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N-2675 NOV / 2000

SEGURANÇA EM PROJETO DE
LABORATÓRIOS

Procedimento

Cabe à CONTEC -Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do


texto desta Norma. O Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma é o
CONTEC responsável pela adoção e aplicação dos seus itens.
Comissão de Normas
Técnicas Requisito Técnico: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que
deve ser utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma
eventual resolução de não seguí-la (“não-conformidade” com esta Norma) deve
ter fundamentos técnico-gerenciais e deve ser aprovada e registrada pelo
Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma. É caracterizada pelos verbos:
“dever”, “ser”, “exigir”, “determinar” e outros verbos de caráter impositivo.

Prática Recomendada: Prescrição que pode ser utilizada nas condições


previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade de
alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A
alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pelo Órgão da
PETROBRAS usuário desta Norma. É caracterizada pelos verbos:
“recomendar”, “poder”, “sugerir” e “aconselhar” (verbos de caráter
não-impositivo). É indicada pela expressão: [Prática Recomendada].

Cópias dos registros das “não-conformidades” com esta Norma, que possam
contribuir para o seu aprimoramento, devem ser enviadas para a
CONTEC - Subcomissão Autora.
SC - 16 As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC -
Segurança Industrial Subcomissão Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, o
item a ser revisado, a proposta de redação e a justificativa técnico-econômica.
As propostas são apreciadas durante os trabalhos para alteração desta Norma.

“A presente Norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO


S.A. - PETROBRAS, de uso interno na Companhia, e qualquer reprodução
para utilização ou divulgação externa, sem a prévia e expressa autorização
da titular, importa em ato ilícito nos termos da legislação pertinente,
através da qual serão imputadas as responsabilidades cabíveis. A
circulação externa será regulada mediante cláusula própria de Sigilo e
Confidencialidade, nos termos do direito intelectual e propriedade
industrial.”

Apresentação
As normas técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho
- GTs (formados por especialistas da Companhia e das suas Subsidiárias), são comentadas pelos
Representantes Locais (representantes das Unidades Industriais, Empreendimentos de Engenharia,
Divisões Técnicas e Subsidiárias), são aprovadas pelas Subcomissões Autoras - SCs (formadas por
técnicos de uma mesma especialidade, representando os Órgãos da Companhia e as Subsidiárias) e
aprovadas pelo Plenário da CONTEC (formado pelos representantes das Superintendências dos
Órgãos da Companhia e das suas Subsidiárias, usuários das normas). Uma norma técnica
PETROBRAS está sujeita a revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser
reanalisada a cada 5 anos para ser revalidada, revisada ou cancelada. As normas técnicas
PETROBRAS são elaboradas em conformidade com a norma PETROBRAS N - 1. Para informações
completas sobre as normas técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas PETROBRAS.

PROPRIEDADE DA PETROBRAS 13 páginas


N-2675 NOV / 2000

1 OBJETIVO

1.1 Esta Norma se aplica a projetos de laboratórios da PETROBRAS, visando segurança,


conforto e funcionabilidade para todos que neles trabalham.

1.2 Os requisitos desta Norma devem ser complementados pelos critérios de segurança em
laboratórios constantes da norma PETROBRAS N-2549.

1.3 Esta Norma se aplica aos projetos realizados a partir da data de sua edição.

1.4 Esta Norma contém Requisitos Técnicos e Práticas Recomendadas.

2 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES

Os documentos relacionados a seguir são citados no texto e contêm prescrições válidas


para a presente Norma.

