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EXPRESSÃO MUSICAL

A importancia da pronuncia.

Na lição anterior você aprendeu a conhecer a importância dos procedimentos para a


formação de um grupo escolar na disciplina de educação e expressão dramática no
ensino básico e a classificação básica para a voz feminina e masculina. Aprendeu a
distinguir os procedimentos para a formação de um grupo escolar na disciplina de
educação e expressão dramática no ensino básico.

A seguir você vaia pronúncia na vocalização das vogais, sílabas e palavras.

Qual é a importância da pronúncia na vocalização das vogais, sílabas e palavras? Você


tem alguma ideia sobre isso? Pare e pense um pouco sobre isso antes de ler o ponto.

Se a boa pronúncia das palavras é muito importante na declamação do canto, ela deve
ser natural evitando as afectações ridículas, puras dando o som próprio às sílabas e
palavras. Deve ainda ser nítida proferindo as sílabas com precisão, ter cuidado para não
adulterar a fonética das letras não pronunciando ”e” enquanto o individuo quer
pronunciar “i”, também para não preceder de sons estranhos as palavras a pretexto de
facilitar a pronúncia de um ruído, um ditonto ou uma vogal antes da sílaba inicial da
palavra.

Para uma boa pronúncia do canto é sempre importante a máxima utilidade de fazer em
alta voz o exercício de leitura do texto a cantar, dando a devida atenção literária. E para
grupos corais a leitura deve ser feita colectivamente onde o mestre indicará em cada
frase a parte a realçar. Assim para o canto só a boa compreensão do texto pode levar a
uma boa execução musical.

Deste modo, para a emissão dos sons e na colocação das vozes na entoação deve-se ter
o cuidado na abertura desmedida da boca, não cantar com os dentes cerrados, ou sem
levantar suficientemente a língua, o que pode impedir a livre saída do ar, e
indirectamente a facilidade e a exactidão nas entoações.

É sempre importante que se saiba, que os sons mal emitidos deixam de ser doces como
se espera, ao cantar-se a abertura da boca e dos dentes deve andar à volta dos dois
centímetros, mais ou menos, segundo a natureza da vogal.

Parcialmente a passagem do ar quando encontram-se em contacto os lábios e com a


ponta da língua.

Os lábios também influem na articulação dos contróides e dos vocóides, que pode
impedir parcialmente ou totalmente a passagem do ar e não podendo pronunciar bem as
palavras ou letras f, P, m e mais segundo o grau de arredondamento e projecção
diferenciando os vocóides entre si.

É na cavidade bucal onde são produzidos os cliques havendo duas oclusões no ponto
velar e outra mais a frente, saindo um ar bucal quando o dorso da língua se recusa,
assim cria-se uma secção parcial que se desfaz ao se abrir a oclusão da frente da boca,
com um estalido audível.

Deste modo a exploração da voz engloba o controlo da respiração da falta expressiva e


entoada a reprodução de que nas melodias e canções e para fortalecer a articulação e a
pronúncia deve-se trabalhar através de jogos de linguagem, leitura expressiva de
poemas falados.

Deve-se prestar muita atenção à colocação da voz e da pronúncia podendo fazer


exercícios de vocalização e instrumentação colectiva de canções com mais de uma voz
com acompanhamentos musicais sabendo ouvir e depois imitar exactamente o que
ouviu.

A pronúncia na vocalização das vogais, sílabas e palavras


a) As vogais

A boa pronúncia das vogais exige a abertura suficiente da boca. A abertura dos dentes
deve andar à volta dos centímetros das vogais A e O e exigem uma maior abertura dos
dentes e mais sensíveis modificações na posição da língua, dos lábios e das vogais.

Da aplicação das vogais às notas da música, encontramos a vocalização separada, que se


aplica uma vogal à nota. Usa-se para todas as notas sem nunca perder a vocalização,
começar no princípio devagar e docemente, mas com nitidez, depois repassando um
pouco até assentar num andamento igual que não será acelerado no decurso do estudo.

