recursos: canetas, papéis para cartazes e banners e/ou computadores e impressora (opcional).

Desenvolvimento da Situação de ção sobre os horários de jogos, a classificação


Aprendizagem 10 das equipes, a competição de artilheiros etc.
Posteriormente, forme equipes responsáveis
Etapa 1 – Definindo equipes de divulgação pelas várias etapas de divulgação. Uma di-
vulgação benfeita é fundamental para colher
Professor, inicialmente, é fundamental sugestões na fase de elaboração do regula-
discutir com os alunos a importância da di- mento. Além disso, durante a realização do
vulgação do evento em suas várias etapas: na evento, ela se faz imprescindível para manter
elaboração e na apresentação do regulamento todos os alunos informados sobre a agenda e
a todos os alunos participantes; na informa- o andamento das atividades.
70
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

Etapa 2 – Definindo formas de divulgação blog relativo ao evento. Essas atividades envol-
vem várias possibilidades interdisciplinares na
Professor, definidas as equipes de divulga- divulgação do campeonato, como a concep-
ção, é importante estabelecer com os alunos as ção dos cartazes e banners (com a disciplina de
várias formas de comunicação do evento e os Arte), e a redação de textos a ser distribuídos
canais de divulgação a serem utilizados. Uma para a comunidade (com a disciplina de Lín-
equipe poderá ficar responsável pela criação gua Portuguesa).
e manutenção de um mural, em local de fácil
visibilidade na escola. Outra poderá cuidar da Como afirmado anteriormente, a realiza-
divulgação do evento nas salas de aula. Uma ção de um evento como esse pode ser uma
terceira poderá assumir a confecção de car- ótima oportunidade para o envolvimento da
tazes e banners. Uma quarta equipe poderá comunidade que vive nos arredores da esco-
divulgar o evento aos demais professores e à la. Assim, a divulgação pode ser realizada
equipe gestora da escola. Pode haver, inclusi- nas suas proximidades, em pontos comerciais,
ve, um grupo responsável pela criação de um igrejas, centros comunitários etc.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 11
REALIZANDO O CAMPEONATO
Após as fases de planejamento e divulga- esta Situação de Aprendizagem desenvolve a
ção, em que houve a definição do regulamento realização propriamente dita do campeona-
do evento e a socialização das informações, to esportivo.

Conteúdo e temas: realização do campeonato esportivo.

Competências e habilidades: identificar formas de participação no campeonato esportivo; vivenciar as


várias etapas de um campeonato; participar de forma ativa, solidária e cooperativa do campeonato;
torcer por sua equipe de forma ativa e respeitosa em relação aos seus colegas e adversários.

Sugestão de recursos: bolas e materiais específicos de cada modalidade esportiva, súmulas,


apitos, cronômetros, filmadora (opcional), máquina fotográfica (opcional).

Desenvolvimento da Situação de a fim de estabelecer um cronograma de realização


Aprendizagem 11 das atividades. A partir desse cronograma, esta-
beleça com os alunos um plano de atividades do
Etapa 1 – Definindo o cronograma de evento (roteiro de ações) e procure coordenar e
atividades supervisionar as várias etapas de sua realização.

Professor, após as fases de planejamento co- Etapa 2 – Realizando o plano de atividades


letivo, de formação de grupos para as atividades
de apoio e da divulgação do evento por meio de É importante também a realização de reuniões
vários canais, é hora de desencadear a realização regulares com os representantes de equipe, a fim
do campeonato. Procure reunir os vários grupos de resolver problemas urgentes do cotidiano do

71
evento e prever as atividades seguintes. Essas é necessário (peso, disco, sarrafos, suporte
reuniões poderão tratar de questões como: para sarrafo, colchões, trena, cronômetros
etc.), qual a duração média das provas, se os
f organização dos locais dos jogos; alunos podem ser os árbitros ou não, como
f controle de entrada e saída das equipes; identificar os participantes (como é a nume-
f divulgação de resultados parciais, definição ração dos atletas no esporte e qual a forma
dos responsáveis pelos materiais necessários de apresentação, ou seja, qual o uniforme),
para cada jogo; se há medalhas disponíveis, quando ocorre-
f registro do evento (filmagem, fotos etc.). rá a competição e quanto tempo durará etc.
Isso se aplica também às outras modalidades
Professor, coordene a pesquisa esportivas individuais mencionadas anterior-
com os alunos organizados em mente. Quanto aos esportes coletivos, o pro-
grupos e, em seguida, solicite cedimento é o mesmo.
que preencham os quadros A e B
na seção “Pesquisa em grupo”, no Caderno Decidam em classe que esportes vocês gos-
do Aluno. tariam de incluir em um campeonato interno.
Conversem com o professor de Educação Fí-
O desafio desta pesquisa é identificar sica e verifiquem quais as possibilidades de
como são as competições de diferentes es- inclusão dessas escolhas no evento esportivo
portes, individuais e coletivos. Por exemplo: da escola. É importante lembrar que tudo
as competições de atletismo envolvem as pro- deve estar relacionado ao projeto político-
vas de pista (corridas com e sem obstáculos), -pedagógico da escola. Procedam à pesquisa
campo (arremessos, saltos e lançamentos) e conforme as decisões gerais sobre o evento. Os
outras, como a maratona, lembram? Vocês quadros a seguir auxiliarão no registro das in-
precisam identificar o que envolve a com- formações tanto para os esportes individuais
petição, que locais dentro ou fora da escola quanto para os esportes coletivos. Coloquem
(clubes ou parques, por exemplo) poderiam os resultados no quadro A ou B, conforme o
ser utilizados para as provas, que material caso (esporte individual ou coletivo).

