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ESQUEMAS DE CARREGADORES DE BATERIAS

Coletânea de circuitos
Existem inúmeros tipos de baterias no mercado, dentre elas as
principais são as de chumbo-ácido e a de níquel-cádmio. A de
chumbo-ácido é em geral a escolhida em razão de seu baixo custo e
facilidade de aquisição.
  

Antes de tudo vamos entender algumas definições e


nomenclaturas encontradas nas baterias: 

Tensão nominal: Uma bateria não apresenta em seus terminais uma


tensão fixa. A tensão nominal, representa a média dos valores
encontrados durante um processo normal de descarga. 
Capacidade nominal: A capacidade nominal é dada em Ah (Amperes
x hora).

Profundidade de descarga: Não se deve descarregar


completamente uma bateria de chumbo-ácido. A profundidade de
descarga, em torno de 20 % da capacidade nominal.Os acumuladores
de níquel-cádmio, ao contrário, devem trabalhar em ciclos de carga e
descarga completas para evitar a redução da sua vida útil. 
Corrente de carga: O valor geralmente é encontrado dividindo por
10h a capacidade nominal. A corrente de carga será então de 0,XX A. 
A corrente de descarga: Apresentada do mesmo modo do item
anterior. 
Tensão de flutuação: A bateria descarrega, se abandonada em
circuito aberto. É preciso então manter uma fonte de tensão ligada aos
seus terminais para que ela permaneça em seu estado de plena
carga. 
Tensão de gaseificação: Durante o processo de carga a tensão na
bateria sobe lentamente, ultrapassando a tensão nominal e a de
flutuação até atingir a tensão de gaseificação. 
Tipos de Carregador de bateria 
Os carregadores de bateria podem ser de carga cíclica ou de
flutuação. O primeiro é normalmente empregado para carregar
completamente uma bateria para que ela seja utilizada para alimentar
algum equipamento isoladamente, ou para carregar uma bateria de
carro descarregada. Nesse tipo de operação a bateria não deve
alimentar nenhum aparelho durante o processo de carga pois a tensão
final de carga é mais elevada, podendo chegar até 14,8V.
O carregador de flutuação opera com uma tensão de carga mais
baixa, normalmente em torno de 13,8V e mantém essa tensão que é a
tensão de flutuação. Ele pode operar o tempo todo conectado à
bateria, alimentando outros equipamentos, ou pode ter um circuito de
conexão e desconexão conforme o estado de carga da bateria. 
Método de carga de uma bateria 
 
Existem vários métodos para carregar uma bateria. O método Delta de
Tensão Zero ou Negativo, é quando aplica-se uma corrente
constante nos terminais da bateria de forma que sua tensão vá
subindo até um valor limite. Neste ponto, termina-se a carga sob a
condição de Delta V Zero. Em alguns tipos de bateria, após o ponto de
delta de tensão zero, a tensão começa a cair denominada Delta V
Negativo. 
Método de carga de cada circuito eletrônico e considerações
Existem uma infinidade de circuitos que “prometem” carregar baterias. Numa simples busca no
Google, vamos ver uma lista imensa!

O que se deve considerar é que cada projeto deve levar em consideração as características de
cada bateria e os detalhes construtivos, além das informações dos próprios fabricantes que, de
forma geral, especificam como deve ser a manutenção de seus produtos.

Vamos então adicionar algumas informações de um fabricante, para se entender melhor esta
questão sobre o funcionamento e construção de baterias de chumbo-ácido:

especificação do fabricante em uma bateria de nobreak

1 – PERFIL CÍCLICO
A capacidade de ciclos de carga/descarga de qualquer bateria é determinada por muitas
variáveis, tais como :

a) Projeto da Grade (isto é: tipo da liga, espessura, configuração da malha).


b) Formulações da pasta ou material ativo (isto é; densidade, tipo de óxidos, processo de
mistura)
c) Processo de Tratamento da Placa
d) Tipos de Separador (isto é, tamanho do poro, resistência interna, tipo de material).
e) Processo de Formação da Placa

