Você está na página 1de 102

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS

DEPARTAMENTO DE ECONOMIA

EDISHARDSON NOMEQUEL RODRIGUES DE MACEDO

A PARTICIPAÇÃO FEMININA COMO MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL NO


MUNICÍPIO DE ARACAJU/SE

São Cristóvão/SE

2018
EDISHARDSON NOMEQUEL RODRIGUES DE MACEDO

A PARTICIPAÇÃO FEMININA COMO MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL NO


MUNICÍPIO DE ARACAJU/SE

Monografia submetida ao Departamento de


Economia da Universidade Federal de Sergipe,
como requisito parcial e elemento obrigatório
para a obtenção do grau de Bacharel em
Ciências Econômicas.

Orientador: Prof. Dr. Tácito Augusto Farias

São Cristóvão/SE
2018
EDISHARDSON NOMEQUEL RODRIGUES DE MACEDO

A PARTICIPAÇÃO FEMININA COMO MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL NO


MUNICÍPIO DE ARACAJU/SE

Monografia submetida ao Departamento de


Economia da Universidade Federal de Sergipe,
como requisito parcial e elemento obrigatório
para a obtenção do grau de Bacharel em
Ciências Econômicas.

Prof. Dr. Tácito Augusto Farias – Orientador

Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Prof. Dr. Antony Peter Mueller – Examinador

Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Prof. Dr. Luiz Rogério de Camargos – Examinador

Universidade Federal de Sergipe (UFS)


Dedico este trabalho aos meus pais, Edson e
Cristina, e às minhas irmãs, Vyrnna e Jhordana,
por me proporcionarem realizar este sonho.
AGRADECIMENTOS

É neste momento do trabalho que a memória é oxigenada por lembranças de toda a


trajetória acadêmica. Revivê-la é impossível, pois cada etapa ultrapassada foi
singular, única; com seus erros, acertos, encontros, desencontros e grandes
aprendizados. E nada disso seria possível sem a presença ilustre do meu Deus, o
qual guiou-me e abençoou-me em todas as ocasiões. Que, além de ter me
proporcionado muitas experiências, apresentou-me pessoas incríveis para poder
vivenciá-las comigo. Por isso, eu diariamente o agradeço por tudo.
Agradeço imensamente a Cyntia e a Karyne, amigas do peito. Saibam que vocês
foram o alicerce imprescindível na construção dessa monografia. Não tenho como
expressar tamanha satisfação e apreço que tenho por vocês.
Obrigado a Milla, Flávia e Cris, pelo carinho, suporte, amizade e por todos os
momentos que estivemos (e vamos sempre estar) juntos. Por me reerguerem no
momento que mais precisei. Vocês são muito especiais para mim, estão no meu
coração.
À Alessandra, Gislaine, Nay e Rox, por todos os momentos de alegria e descontração
ao longo do curso, dentro e fora da sala de aula.
À galerinha da pracinha, amigos loucos, do bem, do babado Jadna, Alan, Jânio e Gi.
Pelas resenhas, viagens, brincadeiras e calouradas.
Às famílias Moura, Nascimento e Santana Andrade por terem me recebido tão bem
em seus lares e me envolverem como membro.
Obrigado a todos os professores do Departamento de Economia da UFS pelos
conhecimentos compartilhados. Em especial ao meu mestre prof. Dr. Tácito, pela
amizade, pelos ensinamentos e por ser meu orientador. Como também aos profs. Drs.
Rogério e Antony, pelas contribuições dadas em aula para a construção do meu
conhecimento e por aceitarem participar como examinadores deste trabalho.
À Rosana que me deu uma oportunidade maravilhosa de conhecer pessoas incríveis
como Braz, Agnaldo, Trícia e Rose. O quais me nortearam não só nesse trabalho,
mas na vida também.
À Glaucia pelas palavras de motivação, por ser amiga e por ter impresso a maioria
dos meus questionários (risos).
Meus familiares não podem ficar de fora. Agradeço imensamente a todos, pois foram
essências ao longo da minha vida para a construção de meus valores e caráter. Em
especial aos meus primos Celso, Denise, Célio Jr, Mª Eduarda, Lorena, Raquel e
Mariana por sempre estarem comigo. Aos meus tios, David e Val, por me trazerem a
feira e pelo suporte no momento em que precisei. A tia “Minha”, que mesmo distante
se fez sempre presente, obrigado tia pelas palavras e ajuda por telefone. E a minha
querida e amada tia Tânia, por ter me tomado como filho e cuidado de mim em toda a
minha vida, saiba que sempre a amarei no amanhã muito mais que hoje.
Às minhas irmãs, Vyrnna e Jhordana e meus avós Nomero, Raquel, Pai Zé (in
memoriam) e Mãe Terezinha. Não teve um dia sequer, desde que vim morar em outra
cidade, que não pensasse em vocês.
E por fim, mas não menos especiais (muito pelo contrário, muito especiais), aos meus
pais, Edson e Cristina. Pais estes que fizeram do impossível, possível. Que
contribuíram significativamente para que meus sonhos se concretizassem. Que,
mesmo com nossas diferenças, não deixaram de me amar e de me propiciar coisas
maravilhosas. Obrigado, painho e mainha, por terem construído uma vida e edificado
a minha.
A todos que contribuíram direta ou indiretamente na construção deste trabalho, o meu
muito obrigado.
RESUMO

As características pertinentes aos empreendedores, bem como o suporte de políticas


públicas, garantem um maior rendimento dos recursos que uma região dispõe,
fomentando seu desenvolvimento e provocando seu dinamismo socioeconômico. Um
ponto a se destacar é que o fenômeno do empreendedorismo independe de gênero.
Entretanto têm-se observado, na contemporaneidade, uma maior participação
feminina no âmbito dos negócios. Isso se torna relevante porque aumenta o grau de
atividade empreendedora numa localidade e acarreta numa maior geração de
riquezas, sobretudo àqueles que empreendem por meio de empresas. Nesse sentido,
o Microempreendedor Individual surge para formalizar os microempresários e garantir-
lhes benefícios na alavancagem de seus negócios. Assim, sob esse contexto, o
presente trabalho possui como objetivo geral descrever as características dos
Microempreendedores Individuais em Aracaju/SE e se nele há uma predominância do
sexo feminino. Visto que, compreender e apontar os aspectos relacionados aos
objetivos apresentados, disponibiliza subsídios importantes aos diferentes agentes
econômicos para estimular o comércio e direcionar políticas públicas para eventuais
necessidades dos mesmos. Utilizando, como metodologia para atingir essa finalidade,
um levantamento alicerçado por um questionário realizado juntamente com os
indivíduos formalizados naquele formato de empresa, assim como uma revisão
bibliográfica acerca dos temas deste estudo. E obteve-se, dentre os resultados, a
constatação de que prevalece o número de mulheres como MEI no município, que há
uma tendência ao envelhecimento dos microempreendedores, que muitos se
formalizam em função de ter um negócio legalizado e a maioria está satisfeita com
seus empreendimentos.
Palavras-chave: Empreendedorismo; empreendedorismo feminino;
microempreendedor individual; Aracaju.
ABSTRACT

As relevant characteristics for entrepreneurs, as well as the support of public policies,


guarantee a greater income of the resources in an available region, fomenting its
development and provoking its socioeconomic dynamism. One point to highlight is the
phenomenon of entrepreneurship independent of gender. However, observed, in the
contemporary, a greater female participation in the field of business. This is more
relevant to the creation of a laboratory of production on a local scale and a greater
generation of wealth, especially as we undertake through companies. In this sense,
the Microentrepreneur Individually arise to train micro entrepreneurs and guarantee
them benefits in the leverage of their businesses. Thus, in this context, the present
work has as general objective to describe as characteristics of Individual
Microentrepreneurs in Aracaju/SE and if there is a predominance of female. Using as
a methodology, for achieve the objectives, a survey based on a questionnaire carried
out jointly with the user in company format, as a bibliographical review on the themes
of this study. And, among the results, a finding that the number of women MEI in the
municipality prevails, that there is a trend towards the aging of the microentrepreneurs,
that many are formalized by a legalized and stable contract is satisfied with their
enterprises.

Keywords: Entrepreneurship; female entrepreneurship; individual microentrepreneur;


Aracaju.
LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Total de microempreendedores individuais (acumulado) – dezembro de


2010 a dezembro de 2016 ........................................................................................ 55
LISTA DE QUADROS

Quadro 1 - Empreendedorismo: principais linhas de pensamento ............................ 24


Quadro 2 - Fatores psicossociais, ambientais e econômicos da atitude empreendedora
de sucesso ................................................................................................................ 28
Quadro 3 - Comparação entre empreendedores e empreendedoras........................ 38
Quadro 4 - Principais marcos históricos de estímulo ao empreendedorismo a partir da
década de 1980......................................................................................................... 41
LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Ranking de Aracaju nos pilares do ICE 2017 ........................................... 47


LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 - Taxas (%) de empreendedorismo segundo estágio do empreendimento


TEA, TEE, TTE – Brasil – 2002:2016 ........................................................................ 43
Gráfico 2 - Faixa etária dos entrevistados (em %) .................................................... 58
Gráfico 3 - Cor/Raça dos entrevistados (em %) ........................................................ 59
Gráfico 4 - Grau de escolaridade dos entrevistados (em %) ..................................... 60
Gráfico 5 - Meios de informação sobre o programa do Microempreendedor Individual
(em %) ....................................................................................................................... 61
Gráfico 6 - Motivação para abrir o próprio negócio (em %) ....................................... 62
Gráfico 7 - Motivo para formalização no MEI (em %) ................................................ 64
Gráfico 8 - Distribuição por grande setor econômico dos entrevistados (em %) ....... 65
Gráfico 9 - Faturamento médio mensal dos entrevistados (em %) ............................ 67
Gráfico 10 - Outras fontes de renda dos entrevistados (em %)................................. 68
Gráfico 11 - Dificuldades apontadas pelos entrevistados em seu negócio (em %) ... 70
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

BNDES Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social


CCMEI Certificado da Condição de Microempreendedor Individual
CEBRAE Centro Brasileiro de Assistência Gerencial à Pequena Empresa
CEP Código de Endereçamento Postal
CGSIM Comitê para Gestão da Rede Nacional para Simplificação do
Registro e da Legalização de Empresas e Negócios
CGSN Comitê Gestor do Simples Nacional
CNAE Classificação Nacional de Atividades Econômicas
CNPJ Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica
COFINS Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social
CPF Cadastro de Pessoas Físicas
CSLL Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
DAS Documento de Arrecadação do Simples
DASN Declaração Anual de Faturamento do Simples
ENEM Exame Nacional do Ensino Médio
EPP Empresa de Pequeno Porte
FAT Fundo de Amparo ao Trabalhador
FINEP Financiadora de Estudos e Projetos
FUNDAT Fundação Municipal de Formação para o Trabalho
GEM Global Entrepreneurship Monitor
IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
ICE Índice de Cidades Empreendedoras
ICMS Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
IDEB Índice de Desenvolvimento da Educação Básica
INSS Instituto Nacional de Seguro Social
IPI Imposto sobre Produtos Industrializados
IPTU Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana
IRPF Imposto de Renda Pessoa Física
IRPJ Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas
ISS Imposto sobre o Serviço de Qualquer Natureza
LC Lei Complementar
ME Microempresa
MEI Microempreendedor Individual
MPE Micro e Pequena Empresa
NIRE Número de Identificação do Registro de Empresas
PASEP Programa de Formação de Patrimônio do Servidor Público
PIB Produto Interno Bruto
PIS Programa de Integração Social
pp Pontos Percentuais
PROGER Programa de Geração de Emprego e Renda
RG Registro Geral
SEBRAE Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas
SIMEI Sistema de Recolhimento dos Tributos devido pelo MEI
SIMPLES Sistema de Integração do Pagamento de Impostos e Contribuições
das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte
SOFTEX Sociedade Brasileira para Exportação de Software
TEA Taxa de Empreendedores Iniciais
TEE Taxa de Empreendedores Estabelecidos
TTE Taxa Total de Empreendedores
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 16
CAPÍTULO 1 – O EMPREENDEDORISMO .................................................................................. 21
1.1. FUNDAMENTOS DO EMPREENDEDORISMO ........................................................... 21
1.2. O PERFIL DO EMPREENDEDOR .................................................................................. 25
1.2.1. Características dos empreendedores ................................................................. 26
1.2.2. Tipos de empreendedores ..................................................................................... 29
1.2.3. Motivos para empreender ...................................................................................... 31
1.3. EMPREENDEDORISMO FEMININO .............................................................................. 33
1.3.1. Dificuldades das empreendedoras ...................................................................... 35
1.3.2. Perfil da mulher empreendedora .......................................................................... 36
1.4. EMPREENDEDORISMO NO BRASIL ............................................................................ 39
1.4.1. Aspectos recentes ................................................................................................... 42
1.5. EMPREENDEDORISMO EM ARACAJU/SE ................................................................. 44
CAPÍTULO 2 – O MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL ....................................................... 48
2.1. INDÍCIOS DO MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL .................................................. 48
2.2. A CONFIGURAÇÃO DO MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL................................ 50
2.3. O PROCESSO DE FORMALIZAÇÃO ................................................................................. 51
2.4. OBRIGAÇÕES ........................................................................................................................ 52
2.5. BENEFÍCIOS ........................................................................................................................... 53
2.6. O MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL NO BRASIL ................................................. 54
CAPÍTULO 3 – RESULTADOS E ANÁLISES .............................................................................. 57
3.1. CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA ................................................................................... 57
3.2. CARACTERÍSTICAS PESSOAIS ........................................................................................ 58
3.3. FORMALIZAÇÃO E MOTIVAÇÃO ....................................................................................... 60
3.4. ASPECTOS ECONÔMICOS ................................................................................................ 65
3.5. PERSPECTIVAS .................................................................................................................... 69
CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................................. 72
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................... 75
ANEXOS .............................................................................................................................................. 80
16

INTRODUÇÃO

A conjuntura econômica, desde seus primórdios, é movida por fatores


intrínsecos à um indivíduo em querer modificar significativamente seu meio frente às
adversidades. Isto traduz numa fonte de motivação e capacidade para o progresso e
a riqueza de uma nação por parte daquele. O qual é um ser capaz de agregar e alocar
valores e responsável por grandes mudanças em seu espaço, sendo denominado pela
sociedade de empreendedor.

Dotado de uma série de elementos presentes em seu perfil, como liderança,


inovação e visão, o empreendedor passa a se destacar em uma comunidade e
engendra condições favoráveis para a evolução da mesma. Pois, através do seu
engajamento no mercado, sobretudo àquele que empreende por meio de empresas,
concebe geração de empregos, desenvolvimento e dinamismo socioeconômicos.

Assim, um crescimento econômico sustentável é pautado pelo grau de


empreendedorismo presente numa sociedade. E espera-se, para isso, condições
ambientais favoráveis que tenham como finalidade garantir um maior rendimento do
potencial do empreendedor. Isso se torna mais relevante quando o escopo são as
micro e pequenas empresas, visto que elas, além de serem responsáveis por um alto
volume de renda nacional, estimularem a competição e produção, dentre outras
competências, ocupam um lugar de destaque no campo do empreendedorismo
(DUTRA, 2002; DOLABELA, 2008).

Sob esse ponto de vista, criou-se pela Lei Complementar nº 128 de 19 de


dezembro de 2008, a figura do Microempreendedor Individual. Esta categoria de
empresa, fruto de uma política pública, agrega valores a economia por facilitar a
formalização de empreendedores, garantindo-lhes amparo legal, simplicidade
burocrática e benefícios tanto pessoais quanto empresariais. Aspectos estes que
estimulam a alavancagem dos negócios por autônomos e microempreendedores
informais.

A facilidade de formalizar um empreendimento proporcionada pelo


Microempreendedor Individual auxilia também a inserção das mulheres no mercado
de trabalho como gestoras de suas próprias empresas. O interessante a se observar
nessa argumentação, é que por trás desse fato houve muita luta do público feminino
17

no curso da história para garantir direitos, visibilidade de seus atos e maior


participação na sociedade enquanto empreendedoras.

Desse modo, as mulheres desconstruíram, com muito esforço, padrões


culturais que eram propagados em tempos remotos. Uma vez que sua imagem estava
atrelada estritamente aos cuidados do lar e da família, realizando atividades que
correspondiam à limpeza doméstica, preparação de alimentos, etc. Contudo essa
realidade converteu-se, onde, na contemporaneidade, a figura da mulher é posta de
forma ativa e com grande desempenho na sociedade, seja no ambiente familiar,
corporativo ou empresarial.

À vista disso, é relevante destacar que o fenômeno do empreendedorismo


independe de gênero e tem-se notado uma maior presença feminina no ambiente de
negócios. Pois, segundo o relatório da Global Entrepreunership Monitor (GEM), no
ano de 2016 as mulheres representaram 51,5% na abertura de novos negócios,
enquanto que os homens corresponderam a 48,5%. Por outro lado, em se tratando de
negócios já estabelecidos, os homens equivalem a 57,3%, enquanto que as mulheres
respondem a 42,7% (GEM, 2017).

Esses dados mostram que cada vez mais o público feminino vem se
empoderando e conquistando espaços no empreendedorismo. Contudo, ainda
encontram empecilhos em seus negócios. Dessa forma, frente ao enredo apresentado
surgem indagações sobre qual o perfil do Microempreendedor Individual e, se existe
ou não a predominância das mulheres neste formato de empresa, em Aracaju/SE.
Questionamentos estes que o presente trabalho reúne esforços para responder.

Visto que, compreender e apontar os aspectos relacionados à problemática


apresentada, disponibiliza subsídios importantes aos diferentes agentes econômicos
para estimular o comércio e colaborar com programas de políticas públicas que
sustentem a atividade empreendedora local, garantindo maiores rendimentos à
economia.

Isto posto, a pesquisa possui como objetivo geral descrever os aspectos dos
Microempreendedores Individuais e apurar se existe uma maioria do sexo feminino
em Aracaju/SE. Dessa forma, para alcança-lo, compreende os seguintes objetivos
específicos:
18

(i) Realizar uma revisão teórico-conceitual sobre o empreendedorismo;


(ii) Contextualizar a presença do público feminino no processo empreendedor;
(iii) Caracterizar o programa do Microempreendedor Individual;
(iv) Traçar o perfil do Microempreendedor Individual em Aracaju/SE; e
(v) Analisar se existe predominância feminina.

A partir disso, elegeu-se como procedimento metodológico para nortear a


elaboração deste trabalho, a classificação de pesquisas apontada por Gil (2008),
agrupando-a nas seguintes etapas: ponto de vista da natureza, dos objetivos, dos
procedimentos técnicos e da forma de abordagem do problema.

Logo, a presente pesquisa caracteriza-se como de natureza aplicada, por


produzir conhecimentos para utilização prática que se dirige à solução de problemas
específicos envolvendo verdades e interesses locais (GIL, 2008). Porque trata-se de
um trabalho que se delimita ao Município de Aracaju, buscando descrever as
características do Microempreendedor Individual e investigar se nele existe a
prevalência de mulheres.

No que tange ao ponto de vista dos objetivos, o estudo compreendeu duas


etapas. A primeira delas consistiu numa análise exploratória através da obtenção de
dados relacionados ao problema ou a situação, proporcionando uma visão geral para
aproximar-se de determinado fato, com o intuito de desenvolver uma abordagem para
o curso da ação (GIL, 2008; MALHOTRA, 2012). Posteriormente, a segunda etapa foi
de cunho descritiva, objetivando registrar e descrever os fatos observados sem
interferir neles, descrevendo as características da população em questão e o
estabelecimento de relações entre variáveis (GIL, 2008; PRODANOV; FREITAS,
2013).

Quanto aos procedimentos técnicos utilizados, levantou-se dados secundários


englobando uma ampla revisão bibliográfica através de livros, artigos científicos, sites
governamentais, leis, publicações de instituições bem-conceituadas, como o IBGE,
GEM, Endeavor, entre outros, para delinear as ideias da pesquisa. Como também,
adotou-se um levantamento por intermédio de um questionário composto de vinte
questões ao todo – dezenove objetivas e uma aberta – para identificar características
dos empreendedores – Anexos A e B.
19

A execução do questionário foi realizada junto aos Microempreendedores


Individuais de Aracaju em atividade econômica. E, considerando a extensão
geográfica do Município e o custo-benefício do deslocamento para a aplicação
daquele instrumento, optou-se por visitá-los em seus estabelecimentos comerciais em
diferentes bairros e abordá-los na Fundação Municipal de Formação para o Trabalho
(FUNDAT). Dessa forma, a amostra foi não-probabilística e o processo foi por
conveniência e intencional, tornando as pessoas que aceitaram responder ao
questionário a amostra da pesquisa. Após esse levantamento, os dados apurados
foram tabulados por meio do software Microsoft Excel® versão 2016, colaborando na
construção de planilhas e gráficos.

Por fim, a discussão da pesquisa é feita nas formas qualitativa e quantitativa.


Enquanto a primeira não utiliza de um instrumental matemático ou estatístico e sua
abordagem é adequada para se entender a natureza de um fenômeno social; a
segunda caracteriza-se no tratamento dado pelo emprego da quantificação tanto nas
modalidades de coleta de informações, quanto no processamento com técnicas
estatísticas (RICHARDSON, 2012). Mas que, embora possuam tratamentos
diferentes, ambas se “complementam, pois a realidade abrangida por eles interage
dinamicamente, excluindo qualquer dicotomia” (MINAYO, 1994, p. 22).

O trabalho é composto por esta introdução, três capítulos e as considerações


finais. O primeiro capítulo consiste no embasamento teórico acerca do fenômeno do
empreendedorismo, fundamentando seu início de análise na literatura, descrevendo
o perfil dos empreendedores, mostrando a entrada das mulheres naquele meio e
retratando a atividade empreendedora no Brasil e em Aracaju.

O segundo capítulo, por sua vez, trata do programa do Microempreendedor


Individual, apresentando seu princípio, caracterizando sua figura jurídica,
demonstrando o processo de formalização, as obrigações tributárias, os benefícios
concebidos a quem se formaliza e expõe de forma concisa o perfil do
Microempreendedor Individual no Brasil.

A análise e discussão dos dados são mencionados no terceiro capítulo. Nele é


apontado os resultados obtidos no levantamento feito através do questionário, bem
como das informações obtidas em sites governamentais, nas formas qualitativa e
quantitativa. Evidenciando aspectos relevantes ao perfil do empreendedor e
20

analisando se há ou não a predominância feminina como Microempreendedor


Individual em Aracaju/SE.

E, por fim, as considerações finais desta monografia disserta sobre os


principais resultados observados e algumas sugestões para novas pesquisas.
21

CAPÍTULO 1 – O EMPREENDEDORISMO

A trajetória de um empreendedor é marcada por desafios e constantes


transformações ao longo do tempo. Sua figura está associada a um ser que promove
oportunidades, progressos e vitórias. À vista disso, o presente capítulo tem como
objetivo realizar um embasamento teórico acerca do fenômeno do
empreendedorismo, visando dar suporte ao tema abordado. Para isso, o mesmo foi
dividido em cinco seções com o intuito de manter a coerência em seu entendimento.

A primeira seção discursa sobre o início do empreendedorismo, apresentando


os seus fundamentos na literatura. Posteriormente, o perfil do empreendedor é
analisado, delineando suas características, seus tipos e os possíveis motivos que os
levam a empreender. A atenção dessa temática pertinente às mulheres é dada logo
em seguida, mostrando os aspectos relevantes de sua emancipação e inserção para
o mundo dos negócios. E as derradeiras seções, referem-se às atividades
empreendedoras no Brasil e em Aracaju, respectivamente.

1.1. FUNDAMENTOS DO EMPREENDEDORISMO

É intrínseco do ser humano a faculdade de transformar a sua realidade e o meio


em que vive, afetando de forma significativa tanto o ambiente quanto os seres que
nele habita. A partir disso, se utilizada com sabedoria, essa capacidade “pode trazer
a todos os povos os benefícios do desenvolvimento e a oportunidade de melhorar a
qualidade de vida” (JÚNIOR; PERRONE-MOISÉS, 1999, p. 164).

Nesse contexto, o empreendedor torna-se protagonista por ser “alguém que


imagina, desenvolve e realiza uma visão. [...] acredita que pode realizar seu próprio
sonho, julgando-se capaz de mudar o ambiente em que está inserido” (DOLABELA,
2008, p. 42). Ele é despertado pela ânsia de aproveitar integralmente suas
potencialidades racionais e intuitivas, pelo prazer em realizar com sinergismo e
inovação qualquer projeto pessoal ou organizacional, assumindo um comportamento
proativo frente às questões que precisam ser resolvidas, pois para o mesmo não
existem apenas problemas, mas problemas e soluções. E sua atividade, caracterizada
22

como a arte de fazer acontecer, com criatividade e motivação, é denominada de


empreendedorismo (BAGGIO; BAGGIO, 2014).

Em virtude dessa explanação a respeito da conduta do empreendedor que


modifica seu espaço, Dornelas (2001, p.19) argumenta que “uma vez que os
empreendedores estão revolucionando o mundo, seu comportamento e o próprio
processo empreendedor devem ser estudados e entendidos”. Assim, a necessidade
de obtenção e construção do conhecimento pertinentes ao fenômeno do
empreendedorismo remete à própria escolha do termo entrepreneur, cuja origem é
francesa e significa aquele que está entre ou intermediário, como também aquele que
assume riscos e começa algo novo (HISRICH; PETERS; SHEPHERD, 2009;
CHIAVENATO, 2007). Contudo, seu significado foi se modificando ao longo do tempo
devido aos diferentes períodos, países e às ideologias dominantes nas épocas
investigadas.

O exemplo inicial de empreendedor, a partir da definição apresentada de


intermediário, apontado por Dornelas (2001), foi Marco Polo, o qual assinou um
contrato com um homem que possuía dinheiro (o capitalista), estabeleceu uma rota
comercial com destino ao Oriente para vender as mercadorias daquele e assumiu
todos os riscos físicos e emocionais pertinentes a essa ação de forma ativa.

Por outro lado, na Idade Média, o termo empreendedor sofrera uma alteração
em seu significado, sendo utilizado para designar um indivíduo que era “tanto um
participante quanto um administrador de grandes projetos de produção. Em tais
projetos, esse indivíduo não corria riscos: simplesmente administrava o projeto
usando os recursos fornecidos, geralmente pelo governo do país” (HISRICH;
PETERS; SHEPHERD, 2009, p. 28).

Mais tarde, já no final do século XVII o empreendedor passou a configurar


aquele que possuía firmeza na resolução de fazer qualquer coisa, assumindo riscos
maiores em virtude de estabelecer acordos contratuais com o governo. Em que, por
exemplo, na venda de algum bem ou na realização de determinado serviço, o lucro
ou o prejuízo obtido era exclusivo do empreendedor, visto que geralmente os preços
já eram prefixados (DORNELAS, 2001; DOLABELA, 2008).

Em contrapartida, no século posterior, houve o discernimento entre o detentor


do capital (o capitalista) daquele que necessitava de capital, isto é, o empreendedor.
23

Distinção essa acarretada pelo início da industrialização, onde muitas mudanças no


mundo se deram em consequência das invenções e pesquisas em diferentes áreas
do conhecimento. Como foi o caso dos estudos nos campos da eletricidade e da
química por Thomas Edison, o qual recebeu investimentos dos detentores do capital
para dar continuidade aos seus experimentos (DORNELAS, 2001; HISRICH;
PETERS; SHEPHERD, 2009).