Portaria do Ministério da Saúde no 3523, de 28-08-1998 – Dispõe sobre as


medidas básicas referentes ao procedimento de verificação visual do estado de
limpeza, remoção de sujidades por métodos físicos e manutenção do estado de
integridade e eficiência de todos os componentes dos sistemas de climatização,
para garantir a qualidade do ar de interiores e prevenção de riscos à saúde dos
ocupantes de ambientes climatizados;
Ministério do Trabalho Portaria no 3214 de 08/06/78:
NR-5 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes;
NR-6 - Equipamentos de Proteção Individual;
NR-7 - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional;
NR-8 - Edificações;
NR-9 - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais;
NR-10 - Instalações e Serviços em Eletricidade;
NR-15 - Atividade e Operações Insalubres;
NR-17 - Ergonomia;
NR-23 - Proteção Contra Incêndios;
NR-24 - Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de
Trabalho;
NR-26 - Sinalização de Segurança;
PETROBRAS N-1609 - Uso da Cor na Identificação das Tubulações de
Laboratório;
PETROBRAS N-2166 - Classificação de Áreas para Instalações Elétricas em
Refinarias de Petróleo;
PETROBRAS N-2549 - Segurança em Laboratório;
ABNT NBR 10213 -Segurança e Higiene em Laboratórios de Microbiologia;
ABNT NBR 5413 - Iluminância de Interiores.

3 DEFINIÇÕES

Para os propósitos desta Norma são adotadas as definições indicadas nos itens 3.1 e 3.2.

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3.1 Pé Direito

Altura livre compreendida entre o piso e teto (forro ou laje).

3.2 Ergonomia

Estudo do relacionamento entre o homem e seu trabalho, equipamento e ambiente, e


particularmente aplicação dos conhecimentos de anatomia, fisiologia e psicologia na solução
dos problemas surgidos desse relacionamento.

4 CONDIÇÕES GERAIS

4.1 O projeto do laboratório é uma atividade multidisciplinar que requer um trabalho em


equipe, envolvendo condicionantes definidas por técnicos, engenheiros, arquitetos e
usuários.

4.2 A primeira etapa para um projeto de laboratório é a elaboração de um levantamento que


contemple as áreas necessárias de utilização para as tarefas a serem realizadas, o número
de pessoas que ocuparão o laboratório, os equipamentos, as substâncias a serem
manipuladas e as áreas de circulação e acessos, que devem ser estudados levando-se em
conta o seu posicionamento em relação à produção do órgão, de modo a facilitar o
recebimento de amostras e o envio de resultados.

4.3 A ventilação natural dos laboratórios deve ser otimizada através do adequado
dimensionamento e disposição de portas e janelas, preferencialmente, direcionadas no lado
da predominância de ventos.

4.4 Para Laboratórios de Microbiologia, são recomendados os critérios de segurança


constantes da norma ABNT NBR 10213. [Prática Recomendada]

5 “LAYOUT”

O “layout” para ser definido deve possuir um plano em que os equipamentos e mobiliários
sejam agrupados de acordo com sua seqüência de utilização e atendam às Normas
Regulamentadoras do Ministério do Trabalho.

5.1 Acessos de Pessoas

5.1.1 O laboratório deve possuir no mínimo 2 portas convenientemente situadas, abrindo no


sentido de saída (fuga), de modo que ao se abrirem não impeçam as vias de passagem,
conforme estabelecido pela norma NR-23.

Nota: Recomenda-se que as portas estejam situadas em posições diametralmente


opostas e aquelas com acesso para as circulações principais sejam recuadas por
meio de caixas de porta. [Prática Recomendada]

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5.1.2 As portas de laboratório devem possuir em sua metade superior um visor de vidro
incolor e transparente. No caso de impacto ou explosão o vidro não deve produzir estilhaço,
devendo ser do tipo laminado.

5.1.3 Para a instalação de vidros, como em divisórias, janelas e visores, devem ser usados
vidro tipo laminado, de modo a não produzir estilhaço quando submetidos a impacto ou
explosão.

5.1.4 Nenhuma porta de laboratório deve ser fechada a chave, aferrolhada ou presa
durante as horas de trabalho.

5.1.5 Recomenda-se que as portas de acesso para pessoas tenham no mínimo


0,90 m x 2,10 m. [Prática Recomendada]

5.2 Acessos de Equipamentos e Materiais

5.2.1 As portas de acesso para equipamentos devem ter no mínimo 1,20 m x 2,10 m.

Nota: Para o caso de portas multifuncionais, de acesso para pessoas e equipamentos,


deve ser adotada a maior medida estabelecida.

5.2.2 Caso seja previsto grande fluxo de transporte de material, como carrinhos com
produtos químicos, material para lavagem e cilindros de gases, a edificação que possuir
mais de 1 andar deve ser provida de elevadores de carga, monta-carga ou rampas, como
opção alternativa de degraus ou escadas.