Quadro A: Esporte individual


Modalidade
Provas
Espaços disponíveis na escola (listar)
Possíveis espaços na comunidade (listar e colocar os endereços)
Material necessário
Arbitragem
Duração média de uma competição
Como são feitas as inscrições
Como são definidos os oponentes (sorteios)
Como se chega aos vencedores (eliminatórias, semifinais, finais etc.)
Quem controla e onde são registrados os resultados (mesários, súmulas)
Como são identificados os competidores e como se
apresentam (uniformes, numeração etc.)
Outras informações relevantes

72
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

Quadro B: Esporte coletivo


Modalidade
Espaços disponíveis na escola (listar)
Possíveis espaços na comunidade (listar e colocar os endereços)
Material necessário
Arbitragem
Duração média de uma competição
Como são feitas as inscrições
Como são definidos os oponentes, o calendário
das competições (sorteios, tabela de jogos)
Como se chega aos vencedores (eliminatórias, semifinais, finais etc.)
Quem controla e onde são registrados os resultados (mesários, súmulas)
Como são identificados os competidores e
como se apresentam (uniformes, numeração etc.)
Outras informações relevantes

A resposta depende da modalidade escolhida. Espera-se que de, conforme o exemplo dado (atletismo), preenchendo o
os grupos apresentem sugestões à organização da modalida- quadro conforme a categoria: individual ou coletivo.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 12
AVALIANDO O CAMPEONATO
Esta Situação de Aprendizagem pretende registrar, documentar e avaliar a realização do campeo-
nato esportivo.

Conteúdo e temas: avaliação do campeonato esportivo.


Competências e habilidades: identificar a necessidade de avaliação do campeonato esportivo; registrar
e documentar a realização do campeonato.
Sugestão de recursos: canetas, papéis, filmadora (opcional), máquina fotográfica (opcional).

Desenvolvimento da Situação de a fim de que possam ser compreendidos os


Aprendizagem 12 pontos positivos e negativos, corrigidas de-
terminadas estratégias para futuras reali-
Etapa 1 – Avaliando as etapas do zações e valorizado o trabalho coletivo dos
campeonato alunos. Dessa forma, reúna-os após o encer-
ramento do campeonato e recupere com eles
É importante que a realização de um even- as várias fases do evento, desde o planeja-
to como esse seja documentada e avaliada, mento até sua realização.

73
Etapa 2 – Mantendo o campeonato na a) 63 jogos.
memória b) 64 jogos.
c) 65 jogos.
O registro de atividades como essas tem a
finalidade de preservar a memória dos fatos 3. Um torneio entre 16 equipes, com elimina-
e acontecimentos que marcam a história de tória simples, com 2 jogos por dia, prevendo
uma instituição escolar. Durante o evento, for- 1 dia para a final, terá a duração de:
me um grupo de registro e documentação que
circule pelos jogos colhendo depoimentos de a) 6 dias + 1 dia para a final.
alunos participantes, de professores, da equi- b) 7 dias + 1 dia para a final.
pe gestora, de torcedores etc. Procure registrar c) 8 dias + 1 dia para a final.
momentos do campeonato por fotografias ou
filmagens. Esses registros serão apresentados 4. Na organização de um evento esportivo, a
posteriormente a toda a comunidade, por meio cerimônia de abertura inclui:
de mural de fotografias ou de sessão de vídeo.
a) desfile das equipes e premiação.
Professor, solicite aos alunos b) desfile das equipes e os primeiros con-
que assinalem a alternativa frontos.
correta das questões presentes c) desfile das equipes e juramento dos
na seção “Você aprendeu?”, atletas.
no Caderno do Aluno.
5. Para a realização dos jogos de um torneio
1. Um evento esportivo em que todos jogam de basquetebol deve haver, no mínimo,
contra todos é um: além dos participantes:

a) torneio. a) torcida, uniforme e bola.


b) campeonato. b) uniforme, bola e quadra de basquete.
c) encontro entre amigos. c) árbitros, súmulas, cronômetro, bola de
basquete, quadra demarcada, tabelas
2. Um torneio de eliminatórias simples, reali- com aros e apitos.
zado entre 64 equipes, terá:

