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Resumo

Medida de distâncias é directo, quando esta distância é determinada em comparação a uma


grandeza padrão previamente estabelecida; outros autores, porém, afirmam que a medição é
directa quando o instrumento de medida utilizado é aplicado directamente sobre o terreno.
Segundo espartal (1987) os principais dispositivos utilizados na medida directa de distâncias,
também conhecidos por diastímetros. A distância pode ser através de dois princípios: ótico
(estadimetria) ou físico (propagação de ondas electromagnéticas).

Para a medição de distâncias existem dois tipos de processos: os directos e os indirectos. No


processo directo a distância é obtida através de diastímetros, que são unidades rectilíneas
aplicadas no terreno. A trena é o diastímetro mais comum que existe, podendo ser de lona, aço
ou fibra de vidro.

No processo directo, se a distância a ser medida for maior do que comprimento da trena, deverá
ser feito a materialização do alinhamento do terreno. Assim é necessário subdividir o
alinhamento que será medido em trecho menor de modo que a trena seja suficiente para medir.
No processo indirecto não há a necessidade de percorrer ao alinhamento, pois nesse tipo de
processo é instalado um instrumento em um extremo do alinhamento e um complemento no
outro extremo. A distância pode ser através de dois princípios: ótico (estadimetria) ou físico
(propagação de ondas electromagnéticas).
Índice
Resumo ..................................................................................................................................................... 1
Introdução................................................................................................................................................. 3
Objectivos ................................................................................................................................................. 4
Objectivo Geral ......................................................................................................................................... 4
Objectivos específicos ............................................................................................................................... 4
Revisão literária ........................................................................................................................................ 5
PROCESSOS DE MEDIÇÃO DE DISTÂNCIAS ................................................................................................ 5
MEDIDA DIRETA DE DISTÂNCIAS............................................................................................................... 5
Medida directa de distâncias .................................................................................................................... 5
Fita e Trena de Aço ................................................................................................................................... 6
Trena de Lona ........................................................................................................................................... 6
Trena de fibra de vidro.............................................................................................................................. 6
PRECISÃO E CUIDADOS NA MEDIDA DIRETA DE DISTÂNCIAS ................................................................... 7
ERROS NA MEDIDA DIRECTA DE DISTANCIAS ........................................................................................... 8
MEDIDA INDIRETA DE DISTÂNCIAS ........................................................................................................... 8
ERROS NAS MEDIDAS INDIRECTAS DE DISTÂNCIAS .................................................................................. 9
MÉTODOS DE NIVELAMENTO ................................................................................................................. 10
NIVELAMENTO GEOMÉTRICO SIMPLES .................................................................................................. 12
Nivelamento geométrico composto ....................................................................................................... 13
FONTES DE ERRO EM UM NIVELAMENTO GEOMÉTRICO ....................................................................... 14
Nivelamento trigonométrico .................................................................................................................. 15
NIVELAMENTO BAROMÉTRICO ............................................................................................................... 15
Conclusões .............................................................................................................................................. 18
Bibliografia .............................................................................................................................................. 19
Introdução
A topografia estuda os instrumentos, método de operação no terreno,, cálculos e desenhos
necessários ao levantamento e representação gráfica detalhada de uma parte da superfície
terrestre. Para a medição de distâncias existem dois tipos de processos: os directos e os
indirectos. No processo directo a distância é obtida através de diastímetros, que são
unidades rectilíneas aplicadas no terreno.

Na escolha do método mais adequado considera-se essencialmente a área e a escala do


levantamento, pois o método topográfico pelo facto de implicar um conjunto significativo de
operações de campo torna-o demorado para zonas extensas, e por isso, mais dispendioso face ao
método trigonométrico. Já o método geométrico para zonas demasiado pequenas apresenta
custos relativamente elevados e para escalas grandes tem a limitação da altura mínima de voo.
Normalmente, salvo raras excepções o método topográfico é utilizado para escalas superiores a
1:1000 e o barómetro para escalas inferiores ou iguais a 1:1000. A descrição geométrica de uma
superfície do espaço físico real é normalmente feita a partir de uma função do tipo f=f(x, y, z)
onde z é uma função implícita z=z(x, y).
Objectivos

Objectivo Geral
 Detalhar tudo acerca de medição de distância horizontal e vertical