Já no final do século XIX e início do século XX, o empreendedor era equiparado


ao gerente ou administrador, algo que acontece até os dias atuais. Contudo, enquanto
que gerentes trabalham em ambientes previamente definidos por outra pessoa e
objetivam utilizar de forma eficiente e eficaz os recursos disponíveis, o empreendedor
vai além por ser capaz de criar uma organização em que expande seu mundo
subjetivo. Ele se conecta com o mundo a partir de sua imaginação, define visões que
deseja alcançar e planeja o que quer fazer e como irá fazer (BAGGIO; BAGGIO,
2014).

Diante desse esboço histórico a respeito do empreendedor, pode-se inferir que


diversos estudiosos de diferentes áreas do conhecimento, como a economia,
psicologia, antropologia, entre outros; visavam explicar e definir estes conceitos de
forma mais clara e adequada possíveis, sendo norteados pela presença das
indagações “o que é/quem é o empreendedor?” e “o que é o empreendedorismo?”,

As correntes teóricas que contribuíram para a compreensão desse fenômeno


estão expostas no Quadro 1. Ele apresenta que os pioneiros na reflexão sobre o tema
do empreendedor foram os economistas, pois estavam empenhados em compreender
o papel e o impacto daquele no cenário econômico, destacando-se Richard Cantillon,
Jean Baptiste Say e Joseph Schumpeter. Posteriormente vieram os
comportamentalistas, isto é, especialistas do comportamento humano, os quais
possuíam como objetivo realizar uma abordagem sobre a motivação e a conduta
humana no âmbito do empreendedorismo, destacando-se David C. McClelland pelos
trabalhos muito bem desenvolvidos. E, por fim, os dirigentes da escola dos traços de
personalidade, que investigaram, os traços de personalidade dos empreendedores,
os aspectos do comportamento e as atitudes dos mesmos (PAIVA; CORDEIRO, 2002;
BAGGIO; BAGGIO, 2014; LIMA; FREITAS, 2010).
24

Quadro 1 - Empreendedorismo: principais linhas de pensamento


Existe concordância entre os pesquisadores do Empreendedorismo de que os
pioneiros no assunto teriam sido os autores Cantillon (1755) e Jean-Baptiste Say
(1803;1815;1816). Para Cantillon, o empreendedor (“entrepreneur”) era aquele que
adquiria a matéria-prima por um determinado preço e a revendia a um preço
incerto. Ele entendia que, se o empreendedor obtivesse lucro além do esperado,
A visão dos isso ocorrera porque ele teria inovado (Filion, 1999). Desde o século XVIII, o autor
Economistas já associava o empreendedor ao risco, à inovação e ao lucro, ou seja, ele era visto
como pessoa que busca aproveitar novas oportunidades, vislumbrando o lucro e
exercendo suas ações diante de certos riscos. Diversos economistas, mais tarde,
associaram, de um modo mais contundente, o empreendedorismo à inovação e
procuraram esclarecer a influência do empreendedorismo sobre o
desenvolvimento econômico.

Na década de 50, os americanos observaram o crescimento do império soviético,


o que incentivou David C. McClelland a buscar explicações a respeito da ascensão
e declínio das civilizações. Os behavioristas (comportamentalistas) foram, assim,
A visão dos incentivados a traçar um perfil da personalidade do empreendedor (Filion, 1999).

Behavioristas O trabalho desenvolvido por McClelland (1971) focalizava os gerentes de grandes


empresas, mas não interligava claramente a necessidade de auto realização com
a decisão de iniciar um empreendimento e o sucesso desta possível ligação (Filion,
1999; Leite, 200).

Ainda que a pesquisa não tenha sido capaz de delimitar o conjunto de


empreendedores e atribuir-lhe características certas, tem propiciado uma série de
A escola dos linhas mestras para futuros empreendedores, auxiliando-os na busca por
traços de aperfeiçoar aspectos específicos para obterem sucesso (Filion, 1991a). Dado o
sucesso limitado e as dificuldades metodológicas inerentes à abordagem dos
personalidade traços, uma orientação comportamental ou de processos tem recebido

grande atenção recentemente.

Fonte: Filion (1999 apud Paiva e Cordeiro, 2002, p. 3).

A temática e a definição do empreendedorismo, portanto, não são assuntos


atuais, como visto anteriormente. Para Schumpeter (1947 apud CHIAVENATO, 2007,
p. 8) “o empreendedor é a pessoa que destrói a ordem econômica existente graças à
introdução no mercado de novos produtos/serviços, pela criação de novas formas de
gestão ou pela exploração de novos recursos, materiais e tecnologias”. Fillion (1991,
p. 64) conceitua o “empreendedor como alguém que concebe, desenvolve e realiza
visões”. Timmons (1994 apud DOLABELA, 2008, p. 67), por sua vez, define o
empreendedor como “alguém capaz de identificar, agarrar e aproveitar uma
oportunidade, buscando e gerenciando recursos para transformar a oportunidade em
negócio de sucesso”. Já Dornelas (2001, p. 37) diz que “o empreendedor é aquele
que detecta uma oportunidade e cria um negócio para capitalizar sobre ela, assumindo
riscos calculados”. E Drucker (2016, p. 36) afirma que o empreendedor é um sujeito
25

que “sempre está buscando a mudança, reage a ela e explora como sendo uma
oportunidade”.

Tendo em vista as definições apresentadas, o autor do presente trabalho,


devido ao tema e aos objetivos do mesmo, adotara, para configurar os
empreendedores da pesquisa, o conceito dado por Chiavenato (2007, p. 3), o qual
afirma que o empreendedor é “a pessoa que inicia e/ou opera um negócio para realizar
uma ideia ou projeto pessoal assumindo riscos e responsabilidades e inovando
continuamente”.

Assim, embora haja divergências quanto às definições e a forma de análise nas


Teorias apresentadas acerca do fenômeno do empreendedorismo, devido às
premissas ligadas à área de atuação do pesquisador, “pode-se perceber que há um
ponto de consenso entre os estudiosos de que o que distingue o empreendedor das
outras pessoas é a maneira como este percebe a mudança e lida com as
oportunidades” (PAULINO; ROSSI, 2003, p. 207).

Ademais, os indivíduos não possuem comportamentos estáticos, estes mudam


ao decorrer do tempo frente ao cenário e as diferentes circunstâncias aos quais se
expõem (OLIVEIRA, 2012). Isso torna as questões pertinentes ao perfil do
empreendedor, como quais características eles possuem? ou ainda, quais habilidades
eles devem possuir?, motivo de muita análise e pesquisa para, quiçá, encontrar um
perfil holístico. À vista disso, o tópico seguinte disserta sobre essa temática.

1.2. O PERFIL DO EMPREENDEDOR

Como visto anteriormente, o estudo do empreendedorismo passou por um


amplo espectro em diferentes áreas da ciência, as quais possuíam como objetivo
entendê-lo com mais exatidão. Isso engendrou em distintas correntes que se
categorizaram conforme o autor, assim como em suas variadas e contrastantes
definições. Contudo, no atual estado da arte, o empreendedor é tratado como um
termo em si, já que as definições, tanto antigas quanto atuais, remetem a alguém que
executa algo sob seu próprio risco (DUTRA; PREVIDELLI, 2003).
26

Além disso, juntamente com a escolha do termo que caracteriza uma pessoa
que é capaz de “fazer as coisas acontecerem, pois são dotados de sensibilidade para
os negócios, tino financeiro e capacidade de identificar oportunidades”
(CHIAVENATO, 2007, p.7), a busca por um perfil que o configure também fez parte
dos objetivos dos estudiosos já apresentados. Porque, tomando como base um
conjunto de características, habilidades e atitudes, pode-se identificar causas que
garantem formar um empreendedor de sucesso.

E, atualmente, a máxima que diz que os empreendedores já nascem prontos


por possuírem em seu código genético o “conjunto de dados” necessários para
obterem sucesso em seus empreendimentos, perdeu força, pois diversos autores –
Dolabela (2008), Dornelas (2001), Hisrich, Peters e Shepherd (2009), Filho (2012),
Chiavenato (2007), Grando (2012) – difundem que qualquer pessoa pode aprender a
empreender e possuir um “espírito empreendedor”.

Sob essa assertiva, sabe-se que os seres humanos são diferentes um dos
outros, por possuírem objetivos, desejos, habilidades, talentos, e outras coisas mais,
discrepantes. O empreendedor, por seu turno, difere-se ainda mais por possuir, além
dos aspectos apresentados, uma motivação única, paixão pelo que faz, luta por
resultados além do esperado e objetiva deixar um legado.

Por isso, tendo em vista que as pessoas são diferentes e que podem aprender
a empreender, o tópico atual ramifica-se em três subitens por motivos didáticos: as
características, os tipos de empreendedores e os motivos que os levam a empreender,
divulgados pela literatura. Pontos estes, que fazem parte do perfil do empreendedor.

1.2.1. Características dos empreendedores

Assumir riscos, inovar e identificar oportunidades são apenas algumas das


muitas características que um empreendedor deve possuir. E a importância de
entender e buscar as características comportamentais do mesmo se justifica por
estimular a autoanálise e o desenvolvimento pessoal, os quais corroboram para
identificar seus pontos fortes e fracos (ANDRADE, 2010).
27

Mai (2006) afirma que se um indivíduo detém as características


comportamentais e aptidões encontradas nos empreendedores, terá melhores
condições para empreender, e com resultados bem-sucedidos. Contudo, não são
apenas as características comumente encontradas em empreendedores que
garantirão o sucesso, mas sem elas dificilmente uma pessoa o alcançará.

Nesse sentido, para Chiavenato (2007) o empreendedor deve possuir as


seguintes características: dotado de sensibilidade para os negócios, tino financeiro,
capacidade de identificar oportunidades, criatividade, alto nível de energia, demonstra
imaginação e perseverança, autoconfiança, disposição para assumir riscos e possui
necessidade de realização.

Dornelas (2001) acredita que um empreendedor é apaixonado pelo o que faz,


proativo, sabe utilizar recursos, criativo, transformador, aceita assumir riscos, aceita a
possibilidade de fracassar e aprender com este. Também é comprometido com o
tempo, devoto ao negócio, esforçado, ousado e que não se desanima frente às falhas
e erros.

Dutra (2002), por sua vez, com base em sua sondagem acerca das
características empreendedoras apontadas por alguns pesquisadores dessa área,
como Schumpeter, Timmons e McClelland, apontou características associadas ao
perfil empreendedor, algumas delas são: aceita dinheiro como medida de
desempenho; realiza previsões e julgamentos com base em sua experiência; busca
atividades que forneçam feedback de seu próprio desempenho; supera a oposição ou
obstáculos do ambiente socioeconômico reagente; possui habilidades empresariais
(planejar, organizar, dirigir e controlar); conhece bem o ramo em que atua; tem alta
tolerância à ambiguidade; desenvolve conhecimento acurado para as decisões e
regras de conduta; tem forte intuição, dando mais importância para o que faz e não
para o que sabe; tem um “modelo”, uma pessoa que o influencia, dentre outros.

Outros aspectos importantes dos empreendedores são suas habilidades, como


Cruz (2005, p. 55) cita:

[..] identificação de novas oportunidades, através do seu poder visionário e


da sua apurada intuição; valoração de oportunidades; comunicação
persuasiva, grande poder de convencer e fazer com que as pessoas façam
aquilo que deseja; negociação, saber fazer e manter acordos de modo a obter
benefícios para a empresa; alta capacidade de aquisição de informações e
habilidade para tirar delas grande proveito para o bom desempenho
28

organizacional, ou seja, aprender a aprender; capacidade de resolver os


problemas.

Percebe-se então que, a partir da análise da diversidade de características do


empreendedor, não é possível delinear com exatidão o perfil do mesmo, como
também as razões que o leva a adotar determinada atitude. Dessa forma, à luz dessa
argumentação e tendo o discernimento que o empreendedor é um ser social, Dutra
(2002) caracterizou aspectos dos empreendedores em fatores psicológicos e
sociológicos, bem como fatores ambientais e econômicos, determinantes das ações
empreendedoras, como elenca o Quadro 2.

Quadro 2 - Fatores psicossociais, ambientais e econômicos da atitude empreendedora de sucesso


FATORES PSICOSSOCIAIS FATORES AMBIENTAIS E ECONÔMICOS

• Iniciativa e Independência; • Capacidade de trabalhar grupos de apoio;


• Criatividade; • Capacidade de buscar investidores;
• Persistência; • Capacidade de superar obstáculos pela
• Visão de longo prazo; conjuntura econômica;
• Autoconfiança e otimismo; • Capacidade de trabalhar com escassez
• Comprometimento; financeira;
• Padrão de excelência; • Capacidade de superar obstáculos
• Persuasão; burocráticos do meio externo;

• Necessidade de realização; • Capacidade para boa escolha da


• Coletividade; localização;

• Formação. • Maior utilização da tecnologia;


• Conhecimento do mercado e capacidade de
utilizá-lo;
• Construção de Rede de Informação e
Capacidade de Utilizá-la.

Fonte: Dutra (2002, p. 53).

Desse modo, o empreendedor que detém ou desenvolve as características


demonstradas, que trabalha arduamente e, em um ciclo de picos e vales, possuir
resiliência, o sucesso do seu empreendimento estará garantido.
29

1.2.2. Tipos de empreendedores

É fato que não existe uma unanimidade entre os diversos autores a respeito de
um único perfil de empreendedor, como também existem pessoas que possuem
características pertinentes àqueles, mas não empreendem. A existência dessas
variáveis dificulta a criação de um rótulo, de um estereótipo universal. Todavia,
conclui-se que qualquer um pode tornar-se empreendedor (BAGGIO; BAGGIO, 2014;
DORNELAS, 2007).

Logo, considerando que a partir de um conjunto de caracteres inerentes a um


empreendedor, pode-se distingui-lo em diferentes tipos, como Dornelas (2007) expõe:

(i) O Empreendedor Nato (Mitológico) – são bem conhecidos e aclamados, por


suas histórias de êxito. Muitas vezes, começam do nada e criam grandes
impérios. São visionários, otimistas, sempre estão à frente do seu tempo e
comprometem-se cem por cento para realizar seus sonhos. Possuem como
referências e exemplos a seguir os valores familiares e religiosos;
(ii) O Empreendedor que Aprende (Inesperado) – é alguém que nunca pensou
em ser empreendedor, que antes de se tornar um via a alternativa de
carreira em grandes empresas como a única possível. Mas, ao se deparar
com uma oportunidade, toma a decisão de iniciar seu próprio negócio,
inesperadamente. Tem que aprender a lidar com as novas situações e se
envolver em todas as atividades de um negócio próprio;
(iii) O Empreendedor Serial (Cria Novos Negócios) – é uma pessoa que não se
contenta em criar um único negócio e ficar à frente dele até que se torne
uma grande corporação. Sua habilidade maior é empreender e acreditar nas
oportunidades e não descansar enquanto não as vir implementadas. Ao
concluir um desafio, precisa de outros para se manter motivado. Às vezes,
por se envolver em diversos negócios ao mesmo tempo, obtém fracasso.
Mas estes servem de estímulo para a superação do próximo desafio;
(iv) O Empreendedor Corporativo – são geralmente executivos muito
competentes, com capacidade gerencial e conhecimento de ferramentas
administrativas. Trabalham de olho nos resultados com metas ousadas e
assumem grandes riscos para crescer no mundo corporativo. Se saírem da
30

corporação para criar o próprio negócio podem ter problemas no início, já


que estão acostumados com as regalias e o acesso a recursos do mundo
corporativo;
(v) O Empreendedor Social – tem como missão de vida construir um mundo
melhor para as pessoas, criando oportunidades para aqueles que não têm
acesso a elas. Envolve-se em causas humanitárias, compartilhando seus
recursos e contribuem para o desenvolvimento das pessoas. Suas
características são similares às dos demais empreendedores, mas a
diferença é que se realizam vendo seus projetos trazerem resultados para
os outros e não para si próprios. Como também, não buscam desenvolver
um patrimônio financeiro;
(vi) Empreendedor por Necessidade – é o empreendedor que cria seu próprio
negócio porque não tem alternativa. Pois, geralmente, não tem acesso ao
mercado de trabalho ou foi demitido e não lhe resta outra opção a não ser
trabalhar por conta própria. Se envolve em negócios informais,
desenvolvendo tarefas simples, prestando serviços e conseguindo como
resultado pouco retorno financeiro. Suas iniciativas empreendedoras são
simples e pouco inovadoras;
(vii) O Empreendedor Herdeiro (Sucessão Familiar) – tipo de empreendedor que
recebe logo cedo a missão de multiplicar o patrimônio recebido ao levar à
frente o legado de sua família. Aprende a arte de empreender com
exemplos da família, e geralmente segue seus passos. Alguns têm senso
de independência e desejo de inovar, de mudar as regras do jogo. Outros
são conservadores e preferem não mexer no que tem dado certo. Esses
extremos, na verdade, mostram que existem variações no perfil desse tipo
de empreendedor;
(viii) O “Normal” (Planejado) – é o empreendedor que busca minimizar riscos,
não se preocupando com os próximos passos do negócio, porque tem uma
visão de futuro clara e trabalha em função de metas. É considerado “normal”
e mais completo do ponto de vista da definição de empreendedor, por ser o
que se espera de um empreendedor, mas que ainda não representa uma
quantidade considerável de empreendedores.
31

1.2.3. Motivos para empreender

O conceito de empreendedor adotado na pesquisa, como mencionado


anteriormente, remete ao empreendedor que abre seu próprio negócio, uma empresa.
A questão que se pretende abordar nesse tópico diz respeito às razões ou motivos
que levam alguém a começar um empreendimento. Pois, como afirma Filho (2012,
p.16) “são sempre de foro íntimo, ou seja, dizem respeito exclusivamente a cada
indivíduo em particular”.

Para Dornelas (2001, p. 39)

A decisão de tornar-se empreendedor pode ocorrer aparentemente por acaso


[...]. Na verdade, essa decisão ocorre devido a fatores externos, ambientais
e sociais, a aptidões pessoais ou a um somatório de todos esses fatores, que
são críticos para o surgimento e o crescimento de uma nova empresa. O
processo empreendedor inicia-se quando um evento gerador desses fatores
possibilita o início de um novo negócio.

A GEM (2017) prega em sua pesquisa que só há dois motivos: por necessidade
ou oportunidade. No entanto, Chiavenato (2007) apresenta as seguintes razões que
levam as pessoas a se engajarem na abertura de negócios:

(i) Forte desejo de ser seu próprio patrão, de ter independência e não receber
ordens dos outros, fundamentando-se apenas em seu talento pessoal. A
isso se dá o nome de espírito empreendedor;
(ii) Oportunidade de trabalhar naquilo que gosta, em vez de trabalhar como
subalterno apenas para ter segurança de um salário mensal e férias a cada
ano;
(iii) Sentimento de que pode desenvolver a sua própria iniciativa sem o guarda-
chuva do patrão;
(iv) Desejo pessoal de reconhecimento e prestígio;
(v) Impulso para acumular riqueza e oportunidade de ganhar mais que quando
era simples empregado;
(vi) Descoberta de uma oportunidade que outros ignoraram ou subestimaram;
(vii) Desafio de aplicar recursos próprios e habilidades pessoais em um
ambiente desconhecido.

Bernardi (2003, apud FILHO 2012), por sua vez, destaca os seguintes motivos
para abertura de um negócio:
32

(i) Necessidade de realização, derivado da necessidade que o indivíduo tem


para realizar-se como pessoa e como profissional, assumindo o controle da
situação implementando suas ideias sem nenhum impedimento externo;
(ii) Implementação de ideias, por motivos de que a pessoa não tem a
oportunidade de colocar em prática suas ideias em uma organização,
fazendo com que ela decida abrir seu próprio negócio para ter liberdade;
(iii) Fuga da rotina profissional, quando um indivíduo não suporta mais fazer
sempre a mesma coisa, por mais importante que seja para a organização
e, para livrar-se da rotina organizacional, abre seu próprio negócio;
(iv) Maiores responsabilidades e riscos, destinados àqueles que querem
assumir maiores responsabilidades e de correr riscos profissionais. Estes,
antes de iniciarem seus negócios, calculam os riscos inerentes a essa ação;
(v) Maiores ganhos, visam obterem ganhos maiores do que os obtidos como
empregados. Essa não é uma verdade absoluta, tendo em vista os estágios
iniciais de um negócio e os investimentos e reinvestimentos no mesmo;
(vi) Status, movido pela obtenção de prestígios junto aos grupos sociais dos
quais a pessoa participa, entretanto, esse motivo não garante sucesso ao
empreendimento;
(vii) Necessidade, devido à falta de uma oportunidade de emprego. Esse
fenômeno é comumente percebido em crises econômicas;
(viii) Vocações, por existirem indivíduos que apresentam vocação para exercer
determinado tipo de trabalho e, como consequência, não se sentem muito
à vontade recebendo ordens em uma organização que não lhes oportuniza
a realização daquele trabalho; e
(ix) Pressões familiares, em que às vezes uma pessoa passa por momentos em
que seu rendimento não é compatível com o padrão de gastos familiares e
o mesmo começa a ser pressionado pela família para buscar maiores
ganhos.

Assim, diante de todo esse panorama a respeito do perfil empreendedor, pode-


se constatar que não há um perfil holístico, universal. Contudo, cabe aqui afirmar que
as diferenças entre os empreendedores se somam e contribuem para diversas
transformações na sociedade, seja do ponto de vista social, econômico, político,
educacional, etc.
33

1.3. EMPREENDEDORISMO FEMININO

Na sociedade do Antigo Regime e na maioria das sociedades agrárias, o núcleo


familiar reunia cerca de três ou quatro gerações constituindo um autêntico núcleo de
produção, onde tarefas correspondentes a reprodução da força de trabalho, como a
limpeza doméstica, preparação de alimentos, etc., eram destinadas à mulher.
Entretanto, a Revolução Industrial começou a romper esse esquema, visto que, a
priori, a tarefa agrária deixava de ser fundamental, como também as mulheres e
crianças passaram a ser solicitadas como mão de obra industrial (TEMÁTICA BARSA,
2006, v.1).

Esse fato representou um marco importante para a inserção das mulheres no


mercado de trabalho e, somado com eventos no curso da história da humanidade,
como a Revolução Russa (1917) e a Grande Depressão (1929), fortaleceram
significativamente a luta feminina pelos seus direitos e pela maior visibilidade e
participação na sociedade. Todavia, o evento mais significativo foi a II Guerra Mundial,
em que os países envolvidos necessitaram de uma mobilização da força de trabalho
feminina (GOMES, 2005).

Desde a II guerra mundial, houve um afluxo crescente de mulheres nos


mercados de trabalho ocidental, motivado em parte pela necessidade que
sentem por autossuficiência e independência financeira. Outros fatores
incluem a insuficiência de um salário para atender às necessidades
financeiras de muitas famílias de classe média, uma crescente taxa de
divórcio e um número crescente de mulheres como chefes de famílias. Além
disso, mudança de valores e atitudes em relação ao trabalho remunerado
também incentiva algumas mulheres financeiramente seguras para buscar a
autorrealização fora de casa (COUGHLIN; THOMAS, 2002, p. 4, tradução
nossa1).

Dessa forma, tendo em vista o contexto mencionado e face às transformações


políticas, sociais e econômicas que vem sendo cada vez mais aceleradas, é
perceptível mudanças no mercado de trabalho e no ambiente de negócios no mundo
inteiro. Revela-se, então, a metamorfose atual em todos os setores da economia: o
aumento da participação feminina. Isso demonstra um movimento diverso do que era

1
Since World War II, there has been a growing influx of women into western labor markets, motivated
in part by the need they feel for financial independence and self-sufficiency. Other factors include the
inadequacy of one paycheck today to meet the financial needs of many middle-class families, a growing
divorce rate, and an increasing number of women as heads of households. Moreover, changing values
and attitudes toward paid work also encourage some financially secure women to seek self-realization
outside the home.
34

tradicionalmente visto na sociedade, envolvendo transformações nas relações


familiares, nas expectativas de vida pessoal, nas demandas por serviços públicos,
dentre outros. E o mais interessante a se notar da figura feminina no mercado de
trabalho: além de condição de empregada, ela também é empregadora (GOMES,
2005).

Coughlin e Thomas (2002, p.12, tradução nossa2) argumentam que “a história


do papel social da mulher sempre foi cheia de restrições, mas agora pode ser
traduzido em oportunidades – que é precisamente o que muitas mulheres estão
fazendo”. Chances estas que estão sendo percebidas na atividade empreendedora,
isto é, na abertura de um próprio negócio.

Assim, a inserção das mulheres no mercado, enquanto empresárias que


pudessem trabalhar por conta própria, foi possibilitada por dois fatores, como Carreira,
Ajamil e Moreira (2001 apud GOMES, 2005) apontam: o primeiro deles foi devido ao
crescimento considerável do setor de serviços, incentivando-as a se lançarem nos
negócios como pequenas empresas para explorar as oportunidades do setor, como
por exemplo, de escolas, lavanderias, entre outros. O segundo fator foi a terceirização,
ampliando o batalhão de mulheres atuando em microempreendimentos.

A partir disso, Amorim e Batista (2012) argumentam que, diante da evolução


dos tempos, fica mais evidente que há mudanças nas demandas das mulheres,
principalmente no que tange na atitude em empreender. Uma dessas razões é a
necessidade financeira que, segundo eles, é o grande impulsionador do
empreendedorismo feminino. Isto é devido, muitas vezes, pela falta de vaga de
empregos formais, o que as leva a buscar uma alternativa de trabalho através do
empreendedorismo, seja como forma de complementar a renda, seja na realização
profissional.

Já Santos, Campos e Dornelas (2017), através de um levantamento


bibliográfico, apontam como principais razões para as mulheres empreenderem: a
autorrealização, a satisfação das necessidades financeiras, a satisfação pessoal e o
fator denominado “teto de vidro”, termo este designado para descrever uma barreira
que dificulta mulheres a chegarem à área executiva. Chiavenato (2007, p. 11) indica

2 the history of women’s social role has always been full of constraints, but it could now be translated
into opportunities – which is precisely what many women are doing.
35

também o caso das “refugiadas feministas: mulheres que sentem discriminações ou


restrições em uma empresa e preferem iniciar um negócio que possam dirigir
independentemente dos outros”.

Embora as razões acima mencionadas não sejam divergentes do que já foi


exposto no item 1.2.3, excetuando o “teto de vidro” e as refugiadas feministas, pode-
se inferir que as características dos empreendedores independem do gênero.
Contudo, há muito a ser feito e conquistado pelo público feminino, como os fatores
que foram excluídos da proposição anterior (“teto de vidro” e refugiadas feministas),
estes e outros referem-se à algumas das barreiras contundentes ao referido gênero.

1.3.1. Dificuldades das empreendedoras

O ato de empreender, por si só, já é desafiador e independe de gênero.


Entretanto, existem alguns aspectos de cunho sexista em que as mulheres confrontam
ao se introduzirem no ramo do empreendedorismo. Isso dificulta tanto o processo
empreendedor para elas quanto a maior notoriedade de seus esforços no
desenvolvimento de suas vidas e da economia.

