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A MENTE ACIMA DO DINHEIRO (parte 2)

Brad Klontz & Ted Klontz

Transformando sua vida financeira

Se suas finanças estão lhe trazendo estresse considerável, dê um passo atrás. É importante
estar consciente da atuação financeira à sua volta, prestar atenção a informações importantes
como o mercado imobiliário em sua área, ou a taxa de desemprego em sua atividade, para
lembrar a si mesmo que os problemas que está enfrentando não são apenas seus.

No entanto, não exagere na dose de notícias financeira negativas. Fique ligado no que está
acontecendo com o declínio do mercado varejista do país e quais investimentos bancários
estão implodindo hoje, mas não fique obcecado pelo tema. Você não pode controlar a
economia ou as más notícias. Você pode controlar a maneira como reage a ela.

Por isso é importante investir tempo e energia em nossos relacionamentos. Resista à tentação
de isolar-se em momentos de estresse. Dedique algum tempo a si mesmo, mas não passe
sozinho todo o tempo livre. O isolamento pode levar à solidão e a depressão. Passe tempo com
as pessoas queridas que o apoiam e se importam com você. Encontre um amigo para almoçar.
Envolva-se em atividades de família e da comunidade.

Concentre-se no presente, dê um tempo no ato de pensar sobre seu passado e preocupar-se


com o futuro. Faça um esforço e dedique seu tempo para viver o momento. Mergulhe-se de
cabeça no que estiver fazendo. Somos muito mais felizes quando estamos ativamente imersos
em nossas atividades no presente do que quando estamos nos corroendo pelo passado ou
pelo futuro; Movimente-se, exercícios físicos regulares são a maneira mais rápida de melhorar
seu humor, clarear a mente e lhe dar energia para enfrentar os problemas; Desligue a TV,
pessoas infelizes assistem mais TV do que as felizes, elas tem mais tendências de desenvolver
problemas físicos e emocionais; Esforce-se para ajudar os necessitados, atos de generosidade
terão efeito positivo em nosso humor e perspectivas. Isso ajuda a apreciar o que tem, amplia a
sua zona de conforto e tira proveito dos melhores aspectos; Passe mais tempo contando suas
bênçãos; Continue positivo; Abrace a oportunidade de crescimento pessoal e saiba quando
procurar ajuda, reconheça os sinais de que talvez você precise de ajuda profissional. Se estiver
perdendo o interesse nas atividades que apreciava antes, se tem problemas para dormir ou se
concentrar em suas tarefas, se está demonstrando crescente irritabilidade, ou sofrendo com
sentimentos de desespero, de desvalorização ou fadiga, busque ajuda de um profissional da
saúde mental.

Instainsights

· Poupe hoje e invista para o futuro.

· Quanto mais traumática e dolorosa for nossa lembrança mais sérios serão os efeitos.

· Cuidado com o investimento que parece ser bom demais para ser verdade, porque,
provavelmente, ele não é mesmo.
· O primeiro passo para mudar é mudar nosso jeito de pensar.

· Nossas emoções moldam nossos pensamentos de forma muito mais poderosa do que os
pensamentos moldam nossas emoções.

· É preciso treinar a parte lógica do nosso cérebro para que tome a frente quando for
necessário.

Neste livro, você aprendeu que

Viver uma crise financeira nos força a olhar para o dinheiro e para nosso relacionamento com
ele. Ao examinar o passado, desafiar e mudar nossos preceitos financeiros temos o poder de
transformar a nossa vida. Ter consciência de possíveis distúrbios é o primeiro passo para uma
grande virada na vida. Ao reconhecermos as crenças limitantes e entendermos os aspectos
que nos impedem de evoluir, podemos subir degraus que antes não conseguíamos nem pisar
por conta de traumas e assuntos mal resolvidos.

A MENTE ACIMA DO DINHEIRO (parte 1)

Brad Klontz & Ted Klontz

O dinheiro é a causa do seu estresse? Você se preocupa com o fato de estar gastando demais
ou com sua incapacidade de poupar? Talvez suas finanças estejam equilibradas, mas você
ainda não consiga controlar sua ansiedade em relação ao dinheiro. Talvez as desavenças
sobre gastos o estejam afastando de seu cônjuge, ou, quem sabe, você tenha dificuldades em
falar sobre dinheiro com seus filhos ou outro membro da família. Quer você esteja enfrentando
problemas em lidar com seu portfólio de ações ou apenas lutando para que o seu salário dure
até o final do mês, saiba que você não é o único. Quase todas as pessoas têm um
relacionamento complicado com o dinheiro, e mais pessoas do que você imagina
relacionam-se com o dinheiro de maneira disfuncional. Praticamente todos acreditam na
“grande mentira” sobre as finanças pessoais, que é a acusação de que suas dificuldades
financeiras são culpas sua, que são consequência de sua preguiça, loucura, ganância ou
estupidez. Bem elas não são. Os comportamentos de autodestruição e de autodefesa em
relação ao dinheiro não são controlados por nossas mentes pensantes e racionais. A verdade é
que eles se originam de forças psicológicas presentes fora de nosso pensamento consciente, e
estão profundamente enraizados em nosso passado.

Introdução

Todos nós temos experiência como lutas dramáticas, dolorosas ou experiências traumáticas na
infância ou na juventude que se tornam a base de nossas dificuldades financeiras na vida
adulta. Um evento associado ao dinheiro ou uma série deles, ocorrido nas primeiras fases da
vida, e que deixa uma marca que persiste durante a vida adulta é chamado Flashpoint.

O poder duradouro dos flashpoints financeiros tem pouca relação com os fatos em si ou com
nossa interpretação deles ao analisá-los em retrospectiva. Pelo contrário, eles se originam das
interpretações infantis e ingênuas que construímos quando nos esforçamos para encontrar
uma lógica subjacente nesse confuso, contraditório e assustador mundo dos adultos. E é a
partir dessas interpretações que desenvolvemos um conjunto de conceitos sobre o dinheiro,
chamados preceitos financeiros. São estes preceitos que moldam tanto nossa maneira de
compreender o dinheiro como a forma que lidamos com ele na vida adulta.

Por atuarem no inconsciente, esses preceitos financeiros nos colocam à mercê de sua ação
traiçoeira. Para nos libertarmos, devemos primeiro identificá-los e reconhecer suas origens,
lidar com temas não resolvidos e a partir das circunstâncias que os colocam em ação e
aprender novas formas de encarar, reagir e lidar com o dinheiro. Em momentos de estresse,
esses velhos sentimentos e preconcepções sobre o dinheiro podem se infiltrar, mas se
soubermos identificar esses preceitos, e nos separarmos deles, podemos aprender a nos
adaptar a qualquer desafio que surja.

Precisamos começar reconhecendo nossos comportamentos e suas causas, porque, somente


quando somos de fato sinceros sobre nosso relacionamento com o dinheiro, podemos superar
e reverter nossos conceitos e comportamentos autodestrutivos em relação a finanças e
desenvolver outros que sejam mais produtivos. Nossas crenças e comportamentos são
resultados lógicos, levando-se em conta quem somos o que nos ensinaram, e como
aprendemos a sobreviver. Assim que aceitamos nossa humanidade, com todos os nossos
pontos fortes e fracos, podemos começar a avaliar de maneira honesta nossas disfunções
financeiras e o pensamento por trás delas, e ter progresso real e contínuo na direção do
crescimento e da transformação. Esse é o nosso objetivo: progresso e não perfeição.

Informação não basta

Os princípios básicos da saúde financeira não são complexos e são bastante semelhantes, não
importa quem você seja ou seu status financeiro: Poupe hoje e invista para o futuro. Gaste
quantias razoáveis para curtir a vida e atingir os seus objetivos, mas gaste menos que você
ganha. Cuidado com o investimento que parece ser bom demais para ser verdade, porque,
provavelmente, ele não é mesmo.

Pesquisas demonstram que para grande maioria da população o dinheiro é a fonte de estresse,
acima do trabalho, da saúde ou dos filhos. O dinheiro é uma das únicas coisas que toca e
impacta cada uma de nossas necessidades. O efeito do dinheiro sobre as necessidades físicas
é obvio. Você não pode ter moradia ou pagar um aluguel ou a hipoteca sem o dinheiro, por
exemplo. Sendo o dinheiro, algo concreto e mensurável, enquanto nossas necessidades (amor,
segurança, atenção) não são, é tão fácil relacioná-lo com nossas necessidades emocionais e
não conseguimos separá-los. Passamos a crer que o dinheiro é amor, ou segurança, ou
atenção. Esse é um dos motivos pelo qual tantas pessoas têm um relacionamento tão
tumultuado e autodestrutivo com ele.

A solução é não nos concentrarmos em ganhar mais dinheiro, e sim em desenvolver um


relacionamento mais saudável com ele. Quando encaramos e lidamos com as emoções
complexas e os assuntos mal resolvidos que estão por trás de nosso estresse financeiro,
podemos melhorar radicalmente nossa saúde psicológica e financeira atual, e ainda aprender a
administrar melhor e encarar futuras experiências traumáticas ou estressantes.

A ansiedade, o medo, a vergonha, causam um grande desequilíbrio no nosso cérebro, que


tenta buscar substâncias ou comportamentos que possam restabelecer esse equilíbrio, ainda
que temporariamente. Esse estímulo pode ser uma substancia consumível, como comida,
drogas, ou um efeito neuroquímico de um comportamento humano como o trabalho ou sexo. É
impossível prever qual substancia ou qual comportamento terá maior efeito a cada um. O
cérebro busca esses estímulos em momentos de estresse, e conforme o estresse aumenta,
mais precisamos do comportamento ou da substancia. Um dos principais estímulos para esse
equilíbrio são: a comida e as compras, e quanto maior o estresse, mais a compra e a comida
aumentam, e mais a culpa e a vergonha também aumentam, e assim um ciclo é formado.

O zoológico em você

O cérebro é formado por três sistemas interligados que reagem ao mundo de maneiras muito
distintas, e para otimizar, os três precisam coordenar suas respostas. O cientista, o macaco e o
crocodilo, precisam trabalhar em conjunto.

O crocodilo – a parte mais primitiva do cérebro, concentra a atenção nas ameaças em


potencial. O macaco - a parte emocional, mantém ocupado explorando e investigando. O
cientista – o racionalizador, observa e analisa a informação que chega.

Em momentos de estresse, principalmente financeiro, quem assume o controle é uma das


partes animal. Uma vez operando nesse modo, tomamos decisões baseadas nas emoções,
como excitação ou medo, ao invés de usarmos a lógica. Isso pode levar a comportamentos
irracionais e de autodefesa, o comportamento por taras de todos os tipos e crises econômicas.
Para que isso não ocorra precisamos treinar nosso cérebro, e fazer com que a parte racional
assuma o controle nas horas que precisar. Devemos nos condicionar a reconhecer situações
financeiras potencialmente estressantes antes que elas ocorram, assim o cérebro racional pode
agir com antecipação para exercer o controle do emocional.

Não que não devemos deixar o emocional tomar conta, pelo contrário, às vezes é essencial
para que possa nos ajudar a nos projetar no mundo e entender as reações dos outros, e
também a experimentar novos comportamentos, por meio da imaginação e visualização, o que
nos ajuda a prever como vamos nos sentir em relação ao resultado de uma decisão antes que
a tomemos de fato. Ouça seu corpo, se está sentindo sinal de ansiedade, tente descobrir a
fonte desse sentimento. Você está estressado por ter de tomar uma decisão? Sua ansiedade
está relacionada com uma de suas escolhas? Sua ansiedade tem mais a ver com uma
experiência negativa do passado do que com a realidade atual? Seu cérebro animal, fonte
desses fortes pressentimentos certamente não é infalível, mas vale a pena dar ouvidos a ele.

Uma crença comum é que as decisões financeiras são controladas pela ganância, mas não,
elas são controladas pelo medo de ficar para trás. Nós os seres humanos somos animais
sociais, nossa sobrevivência dependia de ser parte da tribo, ser expulso significava ficar
sozinho e consequentemente, morrer. Fomos projetados a nos conectar uns com os outros.
Embora isso venha dos antepassados, permanece até hoje, Facebook, Twitter, são exemplos
disso.

Geralmente estamos em uma zona de conforto financeira, região das finanças que te deixa
mais à-vontade, como consequência de nosso nascimento ou família de origem. Não somos
nós que a escolhemos, e nem sempre o quanto ela faz parte de nós. Podemos sair da zona de
conforto, mas os limites que aprendemos, permanecem bem fortes e podem ser arbitrários e
impostos por outros, mas logo aprendemos a conviver com eles.

Precisamos aprender a estender a nossa própria zona de conforto financeira, nos tornar mais
flexíveis na maneira de pensar, para que possamos viver em qualquer nível financeiro e
desenvolver a estrutura mental e emocional para alcançar o nível desejado. Sem consciência
faremos o que tiver que fazer para voltarmos a nossa zona de conforto, tomaremos decisões
automáticas e inconscientes, designadas a reduzir nossa exposição a essa desconfortável
fronteira superior e a nos levar aos nossos limites familiares.

Às vezes, mesmo quando conseguimos sair da zona de conforto, continuamos a agir como se
ainda estivéssemos na antiga zona, como o ex-bilionário que vai à falência, mas continua
dirigindo BMWs comprando roupas e gastando como se não houvesse amanhã. Ou, como
contraponto, pense em alguém que ficou milionário, mas que compra um sobrado em um bairro
cheio de mansões, e continua dirigindo seu Hyundai velho, e anda entre os ricos embora
permaneça socialmente isolado. As duas situações são nocivas para nossa psique podem
comprometer de maneira severa a felicidade. Não devemos deixar com que nossos amigos e
parentes nos façam ficar na zona de conforto. Podemos sim mudar e melhorar, só depende de
nós mesmos.

Nossos flashpoints financeiros e nossas experiências emocionais relacionadas ao dinheiro


moldam nossos preceitos financeiros ou padrões de raciocínio e comportamento, que
determinamos para nós mesmos. Quanto mais traumática e dolorosa for nossa lembrança mais
sérios serão os efeitos. Com muita introspecção e cuidadosas reflexões podemos identificá-los,
detectá-los e superá-los.

Precisamos encarar como traumas, não somente atos sexuais ou violências, mas também
comentários insensíveis ou algum tipo de embaraço com amigos, e esses traumas podem
causar marcas duradouras sobre nossa saúde mental ou financeira. Esses traumas podem não
ser fáceis de serem apontados, mas são reais.

Nossas emoções moldam nossos pensamentos de forma muito mais poderosa do que os
pensamentos moldam nossas emoções. Essa é razão pela qual o cérebro emocional armazena
“verdades” sobre nossa história, as quais frequentemente estão fora de nossa mente
consciente. Avanços da tecnologia revelaram que não apenas fazemos conexões e
associações mentais entre as emoções e os eventos traumáticos, o cérebro passa de fato, por
alterações como uma reação ao trauma. Os neurocientistas descobriram que as experiências
traumáticas criam caminhos neurais no cérebro que permanecem muito tempo após o evento
ter ocorrido. Se a experiência for repetida várias vezes, esses caminhos neurais tornam-se
permanentes, como sulcos gastos de um caminho muito percorrido.

Para nos ajudar com esses distúrbios financeiros, precisamos identificá-los e descobrir de onde
vieram, e como tem nos ajudado e no ferido. Ao identificá-los eles perdem a força e o poder de
controlar nossas emoções e ações. O primeiro passo para mudar é mudar nosso jeito de
pensar, dessa forma nos tornamos autores conscientes e determinados de nossas vidas.

Afinal, o que é exatamente um distúrbio financeiro?


Todo mundo toma uma decisão financeira infeliz uma vez ou outra. Isso é normal, contanto que
aprendamos com nossos erros, é até necessário. Os distúrbios financeiros são padrões
persistentes, previsíveis e frequentemente rígidos de comportamento autodestrutivo
relacionado ao dinheiro, que trazem estresse, ansiedade, sofrimento emocional e incapacidade
a áreas importante da vida. Não importa quanto caos e tristeza eles causem. Em geral eles
sabem que devem mudar seu comportamento, mas não conseguem, ou mesmo que consigam
mudar por algum tempo são incapazes de fazer com que essas mudanças persistam.
Geralmente sentem profunda vergonha de seu comportamento e talvez o esconda dos outros
ou até de si mesmos. Isso adia qualquer solução do problema e acaba por impedir a mudança.

Os distúrbios financeiros se originam no desequilíbrio familiar, nas dificuldades emocionais, nas


estratégias para solução que são frustradas, nas experiências de infância profundamente
dolorosa, ou na combinação de todas. Esses distúrbios são sintomas de temas não resolvidos
relacionados a um passado difícil. Podem incluir alguns sintomas: ansiedade, preocupação ou
desprezo sobre a situação financeira, ausência de economias, excesso de dividas, falência,
empréstimos pendentes ou ambos, conflito sobre dinheiro com familiares, amigos e colegas de
trabalho.

Os distúrbios de rejeição ao dinheiro nascem dos preceitos que equiparam o dinheiro as


emoções negativas ou aos acontecimentos dolorosos, em outras palavras, à crença de que ele
é algo ruim. Quando o dinheiro é uma força que estimula o medo e a ansiedade, ele se torna o
vilão. Esse fato leva a um ciclo de escape, ao invés de lidar com nossos problemas, fugimos
deles.

Os distúrbios que se encaixam nessa categoria são:

Negação financeira: surge quando minimizamos nossos problemas financeiros ou evitamos ao


máximo sequer pensar sobre eles, ao invés de enfrentar a dura realidade; A rejeição: quando
sentimos culpa por possuir dinheiro, sentir que não somos dignos e não merecedores de
qualquer coisa boa na vida, inclusive o dinheiro. Aversão excessiva ao risco: quando reage a
qualquer risco, por menor que seja com enorme ansiedade. Acham que é melhor não fazer
nada do que perder alguma coisa, ficando presas em uma reação congelada, perdendo assim
muitas oportunidades em sua vida. Contenção exagerada de gastos: a economia de gastos ao
extremo, talvez traga muitas economias, mas mantém emocionalmente pobres ao se
recusarem a usar e desfrutar do que possuem.

Os distúrbios de adoração ao dinheiro são distúrbios que dão ao dinheiro uma importância
desproporcional: ganha-lo, poupá-lo, gasta-lo. Eles compartilham uma linha comum no fato de
que todos nascem de preceitos que equiparam o dinheiro à segurança, ao valor próprio ou à
felicidade. Quando nos concentramos somente no dinheiro como uma solução e convencemos
a nós mesmos que mais dinheiro fará as coisas melhores, tudo que estamos fazendo é
mascarar ou esconder temporariamente nossos problemas.

O preceito de que o dinheiro pode torna-se conectado a felicidade em nossa mente pode criar
uma vida de acumulação, de excesso de trabalho, ou acima de tudo, uma busca obstinada pelo
dinheiro ou por pessoas que o possuam.

Os distúrbios financeiros relacionais são divididos em categorias. Infidelidade: manter segredo


de seu cônjuge a respeito de gastos ou finanças de forma deliberada e dissimulada. Incesto: o
uso do dinheiro para controlar ou manipular uma criança para satisfazer alguma necessidade
de um adulto. Facilitação: necessidade irracional de dar dinheiro aos outros, quer você tenha
ou não condições. Dependência financeira: pessoas escolhem permanecer financeiramente
dependentes de outras porque não querem assumir a própria educação, preparo e
planejamento financeiro. A maioria dos casos de dependência financeira está entre as
mulheres.

As pessoas que sofrem desses distúrbios em geral causam devastação na vida emocional e
financeira de outras pessoas, além da própria vida, por meio de seu comportamento
perturbado. Também estão muito ligados ao relacionamento com outros e às emoções
conectadas a esses relacionamentos. Na maioria das vezes, essas pessoas guardam segredos
e são desonestas sobre o dinheiro, mesmos com pessoas queridas.

Esses distúrbios podem surgir também quando o dinheiro é usado como uma forma de
controlar os outros. Isso acontece com mais frequência nas famílias como pais que tentam
controlar os filhos lhe dando ou negando dinheiro.

Tratando aquele assunto não resolvido

Essas são as palavras que os terapeutas usam para descrever as emoções e as lembranças
que cercam as experiências passadas e que foram evitadas, reprimidas ou mal solucionadas.
Uma questão emocional mal resolvida e as adaptações de comportamento que ela produz
podem ser extraordinariamente resistentes às mudanças, a menos que essa questão seja
tratada.

Os distúrbios financeiros surgem a partir de assuntos não resolvidos associados a


acontecimentos e relacionamentos dolorosos do passado, direta ou indiretamente conectados
ao dinheiro. Se você está sofrendo comum distúrbio financeiro, uma mudança permanente de
você incluir a solução destes assuntos relacionados a um ou mais eventos traumáticos vividos.
Essa decisão não apenas permitirá que você utilize bem os bons conselhos e o planejamento
financeiro responsável, como também o ajudara a reescrever os preceitos de seu passado a
fim de que você viva de forma mais plena no presente.

Você pode mudar as lembranças de seus flashpoints financeiros, não apagá-las, mas alterar
profundamente o significado e o impacto emocional delas sobre a sua vida. Pense em como se
sente quando recorda um incidente desagradável. Primeiro você sente as emoções originais,
quase com a mesma intensidade. Mas se conseguir passar por essa primeira onda de emoção
e aplicar sua perspectiva e experiência como adulto, poderá criar uma interpretação mais
realista e até mais útil desta lembrança. Talvez reconheça que a experiência lhe deixou
algumas lições valiosas e que pode até tê-lo poupado de problemas futuros.

Terapia financeira

Seus comportamentos auto-restritivos relacionados a dinheiro não surgiram no vácuo, e


também não podem ser transformados em vácuo. Você não entrou nessa sozinho, portanto
não se surpreenda se não conseguir sair sozinho. Apoio social, encorajamento, avaliação,
responsabilidade diante dos outros, facilitação profissional e aconselhamento podem ser
cruciais para a transformação de seus comportamentos financeiros. Mas a mudança sempre
começa em você.

Superar a vergonha é um aspecto importante da jornada rumo à saúde financeira. Para


aprender a separar o seu valor próprio dos seus erros e a distinguir os sentimentos de
vergonha dos sentimentos de culpa, precisamos seguir alguns passos: Aceite a
responsabilidade por seu comportamento ; procure compreender, sem justificar suas ações;
faça uma confissão, compartilhe com alguém de confiança todos os detalhes de suas ações;
faça um plano de reparação, o conselho de um mentor, psicólogo ou líder religioso pode ser
útil; tome uma atitude reparadora, peça desculpas com a intenção de fazer o outro se sentir
melhor e não você; Não faça outra vez, se cometer o mesmo erro, volte.

Aos poucos esses novos caminhos se tornarão mais fortes e dominantes, enquanto os
anteriores definidos pelos flahspoints financeiros e o preceito financeiro original desaparecem.
Isso permite que você mude seu raciocínio e comportamento automático e crie a vida que
deseja. Tenha em mente que, devido a lentidão dessas mudanças, é possível escorregar nos
velhos hábitos durante o percurso, portanto não encare como um sinal de fracasso ou uma
desculpa para desistir, pelo contrário, identifique o que causou o deslize e imagine maneiras
diferentes de reagir quando uma situação semelhante surgir no futuro.

10% HUMANO: Como os Micro-organismos são a chave para a saúde do corpo e da


mente

Alanna Collen

Em seu livro 10% Humano, a doutora Alanna Collen, bióloga especializada em Biologia
Evolutiva, analisa o papel dos micro-organismos no corpo humano e seu impacto em nossa
saúde física e mental. Ao se deparar com uma doença que a levou a tomar fortes antibióticos,
como bióloga, Alanna foi levada a reparar em um aspecto pouco explorado do nosso corpo: os
microbiomas. Alanna descobriu então que cuidar desses pequenos habitantes de nosso corpo
pode render frutos para uma vida mais saudável e feliz.

Os outros 90%

Os 20 mil genes do DNA humano não controlam sozinhos nosso corpo. Há mais 4 milhões de
genes de micro-organismos vivendo em nós. Nossas células, que são bem maiores em volume
e peso, são superadas à razão de dez para uma pelas células dos micróbios que moram em
nosso corpo. Dentro de nós há bactérias, vírus, fungos, arqueias, diversas espécies de
micro-organismos em geral unicelulares, que também cumprem seu papel no controle do nosso
corpo.

Cada pessoa é então um superorganismo, uma coletividade de espécies vivendo lado a lado
cooperando para controlar o corpo humano. Dentro do processo evolutivo, os micróbios têm
sido eficientes em se adaptar nos lugares mais peculiares, já desde cedo conseguiram explorar
o interior das formas de vida mais complexas como as dos mamíferos.

Por isso, já antes do surgimento do ser humano e do corpo humano, os micróbios já faziam
parte do interior dos corpos dos animais. Essas colônias de micro-organismos que vivem até os
dias de hoje em nosso corpo e nos ajudam a controlar o funcionamento dele são chamadas de
microbiomas.

Esses microbiomas podem explicar o propósito evolutivo de um órgão do corpo humano que há
muito é tempo questionado por médicos e cientistas: o apêndice. O apêndice permaneceu por
muitos anos como um enigma da ciência por aparentar não ter nenhuma função dentro do
corpo humano e do sistema digestivo ao qual ele está conectado.

A hipótese inicial de Darwin era de que ele seria um resquício do passado evolutivo dos seres
humanos, quando como alguns mamíferos precisávamos de mais tempo para digerir nossos
alimentos. No entanto, além de não ter mais função em nosso corpo, o apêndice também se
tornava prejudicial ao poder causar a morte com sua infecção. A apendicite permanece como o
principal problema causado por esse órgão, e também o mais frequente.

Em tese, isso deveria ter feito que pela seleção natural, este órgão desaparecesse, pois, os
indivíduos com ele seriam eliminados, porém, não foi o que aconteceu. As descobertas de
Alanna ajudaram a entender melhor esse órgão, pois apesar de não ter função específica no
sistema digestivo ao qual está ligado, o apêndice é abrigo para diversos tipos de micróbios que
contribuem para digestão.

Esses micro-organismos podem ser muito úteis principalmente em situações de intoxicação


alimentar ou infecção gastrointestinal. Os micróbios não são apenas encontrados no sistema
digestivo do corpo humano, mas por todo o corpo, e sempre possuem alguma relação com seu
funcionamento e controle das diversas funções corporais.

A Doença no Século XXI

Durante a maior parte da história humana, as doenças infecciosas, na maior parte causadas
por bactérias foram umas das principais causas de morte. Até o ano de 1900 nos Estados
Unidos, essas eram as doenças mais mortais. Mas já nos anos 1950, a maior parte delas já
estava erradicada dos países desenvolvidos, e muitas delas, como a varíola, já seriam
erradicadas no mundo todo a partir da década de 1970.

A vacinação foi um dos métodos essenciais que contribuíram para a erradicação dessas
doenças. A vacina ensina o sistema imunológico a se proteger contra micro-organismos
patógenos que transmitem ou causam doenças infecciosas. A higienização não apenas das
casas e cidades, mas dos hospitais também foi essencial para o combate a essas doenças.

Além disso, o saneamento das redes de esgotos e distribuição de água limpa higienizada de
qualquer micróbio foi mais uma medida que contribuiu nessa evolução contra as doenças. Por
fim, o desenvolvimento de medicamentos antibióticos seria o golpe final contra essas infecções
causadas por bactérias e micróbios.

No século XXI, em vez de doenças infecciosas, os maiores problemas de saúde parecem ser
as alergias, a obesidade, os problemas emocionais, mentais, problemas digestivos e doenças
autoimunes. E essas são as doenças mais comuns no cotidiano dos países desenvolvidos, que
até a década de 1950 eram doenças raras, quase não encontradas na população da maior
parte dos países, no entanto, se tornaram cada vez mais comuns do final do século XX para
este começo de século XXI.

A grande pergunta que fica para essas questões biomédicas é o motivo pelo qual essas
doenças raras tenham se tornado tão comuns. Desde o desenvolvimento das pesquisas
genéticas, e principalmente com desenrolar do genoma humano, é comum que a explicação
mais usada para as doenças seja a propensão genética. Para algumas dessas doenças, como
obesidade, as mudanças no nosso ambiente, como estilo de vida, alimentação, entre outras
coisas, parecem ser um fator agrava a proliferação delas.

Para agravar o quadro, essas doenças não parecem afetar apenas os países desenvolvidos,
mas estão se espalhando pelo mundo. A explicação de Alanna para tal quadro médico no
século XXI se encontra exatamente nesse ecossistema de micróbios dentro do corpo humano.

Todas as doenças começam no intestino

Dois mil e quinhentos anos atrás o grego Hipócrates, considerado pai da medicina ocidental,
acreditava que todas as doenças começavam no intestino. Apesar dos conhecimentos
anatômicos, genéticos, e microscópicos da época serem totalmente limitados, Alanna
considera que a intuição de Hipócrates estava certa.

Um exemplo dado é de uma cidade nos Estados Unidos que sua água foi infectada, causando
diarreias e doenças gastrointestinais em sua população. Mesmo após a purificação da água e o
tratamento das doenças, uma grande parte da população manteve os mesmos sintomas.
Apesar dos exames apresentarem um quadro saudável, os sintomas se mantiveram porque
essas pessoas haviam adquirido uma doença pós-infecciosa chamada SII (Síndrome do
Intestino Irritável).

Após diversas pesquisas tentando explicar o surgimento da doença, trabalhando desde uma
nova infecção, bactérias mais potentes, até causas emocionais e psicossomáticas, as
evidências apontavam o que havia em comum a todos os casos, que era o tratamento com
antibióticos fortíssimos da infecção inicial. Esses remédios destroem a flora intestinal e todo
ecossistema microbiótico de nosso sistema gástrico.

Assim a disbiose, ou a destruição da microbiota, os micro-organismos de nosso corpo parece


ser a principal causa desta doença assim como de diversas doenças comuns no século XXI.
Os micróbios de nosso organismo são essenciais para a absorção, o armazenamento e
processamento da energia dos alimentos e isso pode estar diretamente relacionado ao surto de
obesidade nos países em que o uso de antibióticos é muito comum.

Controle da mente

Muitas vezes uma doença infecciosa causada por micro-organismos pode afetar diretamente o
comportamento do animal hospedeiro. É o caso da raiva em cães que leva o animal a morder
outros, espalhando assim a doença para vários hospedeiros. Esses efeitos de micróbios sobre
o comportamento podem não se limitar apenas a animais, mas também aos seres humanos.

Um caso assim citado por Alanna, é o de uma moça belga que antes dos exames para entrar
na Universidade tornou-se agressiva, depressiva e não queria mais se comunicar. Seu quadro
se tornou tão grave que teve de ser internada em um hospital psiquiátrico onde administraram
uma medicação que trouxe uma melhora até receber alta. Porém, algum tempo depois, essa
mesma moça voltou ao hospital com um quadro pior: além da agressividade e mudança de
comportamento, diarreias e vômitos incontroláveis.

Após exames e uma biópsia do cérebro, descobriu-se que ela estava com a doença de
Whipple, que é uma infecção causada por uma bactéria que altera o humor e o comportamento
de seu hospedeiro. Muitos estudos apontam para a correlação entre sintomas comportamentais
e emocionais com micróbios, como é o caso do Toxoplasma, um parasita que pode causar
diversos sintomas psiquiátricos, inclusive esquizofrenia.

Estudos demonstraram a correlação entre bactérias e micróbios à produção de enzimas que


podem afetar diretamente o comportamento humano como feromônios e a serotonina. Assim
não apenas micro-organismos invasores podem afetar de forma maléfica nosso
comportamento, mas também os micro-organismos que habitam nosso corpo podem afetar
nosso comportamento inclusive de maneira benéfica.

O micróbio egoísta

Uma das grandes preocupações com saúde atualmente é o fortalecimento do sistema


imunológico. Todos querem saber como evitar resfriados e gripes constantes. Nossa tendência
de contrair germes está diretamente relacionada com a nossa necessidade de sociabilização,
seja no trabalho, na faculdade, na escola, etc. Os piores germes são os que não são graves o
suficiente para nos derrubar e nos impedir de sociabilizar, mas que estarão lá para infectar
novos hospedeiros.

Em outras situações, o sistema imunológico parece causar problemas quando funciona além
do que deveria, como é o caso das doenças autoimunes ou das alergias. São doenças que
eram raríssimas há 100 anos, mas que se tornaram extremamente comuns e cotidianas.

Uma hipótese para o aumento dessas doenças é de que o aumento da higiene e demais
medidas protetoras contra infecções e germes fez com que nossas células combativas que
possuem um impulso inevitável de lutar contra micro-organismos invasores começaram a se
voltar contra nosso próprio corpo ou contra micro-organismos benéficos dentro de nosso corpo.

O resultado é que os antibióticos e todas medidas para nos proteger das infecções podem
estar diretamente relacionadas as alterações incomuns em nosso sistema imunológico.

A guerra dos germes

Enquanto no ocidente estamos lutando contra os germes, em outras culturas a sua


preservação natural traz benefícios ao nosso corpo. Estudos antropológicos com tribos isoladas
no pacífico indicaram que os membros da tribo que não utilizavam roupas ocidentais nem
cosméticos, mesmo sem banhos constantes, e se banhando apenas com água, nunca ficavam
fétidos. Ao contrário destes os que se banhavam com produtos ocidentais de vez em quando e
usavam algumas roupas ocidentais exalavam um odor muito forte.
O indício parece ser que a higiene artificial ocidental acaba destruindo bactérias que inibem o
odor na produção de suor pelo corpo. Assim essa guerra artificial contra os micróbios pode
trazer mais malefícios do que benefícios, o ideal é não buscar destruir os micro-organismos
que são benéficos ao corpo e deixar os maléficos para a ação natural do sistema imunológico.

Você é o que eles comem

Os microbiomas em nossos corpos também afetam nossa relação com o alimento em seu valor
nutritivo. Existe uma relação íntima entre a flora bacteriana intestinal com a nutrição e o modo
como nosso metabolismo absorve nutrientes e energia. Alguns alimentos que ingerimos são
digeridos por enzimas codificadas por nosso próprio genoma que são depois absorvidas em
nosso intestino delgado.

Mas muitas moléculas de comida não digeríveis acabam sobrando. Essas moléculas que
sobram são digeridas no intestino grosso, onde micróbios da flora intestinal absorvem e
decompõem os alimentos com suas próprias enzimas. Os diferentes alimentos e hábitos
alimentares das diversas populações no mundo tem impacto direto sobre essa flora.

Estudos sobre os micro-organismos do intestino de crianças europeias e africanas mostram


como os tipos de bactérias presentes nos corpos mudam conforme os hábitos alimentares e as
dietas de cada lugar. Cada tipo de micróbio muda a forma como nossos corpos absorvem as
gorduras, açucares e fibras.

A predominância de cada tipo de micróbio também é herdada de geração em geração, visto


que após o nascimento os bebês humanos recebem a microbiota de suas mães em seu corpo
pela alimentação com seu leite e já ao passar pelo nascimento no canal vaginal, onde recebem
os diversos micro-organismos da mãe.

Restauração Microbiana

Um dos problemas dos tratamentos com antibióticos fortíssimos é que não apenas as boas
bactérias são eliminadas, mas que bactérias nocivas podem tomar seu lugar na flora destruída
em nosso corpo. Muitos tipos de bactérias possuem características parecidas com as bactérias
de nosso corpo e podem confundir nosso sistema imunológico e até mesmo os antibióticos.

Por isso, é essencial a restauração da flora microbiana de nosso corpo para nos manter
saudáveis e com um sistema imunológico forte. Nesse sentido os alimentos probióticos, como
os iogurtes e leites fermentados, são peça chave para uma boa alimentação e uma vida
saudável através da restauração do ecossistema de micro-organismos benéficos em nosso
corpo.

Assim os lactobacillus desses alimentos probióticos podem de fato impedir infecções, prevenir
bactérias ruins e alergias. Além dos probióticos, há também alimentos prebióticos, essas não
são bactérias vivas para repopular nosso corpo, mas alimentos que favorecem um ambiente
propício aos bons micróbios em nosso organismo.

Alimentos como a cebola, o alho, alho-poró, aspargos e bananas podem contribuir muito para a
restauração da flora bacteriana benéfica em nosso corpo. Os prebióticos podem ajudar no
tratamento de doenças intestinais, autoimunes, diabetes e inclusive reduzir o apetite. Também
uma dieta rica em fibras pode contribuir para melhorar o ambiente interno de nosso corpo a
nossa microbiota.

Ver de forma diferentes e acolher os micróbios que vivem conosco nos últimos milhões de anos
de nossa história evolutiva é o novo caminho explorado pela medicina para uma vida mais
saudável e a superação das novas doenças do século XXI.

Instainsights

· Dentro de nós há bactérias, vírus, fungos, e diversas espécies de micro-organismos que


também cumprem um papel importante no controle do nosso corpo;

· Doenças antigas e raras se tornaram comuns nos dias de hoje devido a forma que
tratamos o nosso organismo e como combatemos as doenças com os remédios;

· O uso de antibióticos excessivo pode ter ligação direta com a retirada importante de
micróbios que fazem a absorção da energia dos alimentos e isso pode estar diretamente
relacionado ao surto de obesidade;

· Os antibióticos e todas medidas para nos proteger das infecções podem estar diretamente
relacionadas as alterações incomuns em nosso sistema imunológico;

· Não apenas micro-organismos invasores podem afetar de forma maléfica nosso


comportamento, mas também os micro-organismos que habitam nosso corpo podem afetar
nosso comportamento de maneira benéfica;

· Os alimentos probióticos, como os iogurtes e leites fermentados, são peça chave para uma
boa alimentação e uma vida saudável através da restauração do ecossistema de
micro-organismos benéficos para o nosso corpo.

Neste livro, você aprendeu que

Os microrganismos que vivem em nosso corpo são essenciais para nossa saúde, e precisamos
estar atentos aos remédios e antibióticos que tomamos e a frequência com que tomamos, pois
com o uso indiscriminado desses, podemos eliminar microrganismos essenciais e importantes
do nosso corpo. Muitas pessoas temem os nomes micróbios, germes e fungos, mas esses são
essenciais para nos dar boa saúde física e mental, nos livrar e proteger de muitos organismos
ruins que podem tentar nos adoecer. No final das contas, é essencial manter a nossa flora
digestiva funcionando de forma correta com uma alimentação saudável e controle do uso de
medicamentos.

A ARTE DE VIAJAR

Allain de Botton

Ao ter maior prazer em pequenas coisas, seja o milagre das viagens aéreas ou a beleza da
natureza, podemos encontrar mais prazer em nossas viagens. De dicas sobre como apreciar
os detalhes das coisas ao seu redor a anedotas sobre as aventuras (e desventuras) de
viajantes passados, Allain de Botton nos dá uma perspectiva filosófica sobre essa atividade que
é viajar.

Viajar não é a melhor maneira de escapar de seus problemas, porque onde quer que você vá,
não pode se distanciar de si mesmo

A vida humana é muitas vezes uma longa busca pela felicidade, e os meios para esse fim
muitas vezes evasivo são inumeráveis. Alguns se voltam para o dinheiro; outros, amor. Outros
ainda buscam felicidade e significado nas viagens. Mas a realidade das viagens geralmente
tem pouco em comum com as vagas fantasias que primeiro inspiram a pessoa a pegar a
estrada, uma disparidade que é bem captada em A Rebours, um romance francês escrito por
Joris-Karl Huysmans em 1884.

O protagonista do livro, o duque de Esseintes, é um recluso e um misantropo; ele despreza a


sociedade de sua aldeia local e passa seus dias escondido em seu quarto, lendo literatura
clássica. Mas sua leitura o inspira a reentrar no mundo. O duque lê Charles Dickens, cujas
vívidas descrições de Londres o enchem de saudade da cidade famosa. Logo, ele faz as malas
e vai em frente. Ainda em Paris, para matar o tempo antes de seu trem partir para a primeira
etapa da viagem a Londres, o protagonista entra em uma livraria inglesa e adquire um guia de
viagem. Ainda cheio de seu entusiasmo londrino, ele vai para uma taverna inglesa, repleta de
empregadas britânicas morenas e cheirando a cerveja e carne.

Mas todo esse britanismo prematuro tira o fôlego das velas do duque. Quando chega a hora de
embarcar no trem para Londres, ele está completamente esgotado. Assim, em vez de enfrentar
os inconvenientes da viagem de trem – correndo para a estação, encontrando um porteiro,
dormindo em um compartimento, enfrentando filas – ele volta para casa, para nunca mais
embarcar em outra jornada pelo resto de seus dias.

As decepções da viagem certamente não se limitam à ficção, e afetam as pessoas no século


XXI tanto quanto as do século XIX. O autor uma vez foi para Barbados. Ele estava ansioso
para uma fuga do seu dia-a-dia. Mas quando ele chegou lá, ele não podia simplesmente relaxar
e apreciar a paisagem deslumbrante ou as deliciosas frutas frescas; em vez disso, ele se sentia
melancólico e ansioso, assim como em Londres.

A viagem real é geralmente menos glamorosa do que os sonhos que se tem dela. Mas viajar
ainda nos dá um mundo de maravilhas a serem reveladas – é preciso apenas ajustar nossa
abordagem moderna a isto.

A viagem aérea não é simplesmente incrível; ela também oferece uma oportunidade para –
literalmente – mudar sua perspectiva

Charles Baudelaire, o poeta francês do século XIX, admirava muito os grandes navios. Ele
achou fantástico e prazeroso que uma nave tão volumosa pudesse flutuar, com rapidez e
eficiência, de um continente para outro.

As fragatas e navios a vapor de séculos passados ​podem ser impressionantes o suficiente,


mas meios modernos de transporte são ainda mais impressionantes. A viagem aérea, por
exemplo, é fascinante.

Se Baudelaire achava que a graciosa flutuação de um grande barco era impressionante,


imagine o que ele teria pensado se tivesse presenciado a decolagem de um Boeing 747. Ou,
melhor ainda, se tivesse experimentado a excitação de estar dentro do avião no momento em
que deixa o chão. Este momento é suficiente para romper a indiferença do viajante mais
experiente. Durante a decolagem, quando literalmente deixamos a Terra, somos lembrados de
nossa capacidade de vivenciar momentos semelhantes de mudança em nossas próprias vidas.
À medida que voamos mais alto, vemos fábricas, casas e carros se tornando cada vez
menores. Esta é uma experiência de cura psicológica, mostrando-nos o que realmente são
todas as nossas doenças e ambições humanas: minúsculas. De cima, até o seu país pode
começar a parecer relativamente insignificante.

Mas o avião sobe mais alto, até voarmos em meio a uma estranha paisagem de montanhas de
algodão e campos cobertos de neve. Estamos entre as nuvens. Nuvens fazem uma má
impressão na Terra: elas impõem sombra e descarregam chuva. Mas, quando você está ao
lado delas, a beleza se torna inegável, assim como a tridimensionalidade.

Historicamente falando, temos uma visão rara, que teria fascinado pintores do passado, como
Leonardo da Vinci e Nicolas Poussin. Baudelaire teria definitivamente ficado com inveja.
Embora sua visão das nuvens fosse terrestre, ele ainda escrevia efusivamente sobre elas. Em
um de seus poemas, declara: “Eu amo as nuvens / as nuvens que passam por lá / aquelas
lindas nuvens!”.

O exotismo promete uma fuga da labuta e do tédio

Uma vez, o autor foi para Amsterdã. Embora não fosse exatamente um destino de viagem
distante, a cidade era, para o autor, inegavelmente estrangeira. Ele se viu deliciando-se com
coisas aparentemente mundanas, como os sinais no aeroporto. As vogais duplas do idioma
holandês e as fontes desconhecidas forneceram a confirmação de um fato emocionante: o
autor estava em uma terra estranha – um lugar que, para ele, era exótico.

O desejo de descobrir culturas desconhecidas há muito tempo atrai viajantes para o exterior. E
uma das promessas feitas por essas culturas é inerente ao termo exotismo.

O exotismo existe há algum tempo. No século XIX, a palavra "exótico" era geralmente usada
em referência a países dentro e ao redor do Oriente Médio e, naquela época, o Oriente era
bastante referenciado.

Em 1813, Lord Byron escreveu um poema muito popular, “The Giaour”, que, ambientado na
Turquia, relata a história de uma mulher muçulmana, Leila, que pertence ao harém de um
homem chamado Hassan. Depois de se apaixonar por um não muçulmano (Le Giaour), Leila é
afogada no mar por Hassan.

Em 1829, o escritor francês Victor Hugo escreveu uma série de poemas populares chamados
"Les Orientales", ambientados no leste do Mediterrâneo. E, alguns anos depois, o pintor
francês Eugène Delacroix viajou para o Marrocos e passou a se chamar de africano.
Este entusiasmo europeu por todas as coisas "orientais" chegou a moldar os espaços
continentais. De fato, em 1833, o enorme Obelisco de Luxor foi retirado do Templo de Luxor, no
Egito, e transportado na barcaça apropriadamente chamada Louqsor até Cherbourg, na
França. De lá, foi levado a Paris e, até hoje, marca o imponente centro da Place de la
Concorde.

De todos os autores descontentes do século XIX, poucos se mostravam tão insatisfeitos e


fartos de piedades burguesas quanto Gustave Flaubert, que morava em Rouen, na França.
Seus diários estão cheios de reclamações sobre seus vizinhos e seus cuidados mesquinhos.
Flaubert imaginou o Oriente como uma fuga desse tédio, uma fantasia refletida em seu
romance de 1839, Les Mémoires d'un Fou, cujo protagonista desperdiça sua juventude
sonhando com o Egito.

Flaubert chegou mesmo a viver suas fantasias. Quando ele tinha 24 anos, ele herdou a fortuna
da família, o que lhe permitiu escapar de Rouen e viajar para o Egito, onde ele satisfez sua
fome de culturas e mulheres exóticas.

Viajantes de outrora não tinham tempo para sentir cansaço porque as viagens costumavam ser
sobre exploração

Uma vez, enquanto visitava Madri, o autor foi subitamente dominado por uma sensação de
cansaço. Ele foi para a cama, onde teria ficado se a faxineira do hotel não tivesse interrompido
repetidamente seu sono. No final, ele decidiu que poderia muito bem ir ver a cidade.

A fadiga sem objetivo que levou o autor a buscar refúgio em sua cama é um sintoma bastante
comum de viagem; no entanto, também é bastante novo. Por exemplo, pegue Alexander von
Humboldt, um explorador alemão que viajou para a América do Sul em 1799. Sua viagem tinha
um objetivo claro: registrar fatos. E quando ele não estava ocupado fazendo isso, ele estava
desenvolvendo experimentos que ajudariam no futuro registro de fatos.

Durante a viagem, ele mal teve um minuto livre. Ele registrou sistematicamente variações na
temperatura do mar; aprendeu a estimar a localização do navio com a ajuda de seu sextante e
as estrelas; e recuperou espécies não classificadas de vida marinha de uma rede pendurada
ao mar.

Uma vez que o navio foi ancorado ao largo da costa da Nova Andaluzia, o fervoroso registro de
fatos de Humboldt se alastrou. Ele registrou temperatura e pressão atmosférica; mediu e
desenhou a vida das plantas; se comunicou com a população local e registrou fatos sobre seu
modo de vida. Em suma, Humboldt estava ocupado – algo que os viajantes modernos
geralmente não estão.

Hoje, não há necessidade de explorar porque, graças a pessoas como Humboldt, o mundo já
foi explorado. E é esse fato, talvez, que levou ao surto de letargia do autor; ele não tinha nada
para se excitar.

Em Madri, o autor visitou a Basílica Real de São Francisco el Grande. Mas os fatos secos
oferecidos pelo guia o deixaram desanimado. O que ele se importava que os afrescos fossem
pintados no século XIX? Então ele tentou ver as coisas de uma nova perspectiva, fazendo suas
próprias perguntas. O que primeiro levou as pessoas a construir igrejas? Por que todas as
igrejas não seguem o mesmo design? Por que os arquitetos que projetaram essa igreja se
tornaram tão bem-sucedidos?

Tais perguntas podem reacender a curiosidade que os manuais frequentemente extinguem.

Não é surpresa que as pessoas muitas vezes optam por férias no mundo natural, onde podem
se curar e relaxar

William Wordsworth, o poeta romântico britânico, foi um crítico veemente da vida na cidade. A
poluição, o tráfego, os edifícios inestéticos – essas coisas, acreditava ele, não poderiam ter
nada além de um efeito negativo sobre o bem-estar interior da pessoa. Muitos concordariam
com Wordsworth atualmente. Na opinião de Wordsworth, a natureza é benéfica para o corpo e
para a mente, melhorando a resistência do primeiro e a pureza do último.

Ao visitar o distrito dos lagos da Inglaterra, o autor não pôde deixar de concordar. Embora
estivesse chovendo, o autor se sentiu relaxado enquanto caminhava por uma densa floresta de
carvalhos, com os pingos de chuva batendo no dossel acima.

Os carvalhos pareciam eternamente pacientes, absorvendo lentamente nutrientes e água


através de suas raízes, estação após estação. De acordo com Wordsworth, os humanos têm
muito a aprender com a natureza, o que nos dá muitos exemplos de paciência e resistência.
Entre os carvalhos, o autor se sentiu mais calmo ao deixar de lado as preocupações diárias da
vida.

Mas e quando você sai da floresta e entra novamente na cidade? Esta calma não será
destruída? Wordsworth prolongou os benefícios da natureza ao armazenar “pontos no tempo”.

Ele explicou esse conceito a sua irmã em uma carta de 1790. Nesse ano, ele caminhou pelos
Alpes suíços, e as vistas espetaculares – do desfiladeiro de Gondo, do Lago Maggiore – lhe
causaram uma profunda impressão. Essas visões, escreveu ele à irmã, o confortariam pelo
resto de seus dias. Como de fato fizeram. Décadas mais tarde, Wordsworth continuou a
escrever sobre os Alpes em seus poemas. Esses preciosos momentos, suspensos no âmbar
da memória, eram “pontos no tempo” – recordações felizes de tempos passados ​que poderiam
dissipar a tristeza presente.

Viajantes modernos podem se beneficiar dessa mesma técnica. Olhe para uma bela vista e
realmente aproveite. Então, sempre que as tensões da vida na cidade se tornarem demais,
você poderá recordar esse momento de paz e, com sorte, relaxar como fez naquela época.

Muitos contos bíblicos incentivam a contemplação da natureza

As lindas paisagens naturais parecem ter sido construídas por uma força grande e
incompreensível, por isso talvez não seja surpreendente que o mundo natural inspire muitas
vezes sentimentos espirituais profundos.

O autor certamente sentiu a presença divina enquanto viajava pelo Egito e explorava as
montanhas do sul do Sinai. Os profundos cânions e vales e as imponentes montanhas de
granito, todos com mais de 400 milhões de anos, eram inegavelmente inspiradores.

É quase certo que os homens que escreveram a Bíblia tiveram uma experiência semelhante,
pois essa paisagem é o cenário de muitos episódios do livro sagrado. No Livro Êxodo, por
exemplo, Deus vigia um grupo de israelitas descontentes que, frustrados com a escassez de
alimentos no Sinai, enfrentam a tentação de adorar deuses estrangeiros.

De fato, a beleza natural tem sido frequentemente citada como um testemunho de uma
presença santa. Por exemplo, Ralph Waldo Emerson, acadêmico e crítico do século XIX,
escreveu certa vez que o propósito da natureza era “permanecer como a aparição de Deus”.

O Livro de Jó conta a história de um homem rico, feliz e devoto - Jó. No entanto, dentro de um
curto período, seus rebanhos de ovelhas são roubados ou mortos e uma tempestade furiosa
mata seu primogênito. Os amigos de Jó insistem que algum pecado deve ter incorrido nessa
série de infortúnios. Mas Jó sabe que ele é inocente.

Sofrendo de dor, Jó pergunta a Deus o que ele fez para merecer tanta dificuldade. Em
resposta, Deus diz a Jó para contemplar o mundo natural. A natureza, Deus parece estar
dizendo, é maior que o indivíduo; tem leis próprias, leis que podem parecer misteriosas e
severas para a humanidade, mas que, como os editos inescrutáveis ​de Deus, têm uma lógica
profunda.

A arte é uma ótima maneira de obter uma apreciação das paisagens estrangeiras

Se Vincent van Gogh nunca tivesse pego um pincel e uma paleta e se comprometido com
cenas de lona da Provence, na França, o autor provavelmente nunca teria viajado para lá.
Muitas pessoas tiveram experiências semelhantes – apenas desejavam ver a Espanha depois
de assistir aos filmes de Pedro Almodóvar ou apenas desenvolver um entusiasmo por viadutos
depois de olhar para a fotografia de Andreas Gursky.

É fácil perder de vista a beleza do mundo. Muitas vezes, o desejo de viajar morre assim que
surge; o que, afinal, outro país poderia oferecer? Já passamos muitas vezes no quarteirão para
pensar que poderemos ver algo novo.

Se você se sentir assim, isso pode significar que você precisa olhar mais de perto, o que é
precisamente o que a lente da tela de um artista pode ajudar você a fazer.

A grande arte oferece uma nova perspectiva, uma maneira de ver um lugar que, de repente, o
preenche com vida e interesse.

Por exemplo, na Grã-Bretanha do século XVIII, o interior da Inglaterra era considerado a


encarnação do tédio – uma extensão plana e árida sem nada demais. Se fosse dada uma
escolha entre a Grã-Bretanha e o Mediterrâneo, os viajantes escolheriam o segundo todas as
vezes.

Essa preferência foi encorajada pela tradição consagrada pelo tempo da arte. Nos antigos
poemas romanos de Virgílio e Horácio e nas artes dos pintores do século XVII, como Nicolas
Poussin e Claude Lorrain, a Itália – e as cidades italianas de Roma e Nápoles, em particular –
foram imortalizadas.

Mas então, no século XVIII, artistas britânicos começaram a retratar sua terra natal. James
Thomson escreveu um poema chamado “As Estações”, que celebrava o cenário inglês. Isso
inspirou outros poetas, como Stephen Duck e John Clare, a fazerem o mesmo. Nesse meio
tempo, os pintores britânicos Thomas Gainsborough e Richard Wilson também começaram a
retratar o interior da Inglaterra.

Essas novas perspectivas tiveram um efeito palpável. Logo os turistas estavam se


aglomerando no Lake District e nas Highlands escocesas.

Se você deseja aprimorar seu foco e aprofundar seu apreço pelo que vê em suas viagens,
tente desenhar e escrever as coisas que encontra

Você já observou os hábitos dos turistas? Eles tendem a gastar pouco tempo realmente
olhando monumentos históricos ou paisagens de tirar o fôlego; em vez disso, com uma câmera
ou telefone, eles tiram algumas fotos e se movem abruptamente para a próxima visão
obrigatória. Mas, se alguém não tem tempo para realmente observar as coisas, qual é o
objetivo da viagem?

O crítico de arte do século XIX John Ruskin tinha grande fé no poder do desenho para
aumentar a apreciação estética. Ele acreditava que o desenho é uma maneira de as pessoas
levarem beleza externa e interiorizá-la.

Durante sua infância, Ruskin foi tão dominado pela beleza da grama que ele queria comê-la –
uma fantasia impraticável que ele foi capaz de realizar mais tarde na vida por meios mais
artísticos. Em vez de literalmente comer a grama, ele “ingeria” gastando horas desenhando
lâmina após lâmina. Ao contrário de tirar uma fotografia, que não leva tempo algum, o processo
demorado de desenhar nos convida a fazer perguntas. Como, por exemplo, o tronco dessa
árvore se prende às raízes e por que algumas folhas têm um tom de verde diferente das
outras?

O desenho nos encoraja a observar nosso entorno com um olhar mais aguçado e a apreciá-lo
mais.

Escrever – o que John Ruskin às vezes se refere como “pintura de palavras” – tem um efeito
similar; pode nos ajudar a absorver e apreciar o que está ao nosso redor.

Ruskin não aprovava o hábito preguiçoso de mandar cartas escritas às pressas para casa.
Geralmente, essas cartas dizem pouco, oferecendo descrições superficiais das belas
paisagens ou do clima frio. É melhor fazer perguntas mais difíceis e buscar mais detalhes. Por
que, por exemplo, um lago é mais bonito que o outro? Que outro objeto poderia se
assemelhar? Ele se destaca por outras razões além de seu tamanho?

Escrever nos leva a prestar muita atenção em cada detalhe, e é esse estado de foco que nos
ajudará a perceber onde estamos.
Instainsights

· Os sonhos de viagem são muitas vezes diferentes das viagens reais, em parte porque
você não pode viajar para longe de si mesmo.

· As viagens aéreas podem nos surpreender, mudar nossa perspectiva e nos ensinar a
apreciar as nuvens.

· O exotismo, que promete escapar do trabalho penoso de casa, nos leva a viajar.

· A viagem costumava ser sobre exploração, mas os viajantes modernos precisam aprender
a fazer perguntas.

· As férias frequentemente envolvem a natureza, cujos efeitos benéficos podemos aprender


a prolongar.

· A beleza da natureza pode inspirar sentimentos espirituais, e a Bíblia encoraja a


contemplação.

· A arte pode aprofundar nossa apreciação das paisagens, tanto estrangeiras quanto
domésticas.

· Desenhar e escrever podem focar nossa atenção quando estamos viajando.

Neste livro, você aprendeu que

Viajar, embora tenha sua cota de armadilhas, pode trazer grande prazer. Os voos podem nos
ajudar a mudar nossas perspectivas e podem nos lembrar dos momentos edificantes que a
vida tem a oferecer. Olhar para a arte é uma excelente maneira de aprender a apreciar
paisagens, e viajar na natureza pode trazer paz de espírito, especialmente se desenharmos e
escrevermos sobre o que vemos. Onde quer que você esteja, é importante prestar atenção aos
detalhes – esse é o caminho mais certo para encontrar prazer ao seu redor.

A LINGUAGEM CORPORAL DOS LIDERES

Carol Kinsey Goman

Pesquisas recentes mostram que a linguagem corporal é importantíssima para uma boa
liderança. Neste livro, a autora nos mostra como nossas expressões, gestos, postura e fala,
impactam a capacidade dos líderes em negociar, administrar a mudança, estabelecer a
confiança, e promover ambientes colaborativos.

A linguagem corporal está nos olhos de quem a vê

Curb appeal é a sensação que os eleitores experimentam quando veem um candidato algumas
vezes na televisão e formam uma impressão emocional sobre ele. Muitas vezes os eleitores
são guiados pelo Curb Appeal para votar em determinado candidato.
A autora diz que existem reações idênticas no ambiente de trabalho, e questiona: Como os
empregados, membros da equipe, clientes e colegas se sentem em relação a você, ao “passar
pela sua sala” algumas vezes ou observá-lo nos corredores?

Existem dois grupos de sinais não verbais que são extremamente importantes para o curb
appeal dos líderes: entusiasmo e autoridade.

Carol diz que Líderes “entusiastas” enviam sinais de empatia, delicadeza e cuidado. As
pessoas também desejam líderes que exibam poder, status e confiança. Principalmente nos
momentos de confusão, as pessoas procuram líderes que inspirem segurança.

Os líderes de sucesso não decoram os movimentos ideais, como se fossem robôs. Mas sabem
da importância da linguagem não verbal e do impacto que causa em sua equipe e em seus
clientes. Entendem a importância de alinhar seu gestual com as mensagens que transmitem
verbalmente.

Negociação: Interpretando e utilizando a linguagem corporal a seu favor

A autora apresenta quatro dicas para a leitura da linguagem corporal:

Primeira dica: preste atenção. Muitos negociadores perdem ótimas oportunidades de interpretar
a linguagem corporal das pessoas simplesmente por estarem desatentos. Eles analisam
contratos e propostas escritas em vez de se atentarem aos sinais não verbais. Da próxima vez,
não leia. Peça que a pessoa que lhe apresenta o documento lhe explique o conteúdo, e
observe a linguagem corporal enquanto ele fala e só depois leia.

Segunda dica: identifique os parâmetros. Para saber ler direito a linguagem corporal de
alguém, você primeiro precisa saber o comportamento natural – ou os parâmetros – da pessoa.
Observe a pessoa enquanto ela não estiver sob pressão ou estressada.

Terceira dica: avalie grupos de gestos. Não avalie a linguagem corporal através de um único
gesto, analise o grupo de gestos. São como palavras que juntas formam uma frase. É muito
mais fácil de entender e assim correrá menos risco de equivocar-se.

Quarta dica: considere o contexto. Perceba, por exemplo, que quando alguém está de braços
cruzados em um ambiente frio, ela pode não estar se fechando a novas informações, pode
estar apenas precisando se aquecer.

Carol diz que em uma negociação, sinais de engajamento e desengajamento são os mais
importantes a se monitorar na linguagem corporal.

Você apresenta duas opções por escrito percebe que o olhar da outra pessoa demora mais em
uma das opções. A autora diz que as pessoas tendem a olhar mais e com mais frequência para
pessoas e objetos de que gostam. A pessoa pode até tentar parecer desinteressado, mas seus
olhos irão voltar ao objeto que o atrai.

O desengajamento desencadeia reações contrárias em relação ao olhar. O contato visual


diminui, e as pupilas se mantém contraídas. Quando há movimentos involuntários dos olhos,
para os lados, significa que a pessoa está processando o que você acabou de dizer e está
prestando atenção.

A autora diz que normalmente, quando alguém concordar com você, vai sorrir e acenar com a
cabeça enquanto você fala. Você nota a discordância quando os lábios ficam comprimidos ou
franzidos, as sobrancelhas baixas, boca tensa, músculos da mandíbula cerrados e cabeça
balançando.

Em relação às mãos e braços, quanto mais aberta for a posição dos braços da outra pessoa,
mais receptivo ela estará em relação a negociação. Entretanto, pessoas que estão na
defensiva ou com raiva podem cruzar os braços, cerrar os punhos ou segurar o braço ou pulso.

Quanto mais as pessoas se identificam e concordam com o que diz, mais elas se inclinarão em
sua direção, e mais próximos ficarão de você. Mas quando você diz ou faz coisas que as
pessoas discordam, ou sobre as quais estão indecisas, mais elas tendem a se inclinar para trás
e criar um espaço maior entre vocês.

Se alguém está sentado com os tornozelos cruzados e as pernas esticadas pra frente, essa
pessoa provavelmente tem um sentimento positivo em relação a você. O oposto disso são pés
afastados de você, enrolados nos tornozelos travados, apontados para a saída ou enroscados
em volta das pernas da cadeira.

Quando notar as pessoas mostrando algum sinal de desinteresse, há algumas coisas que você
pode fazer em resposta:

Verifique a posição do seu corpo; faça a pessoa se mover; mude o seu “discurso”; chame a
atenção da pessoa sobre seu comportamento desengajado, mostrando que está percebendo o
desinteresse e talvez até sugerindo marcar outra data para a reunião.

Em uma negociação, você também pode ser capaz de detectar uma mentira. A autora diz que
você deve prestar atenção nos seguintes sinais de linguagem corporal: Aumento do ritmo das
piscadas; dilatação da pupila; contato visual prolongado; aumento dos movimentos dos pés;
toque no rosto; tempo maior de resposta; mãos escondidas e até mesmo a ausência de sinais
não verbais.

Conduzindo uma grande mudança

Normalmente as mudanças são contínuas, e administrá-las exige abordagens inovadoras e


flexíveis. As emoções negativas diminuem as habilidades de resolução de problemas, e
restringem o pensamento criativo. A autora diz que é por isso que os agentes de transformação
mais eficazes de hoje se concentram principalmente em emoções positivas que motivem as
pessoas a se comprometer com a mudança e a cumprir esse compromisso.

Quanto mais você cresce em uma empresa, mais será exigido que realize apresentações
formais. Seu talento para discurso será colocado a prova principalmente quando for anunciar
alguma grande mudança.
Carol aconselha a nunca promover uma mudança na qual você não acredite e sempre se
manter franco e transparente. Ao fazer isso, será inevitável que seu corpo esteja condizente
com as suas palavras. Mesmo assim, você terá que prestar muita atenção aos seus sinais não
verbais. Se mantém uma postura desleixada, se olha para baixo, balança pra frente e pra trás
ou parece hesitante, você pode passar a impressão de incerteza e insegurança.

A autora apresenta algumas dicas para quem precisará enfrentar uma plateia para anunciar
uma mudança:

Controle o seu nível de estresse, relaxe, pesquise técnicas de meditação e respiração para
realizar antes de se apresentar; foque na sua mensagem, as pessoas precisam entender a
lógica da mudança, concordar com a urgência da mudança e precisam acreditar que elas têm
as habilidades necessárias para enfrentá-la; para que as pessoas sejam motivadas a agir elas
precisam estar emocionalmente envolvidas, então, antes de tudo, concentre-se nas emoções e
sensações; faça uma entrada confiante; sustente o contato visual; evite barreiras físicas, como
tribunas; fale com as mãos; desloque-se, o movimento impede que as pessoas sintam-se
entediadas; monitore o público, perceba se as pessoas estão interessadas ou entediadas e
tome providencias caso seja necessário.

Tenha empatia. Quando as pessoas reagem emocionalmente à mudança, elas desejam ter seu
respeito, empatia e compreensão. Por isso, é importantíssimo que você identifique e responda
aos seus sinais não verbais. A autora diz que “só depois de terem sido autorizadas a lamentar
e honrar o passado é que as pessoas podem dele se libertar e começar a olhar para o futuro”.
Por isso, as pessoas precisam de líderes que sejam otimistas e que tenham atitudes positivas,
e que inspirem as pessoas a acreditarem que terão sucesso.

Sinais de linguagem corporal para a inclusão

Nós somos animais sociais e dependemos uns dos outros. Temos necessidade de pertencer a
algum grupo, que é primitiva e está relacionada à sobrevivência. Gostamos de contribuir, e
adoramos receber reconhecimento. A autora diz que quando as pessoas demonstram que tem
respeito e apreço, isso desencadeia os mesmos centros no cérebro que são ativados ao se
comer chocolate ou fazer sexo.

Em uma empresa, os funcionários procuram por sinais vindos dos líderes e imitam. Se você
quer ter uma equipe colaborativa, precisa se tornar um exemplo de colaboração.

Carol apresenta algumas dicas de linguagem corporal para a inclusão:

Crie boas expectativas; sorria de verdade; olhe para as pessoas enquanto falam e remova
barreiras físicas.

Você também pode criar um ambiente colaborativo promovendo mais encontros casuais entre
os membros da equipe. Quanto mais virem uns aos outros, mais irão gostar uns dos outros e
construir os laços pessoais que mais tarde se transformarão em colaboração.

Comunicando-se virtualmente e cara a cara


A tecnologia mudou completamente a forma como nos conectamos com as pessoas e como os
negócios são conduzidos. As opções de comunicação nunca foram tão grandes. Mas
dependendo da tarefa em questão, pode ser necessário um meio de comunicação mais pobre
ou mais rico.

Alguns exemplos de comunicação “pobre” são: E-mail, blog, mensagem instantânea e


Wikipédia. A comunicação se torna mais “rica” quando você adiciona a voz, imagem ou ambas.
Alguns exemplos são: Chamada telefônica, teleconferência videoconferência ou apresentação
na web.

A autora diz que qualquer estratégia de comunicação exige habilidade. Um e-mail


bem-elaborado pode ser mais eficaz do que um encontro mal planejado. Porém, para envolver
o grupo, ou para comunicar qualquer coisa que tenha uma carga emocional, uma conexão
entre pessoas presentes é muito importante. Se um líder vai falar sobre novas iniciativas, uma
grande mudança ou se precisa transmitir más notícias, Carol aconselha fazer isso
pessoalmente, sempre.

A liderança de homens e mulheres

Não existe melhor ou pior para liderar quando se trata de gênero. Inúmeros estudos
comprovam que homens e mulheres processam as informações e emoções de formas bem
distintas. A evolução programou o cérebro masculino para caçar – o que explica a visão em
túnel, sua capacidade de se concentrar em uma coisa de cada vez e seu melhor senso de
direção. Já as mulheres desenvolveram uma melhor visão periférica, com um ângulo maior,
que as ajuda a assimilar vários sinais. Os dois gêneros permanecem atentos aos sinais de
perigo, cada um à sua maneira.

Pesquisas atuais mostram que homens e mulheres reagem ao estresse de maneiras bem
diferentes. Em cérebros masculinos, o aumento do fluxo sanguíneo no córtex pré-frontal
esquerdo ativa a resposta de “luta ou fuga”. Foi constatado que as mulheres quando
ameaçadas, com medo ou estressadas, são mais propensas a proteger o outro, procuram
família e amigos em busca de conforto.

De acordo com algumas pesquisas, o estresse aumenta a capacidade de empatia nas


mulheres, enquanto, nos homens, ele a reduz.

Os principais pontos fortes na comunicação dos líderes masculinos são: presença física “Os
homens são maiores e parecem mais poderosos”; abordagem direta e enérgica “Os homens
vão direto ao ponto ao considerar os fatos” e sinais de linguagem corporal que mostram poder
e autoridade.

Os três principais pontos fortes na comunicação dos líderes femininos são: habilidade de ler a
linguagem corporal; boa capacidade de escuta e demonstração de empatia.

Independente de seu gênero, você deve se atentar aos excessos e procurar suprir as faltas. Se
é uma mulher e quer demonstrar autoridade, por exemplo, sempre que for falar algo importante
esteja de pé, fale com firmeza e vá direto ao ponto. Já os homens devem ser mais gentis e
mostrar mais entusiasmo.
Trabalhando com equipes globais

O mercado de trabalho tem se tornado cada vez mais diversificado. Em um dia útil, você pode
se comunicar cara a cara, por telefone, por e-mail ou teleconferência com pessoas de culturas
totalmente diferentes da sua.

Alguns sinais não verbais são próprios de uma determinada região. Muitas vezes, o mesmo
gesto pode ter significados totalmente diferentes de um país para outro. Mas muitos sinais são
universais e independem da cultura. A linguagem corporal controlada pelo cérebro límbico pode
ser vista no mundo todo.

Existem sete emoções básicas que os povos de todo o mundo expressam, reconhecem e às
quais se referem da mesma maneira. As expressões emocionais universais são: alegria,
surpresa, tristeza, raiva, medo, aversão e desprezo.

As versões sutis das expressões envolvem os mesmos músculos do rosto que as expressões
mais fortes, e é de grande valia para os gestores saberem identificá-las.

A autora diz que os líderes que desenvolvem a habilidade de decifrar as reações emocionais
têm uma grande vantagem nos relacionamentos e na comunicação. É importante ter
sensibilidade para notar o que as pessoas estão realmente sentindo, e sempre respeitar as
normas e valores de outras culturas. Cada cultura tem uma maneira característica de
cumprimentar, de falar, de lidar com o tempo e com os relacionamentos. A autora diz que assim
como ela, você provavelmente cometerá algumas gafes, mas se estiver aberto a aprender e
demonstrar respeito, tudo ficará bem.

Todas as gerações trazem mudanças

A nova geração de profissionais, a “geração Y” inclui indivíduos nascidos entre 1984 e 2002.
Essa geração trabalha com uma perspectiva muito diferente em comparação com a das
gerações passadas. Estas pessoas cresceram orientadas a se posicionarem para o sucesso.

Carol afirma que para essa nova geração, a tecnologia determinante tem sido a internet, que
impulsiona a diversidade. Eles possuem alto nível de tolerância as mudanças e não temem a
demissão. Eles prezam pela variedade de experiências e carreiras, e não se prendem muito
tempo a um só lugar.

São de uma geração diversa, aonde uma em cada três pessoas não é caucasiana, um em
cada quatro vem de lares monoparentais e a grande maioria tem mães que trabalham fora.
Entram no mercado de trabalho num momento em que a geração Baby Boom (nascidos entre
1946 e 1964) chega à aposentadoria.

Esses jovens têm preferência pela mídia visual e estão mudando as interações entre
funcionários. Carol apresenta três exemplos que poderiam mudar a forma como a sua empresa
inteira opera:

-Silhouette: Proporciona um ambiente online em 3-D com transmissão ao vivo de áudio e vídeo.
Oferece a oportunidade de uma equipe se encontrar cara a cara em um mundo virtual, estando
cada um em um lugar do mundo. O Silhouette utiliza uma webcam para obter a imagem do
usuário e “transporta-la” para a sala de reuniões virtual, aonde as pessoas podem interagir.

-Projeto LifeLike: Cria personagens que se parecem com pessoas reais. Pesquisadores
procuram maneiras de incluir sinais de linguagem corporal na experiência. Os pesquisadores
conectam sensores nos indivíduos e reproduzem as expressões faciais, os movimentos dos
olhos e os gestos, para que os avatares tenham a capacidade de expressar sinais emocionais,
de ler a linguagem corporal e de ajustar a sua comunicação. Carol diz que se você sempre quis
ter uma cópia sua para ir a reuniões enquanto resolve assuntos mais urgentes, isso pode estar
mais perto do que imagina!

-Holographic TelePresence: A previsão é de que as reuniões holográficas substituirão a


videoconferência, num futuro próximo. Assim, um gerente de vendas poderia entrar
virtualmente no escritório de um cliente e ter uma conversa – e sua imagem holográfica viajaria
pelo exterior, para os países mais remotos, por meio de uma conexão com a internet.

A autora afirma que com as novas realidades empresariais, surge um novo modelo de
liderança, que substitui o comando e controle pela transparência e inclusão. A principal função
de um líder será de empoderar os empregados. Sendo assim, os líderes já não podem
simplesmente dar ordens. Eles devem se colocar como treinadores e jogadores de equipe e
trabalhar lado a lado com seus funcionários. Devem demonstrar inteligência emocional e
empatia, deixando claro que realmente se importa com os membros da equipe

Como líder, você pode tomar consciência dos hábitos de linguagem corporal que não são bons,
e mudá-los; você pode entender melhor o impacto que certos comportamentos têm sobre suas
apresentações, e pode acrescentar os gestos, posturas e as expressões mais eficientes ao seu
modo de liderar.

“A linguagem corporal mais influente e poderosa será sempre aquela que se mostra coerente
com quem você é, o que você representa e aquilo em que você realmente acredita”.

Instainsights

· Como líder, é essencial inspirar autoridade e entusiasmo.

· Grandes líderes entendem a importância de alinhar aquilo que dizem com aquilo que sua
postura, expressões e gestos transmitem.

· Ao conduzir uma grande mudança é importantíssimo demonstrar empatia.

· Quando se relacionar com pessoas de culturas distintas, respeite, esteja atento e aberto a
novos aprendizados.

· Para fomentar um ambiente colaborativo, o exemplo deve partir do líder, pois fazer
influencia muito mais do que apenas falar.

Neste livro, você aprendeu que


Muitas expressões e comportamentos são inatos e primitivos, sendo visto em pessoas de todos
os países, independente da cultura. Entretanto, existem alguns comportamentos característicos
de cada região. Saber ler a mensagem não verbal é fundamental para uma boa liderança, e é
preciso ter empatia, muito respeito e estar aberto a novos aprendizados para se sair bem nesta
função. Quando as palavras não condizem com aquilo que o corpo transmite,
inconscientemente as pessoas identificam a contradição e o líder acaba perdendo a
credibilidade. Para ser um líder influente é indispensável saber usar a linguagem corporal a seu
favor.

VIVER EM PAZ PARA MORRER EM PAZ:Se você não existisse, que falta faria?

Mário Sérgio Cortella

Neste livro, Cortella discute as questões que são realmente importantes na vida. Convida-nos a
refletir sobre o consumismo, sobre a busca pelos bens materiais quando o que temos de mais
importante não são coisas que podemos comprar. O autor também fala sobre felicidade, sobre
a importância da leitura e da escrita e sobre a importância do diálogo. Em Viver em paz para
morrer em paz, Cortella nos faz pensar sobre as razões da existência.

O que se aprende com o óbvio e por que devemos escrever

“Ensinar” vem do latim ensignar, vem de signo, de sinal, de deixar uma marca. Ensignar é o
que você grava em algo ou alguém. Se alguém te pergunta o que aprendeu na vida até agora,
sua resposta revelará tudo que te “ensignou”, as marcas que foram gravadas em você.

As palavras ensignar e aprender estão conectadas, pois ninguém ensina sem ter aprendido e
vice-versa. Cortella diz que parece óbvio, mas poucas coisas são mais perigosas do que o
óbvio, essa âncora que paralisa o pensamento e induz à distorção, ao erro.

Todo conhecimento e todo avanço vão contra o óbvio. Mudar é complicado, pois a mudança é
oposta à imobilidade, e a imobilidade normalmente se esconde por trás da coerência. Com o
óbvio podemos aprender que ninguém nasce pronto e vai se desgastando. Nós nascemos crus
e vamos nos fazendo, e para esse processo de construção devemos questionar tudo que
pareça obvio.