Notas: 1) Os elevadores de carga ou monta carga devem ser especificados de acordo


com os equipamentos e materiais a serem transportados.
2) Em laboratórios que possuam mais de 2 andares, os poços e monta carga
devem ser de material resistente ao fogo e a produtos corrosivos.

5.3 Acessos de Amostras

5.3.1 Dependendo do volume e da freqüência de amostras recebidas pelo laboratório, o


recebimento de amostras deve possuir uma área apropriada, de forma que o acesso para a
entrada seja feito pelo lado externo e o acesso de recebimento seja feito pelo lado interno
do laboratório.

5.3.2 A área de entrada/recebimento deve possuir um sistema de exaustão, caso


necessário, em função das amostras recebidas.

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5.4 Circulação

5.4.1 As áreas de circulação de trabalho e os espaços em torno de equipamentos devem


ser dimensionados de forma a permitir a movimentação segura de materiais e pessoas.

Nota: Recomenda-se que sejam seguidas as dimensões (centímetros) apresentadas


nas FIGURAS 1 e 2. [Prática Recomendada]

FIGURA 1 - LABORATÓRIO COM POUCA MOVIMENTAÇÃO

FIGURA 2 - LABORATÓRIO COM MOVIMENTAÇÃO INTENSA

5.4.2 A circulação principal que conduz à saída do laboratório deve ter no mínimo 1,20 m de
largura e ser devidamente demarcada e mantida permanentemente desobstruída.

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5.4.3 Os pisos dos laboratórios não devem apresentar saliências, depressões ou diferenças
de níveis que prejudiquem a circulação de pessoas ou a movimentação de materiais.

5.4.4 No caso do laboratório possuir mais de 1 andar, as escadas só devem ser utilizadas
para a circulação de pessoas e devem ser providas de guarda corpo e corrimão conforme
estabelecido pela norma NR-8.

5.5 Arquivo de Amostra Testemunho

5.5.1 Deve ser previsto um compartimento para arquivo de amostra testemunho,


devidamente ventilado, protegido de temperaturas extremas, afastado de fontes de ignição e
com sistema de detecção de incêndio.

5.5.2 Os armários para armazenamento de amostras testemunho inflamáveis devem


possuir prateleiras de difícil combustão, preferencialmente de metal.

Nota: As amostras voláteis devem ser armazenadas em compartimentos refrigerados e


a prova de explosão.

5.6 Áreas Quentes e Áreas Frias

Deve ser previsto um sistema de ventilação que ofereça conforto às pessoas e


equipamentos, de forma que os trabalhos realizados a quente sejam executados em áreas
previamente reservadas.

5.7 Sala de Lavagem

Deve ser prevista uma sala de lavagem contemplando exaustão, linha de esgoto oleoso,
linhas de utilidades, tais como vapor, ar comprimido, água quente e fria, entre outros e,
caso necessário, tratamento acústico.

5.8 Cilindros

5.8.1 Na elaboração do projeto de laboratório, deve ser previsto local, na parte externa
do prédio, ventilado, de fácil acesso, com piso e cobertura apropriados para cilindros de
gases.

5.8.2 Caso seja imprescindível a presença de cilindro dentro do laboratório, devem ser
seguidos os critérios de segurança estabelecidos pela norma PETROBRAS N-2549.

5.9 Sanitários, Vestiários e Copas

5.9.1 Os sanitários, vestiários e copas devem ser construídos próximos ao laboratório, mas
não em seu interior, contemplando os requisitos estabelecidos pela norma NR-24 e pelo
Código de Obras.

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5.9.2 O sistema de ventilação dos sanitários, vestiários e copas deve possuir ramais
independentes do laboratório.

6 PROJETO CIVIL

A construção de um laboratório, do ponto de vista de segurança, deve obedecer às Normas


Regulamentadoras e ao Código de Obras, que além de simplificar o trabalho do técnico
deve contribuir para a prevenção de acidentes.

6.1 Piso

6.1.1 O tipo de material utilizado em pisos de laboratório é de grande importância no que


tange à segurança, pois nestes ambientes se transita com materiais perigosos. Este material
deve ser escolhido de acordo com a atividade a ser executada no laboratório.

6.1.2 O material de acabamento para especificação de piso de laboratório deve apresentar


as seguintes características:

a) fácil limpeza;
b) baixa porosidade;
c) resistência química e mecânica;
d) ser antiderrapante.