A Endeavor Brasil (2016) destacou alguns entraves que atingem as mulheres


em seus negócios: investimento desigual, desestímulo no ramo empresarial,
educação distinta e sexismo. Algumas mulheres não conseguem ajuda financeira da
mesma forma que os homens, impedindo que suas empresas tenham alto impacto no
mercado. Muitas são desestimuladas ao longo do tempo nas organizações em que
trabalham, devido à falta de reconhecimento de suas qualidades. No que tange a
educação, uma análise a nível mundial mostra que 62 milhões de mulheres são
privadas do seu direito de estudo, acarretando no não desenvolvimento de suas
habilidades, como também em suas relações sociais. E o sexismo, isto é, a
discriminação nos estereótipos de gênero, fator que permeia desde a entrada da
mulher no mercado de trabalho até o momento que deseja abrir seu próprio negócio.

Santos, Campos e Dornelas (2017) além de destacarem as motivações das


mulheres em serem empreendedoras, como exposto anteriormente, também
apontaram os empecilhos que as mesmas encontram, destacando: dificuldade de
acesso ao crédito, menos experiências em papéis administrativos, falta de recursos
36

adequados, infraestruturas deficientes com baixa capacidade de funcionamento, falta


de apoio devidamente coordenado, dificuldade de autoconceito e aceitação, falta de
suporte, dificuldade de conciliar trabalho e família, ausência de modelos de referência
e a multiplicidade de papéis exercidos, isto é, a tentativa de conciliação entre trabalho
e família que, muitas vezes é fruto de conflitos.

Contudo, apesar das barreiras que as mulheres se deparam, seja como


empregadas ou empregadoras, as mesmas encontram motivação para o trabalho fora
do lar e isso tem-se constituído como uma das mais notáveis características da mulher
moderna. Portanto, mesmo que ainda existam resíduos de discriminação presentes
na sociedade e por mais fortes que as restrições que elas encontram sejam presentes,
tem parecido impossível a reversão das mudanças desencadeadas nas últimas
décadas (GOMES, 2005).

1.3.2. Perfil da mulher empreendedora

O conjunto de revoluções pela emancipação das mulheres – sufrágio, controle


de natalidade e educação – forneceu-lhes as ferramentas de que qualquer pessoa
precisa para melhorar sua sorte: independência, conhecimentos e capacidade de
trabalhar. Os desafios aos quais até então continuam é: o progresso de suas ações,
a identificação do que ainda as mantém impedidas e a preparação completa da
igualdade econômica. Além disso, a luta à frente é pessoal, interna: compreender o
que significa para cada uma e para a sociedade o recém-descoberto poder econômico
feminino e descobrir como querem usá-lo (DYCHTWALD; LARSON, 2011).

Esse ponto relaciona-se ao perfil que as mulheres apresentam hoje que é,


indubitavelmente, diferente em relação ao passado. Porque, além de terem
conquistado o seu espaço nos mais diversos setores da sociedade, garantiram a
possibilidade de trabalhar e competir com o homem, como também cumprirem
diversas funções dentro e fora do lar.

Oliveira e Neto (2008) dizem que a literatura sugere a existência de variáveis,


como gênero e idade, que interferem na relação de conciliação das necessidades
femininas e que, consequentemente, definem as estratégias específicas e individuais
das diferentes mulheres. E o interessante a se observar é que, dentre estratégias
37

genéricas existentes, o auto-emprego se destaca por proporcionar maior controle ao


seu tempo e ao seu futuro profissional. Além disso, ao fazerem um levantamento
relativo ao perfil de mulheres empreendedoras, destacaram os seguintes pontos:

a) A faixa etária predominante está entre 35 a 50 anos de idade;


b) A maioria das empreendedoras é casada e têm filhos;
c) Essas mulheres apresentam um elevado nível de educação formal;
d) Atuam geralmente em pequenos negócios;
e) Iniciam as empresas com baixo capital social; e
f) Encontram nas associações de mulheres empresárias uma fonte
importante de apoio e informações para as empresas (OLIVEIRA; NETO,
2008, p. 3).

Contudo, mesmo tendo apresentado esses itens, Oliveira e Neto (2008, p. 3)


explicam que “ainda que esses pontos sejam comuns, não se pode afirmar que as
empreendedoras representam um grupo homogêneo”.

Outra discussão interessante a respeito do perfil das empreendedoras diz


respeito às suas características peculiares do estilo gerencial, dentre eles pode-se
mencionar: o encorajamento dos outros, partilhar o poder e a informação, estimular,
valorizar e motivar seu grupo para o trabalho. Verifica-se, também, uma tendência a
objetivos claros, estrutura simples, busca de maiores informações através do estudo,
comportamento estratégico inovativo, estilos cooperativos de liderança e ênfase na
qualidade. Percebe-se aí que, de maneira geral, as mulheres possuem como
característica natural maior sensibilidade, maior empatia, comprometimento, vontade
de ajudar, entre outras. No entanto, essas características gerenciais não querem dizer
que o jeito feminino seja superior ou substituto ao do homem, pelo contrário, devem
ser complementares (GOMES, 2005; OLIVEIRA; NETO, 2008; AMORIM; BATISTA,
2012).

Nessa perspectiva, cabe mencionar que “a discussão sobre a diferenciação


entre as características femininas e as masculinas no ambiente de trabalho é alvo de
muito debate” (GOMES, 2005, p. 7).

Embora as características de empreendedores e empreendedoras


geralmente sejam muito semelhantes, as mulheres diferem em termos de
motivação habilidades empresariais e histórico profissional. Os fatores no
processo inicial de um negócio também são diferentes para homens e
mulheres, principalmente em áreas como sistemas de apoio, fontes de
recursos e problemas (HISRICH; PETERS; SHEPHERD, 2009, p. 86).

Com base na argumentação desses autores, o Quadro 3 mostra uma


comparação das características entre empreendedoras e empreendedores. Nele,
38

evidencia-se um panorama sobre aspectos relevantes entre ambos. Entretanto, pode-


se dizer que o mesmo aponta convergências com o que já foi mencionado em tópicos
anteriores.

Quadro 3 - Comparação entre empreendedores e empreendedoras


Características Empreendedores Empreendedoras
Motivação Realização – lutam para fazer as coisas Realização – conquista de uma
acontecerem; meta;
Independência pessoal – autoimagem Independência – fazer as coisas
relacionada ao status obtido por seu sozinhas.
desempenho na corporação não é
importante;
Satisfação no trabalho advinda do
desejo de estar no comando.
Ponto de Partida Insatisfação com o atual emprego; Frustração no emprego;
Atividades extras na faculdade, no Interesse e reconhecimento de
emprego atual ou progresso no emprego oportunidade na área;
atual; Mudança na situação pessoal.
Dispensa ou demissão;
Oportunidade de aquisição.
Fontes de fundos Bens e economias pessoas; Bens e economias pessoas;
Financiamento bancário; Empréstimos pessoais.
Investidores;
Empréstimos de amigos e familiares.
Histórico Experiência na área de trabalho; Experiência na área de negócios;
profissional Especialista reconhecido ou que obteve Experiência em gerência interme-
um alto nível de realização na área; diária ou administração;
Competente em uma série de funções Histórico ocupacional relacionado
empresariais. com o trabalho.
Características de Dá opiniões e é persuasivo; Flexível e tolerante;
personalidade Orientado para metas; Orientada para metas;
Inovador e idealista; Criativa e realista;
Alto nível de autoconfiança; Nível médio de autoconfiança;
Entusiasmado e enérgico; Entusiasmada e enérgica;
Tem que ser seu próprio patrão. Habilidade para lidar com o am-
biente social e econômico.
Histórico Idade no início do negócio: 25-35; Idade no início do negócio: 35-45;
Pai autônomo; Pai autônomo;
Educação superior – administração ou Educação superior - artes liberais;
área técnica (geralmente engenharia); Primogênita.
Primogênito.
Grupos de Apoio Amigos, profissionais conhecidos Amigos íntimos; Cônjuge; Família.
(advogados, contadores); Grupos profissionais femininos;
Associados ao negócio; Associações comerciais.
Cônjuge.
Tipo de negócios Indústria ou construção. Relacionados à prestação de
serviços – serviço educacional,
consultoria ou relações públicas.
Fonte: Hisrich, Peters e Shepherd (2009, p. 86).

Cabe mencionar que, embora se tenha apresentado um quadro comparativo


entre homens e mulheres empreendedores, não faz parte do objetivo do presente
trabalho realizar uma comparação entre ambos com base nos dados obtidos através
do questionário, posteriormente. O fato de ter sido abordado o assunto em questão é
39

devido a literatura existente acerca do empreendedorismo feminino que, mesmo ainda


escassa, quando faz menção às características delas, efetua uma comparação entre
ambos os sexos, em virtude da figura feminina estar ligada ao segmento casa-
trabalho-família.

Dito isso, retomando à discussão do contexto da mulher no âmbito


empreendedor e para finalizar, é evidente que o papel que a mesma vem realizando
no mundo é transformador. Seu engajamento traz uma série de benefícios não só
pessoais. Como Coughlin e Thomas (2002, p. 11, tradução nossa3) afirmam que “um
impulso particularmente inovador vem de mulheres. No passado, a industrialização
trouxe mais mulheres no mercado de trabalho, mas no ambiente econômico atual está
a emergir um novo papel para as mulheres”.

A importância das mulheres como empreendedoras para a sociedade gira em


torno da sua contribuição econômica, pois gera emprego para si e para
outros, na importância de seu comportamento em administrar a dupla jornada
como exemplo social e ainda o aumento da autonomia feminina, antigamente
julgado improvável e desnecessário (AMORIM; BATISTA, 2012, p. 7).

1.4. EMPREENDEDORISMO NO BRASIL

A atividade empreendedora no Brasil começou desde a sua colonização com a


chegada dos portugueses nos séculos XV e XVI, devido à expansão comercial da
Europa. Caldeira (2009, apud FATTURI, 2013) afirma que o empreendedor possuiu
uma relevância na época colonial, pois com as relações de troca de produtos e
serviços que aconteciam no mercado interno, pretendiam acumular riquezas e não
somente recursos de subsistência, sendo aquele mercado mais vigoroso que o
externo em consequência do comportamento do empreendedor.

Com o passar do tempo, já no século XIX, diante das mudanças ocorridas no


Brasil que apontavam uma modernização capitalista – apresentando um cenário onde
os capitais tinham sido liberados com o fim da importação de escravos, dando origem
à intensa atividade de negócios e especulação, surgimento de bancos, indústrias,
empresas de navegação a vapor, etc. – o empreendedor Irineu Evangelista de Sousa,
mais conhecido como o barão de Mauá, ganhou grande visibilidade pelas suas

3a particularly innovative impulse is coming from women. In the past, industrialization has brought more
women into the job market, but in the present economic environment a new role for women is emerging.
40

realizações (TEMÁTICA BARSA, 2006, v. 1). Dentre algumas destas, Torres e Born
(2015, p. 127-128) apontam:

(i) Irineu reuniu acionistas e criou um banco que, a pedido do governo, foi
nomeado de Banco do Brasil, em 1851;
(ii) Desenvolveu a Companhia de Navegação e Comércio do Amazonas;
(iii) Em 1852, fundou a Companhia de Navegação e Estrada de Ferro de
Petrópolis, sendo a primeira ferrovia brasileira; e
(iv) Deu início a Companhia de Iluminação a Gás do Rio de Janeiro.

Entretanto, mesmo com as performances empreendedoras desde o início de


sua história, Dornelas (2001) aponta que o empreendedorismo no Brasil só veio tomar
forma a partir da criação do SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e
Pequenas Empresas) e da SOFTEX (Sociedade Brasileira para Exportação de
Software), já em 1990. Instituições essas que se pautam no auxílio às Micro e
Pequenas Empresas (MPEs), visto que, como diz Grando (2012, p. 5), “discursar
sobre empreendedorismo no Brasil significa refletir a respeito de MPEs”.

Ainda segundo o autor, foi durante a década de 1980 que se deu importância
ao segmento das MPEs, pois diante da conjuntura econômica da época em que havia
redução do ritmo de crescimento econômico e aumento do nível de desemprego,
muitos indivíduos passaram a considerar a abertura de pequenos negócios como
alternativa para a ocupação de mão de obra, o que acarretou em várias iniciativas de
estímulo à abertura das mesmas na economia (GRANDO, 2012). Diante disso, o
Quadro 4 mostra os principais marcos históricos de estímulo ao empreendedorismo a
partir da década de 1980 no Brasil.

Destarte, como dito anteriormente, instituições foram criadas para dar suporte
aos empreendedores brasileiros a fim de muni-los de informações e conceder
oportunidades em seus negócios. O SEBRAE, como exemplo, atua com foco no
fortalecimento do empreendedorismo e na aceleração do processo de formalização
da economia através de parcerias com os setores públicos e privados, programas de
capacitação, acesso ao crédito coadjuvante às instituições financeiras, estímulo ao
associativismo, feiras, rodadas de negócios, palestras, dentre outras ações.
41
Quadro 4 - Principais marcos históricos de estímulo ao empreendedorismo a partir da década de
1980
Implantação do primeiro Estatuto da Microempresa (Lei n. 7.256, de 27 de novembro de
1984
1984).

Inclusão das micro e pequenas empresas na Constituição Federal de 1988, que proporcionou
1988
a garantia do tratamento diferenciado.

Criação do Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, em 1990,


a partir da transformação do Cebrae, Centro Brasileiro de Assistência Gerencial à Pequena
Empresa, que tinha sido implantado em 1972.

Criação de linhas especiais de crédito no BNDES, Caixa econômica Federal e Banco do


Brasil.

Criação de diversos programas especiais nos anos 1990, como o Programa de Geração de
1990 Emprego e Renda – PROGER, coordenado pelo Ministério do Trabalho e do Emprego e
financiado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT, que integra aspectos de
capacitação gerencial, assistência técnica, participação social e apoio creditício, fortalecendo
as micro e pequenas empresas formais e informais.

Programa Brasil Empreendedor, que proporcionou capacitação e apoio financeiro, além de


grande exposição na mídia, sensibilizando a população para a importância das MPEs e do
empreendedorismo (Fonte: IBGE, 2003).

Instituição do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das


1996 Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – SIMPLES, por meio da Lei n. 9.317, de 5
de dezembro de 1996.

Implantação do Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, por meio da Lei


n. 9.841, de 5 de outubro de 1999.

1999 Estabelecimento do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte,


demonstrando a relevância das micro e pequenas empresas para a evolução da economia
nacional.

Aprovação da Lei Geral das Pequenas Empresas, em 14 de dezembro de 2006 (Lei


2006
Complementar n. 123/2006).

Fonte: Grando (2012, p. 19).

A SOFTEX, por sua vez, iniciou suas atividades visando portar empresas
brasileiras de software ao mercado externo por meio de ações que proporcionavam
ao empresário de informática a capacitação em gestão e tecnologia. Ademais, foi
através de seus programas que apoiam e estimulam o ensino do empreendedorismo
e criação de empresas, juntamente com incubadoras empresariais e universidades,
mais especificamente do curso de ciências da computação/informática, fomentando a
42

capacitação e destinando recursos financeiros, que o tema do empreendedorismo foi


despertado na sociedade brasileira (DORNELAS, 2001).

Contudo, mesmo com essas iniciativas de apoio e fomento ao


empreendedorismo, ainda falta muito a ser conquistado, porque existem percepções
negativas a respeito da economia de mercado, onde é considerado o local de encontro
de tubarões que engolem os peixes pequenos, isto é, o mais forte domina o mais
fraco, acarretando na diminuição do interesse e inserção no campo do
empreendedorismo por parte de, possivelmente, exímios empreendedores
(DOLABELA, 2008). Como também, fatores sócio-políticos-econômicos instáveis, que
não permitem garantir um processo sólido na construção de uma cultura
empreendedora.

Mas, a partir do discurso apresentado, é o momento em que nasce ou renasce


um empreendedor, pois este “é um exímio articulador de recursos para transformar
visões em realidade. Esse conceito extrapola o universo do negócio próprio e pode
ser aplicado a diversas situações na vida, tanto em aspectos pessoais quanto
profissionais” (GRANDO, 2012, p. 15). Haja vista que “ele é a energia da economia, a
alavanca de recursos, o impulso de talentos, a dinâmica de ideias, [...] fareja as
oportunidades e precisa ser muito rápido, aproveitando as oportunidades fortuitas,
antes que outros aventureiros o façam” (CHIAVENATO, 2007, p. 3).

1.4.1. Aspectos recentes

A Global Entrepreneurship Monitor (GEM) é um consórcio internacional que


realiza a mais abrangente pesquisa anual sobre o empreendedorismo no mundo. Ela
começou a expor seus dados em 1999 mostrando a atividade empreendedora no
mundo e a importância desse fenômeno no desenvolvimento social e econômico. Ao
longo dos anos, vários países foram se adentrando em sua pesquisa e hoje a GEM
atinge uma marca de 65 países, dentre eles o Brasil (GEM, 2017).

A GEM (2017) explica que as suas medidas estatísticas são frutos de


informações valiosas acerca da atividade empreendedora em geral, isto é, sobre a
descrição das características dos empreendedores (de 18 a 64 anos), dos
43

empreendimentos, da percepção de especialistas e do empreendedor no contexto


social. A partir disso, o SEBRAE (2017a) explana que a Taxa de Empreendedores
Iniciais (TEA4) é a principal variável do estudo. Ela indica aqueles que iniciaram, nos
últimos 12 meses, alguma ação para abertura de um negócio próprio ou aos que já
possuem um negócio próprio com até 3,5 anos de operação. Outra taxa é a que indica
aqueles que possuem um negócio com mais de 42 meses de operação, denominada
de Taxa de Empreendedores Estabelecidos (TEE). A soma dessas duas taxas resulta
na Taxa Total de Empreendedores (TTE).

A partir dessa explicação, segundo o relatório GEM (2017), o Brasil demonstrou


evolução nas taxas de empreendedorismo no período 2002-2016, como exibe o
Gráfico 1, indicando uma tendência no aumento da TTE, mais notadamente entre o
período de 2005 a 2010, onde saiu de 21% para 32%. Pode-se perceber também que
foi no ano de 2015 que o Brasil atingiu a maior TTE da série em análise, alcançando
seus 39%.

Gráfico 1 - Taxas (%) de empreendedorismo segundo estágio do empreendimento TEA, TEE, TTE
– Brasil – 2002:2016

45
39
PERCENTUAL DA POPULAÇÃO ADULTA

40 36
34
35 32 32
30
30 26 27 27
(18 A 64 ANOS)

23 23 22
25 21 20 21 21 20
18 17 18
20 15 15 15 15
14 13 14 13
15 11 12 19
17 17
10 15 15 15
12 12 12 12
5 10 10 10
8 8
0
2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Empreendedores Iniciais Empreendedores Estabelecidos Total de Empreendedores

Fonte: GEM (2017, p.26)

Entretanto, no ano de 2016 o TTE decresceu 3,0 pp (pontos percentuais),


obtendo 36%. Isso é decorrente tanto da queda da TEE de 2015 para 2016 em 2,0
pp, quanto da TEA em 1,0 pp em 2016, cerca de 20%. O que contribuiu para esses

4
Do inglês Total Early-Stage Entrepreneurial Activity.
44

resultados foi a mudança no cenário da economia brasileira, que teve início em 2014
e permaneceu em 2015. Pois, com o arrefecimento da economia do país nesses três
anos, houve o engendramento de um período recessivo que começou com a crise nos
mercados internacionais e tornou-se mais grave com a continuada queda do preço
das commodities e, especialmente, com a crise (GEM, 2017).

Por outro lado, mesmo com a atividade econômica nacional decrescendo, a


GEM (2017) explica que, diante da série em análise, é notável a consolidação do
empreendedorismo como alternativa ao emprego formal, bem como sua crescente
importância para a manutenção do nível de atividade econômica no Brasil, visto que
a atividade de empreender correlaciona-se diretamente ao PIB e ao contexto
socioeconômico.

1.5. EMPREENDEDORISMO EM ARACAJU/SE

Aracaju é Município e Capital do Estado de Sergipe. Ela está inserida na


mesorregião do Leste Sergipano possuindo, ao longo de sua extensão geográfica,
uma ampla faixa litorânea com quase 35 km de orla (ARAÚJO et al, 2006). Esse
aspecto contribui para o fomento de seu turismo, pois há qualificadas redes de hotéis,
bares e restaurantes.

Além dessa atividade econômica, a cidade possui uma economia voltada aos
setores primário e terciário, sendo que este corresponde a 55% do seu PIB, e 40% do
PIB estadual. Ademais, com uma população estimada em 2017 de 650.106 pessoas
pelo IBGE, Aracaju detém 54% dos empregos formais e 48% dos estabelecimentos
empresariais de Sergipe (PREFEITURA DE ARACAJU; 2018a; 2018b).

Esses dados revelam que o Município é atrativo para um indivíduo desenvolver


suas habilidades empreendedoras. Assim, a Endeavor Brasil (2017) divulgou uma
análise abrangente com o objetivo de expor o ecossistema local de
45

empreendedorismo em algumas cidades5 no Brasil, sendo Aracaju uma dessas


consagradas.

O estudo em questão é denominado de Índice de Cidades Empreendedoras


(ICE) e subsidia ações que promovam condições “mais propícias para o
desenvolvimento de empresas e mostrar como ainda podem evoluir” (ENDEAVOR
BRASIL, 2017, p. 13). Adotando para isso, indicadores pertinentes à abertura de
empresas divididas em sete pilares, como a Endeavor Brasil (2017) apresenta:

(i) Ambiente Regulatório – trata dos trâmites pertinentes à abertura de um


negócio. Faz análise de indicadores divididos em três grupos: tempo de
processo, aponta os tempos gastos para regularizar a empresa; custos dos
impostos, em que se avalia os custos tributários (ICMS, IPTU e ISS) e os
incentivos fiscais, como descontos ou isenções; e complexidade tributária,
onde se avalia as dificuldades para pagamento dos impostos;
(ii) Infraestrutura – aponta o conjunto de fatores urbanos que influenciam
positivamente a propensão e a capacidade para instalação de novas
empresas. Os indicadores foram separados em dois grupos: transporte
interurbano, mede a extensão da cidade e avalia sua conexão com as
demais cidades do estudo; e as condições urbanas, em que mede a
estrutura da cidade em termos de acesso à internet rápida, custo médio de
energia, preço médio do metro quadrado e qualidade de vida;
(iii) Mercado – mostra a propensão relacionada às expectativas sobre o poder
de compra da população residente, que gera um aquecimento do mercado
e aumenta os níveis de desenvolvimento econômico, além de atrair à
abertura de empresas. Esse pilar engloba dois grupos. O primeiro é o
desenvolvimento econômico, em que mede o mercado através do PIB total
e seu crescimento, e do alcance ao mercado externo. E o segundo trata
dos clientes potenciais, o qual verifica a absorção de produtos e serviços
das empresas no mercado pelo poder de compra daqueles (empresas,
governos, consumidores finais);

5
Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Blumenau, Brasília, Campinas, Campo Grande, Caxias do Sul, Cuiabá, Curitiba,
Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Joinville, Londrina, Maceió, Manaus, Maringá, Natal, Porto
Alegre, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Salvador, São José dos Campos, São Luís, São Paulo, Sorocaba,
Teresina, Uberlândia e Vitória.
46

(iv) Acesso a Capital – caracteriza a disponibilidade de recursos financeiros às


empresas. Aponta dois meios: capital disponível via dívida, a qual é
realizada por bancos onde o empreendedor recebe crédito ao contrair uma
dívida, a ser quitada com a adição de juros; e capital de risco, onde se cria
fundos de investimentos pela venda de uma parte de um novo
empreendimento;
(v) Inovação – apresenta um panorama a respeito da inovação, da valorização
de elementos tecnológicos relevantes para sua ocorrência e suporte para
sua produção. Baseia-se em inputs, isto é, altos índices educacionais em
ciência e tecnologia, alta média em investimentos do BNDES e FINEP,
infraestrutura tecnológica elevada e maior propensão em contratos e
concessões. Como também outputs, o que engloba empresas com
patentes de software e maior número de empresas de economia criativa;
(vi) Capital Humano – revela a qualidade educacional formal da mão de obra,
imprescindível para aumentar o potencial de um empreendimento. Engloba
dois grupos: mão de obra básica, com base nas características dos ensinos
fundamental, médio e técnico e dos índices do IDEB e do ENEM. O outro
é a mão de obra qualificada, que se mede a faixa mais escolarizada da
população;
(vii) Cultura Empreendedora – refere-se a um conjunto de aspectos sociais,
econômicos, educacionais, financeiros e de consumo que transcorrem o
tempo e gera fortes vantagens aos empreendimentos de uma comunidade.
Esse pilar abrange o potencial da população para empreender com alto
impacto. Corresponde à visão de oportunidade, criatividade e grandes
sonhos dos indivíduos. Bem como a imagem do empreendedorismo nas
cidades, compondo a percepção dos cidadãos a respeito do
relacionamento entre eles com empresas e empreendedores.

Tendo em vista os indicadores apresentados, a Tabela 1 elenca a posição de


Aracaju correspondente a cada pilar no ranking da amostra no ano de 2017.
47

Tabela 1 - Ranking de Aracaju nos pilares do ICE 2017

Ambiente Regulatório 6º

Infraestrutura 23º

Mercado 26º

Acesso a Capital 16º

Inovação 18º

Capital Humano 25º

Cultura 8º
Fonte: adaptado de Endeavor Brasil (2017, p. 79).

Diante desse levantamento, a cidade de Aracaju se mostra apta para o


empreendedorismo, despertando o espírito empreendedor de seus cidadãos. O que
garantirá um maior aquecimento econômico e, por sua vez, maior qualidade social.
48

CAPÍTULO 2 – O MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL

O programa do Microempreendedor Individual (MEI) contribui para que um


indivíduo se formalize e adquira vantagens para alavancar seu negócio, além de
contribuir para a economia. Assim, o objetivo desse capítulo consiste em caracterizá-
lo de forma concisa, tendo em vista o foco do presente trabalho.

Para isso, o capítulo 2 está dividido em seis seções. Na primeira seção é


apresentado o indício do MEI sob a perspectiva de empresa. Feito isso, o segundo
item caracteriza a figura jurídica do MEI, apontando os critérios para se enquadrar
nessa categoria. Em seguida, o processo para a formalização é explicado, mostrando
sua facilidade. O quarto tópico refere-se às obrigações tributárias que o
microempresário se submete. Os benefícios concedidos ao MEI são tratados no quinto
tópico. E na última seção é feito um recorte seletivo do perfil do MEI no Brasil.

2.1. INDÍCIOS DO MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL

Tem sido muito frequente a percepção de que o potencial empreendedor é


capaz de ser desenvolvido na abertura de uma empresa. As MPEs se configuram
nesse contexto, devido as características que garantem esse potencial, a saber,
responsáveis pelas taxas crescentes de emprego, participação no PIB, estimulam a
competição e criam ou implementam inovações. Esses aspectos transformam uma
nação, oferecendo valores positivos para a coletividade e promovendo o crescimento
econômico (DUTRA, 2002; DOLABELA, 2008).

Dessa forma, o conceito de empresa, portanto, significa uma unidade de caráter


econômico (capital, trabalho e matérias-primas) que manifesta a atividade coletiva em
um conjunto de esforços harmônicos e na realização de um objetivo comum;
cumprindo uma finalidade dupla: criar riqueza para o país e fazer com que as pessoas
vivam nas melhores condições possíveis (TEMÁTICA BARSA, 2006, v. 2).

