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O Direito Internacional cuidou exclusiva ou primordialmente das relações

soberanas entre Estados, o que contribuiu para uma certa solenidade da


matéria, outrora de uso prático cingido às chancelarias e demais repartições
diplomáticas, o que limitou no passado seu interesse a grupos arcanos. Esta
situação não mais prevalece nos dias de hoje e, por conseguinte, o
conhecimento dos fundamentos de Direito Internacional passou a ser
indispensável não só para o mundo jurídico, como também das relações
comerciais e bem assim para todos os que desejam ou precisam
compreender o arcabouço da evolução econômica e social dos povos.

Dentro da perspectiva contemporânea, pode-se conceituar o Direito


Internacional como o sistema de regras e princípios supranacionais que
regulam a relação dos Estados soberanos entre si, bem como a de seus
nacionais com terceiros Estados. Originalmente, o chamado Direito
Internacional Clássico tinha uma natureza mais flexível e menos adversarial,
pela falta de um mecanismo eficaz de resolução de disputas.

Assim, alguns estudiosos, no passado, questionaram a mera existência do


Direito Internacional pela alegada falta de exeqüibilidade de suas normas,
ao contrário do que se verifica no Direito Interno. Esta visão não se sustenta
no mundo de hoje, muito embora ainda estejamos longe da perfeição.
Normas de Direito Internacional são exeqüíveis nos mais diversos foros
internacionais. Por exemplo, de acordo com a Carta da Organização das
Nações Unidas - ONU, o Conselho de Segurança pode determinar ação
contra um Estado quando ele representa uma ameaça à paz ou comete um
ato de agressão ou de violação da paz, como ocorreu com o Iraque. Na área
do Comércio Internacional, uma violação a uma decisão do sistema de
resolução de disputas da OMC dá automaticamente ao Estado prejudicado o
direito de impor sanções compensatórias contra o Estado julgado culpado.

22/02/2010

O que se obriga a cumprir um direito cuja punição não se aplica?

O comportamento ético. A ética dos relacionamentos conduz a aceitação da


inaplicabilidade de sanções no direito internacional.

O Direito Internacional surge na necessidade humana e suas relações


comerciais ou bélicas. Ele se fez necessário para regular relações dos
grupamentos humanos.

A partir do Tratado de Viena (fim da era Napoleônica) os tratados passaram


a ser mais utilizados. Embora os costumes ainda valessem, o DI passa a ser
positivado com mais regularidade.

Com a 1ª Guerra há um envolvimento global num conflito armado, com


nações de todos os continentes.
Em 1919, após o fim da guerra há a criação da Liga das Nações, onde os
estados se comprometem a considerar a guerra como último recurso
para solução de um conflito entre eles. Junto com a Liga das Nações
cria-se o Tribunal Permanente de Justiça Internacional.

Em 1939 inicia a II Guerra Mundial, rompendo o pacto da Ligas das Nações.


Ao final da Guerra, extingue-se a Liga das Nações e cria-se a Organização
das Nações Unidas (ONU). Seu tratado de criação torna a guerra “ilegal”
(exceto para luta de independência e legitima defesa do território). Foi
criada a Corte Internacional de Justiça (substituindo o Tribunal Permanente,
mas com o mesmo escopo).

(**)Fontes do Direito Internacional


– art. 38 do Estatuto da Corte Internacional de Justiça:
(Artigo 38 - 1. A Corte, cuja função é decidir em conformidade com o direito
internacional as controvérsias que lhe forem submetidas,aplicará:

a. As convenções internacionais, quer gerais, quer especiais, que estabeleçam


regras expressamente reconhecidas pelos Estados litigantes;

b. O costume internacional, como prova de uma prática geral aceite como direito;

c. Os princípios gerais de direito, reconhecidos pelas nações civilizadas;

d. Com ressalva das disposições do artigo 59, as decisões judiciais e a doutrina dos
publicistas mais qualificados das diferentes nações, como meio auxiliar para a
determinação das regras de direito.

2. A presente disposição não prejudicará a faculdade da Corte de decidir uma


questão ex aequo et bono, se as partes assim convierem.)

Os tratados, o costume internacional, os princípios gerais de direito, a


jurisprudência, a doutrina e a equidade). O Direito Internacional não aplica
nessa ordem, pois não há hierarquia entre as fontes.

Outras fontes são: atos unilateriais, decisões das organizações


internacionais, IUS COGENS e SOFT LAW. Essas fontes não se encontram no
art. 38, contudo a doutrina reconhece esse conjunto.

i) Costume Internacional – considerado por alguns autores como a mais


importante fonte do DI, pois é aquela no qual ele se fundamenta. É a prática
geral aceita como se fosse direito.

ii) Princípios gerais – deduções lógicas, resultantes do raciocínio humano que


são lógicos por si só. Dois princípios que fazem o DI funcionar : (a) boa fé
(confiança) , e (b) PACTA SUNT SERVANDA (“os acordos devem ser
cumpridos”)

Elementos básicos que formam o DI:

- OPINIO IURIS (fazer o certo);

- Boa fé = confiança
- PACTA SUNT SERVANDA (“os acordos devem ser cumpridos”)

- Soberania

a) RES IN ALIOS (“coisa alheia”) – não interferência de um país


nos assuntos do outro – princípio da não interferência.

b) NEMO PLUS IURIS – não se pode dar o que não é seu.

c) LEX POSTERIOR DEROGAT PRIORI – se há duas regras que


entrem em conflito, vale a mais nova.

I. Normas Internacionais

I.3.1 Fundamento de Validade dos Princípios Gerais

É, sobre o consentimento dos Estados que repousa a


validade dos princípios gerais enquanto normas jurídicas.
Portanto, o fundamento de validade dos Princípios Gerais não
difere daquele sobre o qual assentam os Tratados e o Costume
[7].

I.4 Atos Unilaterais

Importante mencionar, que o Estatuto da Corte de Haia


não menciona em seu artigo 38 os atos unilaterais entre as fontes
possíveis de Direito Internacional.

No entanto, como destaca ( REZEK, 2000 ), todo Estado,


pode eventualmente produzir ato unilateral de natureza
normativa. Nesta categoria, inscrevem-se os diplomas legais que
se promulgam no interior das diversas ordens legais, que mesmo
não interessando ao Direito Internacional, pode casualmente
voltar-se para o exterior, habilitando-se como fonte do Direito
Internacional, na medida em que possa ser invocado por outros
Estados com algum pretexto qualquer. Neste passo,
exemplificam-se as leis ou decretos utilizados pelos Estados para
determinar a extensão de seu mar territorial, o regime de seus
portos, a franquia de suas águas interiores à navegação
estrangeira[8].

I.5 Decisões das Organizações Internacionais

Novamente, de se mencionar, que o Estatuto da Corte de


Haia não menciona em seu artigo 38 as Decisões das
Organizações Internacionais entre as fontes possíveis de Direito
Internacional.
As resoluções, recomendações, declarações, diretrizes, são
normalmente os títulos que qualificam as Decisões das
Organizações Internacionais.

Neste passo, dentro das organizações, certo órgão no uso


de sua competência, delibera sobre determinada controvérsia,
sendo a eficácia legal desse produto medida à luz do sistema
constitucional das organizações. Assim, a obrigatoriedade ao
cumprimento de tais decisões repousa sobre o consentimento,
anterior, ou seja, aquele externado à hora de se ditarem em
comum as regras do jogo organizacional.

Para ( MELLO, 1997 ), não há como negar o caráter de


fonte das decisões das Organizações Internacionais. Para o autor,
negar que estas decisões sejam fontes do Direito Internacional é
não reconhecer o processo de integração da sociedade
internacional[9].

I.6 Jurisprudência e Doutrina

Primeiramente, é de se destacar que enquanto


instrumentos de boa interpretação da norma jurídica, a
jurisprudência e a doutrina têm, no plano internacional,
importância maior que no direito nacional de qualquer Estado.

Em continuidade, a utilidade instrumental da


jurisprudência e da doutrina advém das imperfeições do direito,
que se fosse exato e unívoco, no tocante às suas normas jurídicas,
não necessitaria de todo o esforço hermenêutico apoiado nas
lições doutrinárias ou nas decisões dos tribunais.

Em prosseguimento, as decisões judiciárias referidas pelo


Estatuto da Corte de Haia, são as componentes da jurisprudência
internacional [10]. Isto significa, o conjunto das decisões arbitrais
e judiciárias, e ainda, os pareceres proferidos pela Corte de Haia
[11].

