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Curso Técnico Auxiliar de Saúde –TAS

6577- U21
Cuidados na Saúde Infantil

Enfª Helena Carvalho


2017
“Para todas as crianças Saúde,
Educação, Igualdade e Proteção”

Unicef
Direitos e Deveres da Criança

• A Convenção sobre os Direitos da Criança Adotada pela


Assembleia Geral nas Nações Unidas em 20 de Novembro
de 1989 e ratificada por Portugal em 21 de Setembro de
1990.

• A Convenção é constituída por 54 artigos que podem ser


divididos em 4 categorias de direitos e assenta em 4
pilares fundamentais que estão relacionados com todos os
outros direitos das crianças
4 pilares fundamentais : Direitos da Criança

• a não discriminação, que significa que todas as crianças


têm o direito de desenvolver todo o seu potencial – todas as
crianças, em todas as circunstâncias, em qualquer momento,
em qualquer parte do mundo.

• o interesse superior da criança deve ser uma consideração


prioritária em todas as ações e decisões que lhe digam
respeito.
4 pilares fundamentais : Direitos da criança
• a sobrevivência e desenvolvimento sublinha a
importância vital da garantia de acesso a serviços básicos
e à igualdade de oportunidades para que as crianças
possam desenvolver-se plenamente.

• a opinião da criança que significa que a voz das


crianças deve ser ouvida e tida em conta em todos os
assuntos que se relacionem com os seus direitos.
A Convenção contém 54 artigos, que podem ser divididos em
quatro categorias de direitos:

• os direitos à sobrevivência (ex. o direito a cuidados adequados)


• os direitos relativos ao desenvolvimento (ex. o direito à
educação
• os direitos relativos à proteção (ex. o direito de ser protegida
contra a exploração)
• os direitos de participação (ex. o direito de exprimir a sua
própria opinião)

Unicef
Deveres da criança
• Escutar e compreender os outros
• A responsabilidade de cuidar da sua própria saúde
• A responsabilidade de estudar e respeitar os seus professores
• A responsabilidade de amar e acarinhar os outros.
• A responsabilidade de serem as melhores pessoas no que conseguem
alcançar.
• A responsabilidade de respeitar as origens e crenças dos outros.
• A responsabilidade de a manter limpa e asseada.
• A responsabilidade de aprender com os seus erros
• A responsabilidade de não estragar comida e não desperdiçar

Carta dos direitos da criança hospitalizada

O direito aos melhores cuidados é um direito fundamental,


particularmente para as crianças.
• Esta carta foi preparada por várias associações europeias
em 1988, em Leiden
• Esta Carta está sujeita à votação do Parlamento de
Estrasburgo, bem como à do Conselho da Europa e à
Organização Mundial de Saúde.
• Esta Carta resume e reafirma os direitos das crianças
hospitalizadas.
Carta dos direitos da criança hospitalizada
1
A admissão de uma criança no Hospital só
deve ter lugar quando os cuidados
necessários à sua doença não possam ser
prestados em casa, em consulta externa
ou em hospital de dia.
Carta dos direitos da criança hospitalizada

2 Uma criança hospitalizada tem


direito a ter os pais ou seus substitutos,
junto dela, dia e noite, qualquer que seja
a sua idade ou o seu estado.
Carta dos direitos da criança hospitalizada
3
Os pais devem ser encorajados a ficar junto
do seu filho devendo ser-lhes facultadas
facilidades materiais sem que isso implique
qualquer encargo financeiro ou perda de
salário.
Os pais devem ser informados sobre as
regras e as rotinas próprias do serviço para
que participem ativamente nos cuidados ao
seu filho.
Carta dos direitos da criança hospitalizada
4
As crianças e os pais têm o direito a
receber uma informação adaptada à
sua idade e compreensão. As agressões
físicas ou emocionais e a dor devem
ser reduzidas ao mínimo.
Carta dos direitos da criança hospitalizada
•5
•As crianças e os pais têm o direito a serem
informados para que possam participar em todas as
decisões relativas aos cuidados de saúde.
Deve evitar-se qualquer exame ou tratamento que
não seja indispensável.
Carta dos direitos da criança
hospitalizada

6
As crianças não devem ser admitidas em
serviços de adultos. Devem ficar reunidas por
grupos etários para beneficiarem de jogos,
recreios e atividades educativas adaptadas à
idade, com toda a segurança. As pessoas que as
visitam devem ser aceites sem limites de idade.
Carta dos direitos da criança hospitalizada

7
O Hospital deve oferecer às crianças um
ambiente que corresponda às suas
necessidades físicas, afetivas e educativas, quer
no aspeto do equipamento, quer no do pessoal
e da segurança.
Carta dos direitos da criança hospitalizada

8
A equipa de saúde deve ter formação
adequada para responder às
necessidades psicológicas e emocionais
das crianças e da família
Carta dos direitos da criança hospitalizada

9
A equipa de saúde deve estar
organizada de modo a assegurar a
continuidade dos cuidados que são
prestados a cada criança
Carta dos direitos da criança hospitalizada