Entretanto, as empresas não são iguais e existem alguns critérios que auxiliam
na classificação das mesmas dentre três grandes grupos, como Dutra (2002, p. 63-
64) expõe:
49

a) Quantitativos – utilizam variáveis numéricas para caracterizar as


empresas. Os principais são: número de empregados; receita ou
faturamento anual; patrimônio líquido; capital social; ativo imobilizado;
valor positivo;
b) Qualitativo – não utilizam variáveis numéricas para parametrizar as
empresas. São análises organizacionais ou ambientais interpretativas, e
algumas aplicações podem ser subjetivas. Os mais comuns são: usam
trabalho próprio ou de familiares; não possuem administração
especializada; não pertencem a grupos financeiros; não têm produção
em escala; apresentam condições peculiares de atividades reveladoras
de exiguidade de negócio; são organização rudimentar; apresentam
menor complexidade do equipamento produtivo causando baixa relação
investimento em mão de obra; organização receptora da mão de obra
liberada do setor rural; são campo de treinamento de mão de obra
especializada e formação do empresário;
c) Mistos – mescla os dois critérios anteriores.

Ainda segundo Dutra (2002, p. 64), os critérios acima elencados “são muito
importantes para as políticas governamentais, as pesquisas e a prática empresarial”.

Assim, sob esse ponto de vista, tem-se dado relevância à problemática do


empreendedorismo de pequena escala, sobretudo àqueles informais, os quais
exercem atividades econômicas à margem da lei, destituídos de segurança ou
regulamentação pública e caracterizados pela ausência de relações contratuais. E,
visando proporcionar-lhes direitos enquanto cidadãos, resgatando sua cidadania e
retirando-os da informalidade, criou-se o Microempreendedor Individual (MEI)
(HESPANHA, 2010; OLIVEIRA, 2013).

Fruto do debate realizado e da luta dos pequenos empreendedores, em


dezembro de 2006, o Governo editou a Lei nº 9.317, que “institui o Sistema
Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e
das Empresas de Pequeno Porte – SIMPLES”, que, após sucessivas
alterações, foi revogada em julho de 2007, em função da publicação da Lei
Complementar nº 123, de 14 dezembro de 2006 (Super Simples). Ainda em
2002, a Lei nº 10.406 (Código Civil) já previa a figura do “empresário
individual”.
O Congresso Nacional aprovou e o [então] presidente Luís Inácio “Lula” da
Silva sancionou, em dezembro de 2008, a Lei Complementar nº 128/08,
alterando novamente a lei que trata das microempresas e empresas de
pequeno porte comercial e, dentre outras definições, detalha as obrigações,
direitos e deveres do Microempreendedor Individual (MEI), cujas normas e
procedimentos só vieram a vigorar a partir de 1º de julho de 2009 (CÂMARA
DOS DEPUTADOS, 2010, p. 11).

Dessa maneira, “ao proporcionar a legalização de pequenos empresários


informais, o governo trabalha com o sonho do pequeno empreendedor, e fornecer
condições para que tais empresas sejam sustentáveis em longo prazo é fundamental”
(BEHLING et al, 2015, p. 70).
50

2.2. A CONFIGURAÇÃO DO MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL

A Lei Complementar (LC) nº 128, de 19 dezembro de 2008, possibilitou a


criação do formato de empresa denominado Microempreendedor Individual, onde “foi
concebida no cerne de uma política pública de inclusão à formalidade de milhares de
autônomos e microempreendedores informais, que habitam principalmente o espaço
urbano brasileiro (OLIVEIRA, 2013, p. 33).

No entanto, ao longo de sua implantação e implementação, houveram uma


série de mudanças legislativas objetivando o aperfeiçoamento dos outros regimes já
criados, bem como aperfeiçoar o atendimento às Microempresas (MEs) e Empresas
de Pequeno Porte (EPPs). Assim, surge a LC nº 155, de 27 de outubro de 2016, em
que define o MEI no seu 1º parágrafo do Art. 18-A:

§ 1º Para os efeitos desta Lei Complementar, considera-se MEI o empresário


individual que se enquadre na definição do art. 966 da lei nº 10.406, de 10 de
janeiro de 2002 – Código Civil, ou o empreendedor que exerça as atividades
de industrialização, comercialização e prestação de serviços no âmbito rural,
que tenha auferido receita bruta, no ano-calendário anterior, de até R$
81.000,00 (oitenta e um mil reais), que seja optante pelo Simples Nacional e
que não esteja impedido de optar pela sistemática prevista neste artigo.

Isto posto, o MEI é uma modalidade de microempresa, por isso passa a ter um
Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Consequentemente, obtém
possibilidades e facilidades que outras empresas possuem, como na abertura de
conta bancária, concessões de crédito, contratos com órgão públicos e emissão de
notas fiscais.

Contudo, seguindo o discurso da LC nº 155/16, além do faturamento bruto


anual de R$ 81.000,00 (média mensal de R$ 6.750,00), existem outros critérios para
ser enquadrado como MEI, os quais são:

(i) Ser maior de 18 anos ou maior de 16 anos e menor de 18 anos legalmente


emancipada;
(ii) Não pode ter mais de um estabelecimento, nem abrir uma filial;
(iii) Não pode participar de outra empresa como titular, sócio ou administrador;
(iv) Possuir um único empregado que receba exclusivamente um salário mínimo
ou o piso salarial da categoria profissional;
(v) Estar incluso nas atividades determinadas pelo Conselho Gestor do Simples
Nacional (CGSN) – Anexo C.
51

Com essas informações, cabe aqui ressaltar, que em caso do não atendimento
dessas exigências, o microempresário já formalizado será desenquadrado do MEI. Ou
seja, caso ele exceda o valor permitido anual, abra uma filial, mude de natureza
jurídica ou passe a atuar numa atividade econômica não permitida pelo CGSN, o
mesmo ou deixará de ser MEI ou será enquadrado em outra categoria de empresa.

2.3. O PROCESSO DE FORMALIZAÇÃO

Para se formalizar como Microempreendedor Individual não há custo algum,


basta acessar o sítio do Portal do Empreendedor6 tendo em mãos as documentações
necessárias: RG, CPF, comprovante de endereço completo com CEP residencial e
comercial, IRPF (caso tenha declarado) ou título de eleitor (caso não tenha declarado
o IRPF). Outra exigência que se faz é estar com um número de celular ativo, pois ao
finalizar o preenchimento dos campos solicitados, gerar-se-á um código de
autenticação para garantir que o solicitante da formalização é o próprio indivíduo.

Caso o empreendedor, ainda informal, possua alguma dificuldade em realizar


sua formalização, pode procurar ajuda de contadores ou de instituições, como o
SEBRAE, que vem desempenhando um papel significativo na divulgação do programa
do MEI. Bem como, e cabe aqui ressaltar devido a delimitação geográfica da pesquisa,
a Fundação Municipal de Formação para o Trabalho – FUNDAT, instituição essa que
dispõe um setor específico para o atendimento aos empreendedores, munindo-os de
informações e suportes para suas atividades.

Assim, após terminado o processo de preenchimento dos dados pessoais e


informado o código oferecido, o então MEI recebe o Certificado da Condição de
Microempreendedor Individual (CCMEI) no mesmo momento, declarando a ativação
de sua empresa. O CCMEI evidencia algumas informações do empresário, como os
números de inscrições no CNPJ e na Junta Comercial do seu Estado, o NIRE.

O inciso V do Art. 3º da resolução nº 26, de 8 de dezembro de 2011, do Comitê


para Gestão da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de

6
http://www.portaldoempreendedor.gov.br/
52

Empresas e Negócios – CGSIM, reforça a explicação do fácil processo de


formalização declarando que

V – deverá ser simples e rápido, de forma que o MEI possa efetuar seu
registro, alteração, baixa e legalização por meio do Portal do Empreendedor,
dispensando-se completamente o uso de formulários em papel e a oposição
de assinaturas autógrafas.

Logo, percebe-se a facilidade e a desburocratização na hora de garantir seus


direitos tornando-se um MEI, obtendo maior autonomia e motivação na alavancagem
de seus negócios. Pois vem sendo mais nítido que “o excesso de burocracia é um dos
grandes entraves para a formalização e a expansão das empresas, dificultando o
ambiente de negócios e comprometendo o desenvolvimento econômico e social do
país” (SCHWINGEL; RIZZA, 2013, p.47).

2.4. OBRIGAÇÕES

Ao se formalizar, o MEI é automaticamente inserido no programa do Simples


Nacional que “é um regime compartilhado de arrecadação, cobrança e fiscalização de
tributos aplicável às MEs e EPPs, previsto na LC nº 123/2006. Abrange a participação
de todos os entes federados (União, estados, distrito federal e municípios)”
(SCHWINGEL; RIZZA, 2013, p.50).

No entanto, em se tratando do MEI, ainda segundo a LC nº 123/2006, o mesmo


é isento dos tributos federais: IRPJ, IPI, CSLL, COFINS e PIS/PASEP. Ele é obrigado
a pagar os seguintes impostos: ICMS, caso seja contribuinte desse imposto, no valor
de R$ 1,00 e ISS, se for contribuinte do mesmo, no valor de R$ 5,00; se, por outro
lado, haja a acumulação desses recolhimentos por função do empreendedor, será
cobrado R$ 6,00, ou seja, a soma de ambos os impostos. Além disso, o MEI contribui
para o INSS e paga 5% do valor do salário mínimo vigente; o que implica que pode
ser ajustado. A arrecadação é feita através do Documento de Arrecadação do Simples
Nacional (DAS), o qual é emitido no próprio portal do empreendedor e engloba toda a
tributação referente a atividade do MEI.

No caso da contratação de um único empregado, além das obrigações


trabalhistas legais, caberá ao MEI, conforme o art. 18-C da LC nº 123/2006, parágrafo
primeiro menciona:
53

I - deverá reter e recolher a contribuição previdenciária relativa ao segurado


a seu serviço na forma da lei, observados prazo e condições estabelecidos
pelo CGSN;
II - é obrigado a prestar informações relativas ao segurado a seu serviço, na
forma estabelecida pelo CGSN; e
III - está sujeito ao recolhimento da contribuição de que trata o inciso VI
do caput do art. 13, calculada à alíquota de 3% (três por cento) sobre o salário
de contribuição previsto no caput, na forma e prazos estabelecidos pelo CGSN.

O MEI deve fazer sua Declaração Anual Simplificada (DASN-SIMEI), isto é,


declarar seu faturamento anual. Para isso é aconselhável que tenha um controle
contábil de seu negócio ou ter auxílio de um profissional, pois a cada ano, no período
de janeiro a maio, deve ser informado sua receita bruta total para a Receita Federal,
também no portal do empreendedor.

Ao longo dessa explanação acerca das exigências que um MEI possui, fica
evidente que é um programa bastante simplificado, sem muita burocracia e fornece o
suporte adequado para que uma pessoa se formalize e tenha amparo legal. Ademais,
além dessas obrigações que são favoráveis para o desenvolvimento de um negócio,
o MEI garante benefícios.

2.5. BENEFÍCIOS

Viu-se que a burocracia para a formalização de um MEI é bastante reduzida,


além de ser gratuita. Isso fornece benefícios e motivações para uma pessoa abrir seu
próprio negócio, agregando valores para uma comunidade, visto que contribui para a
economia, uma vez que gera emprego e renda. Como também, mesmo diante da
redução da carga tributária, o Governo pode auferir maiores contribuições para
conceder a sociedade os bens e direitos públicos.

Devido portar um CNPJ o MEI poderá ter acesso aos serviços bancários com
maiores vantagens, seja numa abertura de conta, seja em um financiamento.
Possibilitará também, participar de licitações públicas, emitir notas fiscais, trabalhar
com máquinas de cartão de crédito, maior acesso a mercadorias e participar de cursos
ofertados pelo SEBRAE, os quais são constantemente procurados pelos MEIs.

A cobertura previdenciária também é um fato, em consequência da contribuição


do INSS. Logo, é legitimado ao MEI aposentadoria por idade, auxílio doença,
54

aposentadoria por invalidez, salário-maternidade, dentre outros; levando-se em


consideração, porém, o tempo de contribuição.

Esses benefícios configuram num maior incentivo àqueles que estão na


informalidade e querem ter segurança e base legal para melhorarem suas vidas, tanto
pessoal quanto empresarial. Além disso, e como dito anteriormente, maiores
empreendimentos transformam a sociedade como um todo, contribuindo para um
maior crescimento e desenvolvimento econômicos.

2.6. O MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL NO BRASIL

Desde sua implantação o número de MEIs no Brasil vem aumentando


consideravelmente. Quem afirma isso é o SEBRAE (2017b), que revelou desde o
início do programa em 2009 até dezembro de 2016, um total de 6.649.896 (seis
milhões, seiscentos e quarenta e nove mil, oitocentos e noventa e seis) registrados –
a Figura 1 mostra a evolução. Sendo que a concentração desses está no Sudeste
(51,6%), posteriormente vem o Nordeste (19,1%), Sul (15,2%), Centro-Oeste (8,7%)
e Norte (5,4%).

Além disso, o Sebrae desenvolve análises sobre o perfil do MEI no Brasil. E no


relatório de 2017 contou com 10.328 (dez mil, trezentos e vinte e oito) entrevistados
para colaborar com sua pesquisa, que tem como intuito contribuir para a atuação dos
microempreendedores e entender os aspectos dos mesmos. Declarando, neste ponto,
que “é multifacetado, heterogêneo e está em mutação” (SEBRAE, 2017b, p.9).

Nesse sentido, referente aos setores econômicos, há uma aglomeração nos


campos do comércio (37,4%) e no de serviços (37,2%). Em sequência, aparece
indústria (15,3%), construção civil (9,5%) e agropecuária (0,6%). Ressalta-se, dentre
esses setores, as atividades mais praticadas: comércio varejista de vestuário e
acessórios (9,8%), cabelereiros (7,3%), obras e alvenaria (2,8%), lanchonetes e
similares (2,8%) (SEBRAE, 2017b).
55

Figura 1 - Total de microempreendedores individuais (acumulado) – dezembro de 2010 a


dezembro de 2016

Fonte: Sebrae (2017b, p. 15)

Quanto ao gênero, no registro de MEIs em todo o território nacional, 52,4% são


homens e 47,6% são mulheres. Entre os homens há a predominância nas atividades
de construção civil (93%) e na agropecuária (82%). Enquanto que as mulheres são a
maioria na indústria (55%), serviços (52%) e comércio (51%). Isto indica que o MEI
tem proporcionado uma maior inclusão do público feminino no empreendedorismo
(SEBRAE, 2017b).

A predominância da faixa etária do MEI se concentra entre 30 e 39 anos de


idade, correspondente a 33,1%, o que demonstra uma tendência ao envelhecimento
dos mesmos. A próxima faixa mais expressiva é a de 40 a 49 anos, com um percentual
de 23,7%; a terceira faixa com 18,0% são os de 50 a 64 anos e, por último, os de 25
a 29 anos, correspondendo a 14,3% dos MEIs (SEBRAE, 2017b).

Outro indicador essencial ao perfil do MEI é o grau de escolaridade. Nesse


quesito, a maioria (41%) tem o nível médio ou técnico completo. Seguindo a
distribuição por grau de escolaridade, tem-se: aqueles que não possuem instrução
formal representa 1%; 16% tem fundamental incompleto; 8% possuem fundamental
56

completo; outros 9,4% com médio ou técnico incompleto; os com ensino superior
incompleto correspondem a 9%; já 20% são os que têm ensino superior completo e
4% tem pós-graduação (SEBRAE, 2017b).

Sobre a situação anterior à formalização, 50% dos MEIs eram empregados


formais; 13% deles trabalhavam como empregado informal; 1% era desempregado;
6% dono de casa; 3% servidores públicos; 2% estudantes; 1% aposentado; outros 2%
empreendedores formais e 23% empreendedores informais (SEBRAE, 2017b).

No que tange o motivo para se formalizar, houveram diversas razões. Os


“benefícios do INSS” e “ter uma empresa formal” foram as respostas mais apuradas,
com 26% cada. A terceira mais citada foi “emissão de nota fiscal”, com 12%.Outras
respostas foram: 3% “possibilidade de crescer mais com empresa”; 3% “conseguir
empréstimo como empresa”; 2% “evitar problema com fiscalização/prefeitura”; 2%
“facilidade de abrir a empresa”; 2% “indicação/recomendação do meu empregador”;
2% “custo de se formalizar é muito barato/de graça”; 2% “possibilidade de vender para
outras empresas”; 1% “possibilidade de aceitar cartão de crédito/débito”; e 11%
“outros” (SEBRAE, 2017b).

Embora com esse recorte seletivo da análise do perfil do MEI, percebe-se que
essa figura jurídica abriu caminhos para um empreendedor crescer e se desenvolver.
Tanto é que ao serem questionados sobre perspectivas de crescimento, no sentido
de expandir o seu negócio ou migrar para outra classificação de empresa, o Sebrae
(2017b) apurou 52% “sim” e 48% “não”.
57

CAPÍTULO 3 – RESULTADOS E ANÁLISES

Após fundamentar este trabalho com a teoria acerca do empreendedorismo e


do Microempreendedor Individual, o presente capítulo discute os dados e resultados
obtidos a partir das informações coletadas através do site do portal do empreendedor
e do questionário aplicado juntamente com os MEIs que estavam em exercício, isto é,
em atividade econômica.

Este capítulo, portanto, é composto de cinco partes. A primeira delas consiste


na caracterização da amostra, divulgando o que se obteve no processo de aquisição
dos dados referentes ao questionário. As seções seguintes, por outro lado, tratam do
exame das questões presentes naquele, desenvolvendo os aspectos relacionados ao
perfil dos microempreendedores. Para tanto, dividiu-as em quatro eixos para tornar a
discussão mais coesa, expondo: características pessoais, formalização e motivação,
aspectos econômicos e perspectivas.

3.1. CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA

Tendo em vista que o questionário se trata de “um conjunto formal de perguntas


cujo objetivo é obter informações dos entrevistados” (MALHOTRA, 2012, p. 242),
optou-se por realiza-lo em material físico e presencialmente para dar maior confiança
aos participantes, devido ao fato de envolver questões pessoais que poderiam ser
desprezadas pelos mesmos, como também existir microempresários que ainda não
estão familiarizados com aparelhos eletrônicos e softwares digitais.

E, devido a extensão geográfica do Município de Aracaju, bem como o custo-


benefício do deslocamento para diferentes áreas com o intuito de aplica-lo, decidiu-se
visitar os MEIs nos seguintes lugares: mercados Antônio Franco, Thales Ferraz e
Albano Franco; feiras livres localizadas no bairro Centro; e estabelecimentos
comerciais nos bairros Atalaia, Augusto Franco, Farolândia e Siqueira Campos.
Contou, também, com a participação de alguns MEIs que foram até a FUNDAT em
busca de serviços.
58

Assim, mesmo com a resistência de participarem da pesquisa devido a falta de


tempo ou desinteresse em colaborar, conseguiu-se o total de 163 (cento e sessenta e
três) respostas de microempreendedores formalizados, em torno do mês de janeiro
do ano corrente.

3.2. CARACTERÍSTICAS PESSOAIS

A primeira questão a ser analisada refere-se ao gênero dos participantes.


Dessa forma, do total de MEIs entrevistados 39% eram do sexo masculino e 61% do
sexo feminino. Observa-se, então, que as mulheres são predominantes como MEIs
no município de Aracaju. Fato esse que contribui no entendimento de que a inserção
delas no mundo dos negócios está bastante acentuada, auxiliando também na
construção de uma imagem mais reconhecida e ativa na economia local.

Para corroborar com isso, o site do Portal do Empreendedor dispõe alguns


relatórios estatísticos sobre os MEIs que auxiliou significativamente a confirmação do
que foi apurado na pesquisa de campo. Segundo os dados extraídos em fevereiro de
2018, existem 17.944 registros de MEIs, onde 8.467 (47%) são homens e 9.477 (53%)
são mulheres do total do Município – Anexo D.

Gráfico 2 - Faixa etária dos entrevistados (em %)

35%

29%
30%
26%
25%

19% 18%
20%

15%

10% 7%

5%

0%
De 18 a 25 anos De 26 a 35 anos De 36 a 45 anos De 46 a 50 anos Acima de 50 anos

Fonte: Dados da pesquisa (2018)


59

O Gráfico 2 exibe a distribuição por faixa etária dos entrevistados. Nota-se que
há um público que reflete à pesquisa desenvolvida pelo Sebrae (2017b),
demonstrando uma tendência ao envelhecimento, pois 73% está acima de 35 anos.
Desses, 29% estão acima dos 50 anos de idade; 18% se situa entre 46 e 50 anos;
outros 26% representam os de 36 a 45 anos. Já 19% corresponde aos de 26 a 35
anos e 7% estão entre 18 e 25 anos.

Foi perguntado aos participantes qual era a cor/raça que eles se


autodenominavam. O intuito desse pedido foi para contribuir com a avaliação da
composição étnico-racial dos MEIs de Aracaju e examinar sua disparidade. Assim,
obteve-se os seguintes resultados: 98 pardos (60,12%); 44 brancos (26,99%); 16
negros (9,82%); 4 amarelos (2,45%); e 1 indígena (0,61%). Logo, percebe-se uma
maioria parda e poucos amarelos e indígenas (ver Gráfico 3). Essas informações
podem contribuir para políticas públicas de inclusão racial com destino a mitigar essa
desigualdade.

Gráfico 3 - Cor/Raça dos entrevistados (em %)

2,45%
0,61%

26,99% Branco
Negro
Pardo
Indígena
60,12% 9,82%
Amarelo

Fonte: Dados da pesquisa (2018)

Quanto ao nível de educação, a maioria dos entrevistados afirmaram possuir o


ensino médio ou técnico completo (40%) e nenhum deles disseram ser analfabetos,
como exibe o Gráfico 4. Os que não concluíram o ensino médio ou técnico,
representam 9%; 15% não terminaram o ensino fundamental, outros 11% têm o
60

ensino fundamental completo. Já os graus superior incompleto, superior completo e


pós-graduação equivalem a 8%, 13% e 4%, respectivamente.

Esses resultados, quando comparados com os obtidos pelo Sebrae (2017b) a


nível nacional, não são tão divergentes. Mas cabe ressaltar que, se somarmos as
proporções daqueles que deram continuidade aos estudos após terminado o ensino
médio, percebe-se que apenas 25% buscam uma qualificação para contribuir com o
crescimento pessoal e na alavancagem do seu negócio. Isso se torna relevante
porque serve de base para maiores ações em disseminar conhecimentos e
qualificações sobre como gerenciar seu negócio por instituições públicas, além do
Sebrae, por exemplo.

Gráfico 4 - Grau de escolaridade dos entrevistados (em %)

Pós-Graduação 4%

Superior Completo 13%

Superior Incompleto 8%

Médio ou Técnico Completo 40%

Médio ou Técnico Incompleto 9%

Fundamental Completo 11%

Fundamental Incompleto 15%

Analfabeto 0%

Fonte: Dados da pesquisa (2018)

3.3. FORMALIZAÇÃO E MOTIVAÇÃO

Quando questionados sobre como tiveram conhecimento a respeito do


programa do MEI, para verificar quais meios mais utilizados na divulgação do mesmo,
notou-se uma grande participação do Sebrae, pois 48% dos entrevistados
assinalaram esta opção.
61

A segunda alternativa evidente, como o Gráfico 5 mostra, foi “outro” com 30%.
Neste ponto, deixou-se um espaço para que o participante especificasse qual tinha
sido sua fonte de informação, e obteve-se, com as devidas proporções dentro dessa
categoria, as seguintes: contador 12,3%; amigos 8,7%; familiares 3,6%; propaganda
no comércio e universidade, ambas com 1,8%; associação de moradores, banco e por
um microempreendedor, 0,6% cada.

Seguindo o que é classificado no Gráfico 5, tem-se: através da televisão 15%;


pela internet 5%; e 2% nos jornais. Assim, à vista desses dados, é evidente que o
programa é amplamente divulgado, facilitando o conhecimento do mesmo para que
uma pessoa que ainda esteja informal, queira mudar de categoria empresarial ou outra
razão, se beneficie em se enquadrar como MEI.

Gráfico 5 - Meios de informação sobre o programa do Microempreendedor Individual (em %)

60%

50% 48%

40%

30%
30%

20%
15%

10%
5%
2%
0%
Através de Jornais Através da Através da Através do Outro
Televisão Internet SEBRAE

Fonte: Dados da pesquisa (2018)

Com relação à situação do MEI antes de se formalizar, a grande maioria (55%)


já possuía seu próprio negócio, embora informal, isto é, sem CNPJ. Por outro lado,
cerca de 2% já tinha uma empresa com CNPJ, mas resolveram mudar-se para aquela
categoria devido os benefícios que proporciona, como já foram vistos no capítulo
anterior.

Outra evidência foi que 25% das pessoas eram empregadas com carteira
assinada, e aquelas que trabalhavam sem carteira assinada correspondiam a 5%. As
62

outras alternativas foram: 6% estudantes; 3% desempregados; 2% dono(a) de casa;


1% servidor público e 1% aposentado.

Assim, percebe-se nesses casos, que os indivíduos abdicaram da situação que


se encontravam para assumir o controle sobre seu próprio empreendimento.
Demonstrando que as características intrínsecas dos empreendedores apresentadas
no segundo capítulo, a saber, proatividade, coragem em assumir riscos, resiliência,
dentre tantas outras, estão vinculados em seus espíritos e que, provavelmente, os
levarão a alcançar o sucesso.

À vista disso, questionou-os qual tinha sido a motivação que os impulsionaram


a abrir seu próprio negócio, tendo em vista que houve a possibilidade de se indicar
mais de uma alternativa. O Gráfico 6 evidencia os resultados.

Gráfico 6 - Motivação para abrir o próprio negócio (em %)

7% Autorrealização
16%
Desejo de independência
15%

Ganhar dinheiro

11% Oportunidade

36% Falta de
alternativa/Necessidade
15%
Outro

Fonte: Dados da pesquisa (2018)

Com a apuração dessas respostas fica claro que a decisão de se tornar um


empreendedor não se limita a uma oportunidade (11%) ou necessidade (15%). Cabe
mencionar que os participantes que marcaram a opção “oportunidade”, ao longo da
entrevista, relataram que tinham visto o momento certo de começar o próprio negócio
e não podiam deixar essa chance escapar, pois seria capaz de mudar
significativamente suas vidas e conseguir maiores retornos financeiros, maior
flexibilidade, etc.
63

Já os que mencionaram falta de alternativa/necessidade, foi devido à fatores


como desemprego, problemas financeiros familiares e baixa escolaridade que os
impossibilitaram de conquistar um emprego formal. Ademais, um dos entrevistados
disse que abriu seu empreendimento pela necessidade que tinha de mostrar seu
talento, pois o mesmo era impedido de inovar e mostrar suas habilidades no local
onde trabalhava.

Além daquelas escolhas, e a mais notável, foi “desejo de independência” com


37%, pois a vontade de ser seu próprio patrão está associada a um ícone que não se
submete a ordem de outras pessoas e se encontra num âmbito de maiores
possibilidades e ganhos, visto que os crescimentos empresarial e pessoal só
dependem da mesma.

