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Índice
Análise de Risco

Conceitos Básicos em Análise de Risco.............................................pág. 02


Classificação dos Riscos no Meio Ambiente de Trabalho......................pág. 05
Técnicas de Identificação de Perigos................................................pág. 10
Técnicas de Análise de Riscos.........................................................pág. 11
Técnicas de Avaliação de Riscos......................................................pág. 23
Elaboração de Um Plano de Ação....................................................pág. 29
Tomada de decisão.......................................................................pág. 30
Supervisão..................................................................................pág. 30
Aplicações mais comuns nas empresas............................................pág. 30

Segurança do Trabalho – Módulo III 1


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1. Conceitos Básicos em Análise de Risco

Risco - É a medida dos efeitos (injúrias, ambientais, econômicos) de uma ocorrência em termos de
probabilidade e da magnitude de suas conseqüências. Pode também ser conceituado como a probabilidade de eventos
indesejados acontecerem em um período específico ou em circunstâncias específicas causadas pela realização de um
perigo específico, podendo ser expresso como uma freqüência ou uma probabilidade.
O termo risco surgiu no final do Renascimento, em um ambiente de intensas transformações sociais, culturais
e grandes descobertas nas ciências e nas técnicas. Anteriormente, porém, o homem já possuía a noção de risco,
associada às manifestações dos deuses, relativas a fenômenos da natureza, principalmente os catastróficos.
A palavra risco faz parte do nosso cotidiano e a empregamos de diversas formas e com diversos sentidos. O
risco do acidente, o risco de dar errado, o risco iminente, o risco elevado são alguns exemplos corriqueiramente
encontrados nas nossas literaturas técnica ou leiga, cujo sentido predominante é o de representar uma certa
chance de algo acontecer. Assim, costuma-se dizer que o risco é iminente ou que o risco é elevado para algo que
nos parece certo ou com grande chance de acontecer.
Estar vivo, por exemplo, significa “arriscar diariamente”. Atravessar a rua, ir ao jogo de futebol ou dirigir são
exemplos de situações que envolvem fatores de risco; mas como já estamos acostumados a enfrentá-los, formamos
um instinto natural para o cálculo de energia utilizada para minimizar e controlar estes riscos.
Não é difícil intuir que “a chance de algo acontecer” está relacionada com um certo efeito observável sobre
um bem que se quer proteger, podendo ser esse bem o homem, uma espécie vegetal ou animal, ou ainda
propriedades e equipamentos. Sob a ótica ambiental é costumeiro observar os efeitos das substâncias químicas
consideradas poluentes sobre o homem ou mais amplamente, sobre o meio ambiente. Os efeitos podem decorrer das
emissões contínuas ou intermitentes provenientes das indústrias, das diversas formas de transporte ou,
genericamente, da atividade antrópica.
O conceito de risco em função da probabilidade, como é atualmente conhecido, é fruto de uma evolução do
conhecimento humano. À medida que o conhecimento científico e tecnológico evoluía, a probabilidade começou a ser
utilizada para expressar previsões de situações e eventos perigosos (principalmente os da natureza) que eram
desvendados. Aquelas antigas preocupações, ou medos, com catástrofes, resultantes de castigo divino, foram aos
poucos diminuindo.
Formalmente, o risco tratado dentro da visão mencionada é definido como a combinação entre a freqüência
de ocorrência de um acidente e a sua conseqüência. A adequada composição destes fatores possibilita estimar o risco
de um empreendimento, sendo o estudo de análise de risco a ferramenta utilizada para esse fim.
Como dito anteriormente, o risco pode ser estimado quantitativa ou qualitativamente. Se a probabilidade e a
severidade podem ser quantificadas, o risco é simplesmente igual a probabilidade do evento pela severidade das
conseqüências do evento. No entanto, estimar o risco nem sempre é tarefa fácil. Muitas vezes as conseqüências de um
evento podem ser incertas (probabilidade do carro quebrar amanhã) ou discutíveis (severidade do aquecimento
global).

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Com a estimativa realizada, é possível comparar as diversas formas de expressão do risco com padrões
previamente estabelecidos, fazendo-se então a avaliação do risco, sendo, portanto possível decidir sobre a viabilidade
ambiental de um empreendimento.
A expressão risco é freqüentemente utilizada no âmbito popular como também pela mídia nos mais variados
sentidos, tais como: risco de negócio, risco social, risco econômico, risco de investimentos, risco militar, risco país,
etc. O conceito inerente da expressão risco (risk) envolve sempre incertezas e algum tipo de perda ou dano. Nessas
condições, pode-se escrever a relação “risco = incertezas + dano”, enquanto que o perigo (hazard) é subtendido como
uma fonte em potencial, sempre existente, que pode induzir a ocorrência de algum acidente. Portanto, risco indica a
severidade de perda ou lesão e o grau de probabilidade dessas perdas, ou seja, a probabilidade da conversão de sua
fonte em potencial, representada pelo perigo, em um acidente. Simbolicamente, este conceito pode ser expresso por
“risco = perigo/salvaguarda” onde a expressão salvaguarda deve ser entendido como o resguardo ou proteção a uma
fonte potencial que possa causar um dano. Dessa expressão, pode-se concluir que o risco pode ser tão pequeno
quanto se deseja, mas nunca zero. O inter-relacionamento entre os conceitos de risco e perigo é apresentado na
Figura 1 No desenvolvimento deste trabalho é adotada esta abordagem.

Fig. 1 Componentes do Risco


Neste caso, o risco é definido como sendo o nível de perigo combinado com:
a) A probabilidade de o perigo levar a um acidente e,
b) A exposição ou duração do perigo (latência).
Muitas vezes os termos risco e incerteza são confundidos e usados como se tivessem o mesmo significado.
Incerteza é a condição sob a qual não se tem a necessária informação para atribuir probabilidades para os
resultados, o que dificulta a definição do problema e a identificação de soluções alternativas. A incerteza representa
ignorância parcial ou falta de informações perfeitas sobre fenômenos ou modelos mal caracterizados e é,
fundamentalmente, uma propriedade do analista de risco, sendo redutível através de medidas e estudos
adicionais.
O perigo tem duas importantes características: a gravidade (algumas vezes denominada de severidade) e a
probabilidade de sua ocorrência; a combinação de ambas é denominada nível do perigo. Portanto, quanto maior
o nível do perigo, maior a chance de ocorrência do acidente.
A exposição ou duração do perigo é uma componente do risco que afeta o cálculo do nível de risco total
do sistema sob análise, ou seja; a coincidência de determinados eventos e necessários para a ocorrência de um
acidente (probabilidade de o perigo conduzir a um acidente) pode ter, estatisticamente uma baixa probabilidade, mas
a probabilidade de coincidência desses eventos pode ser aumentada, caso o perigo esteja presente por longos
períodos de tempo.
A análise de perigo é parte integrante da análise de risco. Tal análise corresponde às atividades onde são
identificadas e/ou quantificadas, por um processo adequado, os níveis de perigo (gravidade e a probabilidade de
ocorrência do perigo) decorrentes do uso de sistemas ou equipamentos.
O perigo não é uma propriedade inerente de um sistema, mas um conjunto de condições (estados),
associados ao sistema que tem o potencial para causar algum mal ou que possa conduzir a um acidente. Portanto, o

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perigo é dependente da forma como os limites do sistema foram desenhados, isto é, da definição clara de quais
condições são consideradas partes do perigo e quais são pertinentes ao ambiente do sistema analisado.
Neste contexto, uma aeronave que esteja em rota de vôo pode atingir um estado perigoso. Se um acidente
aéreo é definido como a colisão entre duas aeronaves, então o estado de perigo apropriado a ser considerado neste
caso é a falta de separação (lateral, vertical e/ou longitudinal) mínima entre as aeronaves. Nessas condições, a análise
de perigo está relacionada com a identificação/avaliação do nível do perigo de colisão entre as aeronaves. Na análise
de risco são levados em consideração outros parâmetros como a duração do estado de perigo e as conseqüências
resultantes em termos das probabilidades de danos às pessoas, ao ambiente e a propriedade.
Conexão entre risco e perigo é chamada de evento, ou seja, uma situação em que alguém ou algo fica
exposto ao perigo. Por exemplo, uma panela com água fervente constitui um perigo e não risco, uma vez que pode
causar dano a algo ou ferimento a alguém que esteja exposto. Já um evento, considerando que uma pessoa esbarre e
derrube a panela, pode levar à estimativa da probabilidade e severidade e, assim, ao risco. Portanto, só existe
risco quando existir algo ou alguém que esteja exposto a um perigo.
A quantificação do risco inclui definir o perigo, identificar o evento inicial que causaria o perigo, determinar as
conseqüências ao sistema receptor e atribuir probabilidades de ocorrência desse evento.
Outros Conceitos Relacionados:
a) Causa: é a origem do caráter humano ou material relacionada com o evento catastrófico (acidente), pela
materialização de um risco, resultando danos.
b) Dano: é a gravidade de perda humana, material ou financeira que pode resultar se o controle sobre o risco for
perdido.
c) Incidente: qualquer evento ou fato negativo com potencial para provocar danos. É também chamado “quase-
acidente”; situação onde não há danos macroscópicos.
d) Perda: Prejuízo sofrido por uma organização sem garantia de ressarcimento por seguro ou outros meios.
e) Perigo: expressa uma posição relativa a um risco, que favorece a sua materialização em danos. Pode significar
ainda a incerteza quanto à ocorrência de um determinado evento (acidente) e também a chance de perda ou perdas
que uma empresa pode sofre por causa de um acidente ou série de acidentes.
f) Segurança: é frequentemente definida como “isenção de risco”. Entretanto, é praticamente impossível a
eliminação completa de todos os riscos. É portanto, um compromisso acerca de uma relativa proteção da exposição a
riscos. É o antônimo de perigo.
g) Desastre = Risco (Harzad) X Vulnerabilidade e
h) Risco de Desastre = Risco (Harzad) X Vulnerabilidade X Maneabilidade, onde
Desastre é o evento resultante da ação de um ou mais riscos sobre a vulnerabilidade de um elemento ou elementos.
Risco é o potencial de ocorrência de um desastre; ou é um evento ameaçador que pode causar perda de vidas ou
danos a propriedades ou ao ambiente.
Vulnerabilidade: trata sobre a suscetibilidade de populações humanas, estruturas físicas, componentes ambientais
sensíveis e outros.
Maneabilidade é o nível ou grau de planejamento para um controle de risco e de elementos vulneráveis.

1.1 Classificação dos Riscos no Meio Ambiente de Trabalho

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GRUPO 1: GRUPO 2: GRUPO 3: GRUPO 4: GRUPO 5:
VERDE VERMELHO MARROM AMARELO AZUL
Riscos Riscos Riscos Riscos
Riscos Acidentes
Físicos Químicos Biológicos Ergonômicos

Esforço físico
Ruídos Poeiras Vírus Arranjo físico inadequado
intenso

Levantamento e
Máquinas e equipamentos sem
transporte
proteção
manual de peso
Vibrações Fumos Bactérias

Exigência de
postura
inadequada
Radiações Controle rígido Ferramentas inadequadas ou
Névoas Protozoários
ionizantes de produtividade defeituosas

Radiações Imposição de
não ritmos
ionizantes excessivos
Neblinas Fungos Iluminação inadequada
Trabalho em
turno e noturno
Eletricidade
Jornadas de
Frio trabalho
prolongadas
Probabilidade de incêndio ou
explosão
Monotonia e
Gases Parasitas
repetitividade
Calor Armazenamento inadequado
Outras
situações
causadoras de
strss físico e/ou
psíquico
Vapores Bacilos Animais peçonhentos
Pressão
anormais
Outras situações de risco que
poderão contribuir para a
ocorrência de acidentes
Substâncias,
compostas ou
produtos
químicos em
geral

Umidade
CLASSIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS RISCOS OCUPACIONAIS EM GRUPOS, DE ACORDO COM A SUA
NATUREZA E A PADRONIZAÇÃO DAS CORES CORRESPONDENTES

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1.2. Divisão Funcional da Análise de Risco

A Análise de Risco compreende as áreas de Avaliação, Gerenciamento e Comunicação de Riscos. Porém,


outras áreas correlatas e referentes à Aceitabilidade e Percepção dos Riscos também podem compor, em um escopo
mais geral, o processo da análise de risco como ilustra a Figura 2.
O diagrama da classificação da análise de risco, bem como uma breve descrição dessas áreas, a seguir.

Figura 2. Classificação da Análise de Risco

a) Avaliação de Risco (Risk Assessment) - processo técnico e científico pelo qual o risco previsto em um sistema é
modelado e quantificado. A avaliação de risco permite fornecer dados qualitativos e quantitativos para posterior
tomada de decisão na fase de gerenciamento de risco. Na execução da avaliação de risco e, portanto, incluindo as
atividades de avaliação de perigo, várias técnicas de análise de perigo podem ser utilizadas para a
identificação/quantificação das causas de uma dada situação de perigo em particular. As técnicas de análise de perigo
são divididas em métodos qualitativos e quantitativos.
Avaliação de Risco é, ainda, um exame detalhado que tem por objetivo entender a natureza das
conseqüências negativas e indesejadas à vida humana, saúde, propriedade ou ao meio ambiente; é um processo
analítico que fornece informações a respeito de eventos indesejáveis; é o processo de quantificação das
probabilidades e conseqüências esperadas dos riscos identificados.
O objetivo da Avaliação de Risco é, essencialmente, gerar informações necessárias para se tomar a melhor
decisão possível levando-se em conta uma situação de perigo potencial.
O risco é função da freqüência de ocorrência e a conseqüência de determinado perigo. Então, para que se
possa graduar cada risco encontrado é necessário definir categorias de freqüência de ocorrência e conseqüência para
cada perigo. Não existe uma definição de categorias de freqüência e conseqüência ótima. A elaboração dessas
categorias é uma tarefa subjetiva e intrínseca a cada avaliação de risco. Assim, avaliações que possuem objetivos

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diferentes podem apresentar grandes variações nessas categorias. Diferenças essas, que vão desde o número de
categorias até o que abrange cada uma delas.
O próximo passo para determinar a graduação de risco é fazer o cruzamento da freqüência de ocorrência e
conseqüência para cada perigo. Esse cruzamento é feito através da matriz de risco que possibilita ordenar cada risco
encontrado na organização. Essa ordenação possibilitará a equipe de gerenciamento de risco decidir que medidas
serão tomadas para a elaboração do plano de ação. A figura 2 mostra como são elaboradas as graduações de risco em
relação à freqüência de ocorrência e as conseqüências para cada risco. A figura 3 e 4 mostram um exemplo de uma
matriz de risco.

