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BARROS; LIMA; NETO; SOARES (2019) Curso Técnico em Meio Ambiente

COMO A PRÁTICA DO VOLEIBOL INFLUENCIA NO DESENVOLVIMENTO FISICO, MENTAL, E


PSICOSSOCIAL DOS PRATICANTES DA MODALIDADE DO CAMPUS IPANGUAÇU DO IFRN

BARROS, Joan David Alves de; NETO, José Valdenor da Paz


1. Trabalho de Conclusão de Curso (TCC);
3. Orientador: Gerardo Marcílio Pinto Lima.
4. Coorientador: Kássio Roberto Brito Soares
joan.david10@hotmail.com; zeneto_5000@hotmail.com

RESUMO
No presente trabalho abordaremos os impactos da nicho mercadológico capaz de movimentar bilhões de
prática rotineira do esporte, em especial o voleibol, no dólares anuais. Entretanto, a difusão de diversos
desenvolvimento biopsicossocial de adolescentes conceitos no âmbito do treinamento esportivo gera no
escolares na faixa etária entre 16 até 24 anos seio dessa ciência grandes controvérsias
Trataremos sobre como as cargas de treinamento metodológicas: grandes volumes de treinamento
físico, técnico, tático e psicológico afetam a evolução possuem impacto negativo no psicológico dos atletas?
osteomuscular, bem como o comportamento em Grandes períodos de tempo na convivência com
pequenos e grandes grupos diante dos desafios colegas e treinadores gera carga de estresse
propostos ao longo das secções de treinamento.Sabe- psicológico? Possíveis dores osteomusculares
se que o esporte logrou alcançar grande destaque nas contribuem para o desenvolvimento eficaz da
sociedades modernas, fenômeno corroborado por maturidade mental? Esses e outros questionamentos
grandes autores, pela grande mídia e até mesmo pelos serão foco deste estudo realizado no Instituto Federal
gestores públicos que vem no desporto um grande do Rio Grande do Norte, IFRN – Campus Ipanguaçu.

PALAVRAS-CHAVE: Desenvolvimento, Psicossocial, Treinamento, Pedagogia, Esporte.

HOW VOLLEYBALL PRACTICE INFLUENCES PHYSICAL, MENTAL, AND PSYCHOSOCIAL


DEVELOPMENT OF IF-IP CAMPUS MODALITY PRACTICES.

ABSTRACT

In the present paper we will address the impacts of the


routine practice of sport, especially volleyball, on the the field of sports training generates within this science
biopsychosocial development of 16 to 24 year old great methodological controversies: Do large volumes of
schoolchildren. As well as behavior in small and large training negatively impact the athletes? Do long periods
groups facing the challenges proposed throughout the of time living with colleagues and coaches generate a
training sections. It is known that sport has achieved burden of psychological stress? Can musculoskeletal pain
great prominence in modern societies, a phenomenon contribute to the effective development of mental
corroborated by great authors, the mainstream media maturity? These and other questions will be the focus of
and even the public managers who come to sport a large this study conducted at the Federal Institute of Rio
market niche capable of moving billions of dollars Grande do Norte, IFRN - Campus Ipanguaçu.
annually. However, the diffusion of various concepts in

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KEYWORDS: Development, Psychosocial, Training, Pedagogy, Sport

1 INTRODUÇÃO

A Constituição Federal de 1988 em consonância com a Declaração Universal dos Direitos