Logo em seguida aparece “autorrealização” (16%) e “ganhar dinheiro” (15%).


Essas categorias foram marcadas como complemento das outras, mas não em sua
totalidade.

Já aqueles que selecionaram “outro” (7%) houve uma série de respostas.


Segundo eles, os motivos foram: aumentar a renda, conforto, dom em negociar, gosto
em trabalhar com vendas, herança, incentivo, influência, sucessão, sucesso, tradição,
vocação e, o que mais chamou atenção, exploração por ser mulher. Neste caso a
participante era do sexo feminino, se enquadrava na faixa etária de 46 a 50 anos,
branca e tinha pós-graduação. A mesma trabalhou por muito tempo em uma empresa
e recebia menos que os outros homens, os quais não possuíam seu grau de
escolaridade. Trabalhar muito, ganhar pouco e não lhe concederem oportunidade de
ascensão em sua carreira, foram os fatores determinantes para que ela se tornasse
proprietária de um empreendimento.

As informações levantadas na enquete, pertinentes aos motivos que levam os


empreendedores a abrirem seu próprio negócio, vai de acordo com o que foi discutido
ao longo do capítulo dois sobre o que a literatura do empreendedorismo prega.
Deixando evidente que as razões são exclusivas dos indivíduos, que não são apenas
por oportunidade e necessidade, e que as mulheres empreendedoras ainda se
deparam com a discriminação de cunho sexista nas organizações, mas mesmo assim,
encontram forças para lidar com essa situação e conquistarem seu espaço.
64

Seguindo na pesquisa, foi indagado aos participantes qual tinha sido a razão
para formalizarem-se como MEI. E nas respostas prevaleceram “direitos
previdenciários (INSS)” com 40% e “ter uma empresa formal” com 30%. Contudo,
mesmo os benefícios pessoais assegurados pelo INSS terem se mostrado como o
maior impulsionador para a formalização, quando somados os outros fatores, verifica-
se que os aspectos de ter um negócio legalizado são mais expressivos (60%), como
mostra as distribuições no Gráfico 7.
Gráfico 7 - Motivo para formalização no MEI (em %)

Ter uma empresa formal 30%

Direitos previdenciários (INSS) 40%

Possibilidade de emissão de nota fiscal 3%

Facilidades no acesso ao crédito e


8%
financiamentos
Baixa burocracia e facilidades na
4%
formalização
Redução dos impostos e redução nas
8%
obrigações acessórias exigidas

Outro 7%

Fonte: Dados da pesquisa (2018)

Os entrevistados que assinalaram “outro” (7%), argumentaram os seguintes


propósitos: comprar mais produtos para ter maior lucro, participar de eventos, possuir
funcionário legalizado, realizar cursos no Sebrae, ter maior segurança em seu
negócio, poder fazer declaração de imposto de renda e maiores oportunidades com
uma empresa.

Quando perguntados sobre o tempo de cadastrados na categoria MEI, a


maioria já estava enquadrado a mais de 2 anos, correspondendo a 70% dos
entrevistados. Os que estavam entre 6 meses e 1 ano, e entre 1 ano e 2 anos,
representam 10% cada. E apenas 9% tinham se cadastrados em menos de 6 meses.
65

3.4. ASPECTOS ECONÔMICOS

Esta seção começa falando sobre as atividades que os MEIs desempenham no


município de Aracaju. E, considerando os participantes da pesquisa, identificou-se que
a maioria se concentra no comércio com 71%, como demonstra o gráfico 8. Em
seguida estão serviços com 17% e indústria com 12%. Nenhum dos entrevistados
informaram alguma atividade ligada à agricultura, nem mesmo a área da construção
civil.

Ainda segundo esses resultados, percebeu-se que no setor do comércio as


vendas de produtos alimentícios e de vestuário foram as mais presentes. Já no de
serviços, houve maioria ligada ao ramo da beleza. E o setor da indústria, a
predominância foi do artesanato.

Gráfico 8 - Distribuição por grande setor econômico dos entrevistados (em %)

0% 0%

12%

Comércio
17% Serviços
Indústria
Construção Civil
Agropecuária
71%

Fonte: Dados da pesquisa (2018)

Contudo, houve a necessidade de acessar o relatório disponível no site do


portal do empreendedor para constatar se os resultados obtidos conferem com a
realidade – Anexo D. Pois os locais que os entrevistados foram abordados, como
descritos anteriormente, poderiam tornar a discussão sobre as atividades econômicas
dos mesmos tendenciosa. Logo, constatou-se que a maioria dos MEIs estão no setor
de serviços (46%), seguido por indústria (22%), comércio (21%), construção civil
(10%) e agricultura (1%).
66

Quanto às atividades mais marcantes nesses setores, não se diferem muito


com o que foi levantado na aplicação do questionário. Pois no setor do comércio
prevalece a venda de artigos de vestuários e acessórios, já no de serviços os
cabelereiros são maioria e na indústria o que predomina é a confecção de vestuário.
Ademais, descobriu-se que na construção civil a atividade mais marcante é a
instalação e manutenção elétrica, e na agricultura serviços de pulverização e controle
de pragas agrícolas ganha destaque.

Com relação a forma de atuação que os MEIs empreendem, a maioria afirmou


possuir um estabelecimento fixo, cerca de 61,5%. Outros 19% dos entrevistados
disseram utilizar a internet para seus trabalhos. Já 11,3% atuam de porta a porta,
posto móveis ou são ambulantes. Aqueles que exercem seu negócio em local fixo fora
da loja correspondem a 1,3% e os que usam máquinas automáticas apenas 0,4%. Os
que assinalaram a opção “outro” (6,5%) declararam exercer seu ofício através dos
correios, eventos ou por telefone.

Com a formalização no MEI, o empreendedor ganha vantagens para alavancar


seu negócio. Dentre elas, a emissão de nota fiscal, que desperta outras empresas em
querer comercializar seus produtos ou serviços com aquele, como também maiores
possibilidades de conseguir investimentos de grandes organizações. Outro fator é a
concessão de crédito bancário para, quiçá, ampliar seu capital físico com o intuito de
impactar positivamente na sua produtividade. E, a partir dessas oportunidades,
questionou-se aos entrevistados se, de alguma forma, obtiveram aumento em suas
vendas/serviços quando se tornaram microempresários individuais.

Ao apurar as respostas, 55% disse que “sim” e 45% indicou que “não”. Os que
responderam assertivamente alegaram o que foi exposto nos exemplos anteriores:
conseguiram maiores possibilidades de compra de mercadoria e em grandes
quantidades. Outro fator viável foi a aquisição de máquinas de cartão de crédito e
débito para não perderem suas vendas. Por outro lado, os que apontaram
negativamente, explicaram que não houve mudanças significativas em seu comércio.

Um outro aspecto econômico relevante, e que foi investigado, diz respeito ao


faturamento médio mensal que o MEI auferia. E dentre os 163 entrevistados, apenas
dois se recusaram a responder. Assim, cerca de 34,4% obtinha até R$ 1.500,00;
67

30,1% conseguia de R$ 1.501,00 a R$ 2.500,00; 14,4% ganhava de R$ 2.501,00 a


R$ 3.500,00; e 19,6% lucrava mais de R$ 3.500,00 (ver Gráfico 9).

Ao serem questionados a respeito do faturamento, observou-se que muitos


tinham dúvidas acerca do quanto arrecadavam no mês devido não possuírem um
controle financeiro-contábil do seu negócio. Isso demonstra um certo despreparo ou
desconhecimento sobre administração, e põe em dúvida a durabilidade do
empreendimento, podendo leva-lo à falência em um curto período de tempo.

Além disto, muitos entrevistados afirmaram que a recessão da economia


brasileira implicou, consideravelmente, na redução de seu lucro. Um deles
argumentou que estava trabalhando somente para pagar as contas da própria
empresa, já outro pregou que não estava conseguindo pagar suas dívidas. Fatos
estes que são preocupantes não só para os indivíduos, como também para a
economia, por diminuir ainda mais seu ritmo e afetar o PIB, aumentar a taxa de
desemprego, reduzir a poupança, que por sua vez afeta nos investimentos, dentre
tantas outras consequências prejudiciais.

Gráfico 9 - Faturamento médio mensal dos entrevistados (em %)

40,0%
34,4%
35,0%
30,1%
30,0%

25,0%
19,6%
20,0%
14,7%
15,0%

10,0%

5,0%

0,0%
Até R$ 1.500,00 De R$ 1.501,00 a R$ De R$ 2.501,00 a R$ Mais de R$ 3.500,00
2.500,00 3.500,00

Fonte: Dados da pesquisa (2018)

Mais uma observação a ser feita é sobre os que representam os 19,6%, ou


seja, àqueles que lucram mais de R$ 3.500,00. Sabe-se que um MEI pode faturar
anualmente até R$ 81 mil, tendo como média mensal R$ 6.750,00, caso eles excedam
68

o limite poderão ser desenquadrados nessa categoria e ir para outra, além de pagarem
multas por violarem a legislação. Embora sabendo dessa informação, os MEIs
permaneceram tranquilos sobre sua receita anual e alegaram que não excedia ou que
não haveria problema em migrar a categoria de sua empresa.

Além do seu faturamento, foi questionado aos MEIs se possuíam outras fontes
de renda. O Gráfico 10 elenca os resultados. Nele fica evidente que a maioria dos
participantes tem como principal fonte de renda o seu próprio negócio, onde 76,1%
afirmaram não possuir nenhuma outra. Seguindo a classificação, tem-se: 6,1%
recebem aposentadoria/pensão; 5,5% possui outro negócio por conta própria; 4,9%
têm imóveis alugados; 4,3% ganha assistência financeira de parentes/amigos; 2,5%
são empregados informais; outros 0,6% detém um emprego formal; e nenhum dos
entrevistados recebe Bolsa-Família.

Gráfico 10 - Outras fontes de renda dos entrevistados (em %)

Não possuo nenhuma outra

Possuo um emprego informal (sem carteira 76,1%


2,5%
assinada)

Possuo um emprego formal (com carteira assinada) 0,6%

Possuo outro negócio por conta própria 5,5%

Recebo aposentadoria/pensão 6,1%

Possuo imóvel (is) alugado(s) 4,9%

Recebo ajuda financeira de parentes/amigos 4,3%

Recebo Bolsa-Família 0,0%

Fonte: Dados da pesquisa (2018)

Questionados sobre a solicitação de crédito após formalizados, a grande


maioria dos MEIs afirmaram não ter procurado, cerca de 73,6%. Estes justificaram
que os pacotes e as tarifas concedidas pelos bancos não são atrativos para seus
negócios, por representarem um risco para os mesmos devido ao porte da empresa.
Houve também os que não se interessavam em requisitar esse serviço, para não
acumular possíveis dívidas.
69

Os 26,4% restantes procuraram crédito para impulsionar sua empresa. Destes,


91% obtiveram sucesso na concessão do empréstimo, e apenas 9% não conseguiu,
pois alegraram que estavam com o “nome sujo”.

E, para finalizar este tópico sobre os aspectos econômicos, perguntou-se sobre


a contratação de um funcionário. Do total de respondentes, 70,6% assinalaram que
não precisavam de um assalariado. Isso significa que o MEI possui um
empreendimento pequeno e não precisa da ajuda de uma mão de obra.

Por outro lado, 24,5% declarou que não possuiu dificuldade alguma em
empregar alguém, sendo que muitos deles precisam de um trabalhador apenas em
dias de muita movimentação e em épocas de sazonalidade, como por exemplo o
carnaval. No entanto, 4,9% admitiu ter encontrado empecilhos na contratação de
funcionário. Neste ponto dois casos se destacaram. O primeiro foi devido à legalização
daquele, pois seria bastante custoso para o MEI mantê-lo. Já o segundo, é pela razão
da mão de obra não ser qualificada a fim de auxiliar o ofício do microempresário.

3.5. PERSPECTIVAS

A relevância em se entender quais são as perspectivas dos agentes


econômicos frente às circunstâncias que se deparam, se dá pelo fato de serem
capazes de estruturar e transformar todo o seu meio devido projetar seus interesses
para satisfação própria, acarretando, direta ou indiretamente, em modificações
significativas e substanciais ao sistema econômico.

A partir disso, foi questionado ao MEI se ele possuiu alguma dificuldade em seu
negócio. No Gráfico 11, que expõe o que foi apurado, observa-se que a alternativa
mais expressiva corresponde aos que não sentiram dificuldade alguma, com 31%.
Entretanto, se somarmos as proporções das demais, percebe-se que 69% dos
entrevistados possuem obstáculos.

Os dados levantados refletem que os empreendedores atuam sob um grande


risco por apresentarem dificuldades em aspectos imprescindíveis à sobrevivência de
uma empresa, como administrar o negócio (7%), controlar o dinheiro da empresa
70

(5%), inovar (5%) e planejar (4%). As outras alternativas podem ser vistas como um
reflexo daqueles problemas que não são resolvidos, como conseguir crédito/dinheiro
(5%), conquistar clientes/vender (5%), concorrência (9%), entender/cumprir as
obrigações legais (4%), dificuldades com o ponto comercial (2%) e comprar
bem/barato (3%).

Gráfico 11 - Dificuldades apontadas pelos entrevistados em seu negócio (em %)

Não senti dificuldade 31%


Conseguir crédito/dinheiro 5%
Conquistar clientes/vender 5%
Administrar meu negócio 7%
Concorrência 9%
Entender/cumprir as obrigações legais 4%
Controlar o dinheiro da empresa 5%
Dificuldades com meu ponto comercial 2%
Comprar bem/barato 3%
Inovar 5%
Planejar 4%
Outro 19%

Fonte: Dados da pesquisa (2018)

Esses dados refletem que os empreendedores atuam sob um grande risco por
apresentarem dificuldades em aspectos imprescindíveis à sobrevivência de uma
empresa, como administrar o negócio (7%), controlar o dinheiro da empresa (5%),
inovar (5%) e planejar (4%). As outras alternativas podem ser vistas como um reflexo
daqueles problemas que não são resolvidos, como conseguir crédito/dinheiro (5%),
conquistar clientes/vender (5%), concorrência (9%), entender/cumprir as obrigações
legais (4%), dificuldades com o ponto comercial (2%) e comprar bem/barato (3%).

Os participantes que marcaram a opção “outro” (19%) indicaram os seguintes


empecilhos: falta de matéria-prima, de tempo, de capital de giro, e mão de obra
qualificada; sem controle na produção, no estoque e parceria comercial; escassez de
fornecedores; sazonalidades; e o mais registrado: a recessão econômica. Esta
representou 14,87% daquela opção, diferença apenas de, aproximadamente, 4,0 pp.
71

Viu-se anteriormente, que o arrefecimento da economia nacional fez com que


os MEIs também auferissem menores lucros em seus negócios, os pondo em
situações conflitantes. Não é para menos, até porque quando se tem uma retração da
atividade econômica todos os setores e indivíduos são abalados. Além disso, os
problemas ocasionados por aquele também repercutem no ânimo e na visão do
empreendedor sobre sua empresa.

À vista disso, quando questionados sobre a satisfação que os MEIs têm em seu
negócio, 46% estavam muito satisfeitos e 42% apenas satisfeitos. Isso mostra um bom
sinal sobre o vigor dos participantes. Por outro lado, 12% dos entrevistados disseram
que estavam pouco satisfeitos, pois estavam um tanto desanimados com a situação
em que se encontravam. Nenhum dos participantes alegaram estar insatisfeitos.

E, mesmo diante o período difícil na conjuntura econômica brasileira, procurou


saber se os MEIs tinham perspectiva de crescimento. Constatou-se que 88% dos
respondentes têm expectativas de progredir seu negócio e até, futuramente, migrar
para outras categorias de empresas. Em contrapartida, 12% não possuíam a vontade
de crescer, justificando questões de mais trabalho, outras obrigações ou idade já
avançada.
72

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A discussão relacionada ao empreendedorismo, como também ao


Microempreendedor Individual, foram objetos do presente trabalho. O qual possuiu
como objetivo geral descrever as características dos Microempreendedores
Individuais em Aracaju/SE e se nele há uma predominância do sexo feminino.

A relevância desta pesquisa se baseou em contribuir para fomentar a atividade


empreendedora no município, a partir do conhecimento do referido público, como
também direcionar políticas públicas para eventuais necessidades dos mesmos.
Utilizando, para essa finalidade, um levantamento alicerçado por um questionário
realizado juntamente com os indivíduos formalizados naquele programa, assim como
uma revisão bibliográfica acerca dos objetos deste estudo.

Dessa forma, diante dos resultados obtidos, constatou-se que prevalece o


número de mulheres como MEI no município, pois representam, na apuração do
questionário, 61% do total, enquanto que os homens correspondem a 39%. E para
reforçar esse levantamento, contou com dados disponíveis no relatório do site do
Portal do Empreendedor, o qual confirma aquele fato, apontando que do total de MEIs
em Aracaju 53% são do sexo feminino e 47% são do sexo masculino.

Quanto à idade, percebeu-se que há uma tendência ao envelhecimento


daquele público, porque 73% dos participantes estão acima de 35 anos, se
assemelhando à pesquisa desenvolvida pelo Sebrae (2017b) a nível nacional. Por
outro lado, em se tratando da cor/raça, há uma predominância de pessoas pardas
(60,12%) e uma minoria de amarelas (2,45%) e indígenas (0,61%).

Com relação ao nível de escolaridade 40% dos respondentes possuem ensino


médio ou técnico completo. Contudo, mesmo possuindo esse grau considerável de
instrução, apenas 25% dos participantes deram continuidade em seus estudos, após
o término daquele.

A maioria dos microempresários formalizados tiveram conhecimento sobre o


MEI através do Sebrae (48%), o qual vem desempenhando um papel significativo em
atendê-los. Nesse assunto, antes de se formalizarem, cerca de 55% daqueles já
73

possuíam seu próprio negócio, contudo sem CNPJ, isto é, informais. E poucos eram
servidores públicos (1%) ou aposentados (1%).

Segundo o motivo que os levaram a abrir seus próprios empreendimentos, 37%


afirmaram que foi por desejo de independência, para serem seus próprios patrões.
Revelando que os motivos de necessidade ou de oportunidade, que corresponderam
na pesquisa a 15% e 11%, respectivamente, não são preponderantes.

Ter os direitos previdenciários pelo INSS (40%), mesmo sendo o mais evidente
ao observar o Gráfico 7, não foi a razão mais expressiva da amostra, como motivo
para formalizar-se no programa MEI. Visto que, ao somar as proporções das outras
opções, como “ter uma empresa formal” e “redução dos impostos e redução nas
obrigações acessórias exigidas”, fica evidente que possuir um negócio legalizado é
mais importante. Onde a maioria dos entrevistados (70%) já são formalizados como
MEI a mais de 2 anos.

A enquete levantou que a maioria dos MEIs de Aracaju se concentram no


comércio (71%). Contudo, devido a amostragem estar limitada a alguns bairros da
mesma, houve a necessidade de investigar se de fato o que foi apurado corresponde
à realidade. Assim, após a coleta dos dados no site do Portal do Empreendedor,
aquela hipótese fora refutada, pois é no setor de serviços que a maioria dos MEIs se
concentram (46%). E em relação à forma de atuação, 61,5% afirmou possuir um
estabelecimento fixo.

Ao se tornar MEI, um indivíduo adquire vantagens para alavancar seus


negócios, e foi pensando nisso que questionou aos entrevistados se, de alguma
forma, suas vendas/serviços aumentaram ao se legalizar. Assim, percebeu-se quase
um equilíbrio, onde 55% disse que sim e 45% que não. Outro aspecto nesse meio, é
o faturamento, em que a maioria daqueles faturam até R$ 1.500,00 (34,4%) e tem o
seu negócio como principal fonte de renda (76,1%).

Sobre a solicitação de crédito, cerca de 73,6% dos respondentes, não se


interessam em procurar, para não acumular possíveis dívidas, por exemplo. Como
também, a maioria dos MEIs não possuir funcionário devido ao porte da empresa
(70,6%).
74

Um fator primordial que dificultou os negócios dos microempresários foi a


recessão da economia brasileira, que impactou, consideravelmente seus negócios.
Entretanto, mesmo com os empecilhos, 88% afirmaram estar realizados com os seus
empreendimentos. E, proporcionalmente, possuíam expectativas de crescimento.

Conclui-se, então, que identificar os perfis dos Microempreendedores


Individuais contribui para o planejamento e execução de políticas públicas por parte
de órgãos públicos e privados. E ao longo desta pesquisa foi possível detectar
algumas questões para trabalhos futuros, como por exemplo: (i) analisar outros
aspectos pertinentes ao perfil do MEI no município de Aracaju; (ii) realizar uma
comparação entre a gestão de homens e mulheres em seus empreendimentos; e (iii)
investigar melhores condições para o fornecimento de crédito por parte de instituições
financeira e parcerias público-privado, com o intuito de alavancar o negócio do
microempresário e, consequentemente, a economia.
75

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AMORIM, R. O.; BATISTA, L. E. Empreendedorismo feminino: razão do


empreendimento. Núcleo de Pesquisa da Finan, v. 3, n. 3, 2012. Disponível em:
<http://uniesp.edu.br/sites/_biblioteca/revistas/20170602115149.pdf>. Aceso em: 23
dez. 2017.

ANDRADE, Renato Fonseca de. Conexões empreendedoras: entenda por que


você precisa usar as redes sociais para se destacar no mercado e alcançar
resultados. São Paulo: Editora Gente, 2010.

ARAÚJO, Hélio M. de et al (org.). O ambiente urbano: visões geográficas de


Aracaju. São Cristóvão: Departamento de Geografia da UFS, 2006.
BAGGIO, Adelar F.; BAGGIO, Daniel K. Empreendedorismo: conceitos e definições.
Revista de Empreendedorismo, Inovação e Tecnologia, Passo Fundo, v. 1, n. 1,
p. 25-38, 2014. Disponível em:
<https://seer.imed.edu.br/index.php/revistasi/article/view/612/522>. Acesso em: 15
nov. 2017.

BEHLING, Gustavo et al. Microempreendedor individual catarinense: uma análise


descritiva do perfil dos empreendedores em Santa Catarina. Revista de Gestão e
Tecnologia – NAVUS, Florianópolis, v. 5, n. 1, p. 65-78, jan./mar. 2015. Disponível
em: <http://navus.sc.senac.br/index.php/navus/article/view/217/195>. Acesso em: 10
dez. 2017.

BRASIL. Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006. Institui o Estatuto


Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte; altera dispositivos das
Leis nº 8.212 e 8.213, ambas de 24 de julho de 1991, da Consolidação das Leis do
Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1ºde maio de 1943, da Lei
nº10.189, de 14 de fevereiro de 2001, da Lei Complementar nº 63, de 11 de janeiro
de 1990; e revoga as Leis nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996, e 9.841, de 5 de
outubro de 1999. Disponível
em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LCP/Lcp123.htm#art4%C2%A76>.
Acesso em: 9 jan. 2018.

BRASIL. Lei Complementar nº 155, de 27 de outubro de 2016. Altera a Lei


Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, para reorganizar e simplificar a
metodologia de apuração do imposto devido por optantes pelo Simples Nacional;
altera as Leis nos 9.613, de 3 de março de 1998, 12.512, de 14 de outubro de 2011,
e 7.998, de 11 de janeiro de 1990; e revoga dispositivo da Lei nº 8.212, de 24 de
julho de 1991. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LCP/Lcp155.htm#art1>. Acesso em: 9 jan.
2018.

CÂMARA DOS DEPUTADOS. COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO


ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO. Cartilha do microempreendedor
individual. Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2010.
76

CHIAVENATO, Idalberto. Empreendedorismo: dando asas ao espírito


empreendedor. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2007.

COMITÊ PARA GESTÃO DA REDE NACIONAL PARA A SIMPLIFICAÇÃO DO


REGISTRO E DA LEGALIZAÇÃO DE EMPRESAS E NEGÓCIOS – CGSIM.
Resolução nº 26, de 8 de dezembro de 2011. Disponível em:
<http://drei.mdic.gov.br/clientes/drei/drei/legislacao/resolucoes-cgsim/pasta-com-
resolucoes/resolucao-no-26.pdf>. Acesso em: 9 jan. 2018.

COUGHLIN, Jeanne H.; THOMAS, Andrew R. The rise of women entrepreneurs:


people, processes, and global trends. London: Quorum Books, 2002.

CRUZ, Carlos Fernando. Os motivos que dificultam a ação empreendedora


conforme o ciclo de vida das organizações. Um estudo de caso: pramp’s
lanchonete. 2005. 126f. Dissertação (Mestrado – Programa de Pós-Graduação em
Engenharia de Produção) – Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC,
Florianópolis, 2005.

DOLABELA, Fernando. Oficina do empreendedor. Rio de Janeiro: Sextante, 2008.

DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo na prática: mitos e verdades


do empreendedor de sucesso. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.

DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo: transformando ideias em


negócios. Rio de Janeiro: Campus, 2001.

DRUCKER, Peter F. Inovação e espírito empreendedor (entrepreneurship):


práticas e princípios. ed. rev. São Paulo: Cengage Learning, 2016.

DUTRA, Ivan de S. O perfil do empreendedor e a mortalidade de micro e


pequenas empresas londrinenses. 2002. 127f. Dissertação (Mestrado – Pós-
Graduação em Administração) – Universidade Estadual de Londrina e Universidade
Estadual de Maringá, Londrina, 2002.

DUTRA, Ivan de S.; PREVIDELLI, José J. Perfil do empreendedor versus


mortalidade de empresas: estudo de caso do perfil do micro e pequeno
empreendedor. In: ENCONTRO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE
PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM ADMINISTRAÇÃO, 27., 2003, Atibaia.
Anais...Atibaia: ANPAD, 2003.

DYCHTWALD, Maddy; LARSON, Christine. O poder econômico das mulheres:


entenda como a independência feminina pode influenciar o mundo positivamente.
Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.

ENDEAVOR BRASIL. Índices de cidades empreendedoras: Brasil 2017. São


Paulo, 2017. Disponível em: < https://endeavor.org.br/ice2017/>. Acesso em: 6 jan.
2018.

ENDEAVOR BRASIL. Lugar de mulher é nos negócios, 2016. Disponível em:


<https://endeavor.org.br/lugar-de-mulher-e-nos-negocios/>. Acesso em: 6 jan. 2018.
77

FATTURI, Karyne Carlos. Análise histórica do empreendedorismo: estudo das


principais características que definem um empreendedor de sucesso. 2013. 56f.
Monografia (Graduação – Engenharia de Produção) – Centro Universitário Estadual
da Zona Oeste, UEZO, Rio de Janeiro, 2013.

FILHO, Edelvino Razzolini. Administração da Pequena e Média Empresa. Curitiba:


IESDE, Brasil S.A., 2012.

FILLION, Louis Jacques. O planejamento do seu sistema de aprendizagem


empresarial: identifique uma visão e avalie o seu sistema de relações. Revista de
Administração de Empresas, São Paulo, jul/set. 1991, 31(3): 63-71. Disponível em:
<http://www.scielo.br/pdf/rae/v31n3/v31n3a06>. Acesso em: 5 dez. 2017.

GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo:
Atlas, 2008.

GLOBAL ENTREPRENEURSHIP MONITOR - GEM. Empreendedorismo no


Brasil: 2016. Curitiba: IBQP, 2017.

