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TRANSPORTE NEONATAL

Uma das características do período neonatal são as altas taxas de mortalidade devido ser uma fase de
grande fragilidade do ser humano e a alta propensão à ocorrência de sequelas muitas vezes incapacitantes e de
longa duração. Para que essas taxas diminuam e haja recuperação sem sequelas, é indicado o encaminhamento
para um hospital que tenha Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (UTIN) e, para que esse
encaminhamento ocorra de forma adequada, é necessário um serviço de transporte. E para que isso ocorra de
forma apropriada é necessário que se siga modelo dos “Sistemas Regionais Integrados e Hierarquizados”. Este
modelo tem implícito a assistência integral à gestante e ao RN, sendo a atenção efetuada dentro do nível
hierárquico em que o caso for indicado. Ao nível de maternidades, o sistema prevê níveis (I, II, III) com
adequado sistema de referência e contra referência entre eles.

Níveis de Transporte
Primário (I): será feito o acompanhamento da gestante e RN de baixo risco, identificando e
encaminhando os casos de maior risco para outros níveis.
Secundário (II): acompanhará gestantes e RN de baixo e médio risco, selecionando e encaminhando
casos de maior risco para Centros mais habilitados para o atendimento.
Terciário (III): destinado aos atendimentos de gestante e RN de alto risco, e de internação de RN com
algumas patologias, transportados de outras unidades, para a Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal
(UTIN). Um subgrupo do nível III, algumas vezes designado de nível IV, aonde ocorre a administração de
terapias novas e também especializadas, não adotadas ao nível III, por exemplo, oxigenação de membrana
extracorpórea e ventilação de alta frequência.

Indicações de Transporte

Prematuridade: principalmente RN com idade gestacional inferior a 32-34 semanas e ou peso de


nascimento inferior a 1500 gramas.
Alterações Respiratórias: necessidade de oxigenioterapia com concentração de oxigênio acima de 40
a 60%, necessidade de CPAP ou ventilação assistida, obstrução de vias aéreas, episódios de apnéia recorrentes.
Alterações Cardiovasculares: choque, cardiopatias congênitas, miocardiopatias.
Alterações Infecciosas: choque séptico, sepse complicado por coagulação intravascular disseminada.
Alterações Hematológicas: coagulopatias, hemólise por incompatibilidade Rh, qualquer icterícia cujos
níveis de bilirrubina estejam elevados a tal ponto de haver risco de encefalopatia bilirrubinácia.
Alterações Metabólicas: acidose metabólica ou hipoglicemia de difícil controle, uso materno de
drogas.
Alterações Neurológicas: convulsão, hipo ou hipertonia, necessidade de nutrição parenteral;
malformações congênitas (para diagnóstico ou tratamento), patologias cirúrgicas.

EQUIPE ENVOLVIDA NO TRANSPORTE DO RN


A composição da equipe é variável e todos os seus componentes devem estar capacitados para
estabilizar e transportar o RN doente. O objetivo da equipe é proporcionar total apoio ao RN, desde que chega
no hospital que encaminha até a entrega da criança no hospital que a recebe. A equipe de transporte precisa
ser uma extensão da unidade de tratamento intensivo e em nenhum momento o neonato deve ficar prejudicado
pelo processo de transporte.
As equipes devem estar capacitadas para avaliar rápida e precisamente o neonato e instituir a terapia
apropriada. Além disso, equipe deve ser capaz de explica claramente aos pais a condição, prognóstica e o
tratamento do RN.
Médico neonatologista; Enfermeiro ou técnico de enfermagem; Profissional do transporte.
Os profissionais de saúde envolvidos no transporte devem dispor de conhecimento e habilidade para
procedimentos de urgência e emergência envolvendo o transporte inter e intra- hospitalar. Recomenda-se o
tempo de experiência em Terapia Intensiva Neonatal de no mínimo 02 (dois) anos.
Reanimação Neonatal. Avaliação neonatal e classificação do RN.
Controle térmico e hidratação venosa. Administração de medicamentos.
Assistência a procedimentos durante o transporte (intubação endotraqueal, drenagem de pneumotórax,
cateterismo umbilical e outros).
Manuseio de equipamentos e materiais.
Medidas de segurança do paciente e da equipe durante o transporte.
Documentação e anotações/registros em prontuário.
De acordo com os objetivos, o transporte neonatal pode ser dividido em 2 tipos: intra-hospitalar e inter-
hospitalar.

TRANSPORTE INTRA-HOSPITALAR
Pode ser temporário ou definitivo e ocorre com grande frequência dentro da instituição. Realizado
apenas entre setores, para intervenções diagnósticas ou para transferência do setor de origem para outro setor
de maior ou menor complexidade dentro da própria instituição.