Humanos trata que todos têm direito a educação e ao lazer, sendo assim, um dever do Estado
conforme texto abaixo mencionado: “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a
moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a
assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. ” (Art. 6º da Constituição Federal do
Brasil, 1988). A partir do texto da carta magna, percebe-se a importância social e cultural do esporte
nas sociedades modernas, uma vez que, granjeou seu lugar em tão importante texto do nosso país.
BETTI (1991) ressalta que “ entre 1969 e 1979, o Brasil observou a ascensão o esporte à razão
de Estado e a inclusão do binômio Educação física/esporte na planificação estratégica do Governo,
muito embora o esporte de alto nível estivesse presente no interior da sociedade desde os anos de
20 e 30”.
Podemos perceber, ainda, sua dimensão por outras expressões da sociedade civil, tais como,
o grande espaço na mídia impressa e digital, nas ações palavras e atitudes da população
emprestadas de grandes ídolos do esporte e ainda das vultosas somas movimentadas todos os anos
pela indústria esportiva. Sobre isso, BETTI (2011) nos diz que “ No ano de 2009 a indústria do
entretenimento ai incluindo jogos digitais, uniformes esportivos, suplementação esportiva e
matérias esportivos gerou espantosos U$ 1.000.000.000,00”
Isto posto, faz-se necessário um constante debruçar-se sobre os conhecimentos relativos as
pedagogias do esportes, seus métodos e seus resultados na formação de jovens e adultos de modo
a contribuir para o desenvolvimento desta ciência. Na escola não pode ser diferente sob pena de
afastarmo-nos da realidade e da atualidade das práticas pedagógicas voltadas ao desporto.
Sobre isso, DARIDO E RANGEL (2011, P.183) afirmam “ O esporte escolar tem por finalidade
gerar cultura evitando exclusão e competitividade exacerbada”. Desta maneira, o professor ao
trabalhar o esporte na escola, além de proporcionar vivencia em diversas modalidades deverá fazê-
lo de forma crítica levando seus alunos a reflexões sobre questões relativas como o dopping, excesso
de exercícios, lesões, trabalho em equipe, cultura da vitória, fair play e etc.
Embasados no raciocínio supracitado, propõem-se no âmbito da educação profissional, que
busca ser integral, uma pesquisa que tem como mote descobrir até que ponto a pratica rotineira de
atividades esportivas, em especial no nosso caso o voleibol, pode interferir no desenvolvimento
geral e a nível de subgrupo de estudo nos aspectos osteomusculares, psicológicos e sociais.

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2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Segundo o pensamento de Dishman, no qual trata sobre a atividade física e psicologia,


relacionada à Educação Física e à Fisioterapia, a Psicologia do Esporte tem buscado ser reconhecida,
atualmente, como uma disciplina da Psicologia, entendida como Psicologia aplicada. (DISHMAN,
apud RUBIO, 2000)
Analogamente ao autor, quando pensamos em definir a ansiedade, ocorre-nos de pensar
num sentimento de insegurança causado por uma expectativa de algum perigo, ameaça ou desafio
existente, ainda que essa novidade esteja esboçada apenas numa situação desconhecida. (Afonso
Antônio Machado, 2006).
Conforme as ideias do mesmo especialista, o esporte escolar, cujo objetivo vem a ser a
formação, preparando seus praticantes para a cidadania, a permanência na atividade física e o lazer.
(Afonso Antônio Machado, 2006).
Ainda sobre este assunto, Daiuto (1977) afirma que o aprendizado mental envolve processos
cognitivos e exemplifica lembrando a facilidade com que o indivíduo usa a linguagem e o raciocínio
abstrato. (Afonso Antônio Machado, 2006).
Por Magill, na medida em que tem havido uma ampliação no referencial teórico e
metodológico, cada vez mais a prática mental é aceita e utilizada no meio esportivo. Ela visa a ajudar
a minimizar os problemas referentes à aprendizagem, principalmente os de natureza externa, como
no caso de aulas de educação física com turmas numerosas, e de deficiência de material didático.
(Magill, 1984 ).
Urgindo concomitante ao pensamento do autor, o receio de enfrentar o desconhecido, o
incerto, o novo, coloca o indivíduo em estado de preocupação constante. É o desconforto gerado
pela expectativa diante do sucesso ou fracasso diante de algo que só vai acontecer no futuro.
(Afonso Antônio Machado, Psicologia do Esporte, 2006).
Ainda sobe esse tema (Le Gall, 1978) nos diz que, a percepção de medo acontece quando
existe a possibilidade de perigo concreto, em que a situação ameaçadora é real.
Nesse contexto, trazendo o pensamento do seguinte autor em que fala, Consiste na
convicção com qual a pessoa tem que pode executar qualquer tarefa com sucesso, sendo relativa,
as crenças e pensamentos pessoais acerca de suas capacidades. (Afonso Antônio Machado, 2006).
De posse destes conhecimentos, como proceder? Qual trabalho mais adequado? Qual
caminho seguir? Somos cientes de que o ambiente escolar ainda se modela pelo mundo da
sociedade do espetáculo, que garante o entorno da vida escolar. (Afonso Antônio Machado, 2006).
Seguindo esse raciocínio, abordaremos o vôlei como prática de atividade física baseando-se
nas seguintes palavras: “na escola, na educação física escolar, o voleibol sempre faz parte dos
currículos, podendo ser utilizado com finalidade educacional. Nesse caso, é necessário ter clareza
de que escola se está abordando e, por conseguinte, de qual o seu Papel, bem como o da educação
numa sociedade de classes que necessita superar vários problemas sociais”. (SILVA, Luciene Ferreira
e MORENO, José Carlos de Almeida).