Ainda que a maioria dos projetos das baterias sejam totalmente similares, sua capacidade
cíclica pode variar. A quantidade de ciclos que elas irão fornecer está diretamente relacionada
com a profundidade da descarga. Essa profundidade de descarga é função da efetiva amper-
hora removida e da capacidade nominal em amper-hora de um determinado tipo de bateria. A
seguinte fórmula pode ser usada para determinar a profundidade da descarga:

Profundidade de Descarga =

Descarga(A) x Tempo (h)  /  Capac. Nom. da Bateria (Ah) x o nº de redes paralelas


(nº de redes paralelas, se aplicável)

2- REQUISITOS DE OSCILAÇÃO DO CARREGADOR DE BATERIA.

Recomenda-se que o ripple AC do carregador não seja maior que 1,5% da oscilação contínua
pico a pico, da tensão de flutuação de 13,50 a 13,80 vp. Um ripple de 4% pico a pico pode
também ser tolerado desde que ocorra de forma intermitente (isto é, picos, situação
transitória). Para ripples com características irregulares, um limite máximo de 0,5 volt RMS
(tensão efetiva) deve ser adotado.

As oscilações de tensão além desses limites causam o aquecimento interno da bateria e


aceleram o processo de envelhecimento da bateria, reduzindo, consequentemente, a vida da
bateria. A efetiva quantidade de vida útil perdida de uma bateria , devido a teores de oscilação
maiores que o recomendado, está sendo continuamente estudada. Informação adicional
referente a alguns desenvolvimentos posteriores nessa área será divulgada em bases
contínuas. Recomenda-se também que os componentes eletrônicos no circuito filtrante, em
particular os capacitores, sejam submetidos a um plano de manutenção programado
regularmente. Isso vai ser útil como um método de monitorar a eficácia do componente
desses circuitos, evitando que o envelhecimento dos componentes contribua para qualquer
ruído indesejado no banco de baterias.

3- RESISTÊNCIA DA BATERIA

A resistência interna (impedância) da bateria é mais baixa quando a bateria está totalmente
carregada. Quando utilizada em operação a plena carga de flutuação, as baterias estão
constantemente sendo mantidas a plena carga.

 Uma bateria em condição descarregada “normal” terá uma resistência cinco (5) vezes
maior
que a em plena carga.
 Uma bateria “excessivamente descarregada” (bastante sulfatada) pode
ter uma resistência significativamente maior que aquela de uma bateria em condição
descarregada “normal”.
 Baterias excessivamente descarregadas com resistência muito alta
podem não aceitar a recarga habitual e irão necessitar de procedimentos especiais de
carregamento (carga com tensão acima do valor de carga cíclica normal).

4- CONFIGURAÇÕES SÉRIE/PARALELO
As baterias podem ser usadas em configuração série/paralelo para obter maior
capacidade do banco de baterias.

Em teoria, uma quantidade ilimitada de redes paralelas podem ser usadas, mas para
aplicações práticas isso não se verifica. Além disso, as pesquisas estão prosseguindo, de
modo a podermos trazer as limitações práticas para mais perto do teórico.
Até que essas pesquisas estejam completadas, recomenda-se até 5, quando se dispuser
bancos de baterias em circuitos paralelos.
Modelo da bateria

Uma das maiores preocupações que impõem tais limitações está na operação de carga e
descarga da bateria. No processo de descarga, se um circuito de um banco de baterias em
paralelo tiver uma capacidade muito baixa (devido a uma célula em curto circuito, etc..), os
circuitos de capacidade maior teriam a tendência de descarregar no circuito de capacidade
menor.

Essa pode ser a causa de alguma futura falha prematura da bateria.


Utilizando a mesma situação descrita acima no processo de carregamento, o circuito com a
célula em curto circuito ou fraca, vai receber a maior parte da corrente fornecida pelo
carregador, impedindo que outros circuitos paralelos sejam carregados totalmente.