A seu turno, a Corte de Haia, concedeu à Doutrina, a


qualidade de meio auxiliar para a determinação das regras de
direito [12]. Neste sentido, a doutrina dos publicistas mais
qualificados das diferentes nações, observada a característica do
consenso doutrinário para a qualificação de segurança nos
domínios de interpretação de uma regra convencional.

I.7 Analogia e Eqüidade

A analogia e a eqüidade, são meios para enfrentar a


inexistência da norma, ou a evidente falta de préstimo para
proporcionar ao caso concreto um desfecho justo. Ainda,
comporta dizer que são métodos de raciocínio jurídico.
A seu turno, o uso da analogia, consiste em fazer valer,
para determinada situação, a norma jurídica concebida para
aplicar-se a uma situação semelhante, na falta de regramento que
se ajuste ao exato contorno do caso posto ante o intérprete [13].

Por sua vez, a eqüidade, pode operar tanto na hipótese de


insuficiência da norma de Direito positivo aplicável quanto
naquela em que a norma, embora bastante, traz ao caso concreto
uma solução inaceitável pelo senso de justiça do intérprete.
Assim, decide-se à luz de normas outras que preencham o vazio
eventual, ou que tomem o lugar da regra estimada iníqua ante a
singularidade da espécie [14].

Importante, a lembrança de que a Corte de Haia não


poderá decidir à luz da eqüidade sem a autorização das partes.
Portanto, sendo imprópria a norma ou faltante esta para aplicar ao
caso, só poderá a Corte recorrer à eqüidade com a aquiescência
das partes [15].

FREIRE E ALMEIDA, D. As normas internacionais do artigo


38 da corte de haia. USA: Lawinter.com, Março, 2005.
Disponível em: < www.lawinter.com/62005dfalawinter.htm
>.

08/03/2010

Tratados Internacionais
i) Conceito : é um acordo formal (concordância de vontades)
entre pessoas de direito internacional, com base no Direito
Internacional, destinado a produzir efeitos entre as partes.

ii) A Convenção de Viena sobre os Tratados, conceitua-o como o


"Acordo Internacional celebrado por escrito (acordo formal)
entre Estados e regido pelo Direito Internacional, constante de
um instrumento único ou de dois ou mais instrumentos
conexos qualquer que seja sua denominação particular" (art.
2º, I, alínea "a").
iii) A forma escrita é essencial ao tratado internacional, pois se
materializa em documento, segundo o modelo da Convenção
de Havana, de 1928 e de Viena de 1969. O sistema de registro
e publicidade imposto pela Sociedade das Nações e seguido
pelas Nações Unidas, exige a forma documental.

iv) As partes ou sujeitos, em todo tratado, são necessariamente


pessoas jurídicas de Direito Internacional Público: os Estados
soberanos, aos quais se equipara, a Santa Sé, e as
organizações internacionais.

v) É irrelevante a nomenclatura dos acordos internacionais. Eis as


variantes terminológicas de tratado em português: acordo,
ajuste, arranjo, ata, ato, carta, código, compromisso,
constituição, contrato, convenção, convênio, declaração,
estatuto, memorando, pacto, protocolo e regulamento.

vi) Podem ser classificados os tratados sob o aspecto formal:


número de partes e procedimento; e sob o aspecto material:
natureza das normas, sua execução no tempo e sua execução
no espaço.

vii) Número de partes. Bilateral é o tratado, firmado entre


duas partes, e multilateral, plurilateral ou coletivo o que conta
com mais pactuantes.

viii) Quanto a sua natureza: Tratado-Lei tem por fim


determinam normas gerais de direito internacional e são
considerados lei por seus signatários. Enquanto que os
tratados contratos destinam-se a regular interesses recíprocos
de Estados e resultam em concessões mútuas ou antes de uma
troca de vontades.

ix) Em relação aos sujeitos que podem figurar nos tratados


estes se classificam em:

a) fechados, quando não permitem adesão de outros


sujeitos além dos contratantes. Consoante o art. 9º; § 1º, da
Convenção de Viena, o tratado fechado considera-se adotado
ao ser aposta a assinatura dos Estados pactuantes;

b) tratados abertos à adesão são aqueles em que além


dos contratantes originais outros Estados podem passar a
participar. Os tratados abertos exigem para sua aprovação
maioria de 2/3 dos Estados presentes salvo se houver expressa
deliberação em contrário (Convenção de Viena art. 9º, § 2º).

x) Quanto à execução no tempo, há tratados que criam uma relação jurídica:

a) estática, vinculando as partes de modo definitivo, como os referentes


aos limites, à cessão de território;
b) dinâmica, por prazo determinado ou indeterminado, tais como os
pertinentes ao comércio.

xi) Execução no Espaço. Refere-se o art. 29 da Convenção de


Viena: "Aplicação territorial dos tratados. A menos que uma
intenção diferente resulte do tratado ou seja de outro modo
estabelecida (Parcial – quando se exclui uma parte do território no caso de
Fernando de Noronha), um tratado obriga cada uma das partes em
relação a todo o seu território" (Total).

EXCESSÂO

No direito internacional, existe a situação do gentlemen´s Agreement onde


não consiste um compromisso entre Estados, mas um pacto pessoal entre
estadistas, fundado sobre a honra, e condicionado, no tempo, à
permanência de seus atores no poder. Geralmente utilizado para expressar
uma opinião sobre determinado assunto entre os Estados, como também
para formalizar compromissos.

O gentlemen´s agreement não é um tratado pela razão elementar de que


os contratantes não são sujeitos de direito internacional. Não são Estados
soberanos. São pessoas humanas, investidas em cargos de mando ou seja
chefes de Estado, chefes de governo e ministros de relações exteriores.

A boa essência do gentlemen´s agreement é não haver vinculo jurídico


para os Estados em causa, mas um bem definido compromisso moral, a
operar enquanto esses Estados se encontrem sob o governo dos dignitários
responsáveis pela manifestação conjunta.

Chefe de Estado ou Chefe de Governo podem fazer esse acordo.

i) Caso dos dentistas brasileiros

15/03/2010
O Trâmite dos Tratados

Se processa em dois ambientes: externo e interno. Para que ele


exista as esferas deverão ser atendidas. Os trâmites são
diferenciados em cada País.

Inicia-se pelo diagnóstico do problema a ser tratado.


Âmbito Internacional Âmbito Nacional (Brasileiro)

Negociação Negociação – Poder Executivo : Carta de Plenos


Poderes – Embaixador – chefe do estado não precisa
da carta pois tem poder nato.

Carta de credenciamento é o documento que designa


delegação para participar em encontros e
conferências internacionais, geralmente autorizando o
chefe da delegação a assinar a ata final. O documento
em questão, é assinado pelo Ministro das Relações
Exteriores. Exige-se a Carta de Plenos Poderes para a
assinatura de Convenções durante conferência
internacional.
Assinatura A assinatura é uma fase necessária da
processualística dos atos internacionais, pois é com
ela que se encerram as negociações e se expressa o
consentimento de cada parte contratante.

A Constituição Federal estipula que é competente


para celebrar atos internacionais em nome do
Governo brasileiro o Presidente da República (Art. 84,
VIII) (competência originária). Ao Ministro de Estado
das Relações Exteriores cabe "auxiliar o Presidente da
República na formulação da política exterior do Brasil,
assegurar sua execução e manter relações com
Estados estrangeiros, organismos e organizações
internacionais" (conforme estabelece o Decreto nº
2.246, de 6 de junho de 1997, que aprova a estrutura
regimental do MRE) (competência derivada).

Qualquer autoridade pode assinar um ato


internacional, desde que possua Carta de Plenos
Poderes, firmada pelo Presidente da República e
referendada pelo Ministro das Relações Exteriores.
Segundo o artigo 7º da Convenção de Viena sobre o
Direito dos Tratados, a adoção ou autenticação de
texto de tratado, bem como a expressão de
consentimento em obrigar-se pelo mesmo, deve ser
efetuada por pessoa detentora de plenos poderes.
Exclui-se de tal regra para os tratados em geral, os
Chefes de Estado, Chefes de Governo (por
competência constitucional) e os Ministros das
Relações Exteriores (por competência legal).
Portanto, a capacidade de outros Ministros ou
qualquer outra autoridade assinarem atos
internacionais deriva de plenos poderes específicos
para cada caso dada pelo Presidente da República.

