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Tribunal Regional Federal da 1ª Região

PJe - Processo Judicial Eletrônico

08/06/2020

Número: 1014006-29.2020.4.01.0000
Classe: AGRAVO DE INSTRUMENTO
Órgão julgador colegiado: 6ª Turma
Órgão julgador: Gab. 18 - DESEMBARGADOR FEDERAL DANIEL PAES RIBEIRO
Última distribuição : 15/05/2020
Valor da causa: R$ 0,00
Processo referência: 1025277-20.2020.4.01.3400
Assuntos: Efeito Suspensivo / Impugnação / Embargos à Execução, Vigilância Sanitária e
Epidemiológica, COVID-19
Segredo de justiça? NÃO
Justiça gratuita? NÃO
Pedido de liminar ou antecipação de tutela? SIM
Partes Procurador/Terceiro vinculado
DISTRITO FEDERAL (AGRAVANTE)
Ministério Público Federal (Procuradoria) (AGRAVADO)
MINISTERIO PUBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITORIOS (AGRAVADO)
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO - MPT (AGRAVADO)
Documentos
Id. Data da Documento Tipo
Assinatura
58517 08/06/2020 17:42 Decisão Decisão
593
PODER JUDICIÁRIO

Tribunal Regional Federal da Primeira Região

Gab. 18 - DESEMBARGADOR FEDERAL DANIEL PAES RIBEIRO

Processo Judicial Eletrônico

AGRAVO DE INSTRUMENTO (202) n. 1014006-29.2020.4.01.0000 PROCESSO


REFERÊNCIA: 1025277-20.2020.4.01.3400

AGRAVANTE: DISTRITO FEDERAL

AGRAVADO: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (PROCURADORIA), MINISTERIO PUBLICO DO


DISTRITO FEDERAL E TERRITORIOS, MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO - MPT

DECISÃO

O Ministério Público Federal interpõe agravo interno (fls. 612-630) da decisão (fls.
589-607) que deferiu parcialmente o pedido de tutela de urgência formulado, nos autos do agravo
de instrumento interposto pelo Distrito Federal de decisão que, nos autos de ação civil pública
ajuizada pelo Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho e Ministério Público do
Distrito Federal e Territórios, deferiu parcialmente o pedido de tutela provisória para
“CONDICIONAR a abertura das atividades comerciais previstas nos blocos 1 e 2 da tabela 11 da
Nota Técnica da Codeplan (id 232694887), mantendo-se o intervalo temporal de 15 dias para
cada etapa de liberação, fixando protocolos sanitários para cada uma das atividades econômicas
específicas, como já foi feito para as atividades bancárias, especificando entre outros,
quantitativo de pessoas por metro quadrado para evitar aglomerações e permitir o distanciamento
mínimo recomendado por autoridades de saúde; fornecimento de equipamento de proteção
individual a todos os empregados, colaboradores, terceirizados e prestadores de serviço;
disponibilização de álcool gel 70% para empregados e clientes; regras específicas de
higienização do ambiente; regras de aferição de temperatura e de encaminhamento à rede de
saúde de empregados ou clientes com sintomas; normas específicas que favoreçam o isolamento
de pessoas idosas, crianças, gestantes e com doenças crônicas, tais como afastamento do
trabalho, horário de atendimento especial ou com hora marcada, ou de entrega, escalas de
revezamento de trabalho, regras para uso de banheiro e locais de alimentação, funcionamento
em horários que melhor atendam a mobilidade dos trabalhadores que utilizam transporte público,

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indicando os órgãos responsáveis pela fiscalização”.

O agravante alega, preliminarmente, a impossibilidade de antecipação da tutela


recursal sem prévia oitiva da parte contrária, situação que implicaria violação ao disposto nos
artigos 10, 932 e 933 do Código de Processo Civil (CPC).

Sustenta que, apesar de o art. 1.019 do CPC assegure a concessão de efeito


suspensivo, com posterior resposta ao recurso, "tal situação se insere em um contexto onde a
decisão não esteja marcada pela característica da irreversibilidade fática, que é a hipótese dos
autos", em que, "ao extinguir o feito no que se refere ao Distrito Federal, a decisão recorrida
torna, na prática, irreversível o seu comando", acrescentando que, no caso, não se trata "de
simples suspensão dos efeitos da decisão, mas de abortar o próprio andamento da ação,
inserindo-se no juízo sobre seus pedidos, sem que as partes tenham tido, no âmbito recursal,
espaço próprio para o debate" (fl. 616).

