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Heródoto, pai da política e da História

Heródoto foi o primeiro não só a gravar o passado, mas também a considera-lo um problema filosófico
ou um projecto de pesquisa que podia revelar conhecimento do comportamento humano. A sua criação
dei-lhe o título de Pai da História e a palavra que utilizou para o conseguir, história que previamente
tinha significado simplesmente pesquisa, tomou a conotação actual de história.

O utopismo filosófico - Platão

No campo político, a primeira definição de política apresentada por Platão, é a sua dúvida, humoristica:
a política é a arte de criar rebanhos, os quais se dividem em primeiro lugar em animais cornudos e não
cornudos, depois em bípedes e quadropedes, a política é a arte de conduzir bípedes sem cornos e sem
pernas.

Ainda mais, a política é definida como um conhecimento especulativo, destinado a educação comum
dos homens. Torna_se de seguida a arte de conduzir a sociedade humana. Podem os homens ser
conduzidos por meio de coerção e violência, mas também o podem ser mediante aquisencia da sua livre
vontade. A arte de governar os homens por meio da persuasão será chamada de política.

Logo, a política é a arte de governar os homens com seu consentimento. E o político é aquele que
conhece esta arte. Poderá ser, mas não será necessariamente um governo efectivo.

O que faz o político não é o exercício de uma função, mas a qualidade do homem.

A política não é a ciência militar, a estratégia mostra como se deve fazer a guerra e os procedimentos
para nela triunfar, para alcançar a Victória. Mas a ciência militar não responde a questão prévia que a
política tem de resolver, a de saber se deve ou não abrir hostilidades.

A política não é a jurisprudência ou a arte de pronunciar sentenças justas. A justiça está subordinada a
política, porque é a política que estabelece as leis e a magistratura tem a mera tarefa de executa-las.

Não é a eloquência, embora esta contribua para a autoridade real. A arte da palavra é necessário a
persuasão, mas o político decide se deve empregar a persuasão ou recorrer a coacção.

Sendo a política o conhecimento supremo, encontra_se fora das normas e limites comuns, consiste no
exercício de um poder arbitrário.

O poder político é arbitrário porque o gênio político está acima das leis. Onde Platão faz-nos perceber
que filosoficamente que o individual é superior ao geral.

O poder político é totalitário, para Platão seria errado acreditar que basta fazer leis sobre as acções
relativas a ordem pública, sem ser necessário descer até a família. Seria errado também deixar cada um
a liberdade de viver a sua maneira no seu espaço interior.
A conclusão natural de Platão é que tudo se faz no estado segundo a ordem e sob a orientação da lei, é
para ele fonte de uma infinidade de bens. Pelo contrário, o que é regulado ou o que é mal regulado,
prejudica a maior parte dos outros regulamentos, por mais sabiamente elaborados.

O princípio de governo

Em Platão, o princípio de governo é a denominação da inteligência política, a realeza do gênio, a


soberania da sagrada. É o que chamou de sofiocracia.

1. Os requisitos sofiocracia do poder dizem que o poder deve ser atribuído aos que sabem. De todos os
governos, o único que merece este nome é o que pertence a chefes realmente instruídos na ciência
política. Que o chefe reine segundo as leis ou sem leis, que mande segundo contra vontade geral, que
seja rico ou pobre, que seja de um só, de vários ou mesmo de uma multidão, é algo de importância
secundária. Nenhuma destas condições acrescenta ou retira seja o que for a perfeição interna do poder.

2. Os meios sofiocracia de aquisição do poder, precedem do mesmo ponto de vista. Para que o estado
seja bem governado, é preciso que os filósofos se tornem reis ou os reis se tornem filósofos.

3. Os meios sofiocraticos de transmissão de poder São tão deficeis de realizar como os da sua
aquisição. Para assegurar a duração da sofiocracia, é necessário recrutar hereditariamente uma elite de
Sagres, daí uma organização menos constitucional que social, já que o poder e sua transmissão ter a ver
com a qualidades pessoais e não com instituições.

Tipos de governo

Monarquia: A Monarquia, uma das mais antigas formas de governo, é como o nome sugere: o governo
em que apenas uma pessoa exerce o poder. Para Platão, essa pessoa seria o Rei-Filósofo. Ora, para o
filósofo, só alguém cuja alma aspire as mais ilustres virtudes poderia ser encarregada de governar.

– Aristocracia: A Aristocracia, uma espécie de meio termo entre Monarquia e Democracia, é o governo
composto por um grupo de pessoas escolhidas segundo suas virtudes a fim de construir o bem comum.
Para Platão, é necessário que os cidadãos tivessem uma boa educação moral, para assim entender os
interesses do povo.

– Democracia: Já a Democracia, que apareceu pela primeira vez na cidade-Estado de Atenas, tinha suas
características distintivas da democracia atual. Nem todas as pessoas eram autorizadas a falar e a votar
na assembleia, este privilégio era dos cidadãos.

A cidade como realidade e como ideal - Aristóteles

Em matéria de política, Aristóteles começou por volta de 325 com uma vasta recolha de constituições
que incluía a análise por ordem alfabética de textos respeitantes a 158 Estados simples ou
confederações, acrescida de um apêndice onde figuravam um estado dos governos dos tiranos ou
usurpadores, uma monografia sobre as constituições dos Bárbaros de Cartago e Roma e um exame das
pretensões territoriais dos Estados.

Começou por estudar a origem das constituições de Atenas desde a época em que são historicamente
conhecidas, para depois apresentar, numa segunda parte.

Analisa a estrutura e o comportamento das autoridades administrativas e das autoridades judiciais. É


sobre as informações extremamente ricas e vastas das constituições que se constrói a política, onde são
examinados as componentes da Cidade (família e cidadão), se estuda seu território e população e sobre
tudo, se observa o seu governo. O poder é considerado nos seus fins, nas suas formas na sua vida.

Assim sendo, a política é um verdadeiro tratado do Estado simultanemante descritivo e normativo


porque, em função da sua Filosofia, procede a crítica dos sistemas existentes e define o regime que é
melhor.

Devido a aos pensamentos de Aristóteles e dos seus antecessores, pode-se dizer que a política está
subordinada a moral.