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Segundo (Bompa, 2012, p.50), “um plano de treinamento deve se basear em uma análise
dos parâmetros fisiológicos e psicológicos do atleta, onde daí darão a percepção de até onde esse
atleta pode ir, sua capacidade de treinamento e outros fatores. ”
A partir de uma ideia conjunta devemos sempre buscar os limites daqueles que estão
dispostos a pratica de qualquer modalidade, porém aqueles “treinadores e técnicos” responsáveis
pela execução do mesmo, de manter temperança entre os 4 fatores de treinamento.

Figura 1: Pirâmide de fatores do treinamento (Periodização, 2012, Bompa).

Buscar o melhor de cada um é a essência do esporte, força-los a buscar algo que não estão
ao seu alcance é algo que só tendo a prejudicar os atletas. Imaginando que se isso pode destruir
carreiras de consagrados esportistas, o que não pode acontecer com estudantes lançados a
modalidades tão pesadas. O esporte como um todo pode ser levado a qualquer idade, dos mais
jovens ao mais velhos, e tudo dependerá do estudo e análise de cada corpo e cada ser humano.
Treinamentos devem e são pensados para o sucesso de um desportista, uma das opções
mais relevantes nessa área é o treinamento físico apropriado.
A ideia anterior reforça a ideia da quebra de rótulos em treinamentos físicos, mantendo o
equilíbrio do corpo, qualquer esporte pode ser aplicado a qualquer pessoa. Sempre aprender coisas
novas, é ai que entram as modalidades acíclicas ou não repetitivas, em especial o voleibol, o
exercício é um dos mais recomendados a quem deseja se encaixar em alguma modalidade, seja em
busca da prática profissional ou apenas para manter-se em atividade.
Segundo o professor de educação física da Ufes, Otávio Guimarães Tavares em entrevista
cedida ao portal educação física, “o vôlei tem uma característica de esporte coletivo. É uma
atividade que estimula algum tipo de interação e sociabilidade. A diferença do esporte em relação
a outras práticas é o pouco contato físico, pois existe uma rede dividindo os dois times.” Para as
pessoas que não gostam de esportes de contato mais incisivo, como no handebol, o vôlei é um
ótimo exercício, pois tem uma interação mais controlada, e as chances de problemas físicos durante

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a sua prática podem ser menores, explica. Além disso, é importante distinguir os atletas de fim de
semana e aqueles que jogam vôlei com uma regularidade maior ou até mesmo sejam profissionais.

3 METODOLOGIA (OU MATERIAIS E MÉTODOS)

A priori, para alcançar os resultados pretendidos por esse estudo, esta pesquisa foi composta
de duas partes distintas. Na primeira, procedeu-se um estudo bibliográfico sobre as questões
pedagógicas e metodológicas do treinamento desportivo de forma a embasar nossas dúvidas e, no
segundo momento realizou-se um estudo de campo, sob a supervisão do professor de Educação
Física do Campus, com intuito de desenvolver, catalogar e dar tratamento aos resultados obtidos.
Foi utilizada o método uma revisão integrativa de textos sobre o assunto, bem como da
aplicação de questionários a praticantes da modalidade esportiva, embasamo-nos no estudo
recente de OLIVEIRA (2019 Pág.5) quando esta afirma que este modelo nos permite “reunir e
resumir o estudo científico produzido sobre o tema investigado, com busca, avaliação e sintetização
das evidências científicas disponíveis que contribuirão para o desenvolvimento de conclusões sobre
a temática tratada”.
Para sustentar a afirmação de que a pratica desportiva rotineira do voleibol provoca
mudanças nos aspectos físicos e psicossocial dos participantes, os depoimentos dos participantes
do estudo agregaram grande valor para dirimir as dúvidas sobre a tese. Por isso, foram realizadas
22 entrevistas com os alunos que praticaram vôlei e participaram ou participam dos treinamentos
da modalidade. O questionário possuía um total de 13 perguntas semielaboradas aplicadas para
alunos na faixa etária entre 16 e 24 anos.
Os questionários foram aplicados ente os meses de novembro e dezembro de 2019 entre os
praticantes ou ex praticantes da modalidade, no campus. Foi elaborado um questionário para a
coleta de informações na finalidade de responder as dúvidas norteadoras deste estudo, composto
por 13 itens, além de sexo, nome e idade: expectativa sobre a modalidade, frequência da pratica de
atividades físicas, tempo de prática da modalidade, conhecimento prévios sobre a modalidade,
limitações físicas, estabilidade emocional, sociabilidade, atendimento das expectativas iniciais,
interesse pela modalidade pós treinamento, pretensão de continuar a praticar a modalidade,
influencias da modalidade no desenvolvimento emocional sob as limitações citadas e influência da
modalidade no desenvolvimento social sob as limitações.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Os resultados da pesquisa nos mostram respostas dos 22 praticantes ou que já praticaram a