Figura 3. Gradação de Risco. (Fonte: Morgado, 2000).

Figura 4. Matriz de Risco – Freqüência x Conseqüência (Fonte: Morgado, 2000).


Esse foi um exemplo de uma matriz de risco de uma APR que é elaborada em relação a perigos encontrados
em determinado setor de uma organização.
Outra abordagem é feita através de uma avaliação das condições ambientais em todos os setores da
organização, ou seja, diferentemente do anterior, determina-se qual setor da organização deve receber atenção
especial e prioridade em relação à elaboração do plano de ação. Outro ponto importante deste método é levar em
consideração o número de trabalhadores expostos a determinados tipos de risco em cada setor.

b) Gerenciamento de Risco (Risk Management) - processo onde operadores, gerentes, proprietários e órgão
regulador responsável tomam decisões com respeito à segurança, mudanças nos regulamentos e o modo de operação
do sistema. A base para a tomada de decisão são os dados gerados na avaliação de risco em termos da configuração e
dos parâmetros operacionais do sistema. Adicionalmente, podem ser levados em consideração outros fatores como
econômico, político, meio ambiente, regulamentação e produtividade.
Na Figura 5 é apresentado um diagrama com os principais conceitos de gerenciamento de risco, com inter-
relacionamentos e exemplos. No diagrama há uma seqüência lógica de causa e efeito, desde a existência de fatores de
risco até a ocorrência de um dano ao paciente. A inexistência de rotinas de testes de desempenho (fator de risco)
pode levar ao uso de “bombas de infusão” descalibradas (modo de falha). Isto possibilita a ocorrência de erros de
dosagem de medicamento infundido no paciente (perigo), podendo causar a sua morte (dano).

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Figura 5. Diagrama de Causa e efeito.


b.1) Etapas do Gerenciamento de Risco
O gerenciamento de risco é estruturado basicamente nas atividades de identificação dos perigos existentes e
de suas causas, cálculo dos riscos que estes perigos representam, elaboração e aplicação de medidas de redução
destes riscos quando necessárias, com a posterior verificação da eficiência das medidas adotadas. Essas atividades são
dividas em quatro etapas de acordo com o diagrama da Figura 6.
A primeira etapa é a Etapa 1.0 - determinação de risco. Esta envolve as etapas Etapa 1.1 - análise de risco e
Etapa 1.2 - avaliação de risco. Na análise de risco são feitas a identificação dos perigos e suas causas (Etapa 1.1.a -
análise de perigo) e o cálculo dos riscos associados aos perigos identificados (Etapa 1.1.b - estimativa de risco). Na
avaliação de risco é avaliada a necessidade de redução dos riscos estimados anteriormente. Caso os riscos estejam
dentro de um patamar acima do aceitável, passa-se para a Etapa 2.0 - Controle de risco. Nesta são elaborados e
implementados os procedimentos de controle de risco. Na Etapa 3.0 - Análise dos resultados obtidos, as etapas
anteriores são reavaliadas segundo os resultados obtidos com os procedimento de controle de risco adotados. Estas
etapas estão descritas na Norma NBR ISO14971:2003.

Figura 6. Esquema da Estrutura do Gerenciamento de Risco (Jones et al., 2002).


A identificação do perigo é uma atividade por vezes difícil de ser implementada, uma vez que alguns perigos
não são tão óbvios a ponto de serem facilmente identificados. É recomendado que este processo de identificação deva
começar por uma descrição de todos os aspectos funcionais do produto. A partir destes dados, são levantados os
possíveis problemas que poderão ocorrer. Ao final desta atividade, uma lista de perigos é produzida. Todavia, esta
lista não deve ser considerada completa, pois existe a possibilidade de existirem perigos ocultos ainda não
identificados pela equipe de gerenciamento de risco, deste modo, esta lista deve ser periodicamente revisada e

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atualizada. Algumas técnicas podem ser utilizadas para análise de risco, como Análise da árvore de Falhas – FTA,
Estudo do Perigo e da Operabilidade – HAZOP e Análise de Modos de Falha e Efeitos – FMEA. Estas técnicas já são
muito utilizadas nos programas de controle de qualidade.

c) Comunicação de Risco (Risk Communication) - processo iterativo de troca de informações e opiniões entre
indivíduos, grupos ou instituições de modo a permitir a transmissão das mensagens de risco dos especialistas para os
não especialistas (público em geral). Neste processo são apresentadas preocupações, opiniões e reações às
mensagens de risco ou aos acordos institucionais e legais.
São identificados cinco tipos de metas a serem alcançados em um processo de comunicação de risco:
1) Construção de um canal de comunicação confiável;
2) Aumento da consciência (por exemplo, de um perigo em potencial);
3) Educação;
4) Busca de acordos (por exemplo, limpeza de um local que indique perigo) e,
5) Motivação nas ações (por exemplo, encorajando as pessoas à prática de procedimentos de segurança).

Com relação aos procedimentos a serem executadas pelos tomadores de decisão, as seguintes diretrizes
foram identificadas, de modo a permitir uma melhor comunicação das mensagens de risco:
1) A apresentação da avaliação de risco deve ser compreensível;
2) A aplicabilidade da avaliação de risco com relação à política pública de tomada de decisão deve estar
claramente definida;
3) A apresentação deve ter credibilidade;
4) O relatório de avaliação de risco deve conter sumário claro e breve que inclua tratamento balanceado de todas
as questões controvérsias e relevantes;
5) As bases para a escolha das suposições científicas críticas devem ser descritas e discutidas, assim como das
soluções apresentadas, quando possível.
Estas diretrizes são geralmente desejáveis em qualquer tipo de comunicação, mas são particularmente
importantes na comunicação de risco, uma vez que o processo de avaliação de risco é geralmente de difícil
compreensão, carregados de suposições e muito controversos. Adicionalmente, as seguintes questões são também
consideradas na execução da tomada de decisão:
1) Requisitos legais;
2) Possíveis efeitos adversos de um perigo em particular sendo regulado;
3) Opções disponíveis para a redução do risco;
4) Confiabilidade da informação sobre a qual a decisão é tomada.

Figura 8. Síntese de etapas para análise de risco com foco homem, patrimônio e meio ambiente

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2. Técnicas de Identificação de Perigos

2.1. Técnica de Incidentes Críticos (TIC)

A Técnica de Incidentes Críticos, também conhecida em português como "Confissionário" e em inglês como
"Incident Recall", é uma análise operacional, qualitativa, de aplicação na fase operacional de sistemas, cujos
procedimentos envolvem o fator humano em qualquer grau. É um método para identificar erros e condições inseguras
que contribuem para a ocorrência de acidentes com lesões reais e potenciais, onde se utiliza uma amostra aleatória
estratificada de observadores-participantes, selecionados dentro de uma população.
A TIC possui grande potencial, principalmente naquelas situações em que se deseja identificar perigos sem a
utilização de técnicas mais sofisticadas e ainda, quando o tempo é restrito. A técnica tem como objetivo a detecção de
incidentes críticos e o tratamento dos riscos que os mesmos representam.
Os observadores-participantes são selecionados dentre os principais departamentos da empresa, procurando
representar as diversas operações da mesma dentro das diferentes categorias de risco. Um entrevistador os interroga
e os incita a recordar e descrever os incidentes críticos, ou seja, os atos inseguros que tenham cometido ou
observado, e ainda condições inseguras que tenham lhes chamado a atenção. Os observadores-participantes devem
ser estimulados a descrever tantos incidentes críticos quantos possam recordar, sendo necessário para tal colocar a
pessoa à vontade procurando, entretanto, controlar as divagações. A existência de um setor de apoio psicológico seria
de grande utilidade durante a aplicação da técnica.
Os incidentes pertinentes, descritos pelos entrevistados, devem ser transcritos e classificados em categorias
de risco, definindo a partir daí as áreas-problema, bem como a priorização das ações para a posterior distribuição dos
recursos disponíveis, tanto para a correção das situações existentes como para prevenção de problemas futuros.
A técnica deve ser aplicada periodicamente, reciclando os observadores-participantes a fim de detectar novas
áreas-problema, e ainda para aferir a eficiência das medidas já implementadas.
Estudos realizados revelam que a TIC detecta fatores causais, em termos de erros e condições inseguras, que
conduzem tanto a acidentes com lesão como a acidentes sem lesão e ainda, identifica as origens de acidentes
potencialmente com lesão.
Assim sendo, a técnica descrita, por analisar os incidentes críticos, permite a identificação e exame dos
possíveis problemas de acidentes antes do fato, ao invés de depois dele, tanto em termos das consequências com
danos à propriedade como na produção de lesões.

2.2 What- if ( “E se ...?)


É um método de análise simples, que possui a finalidade de testar possíveis omissões de projetos,
procedimentos ou normas e ainda aferir comportamento, capacitação pessoal etc.
Baseia-se em um questionário do tipo “E se ...?”, que abrange os procedimentos, instalações e processos da
situação analisada.
As perguntas devem simular situações imprevistas, que podem ocorrer durante o processo e devem descrever
as conseqüências provenientes do perigo a ser identificado nessa simulação (Tabela 5).
Existem alguns passos básicos para a aplicação do método:
1) Formação do comitê de revisão: montagens das equipes e seus integrantes;
2) Planejamento prévio: planejamento das atividades e pontos a serem abordados na aplicação do método;
3) Reunião organizacional: discussão dos procedimentos, programação de novas reuniões, definição de metas
para as tarefas e informação aos integrantes sobre o funcionamento do sistema sob análise;
4) Reunião de revisão de processo: para os integrantes ainda não familiarizados com o sistema em estudo;
5) Reunião de formulação de questões: formulação de questões do tipo “E se ...?”, a partir do início do
processo e continuando, passo a passo, até a entrega do produto final;

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6) Reunião de respostas às questões: obtenção de respostas escritas às questões. Serão analisadas e


categorizadas em: resposta aceita pelo grupo tal como submetida; resposta aceita após discussão e/ou modificação e
aceitação postergada em dependência de investigação adicional;
7) Relatório de revisão dos perigos do processo: o objetivo é documentar os perigos identificados na revisão,
bem como registrar as ações recomendadas para sua eliminação ou controle.
Tabela 5. Exemplo do método What-if

A limitação da técnica se deve algumas vezes aquelas propostas de difícil condição de realização, quer na
prática ou quer economicamente, porém, o julgamento da implementação de qualquer ação proposta deve ser o do
consenso do grupo de análise. A equipe técnica é multidisciplinar, deve ser composta de técnicos experientes na
operação submetida a essa análise e de um líder experiente na aplicação da técnica, obedecendo a um limite máximo
de seis participantes. As reuniões devem ser realizadas em dias alternados e com duração não superior a quatro
horas cada reunião. As questões devem ser anotadas e enumeradas em uma planilha de trabalho.
Os riscos, causas, conseqüências, ações existentes e recomendações de segurança correspondentes a essas
questões também devem ser registradas nesta planilha. Geralmente, o estudo procede desde as entradas do
processo até as respectivas saídas. As questões de segurança também devem ser anotadas durante a análise. Após o
registro das ações a serem tomadas, é efetuado uma avaliação dos potenciais de riscos identificados pela aplicação da
técnica. A seguir, a implementação dessas ações é priorizada conforme a sua categoria de risco.

2.3 Análise Histórica (AH)


A análise histórica (AH) consiste em fazer uma coleta de dados em banco de dados, com relato de acidentes
que se referem à liberação de uma substância em instalações similares à analisada.
O objetivo da análise histórica é auxiliar na identificação de perigos da instalação analisada, auxiliando no
levantamento das causas que levaram à ocorrência desses acidentes e suas conseqüências.
O exame de acidentes ocorridos revela a importância de se dar atenção a detalhes, a necessidade de
vigilância constante para evitá-los e o fato de que a maioria dos acidentes é devido, de uma forma ou de outra, à falha
de gerenciamento.
Depois de escolher o tipo de instalação, faz-se uma classificação do acidente quanto às suas causas e ao tipo
de efeito físico. Os dados levantados podem ser colocados numa tabela que indique, para cada tipo de causa ou para
cada tipo de efeito físico, o número de acidentes observados, bem como o percentual que este número representa em
relação ao número total, por tipo de causa ou por tipo de efeito físico.
Pode-se ainda, por exemplo, representar o resultado na forma de gráfico tipo pizza, indicando o percentual
para cada tipo de causa ou tipo de efeito físico. Estes percentuais de ocorrência podem então ser usados para definir a
freqüência de ocorrência de cada evento iniciador a ser considerado na análise.

3. Técnicas de Análise de Riscos

3.1 Análise Preliminar de Perigos (APP)

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A Análise Preliminar de Perigos (APP) é uma técnica qualitativa que consiste na identificação preliminar dos
perigos existentes em uma instalação (existente ou em fase de projeto), suas causas, suas conseqüências, e uma
hierarquização qualitativa dos riscos associados. Além disso, a APP inclui sugestões de medidas para a redução das
freqüências e/ou conseqüências dos cenários acidentais.
A APP é uma técnica precursora de outras investigações, pois identifica os cenários acidentais mais
relevantes, em que se baseará, por exemplo, uma análise de conseqüências e vulnerabilidade e, finalmente, uma
análise quantitativa de riscos. A APP é uma técnica que pode ser usada tanto na fase de projeto quanto em instalações
já existentes. Na fase de projeto a técnica é ideal, pois faz a identificação dos perigos com antecedência, podendo, à
medida que o projeto se desenvolve, controlar os riscos ou minimizá-los.
A realização da APP propriamente dita é feita através do preenchimento de uma planilha, como pode ser
observada na Figura 9 a seguir.