A única exceção à regra geral da obrigatória


apresentação dos plenos poderes é a que se refere
aos atos bilaterais ou multilaterais firmados pelos
Embaixadores acreditados, por o serem como
"extraordinário e plenipotenciário".
Submissão ao Congresso Art 49 – inciso I da CF 1988 - Em regra, todos os atos
bilaterais ou multilaterais estão sujeitos, por
Nacional – Confirmação ou determinação constitucional, à aprovação pelo
Congresso Nacional. Prepara-se uma Exposição de
Referendo Motivos, na qual o Ministro das Relações Exteriores
explica as razões que levaram à assinatura daquele
instrumento e solicita que o Presidente da República,
por uma Mensagem, o submeta ao Congresso
Nacional. Caso não haja texto original em português,
no caso de atos multilaterais, a tradução do texto é
obrigatória.

Aprovada a exposição de motivos e assinada a


mensagem ao Congresso pelo Presidente da
República, o ato internacional é encaminhado para
exame e aprovação, sucessivamente, pela Câmara
dos Deputados e pelo Senado Federal. Antes de ser
levado aos respectivos Plenários, o instrumento é
avaliado, em ambas as Casas, pelas Comissões de
Constituição e Justiça e de Relações Exteriores e por
outras Comissões interessadas na matéria.

É admissível a inclusão de reservas, ou ressalvas, por


parte do Congresso, fazendo por documento em
separado. Pode ocorrer em dois casos: se for possível
pelo texto original, ou se a reserva não recair sobre
ponto fundamental para o Tratado.

A aprovação congressual é materializada por Decreto


Legislativo, assinado pelo Presidente do Senado,
publicado no Diário Oficial da União, autorizando o
Poder Executivo a entrar no tratado.
Promulgação – ingressa como norma validade e executoriedade do ato internacional no
ordenamento interno brasileiro dá-se através de sua
infraconstitucional (exceto – art 5º - § 3º - promulgação. Publicado o Decreto Legislativo que
Tratado de Direitos Humanos – que ingressa aprovou o ato internacional, cabe ao Executivo
como emenda constitucional). promulgá-lo, por decreto assinado pelo Presidente da
República e referendado pelo Ministro das Relações
Exteriores. Esse decreto é acompanhado de cópia do
texto e publicado no Diário Oficial da União. O ato
internacional que dispensou a aprovação congressual,
é objeto apenas de publicação. Sendo a
promulgação um ato de direito interno, sua
ocorrência não se confunde com a entrada em vigor
do acordo, que se dá no plano do Direito
Internacional Público.

Ratificação (art 84 – inciso VIII – Procede-se então a sua ratificação ou confirmação,


junto à(s) outra(s) Parte(s) Contratante(s), do desejo
CF 1988) brasileiro de obrigar-se por aquele documento. A
ratificação é, portanto, o processo pelo qual os atos
são postos em vigor internacionalmente. Nos
processos bilaterais, a ratificação pode ser feita por
troca de notas, podendo o ato entrar em vigor,
conforme determine seu texto, na data de
recebimento da segunda nota ou num prazo
estipulado após essa data. Pode-se ainda efetivar a
ratificação por troca de instrumentos de ratificação, o
que se faz com certa solenidade, mediante a
lavratura de uma Ata.

Os atos multilaterais são ratificados por meio do


depósito da Carta de Ratificação junto ao país ou
órgão multilateral depositário. Este se incumbe de
notificar o fato aos demais signatários. A entrada
em vigor internacional do ato multilateral dependerá
do cumprimento de certos requisitos que se estipulam
em seu próprio texto, em geral a soma de um certo
número de ratificações. Assim como as cartas de
plenos poderes, as cartas (ou instrumentos) de
ratificação são firmadas pelo Presidente da República
e referendadas pelo Ministro de Estado das Relações
Exteriores.
Depósito O atos multilaterais são ratificados por meio do
depósito da Carta de Ratificação junto ao país ou
órgão multilateral depositário. Este se incumbe de
notificar o fato aos demais signatários. A entrada
em vigor internacional do ato multilateral dependerá
do cumprimento de certos requisitos que se estipulam
em seu próprio texto, em geral a soma de um certo
número de ratificações. Assim como as cartas de
plenos poderes, as cartas (ou instrumentos) de
ratificação são firmadas pelo Presidente da República
e referendadas pelo Ministro de Estado das Relações
Exteriores.
Registro os termos do artigo 102 da Carta das Nações Unidas,
os atos internacionais bilaterais celebrados pelo
Brasil, após entrarem em vigor, são encaminhados
pela Divisão de Atos Internacionais à Missão do Brasil
junto às Nações Unidas em Nova York para serem
registrados junto ao Secretariado das Nações Unidas.

Quanto aos atos multilaterais, conforme já indicado,


cabe ao depositário a responsabilidade do
registro nas Nações Unidas.

O registro se dá para evitar tratados secretos, e para


que possam ser cobrados internacionalmente.

Publicação A ONU publica no Boletim Internacional – o tratado


adquire publicidade e pode ser reclamado.

21/03/2010

Matéria de Prova : unidade I Data: 29/3

Material de Apoio : Tratado de Viena, Convenção da ONU, Estatuto


da Corte Internacional de Justiça; Constituição Federal 1988.

Os Efeitos Jurídicos dos Tratados

- Princípio “Res in alio” – os tratados somente poderão tratar de


matérias pertinentes a cada um;

- Princípios “Nemo Plus Iuris” – ninguém pode contratar sobre algo


que não possui.

Contudo, existem algumas situações em que os objetos


convencionados que possuem esfera externa às partes contratantes.

i) Efeito Difuso : ultrapassa as partes interessadas e se extende


por toda comunidade internacional. Ex.: tratado de fronteira;
tratado de meio ambiente e tratados relativos a direitos
humanos.

ii) Efeito Aparente : atinge diretamente um outro pais não


signatário do acordo - tratados
comerciais (com cláusula de nação mais favorecida – concede
benefício a um terceiro em virtude de clausula de acordo feito).

iii) Geração de Direito para Terceiros : qdo um tratado gera um


direito para quem não é parte dele. É observado nos tratados
“abertos” (permitem adesão) – Mercosul, Tratado da Antártida
(embora aberto não autoriza permissão);

iv) Geração Obrigação para Terceiros: o tratado prevê obrigação


para um terceiro País. A princípio não tem recepção, logo sua
possibilidade deve ser negociada previamente. Ex.: Tratado de
País Depositário.

NULIDADE DOS TRATADOS

i) Erro de pessoa: qdo a pessoa credenciada não possui os


poderes necessários para formalizar.

ii) Erro de Objeto: qdo o tema pactuado é impossível de se


realizar.

iii) Corrupção sobre o negociador

iv) Coação sobre o Estado : se um Estado for obrigado a entrar no


tratado. (ex.: tratado de paz)

EXTINÇÃO DOS TRATADOS

i) Ab-rogação : todas as partes se juntam para declarar a


finalidade de tratado.

ii) Denúncia: qdo uma das partes informa às outras de que não
será mais parte do tratado. Deve endereçar carta ao
Depositário do tratado.

iii) Violação: qdo o tratado é descumprido.

iv) Adinplemento : qdo se completam todos os itens do acordo –


cumprido definitivamente.

JURISPRUDÊNCIA
= São as decisões dos tribunais internacionais. Contudo as decisões
das cortes constitucionais dos Estados são aceitos. Segundo José
Francisco Rezek a jurisprudência internacional “é o conjunto das
decisões arbitrais que tem proferido, há séculos, nos deslinde de
controvérsias entre os Estados; e ainda o conjunto das decisões
judiciarias proferidas, com igual propósito, nos últimos anos.

DOUTRINA

É a teoria do Direito. É a teoria dos internacionalistas. A doutrina dos


juristas de escola contribui para o reconhecimento das regras de
Direito Internacional Público. Os autores de renome dão notícia dos
costumes e usos das nações mais adiantadas do mundo, o que torna
a pesquisa em suas obras uma obrigação para os estudiosos e para
os próprios tribunais. É Brierly quem assegura: "Os tribunais não
procuram nessas obras as especulações dos autores sobre o direito
que deveria ser, mas a prova digna de confiança do direito que
realmente é". E prossegue, mais adiante: "a doutrina pode ajudar a
criar uma corrente de opinião que influencie o comportamento dos
Estados, vindo assim a contribuir indiretamente para modificar o
direito existente. A probabilidade de que têm as especulações de um
autor de exercer esta influência activa depende principalmente de
seu prestígio e da capacidade de persuasão com que apresenta os
argumentos".

EQUIDADE

Pode, ainda, a Corte decidir uma questão ex aequo et bono se as


partes com isso concordarem. É a decisão por equidade (só entre as
partes), mas só com a concordância das partes.

