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PEDAGOGIA

GIZELLE ROSÁLIA SILVA VILAS BOAS

ASPECTOS FILOSÓFICOS, SOCIOLÓGICOS E


PEDAGÓGICOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS


2019
GIZELLE ROSÁLIA SILVA VILAS BOAS

ASPECTOS FILOSÓFICOS, SOCIOLÓGICOS E


PEDAGÓGICOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Trabalho de Licenciatura em Pedagogia apresentado


como requisito parcial para a obtenção de média
bimestral na disciplina de Legislação Educacional,
Sociologia da Educação, Filosofia da Educação, Teorias
e Práticas do Currículo, Ed – Cultura Brasileira, Práticas
Pedagógicas em Pedagogia; Cond. de Aprendizagem na
Educação Infantil.

Orientador: Professores Marcio Gutozo Saviani, Vilze


Vidotte Costa, Mari Clair Moro Nascimento, Tatiane Mota
Santos Jardim.

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS


2019
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................3
2 DESENVOLVIMENTO...........................................................................................4
2.1 OS CAMPOS DE EXPERIÊNCIAS....................................................................5
2.1.1.1 Sequência de atividades relacionadas ao campo de experiência - Eu, o
outro e nós, para crianças em idade pré-escolar, de 4 e 5 anos.................................8
2.1.1.2 Intervenção no Tanque de areia.....................................................................9
3 CONCLUSÃO......................................................................................................15
REFERÊNCIAS...........................................................................................................16
3

1 INTRODUÇÃO
4

2 DESENVOLVIMENTO

A Base Comum Curricular (BNCC) é um documento normativo que


define o conjunto de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem
desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação. A BNCC é uma
referência nacional obrigatória, mas não é um currículo, seu papel será de orientar a
revisão e a elaboração nos estados e municípios.
A BNCC na Educação Infantil estabelece seis direitos de
aprendizagem: conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se. São
eles que asseguram as condições para que as crianças “aprendam em situações
nas quais possam desempenhar um papel ativo em ambientes que as convidem a
vivenciar desafios e a sentirem-se provocadas a resolvê-los, nas quais possam
construir significados sobre si, os outros e o mundo social e natural” (BNCC).
A BNCC define direitos de aprendizagem para crianças de 0 a 5
anos, a BNCC reconhece a Educação infantil como uma etapa essencial e
fundamental para a construção de identidade e da subjetividade da criança.
A Base Comum Curricular é um documento que determina o
conjunto de competências gerais que todos os alunos devem desenvolver ao longo
da educação básica – que inclui a educação infantil, o ensino fundamental e o
ensino médio. Esse conhecimento pretende assegurar uma formação integral com
foco na construção de uma sociedade inclusiva, justa e democrática.
A Educação infantil se configura como a primeira etapa da educação
básica é nela que o processo educacional tem início. Segundo a BNCC:

Como primeira etapa da Educação Básica, a Educação Infantil é o início e o


fundamento do processo educacional. A entrada na creche ou na pré-escola
significa, na maioria das vezes, a primeira separação das crianças dos seus
vínculos afetivos familiares para se incorporarem a uma situação de
socialização estruturada. (BNCC).

Os eixos estruturais, interagir e brincar são de extrema importância


para que a criança estabilize sua aprendizagem. É a partir da brincadeira e da
interação que ela desenvolve nesta etapa, as estruturas, habilidades e competências
que serão importantes ao longo da vida.
A grande mudança proposta pela BNCC na educação infantil está na
definição de seis direitos para crianças de 0 a 5 anos, que são: conviver, brincar,
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participar, explorar, expressar e conhecer-se. São esse direitos que asseguram as


condições para que as crianças “Aprendam em situações nas quais possam
desempenhar um papel ativo em ambientes que as convidem a vivenciar desafios e
a sentirem-se provocadas a resolvê-los, nas quais possam construir significados
sobre si , os outros e o mundo social e natural” (BNCC).
A BNCC não altera somente no conteúdo ela pede um novo
professor em sala de aula, o documento propõe uma transformação do professor, o
professor não é o único detentor do saber, ele entra como o mediador, o tutor que
indica os caminhos, orienta e deixa o aluno trilhar sua via na construção do
conhecimento.
A base tem a intenção, tais como outros documentos prescritos,
garantir a qualidade da educação para que os alunos possam avançar para outros
níveis e ou etapas de escolarização. A Base visa produzir condições de formação
com igualdade para todos.