Objectivos específicos
 Explanar sobre medição de distância
 Medição de distância horizontal
 Medição de distância directa e indirecta
 Medição da distância vertical
 Nivelamento geométrico, trigonométrico e barómetro
Revisão literária
Ao abordar inicialmente o assunto, comecemos por colocar a questão: que medição é necessário
fazer para a concretização do levantamento topográfico?
Atendendo à definição de campo topográfico - área da superfície terrestre em torno dum ponto
onde a esfera local pode ser aproximadamente identificada ao plano tangente nesse ponto,
Podemos então, considerar a Geometria Plana como a ferramenta matemática fundamental, que
relaciona aquilo que se mede - observação (relação geométrica entre pontos do espaço) e aquilo
que se pretende obter - coordenadas dos pontos.
Assim as medições estritamente necessárias ao levantamento topográfico para a coordenação
dos pontos, são: distâncias e ângulos.

PROCESSOS DE MEDIÇÃO DE DISTÂNCIAS


Para a medição de distâncias existem dois tipos de processos: os directos e os indirectos. No
processo directo a distância é obtida através de diastímetros, que são unidades rectilíneas
aplicadas no terreno. A trena é o diastímetro mais comum que existe, podendo ser de lona, aço
ou fibra de vidro.
No processo directo, se a distância a ser medida for maior do que o comprimento da trena,
deverá ser feito a materialização do alinhamento do terreno. Assim é necessário subdividir o
alinhamento que será medido em trecho menor de modo que a trena seja suficiente para medir.
No processo indirecto não há a necessidade de percorrer ao alinhamento, pois nesse tipo de
processo é instalado um instrumento em um extremo do alinhamento e um complemento no
outro extremo. A distância pode ser através de dois princípios: ótico (estadimetria) ou físico
(propagação de ondas electromagnéticas).

MEDIDA DIRETA DE DISTÂNCIAS


A distância horizontal (DH) entre dois pontos, em Topografia, é o comprimento do segmento de
recta entre estes pontos, projectado sobre um plano horizontal.
Para a obtenção desta distância, existem alguns processos, os quais veremos a seguir.
Medida directa de distâncias
Alguns autores afirmam que o processo de medida de distâncias é directo, quando esta distância
é determinada em comparação a uma grandeza padrão previamente estabelecida; outros autores,
porém, afirmam que a medição é directa quando o instrumento de medida utilizado é aplicado
directamente sobre o terreno.
Segundo ESPARTEL (1987) os principais dispositivos utilizados na medida directa de
distâncias, também conhecidos por DIASTÍMETROS, são os seguintes:

Fita e Trena de Aço


 São feitas de uma lâmina de aço inoxidável;
 A trena é graduada em metros, centímetros e milímetros só de um lado;
 A fita é graduada a cada metro;
 O meio metro (0,5m) é marcado com um furo e somente o início e o final da fita são
graduados em decímetros e centímetros;
 A largura destas fitas ou trenas varia de 10 a 12mm o comprimento das utilizadas em
levantamentos topográficos é de 30,60, 100 e 150 metros;

Trena de Lona
 É feita de pano oleado ao qual estão ligadas fios de arame muito finos que lhe dão
alguma consistência e invariabilidade de comprimento;
 É graduada em metros, centímetros e milímetros em um ou ambos os lados e com
indicção dos decímetros;
 O comprimento vária de 20 a 50 metros;
 Não é um dispositivo preciso pois deforma com a temperatura, tensão e humidade
(encolhe e mofa);
 Pouquíssimo utilizada actualmente.

Trena de fibra de vidro


 É feita de material bastante resistente (produto inorgânico obtido do próprio vidro
por processos especiais);
 Conforme figura a seguir, pode ser encontrada com ou sem involucro e este, se
presente, tem o formato de uma cruzeta; sempre apresentam distensores
(manoplas) nas suas extremidades;
 Seu comprimento vária de 20 a 50m (com involucro) e de 20 a 100m.
 É resistente a humidade e a produtos químicos;
 É bastante prática e segura.
Apesar da qualidade e da grande variedade de diastímetros disponíveis no
mercado, toda medida directa de distância só poderá ser realizada se for feito uso
de alguns ACESSÓRIOS especiais.
Segundo ESPARTEL (1987) os principais são:
 Piquetes
 Estacas
 Fichas
 Balizas
 Nível de cantoneira
 Barómetro de bolso
 Dinamómetro
 Termómetro

