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TESTE DE DESEMPENHO DOS

SISTEMAS ESPECIAIS DE PROTEÇÃO


ANO 2019

Operador Nacional do Sistema Elétrico

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ONS DPL-REL-0158/2020

TESTES DE DESEMPENHO DOS


SISTEMAS ESPECIAIS DE PROTEÇÃO
ANO 2019

2
SUMÁRIO

1. Histórico 6

2. Objetivos 7

3. Considerações Iniciais 8
3.1. Classificação dos SEP 8

3.2. Situação operacional dos SEP 8

3.3. Procedimentos 8

3.4. Modernizações 9

3.5. Recomendações sobre os testes de SEP 9

3.6. Relatório de Acompanhamento de Testes de SEP 10

3.7. Relação dos Testes a Serem Executados 10

4. Balanço Geral dos Testes de SEP Realizados 11

5. Evolução do Número de SEP Instalados no SIN 14

6. Relação dos SEP Testados Durante o Ano de 2019 15


6.1. AES TIETÊ ENERGIA SA 15

6.1.1. SEP 1.09.65 - Esquema de corte de geração do conjunto fotovoltaico Água Vermelha 15

6.2. Amazonas GT - Eletrobrás Amazonas Geração e Transmissão de Energia S/A 20

6.2.1. SEP 4.213.01 - Esquema de Alívio de Carregamento de Transformação da SE Manaus 20

6.3. CEEE GT - Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica 23

6.3.1. SEP 2.03.16 - Esquema de inserção / desinserção do reator RB-1 230 kV – 25 Mvar da
subestação Alegrete 2 23

6.3.2. SEP 2.03.18 - Esquema de inserção / desinserção do reator RL-3 de 230 kV – 25 Mvar da
subestação Alegrete 2. 27

6.3.3. SEP 2.15.106 - Controle de Emergência no Sul do Rio Grande do Sul para Contingência
da LT 525 kV Nova Santa Rita - Povo Novo (Lógica 5) 32

6.3.4. SEP 2.15.106 - Controle de Emergência no Sul do Rio Grande do Sul para Contingência
da LT 525 kV Nova Santa Rita - Povo Novo (lógica 5) 34

3
6.3.5. SEP 2.03.39 - Esquema de conexão e desconexão automática BC-1 de 230kV-30Mvar da
subestação Uruguaiana 5 . 36

6.4. CELESC - Centrais Elétricas de Santa Catarina S/A 39

6.4.1. SEP 2.04.07 - Esquema de controle de carregamento de equipamentos que atendem a


ilha de Santa Catarina. 39

6.5. CHESF - CHESF - Companhia Hidro Elétrica do São Francisco 44

6.5.1. SEP 5.10.48 - Esquema de corte de geração na SE Russas II para perda da LT 230 kV
Mossoró II – Banabuiú C1 ou C2 44

6.5.2. SEP 5.10.49 - Esquema de desligamento da LT 230 kV Brumado II Itagibá – C1Z1 para a
contingência da LT 500 Kv 46

6.6. CTEEP - Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista 50

6.6.1. SEP 1.09.24 - Esquema de Alívio de Carregamento da LT 230 kV Piratininga - Henry


Borden 50

6.7. ELETROSUL - ELETROSUL Centrais Elétricas S.A. 55

6.7.1. SEP 2.15.92 – Esquema de Bloqueio da Conversora de Frequência de Melo por Nível
Mínimo de Curto-Circuito 55

6.7.2. SEP 2.15.114 – Sistema Especial de Proteção para Controle de Carregamento dos
Transformadores da SE Siderópolis 58

6.7.3. SEP 2.15.114 – Sistema Especial de Proteção para Controle de Carregamento dos
Transformadores da SE Siderópolis 70

6.7.4. SEP 2.15.115 – Esquema Anti-Ilhamento da UTE Pampa Sul com o Sistema de
Transmissão Associado à SE Candiota 74

6.7.5. SEP 2.15.119 – Esquema de redução de carregamento das LTs Blumenau - Itajaí 1 e 2
230 kV 79

6.8. FURNAS - FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS S.A. 94

6.8.1. SEP 1.17.01 – Esquema de Perda Dupla 500 kV Na SE São José 94

6.8.2. SEP 3.16.30 - Interligação Norte-Sudeste 95

6.9. LIGHT - LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S.A 105

6.9.1. SEP 1.17.01 - Esquema de perda dupla 500 kV na SE São José 105

6.9.2. SEP 1.17.04 - Esquema de Controle de Emergência 109

6.10. MATRINCHA - MATRINCHA TRANSMISSORA DE ENERGIA S A 112

4
6.10.1. SEP 6.204.01 e SEP 6.204.02 – Esquema de perda simples e perda dupla do tronco 500
kV entre Paranatinga-Ribeirãozinho 112

6.11. STATE GRID - State Grid Brazil Holding S.A. 121

6.11.1. SEP 5.92.01 - SEP para desconexão do reator de barra 500 kV da SE Barreiras II 121

6.5. XRTE – XINGU RIO TRANSMISSORA DE ENERGIA S.A. 124

6.9.1 SEP 4.216.01 e 4.216.02 - Esquema do Sistema HVDC da SE Xingu para Perda Simples
e Perda Dupla no tronco Tucuruí-Xingu (Lógicas 1 e 2) 124

6.9.2 SEP 4.216.03 - Esquema do Sistema HVDC da SE Xingu para Perda de Bipolo (Lógica 3)130

6.9.3 SEP 4.216.04 e 4.216.05 - Esquema do Sistema HVDC da SE Xingu para Contingências
na Interligação Norte- Sudeste (Lógica 4) e para Perda de Unidades Geradoras na UHE
Belo Monte (Lógica 5) 134

7. Recomendações 138

8. Créditos 138

9. Referências 139

10. ANEXO 140

5
1. Histórico

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico – CMSE, em reunião realizada no início de


2011, recomendou ao ONS coordenar ações com os diversos Agentes do SIN no sentido
de elaborar um programa de testes de funcionalidade em todos os SEP – Sistemas
Especiais de Proteção em operação no SIN.

Visando a atender a recomendação do CMSE, o ONS, em conjunto com os Agentes,


estabeleceu um programa de trabalho cujo primeiro objetivo era estabelecer os
procedimentos de testes de funcionalidade dos SEP do SIN, no sentido de assegurar o
desempenho adequado deles. Tal trabalho culminou na elaboração do Relatório ONS RE
3/031/2012 “Testes de desempenho dos Sistemas Especiais de Proteção”[1].

Tendo como diretriz o Relatório [1], foi possível elaborar e divulgar os Relatórios “Testes
de Desempenho dos Sistemas Especiais de Proteção”: [2] ONS RE 3/0032/2013; [3] ONS
RE 3/0044/2014; [4] ONS RE 3/0090/2015; [5] ONS RE 3/0044/2016, [6] ONS RE
3/0049/2017, [7] ONS DPL-REL-0121/2018 e [8] ONS DPL-REL-0120/2019 de Testes de
SEP realizados nos anos de 2012 a 2017, respectivamente.

Estes relatórios anuais, emitidos pelo ONS, consolidam os relatórios individuais de testes
de SEP dos Agentes realizados durante os respectivos anos e apresentam as principais
constatações, as anormalidades eventualmente encontradas, bem como as ações
tomadas, com respeito ao desempenho dos SEP testados.

Portanto, no sentido de dar continuidade aos testes de SEP e a sua divulgação através
de relatórios consolidados, os Agentes devem continuar elaborando e encaminhando ao
ONS relatórios específicos de todos os testes de SEP realizados no ano, contendo o
descritivo do SEP e respectivo diagrama lógico, as informações dos testes realizados, a
data de sua realização, as anormalidades eventualmente encontradas, bem como as
providências tomadas. Em Anexo encontra-se um modelo de Relatório de Testes de SEP,
a ser utilizado pelos Agentes, contendo os itens necessários de serem explorados no
relatório dos Agentes.

O presente relatório consolida os testes dos SEP realizados pelos diversos agentes no
ano de 2019.

6
2. Objetivos

Consolidar as informações dos testes de SEP realizados no período de janeiro a


dezembro de 2019, pelos diversos Agentes do SIN, assegurando, assim, o desempenho
adequado desses Sistemas Especiais de Proteção.

7
3. Considerações Iniciais

3.1. Classificação dos SEP

Com o objetivo de se definir as responsabilidades pela coordenação dos testes dos


SEP, que venham a ser indicados, foi estabelecido no relatório [1] a seguinte
classificação dos SEP:

• Categoria 1 ➔ Nesta categoria estão incluídos os SEP envolvendo interligações


regionais para evitar/minimizar a ocorrência de grandes blecautes.

• Categoria 2 ➔ Nesta categoria estão incluídos os SEP cujas ações têm por objetivo
evitar que as perturbações possam acarretar consequências que afetem pelo menos
dois estados/capitais que levam ao corte de carga superior a 500 MW.

• Categoria 3 ➔ Classificam-se na categoria 3 aqueles SEP cujas ações durante


perturbações evitem/minimizem problemas localizados.

3.2. Situação operacional dos SEP

Para o melhor entendimento dos termos acerca das condições de operação dos SEP,
seguem as suas definições:

• Ligado ➔ O esquema está instalado e em operação.

• Desligado ➔ O esquema está instalado e fora de operação.

• Desativado ➔ O esquema está instalado, fora de operação e com suas ações inibidas
(links e/ou fiações de disparos isolados). Nesta condição o SEP não deve constar nas
instruções de operação, pois não está disponível para operação.

• Desinstalado ➔ O esquema foi retirado fisicamente de operação. Nesta condição o


SEP não deve constar nas instruções de operação, pois não existe mais.

3.3. Procedimentos

Como medida preventiva para se obter uma melhoria adicional no desempenho dos SEP,
propõe-se a realização de testes de acordo com o quadro abaixo.

8
Responsável pela
Categoria coordenação dos
Periodicidade Observação
do SEP trabalhos de realização
dos testes integrados

Todos os SEP deverão ser


1e2 ONS / Agentes
testados quando de: Há necessidade de
definição preliminar do
✓ Comissionamento
roteiro de teste pelo

✓ Manutenção Preventiva; Agente Principal.

✓ Desempenho insatisfatório; Se necessário, o ONS


3 Agentes Envolvidos
coordenará reunião com
✓ Suspeita de Anormalidade; os demais Agentes
envolvidos.
✓ Solicitado pelo: MME,
ANEEL, ONS, AGENTES.

3.4. Modernizações

É recomendada a realização de um levantamento periódico da necessidade de


modernização dos SEP em operação (para as três categorias) e, sempre que possível,
substituir o hardware existente por novos, que possuam recursos de auto monitoramento
e um sistema de supervisão que permita o acompanhamento das condições operativas
do SEP. Essa ação fica condicionada a uma avaliação pelos órgãos de estudos do ONS
e Agentes, visando identificar a sobrevida remanescente para os SEP que necessitam
ser modernizados.

3.5. Recomendações sobre os testes de SEP

Para a execução dos testes dos SEP, deverão ser tomados cuidados especiais pelas
equipes dos Agentes e do ONS.

Para tanto, as equipes deverão contar com a participação de especialistas de proteção


e comunicação, tanto durante o processo de elaboração das rotinas de testes, quanto
durante a realização dos testes propriamente ditos.

Os testes a serem realizados deverão ser cadastrados no SGI – Sistema de


Gerenciamento de Intervenções, conforme procedimento vigente, e deverão conter as

9
informações abaixo, visando a permitir uma análise mais segura pela equipe
responsável pela avaliação e aprovação das intervenções no ONS:

• Avaliação de risco de desligamentos acidentais;


• Finalidade dos testes e origem da recomendação;
• Se o teste deve ser realizado com o SEP em serviço ou fora de serviço;
• Duração aproximada dos testes;
• Aprovação prévia pelo ONS, que deverá preparar o sistema elétrico, caso necessário,
definindo o melhor horário para se realizar a intervenção, bem como as restrições
sistêmicas para a sua realização.

3.6. Relatório de Acompanhamento de Testes de SEP

Os relatórios elaborados pelos Agentes deverão conter as informações básicas do SEP,


com descritivo e respectivos diagramas lógicos, as descrições dos testes realizados, a
data da realização, as anormalidades eventualmente encontradas, bem como as
providências tomadas, e deverá seguir um padrão conforme apresentado no anexo deste
documento. Ficará a cargo do ONS a consolidação dos relatórios dos Agentes em um
único relatório, com as principais constatações e ações tomadas. O relatório de
responsabilidade do ONS é emitido e divulgado a todos os Agentes e também à Agência
Reguladora.

3.7. Relação dos Testes a Serem Executados

Os agentes deverão fornecer ao ONS no último mês de cada ano a sua programação de
testes de SEP a serem realizados no ano seguinte, que serão complementados pelo
ONS, em função de evidências estatísticas ou de comprovação de mau desem penho
durante solicitação de atuação, ou qualquer outro motivo.

A programação anual dos testes de SEP será divulgada, com antecedência, para
viabilizar a participação da Agência Reguladora, caso haja interesse desta.

Cumpre destacar que o cumprimento do cronograma fica condicionado a avaliações da


área de intervenções do ONS, em função das condições eletro-energéticas da época e
outras intervenções programadas.

10
4. Balanço Geral dos Testes de SEP Realizados

A tabela a seguir apresenta um balanço geral da quantidade de SEP, por Agente, que
foram submetidos a teste, deste que esse processo foi iniciado, o que corresponde ao
período de 2012 a 2019, tendo sido testados 28 SEP ao longo do ano de 2019. Convém
ressaltar que desde que esse processo de testes de SEP foi iniciado, já foram testados
203 SEP de um total de 326 SEP instalados no SIN, correspondendo a 8,6 % do universo
total de SEP.

QUANT. DE SEP TESTADOS NO ANO DE


EMPRESA
2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
AES TIETE 0 0 0 0 0 0 0 1
Amazonas GT 0 0 0 0 0 0 0 1
AMPLA 0 1 0 0 0 0 0 0
ATE - State Grid Brazil - SGBH 0 1 2 1 0 1 0 1
BMTE 0 0 0 0 0 0 1 0
CEEE - GT 6 9 2 1 1 0 0 5
CELESC 0 0 1 0 1 0 0 1
CELG 0 1 5 0 0 0 0 0
CELPA 0 0 0 0 0 1 0 0
CEMAT 1 0 0 0 0 0 0 0
CEMIG 3 3 0 2 1 1 0 0
CHESF 1 0 0 0 0 1 0 2
CHTP – TELES PIRES 0 0 0 0 1 0 0 0
COPEL 2 3 0 0 0 0 1 0
CTEEP 4 6 3 3 7 1 1 1
CTG – BRASIL 0 0 0 0 2 0 0 0
EAPSA - Energética Á.Pedra S.A. 0 1 0 0 1 0 0 0
EDF – ENERGIES NOUVELLES 0 0 0 0 0 1 0 0
EDP S.A. JARI 0 0 0 0 1 0 0 0
EESM – Energia São Manoel 0 0 0 0 0 0 1 0
ELETROBRÁS DIST. AMAZONAS 0 0 0 0 1 0 0 0
ELETRONORTE 0 6 2 2 3 2 0 0
ELETROSUL 2 3 2 1 1 1 6 5
ENGIE 1 0 0 9 4 3 0 0
ESB - Energia Sustentável do Brasil 0 1 0 1 0 0 0 0
FOZ DO CHAPECÓ ENERGIA AS 0 0 0 0 0 1 1 0
FURNAS 2 4 6 4 4 2 1 2
INTESA 0 0 0 1 0 0 0 0
ITAIPU 1 0 0 0 0 0 0 0

11
QUANT. DE SEP TESTADOS NO ANO DE
EMPRESA
2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
Light 0 0 0 0 0 0 0 2
LTC - LT Corumbá 0 1 0 0 0 0 0 0
LTTE 0 0 0 0 0 0 1 0
Matrinchã 0 0 0 0 0 0 0 2
NORTE ENERGIA - NESA 0 0 0 0 3 1 0 0
SAE 2 0 0 1 0 0 0 0
TAESA 0 0 0 1 0 0 0 0
XRTE 0 0 0 0 0 0 0 5
TOTAL 25 40 23 27 31 16 13 28

O gráfico a seguir apresenta quantidade a quantidade de testes de SEP acumulados por


Agente:

12
XRTE
TAESA
SAE
NORTE ENERGIA - NESA
Matrincha
LTTE
LTC - LT Corumbá
Light
ITAIPU
INTESA
FURNAS
FOZ DO CHAPECÓ ENERGIA AS
ESB - Energia Sustentável do Brasil
ENGIE
ELETROSUL
ELETRONORTE 2012
ELETROBRÁS DIST. AMAZONAS 2013
EESM – Energia São Manoel
2014
EDP S.A. JARI
2015
EDF – ENERGIES NOUVELLES
EAPSA - Energética Á.Pedra S.A. 2016
CTG – BRASIL 2017
CTEEP 2018
COPEL
2019
CHTP – TELES PIRES
CHESF
CEMIG
CEMAT
CELPA
CELG
CELESC
CEEE - GT
BMTE
ATE - State Grid Brazil - SGBH
AMPLA
Amazonas GT
AES TIETE

0 5 10 15 20 25 30
Quantidade de Testes

13
5. Evolução do Número de SEP Instalados no SIN

A figura a seguir apresenta a evolução do número de SEP instalados no SIN nos últimos
18 anos.

Evolução dos SEP no SIN


350 326
308 307 303 300
288 292 286 283 286
300 268 276
264 253 253
247
250 229
209
200

150

100

50

0
2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

Conforme pode ser observado, no ano de 2019 houve um acréscimo de 26 SEP no banco
de dados de SEP do SIN, estando esse acréscimo relacionado com a diferença entre as
entradas e saídas de SEP do banco de dados no ano. O crescimento ocorrido em 2019
em relação ao ano anterior ocorreu em grande parte em função da entrada em operação
dos Bipolo 2 (Xingu-Terminal Rio), o que resultou na recomendação/implementação de
novos SEP.

14
6. Relação dos SEP Testados Durante o Ano de 2019

A seguir são apresentados todos os 28 SEP que foram submetidos a testes durante o
ano de 2019 e que estão listados na tabela anterior:

6.1. AES TIETÊ ENERGIA SA

6.1.1. SEP 1.09.65 - Esquema de corte de geração do conjunto fotovoltaico Água


Vermelha
O SEP tem o intuito de evitar sobrecargas inadmissíveis na LT 138 kV Água Vermelha –
Boa Hora C1 ou C2, quando da contingência simples de um desses circuitos. Dessa forma,
poderá ser evitada a restrição da potência injetada pelas UFVs Água Vermelha IV, V e VI
que podem ocorrer em determinados cenários energéticos, como nos períodos de
entressafra da cana-de-açúcar associada a elevada geração na UHE Água Vermelha e
elevado recebimento pela região Sul (RSUL).

Devido à recapacitação dos circuitos que interligam as Subestações Boa Hora e Água
Vermelha, que aumentou a disponibilidade de 80 / 108 MVA para 139 / 163 MVA, e a
solicitação da AES Tiete para que o SEP seja transferir o SEP para a UFV Água Vermelha,
houve a necessidade de adequação nesse SEP.

Descrição da lógica de funcionamento

O SEP monitora a corrente de ambos os circuitos da LT 138 kV Água Vermelha – Boa Hora
com direcionalidade para a SE Água Vermelha.

Sendo atingidos os valores especificados (superando os limites de emergência), será


enviado um sinal para abertura dos disjuntores das usinas em até dois estágios, caso a
sobrecarga persista.

Após a atuação do SEP caso o carregamento no circuito permaneça no limite de


emergência, deverão ser realizadas medidas operativas a fim de retornar os valores ao
limite normal do carregamento, respeitando as condições de manobra pré-estabelecidas
pelo ONS.

Ajuste dos sensores / parâmetros

Na descrição dos testes executados são apresentados os ajustes na lógica dos relés
para a atuação do SEP, abaixo é possível visualizar os ajustes de tempo que foi
implementado no relé de fabricação da ABB modelo REF651 A01:

15
Figura 1 - Temporização intencional do SEP

Na tabela abaixo estão os dados dos equipamentos:

Tabela 1 - Equipamentos utilizados no SEP


Equipamento Modelo Fabricação
Relés REF615 ABB
Computadores SEL-3355 Fabricação Schweitzer
Switches RSG2100 Siemens
SCADA ELIPSE

Diagramas
Segue diagrama com a lógica do SEP implantado na UFV Água Vermelha.

Figura 2 - Região envolvida no Esquema

16
Figura 3 - Diagrama Lógico do SEP

Os disjuntores 20 e 21, indicados no diagrama acima, são alimentadores de 34,5 kV


conectados no TR 2 138 / 34,5 kV – 50 MVA.

Descrição dos testes executados

A lógica implementada no relé foi adequada para atuação do SEP. Segue abaixo as
imagens da lógica implementada e do sistema supervisório SCADA mostrando a atuação
do SEP

Figura 4 - Canal digital responsável pela partida do ECE

Figura 5 - Bloco de temporização e bloqueio do ECE

17
Figura 6 - Bloco de envio do desligamento via Goose IEC61850

Figura 7 - Bloco de recebimento via Goose dos alimentadores A02 e A03

Figura 8 - Bloco de TRIP dos alimentadores

18
Figura 9 - Tela do Elipse - Atuação desligando 2 alimentadores

O processo de comissionamento do sistema SEP foi cadastrado no sistema SGI de


números 46333-19 de 17/10/2019 e 45085-19 de 18/10/2019.

19
6.2. Amazonas GT - Eletrobrás Amazonas Geração e Transmissão de Energia S/A

6.2.1. SEP 4.213.01 - Esquema de Alívio de Carregamento de Transformação da


SE Manaus

Evitar sobrecarga nos transformadores remanescentes após a perda de um dos


transformadores 230/69 kV – 150 MVA da SE Manaus, por meio do fechamento dos
disjuntores 69 kV MNDJ4-15 e MNDJ4-20 da SE Manaus, distribuindo a carga dessa SE
entre os transformadores remanescentes.

Descrição da lógica de funcionamento

Com a entrada do 4º transformador, os disjuntores que seccionam o barramento de 69


KV da subestação Manaus, deverão operar normalmente abertos, a fim de evitar
superação dos níveis de curto circuito dos demais disjuntores de 69 KV. Os
transformadores MNTF6-01 e MNTF6-02 irão operar em paralelo numa seção de
barramento, enquanto os transformadores MNTF6-03 e MNTF6-04 operarão ligados à
outra seção. Para isso os disjuntores que seccionam o barramento de 60 kV dessa
subestação (405 e 420) deverão operar normalmente abertos.

Figura 10 - Diagrama unifilar da SE Manaus

20
Nesta configuração, a perda de qualquer transformador em uma das seções d e
barramento causará sobrecarga inadmissível no transformador remanescente em
paralelo. Esta situação pode acarretar corte de carga no subsistema Manaus caso a
geração térmica no sistema de distribuição não seja suficiente para evitar a sobrecarga.

A finalidade deste SEP é fechar os disjuntores de interligação da seção de barramento


de 69 kV, condicionada à perda de qualquer dos 4 transformadores de 230 KV, de forma
a equilibrar o carregamento nos 03 transformadores remanescentes.

Ajuste de Sensores / Parâmetros

A identificação da perda de um transformador deve ser feita a partir do monitoramento


do status dos disjuntores e suas respectivas chaves seccionadoras de 230 e 69 KV.
Quando desta perda, o SEP deverá enviar um comando de fechamento para os
disjuntores MNDJ4-15 e MNDJ4-20 paralelando assim, os 3 transformadores
remanescentes.

Diagrama Lógico

Figura 11 – Lógica do Esquema de alívio de carregamento da transformação da SE Manaus


implementada

Descrição dos testes executados

No dia 19/06/2019 foram realizados os testes operacionais, abaixo descritos, durante o


comissionamento do SEP 4.213.01 (Esquema de Alívio de Carregamento de
Transformação da SE Manaus).

• Simular desligamento automático do MNTF6-01 conforme abaixo:

Simular abertura dos disjuntores de 230 kV MNDJ6-02 e MNDJ6-03

Verificar o fechamento automático dos disjuntores de 69 kV MNDJ4-15 e MNDJ4-20

Simular abertura dos disjuntores de 69 kV MNDJ4-03 e MNDJ4-04

21
Verificar o fechamento automático dos disjuntores de 69 kV MNDJ4-15 e MNDJ4-20

• Simular desligamento automático do MNTF6-02 conforme abaixo:

Simular abertura dos disjuntores de 230 kV MNDJ6-05 e MNDJ6-06

Monitorar o sinal de fechamento automático dos disjuntores de 69 kV MNDJ4-15 e


MNDJ4-20

Simular abertura dos disjuntores de 69 kV MNDJ4-05 e MNDJ4-06

Monitorar o sinal de fechamento automático dos disjuntores de 69 kV MNDJ4-15 e


MNDJ4-20

• Simular desligamento automático do MNTF6-03 conforme abaixo:

Simular abertura dos disjuntores de 230 kV MNDJ6-08 e MNDJ6-09

Monitorar o sinal de fechamento automático dos disjuntores de 69 kV MNDJ4-15 e


MNDJ4-20

Simular abertura dos disjuntores de 69 kV MNDJ4-07 e MNDJ4-08

Monitorar o sinal de fechamento automático dos disjuntores de 69 kV MNDJ4-15 e


MNDJ4-20

• Simular desligamento automático do MNTF6-04 conforme abaixo:

Simular abertura dos disjuntores de 230 kV MNDJ6-11 e MNDJ6-12

Monitorar o sinal de fechamento automático dos disjuntores de 69 kV MNDJ4-15 e


MNDJ4-20

Simular abertura dos disjuntores de 69 kV MNDJ4-09 e MNDJ4-10

Monitorar o sinal de fechamento automático dos disjuntores de 69 kV MNDJ4-15 e


MNDJ4-20

22
6.3. CEEE GT - Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica

6.3.1. SEP 2.03.16 - Esquema de inserção / desinserção do reator RB-1 230 kV –


25 Mvar da subestação Alegrete 2
Esse SEP tem por finalidade a conexão/desconexão automática do reator de barra 1 de 230
kV e 25MVAr, RB-1, promove uma melhoria no perfil de tensão da região antes da ação de
outras medidas operativas, reduzindo a possibilidade de restrições ao atendimento à carga.