Figura 9. Planilha utilizada para a análise preliminar de perigos


A seguir descreve-se resumidamente os conteúdos de cada uma das colunas da planilha, ou seja, os conceitos
de cada um dos itens que a define.
1ª coluna: Perigo - Perigos identificados para o módulo/trecho de análise em estudo. Perigos são todos os possíveis
eventos iniciadores com potencial para causar danos às instalações, operadores, público ou meio ambiente.
2ª coluna: Causa - As causas podem envolver tanto falhas intrínsecas dos equipamentos como erros humanos durante
testes, operação e manutenção.
3 ª coluna: Modos de detecção - A detecção da ocorrência do evento iniciador pode ser através de instrumentação ou
percepção humana.
4 ª coluna: Conseqüências - Principais efeitos dos acidentes envolvendo substâncias tóxicas, explosivas ou
inflamáveis.
5 ª coluna: Categoria de freqüência - Fornece uma indicação qualitativa da freqüência esperada de ocorrência para
cada um dos cenários identificados.
6 ª coluna: Categoria de severidade - Fornece uma indicação qualitativa da severidade da conseqüência, para cada um
dos cenários identificados, que estão definidas na tabela 7.

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Tabela7. Categoria da severidade das conseqüências dos cenários

7 ª coluna: Risco - Combinando-se as categorias de freqüência com as de severidade, obtém-se uma indicação
qualitativa do nível de risco de cada um dos cenários identificados, isto é, a Matriz de Riscos conforme ilustrada na
Figura 10.

Figura 10. Matriz de classificação de riscos usada em APP


8 ª coluna: Medidas Mitigadoras - Recomendações de medidas preventivas ou mitigadoras que devem ser tomadas
para diminuir a freqüência e/ou a severidade do cenário acidental.
9 ª coluna: Cenário - Número de identificação do cenário de acidente. Antes de iniciar o preenchimento da planilha,
deve-se definir o objetivo da análise, o escopo, as fronteiras da instalação, a substância a ser analisada, bem como as

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condições meteorológicas predominantes na região, tendo em vista que tais condições podem influenciar
significativamente na avaliação dos efeitos físicos.
Para facilitar a realização da análise é interessante dividir a instalação em sistemas, subsistemas e trechos,
onde são adotados alguns critérios para tal, como, por exemplo, dividir os trechos entre válvulas de bloqueio, o que
facilita uma tomada de ação no caso de liberação neste trecho.

3.2 Análise Preliminar de Riscos (APR) - Preliminary Hazard Analysis (PHA)

Também chamada de Análise Preliminar de Perigos (APP). A Análise Preliminar de Riscos (APR) consiste no
estudo, durante a fase de concepção ou desenvolvimento prematuro de um novo sistema, com o fim de se determinar
os riscos que poderão estar presentes na sua fase operacional.
A APR é, portanto, uma análise inicial "qualitativa", desenvolvida na fase de projeto e desenvolvimento de
qualquer processo, produto ou sistema, possuindo especial importância na investigação de sistemas novos de alta
inovação e/ou pouco conhecidos, ou seja, quando a experiência em riscos na sua operação é carente ou deficiente.
Apesar das características básicas de análise inicial, é muito útil como ferramenta de revisão geral de segurança em
sistemas já operacionais, revelando aspectos que às vezes passam desapercebidos.
A APR teve seu desenvolvimento na área militar, sendo aplicada primeiramente como revisão nos novos
sistemas de mísseis. A necessidade, neste caso, era o fato de que tais sistemas possuíam características de alto risco,
já que os mísseis haviam sido desenvolvidos para operarem com combustíveis líquidos perigosos. Assim, a APR foi
aplicada com o intuito de verificar a possibilidade de não utilização de materiais e procedimentos de alto risco ou, no
caso de tais materiais e procedimentos serem inevitáveis, no mínimo estudar e implantar medidas preventivas.
Para ter-se uma idéia da necessidade de segurança, na época, de setenta e dois silos de lançamento do míssil
intercontinental Atlas, quatro deles foram destruídos quase que sucessivamente. Sem contar as perdas com o fator
humano, as perdas financeiras estimadas eram de US$ 12 milhões para cada uma destas unidades perdidas.
A APR não é uma técnica aprofundada de análise de riscos e geralmente precede outras técnicas mais
detalhadas de análise, já que seu objetivo é determinar os riscos e as medidas preventivas antes da fase operacional.
No estágio em que é desenvolvida podem existir ainda poucos detalhes finais de projeto e, neste caso, a falta de
informações quanto aos procedimentos é ainda maior, já que os mesmos são geralmente definidos mais tarde.
Os princípios e metodologias da APR podem ser observados no Quadro 1 e consistem em proceder-se uma
revisão geral dos aspectos de segurança de forma padronizada, descrevendo todos os riscos e fazendo sua
categorização de acordo com a MIL-STD-882 . A partir da descrição dos riscos são identificadas as causas (agentes) e
efeitos (conseqüências) dos mesmos, o que permitirá a busca e elaboração de ações e medidas de prevenção ou
correção das possíveis falhas detectadas.
A priorização das ações é determinada pela categorização dos riscos, ou seja, quanto mais prejudicial ou
maior for o risco, mais rapidamente deve ser solucionado.
Desta forma, a APR tem sua importância maior no que se refere à determinação de uma série de medidas de controle
e prevenção de riscos desde o início operacional do sistema, o que permite revisões de projeto em tempo hábil, no
sentido de dar maior segurança, além de definir responsabilidades no que se refere ao controle de riscos.

Quadro 1. Modelo de ficha para análise preliminar de riscos


IDENTIFICAÇÃO DO SISTEMA:
IDENTIFICAÇÃO DO SUBSISTEMA:

RISCO CAUSAS EFEITOS CATEGORIA DO RISCO MEDIDAS PREVENTIVAS OU CORRETIVAS

O desenvolvimento de uma APR passa por algumas etapas básicas, a saber:

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a) Revisão de problemas conhecidos: Consiste na busca de analogia ou similaridade com outros sistemas, para
determinação de riscos que poderão estar presentes no sistema que está sendo desenvolvido, tomando como base a
experiência passada.
b) Revisão da missão a que se destina: Atentar para os objetivos, exigências de desempenho, principais funções e
procedimentos, ambientes onde se darão as operações, etc.. Enfim, consiste em estabelecer os limites de atuação e
delimitar o sistema que a missão irá abranger: a que se destina, o que e quem envolve e como será desenvolvida.
c) Determinação dos riscos principais: Identificar os riscos potenciais com potencialidade para causar lesões
diretas e imediatas, perda de função (valor), danos à equipamentos e perda de materiais.
d) Determinação dos riscos iniciais e contribuintes: Elaborar séries de riscos, determinando para cada risco
principal detectado, os riscos iniciais e contribuintes associados.
e) Revisão dos meios de eliminação ou controle de riscos:Elaborar um brainstorming dos meios passíveis de
eliminação e controle de riscos, a fim de estabelecer as melhores opções, desde que compatíveis com as exigências do
sistema.
f) Analisar os métodos de restrição de danos: Pesquisar os métodos possíveis que sejam mais eficientes para
restrição geral, ou seja, para a limitação dos danos gerados caso ocorra perda de controle sobre os riscos.
g) Indicação de quem levará a cabo as ações corretivas e/ou preventivas: Indicar claramente os responsáveis
pela execução de ações preventivas e/ou corretivas, designando também, para cada unidade, as atividades a
desenvolver.
A APR tem grande utilidade no seu campo de atuação, porém, como já foi enfatizado, necessita ser complementada
por técnicas mais detalhadas e apuradas. Em sistemas que sejam já bastante conhecidos, cuja experiência acumulada
conduz a um grande número de informações sobre riscos, esta técnica pode ser colocada em by-pass e, neste caso,
partir-se diretamente para aplicação de outras técnicas mais específicas.

3.3 Análise de Modo de Falha e Efeito (FMEA)


A Análise de Modo de Falha e Efeito – Failure Mode and Effect Analysis (FMEA) foi desenvolvida na década de
50, tendo sido um dos primeiros métodos usados na análise de falhas em sistemas técnicos. Trata-se de um método
indutivo, onde são investigadas as conseqüências da falha de cada componente do sistema. A intenção é identificar
todos os modos de falhas significantes e verificar a importância da atuação de cada componente para o sistema.
Apenas uma componente é considerada por vez, as outras são admitidas em perfeito funcionamento.
FMEA fornece uma compreensão de toda a seqüência dos eventos desde a causa inicial, que pode ser uma
componente da falha. O princípio do método é examinar todas as componentes de um sistema e fazer as seguintes
perguntas:
a) Como essa componente pôde falhar?
b) O que acontecerá se essa componente falhar?
FMEA é um método de identificação de perigos que também pode ser empregado para a avaliação de riscos,
por apresentar detalhes importantes do funcionamento de cada componente da operação, ou atividade analisada.
Para cada componente da operação, será preenchido uma tabela de nove colunas que indicarão seu
funcionamento, desempenho e influência nas outras componentes. As colunas são as seguintes:
Coluna 1: identificação da componente por uma descrição ou um número;
Coluna 2: função da componente;
Coluna 3: todos os possíveis modos de falha da componente;
Coluna 4: efeitos das falhas em outras unidades do sistema;
Coluna 5: como o sistema é influenciado pela falha específica da componente;
Coluna 6: o que tem sido feito ou o que pode ser feito para corrigir a falha, ou reduzir as suas conseqüências;
Coluna 7: estimativa de freqüência (probabilidade) para a falha;

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Coluna 8: escala que ordene o efeito da falha, considerando as possibilidades de reparo da falha, perda de tempo no
reparo, perda de produção. Para isso pode-se usar os termos:
a) Pequena: uma falha que não reduz a habilidade funcional do sistema mais que o normal aceito;
b) Significante: uma falha que reduz a habilidade funcional do sistema além do nível aceitável, mas as
conseqüências podem ser corrigidas e controláveis;
c) Crítico: a falha reduz a habilidade funcional do sistema além do nível aceitável e cria uma condição
inaceitável de operação ou de segurança;
Coluna 9: observações.
Para exemplificar a montagem de uma tabela de acordo com o método FMEA, apresentada a seguir, será
descrito o funcionamento de um tanque de estocagem de fluido para uso em processo de produção, esquematizado na
Figura 11.

Figura 11. Funcionamento de um tanque de estocagem


O consumo do fluido no processo não é constante, e o nível do líquido no tanque irá variar. Quando o nível de
líquido alcança uma certa altura “ normal”, então a chave de nível alto (Level Switch High - LSH) será ativada e
enviará um sinal para o fechamento da válvula V1. O suprimento do fluido no tanque, então, encerra. Se esse
mecanismo não funcionar e o nível do líquido continuar a subir a um “nível anormal”, então a chave de nível alto alto
(Level Switch High High – LSHH) será ativada e enviará um sinal de fechamento para a válvula V2. O suprimento do
fluido para o tanque será interrompido. Ao mesmo tempo, a LSHH enviará sinal de abertura da válvula V3, pela qual o
fluido será drenado. A tubulação de drenagem tem uma capacidade mais alta que a tubulação de suprimento.
O método FMEA para esse exemplo pode ser resumido na Tabela 8.

Tabela 8. Exemplo de FMEA. (fonte: Even, 1992)

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3.3.1 Análise de Modo de Falha e Efeito (FMEA) - A Análise de Modos de Falha e Efeitos é uma análise
detalhada podendo ser qualitativa ou quantitativa que permite analisar as maneiras pelas quais um equipamento ou
sistema pode falhar e os efeitos que poderão advir; estimando ainda as taxas de falha e propiciado o estabelecimento
de mudanças e alternativas que possibilitem uma diminuição das probabilidades de falha, aumentando a confiabilidade
do sistema.
A confiabilidade do método é definida como a probabilidade de uma missão ser concluída com sucesso dentro
de um tempo específico e sob condições específicas. A FMEA foi desenvolvida por engenheiros de confiabilidade para
permitir aos mesmos, determinar o grau de confiança em produtos complexos. Para isto é necessário o

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estabelecimento de como e quão freqüentemente os componentes do produto ou processo podem falhar, sendo então
a análise estendida para avaliar os efeitos de tais falhas.
Apesar de sua utilização ser geral, a FMEA é mais aplicável às indústrias de processo, principalmente quando
o sistema em estudo possui instrumentos de controle, levantando necessidades adicionais e defeitos de projeto,
definindo configurações seguras para os mesmos quando ocorrem falhas de componentes críticos ou suprimentos. A
técnica auxilia ainda na determinação e encadeamento dos procedimentos para contingências operacionais, quando o
sistema é colocado em risco e a probabilidade de erro devido à ações não estruturadas é alta, dependendo da ação
correta dos operadores.
A FMEA é realizada primeiramente de forma qualitativa, quer na revisão sistemática dos modos de falha do
componente, na determinação de seus efeitos em outros componentes e ainda na determinação dos componentes
cujas falhas têm efeito crítico na operação do sistema, sempre procurando garantir danos mínimos ao sistema como
um todo. Posteriormente pode-se proceder à análise quantitativa para estabelecer a confiabilidade ou probabilidade de
falha do sistema ou subsistema, através do cálculo de probabilidades de falhas de montagens, subsistemas e
sistemas, a partir das probabilidades individuais de falha de seus componentes, bem como na determinação de como
poderiam ser reduzidas estas probabilidades, inclusive pelo uso de componentes com confiabilidade alta ou pela
verificação de redundâncias de projeto.
Para proceder ao desenvolvimento da FMEA ou de qualquer outra técnica, é primordial que se conheça e
compreenda o sistema em que se está atuando e qual a função e objetivos do mesmo, as restrições sob as quais irá
operar, além dos limites que podem representar sucesso ou falha. O bom conhecimento do sistema em que se atua é
o primeiro passo para o sucesso na aplicação de qualquer técnica, seja ela de identificação de perigos, análise ou
avaliação de riscos.
Conhecido o sistema e suas especificidades, pode-se dar seguimento à análise, cabendo à empresa idealizar o
modelo que melhor se adapte a ela. O Quadro 2 mostra esquematicamente um modelo para aplicação da FMEA.
Quadro 2. Modelo de aplicação de uma FMEA

Modo Causa Efeitos: Categoria Probabilidade Métodos


Ações
de de -nos componentes de de de
Item Possíveis
Falha Falha -no sistema Risco Ocorrência Detecção

Os procedimentos propostos para o preenchimento das várias colunas são apresentados seguinte:
a) Dividir o sistema em subsistemas que podem ser efetivamente controlados;
b) Traçar diagramas de blocos funcionais do sistema e subsistemas, para determinar os interrelacionamentos
existentes;
c) Preparar um cheklist dos componentes de cada subsistema e sua função específica;
d) Determinar através da análise de projetos e diagramas, os modos possíveis de falha que possam afetar outros
componentes. Os modos básicos de falha devem ser agrupados em quatro categorias:
I- falha em operar no instante prescrito;
II- falha em cessar de operar no instante prescrito; III- operação prematura; IV- falha em operação;
e) Indicar os efeitos de cada falha sobre outros componentes e como esta afeta a operação do mesmo;

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f) Estimar a gravidade de cada falha específica de acordo com as categorias de risco, conforme o quadro 3,
para possibilitar a priorização de alternativas;
g) Indicar os métodos usados para detecção de cada falha específica;
h) Formular possíveis ações de compensação e reparos que podem ser adotadas para eliminar ou controlar
cada falha específica e seus efeitos;
i) Determinar as probabilidades de ocorrência de cada falha específica para possibilitar a análise quantitativa.