PRECISÃO E CUIDADOS NA MEDIDA DIRETA DE DISTÂNCIAS


Segundo DOMINGUES (1979) a precisão com que as distâncias são
obtidas depende, principalmente:
• Do dispositivo de medição utilizado,
• Dos acessórios, e
• Dos cuidados tomados durante a operação.
E, segundo RODRIGUES (1979), os cuidados que se deve tomar quando
da realização de medidas de distâncias com diastímetros são:
• Que os operadores se mantenham no alinhamento a medir,
• Que se assegurem da horizontalidade do diastímetro, e
• Que mantenham tensão uniforme nas extremidades.
A tabela abaixo fornece a precisão que é conseguida quando se utilizam
diastímetros em um levantamento, levando-se em consideração os efeitos da tensão, da
temperatura, da horizontalidade e do alinhamento.
Diastímetro Precisão
Fita e trena de aço 1cm/100m
Trena plástica 5cm /100m
Trena de lona 25cm/100m
1. Ao ponto inicial de um alinhamento, percorrido no sentido horário,
dá-se o nome de Ponto a Ré e, ao ponto final deste mesmo alinhamento, dá-se o nome
de Ponto a Vante. Balizeiro de Ré e Balizeiro de Vante são os nomes dados às pessoas
que, de posse de uma baliza, ocupam, respectivamente, os pontos a ré e a vante do
alinhamento em questão.
2. Os balizeiros de ré e intermediário podem acumular a função de
tensionar o diastímetro.
3. Para terrenos inclinados, os cuidados na medição devem ser
redobrados no que se refere à horizontalidade do diastímetro.

ERROS NA MEDIDA DIRECTA DE DISTANCIAS


Os erros cometidos, voluntária ou involuntariamente, durante a medida directa de
distâncias, devem-se:
Ao comprimento do diastimetron; afectado pela tensão aplicada em suas extremidades
e também pela temperatura ambiente. A correcção depende dos coeficientes de
elasticidade e de dilataco do material com que o mesmo é fabricado.
Portanto, deve se utilizar dinamómetro e termómetro durante do diastimetro de tempos
em tempos.
A distancia horizontal correcta (DHc) entre dois pontos será dada dividindo se o
comprimento aferido do diastimetro pelo seu comprimento nominal e multiplicando-se
pela distancia horizontal medida (DHm):

MEDIDA INDIRETA DE DISTÂNCIAS


As distâncias são medidas com o auxílio de aparelhos apropriados.
Segundo DOMINGUES (1979) diz-se que o processo de medida de distâncias é indirecto
quando estas distâncias são calculadas em função da medida de outras grandezas, não
havendo, portanto, necessidade de percorrê-las para compará-las com a grandeza padrão.
Os equipamentos utilizados na medida indirecta de distâncias são, principalmente:
• Teodolito e/ou Nível: o teodolito é utilizado na leitura de ângulos horizontais e
verticais e da régua graduada; o nível é utilizado somente para a leitura da régua.
Aparelhos: fornecem dados que tenham com a distância horizontal procurada, relações
matemáticas conhecidas e, por meio de cálculo, obtém-se a distância sem que seja
necessário percorrer o alinhamento com superposição de unidades conhecidas.
Taqueometria: parte da topografia que trata da medida indirecta das distâncias
horizontais e verticais (diferença de nível).
Realizado por meio da estadia existente nos teodolitos taqueometricos.
Teodolitos munidos de limbo vertical e de luneta especial dotada de fios estadimetricos,
acumulado, deste modo, a função de medir opticamente as distanciam.
Estadimetria: método de levantamento em que as distâncias são determinadas com os
teodolitos taqueometricos.
Leitura: leitura de fios horizontais extremos do rectângulo da luneta, denominado de
estadimetros, projectados sobre uma mira graduada (chamada estadia) mantida
verticalmente sobre o ponto a determinar.
Outros métodos;
 Redução ao horizonte
 Uso de taquímetros
 Binóculo com estadia
 Pela mira de base
 Distaciometros

ERROS NAS MEDIDAS INDIRECTAS DE DISTÂNCIAS


Os erros cometidos durante a determinação indirecta de distâncias podem ser devidos aos
seguintes factores;

Leitura da régua; relativo a leitura errónea dos fios estadimetricos inferior, médio e superiores
provocados:

a) Pela distância entre o teodolito e a régua (muito longa ou muito curta).


b) Pela falta de capacidade de aproximação da luneta.
c) Pela espessura dos traços do reticulo
d) Pela maneira como a régua esta dividida e pela variação do seu comprimento
e) Pela falta experiencia do operador.
Verticalidade da mira; assim como para baliza, ocorre quando não se faz uso do nível
de cantoneira.
Pontaria; no caso de leitura dos ângulos horizontais, ocorre quando o fio estadimetrico
vertical do teodolito não coincide com a baliza (centro).
Erro linear de centragem do teodolito; este erro se verifica quando a projecção do
centro do instrumento não coincide exactamente com o vértice do ângulo a medir, ou
seja, o prumo do aparelho não coincide com o ponto sobre o qual se encontra
estacionado.