Nessa perspectiva, argumenta:

A análise monocrática antecipada acaba por retirar das partes e,


também, do colegiado o direito de discutir a demanda ainda em condições
fáticas hábeis a produzir um resultado concreto.

Não é razoável que o relator, monocraticamente, sem oportunizar a


produção de argumentos contrários, aceite a posição de apenas um dos
contendores.

Teria o relator condições, sem ouvir o autor, de definir-se quanto à


inter-relação dos pedidos formulados? Teria o relator, sem o contraditório, como
aferir os contornos do interesse federal, retirando às partes o espaço próprio
para a exposição dos argumentos?

Ao MPF parece claro que não.

O contraditório, especialmente em situações complexas e novas


como a que é trazida ao Poder Público, em todas as suas esferas e formas de
atuação, pela atual situação de enfrentamento da pandemia da COVID-19, é
essencial para que se possa aferir a melhor decisão.

Em termos objetivos, é obrigação do julgador propiciar,


previamente, em situações como a destes autos, o debate entre as partes.

Afirma a impropriedade da extinção do processo em relação ao Distrito Federal, ao


argumento de que existe um vínculo interno real entre os pedidos em face dos entes federativos,
uma vez que "os impactos sobre a saúde dos cidadãos não conhecem limites geográficos ou
discussões sobre minúcias do pacto federativo" (fl. 617).

Diz que os pedidos formulados na ação civil pública "buscam, exatamente,


reconhecer a inter-relação entre os atos do Distrito Federal e da União no contexto do combate à
pandemia da COVID-19 e, como se percebe da decisão de primeiro grau, os pedidos formulados
em face da União não foram, de inicio, deferidos, mas eles estão válidos, coerentes, interligados
àqueles formulados em face do Distrito Federal e, como tal, não podem ser separados sem

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prejuízo ao próprio comando jurisdicional que se pretende obter" (fl. 617).

Depois de transcrever os pedidos formulados na ação civil pública em face do


Distrito Federal e da União, conclui ser evidente a correlação entre eles, "especialmente por
terem sido formulados não em uma situação corriqueira, mas, sim, diante do quadro de
dificuldades que a flexibilização das medidas restritivas pode acarretar" (fl. 619).

Discorre acerca da competência federal em razão de a União ser "garante das


obrigações internacionais desrespeitadas por atos praticados por entes subnacionais", destaca a
necessária "distinção entre a competência administrativa e a competência jurisdicional", além do "
interesse federal apto a atrair a competência federal em situação que afeta diretamente o
Sistema Único de Saúde".

Quanto ao ponto, assevera (fl. 621):

De um lado, tem-se já pacificada a posição da União como garante


das obrigações internacionais assumidas pelo Estado brasileiro, ainda que
diante de ação ou omissão dos entes subnacionais.

Não é demais recordar que todo o ordenamento jurídico interno


está sujeito ao confronto de convenialidade, já que, no contencioso
internacional, os atos normativos internos, as decisões judiciais e os atos
executivos são tratados como fatos e, nessa condição, serão analisados quanto
à violação ou não das obrigações internacionais a que aderiu o Estado1;.

Mesmo decisões judiciais, que, em princípio, apenas fariam incidir


o ordenamento interno em uma situação determinada, podem configurar, no
cenário internacional, um fato gerador da responsabilidade internacional, quer
pela demora na prolação da sentença2;, quer pelo resultado do julgamento.

(...)

Assim, ao ver descumpridas pelo Distrito Federal as obrigações


internacionais assumidas com a Organização Mundial da Saúde, internalizados
no ordenamento jurídico brasileiro, tem a União interesse direto na correta
aplicação dos protocolos de saúde, em desrespeito direto ao Regulamento
Sanitário Internacional (art. 43, parág 2º, c/c art. 43, parág 1º, alínea a).

Conclui, nesse ponto, que "os pedidos formulados na inicial contra o Distrito Federal
estão alicerçados em infração ao Regulamento Sanitário Internacional, tratado internacional
recentemente promulgado internamente através do Decreto nº 10.212, de 30 de janeiro de 2020,
e acordado na 58ª Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde, em 23 de maio de 2005.

Pede, ao final, a reforma da decisão agravada, mediante o provimento do agravo


interno.

Decido.