5- SULFATAÇÃO

A palavra “SULFATAÇÃO” pode ser usada de diversas maneiras e merece algum


esclarecimento. Em geral, significa a formação ou deposição de sulfato de chumbo na
superfície e nos poros do material ativo das placas.
Sulfato de chumbo se forma como uma parte natural do processo de descarga e, nesse
sentido, é uma parte necessária do funcionamento da bateria. Esse sulfato tem estrutura
finamente cristalina e é facilmente reduzido por uma corrente de carga.
Sulfato de chumbo é também formado como resultado de ação local ou auto descarga das
placas. Isso é provocado pela ação da solução ácida nos materiais das placas. O sulfato de
chumbo formado como resultado dessa ação é também facilmente reduzido pela corrente de
carregamento, a não ser que a bateria esteja mal cuidada.
A terceira e talvez a mais usual utilização da palavra “SULFATAÇÃO” aplica-se aos grandes
cristais ou sulfato de chumbo “duro” que podem se formar nas placas, como resultado de uso
incorreto ou negligente. A sulfatação excessiva dessa terceira espécie é difícil de se reduzir e
pode causar dano permanente às placas. Sulfatação, por esta definição, é o resultado de um
processo de envelhecimento sob temperatura prolongada e/ou alta (recristalização) e é
causada pelo seguinte:

1. Deixar baterias sem recarregar por longos períodos após a descarga.


2. Armazenamento contínuo da bateria sob temperaturas excessivas.
3. Prolongados períodos a baixa carga.
4. Longo período sem recargas periódicas (auto-descarga).
5. Permitir descargas da bateria a tensões abaixo da baixa tensão de corte recomendada.

O sulfato de chumbo nessa última forma é difícil e às vezes impossível de reduzir pelos
métodos convencionais de carga.

“Detalhes de como tais baterias podem ser recuperadas por


métodos alternativos de carga estão apontados mais adiante.”

Circuito 01:

Este circuito é um dos meus favoritos. Através do LM723 obtém-se um controle da carga mais
eficaz, pois o circuito interno de controle de corrente deste integrado já faz o papel de limitar a
corrente e evitar “estragos” em caso de curto circuito nos terminais da bateria ou um consumo

excessivo de corrente na hora da carga. 

Bom lembrar que o ajuste de tensão deve estar entre os 13,5 ~ 13,8 Volts para a flutuação da
bateria.

É possível também adicionar uma chave fazendo um preset, com resistores que façam o
integrado fornecer a tensão de 14,4 Volts para carregar a bateria em caso dela estar muito
descarregada e depois selecionar a flutuação. É uma questão simples de implementar (com um
trimpot em paralelo ao R9 e uma chave na junção entre ele e R5). Assim, teríamos dois
circuitos idênticos de R9+R6 selecionáveis pela chave e, tendo cada um um ajuste, é possível
selecionar entre flutuação e carga.

Outra variação encontrada na internet é esta abaixo. Ele é parte de uma matéria em uma
revista antiga de eletrônica. Parece mais simples, mas a implementação com dois transistores
garante através de R4 e R5 a realimentação de controle de corrente de carga.
Este circuito integrado é muito versátil e ótimo para construir fontes de bancada, pois possui
proteção contra curto-circuito. Esta mesma proteção é que controla, nos circuitos acima, a
carga da bateria.

Indicador de estado da bateria:

Acho que não precisa de explicação por ser um circuito simples e bem conhecido, mas lembrei
dele aqui para que possa ser adicionado aos circuitos de carga de bateria como uma

implementação visual bem legal. 


Carregador de baterias de chumbo
ácido com fonte de computador
Um assunto difundido nas redes sociais é o carregador feito com fonte de PC. A cerca de 4
anos atrás eu descobri a ideia em um vídeo no Youtube, no canal de um norte americano e

fiquei com uma “pulga atrás da orelha”   Mas resolvi fazer um teste.

Confesso que a ideia me pareceu boa, embora estas alterações em circuitos comerciais
possam ser um tanto desastrosas. Então, peguei uma fonte velha e aproveitei que estava com
9 baterias de um sistema de Luz de emergência no laboratório e fiz o teste.

