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TINGIMENTO DE FIBRAS PROTEICAS

As fibras animais, como a lã e a seda, são fibras protéicas e como tal devem de preferência
ser tingida em meio ácido, pois são degradadas em meio alcalino. Analisamos abaixo de uma forma
resumida a aplicação dos principais corantes com que podem ser tingidas.

CORANTES ÁCIDOS

Os corantes ácidos são solúveis em água devido à presença de grupos sulfônicos (ou
carboxílicos) e que em meio ácido apresentam substantividade para com as fibras protéicas, como a
lã e a seda.
Os corantes ácidos podem classificar-se em 3 grupos:
1ª classe – corantes que exigem pH baixo (2-4).
São corantes que tem pouca substantividade como tal conduzem a boa igualação mas a má
solidez aos tratamentos a molhado (lavagem, suor, etc.). utilizando-se o ácido sulfúrico para
conferir o meio ácido e o sulfato de sódio como agente retardador.
2ª classe – corantes que exigem meio pouco ácido (pH de 4 a 6).
Tem menor poder de igualização, mas maior solidez à molhado. Utiliza-se neste caso o
ácido acético e não é necessária a presença de sulfato de sódio.
3ª classe – corantes que se empregam num meio neutro (pH 6 a 8).
Tem melhor solidez à lavagem mas fraco poder de igualização, devido à elevada
substantividade.
A obtenção de uma boa igualização do tinto depende portanto do tipo de corante, da acidez,
da temperatura e da presença do agente retardador (normalmente o sulfato de sódio).
Quanto menor for o pH , mais rapidamente se fixa o corante na fibra. Uma forma de retardar
a velocidade do tingimento será por isso diminuir gradualmente o pH.
No que respeita à temperatura, quanto maior for mais inchada se mostra a fibra e, como tal,
mais rápida é a penetração. Abaixo de uma determinada temperatura, dependendo do tipo de fibra,
não há qualquer penetração do corante. É portanto fundamental um gradual aumento de
temperatura, sobretudo na zona crítica. Normalmente a lã e outros pelos animais tingem-se a uma
temperatura próxima da ebulição. No caso da lã é possível tingir sob pressão mas não se aconselha
ultrapassar os 105-110ºC.
O sulfato de sódio é o eletrólito mais utilizado para retardar p tingimento. Dado que o íon
sulfato se encontra carregado negativamente tal como o corante, há um efeito de competição entre
os dois íons que resultam numa diminuição de velocidade de tingimento, o que melhora a
igualização. Este efeito só se verifica no entanto em meio ácido, a pH<5.
Se o tinto não for uniforme, é possível recuperá-lo por diferentes métodos:
- fervendo com sulfato de sódio. Uma parte do corante é assim retirada, e por adição de ácido
retinge-se o artigo corretamente.
- Fervendo com uma solução de amoníaco, com um detergente adequado, consegue-se retirar
mais corante.
- Se se pretender destruir completamente o tinto, deve efetuar-se um tratamento com
hidrossulfito.

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