10
A intimidade de cada criança deve ser
respeitada. A criança deve ser tratada
com cuidado e compreensão em todas
as circunstâncias.
A preservação e respeito pelas
crenças e valores das crianças e
adultos não devem ser esquecidas na
prestação de cuidados de saúde
Marcos de crescimento
estaturo-ponderal e psicomotor dos
0 aos 3 anos
• O crescimento das crianças é uma preocupação
constante para os pais surgindo muitas duvidas
sobre o que é normal ou anormal em todo este
processo
• O programa nacional de saúde infantil e juvenil do
SNS apoia os pais e acompanha o desenvolvimento
das crianças
Programa Nacional de saúde infantil e juvenil
ü Calendarização de consultas em idades chave
ü Harmonização destas consultas com o esquema cronológico
preconizado no novo Programa Nacional de Vacinação (PNV)
ü Deteção precoce, acompanhamento e encaminhamento de situações
que possam afetar negativamente a saúde da criança e que sejam
passíveis de correção
ü Apoio à responsabilização progressiva e à autodeterminação em
questões de saúde das crianças e dos jovens
ü Articulação efetiva entre estruturas, programas e projetos, dentro e
fora do setor da Saúde, que contribuam para o bem-estar,
crescimento e desenvolvimento das crianças e jovens
ü
Programa Nacional de saúde infantil e juvenil
Boletim da saúde infantil
ü O Boletim de Saúde Infantil e Juvenil destina-se
ao registo dos factos mais importantes
relacionados com a saúde da criança e do
jovem.
ü É distribuído a cada criança ao nascer, na
maternidade.
ü A informação nele contida é do/a próprio/a, e é
essencial que todos os profissionais envolvidos
no atendimento aí registem os dados
relevantes; deste modo, sempre que a
criança/jovem tiver contacto com os serviços
de saúde (consulta, urgência, internamento)
deve ser portador deste Boletim.
Programa Nacional de saúde infantil e juvenil
Boletim individual de saúde –registo de vacinações
Crescimento estaturo-ponderal e psicomotor
dos 0 aos 3 anos
Os Parâmetros somatométricos não devam ser utilizados como único
instrumento na avaliação do crescimento, constituem de facto bons
indicadores do estado de saúde e de desenvolvimento da criança.
ü Peso
ü Altura /comprimento
ü Perímetro cefálico
ü IMC – índice de massa corporal
ü
ü
Crescimento estaturo-ponderal e
psicomotor dos 0 aos 3 anos
• Peso

• O recém-nascido deverá ser pesado sem roupa e sem fralda e


as crianças ou jovens com a menor quantidade de roupa
possível.

• Após o nascimento o bebé perde cerca de
10 a 15% do seu peso corporal.

• No 15º após o nascimento a criança recupera


o peso inicial
Crescimento estaturo-ponderal e
psicomotor dos 0 aos 3 anos
• Altura / comprimento

• A determinação da estatura passa a ser
realizada em ortostatismo quando a
criança se segura em pé.
• Até aos 2 anos é efetuada em decúbito
dorsal
• Os instrumentos deverão estar
adequadamente calibrados.
Crescimento estaturo-ponderal e
psicomotor dos 0 aos 3 anos
• Perímetro cefálico

Avaliação do tamanho da cabeça


Crescimento estaturo-ponderal e
psicomotor dos 0 aos 3 anos
• IMC – índice de massa corporal
O índice de massa corporal mostra a proporção relativa entre o peso da criança
ou adulto e o quadrado da altura.

Em linhas gerais, e de uma forma não absoluta, considera-se que uma criança
com um IMC abaixo do P15 esteja em risco para desnutrição.
Um valor entre o P85 e P95 será considerado excesso de peso e um valor ≥ P95
corresponderá a uma situação de obesidade.

 Resultado ●
Situação

Abaixo de 17 ●
Muito abaixo do peso
Segundo a OMS, o ●
Entre 17 e 18,49 ●
Abaixo do peso
IMC entre 18,5 e 25 ●
Entre 18,5 e 24,99 ●
Peso normal
está dentro do ideal ●
Entre 25 e 29,99 ●
Acima do peso
No adulto ●
Entre 30 e 34,99 ●
Obesidade I

Entre 35 e 39,99 ●
Obesidade II (severa)

Acima de 40 ●
Obesidade III (mórbida)

40
29,9
24,9
Crescimento estaturo-ponderal e psicomotor dos
0 aos 3 anos - PERCENTIS
• A avaliação do crescimento deve ser sempre projetada num contexto
comunitário e social, ou seja, importa conhecer o padrão do grupo em
que a criança se insere.
• Deste modo, torna-se relevante explicar a existência e a finalidade das
tabelas de percentis: Os traçados que encontramos no Boletim de Saúde
Infanto-Juvenil são desenhados com base em dados estatísticos recolhidos
de muitos milhares de crianças, em vários países.
• O registo da evolução do peso e estatura de todas essas crianças dá origem
a curvas de crescimento, que permitem analisar o padrão de crescimento
de cada criança
• As tabelas de percentis são uma ferramenta que serve essencialmente dois
propósitos:
- Mostrar o padrão de crescimento populacional
- Determinar o padrão de crescimento individual
Crescimento estaturo-ponderal e
psicomotor dos 0 aos 3 anos

Desenvolvimento psicomotor
• Processo de maturação na qual se dá a maturação de certos tecidos
nervosos, aumentando em tamanho e em complexidade do sistema
nervoso central, o crescimento ósseo e muscular. Surgem os
primeiros comportamentos não aprendidos
Crescimento estaturo-ponderal e
psicomotor dos 0 aos 3 anos

O amadurecimento do sistema nervoso é feito em dois sentidos:


• Da cabeça para o pescoço, o bebé controla a cabeça antes de
controlar o tronco
• Do centro para o exterior controla os ombros antes das mãos
Crescimento estaturo-ponderal e psicomotor dos
0 aos 3 anos
• As crianças normais seguem uma trajetória de crescimento físico e
complexidade crescente da função
• Segundo Piaget os dois primeiros anos de vida são descritos como sendo
um período sensoriomotor durante o qual os lactentes aprendem
como vincular os dados sensoriais do ambiente com uma resposta
motora.
• A perceção da realidade do lactente gira em torno dele mesmo e do
que pode ver e tocar
• O lactente acompanha a trajetória de um objeto através do campo de
visão, quando saí da sua trajetória de visão é como se deixa-se de
existir
Crescimento estaturo-ponderal e psicomotor dos
0 aos 3 anos

• Aos 9-12 meses a criança começa a desenvolver gradualmente o


conceito de permanência dos objetos
• Freud descreveu o primeiro ano de vida como o estágio oral porque
muitas das necessidades dos lactentes são satisfeitas por via oral
Nutrição através da sucção – leite materno ou biberão
Sução dos dedos ou chupeta – auto apaziguamento
• Nesta fase existe uma ligação muito forte com a mãe as necessidades
do bebé são plenamente satisfeitas pela mãe

