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DISCIPLINA DE PORTUGUÊS

Teste de Avaliação
8º ANO / TURMA C ____/maio/ 2019
Nome:______________________________ Nº____

Professora: Fátima Vasconcelos

Grupo I - Leitura

Texto A
Lê o excerto que se segue.

Poeta português, filho de Simão Vaz de Camões e de Ana de Sá e Macedo, Luís Vaz de
Camões terá nascido por volta de 1524/1525, não se sabe exatamente onde, e morreu a 10 de
junho de 1580, em Lisboa. Pensa-se que estudou Literatura e Filosofia em Coimbra, tendo tido
como protetor o seu tio paterno, D. Bento de Camões, frade de Santa Cruz e chanceler da
Universidade. Tudo parece indicar que pertencia à pequena nobreza.
Atribuem-se-lhe vários desterros, sendo um para Ceuta, onde se bateu como soldado e em
combate perdeu o olho direito - perda referida na Canção Lembrança da Longa Saudade - e outro
para Constância, entre 1547 e 1550, obrigado, diz-se, por ofensas a uma certa dama da corte.
Depois de regressado a Lisboa, foi preso, em 1552, em consequência de uma rixa com um
funcionário da Corte, e metido na cadeia do Tronco. Saiu logo no ano seguinte, inteiramente
perdoado pelo agredido e pelo rei, conforme se lê numa carta enviada da Índia, para onde partiu
nesse mesmo ano, quer para mais facilmente obter perdão quer para se libertar da vida lisboeta,
que o não contentava. [...]
Na Índia parece não ter sido feliz. Goa dececionou-o, como se pode ler no soneto Cá nesta
Babilónia donde mana. Tomou parte em várias expedições militares e, numa delas, no Cabo
Guardafui, escreveu uma das mais belas canções: Junto dum seco, fero e estéril monte. Viajou de
seguida para Macau, onde exerceu o cargo de provedor-mor de defuntos e ausentes, e escreveu,
na gruta hoje reconhecida pelo seu nome, mais seis Cantos do famoso poema épico. Voltou a Goa,
naufragou na viagem na foz do Rio Mecom, mas salvou-se, nadando com um braço e erguendo
com o outro, acima das vagas, o manuscrito da imortal epopeia, facto documentado no Canto X,
128. Nesse naufrágio viu morrer a sua "Dinamene", rapariga chinesa que se lhe tinha afeiçoado. A
esta fatídica morte dedicou os famosos sonetos do ciclo Dinamene, entre os quais se destaca Ah!
Minha Dinamene! Assim deixaste. Em Goa sofreu caluniosas acusações, dolorosas perseguições e
duros trabalhos, vindo Diogo do Couto a encontrá-lo em Moçambique, em 1568, "tão pobre que
comia de amigos", trabalhando n'Os Lusíadas e no seu Parnaso, "livro de muita erudição, doutrina
e filosofia", segundo o mesmo autor.
Em 1569, após 16 anos de desterro, regressou a Lisboa, tendo os seus amigos pago as
dívidas e comprado o passaporte. Só três anos mais tarde conseguiu obter a publicação da
primeira edição de Os Lusíadas, que lhe valeu de D. Sebastião, a quem era dedicado, uma tença
anual de 15 000 réis pelo prazo de três anos e renovado pela última vez em 1582 a favor de sua
mãe, que lhe sobreviveu.
Os últimos anos de Camões foram amargurados pela doença e pela miséria. Reza a
tradição que se não morreu de fome foi devido à solicitude de um escravo Jau, trazido da Índia, que
ia de noite, sem o poeta saber, mendigar de porta em porta o pão do dia seguinte. O certo é que
morreu a 10 de junho de 1580, sendo o seu enterro feito a expensas de uma instituição de
beneficência, a Companhia dos Cortesãos. Um fidalgo letrado seu amigo mandou inscrever-lhe na
campa rasa um epitáfio significativo: "Aqui jaz Luís de Camões, príncipe dos poetas do seu tempo.
Viveu pobre e miseravelmente, e assim morreu." [...]
https://www.infopedia.pt/$luis-de-camoes (consultado a 18 fevereiro de 2019)
1. As afirmações apresentadas (A a G) referem-se a acontecimentos biográficos de Luís de Camões.
Escreve a sequência de letras que corresponde à ordem cronológica desses acontecimentos, do mais antigo
para o mais recente.
Começa a sequência pela letra G.
A. É preso, mas em 1553 parte para a Índia.
B. Combateu em Ceuta e esteve em Constância.
C. Regressa à pátria, passados 16 anos de exílio.
D. Durante vários anos permaneceu na Índia, estando em Goa e Macau.
E. A publicação da epopeia Os Lusíadas ocorre em 1572.
F. Faleceu no dia que designamos por Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas.
G. Nasce em parte incerta e em data discutível.

2. Seleciona, para responderes a cada item (2.1. a 2.5.), a única opção que permite obter uma afirmação
adequada ao sentido do texto. Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.
2.1. A presença da forma verbal “Pensa-se”
(A) confere ao texto rigor quanto aos dados biográficos do escritor.
(B) levanta questões sobre alguns dados da vida do escritor.
(C) permite-nos avaliar a vida de Camões com exatidão.
(D) revela a incerteza quanto aos estudos que o escritor realizou.