Os testes foram realizados em atendimento à recomendação do documento do ONS DPL-


REL-0119/2019 Relatório de Análise Estatística do Desempenho de Sistemas Especiais da
Proteção referente ao ano de 2018.

Descrição da lógica de funcionamento

A seguir são listadas algumas das principais características do reator de barra RB-1, de
fabricação BBC Brown Boveri na data de 12/1981.

• Capacidade: 25 Mvar / 230 kV / 60 Hz;

• Isolamento: 1.050 kV para as buchas H e 550 kV para as bucha H0;

• Tensão máxima de operação: 242 kV;

• Impedância: 2.085 Ohms por fase, à 75°C e 60 Hz.

Figura 12 - Placa do reator de barra RB-1

23
Para realização desse controle, o reator RB-1 é manobrado automaticamente conforme
listado abaixo:

• Retirado de operação quando a tensão (trifásica) atinge 93% da tensão nominal, por
um tempo igual ou superior a 1,5 s; e

• Colocado em operação quando a tensão (trifásica) atinge 110% da tensão nominal,


por um tempo igual ou superior a 0,1 s.

Figura 13 - Configuração do Reator de Linha RL-3

24
Ajustes dos sensores / parâmetros
O sistema de automatismo é composto por relés do fabricante Schlumberger, de
característica construtiva eletrônica. O relé de sobretensão, responsável pelo comando de
ligar do esquema de automatismo, é do modelo RVKE1140. O relé de subtensão,
responsável pelo comando de desligar do esquema de automatismo, é do modelo
RVKE1130.

O referencial de tensão para operação dos relés é oriundo dos TPCs da barra Principal do
setor de 230 kV da subestação Alegrete 2.

Os ajustes para conexão e desconexão do reator de linha RB-1 estão apresentados na


Tabela 2, conforme definidos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Tabela 2 - Ajustes de conexão e desconexão do RB-1

Descrição dos testes realizados

Foram realizados testes de sensibilidade do relé de proteção responsável pela identificação


das variações de tensão. Os testes foram realizados de forma a medir o tempo de atuação
e o valor de pick-up do mesmo. Os resultados obtidos nos testes estão apresentados abaixo.

Figura 14 - Teste da sensibilidade para desconexão do RB-1

25
Figura 15 - Teste do tempo de atuação para desconexão do RB-1

Figura 16 - - Teste da sensibilidade para conexão do RB-1

26
Figura 17 - Teste do tempo de atuação para conexão do RB-1

O esquema especial para inserção/desinserção do reator de barra RB-1 da subestação


Alegrete 2 foi testado em 17/07/2019. Os resultados dos testes foram considerados
satisfatórios, estando este esquema especial disponibilizado para operação.

6.3.2. SEP 2.03.18 - Esquema de inserção / desinserção do reator RL-3 de 230 kV


– 25 Mvar da subestação Alegrete 2.
Esse SEP tem por finalidade a conexão/desconexão automática do reator RL-3 da SE
Alegrete 2 com intuito de promover uma melhoria no perfil de tensão da região antes da
ação de outras medidas operativas, reduzindo a possibilidade de restrições ao atendimento
à carga.

27
Os testes aqui relatados foram realizados em atendimento à recomendação do documento
do ONS DPL-REL-0119/2019 Relatório de Análise Estatística do Desempenho de Sistemas
Especiais da Proteção referente ao ano de 2018.

Descrição da lógica de funcionamento

A seguir são listadas algumas das principais características do reator de linha RL-3, de
fabricação BBC Brown Boveri na data de 12/1981.

• Capacidade: 25 Mvar / 230 kV / 60 Hz;

• Isolamento: 1.050 kV para as buchas H e 550 kV para a bucha H0;

• Tensão máxima de operação: 242 kV;

• Impedância: 2.111,8 Ohms por fase, à 75°C e 60 Hz.

Figura 18 - Placa do reator de linha RL-3

Para realização desse controle, o reator RL-3 é manobrado automaticamente conforme


listado abaixo:

28
• Retirado de operação quando a tensão (trifásica) atinge 93% da tensão nominal, por
um tempo igual ou superior a 2 s; e

• Colocado em operação quando a tensão (trifásica) atinge 110% da tensão nominal,


por um tempo igual ou superior a 0,3 s.

Figura 19 - Configuração do Reator de Linha RL-3

Ajustes dos sensores / parâmetros

O sistema de automatismo é composto por relés do fabricante Schlumberger, de


característica construtiva eletrônica. O relé de sobretensão, responsável pelo comando de
ligar do esquema de automatismo, é do modelo RVKE3340. O relé de subtensão,
responsável pelo comando de desligar do esquema de automatismo, é do modelo
RVKE3330.

O referencial de tensão para operação dos relés é oriundo dos TPCs da barra Principal do
setor de 230 kV da subestação Alegrete 2.

Os ajustes para conexão e desconexão do reator de linha RL-3 estão apresentados na Erro! F
onte de referência não encontrada., conforme definidos pelo Operador Nacional do
Sistema Elétrico (ONS).

29
Tabela 3 - Ajustes de conexão e desconexão RL-3

Descrição dos testes realizados

Foram realizados testes de sensibilidade do relé de proteção responsável pela identificação


das variações de tensão. Os testes foram realizados de forma a medir o tempo de atuação
e o valor de pick-up do mesmo. Os resultados obtidos nos testes estão apresentados abaixo.

Figura 20 - Teste do tempo de atuação para desconexão do RL-3

30
Figura 21 - Teste da sensibilidade para desconexão do RL-3

Figura 22 - Teste do tempo de atuação para conexão do RL-3

31
Figura 23 - Teste da sensibilidade para conexão do RL-3

O esquema especial para inserção/desinserção do reator de linha RL-3 da subestação


Alegrete 2 foi testado em 17/07/2019. Os resultados dos testes foram considerados
satisfatórios, estando este esquema especial disponibilizado para operação.

6.3.3. SEP 2.15.106 - Controle de Emergência no Sul do Rio Grande do Sul para
Contingência da LT 525 kV Nova Santa Rita - Povo Novo (Lógica 5)
Esse SEP tem como finalidade evitar subtensão inadmissível e corte de carga no sul do Rio
Grande do Sul quando da contingência da LT 525 kV Povo Novo - Nova Santa Rita.Para
que o SEP seja realizado de forma mais eficiente, o mesmo foi divido em 5 lógicas. Nesse
tópico serão discutidas as implementações e testes realizados na subestação Camaquã 3
referentes a lógica 5.

Descrição da lógica de funcionamento

A Lógica 5 do SEP 2.15.106 é responsável pelo corte de geração das UEE Aura Mangueira,
UEE Aura Mirim e UEE Chui. Para a realização desse corte faz-se necessário o controle do
fluxo na LT 230 kV Camaquã 3 – Guaíba 2, sentido Camaquã 3 para Gaíba 2, na SE
Camaquã 3. O diagrama com a lógica 5 está presente na Figura 25.

32
Diagramas

Figura 24 - Área envolvida no esquema

Figura 25 - Lógica 5 do SEP 2.15.106

Ajustes dos sensores / parâmetros

O sistema de proteção da LT 230 kV Guaíba 2 da SE Camaquã 3 é composto por dois (2)


IEDs (87LP e 87LA) do fabricante Siemens, modelo 7SD (Part Number: 7SD5221-5DB99-
7HK0) de característica construtiva digital.

O referido SEP foi implementado nos dois IEDs (87LP e 87LA) de proteção dispondo,
portanto, de redundância.

Os ajustes para pickup e drop-out da unidade de sobrecorrente de fase (Iph>>) habilitada


nos IEDs estão apresentados na Tabela 4.

33
Tabela 4 - Ajuste de Pick-up e Drop-out

Obs: as temporizações acima foram implementadas nos IEDs da TSBE na SE Povo Novo.

Descrição dos testes realizados

O esquema especial para controle de carregamento na LT 230 kV Guaíba 2 da subestação


Camaquã 3 foi testado em 12/09/2019. Os resultados dos testes foram considerados
satisfatórios, estando este esquema especial disponibilizado para operação.

O elemento Iph>> refere-se ao pickup da função de sobrecorrente habilitada para o SEP e


sua saída nomeada como “Envio SEP”.

Os resultados obtidos nos testes são apresentados nas Figura 26 e Figura 27.

Figura 26 - Teste no relé 87LP

Figura 27 - Teste no relé 87LA

6.3.4. SEP 2.15.106 - Controle de Emergência no Sul do Rio Grande do Sul para
Contingência da LT 525 kV Nova Santa Rita - Povo Novo (lógica 5)
Esse SEP tem como finalidade evitar subtensão inadmissível e corte de carga no sul do Rio
Grande do Sul quando da contingência da LT 525 kV Povo Novo - Nova Santa Rita.Para
que o SEP seja realizado de forma mais eficiente, o mesmo foi divido em 5 lógicas. Nesse
tópico serão discutidas as implementações e testes realizados na subestação Quinta
referentes a lógica 5.

34
Descrição da lógica de funcionamento
A Lógica 5 do SEP 2.15.106 é responsável pelo corte de geração das UEE Aura Mangueira,
UEE Aura Mirim e UEE Chui. Para a realização desse corte faz-se necessário o controle do
fluxo na LT 230 kV Quinta Pelotas – Pelotas 3, sentido Quinta para Pelotas 3, na SE Quintas
e o estado da LT 230 kV Porto Novo – Quintas em ambos os terminais. O diagrama com a
lógica 5 está presente na Figura 25.

Ajustes dos sensores / parâmetros


O sistema de proteção da LT 230 kV Pelotas 3 da SE Quinta é composto por dois (2) IEDs
(21P e 21S) do fabricante Schweitzer, modelo SEL-321 (Part Number:
321124256HNB114) de característica construtiva digital.

O referido SEP foi implementado nos dois IEDs (21P e 21S) de proteção dispondo,
portanto, de redundância.

Os ajustes para pickup e drop-out da unidade de sobrecorrente de fase (51PP) habilitada


nos IEDs estão apresentados na Figura 28.

Figura 28 - Ajustes de Pickup e Drop out

Obs: as temporizações acima foram implementadas nos IEDs da TSBE na SE Povo Novo.

Descrição dos testes realizados

O esquema especial para controle de carregamento na LT 230 kV Pelotas 3 da


subestação Quinta foi testado em 12/09/2019. Os resultados dos testes foram
considerados satisfatórios, estando este esquema especial disponibilizado para
operação.

O elemento 51PP refere-se ao pickup da função de sobrecorrente habilitada para o


SEP e sua saída a OUT13. Através da lista de eventos dos relés foi possível
verificar a partida da função 51PP e a atuação da Saída Digital OUT13

35
6.3.5. SEP 2.03.39 - Esquema de conexão e desconexão automática BC-1 de
230kV-30Mvar da subestação Uruguaiana 5.
O automatismo foi implementado nos IEDs modelo SEL-451 do fabricante Schweitzer
Engineering Laboratories. O objetivo deste esquema especial é permitir a inserção e
desinserção do banco de capacitores a partir de determinados valores de tensões e
temporizações pré-determinadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A
entrada em operação do banco foi no dia 31/03/2019. A habilitação do esquema especial é
feito a partir da IHM dos IEDs (nível 1) e através das Estações de Operação (níveis 2 e 3).

Descrição da lógica de funcionamento

A seguir são listadas algumas das principais características do Banco de Capacitor BC-1.

• Capacidade: 30 Mvar / 230 kV / 60 Hz;

• Isolamento: 950 kV;

• Configuração: Ponte H aterrada, com vinte e dois capacitores por fase;

• Composição: 66 capacitores monofásicos de 455 kvar x 12072 V, ligados em 11(onze)


grupos em série de 02 (dois) capacitores em paralelo por fase.

Figura 29 - Diagrama elétrico do banco de capacitores

O diagrama lógico da Figura 30 sumariza a operação do esquema de inserção/desinserção


do banco de capacitores. O disjuntor será desligado automaticamente para o ajuste de 1,10
pu com uma temporização de 2,0 segundos ou para valor de tensão superior a 1,18 pu após
0,4 segundos. O comando de ligar será efetuado na condição de termos a tensão da barra
de 230 kV inferior ao valor de 0,93 pu durante 2,0 segundos.

O tempo mínimo para reinserção do banco de capacitores é de 5 minutos.

36
A Figura 31 apresenta o diagrama unifilar de proteção e medição do módulo do BC-1 230
kV 30 Mvar da subestação Uruguaiana 5, identificando o sistema de proteção cujos IEDs
realizam o automatismo do banco de capacitores.

Diagramas

Figura 30 - Diagrama lógico do esquema de automatismo do banco de capacitores BC-1

Figura 31 - Diagrama unifilar do banco de capacitores BC-1 da SE Uruguaiana 5.

Ajustes dos sensores / parâmetros

37
Os ajustes para conexão e desconexão do banco de capacitores estão apresentados na
Figura 32 conforme definidos no Estudo Pré-Operacional realizado pelo Operador Nacional
do Sistema Elétrico (ONS).

Figura 32 - Ajustes de Pickup e Drop out

Descrição dos testes realizados

O esquema especial para inserção/desinserção do banco de capacitores BC-1 da


subestação Uruguaiana 5 foi testado durante as etapas de Testes de Aceitação em Fábrica
(TAF) e Testes de Aceitação em Campo (TAC), estes últimos realizados pela CEEE-GT no
dia 29/03/2019, previamente à energiação do banco de capacitores. Os resultados dos
testes foram considerados satisfatórios, sendo disponibilizado este esquema especial para
operação.

38
6.4. CELESC - Centrais Elétricas de Santa Catarina S/A

6.4.1. SEP 2.04.07 - Esquema de controle de carregamento de equipamentos que


atendem a ilha de Santa Catarina.
Esse SEP tem como objetivo evitar sobrecarga inadmissível na LT 138 kV Desterro –
Trindade, quando da contingência dupla das LT 138 kV Palhoça – Ilha Centro e Palhoça –
Trindade. Esta contingência pode levar ao desligamento LT 138 kV Desterro – Trindade
pela atuação da proteção de sobrecorrente, o que acarreta a possibilidade de interrupção
total da carga da parte insular da cidade de Florianópolis.

Atualmente, o citado SEP se encontra em operação instalado na SE Trindade.


Considerando a solicitação do ONS à CELESC, foram realizadas alterações a fim de
controlar o carregamento da LT 138 kV Desterro – Trindade na SE Trindade, em apenas
um estágio (lógica 1).

Descrição da Lógica de Funcionamento

O SEP irá monitorar a corrente direcional da LT 138 kV Desterro – Trindade, no terminal de


Trindade pelo próprio relé desta LT e irá enviar sinal para os relés das LT 138 kV Trindade
– Ilha Norte C1 e C2 da SE Trindade, promovendo a abertura temporizada da carga.

Devido a alteração realizada foi retirada a Lógica 2 e alterado o valor de corrente da Lógica
1. Dessa forma, havendo carregamento superior a 1217 A, por um tempo maior que 1,5
segundos, na LT 138 kV Desterro – Trindade, no sentido de Desterro para Trindade,
monitorada pela proteção, o SEP irá promover a abertura das LT 138 kV Trindade – Ilha
Norte C1 e C2, nos terminais de Trindade.

Na Figura 33 está apresentada de forma simplificada a comunicação entre os


equipamentos envolvidos no SEP

Figura 33 – Comunicação entre equipamentos do SEP

39
Ajuste dos sensores / parâmetros

Na Figura 34 está exposta a lógica configurada nos relés de proteção da LT 138 kV


Desterro – Trindade, no terminal da SE Trindade.

Figura 34 - Ajustes do Relé SEL 351A do bay da SE TDE – LT DRO 138 kV

Nas Figura 35 e Figura 36 estão disponível a lógica configurada nos relés da das LT 138
kV Trindade – Ilha Norte C1 e C2 no terminal da SE Trindade

Figura 35 - Ajustes do Relé SEL 311C do bay da SE TDE – LT INE 1 138 kV

40
Figura 36 - Ajustes do Relé SEL 311C do bay da SE TDE – LT INE 2 138 kV

Diagrama

Segue abaixo um diagrama simplificado com a lógica configurada no SEP.

Figura 37 - Diagrama lógico do SEP

Descrição dos testes executados

Para realizar o comissionamento todos os ajustes dos relés SEL 351A do bay da SE TDE –
LT DRO 138 kV, SEL 387E do TT-1, SEL 587-1 do TT-2 e SEL 387A do TT-3 foram
implantados. O sistema SCADA não foi alterado. Nos relés SEL 311C da LT 138kV TDE –
INE C1 e SEL 31C da LT 138kV TDE – INE C2 foi retirado das equações de trip a atuação
do SEP, porém foi mantido os bits referentes às sinalizações do SEP no sistema SCADA.

Foi removido as lógicas dos relés SEL 387E do TT-1, SEL 587-1 do TT-2 e SEL 387A do
TT-3 que faziam parte da lógica 2 do atual SEP.

Os testes foram realizados com a LT 138kV TDE-DES ligada. Para conseguir a corrente de
atuação do SEP foi inserido no relé uma corrente de pick-up do SEP em 80% da corrente
de carga da LT no momento do teste, assim testamos a alteração da lógica do esquema.

Primeiramente foi realizado o bloqueio do esquema por meio de um comando no Scada, e


verificou-se que não ocorreu a atuação do esquema. Em seguida, o esquema foi
desbloqueado e verificou-se a correta atuação do esquema por meio dos eventos
sinalizados no Scada.

41
A Tabela 5 a seguir apresenta os eventos sinalizados no Scada:

Tabela 5 - Eventos sinalizados no Scada


Data Hora Evento

18/12/2019 10:33:18.302 TDE 138 LI-DRO ESQUEMA CONTROLE EMER BLOQUEADO

18/12/2019 10:34:46.925 TDE 138 LI-DRO ESQUEMA CONTROLE EMER DESBLOQ.

18/12/2019 10:35:10.320 TDE 138 LI-DRO ECE LOGICA 1 ATUADO

18/12/2019 10:35:10.341 TDE 138 LT-INE_2 ECE LOGICA 1 ATUADO

18/12/2019 10:35:10.345 TDE 138 LT-INE_1 ECE LOGICA 1 ATUADO

18/12/2019 10:35:57.192 TDE 138 LI-DRO ECE LOGICA 1 NORMAL

18/12/2019 10:35:57.201 TDE 138 LT-INE_2 ECE LOGICA 1 NORMAL

18/12/2019 10:35:57.202 TDE 138 LT-INE_1 ECE LOGICA 1 NORMAL

18/12/2019 10:36:14.828 TDE 138 LI-DRO ESQUEMA CONTROLE EMER BLOQUEADO

Os parâmetros do relé SEL 351A referentes ao controle de direcionalidade não foram


testados nesta etapa, pois já haviam sido testados em campo na última alteração do SEP.

• Polarização por tensão de sequência positiva:

O SEP irá atuar apenas se a impedância se sequência positiva (V1 / I1) possuir um
ângulo entre 130º e 310º, conforme indicado na figura abaixo:

Figura 38 - Região de polarização do relé

• Perda de Potencial (LOP):

O SEP não irá atuar caso ocorra a perda de potencial (bit LOP).

42
Após o comissionamento, o ajuste do pick-up do esquema foi alterado para 1217 A no relé
da 351A do bay da SE TDE – LT DRO 138kV e foi incluído os bits referentes às atuações
do esquema na equação de trip dos relés das LT 138KV TDE-INE C1 e C2.

O SEP encontra-se bloqueado à espera da definição do ONS para a data de ativação do


mesmo.

43
6.5. CHESF - CHESF - Companhia Hidro Elétrica do São Francisco

6.5.1. SEP 5.10.48 - Esquema de corte de geração na SE Russas II para perda da


LT 230 kV Mossoró II – Banabuiú C1 ou C2
Este SEP tem como finalidade evitar a sobrecarga na LT 230 kV Russas II – Banabuiú
(04C1), acima do valor do limite de curta duração, no sentido SE Russas para SE Barnabuiú
quando da perda do trecho 230 kV Mossoró II – Banabuiú

Descrição da lógica de funcionamento

O esquema monitora a condição de sobrecarga na LT 230 kV Russas II – Banabuiú (04C1),


na SE Russas II, através do monitoramento da corrente no terminal da LT na SE Russas II,
sentido Russas II para Banabuiú. O esquema é composto por uma função de proteção de
sobrecorrente direcional de fase 67F e realiza o corte de geração na SE Russas II em dois
estágios.

• Primeiro estágio: Desligamento da LT 230 kV Pitombeira / Russas II – C1(P2), com


temporização de dois segundos, cortando a geração do Conjunto Eólico Pitombeiras
com potência instalada total de 98 MW;

• Segundo estágio: Desligamento da LT 230 kV Aracati II / Russas II – C1(P1), com


temporização de três segundos, cortando a geração do Conjunto Eólico Aracati II com
potência instalada total de 138 MW.

Ajuste dos sensores / parâmetros

As lógicas e a função de sobrecorrente direcional (67F) necessárias para o esquema do


SEP 5.10.48 foram implementadas nos relés de proteção principal e alternada da LT 230
kV Russas II – Banabuiú no terminal de Russas II.

A função 67 F foi ajuste em 437 A e verifica a direcionalidade do terminal da SE Russas


II para a SE Banabuiú.

Diagramas

44
SE Russas II 230kV

ECE-Russas II - Abertura DJ 230 kV


desativado de Russas II da LT
T=2s
67F_Russas II (LT E 230 kV Russas II -
Russas II - Banabuiú) Pitombeiras

Abertura DJ 230 kV
T=1s de Russas II da LT
230 kV Russas II –
Aracati II

Figura 39 - Lógica do SEP implementada

Figura 40 - Área de atuação do esquema

Descrição dos testes executados

Para implementação do SEP foram realizados testes para verificação do correto


funcionamento do esquema. Os testes foram realizados nos relés de proteção principal e
alternada.

Para realização dos testes foram simulados nos relés uma corrente pré falta de 60A por 3s,
em seguida a corrente foi alterada para 426A. Em seguida foram medidos os tempos se
atuação do primeiro e segundo estágio do SEP.

45
O tempo de atuação do primeiro estágio foi medido pela diferença entre o instante em que
houve a alteração do valor de corrente até a atuação saída binária referente a atuação desse
estágio. Já para medição do tempo do segundo estágio, foi medido a diferença de tempo
entre a atuação das saídas binárias referentes ao primeiro e segundo estágio.

Nas Figura 41 e Figura 42 são apresentadas as temporizações obtidas para a atuação do


primeiro estágio (ATUAÇÃO SEP 04P2) e segundo estágio (ATUAÇÃO SEP 04P1).

Figura 41 - Resultado dos testes realizados no relé da proteção principal

Figura 42 - Resultado dos testes realizados no relé da proteção alteranada

6.5.2. SEP 5.10.49 - Esquema de desligamento da LT 230 kV Brumado II Itagibá –


C1Z1 para a contingência da LT 500 Kv
Este SEP efetuará a abertura da LT 230 kV Brumado II – Itagibá, de forma a evitar
sobrecarga de até 12% acima do limite de curta duração na LT 230 kV Ibicoara / Brumado
II – C1 (04F5) e acima do limite de longa duração na LT Brumado II / Itagibá C1 (04Z1),
quando da perda da LT 500 kV Ibicoara / Sapeaçu – C1 (05L3), após a entrada em operação
do ATR 05T2 na SE Ibicoara.

Os testes aqui descritos foram realizados conforme recomendado no relatório ONS-


DPL-REL-0334/2018, com a implantação de Sistema Especial de Proteção – SEP.

Descrição da lógica de funcionamento

O esquema identifica o valor de sobrecarga na LT 230 kV Ibicoara / Brumado II, na SE


Brumado II, através do monitoramento da corrente no terminal da SE Brumado II, sentido
Ibicoara para Brumado II, quando da perda da LT 500 kV Ibicoara / Sapeaçu, desligando a
LT 230 kV Brumado II / Itagibá – C1(Z1), após uma temporização de 2 segundos.

46
Figura 43 - Sistema afetado

O esquema utiliza de uma função de proteção direcional de sobrecorrente, ajustada nos


IEDs presentes nos painéis de proteção principal e alteranada da LT 230 kV Ibicoara –
Brumado II no terminal da SE Brumado II. Essa função tem como corrente de partida o limite
de curta duração da linha e temporização intencional de 2 segundos.