modalidade nas dependências do campus foram entrevistados sobre as impressões a respeito do
método e dos resultados obtidos com a sua prática rotineira e consistente.
De maneira subjetiva foi perguntado quais as expectativas a partir da inclusão ao mundo
voleibol. Obtivemos das mais variadas respostas, que flutuaram desde ingresso ao mundo social,

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passando pela melhora da qualidade de vida, conhecer uma nova modalidade esportiva, busca pela
inserção a atividades institucionais e até pretensão pela profissionalização no esporte. Diante disso
foi questionado se a prática teria atendido as expectativas, e em modelo geral o “feedback” foi
animador, exibindo que franca maioria se satisfez inteiramente com a modalidade.

Figura 2: Gráfico de indicação a satisfação com a modalidade de acordo com as pretensões iniciais.

Foram entrevistados 22 praticantes da modalidade, sendo 16 homens e 6 mulheres.

Figura 3: Gráfico de indicação do gênero dos entrevistados.

A seguir foi questionado qual o conhecimento da modalidade antes a adentrar ao voleibol.


O gráfico já nos loca a ideia da popularização ao vôlei no país, e isso se dá pelos números, onde
quase 60% dos entrevistados disseram que possuíam um conhecimento de médio a alto sobre o
esporte.

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Figura 4: Gráfico de indicação ao conhecimento acerca da modalidade antes do início de sua prática.

Em seguimento, foi perguntada a quantidade de tempo (em anos), a qual os entrevistados


praticavam a modalidade.

Figura 5: Gráfico de indicação da quantidade de tempo (em anos) a qual praticavam voleibol

Adiante, o gráfico indicará o percentual diante dos praticantes que já estavam inseridos seja
regularmente, raramente ou não estavam inseridos em outras práticas físicas e/ou esportes. Onde
desenvolve a partir dos números visualizados que mais de 70% já estavam inseridos no ambiente de práticas
físicas, assim facilitando a interação e prática do voleibol.

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Figura 6: Gráfico de indicação da frequência em atividades físicas/esportivas antecedentemente à prática do


voleibol.
Comparando com as respostas sobre o novo interesse pelo/por esportes e se tende a continuar a
prática de modalidade, ficou claro o primeiro efeito do voleibol, já que com a “viciante” prática, seus
jogadores propendem a adentrar de vez no desporto. E assim dar continuidade a propagação da modalidade
em diferentes escalas diante de suas influências.

Figura 7: Gráfico de indicação ao interresse pelo/por esporte

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Figura 8: Gráfico de indicação a pretensão a continuar ou se continua a praticar.

Após o decorrer das perguntas acerca da modalidade, entramos nas questões principais a
cerca de cada praticante, para ao fim constatar os impactos da prática do voleibol. Como primeira
pergunta, questionamos de os praticantes possuiam alguma limitação física ao dar início a vivência
do esporte.

Figura 9: Gráfico de indicação a aprensentação de limitações físicas ao dar inicio a prática do voleibol.

No questionário seguinte indagamos se a prática do esporte influenciou no desenvolvimento físico


dos praticantes. E as respostas comprovaram com excelência o apoio que dado ao crescimento físico
individual, já que apenas 5% dos entrevistados alegaram não terem sofrido nenhum impacto em seu
desenvolvimento físico com a prática do voleibol.