GOMES, Allan M. As alterações trazidas pela Lei Complementar nº 155/2016.


Disponível em: <https://allanmunhozgomes.jusbrasil.com.br/artigos/523838137/as-
alteracoes-trazidas-pela-lei-complementar-n-155-2016>. Acesso em: 10 jan. 2018.

GOMES, Almiralva Ferraz. O outro no trabalho: mulher e gestão. REGE - Revista de


Gestão USP, São Paulo, v. 12, n. 3, p. 1-9, sep. 2005. ISSN 2177-8736. Disponível
em: <http://www.revistas.usp.br/rege/article/view/36522>. Acesso em: 23 dez. 2017.

GRANDO, Nei (coord.). Empreendedorismo inovador: como criar startups de


tecnologia no Brasil. São Paulo, Évora, 2012.

HESPANHA, Pedro. Microempreendedorismo popular e Economia Solidária: o


sentido de uma mudança. Revista Latinoamericana de economía social y
solidaria - Otra Economía, v. 4, n. 7, 2010. Disponível em:
<http://revistas.unisinos.br/index.php/otraeconomia/article/view/1306>. Acesso em:
10 dez. 2017.

HISRICH, Robert D.; PETERS, Michael P.; SHEPHERD, Dean A.


Empreendedorismo. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2009.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Cidades.


Aracaju – SE. Disponível em:
<https://cidades.ibge.gov.br/brasil/se/aracaju/panorama>. Acesso em: 6 jan. 2018.

JÚNIOR, Alberto do A.; PERRONE-MOISÉS, Cláudia (org.). O cinquentenário da


Declaração Universal dos Direitos do Homem. São Paulo: Editora da
Universidade de São Paulo, 1999.

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de


metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003.

LIMA, Rosa C. R.; FREITAS, Ana A. F. de. Personalidade empreendedora, recursos


pessoais, ambiente, atividades organizacionais, gênero e desempenho financeiro de
78

empreendedores informais. Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro,


44(2):511-531, mar./abr., 2010. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-
76122010000200014>. Acesso em: 20 nov. 2017.

MAI, Antônio Fernando. O perfil empreendedor versus a mortalidade das micro e


pequenas empresas comerciais do município de Aracruz/ES. 2006. 153f.
Dissertação (Mestrado – Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis) –
Fundação Instituto Capixaba de Pesquisas em Contabilidade, Economia e Finanças,
FUCAPE, Vitória, 2006.

MALHOTRA, Naresh K. Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada. 6. ed.


Porto Alegre: Bookman, 2012.

MINAYO, Cecília de Souza (org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade.


21. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.

OLIVEIRA, Fabiana Morais de. Empreendedorismo: teoria e prática. Revista


Eletrônica IPOG Especialize On Line, Goiânia, Edição 3, ano 2, n. 1, mar. 2012.
Disponível em:
<http://www.businesstur.com.br/uploads/arquivos/191322dcff82e06081272bf77fb3be
ae.pdf>. Acesso em: 5 dez. 2017.

OLIVEIRA, J. M. de. Empreendedor individual: ampliação da base formal ou


substituição do emprego. Radar: tecnologia, produção e comércio exterior, n. 25, p.
33-44, abr. 2013.

OLIVEIRA, Pâmella Gabriela; NETO, Bazamat de Souza. Empreendedorismo e


gestão feminina: uma análise do estilo gerencial de mulheres empreendedoras no
município de São João del-Rei/MG. In: XXV SIMPÓSIO DE GESTÃO DA
INOVAÇÃO TECNOLÓGICA, 2008, Brasília. Anais...Brasília: ANPAD, 2008.

PAIVA Jr., Fernando Gomes; CORDEIRO, Adriana Tenório. Empreendedorismo e o


espírito empreendedor: uma análise da evolução dos estudos na produção
acadêmica brasileira. In: XXVII ENCONTRO ANUAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL
DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO – ENANPAD,
2002, Salvador - BA. Anais...Salvador: 2002.

PAULINO, Alice D.; ROSSI, Sônia M. M. Um estudo de caso sobre perfil


empreendedor: características e traços de personalidade empreendedora. In: III
ENCONTRO DE ESTUDOS SOBRE EMPREENDEDORISMO E GESTÃO DE
PEQUENAS EMPRESAS - EGEPE, 2003, Brasília. Anais... Brasília: UEM/UEL/UnB,
2003, p. 205-220.

PORTAL DO EMPREENDEDOR. Dúvidas frequentes. Disponível em:


<http://www.portaldoempreendedor.gov.br/duvidas-frequentes>. Acesso em: 10 dez.
2017.

PORTAL DO EMPREENDEDOR. Estatísticas. Disponível em:


<http://www.portaldoempreendedor.gov.br/estatísticas>. Acesso em 26 fev. 2018.
79

PREFEITURA DE ARACAJU. Aracaju, 2018a. Disponível em:


<http://www.aracaju.se.gov.br/aracaju>. Acesso em: 6 jan. 2018.

PREFEITURA DE ARACAJU. Desenvolvimento econômico, 2018b. Disponível


em:
<http://www.aracaju.se.gov.br/industria_comercio_e_turismo/desenvolvimento_econ
omico>. Acesso em: 6 jan. 2018.

PRODANOV, Cleber Cristiano; FREITAS, Ernani Cesar de. Metodologia do


trabalho científico: métodos e técnicas da pesquisa e do trabalho acadêmico. 2.
ed. Novo Hamburgo: Feevale, 2013.

RICHARDSON, Roberto Jarry. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3. ed. São


Paulo: Atlas, 2012.

SANTOS, Lauriene T.; CAMPOS, Patrícia C.; DORNELAS, Myriam A.


Empreendedorismo feminino: motivações e dificuldades. In: XXVIII ENCONTRO
NACIONAL DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO –
ENANGRAD, 2017, Brasília. Anais...Brasília: FGV/ENAE, 2017.

SCHWINGEL, Inês; RIZZA, Gabriel. Políticas públicas para formalização das


empresas: lei geral das micro e pequenas empresas e iniciativas para a
desburocratização. Mercado de trabalho: conjuntura e análise - BMT, n. 54, p. 47-
56, fev. 2013. Disponível em:
<http://ipea.gov.br/agencia/images/stories/PDFs/mercadodetrabalho/bmt54_politicae
mfoco_politicapublica.pdf>. Acesso em: 10 dez. 2017.

SEBRAE. Perfil do microempreendedor individual 2017. Brasília: SEBRAE,


2017b. Disponível em: <http://datasebrae.com.br/wp-content/uploads/2017/08/Perfil-
do-Microempreendedor-Individual_2017-v8.pdf>. Acesso em: 15 nov. 2017.

SEBRAE. Quem somos. Disponível em:


<http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/canais_adicionais/conheca_quequem
so>. Acesso em: 4 dez. 2017.

SEBRAE. Relatório especial: o empreendedorismo e o mercado de trabalho.


Brasília: SEBRAE, 2017a. Disponível em:
<http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/
70d1237672d36de1ba87890e4cb251cc/$File/7737.pdf> Acesso em: 4 dez. 2017.

TEMÁTICA BARSA. Economia e geografia. Rio de Janeiro: Barsa Planeta, 2006,


v.2.

TEMÁTICA BARSA. História. Rio de Janeiro: Barsa Planeta, 2006, v.1.

TORRES, L. H.; BORN, R. O perfil empreendedor de Visconde de Mauá. Revista


Gestão, Sustentabilidade e Negócios - RGSN, Porto Alegre, v.3, n.1, p. 117-140,
jun. 2015.
80

ANEXOS

Anexo A – Termo de Consentimento livre e esclarecido

Pesquisador Responsável: Edishardson Nomequel R. de Macedo


Telefone para contato: (79) 9 8852-8448
E-mail: ednomequel@gmail.com
Prezado(a) Senhor(a):
Você está sendo convidado(a) a responder às perguntas deste questionário de
forma completamente voluntária. Antes de concordar em participar desta pesquisa e
responder a este questionário, é muito importante que você compreenda as
informações e instruções contidas neste documento. O pesquisador deverá responder
as suas dúvidas antes que você decida participar da presente pesquisa. Você tem o
direito de desistir de participar da mesma a qualquer momento, sem nenhuma
penalidade e sem perder os benefícios aos quais tenha direito.
O objetivo geral do estudo é descrever os aspectos dos Microempreendedores
Individuais e apurar se existe uma maioria do sexo feminino em Aracaju/SE. Para isso,
se fez necessária a execução desse questionário com o propósito de levantar os
dados pertinentes ao perfil dos microempreendedores individuais neste Município com
o intuito de esclarecer o objetivo proposto. Assim, sua participação consistirá apenas
no preenchimento das perguntas formuladas, as quais auxiliarão no levantamento dos
dados e no maior conhecimento sobre o tema abordado.
O preenchimento deste questionário não apresentará qualquer risco de ordem
física ou psicológica para você. Ademais, as informações fornecidas terão sua
privacidade garantida pelo pesquisador responsável. Os sujeitos da pesquisa não
serão identificados em nenhum momento, mesmo quando os resultados desta
pesquisa forem divulgados em qualquer forma.
Ciente e de acordo com o que foi anteriormente exposto, eu
_____________________________________________, estou de acordo em
participar desta pesquisa no bairro _________________ no dia___/___/___,
assinando este consentimento em duas vias, ficando a posse de uma delas.

Assinatura Pesquisador
81

Anexo B – Questionário da Pesquisa


O objetivo deste questionário é o de fazer o levantamento sobre o Perfil do Microempreendedor
Individual na Cidade de Aracaju - SE.
01. Qual seu gênero: ( ) Ter uma empresa formal
( ) Masculino ( ) Direitos previdenciários (INSS)
( ) Feminino ( ) Possibilidade de emissão de nota fiscal
02. Em qual faixa etária você se enquadra? ( ) Facilidades no acesso ao crédito e
( ) De 18 a 25 anos financiamentos
( ) De 26 a 35 anos ( ) Baixa burocracia e facilidades na
( ) De 36 a 45 anos formalização
( ) De 46 a 50 anos ( ) Redução dos impostos e redução nas
( ) Acima de 50 anos obrigações acessórias exigidas
03. Qual é a raça/cor você se ( ) Outro:___________________________
autodenomina? 09. Qual tempo de cadastramento do MEI?
( ) Branco ( ) Menos de 6 meses
( ) Negro ( ) Entre 6 meses e 1 ano
( ) Pardo ( ) Entre 1 ano e 2 anos
( ) Indígena ( ) Acima de 2 anos
( ) Amarelo
04. Qual seu grau de escolaridade? 10. Qual a sua atividade específica de
( ) Analfabeto atuação do MEI?
( ) Fundamental Incompleto _____________________________________
( ) Fundamental Completo 11. Qual a forma de atuação do seu
( ) Médio ou Técnico Incompleto empreendimento (pode-se indicar mais
( ) Médio ou Técnico Completo de uma alternativa)?
( ) Superior Incompleto ( ) Estabelecimento fixo
( ) Superior Completo ( ) Em local fixo fora da loja
( ) Pós-Graduação (Especialização, Mestrado, ( ) Porta a porta, posto móveis ou por
Doutorado, Pós-doutorado) ambulantes
05. Como você tomou conhecimento sobre ( ) Máquinas automáticas
o MEI? ( ) Internet
( ) Outro:___________________________
( ) Através de Jornais
( ) Através da Televisão
12. A formalização contribuiu para o
( ) Através da Internet
aumento das vendas/serviços?
( ) Através do SEBRAE
( ) Sim
( ) Outro:_________________________
( ) Não
06. Qual era sua ocupação antes de se
tornar um MEI?
13. Qual o seu faturamento médio mensal?
( ) Empregado (a) com carteira assinada
( ) Até R$ 1.500,00
( ) Empregado (a) sem carteira assinada
( ) De R$ 1.501,00 a R$ 2.500,00
( ) Desempregado
( ) De R$ 2.501,00 a R$ 3.500,00
( ) Empreendedor formal (com CNPJ)
( ) Mais de R$ 3.500,00
( ) Empreendedor informal (sem CNPJ)
14. Possui outra fonte de renda?
( ) Dono (a) de casa
( ) Não possuo nenhuma outra
( ) Estudante
( ) Possuo um emprego informal (sem carteira
( ) Servidor Público
assinada)
( ) Aposentado (a)
( ) Possuo um emprego formal (com carteira
assinada)
07. Qual a motivação que te levou a abrir
( ) Possuo outro negócio por conta própria
seu próprio negócio (pode-se indicar
( ) Recebo aposentadoria/pensão
mais de uma alternativa)?
( ) Possuo imóvel (is) alugado(s)
( ) Autorrealização
( ) Recebo ajuda financeira de
( ) Desejo de independência
parentes/amigos
( ) Ganhar dinheiro
( ) Recebo Bolsa-Família
( ) Oportunidade
15. Solicitou, enquanto MEI, algum tipo de
( ) Falta de alternativa/Necessidade
crédito/financiamento?
( ) Outro:___________________________
( ) Sim
( ) Não
16. Se respondeu sim na pergunta anterior,
obteve sucesso?
08. Qual o motivo que te levou à
( ) Sim
formalização através do MEI (pode-se
( ) Não
indicar mais de uma alternativa)?
82

17. Enquanto MEI, possuiu dificuldade ( ) Não Preciso


(pode-se indicar mais de uma ( ) Sim
alternativa)? ( ) Não
( ) Não senti dificuldade
( ) Conseguir crédito/dinheiro
( ) Conquistar clientes/vender 19. Está satisfeito com o seu negócio?
( ) Administrar meu negócio ( ) Muito Satisfeito
( ) Concorrência ( ) Satisfeito
( ) Entender/cumprir as obrigações legais ( ) Pouco Satisfeito
( ) Controlar o dinheiro da empresa ( ) Insatisfeito
( ) Dificuldades com meu ponto comercial 20. Possui perspectiva de crescimento?
( ) Comprar bem/barato ( ) Sim
( ) Inovar ( ) Não
( ) Planejar
( ) Outro:___________________________ Obrigado por aceitar preencher este
18. Possuiu alguma dificuldade para questionário.
contratar um funcionário?
83

Anexo C – Atividades permitidas para o MEI


Tabela 1 – Lista de ocupações permitidas ao Microempreendedor Individual

A BIKEBOY (CICLISTA MENSAGEIRO)


INDEPENDENTE
BIKE PROPAGANDISTA INDEPENDENTE
ARMADOR(A) DE FERRAGENS NA
CONSTRUÇÃO CIVIL INDEPENDENTE BOLACHEIRO(A)/BISCOITEIRO(A)
ARTESÃO(Ã) DE BIJUTERIAS INDEPENDENTE
INDEPENDENTE BOMBEIRO(A) HIDRÁULICO
ARTESÃO(Ã) EM BORRACHA INDEPENDENTE
INDEPENDENTE BONELEIRO(A) (FABRICANTE DE BONÉS)
ARTESÃO(Ã) EM CERÂMICA INDEPENDENTE
INDEPENDENTE BORDADEIRO(A) INDEPENDENTE
ARTESÃO(Ã) EM CIMENTO
BORRACHEIRO(A) INDEPENDENTE
INDEPENDENTE
ARTESÃO(Ã) EM CORTIÇA, BAMBU E BRITADOR INDEPENDENTE
AFINS INDEPENDENTE C
ARTESÃO(Ã) EM COURO INDEPENDENTE
ARTESÃO(Ã) EM GESSO INDEPENDENTE CABELEIREIRO(A) INDEPENDENTE
ARTESÃO(Ã) EM LOUÇAS, VIDRO E CALAFETADOR(A) INDEPENDENTE
CRISTAL INDEPENDENTE CALHEIRO(A) INDEPENDENTE
ARTESÃO(Ã) EM MADEIRA
INDEPENDENTE CAMINHONEIRO(A) DE CARGAS NÃO
PERIGOSAS INDEPENDENTE
ARTESÃO(Ã) EM MÁRMORE, GRANITO,
ARDÓSIA E OUTRAS PEDRAS CANTOR(A)/MÚSICO(A) INDEPENDENTE
INDEPENDENTE CAPOTEIRO(A) INDEPENDENTE
ARTESÃO(Ã) EM METAIS INDEPENDENTE
CARPINTEIRO(A) INDEPENDENTE
ARTESÃO(Ã) EM METAIS PRECIOSOS
CARPINTEIRO(A) INSTALADOR(A)
INDEPENDENTE
INDEPENDENTE
ARTESÃO(Ã) EM OUTROS MATERIAIS
CARREGADOR (VEÍCULOS DE
INDEPENDENTE
TRANSPORTES TERRESTRES)
ARTESÃO(Ã) EM PAPEL INDEPENDENTE INDEPENDENTE
ARTESÃO(Ã) EM PLÁSTICO CARREGADOR DE MALAS
INDEPENDENTE INDEPENDENTE
ARTESÃO(Ã) EM VIDRO INDEPENDENTE CARROCEIRO - COLETA DE ENTULHOS E
ARTESÃO(Ã) TEXTIL INDEPENDENTE RESÍDUOS INDEPENDENTE
CARROCEIRO - TRANSPORTE DE CARGA
ASTRÓLOGO(A) INDEPENDENTE
INDEPENDENTE
AZULEJISTA INDEPENDENTE
CARROCEIRO - TRANSPORTE DE
B MUDANÇA INDEPENDENTE
CARTAZISTA, PINTOR DE FAIXAS
BALANCEADOR(A) DE PNEUS PUBLICITÁRIAS E DE LETRAS
INDEPENDENTE INDEPENDENTE
BALEIRO(A) INDEPENDENTE CERQUEIRO (A) INDEPENDENTE
BANHISTA DE ANIMAIS DOMÉSTICOS CHAPELEIRO(A) INDEPENDENTE
INDEPENDENTE CHAVEIRO(A) INDEPENDENTE
BARBEIRO INDEPENDENTE
CHOCOLATEIRO(A) INDEPENDENTE
BARQUEIRO(A) INDEPENDENTE CHURRASQUEIRO(A) AMBULANTE
BARRAQUEIRO(A) INDEPENDENTE INDEPENDENTE
BENEFICIADOR(A) DE CASTANHA CHURRASQUEIRO(A) EM DOMICÍLIO
INDEPENDENTE INDEPENDENTE

Continua...
84

CLICHERISTA INDEPENDENTE COMERCIANTE DE ARTIGOS


FOTOGRÁFICOS E PARA FILMAGEM
COBRADOR(A) DE DÍVIDAS
INDEPENDENTE
INDEPENDENTE
COMERCIANTE DE ARTIGOS
COLCHOEIRO(A) INDEPENDENTE
FUNERÁRIOS INDEPENDENTE
COLETOR DE RESÍDUOS NÃO-
COMERCIANTE DE ARTIGOS MÉDICOS E
PERIGOSOS INDEPENDENTE
ORTOPÉDICOS INDEPENDENTE
COLETOR DE RESÍDUOS PERIGOSOS
INDEPENDENTE COMERCIANTE DE ARTIGOS PARA
HABITAÇÃO INDEPENDENTE
COLOCADOR(A) DE PIERCING
INDEPENDENTE COMERCIANTE DE ARTIGOS USADOS
COLOCADOR(A) DE REVESTIMENTOS INDEPENDENTE
INDEPENDENTE COMERCIANTE DE BEBIDAS
INDEPENDENTE
COMERCIANTE DE INSETICIDAS E
RATICIDAS INDEPENDENTE COMERCIANTE DE BICICLETAS E
TRICICLOS; PEÇAS E ACESSÓRIOS
COMERCIANTE DE PRODUTOS PARA INDEPENDENTE
PISCINAS INDEPENDENTE COMERCIANTE DE SUVENIRES,
COMERCIANTE DE ANIMAIS VIVOS E DE BIJUTERIAS E ARTESANATOS
ARTIGOS E ALIMENTOS PARA ANIMAIS INDEPENDENTE
DE ESTIMAÇÃO INDEPENDENTE COMERCIANTE DE BRINQUEDOS E
COMERCIANTE DE ARTIGOS DE ARTIGOS RECREATIVOS INDEPENDENTE
ARMARINHO INDEPENDENTE COMERCIANTE DE CAL, AREIA, PEDRA
COMERCIANTE DE ARTIGOS DE BEBÊ BRITADA, TIJOLOS E TELHAS
INDEPENDENTE INDEPENDENTE
COMERCIANTE DE CALÇADOS
COMERCIANTE DE ARTIGOS DE CAÇA,
INDEPENDENTE
PESCA E CAMPING INDEPENDENTE
COMERCIANTE DE CARVÃO E LENHA
COMERCIANTE DE ARTIGOS DE CAMA, INDEPENDENTE
MESA E BANHO INDEPENDENTE
COMERCIANTE DE CESTAS DE CAFÉ DA
COMERCIANTE DE ARTIGOS DE MANHÃ INDEPENDENTE
COLCHOARIA INDEPENDENTE COMERCIANTE DE COSMÉTICOS E
COMERCIANTE DE ARTIGOS DE ARTIGOS DE PERFUMARIA
CUTELARIA INDEPENDENTE INDEPENDENTE
COMERCIANTE DE ARTIGOS DE COMERCIANTE DE DISCOS, CDS, DVDS E
ILUMINAÇÃO INDEPENDENTE FITAS INDEPENDENTE
COMERCIANTE DE ARTIGOS DE COMERCIANTE DE ELETRODOMÉSTICOS
JOALHERIA INDEPENDENTE E EQUIPAMENTOS DE ÁUDIO E VÍDEO
INDEPENDENTE
COMERCIANTE DE ARTIGOS DE ÓPTICA COMERCIANTE DE EMBALAGENS
INDEPENDENTE INDEPENDENTE
COMERCIANTE DE ARTIGOS DE COMERCIANTE DE EQUIPAMENTOS DE
RELOJOARIA INDEPENDENTE TELEFONIA E COMUNICAÇÃO
COMERCIANTE DE ARTIGOS DE INDEPENDENTE
TAPEÇARIA, CORTINAS E PERSIANAS COMERCIANTE DE EQUIPAMENTOS E
INDEPENDENTE SUPRIMENTOS DE INFORMÁTICA
COMERCIANTE DE ARTIGOS DE VIAGEM INDEPENDENTE
INDEPENDENTE COMERCIANTE DE EQUIPAMENTOS
COMERCIANTE DE ARTIGOS DO PARA ESCRITÓRIO INDEPENDENTE
VESTUÁRIO E ACESSÓRIOS COMERCIANTE DE EXTINTORES DE
INDEPENDENTE INCÊNDIO INDEPENDENTE
COMERCIANTE DE ARTIGOS ERÓTICOS COMERCIANTE DE FERRAGENS E
INDEPENDENTE FERRAMENTAS INDEPENDENTE
COMERCIANTE DE ARTIGOS
COMERCIANTE DE FLORES, PLANTAS E
ESPORTIVOS INDEPENDENTE
FRUTAS ARTIFICIAIS INDEPENDENTE

Continua...
85

COMERCIANTE DE FOGOS DE ARTIFÍCIO COMERCIANTE DE PRODUTOS DE


INDEPENDENTE PANIFICAÇÃO INDEPENDENTE
COMERCIANTE DE GÁS LIQUEFEITO DE COMERCIANTE DE PRODUTOS DE
PETRÓLEO (GLP) INDEPENDENTE TABACARIA INDEPENDENTE
COMERCIANTE DE INSTRUMENTOS COMERCIANTE DE PRODUTOS
MUSICAIS E ACESSÓRIOS FARMACÊUTICOS HOMEOPÁTICOS
INDEPENDENTE INDEPENDENTE
COMERCIANTE DE LATICÍNIOS COMERCIANTE DE PRODUTOS
INDEPENDENTE FARMACÊUTICOS, SEM MANIPULAÇÃO
COMERCIANTE DE LUBRIFICANTES DE FÓRMULAS INDEPENDENTE
INDEPENDENTE COMERCIANTE DE PRODUTOS
COMERCIANTE DE MADEIRA E NATURAIS INDEPENDENTE
ARTEFATOS INDEPENDENTE COMERCIANTE DE PRODUTOS PARA
COMERCIANTE DE MATERIAIS DE FESTAS E NATAL INDEPENDENTE
CONSTRUÇÃO EM GERAL COMERCIANTE DE PRODUTOS
INDEPENDENTE RELIGIOSOS INDEPENDENTE
COMERCIANTE DE MATERIAIS
COMERCIANTE DE REDES PARA DORMIR
HIDRÁULICOS INDEPENDENTE
INDEPENDENTE
COMERCIANTE DE MATERIAL ELÉTRICO COMERCIANTE DE SISTEMA DE
INDEPENDENTE SEGURANÇA RESIDENCIAL
COMERCIANTE DE MEDICAMENTOS INDEPENDENTE
VETERINÁRIOS INDEPENDENTE COMERCIANTE DE TECIDOS
COMERCIANTE DE MIUDEZAS E INDEPENDENTE
QUINQUILHARIAS INDEPENDENTE COMERCIANTE DE TINTAS E MATERIAIS
COMERCIANTE DE MOLDURAS E PARA PINTURA INDEPENDENTE
QUADROS INDEPENDENTE COMERCIANTE DE TOLDOS E PAPEL DE
COMERCIANTE DE MÓVEIS PAREDE INDEPENDENTE
INDEPENDENTE COMERCIANTE DE VIDROS
COMERCIANTE DE OBJETOS DE ARTE INDEPENDENTE
INDEPENDENTE COMPOTEIRO(A) INDEPENDENTE
COMERCIANTE DE PEÇAS E CONFECCIONADOR(A) DE CARIMBOS
ACESSÓRIOS NOVOS PARA VEÍCULOS INDEPENDENTE
AUTOMOTORES INDEPENDENTE
CONFECCIONADOR(A) DE FRALDAS
COMERCIANTE DE PEÇAS E
DESCARTÁVEIS INDEPENDENTE
ACESSÓRIOS PARA APARELHOS
ELETROELETRÔNICOS PARA USO CONFEITEIRO(A) INDEPENDENTE
DOMÉSTICO INDEPENDENTE COSTUREIRO(A) DE ROUPAS, EXCETO
COMERCIANTE DE PEÇAS E SOB MEDIDA INDEPENDENTE
ACESSÓRIOS PARA MOTOCICLETAS E
MOTONETAS INDEPENDENTE COSTUREIRO(A) DE ROUPAS, SOB
MEDIDA INDEPENDENTE
COMERCIANTE DE PEÇAS E
ACESSÓRIOS USADOS PARA VEÍCULOS COVEIRO INDEPENDENTE
AUTOMOTORES INDEPENDENTE COZINHEIRO(A) QUE FORNECE
COMERCIANTE DE PERUCAS REFEIÇÕES PRONTAS E EMBALADAS
INDEPENDENTE PARA CONSUMO INDEPENDENTE
COMERCIANTE DE PLANTAS, FLORES CRIADOR(A) DE ANIMAIS DOMÉSTICOS
NATURAIS, VASOS E ADUBOS INDEPENDENTE
INDEPENDENTE CRIADOR(A) DE PEIXES ORNAMENTAIS
COMERCIANTE DE PNEUMÁTICOS E EM ÁGUA DOCE INDEPENDENTE
CÂMARAS-DE-AR INDEPENDENTE
CRIADOR(A) DE PEIXES ORNAMENTAIS
COMERCIANTE DE PRODUTOS DE EM ÁGUA SALGADA INDEPENDENTE
HIGIENE PESSOAL INDEPENDENTE
CROCHETEIRO(A) INDEPENDENTE
COMERCIANTE DE PRODUTOS DE
LIMPEZA INDEPENDENTE CUIDADOR(A) DE ANIMAIS (PET SITTER)
INDEPENDENTE