Insurge-se o agravante contra a decisão proferida pelo ilustre Juiz Federal Roberto
Carlos de Oliveira, em minha substituição em período regular de férias, que deferiu o pedido de

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efeito suspensivo, "para, reformando a decisão agravada, reconhecer a incompetência da Justiça
Federal para processar e julgar os pedidos formulados em face do Distrito Federal, determinando
o prosseguimento da ação tão somente no tocante aos pleitos formulados em face da União
Federal" (fl. 607).

O agravante ataca, especialmente, a parte da decisão que extinguiu o feito em


relação ao Distrito Federal, visto que não foi dada oportunidade às partes para se manifestarem a
respeito da alegada incompetência da Justiça Federal e de eventual ilegitimidade ativa do
Ministério Público Federal.

Em que pesem os sólidos fundamentos da decisão, tenho que assiste razão ao


agravante quando sustenta que houve vício processual, diante da não observância do art. 10 do
Código de Processo Civil, que consagra o princípio da não surpresa, uma vez que não foi dada à
parte agravada a possibilidade de manifestar-se acerca do fundamento de incompetência da
Justiça Federal para processar os pedidos formulados em face do Distrito Federal.

É certo que é permitida a análise liminar do pleito, porém, o acolhimento da


preliminar apresentada termina por fulminar os autos em primeiro grau, sem que o contraditório e
a ampla defesa tenham ocorrido de forma plena.

Ademais, conforme consta da própria decisão agravada, na qual é citado


precedente de minha lavra, "Afasta-se a preliminar de incompetência da Justiça Federal,
porquanto o simples ajuizamento da ação por parte do Ministério Público Federal atrai o
enquadramento no disposto no art. 109, I, da Constituição Federal, por se tratar de competência
em razão da pessoa. Precedentes deste Tribunal e do Superior Tribunal de Justiça (AC n.
0001992-85.2016.4.01.3810/MG. Desembargador Federal Daniel Paes Ribeiro, em 11.05.2018.
e-DJF1 de 25.05.2018).

No mesmo sentido, podem ser citados os seguintes e recentes precedentes:

PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LEIS DE


ACESSO À INFORMAÇÃO E DA TRANSPARÊNCIA. SENTENÇA QUE RESOLVE O
PROCESSO SEM JULGAR O MÉRITO. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO
FEDERAL CONFIGURADA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. SENTENÇA
ANULADA.

1. É parte legítima para ajuizar ação civil pública o Ministério Público Federal na
condição de fiscal da lei e da aplicação de recursos públicos provenientes da União,
quando o escopo da ação é o cumprimento das Leis de Acesso à Informação e da
Transparência - Leis nº 12.527/2011 e 131/2009.

2. O interesse processual do Ministério Público Federal se configura pela ausência de


cumprimento das recomendações endereçadas ao Prefeito do Município, possibilitado
o ajuizamento de ação civil pública direcionada a compelir o réu ao cumprimento da
falta não suprida, relativamente à publicidade dos gastos públicos.

3. A autonomia Municipal não confere a prerrogativa ao ente de descumprir lei


imposta a todo administrador público e não obsta a atuação do Ministério Público
Federal.

4. A competência da Justiça Federal se configura pela presença do Ministério Público


Federal como autor da ação. Precedentes deste Tribunal e do STJ (AC nº 0001992-

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85.2016.4.01.3810/MG. Desembargador Federal DANIEL PAES RIBEIRO, em
11/05/2018. e-DJF1 DATA: 25/05/2018; eAgInt no CC 151506/MS. Relatora Ministra
ASSUSETE MAGALHÃES, em 27/09/2017. DJe 06/10/2017, respectivamente) 5.
Apelação a que se dá provimento. Sentença anulada, com a determinação de retorno
dos autos à origem para o regular processamento.
(AC 0002043-96.2016.4.01.3810, Desembargadora Federal Daniele Maranhão Costa,
Quinta Turma, e-DJF1 de 11.11.2019.

ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LEIS DE ACESSO À INFORMAÇÃO E


DA TRANSPARÊNCIA. LEIS Nº 12.527/2011 E 131/2009. PORTAL DA
TRANSPARÊNCIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. LEGITIMIDADE E
INTERESSE DE AGIR DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. MULTA. AUSÊNCIA
DE DESCUMPRIMENTO DE ORDEM JUDICIAL. NÃO CABIMENTO. SENTENÇA
PARCIALMENTE REFORMADA.