6.1.3 Recomenda-se que os pisos dos laboratórios não possuam juntas; no caso de
possuírem, o rejuntamento deve ser de material impermeável, de forma a evitar o acúmulo
de resíduos e produtos químicos no piso. [Prática Recomendada]

6.2 Paredes e Divisórias

6.2.1 As paredes externas do laboratório devem ser em alvenaria, de forma a contribuir


para que a temperatura interna permaneça o mais estável possível e a proteger o ambiente
das intempéries e dos ruídos.

6.2.2 As divisórias podem ser utilizadas em laboratórios onde não haja riscos de explosões
e onde o ambiente possa sofrer modificações de “layout”. [Prática Recomendada]

6.2.3 As divisórias devem ser de material não propagante ao fogo e, quando necessário, de
material acústico.

6.2.4 Os revestimentos das paredes e divisórias podem ser de diversos tipos, desde que
sejam de fácil limpeza, duráveis e resistentes à atividade realizada no laboratório. [Prática
Recomendada]

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6.2.5 As cores das paredes e divisórias devem ter efeitos repousantes, em tonalidades
claras. A cor deve ser opaca de modo a não provocar a reflexão da luz incidente, mas
apenas sua difusão.

6.3 Cobertura e Forro

6.3.1 A cobertura do laboratório deve ser construída com materiais que permitam perfeita
impermeabilização e isolamento térmico.

6.3.2 O forro deve ser de material não propagante ao fogo, bom isolamento térmico e
acústico, de fácil limpeza e manutenção.

6.3.3 O pé direito do laboratório deve ser de no mínimo 3,00 m, de forma a se obter uma
boa circulação de ar e facilitar a movimentação de equipamentos.

6.4 Iluminação

6.4.1 A taxa de iluminação, o tipo de lâmpada e a localização dos pontos de luz devem ser
dimensionados de modo a evitar fadiga visual.

6.4.2 A iluminação geral deve ser uniformemente distribuída e difusa, devendo ser
projetada e instalada de forma a evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e
contrastes excessivos.

6.4.3 Na fase de projeto, devem ser determinados os tipos de trabalho a serem realizados
em cada local, o horário em que devem ser executados (noturno ou diurno) e o número de
equipamentos envolvidos, de forma a se determinar o nível mínimo de iluminamento.

6.4.4 Os níveis mínimos de iluminamento a serem observados no laboratório devem ser de


500 ± 150 lux, e convenientemente adequados à necessidade da atividade a ser
desenvolvida, conforme estabelecido pela norma ABNT NBR 5413.

6.4.5 Deve ser previsto sistema de iluminação de emergência ligado a circuito de


emergência ou luminárias independentes.

7 INSTALAÇÕES

7.1 Projeto Elétrico

7.1.1 Todas as instalações devem ser projetadas e executadas de modo que seja possível
prevenir, por meios seguros, os riscos de choque elétrico, incêndio e todos os outros tipos
de acidente.

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7.1.2 No projeto elétrico de laboratório devem ser contemplados os seguintes itens:

a) circuitos de iluminação e força aterrados;


b) sistema de segurança para ser desarmado em caso de sobrecarga do circuito;
c) tomadas devidamente identificadas, ligadas a circuito de emergência para
alimentação de equipamentos, cujo desligamento súbito possa dar origem a
acidentes;
d) chave geral do quadro elétrico em local de fácil acesso, no lado externo do
laboratório;
e) quadros elétricos independentes para cada laboratório;
f) tensão elétrica das tomadas padronizada e facilmente identificável;
g) identificação dos circuitos no quadro elétrico;
h) as tomadas elétricas devem ser localizadas na parte exterior da capela.

7.1.3 Nas áreas consideradas classificadas de acordo com a norma PETROBRAS N-2166
devem ser usadas tomadas e iluminação adequadas à classificação respectiva.

7.1.4 Os condutores e suas conexões, condutos e suportes, devem ser projetados e


instalados considerando-se as prescrições referentes a isolamento, dimensionamento,
identificação e aterramento.