Crescimento estaturo-ponderal e psicomotor dos
0 aos 3 anos

• Os pais aprendem a perceber e interpretar os sinais do lactente que


refletem as suas necessidades – interpretação do choro
• Os estádios de ansiedade dos progenitores também se refletem nos
latentes
• A idade dos 8-9 meses é um período critico no processo de vinculo,
surge a ansiedade da separação e exacerba-se a ansiedade com
estranhos
• A criança começa a perceber a presença ou ausência do cuidador
principal
Crescimento estaturo-ponderal e
psicomotor dos 0 aos 3 anos

O desenvolvimento infantil tem três marcos importantes:


importantes
• Desenvolvimento motor
• Desenvolvimento sensorial
• Desenvolvimento cognitivo
Desenvolvimento Motor

Recém- nascido

• É capaz de ver bem contudo tem apenas

um alcance de 15 a 20 cm
• Não consegue focar o olhar
• Já consegue mexer os braços mas não tem controlo da cabeça
Desenvolvimento Motor
3 meses
• E capaz de focar objetos a 25 cm de distância
• Já não tem persistência do reflexo de preensão, já não encerra os
punhos quando é estimulado na palma da mão
• Distingue o claro e o escuro
• É capaz de levantar a cabeça sozinho durante mais tempo quando
deitado de barriga para baixo
• Já segura brinquedos
Desenvolvimento Motor
6 meses
• Consegue sentar-se devidamente apoiado
• Tem controlo completo sobre a cabeça e começa a explorar o mundo à
sua volta
• Já rebola e vira
• Tem cada vez mais força nos membros
Desenvolvimento Motor

6 meses
• Utiliza os membros para se movimentar
• Transfere os objetos de uma mão para a outra
• A visão e coordenação olho/mão já se encontram próximas de um
adulto
• Senta-se direito sem apoio
Desenvolvimento Motor
9 meses
• Possui mais força muscular e controlo sobre os seus movimentos
• É capaz de sentar sem apoio e de se movimentar para testar o
equilíbrio
Desenvolvimento Motor
12 meses
• Senta-se sem ajuda e por iniciativa própria
• Domina alguns movimentos finos
• Consegue gatinhar e andar agarrado ás coisas
• Caminha, agarrado, de mão dada ou sozinho
• Consegue escolher, segurar, colocar ou tirar brinquedos de uma
caixa
• Rabisca
Desenvolvimento Motor
12 aos 36 meses
• Começa a dar os primeiros passos e andar por curtas distâncias
• Já sobe escadas mas com o mesmo pé
• Já consegue virar paginas de livros
• Há medida que o equilíbrio se estabelece, começa a correr, andar
para trás e saltar com os dois pés
• Sobe escadas sem ajuda
• Interage com uma bola usando os pés e as mãos
• Caminha como um adulto, mudando de direção e correndo
Desenvolvimento Cognitivo
Recém-nascido
• Já é capaz de ouvir e reage a voz humana
• Capta imagens preto e branco
• Reage a objetos desde de que próximos do seu campo visual
• Comunica através do choro
Desenvolvimento Cognitivo
3 meses
• Vocaliza quando conversa com ele (Palra)
• Reage de forma diferente a diferentes estímulos, riso ou
gargalhada
• Já fixa a sua atenção num rosto
• Ganha consciência do próprio corpo, explorando o mundo com as
mãos

Desenvolvimento Cognitivo
6 meses
• Imita os sons que ouve à sua volta
• É muito curioso observa tudo à sua volta
• Reconhece objetos e rotinas
• Reage ao seu reflexo no espelho
• Pode começar a manifestar sinais de timidez e estranhesa com
pessoas que não conhece


Desenvolvimento Cognitivo
9 meses
• A palavra Não começa a ganhar sentido
• Quando vê um objeto desaparecer, vai procura-lo porque já tem
noção da sua existência a memoria está em desenvolvimento
• Já brinca, reconhece musicas, rimas e jogos
• Compreende o seu nome e responde quando o chamam
• Já aponta e diz adeus


Desenvolvimento Cognitivo
12 meses
• Já brinca com livros
• Começa a ter noção do conceito de espaço (cima, baixo, aqui, ali)
• Age conscientemente na procura da atenção e reação dos adultos
• Abana a cabeça para dizer que não, compreende indicações simples
• Pode iniciar a fala com a repetição de silabas e iniciais de algumas
palavras


Desenvolvimento Cognitivo
12 aos 36 meses
• exibe maior curiosidade, gosta de explorar o que o rodeia
• Entre os 20 e 24 meses é capaz de brincar ao faz de conta,
notando-se que começa a perceber o que é real e o que não é
• Torna-se frequente perguntar - Porque?
• Aumenta a capacidade de memória e concentração
• Por volta dos 32 meses começa a aprender o conceito de
sequencias numéricas simples e de diferentes categorias
Desenvolvimento sensorial
1º ano de vida
• Visão Entre os dois e quatro anos
desenvolve-se a continência
• Audição de esfíncteres, fase de
• Paladar e olfato grandes mudanças físicas,
cognitivas e socio-afetivas
• Tato


Obesidade Infantil
Obesidade Infantil
• O excesso de peso e a obesidade infantis atingiram, nas últimas
duas décadas, uma dimensão preocupante
• Em Portugal, dados divulgados pela Direção-Geral da Saúde
(2015) revelaram que mais de 35% das crianças com idades
compreendidas entre os seis e os oito anos possuíam uma
corpulência excessiva, isto é, um índice de massa corporal
elevado para a idade e sexo, e que mais de 14% das crianças
tinham obesidade.
• Esses dados mostram ainda que, na população entre os 10 e os
18 anos de idade, a prevalência de excesso de peso é superior
a 30% e a da obesidade ronda os 8%.

Obesidade Infantil
• Portugal encontra-se numa das posições mais desfavoráveis do cenário
europeu, apresentando mais de metade da população com excesso
de peso e sendo um dos países do espaço da Europa em que é maior
a prevalência de obesidade infantil.
• Estima-se que 1 em cada 5 crianças, na Europa, tem excesso de peso
e sabe-se agora que esta afeção está relacionada com problemas
físicos e psicológicos na infância e com um maior risco de contrair
outras doenças e morrer prematuramente.
• A prevenção e tratamento da obesidade infantil constituem uma
prioridade em matéria de saúde pública.