Tipos De Transporte Intra-Hospitalar

Transferência para fora da área de cuidados intensivos (UTI neonatal): envolve a transferência
de RN com alta médica, apto a ingressar em unidades de menor complexidade (Alojamento
canguru/Alojamento conjunto).
Transferência de RN para uma área de cuidados intensivos: envolve o transporte de RN do Centro
obstétrico (sala de cuidados RN) ou Enfermaria (Alojamento conjunto) para a UTI neonatal.
Transferência de RN do Alojamento conjunto e retomo ao respectivo setor: envolve o transporte
de RN para as áreas onde são realizados procedimentos diagnósticos ou terapêuticos não-cirúrgicos e o retorno
ao setor de origem.
Transferência não crítica: são incluídos aqui os deslocamentos não emergenciais e rotineiros, após
o nascimento, do centro obstétrico para o alojamento conjunto.

Transporte Intra- Hospitalar Seguro


No transporte intra-hospitalar a equipe envolvida no transporte varia de acordo com quadro clínico do
RN. O neonatologista e o enfermeiro estão presentes no acompanhamento de RNs com instabilidade clínica
e/ou hemodinâmica, já o técnico de enfermagem e o profissional do transporte realizam a transferência de RNs
estáveis.
Quando a transferência intra-hospitalar do RN é realizada do Centro Obstétrico para UTI Neonatal, o
RN é transportado em incubadora de transporte aquecida na presença de um neonatologista e um profissional
da equipe de enfermagem. Os equipamentos e materiais necessários são disponibilizados pelo setor de origem
de acordo com o quadro clínico do RN.
Para as demais transferências intra-hospitalares, o RN é aquecido por meio de roupinhas e cueiros e o
transporte é realizado em berço comum. O RN deverá ser conduzido por um profissional do transporte
acompanhado ou não de um profissional da equipe de enfermagem.
Abaixo, segue o quadro demonstrativo do transporte intra-hospitalar seguro aprovado pelo Núcleo de
Segurança do Paciente da Instituição:
TRANSPORTE INTER-HOSPITALAR
Este transporte ocorre entre unidades de saúde, quando há necessidade de cuidados intensivos, ou
procedimentos indisponíveis na unidade de origem e podem ser direcionados a unidades públicas ou privadas.
São transferências definitivas ou temporárias para realização de abordagens diagnósticas e /ou cirúrgicas, de
maior complexidade. Neste último caso, após a estabilização clínica do RN, este poderá retornar à unidade de
origem.

Tipos De Transporte Inter-Hospitalar


Transferência definitiva do RN de instituições de saúde de menor complexidade para unidades de
referência de maior complexidade, com o intuito de realizar exames diagnósticos, internação clínica, cirúrgica
ou unidades de terapia intensiva especializadas.
Transferência temporária para tratamento ou exames diagnósticos em instituições de maior
complexidade, e que após o tratamento, exame ou procedimento cirúrgico retornam a instituição de origem.
No transporte inter-hospitalar o RN sempre será conduzido pelo neonatologista, enfermeiro ou técnico
de enfermagem (de acordo coma a avaliação da condição clínica do RN) e o profissional do transporte, em
incubadora de transporte aquecida. Os materiais equipamentos necessários são disponibilizados pela UTI
neonatal de acordo com o quadro clínico do RN. Todos os RNs são transportados pela ambulância da
instituição.

Veículo Para Transporte Inter-Hospitalar (Ambulância)

Para transporte de pacientes graves ou instáveis recomendada distância de até 50 km. Para pacientes
estáveis distância de até 160 km. Os pré-requisitos do veículo de transporte de pacientes são:
Altura do compartimento de pacientes suficiente para a acomodação da incubadora de transporte,
com local seguro para sua fixação.
Presença de fonte de energia e luz.
Espaço interno mínimo para a manipulação do recém-nascido em situação de emergência.
Cintos de segurança para a equipe de transporte.

Equipamentos Necessários Ao Transporte Inter- Hospitalar


Na instituição esses equipamentos são providenciados no momento do transporte, pela UTI Neonatal
de acordo com o quadro clínico do RN e tipo de terapêutica implementada:
Incubadora de transporte: transparente para facilitar a visualização do RN, de dupla parede, com
baterias recarregáveis e fonte de luz.
Cilindros de oxigênio recarregáveis (pelo menos dois por transporte), com fluxômetros acoplados,
válvulas redutoras e traqueias.
Balão auto-inflável (ambú) com reservatório de O2 e máscaras para ventilação de recém-nascidos
prematuros e a termo.
Monitor cardíaco e/ou oxímetro de pulso com baterias recarregáveis.
Material para intubação endotraqueal e circuito apropriado para o ventilador mecânico de transporte,
laringoscópio com pilhas e lâmpadas funcionantes e material de fixação.
Bomba infusora.
Capacete para oxigênio inalatório.
Ventilador mêcanico e umidificador aquecido com fluxo contínuo e regulagem de pressão.
Todos os equipamentos são portáteis, leves e de fácil manutenção. Com bateria própria e recarregáveis,
caso seja necessário.
MALETA DE TRANSPORTE DO RN