Quadro 3. Mostras as principais categorias de risco. (Fonte: DE CICCO e FANTAZZINI , 1993).

CATEGORIA TIPO CARACTERÍSTICAS


- Não degrada o sistema, nem seu
funcionamento
I DESPREZÍVEL
- Não ameaça os recursos humanos
- Degradação moderada / danos
menores
MARGINAL
OU
II - Não causa lesões
LIMÍTROFE
- É compensável ou controlável
- Degradação crítica

- Lesões

- Danos substanciais

III CRÍTICA - Coloca o sistema em risco e


necessita de ações corretivas
imediatas para a sua continuidade e
recursos humanos envolvidos
- Séria degradação do sistema

- Perda do sistema
IV CATASTRÓFICA
- Mortes e lesões
Como descrito, a FMEA analisa de forma geral os modos de falha de um produto ou processo. Porém, em um
produto podem existir certos componentes ou conjunto deles que sejam especificamente críticos para a missão a que
se destina o produto ou para a segurança do operador. Estes componentes críticos deve ser dada especial atenção,
sendo mais completamente analisados do que outros. A análise, similar a FMEA, que se preocupa com a análise
detalhada destes componentes críticos é conhecida como Análise de Criticalidade e Modos de Falha (FMECA – Failure
Modes an Criticality Analysis).
Tanto a FMEA como a FMECA são bastante eficientes quando aplicadas a sistemas mais simples e de falhas
mais singelas, porém, quando a complexidade é maior, recomenda-se o uso de outras técnicas, como por exemplo a
Análise de Árvore de Falhas.

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3.4 Análise de Operabilidade e Perigos (HAZOP)


A Análise de Operabilidade e Perigos – Hazard and Operability Studies (HAZOP) foi inicialmente desenvolvida
para aplicação na indústria química e petrolífera, mas hoje é aplicada a outras atividades. Trata-se de um dos métodos
mais eficientes para identificar perigos potenciais nos estágios iniciais dos projetos. O método HAZOP, por detalhar
cada etapa do projeto, analisa como os desvios, ou falhas dos projetos, podem alcançar o sistema. É baseado num
guia de palavras que identifica cenários que resultam em perigos ou problemas operacionais. O guia está relacionado
com as condições do processo, atividades, materiais, tempo e lugar. A partir do estudo HAZOP, análises de risco
podem ser geradas em função dos aspectos críticos identificados nas etapas do processo.
Três fatores são determinantes para a aplicação adequada do método: experiência técnica do grupo (bem
como o grau de especificidade alcançado); integridade e precisão dos dados utilizados; e habilidade da equipe em
utilizar o método, visualizando os desvios, causas e conseqüências dos perigos identificados.
Um guia de palavras para orientação do método HAZOP é apresentado na Tabela 9.
Tabela 9. Apresenta um guia de palavras para HAZOP

O desenvolvimento do HAZOP é realizado em cinco etapas:


1) Definição do escopo do estudo: essa etapa é a responsável pela verificação dos itens de segurança de um
projeto, dos procedimentos de operação e de uma planta existente. Também se verifica o funcionamento da
instrumentação de segurança e se decide o local onde pode ser construída uma unidade industrial;
2) Seleção do grupo de estudo: são selecionados o líder da equipe, o chefe do projeto, o engenheiro de
processos, o engenheiro de automação e engenheiro eletricista. Para cada grupo, faz-se a atribuição de
responsabilidades;
3) Preparo do material necessário ao estudo: são obtidos os dados necessários, convertidos para uma forma
adequada ao estudo e planeja-se a seqüência de estudos e reuniões;
4) Execução do estudo: análise do processo, com o auxílio das palavras-guia;
5) Registro dos resultados: registra-se, adequadamente, todos os resultados obtidos no decorrer do estudo
HAZOP.

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O método HAZOP é semelhante ao FMEA, na sua execução, exceto pelo uso das palavras-guia. A seguir é
dado um exemplo simples de aplicação do método em um processo contínuo de produção de fosfato diamônio (DPA),
pela mistura de ácido fosfórico e amônia. A adição de pouco ácido fosfórico ao reator resulta numa reação incompleta
com sobra de amônia. Se pouca amônia for adicionada ao reator, o produto resultante é seguro mas com
características indesejáveis, sendo o DAP é um produto perigoso caso a reação não seja completa.
Decide-se aplicar o HAZOP para identificar os perigos da reação com relação aos funcionários. O estudo é
iniciado aplicando-se as palavras-guia aos parâmetros do processo.
Considerando apenas o parâmetro fluxo, o resultado do estudo está resumido na Tabela 10.
Tabela 10. Exemplo do método HAZOP

Depois dos perigos identificados, os riscos são avaliados. É uma etapa mais detalhada que a anterior, onde os
riscos poderão ser quantificados por meio da probabilidade de ocorrência do evento, assim como suas possíveis
conseqüências. A seguir serão apresentados alguns métodos desenvolvidos para a avaliação de riscos.

3.4.1 Estudos de Perigos e Operabilidade (Hazop)


A técnica denominada de estudos de perigos e operabilidade - “HAZard and OPerability Studies” (HAZOP),
tem o objetivo de identificar os perigos e os problemas de operabilidade, isto é, os desvios dos parâmetros de
processo, identificando suas causas e conseqüências.
A melhor época para se realizar este tipo de análise é na fase final de projeto, quando já se dispõe de
fluxogramas de engenharia e de processo da instalação, onde ainda se pode alterar o projeto sem grandes prejuízos. A
partir daí, o HAZOP pode ser usado em qualquer fase da vida útil da instalação.
A técnica pode ser usada tanto como revisão de segurança, onde enfoca a segurança dos operadores, público
externo e do meio ambiente, como também nos problemas de operação que, embora não ofereçam perigo imediato,
podem acarretar perda de produção e na qualidade final do produto.
A realização de um HAZOP requer conhecimentos específicos da operação da planta pois ele procura
identificar as causas de desvios operacionais bem como suas conseqüências para, enfim, serem propostas medidas
que solucionem o problema.
Esta metodologia é baseada em um procedimento, em que um grupo examina um processo e gera perguntas
de maneira estruturada e sistemática através de um conjunto de palavras guia, que se encontram ilustradas nas
Tabelas 11 e 12 a seguir:

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Tabela 11. Tipos de desvios associados com as palavras-guia.

Tabela 12. Lista de desvios para HAZOP de processos contínuos

Esta técnica de identificação de desvios consiste em buscar as causas destes possíveis desvios em variáveis
de processo, tais como, temperatura, vazão, pressão e composição, em diferentes pontos do sistema (denominados
nós).
Para facilitar a análise, divide-se a unidade em sistemas e subsistemas, onde se escolherá um ponto no
subsistema a ser analisado, que se denominará nó.
Para a realização, propriamente dita, do HAZOP, se faz uso de uma planilha contendo 8 colunas como se
mostra na Figura 12.

Figura 12. Planilha utilizada para estudo de perigos e operabilidade

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A seguir são descritos resumidamente os conteúdos de cada uma das colunas da planilha, ou seja, os
conceitos de cada um dos itens que a define.
1 ª coluna: Parâmetro - É a variável de processo que deve ser mantida especificada para a adequada operação da
planta, conforme especificado na tabela 2.4;
2 ª coluna: Palavra-guia - Palavra que associará ao parâmetro analisado, um descontrole operacional, conforme tabela
2.4;
3 ª coluna: Desvio -É a combinação do parâmetro com a palavra- guia, conforme Tabela 2.4
4 ª coluna: Causas -São as causas que podem acarretar o desvio, podendo envolver tanto falhas intrínsecas de
equipamentos, erros humanos de operação e de manutenção.
5 ª coluna: Detecção - São os meios de detecção disponíveis para identificação da ocorrência do desvio.
6 ª coluna: Conseqüências - São as conseqüências associadas a cada uma das causas ou conjunto de causas, podendo
ser tanto distúrbios operacionais, como perda de produto e interrupção de uma transferência, como efeitos que
possam gerar incêndio, explosões, formação de nuvem tóxica, etc, ou danos aos operadores, à instalação ou ao meio
ambiente.
7 ª coluna: Providências - Recomendações propostas pela equipe de realização do HAZOP
8 ª coluna: Ações - É a gerência responsável pela avaliação das implicações e pela implementação das medidas.
Após a escolha do nó, especifica-se o parâmetro, que é a variável do processo (vazão, fluxo, pressão...),
aplica-se a palavra-guia, verificando quais os possíveis desvios daquele nó. Para cada desvio, que consiste na
combinação da palavra guia com o parâmetro (ex: menos fluxo), identifica-se suas possíveis causas, os meios de
detecção e suas conseqüências. Por fim, devem-se sugerir medidas para eliminar as causas dos desvios ou minimizar
suas conseqüências.
Essa ferramenta de análise de risco de processos é muito poderosa no sentido de minimizar ou até eliminar
problemas operacionais que tendem geralmente a conduzir o operador a cometer um erro operacional que, muitas
vezes poderá conduzir a um acidente de graves proporções para o empreendimento

4. Técnicas de Avaliação de Riscos

4.1 Análise da Árvore de Falhas - Fault Tree Analysis (FTA)


Esse método foi elaborado nos laboratórios da empresa Bell Telephone com o objetivo de identificar todas as
causas ou eventos que poderiam ocasionar uma falha no lançamento do míssil Minuteman. Depois de 1975, foi
empregado na área nuclear e hoje é bastante usado nas indústrias do setor químico. É um método que utiliza uma
linguagem gráfica, permitindo a visualização das possíveis falhas, que podem resultar na ocorrência de um evento
indesejado, e determina a freqüência com que esse evento ocorre. Esse evento, que é o ponto de partida para a
elaboração da árvore, recebe o nome de “evento-topo”.
A FTA é uma técnica dedutiva que se focaliza em um acidente particular e fornece um método para
determinar as causas deste acidente, é um modelo gráfico que dispõe várias combinações de falhas de equipamentos
e erros humanos que possam resultar em um acidente. Consideram o método como "uma técnica de pensamento-
reverso, ou seja, o analista começa com um acidente ou evento indesejável que deve ser evitado e identifica as causas
imediatas do evento, cada uma examinada até que o analista tenha identificado as causas básicas de cada evento".
Portanto, é certo supor que a árvore de falhas é um diagrama que mostra a interrelação lógica entre estas causas
básicas e o acidente.
A diagramação lógica da árvore de falhas é feita utilizando-se símbolos e comportas lógicas, indicando o
relacionamento entre os eventos considerados. As duas unidades básicas ou comportas lógicas envolvidas são os
operadores "E" e "OU", que indicam o relacionamento casual entre eventos dos níveis inferiores que levam ao evento
topo. As combinações sequenciais destes eventos formam os diversos ramos da árvore.
A estrutura básica de construção de uma árvore de falhas pode ser sintetizada conforme a Figura 13.

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Figura 13 estrutura básica de construção de uma árvore de falhas. (Fonte: Henley e


Kumamoto, 1981)

A aplicação compreende cinco etapas:


1) descrição do sistema: por meio do conhecimento do sistema, é possível levantar as causas dos eventos
indesejáveis;
2) seleção do evento- topo;
3) construção da árvore de falhas: além do evento-topo, são necessários outros elementos para a construção da
árvore, a saber:
a) álgebra boleana: ramo da matemática que descreve o comportamento de variáveis binárias, por exemplo:
verdadeiro/falso, sim/não, ocorre/não ocorre etc.;
b) comporta de inibição: estipula uma restrição;
c) cortes mínimos: menor combinação, simultânea, de eventos que provocarão a ocorrência do evento-topo;
d) evento básico: é aquele que não necessita de nenhum desenvolvimento adicional;
e) evento-casa: evento normalmente esperado;
f) evento intermediário: evento que propaga, ou mitiga, um evento básico;
g) evento não desenvolvido: evento que não será desenvolvido devido à falta de informações, conseqüências
desprezíveis ou ao atendimento da delimitação imposta;
h) evento-topo: evento indesejado que ocupa o topo da árvore e é desenvolvido por meio do uso de portões lógicos,
até que seja possível identificar as falhas básicas do sistema;
i) portões lógicos: forma de se relacionar logicamente com os eventos, podendo ser do tipo “E” (somente ocorre o
evento de saída se todos os eventos de entrada ocorrem simultaneamente), “OU” (ocorre o evento de saída se
apenas um dos eventos de entrada ocorrer);
j) probabilidade: medida da ocorrência de um evento esperado; e
k) freqüência: número de eventos por unidade de tempo;
4) avaliação qualitativa da estrutura; e
5) avaliação quantitativa da árvore : uma vez obtida a estrutura final da árvore e as probabilidades para os eventos
básicos, calcula-se a probabilidade para o evento-topo.
Os diversos elementos, definidos na etapa 3, têm uma simbologia própria, apresentada na Tabela 13.

