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Bailio Dinis Sebastião Manhiça

Celuro Nhandora Estácio


Dagoberta Domingos
Fátima Beatriz Fernando
Francisco Feijao Zacarias
Ivandro Devanir Martins
Joaquina Luis Ricovo
Moisés Jaime Mapsanganhe

Leitura e tipos de leitura

Metodologia de Investigação Cientifica

INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA ALBERTO CHIPANDE

BEIRA
2020

1
Basilio Dinis Sebastão Manhiça
Celero Nhandora Estácio
Dagoberta Domingos
Fátima Beatriz Fernando
Francisco Feijão Zacarias
Ivandro Devanir Martins
Joaquina luís Ricovo
Moises Jaime Mapsanganhe

Leitura e tipos de leitura

1° ANO
Pós Laboral

Docentes:
Mcs: João Pagara
Msc:Arcano Mandlate

INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA ALBERTO CHIPANDE


BEIRA

2
2020

Índice
CAPITULO I...................................................................................................................................4
1. Introdução....................................................................................................................................4
1.1 Objectivos..................................................................................................................................5
1.1.1 Objectivos gerais....................................................................................................................5
1.1.2 Objectivos específicos............................................................................................................5
1.1.2 Metodologia............................................................................................................................5
CAPITULO II..................................................................................................................................6
2. Leitura..........................................................................................................................................6
2.1 Os Primeiros Leitores................................................................................................................6
2.2 Concepção de leitura..................................................................................................................7
2.3 A Leitura na Idade Média..........................................................................................................8
3. Os Processos de Leitura...............................................................................................................9
3.1 Processo Neurofisiológico.........................................................................................................9
3.2 Processo Cognitivo..................................................................................................................10
3.3 Processo Afectivo....................................................................................................................11
3.3.1 Sentido sensorial...................................................................................................................11
3.3.2 Sentido emocional................................................................................................................11
3.3.3 Sentido racional....................................................................................................................12
3.4 Processo Simbólico..................................................................................................................12
3.4.1 Processo sensorial.................................................................................................................13
3.4.2 Processo mental....................................................................................................................13
3.4.3 A percepção..........................................................................................................................13
3.4.4 A compreensao.....................................................................................................................14
3.4.5 A reação................................................................................................................................14
3.4.6 A integração..........................................................................................................................14
3.5 Processo Argumentativo..........................................................................................................14
4. Objetivos na Leitura..................................................................................................................15

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4.1 A Importância da Leitura.........................................................................................................16
tipos de leitura...............................................................................................................................17
5. Tipos de leitura..........................................................................................................................17
5.1 Leitura literal...........................................................................................................................17
5.2 Leitura mecânica......................................................................................................................17
5.3 Leitura rápida...........................................................................................................................18
5.4Leitura em silêncio...................................................................................................................18
5.5 Leitura em voz alta..................................................................................................................18
5.6 Leitura reflexiva.......................................................................................................................18
5.6 Lectura recreativa....................................................................................................................19
CAPITULO III...............................................................................................................................19
6. Conclusão..................................................................................................................................19
7. REFERÊNCIAS........................................................................................................................20

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CAPITULO I
1. Introdução

Pensar na história da leitura é antes de tudo saber como tudo começou.


De acordo com os estudos de FISHER (2006), a história da leitura descreve o acto de diversas
manifestações humanas, tais como: em pedras, ossos, cascas de árvores, muros, entre outros.
Apesar da leitura e a escrita estarem inteiramente relacionadas, ela é na verdade a antítese da
escrita. Na realidade cada uma actua em pontos distintos do cérebro. A escrita é uma habilidade;
já a leitura é uma aptidão natural. A escrita originou-se de uma elaboração; a leitura
desenvolveu-se com a compreensão da humanidade e dos recursos da palavra escrita.
Em cerca de 1300 ac, entendia-se que “Ler” significava declamar. Durante a maior parte do
tempo da história da escrita, ler denotava falar. As pessoas já haviam percebido que instruções,
cálculos, acordos verbais podiam ser adulteradas com facilidade. Foi então que tornou-se
necessário criar ou inventar algo que pudesse ser consultado sempre que houvesse a necessidade
de confirmar factos oralmente e acabar com as contendas, desse modo, criou-se uma “
Testemunha Imortal”. Assim, nasceu a escrita transformando em seus primórdios a palavra
humana em pedra.

