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Ingrid da Silva Oliveira 

RA:11057714 
 
Cidades­Regiões Globais  
(Agnew, John, et al) 
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O  texto  divaga  bastante  nas  potenciais  implicações  da  tendência  do  processo  de 
integração  política,  econômica  e  social  às  quais as grandes  cidades  ( com mais de 10 milhões 
de  habitantes,  principalmente)  e  em  como  será  sua  dinâmica,  levando­se  em consideração os 
modelos  e  conflitos  atuais  e  como  essas  novas  relações  estão  relacionadas  com  o  uso   e 
ocupação do solo. 
Ao  analisar  a  história  e   a  nova  dinâmica  social  e  econômica  para  a  crescente 
integração  dessas   cidades  formando  as  cidades­regiões  globais,  os  autores  levantam  indícios 
de  que  essa  transição  era  previsível  por  causa  do  capitalismo  neoliberal  predominante, 
culminando  na  globalização  liderada  pelos  EUA  como  o  maior  símbolo,  para  esse  processo 
de  contínua  expansão  de  negócios,etc.  Nessa  abordagem,  os  autores  apontam  que  as 
instituições,  mais  do  que  hoje,  precisariam  aprender  a  se  comunicar  e  gerir  essas  regiões em 
todas  as  diferentes  escalas  de  seu  território e de suas relações com  a região,o país e o mundo. 
Nesse  sentido,  fica  muito  claro  que  as  cidades  estão  totalmente  voltadas  à  favor  do 
funcionamento  do  sistema  capitalista  em  um  nível  exacerbado,  isso  seria  aprender  a 
adminitrar local , regional e globalmente.  
Com  as  altas  densidades  demográficas,  já  se  observa  muitas  organizações 
internacionais  de  caráter  econômico,  BRICs,  OCDE,  FMI,  NAFTA  etc.  Essa  integração, 
apesar  de  procurar  soluções  consensuais  e  conjuntas,  reconhecem  a  soberania  de  seus  países 
membros  e,  neles  se  desfaz  um  pouco  a  ideia  de  equidade.  No  entanto,  cresce  também  a 
abordagem  social­democrata,  como  observado  nos países europeus, UE , constituindo grupos 
econômicos  que  envolve  mais  do  que  apenas  transações  comerciais  mas  o  deslocamento  de 
trabalhadores,  troca  de  tecnologia,  e  uma  série  de  outros  serviços  compartilhados  .Essa 
questão,  quando  sobreposta  sobre  as  regiões  de  fronteira  nacional,  leva  à  questões  de  ordem 
social  também, como a  problemática da identidade do indivíduo como cidadão e  como e onde 
exerce sua participação cidadã? Onde participa ativamente da vida política etc. 
No  campo  da  disposição  das  indústrias  nessas  regiões  que  ligam  um  núcleo  urbano 
muito  adensado  a  outro,  pensava­se  que  os  meios  de  comunicação  e  transporte  fariam  com 
que a população se dispersasse, o que não ocorreu. As cidades seguem vigorosas.  
Deve­se  levar  em  consideração  quais  são  as  relações  de  interdependência  entre  os 
setores,  a  localização,  dentre  outras  coisas.  De  toda  forma,  para  os  autores,  a  cidade  é 
depende  basicamente por dois meios de atividade produtiva, a previsível, mecanizada, estável 
e  que  traz  a  melhor  relação  de  custo­benefício,   enquanto  as  do  ramo  da  tecnologia, são mais 
dependetes de fatores altamente variáveis como a demanda de seu cliente, sua competição por  
ininterrupta  inovação,  e  a  dependência  da  proximidade   física  das  mesmas  a  seus  parceiros 
comerciais,  diferentes  dos  primeiros,  que  mantendo  uma  mercadoria  e  um  processo  de 
produção  bastante  estável,  permite  tomar  maiores  distâncias  etc;  no  entanto,  possui  relações 
de trabalho menos flexíveis.  
No  entanto  a disponibilidade de  bons trabalhos não  estaria mais nos centros e ainda se 
questiona  se  a  disparidade   social  é  alimentada  pelo  processo  de  globalização  ou  pelo  rápido 
crescimento  das  cidades.  Por  causa  da  justiça  social  deficiente,  cresce  a  tendência  das 
organizações comunitárias enquanto as camadas mais ricas se isolam cada vez mais.  
A  lógica  que  tem  norteado  o  desenvolvimento  das  cidades  a  partir  das  crises 
econômicas  de  70  tem  sido  essas  de  fomento  ao  desenvolvimento  econômico  e  o 
compromisso  em  manter  as   cidades  competitivas,  enfatizando  principalmente  a  importância 
econômica dessas cidades e regiões.  
No  geral,  essa  tendência  traz  várias  implicações,  de  sociais  à  culturais(  imigração),  à 
política(quem  tem  direito  à  participação  democrática?),  ao  modelo  de  desenvolvimento( 
neoliberal,  tecnocrático,  social­democrata?)  ,  dentre  outras.  Em  suma,  os  autores  concluem 
que,  de todas as tentativas de compreender as consequências dessa tendência, a que trará mais 
prejuízos sociais é a do neoliberalismo irrestrito.