No final de 3 dias, notei que das 9 baterias, pelo menos 7 foram recuperadas, mesmo tendo
ficado sem uso por alguns anos… Lembrei de uma leitura, também antiga, em um blog sobre
camping onde o autor falava de um sistema de carga do tipo “por gotejamento” e percebi que
com a fonte de computador, há um controle do ‘riple’ e ao mesmo tempo, a proteção da saída
contra sobretensão. Esta estabilidade da fonte aliada a um simples resistor “limitador de
corrente” acabou por restaurar as baterias velhas a um estado bom para uma carga mais
completa.

Depois dos três dias sob uma tensão controlada de 13,5 V elas voltaram a aceitar carga e eu
pude então colocá-las num nobreak para que pudessem ser utilizadas normalmente. Duas
delas foram adicionadas ao novo sistema de Luz de emergência e funcionaram perfeitamente
com a carga que este equipamento fornece continuamente.

Esta semana andei vendo que os canais de vídeos “copiam ideias” sem nenhuma base teórica
que possa ser confiável, pois muitos, senão a maioria, sequer tem conhecimento de Eletrônica!

Como volta e meia alguém me questiona sobre este circuito resolvi resumir a sua montagem
baseando-me nas informações obtidas da internet e dos fabricantes dos CI’s de controle de
cada marca e modelo mais comum de se encontrar.

A intenção aqui é criar uma Base lógica compreensível para que alguma eventual alteração no
projeto de cada um possa ser feita com um número maior de referências práticas e maior
chance de alcançar o sucesso.

Vamos lá!

IMPORTANTE!

Este assunto não é de minha autoria, é uma compilação de várias pesquisas e nem todas as
informações foram testadas na bancada. Outro detalhe é que a origem de algum dado aqui ou
texto pode não conter referência, pois estava tudo guardado em anotações espalhadas por
aqui na minha oficina. Então, caso queiram testar, saibam que vale aquela ideia de usar uma
lâmpada de série para não soltar rojão na sua mão. rsrsrsrsrs

Outro detalhe é que ABSOLUTAMENTE TODOS! Sim, TODOS os


capacitores devem ser trocados por modelos de tensão a partir de 25V,
para que a tensão final de saída não os exploda e lhe cause algum
acidente. 
O CONCEITO:
A tensão mais importante em uma fonte de PC é a de 5 Volts, já que com ela serão
alimentados quase todos os circuitos lógicos do computador. Poderíamos pensar que é mais
importante a tensão de 3 Volts a partir da qual se alimenta o processador, mas existem
reguladores na placa-mãe que estabilizam as tensões de alimentação do processador.

Entre as menos importantes se encontra a linha de 12 Volts, que se usa somente para
alimentar ventiladores, motores de HD, Floppy-discs, CD-ROM, DVD, e para comunicações via
RS-232.

Os requisitos mais exigentes se conformam com uma tolerância de 15% nas linhas de +3, +12,
-5 e –12 Volts. A única tensão estabilizada que encontraremos é a de 5 Volts, e todas as
demais são referenciadas a ela, assim, a solução para convertermos nossa fonte de PC em
uma fonte de 12 Volts estabilizados é modificar o circuito de realimentação do regulador.

TL494 ou seu clone, o  (http://www.fairchildsemi.com/ds/KA%2FKA7500C.pdf), o que nos vai


permitir “afinar” quase qualquer fonte seguindo algumas diretrizes simples, independentemente
de modelo ou fabricante.

Mãos á obra!
Vamos selecionar as fontes Pelo modelo do CI pwm.
A maioria das fontes AT e ATX antigas usavam como regulador o CI controlador PWM ” TL 494″
OU O EQUIVALENTE “KA7500”

Vamos então iniciar por este modelo

ANTES DE COMEÇAR…
São necessários para este trabalho alguns conhecimentos básicos de eletrônica (identificação
de componentes e capacidade de seguir um esquema simples), um pequeno ferramental
(soldador  40 Watts, sugador de solda, multímetro, alicates, estilete, etc…) e certa habilidade
no manejo dessas ferramentas.

“Desaconselho totalmente a realização destas modificações a qualquer um que não disponha


dos conhecimentos, habilidades e equipamento necessário, já que no interior da fonte vamos
encontrar tensões perigosas de 127 (ou 220) Volts alternados e até 310 Volts contínuos, que
podem provocar lesões graves e inclusive a morte se não se tomam às precauções
apropriadas.”