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Tabela 13: Simbologia da Análise de Árvore de Falhas


Na Figura 14 é apresentado um exemplo de arvore de falhas para o transporte de produto perigoso.

Figura 14. Árvore de falhas para o transporte de produtos perigosos

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O método de FTA pode ser desenvolvido de acordo com as seguintes etapas:


a) Seleção do evento indesejável ou falha, cuja probabilidade de ocorrência deve ser determinada;
b) Revisão dos fatores intervenientes: ambiente, dados do projeto, exigências do sistema, etc., determinando
as condições, eventos particulares ou falhas que possam vir a contribuir para ocorrência do evento topo selecionado;
c) Montagem, através da diagramação sistemática, dos eventos contribuintes e falhas levantados na etapa
anterior, mostrando o interrelacionamento entre estes eventos e falhas, em relação ao evento topo. O processo inicia
com os eventos que poderiam, diretamente, causar tal fato, formando o primeiro nível - o nível básico. A medida que
se retrocede, passo a passo, até o evento topo, são adicionadas as combinações de eventos e falhas contribuintes.
Desenhada a árvore de falhas, o relacionamento entre os eventos é feito através das comportas lógicas;
d) Através de Álgebra Booleana são desenvolvidas as expressões matemáticas adequadas, que representam
as entradas da árvore de falhas. Cada comporta lógica tem implícita uma operação matemática, podendo ser
traduzidas, em última análise, por ações de adição ou multiplicação.
e) Determinação da probabilidade de falha de cada componente, ou seja, a probabilidade de ocorrência do
evento topo será investigada pela combinação das probabilidades de ocorrência dos eventos que lhe deram origem.
O uso da árvore de falhas pode trazer, ainda, outras vantagens e facilidades, quais sejam: a determinação da
sequência mais crítica ou provável de eventos, dentre os ramos da árvore, que levam ao evento topo; a identificação
de falhas singulares ou localizadas importantes no processo; o descobrimento de elementos sensores (alternativas de
solução) cujo desenvolvimento possa reduzir a probabilidade do contratempo em estudo. Geralmente, existem certas
sequências de eventos centenas de vezes mais prováveis na ocorrência do evento topo do que outras e, portanto, é
relativamente fácil encontrar a principal combinação ou combinações de eventos que precisam ser prevenidas, para
que a probabilidade de ocorrência do evento topo diminua.
Além dos aspectos citados, a AAF encontra aplicação para inúmeros outros usos, como: solução de problemas
diversos de manutenção, cálculo de confiabilidade, investigação de acidentes, decisões administrativas, estimativas de
riscos, etc.

4.1.1 Exemplo de Árvore de Evento

Um exemplo simples de uma árvore de eventos é apresentado na Figura 15. O evento iniciante é um
incêndio, pelo o qual são identificadas duas possíveis conseqüências: o sistema de extinção de incêndio, e a
chamada do corpo de bombeiros.

Figura 15. Mostra um exemplo simples de árvore de eventos

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Começando pelo sistema de extinção de incêndio como o próximo nível de eventos, identificam-se duas
conseqüências possíveis: o sistema de extinção de incêndio funciona ou falha. Para cada resultado cria-se um novo
galho: o corpo de bombeiros, nos quais também são identificadas conseqüências de sucesso ou falha. Nesse ponto a
árvore para, pois não se têm mais conseqüências para incluir.
Após legendar os resultados, pode-se ver que o evento iniciante de um incêndio poderia levar a qualquer
das três conseqüências na figura: o sistema fica OK, danos parciais, ou destruição total. Posteriormente, são
definidas as probabilidades de cada galho e depois as agregando, calcula-se a probabilidade de cada resultado
possível. Por fim, quantifica-se a severidade de cada resultado e determina-se o risco.
Árvores de eventos contém informações importantes, como pontos onde medidas de precaução
críticas podem ou não funcionar. Para se obter informações sobre quão provável um sistema irá ou não funcionar,
pode-se utilizar a análise por árvores
de falhas.
Uma árvore de falha é similar a uma árvore de evento, pois também começa com um evento, mas ao invés
de seguir determinando as conseqüências, traça as causas deste evento através de uma “análise reversa”.
A Figura 16 apresenta uma árvore de falha para o exemplo do incêndio. Ela começa com o problema
que queremos analisar, conhecido como evento (ou falha) topo, que neste caso é o sistema de extinção de incêndio
falhando em sua execução. O que poderia causar isto? O sistema nunca é ativado, ou ele é ativado mas falha durante
sua operação. Esses eventos estão ligados por uma “ponte-OR”, pois depende apenas de um deles acontecer para
causar a falha. Agora são adicionados novos galhos traçando suas causas. O sistema nunca é ativado se os sensores
automáticos falham e não acontece a ativação manual. Estes estão ligados por uma “ponte-AND”, pois é necessário
que os dois eventos aconteçam para causar a falha. Finalmente, o sistema não funciona mesmo se ativado, se a água
não atingir o sistema ou se as válvulas falharem e não abrirem.

Figura 16. Árvore de falha. (Adaptado de Hastings, 2001).


Os eventos no final dos galhos da árvore de falha são chamados “eventos básicos” ou “causas raiz”
(root cause). Atribuem-se probabilidades para cada “causa raiz”, e combinam-se essas probabilidades para se
obter a probabilidade do evento um nível acima. Continua-se dessa maneira, nível a nível, até se obter a probabilidade
da falha do topo ou o evento que originou esta árvore de falha. Assim, com as informações obtidas, pode-se atualizar
a árvore de eventos.

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4.3 Análise de Causas e Conseqüências (ACC)

A Análise das Causas e Conseqüências (AAC) de falhas se utiliza das mesmas técnicas de construção da FTA e
da Análise da Árvore de Falhas(AAF).
O procedimento para construção de um diagrama de conseqüências inicia por um evento inicial,
posteriormente cada evento desenvolvido é questionado:
a) Em que condições o evento induz a outros eventos?
b) Quais as alternativas ou condições que levam a diferentes eventos?
c) Que outros componentes o evento afeta?
d) Ele afeta mais do que um componente?
e) Quais os outros eventos que este evento causa?
É consenso de que a tecnologia causa-conseqüência é um casamento da árvore de falhas (mostra as causas)
e a árvore de eventos (mostra as conseqüências), todas elas tendo sua seqüência natural de ocorrência.
Trata-se de uma técnica que permite avaliar qualitativa e quantitativamente as conseqüências dos eventos
catastróficos de ampla repercussão e verificar a vulnerabilidade do meio ambiente, da comunidade e de terceiros em
geral.
O processo consiste, sucintamente, em escolher um evento crítico, partindo-se para um lado, com a descrição
das conseqüências e para outro, determinando as causas. A estruturação, a exemplo da árvore de falhas, também é
feita através de símbolos.

4.4 Management Oversight And Risk Tree (MORT)

O método conhecido como MORT (Figura 19) é uma técnica que usa um raciocínio semelhante ao da AAF,
desenvolvendo uma árvore lógica, só que com a particularidade de ser aplicado à estrutura organizacional e gerencial
da empresa, ilustrando erros ou ações inadequadas de administração.
O método pode ser também usado para esquematizar ações administrativas que possam ter contribuído para
um acidente, o qual já tenha ocorrido. Nesta árvore cada evento é uma ação do operador ou administrador, sendo que
as falhas de equipamentos ou condições ambientais não são consideradas.

Figura 19. Esquema de um estudo MORT

Segurança do Trabalho – Módulo III 28


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A Figura 20 mostra a inter-relação entre as várias fases da Análise de Risco Ambiental para que se tenha uma
visão geral de todos os esforços envidados na busca da segurança do homem em seus vários aspectos:

Figura 20. Diagrama conceitual envolvendo as várias etapas da análise de risco (Fonte: duffus, 2001)

5. Elaboração de Um Plano de Ação

Após devidamente identificados, analisados e avaliados os riscos, o processo de gerenciamento de riscos é


complementado pela elaboração de um plano de ação.
Através das categorias de risco serão decididos quais são os mais críticos. É fundamental que o plano de ação se
inicie por esses riscos, pois a implementação das alternativas requer disponibilidade de recursos (pessoais e
financeiros). Esta disponibilidade, por sua vez, está limitada à capacidade de geração de recursos da empresa e à
parcela do orçamento designada pela mesma para a área em questão. Os riscos considerados críticos precisam ser
minimizados por medidas que reduzam sua freqüência esperada de ocorrência tais como, treinamento de operadores,
mudanças nas condições de trabalho, colocação de proteção nas máquinas, etc, ou a intensidade de suas
conseqüências como, por exemplo, implementar o uso dos EPI’s, instalar sistemas fixos de combate a incêndios,
estabelecer planos de ações para acidentes. A figura 4 ilustra o que acontece com a curva de riscos após essas
reduções.

6. Tomada de decisão

Segurança do Trabalho – Módulo III 29


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De posse da avaliação dos riscos, cabe ao tomador de decisão escolher o caminho a seguir. A própria
avaliação feita anteriormente poderá indicar algumas decisões a serem tomadas frente ao risco. Essas medidas
poderão ser, na melhor opção, preventivas, com o intuito de evitar o acontecimento dos eventos indesejáveis, ou pelo
menos reduzir ao máximo seus efeitos. E, na pior das hipóteses, as medidas serão corretivas, caso os eventos tenham
ocorrido.
A escolha da medida a ser tomada não se restringe apenas às opções que foram sugeridas pela etapa de
avaliação de riscos. A experiência do decisor, ou decisores, é levada em consideração juntamente com o nível de risco
a ser aceito.
Em alguns casos, de acordo com a probabilidade de ocorrência do evento indesejável e/ou suas
conseqüências, a melhor decisão pode ser deixar como está também conhecida como alternativa zero.

7. Supervisão

Após a decisão ter sido tomada e colocada em prática, faz-se necessário rever todo o andamento do processo
frente à execução da medida. Essa etapa supervisiona a execução, controlando qualquer mudança que possa ocorrer
na implantação da medida de segurança adotada. Essa revisão é contínua, até o final da operação, passando por todas
as etapas anteriores de identificação, avaliação de riscos e tomada de decisão.

8. Aplicações mais comuns nas empresas

8.1. ANÁLISE DE SEGURANÇA DA TAREFA – AST


Durante a 2ª Guerra Mundial, muitos trabalhadores como fazendeiros e donas de casa, que nunca estiveram em uma
fábrica antes, tiveram que ser admitidos e produzir. Para treiná-los rapidamente, as tarefas da fábrica eram analisadas
e “quebradas” numa série de passos que qualquer pessoa pudesse aprender.
A AST é uma metodologia que emprega a permanente análise e discussão, uma técnica que busca dar ao colaborador
a convicção: “o homem tem o dever profissional de dominar tecnicamente os riscos e o acaso”. Uma AST bem
elaborada descreve um acidente antes que este aconteça e estabelece as precauções técnicas – procedimentos, para
execução dos passos de cada operação, de tal maneira que o homem tenha sempre o domínio das circunstâncias, por
maiores que sejam os riscos.
Devemos aplicar a AST em todas as operações de rotina ou não. Inicia-se a aplicação pelas atividades que apresentam
maior potencial de riscos de acidentes e é um programa para ser executado em equipe.
Para elaboração de uma AST é necessário estudarmos uma tarefa em três partes:
Divisão da tarefa em passos sucessivos
Identificação dos acidentes potenciais ou riscos
Eliminação ou controle dos riscos/acidentes potenciais pela “Definição de Procedimento Seguro
Recomendado”.

Lembre-se:

 Através da AST o acidente se torna uma anormalidade profissionalmente indesejável.

 Quando se usa a AST, segurança não é uma questão de sorte ou azar.

 O profissional que utiliza conscientemente a AST, não teme acidentar-se, pois vai evitar esta
ocorrência indesejável, com extrema competência, definindo, antecipadamente a maneira correta
e segura de executar cada tarefa.

ELABORAÇÃO DE UMA AST


1ª PARTE - DIVIDA A TAREFA – QUALQUER QUE SEJA ELA DE ROTINA OU NÃO
2ª PARTE - IDENTIFICANDO OS ACIDENTES/RISCOS POTENCIAIS
 há perigo de bater contra;
 ser colhido/atropelado por;
 qualquer tipo de contato com lesão com objeto ou produto;
 podemos ser prensados entre objetos ou parte de equipamentos;
 podemos escorregar ou tropeçar;
 podemos cair ao mesmo nível em que estamos ou então em outro nível abaixo;

Segurança do Trabalho – Módulo III 30


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 podemos nos lesionar, empurrando, puxando ou erguendo;


 o local de trabalho possui gases tóxicos, vapores, fumos, poeiras, radiações ou líquidos corrosivos
(ácidos e/ou alcalinos);
 as ferramentas utilizadas são adequadas – em boas condições, sem rebarbas e folgas;
 as ferramentas elétricas estão íntegras, inspecionadas e as fiações elétricas em excelentes condições
de uso;
 os EPIs são suficientes e adequados;
 há riscos que desconheço e necessito de informação de profissionais especializados – segurança,
meio ambiente e qualidade.