2.1 OS CAMPOS DE EXPERIÊNCIAS

A BNCC estabelece cinco campos de experiências para Educação


Infantil que indicam quais experiencias fundamentais para que a criança aprenda e
se desenvolva. Os campos enfatizam noções, habilidades, atitudes, valores e afetos
construindo sua identidade. O currículo por campos de experiencias destaca a
necessidade de conduzir o trabalho pedagógico na Educação Infantil por meio de
práticas abertas a iniciativa, desejos e formas próprias de agir da criança.
Os campos de experiências da BNCC promovem uma mudança
conceitual no currículo da Educação Infantil. Para a nova base, a criança não é mais
apenas uma receptora das mensagens transmitidas pelos adultos, mas também é
capaz de produzir cultura.
Nesse sentido, as propostas são a base estrutural pedagógica que
devem guiar as escolas com os fundamentos necessários para cada etapa. Assim, a
organização curricular está estruturada em cinco campos de experiência, que se
baseiam nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI).
Considerando esses saberes e conhecimentos, os campos de
experiências em que se organiza a BNCC são:
O eu, o outro e o nós – É na interação com os pares e com adultos
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que as crianças vão constituindo um modo próprio de agir, sentir e pensar e vão
descobrindo que existem outros modos de vida, pessoas diferentes, com outros
pontos de vista. Conforme vivem suas primeiras experiências sociais (na família, na
instituição escolar, na coletividade), constroem percepções e questionamentos sobre
si e sobre os outros, diferenciando-se e, ao mesmo tempo, identificando-se como
seres individuais e sociais. A criança chega na escola e seu foco é seu próprio (eu),
com o trabalho realizado na escola a criança passa a perceber seus colegas(outro) e
logo está interagindo no meio dos outros(nós). Portanto é na Educação Infantil que a
criança amplia sua autopercepção, assim como a percepção do outro, valorizando
sua identidade, aprendendo a respeitar os outros e reconhecendo que existe
diferenças entra elas.
Corpo, gestos e movimentos – Neste campo de experiencias que
as crianças usam o corpo para explorar todo o universo ao seu redor, seja universo
cultural ou social. A BNCC estabelece que são nas diferentes expressões que as
crianças se entrelaçam, o corpo, o movimento e as emoções com a linguagem
própria delas. Por meio das diferentes linguagens, como a música, a dança, o teatro,
as brincadeiras de faz de conta, elas se comunicam e se expressam no
entrelaçamento entre corpo, emoção e linguagem. As crianças conhecem e
reconhecem as sensações e funções de seu corpo e, com seus gestos e
movimentos, identificam suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo, ao
mesmo tempo, a consciência sobre o que é seguro e o que pode ser um risco à sua
integridade física. O foco neste campo consiste na ampliação do repertório dos
movimentos, onde a criança vai descobrindo várias formas de ocupação e uso do
espaço através do seu próprio corpo. Este campo de experiencias prevê atividades
(tais como se sentar com apoio, rastejar, engatinhar, escorregar, caminhar
apoiando-se em berços, mesas e cordas, saltar, escalar, equilibrar-se, correr, dar
cambalhotas, alongar-se etc.).
Este campo de experiencias traz o desenvolvimento sensório motor
da criança.
Traços, sons, cores e formas – A convivência com diferentes
manifestações artísticas, culturais e científicas no ambiente escolar possibilita a
vivência de várias formas de expressão e linguagens. A partir dessas experiências,
as crianças desenvolvem seu senso estético e crítico, além da autonomia para criar
suas produções artísticas e culturais.
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Dessa forma, é de extrema importância para a criança da Educação