QUALQUER MANIPULAÇÃO DA PLACA DEVE SER FEITA COM A FONTE DESLIGADA E


DESCONECTADA DA REDE ELÉTRICA !!!!!

O autor descreve o presente procedimento de modificação somente a título informativo, e


isenta-se de qualquer responsabilidade por danos ou mau funcionamentos dele derivados.
Mãos à obra.
Não é necessário comprar uma fonte nova de alta potência para este projeto, qualquer
fontezinha de 200 W nos proporcionará mais de 8 A na saída de 12 V, mais que suficientes na
maioria dos casos.

De fato, uma arcaica fonte AT que alimentava um computador de mais de dez anos seria ideal
para nosso propósito, já que sua placa é muito mais simples e despojada, com menos
componentes, dado que possui menos linhas de tensão.

Para ilustrar este processo escolheu-se uma fonte ATX de 300 W para Pentium III, procedente
da sucata.

Uma vez escolhida a vítima, devemos localizar o controlador PWM. Como dissemos antes
temos de buscar um TL494 ou equivalente (DBL494, IL494, GL494, SL494, KIA494…) ou seu
clone, o KA7500. Neste caso, encontramos um TL494. Uma vez localizado, ligaremos a fonte –
simplesmente acionando o interruptor se é AT ou unindo o fio verde a um dos pretos se é ATX
– e ligando o fio preto do multímetro a um dos fios pretos da fonte, e medindo a tensão
presente no pino 1 do controlador. Neste caso, como quase sempre, encontramos 2,5 V (na
verdade, 2,46 V, devido às tolerâncias dos componentes).

ATENÇÃO !!! Devemos proceder com extremo cuidado, já que, como foi dito antes, em uma
fonte ligada existem tensões muito perigosas. Além disso, se por descuido curto-circuitarmos
com a ponta de prova do multímetro os pinos 1 e 2, deixaríamos sem referência o controlador,
e isso provocaria flutuações nas tensões de saída que poderiam danificar os capacitores.

Chegando a este ponto é conveniente que entendamos um pouco o funcionamento de um


controlador PWM. Como podemos ver no diagrama de blocos presente no datasheet do
integrado, os pinos 1 e 2 são as entradas de um comparador. No pino 1 encontramos uma
tensão de realimentação tomada da linha de +5V, se bem que em teoria se poderia encontrar
qualquer tensão entre 0 e 5 V, na prática e depois de testar várias dezenas de fontes, sempre
se encontrou 2,5 ou 5 V.

No pino 2, que é a outra entrada do comparador, encontraremos a tensão de referência,


tomada a partir da saída de 5 V presente no pino 14 do controlador, que na prática é a mesma
tensão que medimos no pino 1. Na verdade é o próprio comparador que se encarrega de
manter iguais essas duas tensões, já que se cai a tensão da linha de 5 V devido a um aumento
de consumo, o controlador aumenta o duty-cycle do sinal de comutação para que a tensão
suba e se iguale à referência, e vice-versa se a tensão da linha sobe devido a uma diminuição
momentânea do consumo. Nisto consiste a regulação de uma fonte chaveada, e nossa missão
é conseguir que o sinal de realimentação presente no pino 1 do controlador proceda da linha de
+12 V ao invés de da +5 V. A idéia é muito simples: Mediante um divisor resistivo devemos
obter um sinal de realimentação para o comparador, e este divisor deve ser tal que, quando a
tensão proporcionada pela linha de +12 V seja a que desejamos, a tensão de saída do divisor
seja igual à referência presente no pino 2.
Nesta imagem podemos ver duas redes de realimentação compostas por simples divisores de
tensão resistivos. A primeira é muito similar à de uma fonte de PC que tenha tensão de
referência de 2,5 V, e a segunda é a que deveríamos por em seu lugar. Em teoria, sem mais
modificações do que trocar um resistor poderíamos obter 12 V na linha de 5 V, porém na
prática isto causaria sérios problemas, assim o que faremos será anular a realimentação
existente e proporcionar ao controlador uma nova realimentação tomada da linha de 12 V.