Cortella diz que dos vários modos que existem para aprender a viver melhor, um dos que mais
aprecia é a escrita. Para escrever, é preciso pensar. Escrever ajuda a elaborar o raciocínio, a
evidenciar as emoções, a organizar o mundo. A escrita tem funções que muita gente
desconhece; é útil nas situações mais diversas. “A humanidade faz isso há séculos: para
espantar seus fantasmas, ela escreve”.

A diferença está na atitude

Atualmente, a maioria dos pais trabalha por mais tempo e não tem como acompanhar direito o
dia a dia dos filhos – e menos ainda o processo de aprendizagem, a evolução na escola.
Cortella recomenda duas providências:
A primeira se resume a simplesmente olhar as lições que foram feitas durante o dia. O autor
alerta ao fato de que olhar não é vigiar, é supervisionar. Há uma enorme diferença entre uma
coisa e outra. Quem dá uma festa supervisiona os convidados, não os vigia.

A segunda providência exige humildade dos pais. Normalmente, quando uma criança chega da
escola, perguntamos como se fizéssemos uma auditoria: “E aí, filhão, o que você aprendeu
hoje?”. Mas podemos fazer muito melhor mudando a pergunta: “E aí, filhão, o que você pode
me ensinar hoje?”.

Provavelmente a resposta será a mesma. A diferença está na atitude. Isso vale para a família,
para a comunidade, para as empresas. Cortella diz que “Auditoria é a caça ao culpado para
aplicar punição enquanto avaliação é análise de processos para alcançar melhorias”.

Muitos pais dizem que os filhos não estão abertos ao diálogo. Isso só é verdade quando não se
estabelece uma ponte, ignorando um dos princípios básicos da política que afirma que “Só com
pontes se estabelecem conexões”.

Se não há diálogo com os jovens é porque não encontraram a ponte para se conectar com
eles. Quando os pais demonstram interesse sincero pelo que o filho pode lhes ensinar, cria-se
uma ponte, estabelece-se uma conexão. Quando você pede a um jovem que lhe ensine
alguma coisa, isso gera não só uma oportunidade para que ele se valorize como também cria
uma predisposição para que ele o escute na hora que quiser ensinar algo.

“Pais e filhos aprendem a sê-los juntos e se ensinam reciprocamente – o pai ensina ao filho ao
mesmo tempo em que o filho vai ensinando o pai a ser pai”.

Saudade e nostalgia, raízes e âncoras

Cortella afirma que na vida, nós devemos ter raízes, e não âncoras. Raiz alimenta, âncora
imobiliza. Pessoas que possuem âncoras vivem apenas a nostalgia, e não a saudade.
Nostalgia é uma lembrança que dói, saudade é uma lembrança que alegra.

De vez em quando é preciso fazer um “balanço”, avaliar se está sendo puxado para a as raízes
ou para as âncoras, para a saudade ou para a nostalgia, para a alegria ou para a depressão.

O autor explica que a palavra “nostalgia” foi criada por um médico alemão no século XIX.
Naquela época, quem tinha um grande ferimento precisava amputar o membro afetado. Muitas
pessoas que amputam uma parte do corpo relatam continuar sentindo desconforto, coceira ou
dor no membro que não existe mais. E então o médico pegou duas palavras gregas antigas e
as uniu: nostos, que significa “volta”, e algo, que quer dizer “dor”. Assim, nostalgia ficou sendo
a dor da volta, a dor daquilo que já se foi, mas continua doendo.

Todos nós temos raízes e também âncoras. O problema é quando as âncoras superam as
raízes. O autor diz que “o nostálgico amarga e sofre; o saudoso se alegra, pois ele deixa fruir
aquilo que viveu”.

Experiência e imprevistos e o acolhimento da discordância


Certa vez, Cortella deu uma palestra sobre dignidade humana para a Associação dos Amigos
da Biblioteca Braille, aonde havia quatrocentos cegos na platéia.

Durante uma parte de sua palestra, referiu-se a eles como deficientes visuais. Até que, em
dado momento, um deles, com muita educação, disse que eles não eram deficientes visuais, e
sim cegos. Cortella mudou e passou a chamá-los do modo que lhes agradava. Ele explica que
naquele momento, derrubou a barreira e ergueu uma ponte.

Em certo momento, perguntou se eles se lembravam de uma cena do filme E.T., dirigido por
Steven Spielberg, aquela em que o dedo do garoto encontra o dedo do extraterrestre. “Não,
professor”, disse uma das pessoas na plateia, “nós não podemos nos lembrar, pois nunca
vimos a cena”.

Cortella desculpou-se, mas o mesmo homem lhe disse: “Professor, não peça desculpas.
Explique-nos a cena. Nós não enxergamos, mas temos imaginação”. Ele diz que foi um jeito
elegante de dizer “professor, não vemos, mas não somos tontos”.

O autor explica que uma aula produtiva não é aquela em que as pessoas falam o tempo todo. É
aquela em que as pessoas participam mentalmente, raciocinam, refletem, se emocionam e,
eventualmente, têm algo a dizer.

No caso da palestra, havia também uma via de mão dupla. Eles imaginavam enquanto Cortella
falava. E Cortella imaginava o que eles estariam imaginando ao ouvir suas palavras. Aquilo
significava um desafio intelectual e trazia um prazer muito grande ao autor. Mas isso só foi
possível porque mudou sua postura quando foi necessário.

Prestar atenção no outro de maneira sincera, é algo que devemos procurar desenvolver nas
nossas relações. Mas, para avançar, é preciso conseguir acolher aquele que não concorda
com você. A concordância nos mantém paralisados, já a discordância traz aprendizado e
crescimento.

Cortella explica que a palavra “concordância” vem de cor, “coração”, e significa unir os
corações. Discordar, por sua vez, é promover a separação dos corações, algo que possibilita o
desenvolvimento pessoal. A divergência é admissível e até desejável, mas ela nunca pode
conduzir à anulação do outro, daquele que pensa diferente de você.

A anulação do outro é confronto, e confrontos devem ser evitados sempre. Isso vale para a
área das ideias, da convivência, do casamento, etc. O Autor diz que é preciso lembrar que um
adversário fraco te enfraquece, um concorrente burro te emburrece. E um adversário forte,
fortalece.

O raio da paixão e a construção do amor

A palavra “paixão” vem do grego pathos, origem da palavra patologia, que carrega consigo
doenças e afecções, ou seja, aquilo que afeta. Cortella explica que por isso dizemos a Paixão
de Cristo. Não é “paixão” porque Cristo estava apaixonado, mas sim porque sofreu.
A paixão é movida por necessidade. Ela deve ser o ponto de partida, mas depois precisa ser
transformado em algo que seja menos explosivo e mais constante, como o amor. O amor,
diferente da paixão, oferece paz. Paz não é ausência de conflitos, mas a capacidade de
administrar conflitos. É preciso ter em mente que a paixão é eventual e rápida.

Cortella diz que não crê em amor a primeira vista, já que o amor é uma construção e não uma
fagulha, um instante. Mas acredita em paixão à primeira vista, pois é a paixão que solta
faíscas, é a paixão que dá o disparo, é a paixão que desassossega e faz perder a razão.

Paz de espírito é aquilo que faz com que a pessoa consiga lidar com suas paixões de maneira
que elas se convertam em energia positiva e controlável. O autor diz que obedecer ao coração
não é ser dominado por ele, não é excluir a razão. Obedecer ao coração é agir de maneira
equilibrada, numa parceria entre o coração e a razão.

Mario Sérgio Cortella diz que para ele, equilíbrio não é um ponto estático entre dois opostos. É
ir aos extremos e não se perder. É ser capaz de vivenciar os múltiplos territórios da vida sem
neles se ancorar.

O equilíbrio está em saber fazer escolhas, sabendo que nem toda escolha é válida. Se toda
escolha tiver validade, significa que não temos critério. Se tudo é valido, até a apreciação do
mundo fica afetada.

Uma pessoa só sente felicidade ou paz porque a felicidade e a paz não são contínuas. Nós só
valorizamos algo quando há a possibilidade de esse algo não existir. A felicidade só é sentida
por que não é constante.

A ecologia, o apego e o erotismo

Muitos dizem que devemos nos desapegar das coisas do mundo, mas, para proteger algo ou
alguém, é preciso ter apego. Como proteger e cuidar sem apego? É essa uma das razões por
que as pessoas ainda não se envolvem com temas como a ecologia. Não se preocupam em
zelar pela natureza e pela sustentabilidade.

A maioria das campanhas apóia a tese de que devemos nos desapegar para proteger o
planeta. Porém, o que nos faz zelar, proteger, cuidar, é o apego, e não o desapego.

É por ter apego a alguém que cuidamos da relação. É por ter apego, por exemplo, à beleza da
natureza que desejamos protegê-la. Cortella diz que a falta de erotização das campanhas em
prol da natureza resulta que, para um jovem, a única coisa que se entende é que ele precisa
abrir mão de alguma coisa para salvar o planeta. E abrir mão inevitavelmente significa gerar
desinteresse.

Portanto, é preciso erotizar a responsabilidade socioambiental, transformá-la em desejo de


cuidar da vida, para que as pessoas tenham apego aos rios, à sociedade humana.

A graça da vida e o desespero do anonimato

Mario Sergio explica que em latim, gratia (que originou “graça” em português) é uma versão do
grego caris, de onde vêm a palavra “carisma”. E caris, no grego antigo, é a boa graça, a
proteção, a bênção. Trata-se de uma linda conexão, pois, quando você vê o bom e o belo,
quando se apega a algo ou a alguém, se sente cheio de graça.

Por este motivo os cristãos usam a expressão “Ave, Maria, cheia de graça”. A graça neste caso
significa aquilo que protege, que cuida, que abençoa.

Poucas coisas na vida são tão boas quanto a gratuidade de um gesto, aquilo que vem de
graça. Abraços espontâneos, beijos roubados, a mão no ombro, o gesto certo num momento
em que nem seria necessário fazê-lo. Cortella diz que “É a graça que desperta o sentimento
genuíno de agradecimento por sua gratuidade. É a graça da gratidão”.

Os nossos maiores medos sempre vieram e continuam a vir do escuro. O homem não teme o
que vê, mas o que não vê. O anonimato traz desespero. Para escapar do anonimato, numa
sociedade que incentiva o consumo, resta às pessoas se destacarem pela propriedade de
bens. A capacidade de consumir, portanto, é o que vai dar valor às pessoas. Elas se sentem
mais valorizadas à medida que adquirem o carro, a TV, a roupa, etc.

Cortella diz que as camadas populares buscam coisas que brilham, indicadores de futuro, da
luz no fim do túnel. Já a burguesia sente que isso é garantido e querem passado, que é algo
que não tem. Por este motivo a classe média, numa cidade como São Paulo, vai a feirinhas de
antiguidades. Na casa do burguês, coisas antigas são sinais de riqueza, pois o antigo tem
valor. No fundo, as pessoas vão atrás do conforto e da segurança de ter uma herança, um
passado, uma história, uma família. O que não deixa de ser outro sinal de desespero ou de
infelicidade.

As camadas populares não precisam disso, pois já têm família. Essas pessoas têm uma família
ampliada que inclui vizinha, a mulher da casa da esquina que empresta o açúcar, o cara da
casa da frente, aquele único que tem carro e leva quem precisa ao hospital de madrugada.

Cortella diz que a ideia de família ainda é estranha ao mundo burguês, e acha que Karl Marx
estava certo ao dizer que o capital destruiu a família. Já a pobreza, que não foi atingida pelo
capital, é solidária. A burguesia também quer solidez. Por isso compra móveis pesados, camas
de ferro, estátuas de bronze. Os mais pobres querem leveza, quase nada escuro, pois de
pesada, já basta a vida.

A felicidade

A felicidade é um instante, um episódio, e é exatamente por ser passageira que ela deve ser
valorizada. Assim, a felicidade pode existir por causa de um desejo por algo ou alguém, mas
também pela ausência de algo ou alguém. Cortella diz que “a felicidade, assim como o erótico,
precisa de latência para repousar e renascer”.

Em latim, a palavra felix tem duplo sentido. Ela significa “feliz”, mas também significa “fértil”.
Assim, felicidade é fertilidade – não apenas no sentido reprodutivo, mas como sentimento de
que a vida não para e que os sonhos não acabam. A felicidade está no simples, e não no
complexo.
Adão e Eva desobedeceram a Deus e comeram o fruto proibido para serem felizes. Se não
tivessem caído em tentação, permaneceriam imortais. A imortalidade é insuportável quando se
vive num mundo perfeito. Quando não há ausência de felicidade, ninguém se sente feliz.
Cortella diz que a serpente cumpre uma grande função, ainda que de natureza simbólica, ela
nos permite a felicidade.

O erótico, assim como a felicidade, só é erótico porque, na maioria do tempo, vivemos


cercados de coisas sem nenhum erotismo. Se o erótico fosse permanente, não haveria revistas
eróticas, que só são compradas todo mês porque os momentos eróticos não duram para
sempre.

“Felizes são os humanos, pois não são felizes sempre – mas, quando o são, podem fruir a
felicidade com grande intensidade”.

O impedimento de fazer algo aumenta o gosto e o desejo – da mesma forma que o desejo só
existe enquanto não é saciado. Há uma grande diferença entre desejo, vontade e necessidade.
Desejo é um impulso vital. A necessidade é uma urgência. O desejo é o horizonte, é aquilo que
norteia, mas nunca se alcança.

“O horizonte não existe para que se chegue até ele, e sim para não me impedir de caminhar –
o desejo é o que impede que eu pare de caminhar. Por isso, o desejo é imortal”. Apenas os
humanos são mortais, pois só os humanos sabem que vão morrer – os outros animais não
lidam com este conceito, portanto, não são mortais.

Mario Sérgio diz que em muitos momentos da vida gosta de pensar pela ausência. O autor
conta no primeiro dia do ano, num gesto físico, mas também simbólico, pega uma folha de
papel e traça uma linha no meio, criando duas colunas.

Na da esquerda, escreve no alto da página: “Apesar de”. Na da direita, “Por causa de”. Então,
elege os principais temas do ano que passou e começa a pensar sobre eles, a analisá-los. Por
exemplo: Continua morando em São Paulo, continua sendo professor e continua casado. Sobre
a cidade: “Mora em São Paulo há mais de quarenta anos ‘apesar’ do trânsito, da poluição, da
violência. E continua morando ‘por causa’ da quantidade de atividades culturais, do mercado de
trabalho, das oportunidades, dos contatos, da universidade, de seus filhos, que moram na
cidade”.

Se a coluna “Apesar de” fica com mais itens, ou, em outras palavras, se os “senões”
ultrapassam as “razões”, alguma coisa precisa ser repensada ou mudada em sua vida. Se a
coluna “Por causa de” fica mais cheia, se as “razões” são superiores aos “senões”, então
significa que está no caminho certo.

Cortella diz que o que vale é ter razões, não senões. Razões para viver, para pensar, para agir.
Mas perceba que os senões são importantes para você contrabalançar aquilo que faz. Viver em
paz para morrer em paz! Para o autor, viver em paz não é viver sem problemas. Viver em paz é
viver com a clareza de estar fazendo o que precisa ser feito.

O autor questiona: Se você não existisse, que falta faria?


Instainsights

· O óbvio é perigoso pois paralisa o pensamento.

· Só com pontes estabelecemos conexões. É preciso saber criar pontes em todos os tipos
de relacionamentos.

· Devemos ter raízes que nos alimentam, e não âncoras que nos paralisam.

· Nostalgia é uma lembrança que dói, saudade é uma lembrança que alegra.

· O homem não teme o que vê, mas aquilo que não vê.

Neste livro, você aprendeu que

Para viver em paz precisamos viver de acordo com nossos princípios, fazendo aquilo que
acreditamos ser o certo, buscando o crescimento, o aprendizado e nos esquivando do óbvio.
Quando pensamos em diversos aspectos de nossas vidas avaliando como seria não ter algo ou
alguém, sentimos e avaliamos de forma mais clara a importância daquilo, e de nós mesmos. O
autor nos faz refletir sobre a felicidade, e nos mostra que só podemos sentir felicidade por ser
algo passageiro. O fato de não tê-la o tempo todo nos permite saber identificar os momentos
em que ela acontece. A felicidade não é um ponto de chegada, ela está no percurso.

O PODER DO AGORA

Eckhart Tolle

Na maior parte de nossas vidas pensamos no passado e fazemos planos para o futuro,
principalmente os empreendedores. Negligenciamos o presente e adiamos nossas conquistas
para algum dia, distante, quando conseguiremos tudo que desejamos e seremos finalmente
felizes. Mas, se queremos realmente mudar nossas vidas, precisamos começar agora mesmo.
Essa é a mensagem simples, mas transformadora do autor: viver no agora é o melhor caminho
para a felicidade e a iluminação. O livro combina conceitos do cristianismo, budismo,
indianismo, taoísmo e de outras tradições espirituais, porém ele não trata de religião e sim de
espiritualidade. É um manual prático que nos ensina a tomar parte dos pensamentos e das
emoções que nos impedem de vivenciar plenamente a alegria e a paz que estão dentro de nós.

Pensamentos iniciais

Você não é a sua mente. O autor conta que antes de seus 30 anos sempre teve constantes
crises de pânico até que um dia afirmou a si mesmo: não posso mais viver comigo. E então,
percebeu que aquele pensamento era um pouco estranho. E pensou: “se ele não pode mais
viver com ele mesmo, ele deve ser duas pessoas, não uma. Se esse questionamento é real,
ele deve estar vindo de outro ser e talvez apenas um deles seja real”.

Você já se identificou com uma voz interna que não para de falar na sua mente? A maioria das
pessoas sim. Essa voz fica contando uma história do passado e, na maioria das vezes, de
forma triste e negativa. Esse diálogo interno acaba criando um fluxo constante de infelicidade.

O autor diz que se deu conta que essa voz não era ele e, naquele exato momento ocorreu
dentro dele a separação entre a voz que não parava de falar e um senso profundo de
consciência que havia com o tempo se identificado com a voz até mesmo confundindo-se com
ela.

Mas naquele exato momento houve a separação entre os dois. É como se agora ele estivesse
plenamente consciente de tudo: De onde ele estava e do agora. Mas ao mesmo tempo não lhe
vinha nenhum pensamento na sua mente. Era como se estivesse sendo sugado para dentro de
um vácuo. Era como se ele fosse ancorado ao agora ignorando o passado e o futuro.

Depois dessa noite o autor afirma que acordou com uma paz interna profunda. E que vive
assim até hoje.

Como se libertar dessa voz?

A primeira dica é identificar o fluxo de pensamentos que ocupam a sua capacidade mental.
Esses pensamentos estão relacionados com a ideia ou consciência de que temos de nós
mesmos. Em outras palavras: como nós nos vemos, como achamos que somos. E as
conclusões são resultados de experiências passadas que nós tivemos.

Identificando a existência desse rio de pensamentos, você pode tentar a separação e escutar a
voz que não para de falar na sua mente como um mero observador, como se ela fosse outra
pessoa lhe dando conselhos e você tem a opção de seguir ou não esses conselhos - mas não
é obrigado.

No momento que você identificou a voz e identificou que também é o observador dessa voz,
este exato momento é o melhor exemplo para definir o que o autor quer dizer com O AGORA.
Você não está mais preso no passado. Bem-vindo ao agora.

A nossa mente

Nós não conseguimos entender esse assunto profundo unicamente pela mente. O que significa
“você não é a sua mente”?

A mente tem muito mais relação com o mundo exterior do que com o mundo interior. Ela é a
soma de vários pensamentos que temos durante a nossa vida. Sejam eles conscientes ou
inconscientes. Mas todos eles vêm do mundo exterior.

Quando o autor diz que nós não somos a nossa mente ele quer dizer que existe alguma coisa
muito mais profunda que a nossa mente. Que mesmo que tenhamos um pensamento, ele não
retrata de fato a realidade do que somos. A nossa realidade é muito mais profunda do que
superficialmente é a nossa mente.

De onde vem a realidade?

Existe algo muito mais profundo, e cada um pode dar o nome que quiser – a sua essência, o
seu deus interior, a sua força, uma energia superior que existe dentro de você. Esse é o seu eu
verdadeiro. É daí que surgem as coisas e não da sua mente.

Do seu eu verdadeiro é de onde vem a verdadeira felicidade, o verdadeiro sentimento positivo.


É lá que nos encontramos, é lá que encontramos nosso propósito, é lá que nos
autoconhecemos.

E, muitas vezes, como nossa mente está focada no mundo exterior ela não se permite fluir para
o eu interior. E como não conhecemos nosso mundo interior, imaginamos que somos aquilo
que está em nossa mente.

É por isso que o processo de autoconhecimento, olhar profundamente além da superfície da


sua mente, está cada vez mais procurado no mundo ocidental e até no mundo do
empreendedorismo. Justamente porque nós sentimos um vazio. Isso acontece com frequência.

Não por acaso muitos dizem que estamos vivendo no século da espiritualidade, onde as
pessoas estão começando a voltar à essência, voltando a olhar para dentro e não apenas a
olhar para fora.

A verdade está dentro de você

Em um mundo acelerado e tumultuado por possíveis verdades e incertezas, por uma infinidade
de gurus e “especialistas” vendendo facilmente ideias e metodologias nem sempre testadas em
suas próprias vidas sobre como desenvolver pessoas, atingir uma suposta iluminação e ter
uma vida mais satisfatória. Contudo, ninguém pode lhe dar a sua verdade – ela está dentro de
você. Muitas vezes requer uma verdadeira jornada para identificá-la e trazê-la à tona.

A mente e o ego podem fazer muito “barulho”, mas nem por isso você deixa de ter as respostas
no seu interior. Cada ser humano é único e possui uma verdade única, muitas vezes abafada
pelas ilusões da mente, trazendo inconsciência, frustração e um verdadeiro apagão pessoal. O
autor ainda afirma que podemos romper com os padrões de consciência coletiva herdados
pelos nossos antepassados, que ele considera como responsáveis pela escravidão da
humanidade por séculos.

Você não é a sua mente

A mente tem mais relação com o mundo externo e com as suas ilusões do que com a sua
verdade interna. A mente dialoga com o externo através de falsas verdades ou verdades
imparciais, como a idealização, aprovação, pequenos prazeres insólitos, etc. As verdades da
mente são aparentes e não duradoras. E quando você se identifica com a mente – com o
sofrimento, com o ego, com as alegrias passageiras, com o desejo e com todo este ruído
mental, você se afasta da sua própria realidade.

A boa notícia é que podemos silenciar a mente e nos libertar dela a qualquer momento.
Quando, por exemplo, uma pessoa passa a meditar, ela se torna uma observadora – observa
seus pensamentos e tem a consciência de que são apenas pensamentos. Ter a consciência é
o primeiro passo. É entender que até 90% dos nossos pensamentos são inúteis e que estes,
assim como as crenças, emoções e hábitos, podem ser substituídos progressivamente. A
consciência é também um caminho para superar a dor.

A dor e o sofrimento não são algo natural

Esta afirmação é muito recorrente no budismo e nas filosofias orientais. A dor não faz parte da
sua verdade interior. A dor é proveniente do contraste com o externo, e por isso mesmo, não é
real ou não precisa ser real. Se você parar para pensar, grande parte dos eventos com dor e
sofrimento que passou na vida eram desnecessários.

“Faça do agora o principal foco de sua vida”.

O sofrimento que você possa sentir agora é um sintoma da não aceitação da sua verdade.
Muitas vezes vivemos, por meio do sofrimento, em lembranças do passado e visões de um
futuro que ainda nem existe, e nos esquecemos que apenas o agora importa. Pare de sofrer e
foque no agora. Não condene o seu futuro ou o seu passado com pensamentos que nada
agregam no seu desenvolvimento pessoal. Supere-os, aceite o presente, abrace suas falhas e
siga em frente.

As coisas são como são

E isso não é de maneira alguma uma atitude conformista. Você só tem condições de criar a sua
realidade quando entender que as coisas são como são e aceitar isso terminantemente. Se as
coisas são de uma forma, elas também podem ser diferentes. Não que elas deveriam ter sido
diferentes (isso é idealização), quer dizer que elas podem ser diferentes.

Há momentos desagradáveis, insatisfatórios e difíceis. Mas mudar a sua realidade, aceite estes
momentos tal como são. Isso dará a você uma liberdade interior sem igual. Isso é tirar do
presente o medo. Trabalhe com as dificuldades e não contra elas.

Nada existe fora do agora

Você já viveu alguma vez em outro momento que não seja o agora? Não, pois tudo acontece
no agora. O futuro não se cria no futuro e nem o passado se cria no passado. Tudo ocorre com
você agora. Eis aí uma afirmação essencial para o caminho da iluminação espiritual. A
essência do presente é emprestada para o passado e para o futuro – são só reflexos do
presente, mas fora do presente nada existe.

Como acessar o poder do agora

O primeiro passo já falamos antes: conscientização. O segundo passo é a percepção de que


não a outros tempos (passado e futuro) que não o agora. Você tem todas as condições para
romper com os velhos padrões, com a ansiedade e com as resistências, afastando-se desta
divisão temporal.

O poder do agora nada mais é do que o “poder da sua presença, da sua consciência libertada
das suas formas de pensamento”.

Quando você está no agora aprende melhor sobre as suas reações. Por exemplo, quando julga
alguém, o faz considerando as referências que teve anteriormente, sem considerar que a
pessoa quem realmente é – isso é um mecanismo da mente que apenas conhece rótulos,
julgamentos e parcialidades sobre o outro. No presente você pode se atentar às suas emoções
e pensamentos, a não levar nada para o lado pessoal e você se torna um observador
silencioso. Neste sentido, fica mais perto da sua verdade pessoal. E é claro que a mente
tentará se livrar do agora.

Todos os aspectos da sua vida podem ser iluminados

Relacionamentos iluminados, corpos iluminados, existência iluminada. Iluminação significa


libertar da ilusão e manter-se conectado com a sua essência. Não se podemos nos iluminar
parcialmente, já que não somos parciais.

Não é fácil se livrar da resistência

Isso porque somos criados em uma cultura em que a resistência e o egoísmo impera e são
naturais. A entrega é o oposto da resistência. Só se pode vivenciar a entrega com consciência
ao agora, com a admissão da resistência e com a intenção de “estar lá” – isso conquistamos
observando a forma como a mente rotula as situações – você verá que a resistência não tem
nenhum propósito e não contribui para o seu desenvolvimento pessoal.

Toda situação-limite gera oportunidades

Toda situação-limite – uma separação, uma doença, uma tragédia – ocorre porque requer uma
entrega. A entrega não ocorre apenas através do sentimento, longe disso. Mas estas situações
fazem parte da vida e tudo o que conta é a forma como você encara as situações. A
situação-limite despedaça a vida de uma pessoa de alguma forma. A mente entra em colapso.

“Não é a situação-limite que dá espaço ao milagre da graça ou da redenção, mas sim o ato de
entrega”.

É por isso que em toda situação como esta há oportunidades para a mudança e para a
iluminação. A resistência pode tornar as coisas ainda pior, mas a entrega dá espaço a uma
revolução pessoal.

Como transformar o sofrimento em paz

Ter paz não é passar por cima dos seus pensamentos, crenças, emoções e sentimentos. É ter
a consciência de tudo isso o que existe em nós e no mundo e ter a capacidade de se entregar.
Aceite a sua realidade para depois transformá-la. Tenha a consciência das coisas e de si e
observe como reage a tudo. Aceite o que está fora e aceite o que está dentro de você. Quando
você se entrega ao sofrimento e aceita que ele existe, terá condições de transformá-lo em paz.

Conclusão

Mas por que é tão importante para um empreendedor viver no momento presente? Porque ele
executa o seu plano no momento presente. E execução, que é muito mais importante que
ideias, é feita no agora.
Não é fácil de um dia para o outro passarmos a viver unicamente no agora, de vivermos
somente o presente. Mas o primeiro passo é termos consciência da importância de viver no
agora. Assim damos o primeiro passo para o processo de autoconhecimento e de consciência
a longo prazo.

Muitos empreendedores já relataram que a grande satisfação deles não foi chegar ao ponto
final e sim o processo, o desafio que tiveram durante toda a caminhada como empreendedores.

Mergulhar no vácuo do momento presente não é um hábito fácil de dominar. Algumas pessoas
conseguem por alguns momentos somente. Outras por um tempo maior. Algumas com mais
facilidade e outras, com menos. Existe até mesmo aqueles que nunca tiveram experiência em
sua vida toda.

A felicidade não está no topo. Também não está em ficar navegando sem sentido na base da
montanha. A felicidade você encontrará durante a experiência que terá escalando a montanha.

Instainsights

· Quando vivemos presos no passado temos a depressão e quando vivemos focados no


futuro vem a ansiedade. Duas doenças do século.

· Pense em seu grande plano e propósito de vida. Crie sua meta e seja feliz executando ela
no presente.

· Viver no presente significa filtrar o que não interessa e ir direto ao que interessa.

· Nem sempre o sofrimento é necessário, mas sim consequência de escolhas feitas.

· Cada um encontra a verdade dentro de si. Conforme a visão que tem das coisas.

· Tudo está no agora, o que já passou não existe mais, o que virá a ser ainda não é.

Neste livro, você aprendeu que

Clareza mental para tomarmos determinadas decisões no presente que irão impactar no futuro,
você só vai conseguir no momento em que silenciar aquela voz na sua mente. E,
consequentemente o presente irá tomar conta. Estar consciente e presente significa avaliar
melhor seus recursos, a ter mais acesso a informações de qualidade sem ruídos
desnecessários. Significa tomar melhores decisões na execução. Essa é a forma de construir o
futuro de sucesso tão sonhado. Precisamos aproveitar os desafios do dia a dia do
empreendedor. As dificuldades e as coisas boas. Muitas vezes estamos olhando apenas o
sucesso. E esquecemos que para sair do ponto A até o ponto B é muito mais consistente
aproveitarmos cada etapa do caminho, aproveitarmos a realização e o sucesso em cada etapa
do que unicamente o sucesso final.

UMA SIMPLES IDEIA


Stephen Key

Quer transformar sua paixão em um negócio e finalmente levar seu produto ao mercado? Uma
Simples Ideia fornece um roteiro para guiar você através dos obstáculos de transformar sua
ideia ao fornecer ferramentas e conselhos úteis que vão mudar sua visão sobre abrir primeiros
negócios.

Ninguém nasce empreendedor

Ao contrário do que pensamos de outros talentos que tomamos como inatos, empreender não
é algo com o qual nascemos. Mas, definitivamente, podemos aprender.

Começar um negócio pela primeira é bastante assustador, e o primeiro passo é


conscientizar-se de que iniciar seu próprio negócio requer, acima de tudo, paixão pela sua ideia
e persistência para tirá-la do papel.

A paixão é como gasolina: ela é responsável por encorajá-lo a encarar riscos e sobreviver à
curva de aprendizado acentuada que o início de um negócio sempre apresenta. Se você tem
paixão pela sua ideia, pelos seus clientes e pelo seu trabalho, você estará extremamente
motivado a promovê-la e compartilhá-la com todos - o que, é claro, irá ajudar a vender seu
produto.

Ainda assim, paixão não é tudo. Um novo negócio requer assumir muitas e novas
responsabilidades, afinal, você estará por trás de todas as decisões e erros cometidos e deverá
lidar com as consequências. Como líder de sua própria empresa, é seu trabalho direcionar
seus funcionários no caminho certo – afinal, você é o chefe.

Trabalhar duro e incansavelmente pode ser difícil, mas lidar constantemente com os tipos de
mudanças e surpresas do negócio é o que faz uma empresa decolar.

Sempre existirão produtos que os consumidores acharão irresistíveis - independentemente do


momento financeiro

Nunca estamos preparados para enfrentar um momento de baixa na economia. Mas isso
também não significa que diante de dificuldades a única saída é a desistência. Muito pelo
contrário. Existem muitos produtos que vendem mesmo em uma economia sombria,
principalmente aqueles que melhoram a qualidade de vida dos clientes sem exigir muito
investimento.

Atualmente é possível trabalhar on-line sem ter que lutar por um lugar nas prateleiras das lojas.
Além disso, as redes sociais podem ajudá-lo a se conectar com seus clientes, entender e
atender às suas necessidades e desejos, e reagir rapidamente aos caprichos do mercado.

Mas você precisa ter algum tipo de suporte durante esses primeiros passos da jornada de
negócios, então procure um mentor que possa lhe dar conselhos práticos e em primeira mão.
Comece procurando por empreendedores de sucesso de sua região. Depois de encontrar um
candidato adequado, expresse o interesse pelo que ele conseguiu, até mesmo massageando
um pouco o ego.

A maioria das pessoas gostam de falar sobre si e mostrar que você sabe sobre o background
do trabalho do seu mentor vai deixa-lo mais confiante e satisfeito, o que o inspirará a ajudá-lo a
ter sucesso.

Sua ideia deve ser simples, comercializável e lucrativa

Se você quer que seu negócio seja bem-sucedido, você deve começar pequeno e manter-se
simples. Uma das principais razões pelas quais as startups falham é porque a ideia delas é
ambiciosa e complicada demais, e por isso acabam se perdendo no caminho. Mas qual a
melhor forma de alcançar o sucesso com um produto? A resposta é que você deve transformar
um produto já existente em algo novo.

· Um produto estabelecido atende a uma demanda existente, portanto, você não precisa
educar o mercado sobre seu valor potencial.

· Você pode segmentar um nicho de mercado diferente, adicionando um recurso exclusivo.

· Por fim, ao tornar seu produto semelhante a um existente, é mais provável que você
encontre um fabricante que possa produzi-lo a um custo razoável.

Mas, para criar um produto vendável, primeiro você precisa estudar o mercado. O preço que
você precisa cobrar para ser lucrativo é um preço que os clientes estão dispostos a pagar?

É preciso descobrir o mais cedo possível se a sua ideia é um potencial "gerador de dinheiro".
Isso envolve garantir que seu produto seja vendido por um determinado preço e em um volume
alto o suficiente, e que os custos para produzi-lo ainda lhe darão o lucro desejado.

É hora de preparar seu plano de negócios

Depois que você tomou as primeiras decisões sobre seu produto, seu próximo passo é
preparar um plano de negócios. Mas por que ele é tão importante? Um plano de negócios força
você a descrever o seu negócio de forma clara e concisa – o que você está fazendo, como está
fazendo e por quê. Ele também o ajuda a prever suas finanças e, assim, garante que seu
negócio seja rentável.

Muito comumente as pessoas tem a ideia de que, para começar um negócio, é preciso investir
grandes quantias de dinheiro e gastar todo o seu tempo. Mas para estabelecer uma entidade
comercial profissional é possível começar trabalhando até em casa, e os únicos equipamentos
necessários são um telefone, internet e um site. Acredite, muitos empreendedores que
alcançaram sucesso antes de você começaram exatamente deste ponto.

Para fins fiscais e legais, você precisa configurar sua entidade de negócios e decidir qual
estrutura é mais adequada para você. Por exemplo, tornar-se uma empresa de
responsabilidade limitada ou uma corporação tem a vantagem de proteger seus ativos
pessoais, enquanto uma entidade legal menor e mais simples poupa muito mais tempo e
esforço.
Pequenas empresas precisam deixar que seus clientes saibam que elas são capazes de
fornecer o que eles precisam e desejam

Quando tratamos de publicidade, pensamos logo na enorme quantia de dinheiro que um bom
marketing existe. Mas não precisa ser assim. A melhor estratégia para pequenas empresas é
confiar no boca a boca dos clientes. E como fazer isso?

Quando as empresas procuram entender os clientes e suas necessidades, eles se sentem bem
com a marca e, por vontade própria, querem compartilhar com os outros. Compartilhar opiniões
é natural do ser humano, e saber disso pode ser sua carta na manga.

Alcançar as pessoas mais influentes por meio de redes sociais é um bom jeito de começar um
boca a boca. Ao ganhar a confiança dessas pessoas, elas dirão como você e seu produto são
ótimos.

Você também precisa criar uma marca forte que agrade aos estilos de vida e às necessidades
de seus clientes. Sua marca deve comunicar o que é seu produto e o que o torna único. Por
exemplo, a identidade da sua marca - nome da empresa, logotipo e slogan - precisa caber no
seu produto e atrair o público-alvo.

Além disso, você pode comunicar o valor de seu produto para seus clientes escolhendo um
slogan cativante e sugestivo.

O cliente deve ser sempre seu principal foco

Quando seu produto final está pronto, é preciso pensar onde ele será vendido. Lembre-se: a
dica é começar pequeno e manter-se simples. Por isso, pense em lojas locais como sua
primeira opção. Lojas menores facilitam a comunicação e o ajudam a acompanhar como seu
produto está sendo vendido. E se você conseguir repetir vendas, essas lojas continuarão o
estocando.

Mas a chave principal de sucesso de venda é o cliente. Por isso, focar no atendimento e nas
necessidades que eles apresentam é fundamental para a fidelização. Como uma pequena
empresa, você pode criar relacionamentos individuais com seus clientes, oferecendo uma
enorme vantagem contra grandes empresas que não podem fornecer um serviço
personalizado.

Esse relacionamento garante a satisfação de seus clientes e oferece a você a oportunidade de


aprender ainda mais sobre seu grupo-alvo para melhorar suas ofertas. Um bom serviço ao
cliente significa estar totalmente disponível para seus clientes e cumprir suas promessas. Se
você fornecer um ótimo produto e serviço, seus clientes e as lojas continuarão espalhando sua
marca – e você continuará vendendo.

Monitore suas finanças e seu inventário

Se você tiver sucesso com sua ideia de negócio, em algum momento seu negócio se tornará
grande e complexo. Administrar as finanças de uma empresa é um fator crucial para
administrar esse negócio com eficácia. Isso exige que você pague as contas, mantenha seus
registros financeiros atualizados e analise seus relatórios mensais com cuidado.

Uma maneira de acompanhar seus negócios já estabelecidos e bem-sucedidos é a boa


administração de estoques, pois isso garantirá um fluxo de caixa estável.

A principal consideração aqui é garantir que você produza o suficiente do seu produto para
atender os pedidos recebidos imediatamente. Ao mesmo tempo, você deve tomar cuidado com
a superprodução: não quer pagar pela produção e pelo armazenamento de produtos que não
pode vender.

Outro método para garantir que sempre haja dinheiro suficiente disponível é reduzir o tempo de
atraso entre suas contas a pagar (para fornecedores) e contas a receber (de clientes).

Ficar de olho no seu fluxo de caixa o ajudará a gerenciar seu inventário, permitindo que você
coordene melhor sua produção com os pedidos de seus clientes.

Antes de expandir seu negócio, certifique-se de que é o momento certo

Sua startup está crescendo cada dia mais. E agora, você não vê a hora de expandir para um
negócio ainda maior, certo? Mas saiba que muitos são os cuidados que se deve ter nesse
momento.

Uma empresa maior envolve um esforço maior no gerenciamento de seus relacionamentos


comerciais, no monitoramento da qualidade de seus produtos e até mesmo na contratação de
novas pessoas. Portanto, você deve ter cuidado ao expandir seus negócios para novas áreas
e, primeiro, certificar-se de que ele seja adequado à sua marca.

Por exemplo, se você deseja lançar um novo produto, certifique-se de que ele atrai o mesmo
mercado. Caso contrário, como seus clientes serão diferentes, será como começar um negócio
completamente novo.

E se você está pensando em vender sua empresa em algum momento, você precisa ter uma
marca que trabalhe e venda sem você. Então, enquanto estiver montando o seu negócio e
construindo a marca, imagine que você está escrevendo um livro que outra pessoa pode seguir
na sua ausência.

Instainsights

· A paixão por uma ideia nos leva a ir mais longe e a tentar ainda mais, permitindo
transformar essa ideia grandiosa, mas embrionária, em um negócio de sucesso.

· Os gastos dos consumidores são motivados pelo desejo, não por necessidade.

· Começar seu próprio negócio não precisa exigir demais financeiramente. Com um plano de
negócios completo e uma configuração simples, sua empresa está pronta para começar.

· Ser mais rápido do que a concorrência e manter um bom relacionamento com seus
parceiros lhe dará proteção e tranquilidade antes de apresentar seu produto ao mercado.

· O primeiro a chegar a um mercado geralmente tem uma enorme vantagem, por isso a
velocidade é um dos seus melhores aliados.

· Para que o seu negócio sobreviva, suas finanças devem ser bem administradas, de modo
que uma quantidade suficiente de dinheiro esteja sempre disponível.

· Se você acha que chegou o momento de expandir, certifique-se de que a área para a qual
você deseja expandir complementa seu negócio principal.

· Se vender a empresa está em seus planos, você deve estruturar sua empresa de maneira
que possa simplesmente entregá-la a outra pessoa quando for o momento.

Neste livro, você aprendeu que

Você não precisa de milhões de dólares em financiamento nem de um sólido histórico em


negócios para construir um negócio lucrativo. Tudo o que é necessário é uma ideia simples
pela qual você é apaixonado. Além disso, ao configurar seu negócio, comece pequeno, cresça
lentamente e mantenha-se simples. Use isso em vantagem e tente construir relacionamentos
pessoais com todos que têm interesse em seus negócios.

O FIM DA ANSIEDADE: O segredo bíblico para livrar-se das preocupações

Max Lucado

A ansiedade é uma das doenças mais comuns da atualidade em diversos países. O autor
apresenta uma nova receita para o tratamento deste mal, e não se trata de medicamentos. Ele
fala sobre Paulo e sua mensagem aos cristãos contida na Bíblia. Nesta obra, o autor propõe
que o leitor se apóie em Deus para lidar com a ansiedade e os problemas da vida. Max Lucado
mostra que é possível enfrentar esta mal com a fé, com a certeza de que Deus está no controle
e cuida de cada detalhe deste vasto universo.

Menos irritação, mais fé

É um medo, um nervoso, um vento frio que não para de uivar. Não é tanto a tempestade, mas
a certeza de que ela está chegando. Dias de sol são apenas um intervalo. Você nunca relaxa.
Toda paz é passageira, dura pouco.

Há problemas lá fora! Por isso você não dorme direito, não ri com freqüência e nem aproveita o
sol. E quando as pessoas fazem isso, você dá uma olhada para eles, e pensa: “Como vocês
são ingênuos! Não leram o jornal, não ouviram as notícias, não viram os estudos?”

O autor diz que a ansiedade é uma chuva de meteoros do tipo “e se?”. Uma sensação de temor
paira sobre você, sente uma vaga intuição sobre as coisas que poderiam acontecer no futuro.

Max Lucado explica que há diferença entre o medo e a ansiedade. O medo reconhece uma
ameaça. A ansiedade a imagina. O medo grita: Vá embora! A ansiedade pensa: E se? O medo
nos protege, a ansiedade nos destrói.

As pessoas podem até pensar que os cristãos estão isentos de preocupação, mas não é
verdade. Os cristãos são ensinados que a vida cristã é cheia de paz e, quando não tem paz,
pensam que o problema está dentro deles.

Não só sentem-se ansiosos, mas também culpados em relação à ansiedade!

O autor afirma que a presença da ansiedade é inevitável, ser prisioneiro dela é opcional. A
ansiedade não é um pecado; é um sentimento, mas a ansiedade pode levar a um
comportamento pecaminoso. Se a ansiedade fizer com que você acabe com seu casamento,
negligencie seus filhos, magoe pessoas, prejudique seu trabalho, significa que está no caminho
errado. Jesus deixou esta palavra: “Tenham cuidado, para não sobrecarregar o coração de
vocês de [...] ansiedades da vida” (Lucas 21:34).

Peça ajuda a Deus, com ele você irá redefinir o modo como enfrenta seus medos, aprenderá a
encontrar a saída para as situações difíceis, a ver as más notícias com outros olhos, a discernir
as mentiras de Satanás e a dizer a verdade para si mesmo. O autor diz que você descobrirá
uma vida caracterizada pela calma e desenvolverá ferramentas para enfrentar os ataques de
ansiedade. Mas será necessário certo trabalho de sua parte.

Esteja certo de que não é da vontade de Deus que você leve uma vida de constante
ansiedade. Não é da vontade dele que você encare cada dia com medo e apreensão. Deus o
criou para ter mais do que uma vida de ansiedade. Ele tem um novo capítulo para sua vida.

Celebrem a bondade de Deus: alegrem-se sempre no Senhor

Imagine uma cena que ocorreu há aproximadamente 2 mil anos atrás: Um velho olhando pela
janela de uma prisão Romana. Paulo tem aproximadamente sessenta anos – trinta anos como
cristão. Não há um porto no Mediterrâneo que ele não conheça. Ele está curvado e está pele e
osso.

Levou 39 chibatadas em cinco ocasiões diferentes. Foi espancado. Tem diversas cicatrizes
pelo corpo. Ele já foi até dado como morto. Seu futuro é tão sombrio quanto sua cela. Mas,
lendo as palavras do Paulo, você pensaria que ele havia acabado de chegar a um hotel à beira
mar. Sua carta aos Filipenses não traz uma única palavra de medo ou queixa.

“Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se!” (Filipenses 4:4). Max Lucado
diz que a prescrição de Paulo para a ansiedade começa com um chamado à alegria.

Esse versículo é um chamado a uma decisão e a uma confiança bem arraigada de que Deus
existe, de que está no controle de tudo e de que é bom.

Seu sistema de crenças é sua resposta para as questões mais importantes sobre a vida. Sua fé
depende de um conjunto de convicções. Se seu sistema de crenças for forte, você
permanecerá em pé. Se for fraco, a tempestade prevalecerá.
O autor afirma que a fé sempre precede o comportamento. Por essa razão, o apóstolo Paulo,
sempre abordou convicções antes de abordar ações. Para mudar o modo como uma pessoa
responde à vida, é preciso mudar sua crença sobre a vida.

Max Lucado explica que Soberania é o termo que a Bíblia usa para descrever o controle e a
gestão perfeitos que Deus tem do universo. No tratamento da ansiedade, é primordial a
compreensão correta de soberania.

O controle percebido gera a calma. A falta de controle produz medo. A ansiedade aumenta à
medida que o controle percebido diminui. O autor diz que “Queremos certeza, mas a única
certeza é a falta dela. É por isso que as pessoas mais estressadas são obcecadas por controle.
Fracassam naquilo que mais buscam. Quanto mais tentam controlar o mundo, mais percebem
que não podem fazê-lo”.

É preciso entender que não podemos assumir o controle porque não cabe a nós essa tarefa. A
Bíblia tem uma ideia melhor. Em vez de buscar o controle total, abra mão dele. Você não pode
dirigir o mundo, mas pode confiar que Deus fará isso. Deus reina de modo supremo sobre cada
detalhe do universo.

Sua ansiedade diminui à medida que você passa a confiar mais em seu pai

O autor aconselha: Da próxima vez que tiver medo do futuro, alegre-se na soberania do
Senhor. Alegre-se no que ele realizou. Alegre-se porque ele é capaz de fazer o que você não
pode. Encha sua mente de pensamentos de Deus. O autor diz: “Um simples movimento de sua
sobrancelha e um milhão de anjos se vira e bate continência para ele. Todo trono é um estrado
para o dele. Toda coroa é feita de papel machê perto da dele. Ele não consulta conselheiros,
não precisa de congresso algum e nem se reporta a ninguém. Ele está no comando”.

Não se perca em seus problemas. Acredite que coisas boas acontecerão. Acredite que Deus
estava falando com você quando disse: “Deus age em todas as coisas para o bem daqueles
que o amam” (Romanos 8:28). A ansiedade vai embora à medida que a confiança aumenta. A
mente não pode estar cheia de deus e de medo ao mesmo tempo.

A maioria das pessoas em algum momento da vida já sentiu remorso. O autor questiona: O que
derruba você? Sexo casual? Brigas de rua? Você pôs no bolso algo que não era seu? Você
falhou como pai? Você estragou tudo em sua carreira? Você desperdiçou sua juventude ou seu
dinheiro? O resultado? Culpa. Uma dura conseqüência da culpa é a Ansiedade.

Temos diversas formas de lidar com a culpa. As pessoas a anestesiam com uma garrafa de
vodca, com uma hora de pornografia na internet, com um cigarro de maconha ou um encontro
no motel. A culpa desaparece durante um tempo e reaparece rapidamente. Nós a negamos.
Tentamos minimizar com desculpas bobas. Enterramos debaixo de muito trabalho. Nós
punimos, nos ferimos. A evitamos, não tocamos no assunto. Nós a redirecionamos.
Descarregamos nos filhos ou em quem estiver por perto. Nós a compensamos. Decidimos
nunca mais cometer outro erro. Nós a personificamos e acreditamos que somos ruins. Ruins
para valer.

Paulo tinha sangue nas mãos e diplomas religiosos na parede, até que Jesus apareceu. Depois
de ter visto Jesus, Paulo nunca mais foi o mesmo. Já não via razões para se vangloriar de algo
que havia feito. A única opção que lhe restava era passar o resto da vida falando menos sobre
si mesmo e mais sobre Jesus.

Ele se tornou o grande poeta da graça. “Mas o que para mim era lucro, passei a considerar
como perda, por causa de Cristo” (Filipenses 3:7).

O autor diz que Paulo entregou sua culpa a Jesus. Ponto. Ele não a anestesiou, escondeu,
negou, compensou ou puniu. Ele simplesmente a entregou a Jesus. Como resultado, escreveu:

“Não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das
coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a
fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3:13-14).

Max diz: “Não se entregue nem se afunde no porão de sua própria condenação. Há uma razão
para o pára-brisa ser maior do que o espelho retrovisor. Seu futuro é mais importante do que
seu passado”.

Deus usa todas as coisas para realizar sua vontade

Graças às amígdalas, corremos em busca de proteção quando percebemos uma ameaça,


damos um passo para trás quando um carro buzina e abaixamos a cabeça quando uma bola
vem em nossa direção. As amígdalas funcionam como um sistema de alarme.

As amígdalas provocam uma reação antes que saibamos da necessidade dela. E quando elas
ordenam, o resto do corpo reage. Devemos gostar de nossas amígdalas. No entanto, não
gostamos das que são supersensíveis. Não queremos que o alarme dispare com o latido de um
cachorro.

“Ansiedade constante são amígdalas com comichão do dedo no gatilho”. As pessoas vêem
uma manchinha na pele e imaginam ser um câncer. Vêem uma queda na economia e
imaginam ser recessão. Nós precisamos estar alerta para o perigo. O que não precisamos é
viver em estado de alerta.

Paulo diz: “Alegrem-se sempre no Senhor” (Filipenses 4:4, grifo nosso). Mas uma coisa é se
alegrar no Senhor quando as coisas vão bem, mas e quando o mar não está para peixe?

A maior prova da providência é a morte de Cristo na cruz. Nenhum outro dia foi tão escuro e
triste. Contudo, Deus não só sabia da crucificação, como também a ordenou. Todos pensaram
que a vida de Jesus havia acabado, mas Deus, não. Seu Filho foi morto e sepultado, mas Deus
o ressuscitou. E ele não pode mudar sua situação?

Podemos utilizar nossa mágoa ou nossa esperança. Podemos focar em nossa desgraça ou na
providência de Deus. Podemos nos render aos problemas ou nos inclinar para o plano perfeito
de Deus.

A Deus peça ajuda


O autor explica que a palavra “amabilidade” descreve um temperamento maduro e ponderado.
A reação amável é uma reação de firmeza, de imparcialidade, de justiça. O oposto seria uma
reação exagerada ou uma sensação de pânico.

As pessoas que possuem a calma contagiante fazem com que todos se lembrem: “Deus está
no controle.” É o líder que em tempos difíceis diz à equipe: “Vamos fazer a nossa parte; vamos
ficar bem.” ou “Esses são tempos difíceis, mas vamos superá-los.”

E como podemos manter a calma quando todos a estão perdendo? Como desenvolver a
Amabilidade?

“Seja a amabilidade de vocês conhecida por todos. Perto está o Senhor. Não andem ansiosos
por coisa alguma” (Filipenses 4:5-6). Não pense que Deus está observando tudo à distância.
Uma vez que o Senhor está perto, não precisamos estar ansiosos por nada. Podemos
apresentar nossas preocupações a Deus, porque ele está tão perto quanto a nossa próxima
respiração! O autor diz que se, por um lado, você tem um problema; por outro, você tem uma
quantidade limitada de sabedoria, energia, paciência ou tempo.

Quando o que você tem não chega nem perto do que você precisa, você fica ansioso. Pede a
Deus para dar um jeito no problema. “É muita coisa para mim, Jesus!” Dessa vez, em lugar de
começar com o que você tem, comece com Jesus. Comece com as riquezas, os recursos e a
força dele.

Antes de contar moedas, conte o número de vezes em que Jesus o ajudou a encarar o
impossível. Antes de desesperar-se, olhe para cima com fé. Espere alguns minutos. Olhe para
seu Pai a fim de obter ajuda.

Administrar a ansiedade é como arrancar tocos do chão. Algumas de suas preocupações têm
sistemas de raízes profundas. Extraí-las é uma tarefa muito difícil. Na verdade, pode ser o
desafio mais difícil de todos, mas você não precisa fazer isso sozinho. Apresente o desafio ao
seu Pai e peça ajuda a ele. Ele certamente resolverá o problema, talvez não no tempo que
você deseja. Mas uma coisa é certa: a calma contagiante virá à medida que você se voltar para
Deus.

O que Jesus perguntou ao cego, ele nos pergunta: “O que você quer que eu lhe faça?” (Lucas
18:41). Alguém pensaria que a resposta seria óbvia. Quando um homem cego pede a ajuda de
Jesus, não é óbvio o que ele precisa? Mas Jesus queria ouvir o homem articular pedidos
específicos. Ele quer o mesmo de nós.

A oração específica é uma oração séria. Se alguém lhe diz: “Você se importa se eu passar em
sua casa um dia desses?”, você não o levará a sério. Mas suponha que a pessoa diga: “Posso
passar na sua casa na sexta à noite? O que você sente? Quando oferecemos pedidos
específicos, Deus tem a mesma sensação. Esta é uma oportunidade de vermos Deus em ação.
Quando vemos que ele responde de forma específica a pedidos específicos, nossa fé aumenta.

Não pense que o poder da oração está na forma como é feita. Deus não se deixa manipular
nem impressionar por fórmulas. Ele se comove é com o pedido sincero.
Grande gratidão

Max Lucado diz que o rio mais largo do mundo não é o Mississipi, o Amazonas ou o Nilo. O rio
mais largo da Terra é um copo de água chamado “Quem Dera”. Uma multidão de pessoas fica
às suas margens e olhando ansiosos para as águas. Elas desejam atravessá-lo, mas não
conseguem. Estão convencidas de que este rio as separa de uma vida boa. Quem dera fosse
mais magro, mais rico. A vida boa parece sempre estar a um quem dera de distância.

Elas têm pressa para atravessar o rio e estão preocupadas porque acham que nunca irão fazer
isso. Conseqüentemente, você trabalha mais horas, faz mais empréstimos, assume novos
projetos e acumula mais responsabilidades. Estresse. Dívida. Noites mais curtas e dias mais
longos.

O autor afirma que a vida boa começa não quando as circunstâncias mudam, mas quando
nossas atitudes em relação a elas mudam.

Estudos associam a gratidão com diversos efeitos positivos. Pessoas gratas são mais
empáticas e perdoam mais os outros, além de terem uma visão positiva da vida. A gratidão
melhora a autoestima e melhora as relações, o sono e a longevidade. Se viesse em forma de
pílula, a gratidão seria considerada uma medicação milagrosa. Não é de surpreender, então,
que a terapia de Deus para a ansiedade inclua uma grande dose de gratidão.

Max diz que a gratidão tira-nos da beira do rio “Quem Dera” e nos acompanha até o “Vale fértil
do Já”.

“O que você tem em Cristo é maior do que qualquer coisa que você não tem na vida”. Você tem
Deus e as forças do céu para protegê-lo. Você tem a presença viva de Jesus dentro de você.
Em Cristo, você tem tudo. Olhe para o que você já tem. Max aconselha a tratar cada
pensamento ansioso com um pensamento de gratidão. Assim terá novos dias de alegria.

Deus assume a responsabilidade pelo coração e pela mente daqueles que crêem nele. À
medida que o celebramos e oramos a ele, ele constrói uma fortaleza ao redor de nosso
coração e de nossa mente, protegendo-nos dos ataques do diabo.

Nenhuma vida é curta ou longa demais. Você viverá o número de dias que lhe foi prescrito.
Você pode alterar a qualidade de seus dias, mas não a quantidade.

Deus nunca prometeu uma vida sem tempestades. Mas ele prometeu estar ao nosso lado
quando as enfrentamos. Espere para ver o deus eterno lutar por você. Ele está perto, tão perto
quanto o ar que você respira.

Meditem em coisas boas

“Seu problema não é seu problema em si, mas o modo como você o vê”. Existem muitas coisas
que você não pode controlar. Você não determina o tempo nem a quantidade de sal no oceano,
por exemplo. Mas há muitas coisas na vida sobre as quais você tem escolha. Você pode e
deve escolher aquilo em que pensa.
Por essa razão, o sábio disse: “Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a
sua vida” (Provérbios 4:23). Você quer ser feliz no futuro? Então, plante sementes de felicidade
agora.

A cura da ansiedade requer um pensamento saudável. Seu desafio é o modo como você pensa
em seu desafio. O autor diz que nenhum problema é insolúvel. O destino de uma pessoa não
está selado. Não se pode dizer que alguém não é amado ou não pode ser amado.

Por isso, “tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for
puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno
de louvor, pensem nessas coisas” (Filipenses 4:8). O que Paulo quer dizer é simples:
enfrentamos de forma mais eficaz a ansiedade com um pensamento lúcido e lógico.

O chamado à paz que Paulo nos faz pode se transformar em uma lista: todo pensamento tem
de ser verdadeiro, nobre, correto, puro, amável, de boa fama, excelente e digno de louvor. Mas
quem consegue fazer isso? É muito difícil que alguém cumpra todas as exigências, mas o autor
deixa um conselho:

Defina como seu objetivo apegar-se a Cristo. Permaneça nele. Ele não é verdadeiro, nobre,
correto, puro, amável, de boa fama, excelente e digno de louvor? Nossa tarefa é sermos fiéis.
O segredo para dar frutos e viver sem ansiedade tem menos a ver com fazer e mais a ver com
permanecer.

A melhor maneira de desarmar a ansiedade é estocar pensamentos de Deus em nossa mente.


Encha seu coração com a bondade de Deus. “Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e
não nas coisas terrenas” (Colossenses 3:2).

O autor diz que a árvore de ansiedade não é a única árvore no pomar. Há uma opção melhor: a
árvore da tranqüilidade. Ela é grande, dá muita sombra e tem um grande espaço para você.
Para usá-la, comece com Deus. Celebre a bondade de Deus. Peça ajuda a Deus. Deixe suas
preocupações nas mãos de Deus. Medite em coisas boas.

Instainsights

· A ansiedade aumenta conforme você percebe que não pode controlar tudo, e diminui à
medida que conhece melhor seu pai, e sabe que é ele quem tem o controle.

· Nossa mente não comporta Deus e o medo ao mesmo tempo.

· É preciso parar de olhar para os pecados e passar a olhar para o futuro que pode ser
construído, livrar-se da culpa e confiar em Deus.

· Saiba pedir ajuda a Deus, seja específico em seus pedidos.

· A vida melhora quando você muda a forma com que enxerga seus problemas e à medida
que sua gratidão aumenta.

Neste livro, você aprendeu que


Deus tem o controle e cuida de perto de cada detalhe do universo. Ele não está distante, está
tão perto quanto a sua próxima respiração, e tem propósito em todos seus atos. Quando
compreendemos que não podemos controlar tudo e entendemos que Deus faz isso com
perfeição, a ansiedade dá lugar a fé e a segurança. Quando fazemos pedidos específicos ao
nosso pai, ele atende, e conforme vemos os pedidos atendidos nossa fé aumenta. Quanto mais
pensamentos alegres temos, quanto mais valor damos as pequenas coisas, mais gratidão
sentimos. A gratidão muda a nossa vida e nos torna pessoas melhores e mais próximas a
Deus.

UMA VIDA SEM LIXO: Guia para reduzir o desperdício na sua casa e simplificar a vida

Cristal Muniz

Nesta obra, a autora mostra que podemos viver sem produzir lixo e usa sua própria experiência
como exemplo. Criadora do blog Um ano sem lixo, Cristal ensina como levar uma vida mais
sustentável adotando práticas simples e adquirindo novos hábitos, como ter seus próprios
talheres, copo e canudo para comer fora de casa, fazer compras a granel, ter uma composteira
em casa, limpar a casa com apenas três ingredientes, entre outras sugestões.

Por que precisamos parar de produzir lixo

Precisamos parar de produzir lixo o mais rápido possível. A situação é gravíssima. Existe uma
estimativa de que em 2050 haverá mais plástico do que peixes nos oceanos. Além do problema
nos oceanos, nove em cada dez pássaros também ingerem plástico.

A reciclagem no nosso país ainda caminha a passos lentos. Apenas 3% do total de resíduos
produzidos em nosso país passa pelo processo de reciclagem. Faltam incentivos fiscais,
investimento em máquinas para tornar o processo de reciclagem mais eficaz e muita pesquisa
para desenvolver produtos que tenham resíduos recicláveis, de fácil descarte, entre outras
coisas.

Para fazer a sua parte em relação a este problema, você só precisa separar o que é reciclável
do que não é. Duas lixeiras são suficientes. Procure descartar os recicláveis limpos (apenas
uma passada de água basta), pois adianta muito o processo. Depois de separar o lixo, você
precisa descobrir qual é o dia da coleta seletiva em seu bairro. Não coloque seu lixo reciclável
no mesmo dia do lixo comum.

Apenas reciclar não é a solução. O caminho correto para reduzir o impacto ambiental não é
reciclar mais, mas produzir e descartar menos.

Cozinha

A cozinha é o local da casa onde mais produzimos lixo. Reduzir esses resíduos passa pelas
etapas de comprar, armazenar, cozinhar, comer e descartar.

- Escolha comidas frescas para cozinhar em casa. Assim, além de não trazer embalagens para
casa, você economiza dinheiro e também come muito melhor. “Esse é o truque para você
comer bem: se a comida veio dentro de uma caixa com uma lista de ingredientes muito grande,
provavelmente não é saudável (e de quebra vai produzir muito lixo)”.

Faça compras a granel. Desta forma você não produz o lixo das embalagens das comidas, pois
leva os seus próprios recipientes de vidro ou embalagens de pano. Para as compras a granel
você vai precisar de: saquinhos de pano de vários tamanhos, potinhos de vidro, uma ecobag
grande, funil e caneta para marcar no vidro o que você precisa.

Quando precisar fazer compras no mercado comum, práticas simples já podem começar fazer
diferença, como preferir produtos embalados com materiais puros e sem adesivos. Frutas,
verduras e legumes podem ser comprados sem os saquinhos naqueles mercados em que a
pesagem é feita diretamente no caixa.

A autora diz que a indústria da carne é a que mais polui no mundo! Comer é um ato político e
por isso o que você come diz para o mundo o que você apóia. E é por isso que precisamos
parar de comer animais. Se você deseja ser mais sustentável, lutar para que o consumo de
carne seja reduzido é uma das melhores coisas que pode fazer. Pesquisam mostram que a
indústria da carne é responsável por 18% de toda a emissão de gases do efeito estufa, mais
que todos os meios de transporte juntos.

Isso acontece, em parte, por causa dos gases que os animais produzem no seu processo de
digestão. Isso sem contar na quantidade de água usada para a criação animal. Estima-se que
sejam usados 15.000 litros de água para apenas 1 quilo de carne.

A pesca industrial é muito prejudicial para a biodiversidade marinha, porque são metros e
metros de rede jogados no mar que acabam pegando muitas outras espécies junto com os
peixes. Muitos animais morrem nesse processo, a maioria tartarugas e golfinhos, que precisam
sair da água para respirar e, ao ficarem presos em redes, morrem afogados.

“Olhe para sua comida e pergunte: Quem eu estou apoiando ao comer isso? Se você não
concorda com quem está apoiando, o caminho é simples: é só se servir de outras coisas”.

- Pare de jogar comida fora! Compre menos comida. Não jogue as cascas fora! Use talos,
folhas e outras partes não tão nobres de vegetais. O chamado lixo orgânico não precisa
apodrecer na sua cozinha! Tudo o que você precisa é ter uma composteira doméstica. Nela, a
decomposição ocorre do jeito certo, com oxigênio, com a ajuda de minhocas ou do calor e sem
cheiro ruim!

- Como fazer uma composteira se você mora em uma casa. Se você não tiver espaço para
cavar um buraco no quintal, ainda dá para ter a composteira com minhocas em um sistema de
caixas plásticas. No mercado existem composteiras prontas que já vêm com as minhocas, mas
você pode fazer a sua usando caixas ou baldes de plástico.

“Uma composteira com minhocas precisa de, no mínimo, três andares: o andar do topo, aonde
o lixo orgânico vai sendo depositado e coberto com o material seco (serragem e folhas secas)
que, quando cheio, deve ficar em repouso por cerca de um mês. Durante esse tempo de
repouso, o andar do meio vira o do topo e começa o ciclo de novo”. O andar de baixo é o que
recolhe o líquido que escorre (os andares são intercalados com furinhos para o líquido cair e as
minhocas se movimentarem). No final desses dois meses, o material que sobra é um húmus,
ótimo para as plantas e com cheirinho de terra molhada.

Uma boa maneira de aproveitar o adubo da composteira é tendo uma horta em casa. Assim
você terá sempre à mão temperos frescos e orgânicos, além de você poder ter plantas com
funções terapêuticas como babosa, camomila, ora-pro-nóbis.

- O que parar de usar na cozinha: Papel-alumínio (Para assar coisas que você envolveria em
papel-alumínio, o jeito é colocar uma panela ou uma travessa com tampa direto no forno. As
que têm cabos plásticos são proibidas.); Papel-toalha (use toalhinhas de pano no lugar).
Papel-manteiga (unte a forma com óleo vegetal); Plástico-filme (Para alimentos, dá pra fazer ou
comprar uns tecidos encerados. É um tecido com cera que você coloca em um potinho e
“molda” com o calor das mãos; Esponja plástica para lavar louça (utilize bucha vegetal);
Detergente (use sabão de coco); Spray para limpar o fogão (utilize vinagre e bicarbonato de
sódio); Água engarrafada (utilize filtro de barro).

Banheiro

A autora questiona: Você passaria um hidratante feito com petróleo? Um creme dental
cancerígeno? Ou um desodorante que pode contribuir para o desenvolvimento da doença de
Alzheimer? Eu acho que não. Mas você usa, só que sem saber.

Os cosméticos de hoje têm na sua composição muitos ingredientes sem função terapêutica.
Esses ingredientes servem somente para a fórmula química resultar em uma mistura mais
cheirosa, com uma viscosidade legal, mas não necessariamente para cumprir a função que
prometem.

O problema não é ter conservantes, mas quais conservantes são usados nestes produtos e em
que quantidade. As substâncias mais comuns são os parabéns, que encontramos no rótulo
como Methylparaben, Propylparaben. Estudos encontraram esses mesmos parabenos em
células mamárias de mulheres que tiveram câncer de mama. Já petrolatos são produtos
derivados de petróleo usados normalmente em condicionadores e hidratantes. São
encontrados nos rótulos como parafina líquida (Liquid Paraffin), óleo mineral (Mineral Oil,
Mineral Jelly) ou petrolatum.

Usamos diversos produtos todos os dias. Por isso precisamos aprender a ler os rótulos e a se
proteger enquanto não existem leis severas em relação a isso. Leia o rótulo dos produtos,
verifique se todos os ingredientes são naturais e se entre os ingredientes tem algum a ser
evitado. Sempre que puder, faça seus próprios cosméticos. Assim você sabe exatamente o que
está usando e não precisa quebrar a cabeça pesquisando e decifrando nomes.

A lista dos quinze: Amianto; Bha e bht; Chumbo; Corantes de alcatrão de hulha; Dea, cocamide
dea, mea e tea; Dibutilftalato (dibuthyl phthalate); Formaldeído e liberadores de formol;
Parabenos; Perfume ou fragrância; Pegs; Petrolatos; Plásticos e plastificantes; Silicones;
Sulfatos e Triclosan

Para limpar a pele do rosto você pode usar só água. Quanto mais produtos utilizamos para
limpar a pele, mais oleosa ou ressecada ela se torna. Se você usar só água no banho, sendo
quentinha, já ajuda a limpar a gordura. Se você usa muita maquiagem, pode usar um sabonete
natural. Faça espuma com as mãos e lave o rosto com água fria. Depois, não se esqueça de
passar um hidratante (que pode ser um óleo vegetal puro).

A autora da a mesma dica para o banho: prefira lavá-la só com água. Eu costumo passar o
sabonete só nas regiões mais sujas, como axilas e pés. No corpo, faça a espuma com as
mãos, sem esfregar a barrinha inteira, para não machucar a pele. Se você não puder comprar
os sabonetes artesanais, escolha um que não tiver nenhum dos ingredientes da lista dos
quinze

O que parar de usar: Algodão (use discos reutilizáveis de tecido); Hastes flexíveis; Escova de
dente de plástico (opte pela de bambu); Fio dental comum (Já existem opções biodegradáveis
de fio dental); Aparelho de barbear descartável (existe a opção do barbeador, como era
utilizado antigamente, onde você troca somente a lâmina); Fralda descartável (utilize as fraldas
de pano); Papel higiênico (utilize a ducha higiênica); Absorventes descartáveis (opte por
coletores menstruais, calcinhas absorventes ou absorventes de pano.

Descarte de remédios. Na hora de descartar esse material, é importante saber que jogar no lixo
comum pode contaminar águas e ajudar a criar superbactérias. De acordo com a nossa lei
sobre esse assunto, os lugares que comercializam precisam receber e dar um destino correto
para estes materiais.

Área de Serviço

“Nossa casa não é um hospital e não precisa ser limpa como se fosse um”. Essa neura para
matar todas as bactérias do ambiente pode até fazer mal. Usar sabonetes com agentes
bactericidas também pode ajudar a criar superbactérias. São muitos os problemas que
podemos resolver passando a usar apenas três produtos para limpar a casa: sabão de coco em
barra, bicarbonato de sódio e vinagre de álcool.

O sabão de coco em barra é ótimo porque limpa muito bem, o cheiro é suave e ele é neutro.
Mas a autora alerta para que esteja atendo na hora de comprar, pois a maioria dos “sabões de
coco” não são feitos de coco. O que precisa ter: Óleo de coco (ou babaçu, ou palmiste, ou óleo
saponificado de coco) e mais um ou dois ingredientes que você reconheça. O que não pode
ter: Sebo ou gordura animal, uma lista extensa de ingredientes com nomes que você não
entende e fragrância artificial de coco.

Além do sabão de coco, você pode fazer ou achar em feiras perto de você quem faça sabão
com óleo de cozinha reutilizado. Ele é ecológico porque reaproveita essa gordura que, se não é
descartada corretamente, polui um grande volume de água.

Bicarbonato de sódio: O bicarbonato é um sal com pH básico multiuso para limpeza. Por ser
básico, ele reage com o vinagre. Essa reação é ótima para limpar áreas mais difíceis, e
também para desentupir pias.

Vinagre de álcool. O vinagre é um ótimo limpador natural. Ele previne e combate o mofo e
outros tipos de fungos, e serve também para limpar vidros, chão, espelhos, mesas.
Você pode fazer seu próprio sabão em pó para roupas, e no lugar do amaciante, pode usar a
mesma medida de vinagre de álcool e se quiser deixar suas roupas perfumadas, você pode
colocar gotas do óleo essencial de sua preferência junto com o vinagre.

Acessórios como vassoura, aspirador de pó, esfregão, paninhos, balde, escovinhas: tudo o que
você já tem, não precisa jogar nada fora. Se precisar comprar algo novo, procure opções com
cerdas naturais. Para os panos de limpeza, reutilize roupas que estragaram. Utilize jornal para
descartar o lixo da limpeza de casa. Use jornal e faça uma espécie de dobradura no formato de
um saquinho para colocar o lixo com a sujeira da sua casa como poeira, cabelos e pelos de
animais.

Animais sustentáveis

- Alimentação: A dieta original de cães e gatos é uma dieta de animais carnívoros. Mas, por
causa da domesticação não têm como esta dieta ser mantida. As rações secas também não
são o alimento ideal para os nossos bichinhos, principalmente porque não são comida de
verdade. A autora diz que a melhor opção, no longo prazo, é a Alimentação Natural (AN). Esta
é uma alternativa à ração, mas precisa ser balanceada. Por isso, a dieta inclui um pouco de
cada grupo de alimentos e numa proporção correta. Se desejar fazer esta transição alimentar,
procure um veterinário.

Se tiver que optar por continuar dando ração seca ao seu animalzinho, escolha as que não
possuam transgênicos e, de preferência, sem cereais na composição. Observe também se os
conservantes são naturais

- Banho: Gato não precisa tomar banho. Mesmo. Eles se limpam naturalmente, se lambendo o
dia todo. Já os cachorros podem tomar banho, mas não com a freqüência que costumamos
dar. A autora aconselha a pentear todos os dias seu cão com duas ou três borrifadas de
vinagre no corpinho.

“Para evitar os parasitas, você pode colocar uma folha de hortelã na água do seu cão todos os
dias, adicionar sementes de abóbora na comida ou oferecê-las como petisco”.

Use um sanitário canino e não coloque nada dentro como jornais e tapetes higiênicos. Apenas
lave com água. Uma vez por semana, lave com sabão e bicarbonato de sódio e enxágüe bem.
As fezes é só pegar com uma pazinha e jogar no vaso sanitário. Nenhum lixo nesse processo
todo. Para os gatos, use uma caixinha de areia com uma areia biodegradável.

Em relação aos acessórios e brinquedos, você pode utilizar galhos firmes que não esfarelem
muito, ossos crus, bolinhas feitas de tecido e cordas com nós para os cães que gostam de
brincar de cabo de guerra.

Guarda roupa

Mesmo que não seja muito ligado ao mundo da moda, é certo que precisa de roupas para
viver. Nos últimos anos, a oferta de roupas aumentou muito e as formas de produção também.
Hoje a produção é gigantesca e as roupas são praticamente descartáveis.
Na hora de comprar roupas, precisamos nos perguntar sobre as questões éticas e ambientais
envolvidas nessa indústria, que segundo diversas pesquisas, é uma das mais poluentes do
mundo. Já existe tecnologia para transformar roupas em fibras que se transformariam de novo
em tecidos e novas roupas, mas ainda não é financeiramente sustentável, pois o processo é
muito caro. Este é um dos desafios da indústria da moda atual.

A autora diz que não adianta as empresas estarem melhorando os processos de produção se
continuamos a consumir como se não houvesse amanhã. Mas como podemos nos vestir bem
e, ao mesmo tempo fazermos escolhas mais conscientes? Usando aquilo que você tem. “Não
comprar nada é o melhor jeito de consumir consciente. Repense o que você tem de roupas,
sapatos e acessórios e como pode usar melhor suas roupas atuais”.

Uma roupa gasta muito recurso natural para ser fabricada, é muito desperdício não usá-la. “Ter
um guarda-roupa sustentável é comprar aquilo que você vai usar e usar tudo aquilo que você
tiver. É cuidar, é questionar e se preocupar”. Tire todas as suas roupas do armário e avalie uma
por uma. Deixe só aquelas que você realmente gosta. A autora aconselha a perguntar para
cada item que você já tem e repita essas perguntas quando quiser colocar algo novo no
armário: Eu me sinto bem vestindo essa peça? Eu consigo usar essa peça em diferentes
situações? Eu consigo combinar essa peça com outras três peças no meu guarda-roupa?

A partir do momento que você compra algo, se torna responsável por aquele item,
responsabilize-se pelo depois. No Brasil, não temos reciclagem de tecidos. O que significa que
as roupas que não são mais usadas vão para os aterros sanitários. Questione-se: Se a roupa
estragou… dá para consertar? Dá para transformar em outra roupa? Dá para transformar em
outra coisa?

Escritório

São muitos papéis que podem ser evitados! A autora nos dá algumas dicas para reduzir o
volume de papéis em nossa rotina:

No mundo digital em que vivemos, não existe mais a necessidade de recebermos tantas
correspondências. Para acabar com esse problema, você pode colocar algumas no débito
automático ou pedir para receber somente a versão digital da conta, podendo pagar pelo
celular ou computador. Agendas, planners e cadernos também podem ser substituídos por
versões digitais.

Aprenda a dizer não! Recuse os recibos de compras corriqueiras, como no mercado, na feira
etc. Recuse revistas ou livros de brinde; Recuse propagandas na sua caixa de correios.

Em relação aos materiais escolares: comece em casa: o que você já tem? Dê uma olhada nos
itens que você já possui e nos que podem ser recuperados. Escolha mochilas de qualidade e
com cores neutras que possam ser utilizadas pela vida toda!

Use protetores de tecido para os livros, apostilas e cadernos. Assim, eles duram o ano todo
bem cuidados e dá para mudar cor e estampa, sem precisar de um caderno novo. Outra dica é
preferir fichários a cadernos, se você puder escolher. Um fichário dura mais tempo e é só
comprar folhas novas depois.