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Figura 10: Gráfico de indicação da influência do voleibol no desenvolvimento físico.

Na sequência as questões indagaram se os estrevistados acreditavam ser pessoas estavéis mental e


psicologicamente quando inciaram suas práticas do esporte.

Figura 11: Gráfico de indicação a condição de estabilidade metal/psicológica ao adentrar ao voleibol.

E como na questão anterior, questionou-se sobre a influência da prática do voleibol no


desenvolvimento mental/psicológicos dos praticantes. E mais uma vez obteve-se resultados
positivos, provando pelos números que a modalidade oferece um auxílio, ainda que de forma
secundária, aos indivíduos que buscam além de melhora física, um desenvolvimento em sua
estabilidade mental.

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Figura 12: Gráfico de indicação a evolução metal psicológica graças a prática do voleibol.

Considerado um dos esportes que mais facilita o crescimento social das pessoas, questionou-se como
cada um se qualificava nesse aspecto antes do início da vivência na modalidade.

Figura 13: Gráfico de indicação sobre a auto-classificação de sociabilidade, devidamente avaliada por cada
entrevistado antes ao início da prática da modalidade.

Finalmente foi questionado se a prática do Voleibol auxilia de alguma maneira no


desenvolvimento da sociabilidade dos indivíduos. Como resultado obteve-se que 95% dos
entrevistados declararam ter obtido uma evolução social, constatando a principal influência da
modalidade que, por ser coletiva, e “agregar” pessoas de variadas idades, gêneros e classes, provoca
essa interação entre seus praticantes, fazendo desta modalidade uma das práticas de maior
relevância em todo mundo.

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Figura 14: Gráfico de indicação ao desenvolvimento da sociabilidade dos indivíduos a partir da prática do
voleibol.

5 CONCLUSÃO (OU CONSIDERAÇÕES FINAIS)

Concluída a pesquisa e coletados os dados, os resultados obtidos demonstram que o a


prática da atividade física, nesse caso através da modalidade voleibol, contribui para que haja uma
melhoria importante na aquisição sustentável de saúde e qualidade de vida, no desenvolvimento
dos adolescentes e adultos, bem como, melhoria na interação social entre os praticantes.
No decorrer dos treinamentos e entrevistas ficou explícita eficácia da prática do voleibol nos
3 (três) principais aspectos analisadas, sendo eles o físico, o mental e o psicossocial. Foi observado
que não houve flagrante diferença entre os sexos, por outro lado o tempo de prática é fator decisivo
nas evoluções obtidas pelos praticantes, observou-se que, aqueles que praticam há mais tempo,
são mais influenciados corroborando o princípio das sobre cargas de treinamento, assim, no
voleibol, há características que só serão observadas com a rotina da prática.
Não se pretendeu neste estudo esgotar todas as possibilidades e questionamentos acerca
das possibilidades do desenvolvimento físico, mental e psicossocial dos praticantes assíduos de
treinamentos desportivos, objetivou-se outrossim ampliar as possibilidades de discussão e estudos
no vasto campo das ciências do esporte.

6 REFERÊNCIAS

A prática de vôlei oferece muitos benefícios para a saúde e para o corpo. Educacaofisica.com.br.
Disponível em: https://www.educacaofisica.com.br/esportes/a-pratica-de-volei-oferece-muitos-
beneficios-para-a-saude-e-para-o-corpo/. Acesso em: 19/12/2019.

BRASIL. [(Constituição (1988)).]. Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5


de Outubro de 1988. 26ª edição. São Paulo – SP: Edipro, 2017;

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BETTI, Mauro. EDUCAÇÃO FISICA E SOCIEDADE. São Paulo – SP: Movimento,1991