Quando há a atuação dessa função um sinal de sobrecarga, através de uma saída digital,
para um painel de interface e posteriormente para o painel de proteção alternada da LT 230
kV Brumado II – Itagibá onde ocorrerá a abertura da citada Linha de Transmissão.

Ajuste dos sensores / parâmetros

Na SE Ibicoara foram inseridos e configurados pontos de alarme do SAGE, parâmetros


SEP, e botão SEP na tela de índice do SAGE.

Na SE Brumado II, foram implementadas e configuradas as lógicas e ajustes nos IEDs,


miscelâneas, cabos e fiações nos painéis da LT 230 kV Ibicoara / Brumado II e painel de
interface, conforme os diagramas funcionais, para atendimento ao SEP, bem como o botão

ativa/desativa SEP na Unidade de controle da LT 230 kV Ibicoara / Brumado II.

Foram também inseridos e configurados pontos de alarme e controle do SAGE, parâmetros


SEP, e botão SEP na tela de índice do SAGE.

47
Figura 44 - Lógica implementada na SE Brumado II

O valor limite de curta duração da LT 230 kV Ibicoara / Brumado II é de 934 A (372 MVA).
Porém, tendo em vista este ser o “step” mínimo de trabalho do IED ABB REL670 o
valor ajustado para a partida da função de sobrecorrente direcional é 930 A.

Diagramas

Figura 45 - Esquema do SEP

Descrição dos testes executados

Em março/2019, foi realizado teste em laboratório, com o mesmo projeto implantado na SE


Brumado II, com IEDs ABB REL670. Nesses relés foi incluída a lógica SEP e os novos
parâmetros conforme descrito anteriormente. Através de mala de testes foi simulado e
mantido a corrente de sobrecarga da ajustada durante 2 segundos, de forma a validar o
bloco do IED a ser utilizado na lógica SEP, sendo este resultado satisfatório. Após essa
etapa foram realizados os testes de campo em conjunto Chesf e Neoenergia.

No dia 09/04/2019, foram realizados os testes de envio de sinal (simulado nos IED’s da
proteção principal e proteção alternada da LT 230 kV Ibicoara / Brumado II), referente a
sobrecarga da LT na SE Brumado II.

48
Figura 46 - Verificação da atuação do SEP

Na realização dos testes, os IEDs LT 230 kV Ibicoara / Brumado II e da Brumado II / Itagibá


C1, tiveram sua chave de teste/serviço posicionada em “serviço”. Porém os disparos da
Brumado II / Itagibá C1 forma desabilitados.

Tempos médios de atuação do SEP registrados nas simulações de campo e com a adição
dos tempos de atuação das proteções e disjuntores em um evento real, espera-se obter
tempos totais na ordem de 61 ms.

49
6.6. CTEEP - Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista

6.6.1. SEP 1.09.24 - Esquema de Alívio de Carregamento da LT 230 kV Piratininga


- Henry Borden
O Esquema de Controle de Emergência (ECE) SEP 1.09.24 - tem como objetivo aliviar
o carregamento da LI 230kV Piratininga - Henry Borden quando de contingências do
Sistema, que impliquem no desligamento automático de ambos os circuitos da LT 230kV
Piratininga – Interlagos. Esse alívio será obtido através do desligamento de unidades
geradoras nas UTE Fernando Gasparian/Piratininga.

Descrição da lógica de funcionamento

A perda dupla dos circuitos da LT 230kV Piratininga - Interlagos, poderá acarretar a


citada LI, sobrecarga superior a 20%, provocando a atuação do relé P141 quando o fluxo
de carga estiver no sentido de Piratininga para Henry Borden, o qual deverá promover o
desligamento em dois estágios de unidades geradoras da UTE Fernando Gasparian , de
responsabilidade da Petrobrás.

A UTE Fernando Gasparian é composta por duas turbinas à vapor de 90 MW cada e,


quatro unidades geradoras, cada uma com 95 MW, conforme o seguinte esquema:

Figura 47 - Composição da UTE Fernando Gasparian

Esse esquema compõe dois ciclos combinados que são divididos da seguinte forma:

50
• Ciclo Combinado 1: UG-31(GT11/95 MW) +UG-32(GT12/95 MW) +UG-3(TV3/90
MW);

• Ciclo Combinado 2: UG-41(GT21/95 MW) +UG-42(GT22/95 MW) +UG-4(TV4/90


MW).

O esquema proposto inicialmente consistia em dois estágios de atuação conforme o


esquema da Figura 48.

Figura 48 - Proposta inicial para o esquema do ECE

O primeiro estágio atuaria no disjuntor N (ciclo combinado 2), com corte de 140 MW de
geração (95 MW da UG-41 + 45 MW da UG4) e, o segundo estágio, atuaria no disjuntor F
(ciclo combinado 1), com corte de mais 140MW de geração (95 MW da UG-31 + 45 MW da
UG3).

Porém, conforme informado pela Equipe da Petrobrás, o ciclo combinado 1 alimenta os


compressores de gás de toda a Planta e, por esse motivo, deverá ser preservado, a
falha nessa alimentação poderia acarretar o desligamento geral, dependendo da
topologia do sistema da Petrobrás.

Devido à restrição do ciclo combinado 1, o esquema proposto foi alterado mantendo-se


os mesmos valores de corte de geração. O esquema então enviará trip dos primeiro e
segundo estágios apenas ao ciclo combinado 2, conforme segue:

• 1º Estágio:

Envia trip ao disjuntor N2 da UG42 (GT22);

51
Impacto na diminuição da geração: 140 MW (95 MW da UG-42 + 45 MW da UG4).

• 2º Estágio:

Envia trip ao disjuntor N da UG41 (GT21);

Impacto na diminuição da geração: 140 MW (95 MW da UG-41 + 45 MW da UG4).

Ajuste dos sensores / parâmetros

Na SE Piratininga o esquema é composto por um relé de proteção digital, modelo MiCOM -


P141, de fabricação ALSTOM, que supervisiona os valores de corrente das três fases da
Linha de Transmissão, e também o sentido do fluxo de carga.

O relé de proteção digital, modelo MiCOM P141, de fabricação ALSTOM, foi parametrizado
com os seguintes ajustes:

• 1º Estágio

I>1 Direction = Directional Fwd

I>1 Current Set = 804A

I>1 Time Delay = 5s

I>1 Time Reset = 0s

• 2º Estágio

I>2 Direction = Directional Fwd

I>2 Current Set = 804A

I>2 Time Delay = 10s

I>2 Time Reset = 0s

Descrição dos testes executados

Em 11/09/2019 foi realizada a primeira etapa do trabalho, que consistiu na verificação


da interligação entre o painel do ECE e o painel de proteção da UG 41 (2º Estágio). Em
15/09/2019 foi realizada a verificação da interligação entre o painel do ECE e o painel
de proteção da UG 42 (1º estágio). Nessa ocasião foram retirados e isolados os cabos
antigos que enviavam trip às UGs 3 e 4, conforme concepção anterior. Além da

52
realização dos ensaios no relé de proteção, através de injeção de tensão e corrente com
a caixa de testes Omicron, e envio de trip real ao disjuntor N2.

Seguem abaixo os testes realizados e os resultados obtidos:

• Simulação de sobrecarga, com fluxo de carga no sentido de PIR → HB:

Aplicação de 3,40 A (816 A Primários) em fase com a tensão.

1º Estágio atuou em 5,100 segundos e 2º Estágio atuou em 10,100 segundos.

• Simulação de sobrecarga, com fluxo de carga no sentido de HB → PIR:

Aplicação de 3,40 A (816 A Primários) com defasagem de 180º em relação à


tensão.

Sem atuação de nenhum dos dois estágios.

• Simulação de sobrecarga, com fluxo de carga no sentido de PIR HB:

Aplicação de 3,40 A (816 A Primários) monofásico em fase com a tensão:

Sem atuação de nenhum dos dois estágios.

No dia 24/09/2019 foi realizado o ensaio de envio de trip ao disjuntor N da UG 41,


validando dessa forma a atuação real do segundo estágio do Esquema.

• 1º Estágio – Disjuntor N2 – 15/09/2019

Figura 49 - Evidência de Atuação no SAGE

Figura 50 - Evidência da Atuação no SAGE

53
• 2º Estágio – Disjuntor N – 24/09/2019

Figura 51 - Evidência da Abertura do DJ N

Os ensaios realizados no Esquema de Controle de Emergência (ECE) SEP 1.09.24 - da


LT 230kV Piratininga - Henry Borden, na Subestação Piratininga apresentaram
resultados satisfatórios e foram validados através da efetiva abertura dos seus
respectivos disjuntores.

54
6.7. ELETROSUL - ELETROSUL Centrais Elétricas S.A.

6.7.1. SEP 2.15.92 – Esquema de Bloqueio da Conversora de Frequência de Melo


por Nível Mínimo de Curto-Circuito

O SEP 2.15.92 incluía as lógicas de anti-ilhamento da integração da Conversora de


Frequência Melo e de nível mínimo de curto-circuito. Durante os estudos pré-
operacionais para a integração da UTE Pampa Sul ao Sistema Interligado Nacional
(SIN), na SE Candiota, o ONS encaminhou para a separação dessas lógicas em dois
esquemas, mantendo a lógica de curto-circuito mínimo com o código SEP 2.15.92, objeto
deste item, e a lógica de anti-ilhamento em outro esquema de código 2.15.115.

O objetivo do SEP, Bloqueio da Conversora de Frequência de Melo por Nível Mínimo de


Curto-Circuito, será de enviar um comando para o bloqueio para a Conversora de
Frequência de Melo para evitar falha de comutação nas pontes de tiristores, em caso de
perda das usinas térmicas Candiota III e Pampa Sul.

Descrição da lógica de funcionamento

O Sistema Especial de Bloqueio da Conversora de Frequência de Melo por Nível Mínimo


de Curto-Circuito monitora a conexão do bay (normal ou transferência) da Usina
Candiota III, na SE Presidente Médici, em IED (SEL451) e painel dedicado para esta
finalidade e é enviada para os IED (SEL411L) da LT 230 kV Candiota – Presidente
Médici em sinal elétrico (saída binária e entrada binária). Esta informação é enviada para
a SE Candiota através dos IED da LT 230 kV Candiota – Presidente Médici e, na SE
Candiota, é enviada em protocolo goose dos IED da linha para os IED (SEL487E) do TF
1 525/230/13,8 kV.

A conexão de Pampa Sul com os IED (SEL487E) do TF 1 525/230/13,8 kV é feita em


sinal elétrico, energizando uma entrada binária do IED SEL487E a partir de saída binária
do IED SEL411L, da LT 525 kV Candiota – UTE Pampa Sul, na sala de controle da
Engie.

A formação do sinal de perda da conexão de Pampa Sul (lógica), que ativa a saída
binária do IED (SEL411L) da LT 525 kV Candiota – UTE Pampa Sul é feita no sistema
de supervisão e controle da UTE Pampa Sul e transferida ao IED411L via sinal de
controle.

A porta lógica AND é executada nos IED do TF 1 525/230/13,8 kV e o resultado é


enviado, via sinal elétrico, para o IED (P141) que executa as funções de sobretensão
(59L e 59H) da LT 525 kV Candiota – Melo e deste para, via protocolo goose, o IED
(P546) das proteções dessa linha. A chave liga e/ou desliga (relé bi-estável) do

55
esquema, implementada em porta lógica AND nos IED P546, antes de enviar o comando
de bloqueio para a Conversora de Frequência de Melo. Um pulso de 500 milissegundos
é enviado para Melo (comando 3 na nomenclatura da UTE).

O diagrama apresentado na Figura 52 mostra a lógica do esquema.

Ajuste dos sensores / parâmetros

Conforme descrito anteriormente, não há sensores de medição analógica neste


esquema, apenas a monitoração do estado dos equipamentos do bay da conexão da
usina térmica Candiota III, na SE Presidente Médici, e dos equipamentos da LT 525 kV
Candiota – Usina Térmica Pampa Sul, nas SE Candiota e Pampa Sul, e também dos
equipamentos do bay do gerador na própria Pampa Sul.

Diagramas

A figura a seguir mostra o diagrama lógico do esquema 2.15.92 e os componentes em


que os equipamentos são monitorados.

Figura 52 - Diagrama Lógico do esquema do SEP 2.15.92

Descrição dos testes executados

O esquema foi testado, SGI 22.678-19 e SGI 23.232-19, SGI 23.231-19 e SGI 22.505-
19, simulando a abertura dos equipamentos do bay da usina térmica Candiota III, na SE

56
Presidente Médici, e monitorada a resolução da porta lógica AND dos IED SEL487E do
TF 1 525/230/13,8 kV, da SE Candiota, em associação com a recepção do sinal
proveniente da conexão de Pampa Sul.

Os testes foram realizados, validando as lógicas e verificando a supervisão nos RDP de


Candiota e de Presidente Médici e no supervisório (Sage).

Abaixo registro de teste realizado no dia 18/05/2019, às 12h12min:


00:00:00 ------------------------------ Arquivo acessado em Sat May 18----------------
12:12:29.657 PM_2PSEPP1_92_EESP.E PME 2PSEPP1_92 Esquema especial Operado
12:12:29.665 PM_LTCTA-A_RX_92_EESP.E PME LTCTA-A_RX_92 Esquema especial Operado
12:12:29.665 PM_LTCTA-A_TX_92_EESP.E PME LTCTA-A_TX_92 Esquema especial Operado
12:12:29.666 PM_LTCTA-P_RX_92_EESP.E PME LTCTA-P_RX_92 Esquema especial Operado
12:12:29.666 PM_LTCTA-P_TX_92_EESP.E PME LTCTA-P_TX_92 Esquema especial Operado
12:12:29.674 CT_LTPME-P_RX_92_EESP.E CTA LTPME-P_RX_92 Esquema especial Operado
12:12:29.674 CT_LTPME-P_TX_92_EESP.E CTA LTPME-P_TX_92 Esquema especial Operado
12:12:29.675 CT_LTPME-A_RX_92_EESP.E CTA LTPME-A_RX_92 Esquema especial Operado
12:12:29.675 CT_LTPME-A_TX_92_EESP.E CTA LTPME-A_TX_92 Esquema especial Operado
12:12:29.677 CT_TF1-P_RX_92_EESP.E CTA TF1-P_RX_92 Esquema especial Operado
12:12:29.677 CT_TF1-P_TX_92_EESP.E CTA TF1-P_TX_92 Esquema especial Operado
12:12:29.679 CT_LTMLO-PP2_RX_92_EESP. ECTA LTMLO-PP2_RX_92 Esquema especial Operado
12:12:29.679 CT_TF1-A_RX_92_EESP.E CTA TF1-A_RX_92 Esquema especial Operado
12:12:29.679 CT_TF1-A_TX_92_EESP.E CTA TF1-A_TX_92 Esquema especial Operado
12:12:29.682 CT_LTMLO-PA2_RX_92_EESP. ECTA LTMLO-PA2_RX_92 Esquema especial Operado
12:12:29.694 CT_LTMLO-PP2_TX_92_EESP. ECTA LTMLO-PP2_TX_92 Esquema especial Operado
12:12:29.698 CT_LTMLO-PA2_TX_92_EESP. ECTA LTMLO-PA2_TX_92 Esquema especial Operado
12:12:29.703 CT_LTMLO-PP1_RX_92_EESP. ECTA LTMLO-PP1_RX_92 Esquema especial Operado
12:12:29.704 CT_LTMLO-PA1_RX_92_EESP. ECTA LTMLO-PA1_RX_92 Esquema especial Operado
12:12:29.754 PM_2RDP1_OPOS.E PME 2RDP1 Operacao oscilografo Operado
12:12:29.824 CT_2RDP1_OPOS.E CTA 2RDP1 Operacao oscilografo Operado
12:12:29.862 CT_5RDP1_OPOS.E CTA 5RDP1 Operacao oscilografo Operado
12:12:29.905 PM_2PSEPP1_92_EESP.E PME 2PSEPP1_92 Esquema especial Normalizado
12:12:29.913 PM_LTCTA-A_RX_92_EESP.E PME LTCTA-A_RX_92 Esquema especial Normalizado
12:12:29.913 PM_LTCTA-A_TX_92_EESP.E PME LTCTA-A_TX_92 Esquema especial Normalizado
12:12:29.913 PM_LTCTA-P_RX_92_EESP.E PME LTCTA-P_RX_92 Esquema especial Normalizado
12:12:29.913 PM_LTCTA-P_TX_92_EESP.E PME LTCTA-P_TX_92 Esquema especial Normalizado
12:12:29.922 CT_LTPME-P_RX_92_EESP.E CTA LTPME-P_RX_92 Esquema especial Normalizado
12:12:29.922 CT_LTPME-P_TX_92_EESP.E CTA LTPME-P_TX_92 Esquema especial Normalizado
12:12:29.923 CT_LTPME-A_RX_92_EESP.E CTA LTPME-A_RX_92 Esquema especial Normalizado
12:12:29.923 CT_LTPME-A_TX_92_EESP.E CTA LTPME-A_TX_92 Esquema especial Normalizado
12:12:29.924 CT_TF1-P_RX_92_EESP.E CTA TF1-P_RX_92 Esquema especial Normalizado
12:12:29.924 CT_TF1-P_TX_92_EESP.E CTA TF1-P_TX_92 Esquema especial Normalizado
12:12:29.926 CT_LTMLO-PP2_RX_92_EESP. ECTA LTMLO-PP2_RX_92 Esquema especial Normalizado
12:12:29.927 CT_TF1-A_RX_92_EESP.E CTA TF1-A_RX_92 Esquema especial Normalizado
12:12:29.927 CT_TF1-A_TX_92_EESP.E CTA TF1-A_TX_92 Esquema especial Normalizado
12:12:29.931 CT_LTMLO-PA2_RX_92_EESP. ECTA LTMLO-PA2_RX_92 Esquema especial Normalizado
12:12:29.943 CT_LTMLO-PP2_TX_92_EESP. ECTA LTMLO-PP2_TX_92 Esquema especial Normalizado

57
12:12:29.948 CT_LTMLO-PA2_TX_92_EESP. ECTA LTMLO-PA2_TX_92 Esquema especial Normalizado
12:12:29.952 CT_LTMLO-PP1_RX_92_EESP. ECTA LTMLO-PP1_RX_92 Esquema especial Normalizado
12:12:29.955 CT_LTMLO-PA1_RX_92_EESP. ECTA LTMLO-PA1_RX_92 Esquema especial Normalizado
12:12:30.749 PM_2RDP1_OPOS.E PME 2RDP1 Operacao oscilografo Normalizado
12:12:30.827 CT_2RDP1_OPOS.E CTA 2RDP1 Operacao oscilógrafo Normalizado
12:12:30.864 CT_5RDP1_OPOS.E CTA 5RDP1 Operacao oscilógrafo Normalizado

No teste da lista de eventos acima, foi simulada a desconexão da Candiota III, estando
Pampa Sul previamente desconectada. A simulação foi feita no IED 2PSEPP1 (SEL451),
em Presidente Médici, com envio do sinal para as proteções principal e alternada da LT
230 kV Candiota – Presidente Médici, até a ativação da lógica nos relés das proteções
principal e alternada da LT 525 kV Candiota – Melo. Observa-se também na sequência
de eventos as partidas dos oscilógrafos de Presidente Médice (2RDP1) e de Candiota
(2RDP1 e 5RDP1).

O sinal de atuação do esquema não foi enviado para o terminal de Melo (comando 3)
porque a chave do esquema estava na posição desligada. Observa-se que a lógica a
lógica a partir dos IED (SEL487E) do TF 1 525/230/13,8 kV não foi alterada, por isso
também não foi solicitado o acionamento do comando 3.

6.7.2. SEP 2.15.114 – Sistema Especial de Proteção para Controle de


Carregamento dos Transformadores da SE Siderópolis

O objetivo do SEP, Sistema Especial de Proteção para Controle de Carregamento dos


Transformadores da SE Siderópolis, será evitar a operação dos transformadores TF 1,
2, 3 e 4 230/69/13,8 kV em sobrecargas inadmissíveis.

Descrição da lógica de funcionamento

O Sistema Especial de Proteção para Controle de Carregamento dos Transformadores


da SE Siderópolis foi implementado utilizando uma Unidade Terminal Remota C50 da
Foxboro e multimedidores PM820 do fabricante Powerlogic. Os multimedidores
digitalizam a corrente proveniente dos TC’s de medição do terminal 230 kV de cada
transformador. Os TC’s de medição foram aplicados ao invés dos de proteção para uma
melhor exatidão na medida da corrente.

O diagrama apresentado na Figura 53 mostra a lógica do esquema. As medidas de


corrente, digitalizadas nos multimedidores são transmitidas para a C50 em protocolo
Modbus, através de comunicação serial elétrica.

58
O esquema tem 3 estágios independentes, sendo que o primeiro parte com 106 % da
corrente nominal dos transformadores, é temporizado em 60 segundos e sua atuação
comanda a abertura do disjuntor da linha 69 kV Forquilhinha – Siderópolis; o segundo
estágio parte com 110 % da corrente nominal dos transformadores, é temporizado em
30 segundos e sua atuação comanda a abertura do disjuntor da linha 69 kV Criciúma
Floresta – Siderópolis; o terceiro estágio parte com 120 % da corrente nominal dos
transformadores, é temporizado em dez segundos e sua atuação comanda a abertura
dos disjuntores das linhas 69 kV Siderópolis – Siderópolis C1 e C2.

Foram implementados, somente no supervisório (SAGE), comandos de liga e desliga de


forma independente para cada um dos estágios do esquema. Em caso de atuação,
ocorre a sinalização independente por estágio e por transformador.

Ajuste dos sensores / parâmetros

Para os transformadores TF 1, 2 e 3 230/69/13,8 kV, 88 MVA, a partida do estágio 1 foi


ajustada em 234 A, do estágio 2 em 243 A e do estágio 3 e 265 A. Para o TF 4
230/69/13,8 kV, 33 MVA, a partida do estágio 1 foi ajustada em 88 A, do estágio 2 em
91 A e do estágio 3 em 99 A.

Os enrolamentos de medição dos TC’s estão ligados na relação 400 / 5 A.

A C50 executa uma varredura a cada 1 segundo, coletando os dados dos multimedidores
e executa as lógicas mostradas no diagrama do item 6.

Quando um dos estágios do esquema atua, é comandada a saída binária


correspondente ao estágio, que energiza o circuito de comando de abertura dos
disjuntores principal ou transferência, dependendo do estado da chave de transferência
(43T). No caso da linha 69 kV Siderópolis – Siderópolis C2, uma saída binária envia o
comando para o controle do bay, que é executado no relé SEL 451 (proteção secundária
da linha), também mostrado no diagrama da Figura 53.

Conforme será exposto posteriormente, a relação entre o valor de desoperação e


operação da unidade de sobrecorrente utilizada é superior a 0,98.

Diagramas

Abaixo, a Figura 53 mostra o diagrama lógico ilustrando o funcionamento do SEP da SE


Siderópolis.

Na Figura 54 está exposto o Diagrama Unifilar Operacional da SE Siderópolis.

59
Figura 53 - Diagrama lógico do SEP da SE SID

Figura 54 - Diagrama Unifilar Operacional da SE SID

60
Descrição dos testes executados
O esquema foi testado, SGI 11.454-19, verificando a partida e o tempo de atuação de
cada um dos estágios, com os mesmos ligados e desligados e verificadas as corretas
sinalizações no supervisório e a energização do circuito de comando de abertura dos
disjuntores nas condições Normal, Intermediário e Transferido da chave 43T. Observa -
se que não foi comandada a abertura de fato de nenhum disjuntor, sendo o circuito
energizado até o ponto de isolamento no painel da C50.

Foi implementada supervisão da atuação do esquema para todos os estágios no


oscilógrafo da SE Siderópolis através de atuação de entrada digital.

Para a validação da partida de cada um dos estágios e por transformador, os testes


foram feitos colocando o circuito de corrente em série com o equipamento de testes, o
multimedidor e o oscilógrafo para validar a partida exata dos estágios. Desta maneira
também foram verificados os tempos de atuação de cada estágio.