OUTRAS FONTES

- Atos Unilaterais: ato unilateral é o ato por meio do qual um sujeito


de direito internacional aceita uma determinada situação de fato e de
direito e, eventualmente, declara considerá-la legítima. Como ato
unilateral podemos definir como a manifestação de vontade de um
sujeito de direito suficiente para produzir efeitos jurídicos na ordem
internacional, que deverão por sua vez ter um objeto lícito e possível,
além de não conter vícios de consentimento. Não poderão ferir a
moral internacional nem a norma imperativa do Direito Internacional
(Jus Cogens). Geralmente surgem naqueles espaços não
regulamentados pelo direito. Quem pode formular Atos Unilaterais
são os Estados e as Organizações Internacionais, Ex.: Brasil - 1866 -
Promulgação de Decreto Imperial por D. Pedro II – abertura das águas
do Rio Amazonas para navegação internacional.

- Decisões de Organizações Internacionais: quanto às resoluções das


organizações internacionais, estas são normas originadas nas
Organizações Internacionais e se tornam obrigatórias para os Estados
membros independentemente de qualquer ratificação por sua parte.
Trata-se de verdadeira “lei internacional” e se manifesta em vários
seguimentos da vida internacional. Não há uma obrigatoriedade em
sua observação, exceto se o tratado de constituição prevê dispositivo
específico.

- IUS COGENS (Direito Imperativo) – direito impositivo, que não pode


ser derrogado nem pela soberania dos Estados. São baseados em
princípios. Os direitos humanos são considerados imperativos.

- SOFT LAW – (Direito Flexível) – sua flexibilidade vem da


possibilidade de diversas normas que o constituem, e mesmo se não
cumprida não cria impacto sobre sua não observância.

Viena 2.I.A - 53, ONU 102 – CF art 5º §3§4 / 49-I/ 84-VIII

(*) Sobre a possibilidade de conflito entre a legislação interna e o


tratado internacional, a Doutrina trata como:

a) Teoria Dualista – existem 2 direitos (nacional e internacional) com


suas respectivas restrições territoriais. Os Direitos correm
paralelamente sem conflito.

b) Teoria Monista : o Direito é único e não importa onde ele se


manifesta. Trata sob duas óticas, e a solução deverá estar prevista
em Lei. No Brasil aplicam-se os dois princípios a partir daquele que for
mais benéfico.

- prevalece o direito internacional: Esta doutrina (assim como a seguinte, do


monismo com supremacia do direito interno), formulada por Hans Kelsen, Alfred
Verdross, Léon Duguit e outros, não acata a existência de duas ordens jurídicas
independentes, afirmando haver apenas uma única ordem jurídica, na qual o DI é
considerado superior ao direito interno. Baseando-se na pirâmide normativa
kelseniana, os proponentes entendem que a norma fundamental (no vértice da
pirâmide) seria uma regra de DI, pacta sunt servanda, da qual derivariam sua
validade as demais. Segundo os defensores desta teoria, não seria possível o
conflito entre o DI e o direito interno, pois prevaleceria a norma hierarquicamente
superior (no caso, o DI).
- prevalece o direito nacional : Com raízes no hegelianismo, esta teoria
entende que o Estado é dotado de soberania absoluta e que, portanto, somente se
sujeita a um sistema jurídico que emane de si próprio. O DI derivaria sua
obrigatoriedade do direito interno, e o fundamento daquele seria apenas a auto-
limitação do Estado. Tal como no caso anterior, esta teoria enxerga a existência de
uma única ordem jurídica, mas identifica-a com a interna - o DI seria simplesmente
a continuação do direito interno, aplicado às relações exteriores do Estado.
Esposaram esta doutrina Georg Jellinek,Georges Burdeau e os juristas soviéticos.

No Brasil aplica-se o princípio Lex Posterior Derogat Priori. Como é


prerrogativa do Congresso a aprovação dos textos legais, conclui-se
que qdo é aprovado uma proposta de lei ou acordo, o Congresso
deseja que o diploma anterior não é mais desejado.

29/03/2010

UNIDADE II

Personalidade Jurídica Internacional

- Estados e Organizações Internacionais (pessoas clássicas) -


Soberania

- Empresas Multinacionais, ONG´s e os indivíduos (pessoas modernas)


– Sem soberania e submetidos a alguma competência.

- O Estado

i) Competências : (I) Geral  administrativa  poder de


sanção

Legislativa

Judicial uso legítimo da força

(II) Exclusiva : não compartilha suas


competências

ii) Território – local delimitado onde o Estado exerce suas


competências.
- área terrestre, águas interiores, subsolo, espaço aéreo e mar
territorial (12 milhas marítimas).

- o Estado adquire território:

a) Terra Nullius (território “de ninguém”) – nova faixa de terra


descoberta

b) Terra Derelicta (abandono)

c) Debellatio – conquista armada

d) CESSIO – transmissão de propriedade por meio pacífico. Pode


ser onerosa (por meio de pagamento) ou gratuita.

Limites do Território

Dentro do território o Estado exerce sua competência territorial, sobre


tudo e todos. Os limites podem ser:

a) Artificial – criado por meio de acordo qual o limites entre os


Estados – linhas imaginárias – costumas ser as linhas
geodésicas.

b) Naturais – (i) FLUMINA – rios : (a) AEQUI DISTANTIA (distâncias


iguais) ou (b) LINEA IMORUM (onde o rio é mais fundo)

(ii) IUGORUM – montanha – (i) LINEA SUMMORUM –


fronteira no ponto mais alto ou – (ii) DIVORTIUM
AQUARUM – divórcio das águas - após cair faz uma
marcação onde se divide. Usado nas pequenas
ondulações.

A POPULAÇÃO

ESTADO

População→conjunto de indivíduos que se encontra no território de


um Estado, não importa sua nacionalidade, pois todos estão sujeitos
às Leis daquele Estado
População para o Direito Internacional inclui a população nacional e
estrangeira.

Competência territorial se dá sobre a população tudo e todos que


estão naquele Estado, estão sujeitos à Lei dele.

Comunidade Nacional é o conjunto de indivíduos que possuem a


nacionalidade do Estado→ chamado de competência pessoal do
Estado.

Todo Estado deve proteção aos seus nacionais que se encontra no


exterior.

Nacionalidade→ É o vínculo jurídico do individuo com o Estado, que


gera direito e deveres.

Cada pais tem a sua regra para adquirir a nacionalidade.

1) → IUS SOLI = (Direito do solo)→é quando o individuo adquire a


nacionalidade de acordo com o território que nasce.

2) → IUS SANGUINIS = (Direito do Sangue)→ o individuo adquiri a


nacionalidade a parti da nacionalidade dos seus ascendentes.

3) →Polipátrias→ individuo com mais de uma nacionalidade

4) →Apátridas→ indivíduos que não tem nacionalidade nenhuma.

Quem protege os apátridas? a ONU tentou pedir a nacionalidade para


eles por meio do IUS SOLI, mas os Estados se recusaram.

População

Nacionais

Estrangeiros

Direitos Humanos

Estrangeiros tem 3 tipos de Direito:

Humanos→ São os básicos; vida, liberdade, segurança, são


geralmente respeitados pelos Estados.

Civil→Direito de participar da própria sociedade, compra e venda,


adoção, casamento... o Direito civil de trabalhar não é consentido
muitas vezes pelo Estado
Políticos→ É caso ser concedidos aos estrangeiros. Direito de
participar da vida do Estado.

Exclusão do estrangeiro

Deportação →expunção do estrangeiro cuja entrada foi ilegal ou a


estada se torna ilegal→ a deportação permite a legalização. E ato
soberano em que o País da se quiser.

Expunção→se basea em fundamentos objetivos onde o estrangeiro


se torna inconveniente para o país.→não permite o retorno e se dá
por meio de um processo administrativo pelo Ministério da Justiça,
que será publicado em Diário Oficial, que pode ser revogado. E ato
soberano em que o País da se quiser.

Extradição→ela é um processo judicial no STF, o individuo perde a


liberdade fica presa, é onde o Estado através da justiça é manda que
seja entregue a justiça de outro país. Para que haja a extradição tem
que haver um tratado de extradição, que são raros e são feitos com
país que eles confiam muito. →Quando não existe um tratado pode
ser substituído por um acordo de reciprocidade. (reciprocidade e
quando um país troca um foragido por outro)→ mas existe uma
analise do processo perante a justiça do país daqui para a justiça do
país do foragido desde que os procedimentos estejam dentro da Lei
do país solicitante.

→ a Justiça Brasileira não pratica a extradição disfarçada é quando


não se pode legalmente extraditado, mas o Estado expulsa ou
deporta.

