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Exalte a Deus por sua Graciosa Salvação!

1 Pedro 1: 1-3
Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos
que são forasteiros (Paróikos), da Dispersão
no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia, 2
- Eleitos, segundo a presciência de Deus Pai,
em santificação do Espírito, para a obediência
e a aspersão do sangue de Jesus Cristo,
graça e paz vos sejam multiplicadas.
Ação de graças
3 - Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor
Jesus Cristo, que, segundo a sua muita
misericórdia, nos regenerou para uma viva
esperança, mediante a ressurreição de Jesus
Cristo dentre os mortos,

INTRODUÇÃO

Pedro escreveu essa epístola para os membros


da Igreja que viviam em cinco províncias
romanas da Ásia Menor, localizadas na atual
Turquia (ver 1 Pedro 1:1).
Ele considerava seus leitores como “eleitos” de
Deus (1 Pedro 1:2). Pedro escreveu para
fortalecer e encorajar os santos na “prova da
[sua] fé” (1 Pedro 1:7) e prepará-los para uma
“ardente prova” no futuro (1 Pedro 4:12). A
mensagem de Pedro também os ensinou a
saber como lidar com a perseguição
(ver 1 Pedro 2:19–23; 3:14–15; 4:13).

O conselho de Pedro foi muito oportuno, pois


os membros da Igreja estavam à beira de um
período de intensa perseguição.
Até aproximadamente 64 d.C., mais ou menos
na época em que Pedro escreveu essa epístola,
o governo romano geralmente tolerava o
cristianismo.
Em julho daquele ano, um incêndio destruiu
boa parte de Roma e circularam rumores de
que o próprio imperador Nero havia dado
ordens para iniciar o incêndio. Na tentativa de
desviar a culpa pela tragédia, alguns romanos
proeminentes acusaram os cristãos de terem
sido os responsáveis. Isso levou a uma grande
perseguição aos cristãos por todo o Império
Romano. Pedro indicou que, quando os santos
“[padecem] como [cristãos]” (1 Pedro 4:16),
eles podem sentir alegria, pois estão seguindo
os passos de Jesus Cristo (ver 1 Pedro 2:19–
23; 3:15–18; 4:12–19).

O apóstolo Pedro, no preâmbulo de sua


primeira epístola, exalta a Deus pela
salvação: “Bendito o Deus e Pai de nosso
Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua
muita misericórdia, nos regenerou para
uma viva esperança, mediante a
ressurreição de Jesus Cristo dentre os
mortos”
(1Pe 1.3). Duas verdades são destacadas
no texto em tela:
Em primeiro lugar, a fonte da salvação
(1Pe 1.3). Num tempo de extrema
perseguição, sofrimento e dor, Pedro
inicia a sua carta com uma doxologia.
Não começa com o homem, começa com
Deus. Não inicia com as necessidades
humanas, mas com os louvores que Deus
merece. Aqui Pedro mostra a fonte da
salvação: “Bendito o Deus e Pai de nosso
Senhor Jesus Cristo, que segundo a sua
muita misericórdia…”.
Pedro começa louvando a Deus por sua
salvação. A salvação é uma obra exclusiva
de Deus. Ele deve ser exaltado por tão
grande salvação. Seu nome deve ser
magnificado por presente tão auspicioso.

Antes de apresentarmos nossas dores,


nossas lutas, nossas lágrimas, nossas
perdas neste mundo, devemos levantar os
olhos ao céu e exaltar aquele que nos
amou, escolheu e providenciou todas as
coisas para a nossa salvação. Quando
exaltamos a Deus por quem ele é e pelo
que ele tem feito por nós, sentimo-nos
mais fortalecidos para enfrentarmos
nossas lutas leves e momentâneas.

Em segundo lugar, a natureza da salvação


(1Pe 1.3). Pedro faz uma transição da
fonte da salvação para a sua natureza,
mostrando que o plano estabelecido na
eternidade, concretiza-se no tempo.
Aquilo que foi planejado no céu realiza-se
na terra. Duas verdades preciosas são aqui
destacadas:

A regeneração (1Pe 1.3). “… nos


regenerou…”. A regeneração é uma obra
do Espírito Santo em nós. Ele muda nossas
disposições íntimas, dando-nos um novo
coração, uma nova mente, uma nova vida.
Nascemos da semente incorruptível.
Temos não somente um novo status
(justificação), mas também uma nova vida
(regeneração).
Tornamo-nos filhos de Deus, membros de
sua família. O crente renasce para dentro
de uma nova família (Ef 2.19), passando a
estar para com Deus numa relação de filho
(Jo 1.12) e para com Jesus, de irmão (Rm
8.29).

A viva esperança (1Pe 1.3). “… para uma


viva esperança, mediante a ressurreição
de Jesus Cristo dentre os mortos”. O
apóstolo Paulo descreve o mundo pagão
como um mundo sem esperança (Ef 2.12).
Sófocles escreveu:
“Não nascer é, inquestionavelmente, a
maior felicidade. A segunda maior
felicidade é tão logo nascer, retornar ao
lugar de onde se veio”.
O Cristianismo, porém, é a religião da
esperança. Não caminhamos para um
futuro desconhecido; marchamos para
uma glória eterna.
A regeneração nos leva a uma viva
esperança. Somos regenerados para uma
qualidade superlativa de vida. Somos
regenerados para a esperança e essa
esperança tem duas características:
Primeiro, ela é viva.
Segundo, ela é segura, pois está
fundamentada na ressurreição de Jesus
Cristo. Nossa esperança não é vaga e
incerta, mas definida e segura. Sem a
ressurreição de Cristo, nossa regeneração
não seria possível e nossa esperança não
faria nenhum sentido.
Você já pôs sua confiança em Cristo e já
recebeu dele o dom da vida eterna? Tem
exaltado a Deus por tão grande salvação?
Você tem se deleitado nele e vivido de
modo digno dessa gloriosa vocação?
Nem toda a eternidade será suficiente
para nos alegrarmos em Deus e
agradecermos a ele, pois estávamos
perdidos e fomos achados, estávamos
mortos e recebemos vida!
SOLI DEO GLORIA.