Tomar a respiração nos lugares que forem indicados durante a vocalização.

b) As sílabas

A articulação das sílabas deve ser pronta sem precipitação, moderada sem lentidão.
Nem todas têm o mesmo valor tónico, assim numa palavra podemos ter sílabas tónicas
abertas e fechadas. Assim as palavras nas sílabas perdem a sua individualidade para se
apreciarem conjuntamente, tendo a tónica como um centro de referência.

Portanto temos o exercício da vocalização separada e vocalização ligada.

c) As palavras

No canto devemos sempre procurar ajustar bem a letra e a música, onde a letra tem os
seus acentos tónicos nas palavras e a música também tem os seus acentos tónicos
próprios em vários tempos de compassos.

Na música as vezes os acentos são alterados ritmicamente, a letra também sofre


alterações na acentuação.
CORO ESCOLAR
“O canto é uma manifestação natural do ser Humano. É a expressão de seus
sentimentos, suas alegrias e tristezas. O coral, além disso, encerra outra vantagem, que é
a facilidade instrumental.

A voz é um instrumento que cada um traz consigo e a actividade de canto coral pode ser
desenvolvida em qualquer contexto social, ou seja, tanto em escolas particulares quanto
da rede municipal ou estadual, o que a torna de fácil acesso.

O canto coral oferece à criança contribuições para sua formação e para seu
fortalecimento cultural. Com a prática do canto coral a criança se socializa com outros
colegas, aprendendo a superar possíveis individualismos, a ter afinidade com os colegas
do grupo e a trabalhar em conjunto.

Através do canto coral, a música é trabalhada como uma experiência que promove o
encontro de expressão em ritmo e melodia. Às vezes não há necessidade de texto, pois a
criança pode sentir com seu corpo e transmitir através de sua voz.

Portanto, a figura do regente como educador. Vai além do seu conhecimento musical,
pois seus cantores são reflexos de como seu trabalho é realizado e do quanto o
regente/educador está envolvido nessa prática. Reger e ensinar é um processo contínuo
de aprendizado tanto para regente como para coristas. A tarefa do regente do coro
infantil não é simples.

Para que seu trabalho seja realizado de maneira eficiente, é necessário:

 O regente tenha domínio da linguagem musical


 Da técnica de regência,
 Possua conhecimentos da voz infantil e técnica vocal aplicada a ela.
 Ter conhecimento de psicologia infantil e gostar de trabalhar com crianças.

A prática coral ressurge então, dentro da linguagem musical, como uma possibilidade
do fazer artístico-musical de forma mais acessível (afinal, todos os alunos trazem
consigo seu próprio instrumento – a voz),

Formação do grupo coral na sala de aula

Já abordamos sobre alguns benefícios que a prática coral pode trazer aos seus
participantes. Mas é importante enfatizar que o objectivo central do trabalho coral
infanto-juvenil é o aprendizado da linguagem musical, que se dá pela realização do
canto em conjunto. Conhecer essa linguagem e se expressar por meio dela, podendo
criar e recriar artisticamente é de fundamental importância para a educação e, de modo
geral, para a formação do indivíduo.

Para a formação de um coro escolar primeiramente, é recomendável que o regente:

 Trace um projecto a longo prazo antes que coro se inicie, indicando suas
necessidades estruturais e possíveis perspectivas para o trabalho (apresentações,
eventos futuros, etc.)

Se já existe um coro em funcionamento, esse projecto pode ser apresentado no início de


um ciclo, onde geralmente há um processo de renovação (de membros, de repertório, de
materiais).

 É também recomendável que o regente elabore um plano para cada ensaio, tal
como um plano de aula de qualquer outra disciplina, onde possa definir
objectivos, conteúdos e metodologias.
 A constituição do grupo coral em termos humanos, há muitas variáveis, como o
número de crianças participantes, sua faixa etária, horário dos ensaios e
espaço físico disponível para comportá-las – e não há um consenso sobre o
perfil de um coro “ideal”.