Nenhum Estado é obrigado a aceitar um estrangeiro em seu território

Todo o Estado tem o direito de permitir a permanência dos seus


nacionais em seu território.

O Direito internacional não aceita a expunção de um nacional.

Exílio, á própria pessoa decide sair do seu Estado

Impedimento de ingresso: se dá nas fronteiras terrestres.

12/04/2010
Direitos Humanos sob ótica do DI

-Teoria Histórica: nascem quando alguém percebe que pode ser


diferente do desígnio do estado.

-Teoria Religiosa: teriam nascido com a reforma protestante de


Lutero.

- Teoria Política : surgem qdo existe uma movimentação popular


coletiva.

-Teoria Jusnaturalista : sempre existiu e não precisa ser concedido


pelo Estado. Inerente a vida.

 Declaração Universal dos Direitos Humanos – 1948 – Carta de São


Francisco – onde estão constantes as gerações de Direitos Humanos
(dimensões de DH).

A Carta de São Francisco sucede, como marco histórico dessa evolução, pelo fato
de ter sido também uma tentativa de constitucionalização do direito internacional.
Nela foi incluído – ao contrário do que se diz em alguns manuais – o indivíduo entre
os sujeitos do direito internacional. O indivíduo aparece sob duplo enfoque – o de
objeto de uma declaração que lhe reconhece direitos, e o de sujeito dos direitos -,
que caberia a todos, em especial aos Estados Unidos, assegurar na nova
organização.

Ao introduzir uma declaração, realmente universal – pelo alcance e pela amplitude


– dos direitos do Homem, o ser humano passou a tê-los reconhecidos oficial e
formalmente, e a ter o foro no qual a defesa desses direitos passaria a ser
assegurada. Não mais como ação do suserano-soberano protegendo o seu súdito –
como ocorria antes – mas, sim, de toda a humanidade, atuando em defesa de um
semelhante. Daí a proteção dos direitos humanos passa a ser um dever de todos os
Estados, e reconhece-se a existência dos crimes contra a humanidade e o dever de
respeitar os direitos humanos.

1ª Geração: direitos fundamentais ou individuais (vida, liberdade,


segurança)

2ª Geração: direitos sociais coletivos (saúde, educação, previdência,


trabalho, cultura).

3ª Geração : direito a paz e meio ambiente sadio.

4ª Geração : direito ao progresso da ciência

5ª Geração : direito ao código genético pessoal

(**) como levar um caso a Corte Interamericana de Direitos Humanos:


qdo todas as instâncias internas da justiça forem negadas a
aceitação. A Comissão de Direitos Humanos irá receber o caso e
julgará a pertinência da causa. O Brasil, a princípio, acata, pela
Constituição, todas as decisões da corte.

- Filme : Rambo III

- observar:

- território

- população: nacionais, estrangeiros e direitos humanos

- soberania

27/04/2010
Unidade 3 – Para prova do 2º Bimestre – discernimento é diferente do que é.

OBS. O lago Paranoá ele é de direito de soberania plena.

Domínio Público Internacional

Todos são geridos por dois contratos – Tratados simples (são aqueles que prevêem atos a
serem realizados regularmente, toda vez que apresentem as condições necessárias) e
tratados lei (são geralmente celebrados entre muitos países com o objetivo de fixar as normas
de Direito Internacional – Jus Cogens.

Tratado é todo acordo formal e escrito, celebrado entre Estados e/ou


organizações internacionais, que busca produzir efeitos numa ordem
jurídica de direito internacional.

Mar – (tratado lei) – Tratado do Mar de 1982

Espaço aéreo – (tratado lei) convenção de Chicago de 1944

Espaço sideral ou exterior – (tratado lei) Tratado da Lua de 1967

Rios Internacionais – NÃO HÁ TRATADO LEI (para os rios – água doce – não há tratado
internacional), pois o interesse é local (região amazônica) -

Regiões polares – (a) Ártico – (tratado Lei) Tratado do Mar 1982

Polo Norte – Ártico – apresenta poucos problemas para o direito


internacional.- conhecido como oceano glacial ártico. Alto mar (Tratado do mar). Regime
jurídico do alto mar é RES COMMUNIS (É DE TODOS). Os países que estão situados no
circulo polar ártico. Não se pode reivindicar para si uma coisa que é RES COMMUNIS. A
reivindicação de soberania não pode ser aplicada por esses países (Rússia, Finlândia,
Noruega, Suécia, Dinamarca, Islândia, Canadá, Estados Unidos).

(b) Antártica – (tratado Lei) Tratado da Antártica 1959

Polo Sul – Antártida – Tratado de Washington é o mesmo que tratado


da Antártida 1959. Ele é um tratado de preservação – a preservação inclui – proibição de
exploração comercial, proibição de caça e de pesca, proibição de utilização militar, proibição de
depósito de lixo inclusive atômico, proibição de testes nucleares. Outra coisa importante nada
que os países fizerem pode ser utilizado para reivindicar soberanias no futuro.

Direito do mar – eram dominados por 4 cidades (Pisa, Genova, Veneza, Amalfi),

Em 1958 a ONU cria com os estados a 4ª convenções de Genebra do Direito do Mar. (Essas
não pegaram), em 1962 a 1982 foram discutidos e criados o tratado do mar. (Direitos
costumeiros e direitos de agora – esse é o tratado lei mais eficiente feito até hoje – um
sucesso).

02/05/2010

Tratado do Mar 1982

- não há uma palavra que conceitue “navio” – dificuldades lingüísticas;

- países de língua portuguesa decidiram traduziram o acordo do mar para o português de


Portugal – o termo “vessel” foi traduzido como “qq embarcação que se mova na água, por
intermédio de qq meio de propulsão”.

- Classificação dos navios:

a) militares :

b) mercantes:

- o tratado do mar caracteriza navio de guerra, mas não o mercante. A doutrina define que não
é navio militar, é mercante.

- o navio de guerra (ou militares) tem o privilégio da competência de sua bandeira. Não importa
onde estejam, só obedecem às leis de sua bandeira.

- O navio militar deve para gozar de privilégios deve atender a 4 requisitos:

a) pertencer às forças armadas de um estado soberano;

b) exibir sinais exteriores de sua condição;

c) ser comandado por oficial militar;

d) ter tripulação submetida à disciplina militar;

- navio mercante obedece à lei do local onde se encontra, até o limite do mar territorial. Quando
em áreas internacionais (alto mar – Antártica) ele obedece as leis de sua própria bandeira.

- os navios de representação (de autoridades) pode não ser mercante ou militar, atendem ao
chefe de estado, possuem privilégios de sua bandeira.

- todos os navios devem ter algumas características obrigatórias (no tratado):

a) nome
b) tonelagem

c) porto de matrícula (registro)

d) nacionalidade (ou “bandeira”); (determina qual o Estado é responsável pelo navio – as leis
aplicáveis)

(*) Bandeira de conveniência = é uma nacionalidade que o dono do navio busca para seu
navio, em países onde a legislação é menos exigente (saúde, trabalhista, ambientais etc). Há
três países mais usados como “bandeira de conveniência: Libéria, Panamá e Chipre.

Território

Área terrestre

Subsolo

Espaço aéreo

Águas Interiores:

1- Rios, Lagos, Lagoas

2- Baías, pequenos golfos

3- Enseadas, angras

4- Ancoradouro, portos

5- Recortes da Costa

6- Franja de Ilhas

7- Fiordes

Mar Territorial

Conceito: mar territorial e a faixa de mar adjacente a costa medindo ate 12 milhas marítimas
de largura, contadas a parti da linha de base (é a marca da maré baixa). Essa faixa pode ser
menor (não há mar suficiente).

Compreendem as águas o leito e subsolo do mar e o espaço aéreo acima das águas, seu
regime jurídico e da soberania.

As ilhas oceânicas também têm direito ao mar territorial.

Obs.: ilhas artificiais não dão direito a mar territorial, são ilhas que quando as marés estão altas
ficam submersas - não se considera.

O mar territorial tem o regime jurídico da soberania, mas ela não e cem por cento plena por que
permite o direito de passagem inocente – é a permissão de navegação de todos navios de
qualquer bandeira em mar territorial sendo ele militar é mercante, mesmo sendo mar territorial
só se sobrevoa com autorização.

Passagem inocente tem que ser rápida e continua, não permite que se faça nada. Ex – foto,
pesca, pesquisa.
O regime jurídico do mar territorial e da soberania plena com passagem inocente.

O submarino pode ter passagem inocente desde que não esteja submerso com bandeira
hasteada.