“Lapiseiras são ótimos substitutos aos lápis porque duram muito mais e a gente usa só grafite,
sem precisar da madeira para escrever”. Escolha as que possuem o corpo de metal, pois tem
maior durabilidade.

Lápis de cor e giz de cera podem ser comprados separadamente. Assim você pode comprar só
a cor que acabou, em vez de comprar o kit inteiro. Escolha produtos que sejam feitos com
insumos retornáveis ou sustentáveis como papel reciclado, madeira de reflorestamento etc.

Os leitores digitais são uma opção muito legal para carregar diversos livros e poucos gramas. O
dispositivo é leve, pequeno e não dói o braço na hora de ler. Existem muitas opções, vale à
pena pesquisar.

Saindo de casa

Os resíduos de comida de rua são normalmente de plástico sujo com restos de comida, que
acabam nos aterros, em vez de separados para a coleta seletiva. Por isso é tão importante ter
um kit lixo zero sempre com você para evitar esse lixo problemático. Seu kit deve conter:
guardanapo de pano, talheres, copo retrátil, garrafa de inox ou potinho de vidro, hashis e
canudo reutilizável.

Mudar nossos hábitos é bastante trabalhoso. Requer paciência e perseverança, mas mudar os
costumes de outras pessoas é ainda mais difícil. É preciso ser ativo, buscar soluções para sua
cidade, caso não haja coleta seletiva, tentar abaixo-assinados, requerimento e contato com
vereadores. Em seu condomínio, fomentar a importância da reciclagem e fazer o possível para
que isso seja viabilizado. Nas escolas, se você é pai, deve questionar se o assunto é bem
trabalhado e se a escola também faz sua parte, consumindo com consciência e descartando
com responsabilidade. Você pode influenciar os donos de estabelecimentos que freqüenta,
conscientizá-los de que é possível gastar menos oferecendo o mesmo serviço com mais
responsabilidade.

A autora disponibiliza diversas dicas para que você possa iniciar uma transição para uma vida
mais saudável para você e para o planeta e receitas para que você possa substituir todos os
produtos que utiliza no dia a dia por opções ecológicas em seu blog ​umavidasemlixo.com​.

Instainsights

· Saiba qual é o dia de coleta seletiva em seu bairro e não descarte no mesmo dia da coleta
de lixo comum.

· Apenas reciclar não é a solução, é preciso deixar de produzir lixo.

· A cozinha é o local em que mais produzimos lixo, por isso é preciso repensar a forma que
consumimos e reduzir o lixo produzido.

· Comer é um ato político! Consumir menos carne é uma ótima forma de viver uma vida mais
sustentável
· Ao sair de casa, leve seu kit lixo zero para evitar a produção de lixo desnecessário.

Precisamos rever nossos hábitos o mais rápido possível. Uma vida mais sustentável é possível
e está ao alcance de todos. Muito se fala sobre a reciclagem, mas apenas separar o lixo
comum do reciclável não basta. A solução está em deixar de produzir tanto lixo, optar por
produtos naturais.

A MENTE DO EMPREENDEDOR: Os 100 hábitos e comportamentos dos mais bem


sucedidos empresários do mundo

Kevin D. Johnson

Steve Jobs, Jeff Bezos, Mark Zuckerberg, Bill Gates, Valerie Gaydos e Sara Blakely. O que
eles - entre outros tantos empreendedores geniais - têm em comum? Sucesso em seus
negócios! A verdade é que milhares de pessoas tentam empreender. Muitos erram, e alguns
acertam. Mas pouquíssimos se tornam empresários incrivelmente bem-sucedidos. Kevin D.
Johnson acredita que, se os empresários souberem o que se passa dentro da cabeça dos
empreendedores mais bem-sucedidos do mundo, serão mais precisos nas suas decisões do
dia a dia e aumentarão a chance de acertar. Segundo o autor, você precisa mudar seu modo
de pensar. Em outras palavras, precisa interiorizar a “mente do empreendedor”: um jeito de
pensar que foca nas lições mais importantes e vitais desses grandes nomes. O autor pesquisou
profundamente e encontrou hábitos, crenças e características em comum entre esses grandes
nomes.

Estratégia

Todos os empreendedores devem se fazer três perguntas em relação à sua estratégia de


negócio: onde estamos agora? Onde queremos chegar? Como vamos chegar lá? Se não
souber responder essas perguntas, você não tem uma estratégia para o sucesso, e sim um
interesse empresarial sem foco e provavelmente um fracasso na mão.

Empresas com estratégias claras e sólidas estão preparadas para vencer. Mesmo sendo uma
empresa grande, com bons advogados e processos mais automatizados, se não tiver uma
estratégia boa, vai perder para as outras empresas.

Uma empresa pode fracassar de duas maneiras: se não sobreviver assim que abre e se não
alcançar todo seu potencial. Algumas razões para o fracasso são: a subcapitalização, a
expansão sem critérios, mau planejamento e mercado em crise.

Para que empresas sólidas consigam crescer, é preciso pensar grande. Empresarialmente,
pensar grande significa dedicar-se a ideias que aumentem o seu potencial. Pode significar
também, investir em ideias que tenham impactos no mundo. Um dos principais obstáculos a
pensar grande é a incapacidade de crescer além dos limites do seu ambiente. É preciso
expandir seu mercado, levando seu produto ou serviço para outros ambientes.

Existem dois tipos de empreendedores: os que criam mercados e os que não criam. Os que
criam são considerados revolucionários e tem a melhor possibilidade de sucesso. Se o
empreendedor estiver competindo em um mercado já existente, precisa adotar estratégias para
criar inovações que o levam ao lucro.

Trabalhe com a sua empresa, não na sua empresa. Se sua empresa depende de você, você
não é o dono dela, você só tem um emprego. Fazer tudo por conta própria vai te levar a um
desgaste muito grande, e assim impedir que você cumpra seu papel de empreendedor. Antes
de criar uma empresa, planeje como você vai se livrar de si mesmo, especialmente se a
empresa é focada na prestação de serviço e se for você mesmo quem o presta.

Encontrar pessoas de qualidade para assumir as funções importantes coloca você no estado
mental adequado, focando assim em administrar sua empresa. Quando conseguir eliminar a
dependência que sua empresa tem de você será possível se concentrar em aumentar ou até
partir para a próxima empreitada.

Quando abrir uma empresa, se livre do egocentrismo imediatamente. Um ego exagerado


impede até mesmo aqueles que pedem ajuda de recebe-la. E há uma diferença entre ser
autoconfiante e ter um ego que é grande demais para o próprio bem. A autoconfiança atrai
pessoas, o egocentrismo as afasta. Saia da sua zona de conforto e peça ajuda.

O segredo não é priorizar o que está na sua agenda, e sim agendar suas prioridades.
Normalmente as tarefas mais importantes exigem mais tempo, energia e foco do que estamos
dispostos a dar. Assim, nós as evitamos, cuidando daquelas tarefas mais simples que não tem
realmente um impacto tão forte em nossa empresa. Algumas dicas que empreendedores
veteranos dão são: cumpra as tarefas importantes logo pela manhã, assim que acordar; mude
seu ambiente; desconecte-se do mundo real; faça pausas de vez em quando.

Empreendedores se mantem firme até atingir seus objetivos. Eles nunca desistem, continuam
fiéis a uma ideia até a morte. O lado negativo disso é que os empreendedores se apegam a
uma ideia por mais tempo do que deveriam. Eles se recusam a reconhecer que as coisas estão
indo mal ou que não são promissoras e afundam junto com o navio.

As empresas que não se abrem a mudanças e que não se reinventam estão prestes a fechar
as portas. A mudança é inevitável. Os produtos e serviços que você oferece hoje não vão
manter sua empresa em funcionamento amanhã. A própria natureza dos empreendimentos
inclui mudar para atender as exigências dos consumidores de uma maneira melhor.

O fracasso não vai mata-lo, vai fortalece-lo. O fracasso é simplesmente a oportunidade de


começar de novo, mas dessa vez com mais inteligência. O fracasso é inevitável no
empreendedorismo, mas a maneira como se lida com ele é o que determina se, no final, você
sairá vencedor.

Quando abrir uma empresa, escolha imediatamente um inimigo que você e sua equipe
desejam destruir. Identificar um rival ajuda a fortalecer sua equipe ao redor de um objetivo
comum. Implementar esta estratégia melhora o espírito competitivo e faz com que os negócios
fiquem empolgantes para todo mundo.

Não subestime seus concorrentes. Não ter concorrente significa que sua ideia provavelmente
tem pouco mérito. A concorrência é algo muito bom, é o que faz alguém se esforçar para ser
melhor.

Ser ótimo nos negócios significa ser ótimo em apagar incêndios rapidamente. Eles são
inevitáveis, e um dos maiores incêndios que você vai ter que apagar é uma reclamação urgente
de algum cliente.

Empreendedores inteligentes não se concentram somente em criar suas empresas, mas


também planejam como sair delas da melhor maneira possível.

A importância de manter-se atualizado e de ter uma boa equipe

Quando você se torna empreendedor, sua educação está apenas começando. Um


empreendedor que para de aprender também para de receber. Empreendedores se educam
por meio de livros, estudando pessoas de sucesso, revistas focadas na sua área de atuação,
freqüentando congressos e conferencias.

Como empreendedor, sua capacidade de afastar pessoas ruins e atrair pessoas boas, seja no
escritório ou no quarto, faz toda a diferença no seu sucesso.

Passe a maior parte do tempo com pessoas que são mais inteligentes do que você. Não é fácil
descobrir e desenvolver relações sólidas com pessoas inteligentes, principalmente conforme
você vai envelhecendo, mas o esforço vale apena.

Espaço físico não é prioridade, mas uma boa equipe é. Economize o dinheiro que você
investiria em um escritório físico para financiar as coisas que vão lhe trazer lucro.

Não contrate um homem que faça seu trabalho por dinheiro, mas sim por amor. As pessoas
estão dispostas a trabalhar em troca de coisas, não necessariamente por dinheiro. Antes de
terminar o quanto você vai pagar as pessoas por seus serviços, pare e pense no que pode
oferecer a elas em vez de dinheiro. Há uma possibilidade de que talvez tenha o que elas
querem, e pode usar isso como moeda de troca.

Não se pode gerenciar pessoas, somente expectativas. Os conflitos frequentes aparecem por
causa de expectativas frustradas. Estabelecer claramente as expectativas no início da relação
e cobrar as pessoas para que sejam fieis a elas evita confusões e mal-entendido mais para
frente.

Escolha um companheiro ou companheira que compreende que seu desejo pelo sucesso, às
vezes, vai ter mais importância do que satisfazer o desejo sexual do parceiro. Distrações na
forma de relacionamentos ruins ou abusivos destruíram muitas empresas. Quando for escolher
um companheiro, certifique-se de que essa pessoa é alguém que pode contribuir, não
prejudicar.

Aceite somente as melhores pessoas na sua empresa. Se você for bom na busca por talentos,
mesmo os candidatos que você considerar que não são tão bons estarão acima da média.
Como resultado, sua empresa vai crescer mais rápido e existir por mais tempo.
Finanças

Sua empresa existe para ganhar dinheiro. Dentro de suas tarefas na empresa, os
empreendedores frequentemente deixam as questões financeira de lado. Quando percebem a
importância de monitorar de perto suas finanças, já é tarde demais.

Quando receber uma nova ordem de compra, um cheque, um aceite verbal ou um acordo por
escrito de um cliente que quiser comprar seu produto ou serviço, não fique tão animado.
Espere para comemorar quando você tiver o dinheiro nas mãos ou quando receber a
confirmação do banco.

Às vezes, alguns clientes se aproveitam da ingenuidade de novos empreendedores e se


aproveitam deles. Algumas estratégias para garantir que os pagamentos sejam feitos
rapidamente são: estabeleça rapidamente uma relação de confiança; seja claro aos seus
termos de pagamento; seja exigente com seu cronograma.

Seu objetivo como empreendedor é manter um bom fluxo de caixa, e a melhor maneira de
fazer isso é receber seu dinheiro assim que for possível. Você deve ser confiante e direto sobre
quando espera ser pago.

Você não vai economizar dinheiro cuidando da sua própria contabilidade. Ser seu próprio
contador não vale a dor de cabeça que isso traz consigo.

A maneira pela qual uma pessoa administra sua dividas pessoais é um bom indicador de como
as dívidas empresariais serão administradas. Por essa razão, bancos e outras instituições de
créditos verificam o seu credito pessoal quando avaliam os riscos para a concessão de algum
empréstimo para sua empresa.

Uma das piores coisas que você pode fazer como empreendedor é abrir uma conta empresarial
no banco no qual você tem uma conta corrente pessoal. Se algum dia você tiver problemas
financeiros com sua conta empresarial ou cartão corporativo, sua conta pessoal será afetada
negativamente e vice-versa.

Marketing & Vendas

Marketing e venda são departamentos vitais que moram no coração de qualquer empresa.
Muitos investidores concordam que nada é mais importante do que ser capaz de promover e
vender o seu produto ou serviço. Uma empresa sem vendas não chega nem mesmo a ser uma
empresa.

Empreendedores que abrem uma empresa sem pensar em como seus produtos ou serviços
serão vendidos correm um alto risco de desperdiçar recursos valiosos para criar um produto
que os consumidores não querem. Não podemos esquecer que você abriu uma empresa para
ganhar dinheiro.

As empresas que se concentram em vendas e nas necessidades do consumidor desde o início


tem mais chances de se tornar grandes vencedoras. Por exemplo, sem os talentos de Steve
Jobs em marketing e vendas, a Apple não cresceria tanto a ponto de se tornar uma empresa de
capital aberto com recordes de vendas.

Mesmo que você for um empreendedor você tem um chefe: o cliente. A ideia de que
empreendedores não precisam responder a ninguém é errada e ilusória. No final das contas,
toda empresa precisa atender as necessidades do cliente.

Ser empreendedor não significa que não pode ser demitido. Na verdade, empreendedores são
demitidos todos os dias por clientes insatisfeitos. Tenha a certeza de que você é capaz de
escutar atentamente os seus clientes e responder as mudanças das necessidades que eles
apresentam de maneira rápida. Se introduzir algo novo tenha a certeza de que está preparado
para a possibilidade de que sua sugestão pode dar errado.

Não perca tempo com pessoas que não podem dizer sim. Pergunte ao seu contato, depois de
explicar as suas intenções, quem vai tomar a decisão final em relação a esta proposta? Na
maioria dos casos, seu contato vai responder a sua pergunta da mesma maneira direta. Fazer
perguntas como essas diminui o tempo que você passa tentando vender a alguém que não
pode comprar. Aja com cautela e trate os envolvidos no processo com respeito, desde a
secretaria até o CEO. É importante fazer com que aqueles que não são necessariamente os
tomadores de decisão, mas que agem como influenciadores, acreditem e recomendem o que
você propõe. Seu objetivo é tê-los para seu lado, de modo que eles possam vender a sua ideia
dentro da empresa alvo.

Empreendedores devem falar a todo mundo sobre sua empresa e fazer isso sem qualquer
pudor. Não podem confundir ser humildes com ser silencioso. Alguns empreendedores
simplesmente têm medo de uma reposta negativa. Seja qual for a razão, muitos negócios são
perdidos porque empreendedores tímidos decidiram que falar a outras pessoas sobre sua
empresa é uma coisa ofensiva, pomposa, inconveniente ou prejudicial.

Como empreendedor, o seu sucesso depende enormemente da sua capacidade de fazer as


perguntas certas. Dependendo da situação, há perguntas boas e ruins. Ser capaz de
determinar a diferença lhe dá uma vantagem competitiva nos ​negócios.Uma​ pergunta ruim é
aquela que não existe uma resposta com substancia. Por exemplo, se você acabou de receber
um pedido deum cliente novo, “quer que eu lhe envie uma fatura? ” É uma pergunta ruim. Uma
pergunta boa nessa situação seria: “ quais são os passos que você precisa seguir para efetuar
o pagamento? ”. Essa pergunta invoca uma resposta muito mais completa sem impor uma
segunda pergunta.

Defina seu preço e exija recebe-lo. Isso requer que você diga não de maneira respeitosa
quando possíveis clientes lhe pedem para baixar seu preço, mas, em muitos casos, eles irão
respeita-lo mais por manter-se firme e podem voltar posteriormente, dispostos a pagar. Claro
que para isso você vai precisar oferecer a melhor qualidade possível.

Mesmo se você for CEO da sua empresa, nunca faça com que o cliente se sinta menor do que
é. O seu trabalho é fazer com que seus clientes e funcionários sintam-se como se fossem as
pessoas mais importantes do mundo.

Não leve os negócios para o lado pessoal, isso só vai prejudicar suas decisões empresariais.
Transforme a rejeição ou uma ocorrência negativa em seus negócios em energia positiva que o
ajude a preservar. Essa é a marca do empreendedor veterano. Trate aqueles que o rejeita
como se eles fossem seus maiores e melhores clientes. Seja cortês o tempo todo, envie
mensagens de agradecimento e lhes de as informações necessárias para ajuda-los com seus
negócios.

Liderança

Qualidades de liderança podem ser aprendidas e ensinadas.

Empreendedores vitoriosos agem apesar daquilo que estão sentindo. Nem sempre isso é fácil,
superar aquilo que temos vontade de fazer do que deveríamos estra fazendo é uma batalha
diária em todas as áreas da vida, mas é uma batalha que você deve vencer.

Embora esteja empolgado pela jornada a sua frente, você frequentemente deve superar o
medo do fracasso e do desconhecido. O caminho do empreendedor, assim como uma pista de
corrida, tem obstáculos, curvas fechadas, variações nas elevações e várias curvas e voltas.
Mas, mesmo que você esteja assustado e saia do asfalto, é preciso seguir em frente. Você
segura o volante e pisa no acelerador, atravessando suas inibições. Seu comprometimento
com a meta supera a sua trepidação, e ser um empreendedor é exatamente isso.

Todo empreendedor sabe que alcançar suas metas haverá sacrifício, alguns serão pequenos e
outros grandes. O seu sucesso vai depender do que estará disposto a sacrificar para chegar lá.

Quanto mais negócios você abrir ou quanto mais tempo passar se dedicando à administração
de empresas, melhor você ficará. Continuar seguindo em frente apesar do cansaço, continuar a
se educar para ter um desempenho excepcional e continuar a se esforçar mesmo apesar das
dores crônicas são aqueles empreendedores com maior possibilidade de alcançar o sucesso.

Empreendedorismo não é para os fracos, tem que estar preparado para perder tudo. Se não
estiver preparado para isso, melhor nem começar.

Motivação

Motivação surge em várias formas diferentes, muitas vezes são sutis e até inconscientes.
Como empreendedor, você deve estar bem ciente daquilo que o motiva para garantir que seu
esforço máximo seja sustentável.

Não há nada de errado em querer ter sucesso, mas é a razão errada para começar um
negócio. Você precisa se concentrar no seu propósito e não deixar que nada te tire do rumo, só
assim vai conseguir ver os resultados de seus esforços.

Empreendedores são assim, gostam das segundas-feiras enquanto as outras pessoas gostam
de sextas, gostam de trabalhar enquanto todas as outras pessoas estão se divertindo, assinam
cheques enquanto as outras pessoas recebem os salários, mas mesmo assim não trocariam
essa vida por nada.

Empreendedores são seres humanos e tem medos como qualquer outra pessoa. É muito
provável que ter um emprego seja um desses medos, mas nós simplesmente o canalizamos
em algo construtivo, como a motivação ou a coragem para sermos excepcionalmente bons no
que fazemos. Quando um medo saudável é combinado com um desejo maior de chegar ao
sucesso, nada será capaz de detê-lo.

Empreendedores não se interessam em ser chefes e, se tiver que ser chefe, provavelmente
essa função será temporária. As pessoas que acreditam no ditado que diz “seja seu próprio
chefe” prejudicam o próprio potencial empreendedor e estão no jogo pelas razões erradas.

Decidir ser empreendedor pode ser uma experiência e um esforço solitário, especialmente se
ninguém na sua família tiver vocação para isso. Sempre é bom ter o apoio de familiares, faz
toda a diferença nessa caminhada.

Há muitos sinais de que você é um empreendedor, mas não ser capaz de ficar em um emprego
por muito tempo talvez seja o melhor. Se não consegue se manter em um mesmo emprego, o
universo pode estar tentando lhe dizer alguma coisa.

Temos motivos para acreditar que ter uma idade mais tardia é uma vantagem, não um
problema, quando se abre uma empresa. Se você tiver trinta e poucos, quarenta e poucos anos
ou for ainda mais velho, não é tarde demais para abrir a própria empresa. Não deixe que a
idade o impeça de correr atrás dos seus sonhos.

Empreendedores tem orgulho e alegria enormes por transformar suas ideias em realidade.
Saber que sua ideia realmente funciona e causou impacto no mundo de alguma maneira é uma
sensação diferente de todas as outras.

Empreendedores amam suas vidas, não necessariamente por causa dos benefícios do
sucesso, mas porque amam o jogo de empreender, que pode trazer alegria e também dor.
Uma sensação indescritível de alegria vem de saber que você tem o controle sobre seu
destino, e essa alegria está presente em épocas boas e ruins.

Se você estiver considerando o empreendedorismo pela primeira vez, saiba que, uma vez que
você está no pais das maravilhas, é para sempre. Não há como voltar.

Instainsights

· Diga a todo mundo o que você quer fazer, sempre surgirá alguém para ajudá-lo.

· Coisas boas acontecem quando você prioriza seus assuntos da maneira certa.

· Nada é mais perigoso do que uma ideia quando ela é a única que você tem.

· Um pessimista enxerga a dificuldade em cada oportunidade, um otimista enxerga a


oportunidade em cada dificuldade.

· A educação formal vai lhe dar o sustento, a autoeducação vai lhe dar a sua fortuna.

· Prefira ter muito talento e pouco experiência do que ter muita experiência e pouco talento.
· Todos os nossos sonhos podem virar realidade se tivermos a coragem de acreditar neles.

Nesse livro você aprendeu que:

Ser empreendedor é pensar diferente. Enquanto a maioria das pessoas buscam segurança, os
empreendedores assumem riscos. Não querem um emprego, querem criar empregos. O
objetivo não é pensar fora da caixa e sim serem os donos das caixas. Não seguem o mercado,
eles definem o mercado. É preciso ter uma boa estratégia e executa-la com perfeição, não
adianta somente uma boa ideia. Escolher pessoas certas para sua empresa ou mesmo para
sua vida, será um dos fatores determinantes para o sucesso. Lembrar sempre que você criou
uma empresa para ganhar dinheiro. E que focar em vendas é que vai te trazer o retorno. Estar
preparado para perder, e se isso acontecer, aprender com os erros e partir para a próxima
empreitada. A maior alegria do empreendedor é saber que tem o controle sobre seu destino.

A RULEBOOK FOR ARGUMENTATION (O Livro de Regras da Argumentação)

Anthony Weston

Muitas pessoas pensam que discutir é simplesmente declarar conceitos de uma nova forma – o
que as faz pensar que os argumentos são desagradáveis ​e sem sentido. Embora muitas vezes
“argumentar” pareça significar uma “briga verbal”, na verdade é uma forma de oferecer um
conjunto de razões ou evidências para apoiar uma conclusão. Um argumento não é
simplesmente uma declaração de certas visões, assim como não é simplesmente uma
disputa.A rulebook for argumentation é uma introdução à arte de escrever e avaliar
argumentos, organizados em torno de regras específicas, ilustradas e explicadas de maneira
sutil e breve.

Argumentos são esforços para apoiar visões com base em razões

Argumentar é essencial. Em primeiro lugar, porque é uma maneira de descobrir quais pontos
de vista são melhores que outros, afinal, nem todas as visualizações são iguais. Algumas
conclusões podem ser apoiadas por boas razões; outras não. Mas, como é difícil saber de
antemão quais são quais, os argumentos se tornam necessários para apresentar conclusões
diferentes e permitir que você avalie a fim de ver quão fortes tais conclusões realmente são.

O argumento é um meio de investigação. Quando chegamos a uma conclusão que é bem


fundamentada por razões, usamos argumentos para explicar e defendê-la. Um bom argumento
não se limita a repetir conclusões. Em vez disso, oferece razões e evidências para que outras
pessoas possam decidir por si mesmas. Se você se convencer de algo, você deve usar
argumentos para explicar como chegou à sua conclusão, e assim convencerá os outros,
oferecendo as razões e as evidências que o convenceram.

Normalmente, aprendemos a "argumentar" por afirmação, começando pelas conclusões – que


são nossos desejos ou opiniões – sem muito para apoiá-las. O argumento real, por outro lado,
leva tempo e prática. Organizar razões, procurar evidências reais e considerar objeções são
habilidades adquiridas com o tempo, ao deixar de lado os desejos e opiniões para alcançar um
pensamento claro.
Regras gerais para a argumentação

Argumentar bem é uma ação que requer prática – e, logo, tempo. Mas existem certas atitudes
que você pode tomar para colocar essa habilidade no caminho certo para o aprimoramento:

1. Identifique premissas e conclusões

O primeiro passo para argumentar é se perguntar o que você está tentando provar. Qual a sua
conclusão? Lembre-se de que a conclusão é a afirmação pela qual você está dando razões. As
declarações que a fundamentam são suas premissas.

2. Desenvolva suas ideias em uma ordem natural

Argumentos breves são geralmente desenvolvidos em um ou dois parágrafos. Coloque a


conclusão em primeiro lugar, seguida por suas razões, ou defina suas premissas primeiro e
coloque a conclusão ao final. De qualquer forma, expanda suas ideias em uma ordem que
exponha sua linha de pensamento com clareza para o leitor.

3. Procure partir de premissas confiáveis

Não importa o quão bem você discute suas premissas até a conclusão; se suas premissas
forem fracas, sua conclusão será fraca.

4. Seja concreto e conciso

Evite termos abstratos, vagos e gerais. "Caminhamos por horas ao sol" é preferível a "Foi um
período prolongado de trabalhoso esforço". Seja conciso: use a menor quantidade de palavras
necessárias para transmitir um ponto.

5. Construa na substância, não no tom

Ofereça razões reais; não brinque apenas com as conotações de palavras. Por isso, não use
palavras carregadas de emoção, principalmente com frequência. Em geral, se você não
consegue imaginar como alguém pode se manter na visão que você está mostrando,
provavelmente você ainda não entende essa visão por completo. Procure entender as
percepções das pessoas com base nas razões dentro de suas premissas e discuta essas
razões. Não discuta a conclusão sem identificar e entender seus motivos.

6. Use termos consistentes

A lógica depende de conexões claras entre uma premissa e outra e entre premissas e
conclusão. É essencial usar um termo consistente para cada ideia. Se nenhuma das premissas
puder ser suportada, não haverá argumento algum. Use as palavras mais precisas e simplifique
o máximo possível.

7. Use mais de um exemplo


Para grandes generalizações, você precisará de várias referências.

8. Use exemplos representativos

Mesmo um grande número de exemplos ainda pode deturpar o conjunto que está sendo
generalizado. Escolha os exemplos que são os mais representativos da generalização, o que
pode exigir um pouco de reflexão.

9. As taxas de histórico podem ser cruciais

Quando não há muitos exemplos representativos, é bom observar uma proporção de


ocorrências/falhas.

10. As estatísticas precisam de um olhar crítico

Algumas pessoas veem números em uma discussão e com isso concluem que deve ser um
bom argumento. Mas números exigem tanto pensamento crítico quanto qualquer outro tipo de
evidência, por isso, seja cauteloso ao lidar com eles.

11. Considere usar Contraexemplos

Contraexemplos são exemplos que contradizem sua generalização – e eles podem ser os
melhores amigos de um generalizador, se você usá-los cedo e bem. Procure-os de propósito e
sistematicamente. É a melhor maneira de aprimorar suas próprias generalizações e investigar
mais profundamente seu tema.

Ninguém é ou pode ser especialista em tudo o que há para saber. Em vez disso, precisamos
confiar em outras pessoas, organizações, pesquisas ou trabalhos de referência, que nos dizem
muito do que precisamos saber sobre o mundo e fornecem uma base para nossas percepções
e crenças intuitivas.

Nossa argumentação ocorre do seguinte modo:

· X (uma fonte que deveria saber) diz que Y. Portanto, Y é verdadeiro.

Esse tipo de argumentação pode ser arriscada, porque fontes podem cometer erros, seja pelo
excesso de confiança ou até mesmo por simplesmente não serem confiáveis. Por isso, procure
considerar uma lista de verificação de padrões que fontes verdadeiramente autorizadas
precisam atender:

1. Procure fontes informadas

Onde as qualificações de uma fonte não são imediatamente claras, um argumento deve
explicá-las brevemente. Não hesite em pedir que outras pessoas expliquem a qualidade de
suas fontes. Além disso, esteja disposto a explicar a qualidade de suas próprias fontes.

2. Observe que as autoridades de um assunto não são necessariamente informadas sobre


todos os assuntos sobre os quais oferecem opiniões
Só porque uma pessoa é um médico, não significa que esteja qualificado a emitir opiniões
sobre qualquer assunto. Sim, os médicos provavelmente têm um julgamento melhor em relação
à população em geral, mas é uma falácia presumir que, simplesmente por serem médicos
especialistas em um certo assunto, eles também são especialistas em outros.

3. Às vezes, devemos confiar em fontes cujo conhecimento é melhor que o nosso, ainda que
limitados.

Se você precisar confiar em uma fonte que possa ter conhecimento limitado de um assunto,
reconheça o problema. Deixe seus leitores ou ouvintes decidirem se a autoridade imperfeita é
melhor do que nenhuma.

4. A maioria das boas fontes oferecerá pelo menos algumas razões ou evidências –
exemplos, fatos, analogias ou outros tipos de argumentos – para ajudar a explicar e defender
suas conclusões.

5. Procure fontes imparciais

As pessoas que têm mais coisas em jogo geralmente não são as melhores fontes de
informação sobre os problemas envolvidos.

6. Verifique as fontes

Consulte e compare uma variedade de fontes para ver se outras autoridades concordam.

7. Argumentos causais começam com correlações

A evidência para uma reivindicação sobre causas geralmente é uma correlação – uma
associação regular – entre dois eventos.

8. Revise explicações alternativas para correlações (e determine quaisquer variáveis


​confusas).

9. Trabalhe em direção à explicação mais provável

Como geralmente são possíveis várias explicações para uma correlação, o desafio de um bom
argumento baseado em correlação é encontrar a explicação mais provável.

10. Observe que a explicação mais provável é muito raramente algum tipo de conspiração ou
intervenção sobrenatural

Por exemplo: Existem muitas teorias sobre o Triângulo das Bermudas. É possível que ele
realmente seja mal-assombrado e por isso navios e aviões desaparecem. Mas essa explicação
é muito menos provável do que outra explicação simples e natural: que o Triângulo das
Bermudas é uma das áreas de navegação mais conturbadas, com um clima tropical
imprevisível e às vezes severo. Se uma explicação é obviamente menos provável que outra, o
ônus da prova recai sobre a menos provável. A explicação física mais simples e mais lógica
geralmente deve ser aceita até que provem o contrário.

Argumentos por Analogia

Argumentos por analogia não exigem que o exemplo usado como analogia seja exatamente
igual ao exemplo da conclusão. Por exemplo, um médico pode argumentar que todos devem
fazer um exame físico regular através da seguinte analogia:

· As pessoas levam o carro para realizar serviços e exames a cada poucos meses sem
reclamar. Elas não deveriam cuidar de seus corpos de maneira semelhante?

As inferências que podemos tirar desse argumento podem ser:

· As pessoas devem levar seus carros para serviços e exames regulares (caso contrário,
podem surgir grandes problemas).

· Os corpos das pessoas são como carros (porque os corpos humanos também são
sistemas complexos que podem desenvolver problemas se não forem verificados
regularmente).

· Portanto, as pessoas também devem fazer um "serviço" e exames regulares.

Mas um contra-argumento poderia se basear no fato de que nossos corpos não são como
carros. Nós somos carne e osso, não metal; não temos rodas, assentos ou limpadores de
para-brisa. Esse é mais um ponto das analogias: elas requerem semelhanças relevantes.

Para argumentos por analogia, tome nota do ponto principal de uma analogia e considere os
detalhes. No exemplo do carro, o objetivo não é comparar a composição física de carros e
seres humanos; o ponto é a manutenção de sistemas complexos e, portanto, é um argumento
válido.

Descritores quantitativos

É importante estar ciente dos descritores quantitativos para seus argumentos e os argumentos
de outras pessoas, para que exista uma representação ou caracterização justa. Descritores
quantitativos podem ser:

· Tudo/A maioria/Muito

· Algumas/Algum

· Pouco/Nenhum

· Sempre

· Geralmente/Muitas Vezes

· Às Vezes/Ocasionalmente
· Raramente/Nunca

Quanto mais preciso você for com a seleção dessas palavras, menos pessoas poderão
legitimamente refutá-lo e mais confiante você estará na defesa de suas declarações.

Mais importante, você estará projetando consistentemente um maior senso de precisão e,


assim, transmitirá validade a outras pessoas, especialmente ao longo do tempo.

Nos argumentos de outras pessoas, essas palavras são uma boa maneira de avaliar a precisão
das reivindicações e, portanto, a validade geral de seus argumentos.

Argumentos dedutivos

Considere este argumento:

· Se não há fatores de chance no xadrez, o xadrez é um jogo de pura habilidade.

· Não há fatores de chance no xadrez.

· Portanto, o xadrez é um jogo de pura habilidade.

Não há como admitir a verdade dessas premissas, mas negar a conclusão. Argumentos deste
tipo são chamados argumentos dedutivos.

Um argumento dedutivo adequadamente formado é um argumento de tal forma que, se suas


premissas forem verdadeiras, a conclusão também deve ser verdadeira. Argumentos dedutivos
adequadamente formados são chamados argumentos válidos.

Mas nem sempre podemos ter certeza de nossas premissas, portanto as conclusões dos
argumentos dedutivos da vida real ainda precisam ser analisadas. Quando premissas fortes
podem ser encontradas, as formas dedutivas são muito úteis. E mesmo quando as premissas
são incertas, as formas dedutivas oferecem uma maneira eficaz de organizar argumentos. São
exemplos o Modus Ponens, Modus Tolles e o Dilema:

1. Modus Ponens: as letras “P” e “Q” são usadas para representar sentenças declarativas. A
forma dedutiva válida mais simples é:

· Se “P”, então “Q”

· “P”.

· Portanto, “Q”.

Por exemplo:

· Se os motoristas ao celular sofrem mais acidentes, os motoristas devem ser proibidos de


usá-lo.
· Motoristas ao celular sofrem mais acidentes.

· Portanto, os motoristas devem ser proibidos de usar o celular.

2. Modus Tollens:

· Se “P”, então “Q”.

· Não-“Q”.

· Portanto, não-“P”.

"Não-“Q” significa simplesmente a negação de “Q”, ou seja, a sentença "Não é verdade que Q".

· Se o visitante fosse um estranho, o cachorro latiria.

· O cachorro não latiu.

· Portanto, o visitante não era um estranho.

3. Dilema: É uma escolha entre duas opções, ambas com consequências desagradáveis.

O filósofo Arthur Schopenhauer, por exemplo, formulou o chamado "dilema do ouriço":

· Quanto mais próximos dois ouriços estão, maior a probabilidade de eles se cutucarem;
mas se permanecerem separados, ficarão sozinhos.

O mesmo acontece com as pessoas: estar perto de alguém inevitavelmente cria conflitos e
provocações e nos abre muita dor; mas, por outro lado, estamos sozinhos quando nos
separamos. Em resumo, esse argumento pode ser colocado em dois opostos: ou nos
aproximamos dos outros ou nos separamos. Se nos aproximarmos dos outros, sofreremos
conflitos e dores.

Mas os ouriços são capazes de se aproximar sem se cutucar. Eles podem estar juntos e
confortáveis ​ao mesmo tempo. Por isso, a segunda premissa de Schopenhauer acaba sendo
falsa.

Falácias

Falácias são tipos enganosos de argumentos. Chamar algo de falácia é uma maneira de dizer
que esse argumento viola uma das regras para argumentos bons, válidos e dignos de
consideração.

Algumas falácias comuns são:

1. Ad Hominem ("para o homem"): Atacar a fonte de uma pessoa, ao invés de suas


qualificações, confiabilidade ou o argumento real que ela faz.
2. Argumento Circular: Argumentos que começam no mesmo local em que querem terminar;
a conclusão é implicitamente usada como premissa central (a premissa já assume o que o
argumento está tentando provar).

3. Pergunta complexa: Fazer uma pergunta de tal maneira que as pessoas não possam
concordar ou discordar de você sem se comprometerem com outra reivindicação que deseja
promover. Por exemplo, a pergunta “Você é tão egocêntrico como costumava ser?”. Responder
“sim” ou “não” o compromete a concordar que você era egocêntrico.

4. Equívoco: Deslizar de um significado de um termo para outro no meio de um argumento.

5. Falso dilema: Reduzir as opções que você considera para apenas duas, muitas vezes
diametralmente opostas uma à outra e injustas com as pessoas contra as quais o dilema se
coloca. Por exemplo, o slogan "Brasil: ame-o ou deixe-o” ignora alternativas.

6. Generalização Excessiva: Generaliza a partir de poucos exemplos. Só porque seus amigos


estudantes de medicina são vegetarianos, não significa que todos os estudantes de medicina
são vegetarianos. Você nem sempre pode justificar uma generalização, mesmo a partir de uma
amostra grande, a menos que seja comprovadamente representativa.

7. Arenque Vermelho: Funciona como uma isca. A pessoa introduz um assunto irrelevante ou
secundário e, assim, desvia a atenção do assunto principal.

Começando a argumentar

Depois de definir sua ideia básica como argumento, ela precisará de defesa e
desenvolvimento. A maioria das premissas básicas precisará de argumentos de apoio próprios.
Cada premissa, portanto, torna-se a conclusão de outro argumento que você precisa elaborar.

Para que esse processo aconteça sem erros, é necessário que você reavalie seu próprio
argumento. Suas premissas ou conclusões precisam ser alteradas ou re-desenvolvidas para
levar em conta as objeções que foram feitas? Se sim, considere as alternativas. Se você está
defendendo uma proposta, não basta mostrar que sua proposta resolverá um problema. Você
também deve mostrar que é melhor do que outras maneiras plausíveis de resolver o mesmo
problema.

Considerar alternativas não é apenas uma formalidade. O ponto não é apenas pesquisar
rapidamente algumas alternativas óbvias e facilmente combatidas, e depois abraçar sua
proposta original. Procure alternativas sérias e seja criativo. Você pode até criar algo novo e
potencialmente melhor. Quase todas as propostas iniciais têm alternativas – sempre as
considere.

A partir disso, faça uma reivindicação ou proposta definitiva. Se você estiver fazendo uma
proposta, seja específico. "Algo deve ser feito" não é uma proposta real. Especifique e
simplifique reivindicações básicas; elaborado apenas em reivindicações mais complexas.

Detalhar objeções também enriquece seu argumento. Reserve um tempo para esboçar todo o
contra-argumento, não apenas para mencionar sua conclusão, enquanto você corre para
defender seu argumento, e, quando você obter feedback, procure usá-lo. É através dos olhos
dos outros que você pode ver melhor onde não é claro, precipitado ou simplesmente
implausível.

Premissas que você considerava seguras podem precisar de defesa, enquanto outras
premissas podem se mostrar mais seguras do que pareciam. Você pode até pegar alguns fatos
ou exemplos novos.

Muito raramente você conseguirá respostas para todas as objeções porque até mesmo os
especialistas podem estar errados. Portanto, é melhor restringir suas paixões em argumentos.
Seu papel como argumentador é compartilhar algumas novas informações ou ideias que
espera que sejam tão intrigantes e sugestivas para outros quanto foram para você.

Instainsights

· Fatos ou perspectivas inesperadas podem aparecer à medida que você pesquisa e


desenvolve seu argumento. Esteja pronto para ser surpreendido, mesmo que isso signifique
ouvir evidências e argumentos de posições que você pode não gostar.

· Você pode ter que tentar várias conclusões diferentes antes de encontrar seu melhor
argumento básico sobre um tópico. Mesmo depois de ter decidido a conclusão que deseja
defender, talvez seja necessário tentar várias formas de argumento antes de encontrar uma
forma que realmente funcione bem.

· Muitas vezes, quando fazemos argumentos, nos preocupamos apenas com o lado
profissional, por isso, objeções tendem a ser um choque. Mas elas são muito importantes e
devem ser consideradas. Elas mostram que você pode pensar ainda mais sobre o seu
problema, e, com isso, aprimorar seu argumento. Sempre pergunte: "Quais são os melhores
contra-argumentos para conclusão em que estou trabalhando?" e procure resolvê-los.

Neste livro, você aprendeu que

O verdadeiro pensamento é um processo aberto. O ponto principal de uma pesquisa boa e não
tendenciosa é que, ao iniciar, você não sabe onde se encontrará no final. Tudo está sujeito a
novas informações e, logo, mudanças. O argumento é essencial porque depois de chegarmos
a uma conclusão que é bem suportada por razões, precisamos explicá-la e defendê-la, não se
limitando a apenas repeti-la. Com a ajuda de algumas táticas, você pode organizar as razões e
evidências dos seus argumentos para que outras pessoas possam se decidir por si mesmas. É
assim que você convencerá os outros: oferecendo as razões e as evidências que o
convenceram. Não é um erro ter opiniões fortes. O erro é não ter nada além disso.

INSTANT INFLUENCE (Influência Instantânea)

Michael Pantalon

Se você é um líder de negócios, um coach, um professor ou um pai, você influencia os outros


todos os dias. Como você avança quando encontra resistência? Não seria ótimo se você
pudesse ajudar alguém a criar suas próprias razões para mudar? A técnica incrivelmente
simples de seis etapas de Michael Pantalon pode ser rapidamente aplicada por qualquer
pessoa para motivar positivamente o comportamento dos outros. E à medida que você
aprende, você obterá novos insights sobre a própria condição humana.

O que faz as pessoas quererem mudar?

O que acontece quando você tenta convencer alguém a mudar a partir dos seus motivos de
mudança? Normalmente, seus esforços não chegam a lugar nenhum. A outra pessoa até pode
concordar com você, mas só isso não despertará o desejo de agir. Esse desejo – a motivação
para agir – vive em cada um de nós. Mas a única maneira de desbloqueá-lo é com nossas
próprias razões.

Então, o que funciona? Este é o segredo da Influência Instantânea: as pessoas agem quando
ouvem de si mesmas os motivos de quererem mudar. As pessoas podem dizer a você o dia
todo que desejam poder fazer alguma coisa. Mas quando eles dizem por que querem fazer
isso, é quando as coisas começam a acontecer. Em poucas palavras, isso é Influência
Instantânea. Peça a alguém para lhe dizer por que ele quer agir, e é quase certo que a ação se
seguirá.

Influência instantânea é baseada em três princípios:

1. Ninguém é obrigado a fazer, absolutamente, fazer nada; A escolha é sempre sua.

Você já sentiu que queria fazer algo, mas, porque alguém mandou você fazê-lo, você já não
queria mais? Essa é a chamada lei da reatância psicológica. Essa lei é difícil de desobedecer.
Felizmente, existe uma solução fácil, quer estejamos a motivar os outros ou a nós próprios.
Evite os obstáculos e as ameaças, e concentre-se nos desejos e benefícios que criam
Influência Instantânea. Claro, às vezes você pode precisar impor consequências. Mas não use
as consequências para tentar influenciar alguém; outros tipos de motivação funcionam melhor.

2. Todos já têm motivação suficiente.

Baseado numa pesquisa sobre depressão, um cientista procurou perguntar o que seus clientes
gostariam de fazer. As pessoas neste estudo se descreveram como inativas; se viam sem
energia e sentiam-se frustrados com suas deficiências. O cientista pediu-lhes que mantivessem
um registro diário durante uma semana – não sobre o que faziam ou sobre o que planejavam
fazer, mas simplesmente sobre o que fariam se tivessem mais energia. Surpreendentemente,
simplesmente percebendo o que eles potencialmente gostariam de fazer, os indivíduos
deprimidos descobriram que estavam motivados, afinal de contas. Depois de apenas uma
semana pensando em seus desejos potenciais, eles relataram estar mais ativos, mais felizes e
menos deprimidos.

3. Concentrar-se em qualquer pequena motivação funciona muito melhor do que perguntar


sobre resistência.

Os seres humanos têm um forte desejo de alinhar declarações sobre si mesmo com suas
ações. É muito desconfortável quando sentimos que não nos conhecemos tão bem quanto
pensávamos. Então, somos capazes de tomar todos os passos extraordinários apenas para
provar que realmente sabemos quem somos.

Reforçando a autonomia

A autonomia é a base dos dois primeiros princípios da Influência Instantânea. Em outras


palavras, as pessoas farão o que quiserem. Nós não precisamos forçá-las, apenas deixa-las
encontrar suas próprias razões para fazer algo. De fato, se tentarmos forçá-las, a lei da
reatância psicológica provavelmente fará com que resistam.

Quando permitimos que as pessoas encontrem suas próprias razões, elas podem concordar
em mudar rapidamente. Cada um de nós carrega nossa motivação dentro de si. Todo
empregado relutante que comparece a uma avaliação, todo gerente de RH que argumenta
contra um novo procedimento, todo cliente cético que chega a uma sessão de negociação já
está motivado em algum nível. Reforçar a autonomia de uma influência torna muito mais fácil
para que ela encontre suas próprias razões.

Você também pode reforçar sua própria autonomia. Suponha que você esteja tentando iniciar
um novo plano de exercícios. Lembre-se de que você não precisa começar na segunda-feira.
Você poderia montá-lo como um plano de uma semana, duas semanas, talvez até para
sempre. Afinal, você não precisa fazer absolutamente nada. Uma vez que você entenda que
não precisa se exercitar, pode se perguntar por que talvez queira.

Pode ser necessário um grande salto de fé para dizer a um empregado, a uma criança, a um
parceiro romântico ou a um paciente que o próximo passo realmente é com ele – que essa é a
decisão dele. Na maioria das vezes, queremos simplesmente que as pessoas tomem suas
decisões baseadas no nosso olhar ou nas nossas próprias razões. Mas lembre-se de que as
pessoas não agem por suas razões – apenas por conta própria. Reforçar sua autonomia é a
melhor maneira de prepará-los para a Influência Instantânea.

Seis passos para a Influência Instantânea

O processo de Influência Instantânea é uma maneira eficaz de ajudar as pessoas a


descobrirem suas próprias razões para fazer algo – os mais poderosos motivadores de todos.
Depois de dominar as seis etapas, você poderá motivar praticamente qualquer pessoa a fazer
praticamente qualquer coisa.

Etapa 1 – Por que você pode mudar?

· Concentre-se no presente: “Por que você está atualmente fazendo [então adicione a sua
área de interesse nessa pergunta]?” Às vezes, perguntar sobre uma possível mudança no
futuro, “por que você quer cortar o açúcar e comer mais vegetais?”, parece um objetivo muito
elevado. Em vez disso, você pode se concentrar em algo que a pessoa está fazendo
atualmente e perguntar por que ela está fazendo isso. “Por que você escolheu salada para o
almoço hoje?”.

· Concentre-se no passado: “Por que você já fez a coisa de que estamos falando?” Se não
há um comportamento desejável no presente para se referir e o futuro parecer muito
assustador, talvez haja algo no passado que seja confortável para relacionar com as razões.

Etapa 2 – Quão pronto você está para mudar em uma escala de 1 a 10 – onde 1 significa “não
estou pronto” e 10 significa “estou totalmente pronto”?

O objetivo é ajudar você e a outra pessoa a avaliar sua motivação. Muitas vezes, as pessoas
ficam surpresas com o quanto a influência é mais motivada do que o esperado.

Etapa 3 – Por que você não escolheu um número menor? (Se a escolha foi o número 1,
pergunte o que a faria mudar de 1 para 2).

As pessoas estão acostumadas a serem pressionadas e atormentadas. Ao fazer o que as


outras pessoas querem, elas geralmente ficam surpresas quando perguntadas sobre o que
querem. Com essa pergunta, estamos dizendo: "Ok, alguma parte de você deseja realizar essa
ação. Sobre o que é essa parte?

Etapa 4 – Imagine que você mudou. Quais seriam os resultados positivos?

O passo 4 baseia-se na premissa de que as razões mais fortes para a mudança são as mais
pessoais e elas são projetadas para desmascarar as razões profundamente enraizadas que
podem nunca ter sido conscientemente articuladas, mas que existem. A chave do Passo 4 é
ajudar sua influência a visualizar uma mudança que já ocorreu, não aquela que ele está em
processo de fazer. Uma mudança completa pode parecer satisfatória ou excitante; uma
mudança no futuro pode soar como um trabalho árduo, o que poderia desencorajar sua
influência antes mesmo de ele começar. Portanto, certifique-se de que a Etapa 4 evoque um
forte sentimento de que a mudança já é uma transação feita.

Etapa 5 – Por que esses resultados são importantes para você?

Este passo é onde você encoraja sua influência a cavar o mais fundo que puder pelas razões
mais pessoais para agir.

Etapa 6 – Qual é o próximo passo, se houver algum?

Neste momento, não estamos mais pedindo os porquês da mudança; pedimos ações. Este
pode ser o momento para pressionar por um compromisso de mudar, ou tentar fazê-lo agora
pode ser prematuro. Portanto, não se preocupe se o Passo 6 levar um pouco mais de tempo
para dar frutos. Uma conversa sobre Influência Instantânea pode levar a um comprometimento
total, compromisso parcial ou simplesmente uma nova abertura para considerar o assunto.
Mesmo quando alguém se compromete a mudar, pode levar algum esforço para descobrir
exatamente como colocar essa mudança em ação.

Influencie a si mesmo

Você pode usar a técnica de Influência Instantânea em si mesmo com a mesma facilidade com
que pode usar em outra pessoa. Como esse processo depende de uma série de etapas
específicas projetadas para explorar seu desejo interior de mudança, você não precisa de um
terapeuta qualificado ou até mesmo de um amigo perspicaz para começar. Você pode se
influenciar.

· Identifique uma alteração que você gostaria de fazer ou uma ação que gostaria de realizar.

· Formule em termos de comportamento, não de resultados: “Eu quero seguir meu plano
alimentar por duas semanas”, ao invés de “eu quero perder peso”.

· Anote a primeira pergunta de Influência Instantânea, “por que eu poderia mudar?”, e em


seguida, anote sua resposta. Tente escrever o mais rápido possível quando responder, sem
parar para censurar ou questionar suas respostas. Escreva o quanto quiser. Não se preocupe
se você parece se desviar do assunto. Quando você terminar a primeira pergunta, passe para a
próxima, e assim por diante, até chegar à Etapa 5.

· Ao chegar na Etapa 5, escreva "Por quê?" E responda. Repita mais quatro vezes para que
você tenha perguntado e respondido cinco porquês.

· Se a qualquer momento você tiver dificuldade em responder, encontre uma maneira um


pouco diferente de fazer a pergunta.

· Ao chegar no Passo 6, escolha um pequeno passo gerenciável, e escolha um horário que


você mesmo verificará novamente para rever seu progresso e escolher um próximo passo.

Se você se sentir à vontade para conversar sozinho, também poderá fazer esse processo
oralmente, talvez gravando a si mesmo. Apenas anote o próximo passo quando chegar ao
Passo 6. Anote as respostas ou as pronuncie em voz alta – não apenas pense nelas. Você terá
mais influência sobre si mesmo se realmente conseguir ler ou ouvir suas próprias razões.

Influenciando desconhecidos

Concentrar-se em comportamentos positivos e concretos é útil sempre que estivermos usando


Influência Instantânea, mas é especialmente importante ao tentar alcançar estranhos,
principalmente aqueles que você provavelmente nunca verá novamente.

Você não pode esperar que um garçom mude sua atitude, mas você pode ser capaz de
convencê-lo a trazer uma versão com pouca gordura do especial do dia. Você não pode pedir a
um funcionário de uma companhia aérea que admita que a política da empresa é injusta, mas
você pode incentivá-lo a autorizar suas milhas de recompensa por bilhetes com desconto.

Pratique pensar em seus objetivos em termos de comportamentos, não de atitudes, e você terá
mais facilidade quando quiser alcançar um estranho.

Identificando mudança

É fácil prosseguir quando a Influência Instantânea for bem. Você chega à Etapa 6 (Qual é o
próximo passo, se houver algum?), identifica o próximo passo e faz um plano de ação formal
ou informal. Também fica claro o que fazer nas raras ocasiões em que a Influência Instantânea
vai mal: peça permissão para ter a conversa novamente ou simplesmente reabra-a em outro
momento.

Mas e quanto a todos esses momentos no meio, quando você pensa que está passando, mas
não pode ter certeza? O que fazer, então? Seu objetivo principal é manter a conversa em
movimento em uma direção positiva, mantendo-se alerta para quaisquer sinais de progresso.
Você faz isso de três maneiras:

· Ficar atento na “conversa de mudança”.

A “conversa de mudança” é qualquer declaração proferida pela pessoa com quem você está
falando, que sugere que ele está começando a pensar em mudança ou talvez até se movendo
em direção a ela. É o que você ouve durante o processo de Influência Instantânea e como você
sabe que você está fazendo progresso. Existem seis tipos de conversa de mudança, cada um
dos quais mostra vários graus de promessa. De mais fracos (menos propensos a mudar) a
mais fortes (com maior probabilidade de mudar), eles são capacidade de falar, precisar de
falar, querer falar, falar de ação, falar de motivos e falar de compromisso.

· Procure sinais de mudança.

Às vezes, você pode detectar mudanças na forma como as pessoas estão falando. Às vezes,
no seu tom de voz ou nas emoções que expressam. Qualquer sinal de mudança significa que
você está progredindo. Se você vê que o progresso na sua primeira conversa sobre Influência
Instantânea ou somente em um momento posterior, não importa, o processo de mudança está
indo bem.

· Solucione os problemas de qualquer área problemática.

Normalmente, o processo de Influência Instantânea ocorre sem problemas. Mas de vez em


quando as pessoas se recusam, resistem ou simplesmente diminuem a intensidade.

Montando um plano de ação

Um plano de ação é um contrato pessoal, escrito ou oral, que define exatamente as ações com
as quais a influência se compromete. É um plano que torna a influência responsável para ela
mesma. Ela se torna a executora de seu próprio contrato. Você pode fazer um plano de ação
quando usar o processo de Influência Instantânea, ou pode incentivar sua influência a fazer
um, possivelmente com a sua ajuda.

A pessoa que cria o plano de ação decide qual a forma, escrita ou oral, formal ou informal,
necessária. Idealmente, incluirá os seguintes elementos:

· Um objetivo comportamental claro, algo específico e mensurável. Por exemplo, “Responda


a todos os e-mails que receba esta semana dentro de vinte e quatro horas”.

· Uma descrição de apenas um passo – o próximo passo – no processo. Se a ação não


continuar na direção certa, você poderá ter outra conversa sobre Influência Instantânea e criar
outro plano de ação, mas, por enquanto, mantenha apenas uma etapa. E lembre-se, se alguém
escolher um pequeno passo, isso não significa que ele não fará mais. Depois de fazer um
pouco e ter experimentado um benefício real, elas podem decidir fazer mais.

· Um período de tempo.

· Um método. Como você alcançará seu objetivo? "Vou deixar de lado os primeiros quinze
minutos todos os dias para responder aos e-mails do dia anterior”. Nomear um método faz com
que a ação pareça possível e, portanto, mais provável de ser feita.

· Pelo menos um, mas idealmente duas ou três razões para a ação. Quanto mais sinceros e
pessoais forem os motivos, mais poderoso será o plano de ação.

· Uma descrição dos possíveis obstáculos e uma explicação de como eles serão superados.

· Uma descrição do que ajuda a pessoa espera ou planeja obter de outra pessoa.

· Um plano de backup ou uma declaração de compromisso para criar um plano de backup,


se o plano inicial não funcionar.

Se um plano de ação for escrito, ele poderá ser assinado e datado para solidificar o
compromisso. Também pode ser útil dar uma cópia a outra pessoa – um amigo, conselheiro,
cônjuge ou colega –, já que tornar um compromisso público muitas vezes nos motiva a
mantê-lo.

Mas a influência precisa saber que ela está mudando porque ela quer, e não por qualquer outro
motivo. Então, se você está criando um plano de ação para si mesmo ou ajudando alguém a
criar um, pense cuidadosamente se alguém mais o verá.

Instainsights

· Nós tendemos a reagir muito negativamente quando nossa liberdade é verbalmente


ameaçada. A liberdade pode ser restaurada por tais declarações de melhoria da autonomia
como "cabe a você" e "esta é realmente a sua decisão." Se estamos nos motivando, devemos
lembrar que não precisamos absolutamente fazer nada.

· A lei da reatância psicológica afirma que “se alguém lhe disser para fazer algo, você
provavelmente não sentirá vontade de fazê-lo, mesmo que, antes, quisesse”. Intuitivamente,
sabemos que isso é verdade para nós mesmos e para os outros com que interagimos.

· Para cada um dos seis passos, há mais detalhes que os ajudam a funcionarem melhor,
mas este é particularmente poderoso: É importante notar que muitas pessoas com quem você
está falando ficarão irritadas se você continuar dizendo "Por quê?" "Por quê?", então reformule
suas perguntas para responder ao que elas disseram, por exemplo, "E por que passar tempo
com sua família é importante para você?".

· Um elemento chave é a escuta reflexiva: em vez de apenas sondar, pare para entender o
que as pessoas dizem em cada nível antes de mergulhar mais fundo.

· Não tente motivar ninguém a fazer algo que um homem morto também possa fazer.
· A motivação funciona muito melhor quando é uma motivação para fazer algo, em vez de
“não fazer” algo. Por exemplo, alguém que está morto pode muito facilmente não gritar com
seu cônjuge, enquanto um homem morto não pode usar a escuta reflexiva.

· Todo mundo está sempre fazendo alguma coisa, então se você vai eliminar um
comportamento, ele tem que ser substituído por outro diferente.

· É muito mais fácil visualizar – e, portanto, executar – uma pequena ação específica em
uma determinada circunstância do que simplesmente evitar algum comportamento.

· Em geral, os enquadramentos positivos de motivos e objetivos mostraram ser várias vezes


mais eficazes do que os negativos na produção de mudanças pessoais.

Neste livro, você aprendeu que

O processo de mudança é misterioso para todos os seres humanos. Os cientistas estudam,


analisam e tentam trabalhar da melhor forma possível para descobrir quais são as melhores
portas para que tais mudanças possam acontecer. Mas elas se desdobram à sua maneira e em
seu próprio tempo. A influência instantânea é certamente o sistema mais eficaz encontrado
para inspirar as pessoas a mudar. No final, no entanto, o processo funciona precisamente
porque não estamos no controle dele. Cada pessoa é responsável por sua própria mudança, e
cada pessoa muda a seu próprio modo. Às vezes, nossa falha em mudar é um fracasso
genuíno. Mas às vezes é um poderoso ponto de virada que levará ao sucesso final. Encontre
uma maneira de ajudar sua influência – e talvez até você mesmo – a fazer uma mudança
positiva. E isso é sempre algo para celebrar.

YOUR BRAIN ON PORN (Sexo na cabeça)

Gary Wilson

Em um mundo onde o vício é um grande negócio, a busca em entender como nosso cérebro
funciona é uma tentativa de permanecer equilibrado. Em Your Brain On Porn, Gary Wilson
fornece uma introdução ao fenômeno do vício em pornografia na Internet, que se baseia em
relatos e em descobertas da neurociência cognitiva, revelando as principais preocupações,
dúvidas e desafios por quem enfrenta esse obstáculo.

A grande problemática da pornografia

Quando a internet se tornou amplamente disponível, um número crescente de pessoas


começou a se preocupar com o fato de o uso de pornografia estar ficando sem controle. Longe
de preparar as pessoas para o relacionamento, a visualização de um fluxo interminável de
vídeos pornográficos levou a sintomas inesperados: pela primeira vez na história, a disfunção
erétil se tornou um problema significativo entre os homens jovens.

Isso levou a um dos maiores experimentos informais da história da ciência. Dezenas de


milhares de pessoas tentaram se abster de material sexualmente estimulante em um
movimento chamado Reboot, ou “reinicialização”, e isso resultou em mudanças surpreendentes
– desde concentração aprimorada e humor elevado até a uma maior capacidade de intimidade
na vida real.

Essa é uma das confirmações de que a pornografia na Internet pode ser seriamente viciante e
prejudicial.

Atualmente, existem muitas preocupações que cercam a realidade da indústria pornográfica.


Uma delas é que as novas gerações se tornem viciadas no uso de pornografia cada vez mais
cedo – com 13, 12, 11 anos de idade, o momento em que o cérebro está em formação –, que
pode modificar gravemente a forma como essas pessoas interagem e se relacionam.

Outra problemática é a de que a indústria pornográfica está intimamente ligada a outros


problemas sociais, como o tráfico humano, por exemplo.

Mas embora ainda existam muitos meios que alimentem essa indústria, cada vez mais as
pesquisas comprovam os males psicológicos e até físicos que a pornografia causa, o que já é
um grande passo para uma mudança definitiva.

A pornografia atua no cérebro exatamente como a cocaína – ou qualquer outra droga

A maioria dos usuários de pornografia online a considera uma solução – seja ao tédio, a
frustração sexual, a solidão ou ao estresse. No entanto, há cerca de dez anos, alguns usuários
de pornografia começaram a conectar vários problemas a esse vício.

A maioria não conseguia – ou não queria – acreditar que a pornografia era a culpada pelos
seus problemas. Até que, durante uma pesquisa onde o consumo de pornografia era
completamente interrompido, seus sintomas diminuíram. Ainda assim, muitos ainda estavam
céticos e acabaram por voltar a consumir pornografia – apenas para ver seus problemas
gradualmente retornarem.

Isso acontece porque o vício em pornografia age sobre o cérebro da mesma maneira que um
vício qualquer – como em drogas, por exemplo.

O cérebro libera descargas de dopamina quando a pessoa acessa pornografia. O pico de


dopamina é alto, mas logo em seguida decai. Com o passar do tempo, o cérebro cria
“caminhos” para você encontrar o prazer, e por conta disso, conforme o consumo de
pornografia se torna frequente, ele se condiciona a buscá-la cada vez mais.

Um usuário de pornografia se acostuma e cria gatilhos para querer consumir essas mídias da
mesma forma que um alcoólatra – que tem vontade de beber ao passar perto de um bar, sentir
o cheiro de álcool ou ouvir copos de vidro se chocando.

O problema é que a dopamina também está associada à novidade. Na primeira vez que você
acessa pornografia, o pico de prazer é muito alto. Esse pico nunca será atingido novamente. A
cada novo acesso, essa ação se torna mais banal. Os picos são cada vez menores. E para
piorar, o pico negativo é cada vez maior.
O cérebro se acostuma à exposição de níveis anormais de dopamina, e passa a sentir a
necessidade de quantidades maiores para se alegrar – o que é cada vez mais difícil, porque a
pornografia parou de ser novidade. E isso leva a duas consequências horríveis:

· A necessidade de buscar pornografia extrema: se antes uma pessoa despida era uma
novidade excitante, agora orgias passam a ser necessárias, porque o cérebro já banalizou. E
assim por diante. O usuário termina se sujeitando a coisas que antes consideraria repugnantes.

· A perda do prazer natural pela vida: Como o cérebro se acostuma a grandes descargas de
dopamina, o que antes gerava um prazer passa a se tornar indiferente. Uma nuvem de
melancolia, tédio e indiferença atinge o usuário. A pessoa perde a capacidade de se alegrar
com um programa entre amigos, um bom filme, um passeio ou qualquer outra atividade que já
considerou prazerosa.

Para alguns, parar o consumo de pornografia pode provocar sintomas de abstinência


inesperados e angustiantes. Por isso é muito importante que quem passe por esse processo
perceba que esses sintomas estão relacionados à recuperação de um problema, e não a ideia
de que a pornografia é um caminho para o alívio deste.

THE LITTLE BOOK OF STOICISM (O Pequeno Livro do Estoicismo)

Jonas Salzgeber

Originária da Grécia antiga, a filosofia do estoicismo pode ajudar na superação de qualquer


desafio da vida mesmo nos dias atuais. A aplicação de seus conceitos pode ser uma porta para
que você se liberte de crenças limitantes, controle as emoções que o inibem de se tornar a
melhor versão de si mesmo e responda às perguntas que o fazem viver plenamente. Jonas
Salzgeber reúne neste livro ensinamentos e conceitos que podem – e devem – ser aplicados
durante a vida, para aproveitá-la em sua maior intensidade.

Tudo que aprendemos, aprendemos na escola – exceto como realmente viver bem

O estoicismo existe há muito tempo – muito tempo mesmo. Era uma escola de filosofia antiga
fundada em Atenas por volta de 301 a.C. onde os participantes se encontravam em ambientes
públicos e qualquer um podia ouvir um debate. De forma simplificada, era uma "filosofia da rua"
para as pessoas comuns, não apenas para os aristocratas.

Desde o início e por quase cinco séculos, o estoicismo foi uma das escolas de filosofia mais
influentes e conceituadas. Era uma das disciplinas mais populares do Ocidente, praticada por
ricos e pobres na busca pela Boa Vida. Mas ao longo dos séculos, o conhecimento que antes
era tão essencial desapareceu de vista e quase foi esquecido, voltando a crescer em
popularidade somente na década de 1970.

O estoicismo é uma filosofia prática de como melhorar nosso caráter, controlar nossos estados
mentais, apesar das circunstâncias externas e, em geral, viver uma vida boa. Aqueles que o
praticam se veem como guerreiros da mente: o que realmente importa para os estoicos é o
quão bem você pode aplicar os princípios para fazer uma diferença real em seu caráter e na
qualidade da sua vida.

Por isso essa filosofia tem servido tão bem para o papel de responder as perguntas que mais
tememos fazer durante a vida: através de práticas, as pessoas podem direcionar seu eu para o
que sempre quiseram ser.

Uma ferramenta para facilitar a explicação sobre o que é o estoicismo e seus princípios básicos
é o Triângulo do Estoicismo.

Visualize um triângulo na sua mente. No centro do triângulo está a eudaimonia, que é o


objetivo final da filosofia: uma vida próspera.

Os três ângulos do triângulo são:

· Viver com Areté: Se queremos estar em boas relações com o nosso eu mais elevado
precisamos fechar a lacuna entre o que somos capazes de fazer e o que realmente estamos
fazendo.

· Foco seletivo: o princípio mais proeminente no estoicismo. Em todos os momentos,


precisamos nos concentrar nas coisas que controlamos e tomar o resto como casualidade. É
necessário aprender a aceitar o que acontece, e fazer disso a melhor experiência possível.

· Tomar responsabilidade: o bem e o mal vêm apenas de você. Isso segue os dois primeiros
canais que dizem que coisas externas não importam para a vida boa; portanto, viver com Areté,
que está sob seu controle, é suficiente para florescer na vida.

A busca estoica é uma jornada sem fim, mas essa também é a beleza dessa filosofia: por ser
uma doce jornada, percorrer o caminho é uma recompensa em si.

O principal objetivo da vida é viver de acordo com a natureza

O objetivo final da vida foi aceito por todas as antigas escolas de filosofia como Eudaimonia.
Pense nisso como a suprema felicidade ou realização alcançável pelos seres humanos: a boa
vida – uma vida próspera, elevada e fluida. Mas como alcançá-la?

O ser humano é um animal racional. E é essa racionalidade que o separa de ovelhas e bestas.
Isso o torna diferente de todas as outras espécies do planeta Terra, tanto para o melhor quanto
para o pior. O ponto de interesse não é ter dentes menores, pele diferente ou ossos mais
fracos – mas possuir e controlar as habilidades sociais e mentais.

Viver de acordo com a natureza é comportar-se racionalmente como um humano, em vez de se


comportar aleatoriamente e por paixão, como um animal. Em outras palavras, devemos sempre
aplicar nossa capacidade natural de razão em todas as nossas ações. Se aplicarmos a razão,
vivemos de acordo com a natureza, porque agimos como seres humanos devem agir.

Fazer a coisa certa deve ser suficiente

O que cada um de nós tem de melhor a oferecer é chamado de virtude. É tudo aquilo que é
excelente em termos da natureza humana racional. Basicamente, quando você vive de acordo
com a virtude, está vivendo a Boa Vida.

Essa excelência humana acontece em diferentes formas de virtude e podem se destacar de


diferentes maneiras. Os estoicos classificaram essas formas de virtude em quatro virtudes
cardeais:

· Sabedoria ou prudência: Inclui excelente deliberação, bom senso, perspectiva.

· Justiça: inclui bom coração, benevolência, serviço público, negociação justa.

· Coragem ou Fortitude: Inclui bravura, perseverança, honestidade, confiança.

· Autodisciplina ou temperança: Inclui ordem, autocontrole, perdão, humildade.

Quando você age de acordo com essas virtudes, progride em direção à Eudaimonia, o objetivo
final da vida. Portanto, a chave para viver a Boa Vida é a perfeição da razão e a virtuosidade.

Mas, no sentido estoico, você só pode ser virtuoso se praticar todas as virtudes. Por exemplo,
se você agir com coragem ao longo do dia e depois se perder à noite, não é verdadeiramente
virtuoso (porque quebrou sua virtude da autodisciplina). A virtude é um jogo de tudo ou nada.

Ser virtuoso é a própria recompensa. Você faz algo porque é a coisa certa a fazer. Você age de
acordo com a natureza, com a razão e de acordo com as virtudes cardeais em seu próprio
benefício. Não importa o que você obtém disso, pois agir de acordo com a virtude é
recompensador em si mesmo, à medida que você progride em direção à Boa Vida.

Ainda que agir de acordo com a virtude traga mais benefícios (por exemplo, o sentimento de
alegria porque você agiu de maneira justa), tais benefícios devem ser interpretados como um
bônus adicional, não como o principal motivador da sua ação.

Portanto, sempre aplique a razão e tente fazer a coisa certa. Aja de acordo com as virtudes e
se concentre no que você pode controlar – que é agir de maneira excelente em termos de
caráter.

Concentre-se no que você pode controlar, e aceite aquilo que não pode

Devemos distinguir cuidadosamente o que depende de nós, e o que não. Podemos perceber
isso através de cada escolha voluntária, ações e julgamentos, porque nem tudo está sob nosso
controle.

Nosso corpo, por exemplo, não depende de nós, ou pelo menos não inteiramente. Embora
existam muitas coisas que se possa fazer para obter um corpo saudável e atraente, só é
possível fazê-las até certo ponto. Certas ações – como manter uma dieta saudável e praticar
exercícios – podem ser controladas, mas não há como ter controle sobre outras coisas, como
genes, exposições e experiências precoces e outros fatores externos, como doenças e lesões.

Cada pessoa só pode controlar suas próprias ações, e por isso deve aceitar o resultado com
serenidade. Estar ciente de que está fazendo o seu melhor e tentando tudo ao seu alcance
para chegar onde quer estar, traz para cada pessoa o sentimento de satisfação e confiança.

A partir disso, existem duas maneiras de lidar com os acontecimentos da vida:

· Aceitar facilmente o resultado – porque tem a consciência de o melhor possível foi feito

· Não aceitar o resultado, porque (secretamente) tem a consciência de o melhor possível


não foi feito.

Isso é um enorme incentivo à confiança. Você faz tudo o que está ao seu alcance para atingir
seus objetivos. Se o resultado não for satisfatório, você pode aceitá-lo facilmente e dizer: "Bem,
eu fiz o meu melhor".

As coisas que dependem de você, seus pensamentos e ações, são as coisas mais importantes
da vida. O aspecto mais atraente do estoicismo é que cada pessoa é responsável ​pelo seu
próprio florescimento, porque tudo o que realmente importa na vida depende de cada um.

Procure focar sua atenção e esforços onde você tem mais poder e deixar o universo cuidar do
resto. Verifique suas impressões e pergunte a si mesmo se depende de você ou não. Se
depender de você, faça algo a respeito, se não, aceite como está.

Distinguir entre coisas boas, ruins e indiferentes

Os estoicos diferenciavam todas as coisas entre boas, ruins e indiferentes. As coisas boas
incluem as virtudes cardeais: sabedoria, justiça, coragem e autodisciplina. As coisas ruins
incluem os opostos dessas virtudes, os vícios: loucura, injustiça, covardia e indulgência. Coisas
indiferentes incluem todo o resto, mas principalmente vida e morte, fama e má reputação,
prazer e dor, riqueza e pobreza, saúde e doença. Mas as coisas indiferentes estoicas são
exatamente o que as pessoas comuns considerariam boas ou más. No entanto, essas coisas
indiferentes não ajudam nem prejudicam o florescimento do ser humano como ser racional.

Coisas indiferentes, como saúde, riqueza e reputação, são completamente indiferentes à boa
vida. Elas simplesmente não importam. Não são boas ou ruins, mas indiferentes.

Se você é rico ou pobre, saudável ou doente, isso não importa para a sua felicidade final.
Portanto, deve-se aprender a ser indiferente a coisas indiferentes e a ficar satisfeito com o que
a natureza oferece.

Indiferença não significa frieza. Pelo contrário, como coisas indiferentes não dependem de nós,
elas são desejadas por algo maior que nós e nós as amamos igualmente. Ser indiferente a
coisas indiferentes não significa fazer diferença entre elas, mas tomá-las como são e amá-las
igualmente.

Você pode procurar a coisas indiferentes, mas não quando isso comprometer sua integridade
de viver de acordo com a virtude. Em outras palavras, é melhor suportar a dor, a pobreza ou a
doença de maneira honrosa do que buscar alegria, riqueza ou saúde de maneira vergonhosa.
Lembre-se sempre de que, mesmo quando algumas coisas são preferíveis, elas são
indiferentes no que diz respeito a alcançar a Boa Vida. Portanto, não é o que você tem ou não,
mas o que você faz com isso que importa. Suas ações são o que conta, porque isso é tudo o
que você controla.

É preferível ser rico a ser pobre, e ser saudável a ser doente, mas o que importa para os
estoicos é o que você faz com a situação em questão.

Você controla suas ações – esperar e não fazer nada não o levará à Boa Vida, e não fará de
você uma boa pessoa

O estoicismo é uma filosofia de vida muito prática. Para os estoicos, não basta pensar em
como viver a própria vida, mas realmente sair pelo mundo e praticar suas ideias. Por isso, você
deve alcançar a boa vida através da tomada de ações certas.

Você não deve ficar satisfeito com o aprendizado de ideias abstratas sobre como viver a vida, e
sim aplicar vigorosamente essas ideias. Afinal, conhecimento é inútil se não for aplicado.

Na antiguidade, o filósofo era um guerreiro da mente: ele travava batalhas com sua própria
mente em busca do autodomínio, para praticar a filosofia. Hoje, um filósofo é muito mais um
bibliotecário da mente – em vez de travar as batalhas, ele recolhe as ideias como
conhecimento teórico e as armazena em seu cérebro.

Por isso não se deve esquecer a parte mais importante do processo: viver as ideias.

O que poderia dar errado?

Assim como as vacinas, que têm o trabalho de preparar seu corpo para combater doenças
antes que elas realmente aconteçam, os estoicos faziam uso de uma ferramenta semelhante
para suas mentes: eles se prepararam mentalmente para coisas ruins acontecerem. Essa foi a
principal razão pela qual o estoicismo é conhecido por manter a calma diante das
adversidades.

Para os estoicos, o ponto principal é imaginar que os infortúnios não são realmente negativos,
mas completamente indiferentes. É exatamente essa indiferença aos resultados temidos que
os estoicos fortalecem, para que não exista preocupação e, assim, eles possam enfrentá-los
com calma, racionalidade e paciência se realmente vierem a acontecer.

Por exemplo: você planeja viajar durante o fim de semana. Na noite anterior à viagem, você
reservou um lugar, organizou as malas e preparou o carro. Você tem um plano e está pronto.
Mas o que poderia dar errado? O ​que poderia acontecer ao contrário do plano?

Esteja pronto para que as coisas corram de maneira diferente do planejado. Tenha um plano
de backup.

O homem sábio se prepara mentalmente bem. Nada pode acontecer que ele não tenha visto.
Se você quiser imaginar que um dragão que cospe fogo pode colocar fim em sua viagem,
imagine. É pouco provável que isso aconteça, e não há muito o que fazer sobre isso, mas
esteja preparado mentalmente e tenha um plano de backup.

Podemos enfrentar as adversidades com muito mais calma ao analisá-las racionalmente e


decidir tomar ações inteligentes. Não queremos enfrentar todos os obstáculos e dificuldades da
vida de uma vez, mas não podemos ter a certeza de que eles não acontecerão. Por isso é
necessário se preparar para que a dificuldade aconteça, para estar pronto para enfrentá-la, em
vez de se surpreender com ela.