Infantil o contato com as artes visuais, música, teatro, dança e audiovisual, para que
ela possa desenvolver sua sensibilidade, criatividade e sua própria maneira de se
expressar, criando suas próprias produções artísticas ou culturais, exercitando a
autoria (coletiva e individual) com sons, traços, gestos, danças, mímicas,
encenações, canções, desenhos, modelagens, manipulação de diversos materiais e
de recursos tecnológicos. É um dos campos de experiencia mais extraordinário para
o universo infantil, neste campo a criança pode misturar traços, sons, cores e formas
no mundo real, no mundo em que ela vive. Os traços, as formas, os sons estão
inseridos no contexto da criança.
Escuta, fala, pensamento e imaginação – Durante a Educação
Infantil, é importante estimular os pequenos a ouvir e a falar, por meio de
experiências que potencializam sua participação na cultura oral.
É escutando histórias, participando de conversas e ouvindo
narrativas em múltiplas linguagens que a criança se estabelece ativamente como
sujeito singular e pertencente a um grupo social.
O contato com a literatura infantil proposto e mediado pelo educador
contribui para o desenvolvimento do gosto pela leitura, além de estimular a
imaginação e ampliar o conhecimento de mundo. Ainda nesse sentido, a imersão na
cultura escrita deve partir das curiosidades e dos conhecimentos prévios.
O contato com fábulas, contos, histórias e poemas, entre outros,
também propicia a familiaridade com os livros e com os diferentes gêneros literários.
Nesse convívio, as crianças vão desenvolvendo hipóteses sobre a escrita, que se
apresentam, inicialmente, em forma de rabiscos.
Isso faz com que elas, aos poucos, conheçam as letras do alfabeto,
mesmo que em caligrafias não convencionais e espontâneas. Porém, isso já indica
sua compreensão da escrita como forma de comunicação e representação da
língua.
Este campo de experiências leva a criança a perceber o mundo a
sua volta.
Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações – A
criança da Educação Infantil está inserida em um mundo de descobertas, com
espaços e tempos de diferentes dimensões. Logo, é nessa idade que ela começa a
despertar sua curiosidade para o mundo físico, seu corpo, animais, plantas,
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natureza, conhecimentos matemáticos, bem como para as relações do mundo


sociocultural.
Por isso, a BNCC entende que, na Educação Infantil, a escola
“precisa promover experiências nas quais as crianças possam fazer observações,
manipular objetos, investigar e explorar seu entorno, levantar hipóteses e consultar
fontes de informação para buscar respostas às suas curiosidades e indagações.”
Dessa forma, no ambiente escolar criar oportunidades para a criança
ampliar seu conhecimento de mundo, de modo a utilizá-los em seu dia a dia.

2.1.1.1 Sequência de atividades relacionadas ao campo de


experiência - Eu, o outro e nós, para crianças em idade pré-escolar, de 4 e 5 anos.

Eu e meu corpo
Objetivos: Familiarizar-se com a imagem do corpo. Trabalhar
imitações, gestos e expressões. Construir a identidade.
Conteúdo(s): Reconhecer o próprio corpo, e suas extensões assim
como as características de cada indivíduo.
Desenvolvimento 1ª etapa
Todas as atividades devem ser feitas em frente aos espelhos,
sempre estimulando a observação.
Atividade 1
Incentivar os pequenos a observar a própria imagem. Pedir que eles
toquem diferentes partes do corpo. Propor brincadeiras como balançar os cabelos,
levantar os ombros e cruzar os braços. Estimular a imitar os gestos dos colegas:
Vejam a careta do João! Vamos fazer igual?
Atividade 2
Colocar músicas do cancioneiro popular (Caranguejo Não É Peixe,
Cabeça, Ombro, Perna e Pé etc.) que abordem partes do corpo ou sugiram
movimentos. O objetivo é se aventurar em novos gestos e imitar os colegas.
Atividade 3
Propor agora a brincadeira seu-mestre-mandou. Com todos em pé,
dê os comandos: Cruzar as pernas! Ajoelhar-se!. A cada posição, estimule-os a se
observar e testar possibilidades de movimento.
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Atividade 4
Para brincar com expressões faciais, mostre cartazes com diversas
fisionomias. Depois, sugira que as crianças façam caretas variadas.
Atividade 5
Hora do faz-de-conta: sugira que uma escolha se quer brincar de
casinha, fantasiar-se ou maquiar-se. Ofereça novas possibilidades de acessórios e
de brincadeiras.
Avaliação
Observe se houve concentração, interação com o espelho e com os
colegas e exploração dos gestos e materiais.

2.1.1.2 Intervenção no Tanque de areia

O QUE FAZER ANTES?