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1.1 Objectivos
1.1.1 Objectivos gerais
Compreender aspectos sobre a leitura na idade média.
Analisar a coincetualizacao da leitura segundo vários autores.

1.1.2 Objectivos específicos


Mostrar qual ee a visão que temos a respeito da leitura e seus objectivos na sociedade.
Classificar os diferentes tipos de leitura.

1.1.2 Metodologia
No desenvolvimento deste trabalho serão abordadas questões sobre a leitura e, qual foi a
necessidade de se iniciar essa prática na sociedade assim como, a diferenciação entre níveis de
leitura.
A metodologia utilizada na respectiva pesquisa tem como base um referencial bibliográfico e a
análise qualitativa dos dados apresentados.

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CAPITULO II

2. Leitura
A leitura não é só um processo de decodificação de simbolos linguísticos, mas também de fato,
interpretar e compreender o que se lê e é também um processo interativo.
Há tempos pensou-se que leitura fosse uma decodificação de símbolos. Para o processo de
aprendizagem de leitura, não basta apenas reconhecer as palavras e juntá-las, dando significado à
palavra.
Para que se consiga uma leitura sólida e prazerosa, é importante que a criança compreenda a
função da leitura e, especialmente, o porquê de ela querer aprender.
Segundo Kleiman (2002), “muitos fatores envolvidos na dificuldade que um principiante
encontra para chegar a ler é que os textos são muitas vezes difíceis para eles”.
O que torna a leitura muitas vezes difícil é a falta de compreensão do léxico, o texto que pode
não ter sido bem elaborado ou até mesmo a falta de conhecimento prévio do assunto o qual está
lendo.

2.1 Os Primeiros Leitores


FISHER (2006), em seu livro “História da Leitura” aborda questões referentes aos primeiros
leitores, quem foram, como era realizada leitura e o que os filósofos Aristóteles, Sócrates e
Platão via a leitura em sua época.
A leitura e a escrita não existiam como propriedade autônoma. Eram meros complementos ao
discurso.
A decodificação da mnemônia (auxílio à memória) e de imagens (figuras pictóricas) também
podem ser chamadas de leitura, ainda que no sentido primitivo.
O homem Neandertal e os primeiros Homo Sapiens Sapiens liam entalhes em ossos sinalizando
algo que lhes fossem significativos – pontuação de jogos ou

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marcações de dias ou ciclos lunares. Havia também outras formas de se transmitir mensagens
assim como, as tribos primitivas liam em cascas de árvores ou em couros que eram ricas em
detalhe.
A sinalização dessas mensagens podia ser lida simbolicamente de longe: bandeiras, fumaça,
fogo, reflexos em metais polidos entre outros.
2.2 Concepção de leitura

De acordo com os estudos de FISHER (2006), ele pode perceber que Sócrates acreditava que os
livros, os objetos em si, não o seu conteúdo eram na verdade, uma barreira à aprendizagem. Para
ele havia apenas uma interpretação “apropriada” de um texto, no qual essa interpretação só
poderia ser feita por pessoas treinadas no âmbito intelectual. Ele exigia do texto um caráter
unidimensional da oralidade, que nas gerações seguintes viria a ser transformado em
multidimensional pelo leitor interativo. Ao invés de reconhecer essa evolução na leitura Sócrates
repudiou a escrita como um todo.

Essa atitude não era uma acusação da leitura, nem uma defesa da sociedade oral. Ela foi uma
crítica à inadequação da escrita grega da época.
Sócrates estava certo, as práticas primitivas da escrita de sua época davam margem a
ambigüidade o que prejudicava a comunicação. Ele queria que a clareza autoral da oralidade
fosse mantida.
Platão discípulo e biógrafo de Sócrates acreditava na teoria de seu mestre, assim rejeitando a
escrita apenas para lutar por sua causa que era o uso “adequado” da escrita. Suas diversas obras
comprovam um meio para modelar o próprio pensamento.