A ideia da premeditação da adversidade se resume a imaginar repetidamente cenários


potencialmente ruins com antecedência, para que não o surpreendam e você possa
enfrentá-los com calma e agir de acordo com a virtude.

Por mais catastrófica que possa parecer uma situação, para os estoicos esses eventos
externos não são bons nem ruins, mas indiferentes. Somente suas respostas a eles podem ser
boas ou más.

Portanto, vacine sua mente e exponha-se a situações difíceis através da imaginação e fique
mais forte e menos vulnerável em situações da vida real, de modo que mesmo situações que
não são antecipadas nem ensaiadas diretamente podem ser experimentadas como menos
catastróficas.

O que lhe parece obstáculo na verdade pode ser uma oportunidade

Tudo que acontece está sujeito à forma como queremos perceber. Percepção nada mais é do
que a forma como vemos e entendemos o que acontece ao nosso redor e o que decidimos que
esses eventos significarão. Nossas percepções podem ser limitantes ou libertadoras, isso
depende de como queremos que ela seja.

O modo como cada um enxerga o mundo ao seu redor e como interpreta o que acontece faz
uma enorme diferença na maneira como vive sua vida. Como os estoicos veem eventos
externos como indiferentes, não são os eventos, mas o seu próprio julgamento desses eventos
que é importante.

Isso o torna responsável por sua vida. Você não controla eventos externos, mas controla como
escolhe olhar e reagir a eles.

Por exemplo, imagine um dia chuvoso. O homem que quer ir à praia fica chateado, porque tem
que cancelar seus planos. O fazendeiro fica feliz, porque a chuva trará uma boa colheita. E a
mulher que acabou de pendurar roupas para secar sente raiva.

O mesmo evento é percebido de maneiras diferentes. É o julgamento sobre a chuva que causa
sofrimento ou alegria, não a chuva em si. O que os estoicos tentaram fazer foi não se deixar
levar pela impressão inicial sobre eventos externos, mas olhar para os eventos objetivamente e
optar por usá-los para o melhor deles.

Algo acontece e automaticamente temos uma impressão sobre isso. O primeiro passo é
verificar essas impressões. Você pode perguntar o exatamente aconteceu e, então, olhar o
evento objetivamente. E você sempre pode responder com virtude.
Os estoicos defendem que todos os obstáculos podem ser transformados em uma
oportunidade. A chave para reconhecer essas oportunidades está na sua percepção. Você
pode encontrar o bem em tudo.

Seja consciente - a atenção estoica é onde tudo começa

Se você quer viver de acordo com a virtude, aplicando a sabedoria, coragem, justiça e
autodisciplina, então você necessariamente precisa estar atento ao que está fazendo. Afinal, de
que outra forma você pode estar presente o suficiente para escolher as ações racionais
necessárias?

Todas as ideias estoicas inevitavelmente levam a uma maior atenção. Para praticar
corretamente a filosofia estoica, é necessário auto-monitoramento e observação de seus
pensamentos e ações, para que você esteja totalmente ciente do que está fazendo a cada
instante.

A atenção plena é um pré-requisito para o estoicismo, mas também é desenvolvida através da


prática. Estar atento é estar consciente o suficiente para dar um passo atrás de seus próprios
pensamentos e, em seguida, poder escolher a melhor ação em vez de executar no piloto
automático.

Quando você experimenta uma emoção, no exato momento em que precisa perceber que está
sentindo essa emoção, só então pode escolher se a emoção é útil ou não e qual é a sua
melhor resposta. Se você não percebe que está agindo por emoção, é muito mais difícil
escolher e mudar seu comportamento.

Você precisa de pelo menos um pouco de atenção para praticar o estoicismo.

Basicamente, desistimos de ser filósofos e estoicos, quando não estamos atentos, quando
agimos no piloto automático e esquecemos o que estamos fazendo.

Antes de dormir, pense sobre o seu dia, o que você fez bem e o que não fez. Reflita. Você
pode escrever as coisas ou simplesmente passar por elas na sua cabeça. Pergunte:

· Que bem eu fiz hoje?

· O que eu poderia fazer melhor?

· Como eu poderia ser a melhor versão de mim mesmo?

· O que eu quero mudar?

Dedique 5 minutos a cada noite antes de ir para a cama e faça a si mesmo essas ou outras
perguntas semelhantes. Durante o seu dia, encontre oportunidades onde você poderia
melhorar. Isso também ajudará você a ficar mais atento, já que treina sua mente para procurar
ações nas quais poderá refletir à noite.
Instainsights

· Aprecie as coisas da vida sem se tornar materialista. O estoicismo é sobre apreciar as


coisas bonitas que a vida tem a oferecer sem se apegar a elas. A ideia de amar e aproveitar a
vida, incluindo seus aspectos materiais, mas sem cair em uma esteira hedonista do
consumismo, é um aprendizado que vale a pena.

· Desvincule a felicidade de circunstâncias externas. Um princípio crucial do estoicismo é o


de não permitir que circunstâncias externas determinem nosso humor, felicidade e estados
mentais.

· Tudo está na prática. Por isso é positivo encarar a vida como um grande treinamento. Isso
ajuda a desenvolver uma mentalidade de crescimento, diminui a tensão, melhora seu
desempenho e, finalmente, aumenta sua capacidade de aprender com seus erros.

Neste livro, você aprendeu que

O estoicismo ensina como manter uma mente calma e racional, não importa o que aconteça, e
ajuda a entender e se concentrar no que você pode controlar, sem se preocupar e aceitar o que
não pode. Isso, é claro, cobre apenas uma fração do que é o estoicismo. Aprender os valiosos
princípios do estoicismo pode ser o primeiro passo para escolher a melhor resposta para
qualquer situação, já que nossas emoções profundas podem controlar nosso comportamento e
nos transformar nas pessoas que devemos ser. Seguindo os princípios do estoicismo, você
finalmente poderá entender o que é importante na vida e começar a dar um passo em direção a
uma vida mais pacífica e gratificante.

A ARTE DA GUERRA

Sun Tzu

“O verdadeiro objetivo da guerra é a paz”. O livro a Arte da Guerra foi escrito por volta de 481 a
221 anos A.C. e é considerado um ótimo referencial de liderança até nos dias de hoje.
Recentemente, ele foi adotado como manual de estratégia por empresários de todo o mundo.
Foi muito lido pelos melhores generais da atualidade. O livro fala sobre técnicas de liderança
para obter a vitória na guerra. Mas pode-se também aplicar na vida comum das pessoas, seja
no âmbito profissional ou pessoal.

I Avaliações

“A guerra é de vital importância para a nação”.

Existem cinco coisas que devemos conhecer para prever como uma guerra terminará:

1. Caminho: Aquilo que faz com que o povo esteja em harmonia com seu líder, seguindo-o
onde for, sem ter medo do perigo, da vida ou da morte.

2. Tempo: É a mudança das estações.


3. Terreno: São as distâncias, a facilidade do movimento, os espaços e as chances de
sobreviver.

4. Liderança: Sabedoria, sinceridade, humanismo, coragem e disciplina.

5. Regras: Organização, hierarquia e provisão.

Quem conhece essas regras vence a batalha, quem não sabe, perde.

O líder sábio cria situações favoráveis numa batalha. Para vencer a guerra deve se basear no
engano. Finja ser fraco quando puder atacar e ser forte quando não puder. Ataque o adversário
quando ele estiver desorganizado, evite ataca-lo quando ele estiver preparado. Confunda-o e
desconcentre-o fazendo com que ele se irrite. Estimule a arrogância dele simulando fraqueza.

Calculando bem aumentamos a probabilidade de vencer. Pois quem avalia as situações, os


riscos e recursos verá o resultado surgir com clareza.

II O Combate

“O general que compreende a guerra é o ministro do povo e o protetor da nação”.

Mesmo que estejamos ganhando uma batalha, não podemos demorar muito para termina-la,
ou nossas tropas irão se desanimar e perder a motivação.

Se as tropas estão cansadas, suas armas gastas, seus mantimentos acabando e a vontade se
foi. O cenário poderá mudar, as coisas ruins aparecer e as más influências dos inimigos se
manifestarão.

Guerra longa nunca é benéfica para ninguém. Todos envolvidos sofrem e gastam muito mais
recursos. Um bom general é aquele que se mantém à custa do inimigo.

Em uma guerra, o mais importante é alcançar a vitória e não ficar persistindo no caminho até
ela.

III Estratégia de Ataque

“A habilidade suprema não consiste em ganhar cem batalhas, mas sim em vencer o inimigo
sem combater”.

Como regra geral, é melhor conservar um inimigo do que destruí-lo. Pois a vida e os recursos
têm muito mais valor do que a morte e a destruição.

É fundamental primeiro destruir os planos do inimigo, depois as suas alianças, e se necessário,


por fim ataque suas tropas.

Quem ataca com pressa ou fúria, sem se preparar direito, vai perder muitos soldados sem
necessidade. O verdadeiro líder domina um exército sem lutar, conquista uma cidade sem
cercá-la, e derruba um governo sem demora.

Três formas de um governante levar o exército ao desastre:

1. Ordenando avançar no momento de se retirar, ou se retirar no momento de avançar.

2. Interferindo em assuntos militares, que é especialidade de outro, atrapalhando o


especialista do assunto desenrolar aquela situação.

3. Se intrometendo na cadeia de comando, ignorando seus problemas e instaurando a


incerteza entre os oficiais.

Conheça não apenas a si mesmo, mas também ao inimigo, então, em todas as batalhas, você
nunca correrá perigo.

IV Preparação

“A invencibilidade está na defesa; a vulnerabilidade, no ataque”.

Ser invencível significa conhecer a si mesmo, ser vulnerável significa conhecer ao outro.

No momento desfavorável defenda-se, já no momento de abundância ataque o inimigo.

O que é conhecido por todos não pode ser considerado sabedoria.

Um exército vitorioso primeiro ganha e depois luta, já um perdedor luta primeiro e tenta
alcançar a vitória depois.

As regras da Lei da Guerra são cinco: mensuração das coisas, avaliação, cálculo, comparação
e vitória. Mas tudo é uma questão de estar preparado por meio de planejamentos estratégicos.

V Propensão

“Governar sobre muitos é o mesmo que sobre poucos: é uma questão de organização”.

Tornar um exército capaz de lutar contra o inimigo com a certeza de que não perderá aquela
batalha, é apenas uma questão de método. Existem os métodos tradicionais e os não
tradicionais.

É necessário dominar habilidades de ataques inesperados pelos outros. São infinitos como o
céu e inesgotáveis como os rios.

Ordem ou desordem? Depende de como se organiza. Covardia ou coragem? Depende da


vontade. Força ou fraqueza? Depende da preparação.

Aqueles que dominam a Lei da Guerra, fazem com que o inimigo se mova segundo a sua
vontade, criando situações desvantajosas para ele. Conseguem atraí-lo com ilusões de vitória e
o emboscam numa armadilha fatal.
VI O Cheio e o Vazio

“O bom guerreiro atrai o inimigo para si e nunca inicia o combate”

Os que se adiantam e chegam primeiro ao campo de batalha, esperando o adversário ganham


vantagem. Os que chegam por último, iniciam a batalha já esgotados.

Procure atacar onde não há defesa. Defenda-se onde não parece que será atacado pelo
inimigo.

Seja extremamente sutil e misterioso, não deixe com que vejam ou escutem seus passos,
controle o destino do inimigo sem ser percebido.

Induza o inimigo a revelar suas estratégias sem que ele descubra as suas. Você estará
concentrado e ele dividido.

“Uma vitória pode ser construída”. Mesmo que seu exército seja numeroso, se não tiver o
conhecimento sobre onde e quando será a batalha, não saberá se vencerá.

A perfeição de um exército se dá quando seus inimigos não sabem da existência dele e não o
compreende. Os espiões não o entenderão e ninguém conseguirá fazer estratégias e planos
contra ele.

Uma vitória não se repete, ela sempre se adapta e varia. Da mesma forma que a água se
adapta por onde passa, quem alcança a vitória se adaptando às circunstâncias é genial.

VII Manobras

“A guerra se baseia no engano, se faz pelo ganho e se adapta pela divisão e combinação”.

As manobras consistem em ter o domínio das distâncias e transformar os problemas em


vantagens. Enganando o inimigo com vantagens ilusórias, podemos chegar antes ou depois
dele, esse é o domínio da estratégia da distância.

Controle e concentre a atenção das tropas para que todos ajam e pensem juntos, assim
ninguém tomará atitudes diferentes que possam colocar todos em risco. Essa é a regra para
dominar a tropa.

Controle a audição e a visão das tropas. Enfrente a desordem utilizando a ordem, enfrente os
agitados com calma. Isso é o controle do coração.

As leis das manobras:

• Se ele foge, não o persiga.

• Não ataque suas tropas de elite.


• Não prove de sua comida.

• Não detenha um exército de volta para casa.

• Deixe sempre uma saída de fuga.

• Não persiga um inimigo desesperado.

VIII As Nove Mudanças

“Por essas razões, o general sábio pondera, pesa o que há de favorável, de desfavorável, e
decide o que é mais acertado. Ao levar em conta o que é favorável, torna o plano executável;
ao levar em conta o que é desfavorável, soluciona as dificuldades”.

1. Não acampe em terreno baixo.

2. Seja diplomático na fronteira e faça aliados.

3. Não fique em terra ruim.

4. Em terra inóspita, planeje.

5. Em campo de morte, lute.

6. Algumas vias não devem ser percorridas.

7. Alguns exércitos não devem ser atacados.

8. Algumas cidades não devem ser sitiadas.

9. Alguns terrenos não devem ser disputados.

Motive os adversários com benefícios. Mantenha-os sempre ocupados. Não suponha que o
inimigo não virá, esteja sempre pronto para recebe-lo. Seja invencível.

Cinco características que são ruins em um general:

1. Se for imprudente, morre logo.

2. Se for covarde, é capturado.

3. Se for exaltado, será humilhado.

4. Se for moralista, será difamado.

5. Se for bondoso, sofrerá.

IX Sobre a Movimentação
“Quando há inquietação entre os soldados, o general já perdeu sua autoridade”.

Uma tropa deve escolher permanecer em lugares altos e evitar os baixos, ficar na luz e fugir da
sombra.

Quando houver tempestades, espere até acalmar para prosseguir.

Mensageiros com palavras doces, é porque estão se preparando para atacar. Mensageiros
agressivos, quer dizer que estão se preparando para fugir; Mensageiros com justificativas
razoáveis provavelmente querem negociar.

Se um inimigo pede paz sem uma proposta, está preparando para traí-lo.

Se houver inquietação entre os soldados, mostra que o general perdeu sua autoridade.

Quando há reclamações e falta de disciplina, é porque o general perdeu até a lealdade dos
soldados.

Um líder deve evitar ser agressivo. Quando as tropas são castigadas antes de serem
conquistadas, elas jamais obedecerão ao líder. Mas se nunca forem castigadas corretamente,
serão insubmissas.

Quando as ordens dadas forem confusas, as tropas serão desobedientes. Mas se as ordens
forem claras, confiáveis e justas, elas serão cumpridas, e o líder e suas tropas andarão em
comum acordo.

X O Terreno

“O bom general cuida dos seus como crianças, e estes o seguem até o mais profundo dos
vales. Trata os soldados como filhos, e estes morrerão ao seu lado”.

Os terrenos podem ser classificados em 6 formas:

• Acessível: Terreno fácil em se deslocar.

• Tortuoso: Terreno fácil de sair, mas difícil de entrar.

• Indeciso: Terreno desvantajoso para ambos.

• Apertado: Terreno estreito.

• Acidentado: Terreno ruim.

• Distante: Terreno largo.

Para vencer é necessário que estude o inimigo, meça as distâncias presentes nos terrenos, e
avalie as dificuldades e perigos.
Um bom líder avança sem desejar a glória, se retira sem ter medo de ser castigado. Pois o seu
maior desejo é proteger e cuidar. Ele sendo assim sempre terá muito valor.

XI Os Nove Territórios

“A velocidade é fundamental na guerra”.

Não se canse inutilmente. Inspire ânimo em suas forças. Faça planos secretos e insondáveis.

Perceba os feitos de bravura que fizeram a diferença e torne-os regra. A adaptação constante
trará sucesso para administrar as tensões. Um líder deve ser silencioso, sereno, insondável e
imparcial. Ele modifica seus planos e ações a todo momento, para que ninguém saiba o que
realmente está realizando. Consegue levar seus soldados ao limite de seus potenciais.

Um líder deve sempre estar examinando tudo: Deve testar suas forças para saber com o que
pode contar. Precisa sempre pensar em todas as possibilidades e treinar sua adaptação
constante, no cheio e no vazio.

Observe sempre os planos dos vizinhos, pois se não o fizer poderá não conseguir alianças no
momento em que precisar.

Para fazer com que um exército se torne como um só homem, dê prêmios generosos, faça o
inesperado. Desse modo motivará e terá o controle das tropas.

Treine suas tropas sem que saibam que estão sendo preparadas. Coloque-as em situação de
perigo que sobreviverão. É dessa forma que se torna possível um exército converter uma
derrota certa numa vitória inesperada.

Adapte-se e mantenha a ordem para vencer.

XII Ataque com fogo

“Um soberano não pode convocar o exército só por raiva, e um general não pode lutar apenas
por vingança. Uma pessoa com raiva pode recuperar a serenidade, e o ressentido pode ser
apaziguado, mas um Estado arruinado não se recupera, e os mortos não podem voltar à vida”.

Apenas vencer as batalhas sem ter aproveitado a experiência e aprendizado, é o mesmo que
perder tempo.

Um líder deve sempre agir apenas dentro dos interesses do Estado. Mas se não puder vencer,
nem lute. Por isso o governo sábio é prudente, e o bom general é ponderado. Assim o exército
será mantido preparado, e firme e o Estado permanecerá seguro.

Por isso se diz: “bons governantes deliberam planos, e bons generais os executam”.

XIII O Uso de Espiões


“Somente um soberano sábio e um general habilidoso são capazes de utilizar pessoas
inteligentes como espiões e emprega-los, garantindo a realização de grandes feitos”.

Perseguir uma vitória durante anos numa batalha decisiva, desejando apenas riquezas,
posições e status, é ignorância e imprudência.

Ninguém sabe onde, quando e como os espiões estão exercendo suas tarefas, por isso são
considerados uma das armas mais preciosas.

Quem não justo, sensível, sábio ou esperto, não poderá usar espiões. Precisa ser delicado e
sutil para conseguir informações deles.

Na guerra as operações secretas são o que mais influenciam as movimentações das tropas.

Instainsights

· Mesmo passando muitos séculos, as ferramentas para influenciar e liderar pessoas são
muito parecidas.

· Aquele que trata seus liderados como filhos, alcançam o respeito, a lealdade e a
admiração.

· Interessante como é fácil comparar um cenário de guerra com o cenário empresarial.

· Sempre poder contar com aliados faz a diferença.

· Quando estamos preparados para as “tempestades” da vida, conseguimos enfrenta-las


com mais coragem e menos sofrimento.

· Testar as habilidades a ponto de descobrir os potenciais é de estrema importância para


conhecer melhor sua equipe.

· Nos dias de hoje passamos por diversos tipos de terrenos e nem notamos a diferença, mas
depois sentimos as consequências.

Neste livro, você aprendeu que

Até nos dias de hoje ainda vivemos várias guerras no dia-a-dia. Seja no trabalho, na família,
nos estudos ou até mesmo dentro de nós. Mas existem ferramentas que nos ajudam a vencer
uma batalha de cada vez. Que se conseguirmos passar pelas tempestades e terrenos diversos,
conquistar aliados e territórios. Sendo o general de nossas vidas, com respeito, lealdade e
flexibilidade. Conseguiremos alcançar a vitória dessas guerras com sabedoria, planejamento e
controle. Devemos ser o líder que gostaríamos que nos liderasse.

59 SEGUNDOS

Richard Wiseman
Muitas vezes podemos mudar alguma coisa em menos de um minuto. Aqui estão os principais
truques psicológicos para melhorar você mesmo de todas as maneiras, desde conseguir ser
mais criativo até a perceber quando alguém está mentindo.

Use a simpatia para domar a entrevista

Os entrevistadores selecionam candidatos a emprego com base nas qualificações certas e na


experiência de trabalho, certo? Não exatamente. Estudos mostraram que há um fator que
supera todos os outros quando se trata de conseguir um emprego: a simpatia.

Depois de acompanhar mais de cem ex-alunos em busca de seus primeiros empregos,


pesquisadores da Universidade de Washington e da Universidade da Flórida descobriram que
aqueles que seguravam a atenção do entrevistador eram os mais propensos a serem
contratados.

Havia algumas coisas que os tornavam agradáveis: alguns falavam sobre tópicos interessantes
que não tinham relação com o trabalho, outros mantinham um sorriso genuíno e alguns
falavam muito sobre a organização à qual estavam se candidatando. São coisas fáceis e que
fazem uma enorme diferença.

Outra maneira de ganhar a aprovação de alguém em uma entrevista é revelar suas fraquezas
logo de cara.

Nos anos 70, os psicólogos da Universidade Duke conduziram uma pesquisa onde os
participantes foram apresentados com uma gravação de um homem falando sobre sua vida.
Em uma fita, o homem confessou no início da gravação ter sido pego trapaceando na escola;
em outra fita, ele deixou sua confissão para o fim. O homem foi avaliado muito mais simpático
por aqueles que ouviram a fita em que ele fez uma confissão precoce.

Portanto, é vantajoso deixar seus aspectos positivos para o final da entrevista. Ao fazer isso,
parece que você prefere deixar seus pontos fortes surgirem naturalmente na conversa, o que o
torna mais amável.

Uma última dica de entrevista: não surte se você cometer um erro. As chances são de que um
erro é muito mais evidente para você do que para os outros, e uma reação exagerada ou um
pedido de desculpas só irá destacar algo que poderia ter passado despercebido.

Simpatia não é apenas crucial para entrevistas; é também uma grande vantagem para a sua
vida social

Se você não é simpático, as chances de você fazer muitos amigos ou ser persuasivo é menor.
Pode ser uma surpresa, mas pessoas competentes na verdade parecem mais atraentes e
agradáveis ​quando vacilam, em vez de quando tentam ser perfeitas.

Considere como o presidente Kennedy lidou com as consequências da invasão da Baía dos
Porcos. Embora a tentativa de invasão de Cuba tenha sido uma catástrofe completa, na
verdade resultou em um aumento na simpatia por Kennedy, já que ele não deu desculpas e
assumiu total responsabilidade pelo fracasso.

Para investigar ainda mais afundo, o autor reuniu uma audiência e escolheu duas atrizes para
demonstrar um liquidificador. Uma atriz se apresentou perfeitamente e parecia muito bem
informada. A outra se atrapalhou: a tampa do liquidificador se soltou e ela derramou suco de
fruta em cima de si mesma. Embora a multidão tenha achado a demonstração profissional e
convincente da primeira atriz, a segunda atriz ficou no topo em termos de simpatia.

Quando solicitadas a explicar suas avaliações, as pessoas disseram que não conseguiam se
identificar com a demonstração impecável da primeira atriz, mas sim com a segunda, que
mostrou um lado mais humano. Note que este efeito só surge quando você já é visto como
competente. Se você é um artista médio, cometer erros vai custar e fazer você parecer pouco
atraente.

Mas se você é habilidoso com o que está fazendo, não se preocupe com a perfeição. O
ocasional deslize é cativante.

Aqui está outra coisa que vai deixar você mais amável – evite fofocas. Pesquisadores da Ohio
State University conduziram um estudo sobre como as fofocas são percebidas. Os
participantes foram convidados a assistir a um vídeo em que os atores falaram
depreciativamente de um terceiro. Surpreendentemente, os participantes perceberam os atores
como possuidores das características negativas que os atores atribuíam ao terceiro. Então, se
você quer ser visto de maneira positiva, simplesmente diga coisas positivas sobre os outros.

Motive-se da forma correta: planejando-se

Nos últimos anos, a indústria de autoajuda parece ter entrado na onda da visualização, sendo
apresentada como o caminho para atingir seus objetivos: simplesmente imagine-se entrando
nesses jeans e voilà! Mas vários estudos científicos dizem que a visualização não é tudo que
queremos que seja.

Em um estudo da Universidade da Califórnia, os alunos foram convidados a imaginar, por


alguns momentos todos os dias, que eles recebiam uma nota alta e o quanto isso os fazia
sentir-se bem. Outro grupo de estudantes não foi solicitado a fazer nada. Depois de registrar
quantas horas os alunos estudavam a cada dia, os resultados mostraram que os alunos de
visualização estudaram menos e tiveram notas de exame mais baixas do que o outro grupo,
embora o exercício de visualização tenha levado apenas alguns minutos para ser feito.

Pesquisadores postularam que aqueles que fantasiam sobre uma ótima vida não se preparam
para reveses e, portanto, não tiveram a coragem necessária para alcançar seus objetivos.

Criar um plano e segui-lo é muito mais eficaz para conseguir uma mudança positiva. O autor
realizou um estudo de rastreamento de 5.000 participantes com diferentes objetivos, variando
de perda de peso a parar de fumar. Aqueles que alcançaram seus objetivos foram aqueles que
tinham um plano.

A melhor maneira de planejar é dividir seus objetivos em sub-objetivos e criar um processo de


passo-a-passo. Com esses passos menos intimidadores, você sentirá menos medo e
hesitação. E é assim que você caberá nos jeans.

Outra abordagem eficaz para atingir seus objetivos é contar a seus amigos e familiares. Os
psicólogos sabem há muito tempo que as pessoas são mais propensas a cumprir seus planos
e promessas quando são públicas.

Estimule a criatividade por meio de estratégias

A maioria das pessoas vê o brainstorming como um fantástico impulsionador da criatividade.


Isso provavelmente chegou até nós a partir da década de 1940, quando o executivo de
publicidade Alex Osborn afirmou que trabalhar em grupo poderia gerar o dobro de ideias. Um
grande corpo de pesquisa, no entanto, sugere que o brainstorming nos faz reprimir, ao invés de
formar, as ideias criativas.

Na década de 1880, um engenheiro agrônomo francês realizou um estudo no qual pediu aos
participantes que puxassem uma corda para levantar pesos bastante pesados. Ele descobriu
que, ao trabalhar sozinho, os indivíduos poderiam levantar cerca de 84 quilos. Mas quando eles
estavam em um grupo, isso caiu para 64 quilos por pessoa.

Isso acontece porque quando trabalhamos em grupo, a responsabilidade se torna difusa.


Quando estamos sozinhos, no entanto, nosso sucesso ou fracasso é só nosso. A pesquisa de
Brian Mullen na Universidade de Kent em Canterbury confirmou isso. Ele descobriu que os
participantes que trabalhavam independentemente produziam uma qualidade e uma
quantidade de ideias mais altas do que aqueles que trabalhavam em grupo.

Mas além de trabalhar de forma independente, de que outra forma você pode ser mais
inovador e criativo? Tente olhar para sua mente subconsciente.

Para receber novas ideias de pintura, Salvador Dali deitou-se em um sofá com uma colher nas
mãos. Quando adormecesse, a colher cairia de sua mão e iria para o chão. O som o acordaria,
e ele imediatamente começaria a desenhar enquanto ainda estava imerso na mentalidade
ligeiramente alterada e subconsciente.

Não é novidade para a maioria das pessoas que nossa mente subconsciente é capaz de coisas
incríveis. Mas precisamos aprender como não a oprimir com nossa mente consciente. Muitos
de nós lutam para ser criativos, mas não precisa ser tão difícil. Na verdade, sua capacidade de
ser criativo pode ser melhorada com algumas mudanças rápidas e fáceis no ambiente.

O ambiente molda nossa mente, o que, por sua vez, influencia nossas reações. Ser moldado
pelo nosso ambiente acontece mesmo quando você não está consciente disso. Assim, por
exemplo, se você adicionar um aroma sutil de spray de limpeza ao ar, as pessoas nessa
atmosfera estarão preparadas para limpar com mais cuidado.

Em um experimento conduzido por Jens Förster na Universidade Internacional de Bremen, os


participantes foram convidados a escrever algumas frases sobre punks – seu comportamento,
aparência e estilo de vida. Os punks foram escolhidos porque são anárquicos e radicais. Outro
grupo foi solicitado a fazer o mesmo, mas sobre um engenheiro típico, que seria considerado
conservador e lógico. Então eles fizeram um teste de criatividade padrão. Como resultado, o
grupo que começou a pensar em punks acabou sendo significativamente mais criativo do que
aqueles que pensavam sobre o engenheiro.

Você pode usar esse conhecimento, separando alguns momentos para descrever um músico
ou artista. Relacione seu comportamento, estilo de vida e aparência. Focar nessa mentalidade
abrirá o caminho para a sua própria criatividade.

Outra maneira rápida de estimular a criatividade é adicionar plantas e flores ao ambiente. Elas
reduzem o estresse e induzem o bom humor, aumentando assim a sua criatividade. Em um
estudo, pesquisadores pediram a um grupo de pessoas para executar várias tarefas criativas
em salas com plantas ou com prateleiras. Verificou-se que a adição da planta aumentou
significativamente a criatividade das pessoas.

Outro estudo sobre a criatividade no local de trabalho da Texas A&M University, revelou que a
colocação de flores e plantas em um escritório resultou em um aumento de 15% na geração de
ideias de funcionários e melhorou a capacidade de resolver problemas das funcionárias.

Então, quando você precisar resolver um problema, volte sua atenção para um quebra-cabeça
ou algo que distraia sua mente do assunto em questão. Sua mente inconsciente resolverá o
problema em segundo plano e você terá mais chances de encontrar uma solução.

Embora algumas vezes pareça impossível enxergar a esperança em situações terríveis, há


evidências de que a positividade também pode resultar delas

Quer seja um rompimento, uma doença ou apenas o estresse diário, todos experimentam
eventos que nos deixam ansiosos, infelizes ou até mesmo deprimidos. Em situações como
essas, as pessoas procuram distrações, mas essa solução é apenas momentaneamente
efetiva. Em vez disso, você deve optar por uma solução para encontrar benefícios. Isto é, tente
destacar aspectos positivos do evento prejudicial. É um método rápido que ajuda pessoas em
circunstâncias extremamente difíceis.

Em um estudo realizado na Universidade de Miami, mais de 300 alunos de graduação foram


instruídos a selecionar um incidente em suas vidas que os feriu ou ofendeu. Uma parte dos
participantes foi então solicitada a dedicar alguns minutos para detalhar o evento e se
concentrar em como isso os afetou negativamente. Os outros foram convidados a se
concentrar nos benefícios que surgiram da experiência – coisas que, por exemplo, os tornaram
uma pessoa mais forte ou mais sábia.

Os resultados revelaram que aqueles que se concentravam no que ganhavam de sua


experiência estavam mais bem equipados para lidar com sua raiva e infelicidade.

A pesquisa mostra, por exemplo, que certos traços de caráter positivos, como gratidão,
esperança, bondade, liderança e trabalho em equipe, aumentaram nos americanos após os
ataques terroristas de 11 de setembro. Outros estudos também mostraram que ter uma doença
física grave pode resultar em níveis elevados de coragem, justiça, curiosidade, humor e
apreciação da beleza.

Ter cuidado com sua escolha de palavras é a chave para um relacionamento saudável
Relacionamentos prosperam em apoio mútuo e acordo. Mas, como estamos profundamente
sintonizados com os comentários do nosso parceiro, até mesmo o menor comentário amargo
precisa ser adoçado com amor e atenção. O psicólogo John Gottman descobriu isso durante
sua pesquisa sobre o que faz os casais ficarem juntos ou se separarem.

Gottman analisou o papel dos comentários positivos em acordos, compreensão e perdão, e


comentários negativos em oposição, crítica ou desprezo. O que ele descobriu foi que, para um
casal viver feliz para sempre, comentários positivos devem superar os comentários negativos
em uma proporção de cinco para um.

Além de comentários positivos, tentar escrever sobre seus pensamentos e sentimentos pode
ajudar a manter um relacionamento saudável. Para estudar maneiras de melhorar os
relacionamentos, psicólogos da Universidade do Texas dividiram 80 casais em dois grupos. Um
grupo teve que dedicar 20 minutos por dia durante três dias consecutivos para escrever seus
pensamentos e sentimentos sobre seu relacionamento, e o outro simplesmente teve que
escrever sobre seus dias.

Após três meses, 77% do primeiro grupo ainda estavam juntos, em comparação com 52% do
segundo grupo.

Lembre-se de usar a palavra "mas". Em um estudo realizado pelos psicólogos Sandra Murray e
John Holmes, casais foram entrevistados sobre as qualidades mais positivas e negativas de
seus parceiros. Depois de acompanhar os participantes por um ano, os relacionamentos de
sucesso foram aqueles em que os parceiros tendiam a qualificar qualquer crítica.

Então o marido era preguiçoso, mas a faz rir. A esposa era uma cozinheira terrível, mas isso
significava jantar fora com mais frequência. A palavra simples "mas" permitiu que os casais
suavizassem o efeito negativo das falhas aparentes de seus parceiros e visualizassem o
relacionamento de forma diferente.

Faça uso da psicologia para reconhecer um mentiroso

Pensamos que quem mente provavelmente faz grandes gestos ou contam histórias elaboradas
de forma muito ansiosa quando tentam encobrir algo, mas algumas pesquisas sugerem que as
pessoas que mentem não são mais estressadas do que as que dizem a verdade.

Em 2008, pesquisadores da Universidade de Southampton aferiram o pulso dos estudantes


enquanto os questionavam sobre suas notas. Quase 50% exageraram seu sucesso, mas não
estavam mais estressados ​do que seus pares honestos.

De acordo com pesquisadores e observadores treinados, os mentirosos são tão propensos a


olhar nos seus olhos quanto aqueles que dizem a verdade, e eles não se movem ansiosamente
ou mexem na cadeira. Portanto, a crença de que mentir nos deixa ansiosos não é confiável.

Um mentiroso parece que está pensando demais por uma boa razão. Mentirosos também
adotam um tom impessoal e tentam fugir das perguntas. Para mentir, você precisa ter em
mente o que outras pessoas já sabem, o que elas poderiam descobrir, o que é plausível e o
que combina com o que você já disse.

Digamos que você mentiu para alguém sobre seus planos para a noite. Alguns dias depois, a
pessoa para quem você mentiu pergunta sobre isso. De repente, seu cérebro vai se esforçar
para recordar tudo o que você disse anteriormente e não criar contradições.

Por causa disso, quando você mente, sua fisiologia responde da mesma maneira quando você
pensa em um problema. Muitas vezes, isso significa que, quando estão mentindo, as pessoas
não gesticulam tanto, demoram mais para responder e param e hesitam mais vezes. Além
disso, eles tentam se distanciar da mentira evitando palavras como "eu" e "meu".

Finalmente, os mentirosos tendem a evitar responder perguntas sobre o assunto e tentam


desviar a atenção deles fazendo perguntas.

Instainsights

· Simpatia é um traço a seu favor em entrevistas.

· Revelar suas fraquezas logo de cara fazem com que as pessoas se afeiçoem mais a você.

· Um deslize ocasional é cativante, porque as pessoas entendem que você é mais humano.

· Se você tem uma meta, divida-a em objetivos e planeje-se para conseguir cumpri-las.

· Use seu subconsciente para liberar sua criatividade.

· Plantas e flores mudam o ambiente de forma positiva para sua criatividade.

· Procure sempre enxergar o que você ganhou de positivo em todas as experiências da sua
vida – mesmo as difíceis.

· Faça comentários positivos sobre seu parceiro, assim a relação continuará saudável.

· Use o “mas” para atenuar quaisquer falhas do seu parceiro. Por mais que as pessoas
cometam erros, elas têm muitas características positivas.

· Se você quiser minimizar o risco de alguém mentir para você, interaja por e-mail. De
acordo com especialistas em comunicação da Universidade de Cornell, as pessoas são 20%
menos propensas a mentir em um e-mail, porque suas palavras são armazenadas no registro.

Neste livro, você aprendeu que

Você pode melhorar significativamente aspectos de sua vida sem muito tempo ou esforço. As
técnicas neste livro mostram como fazer mudanças rápidas e fáceis que aumentam sua
criatividade, simpatia, relacionamentos e muito mais.

SILVIO SANTOS: A Biografia


Marcia Batista

Ele é um homem que veio de baixo, sua fortuna foi construída através de um trabalho
incansável, não media esforços e dedicação para alcançar seus objetivos. Extremamente
inteligente e com uma clara visão de oportunidade. Sempre obstinado e carismático, conseguiu
ganhar a atenção do nosso povo brasileiro, em um país que ele abraçou como sua terra. Esse
livro conta a trajetória de Senor Abravanel, grande empresário e apresentador, mais conhecido
como Silvio Santos. Não duvide no que esse homem extraordinário foi capaz de se transformar.
Abram o caminho. ”Silvio Santos vem aí...”

Um Homem do Brasil

Fruto de uma família judaica, Senor Abravanel , filho de Alberto e Rebeca Abravanel, foi o
primeiro dos filhos do casal a nascer em uma terra distante da Europa de seus antepassados.
O fato ocorreu pelo contexto histórico, sua família teve que mudar de cidade várias vezes para
conseguir sobreviver aos ataques e perseguições implacáveis contra os judeus em vários
momentos. Nas décadas de 1920 e 1930, muitos judeus desembarcaram em terras brasileiras,
tentando fugir do antissemitismo cada vez mais forte na Europa.

No dia 12 de dezembro de 1930 nasce Senor Abravanel, nome dado em homenagem a seus
antepassados e em adequação à linguagem local. Além de Senor, Rebeca e Alberto tiveram
mais 5 filhos. Quando Silvio nasceu, sua família morava na travessa Bem-te-vi, no bairro da
Lapa no Rio de Janeiro, considerado reduto da boemia carioca da época. Seu irmão Leon era
seu fiel escudeiro de diversões, adoravam assistir filmes(sem pagar), seu irmão sempre foi uma
figura muito importante em sua vida, desenvolveram uma afinidade e amizade muito grandes.

Sua mãe Rebeca vivia em constante luta para ajudar a sustentar a casa, pelo fato de seu pai
Alberto ser viciado em jogos, gastando todo o dinheiro da família. Tal vício acarretou inclusive
na perda da loja da família na Praça Mauá em função das dívidas. Silvio lembra de momentos
muito difíceis que passou com sua família nessa época. O futuro bilionário começou trabalhar
aos 14 anos para conseguir sobreviver com sua família. Na época, Silvio estudava
contabilidade e segundo suas palavras saiu temporariamente da escola e começou a se virar, a
ideia era ganhar o máximo de dinheiro no menor tempo possível.

Diante de uma extrema dificuldade, e precisando encontrar algo rentável, a cabeça de


empreendedor de Silvio Santos começaria a se manifestar nessa época. Seguindo os passos
do pai, descobriu na profissão de camelô um meio de ganhar dinheiro.

O Faro para os negócios

Na sua primeira empreitada de vendedor ambulante, precisava ter uma grande ideia do que
vender para alcançar clientes. A época era de eleições, e o ano de 1945 foi marcado por
euforias políticas. Diante desse quadro, observando um ambulante que fazia sucesso
vendendo capinha para proteger o título de eleitor, Silvio viu ali a demanda encontrando a
oferta, e não havia muitos concorrentes.

Silvio não queria apenas vender seu produto, queria vender mais e melhor, então foi atrás de
um alemão que oferecia canetas para seus clientes. O futuro camelô tinha o desejo de
aprender todas as táticas e as melhores práticas de vendas. Observando por vários dias o
comerciante, ele percebeu que o carisma do homem ajudava muito no momento da venda, e
isso era algo que nunca havia faltado para Silvio.

Considerou que estava preparado para encarar o desafio das ruas vendendo e testando as
estratégias que tinha criado para vender muito em pouco tempo. Silvio além dos produtos,
oferecia aos fregueses entretenimento fazendo mágica. Quem passasse pelo local na época,
poderia ver e ouvir Silvio manuseando moedas e baralhos. A arremessa de produtos foi
vendida com agilidade e a reposição do estoque foi constante. Já nessa época, era possível
perceber traços do grande comunicador que ele seria. Rapidamente o jovem continuou
ganhando dinheiro e a mãe não precisava mais se preocupar tanto com as finanças da família,
ele lucrava muito mais do que precisava, trabalhando apenas uma hora por dia.

Ele já treinava para o que viria a ser: um grande empresário. Tendo refletido sobre isso: “Como
camelô, eu já era um empresário. Mantinha três funcionários. Um ficava olhando quando vinha
o rapa. O outro cuidava do estoque de canetas e o terceiro funcionava como farol. Ele chegava
de quinze em quinze minutos e dizia: “Gostei da caneta, me dá uma”, chamando a atenção dos
clientes.”

Certo dia enquanto o jovem vendia seus produtos, o diretor de fiscalização acabou flagrando-o
e lhe pediu que parasse de atuar na região e em vez de entregá-lo ao Juizado de Menores,
acabou lhe dando um cartão. Esse foi o primeiro passo para que Silvio, devido a sua voz
potente, trabalhasse no primeiro meio de comunicação em que utilizaria seus dotes artísticos, o
rádio. Foi sugerido a Silvio fazer um teste na Rádio Guanabara.

Com interesse em entender como era o funcionamento de uma rádio e com a possível
possibilidade de um novo trabalho, Silvio não hesitou em procurar o contato que havia caído
em seu colo. Na época, o concurso para entrar na Guanabara era muito disputado, pois era o
sonho daqueles que queriam fazer parte do mundo artístico. O talento de Silvio chamou a
atenção dos profissionais da Guanabara, concedendo a ele a primeira posição no concurso,
acabando por conquistar seu primeiro trabalho artístico.

Silvio ainda com 14 anos começou então a conciliar o trabalho de camelô com a função de
locutor em outras cinco horas do dia. Mas sua história ainda estava no começo e mesmo que
seu talento artístico estivesse aflorado, corria em suas veias o sangue de empreendedor.
Quando completou 18 anos, Silvio ainda era camelô, mas teve que cumprir o serviço militar.
Servindo ao Exército, foi para a Escola de Paraquedistas, onde realizou saltos que foram
considerados de boa qualidade técnica.

A Escola de Paraquedistas exigia muita dedicação, impossibilitando a continuidade das vendas


no trabalho como camelô. Trabalhando no Exército, Silvio pareceu ter sentido falta de usar
seus dotes artísticos, e acabou retornando às rádios. Então usava suas folgas aos domingos
para trabalhar de graça na Rádio Mauá. A paixão e a vontade de trabalhar com comunicação
falaram mais alto do que o desejo de descansar.

A estratégia e a inteligência de Silvio para os negócios sempre guiaram suas decisões, assim
como a paixão pelas realizações. Em entrevista à Revista Veja, o apresentador disse ser
sortudo: ʻSou uma pessoa de sorte. Não levei a vida, a vida é que me levou. Não tenho
grandes sonhos, mas uma coisa que eu gostaria é de morrer sem precisar ir ao hospital.”

Silvio também prestou serviços de propaganda na barca de Niterói, ele usava auto falantes
para fazer anúncios, colocava músicas e fazia até bingo dentro delas. Nessa época foi
instalado um bar dentro dessa barca, onde Silvio vendia guaranás e cervejas da companhia.
Ele acabou se tornando o maior vendedor dos produtos da Antártica no estado do Rio de
Janeiro. Essa ideia deu tão certo que o diretor da Antártica convidou Silvio para conhecer São
Paulo, e chegando lá ele não voltou mais, continuou na cidade abraçando a oportunidade de
locutor na Rádio Nacional.

O Baú da Felicidade

O Baú da Felicidade chegou através de Manoel de Nóbrega, mas não foi ele o cabeça por trás
da ideia. Assim como ele apresentou o Baú a Silvio, também foi outra pessoa quem lhe
apresentou o negócio. Em 1957, Nóbrega foi procurado na Rádio Nacional por um alemão com
uma proposta de oferecer um baú de brinquedos anual aos clientes, com a vantagem de serem
pagos ao logo do ano através de prestações.

Analisando o potencial do negócio, Nóbrega ficou muito interessado na proposta. Porém, havia
um único obstáculo para o fechamento do acordo: ele não tinha dinheiro para investir. O
alemão fez um acordo: entraria com o investimento inicial, em troca rodaria anúncios nos
programas da Rádio Nacional, para trazer visibilidade ao produto e aumentar as vendas.

Assim que os anúncios começaram a ser transmitidos, surgiram centenas de clientes querendo
o tal baú de brinquedos, rapidamente ultrapassaram a quantidade de mil baús. O que era um
sonho para Nóbrega e seus clientes, acabou em um pesadelo. Todos ansiosamente
esperavam um baú de brinquedos que nunca chegava. Preocupado, Nóbrega recebeu um
“balde de água fria” ao questionar o tal alemão.

Desesperado, Nóbrega procurou Silvio para explicar a enrascada na qual havia se metido e
pedir ajuda. A princípio, Silvio, mesmo o considerando seu amigo, não aceitou o pedido, pois já
tinha muitas coisas para resolver na época. Quando finalmente Silvio resolveu ajudar,
acreditava que pelo sucesso de vendas, encontraria um negócio prospero e organizado, mas
não foi nada disso que Silvio viu. A fachada era degradada e o escritório do Baú era no fundo
de uma loja. Chegando lá encontrou uma moça e o tal do alemão trabalhando em cima de um
caixote.

Sobre esse dia, o próprio Silvio contou algumas lembranças em entrevista à apresentadora
Hebe: “Eu comecei o Baú sem absolutamente nenhum tostão. Nenhum real, nenhum centavo.
Eu cheguei em uma localidade, em uma loja que estava totalmente destruída e que o Nóbrega
me disse que era o Baú da Felicidade. [...]

Silvio pegou a empresa em ruínas, mas aos poucos foi transformando o negócio. “Foram dias
recebendo os clientes e reafirmando o compromisso em reparar todo o prejuízo a que foram
submetidos”. A história do Baú está aí para provar que a empresa do porão prosperaria e daria
origem ao imenso grupo de Silvio Santos.
Ousado como Silvio era, não poderia deixar essa chance passar despercebida. Logo que
percebeu o potencial do Baú, procurou Nóbrega para lhe fazer uma proposta de sociedade.
Sabendo que poderia confiar muito mais em Silvio do que no alemão, Nóbrega aceitou a
proposta de sociedade, evitando que a empresa fechasse. O grande fato é que a empresa só
tomou grandes proporções graças à inteligência, ousadia, dedicação e visão de Silvio.

Em 1963 houve a mudança de nome para BF Utilidades Domésticas, tornando a empresa


popularmente conhecida como Baú da Felicidade. Silvio era um homem de soluções muito
criativas, logo percebeu que não precisava ir longe para divulgar o Baú: encontrou a solução
nos shows das caravanas.

Um marco na Era da televisão

Em 1960, com o programa Vamos Brincar de Forca, Silvio, um locutor de grande sucesso,
passaria a ser também apresentador. Era uma época em que as emissoras precisavam de uma
programação cativante, então Silvio apresentava na TV Paulista um programa noturno que
tinha brincadeiras com sorteios de prêmios e shows ao estilo circense. Foi assim que tomou
forma a ideia do Programa Silvio Santos, a atração que tomaria conta dos domingos nos lares
brasileiros.

Para fazer esse programa, o próprio apresentador teve a ideia de adquirir um espaço na
televisão. Animado com índices altos de audiência, Silvio adquiriu duas horas na grade de
programação aos domingos para lançar suas próprias ideias. Esse programa chegou a entrar
para o Guinness Book, em 1993, por ser o mais duradouro do mundo, na época, sendo exibido
há 30 anos. E não parou por aí, em junho de 2017 o Programa Silvio Santos completou 54
anos no ar.

Silvio e a Globo

A história de Silvio com a Rede Globo de Televisão começou pouco depois dele estrear seu
Programa Silvio Santos. Buscando uma expansão nacional, a Rede Globo adquiriu a TV
Paulista em maio de 1966, quando passou a exibir também a programação do canal e o
Programa Silvio Santos. No ano seguinte à aquisição do canal, a TV Paulista passou a se
chamar TV Globo São Paulo.

O nascimento do SBT

Há cerca de 41 anos, Silvio Santos entrava no ar com sua própria emissora de televisão. Em
1976, a emissora tinha uma grade de programação que abrangia o período das 18h até a
meia-noite, todos os dias. Logo na primeira programação da rede, Silvio Santos já apostava em
séries e filmes, que eram duas paixões dele e de seu irmão Leon desde a infância.

Poucos dias depois de entrar no ar com a TVS, em 1976, Silvio recebeu na Assembleia
Legislativa do Rio de Janeiro o título de “Carioca Honorário” pelos feitos que vinha realizando
ao longo de sua vida.

O Programa Silvio Santos começou a ser transmitido na TVS quando Silvio encerrou seu
contrato com a Rede Globo de Televisão. A estreia do programa na emissora de Silvio
aconteceu em agosto de 1976, praticamente três meses depois da estreia da própria emissora.
Esse foi um grande passo para elevar a audiência do canal, alcançando a segunda colocação
do ranking. As telenovelas entraram no canal no ano seguinte.

A TVS só era transmitida na sua cidade natal, mas os planos do apresentador eram grandes,
ele gostaria de transformar seu canal em uma verdadeira rede, um sistema de televisão. Então
em agosto de 1981 o SBT foi inaugurado. Através de um acordo com a TV Rede Record
importou dois transmissores de sinal RCA e comprou uma antena que foi colocada na torre da
emissora localizada na Avenida Paulista. Assim o SBT teria estrutura em São Paulo e não
usaria mais a da TV Tupi. Hoje em dia a atual torre do SBT está localizada no Sumaré e foi
arrematada em um leilão da ex-Tupi.

O homem que enxerga com a alma

Silvio sempre foi um homem muito decidido em sua vida. Por muitas vezes contrariava aqueles
que pensavam diferente dele. No SBT, há muitos relatos de que “o patrão” acaba
desconsiderando as sugestões de seus funcionários, pois sua intuição e visão mostram o que
deve ser feito. E normalmente sempre acerta em suas decisões.

Silvio também tem uma forte habilidade de descobrir talentos, sua emissora está repleta deles,
e onde ele aposta vira ouro. Desde assistentes de palco e apresentadores, tudo é muito bem
escolhido e apostado pelo “patrão”.

Aspirações Políticas

Em 1989 por ser extremamente carismático, o maior apresentador do Brasil de todos os


tempos, poderia ter sido presidente (ano em que Collor foi eleito), e foi assustador o índice das
intenções de votos por parte dos eleitores naquele momento. Para muitos, ele nem precisaria
se candidatar, já era o presidente do Brasil tamanha sua influência.

Voando Alto e Colhendo Frutos

Silvio foi um homem que nunca sonhou pequeno. Desde criança seu destino foi traçado. Na
época como camelô, quem cruzou seu caminho viu que ele lutou claramente para alcançar
suas conquistas. Enfrentou críticas, derrotas, e isso tudo é um bom prato para uma vida de
sucesso. Ele nunca se intimidou diante de seus desafios.

O Grupo Silvio Santos realizava projetos ousados e até considerados impossíveis. Foi assim
quando colocaram uma emissora de televisão em poucos meses no ar e quando construíram o
CDT da Anhanguera. Em 1999, as empresas com maior representação para o faturamento do
grupo eram: Liderança Capitalização (TELE SENA), SBT, Banco Panamericano, BF Utilidades
Domésticas (Baú da Felicidade), Panamericano Prestadora de Serviços, Vimave – Vila Maria
Veículos, Panamericano Arrendamento Mercantil, Panamericana de Seguros, TV Alphaville e
Panamericano Admistradora de Cartões de Crédito.

SBT no Século XXI

Em 2006 foi lançado um dos carros-chefes do grupo: a empresa Jequiti, marca de cosméticos
de Silvio Santos. Mesmo sendo alérgico a perfumes, Silvio apostou com tudo em cuidados para
a beleza. Antes de surgir a empresa, Silvio observava nas viagens que fazia o quanto as
mulheres gastavam e investiam em cosméticos. O setor de Higiene Pessoal, Perfumaria e
Cosméticos no Brasil faturou cerca de R$ 45 bilhões em 2016, o que fez do país o quarto maior
mercado do setor.

Na categoria “Perfumes”, conforme dados da Associação Brasileira das Indústrias de Higiene


Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), somos o segundo maior mercado do mundo.
Assim como a variada gama de produtos do grupo, a linha de produtos da Jequiti com itens de
perfumaria, maquiagem e cuidados diários possui também espaço cativo nas atrações e
comerciais do SBT.

Mais de 35 anos de história

No dia 19 de agosto de 2016 o Sistema Brasileiro de Televisão completou 35 anos. Foram três
décadas e meia em que a emissora trouxe diariamente diversão à população brasileira. Em seu
aniversário de 33 anos, o SBT lançou uma campanha idealizada junto à agência Publicis que
trazia um texto manifesto sobre a vocação da televisão e do próprio Silvio Santos:

“Felicidade. Felicidade é nascer com a vocação de divertir. É ter mais energia a cada ano que
passa. É ter a alegria de realizar sonhos. É estar próximo de quem você ama. Mesmo que você
ame 200 milhões de pessoas. Felicidade é ser lembrado, ser querido, ser compartilhado. Não
por algumas pessoas, mas por todas as famílias. É informar e emocionar. É multiplicar seus
melhores sentimentos. É mudar, renovar e compartilhar. Felicidade é fazer tudo isso por vários
anos. E se sentir cada vez mais jovem. ”

O próprio Silvio Santos tinha muito o que comemorar, em 2015, celebraria seus 85 anos com
muitas dádivas. O Grupo Silvio Santos emprega mais de 20 mil pessoas e fatura cerca de R$
2,5 bilhões ao ano. Apesar de o SBT ser um importante responsável por esse faturamento
bilionário, o grupo possui empresas também em diversos setores além da mídia:
concessionárias de veículos (Vimave), hotelaria (Jequitimar), cosméticos (Jequiti), entre outros.
Realmente Silvio Santos é e sempre será lembrado como um grande homem de sucesso.

Instainsights

· Nunca desista em meio as dificuldades;

· Usar de inteligência e sabedoria para transformar possíveis fracassos em sucessos é muito


importante;

· Mostrar interesse e ser curioso é fundamental;

· Não se envergonhe em fazer coisas pequenas, elas podem se tornar coisas grandes;

· As dificuldades são grandes degraus para crescimento emocional e profissional na vida;

· Ter um olhar apurado para oportunidades é ouro para os negócios;


· É importante ter sensibilidade para aflorar grandes ideias com criatividade

· Descobrir talentos a sua volta é um fator indispensável para um homem de sucesso;

· Saber tratar bem as pessoas ao nosso redor é importante para o sucesso.

Neste livro, você aprendeu que

Uma das coisas mais importantes que devemos lembrar é aprender a levantar nos tempos de
dificuldades, e que na vida muitas portas vão fechar, mas se tivermos força de vontade e fé, o
retorno vem. Silvio Santos se tornou um homem de exemplos, pois teve uma vida muito difícil e
soube aproveitar as oportunidades que lhe cruzavam o caminho. O que não parecia tão bom
ele tornava um sucesso. Ele fez das coisas simples coisas grandes, porque soube ser ousado,
sábio e persistente com as coisas nos momentos certos. Devemos segui-lo como referência
para nossa vida.

10 SEGREDOS PARA O SUCESSO NA PROCURA DE EMPREGOS

Todd Bermont

No mercado de trabalho difícil de hoje, você precisa encontrar maneiras de se destacar da


multidão, para se diferenciar. Por quê? Porque, em média, um recrutador gastará apenas 15
segundos lendo seu currículo e decidindo se deve ou não entrevistá-lo. E, mesmo que você
seja chamado, o entrevistador geralmente decidirá se você é ou não a pessoa certa nos
primeiros 90 segundos.

Segredo 1 - Tenha e mantenha uma atitude positiva

Quanto melhor você se sentir a respeito de si mesmo e de seus clientes em potencial, maiores
serão as chances de seu sucesso. Com isso em mente, mantenha-se otimista. Fazer isso
gerará energia e entusiasmo que surgirão quando você fizer uma entrevista para os empregos.

As cinco estratégias para obter e depois manter uma atitude positivista são:

1ª. Sinta-se bem com o que você tem a oferecer. É fácil dizer que os outros são mais
qualificados, mas isso não é verdade. Você é único. Você vai trazer para o trabalho habilidades
e experiência que ninguém mais pode oferecer. Portanto, seja otimista sobre o valor que você
sozinho pode adicionar ao negócio do empregador.

2ª. Olhe para o lado positivo de cada situação. Ser demitido não é muito divertido, mas ajuda
se você usar isso como uma oportunidade de avançar, em vez de lamentar as oportunidades
perdidas. Portanto, sinta-se confiante que tudo acontece com um propósito, e você será mais
forte no futuro por ter passado pela experiência de começar de novo em algum lugar novo.
Continue acreditando que você merece mais.

3ª. Seja positivo e em pouco tempo você realmente se sentirá positivo. Antes de escrever uma
carta ou ir a uma entrevista, olhe em um espelho tenha com si mesmo uma conversa
motivadora. Diga em voz alta: “Eu me sinto bem! Eu posso e vou conseguir o emprego que
quero, mesmo que demore mais do que eu esperava”. Aja de forma otimista e antes que você
esteja bem, você vai se sentir genuinamente mais positivo, e mais pessoas vão gostar de se
associar com você.

4ª. Pense nas entrevistas como um jogo de números. Tenha paciência. Nem mesmo os
melhores vendedores do mundo vendem para todas as pessoas que conhecem. Nem os
esportistas ganham cada vez que competem. Caçar por um emprego é assim. Você não será
oferecido um trabalho empolgante toda vez que fizer uma inscrição ou toda vez que fizer uma
entrevista, mas, se continuar aprendendo, cada rejeição está, na verdade, levando você a um
passo mais próximo do sucesso final. Não se apegue emocionalmente, saiba que quanto mais
empregos você se candidatar, melhor será sua capacidade de ter sucesso.

5ª. Esteja rodeado de pessoas positivas. Associe-se com pessoas que irão incentivá-lo a
continuar fazendo o certo. É fácil ficar desanimado ao passar por uma árdua procura de
emprego. Isso é compreensível, mas se seus amigos e familiares continuarem lembrando você
de tudo que você tem a oferecer, as coisas serão muito mais fáceis. Portanto, associe-se a
pessoas que têm coisas construtivas para dizer.

Segredo 2 - Identifique seus principais pontos de venda pessoal

Realize um inventário pessoal e identifique as experiências e os pontos fortes relacionados ao


trabalho que você precisa oferecer a um futuro funcionário. Ter estes pontos claro em sua
mente primeiro para que você possa articulá-los quando houver a oportunidade.

Suas forças pessoais residirão em quatro áreas básicas:

· Suas características de personalidade;

· Suas realizações;

· Sua experiência de trabalho e projetos anteriores;

· Seu conhecimento e know-how em carreiras.

Segredo 3 - Reserve um tempo para definir o trabalho que você deseja

Antes de sair correndo e começar a procurar um emprego, reserve um tempo para responder à
pergunta: "Qual seria o meu emprego ideal?" Até que você descubra exatamente que tipo de
emprego deseja, sua pesquisa de emprego sempre será vaga e indefinida. Seja específico. As
dez maneiras de definir o trabalho que você quer são:

1ª. Tipo de trabalho - o que você adora fazer. Se você encontrar um emprego de que goste,
esperará ansiosamente por trabalhar todos os dias. Só você pode decidir isso.

2ª. Tipo de indústria - o que chama a atenção. A escolha de uma indústria terá um efeito de
longo alcance, porque a maioria das pessoas permanece em uma indústria durante toda a sua
vida profissional.
3ª. Tipo de empresa - seja uma grande empresa pública ou uma pequena empresa de capital
fechado. As grandes empresas têm prestígio, mas a política interna pode estar drenando. Que
tipo de empresa mais lhe agrada?

4ª. Plano de carreira - se você planeja ter um envolvimento pessoal (como um engenheiro) ou
deseja se mudar para a gerência sênior (como o CEO). Escolha um emprego que conduza à
carreira que você prefere.

5ª. Estrutura do cargo - você gosta de um trabalho em que suas funções são claramente
definidas ou prefere um trabalho que lhe permita flexibilidade para fazer suas próprias
escolhas?

6ª. Horas de trabalho - quanto tempo e quão duro você quer ser capaz de trabalhar? Você
prefere estar disponível por longos períodos ou por uma semana de 40 horas?

7ª. Viagem - você gosta de viajar a negócios? Ou você prefere um emprego que não tenha que
se envolver demais?

8ª. Escritório - onde você é mais produtivo? Você trabalha em um escritório grande ou em um
escritório menor, em um cubículo de plano aberto ou prefere o silêncio de seu próprio
escritório? Além disso, você prefere os padrões de roupas casuais ou profissionais?

9ª. Localização - você está disposto a se mudar para o trabalho de seus sonhos? Você estaria
disposto a se mudar no futuro para sua carreira?

10ª. Compensação e benefícios - como você deseja que um pacote seja estruturado? Incluirá
elementos como desempenho, opções de ações, subsídios, plano de aposentadoria, benefícios
médicos ou outras vantagens? Que tipo de pacote de compensação vai motivá-lo e mantê-lo
entusiasmado trabalhando duro?

Quanto mais você trabalha em detalhes, o que você precisa antes de começar a procurar um
emprego, melhor e mais focado sua busca de trabalho pode ser. De igual importância, você
também comunicará a um funcionário em perspectiva que está bem organizado e orientado a
metas, características importantes.

Segredo 4 - Crie uma mensagem poderosa para os empregadores

Para se destacar em sua busca de emprego, você precisará de um currículo e uma carta de
apresentação que sejam notados. Pense neles como sua propaganda pessoal, onde você tem
a chance de se posicionar e tudo o que tem a oferecer. Aproveite essa oportunidade
importante. Lembre-se de que tanto sua carta de apresentação quanto seu currículo não
precisam dizer muito. De fato, tudo o que você realmente quer fazer é dizer o suficiente para
gerar um interesse razoável para conseguir uma entrevista. O poder nesses dois documentos
vem quando você os adapta para incluir informações e vocabulário que irão atingir a resposta
correta com os empregadores apropriados. Um bom currículo:

· É conciso - no máximo duas páginas;


· É factual - já que preenchê-lo com opiniões e ensaios irá tirar a atenção dos
entrevistadores;

· Mostra seu background de vida - através do uso de palavras orientadas a ação, como
negociadas, dirigidas, alcançadas, aumentadas, reduzidas, geradas, fortalecidas, etc;

· É fácil de ler – curtos e com pontos de atenção, indicadores sucintos, em vez de longos
parágrafos. Dependendo do seu histórico e experiências específicas, a cronologia funciona
melhor para pessoas com um bom histórico de trabalho, enquanto funcional é melhor se houver
longos períodos em que você não trabalhou;

· Descarta o que você fez 15 ou 20 anos atrás - destaque suas realizações mais recentes e
mais impressionantes;

· Contém informações relevantes para a posição que está sendo aplicada - e evita outras
informações que não têm qualquer significado - como seus interesses ou hobbies;

· Pronto no formato online - para que possa ser enviado por e-mail, se a empresa preferir
(isso também exigirá que sua formatação seja ajustada);

· É atraente - ser impresso com uma impressora a laser de alta qualidade sobre papel, de
modo a projetar uma imagem profissional. Não use muitas fontes, o resultado final parece
confuso.

Lembre-se, seu currículo é o seu anúncio, então você quer que ele tenha uma boa impressão
inicial e incentive a empresa a agendar uma entrevista.

Segredo 5 - Entenda como encontrar oportunidades de emprego

Agora você tem o básico, o próximo desafio é sair e encontrar algumas entrevistas. Mais uma
vez, este é um jogo de números. Quanto mais lugares você olhar, melhores serão as chances
de encontrar um emprego que realmente lhe agrade.

Segredo 6 - Venda-se para conseguir essa entrevista

Encontrar uma oportunidade de trabalho e preparar o seu currículo é a metade da batalha. Em


seguida, você precisa ir lá, se promover e fazer algumas entrevistas. Nisto, ajuda ser proativo e
achar os métodos que trabalham melhor para sua personalidade. Os três métodos básicos para
vender-se para obter entrevistas são:

1º. Cold call para oportunidades de trabalho conhecidas - isto é, quando você identifica uma
vaga de trabalho e a pessoa responsável por preenchê-lo, ligue para ele e pergunte se você
pode agendar uma entrevista. A chave aqui é ter alguma razão por que você seria ideal para a
posição. Pode ser a sua experiência passada, seu histórico ou suas qualificações profissionais.
Contanto que você tenha uma razão plausível, não hesite em tomar a iniciativa e telefonar. Se
você se sentir nervoso sobre isso, monte um roteiro que destaque os pontos necessários para
a conversa. Lembre-se, o pior que pode acontecer é que eles dirão que não, e se eles fizerem
isso, você não estará mais para trás como está agora.

2º. Cold call para entrevistas informativas. Isso envolve entrar em contato com pessoas que
atualmente não estão contratando e expressando seu interesse em quaisquer vagas de
trabalho que possam surgir no futuro. Muitos gerentes sabem que as pessoas boas são difíceis
de encontrar, e se você tiver bastante iniciativa para contatá-los, é um bom indicador de que
você é um verdadeiro parceiro. Se você causar uma ótima impressão, não será impossível que
a organização esteja disposta a criar uma nova posição para você. Isso acontece o tempo todo
nos negócios quando pessoas boas se tornam disponíveis. Tente criar uma impressão tão forte
que eles considerem seriamente fazer isso em vez de perder o contato com você.

3º. Você pode e deve fazer algumas correspondências direcionadas às empresas líderes em
seu campo de interesse. Inclua uma carta de apresentação e o seu currículo. Você também
pode enviar uma carta de abordagem por e-mail. Envie essas cartas para as pessoas que
provavelmente precisarão de sua especialidade ou serviços. Você geralmente pode descobrir
seus nomes chamando a organização e solicitando a recepcionista quem é o gerente de
vendas, o gerente administrativo ou o gerente de recursos humanos durante a contratação. A
maioria das recepcionistas ficará feliz em ajudá-lo enquanto estiver aberto sobre suas
intenções.

Segredo 7 - Prepare-se para a sua entrevista de forma inteligente

A chave para uma entrevista bem-sucedida é a preparação. Esse é o fator determinante mais
importante entre o sucesso e o fracasso. Simplesmente, se você se preparar bem, você se
destacará de todos os concorrentes. A maioria dos entrevistadores tomará uma decisão nos
primeiros 90 segundos se você está apto para o trabalho ou não. Eles, então, passarão o
tempo da entrevista reunindo evidências para sua decisão. Com isso em mente, as quatro
chaves para a preparação da entrevista são:

1ª. Faça alguma pesquisa. Faça sua lição de casa sobre a empresa com a qual você está
entrevistando. Veja o site deles, seus relatórios anuais e algumas publicações da indústria.
Saiba quais são os principais desafios enfrentados pela empresa. Estude sua declaração de
missão. Identifique seus pontos fortes e fracos. Dessa forma, você se propõe a discutir
assuntos de maneiras interessantes.

2ª. Pense nas perguntas que provavelmente lhe farão. Pense em como você pode responder
de forma memorável às perguntas mais prováveis: Por que você está interessado em fazer
isso? Quais são os seus pontos fortes? Qual é a sua maior fraqueza? Por que você acha que
está certo para esta posição? Quais são os destaques da sua carreira pessoal? Por que você
escolheu o seu curso? Quais são os seus interesses pessoais? Como seus amigos e familiares
descrevem você? O que motiva você a ter sucesso? Qual é o seu trabalho ideal? Que
características você está procurando em um trabalho? Não há respostas “certas” ou “erradas”
verdadeiras para qualquer uma dessas perguntas, mas se você pensar um pouco antes, vai se
sentir mais confiante e equilibrado.

3ª. Pratique uma entrevista. Fale com um amigo que entreviste possíveis funcionários e deixe
eles te entrevistam. Peça feedback e críticas construtivas. Faça um pouco de interpretação de
papéis e afine seu desempenho.
4ª. Preste atenção nos detalhes. Descubra como soletrar e pronunciar o nome da pessoa que
irá entrevistá-lo. Verifique se você sabe como chegar à entrevista. Escolha algumas roupas que
serão adequadas. Organize-se para chegar lá com 10 a 15 minutos de antecedência.

Segredo 8 - Conheça os oito traços que os entrevistadores procuram

Ao entender os traços de caráter que os entrevistadores estão procurando, você pode se


posicionar com vantagem. Isso não tem erro. Você enfatiza aspectos da sua personalidade que
você normalmente ignora. Quando um entrevistador se encontra com um candidato a um
emprego, existem oito traços de personalidade que ele ou ela procura:

1º. Segurança em si mesmo (os empregadores querem pessoas que confiam em suas
habilidades. Geralmente, experiência gera confiança. Se você não tem experiência para
apontar, compense com a preparação, o entusiasmo e a motivação).

2º. Organização (se você se preparou para a entrevista escrevendo as primeiras notas, isso é
bom. Isso mostra que você pensa adiante e organiza seus pensamentos, qualidades
desejáveis para um funcionário. Não hesite em se referir às suas anotações durante uma
entrevista).

3º. Ser sociável (quanto mais você sorrir durante a entrevista, melhor. O entrevistador tomará
nota de pessoas que são alegres e amistosas, porque é assim que a maioria dos
empregadores querem que seus clientes sejam tratados).

4º. Estratégia de trabalho forte (se você disser ao entrevistador que está feliz em trabalhar 40
horas por semana, mas não mais, eles ficarão menos impressionados do que se você disser
que é flexível e disposto a trabalhar em qualquer hora que seja necessário para realizar o
trabalho).

5º. Eficiência (empresários querem pessoas que sejam inteligentes em como abordam suas
responsabilidades. Eles querem funcionários que saibam como fazer as coisas).

6º. Criatividade (um funcionário criativo fará uma descrição do trabalho e adicionará suas
próprias ideias sobre como expandir o que é feito. Se você demonstrar que está disposto a
pensar em novas maneiras de fazer o trabalho, valerá a pena).

7º. Orientado para o objetivo (se você é bom em estabelecer metas e depois trabalhar para
alcançar essas metas, mencione isso. Os de melhor desempenho em qualquer organização
geralmente serão intensamente orientados para objetivos. Se você demonstrar essa qualidade,
ela será boa para seus clientes em potencial. Prepare-se para falar sobre seus objetivos de
longo prazo com o entrevistador).

8º. Solucionador de problemas (a maioria das empresas quer que seus funcionários tenham
alguma contribuição no local de trabalho. Eles acolhem novas ideias para agilizar processos ou
resolver problemas. Portanto, se você puder mostrar sua habilidade como um solucionador de
problemas, isso lhe dará uma vantagem).
Segredo 9 - Como arrasar na sua entrevista de emprego.

Para ter uma ótima entrevista, aja de maneira positiva, vista-se adequadamente e divirta-se.
Esteja ciente das seis fases que a entrevista atravessará e certifique-se de cobrir todas as
bases apropriadas em cada fase específica. Você não pode falhar em uma entrevista de
emprego se você tiver uma atitude mental positiva, se sentir bem consigo mesmo, se vestir
adequadamente, para que você tenha uma boa primeira impressão, inove um pouco a
personalidade na entrevista, em vez de levar tudo a sério.

Uma entrevista de emprego se moverá naturalmente em seis fases:

· Introdução (você deve focar em fazer uma primeira impressão incrível com o seu
aliciamento, um sorriso e um aperto de mãos firmes).

· Técnica de Rapport (onde você encoraja o entrevistador a sentir-se bem com você,
encontrando algumas áreas comuns de interesse. Para fazer isso, relaxe um pouco e fale em
tom de voz amigável e de conversação. E sorria).

· Gerando Interesse (quando você comunica o que você pode fazer para a empresa e por
que contratar você seria inteligente. Geralmente, isso será na forma de uma oportunidade
possível de repetir algo que você já alcançou em outro lugar).

· Qualificação (você e o entrevistador determinam se há ou não um bom ajuste entre o que


você tem que oferecer e o que a empresa precisa. Este é geralmente o lugar na entrevista
quando você pode fazer perguntas ao entrevistador e aprender mais sobre a organização e sua
cultura. Seja cuidadoso, no entanto, e não faça tantas perguntas, torna-se cansativo).

· Revisão de forças (onde você resume o que você tem a oferecer).

· O fechamento (quando você determina se a empresa está ou não considerando você.


Conforme você expressa interesse em avançar, o entrevistador geralmente lhe dará um prazo
específico para o acompanhamento. Se o entrevistador é vago e inconclusivo nesta fase, isso
geralmente indica que eles não pretendem levar sua aplicação mais adiante).

Segredo 10 - Não fique apenas pensando. Faça!

Simplesmente saber como encontrar um bom emprego não é suficiente. Antes de você ter
sucesso, você precisa agir. Até que você realmente coloque essas ideias em prática, elas
permanecerão boas teorias para obter um emprego decente. De forma contra intuitiva, você
deve tratar a caça de empregos como um emprego. Em outras palavras, você deve dedicar a
mesma quantidade de tempo, estudo e atenção à procura de emprego, como faria com um
emprego em período integral. Isso significa oito horas diárias de esforço todos os dias.

Portanto, a escolha é sua: se você já está empregado, você pode ficar em um trabalho que
você não está muito feliz ou você pode mergulhar e agir decisivamente para encontrar um
emprego melhor. Se você está desempregado, pode perder o seu tempo mantendo-se
entretido ou pode levar a sério o esforço para encontrar o emprego que deseja. Se você é um
estudante, pode optar por não lidar com as realidades do mercado e permanecer na escola, ou
você pode pagar o preço para encontrar um ótimo trabalho. Ninguém mais pode fazer a
escolha por você. Tudo se resume ao que você realmente quer, e se você está ou não disposto
a pagar o preço e fazer o que é necessário. Só você pode tomar esse tipo de decisão.

Instainsights

· Valorize o potencial que você tem para contribuir com a empresa.

· Seja um jogador que precisa passar de cada fase até conquistar a vitória.

· Absorva os bons incentivos e ignore as palavras de desencorajamento.

· Entenda o oficio que você gosta de exercer na vida.

· Esforce-se como se já estivesse trabalhando, isso lhe trará vantagens.

· Saia da teoria e comece a prática, pois as coisas só são conquistadas com atitudes.

· Somente você pode ter essa postura e fazer essa escolha

Apesar de parecer estar difícil o mercado de trabalho, existem várias maneiras de criar mais
oportunidades para você mesmo do que imaginava. Com pensamento positivo, planejamento,
organização e atitude aumentará totalmente suas chances de adquirir seu novo emprego na
área que você sempre sonhou.

4 HORAS PARA O CORPO

Timothy Ferriss

Há um milhão de dietas diferentes prometendo tudo, desde perda de peso rápida até a
juventude eterna, e a quantidade de conselhos pode ser esmagadora. Por onde começar?
Felizmente, toda a pesquisa difícil já foi feita pelo autor, que tentou vários planos de dieta e
exercícios, reunindo informações de sua experiência pessoal para chegar a dicas sobre corpo
que você pode facilmente implementar em sua vida diária. Apoiados por evidências de uma
variedade de fontes, como médicos e os melhores atletas do mundo, esse livro fornece
algumas das principais técnicas para perder peso, ganhar músculos, melhorar sua vida sexual,
dormir melhor e aumentar seu desempenho.

Procure seu Momento Harajuku e então siga para a Dose Mínima Efetiva

Para se tornar bom no que você faz, você precisa se dedicar à essa tarefa. É por isso que, por
uma década, o autor deste livro se reuniu com renomados atletas e cientistas e se ofereceu
como um sujeito de teste para métodos de condicionamento físico não convencionais para
descobrir a maneira mais eficaz de conseguir um bom corpo.

O que o autor aprendeu durante esses dez anos foi a importância da Dose Mínima Efetiva
(conhecido como MED). Este conceito-chave foi criado por Arthur Jones, um dos principais
especialistas em ciência do exercício. De sua pesquisa, ele identificou a quantidade mínima de
esforço que produziria o resultado desejado. De fato, qualquer coisa além do MED teria um
efeito desfavorável.

Colocando essa teoria em prática, Brian MacKenzie, um triatleta e concorrente do Ironman,


mudou seu cronograma de treinamento de acordo com o método MED. Anteriormente, ele
costumava treinar de 24 a 30 horas por semana, o que prejudicava seu corpo e suas relações
pessoais.

Com a abordagem MED, no entanto, seu treinamento foi minimizado para 6,5 horas por
semana e focado em treinamento de força, CrossFit e ritmo de trabalho. Como resultado,
MacKenzie ficou em quarto lugar na corrida mais intensa do mundo, o Angeles Crest 100-Mile
Endurance Run. Seu corpo havia treinado para se tornar aeróbico na velocidade máxima, o que
era mais eficaz do que o treinamento de alto volume e baixa velocidade que costumava fazer.