Obesidade Infantil

A obesidade infantil pode ser confirmada


através da análise da antropometria:
gráfico peso/estatura e índice de massa
corporal.
Obesidade Infantil - Causas
• Estudos apontam para uma relação entre aleitamento materno e
obesidade, ou seja, quanto maior o tempo de aleitamento
materno, menor o risco de desenvolver obesidade.

• Distúrbios do comportamento alimentar, má relação familiar,


sedentarismo, lanches em excesso, aumento do consumo de
açúcares e alimentos industrializados, bem como o baixo consumo
de verduras.

• Os fatores genéticos

O risco de uma criança obesa se tornar um adulto obeso aumenta
com a idade.
Obesidade Infantil - Consequências
• Maior predisposição para desenvolver dislipidemia (níveis elevados ou
anormais de líquidos e/ou lipoproteínas no sangue)

• Hipertensão, doenças cardiovasculares, problemas endócrinos
(ex.diabetes), gástricos, pulmonares (ex.apneia do sono), ortopédicos
e neurológicos.

• Desenvolvimento de problemas psicológicos e psiquiátricos, como a


depressão e a ansiedade, problemas comportamentais e emocionais

• Havendo, também, maior probabilidade de desenvolver


comportamentos de risco (consumo de álcool e tabaco),
estigmatização e discriminação social, desenvolvimento de uma
imagem corporal negativa, levando consequentemente a efeitos
negativos sobre a autoestima.
Alimentação no
primeiro ano de Vida
Aleitamento Materno

• Amamentar é um ato natural


e constitui a melhor forma
de alimentar, proteger e
amar o seu bebé.
• A amamentação é um
processo fisiológico,
natural, 
mas que precisa de ser
aprendido.

Aleitamento Materno

• O leite humano é diferente do leite adaptado (leite em pó)


• O leite materno contem todas as proteínas, açucares, gorduras,
vitaminas, e água nas quantidades necessárias que o bebé
necessita para ser saudável
• Contem anticorpos e glóbulos brancos transmitidos pela mãe
que nenhum leite adaptado consegue fornecer.
• O leite materno protege o bebé contra certas doenças e infeções
Aleitamento Materno
Protege as crianças de :
• Otites
• Alergias
• Vómitos
• Diarreia
• Pneumonias
• Bronquiolites
• Meningites

Aleitamento Materno
Vantagens do leite materno para o bebé
• Melhora o seu desenvolvimento mental
• Fácil digestão
• Promove o estabelecimento e fortalecimento do vinculo afectivo
• O ato de amamentar melhora a formação da boca e
alinhamento dos dentes


Aleitamento Materno
Vantagens do leite materno para a Mãe
• A mãe qua amamenta sente-se mais segura e menos ansiedade
• Ajuda a perder peso, a mãe volta mais facilmente ao peso que
tinha antes de engravidar
• Protege contra o cancro da mama, e ovário que pode surgir
após a menopausa
• Protege contra a osteoporose
• Vantajoso monetariamente (o leite adaptado tem de ser
comprado
Aleitamento Materno – Extração
Por vezes é necessário extrair leite materno para :
• Ajudar o bebé a agarrar á mama
• Se a mãe tem a mama muito cheia
• Se o bebe é demasiado pequeno e não consegue mamar
(prematuros)
• Se a mãe tiver de se ausentar, regresso ao trabalho
• Para estimular e aumentar a produção de leite


Aleitamento Materno – Extração
Métodos:
• Bomba manual
• Bomba elétrica


Aleitamento Materno – Extração
Cuidados a ter antes de extrair leite

• Procure um local sossegado onde esteja confortável e descontraída;

• Tenha o seu bebé perto de si, ou olhe para uma fotografia dele;

• Faça uma suave massagem no peito, de forma circular, com a ponta


dos dedos, para ajudar o leite a fluir.

• Estimule suavemente os mamilos rodando-os entre os dedos;

• As peças da bomba (caso use uma) e o frasco ou biberão onde vai


armazenar o leite, devem ser lavados com água quente e
detergente e esterilizado


Aleitamento Materno – Conservação

Conservação de leite materno

• Pode permanecer na temperatura ambiente durante 6 horas

• No frigorifico (0 a 4º) durante 48 horas

• No congelador (dentro do frigorifico) durante uma semana

• No congelador (independente do frigorifico) ou na arca durante 3


meses

os tempos não são acumuláveis


Aleitamento Materno – Conservação

Conservação de leite materno – sacos próprios


Aleitamento Materno-
Conservação/descongelação
Cuidados na descongelação de leite materno

• Deve descongelar-se lentamente, deixando-o no frigorífico;

• Agite o recipiente com leite em água quente, mas não a ferver (por
exemplo, debaixo da torneira, com água corrente);

• Não se recomenda o uso do microondas;

• Depois de descongelado use-o dentro de 24 horas;

• Não volte a congelar o leite que já descongelou;


Leite Adaptado
• Os leites artificiais normalmente são produzidos a partir de
leite de vaca, aumentando o risco de intolerância á
proteína do leite de vaca
• Crianças tem mais probabilidade de desenvolver infeções e
quando ocorrem manifestam-se com maior gravidade
• Maior risco de desenvolver obesidade e diabetes na vida
adulta
• Maior risco de desenvolver asma, eczema e elergias


Unicef calcula que um milhão e meio de crianças
morre por ano com falta de aleitamento materno e
não é só um problemática dos países em vias de
desenvolvimento
Biberões
• Varias formas
• Vários tamanhos
• Varias tetinas (adaptadas a cada idades)
Biberões
Respeite as normas de higiene essenciais para reduzir a possibilidade de infeção:
• Lavar sempre as mãos antes de preparar o biberão;
• Após cada mamada, desmontar o biberão e lavar todas as peças separadamente
com água quente e sabão. Ter cuidado para não deixar restos de leite ou de
sabão;
• Se não for possível lavar o biberão logo após a mamada, desmonte-o e passe todas
as suas peças por água quente para retirar os restos de leite. 
• Utilizar escovilhões próprios para limpeza de biberões. Ferver estes escovilhões em
água quente durante 5 minutos diariamente e guarde-os em local limpo e
reservado.
• Pode também optar por lavar os biberões na máquina com água quente, sempre
desmontados e sem restos de leite.
• Se seguir as instruções anteriores e a água utilizada para as lavagens for de
confiança, não é necessário esterilizar os biberões após as lavagens.
Biberões- limpeza e esterilização
Se não conseguir seguir todas as instruções anteriores ou não tiver
confiança na água utilizada para as lavagens, deve esterilizar os
biberões. Opte por uma das seguintes formas:
• Fervê-los em água durante 5 minutos;
• Utilizar um esterilizador de biberões elétrico ou no micro-ondas, de
acordo com as instruções do fabricante;
• Utilizar um produto próprio para a esterilização de biberões, de
acordo com as instruções do fabricante. 
• As tetinas devem ser esterilizadas após cada utilização, através dos
mesmos métodos descritos acima para os biberões. 
• Guarde todos os utensílios lavados num local reservado e limpo.