• ATUAÇÃO ESTÁGIO 1 TF 1 (20/03/2019)

Tabela 6 - Lista de eventos para atuação do Estágio 1 TF 1


Ultrapassou urgencia
10:26:17 SD_TF1-230_FA_AMP SID TF1-230 Corrente fase A
superior (235.00)
Ultrapassou urgencia
10:26:17 SD_TF1-230_FB_AMP SID TF1-230 Corrente fase B
superior (235.00)
Ultrapassou urgencia
10:26:17 SD_TF1-230_FC_AMP SID TF1-230 Corrente fase C
superior (235.00)
SD_EE-2-15-114- EE-2-15-114-TF1 Esquema
10:27:17 SID Operado
TF1_EAS1.E alivio sobrec est 1
10:27:17 SD_GRL_PTOS.A SID GRL Partida oscilografo Operado

Figura 55 - Grandezas analógicas para atuação do Estágio 1 TF 1

61
• ATUAÇÃO ESTÁGIO 2 TF 1 (14/03/2019)

• Tabela 7 - Lista de eventos para atuação do Estágio 2 TF 1


Ultrapassou urgencia
11:35:13 SD_TF1-230_FA_AMP SID TF1-230 Corrente fase A
superior (243.00) [6]
Ultrapassou urgencia
11:35:13 SD_TF1-230_FB_AMP SID TF1-230 Corrente fase B
superior (243.00) [6]
Ultrapassou urgencia
11:35:13 SD_TF1-230_FC_AMP SID TF1-230 Corrente fase C
superior (243.00) [6]
2ECE1-TF1 Esquema alivio
11:35:43 SD_2ECE1-TF1_EAS2.E SID Operado[142]
sobrec est 2
Operado / Normalizado
11:35:43 SD_GRL_PTOS.A SID GRL Partida oscilografo
[11 URG]

Figura 56 - Grandezas analógicas para atuação do Estágio 1 TF 1

• ATUAÇÃO ESTÁGIO 3 TF 1 (14/03/2019)

• Tabela 8 - Lista de eventos para atuação do Estágio 3 TF 1


Ultrapassou urgencia
12:56:26 SD_TF1-230_FA_AMP SID TF1-230 Corrente fase A
superior (266.00) [12]
Ultrapassou urgencia
12:56:26 SD_TF1-230_FB_AMP SID TF1-230 Corrente fase B
superior (266.00) [12]
Ultrapassou urgencia
12:56:26 SD_TF1-230_FC_AMP SID TF1-230 Corrente fase C
superior (265.00) [12]
2ECE1-TF1 Esquema alivio
12:56:35 SD_2ECE1-TF1_EAS3.E SID Operado
sobrec est 3
Operado
12:56:35 SD_GRL_PTOS.A SID GRL Partida oscilografo
[12]

62
Figura 57 - Grandezas analógicas para atuação do Estágio 3 TF 1

• ATUAÇÃO ESTÁGIO 1 TF 2 (14/03/2019)

Tabela 9 - Lista de eventos para atuação do Estágio 1 TF 2


Ultrapassou advertencia
14:02:22 SD_TF2-230_FA_AMP SID TF2-230 Corrente fase A superior (232.00) [2]
Ultrapassou advertencia
14:02:22 SD_TF2-230_FB_AMP SID TF2-230 Corrente fase B superior (232.00) [2]
Ultrapassou advertencia
14:02:22 SD_TF2-230_FC_AMP SID TF2-230 Corrente fase C superior (232.00) [2]
2ECE1-TF2 Esquema alivio
Operado
14:03:28 SD_2ECE1-TF2_EAS1.E SID sobrec est 1
Operado
14:03:28 SD_GRL_PTOS.A SID GRL Partida oscilografo [29]

Figura 58 - Grandezas analógicas para atuação do Estágio 1 TF 2

Obs: O canal analógico do oscilógrafo que mede a corrente da fase A do lado de 230 kV
do TF2 estava com defeito mas já foi corrigido.

63
• ATUAÇÃO ESTÁGIO 2 TF 2 (14/03/2019)

Tabela 10 - Lista de eventos para atuação do Estágio 2 TF 2


Ultrapassou urgencia
14:27:46 SD_TF2-230_FA_AMP SID TF2-230 Corrente fase A
superior (243.00) [16]
Ultrapassou urgencia
14:27:46 SD_TF2-230_FB_AMP SID TF2-230 Corrente fase B
superior (243.00) [16]
Ultrapassou urgencia
14:27:46 SD_TF2-230_FC_AMP SID TF2-230 Corrente fase C
superior (243.00) [16]
2ECE1-TF2 Esquema alivio Operado
14:28:16 SD_2ECE1-TF2_EAS2.E SID
sobrec est 2 [236]
Operado
14:28:16 SD_GRL_PTOS.A SID GRL Partida oscilografo
[39]

Figura 59 - Grandezas analógicas para atuação do Estágio 2 TF 2

Obs: O canal analógico do oscilógrafo que mede a corrente da fase A do lado de 230 kV
do TF2 estava com defeito mas já foi corrigido.

• ATUAÇÃO ESTÁGIO 3 TF 2 (14/03/2019)

Tabela 11 - Lista de eventos para atuação do Estágio 3 TF 2


Ultrapassou urgencia
14:35:54 SD_TF2-230_FA_AMP SID TF2-230 Corrente fase A
superior (264.00) [20]
Ultrapassou urgencia
14:35:54 SD_TF2-230_FB_AMP SID TF2-230 Corrente fase B
superior (264.00) [20]
Ultrapassou urgencia
14:35:54 SD_TF2-230_FC_AMP SID TF2-230 Corrente fase C
superior (264.00) [20]
2ECE1-TF2 Esquema Operado
14:36:06 SD_2ECE1-TF2_EAS3.E SID
alivio sobrec est 3 [232]
Operado / Normalizado
14:36:06 SD_GRL_PTOS.A SID GRL Partida oscilografo
[43 URG]

64
Figura 60 - Grandezas analógicas para atuação do Estágio 3 TF 2

Obs: O canal analógico do oscilógrafo que mede a corrente da fase A do lado de 230 kV
do TF2 estava com defeito mas já foi corrigido.

• ATUAÇÃO ESTÁGIO 1 TF 3 (14/03/2019)

Tabela 12 - Lista de eventos para atuação do Estágio 1 TF 3


Ultrapassou advertencia
16:24:25 SD_TF3-230_FA_AMP SID TF3-230 Corrente fase A
superior (234.00) [4]
Ultrapassou advertencia
16:24:25 SD_TF3-230_FB_AMP SID TF3-230 Corrente fase B
superior (233.00) [4]
Ultrapassou advertencia
16:24:25 SD_TF3-230_FC_AMP SID TF3-230 Corrente fase C
superior (234.00) [4]
2ECE1-TF3 Esquema
16:25:27 SD_2ECE1-TF3_EAS1.E SID Operado
alivio sobrec est 1
Operado / Normalizado
16:25:27 SD_GRL_PTOS.A SID GRL Partida oscilografo
[72 URG]

Figura 61 - Grandezas analógicas para atuação do Estágio 1 TF 3

65
• ATUAÇÃO ESTÁGIO 2 TF 3 (14/03/2019)

Tabela 13- Lista de eventos para atuação do Estágio 2 TF 3


Ultrapassou urgencia
16:33:19 SD_TF3-230_FA_AMP SID TF3-230 Corrente fase A
superior (244.00) [12]
Ultrapassou urgencia
16:33:19 SD_TF3-230_FB_AMP SID TF3-230 Corrente fase B
superior (244.00) [10]
Ultrapassou urgencia
16:33:19 SD_TF3-230_FC_AMP SID TF3-230 Corrente fase C
superior (244.00) [12]
2ECE1-TF3 Esquema
16:33:50 SD_2ECE1-TF3_EAS2.E SID Operado
alivio sobrec est 2
Operado
16:33:50 SD_GRL_PTOS.A SID GRL Partida oscilografo
[77]

Figura 62 - Grandezas analógicas para atuação do Estágio 2 TF 3

• ATUAÇÃO ESTÁGIO 3 TF 3 (14/03/2019)

Tabela 14 - Lista de eventos para atuação do Estágio 3 TF 3


Ultrapassou urgencia
16:39:05 SD_TF3-230_FA_AMP SID TF3-230 Corrente fase A
superior (266.00) [17]
Ultrapassou urgencia
16:39:05 SD_TF3-230_FB_AMP SID TF3-230 Corrente fase B
superior (265.00) [15]
Ultrapassou urgencia
16:39:05 SD_TF3-230_FC_AMP SID TF3-230 Corrente fase C
superior (266.00) [17]
2ECE1-TF3 Esquema
16:39:13 SD_2ECE1-TF3_EAS3.E SID Operado
alivio sobrec est 3
Operado / Normalizado
16:39:14 SD_GRL_PTOS.A SID GRL Partida oscilografo
[83 URG]

66
Figura 63 - Grandezas analógicas para atuação do Estágio 3 TF 3

• ATUAÇÃO ESTÁGIO 1 TF 4 (14/03/2019)

Tabela 15 - Lista de eventos para atuação do Estágio 1 TF 4


2ECE1-TF4 Esquema
15:26:31 SD_2ECE1-TF4_EAS1.E SID alivio sobrec est 1 Operado
15:26:31 SD_GRL_PTOS.A SID GRL Partida oscilografo Operado [52]

Figura 64 - Grandezas analógicas para atuação do Estágio 1 TF 4

• ATUAÇÃO ESTÁGIO 2 TF 4 (14/03/2019)

Tabela 16 - Lista de eventos para atuação do Estágio 2 TF 4


2ECE1-TF4 Esquema
15:35:37 SD_2ECE1-TF4_EAS2.E SID alivio sobrec est 2 Operado
15:35:37 SD_GRL_PTOS.A SID GRL Partida oscilografo Operado [58]

67
Figura 65 - Grandezas analógicas para atuação do Estágio 2 TF 4

• ATUAÇÃO ESTÁGIO 3 TF 4 (20/03/2019)

Tabela 17 - Lista de eventos para atuação do Estágio 3 TF 4


Ultrapassou urgencia
13:37:12 SD_TF4-230_FA_AMP SID TF4-230 Corrente fase A
superior (96.00) [2]
Ultrapassou urgencia
13:37:12 SD_TF4-230_FB_AMP SID TF4-230 Corrente fase B
superior (96.00) [2]

Figura 66- Grandezas analógicas para atuação do Estágio 3 TF 4

Testes relação dropout / pickup

A UTR C50 da Foxboro permite o ajuste com até 4 casas decimais. Uma vez que os
TC’s dos lados de 230 kV dos TF’s da SE Siderópolis estão na relação 400 / 5 A, a RTC
é 80, o que implica que os pickups dos 3 estágios do ECE estão ajustados conforme
abaixo:

68
• TF’s 1, 2 e 3 230/69 kV 88 MVA

Estágio 1: 234 Ap ÷ 80 = 2,9250 As

Estágio 2: 243 Ap ÷ 80 = 3,0375 As

Estágio 3: 265 Ap ÷ 80 = 3,3125 As

• TF4 230/69 kV 33 MVA

Estágio 1: 88 Ap ÷ 80 = 1,100 As

Estágio 2: 91 Ap ÷ 80 = 1,1375 As

Estágio 3: 99 Ap ÷ 80 = 1,2375 As

Para os testes com a mala de injeção de corrente, foi realizada a variação da segunda
casa decimal, sendo constatado o seguinte:

• TF’s 1, 2 e 3 230/69 kV 88 MVA

Estágio 1: Operação = 2,93 As; Desoperação 2,91 As; Dropout/Pickup = 0,993

Estágio 2: Operação = 3,04 As; Desoperação 3,02 As; Dropout/Pickup = 0,993

Estágio 3: Operação = 3,32 As; Desoperação 3,30 As; Dropout/Pickup = 0,994

• TF4 230/69 kV 33 MVA

Estágio 1: Operação = 1,11 As; Desoperação 1,09 As; Dropout/Pickup = 0,982

Estágio 2: Operação = 1,14 As; Desoperação 1,12 As; Dropout/Pickup = 0,982

Estágio 3: Operação = 1,24 As; Desoperação 1,22 As; Dropout/Pickup = 0,984

Uma vez desoperado o estágio do ECE, aguardou-se por tempo superior ao de sua de
operação e foi verificado que realmente não ocorria disparo ou novo pickup durante o
período.

Este teste foi realizado em todos os estágios.

Devido aos testes não provocarem disparo, não houve partida do RDP.

69
6.7.3. SEP 2.15.114 – Sistema Especial de Proteção para Controle de
Carregamento dos Transformadores da SE Siderópolis

O objetivo do SEP, Sistema Especial de Proteção para Controle de Carregamento dos


Transformadores da SE Siderópolis, será evitar a operação dos transformadores TF 1,
2, 3 e 4 230/69/13,8 kV em sobrecargas inadmissíveis.

Descrição da lógica de funcionamento

Este SEP (SEP 2.15.114) entrou em operação no dia 03/04/2019. Nesta oportunidade a
SE Siderópolis contava com os TFs 1, 2 e 3 230/69/13,8 kV, 88 MVA e o TF 4
230/69/13,8 kV, 33 MVA. Em 29/12/2019 foi realizada a substituição do TF 4 230/69/13,8
kV passando de um componente de 33 MV (unidade reserva que se encontrava em
operação) para um de 88 MVA, reestabelecendo assim a capacidade nominal desta
subestação.

Em função desta substituição o ONS apontou a necessidade de reajuste do atual SEP


2.15.114, alterando o valor de partida dos estágios 1, 2 e 3 para o TF 4 230/69/13,8 kV,
88 MVA, passando de 88 A, 91 A e 99 A para 254 A, 265 A e 287, respectivamente.
Além disso, o ONS solicitou manter desligados os estágios 2 e 3.

Neste relatório somente serão apresentados os resultados dos pontos que foram
alterados da versão inicialmente implementada para esta atual, ou seja, somente os
testes associados à partida das dos estágios 1, 2 e 3 do TF 4 230/69/13,8 kV, 88 MVA.

O relatório original se mantém válido para todo o restante da lógica, bem como todo o
descritivo de funcionamento que também se mantém inalterado.

Ajuste dos sensores / parâmetros

Para os transformadores TF 1, 2 e 3 230/69/13,8 kV, 88 MVA, a partida do estágio 1 foi


ajustada em 234 A, do estágio 2 em 243 A e do estágio 3 e 265 A. Para o TF 4
230/69/13,8 kV, 88 MVA, a partida do estágio 1 foi ajustada em 254 A, do estágio 2 em
265 A e do estágio 3 em 287 A.

Conforme mencionando anteriormente, somente haverá alterações nos estágios


associados ao TF 4 /69/13,8 kV, 88 MVA, sendo que toda a lógica, incluindo os sensores,
processamento, comandos etc, permanecem inalterados.

Diagramas

70
Na Figura 53, presente no item 6.7.2, mostra o diagrama lógico ilustrando o
funcionamento do SEP da SE Siderópolis.

A Figura 54, também presente no item 586.7.2,mostra o Diagrama Unifilar Operacional


da SE Siderópolis.

Descrição dos testes executados

O esquema foi testado, SGI 58.939-19, verificando a partida de cada um dos estágios
para o TF 4 230/69/13,8 kV, 88 MVA.

Para a validação da partida de cada um dos estágios do TF 4 230/69/13,8 kV, 88 MVA,


os testes foram feitos colocando o circuito de corrente em série com o equipamento de
testes, o multimedidor e o oscilógrafo para validar a partida exata dos estágios. Desta
maneira também foram verificados os tempos de atuação de cada estágio.

• Atuação Estágio 1 TF 4
10:41:09 SD_TF4-230_FA_AMP SID TF4-230 Corrente fase A Ultrapassou urgencia superior (254.00) [3]
10:41:09 SD_TF4-230_FB_AMP SID TF4-230 Corrente fase B Ultrapassou urgencia superior (254.00) [3]
10:41:09 SD_TF4-230_FC_AMP SID TF4-230 Corrente fase C Ultrapassou urgencia superior (254.00) [3]
10:42:09 SD_EE-2-15-114-TF4_EAS1.E SID EE-2-15-114-TF4 Esquema alivio sobrec est 1 Operado [157]
10:42:09 SD_GRL_PTOS.A SID GRL Partida oscilografo Operado / Normalizado [13 URG]

Figura 67 - Lista de eventos observada na atuação do Estágio 1 TF 4

Figura 68 - Medida analógicas observada na atuação do Estágio 1 TF 4

• ATUAÇÃO ESTÁGIO 2 TF 4

71
Figura 69 - Medida analógicas observada na atuação do Estágio 2 TF 4

10:42:51 SD_TF4-230_FA_AMP SID TF4-230 Corrente fase A Ultrapassou urgencia superior (265.00) [5]
10:42:51 SD_TF4-230_FB_AMP SID TF4-230 Corrente fase B Ultrapassou urgencia superior (265.00) [5]
10:42:51 SD_TF4-230_FC_AMP SID TF4-230 Corrente fase C Ultrapassou urgencia superior (265.00) [5]
10:43:21 SD_EE-2-15-114-TF4_EAS2.E SID EE-2-15-114-TF4 Esquema alivio sobrec est 2 Operado [133]
10:43:22 SD_GRL_PTOS.A SID GRL Partida oscilografo Operado / Normalizado [15 URG]

Figura 70 - Lista de eventos observada na atuação do Estágio 2 TF 4

• ATUAÇÃO ESTÁGIO 3 TF 4

Figura 71 - Medida analógicas observada na atuação do Estágio 3 TF 4

72
10:45:21 SD_TF4-230_FA_AMP SID TF4-230 Corrente fase A Ultrapassou urgencia superior (187.00) [7]
10:45:21 SD_TF4-230_FB_AMP SID TF4-230 Corrente fase B Ultrapassou urgencia superior (187.00) [7]
10:45:21 SD_TF4-230_FC_AMP SID TF4-230 Corrente fase C Ultrapassou urgencia superior (187.00) [7]
10:45:21 SD_GRL_PTOS.A SID GRL Partida oscilografo Normalizado [17 URG]
10:45:36 SD_EE-2-15-114-TF4_EAS3.E SID EE-2-15-114-TF4 Esquema alivio sobrec est 3 Operado [141]

Figura 72 - Lista de eventos observada na atuação do Estágio 3 TF 4

Testes relação dropout / pickup

A UTR C50 da Foxboro permite o ajuste com até 4 casas decimais. Uma vez que os
TC’s dos lados de 230 kV do TF 4 230/69/13,8 kV, 88 MVA da SE Siderópolis estão na
relação 400 / 5 A, a RTC é 80, o que implica que os pickups dos 3 estágios do ECE
estão ajustados conforme abaixo:

• TF4 230/69 kV 33 MVA

Estágio 1: 254 Ap ÷ 80 = 3,1750 As

Estágio 2: 265 Ap ÷ 80 = 3,3125 As

Estágio 3: 287 Ap ÷ 80 = 3,5875 As

Para os testes com a mala de injeção de corrente, foi realizada a variação da segunda
casa decimal, sendo constatado o seguinte:

• TF4 230/69 kV 33 MVA

Estágio 1: Operação = 3,18 As; Desoperação 3,17 As; Dropout/Pickup = 0,997

Estágio 2: Operação = 3,32 As; Desoperação 3,31 As; Dropout/Pickup = 0,997

Estágio 3: Operação = 3,59 As; Desoperação 3,58 As; Dropout/Pickup = 0,997

Uma vez desoperado o estágio do ECE, aguardou-se por tempo superior ao de sua de
operação e foi verificado que realmente não ocorria disparo ou novo pickup durante o
período.

Este teste foi realizado em todos os estágios.

Devido aos testes não provocarem disparo, não houve partida do RDP.

73
6.7.4. SEP 2.15.115 – Esquema Anti-Ilhamento da UTE Pampa Sul com o Sistema
de Transmissão Associado à SE Candiota

O SEP 2.15.92 incluía as lógicas de anti-ilhamento da integração da Conversora de


Frequência Melo e de nível mínimo de curto-circuito. Durante os estudos pré-
operacionais para a integração da UTE Pampa Sul ao Sistema Interligado Nacional
(SIN), na SE Candiota, o ONS encaminhou para a separação dessas lógi cas em dois
esquemas, mantendo a lógica de curto-circuito mínimo com o código SEP 2.15.92, e a
lógica do Esquema de Anti-Ilhamento da UTE Pampa Sul com o Sistema de Transmissão
Associado à SE Candiota de código 2.15.115, objeto deste item.

O objetivo do SEP, Esquema de Anti-Ilhamento da UTE Pampa Sul com o Sistema de


Transmissão Associado à SE Candiota, será de disparar todos os disjuntores do setor
525 kV de Candiota para evitar sobretensão nos equipamentos, conforme identificado
durante os estudos de elaboração do relatório DPL - REL - 0016/2019 (Estudos Pré-
Operacionais para a Integração da UTE Pampa Sul ao SIN).

Descrição da lógica de funcionamento

O Sistema Especial de Proteção Esquema de Anti-Ilhamento da UTE Pampa Sul com o


Sistema de Transmissão Associado à SE Candiota monitora o estado dos equipamentos
terminais da LT 230 kV Candiota – Presidente Médici e do TF 1 525/230/13,8 kV além
da atuação da proteção destes componentes. As informações de abertura de qualquer
dos terminais ou de atuação de proteções são utilizadas para comandar a abertura dos
disjuntores 525 kV da SE Candiota.

Também é monitorado o estado dos equipamentos dos grupos centrais do setor 525 kV
da SE Candiota e ocorrerá atuação do esquema, caso verificar a abertura dos grupos
dos disjuntores 1030 e 1010.

O estado aberto do terminal de Presidente Médici ou de atuação de proteção é enviado


para a SE Candiota pela comunicação entre os IED (SEL411L) da LT 230 kV Candiota
– Presidente Médici. Os IED do terminal de Candiota executam essas m esmas lógicas
e soma a informação proveniente de Presidente Médici e envia-as para os IED
(SEL487E) do TF 1 525/230/13,8 kV. O envio das informações dos IED da LT 230 kV
Candiota – Presidente Médici para os IED do TF 1 525/230/13,8 kV é feito em protocolo
goose.

Na unidade de controle (REC670) do módulo 230 kV do TF 1 525/230/13,8 kV é feita a


lógica de terminal 230 kV aberto e enviada, via sinal elétrico, para o controle (REC670)
do módulo do disjuntor 1010, que executa a lógica de terminal 525 kV aberto. O resultado

74
dessas lógicas, TF 1 525/230/13,8 kV aberto, é enviado, via sinal elétrico, para os IED
(SEL487E) de proteção do TF 1 525/230/13,8 kV.

A informação do módulo do disjuntor 1010 é enviada, via sinal elétrico, do controle


(REC670) para os IED (SEL487E) de proteção do TF 1 525/230/13,8 kV. Da mesma
forma, na casa de controle da Engie a informação do módulo do disjuntor 1030 aberto é
executada no IED (SEL351-6) do esquema de falha do disjuntor 1030 e enviada, em
sinal elétrico, para os painéis de proteção do TF 1 525/230/13,8 kV.

Nos IED (SEL487E) de proteção do TF 1 525/230/13,8 kV são somadas as informações


da LT 230 kV Candiota – Presidente Médici, do TF 1 525/230/13,8 kV ou dos módulos
dos disjuntores 1010 e 1030 abertos. O resultado dessa porta lógica OU é enviada para
uma porta lógica AND que associada a um bloco de testes, para inibir o esquema em
caso de manutenção, aciona o pulso (500 ms) de atuação do Esquema de Anti-Ilhamento
da UTE Pampa Sul com o Sistema de Transmissão Associado à SE Candiota.

Nos painéis de proteção do TF 1 525/230/13,8 kV foram instalados relés auxiliares de


disparo (94), para distribuir o sinal para o disjuntor 1012, acionando os relés de disparo
(bobinas 1 e 2) no painel 5FD1A (BF do DJ 1012), e para os disjuntores 1030 e 1032 da
Engie. O sinal elétrico, a partir do painel do TF 1 525/230/13,8 kV, é enviado para os
painéis de proteção da LT 525 kV CTA-UTPS, que opera relés auxiliares de disparo (94)
e, destes últimos, para os painéis de falha de disjuntor dos DJ 1030 e 1032, que operam
os relés auxiliares (94) das bobinas 1 e 2. O disparo nos disjuntores 1002 e 1010 é feito
utilizando o caminho da atuação da proteção do TF 1 525/230/13,8 kV.

O diagrama apresentado na Figura 73 mostra a lógica do esquema.

Ajuste dos sensores / parâmetros

Conforme descrito anteriormente, não há sensores de medição analógica neste


esquema, apenas a monitoração do estado dos equipamentos do bay da conexão da
usina térmica Candiota III, na SE Presidente Médici, e dos equipamentos da LT 525 kV
Candiota – Usina Térmica Pampa Sul, nas SE Candiota e Pampa Sul, e também dos
equipamentos do bay do gerador na própria Pampa Sul.

Diagramas

A figura a seguir mostra o diagrama lógico do esquema 2.15.115 e os componentes em


que os equipamentos são monitorados.

75
Figura 73 – Esquema do SEP 2.15.115

Descrição dos testes executados

O esquema foi testado, SGI 22.678-19 e SGI 23.232-19, SGI 23.231-19 e SGI 22.505-
19, simulando a abertura dos disjuntores da LT 230 kV Candiota – Presidente Médici,
nas subestações Presidente Médici e Candiota, e da proteção (zona 2 de distância) em
ambas as subestações. Foi simulada a abertura dos disjuntores de alta e de média
tensão do TF 1 525/230/13,8 kV da SE Candiota e a atuação da proteção diferencial do
mesmo.

Foi simulada também a abertura dos disjuntores 1010 e 1030 do setor 525 kV de
Candiota.

Os testes foram realizados, validando as lógicas locais em cada IED e o desempenho


da resposta no tempo entre a atuação e abertura de disjuntor 525 kV, verificando a
supervisão nos RDP de Candiota e de Presidente Médici e no supervisório (Sage).

A seguir são apresentados resultados de dois testes em que tiveram os maiores tempo
entre a atuação e a abertura dos disjuntores 525 kV, medidos entre a atuação da
proteção no terminal de Presidente Médici e a abertura de um dos disjuntores 1030 ou
1032; ou a simulação da abertura do disjuntor da média tensão do TF 1 525/230/13,8 kV

76
da SE Candiota. Nos demais testes, conforme lista anexa, foram observados tempos
menores que os dois relatados a seguir.