No entanto, antes que você possa colocar o MED em prática, você precisa primeiro
experimentar um Momento Harajuku. Isso se refere ao instante em que você percebe que
precisa fazer alguma coisa.

O termo vem de Chad Fowler, CTO da empresa de informação e tecnologia InfoEther.


Enquanto estava de férias em Tóquio, Fowler acabou em Harajuku, na esperança de fazer
compras. Infelizmente, ele não conseguiu encontrar nada de que gostasse porque estava
acima do peso e disse a seu amigo: “Para mim, não importa o que eu uso; eu não vou ficar
bem de qualquer maneira”. Foi no momento em que ele dizia aquelas palavras em voz alta, que
Fowler teve seu Momento Harajuku.

Ele se perguntou por que ele foi bem-sucedido em todos os aspectos de sua vida, exceto em
sua saúde. Depois dessa constatação, Fowler começou a tomar mais cuidado com o que
estava comendo e começou a treinar cardio três a quatro vezes por semana. Um ano depois de
ter seu momento Harajuku, Fowler conseguiu perder 32 kg.

Dieta Low Carb é um aliado da perda rápida de peso

Se você quer perder peso, há muitas dietas para experimentar. Mas um que provou funcionar é
a dieta low carb. Ao usá-la em um prazo de 30 dias, o autor foi capaz de perder 9 kg sem se
exercitar uma vez. Existem cinco regras a seguir na dieta low carb.

A primeira regra é parar de comer carboidratos brancos. Eles são todos os tipos de pães, arroz
(incluindo arroz integral), batatas, massas, tortillas e cereais.

Em segundo lugar, você precisa continuar a comer as mesmas refeições. O supermercado


pode oferecer muitas opções alimentares, mas apenas uma pequena parte delas não causará
ganho de peso. Então, fique com estas três categorias: proteínas principais (ovos, carne
bovina, carne de porco, peito de frango ou coxa), grãos (feijão preto, feijão vermelho, soja e
lentilhas) e legumes (brócolis, couve-flor, espinafre, aspargos, ervilhas, feijão verde, chucrute e
kimchi).

A terceira regra é evitar a ingestão de calorias na forma de leite (bem como leite de soja),
sucos de frutas e refrigerantes. Em vez disso, você pode beber grandes quantidades de água,
chá e café sem açúcar. Um ou dois copos de vinho tinto por dia são bons, mas você deve ficar
longe da cerveja, pois contém muitas calorias.

Em quarto lugar, não coma frutas porque muitas frutas contêm frutose, que é um tipo de
açúcar. Tomates e abacates, no entanto, são exceções a essa regra.

E a regra final é permitir-se um dia de trapaça, onde uma vez por semana você pode comer o
que quiser, até pizza ou cerveja. Isso ocorre porque o consumo excessivo de álcool uma vez
por semana aumenta o seu metabolismo e estimula a perda de gordura.

Para que a dieta low carb funcione efetivamente, você também precisa comer um café da
manhã rico em proteínas.

Basta considerar o pai do autor, que também estava em um plano de dieta e perdia 7,7 kg de
peso por mês. No entanto, quando ele começou a pular o café da manhã, sua taxa de perda de
peso caiu para 2,5 kg por mês. Isso porque o café da manhã ausente muitas vezes resulta em
comer demais à noite.

Além disso, incluindo um mínimo de 20 g de proteína em seu café da manhã na primeira hora
de vigília reduz os desejos por carboidratos. Algumas proteínas que você pode ter como a
primeira refeição do dia incluem ovos, queijo cottage, um shake de proteína ou bacon de peru.

Exercícios com o kettlebell russo podem auxiliar a perda de peso

Tracy Reifkind, passou a maior parte de sua vida acima do peso. Aos 41 anos de idade, ela
pesava 111 kg. Ela sonhava em visitar a Itália, mas sua obesidade a impedia de cumprir esse
desejo. Então Tracy foi apresentada ao kettlebell russo por seu marido Mark Reifkind,
ex-treinador de levantamento de peso para as seleções americanas. O balanço do kettlebell
russo é a maneira mais eficaz de perder gordura rapidamente e foi criado por Zar Horton, um
ex-bombeiro do Corpo de Bombeiros de Albuquerque.

Há três etapas envolvidas no balanço do kettlebell russo.

Primeiro, posicione-se de forma que você esteja segurando o kettlebell entre as pernas. Em
seguida, abaixe-se e, quando o kettlebell tocar o chão, levante-o rapidamente. Repita três
séries de cinco deadlifts, certificando-se de que sua cabeça esteja sempre voltada para frente.
Para máxima eficácia, é importante que o kettlebell toque exatamente o mesmo ponto no chão
a cada vez.

Em segundo lugar, em vez de colocar o kettlebell no chão entre os pés, como no primeiro
passo, desta vez, mova-o mais para trás e depois para frente novamente. Com essa variação,
você irá automaticamente trabalhar um movimento de pêndulo enquanto "toca e vai".

Terceiro, concentre-se em balançar o kettlebell, de modo que ele alcance atrás de suas pernas
e suba abaixo de suas nádegas.

Seguindo estes três passos, treinando duas vezes por semana em sessões de 15 a 20
minutos, Tracy perdeu mais de 45,1 kg de peso e 20,4 kg de gordura em apenas três meses.

Para outros, como Neil Strauss, amigo do autor e escritor de best-sellers como o The Game,
perder peso não era o problema, mas ganhar músculos sim. Para tentar resolver isso, Strauss
começou a seguir o método do protocolo de Occam.

O protocolo envolve muitos exercícios de levantamento de peso, incluindo overhead squat,


onde você executa dez agachamentos e levanta uma barra ao mesmo tempo. Para fazer isso,
você precisa posicionar os dois pés um pouco mais afastados do que a largura dos ombros e
cerca de um pé na frente dos quadris. Certifique-se de dobrar os joelhos em um ângulo de 45
graus e deixar as coxas paralelas ao chão.

Incrivelmente, alternando entre o método do Protocolo de Occam e o balanço do kettlebell


russo, Strauss conseguiu ganhar 4,5 kg de músculo em apenas um mês.

Aumentar sua libido e mudar o ângulo e a pressão de suas posições sexuais levará a uma
experiência sexual melhorada

De acordo com o pesquisador sexual Shere Hite, mais de dois terços das mulheres americanas
não conseguem atingir o orgasmo durante a relação sexual. Além disso, Alfred Kinsey, um
sexólogo, descobriu que quase 50 por cento deles não conseguia ter orgasmo.

No entanto, ao mudar o ângulo e a pressão das posições sexuais, as mulheres têm uma
chance maior de experimentar orgasmos.

Nina Hartley já atuou em mais de 650 filmes adultos e é uma estrela bem conhecida na
indústria. Lexington Steele, a única estrela pornô masculina a ser premiada três vezes com o
Adult Video News Awards, considerado "o Oscar da pornografia", afirmou, sem hesitar, que o
melhor sexo que ele já teve foi com Hartley.

Hartley tem duas sugestões para o sexo orgástico. Primeiro, ajuste o ângulo de penetração
para que a ponta do pênis toque o ponto G da mulher. Segundo, altere a pressão para que o
osso pélvico do homem esteja em contato com o clitóris da mulher.

Assim, na posição mamãe-e-papai, um travesseiro deve ser colocado sob a parte inferior das
costas da mulher para ajudar a elevar seus quadris, e então o homem deve manter seus
quadris o mais próximo possível dos quadris da mulher, ajoelhando-se. Para pressão, Hartley
sugere que o homem lentamente mova seus quadris em pequenos movimentos circulares ou
lado a lado para se certificar de que seu osso pélvico está batendo no clitóris.

Outra maneira de ter sexo melhor é aumentar sua libido elevando os níveis de testosterona ou
hormônio luteinizante (LH). O LH é responsável pela ovulação e está fortemente ligado à libido
feminina. Para aumentar os níveis de testosterona ou LH a curto prazo, o mesmo conselho se
aplica: você deve ingerir pelo menos 800 mg de colesterol (quatro ovos cozidos, por exemplo)
algumas horas antes de dormir, uma noite antes de você querer sexo. Isso ocorre porque tanto
a testosterona quanto o LH são feitos de colesterol, que é produzido de forma mais eficiente
durante a noite.
Tome um banho frio e tenha uma boa noite de sono com duas horas de sono REM

Você já se deitou na cama tentando dormir quando seu cérebro simplesmente não se apaga?
Você tenta contar carneiros, trocar de posições, ligar a TV e outras táticas, e antes que
perceba, são quatro da manhã e você ainda está acordado. Se isso soa familiar, você pode
sofrer de insônia.

Para ajudá-lo a dormir, tente tomar um banho frio uma hora antes de ir para a cama. Em 2002,
durante a aula de biologia do sono do autor em Stanford, o professor observou que o resfriado
era muito eficaz no desencadeamento do sono. Especificamente, sua sugestão era encher uma
banheira com dois a três sacos de gelo e depois sentar nela por dez minutos por hora antes de
dormir. Essa foi a única técnica que ajudou na insônia do autor.

O próximo conselho é focar em duas horas diárias de sono Rapid Eye Movement (movimento
rápido do olho), REM, em vez das clássicas oito horas de sono fechado.

O REM é o estágio mais importante do ciclo de sono para a memória e a regulação das
emoções, e você pode fazer com que seu corpo entre na fase REM mais rapidamente, fazendo
com que acredite que não dorme o suficiente.

Você pode realizar isto com o “Método Everyman”, que permite que você se sinta renovado e
acordado com apenas 5,2 horas de sono por dia, tendo um sono central de 4,5 horas e mais
dois cochilos de 20 minutos.

Alternativamente, você pode usar o "Método Uberman”, que instrui você a tirar sonecas de 20
minutos, uma vez a cada quatro horas, seis vezes por dia. É importante não ultrapassar os 20
minutos designados, da mesma forma que é importante não perder um cochilo por mais de 30
minutos, pois isso pode significar alguns dias para voltar ao normal. A parte mais difícil serão
as duas primeiras semanas, quando seu corpo começar a se acostumar com um novo padrão
de sono. Mas quando você dominar essa técnica, você estará trabalhando em apenas duas
horas de sono por dia, em vez de oito – imagine todas as leituras que você pode fazer com
todo esse tempo extra.

Você pode melhorar seu salto vertical em dois dias e usar o Método Pose para correr da
maneira correta

A cada ano, mais de 300 dos melhores jogadores universitários de futebol americano passam
por exames físicos que incluem um salto vertical e uma corrida de 37 metros na frente de
treinadores da NFL e caçadores de talentos. Uma polegada ou um quinto de segundo pode ser
a diferença entre receber ou perder uma oferta de um time de futebol.

Por esta razão, muitos aspirantes a jogadores de futebol esperam ser treinados por Joe
DeFranco, um especialista que pode aumentar o salto vertical de um atleta em apenas dois
dias.

Depois de ser treinado por DeFranco, o autor aumentou seu salto vertical em três polegadas.
Ele conseguiu isso aprendendo o seguinte: comece seu salto segurando os braços sobre a
cabeça, como um mergulhador olímpico. Como os ombros contribuem com quase 20% da
altura do salto, é importante usar a força da parte superior do corpo para abaixar os braços o
mais rápido possível. Quanto mais rápido você se puxar para um meio-agachamento, maior
será o seu salto. Além disso, é vital evitar entrar em um grande agachamento, pois isso pode
reduzir seu salto em uma a duas polegadas.

Mas ser bom o suficiente para receber uma oferta de uma equipe da NFL exige mais do que
apenas um bom salto vertical; outro critério importante é que você possa executar corretamente
o Método Pose. A técnica foi criada por Nicolas S. Romanov quando ele estava concluindo seu
doutorado em educação física na Academia Russa de Cultura e Esportes Físicos.

Em 2005, Romanov postou um vídeo de si mesmo correndo no gelo, e se tornou viral. A razão
foi que a técnica que ele usou para correr no gelo também é a maneira mais eficaz de correr
em solo seco:

· Construa velocidade usando a gravidade e inclinando-se para a frente, em vez de


depender totalmente do esforço muscular.

· Faça contato com o chão usando os calcanhares.

· Mantenha os joelhos levemente flexionados o tempo todo, em vez de endireitá-los.

· Ao invés de empurrar com os pés, mova seu esforço em direção às nádegas.

· Tente atingir uma taxa mínima de 90 passos por minuto por cada perna.

Melhore a sua velocidade de corrida com o condicionamento da competição e duplique a


distância de mergulho com a Técnica de Imersão Total

Allyson Felix, uma estudante de 17 anos, quebrou o recorde de sprint de 200m do ensino
médio depois que começou a treinar com o mundialmente renomado técnico Barry Ross. Após
um ano de treinamento com Ross, em 2003, Felix quebrou o recorde mundial de 200m.

Uma das principais técnicas de treinamento de Ross é o que é conhecido como


Condicionamento da Competição, que deriva de um estudo chamado "Energética da Corrida de
Alta Velocidade: Integrando a Teoria Clássica e as Observações Contemporâneas".

O treinamento é muito simples: o objetivo é conseguir percorrer uma distância de 100 metros
em menos de 23,8 segundos. Para alcançar este objetivo, três vezes por semana, Felix treinou
para caminhar o mais rápido que pôde por 15 minutos, para que ela primeiro andasse em uma
direção por 7,5 minutos e depois tivesse que voltar nos próximos 7,5 minutos. A cada sessão,
Felix impulsionava-se a andar ainda mais neste período de tempo.

Depois de praticar este método por um mês, Felix podia andar 100 metros em menos de 23,8
segundos, indicando que havia alcançado o condicionamento basal para competir. A eficácia
desta técnica de treino decorre da forte sensação do andarilho de que o movimento é
ineficiente e o desejo resultante é correr.

No entanto, a velocidade de corrida não é a única habilidade atlética que pode ser melhorada
em um curto período de tempo.

O autor conseguiu dobrar a distância que ele conseguia nadar com o mesmo número de
braçadas usando a Técnica de Imersão Total. A técnica foi ensinada a ele pelo treinador de
natação americano, Terry Laughlin, e seus principais pontos são os seguintes:

· Concentre-se em girar seu corpo ao inspirar, em vez de confiar em puxar com os braços ou
chutar as pernas – isso ajudará você a avançar com o mínimo de esforço.

· Olhe para baixo para garantir que seu corpo esteja na posição horizontal o tempo todo.
Corte a água com as mãos voltadas para baixo e estenda o braço totalmente para que ele
ultrapasse sua cabeça.

· Aponte para aumentar seu comprimento de braçada em vez de sua taxa de braçada.
Reduza o número de braçadas por volta usando o ímpeto de cada descida para impulsioná-lo o
máximo possível.

· Estique o braço que está debaixo d'água e vire o corpo completamente para o lado ao
respirar. Você saberá que esticou o suficiente quando sentir a parte inferior como se estivesse
procurando por um item de uma prateleira.

Com técnicas como essas, você pode obter resultados mais rapidamente do que jamais
sonhou ser possível.

Instainsights

· Quando se trata de saúde e condicionamento físico, não há uma abordagem única para
todos os casos, e os ditos e teorias mais difundidos geralmente não produzem resultados. É
importante procurar respostas fora das fontes tradicionais de informação.

· A base minimalista dos princípios do Corpo de 4 Horas é a dose mínima efetiva, ou a


menor quantidade de algo necessário para ter o efeito desejado.

· As pessoas podem superar a genética que afeta sua saúde e seu físico, em vez de sofrer
um sentimento de integridade parcial, ou não se sentirem inteiras com base em como sua
genética e estilo de vida atual as fizeram.

· O corpo de 4 horas desmente as crenças comuns sobre o impacto das calorias na perda
de gordura e na construção muscular.

· A dieta de ioiô, difamada por muitos especialistas em saúde e condicionamento físico,


pode realmente ser uma chave para o sucesso. Uma parte importante de uma dieta eficaz é a
compulsão estratégica, que pode ter benefícios psicológicos positivos e aumentar a perda de
gordura – o famoso dia livre.

· Sem acompanhar o progresso, as pessoas não podem esperar resultados. Uma linha de
base para comparação é necessária para provar o que está ou não está funcionando e fazer os
ajustes necessários.
· Além de adotar regimes ideais de dieta e exercício, garantir os melhores padrões de sono
manterá o corpo do indivíduo em condições de pico.

· Em termos de longevidade, o objetivo deve ser não viver mais, mas ter uma vida de alta
qualidade.

Neste livro, você aprendeu que

Para perder peso e ganhar músculos, siga o método de dose mínima eficaz e evite comer
carboidratos brancos, como arroz, macarrão e pão. Treine para sobreviver com apenas duas
horas de sono REM para maximizar o tempo de outras atividades. E, finalmente, aprenda a
correr mais rápido e mergulhe ainda mais com o condicionamento da competição e com a
técnica de imersão total.

10X: A REGRA QUE FAZ DIFERENÇA ENTRE O SUCESSO X FRACASSO

Grant Cardone

O magnata imobiliário Grant Cardone faz, em seu livro, uma exortação sem limites para que as
pessoas busquem mais e trabalhem mais. Ao empregar essa disciplina, as pessoas podem se
tornar impenetráveis até mesmo para os obstáculos mais imprevisíveis.

A única maneira de garantir resultados consistentes é atingir uma meta e multiplicar seu
tamanho por 10

Somente esforços extraordinários podem garantir que as pessoas concretizem suas metas. Na
maior parte, as pessoas tomam quantidades medianas de ação. É isso que separa os mais
bem-sucedidos de todo o resto: eles multiplicaram a quantidade normal de esforço que a
maioria das pessoas está disposta a aceitar por 10. Mesmo que suas metas de 10X não sejam
realizadas, é provável que essas pessoas tenham superado em muito suas metas iniciais e
menores. Dessa forma, eles ainda tiveram sucesso além do que teriam se nunca tivessem
estabelecido um objetivo de 10X.

Digamos que Joe queira perder três quilos. Ele está com excesso de peso em 110kg por toda a
sua vida adulta e acha que uma perda de peso de cinco quilos o ajudará a se encaixar melhor
em suas roupas. Para atingir esse objetivo, ele está preparado para caminhar uma milha todos
os dias no parque perto de sua casa. Esta é uma meta razoável e facilmente alcançável para
Joe. No entanto, porque é tão facilmente atingível, Joe pode parar de trabalhar para mantê-la,
uma vez que perde os três quilos. Ele pode até ganhá-los de volta. E se Joe levantar os olhos e
atingir um objetivo de 10X de uma perda de peso de 30kg? Para alcançar este objetivo
aparentemente irracional, ele terá que caminhar 10 milhas todos os dias, em vez da milha que
planejou inicialmente para seu objetivo muito menor. Enquanto outros podem estar satisfeitos
em perder três quilos, Joe está disposto a assumir um projeto que ele terá que trabalhar muito
mais para alcançar. Este é o tipo de mentalidade que tipifica a regra 10X.

Qualquer pessoa pode alcançar o sucesso usando a regra 10X


Muitas pessoas gostam de encontrar razões pelas quais falharam. Muitas vezes, eles vão
apelar para o jogo da culpa. No entanto, culpar os outros é a maneira mais rápida de garantir
falhas futuras. As pessoas sempre podem encontrar respostas para como poderiam ter tomado
as coisas em suas próprias mãos para alcançar o sucesso. Uma pessoa que usa a regra 10X
aproxima-se de sua vida e objetivos como alguém que é totalmente responsável pelo que
acontece, não como alguém passivamente sujeito ao destino e à vontade dos outros.

Psicólogos estudaram as razões pelas quais as pessoas podem optar por culpar os outros, em
vez de assumir a responsabilidade por suas próprias ações. Em muitos casos, as pessoas
culpam os outros ou as circunstâncias porque as ajuda a preservar um senso de dignidade e
valor próprio. As pessoas temem que aceitar seu próprio papel em um fracasso irá corroer sua
autoestima e, como resultado, eles, consciente ou inconscientemente, se libertam da
responsabilidade apontando um dedo para outro lugar. Algumas pessoas podem querer culpar
suas falhas pela falta de recursos ou educação. No entanto, se eles assumirem total
responsabilidade por suas ações e multiplicarem seus esforços por 10, nenhuma circunstância
pessoal poderá impedi-los.

Para maximizar a realização, as pessoas devem lembrar que o sucesso é seu dever, não um
tropeço na sorte

O sucesso é definido como conquista sustentada. Um único momento de grandeza é fugaz,


enquanto o verdadeiro sucesso é mantido e cresce a longo prazo. As pessoas devem a si
mesmas e a todos ao seu redor alcançar o sucesso. É vital lembrar que o sucesso é ilimitado.
Só porque um vizinho no quarteirão é fabulosamente rico e poderoso, isso não afeta a
capacidade de qualquer outra pessoa de atingir alturas tão grandes e ou até mais altas.

JK Rowling é talvez a autora do livro infantil mais bem-sucedida de todos os tempos, tendo se
tornado bilionária em sua série Harry Potter. Mas sua marcha para o sucesso foi longa e cheia
de obstáculos. Ela se lembra de ter escrito a maior parte da longa série em cafés quando
estava completamente falida, completamente deprimida e à beira do suicídio. No entanto, ela
se forçou a persistir como se fosse seu dever, porque era uma mãe solteira e tinha que
sustentar sua filha. Ela perseguiu implacavelmente um objetivo enorme e não se contentou em
escrever apenas um livro, mas uma série inteira. Rowling exemplifica a mentalidade 10X de se
recusar a aceitar qualquer coisa menos que sucesso, como se fosse seu dever fazê-lo. Mesmo
depois de ter sido rejeitada por dezenas de editores, Rowling persistiu até que seu livro
encontrou um comprador; ela se recusou a admitir a derrota ou reajustar seu objetivo para ser
mais manejável.

Embora a regra 10X tenha muitas aplicações nos negócios, também está comprovado que ela
ajuda as pessoas a alcançarem seus objetivos pessoais, familiares, emocionais, físicos e até
espirituais

Talvez um dos melhores exemplos de uma pessoa incorporando a disciplina de regras 10X fora
do mundo dos negócios seja o atleta olímpico Michael Phelps. O nadador competiu pela
primeira vez nos Jogos Olímpicos aos 15 anos e ficou em quinto lugar em seu evento. Ele
lembra que, mesmo em uma idade tão precoce para o esporte, o quinto lugar simplesmente
não contava. "Eu não queria isso. Eu queria mais”, disse Phelps. Muitos comentaristas
esportivos gostam de mostrar como o físico natural de Phelps parece ter sido geneticamente
modificado para dominar a natação. Mas Phelps abordou seus objetivos com uma mentalidade
10X. Ele se recusava a confiar apenas em seus dons naturais e preferia estar a piscina a
qualquer momento; aniversários e feriados, incluindo o Natal, não estavam isentos. Phelps
escolheu um objetivo irracional de eclipsar a glória dos maiores atletas olímpicos e partiu para
alcançá-lo, agindo nessa direção mais persistentemente do que qualquer um dos seus
concorrentes.

O sucesso contínuo depende da capacidade de redefinir consistentemente as metas de uma


pessoa para ficar fora da zona de conforto

Assim que um objetivo for alcançado, um novo alvo deve ser definido. Se as pessoas não estão
definindo metas que induzem uma sensação de medo em seu coração, então elas não estão
pensando grande o suficiente. O medo indica que eles estão ficando adequadamente fora de
sua zona de conforto.

Os psicólogos descobriram que permanecer na zona de conforto pode ser um assassino de


produtividade. Segundo o autor Daniel H. Pink, as pessoas precisam encontrar um nível ótimo
de desconforto para se sobressair; se as pessoas estão muito confortáveis, ficam com
preguiça, mas se ficarem muito desconfortáveis, elas podem ficar sobrecarregadas.

Esse sentimento de que existe um nível perfeito de ansiedade para a produtividade foi
observado pela primeira vez em um estudo de 1908, conduzido por Robert M. Yerkes e John D.
Dodson. Seu experimento, agora famoso, mostrou que, à medida que os níveis de estresse
aumentavam, os ratos apresentavam melhor desempenho em certos testes. Mas houve um
ponto de ruptura; quando sob muito estresse, o desempenho diminuiu. Da mesma forma, os
seres humanos devem encontrar objetivos elevados que são indutores de ansiedade e causam
a quantidade certa de estresse. Sem esse estresse, as pessoas não conseguirão se esforçar
para seguir adiante.

Todos os aspectos da vida estão sujeitos a falhas se as pessoas não tomarem medidas
suficientes para seguir em frente

Essa é a diferença mais importante entre alguém que segue a regra 10X e alguém que não
segue. A pessoa que segue a regra 10X está disposta a fazer o que os outros não estão. Na
maioria dos casos, os outros não estão dispostos a agir – ou tomar medidas suficientes – para
atingir uma meta de 10X.

Demasiadas vezes, pessoas e empresas reduzem os seus objetivos quando enfrentam


adversidades. Este é o passo errado a tomar. Em vez disso, até o alvo mais irracional deve ser
mantido e as ações para alcançá-lo devem ser expandidas. Seguindo a regra 10X, não existe
um objetivo inatingível.

A procrastinação é uma forma de inação particularmente comum, mas insidiosa. A maioria das
pessoas se encontra procrastinando diante de uma tarefa assustadora. Isso decorre do fato de
que as atividades realizadas a partir da procrastinação geralmente proporcionam gratificação
instantânea e momentaneamente aliviam o estresse de enfrentar uma tarefa desafiadora. No
entanto, esse alívio não faz nada para progredir em direção ao alcance de uma meta e só
interfere nesse progresso.

A procrastinação pode ser devido a um obstáculo psicológico mais profundo. De acordo com
alguns pesquisadores, muitas pessoas não se importam muito sobre como as coisas serão
para elas no futuro, porque consideram seu eu futuro uma pessoa separada com
consequências separadas.

Um estudo examinou os exames cerebrais de ressonância magnética funcional de pessoas que


se imaginavam no presente. Então, os sujeitos foram solicitados a se imaginarem em 10 anos.
Por último, eles foram convidados a imaginar uma celebridade famosa como Natalie Portman.
Os exames de fMRI descobriram que as pessoas que se imaginavam no futuro tinham uma
atividade cerebral semelhante à de quando se imaginavam uma celebridade. Descrever-se no
presente, no entanto, mostrou uma imagem muito diferente no exame.

Essa descoberta demonstra que as pessoas tendem a separar seus eus atuais de seus eus
futuros – em alguns aspectos, pode ser uma pessoa totalmente diferente. Isso permite que as
pessoas priorizem os desejos e necessidades de seus eus atuais, mesmo em detrimento de
objetivos de longo prazo que beneficiariam seus futuros eus. Pode ser por isso que é tão
tentador não agir no presente se os benefícios só serão tangíveis no futuro.

A noção de que a competição é boa é falsa

Embora possa ser útil para os clientes, ser competitivo é perder tempo e esforço para um
negócio. Um negócio deve se esforçar em vez de dominar seu campo. Se um negócio está
girando suas rodas tentando acompanhar outros concorrentes, ele não é capaz de chegar ao
ponto em que é tão prevalente que seu nome pode até se tornar sinônimo de seu produto. A
maneira de fazer isso é tomar as ações que ninguém mais na indústria está disposto a tomar.

A estratégia do Blue Ocean, estabelecida por W. Chan Kim e Renée Mauborgne, sustenta que
uma empresa provavelmente terá sucesso quando a competição se tornar totalmente
irrelevante. Em vez de perseguir os outros em busca de um mercado lotado, a estratégia do
Blue Ocean incentiva os empreendedores a ir aonde ninguém mais foi para encontrar novos
clientes e demanda inexplorada. Muitas empresas famosas dominaram o setor usando a
estratégia Blue Ocean, incluindo a Novo Nordisk e o Cirque du Soleil. A Novo Nordisk foi a
primeira a comercializar seus medicamentos para diabetes diretamente aos consumidores; O
Cirque du Soleil revolucionou o conceito tradicional de circo para atrair clientes que buscam
uma experiência de entretenimento de alto nível.

A estratégia Blue Ocean e seu histórico comprovado de criação de empresas dominantes


ressalta a vantagem de buscar domínio em um campo, em vez de ser meramente competitivo
ou lucrativo.

Não importa o quanto as pessoas estejam bem situadas para ter sucesso se não estiverem
dispostas a 10 vezes a quantidade de ação que os outros fazem

Uma mulher empreendedora pode lançar o melhor novo gadget. Mas se ela não seguir a regra
10X, ela nunca alcançará sucesso. Uma ferramenta útil para lidar com a vasta quantidade de
trabalho pela frente é abraçar a obsessão. Se o empreendedor for capaz de se tornar
realmente obcecado em alcançar seu objetivo, ele deixará de se concentrar em quantas horas
por semana está trabalhando para isso e desfrutará do processo de atingir seu objetivo.

Pode ser fácil olhar para as pessoas mais bem-sucedidas e assumir que elas fizeram isso por
alguma combinação de sorte e habilidade natural. Mas através de uma ampla variedade de
indústrias, as pessoas no topo de seus respectivos jogos chegaram ao sucesso através de um
trabalho duro e esforço incansável.

Michael Jordan, um dos melhores jogadores de basquete de todos os tempos, alcançou o


sucesso não apenas por causa de sua altura e domínio físico. Jordan era famoso implacável na
prática, pontuando com vigor, mesmo em uma arena vazia. Outro exemplo é o CEO da General
Electric, Jeff Immelt. Embora certamente um líder brilhante, Immelt não se afastou do trabalho
duro. Como estudante, a CEO da PepsiCo, Indra Nooyi, recusou-se a desistir do desafio de
pagar pela sua pós-graduação em Yale; Ela trabalhou durante a noite como recepcionista para
cobrir suas mensalidades e garantir seu sucesso futuro. Por mais brilhante que cada uma
dessas pessoas possa ser, elas ainda investiram enormes esforços no caminho para alcançar
seus objetivos.

Instainsights

· Para alcançar o sucesso, as pessoas devem multiplicar todos os seus objetivos e ações
por 10.

· Qualquer um pode alcançar o sucesso usando a regra 10X, independentemente do nível


de escolaridade, status econômico ou personalidade.

· É dever ético de uma pessoa alcançar o sucesso.

· A regra 10X pode ser aplicada a qualquer aspecto da vida de uma pessoa. Não está
confinada somente ao mundo dos negócios.

· A única maneira de avançar é estabelecer uma meta excessivamente grande.

· Praticamente todas as barreiras que as pessoas enfrentam são decorrentes da inação.

· Ser competitivo não é uma ferramenta útil para alcançar o sucesso. Em vez disso, uma
pessoa deve procurar não competir, mas dominar.

· Para alcançar um objetivo de 10X, uma pessoa não deve subestimar o quão difícil será ou
quanto trabalho é necessário.

Neste livro, você aprendeu que

A regra 10X é sobre mudar seus objetivos e seu foco para ir além do que você achava possível
e realizar muito mais. Com uma mentalidade de 10 vezes, você pensa em algo maior, trabalha
mais, demonstra maior comprometimento e se inspira mais em alcançar metas que antes
pareciam impensáveis.
PRODUTIVIDADE PARA QUEM QUER TEMPO: Aprenda a produzir mais sem ter que
trabalhar mais (parte 2)

Geronimo Theml

Gerônimo diz que se prestar bastante atenção, você perceberá que existe uma voz dentro de
você, uma voz que tende a ser bem crítica e dura consigo mesmo, e que costuma dizer coisas
do tipo: “não vai dar”, “não vou conseguir”, “é difícil demais”, “é óbvio demais”, “isso só serve
porque é para ele”, “ele não me conhece”, etc.

Vamos chamar essa voz bem crítica, que costuma nos colocar para baixo, de “nosso Zeca
Urubu”. Todos temos um Zeca Urubu interior e, se você ainda não o percebeu, o autor garante
que agora que sabe que ele existe, em breve vai ouvi-lo.

Ter uma mentalidade vencedora é basicamente estar pronto para vencer essa batalha interior
na maioria das vezes.

Se você tem um pensamento repetitivo sobre algo ruim que pode acontecer, mesmo sem ter
acontecido, acaba instalando um sentimento de medo e, quanto mais medo você tiver, mais
pensamentos ruins virão e gerarão ainda mais medo.

A neutralização do Zeca Urubu nada mais é do que estabelecer uma frase que interrompa o
pensamento antes que ele se torne repetitivo a ponto de instalar um sentimento

Quarto Pilar: Energia. O autor usa esta palavra, energia, para falar sobre as forças física e
mental que nos permitem realizar aquilo que é necessário para construir a fotografia de nosso
quebra-cabeça. Sempre que vamos pegar uma peça de nosso quebra-cabeça, precisamos de
energia.

Existem algumas formas de gerar e perder energia mental e física.

Você deve adotar uma postura de sucesso. Levante os ombros, estufe o peito, olhe para cima,
fale de forma firme, aumente levemente o tom de voz, mantenha um sorriso discreto no rosto,
olhe as pessoas nos olhos enquanto fala e enquanto elas estiverem falando.

O sono de qualidade e pelo tempo necessário também é fundamental para ter energia. A
qualidade do sono está diretamente ligada à qualidade de vida do ser humano, pois é enquanto
dormimos que nosso organismo realiza funções extremamente importantes como
fortalecimento do sistema imunológico, liberação de hormônios, fixação da memória, entre
outras.

Uma das maneiras que mais se perde energia é na tomada de decisões. É fundamental que
você economize decisões desnecessárias ao longo do dia, para que no momento de tomar as
decisões mais relevantes, o cérebro não esteja cansado e possa tomar a melhor decisão
naquele momento. Tome as decisões mais importantes no início do dia.

A energia necessária para ter uma produtividade Nível A está ligada tanto ao aspecto físico
como ao mental. Beber água, de preferência no mínimo dois litros por dia é importantíssimo
para o bom funcionamento do organismo.

Persista até que se torne um hábito

Se você já começou a colocar em prática o que é ensinado nesse livro, já deve ter percebido
que antes de realmente sair do nível atual de produtividade para avançar para o próximo, as
coisas primeiro pioram, para só depois melhorarem.

Nesse período de transição para se chegar ao Nível A de produtividade, é importante entender


que piorar antes de realmente começar a melhorar é um fenômeno normal em quase todos os
novos hábitos que você tenta instalar na sua vida.

Quem quer emagrecer, antes de começar a eliminar peso (melhora) é preciso parar de comer
da mesma forma que antes (piora), ou seja, você perde os prazeres da fase anterior sem ainda
ter ganhado os benefícios da próxima. Para quem começa a fazer atividade física, antes de
sentir os benefícios no corpo e no condicionamento físico (melhora), sente as dores dos
primeiros dias (piora).

Portanto, é muito importante que você persista nas primeiras semanas de implementação dos
novos hábitos, porque depois de algum tempo, cada vez mais as práticas se tornarão mais
fáceis e rotineiras, até o ponto de se tornarem um novo hábito positivo na sua vida.

O que você aprendeu é algo prático, que pode ser aplicado imediatamente na vida de qualquer
pessoa.

Você não precisa ser melhor do que ninguém, não precisa ser melhor do que o autor ou
qualquer outra pessoa exponencial na sua área. De hoje em diante, para que consiga montar a
fotografia do seu quebra-cabeça e conquistar os quatro elementos essenciais da felicidade,
você só precisa tomar uma única decisão na sua vida, precisa decidir ser melhor do que si
mesmo a cada semana.

Instainsights

· Construa histórias que você terá orgulho de contar.

· Ocupar-se não é produzir.

· É preciso aceitar que as tarefas nunca vão terminar.

· A felicidade está no caminho e não no final.

· É preciso ressignificar as coisas que nos fazem mal.

· É essencial sabermos qual é o nosso propósito e nossas metas.

· Pensamentos negativos repetitivos geram o sentimento de medo permanente. É preciso


desenvolver uma frase neutralizadora.
· A persistência é essencial para a implementação de novos hábitos.

Neste livro, você aprendeu que

É preciso viver de acordo com o nosso propósito e nossas paixões para que o sentimento de
insatisfação não tome conta de nossas vidas. Para realizarmos nossos objetivos, precisamos
fazer com que os dias sejam produtivos ao invés de somente ver a vida passar sem caminhar
na direção daquilo que nos traz felicidade. O método desenvolvido pelo autor pode ser utilizado
por qualquer pessoa que queira produzir mais, trabalhando menos. Ter clareza do objetivo,
desempenhar os papéis da vida com equilíbrio, ter uma mentalidade vencedora, ter energia e
vitalidade são os elementos fundamentais para obter o nível A de produtividade.

PRODUTIVIDADE PARA QUEM QUER TEMPO: Aprenda a produzir mais sem ter que
trabalhar mais (parte 1)

Geronimo Theml

O maior sofrimento da falta de produtividade não é viver estressado e preocupado. É quando


você passa por incompetente por não entregar o projeto com excelência. É deixar nos seus
clientes a impressão de que não se importa com eles, pois está sempre atrasado. É nunca
conseguir programar uma virada de vida, porque não sobra tempo nem para fazer o que tem
que ser feito no dia, e ainda por cima transmitir a imagem de que não ama o cônjuge e os
filhos, pois você nunca está presente na vida deles. Se você se identifica com uma dessas
situações, este livro é para você. Geronimo Theml dominou o segredo da produtividade, e sua
missão é fazer você ter muito mais resultados sem ter de trabalhar mais. Aprenda a criar tempo
para fazer tudo o que precisa ser feito e ainda conseguir cuidar de si mesmo.

De quais histórias você quer viver?

Quantas vezes você acordou de manhã achando que o dia seria incrível, que conseguiria ser
bastante produtivo, que colocaria a vida em ordem e que daria pra realizar todas as tarefas. No
fim do dia, porém, a sensação é de que o dia voou e você não fez praticamente nada.

Assim a vida vai passando e você sente como se estivesse secando gelo na vida, e não
importa o que faça, os seus planos não progridem. Pode ser que você se identifique com essa
situação. Dias que não renderam nada, anos que voaram, metas que caíram na fábula da
virada do ano e que logo depois foram engolidas pelo monstro do dia a dia.

O autor questiona, qual foi a última meta que você já estabeleceu para si e que acabou
repetindo nas viradas de ano, mas que ano após ano, acaba engolida pelo monstro do dia a
dia?

Gerônimo Theml veio de uma família humilde e seu pai sempre sonhou em ter um filho médico
ou advogado. Quando chegou a época em que deveria prestar vestibular, resolveu cursar
Direito, afinal, não gostava de sangue.
O autor se formou e passou em um concurso que o tornou Advogado da União. Quando
assumiu o cargo, saiu da classe C para a classe A da noite para o dia. Só não esperava que a
felicidade não duraria para sempre. A cada dia que passava, sentia que não estava construindo
histórias que teria orgulho de contar lá na frente.

O tempo passou até que Gerônimo leu o primeiro livro que de fato o chamou atenção, e
acendeu a vontade de empreender. Trata-se do livro Pai rico, pai pobre, de Robert Kyosaki.
Gerônimo considera empreender sinônimo de remunerar sua paixão. Para ele, empreendedor é
todo aquele que, de uma forma ou de outra, consegue remunerar a própria paixão, seja como
dono de um negócio, seja trabalhando para alguém.

Ele precisava empreender, e como advogado da União, sentia-se o oposto de tudo o que ele
queria para sua vida. Havia muito conforto financeiro, mas pouca realização.

O tempo foi passando e a cada ano que ele acreditava que seria o último no emprego público,
era consumido pelo monstro do dia a dia. Nada mudava, a confiança foi acabando e a
ansiedade aumentando, chegando a tomar remédio ansiolítico, tarja preta, por mais de um ano.
Naquele momento, seus filhos gêmeos, João e Carol, já tinham nascido, e seu sentimento de
responsabilidade tinha ficado ainda maior. Se já era difícil abandonar um emprego público
concursado sendo solteiro, imagine casado e com dois filhos.

Gerônimo tentou diversos projetos paralelos ao seu emprego, mas quando os resultados
começavam a chegar e o projeto exigia um pouco mais sua disponibilidade, ser advogado da
união ficava pesado demais e ele não conseguia conciliar tudo, ou pelo menos pensava que
não conseguiria.

O autor afirma que quando a gente pensa que não vai conseguir, normalmente é exatamente
isso que acontece!

Em situações normais, descartando doenças e outras causas imprevisíveis, existem duas


razões para que uma pessoa não consiga realizar 100% de tudo aquilo que ela quer para a
vida:

Razão 1: deixar de fazer ou adiar aquilo que sabe que precisa ser feito, para dar prioridade a
tarefas menos importantes ou que até parecem importantes naquele momento, mas que depois
se percebe que não levaram a lugar nenhum.

Razão 2: ter atividades e tarefas demais, o que faz o dia não caber nas 24 horas.

Os procrastinadores crônicos são aqueles que passam o dia completamente ocupados, mas
com coisas que não são as que de fato os levam aos seus objetivos. E o pior nesse caso é que
o procrastinador fica até mais cansado do que uma pessoa que tem o Nível A de Produtividade,
pois ele passa o dia tão ocupado que sequer vê os resultados acontecerem.

Gerônimo estava quase convencido de que seria advogado da União pelo resto da vida,
quando em uma conversa com a esposa decidiu que faria mais uma tentativa. Os amigos o
incentivavam dizendo que ele falava muito bem e era animado, então decidiu elaborar um
currículo para ser palestrante motivacional. Percebeu que precisaria se aprimorar e procurou
um curso de coaching. Logo na primeira aula percebeu que era exatamente aquilo que gostaria
de fazer para o resto de sua vida.

Gerônimo criou uma frase de força para ele mesmo, que é: “Se fosse fácil, todo mundo faria”.
Dali pra frente, todas as vezes que enfrentava alguma dificuldade, em vez de pensar: “Tá
vendo que não vai dar?”, dizia para si mesmo: “Está tudo certo, porque, se fosse fácil, todo
mundo faria.” Fortalecido pela nova crença, leu muitos livros sobre produtividade, como fazer
as coisas caberem em seu dia, como realizar o que tinha de ser feito e como parar de
procrastinar. Mas não tardou muito para que voltasse a se sentir engolido pelo dia a dia.

Existem cinco níveis de realização que vão de “A” até “E”, dos quais o Nível A é o melhor e o
Nível E, o pior. O nível de produtividade e realização não está ligado somente à quantidade de
tarefas que uma pessoa consegue cumprir ou ao esforço dela, e sim a relação entre o esforço
que faz e os resultados que consegue.

Depois de atingir o melhor nível de produtividade, Gerônimo começou a ter seus primeiros
clientes em coaching. Naquele momento ele trabalhava atendendo em terças e quintas, à noite.
O movimento foi aumentando, ele já não tinha mais horário de almoço, porque precisava
atender naquele período para conseguir gerenciar todos os clientes que o procuravam. E
adivinha qual foi o pensamento que teve? “Caramba, parece que não vai dar de novo!”.
Entretanto, ele já havia aprendido a lição, e passou a pensar: “Se fosse fácil, todo mundo faria

Gerônimo pediu exoneração, e depois de catorze anos deixou de ser servidor público para
vivenciar sua paixão. Desenvolveu o método de Produtividade A e o ensinou a amigos e
clientes que obtiveram muito sucesso, então percebeu que seu método deveria ser divulgado e
alcançar maior numero de pessoas.

O equilíbrio e as verdades sobre produtividade

Dizem que nunca devemos levar nada do trabalho para casa, nem problemas pessoais para o
trabalho. Mas como isso é possível? Somos seres humanos únicos e inteiros e levamos
conosco todas as nossas memórias e experiências boas e ruins, especialmente aquelas do dia.
Pare de dizer que você precisa ser duas ou três pessoas diferentes, isso não existe!

Cada um de nós é uma única pessoa que exerce vários papéis na vida e cada um desses
papéis exerce várias funções. O autor afirma que um dos grandes segredos sobre
produtividade é conseguir desenvolver os papéis que vão lhe fazer construir a vida dos seus
sonhos, mas, ao mesmo tempo, manter todas as outras funções equilibradas.

Antes de falarmos de cada uma das verdades, é importante que você entenda que elas não
são o método inteligente por si só, mas são elas que darão toda a base para construirmos os
quatro pilares da produtividade Nível A.

A primeira verdade: ocupar-se não é produzir. Produzir é você fazer o que é necessário na
direção da realização dos seus sonhos, o resto é se ocupar. O autor sugere que você programe
alarmes para despertar durante o dia, e cada vez que tocar você deve se questionar: Estou me
ocupando ou produzindo? Se estiver apenas se ocupando, retorne seu foco ao que realmente
interessa.A primeira verdade: ocupar-se não é produzir. Produzir é você fazer o que é
necessário na direção da realização dos seus sonhos, o resto é se ocupar. O autor sugere que
você programe alarmes para despertar durante o dia, e cada vez que tocar você deve se
questionar: Estou me ocupando ou produzindo? Se estiver apenas se ocupando, retorne seu
foco ao que realmente interessa.

A segunda verdade: as tarefas nunca vão terminar. É preciso aceitar que não importa quanto
você trabalhe e quanto produza, as tarefas sempre existirão. O mais importante é você aceitar
que não há nenhum problema nisso. Gerônimo diz que esta é uma das verdades mais
libertadoras que existe!

A terceira verdade: se você não tem agenda, acaba virando a agenda dos outros. O autor dá o
exemplo de um amigo para ilustrar como acontece na vida real.

Pedro é um empresário bem-sucedido, uma pessoa com coração enorme, mas que acreditava
numa regra interessante, a de que deveria estar acessível o tempo todo para todo mundo, e
que as tarefas precisavam ser resolvidas no mesmo instante. Gerônimo se lembra de estar
sentado na cozinha da casa dele, tomando um café expresso e conversando sobre diversos
assuntos, mas a cada minuto aparecia na tela do celular dele uma notificação de WhatsApp,
Skype ou e-mail. Sempre que o celular vibrava, tanto ele quanto Gerônimo viravam a cabeça
para olhar para o aparelho. No meio de uma conversa ou outra, ouviam o celular vibrar, e é
claro que aquilo os distraía.

O autor afirma que o grande problema dessa forma de agir é que a cada distração que temos
ao longo do dia, nosso cérebro precisa reorganizar o foco. Funciona mais ou menos como a
lente de foco automático de uma câmera de filmar, quando a pessoa muda de posição, precisa
de alguns instantes para focar de novo. É isso o que acontece com nosso cérebro.

Quando alguém manda uma mensagem para você, essa pessoa está fazendo isso no horário
que você gostaria de receber ou no momento em que ela gostaria de mandar? A resposta é
óbvia, no momento em que ela gostaria, claro, e como você não tem agenda, acabou de virar
agenda dos outros.

Para resolver este problema, Gerônimo sugere algumas ações práticas: Desabilite todas as
notificações do seu celular. Estabeleça um horário para o seu bloco de respostas, momento em
que estará 100% concentrado em responder a todas as mensagens recebidas no período. Crie
um canal de emergência, avise àqueles que considera importantes para que saibam que você
não responderá imediatamente as mensagens. Assim, quando houver uma verdadeira
emergência, eles saberão que precisam ligar para o seu telefone ou acionarão qualquer outro
canal de emergência que você estabelecer.

A quarta verdade: mais importante que a velocidade é a direção. O ponto A é o momento exato
em que você está hoje, a largada da maratona, e o Ponto B é aonde você pretende chegar. Em
geral as pessoas se avaliam por quanto falta para chegar ao ponto B, e como normalmente
falta muito para a linha de chegada, essa preocupação acaba virando ansiedade, e sempre que
alguém fica ansioso, a tendência é destruir a mentalidade vencedora e diminuir a energia, dois
dos quatro pilares da produtividade Nível A. A partir de hoje, sempre que você começar a se
sentir angustiado ao ver quanto falta para chegar ao Ponto B, pare por um instante, respire e
anote num papel ou fale em voz alta consigo mesmo ou enumere para alguém todos os pontos
que você já avançou em direção à sua meta.

A quinta verdade: o maior ladrão de energia é pensar em algo no momento em que você não
pode fazê-lo. Cada vez que pensar “tenho que”, anote em um caderno ou bloco de notas no
celular, e continue focado no que estava fazendo.

A sexta verdade: não trate exceção como regra. A solução prática para resolver essa verdade é
criar o turno de exceção, que é um período da semana em que você não marca nenhum
compromisso concreto. Um dia ou uma parte do dia em que você não marcará nada em sua
agenda, assim terá tempo para resolver os imprevistos.A sexta verdade: não trate exceção
como regra. A solução prática para resolver essa verdade é criar o turno de exceção, que é um
período da semana em que você não marca nenhum compromisso concreto. Um dia ou uma
parte do dia em que você não marcará nada em sua agenda, assim terá tempo para resolver os
imprevistos.

A sétima verdade: felicidade não é uma linha de chegada, ela é o próprio caminho. Essa
verdade absoluta sobre produtividade tem o único propósito de deixar você presente na
verdadeira vida, que é aquela que acontece exatamente agora. Quanto mais a pessoa vive no
passado, mais tendência à depressão ela terá; em contrapartida, quanto mais viver no futuro,
mais ansiosa ela tende a ser.

A oitava verdade: se fosse fácil, todo mundo faria. Ressignifique as coisas que te fazem mal.
Gerônimo usa sua história como exemplo, pois sempre teve muito medo de adoecer, e passar
na frente de hospitais o conectava demais com esse medo, a ponto de sempre passar pela sua
cabeça a frase: “Um dia vou estar aí, doente”. Isso era algo tão sério que Gerônimo criava
caminhos alternativos para nunca passar em frente a nenhum hospital. Um dia, entendeu que
aquele modo de enxergar as coisas estava o fazendo mal, então resolveu que mudaria aquilo,
que ressignificaria aquele sentimento, e passou a dizer a ele mesmo: “Que bom que existem
pessoas que dedicam a vida a cuidar dos outros a ponto de ter um lugar 24 horas do dia para
onde eu possa ir, caso precise em algum momento”. Praticou tanto que, quando passava em
frente a um hospital, repetia a frase em voz alta. O autor diz que hoje passa em frente a
hospitais sem sentir-se mal.

Os quatro pilares da produtividade Nível A

Primeiro Pilar: Clareza eficaz. Quando montamos um quebra cabeça, começamos pelas
bordas, pois são as peças mais fáceis de identificar. Além disso usamos a foto para sabermos
mais ou menos como devemos encaixar as peças. Pegar peças aleatórias e não ter a imagem
final tornaria praticamente impossível finalizar a montagem. Precisamos ter clareza e saber
qual é o nosso objetivo, para sabermos se as peças fazem parte ou não de nosso quebra
cabeça, e não correr o risco de chegar ao final da vida com peças aleatórias que juntas não
montam imagem alguma. Quando você identifica exatamente qual é a fotografia do
quebra-cabeça que quer montar para sua vida, as decisões mais difíceis ficam muito fáceis.
Para montar a imagem de seu quebra cabeça, a pergunta que precisa ser feita é: para você, o
que é ser feliz? O que precisa ter acontecido concretamente para que você considere que a
felicidade foi alcançada? Essa mesma lógica vale para qualquer expressão genérica, como “ser
rico”, “ter um emprego dos sonhos” etc. Se você quer ser uma pessoa rica, deve definir quanto
precisa ter na conta corrente, que bens materiais deseja ou quanto precisa faturar para concluir
que alcançou o objetivo de “ser rico”. Em relação ao emprego dos sonhos, que emprego é
esse? Quanto ele paga e o que você faz no seu dia a dia? Quanto mais detalhes, melhor.

Segundo pilar: o Método de Produtividade Inteligente. Produzir de forma inteligente é


desenvolver os papéis certos mantendo os demais equilibrados. Ser um bom profissional, sem
deixar de ser um bom pai, por exemplo. Ou administrar bem o seu negócio e cuidar de sua
saúde. Fazer tudo que tem que ser feito de maneira equilibrada, sem deixar nada pra traz. É
importante ter em mente o que é realmente importante para você. Faça uma lista. O autor
afirma que se algo dessa lista cair pelo caminho, dificilmente a felicidade da chegada vai
ultrapassar a dor da perda.

A quantidade de papéis que um ser humano exerce nos dias atuais é muito maior do que no
passado. As conexões sociais estão mais complexas e exigentes. Cada vez se exige mais. O
que era um diferencial em um currículo pessoal no passado torna-se básico nos dias
modernos.

É impossível dar atenção a todos os papéis que desempenhamos na vida todos os dias. A
cada semana, nos concentraremos exclusivamente em três papéis da vida. Para isso, o autor
ensina a criar o ciclo semanal – é o nome desta ferramenta que serve para ter clareza em
relação às atividades que serão feitas durante a semana.

Para isso, basta se sentar em um lugar agradável no fim de semana, preferencialmente no


domingo. Leve com você a fotografia do seu quebra-cabeça, uma folha de papel e uma caneta.
Coloque a folha de papel na horizontal e faça duas linhas de ponta a ponta, uma na horizontal
e outra na vertical, dividindo a folha em quatro partes iguais. Preencha os Quadrantes 1 e 2,
que estão na parte de cima, com um único papel de equilíbrio, totalizando dois. Ou seja, você
vai registrar ali aqueles papéis que mais precisam de atenção neste momento para conseguir o
equilíbrio.

No Quadrante 3, você vai selecionar um papel ou função em que você vai se concentrar para
avançar de forma mais concreta em direção à fotografia do seu quebra-cabeça.

O Quadrante 4 corresponde a uma área de tarefas variadas que não se enquadram em


nenhum dos papéis escolhidos, mas precisam ser executados.

Depois de definir quais são os três papéis ou funções que vão entrar naquele ciclo semanal,
você deve lançar todas as tarefas que precisam ser feitas referentes a cada um dos papéis ou
funções. Simplesmente liste tudo que estiver pendente em relação àquele quadrante. As
tarefas que você lembrar que de fato deveriam ser feitas naquela semana, mas que não fazem
parte de nenhum dos três quadrantes selecionados, registre em “Diversos”.

Após definir o ciclo semanal, é preciso definir como serão os seus dias. Para isso, o autor
desenvolveu a “Folha diária de produtividade A”, que contém: foco do dia, as cinco prioridades,
o que evitar no dia, como foi o seu dia, o que aprendeu no dia e ao que você é grato.

Existem regras para preenchimento da folha de Produtividade A que precisam


necessariamente ser respeitadas: Ela só pode ser preenchida como última tarefa do dia
profissional ou à noite, em casa. Jamais deve ser preenchida no começo do dia seguinte. A
quantidade de cinco tarefas precisa ser respeitada. As três gratidões do dia também precisam
ser respeitadas. Se não tiver algo grandioso por que ser grato, agradeça pelas coisas simples
do dia a dia.

Para terminar, a folha de produtividade é dividida em duas partes, o lado esquerdo, que são os
três primeiros campos e tem como propósito preparar o dia seguinte, e o lado direito, que
busca fazer uma avaliação do dia que se encerrou.

A última peça para completar o Método de Produtividade Inteligente é aprender a compactar a


sua agenda, criando uma DRD, que significa: Descarregar, Reunir e Distribuir.

Descarregar é o ato de colocar no papel absolutamente todas as tarefas que fazem parte da
sua rotina.

Reunir é pegar todas as tarefas que você descarregou e agrupá-las por blocos de similaridade.
Por exemplo, em vez de passar o dia respondendo e-mails, mensagens de WhatsApp, de
Skype, redes sociais e outros meios de comunicação, o autor reuniu tudo isto no que chamou
de “bloco de respostas”. Quando você deixa de pular de uma atividade para outra, ganha em
foco, pois realiza diversas atividades do mesmo tipo em seqüência e, ao mesmo tempo, deixa
de desperdiçar tempo entre a mudança de uma atividade para outra.

Distribuir é pegar todos os blocos de atividades que você reuniu no passo anterior e dividi-los
pelos turnos da semana.

Terceiro Pilar: Mentalidade vencedora. Existe um provérbio indígena que conta que dentro de
cada um de nós existem dois lobos que brigam o tempo todo. Um lobo é mau, representa
trevas, escuridão, raiva, inveja, culpa, ressentimento; o outro é o lobo bom, que representa luz,
clareza, vontade de dar certo, alegria, esperança, serenidade e paz. Qual lobo vence a briga?

A resposta é: aquele que você alimenta.

Trabalhe 4 Horas por Semana (parte 2)

Timothy Ferriss

Não aceite diretamente a primeira pessoa sugerida. Consiga acordos melhores.

Dê instruções de forma clara, como se estivesse escrevendo a uma criança- Caso você não o
faça, provavelmente não estará sendo claro o suficiente.

Solicite que um status e um processo de informação e acompanhamento ocorra, mesmo


algumas horas após a primeira contratação, para que você mantenha o controle.

Coloque deadlines curtos, de não mais que 72 horas.

Sempre deixe claro quais tarefas são de maior prioridade dentro daquilo que pedir.
Faturando no automático – encontrando sua musa

Agora que você criou algum espaço para cronogramas, é hora de encontrar sua inspiração,
aquilo que o autor define como um negócio baseado em um produto que custe menos de 2 mil
reais para a realização de testes, e que depois de um mês ou menos possa ser gerenciado e
testado gastando um único dia por semana.

Passo 1: Pegue um nicho que seja mais facilmente alcançável.

Encontre um mercado primeiramente definindo seus clientes, e então desenhando um produto


para eles. Isso se torna muito mais fácil se você já é membro desse mercado tido como alvo.

Passo 2: Pense em produtos, não invista neles.


Eis aqui algumas dicas:

Que benefícios do produto podem ser explicados em uma única frase.

Seu produto inicial deve ser vendido por algumas dezenas de reais, uma base boa para
estudar margens de lucro, atrair clientes que possam ser mantidos, mas nada muito caro em
termos de investimento inicial – e nada que seus clientes tenham de fazer muitas perguntas
para adquirir.

Seu produto também precisa poder ser produzido em menos de quatro semanas, desde a
encomenda até a disponibilização, para que você mantenha controle sobre os custos a partir
da demanda. Um horizonte de duas semanas é o ideal.

Seu produto precisa ser totalmente explicável em áreas de FAQ.

Isto não é uma fórmula para o negócio perfeito, apenas uma dica de como ajustar um novo
negócio a uma rotina já existente, algo que se aplique a tal inspiração.

Tim recomenda que seja criado seu próprio produto ou serviço, e não usados sistemas de
revenda ou licença. O produto mais simples de criar e manter é aquele baseado na informação,
baixo custo, rápida produção, pouco tempo de manutenção e lento para que concorrentes
copiem. Se você ler os três principais livros sobre algum assunto, verá que ali poderá encontrar
80% do que a população em geral busca sobre esse tema, e se tornará assim um expert.
Simplesmente pegue o assunto geral, resuma, coloque alguns toques seus e especifique de
modo a atender a um nicho específico de mercado. Por exemplo, se você é corretor de imóveis
e percebe que um bom site pode multiplicar vendas, simplesmente crie um design, um ebook,
alguns PDFs e guias, etc. Comunique-se com seus clientes como corretor e compartilhe sua
fórmula de trabalho como um produto.

As pessoas com maior credibilidade vendem mais, não as pessoas que realmente sabem mais
sobre determinado assunto. Felizmente, é relativamente fácil estabelecer credibilidade. Em
menos de um mês, sua biografia pode refletir isso. “Expert com X anos de mercado, como
publicado no jornal Y, aconselhou executivos de diversas companhias sobre como melhorar
seu relacionamento online com clientes em 24 horas ou menos”. Veja como chegar até aí:
Associe-se a algumas entidades que passem um ar de validação.

Leia os três principais livros do mercado sobre o assunto, e resuma-os em um material.

Vá até uma universidade respeitada, ofereça palestras gratuitas sobre o tema e dê um


seminário usando material que criou.

Ligue para empresas que possam estar interessadas na palestra, usando a universidade e as
entidades como ponto de partida e tente colocar-se nessas empresas com o mesmo material.

Escreva artigos sobre o tema e suas apresentações e melhore ainda mais sua autoridade
entrevistando, por exemplo, professores e experts no assunto.

Faturando no automático – testando sua musa

Experiência e intuição são duas formas muito ruins de medir o sucesso de um produto. A única
maneira de testar se qualquer um de fato quer seu produto é perguntando às pessoas. A
maneira mais fácil, nesse caso, é criando um site simples, com uma a três páginas, e em
seguida criando pequenas campanhas de AdWords por alguns dias, usando as respostas
desse teste para avaliar o perfil de compra. Eis o processo:

Procure as palavras chave que as pessoas mais usam para encontrar coisas. Entre no Google
AdWords e procure então o Keyword Sandbox para encontrar essas palavras e expressões.

Visite os três sites que mais aparecem nas buscas. Pergunte-se como você poderia diferenciar
seu produto

Se as pessoas estão buscando e você tem como criar diferenciação, monte uma página com
depoimentos, que exalte os benefícios e diferenciais do produto. Modele novos anúncios
àqueles que realmente geraram impulso de compra, e use seus amigos para testar os
depoimentos, ou mesmo dá-los.

Configure uma campanha de Google Adwords com 50 – 100 termos de pesquisa para elevar o
tráfego e testar o índice de cliques para diferentes chamadas. Busque por termos específicos,
para que assim você tenha mais conversões e custos por clique mais baixos, de modo que seu
limite de 50 dólares ao dia permaneça. No AdWords, há também ferramentas gratuiras para
rastrear pedidos e também “bounce rates”. Para assinaturas e newsletters, Tim recomenda o
AWeber , mas pessoalmente uso o MailChimp e seu plugin para Wordpress.

Compare o custo do produto com seu preço e os melhores índices para cliques e compras. Se
a matemática funciona, configure uma loja digital e o PayPal para receber pagamentos. Se não
funciona, reconfigure a landing page e seus anúncios até que funcione.

MBA – Gestão por Ausência

Uma vez que você tenha uma fórmula lucrativa, o desafio é remover a si mesmo da equação.
Eis aqui duas premissas iniciais:
Aprenda como fazer algo por si, e então contrate um terceirizado especializado nessa função,
não freelancers. Isso dá a você um plano de redundância, e assim tudo não dependerá de uma
única pessoa.

Assegure-se de que os terceirizados possam se comunicar entre eles, e dê a eles autoridade


expressa para tomar pequenas decisões por conta própria.

Tim recomenda a terceirização implementada em três etapas:.

Fase I: 0 – 50 unidades do produto vendidas. Comece fazendo tudo por conta própria, de modo
que você possa aprender junto aos clientes a respeito do que eles de fato querem, de quais
são suas preocupações e deixe isso suficientemente claro em seu site ou produto.

Fase II: >10 unidades vendidas por semana. Encontre pequenas empresas que possam lidar
com aquilo que você já fazia no início, mas que sigam as diretrizes iniciais que você coletou
junto aos clientes como pontapé inicial.

Fase III: >20 unidades vendidas por semana. A partir desse ponto, é possível usar até mesmo
empresas de call center, tanto para vender e oferecer seus produtos e serviços como para
atender clientes posteriormente, colher dados e impressões do público e até prestar serviços
de apoio técnico, dependendo da área de atuação ou do produto.

É importante reduzir, contudo, a influência da sua “musa inspiradora” nesta etapa. Embora sua
ideia e inspiração inicial tenha rendido frutos, é preciso manter as coisas dentro de um padrão
realista e sustentável.

Ofereça apenas uma ou duas opções de produto.

Ofereça coisas de forma limitada, principalmente tendo em vista a questão dos horários de
atendimento.

Apenas aceite encomendas online, nunca por telefone.

Nunca ofereça frete internacional.

Se você está preocupado em perder clientes ao passar as coisas para as mãos de terceiros,
você está certo, isso pode acontecer. Contudo, ao evitar o estresse de lidar com problemas de
clientes você, na verdade, acaba ganhando tempo e energia para atendê-los melhor.

L é para Liberação

O Ato do desaparecimento – sumindo do escritório

Tim oferece ainda um processo em cinco passos para convencer seu empregador a deixar
você trabalhar fora do escritório:

Passo 1: Elevar investimentos. Consiga que seu empregador invista em você o que ele
investiria, caso você pedisse para sair da empresa. Por exemplo, o que seria uma rescisão
pode ser revertida em treinamentos.

Passo 2: Provar melhor produção fora. Após ficar em casa dois ou três dias por qualquer
motivo, médico ou outra coisa, tente demonstrar aos superiores o trabalho que fez à distância.
Existem inclusive programas que podem permitir o acesso aos computadores da empresa de
forma remota.

Passo 3: Prepare terreno para que o benefício seja profissional. Você precisa posicionar o
trabalho em casa como um benefício para empresa e seu desempenho profissional, não como
um benefício pessoal. Envie mais emails, complete mais projetos, mostre melhorias. Explique
que a produtividade se eleva e menos tempo é gasto em transporte e deslocamento ou
distrações.

Passo 4: Proponha um período de testes. Informalmente mencione ao chefe sobre os dias que
esteve em casa por qualquer motivo, e sobre como resolveu mais rápido incumbências e teve
melhor desempenho. Pergunte se você não pode repetir o fato, mas como uma experiência,
talvez pegando um ou dois dias por semana e medindo, a partir dali, seu desempenho, para
que ele se convença. Quando o chefe se mostrar cético ou objetar, reconheça a validade das
preocupações dele e proponha ajustes aos testes que estejam sendo feitos.

Passo 5: Expanda o tempo remoto. Continue a trabalhar de forma irrepreensível de casa e


comece, discretamente, a reduzir o desempenho no escritório, para criar contraste. Peça outros
períodos de teste se necessário. Após algum tempo com isso, peça por um período integral à
distância, apresentando-se no escritório apenas quando estritamente necessário, para reuniões
mensais, ou quando haja um projeto em equipe no qual os colegas estejam entrando em
parafuso e precisem de você.

Assassinando seu emprego

Se você não pode conseguir um bom nível de trabalho a partir de casa, remotamente,
simplesmente peça demissão. Contanto que você consiga encontrar algo melhor do que seu
emprego atual em algum lugar. Tim ressalta algumas das objeções que as pessoas
apresentam, mesmo quando têm perspectivas melhores fora do emprego atual:

Objeção #1: Sair é algo permanente. Volte para o capítulo 3 e você descobrirá rapidamente
que é inteiramente possível voltar atrás caso você mude de ideia.

Objeção #2: Não conseguirei pagar as contas. Em primeiro lugar, nunca peça demissão sem
ter algo alinhado ou esperando, ou se não tiver reserva de capital suficiente. Em segundo lugar,
há sempre opções mais baratas a tudo. Coloque seus gastos mensais à mão e simplesmente
descubra aquilo que pode eliminar – pergunte-se de “perderia um rim” caso deixasse de viver
com um luxo ou outro.

Objeção #3: Benefícios salariais sumirão quando eu sair. Planos de saúde são cada vez mais
caros, assim como outros custos no Brasil. Benefícios alimentam a escravidão corporativa, e
levam as pessoas a muitas vezes tolerar empregos que odeiam em favor de vales-refeição,
bilhetes de metrô e planos de saúde que nem mesmo são tão bons assim. Organizar a vida,
mesmo como freelancer ou profissional liberal, permite que você pague por todos esses
benefícios e ainda receba de salário o mesmo que recebia. E, muita gente esquece, mas a
maioria desses benefícios não é de graça – parte ou boa parte deles são descontados no
contracheque.

Objeção #4: Irá prejudicar meu currículo. Se você está saindo do emprego seguindo o espírito
deste livro, está fazendo em prol de algo mais interessante. O período em que você passar
depois de sair do emprego terá, certamente, itens e realizações interessantes que irão constar
do seu currículo. Além disso, as empresas hoje valorizam experiências diversas – e
permanecer a vida toda em um mesmo emprego é o oposto disso.

Miniaposentadorias – engajando-se numa vida móvel

Neste capítulo, Tim ataca o que ele chama de uma das maiores autodecepções da vida
moderna: as viagens ao redor do mundo como sendo um domínio dos ultrarricos. Pessoas
trabalham sua vida inteira esperando guardar dinheiro suficiente para aposentar-se em uma
casa num paraíso tropical. Os realmente ambiciosos buscam carreiras altamente estressantes,
salários bem pagos em direito, finanças, etc… dizendo a simesmos que irão trabalhar sem
parar por 15, 20, 25 anos a fio de modo a guardar alguns milhões para que possam, por
alguma razão, dirigir uma moto na China na aposentadoria.

Tim gastou menos de 3 mil dólares em cada um dos seus “sonhos adiados”. Viver na Tailândia,
navegar ao redor do Caribe e andar de moto pela China.

Ele também pagou cerca de 250 dólares por uma olha tropical privada por cinco dias, alugada
com pescadores locais que o ajudavam a pescar e cozinhar, além de dar suporte a mergulhos
no Panamá, e gastou 150 dólares alugando um avião particular para voar pelas vinícolas de
Mendoza, na Argentina. Enquanto isso, é fácil gastar esse mesmo tanto em finais de semana
completamente esquecíveis ao longo dos próprios Estados Unidos, como ressalta o autor.

Tim na verdade sugere muito mais do que uma a três semanas de viagens exóticas e
memoráveis, ele nos quer distribuindo a aposentadoria para a qual esperaríamos 20 ou 30
anos ao longo da vida, em intervalos de um a seis meses. A intenção não é ter férias para fugir
da sua vida, mas um estilo de vida que incorpore essas pequenas aposentadorias e
experiências, ao invés de viagens para apenas “ver” lugares.

Essa realidade alternativa pode parecer estranha para você, mas não são apenas autores de
best sellers e milionários que podem usufruir disso. Tim conheceu paraplégicos, senhores,
mães solteiras e até pessoas para lá de normais que fizeram o mesmo. Uma cobertura luxuosa
em Buenos Aires, com empregadas e pessoal de segurança que custavam US$ 550 dólares ao
mês (embora isso tenha mudado um pouco). Restaurantes de luxo onde se come como um rei
pelo equivalente a 5 ou 10 dólares. Se você usar então cartões de crédito e programas de
milhagens, às vezes essas viagens saem até de graça.

Preenchendo o vazio – adicionando vida após subtrair trabalho

A pessoa que aprendeu a lidar com as pressuposiões que sabotam seu desenvolvimento,
eliminando o desimportante, colocando caixa em piloto automático e criando liberdade de
localização irá em breve enfrentar uma crise existencial. Quando você não mais tem de focar
seu tempo em um trabalho sem sentido, sua mente começa a torturar você em busca do que
fazer, com questões como “qual o significado disso”. Eu sei que a maioria de nós enfrenta esse
problema por algum tempo, então eu irei pular o que o autor diz a respeito dos mistérios ocultos
da vida. Uma conclusão aqui vale mencionar: o ponto não é simplesmente reduzir a jornada
semanal de 4 horas, mas arranjar o que colocar nesse tempo livre para trazer significado à sua
vida.

Os 13 maiores erros do novo rico

Em sua jornada para tornar-se um novo rico, fique sempre de olhos nesses 13 erros mais
comuns:

Erro #1: perder a visão do sonho e recair no trabalho pelo trabalho.

Erro #2: gerir aspectos perniciosos e recair no uso de emails para preencher o tempo.

Erro #3: lidar com problemas que terceirizados e colegas podem lidar.

Erro #4: ajudar colegas e terceirizados com um mesmo problema mais de uma vez, ou com
problemas nada urgentes.

Erro #5: perseguir clientes, particularmente aqueles desqualificados ou fora do seu espectro,
quando você já tem caixa suficiente para perseguir seus objetivos.

Erro #6: responder a emails que não resultarão em vendas ou que podem ser respondidos de
forma automatizada.

Erro #7: trabalhar onde você vive, dorme ou relaxa.

Erro #8: não desenvolver uma análise da performance a cada quinzena ou mês, para dividir a
vida pessoal e profissional.

Erro #9: correr atrás de perfeição mais do que simplesmente fazer as coisas de um modo bom
o suficiente, tanto na vida pessoal quanto profissional.

Erro #10: criar celeumas com problemas menores como uma desculpa para trabalhar.

Erro #11: tornar tarefas sem qualquer prazo urgentes como justificativa para trabalhar.

Erro #12: ver um produto, projeto ou trabalho como sendo a razão única da existência.

Erro #13: ignorar as recompensas sociais da sua vida.

Conclusão

Como você pode ter adivinhado, sou um fã colossal de Tim Ferrris. Além do livro que
resumimos aqui e do blog do autor e seu podcast, seus outros livros (O Corpo em 4 Horas e O
Chefe em 4 Horas), vejo que ele constantemente expande as barreiras da performance
humana, e é um dos melhores autores do mundo no chamado “meta-learning”, ou o “Aprender
como Aprender”. Outros ganharam notoriedade com as mesmas ideias que Tim criou em seu
livro, mas nenhum deles o fez de modo tão eficaz. Mas se você desdenha a ideia de adiar o
planejamento em sua vida, não devo indicar este livro para você.

A primeira vez que li o livro, vi algumas coisas que considerei de forma imediata como sendo
impossíveis, dada minha situação pessoal. Eu cometi o erro de descartar inteiramente algumas
das dicas. Não cometa o mesmo erro, entenda cada um dos princípios de coração aberto e
implemente-os da melhor forma e da maneira mais completa que puder. Você pode ter que
ajustar alguns dos princípios, tais como a arte da recursa ou aqueles baseados no ambiente
em que vive. Você provavelmente irá querer avaliar o valor de cada um dos conselhos,
especialmente baseado em seus recursos e possibilidades financeiras.

Trabalhe 4 Horas por Semana (parte 1)

Timothy Ferriss

Para lidar com as técnicas deste livro, você não tem de abandonar seu emprego, tornar-se um
cara apaixonado por riscos, ser jovem ou solteiro. Você não precisa ter nascido rico ou ser
formado na USP ou em uma federal. Qualquer um pode escapar do “plano da vida!”, que o
autor considera como sendo uma “frágil coleção de ilusões reforçadas pela sociedade”. Seu
maior medo é que ele pudesse continuar “confortavelmente e de forma tolerante fazendo algo
sem qualquer sentido.”

A verdadeira riqueza vem do tempo e da mobilidade, bem como o dinheiro em si, e aqueles
que aprendem a construir esse duo tornam-se o que Tim ousa chamar de “Novos Ricos”. Essa
é uma das grandes verdades existentes no livro: as pessoas não querem ser milionárias, elas
querem a experiência que esses milhões podem trazer. Este livro é sobre um estilo de vida de
completa liberdade sem que você tenha um milhão de dólares, usando o tempo e a mobilidade
com moedas dessa riqueza.

Tim esclarece que você provavelmente não poderá replicar cada uma das coisas que ele
recomenda, mas que você poderá usar os mesmos princípios para chegar aos mesmos
resultados. Ao invés de aceitar passivamente as coisas como elas são, seja um negociador.
(Veja o capítulo 5 do resumo de “Pai Rico, Pai Pobre” para mais sobre esse tipo de conselho.)

A maior parte da estrutura deste livro foi construída, em inglês, sobre as letras da palavra
“DEAL”, que pode significar acordo ou negociação:

Definição: substituir pressuposições derrotistas.

Eliminação: esqueça a gestão do tempo, ignore o que não é importante. (e gere tempo)

Automatização: aprenda a colocar o fluxo de caixa no piloto automático. (e gere receita)

Liberação: crie liberdade de localização. (e gere mobilidade)


Tim coloca uma introdução na qual dá de presente uma detalhada cronologia de sua vida, que
eu respeito tremendamente por sua ousadia. Quase sem exceções, pessoas que têm sucesso
deixam de lado os detalhes de como o conseguiram, fazendo com que você apenas cogite o
que fizeram para chegar até ali, ou mesmo pense que elas tiveram apenas sorte, ou ainda se
há mesmo uma fórmula que possa ser copiada. Pessoas gostam de criar uma narrativa de
progresso constante e consistente, porque essa é a versão de realidade que o mundo gosta de
ver. Tim, por outro lado, fiel ao discurso do livro, compartilha sua jornada de altos e baixos e
quebra a narrativa da sorte.

D para Definição

Perigos e Comparações – Como queimar 1 milhão numa noite

Tim começa expondo as diferenças entre o senso comum existente sobre o “Novo Rico” e, de
fato, o que um novo rico em sua acepção fala. Imaginações populares como a figura do sujeito
que gasta 1 milhão em uma noite estão longe da verdade, e Tim coloca diversas comparações
entre o real e a visão comum da coisa:

Senso Comum: Trabalha quando quer.

Novo Rico: Tem gente trabalhando em seu lugar.

Senso Comum: Aposentar-se jovem.

Novo Rico: Distribuir a dita aposentadoria em pequenos períodos de aproveitamento ao longo


de toda vida, nunca tendo a inatividade como sua meta.

Senso Comum: Conseguir um grande lucro, seja por meio de ações, aposentadoria, venda de
negócios ou qualquer outra coisa.

Novo Rico: Pensar grande, mas garantir o fluxo de caixa, o dinheiro para pagar as contas do
dia a dia e, depois disso, grandes somas e planos.

Tim vê a riqueza financeira e a habilidade de viver como um milionário como duas coisas
totalmente diferentes. Por quê? O dinheiro é considerado pelo seu valor prático – aquilo que ele
adquire ou dá acesso. Desse modo, se você é capaz de ter acesso àquilo que o dinheiro
teoricamente proporciona, quer o tenha ou não, está vivendo como um milionário de qualquer
modo.