MÉTODOS DE NIVELAMENTO
Nivelamento é a operação topográfica que consiste em determinar a diferença de
nível entre os pontos que definem o relevo do terreno, calculando suas cotas ou
altitudes.
A diferença de nível pode ser obtida de duas maneiras:
Directamente no campo, obtendo-se a diferença de nível total ou as diferenças de nível parciais e
sucessivas até atingir a diferença de nível total.
Ex.: nivelamento geométrico
Indirectamente no campo utilizando-se relações matemáticas entre a diferença de nível e outras
grandezas.
Ex.: nivelamento trigonométrico, estadimétrico e barométrico

NIVELAMENTO GEOMÉTRICO
Este método diferencia-se dos demais pois está baseado somente na leitura
de réguas ou miras graduadas, não envolvendo ângulos.
O aparelho utilizado deve estar estacionado a meia distância entre os pontos
(ré e vante), dentro ou fora do alinhamento a medir.
Assim como para o método anterior, as medidas de DN ou DV podem estar
relacionadas ao nível verdadeiro ou ao nível aparente, depende do levantamento.
Os equipamentos utilizados são:

Nível Ótico
Segundo ESPARTEL (1987), constitui-se de:
Um suporte munido de três parafusos niveladores ou calantes;
Uma barra horizontal;
Uma luneta fixada ou apoiada sobre a barra horizontal;
Um nível de bolha circular para o nivelamento da base (pode também
conter um nível de bolha tubular e/ou nível de bolha bipartida)
Eixos principais: de rotação (vertical), ótico ou de colimação (luneta)
E do nível ou tangente central;
Duas miras ou réguas graduadas: preferencialmente de metal ínvar;
Para lances até 25m, a menor divisão da mira deve ser reduzida a
2mm, não podendo nunca exceder a 1cm (régua de madeira).
A figura a seguir ilustra um nível ótico e régua graduada, ambos da
marca BERGER.

Nível Digital
1- Como descrito no item (8.6.e) é um nível para medição electrónica e registo
automático de distâncias horizontais e verticais;
2- O seu funcionamento está baseado no processo digital de leitura, ou seja, num sistema
electrónico de varredura e interpretação de padrões codificados;
3- Para a determinação das distâncias o aparelho deve ser apontado e focalizado sobre
uma régua graduada cujas divisões estão impressas em código de barras (escala binária);
4- Este tipo de régua, que pode ser de alumínio, metal ínvar ou fibra de vidro, é resistente
à humidade e bastante precisa quanto à divisão da graduação;
5- Os valores medidos podem ser armazenados internamente pelo próprio equipamento
ou em colectores de dados. Estes dados podem ser transmitidos para um computador
através de uma interface RS 232 padrão;
6- A régua é mantida na posição vertical, sobre o ponto a medir, com a ajuda de um nível
de bolha circular;
7- O alcance deste aparelho depende do modelo utilizado, da régua e das condições
ambientais (luz, calor, vibrações, sombra, etc.).
c)Nível a Laser
como descrito no item (8.6.f) é um nível automático cujo funcionamento está baseado na
tecnologia do infravermelho;
Assim como o nível digital, é utilizado na obtenção de distâncias verticais ou diferenças
de nível e também não mede ângulos;
Para a medida destas distâncias é necessário o uso conjunto de um detector laser que
deve ser montado sobre uma régua de alumínio, metal ínvar ou fibra de vidro;
É um aparelho peculiar pois não apresenta luneta nem visor LCD; a
leitura da altura da régua (FM), utilizada no cálculo das distâncias por estadimetria, é
efetuada directamente sobre a mesma, com o auxílio do detector laser, pela pessoa
encarregada de segurá-la.