7.2 Projeto Hidráulico e de Esgoto

7.2.1 Todo laboratório deve ser provido de linhas de água potável, sendo os pontos de água
localizados nas bancadas e capelas de trabalho, pias e equipamentos de segurança
(lava-olhos e chuveiro de emergência).

7.2.2 No projeto de laboratório deve ser provido de um sistema de esgoto oleoso


direcionado para o tratamento primário (Sistema de Águas Oleosas - SAO).

7.2.3 Os ralos para esgotamento devem ser sifonados e as linhas de esgoto providas de
ventilação.

7.2.4 O esgoto de laboratório deve ser independente das linhas de esgoto das áreas de
apoio.

7.2.5 Deve ser previsto ralo para esgotamento do chuveiro de emergência de acordo com
sua vazão.

7.2.6 Recomenda-se que as pias utilizadas sejam de aço inoxidável e possuam


profundidade mínima da cuba de 30 cm, com as suas torneiras entre 30 cm e 35 cm acima
da borda da cuba, adequadas à atividade do laboratório. [Prática Recomendada]

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7.3 Ventilação Industrial

7.3.1 A ventilação industrial deve ser aplicada de modo a manter os laboratórios isentos de
agentes nocivos, protegendo a saúde dos trabalhadores, e as condições e integridade dos
equipamentos e instalações.

7.3.2 O posicionamento do sistema de exaustão dos gases deve ser levado em conta, pois
as correntes de ar podem conduzir gases a outros prédios ou ainda em direção ao ponto de
captação do sistema de ar condicionado do próprio laboratório.

7.3.3 Não deve ser usado em laboratório ar condicionado tipo janela, pois não realiza a
renovação do ar ambiente.

7.3.4 A ventilação/exaustão forçada deve ser de modo a favorecer a renovação do ar. As


tomadas de ar no exterior devem ser bem distribuídas e estarem direcionadas para locais
protegidos contra a entrada de pós, fungos, fuligem e outros contaminantes.

7.3.5 A renovação de ar no laboratório deve ser de 6-30 trocas por hora, em função da
concentração dos agentes nocivos presentes no ambiente.

7.3.6 O isolamento térmico dos dutos de ar condicionado com barreira de vapor deve ser
utilizado sempre que ocorrer o risco de condensação em sua superfície externa.

7.3.7 Os dutos de ar condicionado e exaustão devem ser amarrados firmemente e isolados,


de forma a evitar a geração de ruídos.

7.3.8 Todo ar insuflado deve ser exaurido para o exterior, não podendo ser recirculado para
nenhum outro sistema de ventilação e ar condicionado.

7.3.9 Os dutos do sistema de ventilação devem possuir janelas de inspeção, de modo a


facilitar a visualização e limpeza, em atendimento à Portaria do Ministério da Saúde no 3523.

7.3.10 A capela deve ser dotada de sistema de exaustão com potência suficiente para
promover a exaustão dos gases leves, que rapidamente ocupam as camadas superiores, e
dos gases pesados, que tendem a ocupar as partes baixas da capela.

7.3.11 A velocidade de exaustão do ar na capela deve ser de 0,5 m/s, medida na face da
capela com os vidros na posição normal de operação.

7.3.12 Deve ser previsto um sistema de alarme, caso haja falha no sistema de exaustão da
capela.

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7.4 Rede de Utilidades

7.4.1 As linhas de utilidades devem ser instaladas de modo a permitir fácil acesso e
manutenção.

7.4.2 Todas as linhas de utilidades devem possuir válvulas gerais que permitam seu
bloqueio rápido em caso de vazamento ou acidente no laboratório.

7.4.3 As linhas de utilidades devem ser identificadas com as cores estabelecidas na norma
PETROBRAS N-1609.

7.4.4 As válvulas das linhas de utilidades utilizadas nas capelas devem estar localizadas
em seu exterior, em posição de fácil acesso e devidamente identificadas.

7.5 Instalações Especiais (Proteção, Detecção e Combate a Incêndio)

7.5.1 O projeto de laboratório deve possuir, de acordo com as características de suas


instalações, um sistema de detecção de incêndio, composto de central e sensores com
alarme sonoro e visual.

7.5.2 O projeto de laboratório deve possuir, de acordo com as características de suas


instalações, um sistema de combate a incêndio composto de rede de água e hidrantes
internos ao prédio, em atendimento à legislação local vigente.