Contextos prévios:
A seleção dos materiais é muito importante nesta atividade. O
objetivo é que eles contribuam para ampliação do repertório de brincadeiras das
crianças, instiguem novas ações, promovam diversidade de procedimentos,
favoreçam a investigação, enriquecendo a dinâmica das brincadeiras no tanque de
areia. Para sua realização será preciso coletar objetos do cotidiano e materiais de
largo alcance.
Materiais:
1) Sugestões de objetos do cotidiano: potes, copos, panelas, pratos,
formas, bandejas, talheres, batedores de clara, escorredores de massa, funis,
bacias, baldes, esponjas, medidores, peneiras, espremedores, pilões.
2) Sugestões de materiais de largo alcance: embalagens, garrafas
plásticas, latas, pedaços de conduites ou canos de pvc, caixas de papelão e tecidos.
Os objetos do cotidiano e materiais de largo alcance devem ser
organizados em caixas que possam ser transportadas para o tanque de areia. É
importante que haja uma boa quantidade de materiais e utensílios para que as
crianças possam fazer as escolhas e trocas
Espaços: Planeje que a atividade aconteça no
tanque de areia ou em outro espaço da escola em que as crianças brinquem com
areia, como o parque, caixotes ou piscinas plásticas com areia etc. Ao se deslocar
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com as crianças para o local, leve as caixas previamente organizadas. Peça que as
crianças o ajudem nesse transporte
Tempo sugerido: Aproximadamente uma hora.
Acomodados junto ao tanque de areia em grande grupo,
converse com as crianças sobre os materiais que trouxeram nas caixas, que foram
coletados e organizados junto às famílias e funcionários da escola. Troquem ideias
sobre como podem organizar esse espaço do tanque de areia para brincadeiras,
incluindo esses materiais. Problematize sobre quais elementos da natureza estão
disponíveis no espaço e que podem enriquecer as atividades. Incentive os pequenos
a explorar o local, quando forem brincar, e a coletar materiais naturais. É importante
conversar sobre o cuidado com as plantas que estão vivas, para que não sejam
arrancados galhos, folhas ou flores. Diga onde poderão pegar a água para brincar e
faça combinados com a turma, como por exemplo, a respeito do uso da água, da
possibilidade de tirar os calçados e onde organizá-los.
No primeiro momento da proposta, as crianças planejam e
organizam o espaço, os materiais e a própria brincadeira, decidindo com os colegas
com o que e como brincar. Estão à vontade para retirar os materiais da caixa,
identificar objetos, explorando diversos movimentos, mostrando o que encontraram
para os colegas etc. Se desejarem, circulam pelo local, procurando elementos da
natureza. As brincadeiras se darão em duplas, pequenos grupos ou individualmente,
como elas preferirem. Não fique preso à divisão e ao arranjo inicial das crianças,
possivelmente durante a brincadeira elas encontrarão outras formas de organização
dos espaços e materiais, desfarão agrupamentos e farão interações entre diversos
grupos.
Enquanto interage brincando e conversando com as crianças,
observe se elas reproduzem modelos sociais, como organizam as divisões de
papéis e funções, por exemplo, se há uma criança encarregada por pegar a água.
Veja se os materiais selecionados estão favorecendo a criação de novas
brincadeiras, quais desafios e problemas surgem e como estão sendo solucionados.
É muito importante que as observações sejam registradas, ainda que
posteriormente, para nortear o planejamento das ações futuras, a partir das
curiosidades, interesses e necessidades demonstradas pelas crianças. Os registros
também serão úteis para planejar outras intervenções no tanque de areia, refletindo
sobre a seleção dos materiais e podendo apontar para a necessidade de diferentes
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organizações.
2.1.1.3 Aprender um jogo novo