Diversificação alimentar
• O Inicio da alimentação solida acorre por volta dos 4/6 meses de idade
dependendo da aptidão individual do lactente
• A alimentação é introduzida de forma gradual sempre associada ao
aleitamento materno preferencialmente
• A introdução de alimentos novos deve ser efetuada (+/-) semanalmente
(sopa)
• O aleitamento materno deve permanecer se possível até ao 1º ano de vida

• Depois do primeiro ano é aceitável a introdução do leite de vaca

• Muitos pediatras atualmente recomendam após o primeiro ano de vida leites


de transição (mais ricos em ferro e outros nutrientes- leite 1 aos 3 anos)
Diversificação alimentar
• Com o inicio da alimentação complementar surge também a introdução da
água ao longo do dia
• Sopa de legumes – primeira sopa (abóbora, cenoura, cebola) restantes
legumes vão sendo introduzidos gradualmente inicialmente os legumes
mais brancos
• Sopa sem sal e legumes bem cozinhados

• Introdução das primeiras papas segundo indicação dos pediatras/médicos,


podem ser feitas com água, leite materno, ou o leite que a criança está
habitualmente a tomar
• Primeira papa normalmente é sem glúten


Diversificação alimentar
• Fruta deve ser fornecida á criança como sobremesa e não como substituto de
uma refeição
• Preferencialmente crua, bem lavada

• No inicio fornecida em puré e à medida que a criança vai crescendo o puré


deve ser mais homogéneo ate que consiga comer pequenos pedaços
• Frutos ricos em vitamina c como laranja, tangerina devem ser introduzidos
apenas depois dos 6 meses
• Antes do primeiro ano de vida as crianças não devem ingerir frutos
potencialmente alergénicos (morangos, amoras, Kiwi, maracujá etc)


Diversificação alimentar
• A introdução da carne ocorre por volta dos 6/7 meses ralada na sopa

• Com o crescimento a textura da carne deve ser cada vez mais homogénea
para estimular a mastigação
• Por volta dos 7 meses pode introduzir-se o peixe de preferência peixe magro
como pescada, linguado ou solha
• Deve alternar-se na dieta a carne e o peixe

• A partir dos sete meses deve ser fornecido com a sopa o prato principal (em
pequena quantidade) por exemplo açorda, farinha de pau etc

Diversificação alimentar
• O pão e as bolachas (bolacha Maria ) são alimentos fornecidos com
regularidade ás crianças
• Deve preferir-se o pão ás bolachas

• As bolachas são frequentemente introduzidas nas papas de fruta (uma


bolacha para cada peça de fruta)

Diversificação alimentar
• O ovo deve ser introduzido por volta dos 8/9 meses de forma gradual

• Inicialmente ¼ da gema passado uma semana ½ gema e posteriormente uma


gema inteira . Pode ser esfarelado na sopa
• A criança não deve comer mais do que uma gema de cada vez e deve comer
apenas 2 a 3 gemas por semana


Diversificação alimentar
• A alimentação infantil deve ser o menos condimentada possível, com pouco
sal, bem cozinhada e na dose e proporções corretas para a idade da
criança
• Não devem ser fornecidos ás crianças, doces , chocolates, refrigerantes etc.

• A partir dos 12 meses a criança deve iniciar o padrão alimentar da família

Para que a criança cresça saudável deve fazer uma alimentação saudável


Necessidades nutricionais especificas
• Existem crianças com necessidades nutricionais especificas devido aos
problemas de saúde a patologias que possuem.
• A dieta e a as proporções devem acompanhar o crescimento da criança

• A consistência da alimentação muitas vezes também tem de ser adequada


aos problemas de saúde da criança
• Por vezes o uso de suplementos alimentares é necessário com indicação
medica
Sintomas comuns na
infância
Febre
• Manifestação mais comum na idade pediátrica

• Traduz-se pelo aumento da temperatura corporal acima dos valores normais


• A febre tem valor como sinal de doença e não como doença em si própria; assim,
sempre que possível, a causa da febre deve ser identificada e tratada

• A febre desempenha um papel importante como mecanismo de defesa contra a


infeção; sabe-se que vários processos envolvidos no combate à infeção têm maior
atividade a uma temperatura acima da normal

• a temperatura do nosso corpo geralmente, oscila entre os 36 e os 37°C.

• Considera-se febre se a temperatura corporal for igual ou superior a 38ºc – só deve


ser administrada medicação antipirética as crianças que efetivamente tenham
FEBRE
Febre
• No caso de antecedentes pessoais ou familiares de
convulsões febris ou epilepsia, a abordagem dos
episódios febris poderá ser mais enérgica; ainda que
a eficácia dos antipiréticos na prevenção da
recorrência não esteja bem estabelecida, poderá
certamente contribuir para diminuir a ansiedade
dos pais que já vivenciaram uma convulsão nos seus
filhos.
Febre – duvidas frequentes
• AGASALHAR OU DESPIR?
Depende. Na subida térmica, quando a criança está com calafrios e extremidades frias,
deve-se aquecê-la (roupa, cobertor), após a administração do antipirético.
Na defervescência, há que permitir a libertação de calor, logo, retirar a roupa. No
fundo, o importante é respeitar o que o próprio organismo “pede”

BANHO FRIO, QUENTE OU MORNO?