Materiais
Termômetro. Fitas para controle glicêmico. Curativo poroso.
Clorexidina. Álcool etílico 70% 100ml. Álcool glicerinado 100ml.
Luvas estéreis 7,0 /7,5 / 8,0. Gazes e algodão Agulhas 25/7, 25/08, 40/12.
Sonda gástrica nº 4, 6, 8, 10. Saco Coletor de urina. Estetoscópio.
Esparadrapo. Curativo transparente.
Material de intubação endotraqueal: Cânula de diâmetro uniforme número 2,5/3,0/3,5/4,0. Sonda de
aspiração traqueal n° 6, 8 e 10. Laringoscópio com lamina reta nº 00, 0 e 1.
Material Para acesso venoso: escalpes número 23, 25 e 27 e ou cateter intravenoso flexível (angiocaths)
número 14, 22 e 24, seringas 1, 3, 5 e 10 ml, equipo e buretas de microgotas. Torneira de 3 vias.
Material para cateterização umbilical: sandas gástricas ou uretrais com orifício terminal número 5, 6 e
8, pinça estéril, fórceps de íris e material de sutura.
Material para drenagem torácica: sondas número 8, 10 e 12, lâminas de bisturi e pinça kelly estéreis,
material para fixação e recipientes para selo d’água.
Além dos equipamentos citados acima é importante conta com os seguintes:
Cilindro de ar comprimido recarregáveis, com válvula redutora e fluxômetro, pelo menos dois por
transporte;
Blender de O2 e ar com aquecedor e umidificador da mistura gasosa;
Ventilador de fluxo continuo, limitado a pressão;
Ambú com reservatório de O2, prongs nasais e capuz de O2;
Bombas de infusão contínua com bateria recarregável;
Monitor de pressão arterial com bateria recarregável.

DROGAS
A medicação mínima para o transporte do RN deve ser acondicionada dentro de uma maleta. No caso
de situações onde seja necessário o uso de medicação específica, esta deve ser acondicionada junto com a
medicação mínima necessária.
Glicose a 50% Fenobarbital (ansiolítico) Midazolam
Atropina Água destilada 10 ml Sulfato de Magnésio
Noradrenalina Água Destilada 250 ml Soro Fisiológico 0,9% 250 ml
Furosemida (diurético) Dopamina Soro glicosado 5 e 10% 250 ml
Dobutamina Adrenalina Cloreto de potássio a 10%
Cloreto de sódio a 20% Bicarbonato de sódio a 8,4% Dipirona
Dexametasona Heparina Hidantal
Vitamina K Nitroprussiato de Sódio Lidocaína a 1% (anestesia local)
Lidocaína a 2% sem adrenalina Pancurônio (relaxante muscular)
Noloxone (para reversão da depressão respiratória)
Gluconato de cálcio a 10% (faz reversão do sulfato de magnésio)

Preparo Para o Transporte

Consentimento: após estabilização do RN é obrigatório que a equipe de transporte explique para a


família e estado clínico do RN e a indicação para o transporte. Por mais que a equipe saiba a necessidade do
transporte do RN, os pais são responsáveis pela criança, havendo a necessidade de haver consentimento, por
escrito, dos mesmos para o transporte.
Comunicação: uma vez estabilizado o RN e obtido o consentimento dos pais para o transporte, um dos
membros da equipe deve entrar em contato com a UTIN para relatar um sumário da história clinica do paciente,
avisar qual suporte que se fará necessário e comunicar qual o horário previsto para chegada da equipe de
transporte na UTIN. Deste modo a equipe de UTIN pode se preparar para receber o RN.
Como Realizar o Transporte

Estabilização do RN: para o sucesso do transporte do RN crítico, é necessário a estabilização do