Regras que mudam regras – tudo que é popular está errado

Se todos estão definindo um problema ou tentando solucionar algo da mesma maneira, sem
que os resultados sejam satisfatórios, cabe perguntar “e se eu fizesse o oposto”? Por exemplo,
o autor fala sobre como, em seu primeiro trabalho de vendas, ele descobriu que a barreira
primária para que conseguisse marcar uma reunião com potenciais clientes eram aquelas
pessoas que atuavam como porteiros, como secretárias, por exemplo. Ele começou a fazer
suas chamadas apenas em horários antes do horário comercial e após o final do turno, o que
fez com que ele dobrasse o número de reuniões conseguidas, em relação às pessoas que
faziam suas ligações durante o expediente tradicional.

Neste Capítulo, Tim apresenta dez maneiras com as quais você pode redefinir e resolver sua
vida, com base nesse princípio.

Aposentadoria é apenas para o pior dos casos possível. O conceito geral da aposentadoria é
todo baseado na pressuposição de que você não gosta daquilo o que faz durante os anos em
que é fisicamente capaz em sua vida, o que é uma terrível e inaceitável realidade. Para ser
honesto, construir capital suficiente para sustentar a aposentadoria acima do nível de pobreza
é matematicamente impossível para a grande maioria das pessoas, dada as realidades dos
mercados de hoje. Apenas indivíduos incrivelmente ambiciosos e trabalhadores podem atingir
tal patamar, e se você é desse tipo, convenhamos, irá ficar mesmo sentado sem fazer nada?
Você provavelmente arranjará outro emprego – então por que esperar por todos esses anos?

Interesses e energia são cíclicos. A chave para prevalecer é alternar períodos de trabalho e
descanso, e isso se mantém uma realidade em qualquer patamar da carreira. Distribuindo
“mini-aposentadorias” ao longo de sua vida, você não apenas tem uma qualidade de vida
melhor, mas também se torna alguém mais produtivo quando trabalha.

Menos não significa ter preguiça. Nossa cultura tende a recompensar o sacrifício pessoal em
nome da eficiência, mas o novo rico mede sua contribuição através de resultados, e não de
tempo. Preguiça não é trabalhar menos, preguiça é deixar que as circunstâncias definam sua
vida por você, ou passar a vida como um mero espectador na janela do escritório.

A ocasião nunca é a certa. Esqueças as listas de prós e contras, qualquer que seja o caso,
apenas faça o que tem de fazer agora.

Peça perdão, não permissão. As pessoas irão negar coisas em nível emocional, mas irão
aceitar essas mesmas coisas depois de você já tê-las feito. Contanto que qualquer tipo de dano
potencial seja mínimo ou reversível, não dê a ninguém a chance de dizer não, apenas faça – e
depois peça perdão por tê-lo feito se necessário for.

Enfatize os pontos fortes e não conserte as fraquezas. Elevar seus pontos fortes geralmente
funciona como um efeito multiplicador, enquanto que tentar consertar defeitos geralmente leva
apenas a melhorias menores e circunstanciais.

Coisas em excesso acabam se tornando o oposto. Isso se aplica ao tempo tanto quanto às
posses de uma pessoa. O ponto deste livro não é criar excesso de tempo ocioso, mas sim
permitir que você use esse tempo como quer e não porque é obrigado a utilizá-lo.

Dinheiro sozinho não é uma solução. Colocar mais dinheiro não é uma resposta tão boa quanto
achamos que é. Nós nos iludiomos pensando que precisamos de mais, e nos mantemos
ocupados e atarefados ao limite, evitando enxergar os reais problemas.

Ganhos relativos são mais importantes que ganhos absolutos. Ganhos relativos são uma forma
de medir tempo e também dinheiro, por exemplo, se uma pessoa trabalha 10 horas por semana
e ganha R$ 10 mil, provavelmente é mais rica do que aquela que trabalha 80 horas semanais
para ganhar R$ 100 mil
Distração é ruim, atividade é boa. A atividade é um tipo de estresse que o ajuda a crescer.
Abrace esse tipo positivo de estresse e deixe de lado o estresse que apenas consome.

Esquivando de balas, enfrentando o medo e a paralisia

Livre-se da ansiedade e ambiguidade sobre fazer aquilo que você de fato tem vontade, usando
o seu pior pesadelo de forma literal e específica: qual seria a pior coisa que poderia acontecer?
Então pense em passos simples que podem ajudá-lo a reverter tal situação. Definar o pior
cenário possível em uma escala de 1 a 10 – e faça o mesmo a respeito dos potenciais
benefícios. Você pode descobrir que evitando a ação que, provavelmente, criaria benefícios de
escala 9, está se contentando com uma escala 3 em nível de satisfação. Agora compare isso
aos riscos de permanecer estagnado por 40 anos de sua vida. Será que realmente vale a pena
postergar a ação?

Resetando o sistema – sendo pouco razoável e sem ambiguidade

Já que a maioria das pessoas está convencida de que somente é capaz de atingir realizações
medíocres, a concorrência por metas medíocres é na verdade muito mais intensa do que a
competição para realizar coisas realmente desafiadoras. Talvez isso seja parcialmente devido à
motivação. Ao invés de se perguntar o tempo todo sobre o que você quer ou quais são suas
metas, talvez seja melhor perguntar o que realmente te motiva.

Você tem de definir que tipo de realidade alternativa irá substituir aquilo que você está fazendo
agora. De outro lado, você ficará preso em algo vago, “irei juntar X milhões e então conseguirei
fazer o que eu quero”. Defina o que você quer! O autor introduz o termo linha dos sonhos,
aplicado ao cronograma necessário para que seus sonhos deixem de ser fantasias ambíguas e
passem a ser coisas que fazem, parte dos seus passos. (Essa é a mesma técnica usada por
Tony Robbins no capítulo 3 do livro “Dinheiro: Domine o Jogo”). A meta tem de ser irreal para
ser efetiva, e tem de estar focadas em atividades que substituam aquelas que você
desempenha hoje.

Crie calendários de 6 e 12 meses, cada um deles com cinco coisas que você sonhe ter nesse
período, cinco coisas que sonha em ser e mais cinco coisas que sonha em fazer. Então,
converta cada uma das coisas que pretende ser em coisas que pretende fazer, criando maior
definição. Se você precisar de uma organização mais definida, escreva um lugar que pretende
visitar, uma memória em sua vida, uma coisa que você gosta de fazer todos os dias, uma coisa
que você gosta de fazer toda a semana, uma coisa que sempre quis aprender.

De todas as 15 coisas do calendário, selecione apenas 4 que mudariam você completamente.

Pesquise e calcule os custos mensais para cada uma das quatro coisas. Pense em termos de
budget mensal, não de custos totais (uma Lamborghini de R$ 1 milhão não tem uma parcela
mensal equivalente menor do que R$ 20 ou R$ 30 mil.)

Adicione todos custos e despesas, multiplique por 1,3, para manter uma reserva e então divida
isso tudo por 30 para chegar ao faturamento diário que precisa ter.
Escreva os três primeiros passos para cada um desses 4 sonhos nos próximos seis meses e
dê o primeiro passo neste exato momento. (Agora quer dizer imediatamente, assim que
terminar de ler isto). Dê o segundo passo na manhã do dia seguinte e o terceiro passo um dia
depois, no mesmo horário, logo de manhã. Os passos devem ser grandes o suficiente para
fazer com que a meta de fato se torne plausível.

E é para Eliminação

O fim da gestão do tempo – ilusões e italianos

Após definir o que você quer fazer com seu tempo, você precisa liberar esse tempo, sem que
tenha qualquer tipo de penalização. A abordagem da gestão do tempo que a maior parte das
pessoas usa está errada: tentar preencher todo momento com produtividade. Uma vez que a
expectativa em um ambiente de escritório é o constante movimento, não produtividade, você
precisa se colocar fora desse ambiente. Como funcionário, você precisará liberar a si mesmo
entrando em acordos para trabalhar remotamente, antes que você possa automatizar tarefas.
Se você é um empreendedor, o bloqueio é seu próprio negócio, não seu empregador, então
você irá usar a ordem reversa – primeiro automatizar para depois liberar.

Tim então introduz o Princípio de Paretto: algo observado pelo economista italiano Vilfredo
Pareto: em qualquer campo de empreendimentos, 80% dos resultados ocorrem a partir de
apenas 20% das ações. Pergunte a si mesmo as seguintes questões:

Quais os 20% de fontes de 80% dos meus problemas e preocupações?

Quais os 20% de fontes que resultam em 80% das minhas metas e da minha felicidade?

Você terá de levar algum tempo pensando nessas perguntas, mas se você achar que não
conseguer respondê-las de modo claro, é porque não pensou o quanto devia. Não há exceções
para a regra de Paretto.

O exemplo de Tim nessa altura ocorre quando ele percebeu que, na verdade, cinco de seus
clientes respondiam por praticamente 95% de todo seu faturamento. Dois desses cinco clientes
eram péssimos, e os outros três nunca haviam causado problemas. Então, Tim parou de
colocar qualquer esforço nos 120 outros clientes que possuía, e confrontou os problemas dos
dois clientes ruins. Uma vez que isso estava resolvido, Tim concentrou-se em encontrar novos
clientes que fossem parecidos com os seus três melhores, e em um mês dobrou seu
faturamento, embora tivesse reduzido o número de horas de trabalho semanais de 80 para
apenas 15.

Se você pretende se juntar aos Novos Ricos, você precisa mudar sua mentalidade. Estar
ocupado sempre é na verdade uma forma de preguiça – preguiça mental com ações
indiscriminadas. A falta de tempo é na verdade uma falta de prioridades.

A outra metade da gestão do tempo é conhecida como Lei de Parkinson. Uma tarefa é
percebida em termos de complexidade ou importância com base no tempo que leva para ser
executada. Essas duas leis são sinérgicas. Apenas faça os 20% para reduzir o tempo, e reduza
o tempo focando nesses 20%.
A dieta da pouca informação – cultivando a ignorância seletiva

Nunca leia as notícias. Se algo é realmente importante, as pessoas falarão a respeito e você
terminará sabendo. Tim checa seus emails uma vez por semana, por uma hora, o que é muito
diferente do que ocorre com a maioria de nós. Mas o ponto aqui é tirar a si mesmo dos
gargalos da vida, fazendo isso, o problema desaparece.

Como forma de reset mental, recomendo também eliminar completamente a televisão (a não
aquela uma hora diária por mero prazer), ler livros apenas de ficção ou para entretenimento e
fuçar na web apenas quando for realmente necessário.

Para encerrar este capítulo, Tim dá algumas dicas e sugere truques, sendo o mais importante
deles o cultivo da arte de não terminar algo. A maioria de nós tem o impulso de querer terminar
algo que tenhamos começado, mas se você sente que um filme, livro ou algo está tomando seu
tempo, pare. Isso irá dar a você mais tempo para lidar com coisas que geralmente considera
relevantes ou úteis.

Interrompendo interrupções e a arte da recusa

Tim conta uma história de como, na faculdade, sempre que não conseguia uma nota 10 em um
teste de múltiplas questões, aparecia na coordenação com uma lista de duas ou três horas de
perguntas. Com esse método, ele aprendeu como funcionava a mente dos professores, mas
mais importante que isso, o professor nunca novamente daria menos que 10 a ele, a menos
que houvesse uma boa razão, ou teria de perder duas ou três horas respondendo a
questionamentos na coordenação.

A lição tem um efeito bastante interessante – desenvolver uma reputação de ser assertivo, de
modo a lutar apenas uma vez, ao invés de várias vezes posteriormente. No contexto do livro,
Tim identifica três categorias onde isso ocorre:

Desperdícios de tempo: emails sem importância, reuniões, etc. Desligue essas notificações por
e-mail e celular, bem como o enviar e receber automáticos, e cheque emails apenas duas
vezes ao dia, uma delas ao meio dia e outra às quatro da tarde. Tim recomenda que você
coloque algum tipo de resposta para evitar essa rotina de checagem e resposta a todo
momento – assim ansiosos são satisfeitos. Lembre-se ainda – não peça permissão, peça
perdão. Você pode falar antes com o seu chefe sobre a abordagem, argumentando a série de
interrupções que isso causa. Então, quando estiver tudo sob controle, passe a verificar o e-mail
apenas uma vez ao dia.

Faça o mesmo com o telefone e outras formas de comunicação – coloque o telefone do


escritório diretamente na caixa postal de voz. No recado, grave algo simpático e deixe um
segundo número para comunicações urgentes. Quando alguém ligar para esse segundo
número, então você passa a atender de modo imediato..

O último passo é eliminar reuniões, e nesse sentido Tim dá mais algumas dicas:

Sua linha de preferência em comunicação deve ser, primeiramente, o email, depois o telefone e
então encontros e reuniões. Tente sempre manter e dirigir as pessoas dentro dessa escala.

Responda mensagens de voz com um email sempre que possível. Proponha soluções do tipo
“SE… ENTÃO” para resolver problemas.

As reuniões nunca devem ser marcadas para definir um problema, apenas para tomar decisões
sobre problemas que já estejam definidos. Use o truque da agenda e você descobrirá que
sempre poderá evitar uma reunião respondendo a questões por email.

Se as reuniões são neessárias, defina uma hora para elas acabarem antes. Você pode usar
como desculpa um compromisso qualquer que tenha depois da reunião.

Use o telefone de forma eficiente quando invasores adentrarem seu espaço de trabalho – deixe
os intrusos saberem que você está no meio de algo, mas também insista que ele siga adiante
com o que quer e diga o que precisa, de modo que você pode ter uma ideia razoável,
impedindo que ele venha a incomodar novamente mais tarde.

Consumidores de tempo: coisas que precisem ser feitas mas geralmente causem interrupções
em um trabalho de alto nível, como atendimento a clientes, relatórios financeiros, saídas de
pessoal, etc… a melhor prática aqui para esse consumo de tempo é simples: fazer tudo em
blocos. Ao concentrar esses vários períodos de tempo num só, os intervalos tornam-se maiores
e, com o tempo, você elimina a intrusão que isso possui em seu trabalho.

Empoderando as falhas: quando alguém precisa de aprovação para fazer algo, algo
insignificante ocorre. Para evitar isso, estabeleça um limite claro do campo das decisões e
permita que aqueles para os quais você delegou as tomem. Ajuste esse limite a depender dos
resultados.

Isso funciona de todo modo – se você está sendo controlado de maneira burra por chefes, junte
algumas regrinhas que facilitariam seu trabalho e dariam a você liberdade, para que gastasse
menos tempo apenas pedindo aprovação de seu chefe. Diga a seu chefe algo como “sei que
você é ocupado, e odeio ter de ficar interrompendo. Li algumas coisas e tive algumas ideias
sobre como podemos ser mais produtivos. Podemos tentar por alguns dias ou semanas?”

A é para Automatização

Terceirizando a vida – gerindo descanso e um pouco de geo arbitrariedade

Uma parte essencial do processo de tornar-se um novo rico – agregar alguém localizado em
uma região barata, que possa automatizar suas tarefas menores. Há, hoje em dia, como fazer
isso de diversos modos online. Desde sites de freelancers até companhias que utilizam
profissionais alocados em países como Índia. Tudo praticamente pode ser terceirizado e o
custo disso é menor do que muita gente tende a pensar – assim como a facilidade de
contratação e gestão.

Primeiro, nessa toada, tente eliminar as coias – e depois tente terceirizá-las. Apenas delegue
aquilo que sobrar, de outro modo você estará perdendo tempo e dinheiro com tarefas inúteis.
Além disso, assegure-se de que cada tarefa a terceirizar seja algo que consuma muito tempo,
mas esteja bem definida - de outro modo, esse processo pode não ser a opção mais eficiente.

A maior objeção que as pessoas têm, nesse caso, são os custos, mas Tim explica que essa
preocupação tem de ser comparada ao quanto custa sua hora de trabalho. Se você pode pagar
40 reais para ficar duas horas parado, mas ganha 80 reais por hora, está tendo, na verdade,
um imenso lucro ao terceirizar.

A segunda grande objeção é a segurança, e o autor detalha bastante o caso de como


informações pessoais são filtradas se usamos alguns sites específicos para esse tipo de
contratação.

Eis algumas outras dicas relevantes:

Peça a alguém com ótimo português que deixe claro que chamadas telefônicas serão
necessárias.

O LÍDER SEM STATUS (parte 2)

Robin Sharma

O que nos torna humanos é a habilidade de refletir sobre nossos pensamentos. Isso nos ajuda
a desenvolver uma maior percepção sobre a vida, nos capacitando a fazer escolhas melhores,
alcançando melhores resultados. Pensando nisso, levante uma hora mais cedo reflita sobre os
seus pensamentos e dedique-se em se auto conhecer. Assim como os atletas treinam
diariamente para vencer uma competição, esse será seu momento particular para se preparar,
a fim de estar em seu melhor estado antes de iniciar as suas tarefas.

Antes de um jato decolar, os pilotos fazem um ritual. Checam o plano de voo, arrumam os
comandos e avaliam o painel de controle. Só então estão prontos para voar. A mesma
metáfora se aplica ao Líder Sem Status. Se você quer voar e mostrar o seu talento, você
precisa ter um ritual matutino. É o momento em que você se restaura e programa seu plano de
voo para o dia. É um período para trabalhar a mente, fortalecer o corpo, nutrir a vida emocional
e alimentar sua espiritualidade. Essa disciplina diária operará milagres em sua carreira e em
todas as outras áreas de sua vida. Esse hábito te ajudará a aumentar sua motivação e
restaurar o equilíbrio entre vida e trabalho.

Para auxilia-lo nessa nova prática, o autor sugere que precisamente as cinco da manhã de
todos os dias, você escolha algumas dessas 7 práticas da lista, que irão auxiliar o no seu
crescimento como um Líder Sem Status.

1. Aprendizado: Leia ou ouça livros que o inspirem e fortaleçam seu caráter. Que te ajude a
lembrar de bons exemplos seguidos por grandes líderes do mundo.

2. Afirmações: Repita constantemente afirmações positivas, sobre o que quer se tornar e as


realizações que pretende alcançar. Por exemplo: repita várias vezes no começo do dia a
seguinte afirmação: “Hoje estou focado, excelente e muito entusiasmado”. Isso vai criar uma
disposição e um estado emocional de campeão em você.
3. Visualização: Todas as situações exteriores começam na mente. Todo progresso nada
mais é do que criatividade invisível transformada em visível. Portanto, permita-se fechar os
olhos e, como qualquer bom atleta de elite, visualize-se alcançando suas metas, jogando seu
melhor jogo e despertando plenamente seu líder interior.

4. Anotações: Anote ideias, sentimentos, esperanças e sonhos. Escreva também qualquer


frustração que talvez esteja experimentando e entre a fundo em seus medos. Os medos que
você reconhece são aqueles dos quais irá se livrar. Conheça realmente a si mesmo. Expresse
gratidão por tudo que tem e comemore sua jornada pela vida.

5. Definia suas metas. Suas metas criarão um tremendo foco em sua carreira e em sua vida.
As metas criam esperança e energia positiva. Metas claramente ajustadas funcionavam como
uma estrela-guia para orientá-lo. Elas também lhe permitem viver a vida de maneira produtiva,
em vez de vivê-la de maneira reativa e acidental.

6. Exercícios: Atividade física diária aumenta a função cerebral, gera níveis de energia muito
mais altos, ajuda a administrar o estresse com mais eficiência e mantém você em jogo por mais
tempo.

7. Nutrição. Aquilo que você come determina o nível de seu desempenho. Se comer como
um vencedor, sua energia permanecerá no auge e sua disposição permanecerá positiva.

Dê a si mesmo um dos melhores presentes que um Líder Sem Status pode se dar. A bênção
de levantar todo dia às cinco da manhã. Muitos líderes têm esse hábito. O modo como começa
o dia determina como vai passar o restante dele. E aquilo que você faz em sua primeira hora o
coloca no caminho do sucesso ou do fracasso nas horas seguintes. Passe a primeira hora de
seu dia desenvolvendo suas habilidades de liderança pessoal.

Para ter uma vida mais leve, decida também, que vai perdoar todos aqueles que o magoaram e
esqueça todas as experiências decepcionantes. Quando você estiver honestamente disposto a
perdoar, dará início ao processo de limpeza. E ao se sentir com medo lembre-se: Gratidão é o
melhor antídoto para o medo. Se passar cinco minutos daquela primeira hora de seu dia
celebrando todas as coisas boas em sua vida, entrará em um profundo estado de felicidade. E
por mais que isso possa parecer ultrapassado, pessoas felizes realmente se tornam líderes
felizes. E líderes felizes não só fazem um trabalho melhor, mas também são uma ótima
companhia.

“Se um indivíduo avançar confiante na direção de seus sonhos e esforços para viver a vida que
imaginou, alcançará um sucesso inesperado. ” – HENRY DAVID THOREAU

Instainsights

· O modo que começo o meu dia determina como ele será até o fim.

· Não são necessários rótulos para fazermos o que é bom para as pessoas ao redor.

· A maneira que levamos a vida, influencia diretamente outras pessoas.


· Mesmo com bloqueios e traumas, se mudarmos o nosso modo de pensar, podemos
adquirir bons hábitos.

· É possível ser feliz e ter realização pessoal e profissional.

· Seja a pessoa em quem quer se inspirar.

· Seja o seu maior líder.

Neste livro, você aprendeu que

A liderança pode ser algo adquirido, não precisamos esperar grandes acontecimentos para nos
tornarmos bons líderes. Se estivermos dispostos a criar novos hábitos e ter a consciência de
que as nossas decisões influenciam diretamente outras pessoas, podemos criar novos
ambientes e novas oportunidades de crescimento.

O LÍDER SEM STATUS (parte 1)

Robin Sharma

Os princípios e as ferramentas revelados nesse resumo serão transmitidos de forma leve e


cuidadosa. Eles farão sua carreira alavancar e ampliará a sua felicidade para que o que há de
melhor em você se revele por completo. Acredite os métodos de liderança são perfeitamente
reais e tem ajudado várias pessoas e muitas organizações a vencer nos negócios e a liderar o
mercado.

Liderança e sucesso são direitos inatos

Se preocupar com coisas que não estão em seu controle é uma ótima forma para adoecer. A
maioria das coisas com que nos preocupamos nunca acontece, os verdadeiros problemas
geralmente são coisas que nunca passaram por sua mente.

Com as experiências da vida, o autor relata o quanto ele cresceu como pessoa e profissional.
“Com mais sucesso e alegria do que poderia imaginar, passei a compreender que os maus
momentos deixam as pessoas melhores. Em meio à dificuldade reside a oportunidade. E cada
um de nós é feito para vencer – tanto no trabalho quanto na vida”.

Em cada um de nós habita um gênio, mas infelizmente a maioria morre na mesmice.

Encontro com um mentor em liderança

O autor relata que certa manhã estava na loja onde trabalhava, aguardando ser chamado para
uma reunião entre os funcionários e gerentes para saber mais sobre uma reestruturação que
haveria na loja, já que esta não estava indo muito bem em suas vendas e estratégias a ponto
de haver possíveis demissões ou até mesmo acontecer o fechamento do estabelecimento.
Enquanto ele aguardava, tomava uma xícara de café quando um senhor muito simpático,
porém muito mal vestido o abordou de forma confiante dizendo: Olá Blake sou Tommy, é um
grande prazer conhecê-lo. Todos me falaram muito bem de você, acabei de ser transferido. Sei
que não pareço ter vindo de outra loja, mas fui o melhor funcionário do ano, no ano passado. É
melhor você me tratar bem, talvez um dia eu venha a ser seu chefe.

O autor muito impressionado desabafou: – Você está de brincadeira... Trabalha para esta
empresa?

- Bem, não foi uma transferência forçada, Blake. Eu pedi – disse ele, ainda completamente
confiante e lúcido. – Eu quis ser transferido. Não estava crescendo na outra loja e achei que
poderia fazer uma diferença maior aqui. Quanto mais desafiadoras as condições, mais
maravilhosas são as oportunidades, Blake. Por isso, quis vir para cá trabalhar com vocês
acrescentou, com mais um sorriso.

Blake não tinha ideia aonde chegaria àquela conversa ou quem era aquele homem.

Foi quando o homem perguntou: – O nome Oscar lhe parece familiar, Blake?

O autor assustado. Perdeu a respiração por um instante e o seu coração começou a bater mais
rápido. Suas pernas começaram a tremer. O nome do seu falecido pai era Oscar. Um tanto
emotivo, Blake sentiu de volta a tristeza que havia enterrado em seu coração pela perda de
seus pais. Os olhos de Tommy se suavizaram e naquele momento Blake sentiu que se tratava
de um homem bondoso.

No decorrer da conversa Tommy explicou a sua presença dizendo: – Seu pai foi meu amigo.
Crescemos juntos, mas nunca mais nos vimos depois que ele se mudou para outra cidade.
Mantivemos contato por e-mail, trocando longas mensagens sobre o rumo que tomava nossas
vidas. Foi ele que me incentivou a mudar para esta cidade quando tive dificuldade para
encontrar emprego. A força do seu pai fez com que eu me lembrasse da coragem que havia
dentro de mim. Sinto muito pelo que houve com seus pais, Blake. Continuou dizendo: – Oscar
me falava de você e de tudo que fazia. Sempre dizia que você tinha muito potencial e que
estava destinado a realizar coisas grandes. Ele acreditava mesmo em você. Mas sentia que
precisava de alguém para se inspirar, alguém que lhe mostrasse como ser o melhor de si. E,
por alguma razão o seu pai achava que essa pessoa não era ele.

Blake não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Era impressionante que aquele estranho
fosse amigo de seu pai. Foi quando ele sentou num banquinho e se encostou a uma pilha de
livros, impressionado. Tommy reforçou dizendo: – Não se preocupe, Blake. Perder-se faz parte
da descoberta. Às vezes precisamos sair dos trilhos antes de seguir por eles. Tudo que você
passou foi uma preparação. Prometi a seu pai, que ajudaria o filho dele. Nunca senti que era a
hora certa de visitá-lo. De repente, por um golpe do destino, vi seu nome em um formulário que
chegou para uma vaga nesta loja.

Tommy continuou. –Imagine Blake, não somente alcançar um nível internacional em sua
carreira, mas conseguir ter boa saúde, bons relacionamentos pessoais e adquirir felicidade.
Posso lhe mostrar exatamente como alcançar tudo isso. E é muito mais fácil do que você
imagina.
– Esse seu colar com as iniciais LSS tem algo a ver com o que quer ensinar? Perguntou o
autor cheio de curiosidade.

– Sim muito bem. O LSS é o coração do método que você vai descobrir. Trata-se de uma forma
de trabalhar, e viver que é simples e profunda. No dia em que me foi ensinada, algo profundo
em meu interior mudou. E um poder natural despertou dentro de mim. Nunca mais fui o mesmo.
Na verdade, quase imediatamente após esse processo ser revelado a mim, comecei a
enxergar o mundo inteiro com novos olhos. E resultados surpreendentes começaram a
aparecer. – Respondeu Tommy, de maneira educada.

Blake se desculpando pelo questionamento abordou Tommy de forma curiosa: – mas se esse
negócio de LSS é tão especial, por que você ainda está trabalhando na livraria? Não poderia se
aposentar? E, desculpe-me pelo comentário, mas nem o promoveram a gerente quando o
transferiram para cá.

Respondeu Tommy: – Por que eu sairia de um emprego de que gosto tanto? Estou no melhor
momento da minha vida! E fazer um trabalho que gosto muito é um dos modos pelos quais
permaneço jovem de espírito. Aqui tenho a oportunidade de inspirar meus colegas de equipe
com meu exemplo positivo. Sobre eu não ser gerente aqui, não quero nem preciso ser gerente.
Isso não me interessa.

– Então que exatamente significa LSS, Tommy? – perguntou Blake, cada vez mais fascinado.

É um modo muito real e prático de fazer negócios e viver a vida. Você sabe que nosso mundo
está passando por mudanças profundas, então, qual é a solução? – Liderança. Deixar que
cada pessoa dentro da organização cresça e desenvolva o seu talento em liderança, crescendo
mais rápido aqui do que na concorrência. A empresa deve fortalecer a capacidade dos
funcionários, para que sejam líderes em tudo que fizerem. Isso desde o porteiro até o
presidente, mostrando liderança e assumindo responsabilidade pelo sucesso da empresa. O
LSS “ Líder Sem Status” primeiramente, trata-se de uma filosofia de transformação para o
trabalho e para a vida. Pessoas, de qualquer idade, ou local, pode liberar o seu “líder interior” e
provar os resultados.

O autor relata que, as promessas que Tommy fez a ele naquela manhã na livraria se
realizaram. Cada uma delas. Quando ele aprendeu a misteriosa filosofia sobre a qual Tommy
falava, o seu mundo se transformou radicalmente. Ao seguir as lições dos quatro notáveis
professores, Blake obteve resultados em sua carreira. Ao adotar as ideias do LSS ele
conquistou a felicidade e a paz interior que tanto procurava. Tudo aconteceu muito rápido. Hoje
Blake é um dos mais jovens vice-presidentes da história da Bright Mind Books. Viaja por todo o
país visitando lojas, fazendo acordos comerciais e desenvolvendo líderes em todos os níveis
da sua empresa, que se expande com enorme rapidez. Ele tem boa saúde e é extremamente
feliz.

Aquele encontro com Tommy mudou a sua vida. E naquele dia importante, Blake prometeu a
Tommy que dividiria os segredos aprendidos com todos que conhecesse. E agora ele quer
compartilhar com você todos esses segredos.

O triste preço da mediocridade e as recompensas espetaculares do domínio da liderança


Neste período de grandes mudanças nos negócios e na sociedade, o mais importante é ter a
disciplina necessária para vencer.

A liderança é acessível a todos. Se você pode respirar você pode ser um líder. Os líderes são
aqueles que fazem, mesmo que não gostem. É necessário ter disciplina para fazer o que é
importante e certo, e não apenas o que é fácil e divertido. Isso não quer dizer que os melhores
líderes não podem se divertir. Na realidade, por causa de sua facilidade para alcançar o
sucesso e produzir resultados positivos, acabam tendo muito mais alegria e prazer na vida.
Poucas coisas trazem tanta felicidade quanto saber que está usando completamente seu
talento, realizando um trabalho brilhante e vivendo lindamente a vida.

A sigla LSS significa Líder Sem Status. Não precisamos de status para ser líder.
Perceberemos essa frase outras vezes ao longo desse resumo. A repetição é a mãe do
aprendizado. Ela é um poderoso método de ensino. Cada um de nós, pode demonstrar
liderança. Com as mudanças que a sociedade passa, a liderança se tornou a mais importante
habilidade para o sucesso nos negócios.

A liderança não limitada, podemos pratica-la em qualquer lugar ou apenas para viver o melhor
da vida.É muito importante sermos modelos de liderança em nossa saúde, demonstrá-la com
aqueles que amamos, refleti-la em nossas finanças e vivê-la em nossa comunidade. Porém a
base principal para exercer a liderança é a autoliderança. Se você não é capaz de liderar a si
próprio, nunca será capaz de liderar as pessoas à sua volta.

É tão fácil dormir demais. Muitas pessoas gostariam de ter mais tempo, mas desperdiçam o
que têm. Acordar todos os dias uma hora mais cedo dará sete horas extras na semana, ou
trinta no mês. Quase uma semana extra de trabalho a cada trinta dias! É um tempo que você
pode usar para elaborar planos, ampliar a sua visão e desenvolver seus projetos, ou é um
tempo em que você pode simplesmente refletir sobre seus valores, quebrar barreiras interiores
ou ajustar o seu pensamento e visão.

Por tanto é bom ficar feliz, mas nunca se sinta realizado. Aprimore tudo que puder.

O sucesso é alcançado pela realização de pequenas disciplinas diárias que levam a conquistar
metas que jamais se imaginou alcançar. Esses pequenos hábitos são tão fáceis e simples de
praticar que a maioria das pessoas acham que eles não fazem diferença alguma, passam
despercebidos. Pequenas escolhas e comportamentos quando realizados podem nos levar a
lugares que antes pareciam impossíveis.

Esse processo lembra a história de um agricultor. As sementes são plantadas, o solo é


cuidado, parece que nada está acontecendo. Mas o agricultor não desiste. Ele não sai correndo
pelo campo e começa a cavar até encontrar os legumes. Ele tem paciência e confia no
processo, ele simplesmente tem fé e compreende muito bem que, por meio de seus esforços
diários, o momento da colheita chegará. E um dia, quase que de repente, a hora da colheita
aparece. O fracasso, por sua vez, é igualmente fácil de alcançar. Ele é o resultado da
constante negligencia de tarefas.

Quando lembramos o quão breve é a vida, jogamos fora todas as distrações e nos lembramos
do que é mais importante. Que somos mortais. Pensar nisso nos faz lembrar que nossos
meses estão contados nos fazendo aproveitar melhor o nosso tempo.

Você não precisa de um cargo importante para ser líder

Embora Blake tivesse voltado do Iraque havia um tempo, às vezes ele ainda se sentia por lá. O
seu tempo de batalha havia feito com que desenvolvesse um instinto de sobrevivência forte,
que servia para o manter vivo. Ele reprimia a maior parte das suas emoções e geralmente era
duro como pedra. Bloqueava a maioria das suas lembranças passando boa parte das suas
horas apenas perdendo tempo. Blake não se atrevia a deixar qualquer pessoa se aproximar
demais dele. Isso magoava as pessoas, ou elas o magoavam.

Mas uma das liberdades que temos como seres humanos é a liberdade de escolher o modo
como encaramos nosso papel no mundo e o poder que temos de tomar decisões positivas
diante das condições que encontremos a nossa frente.

Temos muito mais poder do que pensamos. E muito mais controle sobre nossa vida do que a
maioria das pessoas consegue perceber. Por isso Blake tomou a decisão de dar nada menos
que o melhor dele no trabalho. Cada um de nós pode decidir amar o trabalho que faz e
realizá-lo tão bem que as pessoas não conseguem parar de olhar. Esse modo de viver dá
muita energia e faz com que você se sinta muito bem consigo mesmo. Muitas pessoas acham
que isso é mera “sorte”. Mas na verdade não. Isso é apenas algumas recompensas
inesperadas por escolhas inteligentes que fizemos.

O sucesso tanto profissional quanto pessoal, é algo conscientemente criado. É o resultado


garantido de uma série de atitudes feitas que qualquer pessoa pode realizar. Isso não é
empolgante?

É comum atualmente as pessoas começarem em um emprego e esperar ser bem


remuneradas, sem mostrar o valor que justificaria a boa remuneração.

Toda pessoa pode ter sucesso, porém, poucas escolhem ter. Quando você começar a fazer
mais o que os Líderes Sem Status fazem, certamente receberá as recompensas espetaculares
que eles recebem. E um dos passos a serem seguidos é: - Nunca se faça de vítima! É
impossível construir um caminho para o sucesso se as bases são desculpas.

Liderança requer fé inabalável em sua visão e uma rígida confiança em seu poder de realizar
mudanças positivas. Esqueça o que os outros poderão dizer. E lembre-se do que escreveu
Albert Einstein certa vez: “Grandes almas sempre encontraram oposição por parte de mentes
medíocres”. Pessoas grandiosas constroem monumentos com as pedras que os críticos atiram
nelas. E os críticos geralmente só o criticam porque, em certo nível, se importam com você.

Para esclarecer melhor a ideia falaremos sobre os quatro Poderes Naturais que o ajudarão na
caminhada rumo a LSS.

1º. Você está vivo? Então você é capaz de mostrar o seu melhor no trabalho.

2º. Através do nosso exemplo, temos o poder de inspirar e elevar as pessoas que estão a
nossa volta.

3º. Todos nós, cheios de vida, podemos com entusiasmo gerar mudanças positivas diante de
condições negativas.

4º. Todos nós podemos tratar a todos com respeito, reconhecimento e gentileza. Isso elevará a
cultura da organização ao que há de melhor.

Você percebeu que para cumprir os quatro poderes não é necessário exercer a liderança? Não
existem pessoas irrelevantes hoje em dia. Todas as pessoas e todos os empregos são
importantes, e todo trabalho pode ser significativo.

Nenhum líder excelente alcançou a plataforma elevada se apegando a desculpas cheias de


medo. E, de modo geral, as pessoas que são peritas em criar desculpas geralmente não são
peritas em nada além disso. “Não sou o dono nem o gerente aqui, por isso não posso fazer
nada para melhorar as coisas”, “Não sou tão inteligente assim, a ponto de gerar uma mudança
diante de circunstâncias difíceis”, “Não tenho tempo para fazer todas as coisas que poderia
fazer para melhorar nossa empresa” ou “Tentei dar o melhor de mim, mas nenhuma dessas
ideias funcionou”. Ser vítima ou ser líder

“No que posso melhorar hoje? Eles têm profundo comprometimento em deixar tudo que tocam
melhor do que quando a encontraram e em se reinventar ao longo do caminho.

Acorde todas as manhãs pensando que cada coisa que for fazer será realizada de forma um
pouco melhor do que foi ontem. Pequenas melhorias diárias levam tempo, mas os resultados
são incríveis. Praticar diariamente pequenos atos inteligentes com o passar do tempo contribui
para estar em um estado de sucesso INIMAGINÁVEL.

No novo mundo dos negócios, a situação mais arriscada é tentar fazer as mesmas coisas do
modo como sempre foram feitas. Nada é mais tolo do que esperar que velhos comportamentos
gerem novos resultados.

Pense: O que a melhor pessoa do mundo faria neste momento? Empenha-se em fazer só
aquilo que produzirá os melhores resultados e o maior impacto.

O trabalho lhe oferece uma plataforma diária para revelar seu líder interior. Trata-se de uma
oportunidade de expressar mais seu potencial criativo e muito mais de sua valiosa
humanidade. Mas crenças nada mais são do que pensamentos que repetimos inúmeras vezes,
até que os transformamos em verdades pessoais. E o triste é que toda crença inevitavelmente
se torna uma profecia fadada a se cumprir. Se você pensa que algo é possível ou impossível,
sem dúvida está certo. Porque a sua crença determina o seu comportamento.

Uma ideia genial, sozinha, não tem valor algum. O que a torna preciosa é a qualidade e a
velocidade de execução em torno dessa ideia. Sim, esse primeiro passo é o mais difícil. Mas,
uma vez dado, os outros ficam mais fáceis. Quanto mais ação realizar, mais resultados verá. O
ônibus espacial usa mais combustível nos três primeiros minutos após a decolagem que
durante toda a viagem ao redor da Terra. O primeiro passo realmente é sempre o mais difícil,
porque você está lutando contra as forças de seus velhos hábitos e pensamentos. Nenhum ser
humano gosta de mudança; qualquer coisa nova nos assusta e nos coloca em confusão.

Já imaginou realizando cinco pequenos atos importantes todos os dias, que o deixarão mais
perto de suas mais importantes metas. Pequenas melhorias diárias, com o tempo, levam a
resultados assombrosos. Em um mês, são mais ou menos 150 metas alcançadas. E, em doze
meses, você terá atingido quase duas mil metas! Imagine seu nível de autoconfiança em doze
meses se realizar quase duas mil metas!

Primeira conversa sobre liderança

A maioria das pessoas acha que ser líder significa corrigir e criticar os outros quando fazem
coisas erradas. Isso não é verdade. A verdadeira liderança tem muito mais a ver com
aplaudi-los quando fazem a coisa certa. Elogiar seus colegas de equipe, lembre-se que a
maioria das pessoas não sabe o que fazer com o elogio sincero. Mas só porque o elogio pode
não ser recebido com entusiasmo, isso não significa que não deva ser feito.

Reconheça a excelência. Elogie o ótimo trabalho. Honre as pessoas. Não espere que seu
gerente faça isso. Faça você mesmo!

Para ser um Líder Sem Status, você precisa ser fonte de inspiração e louvor em um mundo que
parece celebrar só as piores coisas. Lance uma luz sobre as pessoas. Lembre-se de que elas
precisam ser reconhecidas, mesmo pelas menores coisas que fazem, diante da adversidade e
de momentos estressantes.

Viva todos os dias, até o fim de sua vida, sendo um daqueles raros indivíduos que incentiva os
méritos dos outros, que veem o que há de bom nas pessoas e aplaudem até os menores atos
positivos de cada um.

Segunda conversa sobre liderança

É comum as pessoas sentirem a obrigação e a vontade de retribuir a gentileza e a ajuda a


alguém que as deu. Temos a tendência de querer ser bons com as pessoas que foram boas
com agente. Por isso, dar valor e ser bom aos outros, desperta o desejo de retribuir o favor.
Faça isso tudo com boa intenção. Queria ser bom porque é certo agir assim, e não para
manipular as pessoas.

Ajudar e dar sem a esperar algo em troca é um verdadeiro dom. Qualquer coisa que seja
menos que isso não é dom algum. Quando você se doa os resultados são incrivelmente
positivos.

Semear nas pessoas ao seu redor é como as sementes de girassóis. Acredite nelas. Cuide
delas, nutra-as e regue-as. Dê a elas o seu melhor. E depois observe os frutos de sua colheita.
As pessoas realmente são os elementos mais importante num negócio de sucesso.

Influencie positivamente a vida de muitas pessoas. Plante estas sementes. As flores o deixarão
deslumbrado.

Terceira conversa sobre liderança


Faz tempo que o nosso pensar se tornou um hábito e acreditamos não ter o devido controle
sobre ele. Nossos pensamentos se tornaram automáticos e inconscientes. Mas isso não
significa que não temos poder sobre eles. Na realidade temos o total domínio dos nossos
pensamentos. E quanto mais assumirmos esses pensamentos, maiores seremos como
pensadores e líderes.

O MONGE E O EXECUTIVO: Uma história sobre a essência da LIDERANÇA (parte 2)

James C. Hunter

Vamos entender melhor cada um desses traços de caráter de liderança? Observe que nenhum
deles fala sobre o que sentimos, mas sim em como devemos agir:

· Paciência: mostrar autocontrole, saber esperar.

· Bondade: dar atenção, apreciação e incentivo. O ouvir ativo requer esforço consciente e
disciplinado. Isso exige sacrifício, uma doação de nós mesmos para de fato entrar no mundo da
outra pessoa. Isso se chama empatia. A prática do ouvir representa 6.· Humildade: ser
autêntico, sem pretensão, orgulho ou arrogância. Devemos entender que precisamos uns dos
outros. Mesmo que alguns fingem não precisar.

· Respeito: Tratar os outros como pessoas importantes. Faça elogios sinceros e específicos.
Se elogiar toda a equipe dizendo “todo mundo fez um bom trabalho” não demonstrará que são
importantes e poderá causar ressentimentos, porque talvez nem todos tenham participado ou
se empenhado naquela atividade.

· Abnegação: Satisfazer as necessidades dos outros, mesmo que seja necessário sacrificar
as suas. O oposto de abnegação é o egoísmo, onde as suas necessidades vêm primeiro.

· Perdão: Não se ressentir quando for enganado. Perdoar não significa ignorar as coisas
ruins que acontecem. Mas devemos ter um comportamento aberto, honesto e direto com as
pessoas, sempre de maneira respeitosa, e depois não se apegar a qualquer ressentimento.
Caso contrário isso te consumirá e você não terá mais a mesma eficiência.

· Honestidade: Ser livre de engano e dedicado a verdade, isto significa não mentir, omitir, ou
esconder algo com a intenção de enganar o outro. A confiança é construída pela honestidade e
mantém a união nos relacionamentos.

· Compromisso: Sustentar suas escolhas. Esse é provavelmente o comportamento mais


importante de todos e requer um esforço enorme. Se você não estiver comprometido como
líder, terá grande chance de parar de exercer autoridade e voltará a uma posição de poder.
Infelizmente esse comportamento está se tornando cada vez mais raro. Pois o mundo ensina
que se não quiser o bebê, pode abortar, se não quiser o cônjuge, é só divorciar, ou seja,
estamos vivendo em uma sociedade descartável. Hoje em dia, todos querem estar envolvidos,
mas ninguém quer estar comprometido. O verdadeiro compromisso produz crescimento do
indivíduo e do grupo.
Tudo isso precisa de muito esforço e trabalho, para isso que nos comprometemos quando
voluntariamente escolhemos nos tornar líderes. Ninguém disse que seria fácil.

O verdadeiro caráter de líder se revela quando é colocado à prova, quando precisa se doar aos
agressivos e arrogantes, quando tem que amar as pessoas de quem não gosta tanto. É nessa
hora que se descobre o seu grau de comprometimento.

O ambiente

Homens e mulheres desejam fazer um bom trabalho. Se lhes for dado o ambiente adequado,
eles o farão. – BILL HEWLETT

Para ter comprometimento e amar os outros, não é necessário ter bons sentimentos para com
eles. Por exemplo, mesmo em alguns momentos que não gostamos de nós mesmos, ainda
continuamos a nos amar, sabe como? Satisfazendo nossas necessidades.

Pense em como perdoamos rapidamente os erros que cometemos. Mas os erros que os outros
cometem não perdoamos com a mesma rapidez.

Nós amamos verdadeiramente o próximo quando nos preocupamos com seu bem-estar da
mesma forma como nos preocupamos com o nosso.

O bom é que, quando estamos comprometidos com o amor, e continuamos a investir nesses
comportamentos positivos, eles acabam produzindo sentimentos positivos, os sociólogos
chamam isso de práxis.

O homem não consegue fazer as coisas crescerem na natureza. Deus é o único que sabe
como uma pequena semente plantada no solo se transforma em uma grande arvore cheia de
frutos. O melhor que podemos fazer é criar as condições necessárias para que aconteça esse
crescimento. Da mesma forma é com os seres humanos.

Existem muitos líderes que ficam impacientes e desistem do esforço antes que os frutos
tenham a chance de crescer. Muitos querem resultados rápidos, mas o fruto só aparecerá
quando estiver pronto.

“Tudo o que o líder faz envia uma mensagem”. A psicologia behaviorista fala que o peso é
diferente entre o feedback positivo e o negativo. Para cada Feedback negativo são necessários
quatro feedbacks positivos. Então seja sábio ao criticar.

Lembre-se do ditado dos Alcoólicos Anônimos: “A única pessoa que você pode mudar é você
mesmo”.

“Como você consegue ter todos tão entusiasmados em seu time?”. Lou Holtz respondeu: “É
muito simples. Eu elimino os que não são”.

A escolha
O que pensamos ou no que acreditamos não tem muita importância. A única coisa relevante é
o que fazemos. – JOHN RUSKIN

Uma vez um general experiente e sábio comentou que não existem pelotões fracos, o que
existem são líderes fracos.

A práxis diz que, se você se comprometer a amar alguém, doando-se e servindo, de forma que
alinhe suas ações e comportamentos com esse compromisso, com o tempo você passará a ter
sentimentos positivos em relação a essa pessoa. Mas quando não gostamos de alguém e o
tratamos mal, vamos passar a odiá-lo ainda mais.

Não escolha esperar sentir vontade para mudar o seu comportamento. Normalmente esse
sentimento e essa vontade nunca aparecem se não fizer nada.

Faça escolhas e aceite a responsabilidade por elas. Escolha ser paciente ou impaciente,
bondoso ou maldoso, ouvinte ativo ou silencioso como quem está apenas esperando a sua vez
de falar, humilde ou arrogante, respeitador ou rude, generosos ou egoísta, capaz de perdoar ou
ressentido, honesto ou desonesto, comprometido ou apenas envolvido.

O objetivo da disciplina é ensinar e capacitar a fazer o que não é natural. Com ela é possível
tornar aquilo que não é natural em um hábito.

Para adquirir um hábito, seja ele bom ou mal, existem quatro estágios necessários:

1. Inconsciente e Sem Habilidade: Este é o estágio em que você ignora o comportamento e o


hábito. Você ainda não tem consciência ou interesse em aprendê-lo ou praticá-lo.

2. Consciente e Sem Habilidade: Nesse estágio é que você toma consciência de um novo
comportamento, mas ainda não desenvolveu a prática.

3. Consciente e Habilidoso: Aqui você já está mais experiente e se sente confortável com o
novo comportamento, prática ou habilidade. Mas ainda precisa pensar para realizar.

4. Inconsciente e Habilidoso: Este é o estágio em que você já não tem que pensar, você
realiza de forma automática. Por exemplo: Lavar a mão após usar o banheiro já se tornou a
coisa mais natural do mundo.

Quando um líder atinge o estágio quatro transformando seus comportamentos em hábitos, ele
não precisa tentar ser um bom líder, ele já se tornou um bom líder. Liderança não é estilo,
liderança é caráter. Por isso que podemos encontrar líderes com estilos diferentes, mas com
eficiência equivalente.

“Pensamentos tornam-se ações, ações tornam-se hábitos, hábitos tornam-se caráter, e nosso
caráter torna-se nosso destino.”

A recompensa

“Para cada esforço disciplinado a uma retribuição múltipla”. – Jim Rohn


Quanto mais quebrar o seu orgulho e ego, mais alegria você terá na vida.

Então surge uma pergunta: Será que vale a pena todo esse esforço?

O líder que voluntariamente optou pela autoridade e influência terá que fazer muitas escolhas e
sacrifícios. Será necessário muita disciplina e trabalho duro, mas em compensação sempre
receberá um prêmio, uma recompensa. Isso dá um propósito, um significado na vida. Uma
razão para acordar de manhã, um objetivo maior, construir uma estrada de sucesso e ajudar a
todos a sua volta a percorrer por ela. Colaborar para que todos se tornem bem-sucedidos, e
como resultado, receber fidelidade, gratidão, honra, amizade, companheirismo, empatia e
amor. Isso produzirá crescimento e satisfação interior, uma alegria de viver, uma convicção de
saber que você está no caminho da verdade e da vida.

“Pequenos passos podem não fazer muita diferença numa jornada curta, mas na longa jornada
da vida são capazes de colocar você num lugar completamente diferente”.

Syrus disse uma vez que de nada vale aprender bem se você deixar de fazer bem.

Instainsights

· Liderar é influenciar os outros a fazerem algo de bom grado para um bem comum.

· Para crescer como líder e ser humano é necessário se diminuir.

· A melhor habilidade na comunicação é saber ouvir ativamente.

· Só por fazerem parte do seu time, eles merecem o seu apoio e incentivo para serem
bem-sucedidos.

· A prática do amor pode transformar um sentimento.

· A diferença entre envolvimento e compromisso é ilustrada em quando comemos ovos com


bacon, pois a galinha estava apenas envolvida, mas o porco estava comprometido.

· Cada um encontra a verdade dentro de si. Conforme a visão que tem das coisas.

· É muito bom sentir-se orgulhoso pelos outros, quando conquistam cada etapa de sucesso
em suas vidas, como um pai se orgulha de um filho.

Neste livro, você aprendeu que

Gerenciar e liderar são coisas diferentes, que exercer autoridade e influência sobre os outros é
diferente de utilizar poder. Para liderar é necessário ter vontade, que é a capacidade de alinhar
as intenções com ações e escolher o comportamento. Então, escolher ter a vontade de amar,
isto é, identificar as reais necessidades, e não os desejos, daqueles que lideramos. Isso só
será possível se servir, e quando necessário, se sacrificar pelos outros. Assim você exerce
autoridade ou influência, fazendo com que eles sintam vontade de lhe retribuir com fidelidade,
esforço, criatividade e assim por diante.

O MONGE E O EXECUTIVO: Uma história sobre a essência da LIDERANÇA (parte 1)

James C. Hunter

Um líder é aquele que desenvolve as habilidades e as qualidades morais que o capacitam a


inspirar e influenciar pessoas. Todos influenciam e são influenciados todos os dias. Sendo
assim, você lidera todos os dias, mas a questão é: você lidera com eficiência? Ser um líder
eficiente é servir identificando e atendendo as necessidades dos outros. Não se trata de ser um
escravo que faz tudo o que os outros querem, mas de fazer aquilo que as pessoas realmente
precisam. Resumidamente, é abraçar os outros quando necessitarem de um abraço e
repreendê-los quando precisarem de correção. O autor afirma que liderar é uma questão de
amar as pessoas de verdade, identificando e satisfazendo suas necessidades. Amar é se doar
para ajudar os outros a alcançarem o seu melhor. Gandhi afirmou certa vez: “É preciso que
você se torne a mudança que deseja ver no mundo.” As ideias ensinadas nesse livro, não são
do autor. “Eu as tomei emprestadas de Sócrates, eu as roubei de Chesterfield, eu as furtei de
Jesus. E se você não gostar das ideias deles, quais seriam as ideias que você usaria?” – DALE
CARNEGIE

As definições

“Estar no poder é como ser uma dama. Se tiver que lembrar às pessoas que você é, você não
é”. – MARGARET THATCHER

A pessoa que descobrir o segredo da vida bem-sucedida, terá a alegria de viver, será
considerado alguém íntegro e com um caráter super evoluído.

Sabia que você escolheu ser um líder de forma voluntaria? Isso mesmo, você se comprometeu
em ser pai, mãe, esposo ou esposa, chefe, professor ou professora, ou o que quer que você
seja. Então você deve exercer liderança com eficiência. Afinal, o que é ser um líder? Existe
diferença entre gerenciar e liderar?

· Gerenciar: Não é possível gerenciar pessoas, pois gerência não é algo que você faça para
os outros. Você pode gerenciar seu inventário, seus documentos, seus recursos. Você pode
até gerenciar a si mesmo. Mas você não gerencia seres humanos. Você gerencia coisas e
lidera pessoas.

· Liderança: É a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem com entusiasmo,


visando atingir os objetivos que foram identificados como o bem comum.

Uma habilidade é simplesmente uma capacidade que pode ser adquirida.

Sempre que duas ou mais pessoas se reúnem com um propósito, aparece uma oportunidade
de exercer liderança. Exercer influência sobre os outros, que é a verdadeira liderança, é
possível para todos, mas requer uma enorme doação pessoal.
Se liderar é influenciar os outros, como desenvolver essa influência? Como levar as pessoas a
fazer o que desejamos? Como receber suas ideias, confiança, criatividade e excelência?

Para entender melhor como desenvolver esse tipo de influência, é necessário compreender a
diferença entre poder e autoridade.

Poder: É quando temos a oportunidade de forçar alguém fazer a nossa vontade, mesmo que a
pessoa preferisse não fazer ela acabará fazendo, por causa da nossa posição, função ou força.
“Faça isso ou despedirei você!”, “Faça isso ou te colocarei de castigo por duas semanas!”, em
outras palavras, “Faça isso, senão!...”.

Autoridade: É a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que nós queremos
por causa de nossa influência pessoal. “Vou fazer porque ‘ele’ me pediu”, “eu faria qualquer
coisa por ‘ele’” ou “Vou fazer isso porque mamãe me pediu”.

Qualquer pessoa consegue exercer poder, não precisa de coragem nem sabedoria para isso.
Por exemplo: crianças de 2 anos são ótimas em dar ordens a seus pais. O poder pode ser
vendido e comprado, dado e tomado. Podem por exemplo colocar qualquer um em cargos de
poder, simplesmente porque são parentes ou amigas do dono da empresa, ou porque
herdaram aquela posição. Mas é impossível acontecer isso com a autoridade. A autoridade não
pode ser comprada nem vendida, nem dada ou tomada. Ela é somente conquistada.

Você pode ser capaz de tirar algum proveito tendo poder, até realizar coisas. Mas nunca
conseguirá ter relacionamentos saudáveis.

É muito comum o líder perder o equilíbrio entre realizar tarefas e manter bons relacionamentos.
Pois se dedicar somente a uma delas, a outra automaticamente é deixada de lado. Então, a
chave para a liderança é executar as tarefas enquanto se constroem os relacionamentos.

Tudo na vida gira em torno dos relacionamentos – com Deus, conosco, com os outros. Se
tivermos relacionamentos saudáveis, teremos também: famílias saudáveis, equipes saudáveis,
igrejas saudáveis, negócios saudáveis e até vidas saudáveis. A confiança é o ingrediente mais
importante para construir um relacionamento bem-sucedido.

O velho paradigma

“Se você não mudar a direção, terminará exatamente onde começou”. – ANTIGO PROVÉRBIO
CHINÊS

Ouvir é uma das habilidades mais importantes que um líder deve escolher para desenvolver.
Quando interrompemos alguém no meio de uma frase, enviamos algumas mensagens
negativas, tais como:

· Eu não estava prestando muita atenção ao que você dizia.

· Eu não dou valor à sua opinião.

· O que eu tenho a dizer é muito mais importante.


Precisamos sempre desafiar os paradigmas que temos a respeito de nós mesmos, do mundo
ao nosso redor, de nossas organizações e das outras pessoas. O paradigma é tudo aquilo que
entendemos como verdade, são nossas crenças.

Desde o nascimento até a morte de alguém, por meio das experiências de vida, o mundo
exterior influencia continuamente a consciência do ser humano. Assim são construídos os
paradigmas, logo nem sempre são corretos. “Não vemos o mundo como ele é, mas como nós
somos”.

Se não desafiarmos nossas crenças e paradigmas, podemos ficar paralisados pelas mudanças
tão rápidas no mundo moderno.

É normal não gostar de mudanças, pois elas nos tira da nossa zona de conforto e nos força a
fazer as coisas de modo diferente, o que acaba sendo bem difícil na maioria das vezes.

Se você concorda que precisa ser alguém melhor a cada dia que passa, ser um melhor
profissional, um melhor líder ou uma melhor pessoa. Precisa saber que isto só é possível por
meio de mudanças. Pois as mesmas atitudes não vão gerar resultados diferentes.

A ordem que as pessoas priorizavam servir no velho paradigma das organizações:

1. Presidente;

2. Vice-presidentes;

3. Gerentes;

4. Supervisores;

5. Empregados (operários);

6. Clientes.

Já o novo paradigma inverte essa ordem, entendendo que os líderes é que devem servir seus
liderados e não ao contrário:

1. Clientes;

2. Empregados (operários);

3. Supervisores;

4. Gerentes;

5. Vice-presidentes;

6. Presidente.
Observando essa ordem do novo paradigma, vamos imaginar uma organização onde o seu
foco principal é: servir ao cliente. Ou seja, uma organização em que os empregados na linha de
frente estão servindo aos clientes e garantindo que suas verdadeiras necessidades sejam
satisfeitas. Para isso, será necessário que o supervisor da linha de frente também passe a ver
os empregados como clientes e se dedique a identificar e preencher as necessidades deles. E
assim por diante, até chegar ao presidente da organização. Cada pessoa iria ter que adotar
uma nova atitude, um novo paradigma: reconhecer que o papel do líder não é impor regras e
dar ordens à camada seguinte. Mas o verdadeiro papel do líder é servir.

Os líderes não devem satisfazer as vontades de seus empregados, pois dessa forma ele se
tornará um escravo. O que ele deve fazer é identificar e satisfazer as necessidades deles e
servi-los e atendê-los.

Então como diferenciar as necessidades das vontades dos empregados?

Uma vontade é simplesmente um anseio que não considera as consequências físicas ou


psicológicas daquilo que se deseja. Já a necessidade, é uma legítima exigência física ou
psicológica para o bem-estar do indivíduo ou grupo.

Eles podem não querer limites e responsabilidade, mas precisam de limites e responsabilidade.
As pessoas têm a necessidade de receber estímulos para se tornarem melhores.

É importante que o líder seja flexível e aprenda a utilizar sua equipe da melhor forma possível
para executar as tarefas, pois cada pessoa é diferente e tem necessidades e capacidades
diferentes.

Pare um pouco e pense nas necessidades que as pessoas que você lidera têm. Seja no
trabalho, em casa, na escola, na igreja ou em qualquer lugar. Se estiver com dificuldade, pense
quais são as suas próprias necessidades, isso ajudara você a descobrir as quais são as
necessidades dos outros.

Hierarquia das necessidades segundo Maslow:

1º. Comida, água e moradia;

2º. Segurança e proteção;

3º. Pertencimento e amor;

4º. Autoestima;

5º. Autorrealização.

Atendendo as duas primeiras necessidades (Comida, água e moradia, segurança e proteção),


os sentimentos de pertencer à empresa e de ser amado tornam-se necessidades
incentivadoras. Isso inclui a necessidade de fazer parte de um grupo saudável com bons
relacionamentos. Após satisfazer a terceira necessidade, o próximo foco será de elevar a
autoestima, ou seja, a necessidade de sentir-se valorizado, tratado com respeito, encorajado,
tendo seu trabalho reconhecido ou premiado. Por fim, a exigência passa a ser de
autorrealização, de se tornar o melhor que você pode ser, de alcançar o máximo do seu
potencial.

O modelo

“Quem quiser ser líder deve ser primeiro servidor. Se você quiser liderar, deve servir”. – JESUS
CRISTO

O falso ego e o orgulho, são duas características que têm a capacidade de atrapalhar e
interromper o caminho do seu crescimento. Por isso, obedecer seus líderes na maioria das
vezes é a melhor escolha, pode te ajudar a crescer.

Para o autor o maior líder de todos os tempos foi Jesus Cristo, se analisarmos apenas suas
práticas de liderança e a forma que exerceu influência ao longo da história, que inclusive
exerce até os dias de hoje, ninguém poderá negar que ele foi o maior influenciador. Foram
mais de bilhões de pessoas e ainda continuará aumentando esse número. Não existe ninguém
que ocupe um segundo lugar a ponto de ser comparado com esse nível de influência.

Então começam a surgir as seguintes perguntas: “Como exercer influência sobre as pessoas?”,
“Como conseguir que as pessoas realizem de bom grado o nosso desejo?”, “Como envolver as
pessoas e fazer com que se comprometam com o que você diz?” e “Sobre o que se constrói a
autoridade?”

De forma simples Jesus disse que para liderar você deve servir. Pois a autoridade é construída
por meio de serviço e sacrifício, ou seja, identificar e satisfazer as necessidades legítimas dos
outros. Funciona mais ou menos assim: “Você colhe o que planta”. “Você me serve, eu servirei
você”. “Você se arrisca por mim, eu me arriscarei por você”. Pense nisso: quando alguém te faz
um favor, você não se sente naturalmente devedor ou com vontade de retribuir?

A liderança deve ser exercida com amor. Quando você ouve a palavra “amor” logo pensa no
sentimento. Mas não é o caso. O autor se refere à palavra amor como comportamento.

O amor é sempre fundamentado na vontade, ou seja, se eu tiver intenções, mas não tiver
ações, eu não tenho nada. Mas se eu tiver intenções e ações eu tenho vontade. Então para
sermos vistos como líderes de verdade, precisamos alinhar nossas ações com nossas
intenções. Viver conforme o que acreditamos e agir como ensinamos e falamos.

Resumindo o modelo de liderança aprendido até aqui: A liderança começa com uma vontade,
que é nossa capacidade de alinhar as intenções com ações e escolher o nosso
comportamento. Então, podemos escolher ter a vontade de amar, isto é, sentir as reais
necessidades, e não os desejos, daqueles que lideramos. E para atender a essas
necessidades, precisamos servir, e quando necessário, nos sacrificar. Se servimos e nos
sacrificamos, exercemos autoridade ou influência, fazendo com que eles sintam vontade de
nos retribuir com fidelidade, esforço, criatividade e assim por diante. Desta forma conquistamos
o direito de sermos chamados de líderes.
Modelo de liderança:

1. Vontade;

2. Amor;

3. Serviço e sacrifício;

4. Autoridade;

5. Liderança.

O verbo

“Não tenho necessariamente que gostar de meus jogadores e sócios, mas como líder devo
amá-los. O amor é lealdade, o amor é trabalho de equipe, o amor respeita a dignidade e a
individualidade. Esta é a força de qualquer organização”. – VINCE LOMBARDI

Para crescer e amadurecer como líder, é necessário desenvolver relacionamentos saudáveis e


alimentá-los sempre.

Para entender melhor sobre o verbo amor, vamos conhecer como os gregos usavam as
diversas palavras para descrever o amor:

· Eros: significa sentimentos baseados em atração sexual e desejo ardente.

· Storgé: É afeição, especialmente para com a família.

· Philos: Fraternidade, amor recíproco. Uma espécie de amor condicional, do tipo “você me
faz o bem e eu faço o bem a você”.

· Agápe (Substantivo correspondente ao verbo agapaó): Amor incondicional, baseado no


comportamento com os outros, sem exigir nada em troca. É o amor da escolha deliberada.
Quando Jesus fala de amor no Novo Testamento, usa a palavra agápe, um amor traduzido pelo
comportamento e pela escolha, não o sentimento do amor.

Na primeira carta de Paulo aos Coríntios no novo testamento, encontramos uma linda definição
de amor agápe, que ilustra muito bem as características de um verdadeiro líder.

Ele diz, em essência, que o amor é paciente, é bondoso, não se gaba nem é arrogante, não se
comporta de forma inconveniente, não quer tudo só para si, não condena por causa de um erro
cometido, não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade, suporta todas as
coisas, aguenta tudo. O amor nunca falha.

Pegando os pontos-chave, podemos considerar que o amor é: paciência, bondade, humildade,


respeito, abnegação, perdão, honestidade, compromisso.

Você concorda que a linda definição de amor agápe, escrita há cerca de 2 mil anos, também é
uma definição de liderança, para os dias de hoje? – “Amor agápe e liderança são sinônimos”.

PNL - TÉCNICAS PROIBIDAS DE PERSUASÃO

Steve Allen

Quando você conversa com sua parceira ou parceiro, seus amigos, quando envia um e-mail de
trabalho, vende um produto, um serviço, conta uma história ou quando quer simplesmente
impressionar, motivar e influenciar as pessoas, se você tiver acesso aos métodos de persuasão
que estão nesse livro, você descobrirá como mudar os pensamentos e as atitudes dos outros.
Você vai encontrar técnicas utilizadas por políticos, publicitários e todos que são capazes de
mudar com velocidade a opinião de uma pessoa ou de uma multidão. Aprenda a persuadir,
manipular e influenciar com eficiência.

Aprendendo os padrões de linguagem

Os padrões de linguagem te guiarão na arte da persuasão, ou melhor na arte do


convencimento.

Mudando a direção dos pensamentos de outras pessoas: O importante aqui é destacar que
você pode mudar a direção de uma conversa com um único passo, ou seja, a questão não é o
que a pessoa está dizendo, mas o que você quer dizer, para isso, faça uma pergunta para
trazer a conversa para você. A beleza desse padrão é que você não precisa pensar muito e
pode conduzir a conversa na direção que você quiser, basta fazer perguntas com base na nova
temática criada por você. Por exemplo: digamos que você é um palestrante e está diante de um
grupo de gerentes de negócios para quem quer vender o seu programa de treinamento de
comunicação, e eles estão reclamando sobre os problemas em suas empresas. Você poderia
dizer que o problema não é com os resultados que a equipe deles está entregando, mas o fato
destas equipes não conseguirem resolver os problemas por elas mesmas. Você pergunta: O
que está faltando para que a sua equipe consiga resolver seus problemas? É simples assim.
Na verdade, se você for corajoso o suficiente, você poderá fazer isso com um único passo.

Como concordar e manter sua opinião: Neste padrão, você irá usá-lo para baixar as defesas de
alguém e fazer com que realmente ouça você. Em pouco tempo você pode romper as defesas
conscientes e inconscientes, de uma pessoa e alcançar para o que realmente importa, ou seja,
que ele o ouça. Se usar esse padrão junto com o padrão de redefinir pode penetrar todos os
pensamentos conscientes e redefinir completamente a direção da conversa. Por exemplo:
utilize, concordo e gostaria de acrescentar, ou, eu concordo com o que disse e gostaria de
acrescentar que há uma maneira diferente de ver esta situação e que poderia dar melhores
resultados. O objetivo é começar com um ponto de acordo e fazer as defesas baixarem, pois, a
pessoa escutará achando que você irá dar razão a ela. Adicione o a segunda parte, e
acrescentaria que.

Utilizando as palavras, “mas” e “e”: A palavra “mas”, age como um botão para apagar o que foi
dito antes e prepara as pessoas para as más notícias supondo que virão. Então uma boa
maneira de usar esta palavra é colocar as más notícias no início e dar continuidade com as
boas notícias. Por exemplo, o relatório tem vários erros, mas em geral faz sentido e está bom.
A palavra “e” permite acrescentar uma nova forma de pensar e o conectar com a primeira. Por
exemplo, o relatório tem vários erros, mas em geral faz sentido, e como você se sentirá quando
fizer todas as correções e ficar perfeito? Com estas perguntas você direcionará os
pensamentos da pessoa para outro foco.

Colocando ideias na mente das pessoas: O objetivo é colocar ideais na cabeça de outras
pessoas que elas não teriam tido, não importa a resposta dela, pode dizer sim, ou, não, mas a
ideia será plantada em sua mente. Por exemplo: Já reparou como o Neymar inspira
profundamente três vezes antes de bater um pênalti? Há uma razão para isso. Utilize como
evidencias para convencimento, neste caso, se for vender algum produto que necessite de
concentração, este exemplo servirá de evidencia para o convencimento.

Fragmentação

Para persuadir a maioria das pessoas é preciso dar detalhes específicos e também lhes
mostrar um panorama completo do que se está vendendo, um produto, um serviço ou uma
ideia. Uma maneira de fazer isso é usar uma técnica chamada fragmentação. Com a
fragmentação, temos três perguntas que permitem ver os detalhes e a imagem geral. Como
isso muda a vida das pessoas? Como se começou? Como é isto?

Crie um estado mental em que as pessoas estão dispostas a comprar. Você consegue lembrar
de alguma ocasião em que estava ansioso para comprar qualquer produto ou serviço, sem se
preocupar se tinha um preço alto? Talvez um carro, um computador ou uma casa. Algo que
sentia que deveria ter. Como podemos criar esses estados que deixam os clientes obcecados
por ter o seu produto? Então vamos ver 3 maneiras:

· Revelar benefícios ocultos que impressione os outros: Pode ter atração sexual, pertencer a
um determinado grupo de poucas pessoas, ganhar dinheiro rápido, símbolos de status.

· Aumente seu valor: Diga que é por tempo limitado, que tem poucas unidades, ou, o que o
bônus está disponível por poucos dias. Faça parecer que é difícil de obter.

· Use a linguagem visual: Crie um cenário emocional em que alguém como o seu cliente tem
o mesmo problema e que você pode resolver.

Mudando a mentalidade de alguém

Quantas vezes se viu diante de alguém que se recusa a ver os fatos? É frustrante, mas isso já
não precisa ser um problema. Com estas técnicas e padrões de linguagem você poderá abrir a
mentalidade de outra pessoa e fazê-la mais flexível.

· Diga, se eu fizer uma tarefa impossível, estaria disposto a me ouvir? Esta tarefa impossível
pode ser qualquer coisa desde adivinhar um número de 1 a 100, ou adivinhar a próxima coisa
que o apresentador dirá no noticiário. Não importa. O mais importante nesta técnica é
conseguir um acordo.
· Muitas pessoas não querem mudar de ideia porque eles sentem que a sua palavra deixaria
de ter valor. Uma maneira de combater isso é adicionar novas informações. Para isso,
apresente a sua ideia novamente a esta pessoa e em seguida, adicione novas informações.
Diga, a razão pela qual você pensa isso é... (então você adiciona as novas informações aqui).

· Quando alguém expressa uma razão ou uma crença do porquê não pode, ou, não quer
mudar seu pensamento, podemos usar a técnica das perguntas para desarmar essa crença.
Diga, quais projetos especificamente não darão certo? Como especificamente não darão certo?
Todos os projetos não darão certo?

· Sempre no início de uma conversa procure os pontos do acordo antes de lançar suas
ideias ou solicitações.

· Reformule o contexto de uma crença limitada perguntando, o que não está claro para
você? ou, o que você não consegue perceber?

Como fazer com que as suas sugestões sejam aceitas, o processo é muito simples. Você
simplesmente diz algo com alta probabilidade de que a outra pessoa esteja de acordo. E em
seguida, diga a sugestão que deseja implementar. Saber como se comunicar claramente é vital
para os negócios.

Uma das formas mais poderosas de persuadir uma pessoa é apelar para a identidade de quem
é, quem quer ser, ou quem não quer ser. Exemplo, posso dizer que você é uma pessoa muito
inteligente, porque está procurando este produto. Acrescentar a palavra, “porque” cria uma
forma poderosa de persuadir, mesmo que a razão não faça muito sentido. Isso ocorre porque
estamos programados para responder à essa palavra.

A ilusão de escolha, são frases que oferecem duas ou mais opções que na verdade são a
mesma escolha. Por exemplo, você pode entrar em transe agora, ou nos próximos minutos.

11 passos para mudar as crenças, o objetivo é mudar as crenças negativas por crenças
empoderadas. Você pode aplicar para mudar suas próprias crenças, mas também pode
adaptar para mudar as crenças de outras pessoas.

1º. Pense em uma crença limitante que está causando dor ou o fazendo ficar paralisado
diante de fazer algo que sabe que deve fazer. Pense em um de seus objetivos e o que o está
impedindo de ter sucesso. Por exemplo, talvez eu sei que eu devia fazer mais exercícios, mas
eu tenho a crença de que o exercício poderia me machucar, por isso eu não me exercito.

2º. Pense em uma crença empoderadora que seja oposta a crença negativa anterior. Se
você já não quer acreditar na crença negativa, no que você gostaria de acreditar? Continuando
com o exemplo, com exercício diário, ficarei mais forte, mais atraente e menos suscetível a
lesões. Esta é uma crença mais positiva e saudável.

3º. Pense em algo que nunca faria. Como empurrar uma pessoa contra um ônibus, esmagar
seu dedo numa porta, colocar um cigarro em seu ouvido, etc. Algo que gere uma forte reação
de não, nunca farei isso! Sinta realmente a reação em seu corpo.
4º. Rompa esse estado. Se levante e caminhe por uns segundos. Limpe a sua mente.

5º. Pense em alguma coisa que você quer muito, tal como ser milionário, ir a um buffet de
sua comida favorita, fazer amor, etc. Neste momento você quer gerar uma forte reação de sim,
com certeza! Siga pensando até que você realmente sinta isso em seu corpo.

6º. Rompa este estado novamente.

7º. Se concentre em suas crenças negativas, e à medida que as sinta, traga à tona as
emoções do não! Sinta realmente este não! E o conecte com a sua crença negativa. Execute
este passo várias vezes.

8º. Rompa este estado novamente.

9º. Agora pense em sua crença positiva e empoderadora. Conforme pensa em quão
grandioso será a ter essa crença em sua vida, traga as emoções desse sim! Com certeza! Em
outras palavras, à medida que considera a crença positiva, diga mentalmente ou em alta voz,
sim! Com certeza!

10º. Rompa este estado novamente.

11º. Faça uma experiência e se imagine no futuro. Pense em ambas as crenças e veja se você
já se sente diferente em relação a elas. A crença negativa foi enfraquecida? A positiva ficou
mais forte?

O poder da simplicidade, crie algo positivo ou negativo que você quer que os leitores ou
ouvintes pensem ou acreditem. Pode ser uma pergunta simples que tem uma resposta, sim,
ou, não, mas podemos criar perguntas que não precisam ser respondidas que expressem a
sua opinião de forma encoberta. Por exemplo: Os cães Doberman são os melhores guardiões
para sua casa? Ou, os cães Doberman são os cães mais perigosos do mundo? Ao utilizar as
perguntas desta forma, mesmo que deem uma resposta simples como sim ou não, você tem a
capacidade de inserir o que quer comunicar, especialmente se a pessoa que recebe a
mensagem não tem conhecimento sobre o assunto. Ainda que a pessoa saiba sobre o assunto,
vai ficar curiosa para ler ou ouvir mais sobre o seu ponto de vista.

Como provocar ou alterar estados emocionais

Não importa o que você acredita que vende, você vende sentimentos e emoções. As pessoas
compram sentimentos e emoções e depois justificam as suas decisões com lógica e razão.
Temos que encontrar os sentimentos que as pessoas querem e precisamos entregá-los sob a
forma de benefícios. Exemplos, ganhar dinheiro, poupar dinheiro, economizar tempo, sentir-se
seguro, melhorar a sua saúde, ser mais atraente, ter aparência mais jovem, fazer sexo melhor,
impressionar os outros, pertencer a um grupo especial e ajudar a família. Para saber a
motivação pergunte por que a pessoa compraria isso?

Como ajudar as pessoas a saírem de estados emocionais negativos, é um padrão fácil de usar
e só precisa de duas palavras. No entanto, apesar de sua simplicidade estas palavras têm
grande poder quando usadas da seguinte maneira: diga o problema que a pessoa está
enfrentando, mas antes deixe que a pessoa fale a você como se sente no momento, do que
você tentar ler a sua mente. E depois diga a razão porque seu estado mudará. Use ainda e
porquê. Exemplo, se ainda não entende isso, é porque você precisa de mais exemplos.