Contextos prévios: Essa proposta pressupõe uma vivência com


jogos novos, portanto, é importante que você já tenha feito com as crianças um
levantamento daqueles que são conhecidos por elas (tanto na escola como em
casa). Assim, os jogos propostos nesta atividade serão de fato, novidade para o
grupo. Visando garantir a dinâmica sugerida, considere que a quantidade dos novos
jogos selecionados acolha a participação de todas as crianças, sendo assim, busque
jogos que envolvam quatro ou mais jogadores ou ainda estude adaptá-los, de modo
que caso a quantidade indicada seja de dois participantes, você a amplie para que
duplas de crianças representem um jogador, por exemplo.
Materiais: Jogos com regras que não sejam de conhecimento do
grupo. Organize ao menos três jogos, sendo um para utilizar no grande grupo e
outros dois em pequenos grupos. Caso não seja possível, considere mais de um
exemplar de cada jogo para o trabalho com pequenos grupos. Prepare fichas das
regras resumidas de cada jogo, com intuito de apoiar as crianças no momento da
vivência. Considere ainda, na elaboração dessas fichas, a inclusão de imagens e a
utilização de recursos gráficos que permitam que os pequenos estabeleçam diversas
estratégias de leitura.
Espaços: Assegurar uma boa visualização dos jogos por todas as
crianças. Para isso, pense na disposição deles, que pode ser feita no chão (no
centro de uma roda) ou em cima da mesa (com o grupo ao redor). Organize a sala
para garantir a participação de todo o grupo e a circulação dos pequenos pelos
espaços.
Tempo sugerido: Aproximadamente uma hora e 30 minutos.
Diga que buscou jogos diferentes daqueles que costumam jogar na
escola ou em casa. Convide então o grupo para explorar os jogos, passando suas
embalagens pela roda, para que todas as crianças possam observá-los. Diga que
neste momento os jogos irão apenas circular na roda para que todos vejam quais
são e se eles são novidades para todos, esclareça que ainda não é o momento de
abrir as caixas ou de explorar os jogos em detalhes, apenas as informações que
aparecem nas embalagens: imagens, títulos, informações etc.
A de hoje é que possamos experimentar esses jogos novos
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em pequenos grupos e depois conversarmos sobre essa experiência. Como vocês


acham que podemos fazer isso? Boa ideia! Olhem, ela disse que podemos sortear
os grupos e cada grupo escolhe o jogo que quer experimentar. Vocês concordam? E
depois o que faremos? Ah! Iremos jogar, mas o que precisamos fazer para poder
jogar cada jogo, já que são novidade para nós? Hum! Bem lembrado! Para jogar
precisamos conhecer o jogo, precisamos saber como se joga.
Ao construir com o grupo o entendimento de que é necessário
conhecer o jogo e suas regras para poder jogá-lo, convide os integrantes dele para
conhecer um dos jogos novos, ainda na grande roda, de maneira que você possa
detalhar a dinâmica da atividade e explorar a importância das regras em jogo.
Apresente os jogos disponíveis, fazendo a leitura de seus nomes e das informações
gerais de suas embalagens, como o objetivo e o número de jogadores. Selecione
com as crianças um jogo para vocês conhecerem coletivamente e diga que depois
cada grupo irá escolher um jogo para conhecer e jogar.
Uma vez sendo escolhido o jogo, convide uma das crianças para
abri-lo e descrever o que encontrou. Estimule o grupo a refletir sobre os itens
encontrados, por meio de questionamentos, e auxilie-a a pontuar cada um deles e
suas possíveis funções no jogo. Preveja que as crianças poderão falar
simultaneamente e que muitas poderão querer manusear as peças do jogo. Nesse
momento, faça intervenções buscando destacar a necessidade de escuta e de
espera, ao mesmo tempo em que você acolhe a forma imediata de exploração das
crianças, sem deixar que isso esgote o tempo da proposta. Lembre às crianças de
que elas estão aprendendo algo novo e que é preciso ter atenção. Após a
exploração dos itens do jogo no grande grupo, lance o desafio para o grupo de como
é que se joga determinado jogo e, ao receber a orientação de que é preciso
conhecer as regras do jogo, converse com o grupo sobre a importância das regras e
as informações que elas nos oferecem.
Após conversar sobre a importância das regras, peça a outra criança
que pegue o manual do jogo, para que você leia as regras para o grupo. Busque
fazer uma leitura comentada e em voz alta. Aponte para a turma que todo jogo tem
suas peças, seus elementos e reflita com as crianças o que acontece se um desses
elementos for perdido. Chame a atenção delas também para a questão da
quantidade de jogadores e traga situações reais que ilustrem a limitação de
participantes em um jogo. Em seguida, leia os objetivos e interprete-os com o grupo.
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O que eles representam? O que nos indicam os objetivos do jogo? E só então