Regime jurídico de águas interiores – tem a soberania plena,

Lei 8617 de 1993

CAPÍTULO I

Do Mar Territorial

Art. 1º O mar territorial brasileiro compreende uma faixa de doze milhas marítima de largura, medidas a
partir da linha de baixa-mar do litoral continental e insular, tal como indicada nas cartas náuticas de
grande escala, reconhecidas oficialmente no Brasil.

Parágrafo único. Nos locais em que a costa apresente recorte profundos e reentrâncias ou em que exista
uma franja de ilhas ao longo da costa na sua proximidade imediata, será adotado o método das linhas de
base retas, ligando pontos apropriados, para o traçado da linha de base, a partir da qual será medida a
extensão do mar territorial.

Art. 2º A soberania do Brasil estende-se ao mar territorial, ao espaço aéreo sobrejacente, bem como ao
seu leito e subsolo.

Art. 3º É reconhecido aos navios de todas as nacionalidades o direito de passagem inocente no mar
territorial brasileiro.

§ 1º A passagem será considerada inocente desde que não seja prejudicial à paz, à boa ordem ou à
segurança do Brasil, devendo ser contínua e rápida.

§ 2º A passagem inocente poderá compreender o parar e o fundear, mas apenas na medida em que tais
procedimentos constituam incidentes comuns de navegação ou sejam impostos por motivos de força ou
por dificuldade grave, ou tenham por fim prestar auxílio a pessoas a navios ou aeronaves em perigo ou
em dificuldade grave.

§ 3º Os navios estrangeiros no mar territorial brasileiro estarão sujeitos aos regulamentos estabelecidos
pelo Governo brasileiro.

CAPÍTULO II

Da Zona Contígua

Art. 4º A zona contígua brasileira compreende uma faixa que se estende das doze às vinte e quatro
milhas marítimas, contadas a partir das linhas de base que servem para medir a largura do mar territorial.

Art. 5º Na zona contígua, o Brasil poderá tomar as medidas de fiscalização necessárias para:

I - evitar as infrações às leis e aos regulamentos aduaneiros, fiscais, de imigração ou sanitários, no seu
territórios, ou no seu mar territorial;

II - reprimir as infrações às leis e aos regulamentos, no seu território ou no seu mar territorial.

CAPÍTULO III

Da Zona Econômica Exclusiva


Art. 6º A zona econômica exclusiva brasileira compreende uma faixa que se estende das doze às
duzentas milhas marítimas, contadas a partir das linhas de base que servem para medir a largura do mar
territorial.

Art. 7º Na zona econômica exclusiva, o Brasil tem direitos de soberania para fins de exploração e
aproveitamento, conservação e gestão dos recursos naturais, vivos ou não-vivos, das águas
sobrejacentes ao leito do mar, do leito do mar e seu subsolo, e no que se refere a outras atividades com
vistas à exploração e ao aproveitamento da zona para fins econômicos.

Art. 8º Na zona econômica exclusiva, o Brasil, no exercício de sua jurisdição, tem o direito exclusivo de
regulamentar a investigação científica marinha, a proteção e preservação do meio marítimo, bem como a
construção, operação e uso de todos os tipos de ilhas artificiais, instalações e estruturas.

Parágrafo único. A investigação científica marinha na zona econômica exclusiva só poderá ser conduzida
por outros Estados com o consentimento prévio do Governo brasileiro, nos termos da legislação em vigor
que regula a matéria.

Art. 9º A realização por outros Estados, na zona econômica exclusiva, de exercícios ou manobras
militares, em particular as que impliquem o uso de armas ou explosivas, somente poderá ocorrer com o
consentimento do Governo brasileiro.

Art. 10. É reconhecidos a todos os Estados o gozo, na zona econômica exclusiva, das liberdades de
navegação e sobrevôo, bem como de outros usos do mar internacionalmente lícitos, relacionados com as
referidas liberdades, tais como os ligados à operação de navios e aeronaves.

CAPÍTULO IV

Da Plataforma Continental

Art. 11. A plataforma continental do Brasil compreende o leito e o subsolo das áreas submarinas que se
estendem além do seu mar territorial, em toda a extensão do prolongamento natural de seu território
terrestre, até o bordo exterior da margem continental, ou até uma distância de duzentas milhas marítimas
das linhas de base, a partir das quais se mede a largura do mar territorial, nos casos em que o bordo
exterior da margem continental não atinja essa distância.

Parágrafo único. O limite exterior da plataforma continental será fixado de conformidade com os critérios
estabelecidos no art. 76 da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, celebrada em
Montego Bay, em 10 de dezembro de 1982.

Art. 12. O Brasil exerce direitos de soberania sobre a plataforma continental, para efeitos de exploração
dos recursos naturais.

Parágrafo único. Os recursos naturais a que se refere o caput são os recursos minerais e outros não-
vivos do leito do mar e subsolo, bem como os organismos vivos pertencentes a espécies sedentárias, isto
é, àquelas que no período de captura estão imóveis no leito do mar ou no seu subsolo, ou que só podem
mover-se em constante contato físico com esse leito ou subsolo.

Art. 13. Na plataforma continental, o Brasil, no exercício de sua jurisdição, tem o direito exclusivo de
regulamentar a investigação científica marinha, a proteção e preservação do meio marinho, bem como a
construção, operação e o uso de todos os tipos de ilhas artificiais, instalações e estruturas.

§ 1º A investigação científica marinha, na plataforma continental, só poderá ser conduzida por outros
Estados com o consentimento prévio do Governo brasileiro, nos termos da legislação em vigor que regula
a matéria.

§ 2º O Governo brasileiro tem o direito exclusivo de autorizar e regulamentar as perfurações na


plataforma continental, quaisquer que sejam os seus fins.

Art. 14. É reconhecido a todos os Estados o direito de colocar cabos e dutos na plataforma continental.
§ 1º O traçado da linha para a colocação de tais cabos e dutos na plataforma continental dependerá do
consentimento do Governo brasileiro.

§ 2º O Governo brasileiro poderá estabelecer condições para a colocação dos cabos e dutos que
penetrem seu território ou seu mar territorial.

Art. 15. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 16. Revogam-se o Decreto-Lei nº 1.098, de 25 de março de 1970, e as demais disposições em


contrário.

Zona Contígua e á faixa de mar adjacente ao mar territorial medindo até 24 milhas marítimas contadas
da linha de base. Não e território do Estado. Neste espaço o Estado exerce funções de fiscalização de
seu território.

10/05/2010

Zona Econômica Exclusiva: não é território. É a faixa de mar adjacente ao mar territorial,
medindo até 200 milhas marítimas, a contar da linha de base, e que pode ser explorada
exclusivamente pelo País. Compreende as águas, os leitos e o subsolo do mar. Não computa
espaço aéreo. O regime jurídico é o da soberania para fins de exploração. Mar Territorial + ZEE
= 200 milhas marítimas.

Os países que não tem mar podem usar as águas do país (ZEE) vizinho para retirar recursos
vivos (pesca). Há necessidade de se fixar, mediante tratado bilateral, o que será explorado.
Esses países são chamados Lend Locked States (LLS).

Plataforma Continental, no caso do Brasil, coincide com a ZEE. Por conta do episódio da
Guerra da Lagosta com a França, uma sentença da Corte Internacional de Justiça, reconheceu
o conceito de Plataforma Continental. Trata-se de “extensão geológica do território do Estado,
medindo até 200 milhas marítimas, contadas a partir da linha de base, desde que não seja
atingida a borda da placa continental. Compreende o solo e subsolo do mar. Não considera o
solo. O regime jurídico é o da soberania para fins de exploração.

O Tratado do Mar prevê que os estados que possuem placa além de 200 milhas que eles
podem pleitear junto a ONU (essa situação é excepcional no direito internacional) a extensão
por mais 150 milhas. Caso do Brasil... a placa possui “continuidade geológica”. Desde 1982
somente o Brasil conseguiu comprovar essa situação. A Amazônia Azul é a faixa
compreendida pela ZEE+extensão

LEI Nº 8.617, de 4 de janeiro de 1993

Dispõe sobre o mar territorial, a zona contígua, a zona


econômica exclusiva e a plataforma continental brasileiros, e
dá outras providências.

.... Art. 11 - A plataforma continental do Brasil compreende o leito e o


subsolo das áreas submarinas que se estendem além do seu mar
territorial, em toda a extensão do prolongamento natural de seu
território terrestre, até o bordo exterior da margem continental, ou
até uma distância de duzentas milhas marítimas das linhas de base, a
partir das quais se mede a largura do mar territorial, nos casos em
que o bordo exterior da margem continental não atinja essa
distância.