Mas é importante que o regente avalie as condições da escola e determine o número de


crianças com o qual considera possível realizar um bom trabalho.

N.B a participação dos alunos da escola deve ser espontânea e não obrigatória no coro.

 Também é muito importante que o regente não trabalhe sozinho, mas tenha uma
equipe envolvida na rotina de ensaios. Essa equipe deve ser composta por um
regente assistente, um instrumentista (de preferência, que toque um
instrumento harmónico, como piano/teclado ou violão), um preparador vocal,
um preparador cénico ou coreógrafo e sobretudo, monitores auxiliares.
 Repertorio, em relação ao repertório, é fundamental que o regente escolha
músicas apropriadas para a tessitura infanto-juvenil e que essas músicas sejam
motivadoras para o grupo, isto é, apresentem uma temática apropriada à idade
das crianças e que sejam compreendidas por elas.
Sugere-se que o regente não se baseie apenas nas músicas que estão fazendo sucesso na
mídia para construir o repertório do grupo. Se forem realmente necessárias, que sejam
um ponto de partida para aproximar o regente de seus coralistas e que tragam para o
coro o contexto cultural das crianças. Mais ainda, que essas músicas sejam recriadas,
renovadas.

 Classificação vocal

Este assunto é muito importante pois muitas vezes acontece não conseguirmos alcançar
tons muito agudos (finos) ou muito graves (grossos) sem saber que isso se dá porque
temos um naipe vocal característico.

Existem 4 classificações básicas para a voz feminina e para a voz masculina como
indicado abaixo.

Mulheres

Homens

Primeira voz - Soprano (voz aguda)

Terceira voz Tenor (voz aguda dos homens)

Segunda voz – alto (voz média)

Quarta voz - Baixo (voz grave).

Para saber a sua classificação você tem de ser avaliado por um professor de
canto/técnica vocal que irá, através de exercícios vocais (vocalizes) classificar a sua voz
dentro das opções acima destacadas.  

Quase sempre nos espelhamos em algum canto, cantora, banda da qual somos fãs e
tentamos imitá-los sem saber que podemos agredir nossas pregas vocais tentando cantar
numa extensão vocal que não é nossa.

Muitas vezes é difícil, principalmente para quem não toca nenhum instrumento,
identificar em que tom está a música que queremos cantar e mais ainda qual é o tom
confortável para a pessoa.

Exemplo de como podemos descobrir o nosso tom natural:

Escolha uma música de sua preferência e cante junto com o cantor observando alguns
pontos:

Não deixe que as veias do seu pescoço sobre saiam.

Não se esforce até ficar sem folego

Não se preocupe em imitar a voz do cantor, cante do seu jeito, com sua voz natural
Não se preocupe se está desafinado, pense apenas em seguir a música de uma forma
bem confortável para você.
Referencias

BRÉSCIA, Vera Pessagno. Educação musical: bases psicológicas e acção preventiva.


Campinas: Editora Átomo, 2003.

Classificação Vocal: Aspectos Anatômicos e Fisiológicos. Maria Regina Grangeiro


(Monografia apresentada para título de Especialista em voz para fonoaudiólogos –
Curso de Pós-Graduação). CEFAC – Curso de Especialização em Fonoaudiologia
Clínica, Salvador – BA, 1999.

GABORIM-MOREIRA, A.L.I. Regência coral infantojuvenil no contexto da extensão


universitária: a experiência do PCIU. Tese. São Paulo: USP, 2015.

Moreira, Ana Lúcia Iara Gaborim e Vanessa Araújo da Silva: Canto coral no ensino
fundamental: como, por que e para quê? São Paulo, Brasil 2018

Regência Coral. Oscar Zander (Coleção Luís Cosme Volume II). Ed.Movimento, Porto
Alegre – RS, 1979

Técnica Vocal para Coros. Helena de Souza Nunes Wöhl Coelho. Ed.Sinodal, São
Leopoldo – RS, 1994.

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