NIVELAMENTO GEOMÉTRICO SIMPLES


É aquele que, com uma única posição do aparelho no terreno, consegue determinar as DN
entre todos os pontos em estudo. Quando mas de dois pontos são nivelados a partir do
ponto ocupado pelo nível temos uma irradiação altimétrica.
Neste processo as DN podem se obtidas por diferença de leitura de mira ou por diferença
de cotas.
Nivelamento geométrico composto
É aquele em que o instrumento é instalado em mais de uma posição no terreno, equivalendo a
uma associação de 2 ou mas nivelamentos geométricos simples, devidamente “amarrados” uns
aos outros pelos chamados pontos de mudança (PM).

Cada estacão (posição) do instrumento corresponde a um nivelamento geométrico simples,


valendo para cada um, as considerações vistas acima.

Nos trabalhos normais de nivelamento geométrico composto, onde se estuda o perfil do terreno
para atendimento a diversos projecto, recomenda se para maior facilidade no calculo das
diferenças de nível e de outros dados necessários aos projectos que os elementos determinados
no campo sejam devidamente anotados nas cadernetas próprias, e as diferenças de nível,
calculadas em função das cotas ou altitudes dos pontos nivelados.

Como na maioria das vezes as leituras neste tipo de nivelamento são feitas a partir de diferentes
posições, e a determinação do DN normalmente é feita por diferença entre cotas dos pontos.

Exemplo de um nivelamento geométrico composto;

Caderneta
Pontos Leituras Plano da Cotas
Visados de mira Luneta (m)
P0 0,555 20,555 20,000
P1 0,200 3,305 17,250
P2 1,325 17,450 16,125
P3 1,623 15,827
P4 2,565 14,885
P5 3,452 13,998

FONTES DE ERRO EM UM NIVELAMENTO GEOMÉTRICO


Para evitar erros grosseiros no campo, podemos fazer a leitura dos três fios
estadimétricos, de tal forma que possamos conferir a leitura do fio médio.
A ABNT (NBR 13133/1994) recomenda que os comprimentos das visadas de Ré e
Vante devam ser aproximadamente iguais e de no máximo 80m, de modo a compensar
os efeitos da curvatura da Terra e da refracção atmosférica, além de melhorar a exactidão
do levantamento por facilitar a leitura da mira. A distância ideal recomendada é de 60m.
Para evitar os efeitos do fenómeno de reverberação (imagem tremida próximo ao solo),
As visadas devem situar-se acima de 60cm do solo.
1) Nível com calagem imperfeita: induz a um erro na determinação do valor do FM,
Fazendo com que o mesmo não coincida com a horizontal. Este problema pode ser
solucionado com níveis que possuam rotação da luneta em do seu eixo, fazendo-se
leituras na posição directa e esquerda e utilizando a média das leituras efetuadas.
2) Mira topográfica fora da vertical: é uma das causas de erro mais comuns nos
levantamentos topográficos. Produz uma leitura maior que a verdadeira. Para evitar este
tipo de erro podemos usar um nível esférico acoplado à mira, denominado nível de
canhoneira, ou ainda um tripé para mira.
3) Erros de leitura na mira: podem ocorrer devido a:
 Mira com pintura apagada
 Excesso ou falta de luz
 Reverberação
 Visadas largas
 Cansaço ou inexperiência do operador
4) Erro devido a esfericidade terrestre
Em que: e = erro de nivelamento entre os pontos A e B devido ao efeito da esfericidade
terrestre em m
d = distância entre os pontos
R = raio médio da terra 6.370.000
Experiências mostram que a refracção atmosférica provoca um abaixamento da linha de
visada, reduzindo o erro devido à esfericidade em 16%.

Nivelamento trigonométrico
É aquele em que a diferença de nível entre dois ou mas pontos topográficos é determinada por
meio de resoluções de triângulos situados em planos verticais, que passam pelos pontos cuja
diferença de nível se deseja.

O nivelamento trigonométrico baseia se por tanto, no valor da tangente do ângulo de inclinação


do terreno, pois o valor dessa função trigonométrica representa sempre a diferença de nível por
metro de distância horizontal medida no terreno, entre os pontos considerados.