Abaixo registro de teste realizado no dia 18/05/2019, às 12h13min, em que a diferença


de tempo entre a atuação da proteção de distância do sistema alternado, zona 2 no
terminal de Presidente Médici, e a abertura do disjuntor 1032 de Candiota foi de 41
milissegundos:

00:00:00 ------------------------------------------------- Arquivo acessado em Sat May 18 --


12:13:56.954 PM_LTCTA-A_115_TXAI.E PME LTCTA-A_115 Transmissao anti-ilhamento Operado
12:13:56.954 PM_LTCTA-A_DSF2.E PME LTCTA-A Distancia fase zona 2 21-2 Operado
12:13:56.963 CT_LTPME-A_115_RXAI.E CTA LTPME-A_115 Recepcao anti-ilhamento Operado
12:13:56.963 CT_LTPME-A_115_TXAI.E CTA LTPME-A_115 Transmissao anti-ilhamento Operado
12:13:56.966 CT_TF1-A_115_RXAI.E CTA TF1-A_115 Recepcao anti-ilhamento Operado
12:13:56.971 CT_TF1-A_115_TXAI.E CTA TF1-A_115 Transmissao anti-ilhamento Operado
12:13:56.981 CT_TF1-A_ECE_115_REDI.E CTA TF1-A_ECE_115 Rele disparo 94 Operado
12:13:56.995 CT_DJ1032_DJDX.E CTA DJ1032 Estado Aberto
12:13:57.064 PM_2RDP1_OPOS.E PME 2RDP1 Operacao oscilografo Operado
12:13:57.136 CT_2RDP1_OPOS.E CTA 2RDP1 Operacao oscilografo Operado
12:13:57.185 CT_5RDP1_OPOS.E CTA 5RDP1 Operacao oscilografo Operado
12:13:57.228 CT_ECE-PAMPA-A_REDI.E CTA ECE-PAMPA-A Rele disparo 94 Operado
12:13:57.473 CT_TF1-A_115_TXAI.E CTA TF1-A_115 Transmissao anti-ilhamento Normalizado
12:13:57.480 CT_TF1-A_ECE_115_REDI.E CTA TF1-A_ECE_115 Rele disparo 94 Normalizado
12:13:57.636 PM_LTCTA-A_115_TXAI.E PME LTCTA-A_115 Transmissao anti-ilhamento Normalizado
12:13:57.636 PM_LTCTA-A_DSF2.E PME LTCTA-A Distancia fase zona 2 21-2 Normalizado
12:13:58.063 PM_2RDP1_OPOS.E PME 2RDP1 Operacao oscilografo Normalizado
12:13:57.644 CT_LTPME-A_115_RXAI.E CTA LTPME-A_115 Recepcao anti-ilhamento Normalizado
12:13:57.644 CT_LTPME-A_115_TXAI.E CTA LTPME-A_115 Transmissao anti-ilhamento Normalizado
12:13:57.648 CT_TF1-A_115_RXAI.E CTA TF1-A_115 Recepcao anti-ilhamento Normalizado
12:13:57.730 CT_ECE-PAMPA-A_REDI.E CTA ECE-PAMPA-A Rele disparo 94 Normalizado
12:13:58.135 CT_2RDP1_OPOS.E CTA 2RDP1 Operacao oscilografo Normalizado
12:13:58.187 CT_5RDP1_OPOS.E CTA 5RDP1 Operacao oscilografo Normalizado
12:16:20.454 CT_DJ1032_DJDX.E CTA DJ1032 Estado Fechado

No teste a seguir foi simulada a abertura do disjuntor do terminal de Presidente Médici


no sistema de proteção principal. Neste teste, a diferença entre a atuação do esquema
em Presidente Médici e a abertura do disjuntor 1030 em Candiota foi de 42
milissegundos.

00:00:00 ------------------------------------------------- Arquivo acessado em Sat May 18 --


09:17:35.551 PM_LTCTA-P_115_TXAI.E PME LTCTA-P_115 Transmissao anti-ilhamento Operado
09:17:35.561 CT_LTPME-P_115_RXAI.E CTA LTPME-P_115 Recepcao anti-ilhamento Operado
09:17:35.561 CT_LTPME-P_115_TXAI.E CTA LTPME-P_115 Transmissao anti-ilhamento Operado
09:17:35.564 CT_TF1-P_115_RXAI.E CTA TF1-P_115 Recepcao anti-ilhamento Operado
09:17:35.568 CT_TF1-P_115_TXAI.E CTA TF1-P_115 Transmissao anti-ilhamento Operado
09:17:35.578 CT_TF1-P_ECE_115_REDI.E CTA TF1-P_ECE_115 Rele disparo 94 Operado
09:17:35.593 CT_DJ1030_DJDX.E CTA DJ1030 Estado Aberto

77
09:17:35.621 PM_2RDP1_OPOS.E PME 2RDP1 Operacao oscilografo Operado
09:17:35.722 CT_2RDP1_OPOS.E CTA 2RDP1 Operacao oscilografo Operado
09:17:35.729 CT_ECE-PAMPA-P_REDI.E CTA ECE-PAMPA-P Rele disparo 94 Operado
09:17:35.803 CT_5RDP1_OPOS.E CTA 5RDP1 Operacao oscilografo Operado
09:17:36.035 PM_LTCTA-P_115_TXAI.E PME LTCTA-P_115 Transmissao anti-ilhamento Normalizado
09:17:36.042 CT_LTPME-P_115_RXAI.E CTA LTPME-P_115 Recepcao anti-ilhamento Normalizado
09:17:36.042 CT_LTPME-P_115_TXAI.E CTA LTPME-P_115 Transmissao anti-ilhamento Normalizado
09:17:36.045 CT_TF1-P_115_RXAI.E CTA TF1-P_115 Recepcao anti-ilhamento Normalizado
09:17:36.070 CT_TF1-P_115_TXAI.E CTA TF1-P_115 Transmissao anti-ilhamento Normalizado
09:17:36.077 CT_TF1-P_ECE_115_REDI.E CTA TF1-P_ECE_115 Rele disparo 94 Normalizado
09:17:36.229 CT_ECE-PAMPA-P_REDI.E CTA ECE-PAMPA-P Rele disparo 94 Normalizado
09:17:36.615 PM_2RDP1_OPOS.E PME 2RDP1 Operacao oscilografo Normalizado
09:17:36.720 CT_2RDP1_OPOS.E CTA 2RDP1 Operacao oscilografo Normalizado
09:17:36.805 CT_5RDP1_OPOS.E CTA 5RDP1 Operacao oscilografo Normalizado

No dia 19 de maio foram feitos testes de simulação da abertura do disjuntor 772, média
tensão do TF 1 525/230/13,8 kV de Candiota, para atuar o esquema e observar a
abertura dos disjuntores da Engie (DJ 1030, pelo sistema alternado, e DJ 1032, pelo
sistema principal). Estes testes resultaram na maior diferença de tempo entre a abertura

00:00:00 ---------------------------------------- Arquivo acessado em Sun May 19------------


11:43:45.122 CT_DJ772_DJDX.E CTA DJ772 Estado Aberto
11:43:45.150 CT_1T1PA1_TFDA.S CTA 1T1PA1 Trafo aberto Operado
11:43:45.150 CT_1T1PP1_TFDA.S CTA 1T1PP1 Trafo aberto Operado
11:43:45.155 CT_TF1-A_115_TXAI.E CTA TF1-A_115 Transmissao anti-ilhamento Operado
11:43:45.165 CT_TF1-A_ECE_115_REDI.E CTA TF1-A_ECE_115 Rele disparo 94 Operado
11:43:45.181 CT_DJ1030_DJDX.E CTA DJ1030 Estado Aberto
11:43:45.235 CT_5RDP1_OPOS.E CTA 5RDP1 Operacao oscilografo Operado
11:43:45.310 CT_2RDP1_OPOS.E CTA 2RDP1 Operacao oscilografo Operado
11:43:45.556 CT_ECE-UTPS-A_REDI.E CTA ECE-UTPS-A Rele disparo 94 Operado
11:43:45.658 CT_TF1-A_115_TXAI.E CTA TF1-A_115 Transmissao anti-ilhamento Normalizado
11:43:45.665 CT_TF1-A_ECE_115_REDI.E CTA TF1-A_ECE_115 Rele disparo 94 Normalizado
11:43:46.056 CT_ECE-UTPS-A_REDI.E CTA ECE-UTPS-A Rele disparo 94 Normalizado
11:43:46.088 CT_1T1PA1_TFDA.S CTA 1T1PA1 Trafo aberto Normalizado
11:43:46.088 CT_1T1PP1_TFDA.S CTA 1T1PP1 Trafo aberto Normalizado
11:43:46.235 CT_5RDP1_OPOS.E CTA 5RDP1 Operacao oscilografo Normalizado
11:43:46.309 CT_2RDP1_OPOS.E CTA 2RDP1 Operacao oscilografo Normalizado

00:00:00 ---------------------------------------- Arquivo acessado em Sun May 19 ------------


11:58:10.781 CT_DJ772_DJDX.E CTA DJ772 Estado Aberto
11:58:10.804 CT_1T1PA1_TFDA.S CTA 1T1PA1 Trafo aberto Operado
11:58:10.804 CT_1T1PP1_TFDA.S CTA 1T1PP1 Trafo aberto Operado
11:58:10.808 CT_TF1-P_115_TXAI.E CTA TF1-P_115 Transmissao anti-ilhamento Operado
11:58:10.818 CT_TF1-P_ECE_115_REDI.E CTA TF1-P_ECE_115 Rele disparo 94 Operado
11:58:10.835 CT_DJ1032_DJDX.E CTA DJ1032 Estado Aberto
11:58:10.916 CT_5RDP1_OPOS.E CTA 5RDP1 Operacao oscilografo Operado
11:58:11.006 CT_2RDP1_OPOS.E CTA 2RDP1 Operacao oscilografo Operado

78
11:58:11.031 CT_ECE-UTPS-P_REDI.E CTA ECE-UTPS-P Rele disparo 94 Operado
11:58:11.310 CT_TF1-P_115_TXAI.E CTA TF1-P_115 Transmissao anti-ilhamento Normalizado
11:58:11.317 CT_TF1-P_ECE_115_REDI.E CTA TF1-P_ECE_115 Rele disparo 94 Normalizado
11:58:11.531 CT_ECE-UTPS-P_REDI.E CTA ECE-UTPS-P Rele disparo 94 Normalizado
11:58:11.799 CT_1T1PA1_TFDA.S CTA 1T1PA1 Trafo aberto Normalizado
11:58:11.799 CT_1T1PP1_TFDA.S CTA 1T1PP1 Trafo aberto Normalizado
11:58:11.912 CT_5RDP1_OPOS.E CTA 5RDP1 Operacao oscilografo Normalizado

11:58:12.004 CT_2RDP1_OPOS.E CTA 2RDP1 Operacao oscilografo Normalizado

Em todos os testes foram observados, além das sinalizações de atuação do esquema


em todos os IED, também a sinalização de partida dos oscilógrafos de Presidente
Médice (2RDP1) e de Candiota (2RDP1 e 5RDP1).

6.7.5. SEP 2.15.119 – Esquema de redução de carregamento das LTs Blumenau -


Itajaí 1 e 2 230 kV

Evitar a ocorrência de sobrecarga inadmissível (acima de 115%) no circuito


remanescente da LT Blumenau - Itajaí 230 kV na contingência de um dos circuitos desta
linha.

Descrição da lógica de funcionamento

O carregamento das LTs Blumenau - Itajaí 1 e 2 230 kV é monitorado através da unidade


de sobrecorrente das proteções principal e alternada dos circuitos Blumenau 1 e 2 230
kV, em Itajaí (relé SEL 421), ajustada 1009,6 A (o limite da LT corresponde a 878 A) .
Caso ocorra partida desta unidade por um tempo superior a 1 min, estando o esquema
ligado, atuará o primeiro estágio, ocorrendo a abertura do circuito Itajaí Fazenda 138 kV,
em Itajaí.

Permanecendo o carregamento superior ao ajuste por um tempo superior a 3 min atuará


o segundo estágio, ocorrerá o disparo sobre o circuito Camboriú Morro do Boi 138 kV,
em Itajaí.

O esquema pode ser ligado/desligado individualmente em cada relé de proteção dos


circuitos Blumenau 1 e 2 230 kV, em Itajaí, de maneira local através do push button
frontal ou remotamente via supervisório (SAGE).

O disparo ocorre através das proteções primária e secundária dos circuitos Itajaí
Fazenda 138 kV e Camboriú Morro do Boi 138 kV, em Itajaí.

Ajuste dos sensores / parâmetros

79
Os sensores de corrente responsáveis pela monitoração serão os relés de proteção
principal e alternado do terminal de Itajaí das LT 230 kV Blumenau - Itajaí 1 e 2. Seguem
abaixo os dados desses sensores.

• Modelo: 421

• Fabricante: SEL

• RTC = 160

• Ajuste = 1009,6 A (6,31 As) – monofásico (uma das fases)

• Pickup / drop out = 1,00

• Tempo de operação:

o Primeiro Estágio = 60,0 s (disparo sobre o circuito Itajaí Fazenda 138 kV)

o Segundo Estágio = 180,0 s (disparo sobre o Circuito Camboriú Morro do Boi 138
kV)

• Tempo da manutenção do sinal de disparo: pulso de 100 ms

Diagramas

Figura 74 - Diagrama lógico do SEP 2.15.119

Descrição dos testes executados

80
O esquema SEP 2.15.115 foi testado (SGI 56888/2019) verificando a partida e o tempo
de atuação de cada um dos estágios da lógica, com os mesmos ligados e desligados, e
verificadas as corretas sinalizações no supervisório e a atuação das saídas de disparo.

Observa-se que não foi comandada a abertura de fato de nenhum disjuntor, sendo que
foi mantido o circuito de disparo utilizado pelas proteções primárias e secundárias dos
circuitos Itajaí Fazenda e Camboriú Morro do Boi 138 kV.

Foi implementada supervisão no sistema supervisório (SAGE) da recepção e


transmissão do tráfego da informação em cada IED que participa deste esquema.

Nos circuitos de Itajaí Fazenda 138 kV e Camboriú Morro do Boi 138 kV o disparo no
TIE será realizado seguindo a mesma lógica existente, por este motivo não será testado
o disparo do DJ612 (OUT202 – UP21 e OUT104 – UP67N).

Para a validação da partida de cada um dos estágios e por circuito, foram aplicadas
correntes através de mala microprocessada obtendo-se assim o valor de partida dos
estágios e da mesma forma o valor de normalização destes.

O primeiro bloco de testes foi realizado para as cadeias de proteção principal e alternada
dos circuitos Blumenau 1 e 2 230 kV e as proteções primárias dos circuitos Itajaí
Fazenda 138 kV (primeiro estágio) e Camboriú Morro do Boi 138 kV (segundo estágio).
No segundo bloco de testes, por sua vez, foram testadas as cadeias de proteção
principal e alternada dos circuitos Blumenau 1 e 2 230 kV e as proteções secundárias
dos circuitos Itajaí Fazenda 138 kV e Camboriú Morro do Boi 138 kV.

Os tempos de operação foram medidos através dos tempos de registro dos IEDs.

Figura 75 - Valores de pick-up da função

81
Figura 76 - Valores de drop-out da função

Desta forma a relação pickup/dropout obtida foi de 1. Todos os outros IEDs


apresentaram resultado semelhante.