7.5.3 Os laboratórios devem ser providos de extintores portáteis, apropriados à classe de


fogo a extinguir, a fim de combater o fogo em seu início. Os extintores devem estar situados
em locais de:

a) fácil visualização;
b) fácil acesso;
c) onde haja menor probabilidade do fogo bloquear o seu acesso.

7.5.4 No laboratório só devem ser utilizados extintores que obedeçam às Normas


Brasileiras ou regulamentos técnicos do INMETRO.

7.5.5 Recomenda-se a utilização de extintores de CO2, no interior do laboratório, devido às


seguintes características: [Prática Recomendada]

a) fácil manejo;
b) eficiência de combate a princípios de incêndio;
c) não danificar equipamentos eletro-eletrônicos, quando de seu uso.

7.5.6 Nos laboratórios devem dispor de mantas anti-chama próximas, principalmente, de


locais com maior risco de incêndio e explosão.

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7.5.7 Os laboratórios devem ser providos de chuveiros de emergência e lava-olhos


localizados em área de fácil acesso sem obstruções.

7.5.8 Em compartimentos com grandes volumes de líquidos inflamáveis, é recomendada a


instalação de um sistema fixo de combate a incêndio. [Prática Recomendada]

8 ASPECTOS ERGONÔMICOS

8.1 Os equipamentos e postos de trabalho devem ser projetados de forma a proporcionar


conforto aos técnicos e usuários.

8.2 A adequação da altura das bancadas é um fator importante, principalmente para os


equipamentos altos e cujo uso envolve situações de risco, como no caso de fornos e
estufas. A instalação com altura ergonomicamente projetada evita que os técnicos assumam
posturas inadequadas.

8.3 A altura ideal da bancada depende da altura do cotovelo, com a pessoa em pé, e do
tipo de trabalho que executa. Em geral a superfície da bancada deve ficar 5 cm a 10 cm
abaixo da altura dos cotovelos (ver FIGURA 3).

Nota: A altura a ser considerada para o cálculo da altura da bancada deve ser a média
antropométrica do brasileiro.

ALTURA DO
COTOVELO

100-110
(95-105) 90-95 75-90 105cm HOMENS
(85-90) (70-85) (98)cm (MULHERES)

TRABALHO DE PRECISÃO TRABALHO LEVE TRABALHO PESADO

NOTA: AS DIMENSÕES ESTÃO EM CENTÍMETROS.

FIGURA 3 - ALTURAS RECOMENDADAS PARA SUPERFÍCIES HORIZONTAIS


DE TRABALHO NA POSIÇÃO DE PÉ

8.4 De acordo com o tipo de equipamento a ser utilizado, a bancada deve ser projetada
levando em conta o desconto da altura do equipamento.

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8.5 Sempre que o trabalho puder ser executado na posição sentada, o posto de trabalho
deve ser planejado ou adaptado para esta posição, sendo a altura dos assentos das
cadeiras regulada de acordo com a altura da bancada e o encosto regulável com forma
levemente adaptada ao corpo, para proteção da região lombar (ver FIGURA 4). O técnico
deve apoiar os pés no chão ou em descanso de pés.

MESA FIXA

MESA REGULÁVEL
CADEIRA

74 CADEIRA
APOIO P/ PÉS
47-57 54-74
37-47

0-20

NOTA: AS DIMENSÕES ESTÃO EM CENTÍMETROS.

FIGURA 4 - DIMENSÕES RECOMENDADAS PARA ALTURAS DE MESAS,


CONJUGADAS COM ALTURAS DE CADEIRAS E APOIO PARA OS
PÉS

8.6 As bordas frontais de mesas e cadeiras devem ser arredondadas, conforme a


norma NR-17.

8.7 Recomenda-se que as arestas e cantos vivos de mesas e bancadas sejam evitados.
[Prática Recomendada]

8.8 As gavetas devem ser providas de guias laterais, limitador de curso, batentes,
amortecedores e espelho frontal.

8.9 Recomenda-se que os armários para armazenar vidrarias ou produtos químicos não
possuam altura maior que 1,60 m. [Prática Recomendada]

8.10 Os armários de laboratório devem ser providos de prateleiras internas removíveis e


ajustáveis em diversos níveis de altura.

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