O arrefecimento por meios físicos (banho, toalhas) é discutível. A sua finalidade seria
facilitar a mais rápida redução da temperatura corporal em alguns graus.
Logo, a fazer, o banho é à temperatura normal (37°C) e não deve ser superior a 10
minutos, para impedir que a evaporação faça baixar mais ainda a temperatura
periférica
Febre
• Evitar a desidratação
Todos os estados febris condicionam perdas
aumentadas de água, nomeadamente pela
transpiração e também pela anorexia. Os pais devem
estar alertados para a necessidade de vigiar o estado
de hidratação dos seus filhos, oferecendo-lhes líquidos
com frequência, de acordo com a sua preferência.
Febre
Situações a referenciar à urgência hospitalar
• Presença de sinais meníngeos,
• Dificuldade respiratória,
• Prostração,
• Vómitos incoercíveis, desidratação, mau estado geral
• Lactente com menos de 3 meses de idade
• Febre com mais de 5 dias de evolução
• Necessidade de realizar exames complementares
Febre
Medicação
• Administração: Paracetamol e Iboprufeno
• A medicação deve ser adequada ao peso e idade da criança
• Importante - reforço hídrico
• Vigiar sinais de alarme

Vómitos

• O vómito define-se como a expulsão, voluntária ou


involuntária, do conteúdo gastrointestinal, pela boca,
acompanhado pela contração dos músculos abdominais.
• É um sintoma muito comum na idade pediátrica, mas,
embora a causa mais frequente seja a gastroenterite
aguda,
• Também é importante não esquecer que, independentemente
da causa, vómitos persistentes podem desencadear quadros
de desidratação e perturbações importantes do equilíbrio
hidroelectrolítico.
Vómitos

• O vómito define-se como a expulsão, voluntária ou


involuntária, do conteúdo gastrointestinal, pela boca,
acompanhado pela contração dos músculos abdominais.
• É um sintoma muito comum na idade pediátrica, mas,
embora a causa mais frequente seja a gastroenterite
aguda,
• Também é importante não esquecer que, independentemente
da causa, vómitos persistentes podem desencadear quadros
de desidratação e perturbações importantes do equilíbrio
hidroelectrolítico.
Vómitos

• A terapêutica tem dois objetivos: repor o equilíbrio


hidroelectrolítico e tratar a causa dos vómitos
• Na idade pediátrica, o uso de antieméticos não está
indicado, salvo em situações muito excepcionais
Vómitos
Situações a referenciar à urgência hospitalar
• Mau estado geral e sensação ou sintomatologia compatível
com doença grave
• Desidratação
• Vómitos incoercíveis após tentativa de reidratação oral
• Idade inferior a 3 meses
• Necessidade de exames complementares

Diarreia

• Define-se como o aumento da frequência das dejeções e


diminuição da consistência das fezes. Resulta dum aumento
da excreção intestinal de água e solutos. Pode
acompanhar-se de vómitos ou febre
• Doença autolimitada, mas pode conduzir a desidratação e
desnutrição, sobretudo nos lactentes e nas crianças
malnutridas. As crianças estão em maior risco de
desidratação, visto que a reciclagem da água é mais rápida.
• Principal causa de hospitalização em idade pediátrica

Diarreia – outros diagnósticos
• Infeciosa Entérica: viral, bacteriana, parasitária
• Cirúrgica Apendicite, invaginação, oclusão intestinal, s. intestino curto
• Doença sistémica Endócrina (hipertiroidismo, ...), imunodeficiência
• Medicamentosa Antibióticos, colite pseudomembranosa
• Inflamação Doença intestinal inflamatória, d. Hirschprung Alergia ou
intolerância alimentar Alimentar (lactose, proteínas do leite de
vaca)
• Malabsorção Fibrose quística, doença celíaca
• Vários Toxinas
• Idiopática S. cólon irritável

Diarreia – fatores de risco
• Idade inferior a 12 meses
• Dejeções (≥8/dia) Vómitos (≥2/dia)
• Desnutrição
• Aleitamento artificial

Diarreia
Situações a referenciar à urgência hospitalar
• Desidratação moderada ou grave
• Falência da hidratação oral:
• Por intolerância do doente (manutenção dos vómitos, ingestão
insuficiente ou recusa de ingestão)
• Por agravamento do quadro clínico, diarreia e/ou desidratação,
apesar da reidratação correcta
• Idade inferior a 3 meses
• Mau estado geral
• Família insegura

Dor abdominal/cólicas
• Pode ser aguda ou crónica
• A dor abdominal aguda é um sintoma comum em várias patologias:
gastroenterite; apendicite; infeção urinária; invaginação; adenite
mesentérica; obstipação; úlcera péptica; pancreatite; patologia do
ovário; litíase renal ou biliar; pneumonia.
• As crianças com dor abdominal vomitam frequentemente, mas a
maioria das vezes os vómitos resolvem rapidamente.
Dor abdominal/cólicas
• Sinais de alarme que devem motivar observação médica :
• dor localizada no quadrante inferior direito do abdómen
(hipótese de apendicite),
• dor com duração superior a 24h,
• febre alta, palidez, sudação, prostração, recusa em brincar,
recusa em beber ou comer, vómitos persistentes (já
amarelados/verdes ou com sangue), laivos de sangue na
diarreia ou alterações na pele
Dor abdominal/cólicas
• Dor abdominal crónica: Presença de pelo menos de três
episódios de dor suficientemente fortes para interferir nas
atividades de vida diárias da criança por um período
mínimo de três meses
Tosse

• A tosse em geral é um reflexo saudável que ajuda a


proteger as vias respiratórias.
• Se a criança apresenta tosse, mas não tem nenhum outro
sintoma o mais provável é que não tenha nenhuma
doença grave, melhora normalmente ao fim de 1 ou 2
semanas.
• As causas mais comuns da tosse são infeções virais,
alterações de temperatura, em especial à noite
 
Tosse- sinais de alerta para
observação medica urgente

• Tosse com duração superior a duas semanas


• Tosse e febre
• Ruídos respiratórios (cheira/ gatinhos)
• Dificuldade respiratória
• Extremidades frias de cor azulada
• Sangue na expetoração
• Desidratação
• Falta de apetite
• Fraqueza