Como provocar estados emocionais na hora certa, diga, você vai ao estado emocional positivo
ou negativo quando eu te mostrar. O comando vem depois de, você vai. Exemplo, você vai ficar
encantado quando eu lhe mostrar o preço deste dispositivo.

Promessa de três passos, faça a promessa e os benefícios, depois, uma promessa negativa,
ou seja, o que quer evitar que aconteça e depois, explique como este produto será como para a
pessoa. Exemplo, quando você comprar este livro, você terá a sua disposição os padrões da
linguagem que as pessoas de sucesso usam para vender o que quiserem, desde assinaturas
até iates de luxo. Você nunca vai desperdiçar oportunidades para vender o seu produto e
serviços. Será como ter um especialista de persuasão à sua disposição.

Guiando a imaginação, quando usar palavras como, imagine, considere, suponha, ou frases, e
se, que tal se, pense sobre, você dará um comando ou instrução direta para a pessoa usar a
imaginação na direção que você quer que ela pense.

Perguntas para mudar o estado emocional, diga para a pessoa, quando realmente tenho uma
boa ideia começo a sentir uma sensação de formigamento em meu estômago que começa a
subir para o meu peito. É desta forma que sei quando tenho uma boa ideia. Você vai notar que
nesta frase deu instruções sobre como você deve se sentir quando você tiver uma boa ideia.
Note que começou a falar de você, mas deu uma instrução para a pessoa.

Colocando em prática

Em geral a persuasão não é um monólogo, e sim um processo de duas vias que envolve
ambas as partes, e agora aprenderemos como criar um diálogo. A primeira coisa que se deve
fazer é um exercício de imaginação. Coloque-se no lugar do seu cliente, seja um grupo de
pessoas, um indivíduo ou uma organização. Obviamente, quanto mais você os conhece, mais
fácil e preciso será, mas faça este passo mesmo que não tenha sequer uma pista da pessoa
envolvida. Desta forma, sua mente inconsciente tentará pensar como os outros. Procure
entender suas crenças, valores, problemas e benefícios no contexto do que você quer que eles
façam. Tudo isso é muito útil em um contexto de persuasão. É essencial ter a flexibilidade para
reduzir ou aumentar a velocidade e o volume. Estas coisas se aprendem. Tenha como regra
começar devagar e depois ir acelerando, isso passará a impressão de que está ganhando
energia ou emoção. Comece rápido e diminuir a velocidade pode ser um indutor do transe
muito bom.

Iniciando um diálogo:

1. Informar: fazer uma sentença.

2. Convidar: pedir uma resposta.

3. Conhecimentos: Se assegure de que a outra parte saiba que você está ouvindo.
Por exemplo: Informe: John sempre faz boas festas. Convide: Como você o conheceu?
Conhecimento: No trabalho. Informe: John me disse que é um excelente lugar para trabalhar.
Convide: Que você faz aqui?

Passos para conduzir uma conversa nos negócios:

· Se certifique de ter a mentalidade correta.

· Use as posições perceptivas para entrar na mentalidade do cliente e entender como ele
pensa. Eu conheço o meu produto da perspectiva do cliente? Por exemplo: Quais os problemas
que tem ou que precisar resolver? Quais os resultados que você pode esperar? Como articular
esses benefícios para que se tornem significativos para o cliente?

· Construir a confiança e estabelecer a cena. Esclarecer os resultados para esta reunião.


Entregar um gancho ou incentivo para que o comprador queira se envolver no processo. Usar a
antecipação, definir as expectativas, estabelecer a base para qualquer elemento de persuasão
que estou pensando em usar.

· Pergunte: O que você se vê fazendo daqui há 5 anos? O quanto você acredita nisto? Que
habilidades, capacidades e mentalidade você deveria ter para que se torne mais fácil de
alcançar? O que acontecerá se você não experimentar essas mudanças? Quais os benefícios
que isso dará a você? Porque é importante que você alcance isso? Que valor você dá a estas
novas crenças e mentalidade que lhe permitirão atingir seus objetivos?

· Vincule soluções as necessidades que descobriu, falando do seu produto

· Lide com as objeções, pois, geralmente seu cliente não perderá tempo fazendo perguntas
sobre um produto em que não está interessado.

· Se você seguiu o processo descrito acima, o cliente vai direcionar a situação e dizer já ouvi
o suficiente e só quer fazer a compra. No entanto, o normal é que você tenha que parar e
perguntar ao cliente se ele está pronto para comprar agora. Se você não está pronto, você tem
que voltar e descobrir o que está impedindo.

· Por último, pergunte, o que eu preciso dizer para que você decida comprar o produto hoje?
Mostre a ele que seu produto irá beneficiá-lo.

Instainsights

· Uma das formas mais poderosas de persuadir uma pessoa é apelar para a identidade de
quem ela é, quem ela quer ser, ou quem ela não quer ser.

· Como fazer com que as suas sugestões sejam aceitas, é muito simples, diga algo com alta
probabilidade de que a outra pessoa esteja de acordo.

· Para persuadir a maioria das pessoas é preciso dar detalhes específicos e também lhes
mostrar um panorama completo do que se está vendendo.
· Lembre-se a persuasão não é um monólogo, e sim um diálogo.

Nesse livro você aprendeu que:

A analisar os padrões e utilizar as técnicas de programação neurolinguística para persuadir ou


influenciar pessoas, para isso é necessário colocar em prática os padrões e técnicas
apresentadas neste livro. Lembre-se que é importante utilizar este conhecimento de maneira
responsável e ética. Portanto, agora você tem um conhecimento poderoso que o ajudará
imensamente nos relacionamentos pessoais e nos negócios.

OS 7 PRINCÍPIOS DA PERSUASÃO: Como influenciar pessoas e conseguir o que você


quer

Bill Mcgowan

Comunicação é algo que está sempre presente no nosso dia a dia, e para podermos nos
comunicar melhor, é essencial sabermos algumas técnicas que podem nos ajudar a obter
destaque e influenciar pessoas. A seguir, você conhecerá sete princípios de persuasão que te
ajudarão a se comunicar com mais eficiência, e que podem ser aplicados tanto no seu trabalho,
como na sua vida pessoal.

A linguagem do sucesso

Seja na vida profissional ou pessoal, possuir boas habilidades para se comunicar, podem te
ajudar a atrair a atenção das pessoas a sua volta, fazendo com que seus argumentos possam
ser convincentes, demonstrando que você é uma pessoa inteligente e segura de si.

Pessoas que se comunicam com eficiência tendem a ser mais produtivas. Dizer a coisa certa
na hora certa, e de forma correta, faz com que hajam menos complicações, você não precisará
explicar as coisas muitas vezes, evitando que as pessoas interpretem seu discurso da maneira
errada.

Os princípios da persuasão

Como o autor cita, uma pessoa é capaz de absorver 400 palavras por minuto, porém, nosso
cérebro só associa 125. Portanto, é necessário que usemos bem nossas palavras na hora de
um discurso, e utilizemos de técnicas eficazes para atrair a atenção dos ouvintes fazendo com
que absorvam o máximo de informações possível, e em um curto período de tempo.

A tecnologia acabou deixando em segundo plano a comunicação tradicional. As diversas


opções de comunicação, acabam facilitando a maneira como conversamos, a fala acaba sendo
deixada de lado, e o original acaba sendo trocado pelo simples.

Não importa o quanto sejamos bons em leitura, a comunicação verbal gera mais convicção do
que a comunicação escrita. Uma mensagem escrita pode ser mal interpretada as vezes, já na
comunicação verbal, se conhecermos o tom de voz, a mensagem torna-se mais fácil de ser
absorvida.
O Princípio Manchete

“Em média, o número de pessoas que lê a manchete é cinco vezes maior do que o daquelas
que leem o texto. Ao escrever a sua manchete, você gasta 80 centavos do seu dólar” David
Ogilvy. Dizer somente a coisa certa, é muito importante se você deseja que o seu público seja
atraído a ouvir o que você tem a dizer. Não tente desviar do assunto principal, você pode
acabar fazendo a coisa errada e desviar a atenção dos seus ouvintes.

Não busque se basear no que os outros estão fazendo, só por que todos estão fazendo, não
significa que você também deve fazer. Se você iniciar uma apresentação baseando-se em um
padrão que muitos usam, seus ouvintes irão considerar chato e vão acabar perdendo o foco na
sua apresentação.

Para muitas pessoas, falar em público é algo muito difícil de se fazer, por isso é algo que
requer muita preparação. Utilizar de suspense para revelar a sua ideia principal, pode ser uma
técnica eficaz para envolver seu público e fazer com que fiquem atentos a sua apresentação.

As chamadas podem ser muito eficazes se utilizarmos corretamente. Crie frases inteligentes e
que convençam seus ouvintes a se manterem focados, pense em histórias que você conta a
amigos ou colegas de trabalho, que comecem de uma forma atrativa como “vocês não vão
acreditar no que aconteceu “ou” tenho uma coisa muito importante para dizer”.

O Princípio Scorsese

Como o autor cita: a narração visual é vital para uma boa comunicação. Bons comunicadores
podem ser comparados a diretores de cinema, eles contam histórias que geram imagens na
mente de seus ouvintes.

“O que é seu e ninguém mais tem é você. Sua voz, sua mente, sua história, sua visão.
Portanto, escreva, desenhe, construa, brinque, dance e viva como só você pode” Neil Gaiman.
Busque inserir histórias às suas apresentações, para isso treine sua narrativa, uma boa dica é
tentar escrever um roteiro da sua vida, e depois imaginar que não será transmitido por
palavras, mas por imagens vivas.

Esteja atento ao tempo das suas apresentações, se tiver bastante tempo, pode criar conteúdos
mais elaborados. Caso seu tempo seja curto, busque abreviar seus conteúdos e não demore
para revelar a moral da história.

Uma boa narrativa expressa detalhes visuais que seu ouvinte verá enquanto você estiver
falando, por isso, transformar números e estatísticas em imagens visuais pode ser uma tarefa
difícil, porém se você conseguir, sua apresentação se tornará menos entediante e você atrairá
mais a atenção do seu público.

O Princípio Molho de Macarrão

A boa comunicação é muito semelhante a um molho de macarrão. Quanto mais cozinhar e


diminuir o molho, melhor é o sabor. Muitas pessoas acham que um discurso longo e com muita
explicação, convence mais os ouvintes, acabam dizendo as mesmas coisas várias vezes, e por
isso, acabam se perdendo e não transmitem sua mensagem corretamente.

Sabemos que as falas e textos hoje em dia, são abreviadas, por essa razão, algumas fontes de
comunicação acabam sendo deixadas de lado, como emails e blogs. Por isso, oferecer
informações precisas em um curto período de tempo é muito importante.

A atenção dos ouvintes começa a diminuir depois de um longo tempo de palestra. Procure
controlar o tempo da sua mensagem e mantenha um limite de duração, pratique antes, para
saber a duração exata de sua apresentação. Você não precisa memorizar uma lista enorme de
dicas, esteja atento ao que você, e as pessoas a sua volta dizem. Com isso você irá perceber
que muitas das coisas que dizemos são desnecessárias, e que podemos melhorar nossos
discursos e deixá-los menos extensos.

O Princípio Mantenha a Distância

As vezes para parecermos mais inteligentes e ativos em uma conversa, acabamos falando sem
parar, isso pode gerar sérios problemas. Além do sono que podemos causar nas pessoas,
podemos acabar falando algo sem pensar, o que pode nos trazer arrependimento e perca de
credibilidade. Precisamos manter uma distância daquilo que pensamos em relação ao que
falamos, quanto mais rápido você falar, mais a sua boca ficará próxima do seu cérebro, isso faz
com que suas decisões se tornem menos planejadas, seu cérebro acaba escolhendo a primeira
informação que lhe aparece, não a melhor.

Se sua intenção ao falar rápido é parecer mais convincente, é interessante mudar sua
perspectiva, pois o que ocorre é totalmente ao contrário. Quanto mais rápido você falar, mais
apressado e ansioso vai parecer.

Para transmitir confiança, faça as coisas com calma e convicção, assim não haverá motivos
para ter pressa, pois cada palavra dita torna-se importante. Procure ouvir mais e falar menos,
quanto mais ouvirmos mais informações absorvermos, selecionando melhor o que queremos
dizer.

O Princípio da Convicção

Nossos discursos devem ser cheios de convicção, demonstrando entusiasmo pela riqueza das
palavras que estão sendo ditas. Atente-se as suas palavras, movimento do olhar, o tom da sua
voz, sua postura, e seu argumento. Suas ações devem transmitir clareza e confiança.

Manter uma boa postura é essencial, pois influencia muito na maneira como os outros nos
veem, evite posições ou movimentos que demonstrem nervosismo, procure adotar uma postura
reta e séria.

A capacidade para transmitir autoconfiança é um processo que pode demorar, isso vai
depender do seu nível de confiança ao falar, e ao se apresentar diante de pessoas. Por isso,
busque praticar e ouvir conselhos de pessoas confiáveis, reconheça quando uma pessoa sabe
mais do que você sobre determinado assunto, e procure aprender com ela.
O Princípio da Curiosidade

“A sabedoria é a sua recompensa de uma vida inteira ouvindo quando você preferiria falar”. A
curiosidade é o que torna uma conversa mais interessante, porém é algo difícil de encontrar
nos dias de hoje. Bons comunicadores não se tornam interessantes apenas pelo modo como
falam, mas também pela maneira como ouvem, saber ouvir demonstra que estamos
interessados no assunto, muitas pessoas não prestam a atenção no que está sendo dito, e só
se concentram na sua vez de falar. Ouvir e mostrar interesse no que está sendo dito, pode te
ajudar a conhecer melhor uma pessoa.

O autor fala sobre “O Narcisista do Ovo cozido”, é uma pessoa que só pensa em se vangloriar,
sem dar a oportunidade de conhecer os demais participantes. Somente ouvindo, você
consegue absorver informações a respeito das pessoas, que podem ser usadas para construir
seu argumento.

O Princípio Draper

Como o autor cita, Don Draper era o personagem principal de uma série de TV dos anos 60,
que espalhava conselhos sobre oratória, entrevistas para imprensa e situações de
comunicação de alta tensão, seus conselhos podem ser muito úteis mesmos nos dias de hoje,
especialmente em entrevistas de emprego ou entrevistas à imprensa.

Nessas situações não sabemos qual será o perfil do entrevistador, se é uma pessoa calma ou
difícil de lidar. Portanto, independentemente do perfil do seu entrevistador, procure mostrar
domínio sobre a conversa, isso aumentará as suas chances de sucesso. Saber exatamente o
que dizer na hora de uma entrevista, é muito importante para que evitemos gaguejar na hora
de falar.

Antes de qualquer entrevista, tente imaginar os tipos de perguntas que serão feitos, quais
assuntos serão interessantes de se ouvir, ou questões com mais chances de serem
apresentadas, você não conseguirá prever todas com exatidão, mas chegará próximo.

Como ter presença de espírito

A improvisação pode ser um hábito perigoso, principalmente por que não requer preparação
antecipada, é algo dito de forma espontânea. São poucas as ocasiões que esse hábito pode
funcionar, ainda mais se você estiver num dia ruim, em que nada parece dar certo. Em um
discurso ou apresentação, improvisar sem manter distância entre sua fala e o seu cérebro pode
ser algo fatal, criando espaços para infelicidades verbais como: clichês, tropeços e gaguejos.

Diante disso, você deve encarar a preparação como um seguro de vida, mesmo que ache que
não vá precisar tão cedo, é melhor ter, do que precisar e não ter. Esteja preparado quando
alguém pedir sua opinião, mostre um argumento consistente, mas sem transmitir dureza, é
importante evitar falar de assuntos complicados ou sensíveis, como política ou religião.

Os sete princípios no trabalho

“Não aponte defeitos, aponte soluções; qualquer um sabe se queixar.” - Henry Ford. Deixar de
olhar somente para si e entender como um problema é visto por outra pessoa, é algo que não
pode ser ignorado, procure reconhecer o posicionamento da outra pessoa, mesmo que seja
contrário ao seu.

Em reuniões de trabalho, que costumam ser longas e entediantes, algo que acontece muito é a
falta de interesse por parte dos ouvintes. Portanto, demonstrar uma boa conduta diante dessas
situações te coloca em posição de destaque, fazendo com que você seja visto como um
profissional exemplar.

É comum quando vamos fazer alguma apresentação, sentirmos um certo nervosismo, o grau
varia de acordo com a intensidade e a duração do seu discurso, e também, o tipo de público
para qual seu discurso é dirigido. Para isso, o autor cita alguns conselhos que podem te ajudar
a vencer o nervosismo, na hora de uma apresentação.

1. Pratique o início repetidas vezes.

O início de uma apresentação é quando você fica mais nervoso, se executá-lo com perfeição,
terá mais tranquilidade e confiança para o decorrer do seu discurso.

2. Chegue ao local antes do horário marcado.

Conheça o palco antes da chegada do público, para que possa sentir o ambiente. Procure
socializar com os convidados para que possam se sentir mais confortáveis durante sua
apresentação.

3. Como evitar que a platéia durma.

Não adote um discurso entediante e repetido. Para manter seu público atento, adicione pausas,
mude o tom e o ritmo da sua voz, varie seu discurso e não use padrões previsíveis.

Os sete princípios em casa

Existem situações fora do nosso trabalho, em que é necessário ter uma boa comunicação,
como por exemplo em um funeral. Se você for chamado para dar um discurso fúnebre, prepare
bem suas palavras antes, pois suas palavras podem se tornar histórias que serão contadas
muito tempo depois do funeral.

Algumas vezes entramos em conversas tão constrangedoras que sentimos vontade de sair
correndo. As conversas que mais geram incomodo geralmente abordam assuntos relacionados
a política, sexo e religião, e a combinação desses temas pode gerar ainda mais
constrangimentos. Para fugir desses assuntos é preciso ter muita paciência e habilidade,
procure desviar desses assuntos de modo que a conversa não tome um rumo desconfortável.

Diante dessas situações delicadas é muito importante aplicar os sete princípios, eles são
universais, e podem te ajudar a dizer sempre a coisa certa, seja no ambiente de trabalho ou em
sua casa.

Instainsights
· Um bom discurso requer uma boa preparação.

· Falar menos e com mais eficiência, é melhor do que falar muito e não transmitir o que
realmente importa.

· A improvisação é uma arma que não funciona sempre.

· Saber ouvir, gera sabedoria.

· Uma boa postura e uma boa conduta, transmitem confiança.

Neste livro, você aprendeu que

Uma boa comunicação é fundamental, e para falarmos com eficiência, é necessário utilizar
técnicas confiáveis. Os sete princípios podem te ajudar a se preparar para situações do dia a
dia em que somos chamados a falar ou apresentar algo. Convencer e inspirar as pessoas
através da fala, é algo que precisa ser aperfeiçoado a cada dia, quanto mais você se preparar,
mais confiança e convicção terá das palavras que transmitir.

JOGOS DE PODER: Métodos simpáticos para influenciar as pessoas (parte 2)

Henrik Fexeus

“E o que você quer que eu faça?” Quem fala isso não quer assumir a responsabilidade.
Provavelmente também é alguém que perdeu totalmente os argumentos sensatos. E se alguém
lhe disser essa frase, simplesmente responda: “Bem, primeiro quero que me ouça. Depois,
quero que me ajude. E tenho uma sugestão para você fazer isso”.

Quando você entra em conflito com alguém, é porque vocês dois estão presos a pontos de
vista diferentes. Por trás de cada ponto de vista, quase sempre há mais de um interesse.
Alguns deles, não todos, podem entrar em conflito com os seus. Ao concentrar a discussão nas
coisas que ambos prezam, podem chegar a uma solução em comum com muito mais
facilidade. Se você se prender a certo ponto de vista, pode se tornar uma pessoa difícil e
irracional. Por outro lado, ser fiel aos seus interesses não causará problemas.

O autor apresenta duas estratégias para utilizar caso precise neutralizar jogadas de poder
usadas contra você. A primeira estratégia é parar de afirmar e começar a perguntar. Portanto,
faça as suas afirmações como perguntas sempre que puder.

A segunda estratégia é o método mais eficiente que você pode usar para interromper um
ataque. O autor diz que se trata de um velho truque jornalístico: fique quieto.

A técnica mais importante. Ela não apenas fará milagres em confrontos importantes, mas
também quando houver uma negociação traiçoeira à sua espera. O truque é perceber a sua
melhor opção com antecedência, caso as coisas não saiam como o planejado. Tenha um plano
B.
Se não estiver acostumado a ter um plano B, você pode até achar que não tem opção e que
precisa aceitar as coisas do jeito que estão. Mas dificilmente é o caso. Em qualquer situação
importante, você não deve apenas decidir o que mais deseja, mas também identificar a sua
segunda melhor opção. Enquanto faz isso, você também deve decidir o que está disposto a
abrir mão para conseguir a sua primeira opção. Quanto melhores forem as suas opções, mais
poder você terá.

Mas será que você não pode simplesmente ser você mesmo e não ficar pensando em Jogos
de Poder?

O autor diz que você deve ser sempre você mesmo em todas as circunstâncias, e ser o melhor
possível. Mas, ainda assim, quem você é e onde você está na vida dependem de como
percebe e usa as redes e relações sociais que existem ao redor. Por isso é tão importante
saber como os Jogos de Poder são jogados e conseguir jogá-los de modo que todos os
envolvidos vivam uma boa experiência.

Instainsights

· Nossas opiniões normalmente são baseadas naquilo que a maioria das pessoas pensam.

· Nós acreditamos mais em pessoas que admitem pontos negativos, por isso devemos
sempre demonstrar franqueza.

· Uma mente distraída é facilmente manipulada e influenciada.

· Quanto maior o grupo, maior a tendência das pessoas seguirem sugestões do líder.

· Ao fazer uma critica, sempre devemos falar o aspecto negativo antes e um aspecto
positivo depois.

· É preciso conhecer os próprios pontos fracos para aprender a lidar com as dificuldades.

· É muito importante ter sempre um plano B.

Neste livro, você aprendeu que

É importante entender que ter poder não significa se sobressair pisando em outras pessoas,
mas o oposto disso. O poder é conquistado somente com a contribuição de outras pessoas e
com as relações mais diplomáticas e harmoniosas possíveis. O autor apresenta técnicas
simples para que a balança sempre se incline a nosso favor, fazendo com que as pessoas
recebam e aceitem nossos pedidos, opiniões e idéias com maior facilidade.

JOGOS DE PODER: Métodos simpáticos para influenciar as pessoas (parte 1)

Henrik Fexeus
Este livro inclinará a balança ao seu favor. Não importa sua profissão, a meta é ajudá-lo a
dominar a arte de conseguir o que quer, e não o que os outros querem. Aulas e pesquisas
podem ser interessantes e divertidas, mas não são realmente necessárias para este fim. Jogos
de Poder vai mostrá-lo como parar de ser um seguidor e tornar-se um líder.

Técnicas para fazer as pessoas acreditarem em você

Dizem que a influência é uma arte, mas não é verdade. Como vários pesquisadores já
ressaltaram, é uma ciência. E isso é bom para nós, porque significa que não é necessário ser
um mestre nato com algum dom para influenciar. Embora pessoas assim existam, nós
podemos aprender facilmente a fazer o mesmo. Então, o que essas técnicas oferecem? A
resposta simples é: a habilidade de criar verdades.

- Repita até que se torne verdade. Não é algo que a maioria admita, mas costumamos basear
as nossas opiniões no que os outros pensam. Analisamos o que a maioria ao nosso redor
pensa, o que parece ser a norma, e depois acreditamos que essa deve ser a melhor opção.
Quanto mais pessoas conhecidas pareçam gostar de alguma coisa, é mais fácil para nós tomar
as nossas decisões baseadas nestas informações. Isso não seria um problema se ouvíssemos
pessoas que de fato entendessem do assunto em questão.

Não nos damos ao trabalho de questionar quem está falando. Reconhecer a mensagem é
muito mais importante para o nosso subconsciente do que reconhecer a fonte da informação.

A repetição da mensagem é mais importante do que o número de pessoas que a estejam


repetindo. Para que a gente registre uma opinião ou comportamento como a norma coletiva,
basta que uma pessoa os exponha, contanto que essa pessoa os repita muitas vezes. Significa
que quando quiser que as pessoas façam ou pensem em alguma coisa, você deve repetir a
sua mensagem de forma escrita e falada o maior número de vezes que puder. Assim, você
mesmo poderá estabelecer uma norma coletiva.

- Faça parecer verdade. Se quiser que os outros ouçam você, é preciso convencê-los de que a
sua mensagem é verdadeira. Está provado que quanto maior a facilidade com que captamos
as informações, maior a probabilidade de considerarmos verdadeiras. O Autor apresenta
algumas técnicas, como: pronúncia fácil, rima e legibilidade.

- Não ofereça demais. Existe uma técnica para envolver mais as pessoas, dando-lhes menos
opções. Você precisa considerar um número de opções que não seja grande demais.
Tendemos a nos sentir profissionais e inteligentes quando oferecemos muitas opções. Porém,
a verdade é que se quiser que alguém escolha uma das suas sugestões, e não a de outra
pessoa, você reduzirá as suas chances a cada nova opção que apresentar. Limite o número de
opções que você oferece. Assim, será bem mais provável que os outros façam o que você
quiser.

Por exemplo, em vez de apresentar nove opções de uma vez, apresente três, e deixe-os
selecionar a melhor dessas três. Depois, apresente outras três e deixe-os escolher a melhor
outra vez. Então, apresente as três últimas e deixe-os escolher a melhor mais uma vez.
Finalmente, reúna as três opções que escolheram e deixe-os selecionar a favorita entre as três
melhores. Ao fazer isso, você garante que nunca precisem escolher entre mais de três opções,
mesmo sendo nove, no total. Essa é uma forma muito útil de facilitar para o cliente e também
evita o descarte de algumas das opções.

- Quando alguém se antecipa a você. Suponhamos que alguém tenha divulgado uma
mensagem que você queira negar ou fazer os outros questionarem. O que você pode fazer é
apresentar as suas informações com as mesmas técnicas usadas pelo outro lado. Ao transmitir
a sua mensagem de modo parecido com a mensagem que você contradiz, as pessoas farão
associações à mensagem anterior enquanto captam a sua mensagem. Isso beneficia você de
várias maneiras. Significa que todo esforço que o seu oponente fizer para divulgar a própria
mensagem também servirá para distribuir a sua

- Mostre fraqueza para ganhar força. O autor diz que acreditamos mais em quem admite os
possíveis aspectos negativos, especialmente quando existem coisas que talvez não tenhamos
percebido sozinhos.

- Atenda as necessidades básicas das pessoas. Todas as ações são motivadas pelas mesmas
necessidades humanas básicas. O autor diz que as mais poderosas são: segurança, paz de
espírito, poder, integração e aceitação social, sexo e controle. Veja qual é a necessidade maior
do seu cliente e ofereça uma maneira de compensar o que ele tem em falta.

- Fortaleça ou mude opiniões. Divulgar opiniões por escrito é o melhor modo de convencer de
que realmente acreditamos em alguma coisa. Isso significa que um teclado, ou um papel e uma
caneta, são as melhores ferramentas que você pode usar quando alguém tiver uma opinião
que você queira fortalecer. Mas se quiser que alguém mude de opinião, faça o possível para
que a pessoa guarde a opinião atual dela para si, e não fique repetindo por aí. Use a técnica da
repetição e mostre que a maioria está do seu lado.

- Mude opiniões usando a distração. Uma mente distraída é mais fácil de manipular e sofrer
mudanças do que uma mente focada. Por exemplo, é muito mais fácil convencer alguém que
esteja assistindo à televisão enquanto lhe ouve, ainda que a televisão esteja sem som. Se a
televisão estiver ligada, o cérebro dele não precisará ouvir apenas você, mas também terá de
processar as informações visuais de uma fonte totalmente diferente (como uma partida de
futebol). Assim, ele não conseguirá mais se concentrar em elaborar contra-argumentos, o que
aconteceria em situações normais.

- Modele a auto-imagem dos outros. Henrik diz que baseamos grande parte de nossa
auto-imagem em qualquer coisa que os outros disserem nos parecemos. Isso significa que
você pode mudar a personalidade de alguém, por exemplo, simplesmente tratando a pessoa
como se ela já fosse do jeito que você quer. Você pode usar essa técnica para modelar os
outros, para que sejam e ajam como você deseja.

- Seu comportamento também pode influenciar os outros. Os seres humanos são programados
para viver em grupo. Quanto maior o grupo, maior a probabilidade de que a maioria das
pessoas siga as sugestões do líder. Os grupos também reagem muito mais emotivamente do
que as pessoas individualmente. O autor diz que muitos grupos não têm um líder simplesmente
porque ninguém tem coragem de ser um. Se quiser que os outros façam o que você deseja,
por que não facilitar as coisas para você e dirigir-se a muita gente de uma vez só?
- Certos gestos têm significados simbólicos claros. Fazendo um simples gesto, é possível
influenciar os outros a levar a sério e valorizar o que você diz, além de achar que você sabe o
que está falando. Basta usar as pontas dos dedos: una as pontas dos dedos de modo que as
mãos formem triângulos. Usamos esse gesto subconscientemente quando nos sentimos muito
seguros sobre o que falamos. O autor diz que ao unir os dedos, o efeito é forte o suficiente para
dificultar eventuais discordâncias. O fato, porém, é que você pode ser confundido com um
intimidador se agir assim. Portanto, esse gesto combina melhor com uma atitude humilde e
simpática.

- O nosso cérebro funciona de modo que as emoções negativas sejam mais acionadas pelo
hemisfério direito, enquanto as emoções positivas, pelo hemisfério esquerdo. Você pode
associar emoções positivas e negativas a locais diferentes, e as vezes até a objetos que
estejam a sua esquerda e a sua direita. Em uma apresentação, sempre que for dizer algo
positivo, mantenha-se a direita, e quando for falar dos aspectos desfavoráveis a você, adote a
posição mais a esquerda, o mesmo funciona com objetos ou até mesmo com as mãos, quando
fingimos segurar uma caixa invisível com a mão esquerda ao falar dos aspectos negativos, e
com a direita sobre os positivos.

Estratégias para fazer as pessoas ouvirem você, e só você

- Aprenda mais palavras. O autor afirma que pessoas com vocabulário mais extenso são
consideradas mais criativas e inteligentes, conseguem emprego mais rapidamente, conquistam
mais promoções no trabalho e são levadas mais a sério, de maneira geral. Consulte um
dicionário e assuma a missão de encontrar um ou dois sinônimos para uma palavra que você já
use todos os dias.

- Comece do mesmo lado. Gostamos quando as pessoas concordam conosco. Se os outros


pensarem o mesmo que nós, isso significa que nos aceitarão, e sermos aceitos é muito
importante para nós. Se quiser que um cliente aceite alguma coisa, você deve influenciá-lo a
gostar de você. Ao concordar de início com a pessoa, você a deixa muito mais receptiva a
qualquer coisa que você tenha a dizer depois.

- “E” em vez de “mas”. “E” sugere que as informações seguintes são uma continuação do que
foi dito antes: Estou com fome e quero comer. “Mas”, por outro lado, sugere que as
informações seguintes são uma contradição ou ressalva em relação à frase anterior. “Mas”
gera uma oposição, enquanto “e” conecta. Outra característica dessas palavras é que “e”
acrescenta um pensamento à frase anterior, enquanto “mas” apaga tudo o que veio antes.

- Quando precisar fazer uma crítica use sempre o negativo antes e o positivo depois. É muito
mais fácil aceitar críticas quando elas são expressas assim. Quando você permite que a
afirmativa positiva apague os sentimentos causados pelos pontos negativos, é muito mais fácil
aceitar ser criticado e o significado continua sendo o mesmo.

-Tente usar ao máximo a palavra “você” no início das suas frases, assim você prioriza a outra
pessoa e os interesses dela. Torne as suas frases mais pessoais, explicando como aquilo que
você diz afeta a pessoa com quem conversa. Em vez de dizer: “Muito bem!”, diga: “Você fez
muito bem!” Mostre às pessoas que você está pensando nelas, começando com a palavra
“você”, e depois explique o que a situação tem a ver com elas. O autor diz que desta forma as
pessoas obedecerão a todos os seus caprichos por puro interesse próprio.

- Ao usar “nós” e “nos”, até em conversas com estranhos, você pode gerar um sentido de
afinidade. Eles vão achar que você está mais próximo deles do que está na realidade e que
vocês estão “no mesmo barco”. Isso aumenta a probabilidade de eles atenderem a algum
pedido seu.

- A confusão mental ao seu favor. Muitas das nossas ações são eventos que realizamos no
piloto automático, como cumprimentar alguém, por exemplo. Ao interromper um padrão
programado numa colega que você esteja cumprimentando, por exemplo, estendendo a sua
mão e depois agindo de maneira imprevisível durante o aperto de mão, você pode fazê-la
entrar num estado temporário de confusão. O cérebro achava que sabia o que estava por vir e,
então, algo inesperado aconteceu de repente, o deixou meio transtornado. Agora ele precisa
analisar a situação rapidamente para determinar o que fazer. O cérebro buscará outras
instruções e, nesse momento, o cérebro da sua colega entrará num estado em que ficará
extremamente influenciável. Porém, o que você sugerir nessa situação deve ser algo simples e
claro, como permitir que você passe na frente dela na fila ou convidar você para um show.

- Sensibilize corações e mentes. É raro um pensamento muito racional fazer alguém agir. Um
pensamento racional pode explicar por que algo deve ser feito, mas, se esse pensamento não
for acompanhado de uma emoção, nada acontecerá. Quanto mais emoções você consiga
provocar, mais a pessoa ficará enfeitiçada por você. O autor diz que se estiver tentando inspirar
envolvimento, determinação e foco, faça como todos os grandes líderes políticos. Fale primeiro
às emoções, dizendo às pessoas quais são as suas visões e sonhos. A razão sempre vem em
segundo lugar.

Os truques que o autor ensina neste jogo são ótimos, mas também há palavras que devemos
evitar. São palavras específicas que você deve evitar a todo custo em negociações, reuniões,
encontros amorosos ou qualquer outro tipo de situação. Essas palavras podem parecer muito
inocentes, mas, se usá-las, a pessoa com quem estiver conversando achará você fraco,
indeciso, facilmente influenciável, e não desejará perder tempo com você. As palavras a serem
evitadas são: mas, tentar, se, talvez, quem sabe, possivelmente, teria, deveria, poderia e não.

Manobras para conquistar o amor das pessoas

Deixe o seu ego do lado de fora dos jogos de poder. Humildade é o segredo tanto para a
comunicação quanto para o poder. Quanto menos exibir o seu ego, mais poder adquirirá. Para
ser um bom líder, naturalmente precisará ter um ego saudável, mas é melhor deixar que as
pessoas perceberem isso sozinhas.

- Influência por post-it. Se quiser que alguém o ajude com alguma coisa, responda a uma
pesquisa ou lhe faça um favor, saiba que a probabilidade de conseguir ajuda será maior quanto
mais pessoal for o seu pedido. O autor diz que bilhetes em post-it são as melhores armas
secretas e baratas disponíveis. Quanto mais alguém achar que você fez um esforço pessoal
para pedir ajuda, mais tenderá a ajudá-lo.

- Presentes são um método clássico para fazer as pessoas gostarem de você. Mas há algumas
variáveis que podem tornar um presente mais eficaz. O truque para aumentar os efeitos de um
presente ou favor é fazer o gesto parecer importante e inesperado, além de pessoal.

- Poder através da semelhança. Você prefere ouvir e confiar mais nas pessoas com quem
tenha afinidade. E as pessoas com quem você tem afinidade são aquelas que se comportam
de modo parecido com o seu. O autor diz que o motivo de você gostar dessas pessoas é que
elas fazem você se lembrar de alguém de quem gosta muito: você mesmo. Se você quiser
realmente influenciar alguém, deve identificar características que tenham em comum e falar
isso para a pessoa.

- Lembre-se das pequenas coisas. É importante que as pessoas com quem você se relaciona
percebam que os detalhes da vida delas são importantes para você. Em um segundo encontro,
você deve se lembrar de alguns detalhes da primeira conversa, assim parecerá interessado e
mais confiável. Se for preciso faça pequenas anotações no cartão de visita para lembrar-se
posteriormente.

- Faça elogios sinceros. Há maneiras corretas de elogiar e cumprimentar, assim como outras
completamente equivocadas. Nunca critique depois de elogiar! A maioria finaliza todos os
elogios com algum tipo de crítica e estraga tudo.

- O poder de pedir ajuda, obter ajuda e ser apreciado. Gostamos de pessoas que pedem ajuda.
Até preferimos quem pede ajuda a quem não pede. Isso significa que, se quiser apresentar
uma imagem mais positiva de si mesmo, pedir ajuda é uma boa ideia. Pode ser algo inteligente
a fazer se você tiver se envolvido num conflito em que precisou ser muito duro com alguém.

- O poder da gratidão. Assim como acontece com os elogios, a maioria de nós se esquece do
poder existente num agradecimento sincero. Uma manobra simples é começar a agradecer as
pessoas por coisas que elas não esperem que você agradeça.

- Reconhecendo uma negativa não verbal. Quando estiver jogando os Jogos de Poder, é
importante que você faça o máximo para evitar ouvir “não”. Os negociadores profissionais
aprendem a ver quando um “não” está a caminho. Ao prestar atenção a alguns sinais, eles
conseguem redirecionar a conversa a um ponto em que não correm o mesmo risco de ouvir um
“não”. Você pode aprender a mesma habilidade. Enquanto a pessoa não tiver dito a palavra
“não” e reforçado a própria opinião, você ainda tem a chance de recuar, reformular ou
esclarecer as suas intenções e transformar esse possível “não” num “sim”. Em primeiro lugar,
você deve observar a pessoa quando ela estiver agindo normalmente. Depois deve fazer
perguntas que você saiba que as respostas serão positivas, depois negativas, e analisar o
comportamento a fim de reconhecer o gestual da pessoa quando estiver prestes a dar uma
resposta negativa.

Quando achamos que algo está errado, demonstramos o desagrado de maneira inconsciente.
Quando o nosso subconsciente passa por uma ameaça ou fonte de ansiedade, começamos a
nos tocar mais do que o normal. Se alguém começar a se tocar muito todas as vezes em que
você falar sobre algum tópico, você saberá qual o motivo de preocupação para a pessoa.

Dependendo da situação, pressionar os lábios também pode ser uma indicação de mentira. Às
vezes fazemos beicinho, quase como se estivéssemos bebendo algo com canudo. Esse
movimento em geral também é feito por segundos, mas é muito óbvio, mais ainda do que os
lábios pressionados. Porém, não é sinal de estresse. Tem dois outros significados: a pessoa
está discordando do que você diz ou considerando outras opções.

Métodos para tirar as pessoas do seu caminho

Henrik Fexeus afirma que quando você começar a jogar os Jogos de Poder e tornar-se alvo da
atenção das pessoas, invejosos começarão a encontrar motivos para difamar e questionar
você. Assim que os outros começarem a seguir as suas sugestões, e não as de outra pessoa,
a competição estará aberta. É neste momento que deverá usar a diplomacia. Esmagar alguém
pode funcionar, mas uma pessoa que você tenha destruído assim estará mais agressiva e
defensiva no próximo encontro. Se você souber usar a diplomacia e jogar os jogos de poder,
ela não se importará de colaborar na próxima vez também.

Em vez de discutir, teimando que você está certo e a pessoa está errada, a pessoa perceberá
os próprios motivos para sair do seu caminho ou deixar a negociação seguir como você quiser.
As melhores lutas são aquelas em que você não se esforça.

O segredo é muito simples: se alguém o insultar ou tentar ofendê-lo, ria! O autor alerta para
que não entenda mal, pois não deve rir da pessoa que o agrediu. Isso transformaria você no
agressor. Você pode, entretanto, rir do que ela disse. Quando alguém ataca você, espera uma
reação ruim. Espera que você fique chateado, triste, irritado ou pelo menos ofendido.
Mostrando que o ataque o diverte, você mostra que é irrelevante e para todos ao redor, fica
óbvio que você sai como vencedor do conflito.

É preciso saber quais são os seus pontos fracos. Henrik questiona: que situações despertam a
sua ira? Identifique esses momentos em que você quase perdeu o controle e saberá quem é o
seu inimigo. O próximo passo é deixá-lo impotente. O nosso inimigo é a reação que esse
comportamento provoca dentro de nós.

O autor apresenta uma técnica para utilizar quando alguém fala sem parar, tirando a sua
chance de dizer uma única palavra. Se isso ocorre quando alguém o critica ou tenta decidir o
que todos devem fazer, você pode utilizá-la.

Basta mostrar um interesse sincero no que a pessoa diz e interrompê-la com estas palavras:
“Um momento, quero ter certeza de que entendi o que você acabou de falar.” E depois repita o
que ela falou. Assim você faz a pessoa ouvi-lo, em vez de simplesmente falar sem parar, e,
melhor ainda, ela está ouvindo com atenção.

Existem coisas que você nunca deve dizer caso entre num conflito. Pode ser que a outra
pessoa tente interromper a conversa, usando uma das expressões seguintes:

“Não adianta, você não vai entender mesmo.”

Se você disser isso porque realmente acha que alguém não entende o que você diz, a culpa é
somente sua. Você não conseguiu explicar de modo que a pessoa entenda. Em contrapartida,
se alguém disser que você não vai entender, tudo o que você precisa fazer é olhar firmemente
para ele e insistir gentilmente: “Eu vou entender se você se explicar adequadamente”.
“Porque sim” ou “Porque as regras são assim.” Nunca é “porque sim”. Existe um bom motivo
para uma regra existir e, nesse caso, você pode explicar o motivo. Se te disserem isso, exija de
forma gentil que a pessoa se explique.

“Não é da sua conta.” Além de fazer a pessoa se sentir excluída, também revela que você é
incapaz de responder a pergunta que ela lhe fez. Em contrapartida, se alguém lhe disser isso,
você pode argumentar dizendo que é da sua conta e por este motivo está questionando.

COMO CONVENCER ALGUÉM EM 90 SEGUNDOS: Crie uma primeira impressão


vendedora (parte 2) Nicholas Boothman

Contar uma boa história é como atravessar um rio sob as rochas. Inicialmente, na margem
desse rio apresenta-se a história e afirma-se a teoria. Você apresenta o personagem, o palco e
o momento. A primeira pedra é o problema ou dilema. A segunda pedra, você descreve
algumas tentativas fracassadas antes de pular para a terceira pedra e revelar a solução final.
Agora você transmite seu fechamento emocional e reformula sua teoria. Você pode criar sua
própria história usando a técnica de atravessar o rio apontando seus estágios e deixando
espaço em branco entre eles para preenchê-lo. Exemplo, meu vizinho cria cavalos em sua
casa de campo, mas nos fins de semana as pessoas da cidade lhes dão comida. O ruim é que
eles dão pedaços de carne e pizza, e os cavalos são herbívoros. Meu vizinho colocou uma
placa que dizia, não alimente os cavalos, mas piorou porque deu ideias para aqueles que não
pensavam em alimentar os cavalos. Então ele tentou com, por favor, não alimente os cavalos.
O resultado foi ainda pior, porque alguns pensaram que, por ser educado, não se importaria.

Meu vizinho me pediu ajuda, eu fiz um cartaz. No final do verão, perguntei a ele como tinha
sido e ele disse que foi maravilhoso. O que o cartaz dizia? nós só comemos maçãs e cenouras,
ou seja, para conseguir algo, você precisa saber o que deseja, traçar um plano, agir e não
repetir os mesmos erros, mas se adaptar e mudar. Essa história tem algumas virtudes que as
histórias devem ter para alimentar a imaginação dos outros, independentemente do tipo de
pessoa com quem você lida. É pessoal, breve, simples, original, pode ser entendido por uma
criança de dez anos, é agradável, soa real e evita descrições detalhadas. E lembre-se de que
toda história deve superar as três questões principais, e daí? Quem se importa? E como isso
me afeta? Use a imaginação, não seja um escravo da sua criatividade, mas transforme-a em
algo poderoso e gentil.

Quando chega a hora de agir, mostre um pouco de personalidade. Para isso, você pode
recorrer à sua roupa ou aos óculos, porém, lembre-se, falar em público não é uma questão de
dever, mas de paixão.

Instainsights

· Não existe fracasso, apenas feedback

· Trabalhe seu abecedário: atitude, linguagem corporal e coerência


· Conecte-se com os sentidos

· Saiba a natureza do seu negócio

· Abra as linhas de comunicação

· Encontre a abordagem certa

Neste livro, você aprendeu que

Para se relacionar e estabelecer elos favoráveis, você deve se preparar da seguinte maneira:
ao encontrar alguém, descubra o script correto, divida-o em partes, memorize-o e, quando for
interpreta-lo, crie seu próprio personagem, desperte sua criatividade e deixe sua personalidade
emergir. Você só tem uma chance de causar uma boa impressão, então aproveite!

COMO CONVENCER ALGUÉM EM 90 SEGUNDOS: Crie uma primeira impressão


vendedora (parte 1) Nicholas Boothman

Você sabia que apenas 15% do seu sucesso financeiro depende de experiência e
conhecimento, e 85% da sua capacidade de se comunicar, criar confiança e respeito? Este
livro mudará para sempre a imagem que você tem de si mesmo, lhe dará um tom mais
competitivo, ensinará a extrair o máximo do seu corpo, da sua mente, da sua voz, e, acima de
tudo, da sua imaginação. Dessa forma você poderá extrair o maior potencial em qualquer
relacionamento e obter mais sucesso na vida aprendendo a estabelecer uma boa conexão com
as pessoas em 90 segundos.

Não existe fracasso, apenas Feedback

A teoria de Francis Xavier Muldoon, que foi diretor de publicidade da maior revista de
circulação semanal da Inglaterra, afirma que as primeiras impressões que causamos em outra
pessoa é mais importante do que ter diplomas acadêmicos ou credenciais. Funciona da de
seguinte forma: Nos dois segundos iniciais de uma conversa, decidimos como responderemos
um ao outro, nos 88 segundos restantes, fortalecemos o relacionamento e estabelecemos a
maneira pela qual nos comunicaremos dali por diante. Essa teoria é baseada em uma
observação muito simples: Quando você gosta da pessoa com quem está falando, ela tende a
ver o melhor em você, quando você não gosta, ela tende a ver o pior. A partir desta
compreensão, são extraídas leis práticas que orientam nosso comportamento em uma
conversa para tirar o maior proveito possível de nossos relacionamentos profissionais e
pessoais.

Aplicando a teoria: Quando você encontrar alguém, olhe nos olhos da pessoa e sorria para
expressar interesse e sinceridade através da linguagem não verbal. O contato visual envia um
sinal inconsciente de confiança, embora, dependendo de como ocorra, possa expressar
superioridade (se a cabeça estiver levantada) ou hostilidade (olhar fixo e inflexível). Em vez
disso, desviar o olhar transmite fraqueza. Os olhos irradiam autoridade e fornecem direção,
propósito e significado à sua mensagem. Mas é possível manter o olhar e sorrir a pedido? Sim,
graças a esses dois exercícios:

· Por um dia, observe mentalmente a cor dos olhos de todas as pessoas que encontrar. Isso
aumentará sua autoconfiança e melhorará o contato visual e as técnicas de relacionamento.
Além disso, posicione-se a 25 cm do espelho, olhe nos seus olhos e diga a palavra ótimo em
vários tons diferentes, como raiva, sensual, suave, etc. Repita este exercício uma vez por dia
durante três dias. Na próxima vez que for encontrar alguém, repita ótimo três vezes e verá que
você vai sorrir.

A segunda lei de Muldoon é a adaptação. Quando conscientemente adaptamos nossos


comportamentos, atitudes, expressões e gestos aos dos outros criando uma empatia, fazemos
com que se sintam confortáveis. As pessoas com maior probabilidade de sucesso são aquelas
que conhecem e entendem bem as pessoas do seu convívio social. São como camaleões.
Porém, conexão não é suficiente, também precisamos convencer, e para isso, devemos
apresentar nossa posição(argumento) ou proposta de maneira lógica, depois, apelar à
imaginação para alcançar as emoções do nosso interlocutor. Confiança, lógica e emoção,
esses são os três níveis que garantem uma comunicação eficaz. A implementação dessas leis
exige que todas as nossas ações sejam guiadas pelo princípio KFC.

O princípio kfc

Significa saber o que você quer, descobrir o que está buscando e mudar sua maneira de agir
até conseguir o que deseja, por isso, defina o que deseja alcançar, preste atenção as respostas
que você recebe e tente abordagens diferentes e não repetitivas, até atingir seu objetivo. Para
aplicar esse princípio, observe três coisas que você não gosta na sua empresa:

· Encontre-os de maneira positiva. Por exemplo, não diga, não quero ouvir as conversas
telefônicas de outras pessoas, mas quero trabalhar em um lugar mais tranquilo que me permita
concentração. Quando você souber o que deseja, aja com criatividade e flexibilidade e tente
soluções diferentes, como fones de ouvido ou tampões para os ouvidos, converse com a
pessoa que o distrai ou diga ao seu chefe que você seria mais produtivo em um ambiente
silencioso. Obtenha todas as respostas possíveis e mude seu foco até conseguir o que deseja.

Estabeleça seu objetivo criando memórias futuras, imagine-se em um momento futuro e


descreva-as em sua mente simulando as sensações. A organização da mente subconsciente
funciona melhor quando você simula uma situação real, ao invés de utilizar apenas palavras
para estabelecer seu objetivo.

Conecte-se com a natureza humana

Quando você cumprimenta um estranho, inconscientemente ele decide se corre, briga ou fica
com você. Todo o resto é influenciado por esses momentos iniciais. Como não podemos
impedir que as pessoas façam julgamentos instantâneos, podemos pelo menos fazer com que
esses julgamentos sejam favoráveis. Devemos ajustar nossos sinais não verbais para que
nosso interlocutor se sinta confortável, seguro e confiante. Antes de tudo, devemos saber que
somos atraídos por pessoas que pareçam saudáveis e cheias de vitalidade. Todos nós
emitimos sinais não verbais que transmitem impressões positivas ou negativas. Essas
impressões podem gerar erros no julgamento das pessoas para conosco. Entre as impressões
positivas estão, extrovertido, aberto, interessante, confiável, sereno, persistente, amigável e
cuidadoso. E entre as negativos, silencioso, fechado, chato, etc. Um erro que devemos evitar
ao conhecer alguém é invadir seu espaço pessoal. Intrusões inesperadas são negativas,
especialmente de surpresa. Para aprender a calcular os espaços pessoais dos outros faça o
seguinte exercício:

· Escolha um amigo e coloque-se a seis metros dele. Caminhe lentamente em direção a ele,
mantendo contato visual e peça que ele acene ou diga agora quando entrar no espaço social.
Você conseguiu antecipar sua resposta apenas observando sua linguagem corporal? Continue
seguindo em frente e diga a ele para informar quando você entrar no espaço pessoal dele.
Continue andando em direção a ele e diga-lhe para apontar com um gesto que você entrou no
espaço pessoal dele. Você poderia antecipar isso? Troque os papéis.

Assim, chegamos ao ABC da comunicação não-verbal, atitude, linguagem corporal e coerência.


Enquanto os gestos direcionam o comportamento, antes de falar, podemos neutralizar
impressões negativas e espalhar nosso comportamento. As atitudes mais úteis, as atraentes,
se dividem em três, entusiasmadas, curiosas e humildes. O entusiasmo é hipnótico e
magnético, por isso espalha ilusão, energia e vitalidade. Por outro lado, fique aberto à sua
curiosidade. Tédio, hostilidade e impaciência são inúteis. Colaboração, comprometimento e
coragem são úteis; sarcasmo, timidez, ansiedade e desânimo são inúteis. Uma pessoa
calorosa, prestativa e relaxada é útil; uma pessoa arrogante e desrespeitosa, não. Escolha
várias atitudes úteis:

· Feche os olhos e pense em uma ocasião em que você se sentiu assim. Escolha uma
atitude favorita e reviva o que viu, ouviu, sentiu, cheirou e até o que isso fez com você.
Lembre-se de tudo e faça sorria ousadamente, mantendo todas as sensações daquele
momento. É assim que um comportamento realmente útil deve ser experimentado.

A sua linguagem corporal deve ser aberta ou receptiva. Você cruza os braços e as pernas
enquanto mantém contato visual com outra pessoa? Sente-se, incline-se para a frente, relaxe e
solte os ombros. Mãos ocultas, punhos cerrados, olhar indescritível e nervosamente segurando
algo é uma expressão corporal que transmite desconforto, rejeição e apreensão. Um único
gesto não transmite nenhuma mensagem, mas a combinação de dois ou mais transmite. Como
a linguagem verbal, a comunicação não verbal também pode ser sincronizada. Por um dia,
sincronize com a linguagem corporal das pessoas que você conhece, imite o tom, a energia, o
ritmo, o volume e a velocidade da voz das pessoas com quem você fala. Não exagere.

Quando a linguagem do seu corpo, seu tom de voz e suas palavras estão em concordância,
você tem uma atitude completa, é consistente e crível. Por outro lado, as atitudes que você
reflete garante feedback. Ninguém gosta de falar com a parede, de modo que qualquer reação
reforça a conexão. Você pode reagir participando de uma conversa e expressando que entende
ou concorda, assentindo, sorrindo ou dizendo sim e etc.

· Reaja por um minuto ou dois e deixe-o. Em seguida, expresse respostas verbais, depois
não verbais. Veja a reação mínima que você pode expressar. Quanto mais sutil você for, mais
intimidade você alcançará. A sutileza irradia confiança.
Quando pretendemos estabelecer um relacionamento imediato, boas intenções podem nos
levar a lugares inesperados. Como você só pode trabalhar com informações positivas, não faça
sugestões negativas e cuide das expressões que escolher. Não diga, não há problema, mas
sim, é um prazer. Não diga, não hesite em me ligar, mas diga, me ligue. Desenvolva um estilo
explicativo quando pedir algo. Para tirar o máximo proveito de seus relacionamentos, adapte-se
ao estilo comunicativo dos outros. Existem três estilos que você deve conhecer e perceber para
se comunicar nos termos mais significativos para o seu interlocutor.

1. Visual, falam alto, rápido e concretamente, porque não entendem que você não vê
imediatamente o que elas visualizam. Eles querem ver evidências antes de decidir. Quando
conversam, procuram o olhar direto.

2. Auditivas, são fáceis de falar e podem ser muito convincentes graças às suas vozes
suaves e atraentes. Eles geralmente se vestem com bom gosto e, quando ouvem, inclinam a
cabeça. Eles olham para os lados e seus gestos geralmente combinam com o ritmo de suas
palavras.

3. Cinestésicas, tendem a ser sentimentais, despreocupadas e intuitivas. Eles costumam usar


roupas confortáveis ​e, para elas, a funcionalidade está acima da moda. Elas têm vozes mais
sérias e lentas do que outros. Elas respiram profundamente e calculam gestos, como braços ou
mãos cruzadas sobre o peito.

Conecte-se com a personalidade

Aprender a identificar e motivar os diferentes tipos de personalidades nos outros permitirá que
você se comunique de maneira eficaz. Existem quatro tipos de pessoas: sonhadores, analistas,
convincentes e controladores.

· Os sonhadores tendem a ser reservados. Eles são capazes de ver as coisas de diferentes
ângulos e ficarão mais à vontade em uma profissão criativa. Dê a ele campo livre e respeite
seu espaço pessoal.

· Os analistas são cautelosos e introspectivos, geralmente são bons engenheiros. Eles são
críticos e exigem que as coisas sejam organizadas. Para entendê-los, é preciso se atentar aos
detalhes. Eles se sentem mais confortáveis ​seguindo instruções e procedimentos lógicos.

· Os convincentes são mais extrovertidos e sociais, e podem ser bons vendedores. Eles são
comunicadores divertidos e persuasivos e anseiam por reconhecimento. Responda-os com
entusiasmo e deixe os detalhes por escrito.

· Os controladores são francos e seguros por natureza e são capazes de liderar equipes.
Eles são corajosos e autoconfiantes. Ofereça-lhes opções e alternativas, deixe-os saber que
você entende e aprecia o que eles fazem de melhor.

Conheça os pontos fortes e fracos da sua própria personalidade. Conhecer sua personalidade
o ajudará a encontrar seu estilo. Seus gestos, o que você carrega, faz e diz demonstram a
mensagem que você deseja transmitir. Siga o conselho de Muldoon e vista-se para o emprego
que você deseja, não para o que você tem. Pergunte a si mesmo se suas roupas dão uma
aparência profissional, se você parece ou não arrumado, se suas roupas estão bem cuidadas
ou se são velhas. Olhe para os seus sapatos e pense se eles transmitem a mensagem certa.
Em geral, pergunte a si mesmo se suas roupas distraem a atenção das pessoas ou passam a
impressão desejada.

Para ter sucesso, você precisa aprender a se conectar com pessoas de quem não gosta. Para
fazer isso, garanta que sua roupa e sua atitude irradiem acessibilidade, autoridade e
credibilidade.

Construa relacionamentos

Para se comunicar com alguém, primeiro levante-se e diga olá. Remova as barreiras, se
concentre nessa pessoa. Nada deve cobrir seu peito e as mãos devem estar visíveis. Seja o
primeiro a olhar nos olhos dela e observe mentalmente sua cor. Seja o primeiro a sorrir e
conversar, diga olá em um tom agradável. Então pare e ouça atentamente o nome dela.
Quanto melhor você dominar a arte de se apresentar, mais elas o perceberão como alguém
com habilidades sociais. Se você deseja ser apresentado, prepare sua apresentação de dez
segundos. Se você quiser impressionar, descubra algumas coisas interessantes sobre a
pessoa e pergunte-as, faça alguma observação sobre isso. Assim, você entrará em um campo
mais pessoal. Caso contrário, lembre-se de que a conversa banal é o que faz a conversa
desenrolar mais suavemente. Evite falar sobre política e sexo, mostre um interesse sincero,
verifique se a outra pessoa fala pelo menos metade do tempo que você fala e colete todas as
pistas que ela possa lhe dar.

Se você se apresentar a uma pessoa estranha, não pense duas vezes, abra a linguagem
corporal, observe e aproveite o momento, conte até três e se aproxime. Você pode começar
com uma frase informal adaptada à situação (Que horas são?), seguida de uma pergunta
aberta que puxe a atenção a você. Crie confiança falando sobre circunstâncias de trabalho ou
de estudos, procure assuntos em comum.

Se a conversa ultrapassar dois minutos, desvie a atenção solicitando o e-mail ou o telefone da


pessoa. Volte ao assunto e ofereça mais informações. Vinte minutos de conversa são
suficientes para saber se a outra pessoa está interessada em continuar. Se você sentir que há
uma conexão, aumente a intensidade da conversa.

A conversa inicial com um estranho nos permite acessar muitas informações gratuitas sobre
ele. As perguntas abertas colocam a pessoa em posição de fornecer suas próprias informações
e abrir um circuito de comunicação. O assunto em comum, ativa a imaginação da outra pessoa
e a predispõe a nosso favor. Você deve ouvir e observar atentamente e demonstrar
curiosidade. Ignorar ou não deixar a outra pessoa falar pode eliminar qualquer possibilidade de
colaboração futura.

Conversas devem ser como uma partida de tênis, na qual a bola vai de um lado para o outro,
para isso, use perguntas abertas, aquelas que começam com quem, o quê, por que, quando ou
como. Como alternativa, você pode começar com uma exortação direta, por exemplo, diga-me,
você também pode recorrer a responder com outra pergunta.

Desenvolvendo confiança
Para atingir conversas confiantes, use os objetivos do princípio KFC (saiba o que você quer,
descubra se está obtendo o valor e mude para alcançá-lo). Um exercício útil é conversar com
um amigo para que a missão de um seja descobrir algo do outro, o que evitará o problema
enquanto o primeiro tentará focalizá-lo. Tente por três minutos e troque os papéis.

A confiança é útil quando você deseja que a mídia anuncie sua empresa ou seus produtos.
Para fazer isso, você deve informar, em vez de vender por credenciais, lógica ou emoção.

É bom que as pessoas se sintam confiantes e receptivas com você e com suas ideias, mas se
você não apresentar a abordagem correta, terá perdido tempo e oportunidades. Pessoas
persuasivas associam três ou quatro estados emocionais para obter o resultado desejado.
Esse fenômeno é chamado encadeamento de estados e é uma maneira poderosa das pessoas
se conectarem a você e a suas ideias.

Ouça os discursos de grandes comunicadores como Martin Luther King, Churchill ou JF


Kennedy e identifique o humor a que eles se submeteram ao público antes de incentivá-los a
agir.

Conquistando um emprego

Digamos que você queira mudar de emprego. Como você pode busca-lo? Segundo o Wall
Street Journal, mais de 90% das pessoas que conseguem um emprego o fazem graças aos
contatos. Os eventos sociais relacionados às atividades comerciais têm como objetivo,
conhecer pessoas. Portanto, prepare-se como um atleta para uma competição. Antes de
participar do evento em questão, você precisa saber o que deseja e definir metas específicas.
Se você deseja conhecer uma pessoa específica, a melhor maneira é alguém apresentá-lo a
esta pessoa. Depois que o apresentarem ou apresentarem a essa pessoa, olhe nos olhos dela,
sorria, apresente-se em menos de dez segundos, faça uma pergunta aberta e procure um
ponto em comum. Se você se apresentar, deve observar e ouvir antes de entrar na conversa
para evitar ser considerado rude ou incapaz de falar. Um detalhe a esse respeito é a maneira
de tratar um cartão de visitas.

Aceite o cartão como se fosse um presente. Pegue-o com as duas mãos e reserve um
momento para lê-lo. Se puder, reaja com um comentário de interesse. Não escreva na frente
do proprietário e, se o fizer, peça permissão. Quando terminar de ler mantenha o cartão no
bolso superior ou na bolsa, demonstre respeito.

Existem muitos fatores que afetam o sucesso profissional. Cause uma boa impressão, pareça
feliz e autoconfiante, demonstre curiosidade e seja flexível. Tudo é mais fácil se você tiver a
capacidade de gerenciar e direcionar as cadeias de emoções dos outros.

Aprenda a ouvir

Não há nada mais que disperse o público do que não saber ouvir. Para ser ouvido, você
precisa obter a atenção deles. Atenção, interesse, imaginação e coração, ou atenção,
interesse, desejo e ação, estas são as reações sucessivas que uma boa apresentação deve
provocar no público. Para que sua apresentação seja bem-sucedida, use primeiro, o gancho,
algo que capta a atenção do público desde o primeiro momento; uma data provocativa, uma
estatística incrível ou uma manchete incrível são exemplos de ganchos eficazes. em segundo
lugar, você deve formular um discurso breve, conciso, positivo e que responda às seguintes
perguntas, o quê? quem se importa? e como isso me afeta? Em seguida, o desenvolvimento de
seu discurso deve possuir ousadia, uma interação com o público ou uma piada engraçada.
Lembre-se de que sem o conteúdo do discurso não há apresentação. No final da apresentação,
repita o conteúdo. Se puder, diga, a moral desta história é. E conclua com algo que desperte a
participação do público e uma chamada à ação.

Técnica upc

Técnica UPC, utilizando metáforas. Metáforas servem para transformar um conceito


complicado em uma introdução simples. Assim, questões complicadas parecem simples,
interessantes e memoráveis. Uma UPC deve durar entre três e trinta segundos. Exemplo,
minha conta corrente é como um poço sem fundo. A criação de metáforas requer prática;
portanto, use situações cotidianas da vida e circunstâncias para formula-la, ou, use um nome,
pessoa, local, algo diferente para compará-lo e usa-los em uma frase. Por exemplo, meu carro
é um tanque de guerra sob meu comando.

Para se acostumar a incorporar o UPC em suas conversas diárias e revelar seu lado criativo,
pense em algo que represente bem alguns aspectos de sua vida pessoal e descreva-os e
classifique-os usando metáforas.

Seja um contador de histórias

Todos nós nascemos contadores de histórias, é uma habilidade que imprimimos nos genes. As
histórias servem para expor ideias, promover mudanças, orientar e motivar, eliminar barreiras,
compartilhar valores, ficar na mente dos outros, conectar-se através de emoções, dar vida aos
seus produtos e serviços, simplificar conceitos e animar as apresentações.

EU VOU TE ENSINAR A SER RICO Ben Zruel

Como é a sua relação com o dinheiro? Ao longo da vida, observamos que assim como existe
quem ganha muito dinheiro e consegue fazer muitas coisas com ele, também há quem ganhe
muito dinheiro e esteja sempre endividado Mas, por quê? A vida financeira é um espelho da
pessoa que somos. E. Se você se preocupa com suas finanças e deseja mudar seu traquejo
com o dinheiro, Ben Zruel tem as lições perfeitas para você.

O dinheiro sempre acompanha o tamanho da sua mente

O que você faz hoje para ser ou tornar-se rico? É bem verdade que quando o assunto envolve
dinheiro, parece também envolver mistérios, já que todos parecem querer alcançar um mesmo
patamar, mas poucos realmente conseguem. E a pergunta que nos resta fazer é “como essas
pessoas chegam lá?”.
Afinal, dentro de um mesmo país, vivemos sob o mesmo governo e ouvindo – quase sempre –
os mesmos conselhos dos pais para estudar mais e trabalhar duro, a fim de alcançar a
independência financeira. Talvez na época deles isso fosse realmente um diferencial, mas
atualmente o cenário é diferente. Observe: quantas pessoas ao seu redor passaram a vida se
dedicando ao estudo e ao trabalho e nunca conseguiram sair do lugar?

A verdade é que o mundo atual exige mais que um currículo extenso de estudos para levar
alguém ao sucesso. Ele requer a mentalidade certa. Por isso, modificar a sua programação
mental é indispensável.

A programação mental é a soma de todos os conceitos, ideias, crenças e conhecimentos que


estão instalados em nossa mente consciente e subconsciente. Tudo o que está ao nosso redor
desde que nascemos – nossos pais, o bairro, a escola, amigos, professores – são nossas
fontes de influência.

Por isso é preciso que você pense: que tipo de influência sobre dinheiro você recebeu durante
sua vida? Dinheiro era motivo de discussões ou de felicidade? Questões como essas podem
esclarecer como o dinheiro se encaixa na sua vida, e se você quer mudar sua relação com ele,
é preciso vasculhar como você o enxerga hoje.

Ou você toma uma atitude ou a vida toma uma atitude por você

Você já escutou histórias de pessoas que passaram a vida inteira lidando com pouco dinheiro
e, de repente, ganharam na loteria ou recebem uma grande herança? Nesses casos, são
grandes as chances de que essas pessoas tenham perdido suas riquezas em pouco tempo. E
quanto às pessoas ricas, quando perdem toda sua fortuna? Bem, provavelmente elas
conseguirão voltar à sua riqueza em alguns anos.

Parece injusto? Pois saiba que, na verdade, isso diz respeito à mentalidade. Entenda: quando
simplificamos as classes sociais em três – pobres, classe média, ricos – podemos perceber que
não é exatamente o valor que cada classe ganha que os coloca nesses lugares, e sim a forma
como planejam e lidam com o dinheiro.

O indivíduo pobre precisa fazer um planejamento diário, com foco na sobrevivência; o indivíduo
de classe média precisa fazer um planejamento mensal, com foco no salário que recebe ao fim
do mês – já que seus gastos se equivalem ao que ganha –; e o indivíduo rico tem um
planejamento com uma visão anual.

Então, você pode perguntar: “quanto devo ganhar para ser considerado rico?”, mas não se
trata de números. Se seu salário é R$ 20.000 mensais e você tem o mesmo número em gastos
no mesmo período, sua mentalidade ainda é de classe média. Indivíduos de classe média
buscam por conforto e status. Ricos buscam por liberdade – que traz, de brinde, o conforto.

A mentalidade para ser considerado rico é planejar sua vida para que você não dependa da
totalidade do seu salário para cobrir as despesas. Não importa o valor que receba, um rico
sempre gasta menos do que ganha.

Você precisa saber o que está acontecendo


Um grande problema na hora de mudar a mentalidade de classe média para a mentalidade de
rico é conseguir poupar dinheiro. E o grande empecilho nesse passo é não ter a consciência de
quanto você gasta no mês.

Você sabia que as pessoas gastam de 30% a 300% a mais do que acha que gastam? Isso
acontece porque a maioria de nós não tem o hábito de controlar todos os gastos durante o
mês. Que devemos gastar menos do que ganhamos, já sabemos, mas para conseguir fazer
isso, é preciso colocar cada pequena coisa – inclusive aquele pequeno bombom de R$ 1 – na
ponta do lápis.

Um registro diário e instantâneo de ganhos e gastos é imprescindível para começar a ter total
controle da sua vida financeira e fugir das armadilhas de aumentar os gastos à medida que
aumenta os ganhos.

Se você consegue gastar menos do que ganha, o próximo passo é investir dinheiro. Mas se
você ainda não chegou nesse patamar e gasta a mesma quantia que recebe ou mais, você
precisa cortar seus gastos e pensar na possibilidade de mudar o padrão de vida.

É comum que algumas pessoas se mantenham em um padrão de vida que já não lhes cabe
mais no bolso, porque descer um degrau é desconfortável e doloroso. Mas seguindo os passos
da mentalidade de rico, rapidamente é possível voltar para o padrão anterior, com um grande
diferencial: dessa vez, sem dores de cabeça e insônias por causa das dívidas.

As regras que ninguém lhe contou sobre dinheiro

Se seu problema para começar de vez é a dificuldade de quitar as dívidas, existem quatro
regras essenciais para se livrar delas da melhor maneira possível:

· Nunca peça orientação para os funcionários do banco

Não é sempre que uma pessoa endividada tem as noções sobre como as burocracias
funcionam. Na verdade, a maioria das pessoas não tem. E por esse motivo, a primeira ideia
que se tem para resolver uma dívida em um banco é recorrer justamente a ele.

Mas isso pode ser um verdadeiro tiro no pé, afinal, os funcionários do banco têm metas a
atingir e precisam “vender mais crédito” para isso.

· Parta para o tudo ou nada

Ou você paga sua dívida por completo, ou não paga um centavo sequer. Por exemplo, se sua
dívida no cartão superar o valor que você pode pagar, opte por pagar a totalidade da fatura ou
não pagar nada. Parece radical, mas existe um motivo.

Ao optar a pagar pelo mínimo, muitas vezes você só está jogando o dinheiro fora. Por exemplo:
se sua dívida no cartão for de R$ 5.000 e você optar por pagar o mínimo de R$750,
equivalentes a 15% do valor total, no mês seguinte o banco cobrará de 11% a 15% de juros e
encargos. Ou seja, sua dívida permanece a mesma – de R$5.000 – e você ainda perdeu R$
750.

Embora seja comum sentir medo de optar por não pagar nada, depois de um tempo
recusando-se a pagar valores abusivos, os bancos abrirão para negociação. E agora seu plano
é quitar todas as suas dívidas em doze meses. Uma dica é organizar uma poupança de
libertação de dívidas, na qual você deve guardar 10% do valor do total da dívida por mês.
Então, se a dívida era de R$ 5.000, você deve guardar R$ 500 por mês e assim se livrar das
dores de cabeça.

· Um único empréstimo ficará sempre em apenas um único empréstimo

Se você fez um empréstimo e tem condições de pagá-lo, nunca faça um novo empréstimo para
pagar o primeiro. Você deve ser honesto consigo mesmo, arcar com as consequências e
começar a poupar para quitar o empréstimo de uma única vez.

Assim, sem que haja renegociações que só multiplicam sua dívida, você vai manter o valor
inicial emprestado e ser capaz de quitar a dívida dentro de doze meses.

· Tenha controle emocional

Não seja tão duro consigo. Estar endividado não é fácil, muito menos louvável, mas você não
se encontra nessa situação porque quis, mas porque tomou decisões erradas. E nunca é tarde
para mudar o jogo.

Mantenha a mente aberta para abrir mão do que for necessário e tenha uma visão de que é
possível mudar. É muito importante que a sua mentalidade seja correta para que, com as dicas
certas, você possa mudar seu caminho.

Conquistar a liberdade financeira

O primeiro dia de liberdade financeira é o dia em que se consegue poupar dinheiro. Planejar o
futuro pode estar fora dos nossos instintos, mas é uma atividade que define nosso crescimento
pessoal.

Por isso, é importante fugir de armadilhas como o cartão de crédito. O cartão de crédito parecer
ser imprescindível nos dias de hoje, mas a verdade é que, se você não é uma pessoa
extremamente metódica e controlada, rapidamente o cartão pode se tornar o vilão da sua vida.

As facilidades para adquiri-los são inúmeras, mas os juros que o acompanham quando não
conseguimos pagá-lo, também são enormes. Por isso, existem algumas dicas na hora de fazer
uso de cartão de crédito:

· Tenha somente um cartão de crédito – ter vários pode ajudar você a perder o controle das
suas finanças.

· Tenha um cartão de crédito com limite baixo – de preferência bem abaixo dos seus ganhos
mensais. Não permita que o banco aumente seu limite.
· Use a opção de débito automático para pagar sua fatura – de modo algum deixe de pagar
sua fatura, ainda que para isso você precise usar o cheque especial. Qualquer dívida, inclusive
a do cheque especial, é mais barata que a dívida do cartão.

· Não use o cartão de crédito para compras mensais – como a de supermercado, por
exemplo.

Depois de fazer as pazes com o vilão, você deve focar no que vai lhe trazer a verdadeira
liberdade: poupar dinheiro. Você deve programar mensalmente uma quantia para investir, de
preferência no mesmo dia em que recebe dinheiro. Essa atitude, em poucos meses, vai lhe
trazer muito orgulho e a segurança de que está no caminho certo.

Lembre-se: a liberdade financeira é estabelecida quando sua renda passiva – como juros em
aplicações financeiras, renda de imóveis, royalties de MMN – é maior que os gastos com seu
padrão de vida.

Instainsights

· O dinheiro não compra a felicidade. Muitas pessoas são ricas e infelizes. Contudo, a
infelicidade não veio do dinheiro. O problema é que, mesmo com dinheiro, elas não conseguem
viver de um jeito que lhes traga felicidade.

· Temos duas forças que nos movem a vida toda: a inspiração e o desespero.

· Quem quer arruma soluções, quem não quer arruma desculpas.

· A programação mental, a sua mentalidade, é o fator principal que define se terá sucesso
ou fracasso financeiro. O dinheiro sempre acompanhará o tamanho da sua mente.

· Todo o progresso na vida da classe media está baseado na entrada mensal de dinheiro
para manter e pagar todos os seus bens de consumo.

· Não importa o quanto ganha por mês, o rico sempre gasta menos do que ganha.

· O maior desperdício que o ser humano pode cometer é de tempo. Tempo não é apenas
dinheiro. Tempo é vida.

Neste livro, você aprendeu que

Nossa vida é feita de escolhas. Algumas são mais conscientes e outras menos, mas sempre
podemos fazer algo para mudar a situação que nos encontramos no momento. Dinheiro não
precisa ser um assunto que envolva mistérios e dê medo; ele pode ser um grande aliado se
você se permitir aprender a maneira correta de lidar com ele. Seguindo as valiosas dicas de
Ben Zruel, é possível sair das dívidas em doze meses e começar a dar os primeiros passos
rumo a liberdade financeira.

OS AXIOMAS DE ZURIQUE Max Gunther


Logo após a Segunda Guerra Mundial, um grupo de banqueiros e empresários suíços resolveu
ganhar dinheiro investindo em mercadorias e ações. Eles ganharam muito e se tornaram um
dos povos mais ricos do planeta. Neste livro estão as regras infalíveis que criaram para
reduzirem os riscos e aumentarem os lucros. São doze axiomas principais que se aplicam a
qualquer tipo de investimento, e que podem ajudar o leitor a alcançar o sucesso nos
investimentos, assim como os suíços.

O que são os axiomas

Os Axiomas de Zurique falam sobre riscos e como administrá-los. Se estudar os Axiomas com
atenção, você poderá ganhar mais apostas do que acredita ser possível. Com os ensinamentos
suíços, você pode ficar rico! Os Axiomas se aplicam a qualquer situação em que você arrisque
dinheiro visando ganhar ainda mais dinheiro.

Max conta que aprendeu sobre Bolsa de valores e especulações com seu pai. Conversavam
sobre especulação quando ele ainda estava no ensino médio. O autor diz: Ele pegava o meu
boletim e reclamava que a grade curricular era incompleta: “Não ensinam aquilo de que você
mais precisa: especulação. Como correr riscos e ganhar. Um garoto se criar na América sem
saber especular... nossa... é o mesmo que estar em uma mina de ouro e não ter uma pá.”

Quando ele estava na faculdade, e depois, prestando serviço militar, tentando decidir o que
fazer na vida, seu pai dizia: “Não pense apenas em termos de salário. Ninguém fica rico com
salário, e há muita gente que fica pobre. Tem que ter mais do que isso. Algumas boas
especulações. É disso que você precisa.”

