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Por Caroline Bitar – Psicóloga Infantil

“7 estratégias para manter o autocontrole e equilíbrio com seu

filho”

Você já se sentiu mal por ter que gritar com o seu filho para que só
assim ele te obedeça? Você já parou para pensar por que alguns
pais utilizam do grito ou perdem o controle em situações que
deveriam ser simples no dia a dia?

Eu sei que no primeiro momento de dificuldade a vontade que


temos é de gritar mais alto para demonstrar a nossa autoridade ou
então ignorar os berros da criança e dar as costas.

Na primeira alternativa pode até ser que a criança pare de gritar ou


de se comportar mau, mas isso se dará através do medo (e não do
respeito) e as chances dela tentar gritar mais alto que você são
grandes. Isso também irá estimular seu filho a esconder conteúdos
e situações de você por medo da sua reação e isso pode acontecer
tanto na infância, como se prolongar para a adolescência e fase
adulta.

Já na segunda alternativa, quando você ignora o comportamento


da criança, você está dizendo pra ela que não se importa com o que
ela sente e a repetição disso pode gerar consequências bem piores
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futuramente. Ela poderá desenvolver crenças de desamor e


desvalor em relação aos pais, isto é, acreditar profundamente que
os pais não se importam e não valorizam o que ela sente, pensa ou
expressa.

Eu te convido a pensar se o grande problema dessa dificuldade de


autocontrole está na falta de cooperação da criança ou em você por
não ter ferramentas e alternativas para lidar com essas situações
difíceis.

Como muita gente já sabe, os gritos cansam os pais, além de gerar


uma enorme culpa e atrapalhar na conexão entre uma mãe e filho.
E conexão é tudo na educação, não se pode perder.

Pensando nisso, preparei 7 dicas para trabalhar o autocontrole dos


pais nos momentos difíceis do dia a dia:

1) Trocar o grito pela firmeza na sua entonação de voz

Ao se depararem com um mau comportamento, os pais


normalmente se apegam a estratégia do medo e gritos com a
criança, sem parar para pensar que a entonação da voz firme faz
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toda a diferença e que você não precisa se desgastar ou desgastar


sua voz para que seu filho entenda a mensagem que deseja passar
para ele como ensinamento.

Mas primeiramente é necessário se conectar com a criança, para só


assim em seguida corrigir o que precisa ser corrigido. Ao se conectar
com seu filho, ele estará mais aberto e preparado para aprender o
que precisa aprender através de você.

Por exemplo, você pode utilizar a seguinte frase: “Filho, eu te amo,


e não é certo você fazer o que está fazendo agora.” ou “Filho, você
é um menino tão organizado, pode guardar seus brinquedos
agora?” ou “ Filho, preciso de um abraço seu, como podemos
resolver esse problema de forma respeitosa para todos?”

Quando os pais se conectam com os seus filhos antes da correção,


eles recebem a mensagem de correção e educação com afeto e
compreensão.
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2) Fale menos e aja mais!


Sabe aquela situação que é melhor silenciar naquele momento para
só depois ter um diálogo? Então, muitas vezes os pais perdem o
controle por que se indignam com alguns comportamentos da
criança, sem entender que ela não consegue dar conta de suas
próprias emoções e que precisa do auxílio de um adulto para
aprender a obter esse autocontrole. Então, temos que começar por
nós o exercício da calma.

As crianças em razão de sua imaturidade cerebral, não possuem


autocontrole que nós adultos possuímos. Desta forma, é comum
elas se descontrolarem e o que não poderia acontecer com tanta
frequência seria os pais também se descontrolarem junto com ela.
As crianças precisam dos adultos para aprenderem tudo, inclusive
o autocontrole.

Então, fale menos e aja mais! Não espere que a criança tome as
iniciativas maduras que você talvez tomaria.
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Se seu filho, por exemplo, não para de implicar com o irmãozinho e


você já pediu mil vezes para parar com a brincadeira, gentilmente
pegue na mão de seu filho e o leve para outro espaço para que
vocês possam conversar a sós, para que assim seja possível uma
melhor comunicação e sem constrangimentos.

3) Respire fundo

Acredite, respirar fundo funciona!

Respirar profundamente está mais que comprovado que relaxa o


corpo, diminui os efeitos do estresse, liberando endorfinas e
analgésicos naturais que propiciam o relaxamento e auxiliam no
sono.