ATIVIDADE AVALIADORA
Após o encerramento do evento, solicite f Quais eram as expectativas por parte dos
aos alunos que redijam um texto no qual ava- organizadores/divulgadores, dos prati-
liem o campeonato esportivo como um todo e cantes/jogadores e dos espectadores/tor-
o seu envolvimento nesses eventos. Um roteiro cedores?
de questões pode auxiliar na organização da f Como foi sua participação?
avaliação, como: f Como você se comportou na posição de
torcedor?
f Quais os pontos positivos detectados? f Como se relacionou com os colegas de sua
f Quais os pontos negativos? equipe e com os alunos das equipes adver-
f Como podem ser melhorados? sárias?
f Quais eram as expectativas em relação aos
eventos e em que medida elas foram atin- Essa atividade de construção de um tex-
gidas? to avaliativo pode ser realizada em conjunto
74
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

com a disciplina de Língua Portuguesa. Após sintetizá-las. É importante que sejam extraídas
a entrega do texto avaliativo, discuta com os desses textos sugestões para futuras realizações
alunos as respostas apresentadas, procurando de eventos na escola.

PROPOSTA DE SITUAÇÕES DE RECUPERAÇÃO


Durante o percurso pelas várias etapas das f O que fariam?
Situações de Aprendizagem, alguns alunos po- f Como planejariam sua realização?
derão não apreender os conteúdos nem desenvol- f Como divulgariam?
ver as habilidades da forma esperada. É neces- f Como avaliariam o processo?
sário, então, professor, que outras Situações de
Aprendizagem sejam propostas, permitindo ao Estas são algumas questões a partir das
aluno revisitar o processo de outra maneira. Tais quais você, professor, poderá suscitar e mediar
estratégias podem ser desenvolvidas durante as o debate entre os alunos, ou então solicitar a
aulas ou em outros momentos, individualmente redação de um texto no qual os alunos reto-
ou em grupos, envolver todos os alunos ou ape- mem as diversas etapas para a realização de
nas aqueles que apresentaram dificuldades. um campeonato.

Especificamente quanto à realização do Professor, faça uma reflexão com os


campeonato esportivo, uma possibilidade é alunos sobre as considerações apre-
retomar com os alunos as várias fases desen- sentadas nas seções “Aprendendo a
volvidas (planejamento, divulgação, realiza- aprender”, “Curiosidade”, “Para re-
ção e avaliação), para, então, propor-lhes a fletir” e “Tome nota!”, no Caderno do Aluno.
criação de outro evento semelhante.

Diminua a ingestão de refrigerantes e refrescos artificiais

© Encyclopedia/Corbis/Latinstock
Como você costuma matar a sua sede? Se respondeu “beben-
do água”, ótimo! Essa é mesmo a melhor opção. Mas, se você
respondeu “bebendo refrigerantes e refrescos”, é importante
lembrar que, para ter uma alimentação mais saudável, devem-se
ingerir essas bebidas com moderação. Existem pelo menos sete
razões para isso. Elas estão apresentadas a seguir:

f Refrigerantes e refrescos têm pouco ou nenhum valor nutri-


tivo. O refrigerante é uma bebida feita à base de água com
gás, suco de fruta ou extrato vegetal e açúcar (ou adoçante),
em que são adicionadas várias substâncias artificiais ou natu-
rais para dar cor e sabor. O refresco artificial (em pó) é feito de maneira parecida, porém,
quando é preparado, a água utilizada é sem gás. Ao contrário dos sucos naturais, que têm
vitaminas e minerais importantes, os refrigerantes e refrescos não contêm esses nutrientes.
f Os refrescos também possuem aditivos que podem causar alergias se a pessoa for sensível
a essas substâncias.
f A grande quantidade de energia (açúcar) adicionada aos refrigerantes e refrescos pode le-
var ao aumento de peso.
75
f Os refrigerantes e refrescos não matam a sede completamente. Você já deve ter percebido que,
após ingeri-los, em pouco tempo quer tomar mais, porque você continua com sede. Não se enga-
ne! Para a hidratação, não existe nada mais barato e fácil de encontrar do que a água (que deve
ser filtrada ou fervida!). Água de coco, chás e sucos naturais também são excelentes opções.
f Os refrigerantes também demoram a satisfazer. Se você estiver com fome e tomar refrigeran-
tes ou refrescos artificiais, o açúcar dessas bebidas será absorvido rapidamente, dando energia.
Porém, em pouco tempo, o cérebro irá sentir falta de outra “carga” de açúcar. O que acontece,
então? Você acaba bebendo uma quantidade muito grande de refrigerantes ou de refrescos para
sentir-se satisfeito.
f Os refrigerantes e as bebidas à base de cola contêm cafeína. Essa substância é acrescentada para
aumentar o sabor da bebida. Porém, se for consumida em grande quantidade, pode afetar o sono
e causar agitação e irritação.
f Os refrigerantes também têm uma substância que pode fazer o organismo armazenar menos
cálcio. Isso prejudica a formação dos ossos; com o tempo, pode torná-los mais frágeis.