3ª PARTE – ELIMINANDO OU CONTROLANDO OS RISCOS/POTENCIAIS DE ACIDENTES


Nesta etapa, a equipe que estiver elaborando a AST deverá apontar os meios de se eliminar e prevenir a
ocorrência dos riscos/acidentes. Geralmente as soluções encontradas são:
 alterar as condições do meio que propiciam o risco;
 eliminar riscos ainda presentes, alterando os passos da tarefa;
 reduzir a freqüência de se realizar determinada tarefa ou tentar reduzir a necessidade de se realizar
a tarefa;
 encontrar uma nova forma de realizar a tarefa;
 utilizar EPI;
 substituir determinada ferramenta ou equipamento defeituoso, ou ainda com tecnologia
ultrapassada.

 NÃO DEIXE DE APLICAR A AST

 FAÇA A EQUIPE OLHAR PARA A TAREFA E TENTAR VER O QUE PODERIA SAIR DE ERRADO

 CONSULTE SEMPRE A AST ELABORADA.

 A AST DEVE SER REVISADA COM A EQUIPE ATUAL DE EXECUÇÃO, SEMPRE QUE A TAREFA FOR
REALIZADA

 DISPONIBILIZE A AST EM MEIO ELETRÔNICO, SE PUDER

 DISPONIBILIZE PARA OS SETORES ABRANGIDOS, SOB RESPONSABILIDADE DA CHEFIA PELA


GUARDA E CONSERVAÇÃO

 UMA ATIVIDADE OU OPERAÇÃO PODE POSSUIR VÁRIAS TAREFAS. ANALISE CADA UMA DELAS E
EM GRUPO

Segurança do Trabalho – Módulo III 31


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 UMA AST PODE SER UTILIZADA PARA REVISAR UM PROCEDIMENTO – QUE É MAIS COMPLEXO, ASSIM
COMO PODE SUSBSTITUÍ-LO TEMPORARIAMENTE, ATÉ QUE ESTE FIQUE VÁLIDO.

A seguir veremos alguns exemplos de Análises de Tarefas, que possuem muitas denominações diferentes, tais
como:

- Análise de Risco da Tarefa - ART;

- Análise de Riscos das Tarefas;

- Análise de Risco e Medidas de Segurança – ARMS;

- Análise de Segurança da Tarefa – AST;

- Análise Preliminar de Riscos - APR;

- Análise Preliminar de Perigos - APP.

O importante é que se faça prevenção, analisando-se as tarefas antes destas serem executadas, bem como, os envolvidos
devem ser instruídos sobre qual e melhor forma de executar cada etapa da tarefa, para que não ocorra um incidente ou até
mesmo acidente de trabalho. Toda orientação de segurança deve ser evidenciada em Lista de Presença ou qualquer outro
documento formal, que dê validade e credibilidade à ação de prevenção ou treinamento.

Se a tarefa envolve a aplicação de produtos químicos, sejam quais forem, devemos possuir informações sobre os mesmos.
Logicamente teremos um banco de dados de FISPQ – Fichas de Informação de Segurança do Produto Químico na empresa –
Vide folhas 19 a 22.

Os equipamentos e ferramentas a serem utilizadas deverão ter seu manual de instrução estudado e citados na análise, assim
como as FISPQ.

Aproveitaremos também os modelos de impresso em branco a seguir, para elaborarmos os seguintes trabalhos:

 Analisar a tarefa de troca de um pneu de carro em uma estrada;

 Analisar a tarefa de lavar louça manualmente em um restaurante de grande movimento;

 Analisar a tarefa de quebrar uma parede de alvenaria em uma empresa qualquer;

 Analisar a tarefa de emprego de furadeira manual para furação de parede de alvenaria em uma empresa qualquer;

 Analisar a tarefa de emprego de esmerilhadeira manual para acerto e/ou desbaste de peça metálica;

 Analisar a tarefa de trabalhar em um andaime, conforme a figura abaixo.

Segurança do Trabalho – Módulo III 32


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Segurança do Trabalho – Módulo III 33


34

EXEMPLO DE IMPRESSO DE UMA AST

LOGOTIPO DA EMPRESA ANÁLISE DE SEGURANÇA DA TAREFA

TÍTULO DA TAREFA DESCRIÇÃO SUCINTA DA TAREFA

NOME DOS ELABORADORES APROVAÇÃO DA CHEFIA DO SETOR

SETOR(ES) USUÁRIO(S) DA AST NÚMERAÇÃO INICIAL DE CONTROLE E DE REVISÃO

DATA DA ELABORAÇÃO DATA PREVISTA PARA REVISÃO

PASSOS BÁSICOS DA TAREFA – ETAPAS ACIDENTES/RISCOS POTENCIAIS PROCEDIMENTO SEGURO RECOMENDADO

Em atendimento ao item 1.7 da NR 01. O não cumprimento sujeita o empregado à punição prevista em legislação vigente

Segurança do Trabalho – Módulo III 34


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PASSOS BÁSICOS DA TAREFA – ACIDENTES/RISCOS POTENCIAIS PROCEDIMENTO SEGURO


ETAPAS RECOMENDADO

Em atendimento ao item 1.7 da NR 01. O não cumprimento sujeita o empregado à punição prevista em legislação vigente

OUTROS EXEMPLOS DE AST - OUTRAS DENOMINAÇÕES / EMPRESAS DIVERSAS


Segurança do Trabalho – Módulo III 35
36

Número de Controle
ART – nome da célula – nome do setor de uso
ANÁLISE DE RISCO DE TAREFA - número seqüencial de apresentação/ano de
SÓCLORO IND. QUÍM. S/A elaboração
EX: ART – CPR PRSA 001/2007

Descrição da Atividade: Data

_____/_____/_____

Emissão Inicial ou Revisão ___

Célula e Área de Aplicação: Aprovação – Líder de Área: Aprovação - Engenheiro de Segurança:

FUNCIONÁRIOS ENVOLVIDOS

REG NOME/EMPRESA FUNÇÃO VISTO

Equipamentos de Proteção Individual, Equipamentos de Proteção Coletiva, Equipamentos de Proteção Respiratória, Equipamentos de Controle de Emergências;
Roupas Profissionais a serem utilizadas e demais Procedimentos ou Normas a serem seguidas:

ESTA ART DEVE SER REVISADA ATÉ: / / - NÃO EXCEDER 03 ANOS DA DATA DE EMISSÃO OU DA REVISÃO ANTERIOR Página ___de___

ETAPAS PRINCIPAIS DA PERIGOS E RISCOS POTENCIAIS MEDIDAS DE CONTROLE

Segurança do Trabalho – Módulo III 36


37
TAREFA Para cada etapa, registre os
potenciais de risco ou acidente
Registre cada etapa da tarefa Registre os procedimentos (de manutenção, operação, administrativos ou de segurança a serem seguidos
relativos a ela
na ordem em que ela ocorre para evitar possíveis acidentes ou os riscos registrados). Registre também os EPI, EPC, EPR e Roupas
Profissionais necessárias para uma execução segura.

Página ___de__

Segurança do Trabalho – Módulo III 37


38
ANÁLISE DE RISCOS E MEDIDAS DE SEGURANÇA – ARMS
ATIVIDADE PRINCIPAL: Inspeção e Revisão Final da LT 138 KV CLORO Circuitos 1 e 2 ENERGIZADA
SETOR: LINHA VIVA CLIENTE: Cloro S.A. LOCAL: LT 138 KV MUNICÍPIO: Cubatão ESTADO: SP

ATIVIDADES RISCOS ENVOLVIDOS MEDIDAS DE SEGURANÇA

1-Inspeção e Revisão Final 1-Pessoas estranhas ou não 1-Proibir a permanência ou acesso de pessoas estranhas ou não autorizadas aos serviços em áreas
da LT 138 KV CLORO autorizadas na área de isoladas, salvo os executantes daquelas atividades;
Circuitos 1 e 2 serviços; 2-É proibido o acesso e a permanência de pessoas não autorizadas em ambientes próximos a
ENERGIZADA. partes das instalações elétricas que ofereçam riscos de danos às pessoas e às próprias instalações;
3-Deve ser utilizado material apropriado para o isolamento da área de serviços, tais como: fitas
plásticas ou cones plásticos ou correntes plásticas ou piquetes ou qualquer outro material similar;
4-Isolar devidamente a área, sendo executados os serviços devendo ser responsabilidade do
Encarregado da Equipe o cumprimento deste procedimento;
5-O isolamento correto e dimensionado para o risco garante o seu cumprimento, sempre que for
isolar uma área questiona-se: a área isolada é adequada? o material utilizado está em boas
condições de uso e conservação? o isolamento está visível? Existem riscos de acidentes? a área e
as equipes próximas estão cientes do isolamento?
2-Queda do trabalhador ao 1-Os trabalhadores deverão utilizar os Equipamentos de Proteção Individual - EPI's básicos:
mesmo nível; capacete de segurança tipo CLASSE B com jugular presa ao queixo do usuário, botinas de
segurança sem componentes metálicos com solado antiderrapante, óculos de segurança, luvas de
proteção tipo vaqueta;
2-Durante a execução dos serviços deve-se:
- ter um lugar para cada coisa; - ter cada coisa em seu lugar; - eliminar o desnecessário;
- combinar bem e simplificar o necessário; - quando fora de uso, deixar as ferramentas manuais
portáteis e os equipamentos apoiados no solo, de maneira que não possam cair ou ocasionar
tropeções;
3-Durante a execução dos serviços deve-se evitar:
- objetos espalhados sobre o piso ou sobre o solo; - equipamentos fora do lugar; - equipamentos
jogados, após o uso; - práticas deficientes de armazenamento de material;
4-É obrigatório manter o ambiente de trabalho sempre limpo e organizado, incluindo o caminho a
ser percorrido pelo trabalhador designado para o transporte das ferragens, peças ou conjunto de
peças pré-montadas;
5-Evitar a correria no ambiente de trabalho. Ande, não corra.

Segurança do Trabalho – Módulo III 38


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ANÁLISE DE RISCOS E MEDIDAS DE SEGURANÇA - ARMS
ATIVIDADE PRINCIPAL: Inspeção e Revisão Final da LT 138 KV CLORO Circuitos 1 e 2 ENERGIZADA SETOR: LINHA VIVA
CLIENTE: Cloro S.A. LOCAL: LT 138 KV MUNICÍPIO: Cubatão ESTADO: SP

ATIVIDADES RISCOS ENVOLVIDOS MEDIDAS DE SEGURANÇA

1-Inspeção e Revisão Final 2-Queda do trabalhador ao 6-As ferragens, peças ou conjunto de peças pré-montadas deverão estar convenientemente
da LT 138 KV CLORO mesmo nível; dispostas no solo e próximas à base da torre projetada, a fim de evitar, quando manuseadas, que
Circuitos 1 e 2 venha a provocar acidentes devido a escorregão, tropeção ou queda de ferragens e peças ou
ENERGIZADA. conjunto de peças sobre o corpo do trabalhador.
3-Queda do trabalhador com 1-Quando em deslocamentos na vertical, subida ou descida, da estrutura metálica (torre) o
diferença de nível; trabalhador deverá ter as mãos exclusiva e inteiramente livres;
2-É obrigatório o uso cinto de segurança tipo pára-quedista juntamente com talabarte de corda em
poliamida ou em cinta de poliéster tipo "Y" com mosquetão dupla trava e abertura de 110mm,
capacete de segurança tipo CLASSE B com jugular presa ao queixo do usuário, botinas de
segurança sem componentes metálicos com solado antiderrapante, luvas de proteção tipo vaqueta
e óculos de proteção;
3-O talabarte de corda em poliamida de posicionamento tipo abdominal com mosquetão dupla
trava deverá ser fixado em local seguro de maneira que sustente o peso do trabalhador, sendo
tomadas as devidas precauções para não ser presos em peças frágeis ou soltas;
4-Proibir a execução de serviços em altura com a ocorrência de chuvas ou ventos fortes.
4-Queda de materiais; 1-Para a movimentação de peças da estrutura metálica deve-se utilizar corda de serviço apropriada
com carretilha, acionada pelos trabalhadores auxiliares que prestam serviços no solo e orientados
pelo Encarregado da Equipe;
2-O aperto final dos parafusos deverá ser executado o mais rápido possível seguido de
poncionamento das roscas dos parafusos;
3-A corda de serviços em nylon ou em poliamida em diâmetro compatível com o esforço mecânico
a que será submetida com carretilha e gancho usada para a movimentação de peças e ferramentas
manuais deve ser sempre revisadas e nunca guardadas molhadas ou em locais muito úmidos;
4-É proibido o porte de ferramentas manuais em bolsos ou locais inapropriados;
5-É proibido jogar qualquer material, ferramenta manual, acessório ou qualquer objeto em queda
livre;
6-Não deverá ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas, por um único trabalhador,
cujo peso seja suscetível de comprometer sua saúde ou sua segurança;
7-As ferramentas devem ser apropriadas ao uso a que se destinam, proibindo-se o emprego das
defeituosas, danificadas ou improvisadas, devendo ser substituídas pelo empregador ou
responsável pela obra;

Segurança do Trabalho – Módulo III 39


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ANÁLISE DE RISCOS E MEDIDAS DE SEGURANÇA – ARMS
ATIVIDADE PRINCIPAL: Inspeção e Revisão Final da LT 138 KV CLORO Circuitos 1 e 2 ENERGIZADA SETOR: LINHA VIVA
CLIENTE: Cloro S.A. LOCAL: LT 18 KV MUNICÍPIO: Cubatão ESTADO: SP

ATIVIDADES RISCOS ENVOLVIDOS MEDIDAS DE SEGURANÇA

1-Inspeção e Revisão Final 4-Queda de materiais; 8-É proibido a execução de serviços com trabalhadores sobrepostos;
da LT 138 KV CLORO 9-A subida, descida ou transporte das ferramentas manuais, porcas arruelas de uso em serviço
Circuitos 1 e 2 deverão ser através de capangas de lona tipo sacola apropriada para a finalidade a que se
ENERGIZADA. destinam.