A leitura privada de livros (rolos de papiro) parece ter-se tornado “comum” apenas no século IV
ac. Ao contrário de Sócrates, Aristóteles tornou-se um leitor costumaz chegando a reunir uma
biblioteca particular.
A passagem do século V ao IV aC. marcou a transição da tradição oral para a escrita. Aristóteles
acreditava que a leitura poderia ser feita através de figuras distintas e objeto. Ao desenhar a
figura do corpo de um menino como: a cabeça isolada, pernas caídas – tudo isso era uma forma
isolada de leitura.

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Quando ele juntava essas partes do corpo humano podia perceber que a imagem não seria uma
parte estática, ou seja, corpo sem locomoção e sim que a figura poderia se movimentar e a cada
mudança de posicionamento traduzir-se-ia um certo tipo de leitura, dessa forma, poderia ser um
garoto correndo, fingindo estar parado em algum lugar ou até mesmo jogando, cada visão da
imagem traduziria exatamente o que era desconhecido para ele.
2.3 A Leitura na Idade Média
FISHER (2006), a cultura grega passou por uma transformação quando Constantino I mudou a
capital da Roma “pagã” para Bizâncio cristã renomeando-a posteriormente Constantinopla, em
330 d.C.
Durante muitos séculos, Constantinopla representou a vanguarda da ciência e das humanidades
no mundo ocidental. Sua produção literária inspirou os eruditos e cientistas árabes, cujos
ensinamentos mulçumanos foram difundidos para Espanha mulçumana e para outros centros de
educação.
Depois do século VI, os antigos centros literários de Roma – na Itália, Alemanha, França, Grã –
Bretanha e Norte da África haviam se rendido aos copistas e a uma uniformidade de assuntos:
quase todos os volumes eram de cunho religioso. A leitura se difundia no início por meio do
Império Romano e, apenas no segundo momento por meio do Cristianismo.
A expansão da nova religião trouxe uma nova prática de leitura, elevando de modo significativo
seu uso na sociedade romana. O cristianismo medieval era a religião do livro uma herança da
veneração judaica à palavra escrita. Os ensinamentos cristãos eram divulgados pela leitura por
meio de escolas administradas pela igreja que se aprendia a ler.
Muitos povos incorporaram a escrita em grego ou latim para produzir sua própria escrita, em
diferentes línguas, introduzindo modificações locais a fim de sanar uma fonologia contraditória

3. Os Processos de Leitura
Para KLEIMAN (2002), o processo de leitura torna-se cada vez mais simples quando o leitor
passa a ler continuamente, pois, assim ele passará a conhecer o léxico e a semântica do texto.
Já para Jouve (2002), “na leitura alguns processos são ativados tais como: processo
neurofisiológico, processo cognitivo, afetivo, argumentativo e simbólico”.

3.1 Processo Neurofisiológico

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A leitura é um ato concreto que recorre a faculdades definidas do ser humano. Nenhuma leitura é
possível sem um funcionamento do aparelho visual e das diversas funcionalidades que o cérebro
possui.
Ler é antes de qualquer coisa uma percepção de identificação e de memorização dos signos.
Diferentes estudos de Richaudeau (1969) “tentaram descrever com detalhes essas atividades.
Mostraram que os olhos não apreendem os signos individualmente e sim por pacotes, dessa
maneira, é normal pular certas palavras”.
A visão possui uma seqüência periférica, ou seja, a visão gravaria seis a sete signos mesmo que
pulando alguns não perderiam o sentido da frase.

O leitor decifra os signos quando no texto apresenta palavras breves, antigas, simples e
polissêmicas. Por outro lado a memória imediata oscila entre oito e dezesseis palavras. As frases
mais adaptadas são as curtas e as estruturadas.
Após o armazenamento de cinco a nove elementos a memória deverá dar espaço para que outros
elementos sejam apreendidos, assim o primeiro elemento que foi gravado sairia da memória para
que um novo armazenamento fosse feito. (KLEIMAN, 2004)

Segundo Richaudeau (1969), “quando um autor não respeita esses grandes princípios de
legibilidade, todos os deslizes semânticos tornam-se possíveis, assim, o texto „lido‟ já não é
mais o texto „escrito‟”.
O ato de ler é subjetivo, ou seja, o leitor ler para si. Quando Richaudeau diz que o texto escrito já
não é mais o texto lido significa que o cérebro e a memória imediata armazenaram um número
significativo de signos. O texto que estava escrito passou a ser outro texto depois de lido devido
ao número de armazenamentos das palavras.