• BLOCO DE TESTES 1

o Teste 1.1 – Aplicação de corrente secundária superior a 6,31 A na Proteção


Principal do circuito Blumenau 1 230 kV

o Blumenau 1 230 kV – PP

20 19/12/2019 15:00:37.954 START 50 SEP - EST2 ASSERTED

19 19/12/2019 15:00:37.954 START 50 SEP - EST1 ASSERTED

18 19/12/2019 15:01:37.956 SEP - EST1 ASSERTED

17 19/12/2019 15:01:37.958 ATUACAO 1 ESTAGIO ASSERTED

16 19/12/2019 15:01:37.958 OUT209 ASSERTED

15 19/12/2019 15:01:38.060 ATUACAO 1 ESTAGIO DEASSERTED

14 19/12/2019 15:01:38.060 OUT209 DEASSERTED

13 19/12/2019 15:03:37.961 SEP - EST2 ASSERTED

12 19/12/2019 15:03:37.963 ATUACAO 2 ESTAGIO ASSERTED

11 19/12/2019 15:03:37.963 OUT215 ASSERTED

10 19/12/2019 15:03:38.065 ATUACAO 2 ESTAGIO DEASSERTED

82
9 19/12/2019 15:03:38.065 OUT215 DEASSERTED

o IFA 138 kV – PP

Atuação Estágio 1

8 19/12/2019 15:01:37.985 RX SEP ASSERTED

7 19/12/2019 15:01:37.985 DJ622_TRIP_A OPERADO

6 19/12/2019 15:01:37.985 DJ622_TRIP_B OPERADO

5 19/12/2019 15:01:37.985 DJ622_TRIP_C OPERADO

4 19/12/2019 15:01:38.085 RX SEP DEASSERTED

3 19/12/2019 15:01:38.085 DJ622_TRIP_A NORMAL

2 19/12/2019 15:01:38.085 DJ622_TRIP_B NORMAL

1 19/12/2019 15:01:38.085 DJ622_TRIP_C NORMAL

o CMB 138 kV – PP

Atuação Estágio 2

8 19/12/2019 15:03:37.988 RX SEP ASSERTED

7 19/12/2019 15:03:37.988 DJ622_TRIP_A OPERADO

6 19/12/2019 15:03:37.988 DJ622_TRIP_B OPERADO

5 19/12/2019 15:03:37.988 DJ622_TRIP_C OPERADO

4 19/12/2019 15:03:38.091 RX SEP DEASSERTED

3 19/12/2019 15:03:38.091 DJ622_TRIP_A NORMAL

2 19/12/2019 15:03:38.091 DJ622_TRIP_B NORMAL

1 19/12/2019 15:03:38.091 DJ622_TRIP_C NORMAL

o Teste 1.2 – Aplicação de corrente superior a 6,31 As na Proteção Alternada


do circuito Blumenau 1 230 kV

o Blumenau 1 230 kV – PA

12 19/12/2019 16:02:55.373 START 50 SEP - EST2 ASSERTED

83
11 19/12/2019 16:02:55.373 START 50 SEP - EST1 ASSERTED

10 19/12/2019 16:03:55.373 SEP - EST1 ASSERTED

9 19/12/2019 16:03:55.375 ATUACAO 1 ESTAGIO ASSERTED

8 19/12/2019 16:03:55.375 OUT209 ASSERTED

7 19/12/2019 16:03:55.477 ATUACAO 1 ESTAGIO DEASSERTED

6 19/12/2019 16:03:55.477 OUT209 DEASSERTED

5 19/12/2019 16:05:55.373 SEP - EST2 ASSERTED

4 19/12/2019 16:05:55.375 ATUACAO 2 ESTAGIO ASSERTED

3 19/12/2019 16:05:55.375 OUT215 ASSERTED

2 19/12/2019 16:05:55.478 ATUACAO 2 ESTAGIO DEASSERTED

1 19/12/2019 16:05:55.478 OUT215 DEASSERTED

o IFA 138 kV – PP

Atuação Estágio 1

8 19/12/2019 16:03:55.400 RX SEP ASSERTED

7 19/12/2019 16:03:55.400 DJ622_TRIP_A OPERADO

6 19/12/2019 16:03:55.400 DJ622_TRIP_B OPERADO

5 19/12/2019 16:03:55.400 DJ622_TRIP_C OPERADO

4 19/12/2019 16:03:55.502 RX SEP DEASSERTED

3 19/12/2019 16:03:55.502 DJ622_TRIP_A NORMAL

2 19/12/2019 16:03:55.502 DJ622_TRIP_B NORMAL

1 19/12/2019 16:03:55.502 DJ622_TRIP_C NORMAL

o CMB 138 kV – PP

Atuação Estágio 2

8 19/12/2019 16:05:55.401 RX SEP ASSERTED

84
7 19/12/2019 16:05:55.401 DJ622_TRIP_A OPERADO

6 19/12/2019 16:05:55.401 DJ622_TRIP_B OPERADO

5 19/12/2019 16:05:55.401 DJ622_TRIP_C OPERADO

4 19/12/2019 16:05:55.503 RX SEP DEASSERTED

3 19/12/2019 16:05:55.503 DJ622_TRIP_A NORMAL

2 19/12/2019 16:05:55.503 DJ622_TRIP_B NORMAL

1 19/12/2019 16:05:55.503 DJ622_TRIP_C NORMAL

o Teste 1.3 – Aplicação de corrente superior a 6,31 As na Proteção Principal


do circuito Blumenau 2 230 kV

o Blumenau 2 230 kV – PP

12 19/12/2019 16:23:40.724 START 50 SEP - EST2 ASSERTED

11 19/12/2019 16:23:40.724 START 50 SEP - EST1 ASSERTED

10 19/12/2019 16:24:40.724 SEP - EST1 ASSERTED

9 19/12/2019 16:24:40.726 ATUACAO 1 ESTAGIO ASSERTED

8 19/12/2019 16:24:40.726 OUT209 ASSERTED

7 19/12/2019 16:24:40.828 ATUACAO 1 ESTAGIO DEASSERTED

6 19/12/2019 16:24:40.828 OUT209 DEASSERTED

5 19/12/2019 16:26:40.726 SEP - EST2 ASSERTED

4 19/12/2019 16:26:40.728 ATUACAO 2 ESTAGIO ASSERTED

3 19/12/2019 16:26:40.728 OUT215 ASSERTED

2 19/12/2019 16:26:40.830 ATUACAO 2 ESTAGIO DEASSERTED

1 19/12/2019 16:26:40.830 OUT215 DEASSERTED

o IFA 138 kV – PP

Atuação Estágio 1

8 19/12/2019 16:24:40.751 RX SEP ASSERTED

85
7 19/12/2019 16:24:40.751 DJ622_TRIP_A OPERADO

6 19/12/2019 16:24:40.751 DJ622_TRIP_B OPERADO

5 19/12/2019 16:24:40.751 DJ622_TRIP_C OPERADO

4 19/12/2019 16:24:40.854 RX SEP DEASSERTED

3 19/12/2019 16:24:40.854 DJ622_TRIP_A NORMAL

2 19/12/2019 16:24:40.854 DJ622_TRIP_B NORMAL

1 19/12/2019 16:24:40.854 DJ622_TRIP_C NORMAL

o CMB 138 kV – PP

Atuação Estágio 2

8 19/12/2019 16:26:40.754 RX SEP ASSERTED

7 19/12/2019 16:26:40.754 DJ622_TRIP_A OPERADO

6 19/12/2019 16:26:40.754 DJ622_TRIP_B OPERADO

5 19/12/2019 16:26:40.754 DJ622_TRIP_C OPERADO

4 19/12/2019 16:26:40.856 RX SEP DEASSERTED

3 19/12/2019 16:26:40.856 DJ622_TRIP_A NORMAL

2 19/12/2019 16:26:40.856 DJ622_TRIP_B NORMAL

1 19/12/2019 16:26:40.856 DJ622_TRIP_C NORMAL

o Teste 1.4 – Aplicação de corrente superior a 6,31 As na Proteção Alternada


do circuito Blumenau 2 230 kV

o Blumenau 2 230 kV – PA

12 19/12/2019 16:42:29.300 START 50 SEP - EST2 ASSERTED

11 19/12/2019 16:42:29.300 START 50 SEP - EST1 ASSERTED

10 19/12/2019 16:43:29.300 SEP - EST1 ASSERTED

9 19/12/2019 16:43:29.302 ATUACAO 1 ESTAGIO ASSERTED

8 19/12/2019 16:43:29.302 OUT209 ASSERTED

86
7 19/12/2019 16:43:29.405 ATUACAO 1 ESTAGIO DEASSERTED

6 19/12/2019 16:43:29.405 OUT209 DEASSERTED

5 19/12/2019 16:45:29.302 SEP - EST2 ASSERTED

4 19/12/2019 16:45:29.304 ATUACAO 2 ESTAGIO ASSERTED

3 19/12/2019 16:45:29.304 OUT215 ASSERTED

2 19/12/2019 16:45:29.406 ATUACAO 2 ESTAGIO DEASSERTED

1 19/12/2019 16:45:29.406 OUT215 DEASSERTED

o IFA 138 kV – PP

Atuação Estágio 1

8 19/12/2019 16:43:29.328 RX SEP ASSERTED

7 19/12/2019 16:43:29.328 DJ622_TRIP_A OPERADO

6 19/12/2019 16:43:29.328 DJ622_TRIP_B OPERADO

5 19/12/2019 16:43:29.328 DJ622_TRIP_C OPERADO

4 19/12/2019 16:43:29.430 RX SEP DEASSERTED

3 19/12/2019 16:43:29.430 DJ622_TRIP_A NORMAL

2 19/12/2019 16:43:29.430 DJ622_TRIP_B NORMAL

1 19/12/2019 16:43:29.430 DJ622_TRIP_C NORMAL

o CMB 138 kV – PP

Atuação Estágio 2

8 19/12/2019 16:45:29.329 RX SEP ASSERTED

7 19/12/2019 16:45:29.329 DJ622_TRIP_A OPERADO

6 19/12/2019 16:45:29.329 DJ622_TRIP_B OPERADO

5 19/12/2019 16:45:29.329 DJ622_TRIP_C OPERADO

4 19/12/2019 16:45:29.431 RX SEP DEASSERTED

87
3 19/12/2019 16:45:29.431 DJ622_TRIP_A NORMAL

2 19/12/2019 16:45:29.431 DJ622_TRIP_B NORMAL

1 19/12/2019 16:45:29.431 DJ622_TRIP_C NORMAL

• BLOCO DE TESTES 2

o Teste 2.1 – Aplicação de corrente superior a 6,31 As na Proteção Principal


do circuito Blumenau 1 230 kV

o Blumenau 1 230 kV – PP

66 20/12/2019 13:27:27.904 START 50 SEP - EST2 ASSERTED

65 20/12/2019 13:27:27.904 START 50 SEP - EST1 ASSERTED

64 20/12/2019 13:28:27.906 SEP - EST1 ASSERTED

63 20/12/2019 13:28:27.909 ATUACAO 1 ESTAGIO ASSERTED

62 20/12/2019 13:28:27.909 OUT209 ASSERTED

61 20/12/2019 13:28:28.011 ATUACAO 1 ESTAGIO DEASSERTED

60 20/12/2019 13:28:28.011 OUT209 DEASSERTED

59 20/12/2019 13:30:27.911 SEP - EST2 ASSERTED

58 20/12/2019 13:30:27.913 ATUACAO 2 ESTAGIO ASSERTED

57 20/12/2019 13:30:27.913 OUT215 ASSERTED

56 20/12/2019 13:30:28.015 ATUACAO 2 ESTAGIO DEASSERTED

55 20/12/2019 13:30:28.015 OUT215 DEASSERTED

o IFA 138 kV – PS

Atuação Estágio 1

6 12/20/19 13:28:27.929 IN102 Asserted

5 12/20/19 13:28:27.929 OUT101 Asserted

4 12/20/19 13:28:27.929 OUT103 Asserted

3 12/20/19 13:28:28.029 IN102 Deasserted

88
2 12/20/19 13:28:28.029 OUT101 Deasserted

1 12/20/19 13:28:28.029 OUT103 Deasserted

o CMB 138 kV – PS

Atuação Estágio 2

6 12/20/19 13:30:27.933 IN102 Asserted

5 12/20/19 13:30:27.933 OUT101 Asserted

4 12/20/19 13:30:27.933 OUT103 Asserted

3 12/20/19 13:30:28.033 IN102 Deasserted

2 12/20/19 13:30:28.033 OUT101 Deasserted

1 12/20/19 13:30:28.033 OUT103 Deasserted

o Teste 2.2 – Aplicação de corrente superior a 6,31 As na Proteção Alternada


do circuito Blumenau 1 230 kV

o Blumenau 1 230 kV – PA

16 20/12/2019 13:49:42.919 START 50 SEP - EST2 ASSERTED

15 20/12/2019 13:49:42.919 START 50 SEP - EST1 ASSERTED

14 20/12/2019 13:50:42.919 SEP - EST1 ASSERTED

13 20/12/2019 13:50:42.921 ATUACAO 1 ESTAGIO ASSERTED

12 20/12/2019 13:50:42.921 OUT209 ASSERTED

11 20/12/2019 13:50:43.023 ATUACAO 1 ESTAGIO DEASSERTED

10 20/12/2019 13:50:43.023 OUT209 DEASSERTED

9 20/12/2019 13:52:42.919 SEP - EST2 ASSERTED

8 20/12/2019 13:52:42.921 ATUACAO 2 ESTAGIO ASSERTED

7 20/12/2019 13:52:42.921 OUT215 ASSERTED

6 20/12/2019 13:52:43.024 ATUACAO 2 ESTAGIO DEASSERTED

5 20/12/2019 13:52:43.024 OUT215 DEASSERTED

89
o IFA 138 kV – PS

Atuação Estágio 1

6 12/20/19 13:50:42.943 IN102 Asserted

5 12/20/19 13:50:42.943 OUT101 Asserted

4 12/20/19 13:50:42.943 OUT103 Asserted

3 12/20/19 13:50:43.043 IN102 Deasserted

2 12/20/19 13:50:43.043 OUT101 Deasserted

1 12/20/19 13:50:43.043 OUT103 Deasserted

o CMB 138 kV – PS

Atuação Estágio 2

6 12/20/19 13:52:42.941 IN102 Asserted

5 12/20/19 13:52:42.941 OUT101 Asserted

4 12/20/19 13:52:42.941 OUT103 Asserted

3 12/20/19 13:52:43.045 IN102 Deasserted

2 12/20/19 13:52:43.045 OUT101 Deasserted

1 12/20/19 13:52:43.045 OUT103 Deasserted

o Teste 2.3 – Aplicação de corrente superior a 6,31 As na Proteção Principal


do circuito Blumenau 2 230 kV

o Blumenau 2 230 kV – PP

31 20/12/2019 12:52:57.080 START 50 SEP - EST2 ASSERTED

30 20/12/2019 12:52:57.080 START 50 SEP - EST1 ASSERTED

29 20/12/2019 12:53:57.081 SEP - EST1 ASSERTED

28 20/12/2019 12:53:57.083 ATUACAO 1 ESTAGIO ASSERTED

27 20/12/2019 12:53:57.083 OUT209 ASSERTED

26 20/12/2019 12:53:57.185 ATUACAO 1 ESTAGIO DEASSERTED

90
25 20/12/2019 12:53:57.185 OUT209 DEASSERTED

24 20/12/2019 12:55:57.082 SEP - EST2 ASSERTED

23 20/12/2019 12:55:57.084 ATUACAO 2 ESTAGIO ASSERTED

22 20/12/2019 12:55:57.084 OUT215 ASSERTED

21 20/12/2019 12:55:57.186 ATUACAO 2 ESTAGIO DEASSERTED

20 20/12/2019 12:55:57.186 OUT215 DEASSERTED

o IFA 138 kV – PS

Atuação Estágio 1

6 12/20/19 12:53:57.105 IN102 Asserted

5 12/20/19 12:53:57.105 OUT101 Asserted

4 12/20/19 12:53:57.105 OUT103 Asserted

3 12/20/19 12:53:57.205 IN102 Deasserted

2 12/20/19 12:53:57.205 OUT101 Deasserted

1 12/20/19 12:53:57.205 OUT103 Deasserted

o CMB 138 kV – PS

Atuação Estágio 2

6 12/20/19 12:55:57.107 IN102 Asserted

5 12/20/19 12:55:57.107 OUT101 Asserted

4 12/20/19 12:55:57.107 OUT103 Asserted

3 12/20/19 12:55:57.207 IN102 Deasserted

2 12/20/19 12:55:57.207 OUT101 Deasserted

1 12/20/19 12:55:57.207 OUT103 Deasserted

o Teste 2.4 – Aplicação de corrente superior a 6,31 As na Proteção Alternada


do circuito Blumenau 2 230 kV

o Blumenau 2 230 kV – PA

91
34 20/12/2019 13:10:24.935 START 50 SEP - EST2 ASSERTED

33 20/12/2019 13:10:24.935 START 50 SEP - EST1 ASSERTED

32 20/12/2019 13:11:24.936 SEP - EST1 ASSERTED

31 20/12/2019 13:11:24.938 ATUACAO 1 ESTAGIO ASSERTED

30 20/12/2019 13:11:24.938 OUT209 ASSERTED

29 20/12/2019 13:11:25.040 ATUACAO 1 ESTAGIO DEASSERTED

28 20/12/2019 13:11:25.040 OUT209 DEASSERTED

27 20/12/2019 13:13:24.937 SEP - EST2 ASSERTED

26 20/12/2019 13:13:24.939 ATUACAO 2 ESTAGIO ASSERTED

25 20/12/2019 13:13:24.939 OUT215 ASSERTED

24 20/12/2019 13:13:25.041 ATUACAO 2 ESTAGIO DEASSERTED

23 20/12/2019 13:13:25.041 OUT215 DEASSERTED

o IFA 138 kV – PS

Atuação Estágio 1

6 12/20/19 13:11:24.959 IN102 Asserted

5 12/20/19 13:11:24.959 OUT101 Asserted

4 12/20/19 13:11:24.959 OUT103 Asserted

3 12/20/19 13:11:25.059 IN102 Deasserted

2 12/20/19 13:11:25.059 OUT101 Deasserted

1 12/20/19 13:11:25.059 OUT103 Deasserted

o CMB 138 kV – PS

Atuação Estágio 2

6 12/20/19 13:13:24.960 IN102 Asserted

5 12/20/19 13:13:24.960 OUT101 Asserted

92
4 12/20/19 13:13:24.960 OUT103 Asserted

3 12/20/19 13:13:25.060 IN102 Deasserted

2 12/20/19 13:13:25.060 OUT101 Deasserted

1 12/20/19 13:13:25.060 OUT103 Deasserted

93
6.8. FURNAS - FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS S.A.

6.8.1. SEP 1.17.01 – Esquema de Perda Dupla 500 kV Na SE São José

O teste aqui relatado foi realizado em virtude da recusa de atuação do Esquema de


Perda Dupla na SE São José na perturbação do dia 11/02/2019 envolvendo o
desligamento das LT 500 kV Adrianópolis - São José e LT 500 kV Nova Iguaçu - São
José.

Os resultados obtidos nas manutenções e testes confirmaram o perfeito


funcionamento do esquema na subestação envolvida, com a verificação das
respectivas informações de perda dupla para o esquema e correto envio de sinal do
SEP para a SE Cascadura (LIGHT).

Descrição da lógica de funcionamento


A detecção será feita através da perda dupla do 500 kV na SE São José das LT 500kV
Adrianópolis – São José e LT 500kV São José – Nova Iguaçu, com envio de Sinal para
a SE Cascadura.

A ação do SEP deverá comandar os estágios de corte de carga conforme esquema


apresentado na Figura 77.

Ajuste dos sensores/parâmetros

• LT 500kV Adrianópolis – São José


Abertura dos disjuntores DJ9158 e DJ9258 ou SC9157

• LT 500kV São José - Nova Iguaçu


Abertura dos disjuntores DJ9168 e DJ9268 ou SC9167

Diagramas

Figura 77 – Esquema SEP perda Dupla São José 500kV

94
Descrição dos testes executados
A fim de identificar a causa da falha no ECE PD SJS e evitar reincidência deste tipo de
ocorrência, FURNAS realizou em 15/02/2019 sob a SI SD IU – STSJS0027/2019 e
FSSJ-0006/2019, teste de consistência em todo o circuito do esquema de perda dupla
das LT 500kV. Os testes se resumiram a medições nos circuitos integrantes do
esquema desde o cubículo dos disjuntores e seccionadoras até o ponto de chegada
nos painéis dos equipamentos de teleproteção.
Durante a verificação do circuito do esquema ECE PD SJS foi identificado como causa
da falha no esquema, falta de sinal alimentação DC positivo para envio do estado do
DJ6268, devido a mau contato em borne no cubículo de campo do referido disj untor.
Após correção do problema e realização de testes no esquema, com envio de sinal
para a SE Cascadura (Light), foi atestada a condição normal de operação do referido
ECE.

6.8.2. SEP 3.16.30 - Interligação Norte-Sudeste


O planejamento de operação previsto para o primeiro quadrimestre do ano de 2020
apresentou os estudos e benefícios sistêmicos referentes à entrada em operação da SE
500 kV Buritirama e das LT 500 kV Buritirama – Barreiras II e Barreiras II – Rio das
Éguas (Figura 78), no estado da Bahia.

Figura 78 - Integração da SE 500 kV Buritirama e LT 500 kV B.J. Lapa – Barreiras II

95
Com a entrada em operação desses reforços, é previsto um aumento do fluxo RNE
(Recebimento da região Nordeste) em relação ao atualmente praticado, correspondente
a 43% da carga da região. Entretanto, este aumento considera as ações do SEP da
Interligação Norte-Sudeste de resposta às contingências duplas, que incluem o corte de
máquinas na UHE Tucuruí e run-up nos bipolos de corrente contínuas associados à SE
Xingu.

Em especial, evidencia-se a importância das lógicas de perda dupla na interligação N-


SE e N-NE, que possuem ação de corte de 4 UG na UHE Tucuruí e run-up de 1000 MW
nos bipolos. Essas ações são importantes para evitar instabilidade dinâmica entre os
subsistemas, que podem levar a atuação das Proteções de Perda de Sincronismo –
PPS, com consequente separação do subsistema Nordeste. Neste cenário, caso esteja
sendo praticado um intercâmbio para a região superior a 55% da carga, correspondente
ao último estágio do Esquema Regional de Alívio de Carga – ERAC, o subsistema pode
ser levado a blackout.

Considerando a importância do SEP para o desempenho eletroenergético do SIN, e por


se encontrar em fim de vida útil, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico - CMSE,
em reunião realizada em 04/12/2019, deliberou a realização de reunião com os agentes
associados ao esquema, e a realização de testes de desempenho do mesmo.

Infraestrutura do SEP

O SEP é composto por uma rede de Controladores Lógicos Programáveis - CLP, que
identificam contingências na rede de 500 kV, monitoram fluxos de potência, e enviam
comandos de corte de geração para usinas hidrelétricas de Tucuruí, Estreito, Lajeado e
Peixe. Com a integração dos bipolos de corrente contínua associados à SE Xingu,
também passou a comandar ações de controle (run-up) para o Controle Mestre do
sistema HVDC, além de corte de geração na UHE Belo Monte, se necessário.

A rede de CLP utilizada pelo SEP e os fluxos utilizados como referência para as lógicas,
obtidos a partir de multimedidores e informados a cada CLP local. Os CLP locais, por
sua vez, transmitem as informações de contingência simples, dupla ou tripla, e fluxos
prévios ao CLP Master na SE Serra da Mesa, onde é centralizado o processamento do
SEP e o envio de comandos.

O corte de 4 UG na UHE Tucuruí é transmitido pela rede de CLP da interligação N-SE


até a UHE Tucuruí, e também é emitido o “Sinal 1” para as SE Estreito e Terminal Rio,
sendo transmitido pela comunicação dos Bipolos 1 e 2 até o Controle Mestre dos bipolos,

96
onde é processado o SEP do sistema HVDC. Este Sinal 1 parte a Lógica 4 do SEP do
sistema HVDC, que comanda o run-up de 1000 MW compartilhado entre os bipolos, e o
envio de corte de 4 UG para a UHE Tucuruí, a partir da SE Xingu.

Figura 79 - Infraestrutura geral do SEP

Testes Realizados

Os testes realizados seguiram as seguintes premissas:

1) Todos os fluxos de referência foram simulados nos multimedidores locais, com


exceção do FNS, devido a indisponibilidade de mala de teste. Nesse caso, o v alor
desejado foi configurado no CLP Master.
2) Os fluxos foram aplicados antes das simulações das contingências, para garantir a
atuação das lógicas a partir das contingências.
3) As contingências simuladas a partir de fechamento de contatos nos painéis dos CL P
locais;
4) As ações de run-up foram bloqueadas na Lógica 4 no Controle Mestre do sistema
HVDC, exceto no teste 8;
5) As ações de corte de máquina na UHE Tucuruí foram bloqueadas.

Os resultados esperados para todos os testes eram os seguintes:

1) Verificação da atuação da lógica correspondente no CLP Master da SE Serra da


Mesa;

97
2) Verificação da atuação da Lógica 4 no Controle Mestre da SE Xingu;
3) Verificação do recebimento de sinal corte de 4UG na UHE Tucuruí, tanto pelo SEP
da N-SE quando do HVDC.

Foram testadas todas as contingências duplas e triplas que levam aos comandos
supracitados, totalizando vinte e dois testes, conforme a Tabela 18:

Tabela 18 - Tabela de testes realizados

Subestação(ões) Fluxo prévio / Subestação(ões)


Lógica Teste Contingência Agentes Envolvidos
Fluxo Condição Contingências

FMCO=200
FSJSO=1600 1) Abertura LT São João do 1)XRTE (SE Xingu)
SE São João do (Aplicar no SE São João do Piauí - Sobradinho C1 2)FURNAS (SE Serra da Mesa)
1l 1
Piauí multimedidor da LT Piauí 2) Abertura LT São João do 3) ELN (SE Tucuruí )
São João do Piauí- Piauí - Sobradinho C2 4) CHESF (SE São João do Piauí)
Sobradinho C1)
FMCO=200
FSJSO+FSJMG=1200 1) Abertura LT São João do
FSJSO=0 Piauí - Sobradinho C1 1)XRTE (SE Xingu)
SE São João do FSJMG=1200 SE São João do 2) Abertura LT São João do 2)FURNAS (SE Serra da Mesa)
1m 2
Piauí (Aplicar no Piauí Piauí - Sobradinho C2 3) ELN (SE Tucuruí )
multimedidor da LT 3) Abertura LT São João do 4) CHESF (SE São João do Piauí)
São João do Piauí- Piauí - Milagres
Milagres)
FMCO=200 1) Abertura LT Ribeiro
1)XRTE (SE Xingu)
FCORG=1600 Gonçalves-São João do Piauí
2)FURNAS (SE Serra da Mesa)
(Aplicar no SE São João do C1
1j 3 SE Colinas 3) ELN (SE Tucuruí e SE Colinas)
multimedidor da LT Piauí 2) Abertura LT Ribeiro
4) TAESA (SE Ribeiro Gonçalves)
Colinas-Ribeiro Gonçalves-São João do Piauí
5) CTEEP (SE Ribeiro Gonçalves)
Gonçalves C1) C2
FMCO=200
1)XRTE (SE Xingu)
FCORG=1600 1) Abertura LT Ribeiro
2)FURNAS (SE Serra da Mesa)
(Aplicar no Gonçalves-Colinas C1
1j 4 SE Colinas SE Colinas 3) ELN (SE Tucuruí e SE Colinas)
multimedidor da LT 2) Abertura LT Ribeiro
4) TAESA (SE Ribeiro Gonçalves)
Colinas-Ribeiro Gonçalves-Colinas C2
5) CTEEP (SE Ribeiro Gonçalves)
Gonçalves C2)
FMCO+FCORG =
3000
1)XRTE (SE Xingu)
FMCO = 0 1) Abertura LT Colinas-
2)FURNAS (SE Serra da Mesa)
FCRG = 3000 Imperatriz C1
1e 5 SE Colinas SE Colinas 3) ELN (SE Tucuruí, SE Imperatriz
(Aplicar no 2) Abertura LT Colinas-
e SE Colinas)
multimedidor da LT Imperatriz C2
4) TAESA (SE Itacaiúnas)
Colinas-Ribeiro
Gonçalves C2)
FMCO+FCORG =
3000
1)XRTE (SE Xingu)
FMCO = 0 1) Abertura LT Colinas -
2)FURNAS (SE Serra da Mesa)
FCRG = 3000 Itacaiúnas
1e 6 SE Colinas SE Colinas 3) ELN (SE Tucuruí, SE Imperatriz
(Aplicar no 2) Abertura LT Colinas-
e SE Colinas)
multimedidor da LT Imperatriz C1
4) TAESA (SE Itacaiúnas)
Colinas-Ribeiro
Gonçalves C2)
FMCO+FCORG =
3000 1) Abertura LT Itacaiúnas-
1)XRTE (SE Xingu)
FMCO = 0 Marabá C1
2)FURNAS (SE Serra da Mesa)
FCRG = 3000 2) Abertura LT Itacaiúnas-
1e 7 SE Colinas SE Colinas 3) ELN (SE Tucuruí, SE Imperatriz
(Aplicar no Marabá C2
e SE Colinas)
multimedidor da LT 3) Abertura Colinas-
4) TAESA (SE Itacaiúnas)
Colinas-Ribeiro Imperatriz C2
Gonçalves C2)

98
Subestação(ões) Fluxo prévio / Subestação(ões)
Lógica Teste Contingência Agentes Envolvidos
Fluxo Condição Contingências

FMCO+FCORG > 1)Abertura Itacaiúnas-


1600 Marabá C1
1)XRTE (SE Xingu)
FCORG = 0 2)Abertura Itacaiúnas-
2)FURNAS (SE Serra da Mesa)
FMCO = 1800 Marabá C2
1d 8 SE Miracema SE Colinas 3) ELN (SE Tucuruí, SE Miracema
(Aplicar no 3)Abertura LT Colinas-
e SE Colinas)
multimedidor da LT Imperatriz C1
4) TAESA (SE Itacaiúnas)
Miracema-Colinas 4)2)Abertura LT Colinas-
C3) Imperatriz C2
FMCO+FCORG >
1600 1)Abertura LT Colinas-
FCORG = 0 Itacaiúnas 1)XRTE (SE Xingu)
FMCO = 1800 2)Abertura LT Colinas- 2)FURNAS (SE Serra da Mesa)
1d 9 SE Miracema SE Colinas
(Aplicar no Imperatriz C1 3) ELN (SE Tucuruí, SE Miracema
multimedidor da LT 3)Abertura LT Colinas- e SE Colinas)
Miracema-Colinas Imperatriz C2
C2)
1) Abertura LT Miracema-
FMCO = 1800
Colinas C1 1)XRTE (SE Xingu)
(Aplicar no
2) Abertura LT Miracema- 2)FURNAS (SE Serra da Mesa)
1d 10 SE Miracema multimedidor da LT SE Miracema
Colinas C2 3) ELN (SE Tucuruí e SE
Miracema-Colinas
3) Abertura LT Miracema- Miracema)
C1)
Colinas C3
1) Abertura LT Miracema-
FMCO = 1800 1)XRTE (SE Xingu)
Gurupi C1
(Aplicar no 2)FURNAS (SE Serra da Mesa e
2) Abertura LT Miracema-
1g 11 SE Miracema multimedidor da LT SE Miracema SE Gurupi)
Gurupi C2
Miracema-Colinas 3) ELN (SE Tucuruí, SE Imperatriz
3) Abertura LT Miracema-
C1) e SE Miracema )
Gurupi C3
1) Abertura LT Serra da
FMCO = 1800 1)XRTE (SE Xingu)
Mesa-Gurupi C1
(Aplicar no SE Serra da 2)FURNAS (SE Serra da Mesa e
2) Abertura LT Serra da
1g 12 SE Miracema multimedidor da LT Mesa SE Gurupi)
Mesa-Gurupi C2
Miracema-Colinas SE Gurupi 3) ELN (SE Tucuruí, SE Imperatriz
3)Abertura LT Gurupi-Peixe
C1) e SE Miracema )
II
1) Abertura LT Serra da
Mesa-Gurupi C1
FMCO = 1800 1)XRTE (SE Xingu)
SE Serra da 2) Abertura LT Serra da
(Aplicar no 2)FURNAS (SE Serra da Mesa,
Mesa Mesa-Gurupi C2
1g 13 SE Miracema multimedidor da LT Serra da Mesa II e SE Gurupi)
SE Serra da 3)Abertura LT Serra da Mesa
Miracema-Colinas 3) ELN (SE Tucuruí, SE Imperatriz
Mesa II II - Luziânia
C1) e SE Miracema )
4)Abertura LT Serra da Mesa
II - Serra da Mesa
1) Abertura LT Serra da
FMCO = 1800 1)XRTE (SE Xingu)
SE Serra da Mesa-Gurupi C1
(Aplicar no 2)FURNAS (SE Serra da Mesa,
Mesa 2) Abertura LT Serra da
1g 14 SE Miracema multimedidor da LT Serra da Mesa II e SE Gurupi)
SE Serra da Mesa-Gurupi C2
Miracema-Colinas 3) ELN (SE Tucuruí, SE Imperatriz
Mesa II 3)Abertura LT Serra da Mesa
C1) e SE Miracema )
II - Peixe II
FMCO = 3000
1)Abertura LT Colinas- 1)XRTE (SE Xingu)
(Aplicar no
Miracema C1 2)FURNAS (SE Serra da Mesa)
1e 15 SE Miracema multimedidor da LT SE Colinas
2)Abertura LT Colinas- 3) ELN (SE Tucuruí, SE Miracema
Miracema-Colinas
Miracema C2 e SE Colinas)
C1)

FMCO = 3000
1)Abertura LT Colinas- 1)XRTE (SE Xingu)
(Aplicar no
Miracema C1 2)FURNAS (SE Serra da Mesa)
1e 16 SE Miracema multimedidor da LT SE Colinas
2)Abertura LT Colinas- 3) ELN (SE Tucuruí, SE Miracema
Miracema-Colinas
Miracema C3 e SE Colinas)
C1)

FMCO+FMLJ = 3000 1)XRTE (SE Xingu)


1) Abertura LT Miracema-
FMCO=3000 2)FURNAS (SE Serra da Mesa e
Gurupi C1
1h 17 SE Miracema FMLJ =0 SE Miracema SE Gurupi)
2) Abertura LT Miracema-
(Aplicar no 3) ELN (SE Tucuruí, SE Imperatriz
Gurupi C2
multimedidor da LT e SE Colinas)

99
Subestação(ões) Fluxo prévio / Subestação(ões)
Lógica Teste Contingência Agentes Envolvidos
Fluxo Condição Contingências

Miracema-Colinas
C1)

FMCO+FMLJ = 3000
FMCO=3000 1)XRTE (SE Xingu)
1) Abertura LT Miracema-
FMLJ =0 2)FURNAS (SE Serra da Mesa e
Gurupi C2
1h 18 SE Miracema (Aplicar no SE Miracema SE Gurupi)
2) Abertura LT Miracema-
multimedidor da LT 3) ELN (SE Tucuruí, SE Imperatriz
Gurupi C3
Miracema-Colinas e SE Colinas)
C1)
FMCO+FMLJ = 3000
FMCO=3000 1)XRTE (SE Xingu)
1) Abertura LT Miracema-
FMLJ =0 2)FURNAS (SE Serra da Mesa e
Gurupi C1
1h 19 SE Miracema (Aplicar no SE Miracema SE Gurupi)
2) Abertura LT Miracema-
multimedidor da LT 3) ELN (SE Tucuruí, SE Imperatriz
Gurupi C3
Miracema-Colinas e SE Colinas)
C1)
1)XRTE (SE Xingu)
1) Abertura LT Serra da
FNS = 3000 2)FURNAS (SE Serra da Mesa e
SE Serra da Mesa-Gurupi C1
1h 20 SE Miracema (Simular no CLP SE Gurupi)
Mesa 2) Abertura LT Serra da
Master) 3) ELN (SE Tucuruí, SE Imperatriz
Mesa-Gurupi C2
e SE Colinas)

1)XRTE (SE Xingu)


SE Serra da 1) Abertura LT Serra da
FNS = 3000 2)FURNAS (SE Serra da Mesa, SE
SE Serra da Mesa Mesa-Gurupi C1
1h 21 (Simular no CLP Serra da Mesa II e SE Gurupi)
Mesa SE Serra da 2)Abertura LT Serra da Mesa
Master) 3) ELN (SE Tucuruí, SE Imperatriz
Mesa II II - Peixe II
e SE Colinas)
FMCO+FGUSMPX =
3000 1)XRTE (SE Xingu)
1) Abertura LT Gurupi-Serra
FMCO=0 2)FURNAS (SE Serra da Mesa e
da Mesa C2
1h 22 SE Gurupi FGUSMPX=3000 SE Gurupi SE Gurupi)
2) Abertura LT Gurupi-Peixe
(Aplicar no 3) ELN (SE Tucuruí, SE Imperatriz
II
multimedidor da LT e SE Colinas)
Gurupi-Peixe II)

Ao final dos serviços, todos os vinte e dois testes apresentaram desempenho


satisfatório. Entretanto, houve dificuldades ou foram encontrados erros em alguns
testes, que foram posteriormente sanados e serão destacados a seguir.