5-Prensagem de mãos e 1-Durante os serviços os trabalhadores deverão ter bastante cuidado, a fim de que suas mãos ou
dedos; dedos não venham a ser prensados entre as ferragens, peças e demais acessórios da estrutura
metálica (torre).
6-Postura incorreta; 1-O transporte manual de cargas deverá ser realizado de maneira segura de forma que o peso da
carga seja suportado inteiramente por um só trabalhador e, se pocisione ergonomicamente correto,
durante o levantamento e a deposição da carga;
2-Não será exigido nem admitido o transporte manual de cargas, por um único trabalhador, cujo
peso seja suscetível de comprometer sua saúde ou sua segurança.
7-Condições atmosféricas 1-Os serviços deverão ser paralisados na possibilidade da ocorrência de chuvas, tempestades,
adversas; ventos fortes ou descargas atmosféricas.
8-Choque elétrico; 1-Durante os serviços os trabalhadores deverão manter a DISTÂNCIA DE SEGURANÇA DE
1,70M quando próximo a redes ou equipamentos elétricos energizados conforme procedimentos
estabelecidos pela Eletrobrás; 2-Os serviços deverão ser executados utilizando o método para
trabalhos em redes ou equipamentos elétricos energizados em regime de LINHA VIVA denominado
à distância; 3-Cuidados especiais devem ser tomados quando executar serviços em circuitos
paralelos ou próximos a redes ou equipamentos elétricos energizados; 4-Toda atenção deverá ser
dada à manipulação de ferramentas manuais ou materiais, próximo a redes ou equipamentos
elétricos energizados, evitando-se movimentos bruscos. 5-Durante a movimentação (subida ou
descida) de ferramentas manuais e materiais os trabalhadores devem evitar o contato acidental ou
a aproximação perigosa com as partes elétricas energizadas.
9-Duplo comando; 1-Somente o Encarregado da Equipe deverá coordenar e orientar aos trabalhadores durante a
execução dos serviços; 2-Antes de iniciar os serviços o Encarregado da Equipe deverá apresentar a
todos os envolvidos na execução dos serviços um planejamento prévio das atividades a serem
desenvolvidas naquele dia;

Segurança do Trabalho – Módulo III 40


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ATIVIDADE PRINCIPAL: Inspeção e Revisão Final da LT 138 KV CLORO Circuitos 1 e 2 ENERGIZADA SETOR: LINHA VIVA
CLIENTE: Cloro S.A. LOCAL: LT 138 KV MUNICÍPIO: Cubatão ESTADO: SP

ATIVIDADES RISCOS ENVOLVIDOS MEDIDAS DE SEGURANÇA

1-Inspeção e Revisão Final 9-Duplo comando; 3-O Encarregado da Equipe deverá permanecer em tempo integral na frente de serviços, não
da LT 138 KV CLORO podendo se ausentar por quaisquer que seja o motivo; 4-O Encarregado da Equipe deverá
Circuitos 1 e 2 certificar-se de que todos os envolvidos na execução dos serviços estão cientes dos trabalhos a
ENERGIZADA. serem desenvolvidos, evitando-se, assim: as dúvidas?
10-Indução elétrica; 1-Durante a construção ou reparo de instalações elétricas ou obras de construção civil, próximas de
instalações elétricas sob tensão, devem ser tomados cuidados especiais, quanto ao risco de
contatos eventuais e de indução elétrica; 2-Alertar aos trabalhadores da possibilidade de sensações
do tipo formigamento ou piloereção com o objetivo de evitar que o trabalhador reaja de forma
abrupta ou inesperada ao sentir este desconforto.
11-Falta de comunicação; 1-A equipe deverá estar utilizando um rádio de comunicação portátil à distância para
eventualmente, comunicar a ocorrência de mal súbito ou acidente de qualquer natureza e com isso
agilizar o socorro à vítima.
12-Ataque de animal 1-Utilizar sempre proteção para os membros inferiores tipo perneiras de couro quando da execução
peçonhento; de serviços em ambientes com sinais evidentes da presença de animais peçonhentos; 2-Não
introduzir as mãos em tocas de animais, capinzais, monte de pedras grandes, tijolos, madeiras,
tronco de árvores, poças dágua, na eventualidade de serviços neste tipo de ambiente é obrigatório
o uso de luvas de proteção para os membros superiores tipo raspa de couro; 3-Olhar sempre com
muita atenção por onde caminha e nos locais onde necessitar apanhar objetos ou ferramentas
manuais e estar atento a qualquer movimentação estranha no local de execução dos serviços; 4-
Em caso de acidentes causados por picada de animal peçonhento, leve a vítima, imediatamente,
para um centro de tratamento ou serviço de saúde mais próximo do local da ocorrência para ser
medicado com soro apropriado; 5-Somente o soro cura a picada de animais peçonhentos quando
aplicado de acordo com as instruções a seguir: soro específico, dentro do menor tempo
possível e em quantidades suficientes; 6-A presença de animais roedores em áreas cultivadas
indica, quase sempre, a presença de cobras venenosas;
7-Manter na frente de serviços uma caixa de medicamentos para primeiros socorros.

ANÁLISE DE RISCOS E MEDIDAS DE SEGURANÇA – ARMS

Segurança do Trabalho – Módulo III 41


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ATIVIDADE PRINCIPAL: Inspeção e Revisão Final da LT 138 KV CLORO Circuitos 1 e 2 ENERGIZADA SETOR: LINHA VIVA
CLIENTE: Cloro S.A. LOCAL: LT 138 KV MUNICÍPIO: Cubatão ESTADO: SP

ATIVIDADES RISCOS ENVOLVIDOS MEDIDAS DE SEGURANÇA

1-Inspeção e Revisão Final 13-Cortes e ferimentos; 1-Durantes os serviços os trabalhadores deverão utilizar luvas de proteção para as mãos tipo
da LT 138 KV CLORO vaqueta ou couro apropriadas para a finalidade a que se destinam.
Circuitos 1 e 2
ENERGIZADA.
14-Falta de comunicação; 1-A equipe deverá estar utilizando um rádio de comunicação portátil à distância para
eventualmente, comunicar a ocorrência de mal súbito ou acidente de qualquer natureza e com isso
agilizar o socorro à vítima.
15-Queimaduras causadas por 1-Os trabalhadores deverão utilizar protetor solar para a pele, aplicando no rosto, braços, pescoço,
exposição a raios solares; etc.

16-Agressão física sofrida de 1-Somente entrar em propriedades de terceiros após serem anunciados e com a devida autorização
terceiros; do proprietário.
17-Iniciar os serviços sem a 1-Os serviços somente poderão ser iniciados após a autorização da fiscalização da obra.
autorização da fiscalização.
OBSERVAÇÕES:
1-Antes do início dos serviços o Encarregado da Equipe deverá verificar se houve alterações ou modificações diferentes daquelas já avaliadas; 2-É obrigatório
recolher as assinaturas e realizar uma reunião com todos os trabalhadores envolvidos na execução dos serviços onde deverão ser divulgados os riscos de acidentes
a que todos estarão expostos durante a execução desta atividade e os procedimentos de segurança estabelecidos neste documento; 3-Durante aquela reunião
deverão ser, também, alertados sobre os aspectos relativos ao meio ambiente, tais como: não matar, não prender, não capturar animais, não pescar, não jogar
restos de alimentos no local, não jogar lixo no chão, respeitar os limites da faixa de atividades, respeitar os vizinhos e demais pessoas; 4-Realizar antes do início
dos serviços o Diálogo Diário de Segurança - DDS, onde deverão ser abordados temas relativos a segurança e medicina do trabalho e o meio ambiente; 5-Esta
atividade deverá ser realizada impreterivelmente até às 17:00 horas, não podendo se estender por mais tempo, devido a falta de iluminação natural e também a
interferência aos animais de hábitos noturnos; 6-É obrigatório manter na frente de serviços cópia deste procedimento devidamente assinada pelos trabalhadores
envolvidos nesta atividade; 7-Toda a supervisão envolvida nesta atividade deverá receber cópia deste documento; 8-Identificação da supervisão envolvida na
execução dos serviços:
1-Responsável pela CINTRA: 2-Responsável pela CLORO:
Nome: Nélson Souza Nome: .......................................................................................................................
Função: Encarregado Geral de LINHA VIVA Função: ....................................................................................................................
Assinatura: ............................................................................................................. Assinatura: ...............................................................................................................
..
Elaborado por: Luiz Junior Verificado por: .......................................................... Aprovado por: ..........................................................
Função: Técnico em Segurança do Trabalho Função: ...................................................................... Função: ........................................................................
Assinatura: .................................................................. .. Assinatura: ..................................................................
Assinatura: ................................................................
..

Segurança do Trabalho – Módulo III 42


43

DEPARTAMENTO
DE SEGURANÇA
DO TRABALHO

ANÁLISE DE RISCOS DE TAREFAS


SERVIÇO A SER REALIZADO: Substituição do reator do EDC
OBRA: Cloro LOCAL: EDC DATA: 25/03/2002
INÍCIO: 26/03/2002 TÉRMINO: 04/04/2002

ETAPAS DE TRABALHO RISCOS MEDIDAS DE CONTROLE COLETIVAS EPI’s


ASSOCIADOS
- Retirada do piso, guarda-corpo 1. Queda de nível diferente 1. Instalar cabo guia nos locais onde foram 1. Cinto de Segurança
da estrutura do EDC próxima ao retirados os pisos e guarda-corpo da modelo pára-quedista.
reator. estrutura do EDC.
2. Manter o local de trabalho em ordem. 2. Capacete, óculos de seg,
2. Queda de mesmo nível óculos de ampla visão,
protetor auricular,
bota c/biq de aço,
uniforme, luva
nitrilizada.
3. Queda de ferramentas/materiais 3. Isolar área abaixo do local de trabalho
que está sendo realizado e local onde 3. Idem ao item dois.
foi retirado piso e guarda-corpo.
3.1.Amarrar ferramentas manuais junto ao
corpo do funcionário que a usa.

ANÁLISE E AUTORIZAÇÃO:

RESP. SERVIÇO: Gilson Ramos EXECUTANTE: Equipe de trabalhadores da VISOTEC

SESMT: Gelson Sinno FISCALIZAÇÃO: Cloro/VISOTEC

Segurança do Trabalho – Módulo III 43


44

DEPARTAMENTO
DE SEGURANÇA
DO TRABALHO

ANÁLISE DE RISCOS DE TAREFAS


SERVIÇO A SER REALIZADO: Substituição do reator do EDC
OBRA: Cloro LOCAL: EDC DATA: 25/03/2002
INÍCIO: 26/03/2002 TÉRMINO: 04/04/2002

ETAPAS DE TRABALHO RISCOS MEDIDAS DE CONTROLE COLETIVAS EPI’s


ASSOCIADOS
- Amaciamento dos parafusos e 4. Queda de nível diferente. 4. Instalar cabo guia nos locais onde 4. Cinto de Segurança
retirada da viga de sustentação do será feito amaciamento dos modelo pára-quedista.
piso e guarda-corpo da estrutura parafusos e posterior enlace da
do EDC próxima ao reator por viga de sustentação com olhal do
meio de guindaste. estropo.
5. Queda de material içado por guindaste 5. Isolar área abaixo e próximo ao 5. Capacete, óculos de seg,
local onde está ocorrendo o óculos de ampla visão,
içamento. protetor auricular, bota
5.1.Não se posicionar abaixo de carga c/biq de aço, uniforme,
suspensa. luva com banho nitrílico.

6. Prensamento 6. Não posicionar membros superiores 6. Idem ao dois


e nem inferiores em locais de
possíveis prensamentos.
6.1.Não se posicionar próximo ao
guindaste no momento em que o
mesmo estiver realizando o içamento.
6.2.Não colocar a mão na peça da
estruturara içada, guiar a mesma por
meio de corda guia.
ANÁLISE E AUTORIZAÇÃO:
RESP. SERVIÇO: Gilson Ramos EXECUTANTE: Equipe de trabalhadores da VISOTEC

SESMT: Gelson Sinno FISCALIZAÇÃO: Cloro/VISOTEC

Segurança do Trabalho – Módulo III 44


45
ANÁLISE PRELIMINAR DE DATA
REFINARIA ANDRADE BRASIL RISCOS
APR
OBJETIVO DA APR (PROJETO, MODIFICAÇÃO DE CAMPO, ROTINA, EQUIPAMENTO, SISTEMA): Cópias para: Número da
SEP/AMC:

DESCRIÇÃO SUCINTA: Documentos


de Referência:

Coordenador Relator Participantes DATA PREVISTA PARA


EXECUÇÃO DO SERVIÇO
Nome
Órgão
Assinatu
ra

Prazo
Responsável
PROBABILIDADE

CONSEQUÊNCIA
ATIVIDADE, D PERIGOS, ASPECTOS CONSEQUÊNCIAS CAUSAS (IMEDIATAS OU

RISCO
BÁSICAS) MEDIDAS CORRETIVAS,
N° PRODUTO OU E AMBIENTAIS ou SITUAÇÕES (DANOS, IMPACTOS ou PREVENTIVAS OU MITIGADORAS
SERVIÇO P DE EMERGÊNCIA LESÕES)

Segurança do Trabalho – Módulo III 45


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Prazo
Responsável
PROBABILIDADE

CONSEQUÊNCIA
ATIVIDADE, D PERIGOS, ASPECTOS CONSEQUÊNCIAS CAUSAS (IMEDIATAS OU

RISCO
BÁSICAS) MEDIDAS CORRETIVAS,
N° PRODUTO OU E AMBIENTAIS ou SITUAÇÕES (DANOS, IMPACTOS ou PREVENTIVAS OU MITIGADORAS
SERVIÇO P DE EMERGÊNCIA LESÕES)