Parágrafo único - O limite exterior da plataforma continental


será fixado de conformidade com os critérios estabelecidos no art. 76
da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, celebrada
em Montego Bay, em 10 de dezembro de 1982.

Resumo:

Águas interiores ---------- soberania plena ------ águas, solos, subsolo, ar

Mar Territorial ------------ soberania c/ passagem -------- águas, solos, subsolo,


ar

ZEE ------------------------ soberania fins exploração ---- águas, solo, subsolo

Plataforma Continental --- soberania fins exploração – solo, subsolo

Alto mar --------------------RES COMMUNIS --------------aguas, ar

Fundo do Alto Mar ------- RES COMMUNIS -------------- solo, subsolo

Alto Mar

- é o espaço marítimo sobre o qual não recai nenhum grau de soberania.


Compreende as águas e o espaço aéreo sobre as águas. Seu regime
jurídico é RES COMMUNIS, ninguém pode clamar soberania.

- Direitos do Alto Mar

-liberdade de navegação;

- liberdade de pesca (os países não podem extinguir os recursos do mar)

- liberdade de pesquisa científica

- liberdade de sobrevôo

-liberdade de colocação de cabos e dutos

- liberdade de instalação de ilha artificial.

Deveres do Alto Mar


- dever de preservação;

- dever da utilização pacífica

- repressão à pirataria

- repressão ao tráfico de escravos

- repressão ao tráfico de drogas

- obrigação a repressão a transmissões de rádios clandestinas (em navio)

- perseguição contínua (Hot Persuit)

Fundo do Alto Mar (art 156 a 158)

- alguns países (190) aceitaram o tratado do mar, mas (5) criaram reserva
em não reconhecer o RES COMMUNIS. Dos 5, 4 dizem aceitar se a França
aceitar. França considera RES NULLIUS.

- sobre o RES NULLIUS, aplica-se o princípio FIRST COME, FIRST SERVED....

- para gerenciamento da área, foi criada a Alta Autoridade para os Fundos


Marinhos/Authority, organização internacional prevista pelo tratado do mar.
Essa instituição tem um órgão chamado Empresa/Enterprise, responsável
pela parte operacional de exploração do fundo mar.

Aula 17/05/10
Estreito marítimo

Conceito:

Obra da natureza regime jurídico da soberania com passagem em transito.

1) Corredor natural cujas águas integram o mar territorial de um ou


mais Estados

2) Passagem de pequena largura que estabelece a comunicação entre


dois mares.

3) Nos estreitos não há passagem inocente, somente passagem em


transito.

4) Passagem inocente não inclui o ar.

Primeiro Estreito de Magalhães fica entre o Chile e Argentina, liga o Oceano


Pacifico com Oceano Atlântico

Segundo Estreito de Gilbratar, é um rochedo que pertence ao Reino Unido


Localiza-se entre Espanha, Marrocos é Reino Unido

Terceiro Estreito do Bósforo, fica em Instambul na Turquia, separa a Europa


da Ásia. Liga o mar mediterrâneo ao mar morto

Quarto Estreito de Dardanelos, fica na Turquia liga o mar mediterrâneo

Quinto Estreito de Sund, fica entre a Dinamarca e a Suécia, liga o mar


Báltico ao mar do norte

Sexto Estreito de Belt, fica na Dinamarca é liga o mar Báltico ao mar do


norte pela lha Funem e a península da Jutlândia.

Setimo Estreito de Grande Belt, fica na Dinamarca é liga o mar Báltico ao


mar do norte, pelas ilhas da Zelândia e Funem

Desde 1997 há uma ponte.

Canal

Corredor artificial que permite o trânsito entre dois espaços marítimos.

Não é obra da natureza.

Regime jurídico da soberania plena, quem constrói dita as normas.

Direito Internacional dos Rios Internacionais

Conceito

1) Celso Mello: Curso d’água que se encontra em território de mais de


um Estado

2) Rezek: Curso d’água que banha mais de um Estado.

3) Em 1921 Convenção de Barcelona; Liberdade de navegação,


Igualdade de Tratamento.

4) Só teve aplicação na Europa.

5) Classificação; contíguos ou Limítrofes; sucessivos

6) Contíguos

a) São rios de fronteiras, separando Estado. A soberania de cada Estado


estende-se até a linha divisória (aequidistantia ou línea imorum)

b) Exemplos Rio Minho que separa Portugal da Espanha

7) Rios sucessivos são os que atravessam mais de um Estado


8) A soberania corresponde ao trecho dentro de cada Estado.

9) Exemplo Rio Nilo, 6.695Km, 8 Estados

Bacias de Integração

Tese moderna que afeta a noção sobre rios internacionais – convenção de


Estocolmo, de 1972 – noção mais ampla de bacia hidrográfica.

Bacias de integração, também conhecidas como bacias de drenagem, são


constituídas pelos cursos d’água mais águas subterrâneas. (O delineamento
jurídico sobre as águas transfronteiriças assume, inclusive, um aspecto que
visa a solução pacífica de controvérsias internacionais, a partir do momento
em que Estados soberanos passam a clamar determinados direitos que
possui tendo em vista as águas existentes em seu território que possuem
compartilhamento com outros Estados).

Estado não é soberano absoluto sobre águas subterrâneas.

Brasil não concorda com essa tese.

No âmbito da OEA a utilização dos rios está regulamentada por acordo


internacional.

Aqüífero Guarani - O Aqüífero Guarani é o maior manancial de água doce


subterrânea transfronteiriço do mundo. ocupa uma área de 1,2 milhões de
Km², estendendo-se pelo Brasil (840.000l Km²), Paraguai (58.500 Km²),
Uruguai (58.500 Km²) e Argentina (255.000 Km²).Sua maior ocorrência se
dá em território brasileiro (2/3 da área total), abrangendo os Estados de
Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina
e Rio Grande do Sul. Constitui-se em uma importante reserva estratégica
para o abastecimento da população, para o desenvolvimento das atividades
econômicas e do lazer.

Regime jurídico de águas interiores - Tem a soberania plena, Lei


8617 de 1993

Do Mar Territorial

Art. 1º O mar territorial brasileiro compreende uma faixa de doze milhas


marítima de largura, medidas a partir da linha de baixa-mar do litoral
continental e insular, tal como indicada nas cartas náuticas de grande
escala, reconhecidas oficialmente no Brasil.

Parágrafo único. Nos locais em que a costa apresente recorte profundos e


reentrâncias ou em que exista uma franja de ilhas ao longo da costa na sua
proximidade imediata, será adotado o método das linhas de base retas,
ligando pontos apropriados, para o traçado da linha de base, a partir da qual
será medida a extensão do mar territorial.
CAPÍTULO I

Art. 2º A soberania do Brasil estende-se ao mar territorial, ao espaço aéreo


sobrejacente, bem como ao seu leito e subsolo.

Art. 3º É reconhecido aos navios de todas as nacionalidades o direito de


passagem inocente no mar territorial brasileiro.

§ 1º A passagem será considerada inocente desde que não seja prejudicial à


paz, à boa ordem ou à segurança do Brasil, devendo ser contínua e rápida.

§ 2º A passagem inocente poderá compreender o parar e o fundear, mas


apenas na medida em que tais procedimentos constituam incidentes
comuns de navegação ou sejam impostos por motivos de força ou por
dificuldade grave, ou tenham por fim prestar auxílio a pessoas a navios ou
aeronaves em perigo ou em dificuldade grave.

§ 3º Os navios estrangeiros no mar territorial brasileiro estarão sujeitos aos


regulamentos estabelecidos pelo Governo brasileiro.

CAPÍTULO II

Da Zona Contígua

Art. 4º A zona contígua brasileira compreende uma faixa que se estende das
doze às vinte e quatro milhas marítimas, contadas a partir das linhas de
base que servem para medir a largura do mar territorial.

Art. 5º Na zona contígua, o Brasil poderá tomar as medidas de fiscalização


necessárias para:

I - evitar as infrações às leis e aos regulamentos aduaneiros, fiscais, de


imigração ou sanitários, no seu territórios, ou no seu mar territorial;

II - reprimir as infrações às leis e aos regulamentos, no seu território ou no


seu mar territorial.

CAPÍTULO III

Da Zona Econômica Exclusiva

Art. 6º A zona econômica exclusiva brasileira compreende uma faixa que se


estende das doze às duzentas milhas marítimas, contadas a partir das linhas
de base que servem para medir a largura do mar territorial.