BOMPA, Tudor O; HAFF, G. Gregory. PEORIDIZAÇÃO, TEORIA E METODOLOGIA DO TREINAMENTO


.São Paulo – SP: Phorte Editora, 2012.
DARIDO, Suraya Cristina; RANGEL, Irene Conceição Andrade. EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA:
IMPLICAÇÕES PARA A PRATICA PEDAGÓGICA. Rio de Janeiro – RJ Guanabara Koogan, 2ª edição
2011.
LEGALL, André. A ansiedade e a angústia. Lisboa: Estampa, 1978.
MACHADO, Afonso Antônio. PSICOLOGIA DO ESPORTE: DA EDUCAÇÃO FISICA ESCOLAR AO
ESPORTE DE ALTO NÍVEL. Rio de Janeiro – RJ, Guanabra Koogan, 2006.
MAGILL, R.A. Aprendizagem Motora: conceito e aplicações. São Paulo: Edgar
Blucher, 1984
MOREIRA, Evandro Carlos; PEREIRA, Raquel Stoilov. EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: DESAFIOS E
PROPOSTAS 2. Jundiaí – SP, Editora Fontoura, 2011, 2º Edição.
OLIVEIRA, Clara Maria Araújo Dias de. PILATES: UM MÉTODO EFICAZ APÓS A MARCA DOS 60 ANOS.
portalifrn.edu.br, Ipanguaçu – RN 2019.
RUBIO, Katia. Origens e evolução da psicologia do esporte no Brasil. Biblio 3W, Revista Bibliográfica
de Geografía y Ciencias Sociales, Universidad de Barcelona, Vol. VII, nº 373, 10 de mayo de 2002.

SOUZA, Simone Vilas Trancoso; FERREIRA, Juliana Leite; SOUZA, Linton Wallis Figueiredo.
PSICOLOGIA DO ESPORTE: SURGIMENTO, EVOLUÇAO E CONSOLIDAÇÃO. Buenos Aires
EFDesportes, 2011.6. As Equações quando citadas no texto virão com a 1ª letra maiúscula e o
número entre parênteses, sem abreviação. Exemplo: “Obtendo-se assim a Equação (1):”

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7 ANEXOS

INSTITUTO FEDERAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE


- CAMPUS IPANGUAÇÚ
ORIENTADOR – GERARDO MARCÍLIO
COORIENTADOR: KÁSSIO SOARES
DISCENTES -- JOAN DAVID ALVES DE BARROS
JOSÉ VALDENOR DA PAZ NETO
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

QUESTIONÁRIO 1 SOBRE O TEMA: COMO A PRÁTICA DO VOLEIBOL INFLUENCIOU NO


DESENVOLVIMENTO FÍSICO, MENTAL E PSICOSSOCIAL DOS PRATICANTES DA
MODALIDADE NO CAMPUS IF-IP
1- Nome:
____________________________________________________________

2- Sexo:

o Masculino o Feminino o Outro o Não Identificável


3- Quais suas expectativas quando começou a praticar voleibol?
______________________________________________________________
4- Há quanto tempo pratica voleibol?

o<1ano o De 1 a 2 anos o De 2 a 4 anos o >4 anos


5- Com qual frequência pratica esportes e/ou atividades físicas?

o Não Pratico o Raramente o As Vezes o Regularmente


6- Qual seu Nível de conhecimento sobre o voleibol?

o Nenhum o Muito Baixo o Baixo o Médio o Bom o Alto


7- Possui limitações físicas?

o Não o Pouco o Sim


8- Você se acha uma pessoal com estabilidade mental/psicológica?

o Não o Pouco o Sim


9- Você tem facilidade ou se acha uma pessoa sociável?

o Não o Pouco o Sim

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INSTITUTO FEDERAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE


- CAMPUS IPANGUAÇÚ
ORIENTADOR – GERARDO MARCÍLIO
DISCENTES -- JOAN DAVID ALVES DE BARROS
JOSÉ VALDENOR DA PAZ NETO
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

QUESTIONÁRIO 2 SOBRE O TEMA: COMO A PRÁTICA DO VOLEIBOL INFLUENCIOU NO


DESENVOLVIMENTO FÍSICO, MENTAL E PSICOSSOCIAL DOS PRATICANTES DA
MODALIDADE NO CAMPUS IF-IP

1- A prática atendeu suas expectativas iniciais?

o Não o Parcialmente o Sim


2- Com a prática da modalidade você passou a se interessar mais pelo/por esporte?

o Não o Pouco o Sim


3- Pretende continuar OU continua praticando?

o Não o Sim
4- A prática influenciou seu desenvolvimento físico?

o Não o Pouco o Sim


5- A prática influenciou seu desenvolvimento mental/psicológico?

o Não o Pouco o Sim


6- A prática influenciou seu desenvolvimento social?

o Não o Pouco o Sim

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