Já que um dos grandes problemas dos refrigerantes e refrescos artificiais é o açúcar, você pode
estar se perguntando se as versões dessas bebidas sem esse ingrediente são aconselháveis. Não
exatamente. Mesmo as versões sem açúcar continuam sem nutrientes importantes, e o uso de
adoçante em excesso pode ter efeito laxativo, ou seja, “soltar” o intestino. Além disso, a grande
quantidade de sódio (presente em alguns adoçantes) pode afetar quem tem pressão alta.

Depois de tudo isso, você pode estar pensando que nunca mais deve tomar refrigerantes
e refrescos artificiais, não é? Também não é assim. Essas bebidas podem fazer parte de uma
alimentação saudável se forem consumidas de forma equilibrada.

Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola.


© Maria do Carmo/
Folhapress

Curiosidade
Você sabia que a quantidade de açúcar presente em uma lati-
nha de refrigerante (350 ml) é igual à de uma colher e meia (de
sopa) de doce de leite?

Para refletir

f Quantos copos de água você toma por dia?


f Para matar a sede, você toma qual líquido?

76
Educação Física – 8a série/9o ano – Volume 2

Tome nota!
Agora você deve saber que:
f refrigerantes e refrescos possuem pouco ou nenhum nutriente;
f o melhor líquido para matar a sede é a água, que deve ser filtrada ou fervida;
f o suco de fruta natural contém nutrientes como vitaminas e minerais, já que é originário
da própria fruta.

RECURSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR


E DO ALUNO PARA A COMPREENSÃO DO TEMA

Artigos
DAOLIO, Jocimar. Educação física escolar e com/2008/0920competies-escolares-reflexo-
megaeventos esportivos: desafios e possibili- e-ao-em.html>. Acesso em: 12 nov. 2013. O
dades. Kinesis, Santa Maria, v. 31, n. 1, jan./ artigo apresenta uma proposta para as compe-
jun. 2013, p. 125-137. Disponível em: <http:// tições escolares orientada por princípios peda-
cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index. gógicos e metodológicos.
php/kinesis/article/view/10032>. Acesso em:
17 fev. 2014. O artigo aponta para a aprecia- Site
ção de eventos esportivos na perspectiva de
uma atividade de lazer. Pedagogia do Handebol. Disponível em:
<http://pedagogiadohandebol.wordpress.
REVERDITO, Riller Silva et al. Competições com>. Acesso em: 12 nov. 2013. Site do pro-
escolares: reflexão e ação em pedagogia do es- fessor Lucas Leonardo em que, embora dis-
porte para fazer a diferença na escola. Pensar a cuta especificamente o handebol, apresenta
Prática, Goiânia, GO, v. 11, n. 1, 2008. Disponí- princípios e sugestões para a realização de fes-
vel em: <http://www.educacaofisicaescolar. tivais esportivos.

77
QUADRO DE CONTEÚDOS DO
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
5a série/6o ano 6a série/7o ano 7a série/8o ano 8a série/9o ano
Jogo e esporte: competição Esporte Esporte Luta
e cooperação Modalidade individual: atletismo Modalidade individual: atletismo Modalidade: capoeira
Jogos populares (corridas e saltos) (corridas, arremessos e lançamentos) – Capoeira como luta, jogo e
Jogos cooperativos – Princípios técnicos e táticos – Princípios técnicos e táticos esporte
Jogos pré-desportivos – Principais regras – Principais regras – Princípios técnicos e táticos
Esporte coletivo: princípios gerais – Processo histórico – Processo histórico – Processo histórico
– Ataque Atividade rítmica Luta Atividade rítmica
– Defesa Manifestações e representações Modalidade: caratê. Manifestações rítmicas ligadas
– Circulação da bola da cultura rítmica nacional – Princípios técnicos e táticos à cultura jovem: hip-hop e
Organismo humano, movi- – Danças folclóricas/regionais – Principais regras street dance
mento e saúde – Processo histórico – Processo histórico – Coreografias
Capacidades físicas: noções – A questão do gênero Organismo humano, movimento – Diferentes estilos como
gerais (agilidade, velocidade e Organismo humano, movimento e saúde expressão sociocultural
Volume 1

flexibilidade) e saúde Capacidades físicas: aplicações no – Principais passos e


– A importância do alonga- Capacidades físicas: aplicações no atletismo e na luta movimentos
mento e do aquecimento atletismo e na atividade rítmica Esporte
Esporte
Esporte Esporte Modalidade coletiva: a escolher Modalidade coletiva: futebol
Modalidade coletiva: futsal Modalidade coletiva: basquetebol – Técnicas e táticas como fatores de de campo
– Princípios técnicos e táticos – Princípios técnicos e táticos aumento da complexidade do jogo – Técnicas e táticas como fato-
– Principais regras – Principais regras – Noções de arbitragem res de aumento da complexida-
– Processo histórico – Processo histórico de do jogo
Ginástica – Noções de arbitragem
Organismo humano, movi- Organismo humano, movimento Práticas contemporâneas
mento e saúde – Processo histórico
e saúde – Princípios orientadores – O esporte na comunidade
Capacidades físicas: noções Capacidades físicas e aplicações – Técnicas e exercícios
gerais (força e resistência) escolar e em seu entorno: espa-
no basquetebol ços, tempos e interesses
– A importância da postura
adequada – Espetacularização do esporte
e o esporte profissional
– O esporte na mídia
– Os grandes eventos esportivos