Salienta-se que o roteiro de testes foi completado no dia 17/12, porém no dia 18/12
foram feitos testes adicionais e repetição de testes para investigar os problemas
encontrados.

Teste 2 - Perda Tripla S.J. Piauí – Sobradinho C1/C2 e S.J. Piauí – Milagres (Lógica
1m)

Dia 15/12:

Inicialmente, a lógica 1m não atuou no CLP Master. A Taesa identificou que havia um
problema de comunicação do multimedidor da LT S.J. Piauí – Sobradinho C1 com a

100
remota. Não havia como confirmar o valor com o recebido pelo CLP Master, entretanto,
pois ele não recebe o valor analógico, mas um bit consistido da informação
FSJSO+FSJMG > 1000 MW do CLP de S.J. Piauí.

Dia 16/12:

A Taesa substituiu o cabo de comunicação do multimedidor, e o teste foi repetido, ainda


sem sucesso.

Dia 17/dez:

O teste foi repetido uma terceira vez, dessa vez com sucesso. A Taesa identificou que
havia inconsistência no disjuntor da Chesf da LT S.J. Piauí - Sobradinho C1, causado
por fiação solta. Também identificou que a polaridade da fonte original entrava invertida
no multimedidor, por isso ao injetar com a polaridade normal, o teste não funcionou.
Dessa vez, foi injetado o fluxo invertido, e a lógica atuou com sucesso.

Salienta-se que esta inversão não é um problema a ser corrigido, apenas uma
característica de implementação que criou uma dificuldade no procedimento de teste.

Teste 3 - Perda Dupla Ribeiro Gonçalves – S.J. Piauí C1/C2 (Lógica 1j)

Dia 15/12:

Antes de iniciar os testes os fluxos de tempo real foram comparados com os recebidos
pelo CLP Master de Serra da Mesa, e foi identificado congelamento da leitura de Colinas
- Ribeiro Gonçalves C1 em 1370 MW. O multimedidor na SE Colinas se encontrava em
falha e emitindo alarmes no painel, e após uma troca de cabos a leitura foi normalizada.

O multimedidor da Colinas - Ribeiro Gonçalves C1, mesmo após normalizado,


apresentou saturação em 1370 MW, quando se tentava injetar um fluxo maior.

Como apenas havia uma mala de teste disponível para simular também o C2, sendo,
portanto, necessário injetar 1600 MW em apenas um multimedidor para simular o
FCORG, o teste não foi completado neste dia.

Dia 16/12:

Constatou-se que esse não havia problema de congelamento no multimedidor em 1370


MW, mas alcance do limite de corente do equipamento, considerando a relação de TC
configurada.

101
O teste foi repetido com 1370 MW injetados no C1, e foi forçado no CLP Master o valor
de 200 MW no C2. Dessa forma, houve condição para atuação da lógica, e o teste foi
realizado com sucesso.

Os testes 4 e 5, que também precisava da simulação de FCORG, foram realizados da


mesma forma.

Teste 5 - Perda Dupla Colinas - Imperatriz C1/C2 (Lógica 1e)

Dia 17/12:

Sendo também dependente do fluxo FCORG, o teste foi feito com 1200 MW injetados
no C1 e forçando 1800 MW no C2 no CLP Master. Houve atuação da lógica 1e no CLP
Master, e o recebimento de sinal de corte de 4UG na UHE Tucuruí pela rota da N -SE,
porém não foi enviado o Sinal 1 para a SE Xingu.

O teste foi repetido mais duas vezes, com o mesmo resultado. Furnas forçou o envio do
Sinal 1 pelo CLP Master e o sinal chegou em Xingu, confirmando que não havia problema
no envio independente deste sinal.

Verificou-se que o fluxo testado também estava causando atuação da lógica 1f, de perda
simples, que comanda corte de 1 UG na UHE Tucuruí para FMCO+FCORG > 3400 MW.
Ao abaixar o fluxo de forma que só atuasse a lógica 1e (FMCO + FCORG = 3000), a
lógica atuou corretamente e enviou sinal para Xingu.

Este comportamento indicou que na atuação da lógica 1f seguida da 1e (ou uma


evolução de perda simples para perda dupla), o Sinal 1 não estava sendo encaminhado
para Xingu.

Dia 18/12:

Para confirmação dos resultados do dia anterior, o teste foi repetido com fluxo total de
3600 MW, e o resultado foi o mesmo: envio para Tucuruí por Imperatriz, mas sem envio
para Xingu.

Furnas explicou que as linhas de código do CLP Master são processadas de forma
progressiva em dois sentidos: de cima para baixo, e da esquerda para a direita. Assim,
o agente alterou a variável utilizada para enviar sinal para o IED da Nari instalado na SE
Serra da Mesa (utilizado como interface com o SEP o sistema HVDC), de forma que o
CLP buscasse uma variável anterior na linha de código em relação à que estava sendo
utilizada, de forma a fazer com que a saída desse comando fosse acelerado.

102
O teste foi repetido, dessa vez com sucesso. Entretanto, não ficou claro porque este
problema apenas ocorreu neste teste em particular.

Teste 10 - Perda Tripla Miracema - Colinas C1/C2/C3 (Lógica 1d)

Dia 15/12:

Ao simular a abertura dos circuitos na SE Miracema, o CLP Master não recebeu sinal de
C1 e C2 abertos, apenas C3. Dessa forma, a lógica 1d não foi atuada.

Adicionalmente, o SAGE na SE Gurupi (Furnas) apresentou estar com sinais analógicos


e estados de DJ invertidos na supervisão do trecho Miracema - Colinas.

Dia 17/12:

Furnas identificou que os testes de abertura do C1 e C2 não estavam sendo simulados


em pontos associados ao SEP. Após a identificação dos pontos corretos, o teste foi
repetido com sucesso.

Teste 21 - Perda Dupla Serrada Mesa - Gurupi C1 e Serra da Mesa II – Peixe II


(Lógica 1h)

Dia 17/12:

Ambas as lógicas 1h e 1i (de perda dupla e perda simples envolvendo SM-GU e SM2-
PX2) utilizam o mesmo fluxo de referência, 2600 MW. Havendo concorrência das
lógicas, ambas atuaram na Master, mas não ocorreu nenhum envio de sinal para a UHE
Tucuruí e para a SE Xingu.

Dia 18/12:

Buscando entender o que poderia estar causando o problema, o teste foi refeito em
diversas condições.

Repetindo o teste do dia anterior, o FNS foi forçado no CLP Master e os circuitos foram
abertos na sequência original do roteiro, apresentando a mesma falha. Em seguida, foi
iniciado o teste com a sequência de abertura invertida, com mesmo resultado.

Foi solicitado a Furnas que alterasse a referência de FNS na Lógica 1i de 2600 MW para
3400 MW, e o teste foi repetido na sequência original. Dessa vez, não atuou a Lógica 1i
na abertura da primeira linha, e apenas Lógica 1h atuou após a abertura da segunda,
enviando os comandos para Xingu e Tucuruí. Com esses resultados, conclui-se que a

103
falha de fato foi causada pela concorrência entre as lógicas, e o fluxo de referência da
Lógica 1i foi alterado novamente para 2600 MW.

Furnas verificou que, diferentemente do sugerido pelo Relatório de Implementação do


SEP, a lógica de perda simples não foi implementada de forma a não atuar caso seja
evoluída para uma perda dupla.

Além disso, o agente verificou que existe um intertravamento no envio de comando pelas
as lógicas, visando evitar que duas lógicas atuem ao mesmo tempo: a atuação de cada
lógica é bloqueada pela atuação das demais.

Com solução, Furnas realizou uma alteração para as lógicas que comandam 4UG
tenham prioridade e não serem bloqueadas por outras, porém continuando a bloquear
as demais.

Assim, o teste foi repetido, e apresentou resultado satisfatório. Com a alteração


realizada, a lógica de perda simples parou de atuar concomitantemente à perda dupla.

Observações gerais

Verificou-se, ao longo dos testes, que as lógicas do SEP não são partidas unicamente
pelas contingências: caso um ou mais circuitos estejam abertos, e o fluxo de referência
de uma lógica seja ultrapassado, essa atuará.

Devido a tal característica, observou-se que ao religar um circuito, pode haver atuação
de uma lógica, caso o fluxo de referência esteja acima do valor de pick-up. Por exemplo:
após uma perda dupla, ao religar um dos circuitos, pode haver a atuação de uma lógica
de perda simples. Entretanto, este comportamento não foi verificado em todos os casos

104
6.9. LIGHT - LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S.A

6.9.1. SEP 1.17.01 - Esquema de perda dupla 500 kV na SE São José

Tendo em vista a entrada em operação do Bipolo Xingu – Terminal Rio e das novas LT
500 kV Nova Iguaçu – Terminal Rio circuitos 1 e 2, foi necessário reavaliar o SEP da
Área Rio de Janeiro para as perdas duplas associadas aos circuitos de 500 kV das SE
São José visando a eliminação das sobrecargas nos equipamentos do sistema de 138
kV.

Descrição da lógica de funcionamento

Este esquema monitora a perda dupla da LT 500 kV Adrianópolis / São José e LT 500 kV
São José / Nova Iguaçu bem como a ocorrência de sobrecarga, medida na SE Nova Iguaçu,
das LTs 138kV Cascadura – Nova Iguaçu C1, C2, C3, C4, C5 ou C6 ou Sobre carga no
transformador 500 / 138 kV

Este esquema reconhece a perda dupla tanto através de contato auxiliar de disjuntor quanto
através da abertura das chaves seccionadoras isoladora de linha.

Caso ocorra a perda dupla e sobrecarga acima do limite do ajuste dos relés em pelo menos
um dos equipamentos acima, o esquema executa as seguintes ações:

Tabela 19 - Tempos de atuação do SEP 1.17.01


Tempo de
Atuação
Atuação (s)
1,3 Desligamento na SE Cascadura da transformação 138/13,8 kV
Execução da ação de Bypass na SE Cascadura, abrindo o disjuntor de amarre de 138 kV dessa
1,5 subestação e realizando o fechamento na SE Cascadura das LT 138 kV Cascadura – Grajaú C2, C4
e C5
Desligamento na SE Triagem dos equipamentos:
• LT 138 kV Triagem – Trovão (LT 121)
1,8
• LT 138 kV Triagem – Campo Marte (LT 139)
• Transformação 138 / 25 kV e 138 / 13,8 kV;
2,0 Desligamento na SE Cascadura e Triagem da LT 138 kV Cascadura – Triagem C1 e C2 (LT 30 e 73)
Desligamento na SE São José das LTs
• LT 138 kV São José – Imbariê C1 e C2
2,5 • LT 138 kV São José – Rio da Cidade
• LT 138 Kv Ilha dos Pombos - São José
• LT 138 kV São José – Magé C1 e C2
Desligamento na SE Cascadura da LT 138 kV Cascadura – Cordovil C1 e C2 (LT 81 e 82)
3
Desligamento na SE São José da LT 138 kV São José – Cordovil C1 e C2

105
*As ações executadas no tempo de 6 segundos dependem que a chave 43 BYPASS na SE
Cascadura esteja em operação. Como consequência dessas ações, a SE Grajaú e a SE
São José ficam interligadas pelo 138 kV, reduzindo o carregamento dos circuitos
monitorados

Ajuste dos sensores / parâmetros

Para adequar as alterações realizadas no esquema na SE Cascadura, foram alteradas


as lógicas e temporizadores referentes ao SEP. Tais lógicas estão embarcadas em um
dedicado REC670. Os ajustes dos temporizadores estão disponíveis abaixo

• Relé tipo REC670: Desliga disj. 138 kV do transformador 138/13,8 kV

Tempo de operação (TIMERSET:4): 1,3 segundos (Tempo definido)

• Relé tipo REC670: Desliga disj. 138 kV das LTs GRA-CCD 2, 4 e 5 e abre disj. de
amarre do 138 kV

Tempo de operação (TIMERSET:4): 1,5 segundos (Tempo definido)

• Relé tipo REC670: Desliga disj. 138 kV das LTAs 30 e 73

Tempo de operação (TIMERSET:5): 2,0 segundos (Tempo definido)

• Relé tipo REC670: Desliga disj. 138 kV das LTAs 81 e 82

Tempo de operação (TIMERSET:6): 3,0 segundos (Tempo definido)

Na Subestação Triagem Foi necessário a alteração dos temporizadores. Os ajustes estão


disponíveis abaixo

• Relé tipo TD-5: Desliga disj. 138kV das LTSs 121, 139 e Trafos

Tempo de operação: 1,8 segundos (Tempo definido)

• Relé tipo RXKF-1: Desliga disj. 138kV das LTAs 30 e 73

Tempo de operação: 2,0 segundos (Tempo definido)

Na subestação São José foram executadas as adequações de ajustes no Relé PL-250


do PNL ECC:

o Relé PL-250: Desliga disj. 138kV das LTs IBSJ 1 e 2, SJMG 1 e 2, SJRC e IHSJ

Tempo de operação: 2,5 segundos (Tempo definido)

106
o Relé PL-250: Desliga disj. 138kV das LTs CDV-SJS 1 e 2

Tempo de operação: 3,0 segundos (Tempo definido)

Além dessa ação, foram executadas as adequações de ajustes nos Relés das Linhas
LTADSJ e LTSJSNIG de 500Kv nos dois terminais:

• LTADSJ (Nas SE's São José e Adrianópolis)

o Proteção Primária -Relé UPD1 - P545/Schneider

Group 1

GROUP 1 AUTORECLOSE

1 Pole Dead Time: 1s

Dead Time 1: 1s

o Proteção Alternada -Relé UPD2 - P545/Schneider

Group 1

GROUP 1 AUTORECLOSE

1 Pole Dead Time: 1s

Dead Time 1: 1s

• LTSJSNIG (Nas SE's São José e Nova Iguaçu)

o Proteção Primária -Relé UPP - P545/Alstom

Group 1

GROUP 1 AUTORECLOSE

3P AR DT Shot 1: 1s

o Proteção Alternada -Relé UPA - P545/Alstom

Group 1

GROUP 1 AUTORECLOSE

3P AR DT Shot 1: 1s

107
Diagramas

Figura 80 - Esquema SEP perda Dupla São José 500kV

Descrição dos testes executados


Para afirmar que o novo Sistema Especial de Proteção instalado na subestação
Cascadura estava atingindo o exposto na Figura 80, os testes para esse esquema foram
realizados em duas etapas. A primeira etapa consistiu em um teste em bancada. Uma
vez que os resultados obtidos da primeira etapa foram considerados satisfatórios os
mesmos foram repetidos na Subestação.

Para realização da primeira etapa foram utilizados os sobressalentes dos relés


instalados em campo, relés biestáveis para simulação do estado dos disjuntores, chaves
de testes para os sinais digitais originários da SE São José e SE Nova Iguaçu. Os
resultados verificados nesse teste foram considerados satisfatórios.

Para realização da segunda etapa, optou-se por não haver manobra de disjuntores de
138k V. Devido ao elevado número de manobras na SE Cascadura optou-se por montar
uma giga de testes, com biestáveis, para verificação do envio do comando.

Devido as adequações necessárias, optou-se por simular na SE Cascadura a recepção


de sinais oriundos das SE São José e SE Nova Iguaçu.

Os resultados obtidos no comissionamento confirmaram o perfeito funcionamento do


esquema nas subestações envolvidas nos testes (SEs Cascadura, São José e Triagem),
com a verificação das respectivas temporizações e ações de comando esperadas.

108
6.9.2. SEP 1.17.04 - Esquema de Controle de Emergência

Tendo em vista a entrada em operação do Bipolo Xingu – Terminal Rio e das novas LT
500 kV Nova Iguaçu – Terminal Rio circuitos 1 e 2, foi necessário reavaliar o SEP da
Área Rio de Janeiro para perda da Transformação 500/138 kV de Nova Iguaçu, visando
a eliminação das sobrecargas nos equipamentos do sistema de 138 kV.

Descrição da lógica de funcionamento

A detecção do evento será feita através da identificação da perda da transformação


500/138 kV da SE Nova Iguaçu, condicionada a ocorrência de sobrecarga na LTA 138
kV CCD-SJS 1 e/ou CCD-SJS 2 ou sobrecarga nos transformadores TR11 e/ou TR12
da SE São José 500/138 kV na SE São José.

O SEP deverá comandar a abertura na SE Cascadura das LT 138 kV Cascadura –


Triagem C1 e C2 (C30 e C73), fechamento na SE Cascadura da LT 138 kV Cascadura
– Jacarepaguá e fechamento na SE Cascadura das LT 138 kV Cascadura – Nova Iguaçu
C1 e C4, em um único estágio com temporização de 3 segundos.

Ajuste dos sensores / parâmetros

Devido as alterações realizadas no esquema na SE Cascadura foram realizada as


adequações necessárias nas lógicas no relé dedicado aos SEPs da Área Rio, REC670.
Abaixo está disponível o ajuste do temporizador envolvido nessa lógica.

• Relé tipo REC670

Tempo de operação (TIMERSET:23): 3,0 segundos (Tempo definido)

Na Subestação de São José, no dia 20/11/2019, foram feitas as adequações de ajustes


e testes das Unidades de Sobrecorrente Instantânea / Temporizada 50-51T (Tipo:
RXIDF-2H) das 3 Fases dos Trafos T11 e T12 da SE São José, obtendo resultados
satisfatórios. Foi também executada a implantação e entrega à Operação Comercial, da
Chave FT-5, de isolação de saída dos contatos de Sobrecarga dos Transformadores T11
e T12. Segue abaixo o ajuste dessa função.

• Relé de SOBRECARGA LADO 500 KV: 50-51T / TIPO RXIDF-2H / FAB. AS /


QUANT. 03

RANGES /0.5-20.0/ /2.0-40.0/

RTC = 1200/5

109
UNID. INSTANTÂNEA. 3,15 A (752A prim)

UNID. TEMPORIZADA.

IN = 2.5

IS = 4,12 A

K = 0,1

A Chave Flex-Test 43ECE-FT5 Isola a atuação das funções de sobrecarga do TR11 e


TR12 para o ECE RJ - Esquema de Perda da Transformação 500/138kV da SE Nova
Iguaçu.

Diagramas

Figura 81 - Esquema SEP de Perda da Transformação da SE Nova Iguaçu 500/138 kV

Descrição dos testes executados


Para afirmar que o novo Sistema Especial de Proteção instalado na subestação
Cascadura estava atingindo o exposto na, os testes para esse esquema foram realizados
em duas etapas. A primeira etapa consistiu em um teste em bancada. Uma vez que os
resultados obtidos da primeira etapa foram considerados satisfatórios os mesmos foram
repetidos na Subestação.

Para realização da primeira etapa foram utilizados os sobressalentes dos relés


instalados em campo, relés biestáveis para simulação do estado dos disjuntores, chaves
de testes para os sinais digitais originários da SE São José e SE Nova Iguaçu. Os
resultados verificados nesse teste foram considerados satisfatórios.

110
Uma vez que a primeira etapa foi bem-sucedida, foram então realizados os testes em
campo. Devido ao intertravamento verificado no Figura 81, optou-se por manobrar
somente os disjuntores referentes as LT 138 kV Cascadura – Triagem C1 e C2 (LT 30 e
73). Além disso devido a implementação da função de sobrecarga na SE São José,
optou-se pelo envio desse sinal, enquanto o sinal originário da SE Nova Iguaçu foi
simulado na SE Cascadura.

Na Tabela 20 está disponível o roteiro de testes utilizado.


Tabela 20 - Roteiro de teste do SEP 1.17.04
ROTEIRO DE TESTES

Simulação da Contingência Comando


Teste Cenários
SE Ação SE Verificação

1 – Simular o 1 - Medir comando de fechamento para a


1 - Ch 43 ECE-P. AT1 recebimento do LT 138 kV CCD-NI 1 e 4 (3,0 seg).
NIG-ON; Cascadura sinal de Perda da
2 - Medir comando de abertura da LT 30 e
Transformação
2 - Perda do Trafo Cascadura 73 (3,0 seg).
NIG;
500/138 kV SE Nova
1 3 - Medir comando de fechamento para a
Iguaçu;
LT 138 kV CCD-JP, após a abertura das LT
2 - Simular 30 e 73 (3,0 seg).
3 – Sobrecarga na
São José sobrecarga T11 da
Transformação T11 SE
SE SJS; Nova 1 - Confirmar a inibição das comando de
SJS
Iguaçu abertura da LT 138 kV NI-CCD 1, 3 e 4.

1 - Medir comando de fechamento para a


LT 138 kV CCD-NI 1 e 4 (3,0 seg).
1 - Ch 43 ECE-P. AT1
1 – Simular o
NIG-ON;
recebimento do 2 - Medir comando de abertura da LT 30 e
Cascadura sinal de Perda da Cascadura 73 (3,0 seg).
2 - Perda do Trafo
Transformação
500/138 kV SE Nova
2 3 - Medir comando de fechamento para a
NIG;
Iguaçu;
LT 138 kV CCD-JP, após a abertura das LT
30 e 73 (3,0 seg).
3 – Sobrecarga na
Transformação T12 SE
2 - Simular
SJS Nova 1 - Confirmar a inibição das comando de
São José sobrecarga T12 da
Iguaçu abertura da LT 138 kV NI-CCD 1, 3 e 4..
SE SJS;

Os resultados obtidos no comissionamento confirmaram o perfeito funcionamento do


esquema nas subestações envolvidas nos testes (SEs Cascadura, Nova Iguaçu e São
José), com a verificação das respectivas temporizações e ações de comando esperadas.

111
6.10. MATRINCHA - MATRINCHA TRANSMISSORA DE ENERGIA S A

6.10.1. SEP 6.204.01 e SEP 6.204.02 – Esquema de perda simples e perda dupla
do tronco 500 kV entre Paranatinga-Ribeirãozinho
Os testes integrados, realizados em conjunto pela Matrinchã e CES, tem finalidade de
comprovar o funcionamento das adequações realizadas no SEP existente associado ao
tronco de 500kV de Teles Pires devido à integração das UHE Sinop, UHE Colíder e Banco
Trifásico De Autotransformadores 500/138 kV – 3 x 50 MVA da SE Paranaíta ao Sistema
Interligado Nacional. Maiores detalhes desse sistema podem ser observados nas figuras 1
e 2.

Figura 82 - Diagrama simplificado do sistema de transmissão

O SEP atual envolve um esquema de 4 lógicas distintas visando manter a estabilidade do


sistema, dessas lógicas duas foram atualizadas e duas permanecem inalteradas:

1. Lógica de perda dupla do trecho Paranaíta – Ribeirãozinho (atualizada);

2. Lógica de perda tripla do trecho Paranaíta – Ribeirãozinho (atualizada);

3. Lógica de bloqueio da função de religamento automático (79) tripolar (inalterada);

4. Lógica de inserção automática de reatores de barra nas SEs Paranaíta, Cláudia e

Paranatinga (inalterada).

Descrição da lógica de funcionamento


Segue uma breve descrição das lógicas supracitadas:

• Lógica 1 – Perda dupla:

Para os cenários estudados, os resultados dos estudos de transitórios eletromecânicos


indicam que o desempenho dinâmico do sistema é satisfatório quando de contingências
simples de elementos desde a SE Teles Pires até a SE Ribeirãozinho.