Continua...
86

CUIDADOR(A) DE IDOSOS E ENFERMOS F


INDEPENDENTE
CUNHADOR(A) DE MOEDAS E MEDALHAS FABRICANTE DE ABSORVENTES
INDEPENDENTE HIGIÊNICOS INDEPENDENTE
CURTIDOR DE COURO INDEPENDENTE FABRICANTE DE AÇÚCAR MASCAVO
CUSTOMIZADOR(A) DE ROUPAS INDEPENDENTE
INDEPENDENTE FABRICANTE DE AMENDOIM E
D CASTANHA DE CAJU TORRADOS E
SALGADOS INDEPENDENTE
FABRICANTE DE ÁGUAS NATURAIS
DEDETIZADOR(A) INDEPENDENTE INDEPENDENTE
DEPILADOR(A) INDEPENDENTE FABRICANTE DE ALIMENTOS PRONTOS
CONGELADOS INDEPENDENTE
DIARISTA INDEPENDENTE
FABRICANTE DE AMIDO E FÉCULAS DE
DIGITADOR(A) INDEPENDENTE VEGETAIS INDEPENDENTE
DISC JOCKEY (DJ) OU VIDEO JOCKEY FABRICANTE DE ARTEFATOS DE
(VJ) INDEPENDENTE FUNILARIA INDEPENDENTE
DISTRIBUIDOR(A) DE ÁGUA POTÁVEL EM FABRICANTE DE ARTEFATOS
CAMINHÃO PIPA INDEPENDENTE ESTAMPADOS DE METAL
DOCEIRO(A) INDEPENDENTE INDEPENDENTE
FABRICANTE DE ARTEFATOS PARA
DUBLADOR(A) INDEPENDENTE
PESCA E ESPORTE INDEPENDENTE
E FABRICANTE DE ARTEFATOS TÊXTEIS
PARA USO DOMÉSTICO INDEPENDENTE
EDITOR(A) DE JORNAIS DIÁRIOS FABRICANTE DE ARTIGOS DE
INDEPENDENTE CUTELARIA INDEPENDENTE
EDITOR(A) DE JORNAIS NÃO DIÁRIOS
INDEPENDENTE FABRICANTE DE AVIAMENTOS PARA
COSTURA INDEPENDENTE
EDITOR(A) DE LISTA DE DADOS E DE
OUTRAS INFORMAÇÕES INDEPENDENTE FABRICANTE DE BALAS, CONFEITOS E
FRUTAS CRISTALIZADAS
EDITOR(A) DE LIVROS INDEPENDENTE INDEPENDENTE
EDITOR(A) DE REVISTAS INDEPENDENTE FABRICANTE DE BOLSAS/BOLSEIRO
INDEPENDENTE
EDITOR(A) DE VÍDEO INDEPENDENTE
FABRICANTE DE BRINQUEDOS NÃO
ELETRICISTA DE AUTOMÓVEIS ELETRÔNICOS INDEPENDENTE
INDEPENDENTE
FABRICANTE DE CALÇADOS DE
ELETRICISTA EM RESIDÊNCIAS E
BORRACHA, MADEIRA E TECIDOS E
ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS
FIBRAS INDEPENDENTE
INDEPENDENTE
FABRICANTE DE CALÇADOS DE COURO
ENCADERNADOR(A)/PLASTIFICADOR(A)
INDEPENDENTE
INDEPENDENTE
FABRICANTE DE CHÁ INDEPENDENTE
ENCANADOR INDEPENDENTE
FABRICANTE DE CINTOS/CINTEIRO
ENGRAXATE INDEPENDENTE INDEPENDENTE
ENTREGADOR DE MALOTES FABRICANTE DE CONSERVAS DE
INDEPENDENTE FRUTAS INDEPENDENTE
ENVASADOR(A) E EMPACOTADOR(A) FABRICANTE DE CONSERVAS DE
INDEPENDENTE LEGUMES E OUTROS VEGETAIS
ESTAMPADOR(A) DE PEÇAS DO INDEPENDENTE
VESTUÁRIO INDEPENDENTE FABRICANTE DE DESINFESTANTES
ESTETICISTA INDEPENDENTE INDEPENDENTE
FABRICANTE DE EMBALAGENS DE
ESTETICISTA DE ANIMAIS DOMÉSTICOS
CARTOLINA E PAPEL-CARTÃO
INDEPENDENTE
INDEPENDENTE
ESTOFADOR(A) INDEPENDENTE
Continua...
87

FABRICANTE DE EMBALAGENS DE FABRICANTE DE PARTES PARA


MADEIRA INDEPENDENTE CALÇADOS INDEPENDENTE
FABRICANTE DE EMBALAGENS DE FABRICANTE DE POLPAS DE FRUTAS
PAPEL INDEPENDENTE INDEPENDENTE
FABRICANTE DE ESPECIARIAS FABRICANTE DE PRODUTOS DE
INDEPENDENTE PERFUMARIA E DE HIGIENE PESSOAL
INDEPENDENTE
FABRICANTE DE ESQUADRIAS
METÁLICAS INDEPENDENTE FABRICANTE DE PRODUTOS DE LIMPEZA
INDEPENDENTE
FABRICANTE DE FIOS DE ALGODÃO
INDEPENDENTE FABRICANTE DE PRODUTOS DE SOJA
INDEPENDENTE
FABRICANTE DE FIOS DE LINHO, RAMI,
JUTA, SEDA E LÃ INDEPENDENTE FABRICANTE DE PRODUTOS DE TECIDO
NÃO TECIDO PARA USO ODONTO-
FABRICANTE DE FUMO E DERIVADOS DO MÉDICO-HOSPITALAR INDEPENDENTE
FUMO INDEPENDENTE
FABRICANTE DE GELÉIA DE MOCOTÓ FABRICANTE DE PRODUTOS DERIVADOS
INDEPENDENTE DE CARNE INDEPENDENTE
FABRICANTE DE GELO COMUM FABRICANTE DE PRODUTOS DERIVADOS
INDEPENDENTE DO ARROZ INDEPENDENTE
FABRICANTE DE GUARDA-CHUVAS E FABRICANTE DE RAPADURA E MELAÇO
SIMILARES INDEPENDENTE INDEPENDENTE
FABRICANTE DE GUARDANAPOS E FABRICANTE DE REFRESCOS, XAROPES
COPOS DE PAPEL INDEPENDENTE E PÓS PARA REFRESCOS
INDEPENDENTE
FABRICANTE DE INSTRUMENTOS
MUSICAIS INDEPENDENTE FABRICANTE DE ROUPAS ÍNTIMAS
INDEPENDENTE
FABRICANTE DE JOGOS RECREATIVOS FABRICANTE DE SABÕES E
INDEPENDENTE DETERGENTES SINTÉTICOS
FABRICANTE DE LATICÍNIOS INDEPENDENTE
INDEPENDENTE FABRICANTE DE SUCOS
FABRICANTE DE LETREIROS, PLACAS E CONCENTRADOS DE FRUTAS,
PAINÉIS NÃO LUMINOSOS HORTALIÇAS E LEGUMES
FABRICANTE DE LUMINÁRIAS E OUTROS INDEPENDENTE
EQUIPAMENTOS DE ILUMINAÇÃO FABRICANTE DE SUCOS DE FRUTAS,
INDEPENDENTE HORTALIÇAS E LEGUMES
INDEPENDENTE
FABRICANTE DE MALAS INDEPENDENTE
FABRICANTE DE VELAS, INCLUSIVE
FABRICANTE DE MASSAS ALIMENTÍCIAS DECORATIVAS INDEPENDENTE
INDEPENDENTE
FARINHEIRO DE MANDIOCA
FABRICANTE DE MEIAS INDEPENDENTE INDEPENDENTE
FABRICANTE DE MOCHILAS E FARINHEIRO DE MILHO INDEPENDENTE
CARTEIRAS INDEPENDENTE
FERRAMENTEIRO(A) INDEPENDENTE
FABRICANTE DE PAINÉIS E LETREIROS
FERREIRO/FORJADOR INDEPENDENTE
LUMINOSOS INDEPENDENTE
FABRICANTE DE PÃO DE QUEIJO FILMADOR(A) INDEPENDENTE
CONGELADO INDEPENDENTE FORNECEDOR(A) DE ALIMENTOS
PREPARADOS PARA EMPRESAS
FABRICANTE DE PAPEL INDEPENDENTE
INDEPENDENTE
FABRICANTE DE PARTES DE PEÇAS DO FOSSEIRO (LIMPADOR DE FOSSA)
VESTUÁRIO - FACÇÃO INDEPENDENTE INDEPENDENTE
FABRICANTE DE PARTES DE ROUPAS FOTOCOPIADOR(A) INDEPENDENTE
ÍNTIMAS - FACÇÃO INDEPENDENTE
FOTÓGRAFO(A) INDEPENDENTE
FABRICANTE DE PARTES DE ROUPAS
PROFISSIONAIS - FACÇÃO FOTÓGRAFO(A) AÉREO INDEPENDENTE
INDEPENDENTE FOTÓGRAFO(A) SUBMARINO
INDEPENDENTE
Continua...
88

FUNILEIRO / LANTERNEIRO INSTALADOR(A) E REPARADOR(A) DE


INDEPENDENTE SISTEMAS CENTRAIS DE AR
G CONDICIONADO, DE VENTILAÇÃO E
REFRIGERAÇÃO INDEPENDENTE
INSTRUTOR(A) DE ARTE E CULTURA EM
GALVANIZADOR(A) INDEPENDENTE GERAL INDEPENDENTE
GESSEIRO(A) INDEPENDENTE INSTRUTOR(A) DE ARTES CÊNICAS
GRAVADOR(A) DE CARIMBOS INDEPENDENTE
INDEPENDENTE INSTRUTOR(A) DE CURSOS GERENCIAIS
GUARDADOR(A) DE MÓVEIS INDEPENDENTE
INDEPENDENTE INSTRUTOR(A) DE CURSOS
GUIA DE TURISMO INDEPENDENTE PREPARATÓRIOS INDEPENDENTE
GUINCHEIRO (REBOQUE DE VEÍCULOS) INSTRUTOR(A) DE IDIOMAS
INDEPENDENTE INDEPENDENTE
H INSTRUTOR(A) DE INFORMÁTICA
INDEPENDENTE
INSTRUTOR(A) DE MÚSICA
HUMORISTA E CONTADOR DE INDEPENDENTE
HISTÓRIAS INDEPENDENTE J
I
JARDINEIRO(A) INDEPENDENTE
INSTALADOR(A) DE ANTENAS DE TV
INDEPENDENTE JORNALEIRO(A) INDEPENDENTE
INSTALADOR(A) DE EQUIPAMENTOS DE L
SEGURANÇA DOMICILIAR E
EMPRESARIAL, SEM PRESTAÇÃO DE
SERVIÇOS DE VIGILÂNCIA E LAPIDADOR(A) INDEPENDENTE
SEGURANÇA INDEPENDENTE LAVADEIRO(A) DE
INSTALADOR(A) DE EQUIPAMENTOS ROUPAS, INDEPENDENTE
PARA ORIENTAÇÃO À NAVEGAÇÃO LAVADEIRO(A) DE ROUPAS
MARÍTIMA, FLUVIAL E LACUSTRE PROFISSIONAIS INDEPENDENTE
INDEPENDENTE LAVADOR(A) E POLIDOR DE
INSTALADOR(A) DE ISOLANTES CARRO INDEPENDENTE
ACÚSTICOS E DE VIBRAÇÃO LAVADOR(A) DE ESTOFADO E
INDEPENDENTE SOFÁ INDEPENDENTE
INSTALADOR(A) DE ISOLANTES LIVREIRO(A) INDEPENDENTE
TÉRMICOS INDEPENDENTE
LOCADOR DE
INSTALADOR(A) DE MÁQUINAS E ANDAIMES INDEPENDENTE
EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS
LOCADOR(A) DE APARELHOS DE JOGOS
INDEPENDENTE
ELETRÔNICOS INDEPENDENTE
INSTALADOR(A) DE PAINÉIS
LOCADOR(A) DE BICICLETAS,
PUBLICITÁRIOS INDEPENDENTE
INDEPENDENTE
INSTALADOR(A) DE REDE DE LOCADOR(A) DE EQUIPAMENTOS
COMPUTADORES INDEPENDENTE CIENTÍFICOS, MÉDICOS E
INSTALADOR(A) DE SISTEMA DE HOSPITALARES, SEM OPERADOR
PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO INDEPENDENTE
INDEPENDENTE LOCADOR(A) DE EQUIPAMENTOS
INSTALADOR(A) E REPARADOR (A) DE RECREATIVOS E
ACESSÓRIOS AUTOMOTIVOS ESPORTIVOS INDEPENDENTE
INDEPENDENTE LOCADOR(A) DE FITAS DE VÍDEO, DVDS
INSTALADOR(A) E REPARADOR DE E SIMILARES INDEPENDENTE
COFRES, TRANCAS E TRAVAS DE
LOCADOR(A) DE LIVROS, REVISTAS,
SEGURANÇA INDEPENDENTE
PLANTAS E FLORES INDEPENDENTE
INSTALADOR(A) E REPARADOR(A) DE
ELEVADORES, ESCADAS E ESTEIRAS LOCADOR(A) DE MÁQUINAS E
ROLANTES INDEPENDENTE EQUIPAMENTOS AGRÍCOLAS SEM
OPERADOR INDEPENDENTE
Continua...
89

LOCADOR(A) DE MÁQUINAS E MONTADOR(A) E INSTALADOR DE


EQUIPAMENTOS PARA CONSTRUÇÃO SISTEMAS E EQUIPAMENTOS DE
SEM OPERADOR, EXCETO ANDAIMES ILUMINAÇÃO E SINALIZAÇÃO EM VIAS
INDEPENDENTE PÚBLICAS, PORTOS E
LOCADOR(A) DE MÁQUINAS E AEROPORTOS INDEPENDENTE
EQUIPAMENTOS PARA MOTOBOY INDEPENDENTE
ESCRITÓRIO INDEPENDENTE
MOTOTAXISTA INDEPENDENTE
LOCADOR(A) DE MATERIAL E
EQUIPAMENTO ESPORTIVO, MOVELEIRO(A) INDEPENDENTE
INDEPENDENTE MOVELEIRO(A) DE MÓVEIS
LOCADOR(A) DE MATERIAL METÁLICOS INDEPENDENTE
MÉDICO > INDEPENDENTE
O
LOCADOR(A) DE MOTOCICLETA, SEM
CONDUTOR, INDEPENDENTE
LOCADOR(A) DE MÓVEIS E UTENSÍLIOS, OLEIRO(A) INDEPENDENTE
INCLUSIVE PARA OPERADOR(A) DE MARKETING
FESTAS INDEPENDENTE DIRETO INDEPENDENTE
LOCADOR(A) DE INSTRUMENTOS ORGANIZADOR(A) DE EXCURSÕES EM
MUSICAIS INDEPENDENTE VEÍCULO PRÓPRIO,
LOCADOR(A) DE OBJETOS DO MUNICIPAL INDEPENDENTE
VESTUÁRIO, JÓIAS E OURIVES INDEPENDENTE
ACESSÓRIOS INDEPENDENTE
LOCADOR(A) DE OUTRAS MÁQUINAS E P
EQUIPAMENTOS COMERCIAIS E
INDUSTRIAIS NÃO ESPECIFICADOS PADEIRO(A) INDEPENDENTE
ANTERIORMENTE, SEM
OPERADOR INDEPENDENTE PANFLETEIRO(A) INDEPENDENTE
LOCADOR(A) DE PALCOS, COBERTURAS PAPELEIRO(A) INDEPENDENTE
E OUTRAS ESTRUTURAS DE USO
TEMPORÁRIO, EXCETO PASTILHEIRO(A) INDEPENDENTE
ANDAIMES INDEPENDENTE PEDREIRO INDEPENDENTE
LOCADOR(A) DE VÍDEO GAMES,
PEIXEIRO(A) INDEPENDENTE
INDEPENDENTE
PINTOR(A) DE
LOCUTOR(A) DE MENSAGENS FONADAS
AUTOMÓVEIS INDEPENDENTE
E AO VIVO INDEPENDENTE
PINTOR(A) DE PAREDE INDEPENDENTE
M
PIPOQUEIRO(A) INDEPENDENTE

MÁGICO(A) INDEPENDENTE PIROTÉCNICO(A) INDEPENDENTE

MANICURE/PEDICURE INDEPENDENTE PISCINEIRO(A) INDEPENDENTE


PIZZAIOLO(A) EM
MAQUIADOR(A) INDEPENDENTE
DOMICÍLIO INDEPENDENTE
MARCENEIRO(A) INDEPENDENTE POCEIRO/CISTERNEIRO/CACIMBEIRO IN
MARMITEIRO(A) INDEPENDENTE DEPENDENTE
PRESTADOR(A) DE SERVIÇOS DE
MECÂNICO(A) DE MOTOCICLETAS E COLHEITA, SOB CONTRATO DE
MOTONETAS INDEPENDENTE EMPREITADA, INDEPENDENTE
MECÂNICO(A) DE PRESTADOR(A) DE SERVIÇOS DE PODA,
VEÍCULOS INDEPENDENTE SOB CONTRATO DE EMPREITADA,
MERCEEIRO(A)/VENDEIRO(A) INDEPEND INDEPENDENTE
ENTE PRESTADOR(A) DE SERVIÇOS DE
MERGULHADOR(A) PREPARAÇÃO DE TERRENOS, SOB
(ESCAFANDRISTA) INDEPENDENTE CONTRATO DE EMPREITADA,
MOENDEIRO(A) INDEPENDENTE INDEPENDENTE
MONTADOR(A) DE
MÓVEIS INDEPENDENTE
Continua...
90

PRESTADOR(A) DE SERVIÇOS DE Q
ROÇAGEM, DESTOCAMENTO,
LAVRAÇÃO, GRADAGEM E
SULCAMENTO, SOB CONTRATO DE QUEIJEIRO(A)/
EMPREITADA, INDEPENDENTE MANTEIGUEIRO(A) INDEPENDENTE
PRESTADOR(A) DE SERVIÇOS DE QUITANDEIRO(A) INDEPENDENTE
SEMEADURA, SOB CONTRATO DE QUITANDEIRO(A)
EMPREITADA, INDEPENDENTE AMBULANTE INDEPENDENTE
PRODUTOR DE PEDRAS PARA R
CONSTRUÇÃO, NÃO ASSOCIADA À
EXTRAÇÃO INDEPENDENTE
PROFESSOR(A) RECARREGADOR(A) DE CARTUCHOS
PARTICULAR INDEPENDENTE PARA EQUIPAMENTOS DE
INFORMÁTICA INDEPENDENTE
PROMOTOR(A) DE
EVENTOS INDEPENDENTE RECICLADOR(A) DE BORRACHA,
MADEIRA, PAPEL E
PROMOTOR(A) DE TURISMO
VIDRO INDEPENDENTE
LOCAL INDEPENDENTE
RECICLADOR(A) DE MATERIAIS
PROMOTOR(A) DE
METÁLICOS, EXCETO
VENDAS INDEPENDENTE
ALUMÍNIO INDEPENDENTE
PROPRIETÁRIO(A) DE ALBERGUE NÃO
RECICLADOR(A) DE MATERIAIS
ASSISTENCIAL INDEPENDENTE
PLÁSTICOS INDEPENDENTE
PROPRIETÁRIO(A) DE BAR E
RECICLADOR(A) DE SUCATAS DE
CONGÊNERES INDEPENDENTE
ALUMÍNIO INDEPENDENTE
PROPRIETÁRIO(A) DE
CAMPING INDEPENDENTE REDEIRO(A) INDEPENDENTE
PROPRIETÁRIO(A) DE RELOJOEIRO(A) INDEPENDENTE
CANTINAS INDEPENDENTE
REMOVEDOR E EXUMADOR DE
PROPRIETÁRIO(A) DE CARRO DE SOM CADÁVER INDEPENDENTE
PARA FINS
PUBLICITÁRIOS INDEPENDENTE RENDEIRO(A) INDEPENDENTE
PROPRIETÁRIO(A) DE CASA DE REPARADOR(A) DE APARELHOS E
CHÁ INDEPENDENTE EQUIPAMENTOS PARA DISTRIBUIÇÃO E
PROPRIETÁRIO(A) DE CASA DE CONTROLE DE ENERGIA
SUCOS INDEPENDENTE ELÉTRICA INDEPENDENTE
REPARADOR(A) DE ARTIGOS E
PROPRIETÁRIO(A) DE CASAS DE FESTAS
ACESSÓRIOS DO
E EVENTOS INDEPENDENTE
VESTUÁRIO INDEPENDENTE
PROPRIETÁRIO(A) DE REPARADOR(A) DE BALANÇAS
ESTACIONAMENTO DE INDUSTRIAIS E
VEÍCULOS INDEPENDENTE COMERCIAIS INDEPENDENTE
PROPRIETÁRIO(A) DE
REPARADOR(A) DE BATERIAS E
FLIPERAMA INDEPENDENTE
ACUMULADORES ELÉTRICOS, EXCETO
PROPRIETÁRIO(A) DE
PARA VEÍCULOS INDEPENDENTE
HOSPEDARIA INDEPENDENTE
PROPRIETÁRIO(A) DE REPARADOR(A) DE
LANCHONETE INDEPENDENTE BICICLETA INDEPENDENTE
PROPRIETÁRIO(A) DE REPARADOR(A) DE
PENSÃO INDEPENDENTE BRINQUEDOS INDEPENDENTE
PROPRIETÁRIO(A) DE REPARADOR(A) DE CORDAS, VELAMES E
RESTAURANTE INDEPENDENTE LONAS INDEPENDENTE
PROPRIETÁRIO(A) DE SALA DE ACESSO REPARADOR(A) DE EMBARCAÇÕES
À INTERNET INDEPENDENTE PARA ESPORTE E
LAZER INDEPENDENTE
PROPRIETÁRIO(A) DE SALÃO DE JOGOS
DE SINUCA E BILHAR INDEPENDENTE REPARADOR(A) DE EQUIPAMENTOS
ESPORTIVOS INDEPENDENTE
REPARADOR(A) DE EQUIPAMENTOS
HIDRÁULICOS E PNEUMÁTICOS, EXCETO
VÁLVULAS INDEPENDENTE
Continua...
91

REPARADOR(A) DE EQUIPAMENTOS REPARADOR(A) DE TANQUES,


MÉDICO-HOSPITALARES NÃO- RESERVATÓRIOS METÁLICOS E
ELETRÔNICOS INDEPENDENTE CALDEIRAS, EXCETO PARA
REPARADOR(A) DE EXTINTOR DE VEÍCULOS INDEPENDENTE
INCÊNDIO INDEPENDENTE REPARADOR(A) DE TOLDOS E
REPARADOR(A) DE FILTROS PERSIANAS INDEPENDENTE
INDUSTRIAIS INDEPENDENTE REPARADOR(A) DE TONÉIS, BARRIS E
REPARADOR(A) DE GERADORES, PALETES DE MADEIRA INDEPENDENTE
TRANSFORMADORES E MOTORES REPARADOR(A) DE TRATORES
ELÉTRICOS INDEPENDENTE AGRÍCOLAS INDEPENDENTE
REPARADOR(A) DE GUARDA CHUVA E REPARADOR(A) DE VEÍCULOS DE
SOMBRINHAS INDEPENDENTE TRAÇÃO ANIMAL INDEPENDENTE
REPARADOR(A) DE INSTRUMENTOS RESTAURADOR(A) DE INSTRUMENTOS
MUSICAIS INDEPENDENTE MUSICAIS HISTÓRICOS INDEPENDENTE
REPARADOR(A) DE MÁQUINAS DE RESTAURADOR(A) DE JOGOS
ESCREVER, CALCULAR E DE OUTROS ACIONADOS POR
EQUIPAMENTOS NÃO-ELETRÔNICOS MOEDAS INDEPENDENTE
PARA ESCRITÓRIO INDEPENDENTE RESTAURADOR(A) DE
REPARADOR(A) DE MÁQUINAS E LIVROS INDEPENDENTE
APARELHOS DE REFRIGERAÇÃO E RESTAURADOR(A) DE OBRAS DE
VENTILAÇÃO PARA USO INDUSTRIAL E ARTE INDEPENDENTE
COMERCIAL INDEPENDENTE
RESTAURADOR(A) DE PRÉDIOS
REPARADOR(A) DE MÁQUINAS E HISTÓRICOS INDEPENDENTE
APARELHOS PARA A INDÚSTRIA
GRÁFICA INDEPENDENTE RETIFICADOR(A) DE MOTORES PARA
VEÍCULOS
REPARADOR(A) DE MÁQUINAS E
AUTOMOTORES INDEPENDENTE
EQUIPAMENTOS PARA A INDÚSTRIA DA
MADEIRA INDEPENDENTE REVELADOR(A)
FOTOGRÁFICO INDEPENDENTE
REPARADOR(A) DE MÁQUINAS E
EQUIPAMENTOS PARA A INDÚSTRIA S
TÊXTIL, DO VESTUÁRIO, DO COURO E
CALÇADOS INDEPENDENTE SALGADEIRO(A) INDEPENDENTE
REPARADOR(A) DE MÁQUINAS E
EQUIPAMENTOS PARA AGRICULTURA E SALINEIRO/EXTRATOR DE SAL
PECUÁRIA INDEPENDENTE MARINHO INDEPENDENTE
REPARADOR(A) DE MÁQUINAS E SALSICHEIRO(A)/LINGUICEIRO(A) INDEP
EQUIPAMENTOS PARA AS INDÚSTRIAS ENDENTE
DE ALIMENTOS, BEBIDAS E SAPATEIRO(A) INDEPENDENTE
FUMO INDEPENDENTE
SELEIRO(A) INDEPENDENTE
REPARADOR(A) DE MÁQUINAS
MOTRIZES NÃO- SEPULTADOR INDEPENDENTE
ELÉTRICAS INDEPENDENTE
SERIGRAFISTA INDEPENDENTE
REPARADOR(A) DE MÁQUINAS PARA
BARES E SERIGRAFISTA
LANCHONETES INDEPENDENTE PUBLICITÁRIO INDEPENDENTE
REPARADOR(A) DE MÁQUINAS PARA SERRALHEIRO(A) INDEPENDENTE
ENCADERNAÇÃO INDEPENDENTE SINTEQUEIRO(A) INDEPENDENTE
REPARADOR(A) DE MÁQUINAS, SOLDADOR(A) /
APARELHOS E EQUIPAMENTOS PARA BRASADOR(A) INDEPENDENTE
INSTALAÇÕES
SORVETEIRO(A) INDEPENDENTE
TÉRMICAS INDEPENDENTE
REPARADOR(A) DE SORVETEIRO(A)
MÓVEIS INDEPENDENTE AMBULANTE INDEPENDENTE
REPARADOR(A) DE PANELAS T
(PANELEIRO) INDEPENDENTE
TANOEIRO(A) INDEPENDENTE
Continua...
92