3.2 Processo Cognitivo


A compreensão de um texto é o processo de conhecimento que o leitor adquire durante toda sua
vida.
Esse conhecimento ocorre mediante a interação com vários níveis de conhecimento como o
conhecimento lingüístico, textual e conhecimento de mundo. Esse conhecimento abarca o

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conhecimento que vamos acumulando em nossa memória ao longo de nossa vida e que é
explorado no entendimento dos textos lidos.
Segundo Kleiman (2002), “o conjunto de noções e conceitos sobre o texto que chamaremos de
conhecimento textual, faz parte do conhecimento prévio e desempenha um papel importante na
compreensão do texto”.
Conhecimento textual é um conjunto de conceitos a respeito de diversos tipos de textos que
exercem uma função de compreensão.
Nesse momento se faz importante a abordagem sobre conhecimento prévio. Como nos diz
Garcez (2004), “o processo de compreensão expande-se, extrapola-lhe as possibilidades e
prolonga-lhe o funcionamento do contacto com o texto propriamente dito”.

Para se compreender um texto há procedimentos específicos de seleção e de informação.


 Observar títulos e subtítulos;
  Analisar ilustrações;
  Reconhecer os elementos importantes do texto;
  Reconhecer e sublinhar palavras-chave;
  Fazer intertextualidade;
  Tomar notas se achar necessário;
  Inferir o sentido de uma palavra ou expressão;
  Estabelecer relação entre partes de um texto e;
  Localizar informações explícitas no texto.

Todos esses processos podem ser bem trabalhados nas séries iniciais. Além disso, o
conhecimento prévio também é importante para a compreensão textual.
Conhecimento prévio é fazer inferências sobre o que você já sabe com o que está lendo.

3.3 Processo Afectivo


O papel das emoções na leitura está ligado aos três níveis básicos de leitura como: nível
sensorial, emocional e racional. Cada um dos três corresponde a uma forma de aproximação do
texto.

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Para Martins (1994), “esses níveis são interrelacionados, senão simultâneos, mesmo um ou outro
sendo privilegiado, segundo as suas experiências e expectativas assim como, seus interesses”.

3.3.1 Sentido sensorial


A leitura sensorial começa cedo e acompanha durante toda a vida do leitor. Não importando o
tipo de leitura se é minuciosa ou simultânea.
A leitura sensorial está ligada a visão, o tato, a audição, o olfato, podem também estarem ligados
aos aspectos lúdicos como: o jogo de cores, imagens sons, cheiros e dos gostos incita o prazer, a
busca que pode agradar ou trazer rejeições aos sentidos.
A leitura sensorial vai mostrando ao leitor o que lhe agrada ou não, mesmo sem as justificativas.

3.3.2 Sentido emocional


O sentido emocional, lida com o subjetivismo e, o leitor passa a ser envolvido pelo seu
inconsciente.
Na leitura emocional emerge a empatia, ou seja, se colocar do outro lado e não pensar mais no
que se sente ao ler e sim o que o texto provoca no leitor.
Quando uma criança ler um texto ela sente a curiosidade, é essa curiosidade que a motiva a ler
cada vez mais, o fato do desconhecido passar a ser conhecido e assim, passando para o lado da
empatia até mesmo de modo exagerado pois, a criança consegue captar as emoções mais
profundamente que um adulto.

A maioria das vezes tem-se a semiconsciência de se estar lendo algo insignificante, sem
originalidade, ou até mesmo fora da realidade. Esse pensamento define uma ligação mais forte
com o inexplicável, por isso, muitas vezes o leitor sente-se inseguro e até mesmo chegando a
incapacidade de explicar o porquê de se prender a leitura.

3.3.3 Sentido racional

A leitura racional relaciona-se com as leituras sensoriais e emocionais fazendo-se estabelecer


uma ligação entre o leitor e o texto, trazendo uma reflexão e reordenação do mundo objetivo,
possibilitando a própria individualidade como o universo das relações sociais.