paciente antes do início do transporte propriamente dito. Alguns cuidados especiais devem ser tomados quando
se trata da faixa neonatal.
Manutenção da temperatura: cada grau perdido pode ser de grande risco para o RN. Deve se dar início
ao transporte quando o RN estiver normotérmico. Caso contrário, aquecê-lo lentamente antes do transporte
(aquecimento rápido pode levar ao aparecimento de apneias). A manutenção de temperatura corporal do RN
pode ser atingida na utilização de incubadora de transporte propriamente dito.
Alternativas: manter o RN em calor radiante até o início do transporte, ou envolver o corpo do RN em
filme transparente de PVC (Magipack), ou colocar o RN próximo de bolsa ou luvas com água quente, evitando
o contato direto com a pele do RN, pois pode ocorrer queimaduras.
Manutenção da permeabilidade das vias aéreas: antes do início do transporte, deve-se realizar a
aspiração de secreções da boca, narinas e faringe, verificar a posição do paciente, evitar a flexão da cabeça e a
obstrução da traquéia. No caso de dúvida quanto a permeabilidade das vias aéreas é preferível intubar o RN
no local de nascimento e estabilizá-lo.
Suporte respiratório: deve ser observado o ritmo respiratório e cianose do RN a ser transportado.
Realizar avaliação dos gases sanguíneos antes do início do transporte. Nas seguintes situações é preferível
intubar e transportar o RN sob ventilação assistida a correr risco de uma deterioração aguda do padrão
respiratório durante o transporte, com necessidade de intervenção em condições longe da ideais: ritmo
respiratório irregular ou superficial; necessidade de FiO2 > 0,60 para manter pO2 normal; pCO2 > 45 mmHg;
RN com peso inferior a 1.500 g apresentando desconforto respiratório, pois o risco de estafa e apnéia é muito
grande. Transportar qualquer paciente com desconforto respiratório com sonda para descompressão gástrica,
de preferência orogástrica para evitar obstrução das narinas.
Suporte cardiovascular: antes do transporte deve se avaliar a perfusão periférica, diurese, e se possível,
medir a pressão arterial. Quando indicado, iniciar a infusão de dopamina ou dobutamina, de tal maneira que o
paciente tem condições hemodinâmicas para transporte, sendo realizada a sua administração por via de bomba
de infusão. Não é indicado transportar RN bradicárdico, uma vez que o risco de parada cardiorrespiratória
durante a remoção quase sempre é fatal. É fundamental a estabilização do paciente antes do transporte.
Suporte metabólico: a obtenção de um acesso venoso para correção de possíveis distúrbios metabólicos
é importante para o sucesso do transporte. É preferível a utilização de veias periféricas, especialmente as do
dorso da mão ou do couro cabeludo para uma melhor fixação, como via de acesso venoso. Na presença de
dificuldade para a obtenção de venóclise, pode-se cateterizar a veia umbilical. Neste último caso alguns
cuidados devem ser tomados: localizar o cateter na veia cava inferior; fixar o cateter à veia para evitar o seu
deslocamento com sangramento durante o transporte. Após a obtenção do acesso venoso inicia-se a infusão.
Controla-se a glicose de modo a evitar uma hipo ou hiperglicemia. A estabilização do equilíbrio ácido-básico
antes do transporte do RN é necessário.
Suporte infeccioso: em caso de suspeita de sepse é indicado colher hemocultura e iniciar
imediatamente antibioticoterapia de amplo espectro, dentro do processo de estabilização clínica pré-transporte.
Não se deve esperar a chegada na UTIN para ser iniciado o tratamento.
É só após a estabilização clínica que se coloca o RN na incubadora de transporte, liga-se o equipamento
à bateria e que se conecta o paciente aos gases portáteis. Na ambulância, se possível, utilizar a fonte de oxigênio
e rede elétrica da monitorização durante o transporte deve ser feita de acordo com os seguintes parâmetros:
Temperatura axilar a cada 10 minutos;
Verificação de permeabilidade de vias aéreas: posição da cabeça e do pescoço do RN, presença de
secreções, posição e fixação da cânula traqueal;
Observação de ritmo respiratório, da expansibilidade de caixa torácica, de cianose e, se possível, da
saturação de oxigênio, através de um oxímetro;
Verificação dos batimentos cardíacos, de preferência através de monitor de frequência cardíaca. Se
não for possível, o uso de monitor, verificar o pulso femoral ou braquial;
Observação de permeabilidade da via de acesso venoso, do funcionamento da bomba de infusão e (ou)
do gotejamento da bureta;
Glicemia capilar imediatamente antes do início do transporte e depois a cada 20-30 min.
Transportar o RN com a parte transparente da incubadora acessível à visualização por parte da equipe
de transporte. Nunca deixar qualquer paciente, mesmo estável, sozinho na parte traseira da ambulância.
Se houver qualquer intercorrência, é preferível parar a ambulância e realizar os procedimentos
necessários com calma, a correr o risco de realiza-los com ansiedade, em meio aos solavancos de um veículo
em alta velocidade.
No transporte neonatal não há necessidade de velocidade excessiva se o paciente estiver estabilizado.
A velocidade de 60 km/h, sem a utilização de vias na contra mão, ultrapassagens perigosas ou desrespeito aos
sinais de trânsito, é mais segura para o RN e para a equipe do transporte.

Chegada a UTIN
Na chegada a UTIN, é função da equipe de transporte repassar todas as informações necessárias para
o cuidado daquele paciente. A equipe de transporte deve, também recolher e verificar todo o material utilizado,
para que, se houver necessidade, este material esteja pronto para um transporte de um próximo recém-nascido.