2.2. No excerto “(...) conforme se lê numa carta enviada da Índia, para onde partiu nesse mesmo
ano, quer para mais facilmente obter perdão quer para se libertar da vida lisboeta, que o não
contentava.”, a expressão “que o não contentava” significa que
(A) lhe fazia falta.
(B) o satisfazia.
(C) não o satisfazia.
(D) o fazia pensar em voltar logo que possível.
2.3. O projeto literário que marca a vida de Camões consistia em
(A) escrever o poema épico Os Lusíadas.
(B) escrever poemas em diferentes locais por onde viajou.
(C) escrever poemas dirigidos à mulher amada.
(D) obter do rei o perdão para as suas rixas.

2.4. Ao longo do 3.º parágrafo do texto


(A) descreve-se a vida difícil e penosa de Camões durante os 16 anos de desterro.
(B) são referidas as profissões que teve em Goa.
(C) alude-se às aventuras amorosas de Camões em Moçambique.
(D) indica-se o local do naufrágio no Mar Mecom.
2.5. Na frase “Só três anos mais tarde conseguiu obter a publicação da primeira edição de Os
Lusíadas, que lhe valeu de D. Sebastião, a quem era dedicado, uma tença anual de 15 000 réis [...]”
a palavra destacada tem como referente
(A) “Os Lusíadas”.
(B) “a publicação da primeira edição de Os Lusíadas”.
(C) “primeira edição de Os Lusíadas”.
(D) “edição de Os Lusíadas”.

Grupo II – Educação Literária


Lê o texto com atenção.

Tão maravilhoso

Como o de um matemático,

Tão rigoroso

Como o de um mágico.

Embora às vezes não pareça,

Embora te digam que não,

Tens um campo de aviação

Dentro da tua cabeça!


O aviador interior

O ar não se vê
Não se sente não se ouve
Mas quanto mais se sobe
Mais não sei quê.

E quando se sobe
Sem sair do chão?
Quando a cabeça se move
E o resto do corpo não?

A cabeça subindo
Pelo lado de dentro
E o teu pensamento
Tão limpo e tão lindo.
Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.
1. Identifica os três sentidos humanos (visão, olfato, tato,audição e paladar) mencionados
na primeira estrofe.
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2. Explica o sentido da segunda estrofe, referindo a pertinência da utilização dos pontos
de interrogação.
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3. Refere o recurso expressivo presente na quarta estrofe.


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4. Assinala com X a opção que completa a frase:


4.1. Este poema é constituído por

(A) quatro versos.


(B) cinco estrofes.
(C) quatro quadras.
(D) duas quadras e dois tercetos.

4.2. Nas estrofes 1, 3 e 5 rimam os versos

(A) 2 – 4 e 1 – 3.
(B) 2 – 1 e 4 – 3.
(C) 1 – 4 e 2 – 3.
(D) 1 – 2 e 3 – 4.

4.3. Assim, a rima pode ser classificada de

(A) cruzada e emparelhada.


(B) interpolada e cruzada.
(C) emparelhada.
(D) interpolada e emparelhada.

4.4. Nas estrofes 2 e 4 rimam os versos

(A) 1 – 3 e 2 – 4.
(B) 2 – 3 e 1 – 4.
(C) 1– 2 e 3 – 4.
(D) 1 – 4 e 2 – 3.

4.5. Assim, a rima pode ser classificada de

(A) cruzada.
(B) interpolada.
(C) emparelhada.
(D) branca.
4.6. O terceiro verso da segunda estrofe é constituído por

(A) 6 sílabas métricas.


(B) 5 sílabas métricas.
(C) 4 sílabas métricas.
(D) 7 sílabas métricas.

GRUPO III

“A poesia foi uma das formas que o ser humano encontrou para falar dos seus sentimentos mais
profundos e misteriosos. (...) A linguagem poética exprime o modo de olhar para a Natureza, para o
coração, para o amor de uma forma diferente da linguagem quotidiana. (...)
E é por isso que um menino pode escrever magnífica poesia aos 8 anos:
“O amor é um pássaro verde
num campo azul
no alto da madrugada”
(Maria Rosa Colaço, A criança e a vida)”

1. Partindo da citação apresentada, elabora um texto de opinião, com um mínimo de 140 e um máximo de
200 palavras, no qual reflitas sobre a importância de ler poesia, principalmente para as crianças de hoje
em dia, que vivem numa sociedade onde impera a tecnologia. Deves fundamentar o teu ponto de vista
com exemplos relevantes.
Planifica o teu texto, considerando as indicações seguintes:
 Diz se concordas ou discordas da afirmação (1.º Parágrafo), iniciando o texto com a expressão
“Hoje em dia,...”
 Apresenta duas razões que justifiquem a tua opinião (1 ou 2 parágrafos) – Aqui deves utilizar os
conectores discursivos:
o Por um lado...
o Por outro lado...
 Elabora a conclusão, reforçando o ponto de vista que defendeste (1 parágrafo) – Aqui deves
iniciar com uma das seguintes expressões:
o Concluindo...
o Em suma...
o Finalmente...
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Número de palavras ___________