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A leitura racional é uma leitura intelectual, pois, permite o questionamento das informações na
qual permite uma ampliação de conhecimentos. Ela também tende a ter uma visão mais longe.
A visão racional transforma um novo conhecimento ou em novas possibilidades acerca do texto
lido.

3.4 Processo Simbólico


De acordo com os estudos de Ferdinand Saussure em seu livro Linguística Geral (1995), que
estabeleceu a distinção entre “língua” e “fala” ( Langue e Parole) para que o indivíduo reconheça
um signo e atribua seu significado correspondente.
Os signos no sentido saussuriano serão constituídos pela união do significante (imagem acústica)
e do significado ( conceito do referente). Para tanto significado está relacionado com o
significante não podendo estar separados. O significante é um mediador, a matéria lhe é
necessária, mas de outro lado o significado também pode ser substituído por certa matéria: as
palavras. Essa materialidade do significante obriga a distinguir matéria de substância.

Pode-se dizer que o significante (substância) seria os sons, imagens, objetos, já para o
significado (matéria) pode ser definido como processo de significação.
Para alguns estudiosos do assunto reconhecem dois processos significativos no ato de ler: o
processo sensorial ou fisiológico e o mental ou psicológico.

3.4.1 Processo sensorial


A leitura começa como processo sensorial. A sensação é a primeira fase de toda percepção.Os
primeiros estudos sobre leitura foram realizados pelos cientistas Valentins, Javal, Ramare, Dodge
e Muller no século passado que chegaram as seguintes conclusões:
  Os olhos movem-se ao longo da linha no sentido esquerdo para a direita;
  Os movimentos não são contínuos, mas de saltos e pausas.

3.4.2 Processo mental


Uma vez recebidos os estímulos, o leitor deve atribuir significados. O leitor não vê o objeto, seus
olhos estão em contato com uma palavra, ou melhor, em contato com os raios luminosos que são

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refletidos pelas palavras lidas do modo impossível de enxergar o sentido. Contudo, a pessoa que
lê é capaz de dar significado as palavras.
O leitor ao reconhecer o latido do cachorro, o troar do trovão, até mesmo o bater de uma porta,
ele somente as reconhece devido às operações mentais. Essas reações aos termos gráficos são
determinadas pelas experiências que teve com os fatos ocorridos que o símbolo representa.
Monroe descreve em seu livro Preparando para a Leitura que são quatro componentes que agem
no processo interpretativo da leitura: percepção, compreensão, reação e integração.

3.4.3 A percepção
Sensação e percepção são processos que se completam na transformação de estímulos. A
sensação pode ser definida como catação de um estímulo enquanto a percepção consiste na
interpretação do estímulo captado.

3.4.4 A compreensao
O reconhecimento da palavra deve acompanhar a compreensão de seu significado. A palavra
ganha sentido, sentido este que não se encontra no papel mas sim, na mente do leitor que ao
reconhecê-la atribui significado de acordo com a sua experiência.

3.4.5 A reação
Além de ser intelectual pode ser também emocional. Ler é reagir, não basta que se compreenda o
sentido do trecho é necessário que o interprete, que o julgue, que o avalie.

3.4.6 A integração
A integração ocorre de duas formas: a integracao total na experiencia do leitor e das partes lidas
de um trecho.

Se a primeira vez que você se encontra com o tema, formará opinião sobre o que leu, daí por
diante parte de suas vivências, fenômeno de integração.

A leitura é mais que reconhecimento de símbolos gráficos, mas também o fato de interpretação e
compreensão tudo isso deve ser um processo interativo.

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3.5 Processo Argumentativo
O processo argumentativo requer habilidade verbal muito concisa, além da capacidade de lidar
com as lógicas verbais. Vale lembrar também que é possível argumentar falaciosamente,
alcançando os objetivos estipulados.
Na verdade o que é argumentar? Argumentar está relacionado com as idéias, crenças, posturas
diante da vida social. A linguagem verbal e escrita procura convencer o leitor através dos
processos argumentativos. É sempre possível que o leitor ao analisar os textos aceitando ou não
os argumentos desenvolvidos pelo autor. A aceitação ou não leva o leitor a construir um sentido
que passa a fazer parte de seu universo cultural.

