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Exemplo

• Cálculo da necessidade energética: 30 kcal/kg/d e PA = 60 kg

• VET = 1.800 kcal

• Densidade calórica (d.c.) da Fórmula = 1,2 kcal/mL

• Volume de Fórmula = VET / d.c.

1.800 kcal / 1,2 = 1.500 mL de fórmula


Fórmulas enterais – teor hídrico
Conteúdo de água das fórmulas enterais
Densidade calórica Conteúdo de água Conteúdo de água
(Kcal/ml da fórmula) (ml/100ml da fórmula) (%)

1,0-1,2 800-860 80-86

1,5 760-780 76-78

2,0 690-710 69-71


Cálculo das necessidades hídricas
• 1.500 mL/m2

• 1.500 mL p/ primeiros 20 kg + 20 ml por kg acima (crianças)

• 30-35 mL/kg (18-64 anos)

• 30 mL/kg (55-65 anos)

• Idosos: mulheres 1,6 L, homens 2,0 L

• RDA: 1 mL/kcal
Exercício
• Paciente do sexo masculino, 50 anos, necessitando de TNE pós sequela de AVE, peso
atual de 60 kg, estatura de 1,65 m.

• VET = 1.800 kcal

• Necessidade hídrica = 1.800 mL

• Fórmula disponível com densidade calórica de 1,2 kcal/mL

• Volume total de fórmula: 1.800 / 1,2 = 1.500 mL


Fórmulas enterais – teor hídrico
Conteúdo de água das fórmulas enterais
Densidade calórica Conteúdo de água Conteúdo de água
(Kcal/ml da fórmula) (ml/100ml da fórmula) (%)

1,0-1,2 800-860 80-86 80% água

1,5 760-780 76-78

2,0 690-710 69-71


Exercício
• Em 1.500 mL de fórmula → 80% de água livre

• 1.500 x 0,8 = 1.200 mL de água livre

• Necessidade hídrica = 1.800 mL

Quanto de água é necessário complementar para atingir as necessidades


hídricas do paciente?
• 1.800 – 1.200 = 600 mL de água
Cálculo da Relação kcal não proteicas : gN
• Calcular as kcal provenientes de proteínas

• Converter kcal em g: kcal PTN / 4

• Converter g PTN em gN: g PTN/6,25

• Calcular as kcal não proteicas: VET – kcal PTN

• Dividir as kcal não proteicas por g N


Exercício
• Paciente do sexo masculino, 50 anos, necessitando de TNE pós sequela de AVE, peso atual
de 60 kg, estatura de 1,65 m.

• VET = 1.800 kcal

• Fórmula disponível: fórmula nutricionalmente completa, com densidade calórica de 1,2


kcal/mL, contendo 20% de PTN, 50% de CHO e 30% LIP. Atinge 100% das DRIs em 1.500
mL. Contém 14 g de fibras por litro.
Cálculo da Relação kcal não proteicas : gN
• 20% PTN: 1.800 kcal x 0,2 = 360 kcal de PTN

• Converter kcal em g: 360 / 4 = 90 g PTN

• Converter g PTN em gN: 90 g /6,25 = 14,4 g N

• Calcular as kcal não proteicas: VET – kcal PTN = 1.800 – 360 = 1.440 kcal ñ PTN

• Dividir as kcal não proteicas por g N: 1.440 / 14,4 = 100 : 1


Prescrição final para o paciente
• VET = 1.800 kcal (30 kcal/kg/d)

• PTN = 90 g (1,5 g/kg/d)

• CHO = 50% e LIP = 30%

• Vitaminas e minerais: 100% das DRIs

• Relação kcal não proteicas por g N = 100 : 1

• Fibras = 21 g/d

• Volume Total = 1.500 mL, Volume por horário = 75 mL/h, Gotas por minuto = 25 gts/min

• H2O – necessidade de complementar 600 mL de água para atingir 1.800 mL.d


Complicações da TNE - Gastrointestinais
• Diarreia → complicação mais comum
• Osmolaridade e presença de lactose
• Dietas hiperosmóticas pós-pilóricas
• Antibioticoterapia também pode influenciar
• Contaminação bacteriana da dieta ou da própria sonda
• Administração rápida ou em bolo por seringa
• Dieta com baixa temperatura

• Constipação intestinal
• Adequar hidratação
• Usar fórmulas com fibras.
• Estimular deambulação
Complicações da TNE - Gastrointestinais
• Náuseas e vômitos
• Evitar administração rápida
• Evoluir gotejamento gradualmente
• Usar fórmulas isotônicas
• Usar fórmulas com baixos teores de lipídeos (30% do VET)
• Diminuir temporariamente a alimentação
• Considerar via pós-pilórica

• Estase gástrica
• Usar agentes que  mobilidade gástrica: metoclopramida, cisaprida
• Diminuir temporariamente a alimentação
Complicações da TNE - Gastrointestinais
• Distensão abdominal, cólicas, flatulência
• Má absorção: usar fórmulas hidrolisadas
• Administração rápida ou gotejamento excessivo
• Administração rápida intermitente por seringa

• Refluxo gastroesofágico
• Pressão gástrica aumentada:  do volume gástrico,  de fluido abdominal (ascite).
Pode indicar problemas de motilidade do duodeno
• Pode causar estase gástrica, infecções e prejuízo na digestão.
• Reduzir volume da dieta
• Cabeceira elevada 30 a 45º
• Agentes que  pressão do EES
• Reduzir lipídios
Complicações da TNE - Mecânicas
• Complicações mecânicas na colocação da sonda
• Lesão de vias aéreas superiores
• Perfuração da traqueia
• Lesão do trato gastrintestinal
• Aumento da pressão intracraniana e risco de isquemia
• Ruptura de varizes esofágicas
• Complicações mecânicas na presença da sonda
• Vias aéreas superiores: Erosão nasal e necrose, sinusite aguda, rouquidão, otite,
faringite.
• Vias aéreas inferiores: broncopneumonia, insuficiência respiratória, enfisema.
• Trato gastrointestinal: Esofagite, ulceração esofágica, estenose, fístula
traqueoesofágica , agravo de hemorragia, obstrução
• Saída ou migração acidental da sonda
Complicações da TNE - Mecânicas
• Complicações mecânicas de obstrução da sonda
• Produtos viscosos
• Irrigação da sonda é fundamental (água morna, uso de soluções enzimáticas
– lipase, amilase, protease)
•  viscosidade ou densidade
• Trituração adequada de dieta caseira
• Produtos com proteínas não hidrolisadas
• Excesso de fibras
• Sonda dobrada
• Calibre
• Medicamentos
• Irrigação após administração de medicação