Assim, determinada a distância horizontal medida no terreno entre eles, a diferença de nível é
calculada aplicando se a seguinte formula; DN=DH*tga deduzida da seguinte forma;

NIVELAMENTO BAROMÉTRICO
Nivelamento Barométrico
Baseia-se na diferença de pressão com a altitude, tendo como princípio que, para um
determinado ponto da superfície terrestre, o valor da altitude é inversamente
proporcional ao valor da pressão atmosférica.
Este método, em função dos equipamentos que utiliza, permite obter valores em campo
que estão directamente relacionados ao nível verdadeiro.
É aquele em que a diferença de nível é determinada em função da variação da pressão
atmosférica existente entre pontos de diferentes altitudes da superfície terrestre. A
determinação da pressão atmosférica é feita com auxílio dos instrumentos denominados
barómetros e hipsómetros (este baseia-se no ponto de ebulição da água, que varia com a
pressão atmosférica). O barómetro pode ser de mercúrio ou metálico, sendo este último
denominado aneróide ou altímetro.
Estando o ar sujeito também à força da gravidade, qualquer ponto da superfície terrestre
suporta uma pressão correspondente ao peso da coluna de ar que o envolve, Denominada pressão
atmosférica.
Sendo esta pressão a resultante do peso total da camada de ar existente entre o limite
superior da atmosfera e o solo, é evidente que o seu valor diminui à medida que
aumenta a altitude, pois a camada de ar, sobre o ponto considerado da superfície
terrestre, fica sendo menor. Esta é a razão por que, ao se escalar montanha, vê-se a
coluna de mercúrio descer, gradualmente, no tubo barométrico, registando, pois, os
barómetros menor pressão atmosférica para os pontos situados em maior altitude.
Assim, para aplicação desse processo de nivelamento, é necessário conhecer a relação
que existe entre a variação da coluna barométrica e os pontos topográficos situados em
diferentes alturas. Esta relação pode ser determinada, para efeito prático, exprimindo-se
a densidade do mercúrio em relação ao ar.
Sabendo-se que a densidade do mercúrio em relação à água é de 13,6 e que um litro de
ar pesa 1,293 gramas, a densidade do mercúrio em relação ao ar será:
d 10.518
1,293 *10 d
13,6 =
-3 ∴ =
Este valor indica que o mercúrio é 10.518 vezes mais denso que o ar. Assim, cada
variação de 1 milímetro na coluna barométrica deverá corresponder a uma variação de
10.518 milímetros na altura da camada de ar.
Diante do exposto, pode-se concluir que cada variação de 1 milímetro na coluna
barométrica corresponde a uma diferença de nível de 10,518 metros, isto é, 10,518
m/mmHg, valor que pode ser denominado factor altimétrico (Hm).
Chamando de ΔP a diferença de pressão atmosférica entre dois pontos topográficos (em
mmHg), de Hm o factor altimétrico (10,518), a diferença de nível (DN) entre eles será
dada pela seguinte expressão:
DN = Hm * ΔP ou DN = 10,518 * ΔP
No cálculo da diferença de nível por esse processo, devem-se levar em consideração
outros elementos que influem nas medições das pressões atmosféricas, tais como:
Temperatura ambiente, humidade relativa e densidade do ar, para a obtenção de valores
mais precisos.
Conclusões
Durante as pesquisas feitas na elaboração deste trabalho pode chegar as seguintes conclusões que
a medição de distâncias existe dois tipos de processos: os directos e os indirectos. No processo
directo a distância é obtida através de diastímetros, que são unidades rectilíneas aplicadas no
terreno. As distâncias são medidas aplicando no terreno uma unidade rectilínea tomada para
termo de comparação. Determina se o numero de vezes que a unidade rectilínea esta contida no
alinhamento. Multiplica-se este valor (em metros) da unidade obtém se a distância. Essa unidade
é denominada de diastimetro: todo e qualquer instrumentam destinados a medição directa de
distâncias. As distâncias são medidas com o auxílio de aparelhos apropriados.

Nivelamento é a operação topográfica que consiste em determinar a diferença de


nível entre os pontos que definem o relevo do terreno, calculando suas cotas ou
altitudes.
Bibliografia
Bannister, A., et al. (1998). Surveying. Seventh Edition, Addison Wesley Longman Limited,
England
Casaca, J., et al. (2000). Topografia Geral. Lidel – Edições Tácnicas, Lisboa.
Kahmen, H. and W. Faig (1988). Surveying. Walter de Gruyter, Berlim.
Leick, A. (1989). GPS Satellite Survey. Edited by Jonh Willey & Sons, USA.
Mikhail, E., et al. (1981). Surveying Theory and Practice. McGraw-Hill, USA.
Muskett, J. (1995). Site Surveying. Blackwell Science Lda, London.

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