4. Objetivos na Leitura
A leitura uma hora ou outra acontece na vida desde que se queira realmente ler, caso contrário,
uma leitura sem um propósito não é necessariamente uma leitura.
Quando se lê por imposição, o leitor apenas exerce uma atividade mecânica que pouco tem a ver
com o significado e o sentido. Quando a leitura é desmotivada não conduz à aprendizagem e,
assim a leitura que foi feita acaba sendo esquecida.

Quando se resolve ler algo, o leitor deve estabelecer um objetivo, ou seja, o que ele deseja saber
sobre o assunto. Garcez (2004), fala que o objetivo da leitura é quem determina a forma de se ler.
  Por prazer em busca de diversão;
  Para obter informações gerais e esclarecimentos;
  Para obter informações precisas e exatas;
  Para desenvolver o intelecto;
  Seguir instruções;
  Para comunicar um texto a um auditório e;
  Revisão de textos.

Para JOUVE (2002), quando se lê um texto apenas por ler, empreende-se uma leitura do geral
para o particular, ou seja, superficial e rápida, chama-se leitura descendente Quando se procura

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uma palavra que chame a atenção, dentro da leitura ela é dita como leitura ascendente, detalhada
e esclarecida, que passa do particular para o geral.
Para Kleiman (2002), “os objetivos na leitura são importantes para outro aspecto o da
formulação de hipóteses”.
As hipóteses fazem com que alguns aspectos desse processo se tornem possíveis: o
reconhecimento global e instantâneo de palavras não percebidas durante a leitura.
O estabelecimento de objetivos e formulação e de hipóteses são de natureza metacognitivo, isto
é, atividades de reflexão e controle sobre o próprio conhecimento. 
Para tanto, a leitura é um ato importante em todos os níveis de aprendizagem que vai da
inicialização da alfabetização e nos diferentes graus de sua vida.

4.1 A Importância da Leitura


De acordo com o artigo de Maria Tereza Fraga Rocco, que aborda a questão sobre a importância
da leitura na Sociedade Contemporânea que diz que:
 Refletir sobre a leitura remete antes a duas questões: por que ler? O que a leitura proporciona?

Do ponto de vista individual a leitura pode ser vista como meio de informação, instrumento de
pesquisa e estudo, como fonte de prazer estético o que é proporcionado pelos textos literários.

Os textos instigam a criatividade ativando seu imaginário.


Embora o texto literário seja produto de imaginação, ele tem o poder de revelar a realidade social
e até mesmo desmascarar mentiras de forma que a ficção possa ser mais real do que de fato o é.
A educação do leitor pressupõe, além de um acervo diversificado de textos, que os professores
coloquem à disposição dos alunos obras de valor estético. A sala de aula deve ser transformada
num espaço de leitura que estimule a exploração de vários sentidos dos textos de forma que faça
a leitura prazerosa e significativa.

A sua prática deve ser de estímulo à responsabilidade social, mobilização para reconhecimento
do potencial; apresentação como fonte de prazer; distribuição de livros com gêneros e estilos
diversificados.

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Ao se trabalhar com textos literários, os gêneros textuais devem ter objetivos diferenciados. O
que se quer alcançar com aquele gênero? Qual a sua importância? Ao encontrar as respostas você
terá atingido juntamente com sua turma o real significado da importância de ler.

Não é possível estimular a leitura e cativar novos leitores se não acreditar nas vantagens de se
ler. Se a leitura não for vista como um ato permanente de enamoramento com o conhecimento, o
prazer da convivência com ela, sem dúvida, será de uma sociedade não- leitora. tipos de leitura.
5. Tipos de leitura
5.1 Leitura literal
É uma leitura feita ao pé da letra, sem adicionar comentários, explicações ou opiniões com
relação ao texto. Este tipo de leitura se divide em dois grupos:  leitura literal primaria, que
enfatiza a leitura dos dados de maneira explícita; e a leitura literal em profundidade, que enfatiza
na compreensão daquilo que se lê.

5.2 Leitura mecânica


Há uma interpretação dos signos escritos, mas onde não necessariamente se compreenda todo o
significado daquilo que se lê; a atenção fica somente naquilo que interesse o leitor, fazendo caso
omisso do resto da leitura.
É comum que este tipo de leitura mecânica se realize de forma involuntária, ignorando aquilo
que não interessa ao leitor, apesar de ler todo o texto.
Outra faceta da leitura mecânica se realiza em algumas ocasiões nas que se lê um texto de
maneira desinteressada, como nos casos em que, ao realizar algumas leituras religiosas em voz
alta, se realiza de maneira mecânica, somente lendo, sem entender, compreender ou tomar
atenção à leitura, fazendo-a de maneira automática.