Esporte Esporte Atividade rítmica Esporte


Modalidade individual: ginás- Modalidade individual: ginástica Manifestações e representações de Jogo e esporte: diferenças
tica artística rítmica outros países conceituais e na experiência
– Principais gestos – Principais gestos – Danças folclóricas dos jogadores
– Principais regras – Principais regras – Processo histórico – Modalidade “alternativa”
– Processo histórico – Processo histórico – A questão do gênero ou popular em outros países:
Organismo humano, movi- Ginástica Ginástica beisebol
mento e saúde Ginástica geral Práticas contemporâneas: ginásticas – Princípios técnicos e táticos
Aparelho locomotor e seus – Fundamentos e gestos de academia – Principais regras
sistemas – Processo histórico: dos – Padrões de beleza corporal, ginás- – Processo histórico

Esporte métodos ginásticos à ginástica tica e saúde Atividade rítmica


Modalidade coletiva: handebol contemporânea Organismo humano, movimento Organização de festivais de
Volume 2

– Princípios técnicos e táticos Esporte e saúde dança


– Principais regras Modalidade coletiva: voleibol Princípios e efeitos do treinamento Esporte
– Processo histórico – Princípios técnicos e táticos físico Organização de campeonatos
Organismo humano, movi- – Principais regras Esporte
mento e saúde – Processo histórico Modalidade individual ou coletiva
Noções gerais sobre ritmo: Luta (ainda não contemplada)
jogos rítmicos Princípios de confronto e – Princípios técnicos e táticos
oposição – Principais regras
– Classificação e organização – Processo histórico
– A questão da violência Organismo humano, movimento
e saúde
Atividade física/exercício físico:
implicações na obesidade e no
emagrecimento
Doping: substâncias proibidas