TAPECEIRO(A) INDEPENDENTE TRANSPORTADOR(A) MARÍTIMO DE


CARGA INDEPENDENTE
TATUADOR(A) INDEPENDENTE
TRANSPORTADOR(A) MUNICIPAL DE
TAXISTA INDEPENDENTE CARGAS NÃO
TECELÃO(Ã) INDEPENDENTE PERIGOSAS(CARRETO) INDEPENDENTE
TECELÃO(Ã) DE TRANSPORTADOR(A) MUNICIPAL DE
ALGODÃO INDEPENDENTE PASSAGEIROS SOB
FRETE INDEPENDENTE
TÉCNICO(A) DE SONORIZAÇÃO E DE
TRANSPORTADOR(A) MUNICIPAL DE
ILUMINAÇÃO INDEPENDENTE
TRAVESSIA POR
TÉCNICO(A) DE MANUTENÇÃO DE NAVEGAÇÃO INDEPENDENTE
COMPUTADOR INDEPENDENTE TRANSPORTADOR(A) MUNICIPAL
TÉCNICO(A) DE MANUTENÇÃO DE HIDROVIÁRIO DE
ELETRODOMÉSTICOS INDEPENDENTE CARGAS INDEPENDENTE
TÉCNICO(A) DE MANUTENÇÃO DE TRICOTEIRO(A) INDEPENDENTE
TELEFONIA INDEPENDENTE V
TELHADOR(A) INDEPENDENTE
TINTUREIRO(A) INDEPENDENTE VASSOUREIRO(A) INDEPENDENTE
TORNEIRO(A) VENDEDOR(A) AMBULANTE DE
MECÂNICO INDEPENDENTE PRODUTOS
TOSADOR(A) DE ANIMAIS ALIMENTÍCIOS INDEPENDENTE
DOMÉSTICOS INDEPENDENTE VENDEDOR(A) DE AVES VIVAS,
COELHOS E OUTROS PEQUENOS
TOSQUIADOR(A) INDEPENDENTE ANIMAIS PARA
TRANSPORTADOR(A) AQUAVIÁRIO PARA ALIMENTAÇÃO INDEPENDENTE
PASSEIOS TURÍSTICOS INDEPENDENTE VERDUREIRO INDEPENDENTE
TRANSPORTADOR(A) VIDRACEIRO DE
ESCOLAR INDEPENDENTE AUTOMÓVEIS INDEPENDENTE
TRANSPORTADOR(A) DE VIDRACEIRO DE
MUDANÇAS INDEPENDENTE EDIFICAÇÕES INDEPENDENTE
TRANSPORTADOR(A) INTERMUNICIPAL
VINAGREIRO INDEPENDENTE
DE PASSAGEIROS SOB FRETE EM
REGIÃO VIVEIRISTA INDEPENDENTE
METROPOLITANA INDEPENDENTE
TRANSPORTADOR(A) INTERMUNICIPAL E
INTERESTADUAL DE TRAVESSIA POR
NAVEGAÇÃO FLUVIAL INDEPENDENTE
Fonte: Portal do Empreendedor 7

7
http://www.portaldoempreendedor.gov.br/temas/quero-ser/formalize-se/atividades-permitidas
93

Anexo D – Atividades dos MEIs de Aracaju/SE

Quadro 1 – Total de empresas optantes no SIMEI do Município de Aracaju/ - por Código CNAE,
descrição CNAE e sexo
Código Descrição TOTAL HOMENS MULHERES
159802 Criação de animais de estimação 4 2 2
161001 Serviço de pulverização e controle de pragas
3 3 0
agrícolas
1012101 Abate de aves 6 4 2
1013901 Fabricação de produtos de carne 3 1 2
1031700 Fabricação de conservas de frutas 3 1 2
1033301 Fabricação de sucos concentrados de frutas,
hortaliças e legumes 2 0 2
1033302 Fabricação de sucos de frutas, hortaliças e
legumes, exceto concentrados 3 0 3
1052000 Fabricação de laticínios 2 0 2
1065101 Fabricação de amidos e féculas de vegetais 2 0 2
1092900 Fabricação de biscoitos e bolachas 9 3 6
1093701 Fabricação de produtos derivados do cacau e de
24 5 19
chocolates
1093702 Fabricação de frutas cristalizadas, balas e
4 3 1
semelhantes
1094500 Fabricação de massas alimentícias 13 8 5
1095300 Fabricação de especiarias, molhos, temperos e
4 2 2
condimentos
1096100 Fabricação de alimentos e pratos prontos 16 9 7
1099601 Fabricação de vinagres 1 0 1
1099604 Fabricação de gelo comum 1 0 1
1122403 Fabricação de refrescos, xaropes e pós para
refrescos, exceto refrescos de frutas 1 1 0
1322700 Tecelagem de fios de fibras têxteis naturais, exceto
1 1 0
algodão
1340501 Estamparia e texturização em fios, tecidos,
artefatos têxteis e peças do vestuário 18 10 8
1340599 Outros serviços de acabamento em fios, tecidos,
artefatos têxteis e peças do vestuário 26 3 23
1351100 Fabricação de artefatos têxteis para uso doméstico 10 3 7
1352900 Fabricação de artefatos de tapeçaria 5 5 0
1359600 Fabricação de outros produtos têxteis não
especificados anteriormente 32 2 30
1411801 Confecção de roupas íntimas 8 0 8
1411802 Facção de roupas íntimas 3 0 3
1412601 Confecção de peças do vestuário, exceto roupas
íntimas e as confeccionadas sob medida 120 11 109
1412602 Confecção, sob medida, de peças do vestuário,
exceto roupas íntimas 254 14 240
1412603 Facção de peças do vestuário, exceto roupas
10 2 8
íntimas
1413403 Facção de roupas profissionais 7 4 3

Continua...
94

1414200 Fabricação de acessórios do vestuário, exceto para


segurança e proteção 1 1 0
1422300 Fabricação de artigos do vestuário, produzidos em
malharias e tricotagens, exceto meias 9 1 8
1521100 Fabricação de artigos para viagem, bolsas e
semelhantes de qualquer material 8 4 4
1529700 Fabricação de artefatos de couro não especificados
anteriormente 5 2 3
1531901 Fabricação de calçados de couro 1 1 0
1531902 Acabamento de calçados de couro sob contrato 1 1 0
1539400 Fabricação de calçados de materiais não
especificados anteriormente 7 5 2
1622699 Fabricação de outros artigos de carpintaria para
5 5 0
construção
1623400 Fabricação de artefatos de tanoaria e de
embalagens de madeira 1 1 0
1629301 Fabricação de artefatos diversos de madeira,
39 23 16
exceto móveis
1629302 Fabricação de artefatos diversos de cortiça,
bambu, palha, vime e outros materiais trançados, 7 5 2
exceto móveis
1732000 Fabricação de embalagens de cartolina e papel-
2 0 2
cartão
1742702 Fabricação de absorventes higiênicos 1 0 1
1749400 Fabricação de produtos de pastas celulósicas,
papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado não 40 7 33
especificados anteriormente
1813001 Impressão de material para uso publicitário 41 30 11
1813099 Impressão de material para outros usos 43 31 12
1821100 Serviços de pré-impressão 18 11 7
2061400 Fabricação de sabões e detergentes sintéticos 1 0 1
2062200 Fabricação de produtos de limpeza e polimento 6 5 1
2063100 Fabricação de cosméticos, produtos de perfumaria
e de higiene pessoal 4 2 2
2219600 Fabricação de artefatos de borracha não
especificados anteriormente 10 3 7
2229399 Fabricação de artefatos de material plástico para
outros usos não especificados anteriormente 5 3 2
2319200 Fabricação de artigos de vidro 3 3 0
2330399 Fabricação de outros artefatos e produtos de
concreto, cimento, fibrocimento, gesso e materiais 9 4 5
semelhantes
2349499 Fabricação de produtos cerâmicos não-refratários
não especificados anteriormente 15 5 10
2391502 Aparelhamento de pedras para construção, exceto
associado à extração 1 1 0
2391503 Aparelhamento de placas e execução de trabalhos
em mármore, granito, ardósia e outras pedras 5 4 1
2399101 Decoração, lapidação, gravação, vitrificação e
outros trabalhos em cerâmica, louça, vidro e cristal 7 2 5
2512800 Fabricação de esquadrias de metal 51 46 5
2532201 Produção de artefatos estampados de metal 9 8 1

Continua...
95

2542000 Fabricação de artigos de serralheria, exceto


31 29 2
esquadrias
2543800 Fabricação de ferramentas 4 4 0
2599301 Serviços de confecção de armações metálicas para
a construção 5 4 1
2599399 Fabricação de outros produtos de metal não
especificados anteriormente 11 9 2
2740602 Fabricação de luminárias e outros equipamentos
2 2 0
de iluminação
2950600 Recondicionamento e recuperação de motores
para veículos automotores 5 5 0
3101200 Fabricação de móveis com predominância de
124 111 13
madeira
3103900 Fabricação de móveis de outros materiais, exceto
madeira e metal 3 2 1
3104700 Fabricação de colchões 2 1 1
3211602 Fabricação de artefatos de joalheria e ourivesaria 2 0 2
3212400 Fabricação de bijuterias e artefatos semelhantes 59 5 54
3220500 Fabricação de instrumentos musicais, peças e
1 1 0
acessórios
3230200 Fabricação de artefatos para pesca e esporte 3 2 1
3240099 Fabricação de outros brinquedos e jogos
recreativos não especificados anteriormente 4 3 1
3291400 Fabricação de escovas, pincéis e vassouras 3 1 2
3292202 Fabricação de equipamentos e acessórios para
segurança pessoal e profissional 1 1 0
3299001 Fabricação de guarda-chuvas e similares 1 1 0
3299002 Fabricação de canetas, lápis e outros artigos para
2 2 0
escritório
3299003 Fabricação de letras, letreiros e placas de qualquer
material, exceto luminosos 13 11 2
3299004 Fabricação de painéis e letreiros luminosos 3 2 1
3299099 Fabricação de produtos diversos não especificados
anteriormente 202 34 168
3311200 Manutenção e reparação de tanques, reservatórios
metálicos e caldeiras, exceto para veículos 1 1 0
3313901 Manutenção e reparação de geradores,
transformadores e motores elétricos 18 14 4
3313902 Manutenção e reparação de baterias e
acumuladores elétricos, exceto para veículos 2 1 1
3313999 Manutenção e reparação de máquinas, aparelhos e
materiais elétricos não especificados anteriormente 1 1 0
3314701 Manutenção e reparação de máquinas motrizes
1 1 0
não-elétricas
3314702 Manutenção e reparação de equipamentos
hidráulicos e pneumáticos, exceto válvulas 7 6 1
3314707 Manutenção e reparação de máquinas e aparelhos
de refrigeração e ventilação para uso industrial e 42 37 5
comercial
3314709 Manutenção e reparação de máquinas de
escrever, calcular e de outros equipamentos não- 1 1 0
eletrônicos para escritório
Continua...
96

3314710 Manutenção e reparação de máquinas e


equipamentos para uso geral não especificados 1 1 0
anteriormente
3314711 Manutenção e reparação de máquinas e
equipamentos para agricultura e pecuária 1 1 0
3314719 Manutenção e reparação de máquinas e
equipamentos para as indústrias de alimentos, 7 4 3
bebidas e fumo
3314720 Manutenção e reparação de máquinas e
equipamentos para a indústria têxtil, do vestuário, do 7 7 0
couro e calçados
3314799 Manutenção e reparação de outras máquinas e
equipamentos para usos industriais não 3 3 0
especificados anteriormente
3317102 Manutenção e reparação de embarcações para
1 1 0
esporte e lazer
3319800 Manutenção e reparação de equipamentos e
produtos não especificados anteriormente 5 3 2
3321000 Instalação de máquinas e equipamentos industriais 34 28 6
3329501 Serviços de montagem de móveis de qualquer
62 54 8
material
3600602 Distribuição de água por caminhões 3 3 0
3702900 Atividades relacionadas a esgoto, exceto a gestão
2 0 2
de redes
3811400 Coleta de resíduos não-perigosos 6 6 0
3812200 Coleta de resíduos perigosos 1 1 0
3831901 Recuperação de sucatas de alumínio 11 7 4
3831999 Recuperação de materiais metálicos, exceto
5 4 1
alumínio
3832700 Recuperação de materiais plásticos 1 1 0
3839499 Recuperação de materiais não especificados
6 5 1
anteriormente
4321500 Instalação e manutenção elétrica 384 347 37
4322301 Instalações hidráulicas, sanitárias e de gás 38 35 3
4322302 Instalação e manutenção de sistemas centrais de
ar condicionado, de ventilação e refrigeração 113 97 16
4322303 Instalações de sistema de prevenção contra
9 7 2
incêndio
4329101 Instalação de painéis publicitários 10 6 4
4329103 Instalação, manutenção e reparação de
elevadores, escadas e esteiras rolantes, exceto de 3 3 0
fabricação própria
4329104 Montagem e instalação de sistemas e
equipamentos de iluminação e sinalização em vias 2 1 1
públicas, portos e aeroportos
4329105 Tratamentos térmicos, acústicos ou de vibração 2 1 1
4330402 Instalação de portas, janelas, tetos, divisórias e
armários embutidos de qualquer material 34 31 3
4330403 Obras de acabamento em gesso e estuque 25 22 3
4330404 Serviços de pintura de edifícios em geral 204 190 14
4330405 Aplicação de revestimentos e de resinas em
interiores e exteriores 18 15 3
4330499 Outras obras de acabamento da construção 26 22 4
4399103 Obras de alvenaria 354 338 16
Continua...
97

4399105 Perfuração e construção de poços de água 5 5 0


4399199 Serviços especializados para construção não
especificados anteriormente 2 2 0
4520001 Serviços de manutenção e reparação mecânica de
veículos automotores 171 156 15
4520002 Serviços de lanternagem ou funilaria e pintura de
veículos automotores 104 98 6
4520003 Serviços de manutenção e reparação elétrica de
veículos automotores 35 33 2
4520004 Serviços de alinhamento e balanceamento de
veículos automotores 12 11 1
4520005 Serviços de lavagem, lubrificação e polimento de
veículos automotores 81 65 16
4520006 Serviços de borracharia para veículos automotores 39 34 5
4520007 Serviços de instalação, manutenção e reparação
de acessórios para veículos automotores 50 46 4
4530703 Comércio a varejo de peças e acessórios novos
para veículos automotores 57 44 13
4530704 Comércio a varejo de peças e acessórios usados
para veículos automotores 16 12 4
4530705 Comércio a varejo de pneumáticos e câmaras-de-
3 1 2
ar
4541205 Comércio a varejo de peças e acessórios para
motocicletas e motonetas 33 25 8
4543900 Manutenção e reparação de motocicletas e
51 41 10
motonetas
4712100 Comércio varejista de mercadorias em geral, com
predominância de produtos alimentícios - 346 174 172
minimercados, mercearias e armazéns
4713002 Lojas de variedades, exceto lojas de
departamentos ou magazines 69 39 30
4721102 Padaria e confeitaria com predominância de
38 20 18
revenda
4721103 Comércio varejista de laticínios e frios 91 56 35
4721104 Comércio varejista de doces, balas, bombons e
32 18 14
semelhantes
4722901 Comércio varejista de carnes - açougues 67 46 21
4722902 Peixaria 36 22 14
4723700 Comércio varejista de bebidas 368 228 140
4724500 Comércio varejista de hortifrutigranjeiros 94 50 44
4729601 Tabacaria 5 4 1
4729699 Comércio varejista de produtos alimentícios em
geral ou especializado em produtos alimentícios não 223 106 117
especificados anteriormente
4732600 Comércio varejista de lubrificantes 2 2 0
4741500 Comércio varejista de tintas e materiais para
6 5 1
pintura
4742300 Comércio varejista de material elétrico 9 6 3
4743100 Comércio varejista de vidros 17 12 5
4744001 Comércio varejista de ferragens e ferramentas 31 21 10
4744002 Comércio varejista de madeira e artefatos 6 5 1
4744003 Comércio varejista de materiais hidráulicos 5 4 1
Continua...
98

4744004 Comércio varejista de cal, areia, pedra britada,


1 1 0
tijolos e telhas
4744099 Comércio varejista de materiais de construção em
29 20 9
geral
4752100 Comércio varejista especializado de equipamentos
de telefonia e comunicação 76 48 28
4753900 Comércio varejista especializado de
eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo 31 23 8
4754701 Comércio varejista de móveis 34 21 13
4754702 Comércio varejista de artigos de colchoaria 67 37 30
4754703 Comércio varejista de artigos de iluminação 4 3 1
4755501 Comércio varejista de tecidos 11 3 8
4755502 Comercio varejista de artigos de armarinho 93 20 73
4755503 Comercio varejista de artigos de cama, mesa e
76 28 48
banho
4756300 Comércio varejista especializado de instrumentos
musicais e acessórios 2 2 0
4757100 Comércio varejista especializado de peças e
acessórios para aparelhos eletroeletrônicos para uso 26 19 7
doméstico, exceto informática e comunicação
4759801 Comércio varejista de artigos de tapeçaria, cortinas
e persianas 17 9 8
4759899 Comércio varejista de outros artigos de uso
doméstico não especificados anteriormente 45 25 20
4761001 Comércio varejista de livros 18 13 5
4761002 Comércio varejista de jornais e revistas 8 5 3
4761003 Comércio varejista de artigos de papelaria 50 16 34
4762800 Comércio varejista de discos, CDs, DVDs e fitas 4 3 1
4763601 Comércio varejista de brinquedos e artigos
31 19 12
recreativos
4763602 Comércio varejista de artigos esportivos 52 42 10
4763603 Comércio varejista de bicicletas e triciclos; peças e
34 23 11
acessórios
4763604 Comércio varejista de artigos de caça, pesca e
11 8 3
camping
4771701 Comércio varejista de produtos farmacêuticos, sem
manipulação de fórmulas 3 1 2
4771703 Comércio varejista de produtos farmacêuticos
1 0 1
homeopáticos
4771704 Comércio varejista de medicamentos veterinários 4 3 1
4772500 Comércio varejista de cosméticos, produtos de
perfumaria e de higiene pessoal 469 104 365
4773300 Comércio varejista de artigos médicos e
11 7 4
ortopédicos
4774100 Comércio varejista de artigos de óptica 26 10 16
4781400 Comércio varejista de artigos do vestuário e
2.022 367 1.655
acessórios
4782201 Comércio varejista de calçados 69 28 41
4782202 Comércio varejista de artigos de viagem 13 4 9
4783101 Comércio varejista de artigos de joalheria 52 6 46
4783102 Comércio varejista de artigos de relojoaria 11 6 5
Continua...
99

4784900 Comércio varejista de gás liqüefeito de petróleo


25 17 8
(GLP)
4785701 Comércio varejista de antigüidades 3 3 0
4785799 Comércio varejista de outros artigos usados 15 7 8
4789001 Comércio varejista de suvenires, bijuterias e
146 31 115
artesanatos
4789002 Comércio varejista de plantas e flores naturais 12 5 7
4789003 Comércio varejista de objetos de arte 7 4 3
4789004 Comércio varejista de animais vivos e de artigos e
alimentos para animais de estimação 107 60 47
4789005 Comércio varejista de produtos saneantes
45 30 15
domissanitários
4789006 Comércio varejista de fogos de artifício e artigos
2 2 0
pirotécnicos
4789007 Comércio varejista de equipamentos para escritório 7 7 0
4789008 Comércio varejista de artigos fotográficos e para
5 2 3
filmagem
4789099 Comércio varejista de outros produtos não
especificados anteriormente 158 58 100
4923001 Serviço de táxi 103 102 1
4924800 Transporte escolar 30 23 7
4929901 Transporte rodoviário coletivo de passageiros, sob
regime de fretamento, municipal 58 53 5
4929902 Transporte rodoviário coletivo de passageiros, sob
regime de fretamento, intermunicipal, interestadual e 42 31 11
internacional
4929903 Organização de excursões em veículos rodoviários
próprios, municipal 4 2 2
4930201 Transporte rodoviário de carga, exceto produtos
perigosos e mudanças, municipal 161 130 31
4930202 Transporte rodoviário de carga, exceto produtos
perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e 42 39 3
internacional
4930204 Transporte rodoviário de mudanças 28 27 1
5011401 Transporte marítimo de cabotagem - Carga 1 1 0
5099801 Transporte aquaviário para passeios turísticos 2 2 0
5099899 Outros transportes aquaviários não especificados
anteriormente 2 2 0
5212500 Carga e descarga 10 10 0
5223100 Estacionamento de veículos 20 12 8
5229002 Serviços de reboque de veículos 4 3 1
5320201 Serviços de malote não realizados pelo Correio
7 6 1
Nacional
5320202 Serviços de entrega rápida 244 225 19
5590601 Albergues, exceto assistenciais 2 2 0
5590602 Campings 1 1 0
5590603 Pensões (alojamento) 4 1 3
5590699 Outros alojamentos não especificados
18 6 12
anteriormente
5611201 Restaurantes e similares 217 91 126
5611202 Bares e outros estabelecimentos especializados
em servir bebidas 107 61 46

Continua...
100

5611203 Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares 464 219 245


5612100 Serviços ambulantes de alimentação 499 286 213
5620101 Fornecimento de alimentos preparados
preponderantemente para empresas 55 18 37
5620102 Serviços de alimentação para eventos e recepções
52 29 23
- bufê
5620103 Cantinas - serviços de alimentação privativos 22 9 13
5620104 Fornecimento de alimentos preparados
preponderantemente para consumo domiciliar 473 121 352
5811500 Edição de livros 18 11 7
5813100 Edição de revistas 20 13 7
5819100 Edição de cadastros, listas e outros produtos
72 48 24
gráficos
5912099 Atividades de pós-produção cinematográfica, de
vídeos e de programas de televisão não 30 25 5
especificadas anteriormente
6190699 Outras atividades de telecomunicações não
especificadas anteriormente 45 36 9
6399200 Outras atividades de prestação de serviços de
informação não especificadas anteriormente 1 1 0
6920601 Atividades de contabilidade 79 49 30
7319002 Promoção de vendas 525 299 226
7319003 Marketing direto 256 74 182
7319099 Outras atividades de publicidade não especificadas
anteriormente 19 17 2
7420001 Atividades de produção de fotografias, exceto
aérea e submarina 128 85 43
7420002 Atividades de produção de fotografias aéreas e
4 4 0
submarinas
7420003 Laboratórios fotográficos 3 0 3
7420004 Filmagem de festas e eventos 19 14 5
7490102 Escafandria e mergulho 3 1 2
7721700 Aluguel de equipamentos recreativos e esportivos 27 10 17
7722500 Aluguel de fitas de vídeo, DVDs e similares 4 2 2
7723300 Aluguel de objetos do vestuário, jóias e acessórios 21 2 19
7729201 Aluguel de aparelhos de jogos eletrônicos 2 1 1
7729202 Aluguel de móveis, utensílios e aparelhos de uso
doméstico e pessoal; instrumentos musicais 50 17 33
7729299 Aluguel de outros objetos pessoais e domésticos
não especificados anteriormente 1 0 1
7731400 Aluguel de máquinas e equipamentos agrícolas
4 3 1
sem operador
7732201 Aluguel de máquinas e equipamentos para
construção sem operador, exceto andaimes 8 4 4
7732202 Aluguel de andaimes 5 5 0
7733100 Aluguel de máquinas e equipamentos para
7 6 1
escritório
7739002 Aluguel de equipamentos científicos, médicos e
hospitalares, sem operador 3 2 1
7739003 Aluguel de palcos, coberturas e outras estruturas
de uso temporário, exceto andaimes 12 9 3

Continua...
101

7739099 Aluguel de outras máquinas e equipamentos


comerciais e industriais não especificados 24 19 5
anteriormente, sem operador
7911200 Agências de viagens 121 61 60
7912100 Operadores turísticos 36 12 24
7990200 Serviços de reservas e outros serviços de turismo
não especificados anteriormente 7 3 4
8011101 Atividades de vigilância e segurança privada 6 6 0
8011102 Serviços de adestramento de cães de guarda 6 5 1
8122200 Imunização e controle de pragas urbanas 10 6 4
8129000 Atividades de limpeza não especificadas
13 11 2
anteriormente
8130300 Atividades paisagísticas 67 59 8
8211300 Serviços combinados de escritório e apoio
45 25 20
administrativo
8219901 Fotocópias 29 18 11
8219999 Preparação de documentos e serviços
especializados de apoio administrativo não 91 40 51
especificados anteriormente
8230001 Serviços de organização de feiras, congressos,
exposições e festas 271 121 150
8230002 Casas de festas e eventos 35 18 17
8291100 Atividades de cobrança e informações cadastrais 17 10 7
8292000 Envasamento e empacotamento sob contrato 2 2 0
8299703 Serviços de gravação de carimbos, exceto
2 1 1
confecção
8299707 Salas de acesso à internet 39 22 17
8299799 Outras atividades de serviços prestados
principalmente às empresas não especificadas 14 12 2
anteriormente
8592902 Ensino de artes cênicas, exceto dança 3 0 3
8592903 Ensino de música 20 15 5
8592999 Ensino de arte e cultura não especificado
40 20 20
anteriormente
8593700 Ensino de idiomas 15 6 9
8599603 Treinamento em informática 29 21 8
8599604 Treinamento em desenvolvimento profissional e
151 78 73
gerencial
8599605 Cursos preparatórios para concursos 38 15 23
8599699 Outras atividades de ensino não especificadas
279 101 178
anteriormente
8712300 Atividades de fornecimento de infra-estrutura de
apoio e assistência a paciente no domicílio 42 3 39
9001901 Produção teatral 17 9 8
9001902 Produção musical 98 79 19
9001906 Atividades de sonorização e de iluminação 39 37 2
9002702 Restauração de obras de arte 6 5 1
9102302 Restauração e conservação de lugares e prédios
2 1 1
históricos
9313100 Atividades de condicionamento físico 109 67 42
9329804 Exploração de jogos eletrônicos recreativos 2 1 1

Continua...
102

9329899 Outras atividades de recreação e lazer não


especificadas anteriormente 28 10 18
9511800 Reparação e manutenção de computadores e de
equipamentos periféricos 298 267 31
9512600 Reparação e manutenção de equipamentos de
60 46 14
comunicação
9521500 Reparação e manutenção de equipamentos
eletroeletrônicos de uso pessoal e doméstico 75 69 6
9529101 Reparação de calçados, bolsas e artigos de viagem 17 17 0
9529102 Chaveiros 37 31 6
9529103 Reparação de relógios 9 8 1
9529104 Reparação de bicicletas, triciclos e outros veículos
não-motorizados 9 9 0
9529105 Reparação de artigos do mobiliário 65 56 9
9529106 Reparação de jóias 6 4 2
9529199 Reparação e manutenção de outros objetos e
equipamentos pessoais e domésticos não 16 13 3
especificados anteriormente
9601701 Lavanderias 19 1 18
9602501 Cabeleireiros 2.021 354 1.667
9602502 Outras atividades de tratamento de beleza 465 20 445
9603304 Serviços de funerárias 3 2 1
9609202 Agências matrimoniais 11 4 7
9609299 Outras atividades de serviços pessoais não
especificadas anteriormente 39 29 10
9700500 Serviços domésticos 133 7 126
TOTAL 17.944 8.467 9.477
Fonte: Portal do Empreendedor
Nota: dados extraídos em 24/02/2018.