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Controladores Lógicos Programáveis

(CLP)
Disciplina: TAIE4

Profº. Fernando Barros Rodrigues

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Controladores Lógicos Programáveis
Um Controlador Lógico Programável (CLP) é um dispositivo
eletrônico que possui memória programável para armazenar
instruções e executar funções específicas.

É utilizado para controlar máquinas e processos.

Representação de um sistema de controle utilizando CLP

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Controladores Lógicos Programáveis
O desenvolvimento dos CLPs começou em 1968 em resposta a uma
requisição da Divisão Hidramática da General Motors.

A GM necessitava de um sistema de estado sólido, com flexibilidade


de um computador, mas que pudesse ser programado e mantido pelos
engenheiros e técnicos na fábrica.

Era preciso também que suportasse o ar poluído, a vibração, o ruído


elétrico e os extremos de umidade e temperatura encontrados
normalmente num ambiente industrial.

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Controladores Lógicos Programáveis
Comparação entre painéis utilizando acionamento eletromecânico e
CLP.

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Exemplos de aplicações para o CLP

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Vantagens do CLP

- Ocupam menor espaço;


- Requerem menor potência elétrica;
- Podem ser reutilizados;
- São programáveis, permitindo alterar os parâmetros de controle;
- Apresentam maior confiabilidade;
- Manutenção mais fácil e rápida;
- Oferecem maior flexibilidade;
- Apresentam interface de comunicação com outros CLPs e
computadores de controle;
- Permitem maior rapidez na elaboração do projeto do sistema.

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Estrutura do CLP

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Controladores Lógicos Programáveis
Estrutura do CLP

• Fonte de alimentação: O CLP recebe alimentação da rede elétrica


local, em corrente alternada, e a transforma em corrente contínua.
Caso falte energia elétrica, a bateria mantém o programa do
usuário para não perder toda a programação, reiniciando o ciclo
de trabalho quando retornar a energia.

• CPU: A Unidade Central de Processamento inclui os circuitos de


controle da interpretação e execução do programa em memória.
Ela executa o programa do usuário, atualiza a memória de dados e
a memória-imagem das entradas e saídas.

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Estrutura do CLP

• Programa monitor: constituída de memória EPROM que contém


o programa que inicia o CLP, armazena os programas executivos e
gerencia o roteiro de dados e a sequência de operação.

• Memória do usuário: é uma memória de aplicação, que armazena


o programa do usuário, nesta área entra-se com o programa que se
deseja executar em relação ao equipamento. A CPU processa este
programa, atualiza a memória de dados internos e imagem E/S e
retorna novamente para esta área de memória.

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Controladores Lógicos Programáveis
Estrutura do CLP

• Memória de dados: reservada para o controle do programa do


usuário. Nesta área se encontram os dados referentes ao
processamento do programa do usuário.

• Memória-imagem: memória das entradas e saídas (E/S).


Reservada à interligação dos Controladores Programáveis e
equipamentos. Nesta área temos os dados do equipamento, seja ele
de entrada ou saída.

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Controladores Lógicos Programáveis
Estrutura do CLP
• Terminal de programação: é um periférico programador do CLP.
Este periférico é o meio de comunicação entre o usuário e CLP, ou
seja, é um periférico que pode ser de um simples teclado com um
mínimo de funções e um display, até um terminal mais sofisticado,
com teclados e funções complexas. Pode ser também, um micro
PC normal, com software aplicativo que emula um terminal de
programação.

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Estrutura do CLP

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Controladores Lógicos Programáveis
Principio de Funcionamento
INICIALIZAÇÃO

VERIFICAR ESTADO DAS ENTRADAS

TRANSFERIR PARA A MEMÓRIA

PROCESSAR O PROGRAMA DO USUÁRIO

ATUALIZAR AS SAÍDAS

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Linguagens de Programação Normalizadas
(IEC 61131-3)
• Textuais
- ST – Structured Text (Texto Estruturado);
- IL – Instruction List (Lista de Instrução);

• Método SFC (Sequential Function Chart) ou Grafcet


Alguns fabricantes disponibilizam seus CLP’s com recursos de
programação em grafcet;

• Gráficas
- FDB – Function Diagram Blocks (Diagrama de Blocos de Funções);
- LD – Ladder Diagram (Diagrama de Relês ou de Contatos).

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Linguagens de Programação Normalizadas
Linguagem ST (Structured Text) – Texto Estruturado
• Contém
Linguagem de alto nível, muito poderosa, com raízes Ada, Pascal e C;
•estruturas todos os elementos essenciais de uma linguagem moderna, incluindo
condicionais (IF - THEN - ELSE e CASE OF) e iterações (FOR,
WHILE e REPEAT).

• Exemplo:

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Linguagens de Programação Normalizadas
Linguagem IL (Instruction List) - Lista de Instrução
• De origem européia;
• Semelhante ao Assembler.

• Exemplo:

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Linguagens de Programação Normalizadas
Linguagem Grafcet ou SFC (Sequential Function Chart)
•controle;
Descreve graficamente o comportamento sequencial de um programa de

•interligados
É derivado das redes de Petri e da norma IEC 848 Grafcet. Consiste de “passos”,
com blocos de “ações” e “transições”. Cada passo representa um
estado particular do sistema
que está sendo controlado.
Step 1 N FILL

• Exemplo: Transition 1

Step 2 S Empty

Transition 2

Step 3
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Linguagens de Programação Normalizadas
Linguagem FDB (Function Diagram Blocks) - Diagrama de Blocos
de Funções
• Muito usada na indústria de processos; • Exemplo:
•de Expressa o comportamento
funções, blocos funcionais e
programas como um conjunto
de blocos gráficos interligados,
como nos diagramas de
circuitos eletrônicos;
•emSetermos
parece com um sistema
do fluxo de sinais
entre elementos de
processamento.

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Linguagens de Programação Normalizadas
Linguagem LD (Ladder Diagram) – Diagrama de Relês
• Originou nos EUA;
• Baseada na representação gráfica da lógica de relês.
• Exemplo:

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Referências Bibliográficas
- NATALE, F. - Automação Industrial, ed. Érica, 10ª edição, São
Paulo 2000.
- MIYAGI, P. E. – Controle Programável: fundamentos do controle
de sistemas a eventos discretos, ed. Edgard Blucher Ltda, São Paulo,
1996.
- PRUDENTE, F. - Automação Industrial: PLC Teoria e
Aplicações, ed. LTC, 2ª Edição, 2011.
- GROOVER, M. - Automação industrial e sistemas de
manufatura, Ed. Pearson, 3ª edição, 2010.
- SILVEIRA, P. R. ; SANTOS, W. E. - Automação e controle
discreto, São Paulo, ed. Érica, 2ª edição, 1999.

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