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CONCEPÇÃO E COORDENAÇÃO GERAL Química: Ana Joaquina Simões S. de Mattos Rosângela Teodoro Gonçalves, Roseli Soares
NOVA EDIÇÃO 2014-2017 Carvalho, Jeronimo da Silva Barbosa Filho, João Jacomini, Silvia Ignês Peruquetti Bortolatto e Zilda
Batista Santos Junior, Natalina de Fátima Mateus e Meira de Aguiar Gomes.
COORDENADORIA DE GESTÃO DA Roseli Gomes de Araujo da Silva.
EDUCAÇÃO BÁSICA – CGEB Área de Ciências da Natureza
Área de Ciências Humanas
Biologia: Aureli Martins Sartori de Toledo, Evandro
Coordenadora Filosofia: Emerson Costa, Tânia Gonçalves e
Rodrigues Vargas Silvério, Fernanda Rezende
Maria Elizabete da Costa Teônia de Abreu Ferreira.
Pedroza, Regiani Braguim Chioderoli e Rosimara
Diretor do Departamento de Desenvolvimento Geografia: Andréia Cristina Barroso Cardoso, Santana da Silva Alves.
Curricular de Gestão da Educação Básica Débora Regina Aversan e Sérgio Luiz Damiati.
João Freitas da Silva Ciências: Davi Andrade Pacheco, Franklin Julio
História: Cynthia Moreira Marcucci, Maria de Melo, Liamara P. Rocha da Silva, Marceline
Diretora do Centro de Ensino Fundamental Margarete dos Santos Benedicto e Walter Nicolas
de Lima, Paulo Garcez Fernandes, Paulo Roberto
dos Anos Finais, Ensino Médio e Educação Otheguy Fernandez.
Orlandi Valdastri, Rosimeire da Cunha e Wilson
Profissional – CEFAF Luís Prati.
Sociologia: Alan Vitor Corrêa, Carlos Fernando de
Valéria Tarantello de Georgel
Almeida e Tony Shigueki Nakatani.
Coordenadora Geral do Programa São Paulo Física: Ana Claudia Cossini Martins, Ana Paula
PROFESSORES COORDENADORES DO NÚCLEO Vieira Costa, André Henrique GhelÅ RuÅno,
faz escola
PEDAGÓGICO Cristiane Gislene Bezerra, Fabiana Hernandes
Valéria Tarantello de Georgel
Área de Linguagens M. Garcia, Leandro dos Reis Marques, Marcio
Coordenação Técnica Educação Física: Ana Lucia Steidle, Eliana Cristine Bortoletto Fessel, Marta Ferreira Mafra, Rafael
Roberto Canossa Budiski de Lima, Fabiana Oliveira da Silva, Isabel Plana Simões e Rui Buosi.
Roberto Liberato Cristina Albergoni, Karina Xavier, Katia Mendes
Smelq Cristina de 9lbmimerime :oeÅe e Silva, Liliane Renata Tank Gullo, Marcia Magali Química: Armenak Bolean, Cátia Lunardi, Cirila
Rodrigues dos Santos, Mônica Antonia Cucatto da Tacconi, Daniel B. Nascimento, Elizandra C. S.
EQUIPES CURRICULARES
Silva, Patrícia Pinto Santiago, Regina Maria Lopes, Lopes, Gerson N. Silva, Idma A. C. Ferreira, Laura
Área de Linguagens Sandra Pereira Mendes, Sebastiana Gonçalves C. A. Xavier, Marcos Antônio Gimenes, Massuko
Arte: Ana Cristina dos Santos Siqueira, Carlos Ferreira Viscardi, Silvana Alves Muniz. S. Warigoda, Roza K. Morikawa, Sílvia H. M.
Eduardo Povinha, Kátia Lucila Bueno e Roseli Fernandes, Valdir P. Berti e Willian G. Jesus.
Língua Estrangeira Moderna (Inglês): Célia
Ventrella.
Regina Teixeira da Costa, Cleide Antunes Silva,
Área de Ciências Humanas
Educação Física: Marcelo Ortega Amorim, Maria Ednéa Boso, Edney Couto de Souza, Elana
Filosofia: Álex Roberto Genelhu Soares, Anderson
Elisa Kobs Zacarias, Mirna Leia Violin Brandt, Simone Schiavo Caramano, Eliane Graciela
Gomes de Paiva, Anderson Luiz Pereira, Claudio
dos Santos Santana, Elisabeth Pacheco Lomba
Rosângela Aparecida de Paiva e Sergio Roberto Nitsch Medeiros e José Aparecido Vidal.
Kozokoski, Fabiola Maciel Saldão, Isabel Cristina
Silveira.
dos Santos Dias, Juliana Munhoz dos Santos,