Tosse - Causas comuns

 Tosse aguda

• Infeção das vias respiratórias superiores provocada por vírus
Tosse crônica
• Asma (a mais comum)
• Refluxo gastroesofágico
• Rinorreia posterior (drenagem de líquido do nariz para a
garganta)
Tosse - Causas comuns
 Cuidados a ter:
• Elevar a cabeceira da cama ou berço quando a criança esta deitada
•• Medicação expetorante que ajuda a libertar a expetoração (indicação
médica)
• Evitar que a criança esteja exposta a fumos de lareiras ou ar
condicionado
• Incentivar a ingestão de liquidos de preferência mornos
• Evitar exposição da criança ao fumo do tabaco
• Promover o arejamento dos espaços onde a criança costuma
permanecer

Rinorreia ou corrimento nasal
•  Produção excessiva de muco
 • Pode resultar de infeção, inflamação, trauma, corpo estranho e
outros processos anormais
• rinorreia pode ocorrer em qualquer faixa etária da população
sendo bastante comum na infância
• A secreção nasal pode indicar uma condição leve, como uma
alergia leve ou pode também ser o resultado de uma condição
moderada, distúrbio ou doença, tal como a gripe, infeção do
trato respiratório superior ou distúrbio das adenoides.
• o corrimento nasal também pode ocorrer em infeções secundárias
graves como pneumonia bronquite aguda e bronquiolite.
Rinorreia ou corrimento nasal

• A rinorreia ocorre frequentemente em conjunto com outros


 
sintomas, os quais variam dependendo da doença subjacente.
• Outros sintomas comuns incluem febre ou dor de cabeça, dor de
garganta e sintomas de gripe
Rinorreia ou corrimento nasal

• O tratamento da rinorreia pretende manter o muco líquido e não


 
espesso e pegajoso.
• Isto ajuda a prevenir complicações, tais como infecções sinusais e
auditivas, tal como o entupimento dos condutos nasais.
• Para fazer com que o muco seja menos espesso é recomendado o
aumento do consumo de líquidos, aumentar a húmidade do ar
com um vaporizador ou um humidificador (nebulizações),
utilizar aerosóis nasais salinos.
• Para além disso, deve-se tratar a causa da rinorreia (gripe,
constipação, alergia, etc.).
 
Lesões cutâneas

  Incluem qualquer anomalia que acorre na pele da criança


desde uma pequena escoriação a uma ferida profunda
Lesões cutâneas
Lesões cutâneas - cuidados a ter

• Evitar molhar as lesões


• Se tiver penso oclusivo deve manter-se sempre o penso seco,
e colar os adesivos em zonas onde não exista lesão
• Manter uma boa hidratação da pela
• Reencaminhar para observação de outros profissionais de
saúde em função da gravidade da lesão

Doenças exantemáticas
• Doenças infeciosas com manifestações cutâneas (exantema)
• As manifestações cutâneas e as suas características são essenciais para
o diagnóstico
• Antes do aparecimento das manifestações típicas da pele surgem
outros sintomas que sugerem que a criança vai ficar doente (febre
etc.)


Doenças exantemáticas
Perante uma doença exantemática devemos ter em conta:
• Se existem casos semelhantes na escola ou em casa

• Quais são as características/sinais da doença antes das manchas aparecerem

• Se a criança apresenta outros sintomas como febre, tosse, rubor


ocular
• Perceber qual o local do corpo onde começou o exantema, quais as
suas características, tempo de evolução e duração
Doenças exantemáticas – Sarampo
• Doença viral , altamente contagiosa tem como único hospedeiro o ser
humano
• Numero de casos diminuiu nos últimos anos nos países desenvolvidos
devido à vacinação
• Transmissível de pessoa para pessoa através da via aérea (gotículas ou
aerossóis) tosse
• O período de contagio ocorre 2 a 4 dias antes do aparecimento das
erupções cutâneas até ao seu desaparecimento
• Tempo de incubação doença é de 8 a 13 dias

Doenças exantemáticas – Sarampo
Sintomas :
• Febre alta
• Congestão nasal
• Irritação na garganta
• Tosse seca
• Rubor ocular
Passados 3 a 5 dias surgem as erupções na pele (placas avermelhadas que
crescem rapidamente) associadas a prurido sobretudo nas orelhas e pescoço,
troco, membros superiores, inferiores e rosto
Não existe tratamento especifico, o tratamento baseia-se no controlo da
sintomatologia
Doenças exantemáticas – Rubéola
• Praticamente erradicada devido á vacinação
• Pode causar malformações graves e até morte no feto em caso de
aparecimento em mulheres grávidas
• Doença benigna
• Febres baixas
• Exantema no tronco
• Presença de gânglios palpáveis na região posterior da cabeça



Doenças exantemáticas – Varicela
• Contagiosa, mais frequente
• Tem imunidade duradoura, contudo pode manifestar-se posteriormente sob a forma
de herpes zoster (zona)
• Período de incubação de 1 a 3 semanas
Sintomas após período de incubação
• Febre
• Perda de apetite
• Erupção de pequenas manchas vermelhas muito pruriginosas que passado algumas
horas se convertem em vesiculas repletas de liquido amarelado
• Erupções ocorrem no couro cabeludo e zona genital
• Passados 5 a 7 dias as vesiculas rebentam o liquido seca, formando crostas
terminando o período de contagio

Mortalidade Infantil
• Numero de crianças que morrem com menos de um ano de vida.

Causas da mortalidade infantil


• Falta de acompanhamento médico,
• Deficiência na assistência hospitalar,
• Desnutrição,
• Falta de condições nos serviços de saneamento básico
• Falta de conhecimentos e acompanhamento das gravidas

.