Vamos tomar um valor fixo para um dos resistores e calcular o outro. O valor deve ser
relativamente alto para não desperdiçar corrente, porém suficientemente baixo para que a
impedância de entrada do comparador não influa no resultado. 2K7 parece ser um valor
adequado. Agora calcularemos o valor do outro resistor para obter a tensão desejada, que
neste caso é 13,5 V. Este valor não foi escolhido ao acaso, é o valor que temos em uma bateria
automotiva de 12 v plenamente carregada. Suponhamos em primeiro lugar uma tensão de
referencia de 2,5 V, que é a que encontramos neste caso: R2 = [(Vout * R1)/Vref] – R1 R2
=(( 13.5 * 2700 ) / 2.5) – 2700 = 11880 ohms

Na prática usaremos um resistor de 12K, que é o valor comercial mais próximo. Se


encontrarmos qualquer outro valor de tensão de referência, ou que desejemos conseguir uma
tensão diferente na saída, basta calcular a rede de realimentação necessária usando as
mesmas fórmulas.

Uma vez que tenhamos adquirido os resistores necessários para nosso projeto, continuamos
com a modificação. Desmontamos a placa do chassi e eliminamos todos os cabos de saída
que não iremos utilizar, deixando apenas 3 pretos (terra), 3 amarelos (+12 V) e o verde
(acionamento). Deixamos vários fios amarelos e pretos porque são de seção demasiado fina
para as correntes envolvidas. Como alternativa pode-se substituir esses fios por outros de
seção adequada.

Soldamos o extremo do fio verde à massa, em uma das ilhas que ficaram livres depois da
retirada dos fios pretos.

Agora preparamos nossa rede de realimentação. Soldamos um terminal do resistor de 2K7 a


uma ilha de massa e um terminal do resistor de 12K a uma ilha de +12 V. Os terminais livres de
ambos os resistores são então soldados juntos. Antes de continuar, faremos um teste para
verificar se tudo está correto. Ligaremos a fonte (é recomendável tornar a montar a placa no
chassi) e conectando o fio preto do multímetro ao terra do circuito (fios pretos da fonte)
mediremos a tensão presente no ponto médio de nossa rede de realimentação (união dos dois
resistores). Se tudo estiver em ordem, teremos uma tensão de referencia próxima dos 2 V. Se
dividirmos a tensão da linha de 12 V por esse valor, e multiplicarmos esse resultado pela
tensão de referencia original do pino 1 (2,5 V), o resultado deve ser muito próximo do que
esperamos encontrar ao final na linha de 12 V (13,5 V). Se a tensão que encontrarmos não é a
esperada, teremos que verificar o processo até encontrar o erro, pois os passos seguintes não
admitem erros.

Chegando a este ponto, e correndo o risco de parecer exagerado, quero voltar a insistir na
necessidade de um cuidado extremo, já que qualquer mínimo erro cometido no processo pode
ser a diferença entre o sucesso e alguns fogos de artifício (os que já tenham visto explodir um
capacitor eletrolítico saberão ao que me refiro). Ainda que nas fotos se veja a fonte
funcionando fora do chassi, isto foi feito visando a clareza das fotos, e NUNCA se deve faze-lo.
Lembrem-se de que na placa estão presentes os 127 (ou 220) Volts alternados da rede e mais
de 300 Volts em tensão contínua…

Novamente deveremos desconectar a fonte e desmonta-la do chassi para localizar o pino 1 do


controlador. Uma vez identificado, cortaremos a trilha que o liga à realimentação da linha de 5
V.

ATENÇÃO!!!!!! A partir deste momento e até que tornemos a conectar o pino 1 do controlador à
nova rede de realimentação é IMPERATIVO que não voltemos a ligar a fonte SOB NENHUM
PRETEXTO !!!!!!

Agora ligamos mediante um fio o pino 1 do controlador ao ponto médio de nossa rede re
realimentação. Devemos nos assegurar que todas as soldagens estão perfeitas, em especial a
feita no pino 1 do controlador.