Art. 7º Na zona econômica exclusiva, o Brasil tem direitos de soberania para


fins de exploração e aproveitamento, conservação e gestão dos recursos
naturais, vivos ou não-vivos, das águas sobrejacentes ao leito do mar, do
leito do mar e seu subsolo, e no que se refere a outras atividades com vistas
à exploração e ao aproveitamento da zona para fins econômicos.

Art. 8º Na zona econômica exclusiva, o Brasil, no exercício de sua jurisdição,


tem o direito exclusivo de regulamentar a investigação científica marinha, a
proteção e preservação do meio marítimo, bem como a construção,
operação e uso de todos os tipos de ilhas artificiais, instalações e estruturas.
Parágrafo único. A investigação científica marinha na zona econômica
exclusiva só poderá ser conduzida por outros Estados com o consentimento
prévio do Governo brasileiro, nos termos da legislação em vigor que regula a
matéria.

Art. 9º A realização por outros Estados, na zona econômica exclusiva, de


exercícios ou manobras militares, em particular as que impliquem o uso de
armas ou explosivas, somente poderá ocorrer com o consentimento do
Governo brasileiro.

Art. 10. É reconhecidos a todos os Estados o gozo, na zona econômica


exclusiva, das liberdades de navegação e sobrevôo, bem como de outros
usos do mar internacionalmente lícitos, relacionados com as referidas
liberdades, tais como os ligados à operação de navios e aeronaves.

CAPÍTULO IV

Da Plataforma Continental

Art. 11. A plataforma continental do Brasil compreende o leito e o subsolo


das áreas submarinas que se estendem além do seu mar territorial, em toda
a extensão do prolongamento natural de seu território terrestre, até o bordo
exterior da margem continental, ou até uma distância de duzentas milhas
marítimas das linhas de base, a partir das quais se mede a largura do mar
territorial, nos casos em que o bordo exterior da margem continental não
atinja essa distância.

Parágrafo único. O limite exterior da plataforma continental será fixado de


conformidade com os critérios estabelecidos no art. 76 da Convenção das
Nações Unidas sobre o Direito do Mar, celebrada em Montego Bay, em 10 de
dezembro de 1982.

Art. 12. O Brasil exerce direitos de soberania sobre a plataforma continental,


para efeitos de exploração dos recursos naturais.

Parágrafo único. Os recursos naturais a que se refere o caput são os


recursos minerais e outros não-vivos do leito do mar e subsolo, bem como os
organismos vivos pertencentes a espécies sedentárias, isto é, àquelas que
no período de captura estão imóveis no leito do mar ou no seu subsolo, ou
que só podem mover-se em constante contato físico com esse leito ou
subsolo.

Art. 13. Na plataforma continental, o Brasil, no exercício de sua jurisdição,


tem o direito exclusivo de regulamentar a investigação científica marinha, a
proteção e preservação do meio marinho, bem como a construção, operação
e o uso de todos os tipos de ilhas artificiais, instalações e estruturas.

§ 1º A investigação científica marinha, na plataforma continental, só poderá


ser conduzida por outros Estados com o consentimento prévio do Governo
brasileiro, nos termos da legislação em vigor que regula a matéria.

§ 2º O Governo brasileiro tem o direito exclusivo de autorizar e regulamentar


as perfurações na plataforma continental, quaisquer que sejam os seus fins.
Art. 14. É reconhecido a todos os Estados o direito de colocar cabos e dutos
na plataforma continental.

§ 1º O traçado da linha para a colocação de tais cabos e dutos na plataforma


continental dependerá do consentimento do Governo brasileiro.

§ 2º O Governo brasileiro poderá estabelecer condições para a colocação dos


cabos e dutos que penetrem seu território ou seu mar territorial.

Art. 15. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 16. Revogam-se o Decreto-Lei nº 1.098, de 25 de março de 1970, e as


demais disposições em contrário.

Zona Contígua e á faixa de mar adjacente ao mar territorial medindo até


24 milhas marítimas contadas da linha de base. Não e território do Estado.
Neste espaço o Estado exerce funções de fiscalização de seu território

24/05/2010

O Direito do Espaço Aéreo


• Trata do espaço atmosférico sobrejacente à superfície terrestre ou
hídrica.

• É um direito nascido positivado (sem histórico consuetudinário).


Declaração de Haia, 1899. Definia as regras de utilizações dos balões
nas situações de guerra (chamado de Direito da Guerra). Hoje faz
parte do ramo do Direito Humanitário (1945), tendo em vista que as
guerras foram consideradas ilegais a partir de 1945 (ONU).

• A partir do primeiro vôo dirigido (Santos Dumont – 1901) cria-se o


fato jurídico principal, com necessidade de regulamentação.

• Instituto de Direito Internacional – recomenda a regulamentação do


espaço aéreo

• 1903 – vôo dos irmãos Wright

• 1906 – vôo de Santos Dumont (primeiro aparelho mais pesado que o


ar – trajetória planejada)

• Com a I Guerra Mundial ocorreram várias violações ao espaço aéreo.

• 1919 – Convenção de Paris – o Estado tem competência absoluta


sobre seu espaço aéreo.

• Durante a II Guerra Mundial, os Estados descobriram que os


dispositivos da Convenção de Paris não eram suficientes;

• 1944 - Convenção de Chicago – regulamenta o espaço aéreo e vale


até hoje. São 3 acordos que regulam todos os aspectos da navegação
aérea. “O Estado tem soberania completa e exclusiva sobre o
espaço aéreo acima de seu território.”É um Tratado Lei.

• Definição jurídica: Espaço Aéreo Soberano é a coluna de ar vertical


sobrejacente ao território do Estado – área terrestre, águas interiores
e mar territorial. Altitude ilimitada, USQUE AD COELUM, mas não
estende ao espaço exterior.

• Espaço aéreo internacional é aquele sobre o mar e sobre a antártica.


É RES COMMUNIS.

• Liberdades aéreas definidas na Convenção de Chicago - 2 técnicas


( (a) qq avião de qq estado pode sobrevoar o território do outro,
desde que autorizado; e (b) liberdade de escala técnica). (*) avião
militar sobrevoando território estrangeiro é regido pela lei do país de
origem, como o navio.

• Liberdades comerciais: liberdade de embarque, de desembarque e


de embarque e desembarque.

• Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), sediada em


Montreal, é a organização internacional responsável por uniformizar
as regras sobre o tráfego aéreo;

• Protocolo de Montreal – 1984 – reprimir abusos do Estado na


preservação de sua segurança territorial.

• Convenção de Varsóvia – 1929 – responsabilidade civil da Cia aérea


transportadora : art. 17 e 18, que fundamentam as indenizações aos
passageiros. No caso brasileiro, ao se combinar o Código de
Consumidor, possibilita-se a cobrança de danos morais.

31/05/2010

Espaço Exterior
• Diferente do direito do espaço aéreo, esse já nasce positivado.

• É todo o espaço que se encontra fora do planeta Terra,


incluindo o que se encontra nesse espaço.

• Primeiro fato jurídico internacional foi em 1957, quando foi


lançado o Sputnik, pela União Soviética.

• 1961 – URSS lança nave com o primeiro cosmonauta (Gagarin).


Tem início a chamada corrida espacial.
• Pelo princípio da descoberta, a Lua assim que atingida teria
seu território reinvidicado pelo primeiro estado que lá
chagasse.

• 1967 – Tratado da Lua – seu cerne é que, o espaço exterior e


tudo que há no espaço exterior é considerado RES COMMUNIS,
ou patrimônio comum da humanidade. Tratado Lei com regras
válidas para todos, mesmo os não signatários originais deverão
obedecê-lo por adesão.

• A segurança do espaço está aos cuidados da ONU. Logo, qq


ação de agressão no espaço exterior será objeto do Conselho
de Segurança da ONU.

• Todos os países podem explorar igualmente o espaço. QQ


estado pode ir a Lua ou outro planeta e explorar livremente.

• O Tratado da Lua II, é um complemento, definindo como se vai


explorar a Lua.

• Órbita geo-estacionária: é o trecho ao redor do planeta Terra


onde são estabelecidas as rotas dos satélites, numa faixa de
38.000 m de altitude. A faixa preferencial está situada sob a
Linha do Equador (Equador, Colombia, Brasil, S. Tomé e
Princípe, Gabão, Congo, Rep. Democ. Congo, Uganda, Kênia,
Somália, Maldivas Indonésia, Kiribati).

• Na órbita da Terra não poderá ser lançado qq armamento ou


artefato que incorra em risco.

• Questionamento insolúvel: onde começa o espaço exterior?


Não há definição para que não se permita o estabelecimento
da delimitação de uma soberania.