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Introdução

Este é o Trabalho de Pesquisa na Cadeira de Psicologia Geral, do qual faz parte da 2ª Sessão
do ano lectivo 2017, centralizando se no resumo das seis unidades, por sinal as últimas do
Módulo da Universidade Católica de Moçambique.

Um dos processos cognitivo é a percepção, falamos das sensações como captação específica
dos estímulos do ambiente. Como são organizados estes estímulos para serem significativos.
Remete-nos a compreensão da percepção. Sendo assim neste trabalho serão abordados os
seguintes temas: Percepção, atenção selectiva, ilusões perceptivas, organização perceptiva,
para além dos temas como Consciência, Motivação, Inteligência, Processos afectivos,
Sentimento e Emoção e Personalidade. De maneira resumida, estes temas merecerao um
tratamento como forma de se aprimorar os conhecimentos relactivos a docencia.

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Objectivos

Objectivos Gerais:

 Resumir os temas das Unidades 7 a 12 do Modulo da Cadeira de Didactica Geral.

Objectivos Especificos

 Definir os conceitos de: Atenção selectiva e Percepção, Consciência,


Inteligência, afectos, sentimento e emoção, personalidade,

 Explicar o papel da percepção na construção do conhecimento;

 Descrever os diferentes níveis ou graus de consciência.

 Explicar a diferentes teorias de inteligência;

 Identificar os factores que entrevê na sua formação; e

 Explicar a diferentes teorias ou escolas no estudo da personalidade;

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Unidade 7 – Percepção

A percepção consiste em uma organização e interpretação dos estímulos que foram recebidos
pelos sentidos e que possibilita identificar certos objetos e acontecimentos.

A percepção tem duas estapas, a sensorial e a intelectual. As duas se complementam, porque


as sensações não proporcionam uma visão real do mundo, e devem ser trabalhadas pelo
intelecto. A sensação indica uma experiência simples que é vivida e que é produzida graças a
um estímulo (pode ocorrer dentro ou fora do corpo) que ocorre sobre um órgão sensorial.
Uma sensação é sentida por uma pessoa quando o estímulo envia sinais para o cérebro através
dos nervos.

As sensações variam de acordo com a sua intensidade e duração.

Sensação pode estar relacionada com a medicina, sendo que muitas vezes é usada para
descrever um determinado sintoma. Ex:: sensação de falta de ar, sensação de tontura,
sensação de cansaço, sensação de barriga inchada, sensação de fome, sensação de viajar, e
mais.

Em sentido figurado, a palavra sensação pode indicar uma forte emoção. Ex: Não consigo
descrever a sensação que passou no meu coração quando passei no exame de Psicologia no
1º Ano, na UCM.
Além disso, uma sensação pode indicar uma coisa muito boa, que atingiu fama ou que causa
interesse e surpresa em muitas pessoas. Ex: A música dos cantores Filomena e Maricoa foi a
sensação do Verão.

Atenção Selectiva

As percepções que nos chegam a cada momento e nem todas são significativas para nós. Daí,
haver uma necessidade de discernir as informações recebidas, algo facilitado pela atenção.

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De acordo com Pestana e Páscoa (2002, p.25), a atenção consiste na focalização da
percepção, de modo prolongado, sobre um conjunto de estímulos em detrimento de outros.
Trata-se dos aspectos activo e selectivo da percepção.

A atenção selectiva significa que em qualquer momento focalizamos nossa percepção em


apenas um aspecto limitado de tudo o que somos capazes de experimentar.

Há quem diz que tudo ao excesso faz mal. Qunado maior for a atencao por prestar, pode
ocorrer uma ilusao.

Ilusões perceptivas - é uma deformação da percepção. há ilusão sempre que há um


desacordo entre o percepto e o objecto, isto é, entre os dados da percepção e a realidade
física. A ilusão resulta da aplicação de processos perceptivos a certas configurações de
estímulos.

As ilusões implicam os processos perceptivos normais; estudar as ilusões é


extraordinariamente útil para a compreensão da percepção normal.

Para transformar a informação sensorial em


percepções significativas, devemos organizá-la:
devemos perceber objectos como distintos de seu
ambiente, vê-los como tendo uma forma definida e
constante e discernir sua distância e movimento.
As regras do cérebro para formular percepções
explicam algumas ilusões desconcertantes,
(MYERS, 1999, p.130).

A mente estrutura as informações recebidas de várias maneiras


demonstráveis, dai que encontramos vários tipos de percepção a saber:

Percepção de forma, Percepção de profundidade, Percepção do


movimento e Constância perceptiva.