detalhe as regras, destacando para o grupo que elas revelam o passo a passo do
jogo, como podemos jogá-lo e o que não podemos fazer para alcançar seu objetivo.
Uma vez percorrido todo o manual com o grupo, investigue junto às crianças se as
informações destacadas revelaram a elas como se joga. Considere pedir aos
pequenos que expliquem com suas palavras a dinâmica interpretada, a partir do
conhecimento do manual do jogo. Para isso eles podem usar os materiais do jogo
como apoio à sua explicação.
Ainda com o grande grupo reunido, escolha um pequeno grupo para
jogar uma rodada do jogo apresentado. Proponha aos pequenos que assistem ao
jogo que sejam parceiros dos jogadores, contando para eles, apoiados nas
aprendizagens das regras, as dicas de como devem se movimentar no jogo.
Depois de jogar coletivamente com o grande grupo uma partida do
novo jogo, convide as crianças para se organizarem em pequenos grupos e
selecionarem um jogo para jogarem. Retome os jogos disponíveis, excluindo aquele
utilizado na experiência coletiva em roda e faça novamente uma apresentação de
cada um deles. Aproveite para levantar as hipóteses das crianças quanto à dinâmica
de cada jogo. Peça, então, que cada grupo escolha um jogo para jogar. Caso mais
de um grupo tenha interessante em um mesmo jogo, reforce a existência de outros
jogos e estabeleça com as crianças envolvidas um critério para a seleção. Auxilie os
grupos neste processo de negociação, observe os argumentos utilizados e, não
havendo uma definição, proponha um sorteio de qual grupo ficará com o jogo em
disputa. Combine ainda que os jogos ficarão na sala e que todos poderão
experimentá-los em outros momentos.
Quando todos os grupos já tiverem com seus jogos, auxilie-os para
se organizarem pela sala, para que possam experimentá-los de maneira adequada,
isto é, de modo que todos tenham espaço para visualizar e participar do jogo,
perceba que os grupos serão formados pela preferência do jogo, assim, que é
possível que haja mais jogadores que o jogo propõe. Incentive as crianças a traçar
as estratégias para a melhor organização dos jogos. Lembre-as de que irão jogar
por um tempo e depois voltarão para a grande roda para conversar. Já sinalize que
em outro momento elas poderão jogar mais todos os jogos, pois eles ficarão na sala.
Uma vez organizados, os pequenos grupos iniciarão suas
experiências. Circule pela sala dando suporte para o entendimento das regras do
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jogo, utilizando estratégia semelhante à realizada na grande roda. Observe as


crianças jogando e faça anotações sobre os desafios encontrados em cada grupo.
Quando solicitado, ofereça o suporte necessário, seja realizando a leitura do
manual, esclarecendo uma dúvida ou mediando situações que emergirem no
contexto do jogo. Nesses momentos busque estimular as crianças a encontrar as
possíveis soluções para a questão de forma autônoma e solidária. Ainda circulando
pelos pequenos grupos, sinalize quando o tempo da vivência estiver terminando e,
ao término dele, peça para que cada grupo organize seu jogo na embalagem e dirija-
se à grande roda, na qual será feita a partilha das vivências.
Na roda, pergunte às crianças se gostaram da vivência e convide-as
para partilhar as experiências. Peça que cada grupo fale sobre o jogo que jogaram,
revelando como se joga, se conseguiram jogar, quais desafios encontraram e como
se sentiram. Incentive os pequenos a ouvir e a respeitar as falas e sentimentos dos
outros. Considere lançar nesse momento os desafios e as conquistas das crianças,
observados por você durante a vivência dos jogos, convidando-as crianças a refletir
sobre maneiras diversas de superá-los, entretanto, cuidando para não os
personalizar, ou seja, fale sobre as situações observadas sem dizer em quais grupos
elas aconteceram.
Após as crianças terem partilhado as experiências e você ter
percebido que as principais situações observadas na dinâmica dos grupos durante o
jogo foram exploradas, conclua a atividade resgatando o objetivo proposto e
verificando se conseguiram atender à proposta da atividade. Aproveite para
investigar com as crianças o que aprenderam com essa atividade.
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3 CONCLUSÃO
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REFERÊNCIAS

https://educacaoetransformacaooficial.blogspot.com/2019/01/bncc-na-educacao-
infantil-saiba-quais.html?

https://novaescola.org.br/plano-de-aula/

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a


base. Brasília, DF, 2017. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?
option=com_docman&view=download&alias=79601-anexotexto-bncc-reexportado-
pdf-2&category_slug=dezembro-2017-pdf&Itemid=30192. Acesso em: jul. 2019.
(etapa da Educação Infantil – p. 33-50)

OLIVEIRA Zilma de Moraes Ramos. Campos de experiência: efetivando direitos e


aprendizagens na educação infantil. Ministério da Educação. São Paulo: Fundação
Santillana, 2018. Disponível em: http://movimentopelabase.org.br/acontece/os-
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