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Dio

Português – 10.º ano


2019/2020

1. Divide o poema em partes lógicas e sintetiza o conteúdo de cada uma delas.

Parte 1 até ao verso 8 (se refere aos olhos)


Parte 2 até ao verso 14 (se refere ao tempo que se passou)

2. Caracteriza o estado de espírito do sujeito poético, ilustrando a tua resposta com citações
textuais pertinentes.

O estado de espirito do sujeito é de tristeza , algumas citações que podem ajudar a reenforçar
a minha ideia são por exemplo "oh! bem-aventurados fingimentos, que nestaausência tão
doces enganos sabeis fazer aos tristes pensamentos!"
3. Identifica o recurso estilístico presente nos versos 1 a 11 e refere o seu valor expressivo.

O recurso estilístico é Personificação , e o seu valor expressivo é de atribuir características


humanas a um animal irracional ou ser inanimado.

B.

Lê atentamente o texto que se segue.

Portugal é dos poucos países que adotaram como máxima representação pessoal da
nação, não um guerreiro ou um estadista, mas um escritor. Na segunda metade do século XIX,
foi à volta de Luís Vaz de Camões, autor de Os Lusíadas (1572), que se organizou a moderna
cultura do patriotismo português. […] O suposto dia da sua morte, 10 de junho, acabou por
ficar como o mais importante feriado nacional: o “dia de Camões” tornou-se o “dia de
Portugal”. Além da encarnação da pátria, Camões serviu ainda de modelo da língua. Nos liceus
do século XX, muitas gerações estudaram gramática dividindo orações em Os Lusíadas. […]
Camões é uma figura misteriosa. Um biografismo, sobretudo no século XIX,
compensou em geral o que não se sabia. O que conhecemos, com certeza, é pouco: que foi
autor de Os Lusíadas, o poema épico publicado em 1572, e que teve 18 edições impressas nos
100 anos seguintes – um enorme sucesso para a época. Tudo o mais é conjetural. Terá nascido
em 1524? Terá morrido em 1580 no dia 10 de junho? Estudou em Coimbra? Namorou na
corte? Serviu como militar em África e na Ásia? Nadou com o manuscrito na mão, depois de
um naufrágio no Mekong? Leu Os Lusíadas a D. Sebastião? […]
No século XX, outro grande escritor, Jorge de Sena, criou-lhe um contexto biográfico
mais interessante, através do estudo dos seus laços de parentesco. Era provavelmente um
fidalgo pobre, mas bem relacionado. O resto, que é tudo, é a sua obra. […]
É costume situar Camões no mapa do humanismo, definido pela recuperação da
Antiguidade romana e grega. E lá estão nos seus versos, de facto, a erudição pagã e os
modelos clássicos, recebidos diretamente ou por via italiana. Mas também está lá o desejo de
os superar. Ao colocar os feitos dos portugueses no Oriente, sobre os quais escrevia, ao
mesmo nível ou acima dos gregos e romanos, Camões estava-se a posicionar, enquanto
escritor, da mesma maneira em relação aos grandes poetas antigos, até aí insuperáveis.
Ninguém até então, em nenhuma atividade, aspirara a tanto em Portugal e tão claramente.
Camões talvez tenha sido o mais ambicioso de todos os portugueses. E o que fez em verso
criou-lhe mesmo um grande pedestal, não só no país, mas na Europa. […]
Rui Ramos, “As figuras de cada século”, in revista Sábado, 14 de janeiro de 2010 (com supressões)

1. Para responder a cada um dos itens 1.1 a 1.7., seleciona a única opção que permite obter
uma afirmação adequada ao sentido do texto.

1.1 O nosso país é um dos poucos cujo dia nacional corresponde à data
• da fundação da nação
• da morte de um escritor
• de nascimento de um grande estadista.
1.2 O que conhecemos hoje acerca de Luís de Camões
• está bem documentado
• é exatamente o mesmo que já era conhecido no séc. XIX
• ainda suscita dúvidas.
1.3 A obra de Camões
• fez dele um poeta admirado na Europa
• nunca ultrapassou as fronteiras portuguesas
• é conhecida por ter influenciado outros.
1.4 Com as interrogações do segundo parágrafo o autor pretende
• obter respostas
• questionar o leitor
• explicitar a dúvida.
1.5 Na linha 15, o antecedente do pronome “lhe”, em “criou-lhe” é
• Camões
• Jorge de Sena
• outro grande escritor.
1.6. Em “[…] mas bem relacionado […]” linha 17, o vocábulo sublinhado é
• um advérbio
• um nome
• um adjetivo. <-
1.7 A forma verbal “aspirara” (l.24), encontra-se no
• pretérito mais-que-perfeito simples
• pretérito mais -que -perfeito composto
• pretérito imperfeito.

2. Responde de forma correta aos itens apresentados.


2.1 Identifica o processo de formação da palavra “insuperáveis” (l.23).
Parassíntese
2.2 Transcreve do texto:
a) uma oração subordinada adjetiva relativa explicativa.

2.3 Indica em que grau se encontra o adjetivo na frase “Camões talvez tenha sido o mais
ambicioso de todos os portugueses.” (ll.24-25).
grau relativo superlativo de superioridade
2.4 Atenta na frase “Mas também está lá o desejo de os superar” (l.20). Indica:
a) o referente do pronome sublinhado.
Desejo
b) a função sintática do constituinte “o desejo de os superar”.
complemento direto
c) a função sintática do constituinte “de os superar”.
predicativo do complemento direto

C
1. Completa o quadro seguinte.
Étimo Via Erudita Via Popular
• legale legal leal
• atriu atraio atriz
• integru íntegro inteiro
• sanare sarar chamar
• clave clave Chave
• laicu
• duplu duplo Dobro
• rigidu Rigido Rigo
• laborare elaborar Laboratório
• locale Local

1.1 Como classificas as palavras que, provindo do mesmo étimo, apresentam formas
diferentes no Português Moderno?
palavras divergentes
1.2 As palavras rideo e rivu deram origem à palavra “rio” (nome e forma verbal). Como
as classificas quanto à origem?
rideo - Étimo
rivu - via erudita
rio - via popular