Kátia Vitorian Gellers, Lídia Maria Batista Geografia: Ana Helena Veneziani Vitor, Célio
Língua Estrangeira Moderna (Inglês e
BomÅm, Lindomar Alves de Oliveira, Lúcia Batista da Silva, Edison Luiz Barbosa de Souza,
Espanhol): Ana Beatriz Pereira Franco, Ana Paula
Aparecida Arantes, Mauro Celso de Souza, Edivaldo Bezerra Viana, Elizete Buranello Perez,
de Oliveira Lopes, Marina Tsunokawa Shimabukuro
Neusa A. Abrunhosa Tápias, Patrícia Helena Márcio Luiz Verni, Milton Paulo dos Santos,
e Neide Ferreira Gaspar.
Passos, Renata Motta Chicoli Belchior, Renato Mônica Estevan, Regina Célia Batista, Rita de
Língua Portuguesa e Literatura: Angela Maria José de Souza, Sandra Regina Teixeira Batista de Cássia Araujo, Rosinei Aparecida Ribeiro Libório,
Baltieri Souza, Claricia Akemi Eguti, Idê Moraes dos Campos e Silmara Santade Masiero. Sandra Raquel Scassola Dias, Selma Marli Trivellato
Santos, João Mário Santana, Kátia Regina Pessoa, e Sonia Maria M. Romano.
Língua Portuguesa: Andrea Righeto, Edilene
Mara Lúcia David, Marcos Rodrigues Ferreira, Roseli
Bachega R. Viveiros, Eliane Cristina Gonçalves História: Aparecida de Fátima dos Santos
Cordeiro Cardoso e Rozeli Frasca Bueno Alves.
Ramos, Graciana B. Ignacio Cunha, Letícia M.
Pereira, Carla Flaitt Valentini, Claudia Elisabete
Área de Matemática de Barros L. Viviani, Luciana de Paula Diniz,
Silva, Cristiane Gonçalves de Campos, Cristina
Matemática: Carlos Tadeu da Graça Barros, Márcia Regina Xavier Gardenal, Maria Cristina
de Lima Cardoso Leme, Ellen Claudia Cardoso
Ivan Castilho, João dos Santos, Otavio Yoshio Cunha Riondet Costa, Maria José de Miranda
Doretto, Ester Galesi Gryga, Karin Sant’Ana
Yamanaka, Rosana Jorge Monteiro, Sandra Maira Nascimento, Maria Márcia Zamprônio Pedroso,
Kossling, Marcia Aparecida Ferrari Salgado de
Zen Zacarias e Vanderley Aparecido Cornatione. Patrícia Fernanda Morande Roveri, Ronaldo Cesar
Barros, Mercia Albertina de Lima Camargo,
Alexandre Formici, Selma Rodrigues e
Priscila Lourenço, Rogerio Sicchieri, Sandra Maria
Área de Ciências da Natureza Sílvia Regina Peres.
Fodra e Walter Garcia de Carvalho Vilas Boas.
Biologia: Aparecida Kida Sanches, Elizabeth
Área de Matemática
Reymi Rodrigues, Juliana Pavani de Paula Bueno e
Matemática: Carlos Alexandre Emídio, Clóvis Sociologia: Anselmo Luis Fernandes Gonçalves,
Rodrigo Ponce.
Antonio de Lima, Delizabeth Evanir Malavazzi, Celso Francisco do Ó, Lucila Conceição Pereira e
Ciências: Eleuza Vania Maria Lagos Guazzelli, Edinei Pereira de Sousa, Eduardo Granado Garcia, Tânia Fetchir.
Gisele Nanini Mathias, Herbert Gomes da Silva e Evaristo Glória, Everaldo José Machado de Lima,
Maria da Graça de Jesus Mendes. Fabio Augusto Trevisan, Inês Chiarelli Dias, Ivan Apoio:
Castilho, José Maria Sales Júnior, Luciana Moraes Fundação para o Desenvolvimento da Educação
Física: Anderson Jacomini Brandão, Carolina dos Funada, Luciana Vanessa de Almeida Buranello, - FDE
Santos Batista, Fábio Bresighello Beig, Renata Mário José Pagotto, Paula Pereira Guanais, Regina
Cristina de Andrade Oliveira e Tatiana Souza da Helena de Oliveira Rodrigues, Robson Rossi, CTP, Impressão e acabamento
Luz Stroeymeyte. Rodrigo Soares de Sá, Rosana Jorge Monteiro, Esdeva Indústria GráÅca Ltda.
GESTÃO DO PROCESSO DE PRODUÇÃO CONCEPÇÃO DO PROGRAMA E ELABORAÇÃO DOS Filosofia: Paulo Miceli, Luiza Christov, Adilton Luís
EDITORIAL 2014-2017 CONTEÚDOS ORIGINAIS Martins e Renê José Trentin Silveira.

COORDENAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO Geografia: Angela Corrêa da Silva, Jaime Tadeu


FUNDAÇÃO CARLOS ALBERTO VANZOLINI DOS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS DOS Oliva, Raul Borges Guimarães, Regina Araujo e
CADERNOS DOS PROFESSORES E DOS Sérgio Adas.
CADERNOS DOS ALUNOS
Presidente da Diretoria Executiva
Ghisleine Trigo Silveira História: Paulo Miceli, Diego López Silva,
Mauro de Mesquita Spínola
Glaydson José da Silva, Mônica Lungov Bugelli e
CONCEPÇÃO
Raquel dos Santos Funari.
GESTÃO DE TECNOLOGIAS APLICADAS Guiomar Namo de Mello, Lino de Macedo,
À EDUCAÇÃO Luis Carlos de Menezes, Maria Inês Fini Sociologia: Heloisa Helena Teixeira de Souza
(coordenadora) e Ruy Berger (em memória).
Martins, Marcelo Santos Masset Lacombe,
Direção da Área
Melissa de Mattos Pimenta e Stella Christina
Guilherme Ary Plonski AUTORES
Schrijnemaekers.

Coordenação Executiva do Projeto Linguagens


Coordenador de área: Alice Vieira. Ciências da Natureza
Angela Sprenger e Beatriz Scavazza Coordenador de área: Luis Carlos de Menezes.
Arte: Gisa Picosque, Mirian Celeste Martins,
Geraldo de Oliveira Suzigan, Jéssica Mami Biologia: Ghisleine Trigo Silveira, Fabíola Bovo
Gestão Editorial
Makino e Sayonara Pereira. Mendonça, Felipe Bandoni de Oliveira, Lucilene
Denise Blanes
Aparecida Esperante Limp, Maria Augusta
Educação Física: Adalberto dos Santos Souza, Querubim Rodrigues Pereira, Olga Aguilar Santana,
Equipe de Produção
Carla de Meira Leite, Jocimar Daolio, Luciana Paulo Roberto da Cunha, Rodrigo Venturoso
Venâncio, Luiz Sanches Neto, Mauro Betti, Mendes da Silveira e Solange Soares de Camargo.
Editorial: Amarilis L. Maciel, Ana Paula S. Bezerra,
Renata Elsa Stark e Sérgio Roberto Silveira.
Angélica dos Santos Angelo, Bóris Fatigati da Silva,
Ciências: Ghisleine Trigo Silveira, Cristina Leite,
Bruno Reis, Carina Carvalho, Carolina H. Mestriner, LEM – Inglês: Adriana Ranelli Weigel Borges, João Carlos Miguel Tomaz Micheletti Neto,
Carolina Pedro Soares, Cíntia Leitão, Eloiza Lopes, Alzira da Silva Shimoura, Lívia de Araújo Donnini Julio Cézar Foschini Lisbôa, Lucilene Aparecida
Érika Domingues do Nascimento, Flávia Medeiros, Rodrigues, Priscila Mayumi Hayama e Sueli Salles Esperante Limp, Maíra Batistoni e Silva, Maria
Giovanna Petrólio Marcondes, Gisele Manoel, Fidalgo. Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Paulo
Jean Xavier, Karinna Alessandra Carvalho Taddeo, Rogério Miranda Correia, Renata Alves Ribeiro,
LEM – Espanhol: Ana Maria López Ramírez, Isabel
Leslie Sandes, Mainã Greeb Vicente, Maíra de Ricardo Rechi Aguiar, Rosana dos Santos Jordão,
Gretel María Eres Fernández, Ivan Rodrigues
Freitas Bechtold, Marina Murphy, Michelangelo Martin, Margareth dos Santos e Neide T. Maia
Simone Jaconetti Ydi e Yassuko Hosoume.
Russo, Natália S. Moreira, Olivia Frade Zambone, González.
Física: Luis Carlos de Menezes, Estevam Rouxinol,
Paula Felix Palma, Pietro Ferrari, Priscila Risso,
Guilherme Brockington, Ivã Gurgel, Luís Paulo
Regiane Monteiro Pimentel Barboza, Renata Língua Portuguesa: Alice Vieira, Débora Mallet
de Carvalho Piassi, Marcelo de Carvalho Bonetti,
Regina Buset, Rodolfo Marinho, Stella Assumpção Pezarim de Angelo, Eliane Aparecida de Aguiar,
José Luís Marques López Landeira e João Maurício Pietrocola Pinto de Oliveira, Maxwell
Mendes Mesquita, Tatiana F. Souza e Tiago Jonas
Henrique Nogueira Mateos. Roger da PuriÅcação Siqueira, Sonia Salem e
de Almeida. Yassuko Hosoume.
Matemática
Direitos autorais e iconografia: Beatriz Fonseca Química: Maria Eunice Ribeiro Marcondes, Denilse
Coordenador de área: Nílson José Machado.
Micsik, Dayse de Castro Novaes Bueno, Érica Morais Zambom, Fabio Luiz de Souza, Hebe
Matemática: Nílson José Machado, Carlos
Marques, José Carlos Augusto, Juliana Prado da Eduardo de Souza Campos Granja, José Luiz Ribeiro da Cruz Peixoto, Isis Valença de Sousa
Silva, Marcus Ecclissi, Maria Aparecida Acunzo Pastore Mello, Roberto Perides Moisés, Rogério Santos, Luciane Hiromi Akahoshi, Maria Fernanda
Forli, Maria Magalhães de Alencastro, Vanessa Ferreira da Fonseca, Ruy César Pietropaolo e Penteado Lamas e Yvone Mussa Esperidião.
Bianco e Vanessa Leite Rios. Walter Spinelli.
Caderno do Gestor
Edição e Produção editorial: R2 Editorial, Jairo Souza Ciências Humanas Lino de Macedo, Maria Eliza Fini e Zuleika de
Design GráÅco e Occy Design (projeto gráÅco). Coordenador de área: Paulo Miceli. Felice Murrie.

Catalogação na Fonte: Centro de Referência em Educação Mario Covas

* Nos Cadernos do Programa São Paulo faz escola são


indicados sites para o aprofundamento de conhecimen- S2+9m São Paulo (Estado) Secretaria da Educação.
tos, como fonte de consulta dos conteúdos apresentados
e como referências bibliográficas. Todos esses endereços Material de apoio ao currículo do Estado de São Paulo: caderno do professor; educação física, ensino
eletrônicos foram checados. No entanto, como a internet é fundamental ¹ anos Ånais, 0a série / 9o ano / Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini;
um meio dinâmico e sujeito a mudanças, a Secretaria da equipe, Jocimar Daolio, Luciana Venâncio, Luiz Sanches Neto, Mauro Betti. - São Paulo: SE, 2014.
Educação do Estado de São Paulo não garante que os sites
indicados permaneçam acessíveis ou inalterados. v. 2, 00 p.
Edição atualizada pela equipe curricular do Centro de Ensino Fundamental dos Anos Finais, Ensino
* Os mapas reproduzidos no material são de autoria de Médio e Educação ProÅssional ¹ CEFAF, da Coordenadoria de Gestão da Educação Básica - CGEB.
terceiros e mantêm as características dos originais, no que
diz respeito à grafia adotada e à inclusão e composição dos ISBN 9/0-0--/049-.+4-0
elementos cartográficos (escala, legenda e rosa dos ventos). 1. Ensino fundamental anos Ånais 2. Educação física +. Atividade pedagógica I. Fini, Maria Inês. II.
Daolio, Jocimar. III. Venâncio, Luciana. IV. Neto, Luiz Sanches. V. Betti, Mauro. VI. Título.
* Os ícones do Caderno do Aluno são reproduzidos no
Caderno do Professor para apoiar na identificação das CDU: +/1.+:00..90
atividades.
Validade: 2014 – 2017