O mais difícil já está feito.Tornemos a revisar tudo até estarmos seguros de que não tenhamos
cometido nenhum erro. Voltemos a montar a placa no chassi e (por precaução) afastemos o
rosto antes de ligar a fonte. Isso pode parecer exagero, mas os capacitores eletrolíticos
REALMENTE explodem quando sua tensão de trabalho é ultrapassada.

Voilá ! conseguimos uma saída de 13,35 V em lugar dos 13,5 esperados, e isso é devido às
tolerâncias dos componentes envolvidos. O que realmente importa é que esses 13,35 V vão
ser mantidos ao drenarmos corrente da linha , e assim teremos nossa fonte estabilizada.

Agora resta apenas algum trabalho de maquiagem para deixar a fonte a nosso gosto. Para
terminar, um aviso de um possível problema: Ainda que nossa fonte regule corretamente a
saída, é possível que desarme ou funcione de maneira errática ao drenarmos determinada
corrente.

Isto pode acontecer porque na placa há alguns comparadores de janela que monitoram as
tensões e inibem o funcionamento do regulador se qualquer uma delas sobe ou baixa além dos
parâmetros determinados pelo fabricante.

A saída desses comparadores atua no pino 4 do integrado. No caso de ocorrer essa situação,
devemos verificar se as tensões alcançadas pelas linhas de +3, +5, -5 e –12 V. Se nenhuma
delas é potencialmente perigosa para os capacitores eletrolíticos (cuja tensão de trabalho
geralmente é bastante “justa”), poderíamos cortar a trilha que leva ao pino 4 e conecta-lo ao
terra. Se a tensão de alguma(s) das linhas se aproxima de valores perigosos, devemos eliminar
os respectivos capacitores. Este procedimento requer uma boa dose de conhecimento de
causa, e não é indicado para principiantes.

A modo de epílogo: Quando terminei a confecção deste artigo, comprei uma maravilhosa fonte
ATX de 450 W para modificar, e ao abri-la… ZÀS!!!!! A primeira surpresa: me deparei com um
desconhecido.

O CI DR-B2002:
Curiosamente fui incapaz de encontrar o datasheet deste controlador. Quase que a única
referencia que aparece a ele na Internet é uma consulta em um fórum norte-americano com um
pedido do datasheet, seguida de inúmeros “passe para mim também”…

De qualquer modo, fazendo alguma engenharia reversa, descobri que a realimentação do


comparador era feita pelo pino 14 do integrado, e a modificação foi realizada sem maiores
problemas. Se notarmos que aparecem muitos casos como esse poderemos documentar a
modificação posteriormente.

CI HS8108 e SG6105
fonte de alimentação atx com IC SG6105 e HS8108.

Conseguiu-se um ajuste de 13,5v 13,8v ou, 14,5 v.

Os modelos sg6105 e 8108 são semelhantes.

Use um resistor de 10k + 10k + 26K conectados do pino 16 ao terra para obter 13,5V. Também
pode experimentar utilizar um trimpot ou potenciômetro de 47k para obter um ajuste mais
preciso.

Não testei ainda este modelo, mas talvez seja necessário adicionar resistores nos pinos de
referência do 3,3V (pino 1), 5V (pino 2) e 12V (pino 3) na seguinte ordem:

Pino 2 – Resistor de 1k

Pino 3 – Resistor de 220 R

Pino 7 – Resistor de 2k2

Todos os resistores vão conectados ao GND da fonte

CI 2005Z
Neste modelo, foi testado com um resistor de 8k em série com um potenciômetro de 10K e
obtivemos uma tensão de até 13,8V com corrente boa e estabilidade. Não foi possível obter
14,4V para carga de bateria, pois a fonte desarma antes deste nível de tensão.
CI SD6109
Colocar potenciômetro ou trimpot de 22K no pino 18 e ligar ao GND. Obtivemos com isso
13,8V.

CI WT7520
Este é um CI mais comum atualmente e com ele foi bem simples. Apenas adicionei um resistor
de 10K em série com um trimpot de 10K do pino  16 ao GND.

Este eu testei pessoalmente e gostei do resultado.

CI WT7514
Para o modelo WT7514 usar um resistor de 1k no pino 16 ao negativo.

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