Segurança do Trabalho – Módulo III 46


47

Segurança do Trabalho – Módulo III 47


CLASSE FREQUÊNCIA / FREQÜÊNCIA / PROBABILIDADE
PROBABILIDADE

=> Impactos ambientais que: - Ocorrem diariamente.; - Envolvem baixa confiabilidade ou inexistência ou inadequação de procedimentos / controle
dos Aspectos Ambientais.; - Envolvem elevado número de aspectos ambientais associados com potencial de causar impactos ambientais.
ALTA => Situações de emergência que: - Tem ocorrido no intervalo menor que uma vez/ano; - Envolvem baixa disponibilidade ou inexistência ou
A
inadequação de sistemas ou equipamentos ou procedimentos ou controle das potenciais de emergências. - Elevado número de equipamentos ou situações
com potencial de causar emergências.
=> Perigos que: - Ocorrem diariamente; - Envolvem número de expostos elevado em relação à população do setor; - Envolvem tempo de exposição
elevado em relação a jornada de trabalho diário; - Envolvem concentração e intensidade altas do agente agressivo à saúde; - Frequência elevada de
ocorrência de risco com base nos registros históricos de acidentes/doenças ocupacionais.
=> Em termos de impactos ambientais: - Ocorre mais de uma vez / mês; - Procedimentos / controle dos Aspectos Ambientais com alguma
deficiência.; Médio número do aspecto ambiental associado com potencial de causar impactos ambientais.
MÉDIA => Situações de emergência que: - Tem ocorrido no intervalo maior que um ano e menor que 5 anos; - Envolvem sistemas ou equipamentos ou
B
procedimentos ou controle de potencial de emergência com alguma deficiência ou inadequação.; Envolvem médio número de equipamentos ou situações
com potencial de causar emergências.
=> Perigos que: - Ocorre uma ou mais de uma vez / mês; - Envolve número de expostos médio em relação a população do setor; - Envolve tempo de
exposição médio em relação a jornada de trabalho diário; - Concentração e intensidade média do agente agressivo à saúde; - Frequência média de
ocorrência de risco com base nos registros históricos de acidentes/doenças ocupacionais.
=> Impactos ambientais que: - Ocorrem menos de uma vez por mês - Envolvem procedimentos / controle dos Aspectos Ambientais adequadas.; -
Possuem baixo número de aspectos ambientais associados com potencial de causar impactos ambientais.
BAIXA => Situações de emergência que: - Tem ocorrido no intervalo maior que 5 anos; - Envolvem sistemas ou equipamentos ou procedimentos ou controle
C
de potencial de emergência disponíveis e adequados; - Envolvem reduzido número de equipamentos ou situações com potencial de causar emergências.
=> Perigos que: - Ocorre menos de uma vez / mês; - Envolve número de expostos reduzido em relação a população do setor; - Envolve tempo de
exposição reduzido em relação a jornada de trabalho diário; - Concentração e intensidade baixas do agente agressivo à saúde; - Não há registros ou
frequência baixa de ocorrência de risco com base nos registros históricos de acidentes/doenças ocupacionais.
1
CONSEQUÊNCIA /
CLASSE SEVERIDADE CONSEQÜÊNCIA / SEVERIDADE

=> Impacto Ambiental com potencial para ter: Abrangência global de grande magnitude e degradação ambiental com consequências financeiras
irreversíveis e de imagem mesmo com ações de controle / mitigação.
A ALTA
=> Emergência com potencial para causar: - Danos a imagem da Organização no âmbito nacional/internacional; - Mortes ou Lesões irreversíveis.
Danos materiais graves. Prejuízos à segurança das pessoas da comunidade externa à RPBC.
=> Perigo com potencial para causar: - Riscos à saúde com potencial de causar mortes ou acidentes com lesões ou doença ocupacional irreversíveis
(incapacitantes).
=> Impacto Ambiental com potencial para ter: Abrangência regional, com impacto potencial de magnitude capaz de alterar a qualidade ambiental
(ar, águas, ruído/vibrações, solo, recursos naturais), reversível com ações de controle / mitigação e com consequências para os negócios e imagem da
MÉDIA RPBC; - Com possibilidade de gerar reclamação de partes interessadas.
B => Emergência com potencial para causar: - Danos a imagem da Organização no âmbito regional; - Lesões reversíveis e prejuízos à segurança das
pessoas na RPBC. Danos materiais.
=> Perigo com potencial para causar: - Riscos à saúde com potencial de causar danos e/ou acidentes com lesões ou doença ocupacional reversíveis
ou irreversíveis (não incapacitantes).
=> Impacto Ambiental com potencial para ter: Abrangência local com impacto potencial de magnitude desprezível, totalmente reversível, com
ações de controle / mitigação, sem consequências para os negócios e imagem da RPBC.
C BAIXA => Nível de emergência com potencial para causar: - Impacto ambiental de magnitude desprezível com ações de controle/mitigação;
- Nenhum impacto à imagem da RPBC; - Nenhum incômodo, Lesões à saúde e prejuízos à população – Lesões reversíveis à saúde.
=> Perigo com potencial para causar: - Risco à saúde sem potencial de causar danos graves ou acidentes com afastamento ou doença ocupacional.

O objetivo da APR é identificar os perigos, aspectos e situações de emergência e avaliar os riscos de danos à segurança e à saúde das pessoas, impactos ao
meio ambiente relacionados a um processo e suas atividades, produtos ou serviços; a fim de determinar as medidas corretivas, preventivas e mitigadoras
necessárias para a implementação do controle operacional, monitoramento e medição visando o gerenciamento dos mesmos em níveis toleráveis.

ORIENTAÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DA APR:

1. Compor a equipe com no mínimo um representante das especialidades necessárias à avaliação dos riscos (Recomenda-se no mínimo 3 pessoas).
2. Marcar a(s) reunião(ões) com antecedência, informando aos participantes o objetivo e horários de início e fim,
3. Iniciar a reunião com um nivelamento de informações a respeito do processo, sistema, atividade, produto ou serviço sob análise, experiências passadas e não conformidades
ocorridas no passado em condições semelhantes;
4. Definir as atividades ou etapas que serão consideradas na análise preliminar de riscos;
5. Usar a técnica de “brainstorming” para a identificação de todos os perigos, aspectos e situações de emergência potenciais e/ou existentes;
6. Usar a lista de verificação, a seguir, para complementar a identificação de perigos, aspectos e situações de emergência;
7. Identificar, para cada atividade, produto ou serviço os perigos, aspectos e situações de emergência principais, que produzem diretamente os danos, lesões, perdas ou
impactos ambientais.
8. Identificar também os aspectos ambientais afetados pelo serviço ou modificação em análise.
9. Para cada perigo, aspecto e situação de emergência atribuir a probabilidade / frequência de ocorrências.
10. Para cada perigo, aspecto e situação de emergência, relacionar as consequências possíveis.
11. Para cada perigo, aspecto e situação de emergência identificada, investigar as causas contribuintes.
12. Estabelecer a categoria do risco através da matriz de cruzamento probabilidade/frequência x consequência/severidade:
13. Relacionar as medidas que devem ser tomadas para bloqueio das causas básicas, prevenção e gerenciamento (controle operacional e verificação e monitoramento) dos
perigos, riscos e situações de emergência e para mitigação das consequências. Estabelecer os responsáveis e prazos das ações.
14. Listar os documentos que devem ser utilizados e/ou atualizados em função da APR, incluindo documentos do SPD, registros e planilhas do SGI.
15. Após concluída e revisada, todos os participantes devem assinar a APR e rubricar todas as folhas. Esta folha final deve ser mantida anexa a APR.

1
2
CATEGORIA DO RISCO
FREQUÊNCIA / PROBABILIDADE
A B C
(ALTA) (MÉDIA) (BAIXA)
C S A 1 2 2
O
N (ALTA) (CRÍTICO) (MODERADO) (MODERADO)
S
E E B 2 2 3
Q V
U
E (MÉDIA) (MODERADO) (MODERADO) (MENOR)
Ê
N R
C I C 2 3 3
I D (BAIXA) (MODERADO) (MENOR) (MENOR)
A A
D

2
3
QUADRO 1 - LISTA DE VERIFICAÇÃO
Aspectos Impactos Perigos
Ambientais Ambientais ocupacionais Lesões e Perigos de Causas Causas Básicas Medidas
Danos Acidentes Operacionais Preventivas ou
Mitigadoras
Emissões Alteração da Ruído contínuo Perda auditiva Transbordamento Temperatura Método inexistente Monitoramento,
Atmosféricas qualidade do ar induzida pelo Medição Detecção,
ruído Alarme
Odores Contribuição Ruído de Perda ou Derramamento Pressão Método incorreto Amostragem,
para a formação impacto diminuição dos Inspeção e Ensaios
do efeito estufa sentidos
Vapores Contribuição Vibrações Distúbios Vazamento Nível Método inadequado SDCD, Telemetria,
para a formação ortomusculare Controles e
de chuvas ácidas s retitivos e Intertravamentos
traumáticos
(DORT/LER)
Gases Contribuição Radiações Efeitos da Incêndio Vazão Inerente ao Método Proteção contra
para diminuição Ionizantes radiação retrocesso de
da camada de (Degeneração chama, Corta-
ozônio de tecidos) chama, foto-célula
Poeiras Alteração da Radiações Não- Queimadura Explosão Velocidade Meio Ambiente ou Classe de pressão,
flora Ionizantes ou escaldadura Instalações Pressão de shut-off,
Inexistentes Espessura,
Solventes Alteração da Frio Hipotermia, Arranjo físico Densidade Meio Ambiente ou Proteção contra
fauna Geladura, inadequado Instalações Incorretos vácuo, válvula
Congelamento corta-vácuo
Materiais Alteração do Calor Caimbra, Superfície Ponto de fulgor Meio Ambiente ou Isolamento térmico,
Tóxicos ecossistema , Insolação, escorregadia Instalações Refratário Fire-
exaustão pelo Inadequadas proffing
calor
Efluentes Incômodos à Pressão Asfixia Máquinas e Ponto de Inerente ao meio Fundações,
Hídricos comunidade Anormal equipamentos solidificação ambiente ou Suportes,
sem proteção / instalações Isolamento de
inadequados vibrações
Resíduos Alteração da Umidade Dermatose, Ferramentas Temperatura Máquina, equipamento Telefone, Rádio,
qualidade das Dermatite inadequadas ou de auto-igniçao ou aparelho ou Intercom, CFTV,
águas defeituosas instrumento Alarme sonoro,
superficiais inexistente Alarme Visual,
Semáforo
Consumo de Alteração da Poeiras Pneucomonios Queda de Reações Máquina, equipamento Resfriamento,
recursos qualidade das e ferramentas, ou aparelho ou Refrigeração,
naturais águas materiais e instrumento incorreto Aquecimento,
subterrâneas / equipamentos Steam-trace
lençol freático
Ruídos Alteração da Fumos Câncer do Iluminação Composição Máquina, equipamento Sistema de combate
(externo) qualidade do pulmão Inadequada ou aparelho ou a incêndio fixo,
solo instrumento móvel, simulados,
inadequado procedimentos

3
4
Vibrações Ocupação de Gases Intoxicação do Eletricidade Concentração Inerente a Máquina, Materiais,
(externas) aterro trato equipamento ou Equipamentos,
respiratório aparelho ou Máquinas,
instrumento Armazenamento

Redução dos Vapores / Morte Armazenamento Mistura Mão-de-obra Normas,


recursos naturais Neblinas / inadequado explosiva inexistente Procedimentos e
Névoas Treinamento
Substâncias Queimadura Animais Especificações Mão-de-obra incorreta Legislação,
Químicas química peçonhentos em termos de Documentos,
treinamento ou Registros, Licenças,
capacitação ou Outorgas,
experiência Autorizações,
Alvarás
Microorganism Doença Trabalho em Estanqueidade Mão-de-obra Classificação elétrica
os/Fungos/bact contagiosa ou altura inadequada em termos de área, Pára-raios,
érias/vírus/baci infecciosa de treinamento ou aterramento,
los/ capacitação ou disjuntor,
experiência transformador
Esforço Físico Luxação Trabalho a quente Fluxo reverso Inerente aos hábitos e Sistema de alívio
Intenso ou com fogo cultura da mão-de- para tocha
obra
Levantamento Fratura Trabalho em Partida Material, Matéria- Arranjo Físico,
e transporte espaços Prima, Utilidades, Distanciamento,
manual de confinados ou com Insumos, inexistentes Leioute, rota de
cargas deficiência de ar fuga, saída de
emergência
Exigência de Choque Trabalhos com Parada Material, Matéria- Válvula de bloqueio,
postura elétrico armas de fogo Prima, Utilidades, Válvula de retenção,
inadequada Insumos incorreto válvula de controle
Controle rígido Contusão, Queda de Procedimentos Material, Matéria- Válvula de
de esmagamento aeronaves Prima, Utilidades, Segurança ou de
produtividade Insumos inadequado Proteção (PSV /
PRV)
Imposição de Inflamação de Colisão e Operação Inerente ao Material, Porta de explosão,
ritmos Tendão, Abalroamento de Anormal Matéria-Prima, disco de ruptura,
excessivos articulação ou veículos Utilidades, Insumos válvula de alívio
músculo
Trabalho em Distúrbios do Adernamento ou Falha de Monitoramento e Sinalização,
turno e sono, stress afundamento de Utilidades medição inexistente rotulagem, etiqueta,
noturno barcos identificação
Jornada de Distensão ou Emergência Monitoramento e Sistema de
trabalho torção medição incorreto Selagem, selo, teto
prolongada flutuante
Monotonia e Escoriações, Liberação Monitoramento e Sistema de
repetitividade Abrasão, medição inadequado Drenagem,
Ferimento Contenção, Dique,
superficial ETDI

4
5
Outras Corte, Operação Inerente ao EPIs, EPCs, Guarda-
situações laceração, Remota monitoramento e corpo, Escada,
causadoras de ferida contusa, medição Plataforma,
stress físico ou punctura, Confinamento,
psíquico ferida aberta Isolamento,
Enclausuramento

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