Unidade 8 - Consciência
A Consciência é o conjunto de processos e/ou fatos que atuam na conduta do indivíduo ou
construindo a mesma, mas escapam ao âmbito da ferramenta de leitura e interpretação e não
podem, por esta área, ser trazidos a custo de nenhum esforço que possa fazer um agente
cujo sistema mental não possui o treinamento adequado. Essas atividades, entretanto,

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costumam aflorar em sonhos, em atos involuntários (sejam eles corretos e inteligentes ou
falhos e O termo consciência, em seu sentido moral, é uma habilidade, capacidade, intuição,
ou julgamento do intelecto que distingue o certo do errado. Em termos psicológicos a
consciência é descrita como conduzindo assentimentos já de remorso, quando o indivíduo age
contra seus valores morais, já de retidão ou integridade, quando a ação corresponde a essas
normas.

Existem duas formas de consciência: Consciência espontânea e Consciência reflectida.

Também encontramos três graus de consciência, a saber:

 O grau consciente ou zona clara;

 O Grau inconsciente ou zona escura;

 grau subconsciente ou zonas abatidas.

Unidade 9 – Motivação

Motivação é uma acção do sujeito que seria difícil de ser totalmente explicada como reacção
mecânica e automática a agentes específicos do meio, mas envolve da parte do sujeito a
orientação para a atingir um determinado objectivo.

Numa definição clara, podemos encontrar dois elementos da motivação: Estimulo do


ambiente e o sujeito.

Estímulos do meio ambiente, suscitam as reacções do sujeito, mas essas reações não são
mecânicas, pois o sujeito que regula esses estímulos em função das suas necessidades e
interesses, por esta razão nem todos estímulos ambientais provocam reacção ao sujeito.
Pestana & Páscoa (2002, p.137)consideramque

a motivação como a dinâmica


do comportamento e focalizam o aspecto
interno ao indivíduo enquanto dirigido a
uma meta, objectivo, ou incentivo.
Esses autores distinguem o comportamento
motivado dos diferentes momentos sucessivos
ou seqüência.

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Tipos de Motivação

Existem dois tipos de motivação: a motivação intrínseca e a Motivação extrínseca.

A motivação extrínseca aquela em que a fonte que a origina encontra-se no meio exterior ao
indivíduo, mas quando a fonte que a origina se encontra no interior do sujeito essa chama-se
intrínseca.

Podemos encontrar um exemplo concreto: quando a mãe promete a filha uma viagem para
Gurué passar ferias do fim do ano, caso passe de classe, esta motivação é extrínseca porque a
fonte da motivação é exterior ao sujeito, mas quando a mesma criança cria esforço pessoal em
estudar porque sente a necessidade de aprender não porque alguém lhe impôs, prometeu
prémio ou castigo, essa motivação por ser própria do sujeito e denomina-se intrínseca.

Teorias Motivacionais

No grupo de Teorias Motivacionistas, encontramos três teorias, a dos Behavioristas, dos


cognitivistas e a dos humanistas.

Na teorias dos Behavioristas a motivação está dependente do condicionamento. Para esses


teóricos a Educação formal deveria adoptar este tipo de motivação, repleto de
condicionamentos ou reforços (no fim de cada trimestre os melhores alunos deviam ser
premiados e os que passam de classe com boa nota deviam imediatamente ter emprego), por
isso evidenciam a motivação extrínseca.

Os cognitivistas consideram o Homem um ser racional capaz de decidir conscientemente o


que quer ou não quer fazer.

Bruner citado por Piletti (1995) considera o desejo de aprender, um motivo intrínseco que
encontra tanto sua fonte como sua recompensa em seu próprio exercício.

Querendo se referir da teoria humanista, Maslow distingue as necessidades básicas das


superiores. As básicas são por exemplo as fisiológicas, de segurança, e as superiores

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abrangem as estéticas, de reconhecimento, etc. O alcance de um sucesso numa certa
actividade ou batalha constitui um motivo para a actividade subsequente.

Unidade 10 – Inteligência

Existem quatro (4) formas de definir a inteligência, pois que o conceito da mesma varia de
acordo com as capacidades do sujeito que queremos atribuir o mérito da inteligência. Assim
sendo encontramos a inteligência como sendo:

Capacidade de fornecer respostas certas e objectivas;


Capacidade para desenvolver o pensamento abstrato;
Capacidade para aprender a adaptar-se ao meio; e
Capacidade de adquirir capacidades.

Animizando estes quatro tipos de inteligências, com a ajuda de pensadores, como é o caso de
Pestana & Páscoa (1995) resumimos que a inteligência é a capacidade de discernir relações
entre os elementos de uma situação nova ou problema, que permite resolvê-lo e atingir de
forma adequada e adaptativa.