Além disso, a respiração profunda e lenta, mantém o equilíbrio


entre o oxigênio e o gás carbônico no sangue contribuindo para
ritmo adequado dos batimentos cardíacos, isto é, traz calmaria nos
momentos turbulentos.
Por Caroline Bitar – Psicóloga Infantil

Se você em algum dia estiver passando por um momento


desafiador com o seu filho, respire fundo quantas vezes for
necessário para manter-se em equilíbrio. Lembre-se que uma boa
educação é aquela que conseguimos mostrar através de nossos
comportamentos o que pregamos em nosso discurso.

Se não quer que seu filho grite com você ou com qualquer outra
pessoa, comece por você mesmo a praticar esse comportamento
com ele.

Se quer que seu filho não bata e respeite o próximo, comece


também por você mesma através do exemplo a não bater nos
momentos de descontrole com ele.

“A palavra convence, mas o exemplo arrasta.”

4) Vai passar!

Alguma vez a birra, os gritos de seu filho ou qualquer outro


comportamento desafiador se tornou permanente? Não tem
começo, meio e fim?
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Tudo passa. Basta você ter em mente que aquilo que está te tirando
do sério naquele momento vai passar e não adianta você perder o
controle, perder a conexão com o seu filho, se desgastar para cessar
aquele comportamento de forma imediata.

Ajude-o a dar conta do que ele está sentindo, todas as emoções são
muito novas para ele.

Você pode dizer para ele: “Como posso te ajudar agora?” ou “ Me


dá um abraço para que eu e você possamos nos acalmar juntos?”

5) Seja objetivo e redirecione o comportamento

Se seu filho está gritando, mostre que você é o adulto da relação,


não no sentido de minimizar a criança, mas de demonstrar
equilíbrio e autorregulação emocional. Dirija-se à ele falando
baixinho. Como ele está gritando não conseguirá te ouvir, então a
tendência é que ela pare de gritar para entender o que você está
falando.

Por exemplo, se a criança está gritando porque quer uma


determinada fruta, mas não tem naquele momento, não fique
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dando argumentos enormes “não tem filho, papai não conseguiu


passar no mercado por que o trânsito estava isso e aquilo... “, isso
só vai fazer com que ela chore e grite ainda mais. Redirecione, dê
duas opções do que ela possa comer naquele momento: “filha
mamãe não comprou uva, mas tem morango e banana qual que
você vai escolher?”

6) O filho de alguém muito importante é importante para você?

Você já parou para pensar se perderia o controle com o seu


sobrinho ou com o filho de uma figura que representa muito para
você?

Acredito que seu filho é “filho” de alguém muito importante... que


é VOCÊ!

Tente fazer esse exercício todas as vezes que achar que irá explodir
com essa pessoinha tão preciosa que é o seu filho, e se perguntar:
“Eu faria essa mesma coisa com o filho de outra pessoa? E por que
faço com o meu, que é o amor mais precioso que tenho nesse
mundo?”
Por Caroline Bitar – Psicóloga Infantil

7) O lúdico como aliado

Na hora da gritaria, para você não entrar na mesma sintonia da


criança e tudo desandar mais ainda, utilize o lúdico para ter
controle sobre a situação.

Você pode desenhar carinhas nos polegares, um feliz e outro bravo.


Comece a falar : “oi, acho que você está um pouco bravo, o que
você precisa para se sentir melhor? Um abraço ajudaria? Ou talvez
pular bem alto, o que acha?” Quando a criança for se acalmando, o
polegar feliz aparece e pergunta como que ela está se sentindo
agora.

As crianças, principalmente as menores, adoram brincadeiras como


essas. Além de descontrair a situação, você estará ajudando seu
filho a identificar a emoção e a lidar com ela brincando.

Essas são apenas algumas das inúmeras dicas que eu ensino no


Programa de Habilidades Parentais. Esse curso online é totalmente
voltado para as mães e pais que buscam melhorar a relação com
seu filho, estabelecendo uma conexão mais forte e profunda,
através do autocontrole nas situações mais difíceis e desafiadoras.
Por Caroline Bitar – Psicóloga Infantil

Ao longo desse programa você vai entender porque reproduz


comportamentos indesejados com seu filho sem nem mesmo
perceber e aprender como reprogramar seu cérebro para agir de
forma diferente.

Descubra o poder de uma educação pautada no amor, respeito e


carinho, sem precisar de uma comunicação violenta e agressiva
com seu filho e sem perder a autoridade com a criança.

O objetivo é ajudar os pais a buscarem em si a paciência e o


autocuidado que tanto precisam para somente assim poderem
educar seus filhos da melhor maneira possível.

Te convido a esse mundo de novas descobertas, saiba mais clicando


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