Mortalidade Infantil

A taxa de mortalidade infantil expressa o número de crianças de


um determinado local que morre antes de completar 1 ano de vida
a cada mil nascidas vivas
Mortalidade Infantil
• “Portugal tem uma das mais baixas taxas de mortalidade
infantil do mundo, com quatro mortes de crianças até aos
cinco anos em cada mil nascimentos, em 2015, valor que
representa uma diminuição de 94% em 45 anos.”
jornal de noticias

• Os países em vias de desenvolvimento apresentam as maiores
taxas de mortalidade
Morbilidade Infantil
• Conjunto de indivíduos de adquirem doenças em determinado
intervalo de tempo
• Taxa de possíveis portadores de determinada doença em relação
á população total estudada, em determinado local em
determinado momento
• O estudo da morbilidade permite controlar as doenças
compreender o seu agravamento e perceber a sua causa/efeito
Prestação de cuidados na saúde infantil

Os cuidados de saúde infantil destinam-se a


responder às necessidades das crianças do
ponto de vista físico e mental

Os TAS desempenham um papel importante nos


vários serviços onde executam funções
Maternidade e Berçário
• Apoio nos cuidados gerais (variam em função do serviço e
instituição)
• Apoio na alimentação e distribuição de refeições
• Apoio na esterilização/desinfeção de biberões
• Apoio na preparação de biberões (com supervisão do enf)
• Apoio nos cuidados de higiene aos recem-nascidos e mães
(com supervisão do enf)
Recém-Nascidos (Neonatologia)
• Apoio nos cuidados gerais (variam em função do serviço e
instituição)
• Lavagem e desinfeção dos espaços
• Troca de roupa de camas
• Apoio aos outros profissionais de saúde
Pediatria – internamento
Crianças dos 0 aos 18 anos em alguns casos
• Apoio nos cuidados gerais (variam em função do serviço e
instituição)
• Apoio na alimentação e distribuição de refeições
• Adequar a linguagem á faixa etária da criança
• Apoio nos cuidados de higiene
• Manter um ambiente seguro e evitar situações de risco
Pediatria – consulta

• Apoio nos cuidados gerais (variam em função do serviço e


instituição)
• Acompanhamento dos utentes
• Apoio aos outros técnicos de saúde
• Transporte de exames e amostras biológicas
Atividades de vida diárias – Alimentação
• Adequar a alimentação á idade da criança (atenção na
distribuição das dietas)
• Atenção á temperatura das refeições fornecidas ás crianças
• Incentivar na ingestão de água e fruta
• Respeitar as especificidades e restrições alimentares da
criança
• Cumprir os horários das refeições


Atividades de vida diárias – Eliminação
• Vigiar o padrão intestinal da criança
• Os cuidadores que acompanham a criança normalmente
apoiam a criança e fornecem todas as informações
• Numa criança algaliada informar o debito sempre que se
despeja o saco
• Apoio na troca de fraldas
Atividades de vida diárias – Higiene e Hidratação

• Banho diário ou bi-diário


• Cuidados de higiene parciais sempre que necessário
• Aplicação de creme hidratante adequado à idade
• Aplicação de creme na muda de fralda sempre que necessário
(halibut, Mytosil etc)
• Secar bem todas as partes de corpo
• Providenciar privacidade
Atividades de vida diárias – Sono e Repouso
• Respeitar as horas de sono e repouso
• Promover um ambiente calmo para a criança repousar
• Utilização de estratégias que facilitem a indução do sono, a
criança deve utilizar o boneco com que costuma dormir, a
fralda etc. (manter dentro do possível os hábitos do
domicilio)

Relação com a criança e família
Medos e crenças relacionadas com a hospitalização
• Transmitir empatia e respeito ajudam na prestação de cuidados de
qualidade
• O profissionalismo de toda a equipa ajuda na integração das crianças
e seus familiares
• Promover sempre o envolvimento da família em todas as
intervenções que vão ser realizadas á criança
• Manter os familiares esclarecidos sobre o estado de saúde e
procedimentos que vão ser realizados
• Promover e incentivar o contacto entre a criança e os familiares
• Apoiar os pais de forma a minimizar o impacto da hospitalização da
criança na família (ponto de vista económico, social, laboral etc.)

Segurança e prevenção de acidentes na infância
Os acidentes na infância são uma realidade comum .
Em casa na rua nas escolas ou nas unidades hospitalares a preocupação dos cuidadores
deve ser sempre a promoção de um ambiente seguro
• Durante o transporte de carro as crianças devem circular em cadeiras adequadas á
idade.
• Durante o sono devem dormir em camas com grades para evitar quedas
• Durante o banho atenção há temperatura da água para evitar queimaduras
• Atenção as tomadas devem ser usados protetores
• Cuidado com os brinquedos de peças pequenas e facilmente desmontáveis
• Atenção ás escadas portas e janelas
• Ingestão de produtos tóxicos e perigosos (nunca deixar ao alcance das crianças)
Ocupação de tempos livres
• A ocupação de tempos livres nas crianças assume-se como um
prioridade.
• Durante o período de hospitalização não deve ser esquecida e
salienta-se ainda mais a sua importância
• Estratégias como : musica, teatro, filmes, trabalhos manuais existem
em quase todos os serviços de pediatria
• Grupos como a operação nariz vermelho etc ajudam a dinamizar os
tempos livres das crianças hospitalizadas
• Os profissionais de saúde sempre que possível devem contribuir para
esta ocupação – ler historias etc.

Técnicos auxiliares de saúde – Devem ..
• Demonstrar disponibilidade na interação com os utentes (crianças e
familiares)
• Colaborar com a equipa multidisciplinar na execução das tarefas-
trabalho em equipa
• Identificar e compreender as tarefas que pode executar sozinho e quais
as que deve executar com a colaboração direta de outros profissionais-
questionar sempre em caso de dúvida
• Manter o autocontrolo em situações criticas de limite ou risco
• Realizar as suas funções de forma a reduzir ao máximo o impacto no
bem estar emocional de terceiros

Técnicos auxiliares de saúde – Devem ..
• Assumir uma atitude pró-ativa na melhoria continua da qualidade no
âmbito da sua ação profissional
• Cumprir as normas de segurança, higiene e saúde no trabalho
• Preservar a sua apresentação pessoal
• Agir de acordo com as normas e procedimentos definidos no âmbito das
suas atividades
• Respeitar e adequar as suas funções aos diferentes tipos de culturas e
públicos (crianças e familiares)
• Promover a humanização do serviço e cuidados

Fim…

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