5.3 Leitura rápida


Este tipo de leitura se realiza selecionando,  quando o leitor escolhe o que lhe interessa. Ele
busca as ideias mais importantes de um texto, ignorando o resto do texto.
Um método bastante utilizado pelos estudantes quando devem ler um livro antes de uma prova
para desta forma obter as ideias principais em pouco tempo.

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Também se utiliza para ler, por exemplo, um jornal escolhendo somente as notícias que
interessam naquele momento, pulando o resto do texto e seu conteúdo que já não interessa.

5.4Leitura em silêncio
A leitura silenciosa ou ler com a mente, é a leitura mais habitual, nela se lê para si mesmo.
Neste tipo de leitura a concentração costuma ser maior e se captam mais dados que na leitura
rápida. É habitual este tipo de leitura quando se lê livros em casa em horários de lazer.

5.5 Leitura em voz alta


A leitura em voz alta ou a leitura fonológica é aquela na que se lê dizendo as palavras e frases em
voz alta, a que ajuda a modular a voz, a pronúncia correta das palavras, sílabas e letras vocais,
assim como a acentuação e entonações corretas, sendo um instrumento para a dicção e para a
oratória.
É uma das maneiras em que se difundiu maioritariamente o conhecimento durante séculos, já que
não todos sabiam ler e, por meio deste método, se estudava nas primeiras universidades. Uma
pessoa lia os textos e os demais alunos escutavam.
A leitura em voz alta também foi um instrumento de difusão, já que a maioria do povo não sabia
ler, e era uma forma de informar sobre decretos, bulas e notícias, e instruir religiosamente
falando.

5.6 Leitura reflexiva


A leitura de compreensão ou reflexiva é aquela na que se busca aprender aquilo que é lido, com
atenção a tudo o que se leu,  procurando memorizar e compreender o assunto do qual trata o
texto. É a leitura empregada para estudar.

5.6 Lectura recreativa
Esta leitura é feita para se distrair, se entreter ou se divertir.
Nelas são comuns os temas de fantasia e aventuras, como contos, romances, ou histórias épicas,
assim como os temas relacionados com as emoções humanas, amor, ódio, intrigas.
Neste tipo de leitura influi decisivamente o gosto de cada leitor, pois do que se trata é de criar
um momento recreativo de leitura.

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CAPITULO III

6. Conclusão
Após a conclusão deste trabalho foi possível compreender que a leitura não significa decodificar
símbolos e sim compreensão e interpretação do texto lido. Conclui-se, portanto, que a leitura está
relacionada com seus diversos processos e estratégias assim como, a relação com os sentidos
emocional, sensorial, racional e também com o processo sensorial e mental.  
A leitura envolve o leitor numa relação de transmissão de conhecimentos e formulação de
questionamentos. A leitura se faz presente no cotidiano de cada leitor podendo ela ser por mero
prazer ou até mesmo para adquirir conhecimentos diversos.

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7. REFERÊNCIAS
 BACHA, Magdala Lisboa. Leitura na primeira série. 2.ed. Rio de Janeiro: Ao livro técnico,
1975.
 BARTHES, Roland. Elementos de semiologia / Tradução de Izídio Blikstein. 16. ed. São Paulo:
Cultrix, 2006.
 CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia científica. 5 ed. São Paulo:
Pearson Prentice Hall, 2002.
 FISHER, Steven R. História da Leitura. Tradução: Cláudia Freire. São Paulo: Editora UNESP,
2006.
 GARCEZ, Lucília Helena do Carmo. Técnica de redação: O que é preciso para bem escrever. 2ª
ed. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
 ROCCO, Maria Tereza/ A Importância da Leitura na Sociedade Contemporânea e o Papel da
Escola nesse Contexto. http://www.crmariocovas.sp.gov.br/pdf/ideias_13_p037-042_c.pdf.
Acesso em 15 Abril. 2020

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