Tipos de Inteligência

Podemos encontrar seis tipos de inteligência, de acordo com a visão clássica, a saber:
Inteligência abstrata, inteligência prática. Inteligência social,

inteligência emocional; inteligência corporal e inteligência espacial.

Teorias da inteligência

Existem apenas dois tipos de teorias da inteligencia como ee o caso de a bifactorial e a


multifactorial.

Unidade 11 - Processos afectivos: Sentimento e Emoção

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A emoção é a Sensação subjectiva e imediata que o indivíduo experimenta em relação a um
objecto, situação ou pessoa e que orienta o seu comportamento, desta forma é possível
distinguir alegria, tristeza, amor, ódio, cólera, etc.

Tipos de afecto: Sentimento e Emoção


Os tipos de afecto que encontramos são:

Sentimento- “estado afectivo em que predomina a experiência interior e cognitivo”


(PESTANA & PÁSCOA, 1995, p. 197).

Emoção - Pestana & Páscoa (1995) definem emoção ao estado afectivo brusco e agudo
desencadeado por uma percepção (interna ou externa), ou representação (imaginária ou real),
é caracterizado por activação mais ou menos intensa dos processos neurovegetativos, são
exemplos de emoções: o medo, a cólera, surpresa, vergonha, etc.

Há que saber que a emoção desempenha um papel muito importante na vida humana,
constituindo desta maneira os padrões de acção que se organizam ao longo da evolução de
forma a enfrentar determinadas situações.

Unidade 12 – A Personalidade

Define – se Personalidade as qualidades íntimas e pessoais do indivíduo.

Querendo definir bem a questão da personalidade, temos que nos apoiar no pensador Páscoa
(1995) que entende por personalidade ao conjunto estruturado das características inatas
(herdadas), das aquisições do meio (sociocultural), e da história das experiências vividas
(desenvolvimento) que organizam e determinam o comportamento do indivíduo.

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Fica claro que o meio, a herança, e as experiências vividas constituem factores preponderantes
na compreensão da totalidade do indivíduo.

Teorias da Personalidade

As teorias da personalidade divergem essencialmente na importância que atribuem aos


factores responsáveis na formação da personalidade.

As tipologias morfológicas de Kretschmer e de Sheldon enfatizam os factores hereditários,


morfofisiológicos; os teóricos de aprendizagem vão mais para o meio social; Freud e Erikson
dão ênfase aos factores dinâmicos do desenvolvimento; Roger e Maslow vão mais para as
necessidades que orientam a realização do indivíduo; e Allport, a personalidade pode ser
descrita pelos traços que a constitui (teoria dos traços).

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Conclusão
Durante a execução deste trabalho de pesquisa, foi possível ter clareza em alguns temas e
reter conhecimento muito importante relactivo as teorias aqui retratados de maneira resumida.

Se a inteligência é a capacidade que o sujeito tem de resolver os problemas, esses problemas


variam de contexto, os usos e costumes também influenciam o nosso pensamento, dai que
cada contexto desenvolver certo tipo de prática diferente do outro, mas isso não invalida a
presença de características comuns. Foi Graças a inteligência que, num esforço motivado com
a alcance dos objectivos surgiu este trabalho, do qual debruçaram – se os temas das seis
ultimas unidade do Modulo da Cadeira de Psicologia Geral.

De entre os seis capítulos aqui retratados, para o executor deste trabalho marcou lhe bastante
o tema da unidade 9, que aborda a questão da Motivacao, pois que tratando se de professor
que lida com alunos na sala de aula, intende que as actividades desenvolvidas na sala ou no
meio social de forma a criar motivação, são situações motivacionais que não devemos
confundir com a motivação propriamente dita, esta é interior ao sujeito, tudo que fazemos é
no sentido de suscitar o desejo no individuo para que realize a actividade com gosto e prazer,
mas só ele que atribuirá este valor ou significado.

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Bibliografia

 Farissai, Pedro Campira - Modulo de Psicologia Geral da Universidade Católica


de Moçambique (UCM) Centro de Ensino à Distância (CED) Rua Correia de
Brito No 613 – Ponta-Gêa Beira – Sofala;
 http://www.iupe.org.br/ass/sociologia/soc-durkheim-escola_sociologica.htm.
 Pestana, Emanuel, Páscoa, Ana. Dicionário Breve de Psicologia.Lisboa: Editora
Presença, 1995.
 Piletti, Nelson. Psicologia Educacional. São Paulo: Editora Ática, 1995.
 Sprintall, Norman A., Sprintall, Richard C. Psicologia Educacional, Lisboa: MP-
Graw-Hil, 2000.

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