1. Afasta-se a preliminar de incompetência da Justiça Federal, porquanto o simples


ajuizamento da ação por parte do Ministério Público Federal atrai o enquadramento
no disposto no art. 109, I, da Constituição Federal, por se tratar de competência em
razão da pessoa. Precedentes deste Tribunal e do Superior Tribunal de Justiça (AC nº
0001992-85.2016.4.01.3810/MG. Desembargador Federal DANIEL PAES RIBEIRO,
em 11/05/2018. e-DJF1 DATA: 25/05/2018; eAgInt no CC 151506/MS. Relatora
Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, em 27/09/2017. DJe 06/10/2017,
respectivamente).

2. A legitimidade do Ministério Público Federal decorre da necessidade de fiscalização


relacionada à aplicação de recursos federais, que se viabiliza pela publicidade das
informações que devem ser inseridas no Portal da Transparência pelo Município.

3. O interesse evidencia-se pela ausência de cumprimento voluntário das


recomendações encaminhadas previamente ao Prefeito do Município-réu.

4. A autonomia Municipal não confere a prerrogativa ao ente de descumprir lei


imposta a todo administrador público e não obsta a atuação do Ministério Público
Federal.

5. Não merece censura a sentença na parte que acolhe o pedido quanto à


condenação do Município a implantar o portal da transparência, em cumprimento às
disposições da Lei Complementar n. 131/2009 e da Lei n. 12.527/2011, porquanto já
esgotado o prazo de que dispunha o Município para a finalidade, assim como porque
o cumprimento decorreu de ordem judicial emanada no início da lide.

6. Afigura-se incompatível a fixação de multa pelo magistrado de origem com o


reconhecimento expresso, sem qualquer insurgência do autor da ação, de que o
Município teria cumprido integral e adequadamente a obrigação prevista em lei em
atendimento à ordem judicial emanada no início da lide.

7. A legislação pertinente já traz as sanções decorrentes do descumprimento da


obrigação de manter ativo e atualizado o Portal da Transparência, não cabendo ao
magistrado instituir multa para o caso de futuro descumprimento não prevista em lei,
sob pena de invasão da competência legiferante do Congresso Nacional.

8. A Lei de Responsabilidade Fiscal, com as alterações trazidas pela Lei


Complementar nº 131/09, já prevê importante instrumento para compelir os entes

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municipais ao cumprimento das normas relacionadas à publicidade e à transparência
dos gastos públicos, ao disciplinar em seu art. 73-C c/c art. 23, § 3º, I, ao estabelecer
a vedação de que o Município faltante receba transferências voluntárias, com a
ressalva do que estabelece a própria LC 101/2000 quando se tratar de verbas para
implantação de ações de educação, saúde e assistência social - art. 25, § 3º.

9. Não cabe fixação de honorários advocatícios em ação civil pública, porquanto não
configurada má-fé, por aplicação simétrica ao disposto no art. 18 da Lei nº 7.347/85.

10. Remessa necessária e apelação a que se dá parcial provimento, apenas para


excluir a multa fixada pelo juízo a quo.
(AC 0006693-46.2016.4.01.3307, Juíza Federal Renata Mesquita Ribeiro Quadros
(Conv.), Quinta Turma, e-DJF1 de 29.08.2019.

Assim, até que o tema seja submetido ao colegiado, bem como diante da falta de
manifestação da parte contrária acerca de fundamento utilizado na decisão judicial (princípio da
não surpresa, art. 10 do CPC) e da complexidade e importância da questão debatida, hei por
bem manter a competência da Justiça Federal para apreciar a demanda, inclusive em relação ao
Distrito Federal, notadamente diante dos precedentes citados e da minha compreensão pessoal
quanto à matéria.

Ante o exposto, reconsidero parcialmente a decisão agravada, tão somente para


manter a competência da Justiça Federal para o julgamento da lide, mantendo, no mais, os
fundamentos utilizados pelo ilustre Juiz Convocado, no que concerne à suspensão dos efeitos da
decisão agravada.

Intimem-se as partes para manifestarem-se acerca do agravo de instrumento e do


agravo interno.

Após, transcorrido o prazo recursal, voltem-me os autos conclusos para a inclusão


prioritária em pauta de julgamento.

Publique-se.

Brasília, 8 de junho de 2020.

Desembargador Federal DANIEL PAES RIBEIRO

Relator

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