O pai de Max era um especulador experiente e muito competente. Ele entendia de fato as
regras do jogo, mas não sabia expressar em palavras, apenas sabia pela sua experiência de
vida. Com o passar dos anos, especuladores experientes começaram a desenvolver estas
regras e a colocá-las no papel. Hoje temos acesso e podemos desfrutar desta sabedoria para
fazer o dinheiro se multiplicar e trabalhar a nosso favor.

O 1º Grande Axioma: do risco

“Preocupação não é doença, mas sinal de saúde. Se você não está preocupado, não está
arriscando o bastante”.

Não ter preocupações pode até ser bom, em certo sentido. Mas se seu principal objetivo na
vida é fugir das preocupações, você nunca deixará de ser pobre. Max diz que a vida é para ser
vivida como uma aventura, e não de maneira vegetativa. E se aventurar é enfrentar algum tipo
de risco e tentar superá-lo. Ao enfrentar riscos, obviamente entramos em um estado de
preocupação. Arrisque seu dinheiro. Não tenha medo. O autor diz que geralmente, a taxa de
risco em que estará envolvido não chega a causar arrepios. Ao enfrentar riscos você se dá uma
chance de sair da pobreza, e o preço que se paga por esta chance é estar sempre um pouco
preocupado. Essa preocupação, porém, não é patológica. É apenas um tempero pra vida.
Quando você se acostumar com ele, não saberá mais como viver sem.
O 1º Axioma Menor diz que você deve apostar valores que valham à pena. Não significa que
deve apostar valores que te levariam a falência, mas significa que deve superar o medo de se
machucar.

Se o valor for tão pequeno a ponto de sua perda não representar diferença, o mais provável é
que também não trará grandes ganhos.

O 2º Axioma Menor é: Resista à tentação das diversificações! A idéia por traz dessa atitude de
diversificar é a de ter segurança. O fato é que a diversificação, ao diminuir os riscos, reduz
também as chances que você possa ter de ficar rico. Todos já ouviram falar “Não coloque todos
os ovos em uma cesta só”, porém, o autor sugere o oposto “Coloque seus ovos em uma cesta,
e cuide dela”.

Um pouco de diversificação não fará mal. Max afirma que não gosta de ter mais de quatro
investimentos de uma só vez; durante a maior parte do tempo especula em três ou menos —
às vezes, em uma coisa só.

O 2º Grande Axioma: da ganância

“Identifique o lucro sempre cedo demais”.

Se conseguir ter autocontrole, você se tornará um ótimo especulador. Porém, não é fácil parar
quando se está ganhando. A ganância faz parte da mente humana.

Quando reduz a ganância, as chances de ficar rico aumentam. Sempre haverá períodos de
ganhos. Você achará tão bom que vai querer que durem para sempre. Obviamente é
impossível garantir que isso ocorra, mas se houver ganância, se convencerá a esperar, ou a
acreditar que estes períodos durarão pelo menos um bom tempo, e continuará aguardando, até
que o período bom acaba e você perde tudo que apostou.

Não há como prever quanto vai durar um período de ganhos. Pode durar muito tempo. Mas
também pode acabar no próximo segundo. Aposte sempre nos períodos curtos. Não se deixe
dominar pela ganância. O autor aconselha: Quando estiver com um bom lucro, aproveite-o e
caia fora. Tente sempre lucrar antes do período de ganhos alcançar o pico.

O 3º Axioma Menor aconselha a entrar no negócio sabendo quanto quer ganhar; quando
alcançar o objetivo, saia. Assim você não ficará na dúvida de quando sair. São inúmeras as
atividades em que as posições inicial e final são visíveis, como no atletismo, por exemplo.
Quando um corredor chega ao final dos 1.500 metros, sabe que é o fim. Já no mundo das
especulações, é muito difícil saber a hora certa de parar. É você quem decide qual será o ponto
final, e o ideal é que o defina antes mesmo de começar.

O 3º Grande Axioma: da esperança

“Quando o barco começar a afundar, não reze. Abandone-o”.

O autor diz que “A incapacidade de abandonar rapidamente um barco que esteja afundando,
provavelmente, custou mais dinheiro a especuladores que qualquer outro erro. É responsável,
com toda a certeza, pelo derramamento de mais litros de lágrimas do que qualquer outro
acidente financeiro”. Quando o barco começar a afundar, não fique imóvel. Olhe em volta e
veja bem o que está acontecendo. Estude a situação. Pergunte a si mesmo se o problema tem
solução. Procure indícios confiáveis de que as coisas estão melhorando; se não perceber nada,
comece a agir. Saber agir, porém, não é tudo. Quando tentamos fazer o que manda o 3º
Grande Axioma, três obstáculos costumam surgir:

O primeiro obstáculo é o medo de se arrepender, o segundo obstáculo é a necessidade de


abrir mão de parte de um investimento, e o terceiro obstáculo é a dificuldade de admitir que
você errou.

O 4º Axioma menor diz que devemos aceitar as pequenas perdas. O autor diz que deveríamos
agradecer por nossas pequenas perdas, porque elas nos protegem das grandes. Se uma
operação não funcionar, saia e procure outra. “Não fique sentado em um barco que está
afundando”.

O 4º Grande Axioma: das previsões

O comportamento do ser humano não é previsível. A verdade é que ninguém tem a mínima
ideia do que vai acontecer no futuro. Se você deseja ser um bom especulador, a primeira coisa
a fazer é não dar atenção a previsões. Nunca leve a sério os economistas, jornalistas e
qualquer pessoa que tente prever o futuro.

Todos os índices e números, as altas e baixas do mercado de ações são influenciadas pelo
comportamento humano, e não por máquinas. Isso significa que é impossível prever
exatamente como as pessoas irão se comportar, portanto, é impossível prever o que
acontecerá com os índices no dia, mês ou ano seguinte.

O autor diz que o especulador de sucesso não baseia suas jogadas no que, supostamente, vai
acontecer; ele reage ao que realmente acontece.

O 5º Grande Axioma: dos padrões

“Até começar a parecer ordem, o caos não é perigoso”.

Todos querem encontrar algo sólido e racional para enriquecer: a Fórmula. Todo mundo está
atrás dessa Fórmula. Mas, infelizmente, ela não existe. No mundo do dinheiro não existe ordem
ou padrão, é um caos absoluto. Porém, de vez em quando, parecem formar-se padrões ou
desenhos.

O fato é que não se pode confiar em nenhuma fórmula que não considere a sorte como um
fator importante.

O 5º Axioma menor diz que devemos ter cuidado com a Armadilha do Historiador. É um tipo de
ilusão de ordem. É baseado numa crença antiga e totalmente sem fundamento, de que a
história se repete. As pessoas começam a acreditar que tal evento irá se repetir de tempos em
tempos.
O 6º Axioma menor alerta para a Ilusão do Grafista. O autor diz que representar números por
meio de linhas em papel milimetrado pode ser útil ou perigoso. É útil quando lhe ajuda a
visualizar algo com maior clareza do que seria possível apenas com números. É perigoso
quando torna a coisa representada mais palpável do que na realidade ela é. A Ilusão do
Grafista, muitas vezes é uma extensão da Armadilha do historiador. O mercado de ações não
obedece a padrão nenhum. Dificilmente se repete, e nunca é previsível.

Max diz que “fazer gráficos dos preços de ações é como fazer gráficos da espuma do mar.
Agora está assim, daqui a pouco não estará mais. Você só tornará a ver o mesmo desenho por
pura sorte. E, caso o reveja, isso não quer dizer nada, pois não antecipa coisa alguma”.

O 7º Axioma menor diz para ter cuidado com a Ilusão de Correlação e a Ilusão de Causalidade.
O autor diz que a mente humana sempre busca a ordem. Jamais se sente à vontade no caos, e
quando não encontra a ordem que busca, muitas vezes acaba fantasiando. Então, quando
ocorrem dois ou mais eventos próximos uns dos outros, procuramos relações entre eles. Isso
nos deixa mais confortáveis.

O 8º Axioma menor: Cuidado com a Falácia do Jogador. A Falácia do Jogador é um tipo de


ilusão de ordem. Nesse caso, a ordem não é percebida no mundo, mas dentro de si mesmo.
Aquela sensação de “hoje é o meu dia de sorte”. Criamos uma expectativa, e arriscamos o
dinheiro com menos cuidado do que normalmente faríamos.

O 6º Grande Axioma: da mobilidade

“Evite criar raízes. Elas dificultam seus movimentos”.

Ter raízes nos dá a sensação de pertencimento. Nos sentimos mais seguros e confortáveis em
ambientes conhecidos. O autor diz que quanto mais você procurar esta sensação na vida
financeira, mais perigoso será, pois você precisa estar solto e pronto para sair fora caso ocorra
algum problema. Você deve estar sempre pronto para cortar suas raízes caso seja necessário.

O 9º Axioma menor diz que em uma operação que não deu certo, você não deve se deixar
levar por sentimentos como lealdade ou saudade, e o 10º Axioma menor alerta para que você
não pense duas vezes para sair de um negócio se algo mais atraente aparecer à sua frente.

O 7º Grande Axioma: da intuição

Este axioma diz que só se pode confiar num palpite que possa ser explicado. Quando vier um
palpite a sua cabeça, a primeira pergunta a fazer é se você tem informações plausíveis,
suficientes para ter este pensamento. Algumas vezes você terá explicações para o palpite,
outras não. O autor diz que em relação ao mercado financeiro você sempre deve ser cético e
descartar aqueles palpites sem pé nem cabeça.

O 11º Axioma menor diz que jamais deve confundir palpite com esperança. Quando desejamos
muito algo, é fácil acreditarmos que acontecerá. É preciso ter cuidado com intuições que tratam
de assuntos que você deseja muito que aconteçam.
O 8º Grande Axioma: da religião e do ocultismo

O autor diz que independente de suas crenças, Deus e outras forças sobrenaturais não devem
ter nenhum papel a desempenhar em seu comportamento como especulador.

O 12º Axioma menor diz que se astrologia funcionasse, todos os astrólogos seriam ricos. O
autor sugere que se você acredita na astrologia, antes de tentar utilizá-la para ganhar dinheiro,
dê uma olhada nos praticantes dessa doutrina e faça uma única pergunta: eles estão ricos? Se
não estiverem nem mais nem menos ricos do que qualquer outro grupo escolhido ao acaso,
você perceberá que por mais que as doutrinas ocultistas possam fazer por sua paz interior, o
que não farão é aumentar seu saldo bancário.

Dinheiro e o sobrenatural produzem uma mistura perigosa. O autor alerta para que mantenha
os dois mundos bem separados. Max diz que não há a menor prova de que Deus se interesse
por seu saldo bancário. Pode acontecer de alguém ocasionalmente, acertar uma vez na mosca.
Isso costuma chamar muita atenção, mas mostra que golpes de sorte acontecem.

O 13º axioma menor diz que não é necessário exorcizar uma superstição. Podemos usá-la,
desde que ela conheça o seu lugar. Divirta-se com suas superstições e não deixe que elas
atrapalhem sua vida financeira. O autor diz que para cuidar bem de seu dinheiro, você deve
partir do princípio de que está sempre só e contar apenas com seus próprios talentos.

O 9º Grande Axioma: DO OTIMISMO E DO PESSIMISMO

“Otimismo significa esperar o melhor, mas confiança significa saber como se lidará com o pior.
Jamais faça uma jogada apenas por otimismo”.

A sensação produzida pelo otimismo é uma sensação muito melhor que a do pessimismo, mas
o otimismo pode ser um grande inimigo do especulador. O otimismo pode levá-lo a caminhos
sem saída por afetar o seu raciocínio. Quando estamos muito otimistas não pensamos muito
nas possibilidades de algo dar errado. O Axioma diz que não se deve entrar em nenhuma
jogada apenas por otimismo. Antes de colocar seu dinheiro em um negócio, pergunte-se como
agirá se algo der errado. O autor diz que com isso muito bem-resolvido, já terá em mãos algo
melhor que mero otimismo. Terá confiança.

O 10º Grande Axioma: DO CONSENSO

“Fuja da opinião da maioria. Provavelmente está errada”.

Em nossa era democrática tendemos a aceitar sem críticas a opinião da maioria. Se não temos
certeza de alguma coisa, contamos com os votos. Desde o ensino básico aprendemos que a
maioria está sempre certa. Somos treinados desde a infância a aceitar o desejo da maioria, e
essa aceitação da opinião da maioria passa para a vida financeira. Não apenas se ouvem
economistas, banqueiros, corretores, assessores e outros especialistas, mas também as
maiorias. E isso pode custar caro. Você deve pensar pela própria cabeça antes de arriscar o
seu dinheiro.

O 11º Grande Axioma: DA TEIMOSIA


“Se não deu certo da primeira vez, esqueça”.

Muitos investidores experientes insistem em alguns investimentos por pura teimosia. Max diz
que as razões da perseverança são emocionais, e não são fáceis de explicar. “Esse
investimento levou meu dinheiro. Eu vou ficar atrás dele até pegar o meu de volta, ou não me
chamo Fulano de Tal!” Não faça um investimento por teimosia, descarte essa sensação de que
determinado investimento lhe “deve” alguma coisa. Você precisa saber para onde a
perseverança está o levando, e se for para o buraco, deve abandoná-la.

O 15º Axioma menor diz que Jamais deve tentar salvar um mau investimento fazendo “preço
médio”. A técnica conhecida como “preço médio” é uma das mais tentadoras armadilhas do
mundo dos investimentos.

Funciona da seguinte maneira: você compra cem ações de certa empresa, a US$100 cada.
Seu custo terá sido de US$10 mil. De repente o preço cai para US$50. Você parece teria
perdido a metade de seu investimento. Para fazer o preço médio, você compra mais cem
ações, agora por apenas US$50 por ação. Então, ficará com duzentas ações. Seu investimento
total é de US$15 mil. Seu preço médio por ação cai para US$75. Assim uma situação que era
péssima aparenta ser apenas ruim.

O 12º Grande Axioma: do planejamento

Quando fazemos planejamentos a longo prazo temos a impressão de que o futuro está sob
controle. Não leve a sério seus planos para um futuro muito distante.

Max diz que mal consegue planejar sua vida financeira para a próxima semana, pois nunca se
sabe o que acontecerá até mesmo no próximo segundo. Em relação a dinheiro, tudo que
precisamos em longo prazo é da intenção de enriquecer. Você pode e deve se preparar,
estudar, aprender e melhorar. Este deve ser seu plano.

O 16º Axioma menor diz para Fugir dos investimentos de longo prazo, como seguros de vida
que te devolvem o valor investido em determinada data, ou planos de previdência privada, por
exemplo. Muitas vezes este tipo de investimento nos dá a sensação de que não precisaremos
tomar decisões em relação a ele durante um bom tempo. Você compra e esquece, porém, nem
sempre é uma boa escolha, pois se seu dinheiro estivesse investido em outros lugares,
renderiam muito mais.

O autor diz que qualquer investimento deve ser reavaliado no mínimo a cada três meses. Não
temos como prever como será o futuro. O que podemos fazer é nos preparar para ele. Quando
ele chegar, devemos reagir e lidar com os desafios que sempre existirão.

Instainsights

· É fundamental saber correr riscos para ganhar.

· Aposte valores que valham a pena para que o retorno seja significativo.
· Ao contrário do que a maioria diz, não diversifique demais.

· Quando o retorno estiver sendo positivo, é muito importante saber a hora certa de parar,
ter controle sob a ganância.

· É preciso estar atento quando tiver que abandonar um negócio e optar por outro mais
lucrativo.

· O mundo dos negócios é caótico. Esperar alguma ordem ou que surja algum padrão é
perda de tempo e ilusão.

Neste livro, você aprendeu que

O ser humano está sempre em busca de segurança e previsibilidade. Para ser um bom
especulador é preciso entender que esses dois fatores não existem no mundo dos negócios.
Como as taxas e índices são alterados pelo comportamento humano, dificilmente conseguimos
prever o que ocorrerá no minuto seguinte. Se apoiar em previsões e palpites baseados em
padrões é totalmente inútil, pois não existe ordem quando se trata de mercado de ações. É
preciso ter em mente que correr riscos é necessário para enriquecer. Também é de extrema
importância saber a hora certa de parar quando está ganhando, e a hora certa de pular fora
quando está perdendo.

PAI RICO PAI POBRE (Parte 2) Robert T. Kiyosaki & Sharon L. Lechter

1º. Encontre uma razão emocional para começar a jornada.

A maioria das pessoas gostam da ideia de ser rico, mas quando a realidade do preço que tem
que ser pago para atingir esse objetivo torna-se mais claro, parece muito assustador e, em vez
disso, eles se contentam com uma vida da mediocridade. Portanto, crie uma razão intensa e
pessoal para querer alcançar o objetivo, seja para evitar algo que você não quer que ocorra no
futuro ou algo positivo que você gostaria de estar presente no seu futuro. Então, sempre que
você encontrar o obstáculo inevitável, você terá um motivo para ficar lá e continuar. Quanto
mais intenso, mais emocional, mais pessoal e mais vívido o motivo, melhor.

2º. Reforce essa decisão diariamente.

Desenvolva o hábito de dar a si mesmo uma pequena palestra a cada dia. Perceba que o seu
futuro consistirá na soma total de todas as pequenas decisões que você toma todos os dias. Só
porque você pode não ter dinheiro no momento, não deve ser uma desculpa para não estar
aprendendo. O tempo é o seu recurso mais limitado e mais precioso. Portanto, invista na
aprendizagem. Use seu tempo para aprender a investir mais detalhadamente, então você vai
estar preparado quando a oportunidade surgir.

A maioria das pessoas repete: "Eu nunca vou ganhar muito dinheiro" até que elas finalmente
começam a acreditar. Nunca pense nessa questão. Sempre que você se pegar com esse
pensamento, substitua-o por: "Eu posso ser rico, como qualquer outra pessoa. Tudo que
preciso fazer é construir meus ativos. Qual é a melhor maneira de fazer isso?”. Você vai agir
imediatamente e sentir de maneira diferente se fizer isso regularmente.

3º. Escolha cuidadosamente os seus amigos.

As pessoas com quem você vai se associar influenciarão suas ações fortemente. A boa notícia,
no entanto, é que alguns amigos mostrarão as estradas que você deve seguir, enquanto outros
amigos irão te mostrar quais estradas evitar. O truque às vezes está em decifrar qual cada uma
das experiências de seus amigos é realmente ensino. Como regra geral, os amigos de sucesso
irão gostar de falar sobre dinheiro - será um assunto em que eles estão interessados ​e bem
informados. Por outro lado, amigos malsucedidos frequentemente evitam assuntos como uma
praga - você vai aprender observando o que eles fazem quando você vai discutir as coisas com
eles. Ter bons amigos pode realmente criar sinergia. Você será exposto para outros pontos de
vista que podem ser combinados para criar novos e criativas ideias. Você pode acessar o
poder do cérebro de seus amigos na criação de novas oportunidades de negócios.

4º. Continue aprendendo até se tornar mestre; daí aprenda novas ideias.

O equivalente financeiro do ditado: "Você é o que você come" é "Você se torna o que você
estuda". Portanto, você deve escolher o que você estuda com cuidado e deliberadamente, se
você deseja construir sua coluna de recursos pessoais. As massas só sabem uma maneira de
ganhar dinheiro: trabalhando a uma taxa pré-determinada. Na realidade, no entanto, há um
infinito número de maneiras de ganhar dinheiro - tudo que você tem a fazer é aprender
algumas das outras fórmulas disponíveis. Isso requere um pouco de tempo e esforço, mas a
recompensa pode ser espetacular. Em uma economia baseada na informação, o que você
sabe é menos importante do que a rapidez com que você pode aprender novas ideias. Aquilo é
uma grande habilidade para desenvolver. Domine a arte de aprender e você ficará espantado
com o número de outras fórmulas para ganhar dinheiro que você pode aprender e ganhar com.

5º. Desenvolva a autodisciplina para se pagar primeiro.

Se você está mais preocupado em pagar suas contas do que em pagar você mesmo, então
você está sendo empurrado por aquelas obrigações. Você também está perdendo a
oportunidade de desenvolver boa fortaleza interna e outros traços de caráter positivos. Na
verdade, pagar a si mesmo faz muito sentido para várias razões práticas. Primeiro, se você se
pagar primeiro, sempre estará construindo sua coluna de ativos – certamente um dos seus
principais objetivos e motivadores pessoais. Em seguida, você terá menos probabilidade de
assumir dívidas do consumidor se souber você tem que se pagar primeiro. Isso lhe dá um
incentivo para evitar dívida em primeiro lugar. E finalmente, a pressão de ter que pagar os
credores e os governo pode ser usado para incentivá-lo a trabalhar mais e mais criativamente.
Se você pode aproveitar essa pressão para inspirar o seu gênio financeiro, você estará
aumentando sua capacidade de ganhar - um excelente subproduto de se pagar primeiro.
Desenvolva a autodisciplina para sempre se pagar primeiro e surpreenda-se com a forma como
esse ato aumentará sua inteligência.

6º. Pague bem para bons conselhos de conselheiros profissionais.


Quanto mais dinheiro seus consultores profissionais fizerem, mais dinheiro eles estarão
fazendo para você. Portanto, seu objetivo não deve ser de encontrar os conselheiros mais
baratos ao redor. Deve ser encontrar e manter o melhor disponível em uma associação de
longo prazo. Se eles são o melhor, você pode ganhar muito mais do que custará. Consultores e
corretores profissionais são seus olhos e ouvidos no mercado. Eles trabalham lá todos os dias,
então você não precisa. Eles também permitem que você use seu tempo de forma rentável,
alocando mais tempo para as atividades de negócios em que você cria o maior valor agregado.
Eles podem afetar significativamente a sua própria produtividade pessoal. A situação ideal é
encontrar um corretor ou consultor profissional que compartilha dos seus maiores interesses.
Eles vão tomar o tempo para educar e ajudá-lo a entender o mercado. Para formar uma
associação, você precisa retribuir, no entanto. Se tudo que você é focado é em como cortar ou
eliminar a sua comissão, há dificilmente muita motivação da parte deles para guiá-lo ou
ajudá-lo. A verdadeira chave é que ao contratar e reter bons conselheiros, você tem acesso à
experiência de pessoas mais inteligentes do que você.

7º. Encontre maneiras de fazer com que seu investimento seja perfeito.

Sempre que você faz um investimento, seu primeiro objetivo (naturalmente) é de comprar algo
que vai aumentar em valor. Quando isso ocorre, liquida-se parte de sua posição até que seu
capital original tenha sido reembolsado. Agora você pode parar de se preocupar com as
flutuações do mercado, porque seu capital foi devolvido. Nesse ponto feliz, seu ativo agora está
totalmente livre. Quaisquer ganhos adicionais são a cereja no topo do bolo, ou se o ativo
começa a perder valor, isso realmente não afetará sua saúde financeira – será apenas atrasar
a realização da riqueza financeira.

8º. Use os seus ativos para pagar os luxos, ao invés do capital.

A maioria das pessoas se endivida por seus luxos - elas aumentam seção de passivos de seus
balanços pessoais. Uma melhor abordagem é se concentrar em criar o dinheiro necessário
para comprar um luxo na coluna de ativos do balanço primeiro - em outras palavras, usando o
recurso do luxo para estimular criatividade financeiras ao invés de tomar o caminho fácil e pedir
dinheiro emprestado para adquirir um luxo. Ao usar a abordagem de ativos para compra de
luxo, você aproveita o poder de aumento do dinheiro em vez de se tornar escravo dele e da sua
capacidade de administrar sua vida. Você também aprende como fazer o dinheiro trabalhar
para você, em vez de simplesmente procurar maneiras de trabalhar por dinheiro. A diferença
pode parecer sutil, mas os resultados são completamente opostos.

9º. Desenvolva heróis financeiros (grandes empreendedores).

Todo mundo precisa de heróis - não apenas quando estão crescendo, mas mais tarde na vida
também. Um herói pode inspirar, motivar e abrir caminho para outros a seguir. Os heróis
financeiros, felizmente, podem fazer ainda mais. Através de livros e outros materiais, grandes
empreendedores financeiros podem educar as pessoas em seus pontos de vista, na forma
como estruturam as transações e uma série de outras ideias que valem a pena. Eles fazem as
coisas parecerem fáceis, e nos mostra que isso pode ser feito. Aproveite o tempo e esforço
para selecionar alguns heróis financeiros que você quer se espelhar. Quem sabe - talvez um
dia eles acabem aprendendo algo novo de você. Uma ideia bastante interessante.
10º. Arrume um tempo para ensinar outros o que você aprender.

Sempre que você precisar de mais educação, aproveite o tempo para ensinar a alguém o que
você sabe. Não só ajudará você articular os princípios e ideias que fizeram de você um
sucesso, também tem um efeito de fluxo pois, muitas vezes, você acaba recebendo mais do
que você deu. Quanto mais você ensina aos outros o que está aprendendo, mais
oportunidades se abrirão para você ganhar mais conhecimento e insight você mesmo. Na
análise final, o mundo em que você vive sempre será um reflexo de sua própria alma e
personalidade. Para receber mais, você primeiro deve dar mais.

Instainsights

· Jogadas inteligentes são muito mais importantes do que jogadas seguras.

· Aprenda a fazer o dinheiro trabalhar por você.

· Arrume tempo para a construção do seu próprio negócio.

· Criar uma fundação é uma estratégia inteligente para diminuir seus gastos.

· A mente é o maior patrimônio individual que alguém pode ter.

· Encontre as oportunidades que os outros não aproveitam.

· Busque sempre estar trabalhando com pessoas inteligentes à sua volta.

· Sempre esteja aprendendo algo novo e importante para alcançar seus objetivos.

· Para chegar no final, é preciso começar.

Neste livro, você aprendeu que

A grande diferença entre as pessoas que se tornaram ricas, das pessoas que continuam na
mesma classe social, é a coragem de batalhar com ambição para alcançar seus objetivos,
proporcionando uma vida muito melhor, onde é possível, com o resultado das suas conquistas,
você desfrutar de qualidade de vida consciente. Entendendo que estar sempre rodeado de
pessoas inteligentes é um fator importantíssimo para se tornar uma pessoa melhor e mais
habilidosa. Aprender como o dinheiro pode trabalhar por você e entender que as decisões
inteligentes fazem toda a diferença. Pois não importa o quanto você ganhou, mas sim o quanto
e para até quando você poupou.

PAI RICO PAI POBRE (Parte 1) Robert T. Kiyosaki & Sharon L. Lechter

Aquilo que está na sua mente determina aquilo que está nas suas mãos. Com isso, se você
busca mais dinheiro, mude a sua forma de pensar. Isso vai automaticamente mudar o seu jeito
de agir, que por sua vez vai impactar nos seus resultados. Tudo começa na mente, pessoas
bem-sucedidas invariavelmente começam com pequenos passos e evoluem daí. O mesmo se
aplica em todas áreas onde ganha-se dinheiro. A chave não é quão grande você é enquanto
você ainda está no caminho, e sim as ideias que você consegue aproveitar. Tire um tempo
para desenvolver as melhores ideias e assim poderá escalar para qualquer nível de realização
financeira que desejar. Ninguém mais faz suas escolhas por você, tudo se resume às suas
decisões. Acima de tudo, eduque-se. Desenvolva inteligência financeira. Passe o seu tempo
com pessoas de sucesso, leia livros, atenda a seminários e aprenda fazer o dinheiro trabalhar
por você. Sua vida será mais gratificante e completa se você tirar um tempo para aprender e
pensar sobre onde você está querendo chegar. O caminho para riqueza em termos de finanças
não se baseia em jogadas seguras. As jogadas inteligentes são muito mais importantes.

Ao invés de trabalhar por dinheiro, crie maneiras de fazer o dinheiro trabalhar por você

Um emprego é na verdade uma solução de curto prazo (ganhar dinheiro suficiente para pagar
as contas) para um desafio de longo prazo (construir seu patrimônio). Entretanto, muitas
pessoas se prendem a hábitos de altas despesas que as obriga a continuar trabalhando para
outras pessoas pelo resto de suas vidas. Aqueles que constroem grandes patrimônios, em
contrapartida, percebem que o segredo não é a quantia dos seus salários, e sim encontrar
maneiras de fazer seus ativos trabalharem por eles, gerando riqueza adicional
independentemente do que fazem com o seu próprio tempo pessoal.

Uma estratégia financeira perspicaz é iniciar um negócio que vai gerar dinheiro mesmo quando
você não estiver fisicamente presente. A maioria das pessoas, no entanto, estão tão focadas
em quanto irão receber que acabam perdendo algumas oportunidades importantes para atingir
seus objetivos. Isso acaba criando alguns paradoxos:

A maioria das pessoas trabalham para outras porque assim se sentem seguras. Em outras
palavras, estão trabalhando motivadas pelo medo de não conseguirem pagar suas contas. Em
contraste, as pessoas mais bem pagas na sociedade são tão ricas que não precisam trabalhar
para pagar suas contas – elas trabalham pela paixão ao que fazem.

A maioria das pessoas que são melhor remuneradas pelo seu trabalho, acabam por contrair
mais débito ao invés de construir mais patrimônios. Seus gastos aumentam à medida que sua
renda aumenta, devido aos desejos que possuem.

O segredo para superar esses paradoxos é aprender como fazer o dinheiro trabalhar por você,
ao invés de procurar por um emprego ou até mesmo uma carreira, como uma forma de ganhar
dinheiro. Se você conseguir alcançar isto, vai passar a ter o medo e o desejo trabalhando para,
e não contra, você.

A ignorância intensifica o medo e o desejo. Ao invés de pensar com suas emoções, aprenda
como usá-las para pensar de maneira criativa. Escolha no que pensar sobre, no lugar de reagir
a essas emoções e você terá uma boa base para seguir adiante.

Raramente os problemas são resolvidos por uma quantia maior de dinheiro. Mas são resolvidos
usando a inteligência. Quando você estiver em um buraco não continue cavando, pois assim
jamais sairá dele.
Dedique-se a alfabetização financeira para ser capaz de distinguir entre um ativo e um passivo,
e compre ativos

Na vida, não é a quantidade de dinheiro que você ganhou que conta, mas sim quanto e por
quantas gerações você poupou. Para alcançar isso é necessária a alfabetização financeira. A
base da alfabetização financeira é o conhecimento para distinguir entre ativos e passivos, e
comprar ativos. Os ricos constroem e adquirem ativos. As classes média e baixa adquirem
passivos com a crença errada de que eles são ativos.

Um ativo é tudo aquilo que coloca dinheiro no seu bolso. Um passivo é tudo aquilo que tira
dinheiro do seu bolso.

Entender a relação entre a Declaração de Renda e o Balanço Patrimonial é a chave para a


saúde financeira. As regras são enganosamente fáceis de entender. Na essência, para juntar
um alto patrimônio, use seu tempo para construir ou comprar ativos. Para permanecer pobre,
gaste o seu tempo construindo passivos.

A maioria das pessoas caem na armadilha de construir passivos sem se dar conta do que
estão fazendo, eles são analfabetos financeiros, e não conseguem entender a diferença entre
declaração de renda e balanço patrimonial e o relacionamento entre os dois.

Isso é particularmente verdade com propriedade de imóveis. Muitas pessoas consideram suas
casas como seus melhores ativos e continuam trabalhando para adquirir maiores e melhores
casas. Ao fazer isso, contudo, atraem mais e mais dívidas que precisam ser atendidas, com
isso eles precisam trabalhar mais para pagar a hipoteca.

Ao focar em suas casas, estão construindo um passivo ao invés de um ativo. Além disso, eles
representam:

· Perda de tempo, pois poderiam estar construindo novos ativos;

· Alocação de capitais à manutenção de casas ao invés de construir novos ativos;

· Perda de oportunidade para ganhar experiência de investimento ao evitar investimentos


em outras áreas além da imobiliária

Tire tempo para investir e construir seu próprio negócio como base da sua saúde financeira.

Sua carreira ou profissão giram em torno da seção de renda da sua Declaração de Renda
pessoal. O seu negócio, por outro lado, está centrado diretamente na coluna de ativos do seu
Balanço Pessoal.

Nunca confunda ou misture a sua profissão com o seu negócio. A classe média foca na
profissão e, consequentemente, passa a vida inteira construindo o negócio de outras pessoas.
O rico, por sua vez, foca em construir os seus próprios negócios.

Possuir uma boa carreira ajuda as pessoas a se sentirem financeiramente seguras ao investir o
adicional do que foi gerado na aquisição de ativos geradores de renda.

O que constitui um ativo? Um ativo é qualquer coisa que:

· Tenha valor;

· Produza renda;

· Se valoriza em valor e possui um mercado pronto para revenda.

Algumas possibilidades são:

· Um negócio que irá gerar renda enquanto você estiver, ou não, fisicamente presente;

· Ações das organizações;

· Títulos;

· Fundos mútuos;

· Imóveis que geram renda;

· Notas ou IOUs;

· Royalties de direitos de propriedade intelectual.

Como parte da sua estratégia financeira, crie uma Fundação para possuir os ativos que você
vem acumulando

Ter uma Fundação para possuir seus ativos é uma estratégia universal usada pelos ricos para
minimizar seus passivos e maximizar as oportunidades de estruturar seus assuntos financeiros
com o máximo de vantagem possível.

Inteligência e conhecimento financeiro são requeridos para construir sua própria base de
ativos. As quatro áreas de especialidade que compreendem o QI financeiro são:

· Contabilidade ou alfabetização financeira (a habilidade de ler e entender termos


financeiros);

· As estratégias e fórmulas de investir (ou a ciência de ganhar dinheiro);

· O entendimento de aspectos técnicos de mercados (a maneira que as ofertas e demandas


são afetadas pelas emoções de um lado e fundamentos econômicos considerados do outro);

· A compreensão do direito comercial e tributário (que possuem impacto direto na criação de


riqueza a longo prazo).

Vantagens fiscais: os indivíduos são taxados sobre a sua remuneração inicial, e recebem o
balanço. Uma Fundação, de maneira oposta, adquire receita e gasta tanto quanto possível, em
seguida, é tributado sobre tudo o que resta. Uma Fundação pode estruturar suas finanças de
várias maneiras nas quais indivíduos não podem.

Proteção contra ações judiciais: corporações e trusts protegem ativos de credores. Os


indivíduos muito ricos geralmente controlam tudo, mas não detém nada, todos os seus ativos
estão presos às corporações e trusts.

Formar uma Fundação é um processo extremamente direto que geralmente envolve arquivar
os formulários corretos através de uma autoridade reguladora e pagando uma pequena taxa. A
corporação, que existe em uma gaveta de arquivos em algum lugar, pode então agir como uma
entidade legal separada para você, permitindo que você estruture seus assuntos de tal forma
que sua responsabilidade fiscal é minimizada legitimamente e legalmente. É uma estratégia
inteligente.

Use as técnicas de inteligência financeira para criar oportunidades de negócios contínuas e


lucrativas

O principal benefício do desenvolvimento da inteligência financeira é o maior número de


opções que ela lhe proporciona, e mais oportunidades para desenvolver soluções criativas para
suas necessidades financeiras comparada ao padrão de “Trabalhe duro, economize dinheiro
regularmente” estratégia usada por muitas pessoas de maneira religiosa.

O maior e mais rápido jogo do mundo está acontecendo por toda parte: O dinheiro, na era da
informação, aumenta exponencialmente, com alguns indivíduos ficando ricos apenas com base
em uma boa ideia e um acordo com outra pessoa. Neste tipo de ambiente, o maior patrimônio
individual que qualquer pessoa pode ter é a mente. Desenvolvendo inteligência financeira, cada
pessoa está desenvolvendo o ativo mais poderoso ao seu comando. Neste tipo de ambiente,
agarrando-se a velhas ideias, em relação a como as coisas funcionaram no passado, pode ser
extremamente prejudicial para a sua saúde financeira e prosperidade. Não percebendo que as
regras de todo o jogo mudaram pode ser um grande desincentivo a realização real.

Outro impedimento é limitar suas opções esperando pela oportunidade "certa" para se
materializar antes de mudar. Os financeiramente inteligentes têm mais opções, porque são
criativos procurando maneiras de se jogar de forma agressiva e tão bem-sucedida quanto
possível, em vez de sentar na linha lateral reclamando sobre como foram tratados. Ao
desenvolver sua inteligência financeira, você tem a oportunidade de participar da evolução
contínua das transações de negócios, o alvorecer de uma era em que os seres humanos
trabalham puramente com suas mentes e não com seus corpos.

Dominando as quatro habilidades técnicas de inteligência financeira:

· Alfabetização financeira;

· Estratégias de investimento;

· Os ciclos de oferta e demanda dos mercados;


· Cumprimento dos requisitos legais apropriados.

Uma base sólida é colocada para o sucesso na busca de riqueza em qualquer campo de
especialização pelo qual você sinta mais afinidade.

As oportunidades mais espetaculares de ganho são geralmente oferecidas por investimentos


que são mais especulativos do que conservadores. Como regra geral, investidores ignorantes
tendem apenas a serem apresentados aos investimentos conservadores, enquanto os
investimentos especulativos são oferecidos aos investidores mais sofisticados com mais
inteligência financeira.

Quanto mais sofisticado você se tornar, melhor equipado você analisará os méritos relativos do
investimento em oportunidades. Posteriormente, você estará mais ciente de oportunidades de
negócios enquanto outras pessoas nem reconhecem.

Quanto mais inteligente você for financeiramente, maiores serão suas chances de vencer as
probabilidades e gerar retornos acima da média.

Regra geral, as duas grandes categorias de investidores são:

· Aqueles que compram investimentos em pacotes imobiliários de empresas, corretores ou


planejadores financeiros;

· Aqueles que criam suas próprias oportunidades de investimento montando a estrutura ou


trabalhando ao lado de pessoas que fazem.

Se você quiser se juntar ao segundo grupo, você precisa complementar sua inteligência
financeira com habilidades adicionais, tais como:

· Aprender a ver oportunidades que todos os outros têm perdido, olhando para as coisas de
forma diferente e criativa;

· Aprender a levantar capital de forma eficiente e legal;

· Aprender a organizar pessoas inteligentes para atuar como conselheiros.

Se você preferir se especializar em oportunidades já estruturadas, não há necessidade de


desenvolver esses conjuntos de habilidades adicionais. E se, no entanto, você está interessado
em aproveitar o maior número de oportunidades de investimento disponíveis para àqueles que
criam seus próprios, complemente sua inteligência financeira com essas três adicionais
habilidades.
Sempre que tiver que trabalhar para outra pessoa, faça para aprender algo novo, não apenas
pelo dinheiro

A abordagem inteligente para trabalhar é a seleção de um emprego que vai lhe ensinar algo
que você ainda não saiba, ao invés de se basear no que você vai ganhar.

Para ter sucesso nos negócios a longo prazo, existem vários conjuntos de habilidades que são
necessários:

· Uma compreensão do fluxo de caixa do negócio e como gerenciar recursos de capital de


forma rentável e produtiva;

· Uma compreensão dos sistemas de negócios, particularmente como alocar tempo, como
planejar metas e como desenvolver concretos planos de ação;

· Um histórico em habilidades de gestão de pessoas (organizar, motivar e liderar pessoas);

· Uma forte base em vendas e marketing (como expor os benefícios do produto de forma
persuasiva e convincente);

· Boas habilidades de comunicação (escrever, falar e negociar com outras pessoas).

Como regra geral, pouquíssimos trabalhos fornecerão uma boa base de todas as cinco áreas.
A maioria dos empregos terá um grande grau de dependência de uma ou outra dessas
habilidades e ignorará completamente todas as outras. Portanto, para se tornar bem versátil em
todas essas áreas-chave, você tem que estar preparado para se deslocar de emprego em
emprego nos primeiros períodos de sua carreira.

A especialização é uma armadilha que deve ser evitada. É mais benéfico conhecer um pouco
sobre um monte de assuntos de negócios do que focar em saber tudo o que há para saber
sobre apenas uma área. Por ter um amplo histórico de negócios, você tem mais opções
disponíveis.

A situação ideal é trabalhar para alguém mais inteligente do que você; ou se tornar parte de
uma equipe de pessoas muito inteligentes. Se você puder se posicionar nessa situação, você
aprenderá a uma taxa acelerada. Você também terá a oportunidade de observar exatamente
como um grupo de pessoas inteligentes trabalhando em equipe podem criar sinergia que
superará em muito tudo o que poderia ter sido criado trabalhando sozinho.

No mundo real, simplesmente ter talento não é suficiente. De fato, muitas pessoas altamente
talentosas acabam trabalhando em empregos de baixa remuneração, principalmente porque
eles não aprenderam como alavancar suas habilidades para desenvolver sistemas de negócios
sólidos em sua área de especialização.

No longo prazo, a educação que pode vir com um trabalho é que o ensino de qualquer um dos
conjuntos de habilidades de negócios necessários pode ser altamente benéfico. Para perceber
esse benefício, uma perspectiva de vida é necessária, em vez de simplesmente se concentrar
no dinheiro imediato e segurança de ofertas de emprego.

Para alcançar o sucesso financeiro, você deve estar preparado para superar os obstáculos e
bloqueios que irá encarar

As cinco principais razões que levam as pessoas a fracassar ao desenvolver ativos abundantes
são:
· Eles têm medo de perder ao invés de ganhar dinheiro;

· Eles são cínicos e não acreditam no que pode ser feito;

· Eles são muito preguiçosos para mudar seus hábitos;

· Eles deixam seus hábitos controlarem seus comportamentos;

· Eles são arrogantes (uma combinação de ego e ignorância).

Cada um desses medos pode ser superado logicamente e sistematicamente.

Superando o medo de perder dinheiro:

As pessoas ricas têm esse medo tão fortemente quanto os pobres, a única diferença reside no
fato de os ricos lidarem com o medo enquanto os pobres ficam paralisados ​por ele, ou evitam
falar sobre o medo na esperança de que isso desapareça por conta própria. O fato é que todo
mundo perde às vezes. O segredo é se inspirar com cada fracasso para tentar mais e melhor
da próxima vez. Dessa forma, os vencedores realmente buscam inspiração e motivação de
suas falhas parciais ao longo do caminho.

Superando o cinismo:

Dúvidas e cinismo em todas as suas formas impedem que a maioria das pessoas participem de
empresas comerciais que asseguram um futuro melhor para si e suas famílias. No entanto, o
mundo real de oportunidades e riqueza certamente existe, você apenas tem que se dar
permissão para viver um pouco e participar ao invés de assistir do lado de fora com inveja. Os
cínicos criticam em vez de analisar. Eles se concentram apenas em seu "não querer" e,
portanto, não consideram seriamente o que eles "querem". Consequentemente, eles evitam
muitas oportunidades que cruzam seus caminhos. Supere o cinismo aumentando sua análise
da situação. Com mais informações à mão, você está bem melhor preparado para tomar uma
decisão informada do que uma decisão emocional.

Superando a preguiça:

Preguiça geralmente significa estar preparado para aceitar status quo ao invés de se dar ao
trabalho de alcançar algo melhor. Para a maioria das pessoas, o fogo da ganância gera
ambição pessoal suficiente para superar qualquer tendência a lutar por algo melhor. Nunca
diga para si mesmo: "Eu não posso conseguir isso" porque simplesmente não é verdade. O
espírito humano é capaz de conseguir qualquer coisa. Em vez disso, concentre-se sempre na
pergunta "Como posso conseguir isso? "Então você está se desafiando, e a sua mente pode
trabalhar enquanto você está fazendo outras coisas. Um pouco de ganância, mas não muito,
ajudará a superar a preguiça.

Superando maus hábitos:

A vida de qualquer pessoa reflete seus hábitos com mais precisão e infalivelmente do que a
sua educação. Para desenvolver bons hábitos, comece pagando-se primeiro. A maioria das
pessoas paga primeiro a todos e depois paga a si mesmo, se houver algum dinheiro sobrando.
Isso deveria ser invertido. Cada vez que você é pago, pague a si mesmo primeiro, depois o
governo e seus credores. Se não houver dinheiro suficiente para pagar todos os seus credores,
isso irá motivá-lo a sair e encontrar outras maneiras de fazer mais dinheiro, porque os credores
refinaram seus processos para arrecadação de dinheiro como uma boa arte. Eles vão te dar
bastante motivação para pensar mais. Por sua vez, isso fará com que você fique mais
inteligente e vai ajudá-lo a desenvolver bons hábitos que irão fortalecer você financeiramente.

Superando a arrogância:

As pessoas muitas vezes usam a arrogância para mascarar sua própria ignorância. Em vez de
admitir que eles não sabem de algo, eles tentarão a qualquer custo. Uma abordagem melhor é
ser aberto e sincero - é apenas quando você admite para os outros ou até mesmo para si
mesmo que você não sabe algo que você vai recrutar ativamente alguma ajuda especializada,
ou de alguém com experiência nesse campo ou encontrando alguns livros ou outro material
sobre o assunto.

Para chegar no seu objetivo final de sucesso financeiro, primeiro você precisa começar

Para despertar o gênio financeiro que existe dentro de você e dar início a jornada da liberdade
financeira, tente seguir esses passos:
MINI HÁBITOS: Como alcançar grandes resultados com o mínimo esforço Stephen Guise

É muito comum as pessoas acreditarem que elas são as principais responsáveis por não
realizarem os seus objetivos, mas na verdade os problemas não estão nelas, e sim nas
estratégias que usam. Este resumo mostrará de forma simples, como os mini-hábitos são
capazes de transformar a sua própria vida e a vida de 99% das pessoas do planeta. Apenas
com pequenas posturas positivas, você alcançará coisas grandiosas.

Apresentação aos mini hábitos

Grandes intenções não valem de nada se não trouxerem resultados. A verdade é, que a
intenção sem ação só irá prejudicar a sua autoestima.

Fazer um pouco por dia produz um impacto maior do que fazer muito em um dia. Produzir em
pequenas quantidades é o bastante para que as suas atitudes se tornem um hábito para toda a
vida. Mas para que isso aconteça, precisamos nos livrar das estratégias que para o outro pode
até dar certo, mas para nós não funcionam.

Partindo do princípio de que todas as grandes conquistas começaram com um pequeno passo,
tomar a decisão de iniciar algo e ter uma postura positiva sobre ela, te trará benefícios por anos
e te ajudará a se livrar dos maus hábitos. Afinal, Como vamos continuar com os hábitos ruins
se passarmos todo o nosso tempo com hábitos bons?

Um mini-hábito é uma versão muito menor do hábito.

A base do Mini-hábitos está nos passos “ridiculamente pequenos”, eles não possuem o
sentimento destrutivo de culpa e insuficiência que acompanha um fracasso. Ele é um
comportamento positivo muito pequeno, onde você se obriga a realiza-lo todos os dias.

Pequenos passos e hábitos duradouros se formam por meio de continuidade, essas duas
coisas foram feitas uma para a outra.

Estudos revelam que cerca de 45% do nosso comportamento é resultado de hábitos, que
muitas vezes, são comportamentos repetidos que fazemos ao longo do dia, sem ao menos
pensar. Mas será que esses hábitos são sempre positivos?

Se o nosso cérebro é capaz de reter tanta informação sem termos a necessidade de nos
esforçar para pensar, está mais que comprovado que precisamos mudar as nossas atitudes
para conquistarmos aqueles objetivos que nunca conseguimos atingir.

O estresse é muito comum atualmente e tem uma grande influencia no aumento dos
comportamentos que geram hábitos. Quando estamos cansados demais para tomar alguma
decisão, temos a tendência de repetir o que estamos acostumamos a fazer. E isso vale tanto
para hábitos bons quanto para os hábitos ruins.

O estresse é responsável em ativar um hábito ruim, ele causa culpa e angústia gerando ainda
mais estresse, que por sua vez gera um novo hábito. Assim entramos em um ciclo vicioso.

O nosso cérebro é muito previsível, preguiçoso e entende que, ao realizar as mesmas funções
ele terá as mesmas recompensas. Por outro lado, o mesmo entende que para gerar comandos
ou funções diferentes, é necessário passar por aprovações e correr novos riscos.

Motivação versus Força de vontade

Quando não estamos com motivação para fazer algo, o “custo de força de vontade” dispara. E
quando o custo de força de vontade é alto, é difícil manter certo comportamento por muito
tempo.

A repetição não aumenta nossa empolgação para fazer as coisas, só diminui. O que os hábitos
proporcionam são as vantagens de menos resistência e mais automaticidade. Segundo Dean,
“o fato de que comportamentos habituais não produzem emoções fortes é um de seus
benefícios”. É verdade, porque tudo que depende de emoções humanas não é nem um pouco
confiável.

A partir dessa análise, foi constatado que os principais fatores que causam um esgotamento de
ego são: muito esforço, dificuldade, fadiga e o índice de glicose no sangue. Portanto, esses
fatores são os maiores obstáculos que nos impedem de obter sucesso contínuo com uma
estratégia baseada em força de vontade.

Comportamentos novos (ou não habituais) são iniciados com motivação ou força de vontade. A
motivação pode ser inconstante não sendo confiável, então ela não pode servir de estratégia
para a formação de hábitos.

A força de vontade é confiável, mas só se você não a esgotar.

A estratégia dos mini hábitos

A estratégia de Mini hábitos, consiste em você se obrigar a realizar de uma a quatro ações
estratégicas muito pequenas, todos os dias. Essas ações são pequenas demais para dar
errado, e pequenas demais para serem ignoradas em ocasiões especiais. Elas cumprem um
grande propósito: Servem de incentivo para você fazer mais e implantar em si mesmo um
hábito que tanto deseja.

Os mini hábitos demandam muito pouco esforço de fato. Você vai fazer uma flexão, escrever
cinquenta palavras, ler duas páginas ou realizar outras atividades muito fáceis. O esforço extra
para ir além do requisito básico varia, o que significa que alguns dias vão ser mais produtivos
que outros.

Isso é uma estrutura natural que reduz muito a chance de esgotamento. O sistema de Mini
hábitos é ao mesmo tempo rígido e flexível em pontos estratégicos. É rígido no início,
obrigando você a começar, mas depois é flexível, permitindo que você decida quanto a mais
quer fazer. O esforço inicial praticamente não exige força de vontade.

Assim como na física, a inércia maior acontece antes do início do movimento. Quando você
está em movimento, tudo fica mais fácil graças ao embalo (e ao aumento de motivação).

Quando você começa devagar e mergulha na realidade do ato, sua mente percebe que um
passo pequeno não é tão difícil quanto parecia antes, e que o passo seguinte também é fácil.

Pesquisas também apontam que: Pular um dia não estragava um hábito; um dia não bastava
para garantir ou desfazer o processo. Porém, psicologicamente, pular um dia pode ser um
problema se você permitir.

O sentimento negativo é um dos principais causadores de esgotamento de ego, ele nada mais
é que a experiência de sensações desagradáveis.

Um estudo recente, revelou que nossa imaginação é tão poderosa a ponto de alterar o que
enxergamos e ouvimos fisicamente no mundo real. Se você se sentir um vencedor, agirá como
vencedor.
Para um melhor entendimento, usamos a lei de Newton que diz: Um objeto em repouso só
deixará à condição de repouso se sofrer a ação de alguma força externa. E também um objeto
em movimento só mudará de velocidade se também sofrer a ação de alguma força externa.

É bom nos movimentarmos em direção aos nossos objetivos sempre que possível. Para
conseguirmos isso, precisamos que a primeira ação seja muito fácil, porque essa é a primeira
barreira de resistência em qualquer atividade. O começo é mais difícil, mas isso não significa
que tem que ser difícil começar. “Mais difícil” é relativo. Quando a primeira ação é só um
empurrãozinho, a resistência inicial diminui. Assim que você age, tudo coopera para que você
se movimente ainda mais.

A diferença dos mini hábitos

“O exército vitorioso atinge a vitória antes e busca a batalha depois; o exército derrotado vai à
batalha antes e busca a vitória depois.” - Sun Tzu, A arte da guerra.

Os mini-hábitos podem competir com os hábitos que você já tem. Estudos feitos com pessoas
que tentavam mudar hábitos, chegaram em resultados desanimadores. Eles concluíram que,
quando um hábito é forte o bastante, até as intenções mais rigorosas têm dificuldade para
mudar a situação. No decorrer de um dia, você realiza uma quantidade muito maior de
comportamentos habituais do que parece, e esses hábitos podem interferir nas suas tentativas
de criar um novo hábito saudável.

O cérebro resiste a mudanças grandes. Você já ouviu aquela história de que é só dar o
primeiro passo para as portas se abrirem? Os mini hábitos têm o mesmo princípio, mas ao
invés de abrir uma porta de emprego por exemplo, ele mudará primeiro o seu modo de pensar
sobre as oportunidades futuras.

Os mini hábitos não têm prazo determinado, porque não sabemos quanto tempo leva para o
hábito se criar. O que fazemos é procurar sinais de que o comportamento se tornou um hábito.

É melhor ter o hábito de fazer uma flexão por dia do que fazer trinta flexões vez ou outra. Só os
hábitos podem crescer e se fortalecer.

Alguns estudos europeus constataram que “quase 90% dos homens e quase 85% das
mulheres com cargos de alta responsabilidade no trabalho têm alto nível de satisfação,
enquanto apenas cerca de 56% dos funcionários com pequenas responsabilidades no trabalho
declaram alto nível de satisfação profissional”. Isso é um exemplo claro de que, quando nos
sentimos controlados, nós nos fechamos. As pessoas odeiam isso. Talvez seja por isso que a
autonomia é muito associada à liberdade.

Essa é a ruína de muitos livros de autoajuda. Eles dizem que você precisa suar sangue para
conseguir o que deseja na vida. Bom, suar sangue não é sinal de que uma parte sua não está
gostando muito? Você não prefere se tratar bem no seu processo para se tornar uma pessoa
melhor?

Quando você cumprir seu pequeno objetivo, você terá a liberdade para fazer o que quiser. Sem
culpa e sem o fardo insuportável dos objetivos pesados, você tem liberdade para explorar
esses comportamentos saudáveis. E o processo fica mais divertido também, o que é um
benefício cientificamente relevante. Um estudo revelou que, quando as pessoas consideravam
alguma atividade divertida (e não tediosa, chata ou difícil), a persistência delas era mais forte,
tendo mais impacto na autoestima das pessoas.

Pequenos passos para grandes mudanças

1. Escolha os seus mini hábitos e os seus planos: Faça uma lista com os mini hábitos que
você gostaria de ter. Ignore os hábitos antigos, dê prioridade aos novos mini hábitos que você
determinou.

2. Os porquês de cada mini hábito: Se pergunte o “por que?” você quer incluir os itens na sua
lista. Nunca canse de se perguntar e reflita sobre cada um deles.

3. Crie seu plano de recompensas: As recompensas reforçam a força de vontade, elas te


ajudarão a manter-se no foco com entusiasmo.

4. Anote tudo: Anotar tudo te ajudará a monitorar os seus passos e até mesmo analisar a sua
evolução.

5. Pense pequeno: Isso te ajudará a alcançar o seu objetivo com mais eficácia e leveza.

6. Cumpra seu cronograma e descarte grandes expectativas: Descarte grandes expectativas,


foque na continuidade e siga o seu cronograma.

7. Procure os sinais dos hábitos, mas tome cuidado para não se empolgar: Não se empolgue
nas emoções por estar satisfeito em realizar o plano do mini hábito. Lembre-se um hábito não é
empolgante, ele apenas só faz bem.

Oito regras dos mini hábitos

1. Nunca, jamais trapaceie: Não tente se enganar, para um hábito acontecer você precisa
mudar a sua mente, tentar engana-la é um grande desperdício.

2. Fique feliz com qualquer processo: Muitas vezes a motivação virá depois da ação, então
fique feliz com cada conquista, isso te ajudará a alcançar o objetivo.

3. Dê recompensas a si mesmo com frequência depois de um mini hábito: A recompensa te


ajudará a dar continuidade no plano e fará com que o seu cérebro entenda que está valendo a
pena prosse.

4. Mantenha a Serenidade: Jogue fora toda a tensão e cobrança, para que um hábito não vire
um “peso”.

5. Se estiver sentindo muita resistência, dê um passo para trás e diminua: Não se decepcione
se precisar diminuir o ritmo. É melhor reduzir o esforço e dar continuidade, ao invés de ir com
intensidade e parar no meio do caminho.
6. Relembre como é fácil: Depois de algum tempo realizando o plano, você verá que aplicá-lo
é mais fácil do que parecia.

7. Nunca pense que um passo é pequeno demais: Jamais subestime os pequenos passos.

8. Dedique mais ambição e energia as repetições: Se você está ansioso para progredir muito,
invista essa energia nas suas repetições extras, elas ajudarão a fixar ainda mais os hábitos que
você quer implantar.

Instainsights

· Pequenos hábitos trazem grandes conquistas.

· Não deixe a ansiedade atropelar pequenos passos.

· Para mudar uma situação, é necessário mudar os pensamentos que se tem sobre ela.

· Grandes atitudes não são eficazes se não trouxerem resultados.

· Reconheça o valor das pequenas vitórias.

Neste livro, você aprendeu que:

Muitas vezes gastamos energia e muito esforço para alcançarmos nossos objetivos, que por
sua vez são frustrados nas primeiras dificuldades. Por isso é preciso ter determinação e animo,
necessitamos largar os pesos extras que carregamos e viver de forma mais leve. Com os mini
hábitos, encontramos mais prazer em realizar pequenas tarefas que são capazes de mudar
todo rumo do nosso planejamento nos levando a conquistar grandes vitórias.

ATOMIC HABITS (Hábitos Atômicos) James Clear

Com base na noção de que pequenas mudanças podem desencadear transformações


poderosas, este livro prático explica o que motiva o comportamento humano com o objetivo de
mostrar às pessoas como melhorar suas vidas. À medida que você adiciona bons hábitos e
subtrai os maus de sua rotina regular, sua sensação de bem-estar e satisfação melhora pouco
a pouco, de maneira segura. Atomic Habits é projetado para promover mudanças de
comportamento a longo prazo – e, por isso, duradouras.

Somos obcecados por resultados imediatos – quando, na verdade, não é assim que as coisas
tendem a funcionar

A cultura ocidental procura sempre obter resultados sem perceber que, muitas vezes, sucessos
e fracassos se acumulam a longo prazo. As pessoas são muito orientadas para os objetivos
quando deveriam prestar mais atenção aos processos que as ajudam a alcançar ou falhar em
atingir esses objetivos.
A melhor maneira de alterar hábitos é entender as quatro leis da mudança de comportamento.
Essas quatro leis se baseiam nas etapas que devem acontecer para que qualquer hábito se
torne um círculo completo:

Sugestão
Desejo
Resposta
Recompensa

O hábito de comer biscoitos, por exemplo, pode ser dividido em quatro etapas distintas: A
sugestão pode ser o cheiro de biscoitos recém-saídos do forno; O desejo é o sentimento que
esse cheiro provoca; A resposta é satisfazer esse desejo comendo biscoitos; e a recompensa é
o sabor.

A primeira lei da mudança de comportamento se concentra na sugestão, que nem sempre é


muito óbvia; por exemplo, a sugestão que leva a assistir televisão pode não ser o real desejo
de assistir televisão, mas, sim, ver o controle remoto – que está sempre à vista. Por isso, o
primeiro passo para quebrar um mau hábito requer conhecer o que o instiga a fazê-lo.

A segunda lei é tornar o novo comportamento, ou seja, aquele que você conscientemente quer
para si, atraente. Isso pode ser difícil, já que as nossas preferências pessoais geralmente estão
profundamente enraizadas. Por exemplo, a maioria das pessoas que odeia ir à academia não
pode simplesmente dizer a si mesma para começar a gostar de ir, de um dia para o outro. Em
vez disso, elas podem ouvir seu álbum favorito enquanto estão na esteira ou desfrutar de uma
massagem após um treino pesado. De repente, ir à academia não parece tão ruim.

Escolher os bons hábitos deve ser fácil, de acordo com a terceira lei da mudança de
comportamento. Ao tornar um comportamento automático, semelhante a uma memória
muscular, em vez de uma atividade que requer concentração e esforço, um hábito se torna
firme. Uma estratégia é criar um ambiente que ofereça boas opções. Por exemplo, se você
quer seguir corretamente sua dieta, facilite o bom hábito removendo todos os alimentos
açucarados da casa.

A quarta e última lei da mudança de comportamento é que bons hábitos devem ser satisfatórios
e maus hábitos devem ser desagradáveis. O cérebro humano evoluiu para apreciar o
reconhecimento e as recompensas; portanto, qualquer pessoa que tente implementar um novo
hábito deve celebrar pequenas vitórias – como ir à academia dois dias seguidos, por exemplo.
Já os maus hábitos devem ser alterados para que sejam dolorosos de alguma forma. Um novo
frequentador de academia pode prometer dar a um colega $10 por cada dia que ele não
cumprir seu compromisso de malhar depois do trabalho.

Quanto mais vezes um novo comportamento é repetido, mais enraizado ele se torna. Para o
bem ou para o mal, escolhas aparentemente pequenas se desenvolverão lentamente em
direção a grandes transformações. É importante ter em mente que o auto aperfeiçoamento é
um processo ao longo da vida, não um objetivo terminal.

Nem maus hábitos nem bons hábitos são permanentes, e isso é o que ajuda a manter a vida
interessante.

Um ajuste relativamente pequeno no estilo de vida pode desencadear uma transformação em


larga escala

O especialista em produtividade, Charles Duhigg, ensina sobre hábitos poderosos através de


dois exemplos: o primeiro, um pequeno hábito que muda a vida de um indivíduo e o outro de
uma pequena mudança que afeta toda a comunidade.

Por exemplo, imagine que uma mulher com trinta anos de idade e um estilo de vida
extremamente prejudicial tenha decidido parar de fumar e começar a praticar corridas. Antes,
ela era infeliz, obesa e sobrecarregada por dívidas financeiras. Deixar de fumar levou a
mudanças que ela não imaginava, incluindo trabalho constante, economia e saúde e
bem-estar.

Os cientistas determinam cuidadosamente que substituir o hábito de fumar por uma atividade
como a corrida é o chamado “hábito fundamental”, capaz de desencadear uma série de
mudanças que, aparentemente, não são relacionadas.

O exemplo coletivo de Duhigg foi um fenômeno que ele testemunhou como repórter no Oriente
Médio, acompanhando um oficial militar de alto escalão encarregado de acabar com os
tumultos em uma cidade iraquiana. O oficial adotou uma abordagem não convencional,
analisando a psicologia da multidão em vez de aplicar a lei marcial. Por fim, o oficial
providenciou a remoção de vendedores de alimentos das praças da cidade. Essa mudança
aparentemente insignificante interrompeu o padrão de distúrbios porque as pessoas ficaram
com fome no final do dia; em vez de serem movidos à violência, eles simplesmente foram para
casa buscar algo para comer.

Pequenas mudanças em qualquer comunidade podem levar a resultados surpreendentemente


dramáticos. Um exemplo prático seria o de uma cidade que adiciona luzes em um bairro
escuro, diminuindo criticamente a incidência de crimes no local.

Muitas vezes, os hábitos estão mais ligados à identidade de uma pessoa do que às metas para
o futuro

A identidade religiosa pode ditar hábitos diários de maneiras pequenas ou profundas. Muitos
judeus e muçulmanos não comem carne de porco e seguem outras restrições alimentares que
afetam suas escolhas diárias. Um budista pode meditar uma ou mais vezes por dia, uma
prática que requer compromisso. Os Mórmons evitam cafeína e outros estimulantes.

Para as pessoas que tentam implementar hábitos semelhantes por motivos relacionados à
saúde, a adoção pode ser mais difícil porque o novo hábito está vinculado ao objetivo de boa
saúde, e não como parte de sua identidade principal.

Pessoas altamente religiosas de todas as religiões tendem a ter hábitos diários diferentes dos
de suas contrapartes menos religiosas. Pessoas altamente religiosas, definidas como as que
oram diariamente e frequentam os cultos semanalmente, tendem a se envolver mais com suas
famílias e comunidades. Elas se reúnem com a família, se voluntariam e doam dinheiro com
mais frequência. Esses hábitos são reforçados quando organizados por meio de locais de culto,
e práticas como dar aos pobres estão ligadas ao fato de os indivíduos e sua comunidade
espiritual enfatizarem isso como uma prática essencial.

Além da identidade pessoal, a responsabilidade ou o ato de se responsabilizar perante outra


pessoa ou grupo de pessoas é um fator importante a ser considerado no estabelecimento de
hábitos.

É mais fácil estabelecer hábitos quando os indivíduos se sentem responsáveis ​perante alguém
que esteja em um local para avaliar sua identidade. Pessoas altamente religiosas costumam ter
um senso interno de responsabilidade perante a família, a comunidade maior ou Deus. Um
convertido ao judaísmo, por exemplo, pode se sentir mais motivado a parar de comer bacon do
que alguém que quer perder peso.

Uma pessoa que deseja quebrar um mau hábito pode querer usar um “dispositivo de
compromisso”

Um dispositivo de compromisso é qualquer medida tomada para dificultar a execução de um


mau hábito no futuro. Por exemplo, as pessoas que desejam gastar menos dinheiro podem
cortar seus cartões de crédito ou carregar apenas uma quantia específica em dinheiro. A
maioria dos dispositivos de compromisso não é irreversível; eles apenas tornam o
comportamento indesejável mais difícil de executar.

Os telefones celulares costumavam ser elogiados por sua capacidade de tornar as pessoas
mais acessíveis, mas agora os fabricantes reconhecem a necessidade de abordar o problema
do vício digital.

Em setembro de 2018, quando a Apple lançou o iOS12, ele incluía vários recursos para ajudar
os usuários preocupados em restringir o uso de seus iPhones. Um desses recursos, o Tempo
de Uso, ajuda os usuários a monitorar seus hábitos, exibindo relatórios gráficos de quanto
tempo eles gastaram no telefone e em cada aplicativo naquele dia ou semana. Assim, os
usuários ganham mais consciência de como eles usam aplicativos. Esse recurso também
permite que os usuários estabeleçam limites para o período de tempo que eles podem gastar
participando de uma determinada atividade, podendo funcionar como um dispositivo de
compromisso, adicionando uma camada extra de dificuldade.

Outros recursos permitem que os usuários silenciem todas ou notificações selecionadas por
determinados períodos do dia.

Enquanto a Apple é líder do setor no uso de dispositivos de compromisso internos, outros


fabricantes de dispositivos e plataformas digitais estão desenvolvendo ou usando ferramentas
semelhantes, incluindo o Facebook e o Instagram, que oferecem recursos que ajudam os
usuários a gerenciar melhor seu tempo.

O resultado final de um comportamento que se repete muitas vezes se torna conhecido na


totalidade do tempo

A maioria das pessoas interpreta erroneamente o momento presente como um preditor do


futuro. Por exemplo, as aulas de idiomas resultarão em fluência para a maioria das pessoas –
eventualmente. Mas construir esse conhecimento leva tempo. Os novos estudantes de
espanhol podem se sentir frustrados com a falta de progresso depois de dois meses, se
estiverem dedicando muito tempo ao estudo. Mas o nível de fluência em dois meses e em dois
anos provavelmente será bem diferente, se a dedicação se mantiver.

Uma razão pela qual um iniciante pode ter problemas para visualizar fluência em um novo
idioma posteriormente é que o cérebro humano tem dificuldade em projetar uma ideia de si no
futuro. Por exemplo, se solicitado a contemplar sua vida aos 65 anos, é provável que um
homem de 20 anos considere seu futuro como um completo estranho.

Os psicólogos descobriram que mostrar aos jovens, fotos digitalmente alteradas de si mesmos
com rugas e cabelos grisalhos, ajuda a compensar esse auto estranhamento. Com base
nessas descobertas, uma corporação desenvolveu um estande de fotos digitais projetado para
mostrar aos jovens como eles podem parecer quando mais velhos. Se os clientes podem se
imaginar mais tarde na vida, eles se tornam mais propensos a economizar dinheiro para a
aposentadoria.

Ter o auxílio visual de uma fotografia alterada digitalmente os ajuda a se sentirem mais
conectados aos seus eus futuros.

A maneira como uma pessoa cria um hábito, em particular ou em conversa com outras
pessoas, pode influenciar se o hábito permanece ou não

Pessoas que enquadram novos hábitos sob uma luz positiva tendem a ter mais sucesso do que
pessoas que impõem um quadro de perda ou dificuldade. Por exemplo, alguém que quer criar o
hábito de ir para a cama mais cedo deve se concentrar em resultados positivos, como "Ficarei
bem descansado para meu dia de trabalho amanhã", em vez de sacrifícios como "É uma pena
eu não ter tempo para assistir a outro episódio desse programa de TV antes de dormir".

Outra estratégia para enquadrar uma nova rotina de maneira positiva é tornar a execução da
rotina o mais atraente e prazerosa possível. Um colchão novo ou um conjunto de lençóis
confortável podem ajudar na hora de dormir. Mudanças ainda mais baratas, como óleos de
aromaterapia ou uma música suave, podem fazer o sono parecer mais convidativo. Repetir o
mesmo ritual agradável nos momentos que antecedem o sono todas as noites pode ajudar a
ancorar o hábito, alavancando o poder da repetição e sugestões.

A estratégia mais importante ao discutir novos objetivos é usar o máximo de especificidade


possível. Alguém que diz: "Gostaria de começar a dormir mais" não tem um plano acionável,
mas um desejo nebuloso, mais fácil de descartar. Uma maneira melhor de definir a meta seria
dizer: "Quero dormir uma hora a mais todas as noites, uma meta que alcançarei começando a
relaxar às 21h30".

Definir a intenção em voz alta, mesmo em uma sala vazia, aumenta a probabilidade de
realmente seguir adiante.

Novos hábitos podem ser difíceis de implementar, principalmente quando o comportamento


exige um grande esforço
Muitas pessoas acreditam falsamente que é necessário um grande esforço para realizar
mudanças reais em suas vidas. Um exemplo dessa mentalidade é a Maratona de Limpeza:
muitas vezes, as pessoas deixam sua residência bagunçada por algumas semanas ou meses
sem organizar ou limpar. Então, quando as casas ficam bagunçadas demais, essas pessoas
limpam por horas ou até dias. Como resultado, suas casas ficam bagunçadas na maior parte
do tempo, porque elas querem adiar outra sessão de maratona de limpeza pelo maior tempo
possível.

Se essas pessoas pudessem implementar hábitos consistentes, poderiam exercer uma


pequena quantidade de esforço todos os dias, em vez de uma enorme quantidade de esforço
de vez em quando.

Uma técnica recomendada é a 20/10, que consiste em 20 minutos de limpeza e 10 minutos de


intervalo. Vinte minutos é tempo suficiente para progredir de verdade, sem se sentir exausto.
Também ensina às pessoas que elas podem limpar em pequenos intervalos, em vez de longas
sessões.

Outra recomendação é listar uma série de pequenos desafios, como “mover cinco coisas de
uma mesa desorganizada” ou “cinco minutos para começar a organizar uma gaveta”.

Grandes tarefas, especialmente ao lidar com uma bagunça muito grande, podem parecer
extremamente cansativas, mas breves explosões de atividade fazem o projeto parecer mais
acessível. A lição é fazer com que o comportamento de limpeza seja mais provável de ser
repetido porque não é tão desagradável quanto uma sessão mais longa.

A maneira de distinguir um hábito construtivo de um hábito prejudicial é avaliando seus efeitos


a longo prazo

De um modo geral, os maus hábitos só parecem valer a pena a curto prazo, produzindo efeitos
negativos retardados, ou seja, sendo prejudiciais futuramente. Por exemplo, um fumante pode
usar um cigarro para aliviar a ansiedade no momento, mas sua saúde sofrerá as
consequências mais tarde na ​vida.De​ um modo geral, os maus hábitos só parecem valer a
pena a curto prazo, produzindo efeitos negativos retardados, ou seja, sendo prejudiciais
futuramente. Por exemplo, um fumante pode usar um cigarro para aliviar a ansiedade no
momento, mas sua saúde sofrerá as consequências mais tarde na vida.

Um guia sobre segurança na Internet aponta para a importância de bons hábitos pessoais na
manutenção de dispositivos eletrônicos seguros, como laptops e telefones. O problema é que a
criação de camadas extras de segurança digital geralmente requer algum nível de
inconveniência leve, como a necessidade de tempo extra para fazer login em uma conta. Mas a
recompensa a longo prazo por esse esforço extra é uma conta mais ​segura.Um​ guia sobre
segurança na Internet aponta para a importância de bons hábitos pessoais na manutenção de
dispositivos eletrônicos seguros, como laptops e telefones. O problema é que a criação de
camadas extras de segurança digital geralmente requer algum nível de inconveniência leve,
como a necessidade de tempo extra para fazer login em uma conta. Mas a recompensa a longo
prazo por esse esforço extra é uma conta mais segura.
A autenticação de dois fatores, por exemplo, é um recurso de segurança que pode ser usado
para proteger contas importantes como e-mail. O usuário deve passar pelo incômodo de curto
prazo ao usar um segundo login, como digitar uma sequência numérica recebida via texto. Da
mesma forma, senhas fortes com sequências aleatórias de números, letras e símbolos são
mais difíceis de lembrar do que senhas baseadas em informações que são preciosas, como um
aniversário ou uma palavra comum. Etapas como a autenticação de dois fatores adicionam
atrito ao processo de login no momento, mas essa dificuldade é menor em comparação com o
roubo de identidade.

Bons hábitos digitais que podem ser parciais ou totalmente automatizados são ideais porque
exigem menos esforço por parte do usuário e, ao mesmo tempo, promovem os mesmos bons
resultados a longo prazo.

Por exemplo, alguém que não consegue implementar o hábito de memorizar muitas senhas
fortes diferentes pode usar um software para lembrar várias senhas com um único login. Dessa
maneira, a dor a curto prazo da identificação prolongada pode ser suavizada, levando a
melhores resultados de segurança a longo prazo.

O ambiente pode ajudar a criar novos hábitos ou quebrar os antigos

Quando se trata de cultivar os hábitos certos, o contexto é importante. Por exemplo, em casa,
quem faz dieta pode querer prestar uma atenção especial à arrumação da cozinha, para que
seja mais fácil fazer escolhas saudáveis. Alimentos nutritivos como frutas devem ser visíveis e
de fácil acesso. Alimentos menos saudáveis, como doces e biscoitos, devem estar fora de vista
e difíceis de alcançar – talvez em uma prateleira alta.

Outro ambiente para prestar atenção é o local de trabalho. Ao colocar lanches saudáveis
​gratuitos ou a preço reduzido em uma área de tráfego intenso, os empregadores podem ajudar
seus funcionários a evitar as quedas de produtividade no meio da manhã e do meio-dia que
podem ser resultado de baixos níveis de açúcar no sangue. Cadeiras e mesas bem projetadas
também sustentam hábitos saudáveis ​e boa postura.

Dan Buettner, autor de um livro sobre os lugares mais felizes do mundo, aponta para outras
opções, como assistência médica no local, aulas de ginástica e mercados de agricultores, mas
essas soluções são mais complicadas e caras. O conceito dessas zonas azuis – lugares felizes
e produtivos – é baseado na ideia de que as pessoas mais felizes e satisfeitas do mundo se
cercam de pistas que incentivam comportamentos saudáveis. Para esse fim, organizadores da
comunidade e os planejadores das cidades precisam pensar em como o design ambiental pode
influenciar o comportamento das pessoas em uma escala maior.

Como a maioria das pessoas não tem o poder de reorganizar seus ambientes nessa escala,
quando um ambiente é dramaticamente inadequado, as pessoas podem – e devem –
considerar mudar cidades ou mesmo países, se possível. Alguém que quer ser menos
sedentário pode se tornar mais ativo em uma cidade com amplas calçadas e faixas de
pedestres.

Às vezes é preciso um novo ambiente para quebrar maus hábitos profundamente arraigados.
Instainsights

· Se você deseja criar um novo hábito, tente colocá-lo em seguida a um hábito existente.
Digamos que você queira começar a meditar, mas está lutando para encontrar tempo. Tente
pensar nas coisas que você faz sem esforço todos os dias, como tomar café pela manhã. Em
seguida, apenas coloque o novo hábito por cima. Comprometa-se a meditar todas as manhãs
quando terminar o café e desenvolva o impulso natural que vem de um hábito que você já tem.

· Todo mundo pode se beneficiar de tirar seus pensamentos da cabeça e colocá-los no


papel, mas a maioria das pessoas desiste depois de alguns dias ou evita fazê-lo porque um
diário parece uma tarefa árdua. O segredo é se manter abaixo do ponto em que parece ficar
trabalhoso. Escreva o que achar suficiente, sem precisar transformar essa tarefa em um fardo.

Neste livro, você aprendeu que

Uma pequena mudança no seu comportamento não transformará sua vida da noite para o dia.
Mas transforme esse comportamento em um hábito que você pratica todos os dias e isso pode
levar a grandes mudanças. Mudar a sua vida não é fazer grandes avanços ou revolucionar a
sua vida inteira. Em vez disso, trata-se de construir um sistema positivo de hábitos que, quando
combinados, oferecem resultados notáveis.