112
A identificação de perda de sincronismo ocorre somente em situações de perda dupla de
linhas de 500 kV entre as SEs Paranaíta e Ribeirãozinho, e somente para valores de
geração nas usinas do Complexo de Teles Pires (UHE Teles Pires, São Manoel, Sinop e
Colíder) superiores a 2.200 MW. Tal fato demandou a necessidade de revisão / atualização
da atual Lógica de corte de geração do Sistema Especial de Proteção (SEP) de Teles Pires
nessas usinas, de modo a garantir a estabilidade do sistema.

Dado que, em regime normal, já se observa uma condição de subexcitação da UHE Colíder
em relação as demais usinas do Complexo de Teles Pires, advinda das ações para
mitigação do problema associado ao risco de auto excitação, observa-se, em caso de perda
dupla com geração total acima de 2.700 MW, um agravamento nesta condição, levando sua
operação a uma região pouco estável e mais oscilatória.

Adicionalmente, considerando a estrutura do regulador de tensão instalado na UHE Colíder,


conforme documentação fornecida pelo fabricante, observa-se que a atuação do limitador
de subexcitação baipassa a ação do PSS (estabilizador de potência), reduzindo ainda mais
o amortecimento nesta condição. Também se observa uma atuação intermitente,
promovendo um desempenho indesejável. Para eliminar este problema, foi considerada a
inserção de todos os geradores da UHE Colíder no corte de geração, mas somente para as
perdas duplas das linhas de 500 kV do trecho entre as SE Paranaíta, Cláudia e Paranatinga
e para valores de fluxo FCLA-PGA superiores a 2.700 MW.

Dessa forma, o SEP de perda dupla deverá promover o corte de geração nas UHE Teles
Pires, São Manoel, Sinop e Colíder a partir de valores correspondentes ao somatório dos
fluxos de potência ativa no trecho SE Claúdia – SE Paranatinga. A Tabela 21 apresenta o
corte de geração proposto.

Tabela 21 - Número de máquinas para corte nas UHE Teles Pires, São Manoel, Sinop e Colider

Lógica 2 – Perda tripla:

Conforme indicado pelos estudos de rejeição de carga, o SEP para perda tripla deverá
comandar o desligamento sequencial de circuitos conforme a seguir:

113
- Ocorrendo a abertura tripla das LT 500 kV Paranatinga / Ribeirãozinho C1, C2 e C3, por
comando manual, ou atuação automática de proteção, ou recepção de sinal de TDD em
Paranatinga, este SEP deverá enviar comando para abertura sequencial das LT 500 kV
Cláudia / Paranatinga C1, C2 e C3 e das LT 500 kV Paranaíta / Cláudia C1, C2 e C3, para
o desligamento do banco de ATR 500 / 230 kV da SE Paranatinga e desligamento do banco
de ATR 500 / 138 kV da SE Paranaíta.

- Ocorrendo a abertura tripla das LT 500 kV Cláudia / Paranatinga C1, C2 e C3, por comando
manual, ou atuação automática de proteção, ou recepção de sinal de TDD em Cláudia, o
novo SEP deverá enviar comando para abertura sequencial das LT 500 kV Paranaíta /
Cláudia C1, C2 e C3 e para desligamento do banco de ATR 500 / 138 kV da SE Paranaíta.

- Ocorrendo a abertura tripla das LT 500 kV Paranaíta / Cláudia C1, C2 e C3, por comando
manual, ou atuação automática de proteção, ou recepção de sinal de TDD em Paranaíta, o
novo SEP deverá enviar comando para desligamento do banco de ATR 500 / 138 kV da SE
Paranaíta.

Lógica 3 - Bloqueio da função de religamento (79) tripolar:

A lógica 3 recomenda o bloqueio automático do religamento tripolar do circuito


remanescente quando ocorrer perda simples (abertura tripolar) em um dos circuitos das LT
500 kV Paranaíta – Cláudia, Cláudia – Paranatinga ou Paranatinga – Ribeirãozinho por
comando manual, ou atuação automática de proteção, ou recepção de transferência de
disparo.

Esta lógica permece desabilitada.

Lógica 4 - Inserção automática de reatores de barra nas SEs Paranaíta, Cláudia e

Paranatinga:

Através dos estudos pré-operacionais realizados pelo ONS, concluiu-se que em alguns
casos do corte de geração a tensão no tronco de 500kV entre Paranaíta e Paranatinga
permanece elevado após a estabilização do sistema, com risco de desligamento pela
atuação de suas proteções de sobretensão temporizadas. A conexão de reatores de barra
no 500kV das subestações Paranaíta, Cláudia e Paranatinga constituiu uma medida efetiva
para mitigação das sobretensões.

Para a conexão dos reatores citados, deve-se monitorar as tensões nas barras de 500kV,

114
comandando a conexão dos mesmos quando os valores de tensão permanecerem acima
do valor ajustado por um determinado período de tempo.

Na Tabela 22, a seguir, estão representados os ajustes para a lógica de inserção de


reatores.

Tabela 22 - Ajustes do esquema de inserção de reatores

Optou-se por manter esta lógica desabilitada para evitar a operação de LTs em uma única
barra, priorizando a confiabilidade do sistema.

Descrição dos testes executados


Foram realizados 36 testes no total, igualmente para o SEP 1 e para o SEP 2, dentre eles
perda

simples, perda dupla, perda tripla. Era esperado resultado apenas nos casos de perda dupla
e tripla, pois há lógicas para estes tipos de perdas, já a perda simples não houve ação, pois
não há lógica prevista.

Para comprovação da funcionalidade da lógica 1 (perda dupla), foram definidos 30 casos a


serem testados, variando os valores de potências injetadas, circuitos e localização das faltas
com diferentes tipos de resultados (corte de geração) sem abertura real de disjuntores.

Para a funcionalidade da lógica 2 (perda tripla), foram realizados 6 testes onde se alterava
apenas a localidade das faltas e os resultados esperados, com injeção de potência de 2100
MVA (inferior ao valor necessário para atuação da lógica 1) com abertura real do banco de
ATR 500 / 138 kV da SE Paranaíta. As Tabela 23 e Tabela 24 abaixo resumem os casos
citados.

115
Tabela 23 - Casos de perda simples e dupla

Tabela 24 - Casos de perda tripla

Para validação dos resultados foram utilizados os horários de abertura do último disjuntor,
ou última fase, quando a monitoração da posição do mesmo é feita individualmente por
polos, que alimenta a respectiva linha de transmissão.

Não houve abertura real dos disjuntores das LTs. Os tempos dos disjuntores das linhas de
transmissão foram coletados da lista de eventos interna dos IED’s Nari da respectiva
subestação onde ocorreria a abertura do disjuntor e do IED mestre responsável pelas
lógicas, localizado na SE Cláudia, juntamente com o tempo do resultado da lógica do SEP.

Os tempos da abertura das UHE’s São Manoel, Sinop e Colíder foram coletados pelo
sistema de supervisão das instalações.

116
Na SE Paranaíta foi realizada abertura real dos disjuntores adjacentes ao autotransformador
da GPTE e os tempos de abertura obtidos das listas de eventos dos IED’s de proteção
associados aos equipamentos em teste

Tabela 25 - Resultados da Lógica 1 para Casos de perda simples e dupla

Horário de corte da UG Tempo decorrido


Horário de
Caso abertura das UHE
UHE T. UHE UHE
LT's UHE T. Pires UHE São M. UHE Colíder UHE Sinop São
Pires Colíder Sinop
M.
1 01:02:35:599 - - - - - - - -
2 02:46:16:767 - - - - - - - -
3 02:55:31:333 02:55:31:356 - - - 23 ms - - -
UG2 - UG1 - 113 101
05:28:35:237 05:28:35:225 ms ms
UG3 - UG2 - 113 106
4 05:28:35:124 05:28:35:139 - 15 ms -
05:28:35:237 05:28:35:230 ms ms
UG4 - UG3 - 112 106
05:28:35:236 05:28:35:230 ms ms
5 04:32:17:994 - - - - - - - -
6 01:59:35:287 - - - - - - - -
7 02:07:48:273 - - - - - - - -
8 02:25:59:873 02:25:59:886 - - - 13 ms - - -
UG2 - UG1 - 112 105
05:53:50:978 05:53:50:971 ms ms
UG3 - UG2 - 112 107
9 05:53:50:866 05:53:50:879 - 13 ms -
05:53:50:978 05:53:50:973 ms ms
UG4 - UG3 - 112 107
05:53:50:978 05:53:50:973 ms ms
10 04:49:24:581 - - - - - - - -
11 00:17:57:258 - - - - - - - -
12 00:34:21:125 00:34:21:140 - - - 15 ms - - -
UG2 - 125
13 00:52:59:275 00:52:59:287 - - 12 ms - -
00:52:59:390 ms
UG2- UG1- UG1-
110ms 99ms 73ms
01:23:46:387 01:23:46:376 01:23:46:350
UG4- UG2-
14 01:23:46:277 01:23:46:291 - 14ms 113ms 101ms -
01:23:46:390 01:23:46:378
UG3-
- - - 98ms -
01:23:46:375
15 01:53:49:173 - - - - - - - -
16 05:43:48:97 - - - - - - - -
17 06:02:51:581 06:02:51:603 - - - 22ms - - -
UG1-
18 03:05:49:434 03:05:49:455 - - 21ms 122ms - -
03:05:49:556
UG2- UG1- UG2-
120ms 102ms 77ms
03:18:53:289 03:18:53:271 03:18:53:246
UG4- UG2-
19 03:18:53:169 03:18:53:190 - 21ms 120ms 109ms -
03:18:53:289 03:18:53:278
UG3-
- - - 108ms -
03:18:53:277
20 06:20:56:3 - - - - - - - -
21 06:44:12:35 - - - - - - - -
22 07:34:29:117 07:34:29:137 - - - 20ms - - -

117
UG1-
23 02:06:51:907 02:06:51:930 - - 23ms 124ms - -
02:06:52:031
UG1- UG1- UG1-
24 02:26:58:656 02:26:58:679 23ms 123ms 124ms 80ms
02:26:58:779 02:26:58:780 02:26:58:736
25 07:41:18:791 - - - - - - - -
26 08:17:49:434 - - - - - - - -
27 08:26:48:014 08:26:48:039 - - - 25ms - - -
UG2-
28 03:44:05:749 03:44:05:775 - - 26ms 123ms - -
03:44:05:872
UG2- UG2- UG1-
29 04:01:22:377 04:01:22:402 25ms 122ms 130ms 81ms
04:01:22:499 04:01:22:507 04:01:22:458
30 08:42:26:199 - - - - - - - -

Tabela 26 - Resultados da Lógica 2 para Casos de perda simples e dupla

Horário de corte da UG Tempo decorrido


Horário de
Caso abertura das UHE
UHE T. UHE UHE
LT's UHE T. Pires UHE São M. UHE Colíder UHE Sinop São
Pires Colíder Sinop
M.
1 00:15:57:564 - - - - - - - -
2 00:28:27:232 - - - - - - - -
3 00:38:14:051 00:38:14:071 - - - 20ms - - -
UG1- UG1-
- 22ms 122ms 115ms -
01:16:02:514 01:16:02:507
UG2- UG2-
4 01:16:02:392 01:16:02:414 - - 126ms 124ms -
01:16:02:518 01:16:02:516
UG4- UG3-
- - 118ms 325ms -
01:16:02:510 01:16:02:717
5 00:54:32:395 - - - - - - - -
6 01:07:46:393 - - - - - - - -
7 01:13:29:788 - - - - - - - -
8 01:19:56:606 01:19:56:618 - - - 12ms - - -
UG2- UG1-
- 12ms 109ms 95ms -
01:56:18:326 01:56:18:311
UG3- UG2-
9 01:56:18:217 01:56:18:229 - - 114ms 102ms -
01:56:18:331 01:56:18:319
UG4- UG3-
- - 109ms 102ms -
01:56:18:326 01:56:18:319
10 01:27:07:552 - - - - - - - -
11 01:41:02:555 - - - - - - - -
12 01:45:45:398 01:45:45:411 - - - 13ms - - -

UG2-
13 02:00:22:220 02:00:22:233 - - 13ms 117ms - -
02:00:22:337

UG2- UG1- UG1-


12ms 113ms 99ms 63ms
02:48:22:602 02:48:22:593 02:48:22:557
UG4- UG2-
14 02:48:22:494 02:48:22:506 - - 113ms 93ms
02:48:22:602 02:48:22:587
UG3-
- - 255ms
02:48:22:749
15 03:53:26:132 - - - - - - - -
16 04:05:39:188 - - - - - - - -
17 04:15:59:404 04:15:59:419 - - - 15ms - - -
UG1-
18 06:43:59:761 06:43:59:773 - - 12ms 119ms - -
06:43:59:870

118
UG2- UG1- UG1-
23ms 119ms 103ms 76ms
03:37:47:054 03:37:47:038 03:37:47:011
UG4- UG2-
19 03:37:46:935 03:37:46:935 - - 119ms 109ms -
03:37:47:054 03:37:47:044
UG3-
- - - 259ms -
03:37:47:194
20 04:24:57:971 - - - - - - - -
21 05:13:07:651 - - - - - - - -
22 05:24:03:363 05:24:03:383 - - - 20ms - - -
UG2-
23 05:34:07:337 05:34:07:358 - - 23ms 121ms - -
05:34:07:458
UG1- UG2- UG2-
24 05:49:09:315 05:49:09:337 22ms 122ms 113ms 96ms
05:49:09:437 05:49:09:428 05:49:09:411
25 06:01:16:222 - - - - - - - -
26 04:32:03:924 - - - - - - - -
27 04:43:05:797 04:43:05:809 - - - 12ms - - -
UG1-
28 06:09:44:953 06:09:44:977 - - 24ms 121ms - -
06:09:45:074
UG1- UG1- UG1-
29 06:29:05:307 06:29:05:318 11ms 104ms 94ms 68ms
06:29:05:414 06:29:05:404 06:29:05:375
30 04:54:03:33 - - - - - - - -

Tabela 27 - Resultados da Lógica 1 para Casos de perda tripla


Horário de Horário de corte da UG
Caso abertura das
LT's 752EX (9918) 752EY(9928) 552T1 (6018) 552B (6038) 552L1 (6028) Envio TDD

31 03:51:50:220 03:51:50:303 03:51:50:315 03:51:50:324 - 03:51:50:261 Sem dados


32 00:47:48:237 00:47:48:333 00:47:48:323 00:47:48:355 00:47:48:355 00:47:48:326 00:47:48:275
33 01:48:47:084 01:48:47:185 01:48:47:180 - 01:48:47:193 01:48:47:183 01:48:47:121
34 02:32:09:608 02:32:09:695 02:32:09:706 02:32:09:713 02:32:09:720 02:32:09:703 02:32:09:644
35 03:02:06:280 03:02:06:375 03:02:06:370 03:02:06:372 03:02:06:398 - Sem dados
36 03:27:11:159 03:27:11:246 03:27:11:259 03:27:11:257 - 03:27:11:255 03:27:11:194
Horário de Tempo decorrido
Caso abertura das
LT's 752EX (9918) 752EY(9928) 552T1 (6018) 552B (6038) 552L1 (6028) Envio TDD

31 03:51:50:220 83ms 95ms 104ms - 41ms Sem dados


32 00:47:48:237 96ms 86ms 118ms 118ms 89ms 38ms
33 01:48:47:084 101ms 96ms - 109ms 99ms 37ms
34 02:32:09:608 87ms 98ms 105ms 112ms 95ms 36ms
35 03:02:06:280 95ms 90ms 92ms 118ms - Sem dados
36 03:27:11:159 87ms 100ms 98ms - 96ms 35ms

Tabela 28 - - Resultados da Lógica 2 para Casos de perda tripla

Horário de Horário de corte da UG


Caso abertura das 552T1
LT's 752EX (9918) 752EY(9928) 552B (6038) 552L1 (6028) Envio TDD
(6018)
31 00:34:06:851 00:34:06:940 00:34:06:953 Sem dados - 00:34:06:941 00:34:06:941
32 02:24:54:911 02:24:55:011 02:24:55:006 02:24:55:029 02:24:55:029 02:24:55:006 02:24:54:992
33 03:00:17:835 03:00:17:929 03:00:17:927 - 03:00:17:954 03:00:17:926 03:00:17:916
34 03:28:30:485 03:28:30:574 03:28:30:568 03:28:30:605 03:28:30:590 03:28:30:567 03:28:30:523
35 03:47:36:009 03:47:36:101 03:47:36:101 03:47:36:112 03:47:36:123 - Sem dados

119
36 04:08:13:928 04:08:14:003 04:08:14:028 04:08:14:033 - 04:08:14:007 04:08:14:957
Horário de Tempo decorrido
Caso abertura das 552T1
LT's 752EX (9918) 752EY(9928) 552B (6038) 552L1 (6028) Envio TDD
(6018)
31 00:34:06:851 89ms 102ms Sem dados - 90ms 90ms
32 02:24:54:911 100ms 95ms 118ms 118ms 95ms 81ms
33 03:00:17:835 94ms 92ms - 119ms 91ms 81ms
34 03:28:30:485 89ms 83ms 120ms 105ms 82ms 38ms
35 03:47:36:009 92ms 92ms 103ms 114ms - Sem dados
36 04:08:13:928 75ms 100ms 105ms - 79ms 39ms

Finalizados os testes concluiu-se que o funcionamento do SEP foi conforme esperado. Em


todos os casos houve correta leitura da contingência e atuação conforme definido nos
estudos pré-operacionais. Foram verificados envios, recepção e processamento dos sinais
em tempos satisfatórios em todos os IEDs do SEP no sistema da Matrinchã.

Nas UHEs Sinop e Colíder e no vão do Autotransformador do Geogroup na SE Paranaíta


verificou-se a abertura dos disjuntores em todas as atuações, demonstrando que o sistema
se encontra preparado para operar.

120
6.11. STATE GRID - State Grid Brazil Holding S.A.

6.11.1. SEP 5.92.01 - SEP para desconexão do reator de barra 500 kV da SE


Barreiras II
Considerando que o reator de barra 500 kV da SE Barreiras II não poderá ficar ligado
quando da contingência na LT 500 kV Rio das Éguas – Barreiras II, será necessário
implantar ação automática, na SE Barreiras II, para desconexão desse reator, quando da
abertura do terminal de Rio das Éguas ou de Barreiras II, da LT 500 kV Rio das Éguas –
Barreiras II.

Descrição da lógica de funcionamento


O esquema identifica a abertura dos disjuntores da LT 500 kV Rio das Éguas – Barreiras II,
em Rio das Éguas ou em Barreiras II, e realiza a desconexão do reator de barra 500 kV com
retardo intencional de tempo (70ms).

Será habilitado o esquema da transferência de disparo direto (TDD) em ambos os sentidos


tanto quando de abertura automática (atuação de proteção) ou de comando de abertura
manual.

Em 2017 foi implementado o SEP para esquema de corte de carga (ECC) quando da perda
da LT 500 kV Rio das Éguas – Barreiras II. Esse SEP possibilita habilitar a transferência de
disparo direto em ambos os sentidos quando da abertura do disjuntor da citada LT em
ambos terminais.

Ajuste dos sensores / parâmetros

O SEP existente foi implementado utilizando as cadeias de proteção da linha existentes,


Relés modelo 7SA87, adicionando uma lógica de ECC na proteção principal e alternada em
ambos os terminais da linha de transmissão nas SEs Rio das Éguas e Barreiras II.

Foram adicionadas lógicas nos relés de proteção em ambos os terminais para permitir o
correto funcionamento do SEP 5.92.01 utilizando as estruturas do SEP instalado em 2017.

Figura 83 - Lógica para consistência do estado dos disjuntores

121
Figura 84 - Lógica para verificação da presença de tensão na linha

Figura 85 - Lógica para envio de TDD SEP ao terminal Remoto

Foi configurada também uma lógica no relé de proteção do reator que prevê a
comunicação por mensagem GOOSE de forma cruzada, conforme

Figura 86 - Lógica implementada no relé do reator

Essa lógica comanda a abertura dos disjuntores após 70 ms (ajuste do bloco TP).

122
Diagramas

Figura 87 - Lógica do SEP

Descrição dos testes executados

Foram realizados testes para a confirmação do funcionamento das lógicas


implementadas. Todos os testes tiveram resultados satisfatórios.

123
6.5. XRTE – XINGU RIO TRANSMISSORA DE ENERGIA S.A.

Com a entrada em operação comercial do segundo bipolo de corrente contínua


(propriedade do agente XRTE), interligando as subestações de Xingu e Terminal Rio
(RJ), o SEP da região foi reestudado para a nova configuração, considerando a interação
das ações de ambos os bipolos, coordenados pelo Controle Mestre, em paralelo com a
rede CA. O presente relatório apresenta as lógicas e aspectos de implantação dessa
nova configuração do SEP, que entrou em operação simultaneamente ao Controle
Mestre em julho de 2019, ambos de responsabilidade da XRTE.

A seguir seguem os testes realizados pela XRTE neste período.

6.9.1 SEP 4.216.01 e 4.216.02 - Esquema do Sistema HVDC da SE Xingu para Perda
Simples e Perda Dupla no tronco Tucuruí-Xingu (Lógicas 1 e 2)

Lógica 1 - Perda simples na LT 500 kV Xingu – Tucuruí

Esta lógica visa evitar sobrecarga nos BCS presentes nos circuitos 1 e 2 (2017 MVA – 2723
MVA) quando da ocorrência de perda simples. Para tal, deve ser realizada uma ação de
run-up ou run-back nos bipolos, a depender do sentido do fluxo de potência nestas linhas,
para limitar o fluxo no circuito remanescente em 2600 MW. A ação de run-up poderá ser
complementada com ação de corte de máquinas na UHE Belo Monte.

O fluxo prévio de potência ativa na LT 500 kV Xingu – Tucuruí C1/C2 é medido na SE Xingu,
e o estado das linhas é obtido através do monitoramento, em ambos os terminais, da
posição de chaves seccionadoras e disjuntores, além de trip por proteção ou recepção de
TDD.

A Lógica 1 divide-se em 3 sub-lógicas, a depender do sentido do fluxo da LT 500 kV Xingu-


Tucuruí e dos bipolos (Norte exportador ou Sudeste exportador), conforme Figura 88Figura
88 - Fluxograma das sub-lógicas da Lógica 1.:

124
Figura 88 - Fluxograma das sub-lógicas da Lógica 1.

Obs.: No cenário Sudeste Exportador, o fluxo de potência na LT Xingu-Tucuruí com fluxo


no sentido de Tucuruí para Xingu, a perda simples não acarretará sobrecarga no circuito
remanescente devido à baixa potência transmitida nessa linha para suprir a carga da área
Manaus/Macapá, motivo pelo qual não existe a Lógica 1.b.2. Segue um resumo da ação de
cada sub-lógica:

• Lógica 1.a.1: de modo a limitar a sobrecarga no circuito remanescente, deverá ser realizada
uma ação de run-up nos Bipolos em operação. Caso os Bipolos não tenham margem para
limitar a sobrecarga no circuito remanescente, seja pelo esgotamento de sua capacidade
de sobrecarga, seja por outras limitações nos sistemas CA/CC, a ação de run-up deverá
ser complementada pelo corte de geração na UHE Belo Monte

• Lógica 1.a.2: Neste caso, de modo a limitar a sobrecarga no circuito remanescente em 2600
MW, deverá ser promovida uma ação de run-back nos Bipolos em operação, limitada ao
seu valor mínimo de potência admissível (10% Pnom). Caso a margem disponível nos
bipolos não seja suficiente (menor do que a sobrecarga a ser eliminada), a ação de run-
back é feita com o valor igual à margem.

• Lógica 1.b.1: Neste cenário, de modo a limitar a sobrecarga no circuito remanescente em


2600 MW, deverá ser promovida uma ação de run-back nos Bipolos em operação, limitada
ao seu valor mínimo de potência admissível (10% Pnom). Caso a margem disponível nos
bipolos não seja suficiente (menor do que a sobrecarga a ser eliminada), a ação de run-
back é feita com o valor igual à margem.

Lógica 2 - Perda dupla na LT 500 kV Xingu – Tucuruí

Quando desta perda dupla (ou simples na indisponibilidade de um circuito), a área


Manaus/Macapá e a UHE Belo Monte ficarão interligadas de modo assíncrono ao SIN
através dos Bipolos, devendo-se tomar medidas para garantir a estabilidade desta ilha
elétrica.

125
Devem ser promovidas ações de run-up ou run-back em montante igual ao fluxo prévio total
nos circuitos da LT Xingu-Tucuruí, podendo a ação de run-up ser complementada pelo corte
de geração na UHE Belo Monte.

A Lógica 2 divide-se em 4 sub-lógicas, a depender do sentido do fluxo da LT 500 kV Xingu-


Tucuruí e dos bipolos (Norte exportador ou Sudeste exportador), conforme a Figura 89.

Figura 89: Fluxograma das sub-lógicas da Lógica 2.

Segue um resumo da ação de cada sub-lógica:

• Lógica 2.a.1: Nesta contingência deverá ser promovida uma ação de run-up nos Bipolos
de valor igual ao fluxo prévio total nos circuitos da LT Xingu-Tucuruí. A ação de run-up
deverá ser complementada pelo corte de geração na UHE Belo Monte, caso os Bipolos
não tenham margem para efetuar o montante integral de run-up, seja por limitação de
sua capacidade de sobrecarga, seja por limitações nos sistemas CA ou CC ou se o
montante de run-up for superior ao limite de run-up admissível (Run-up Lim).

• Lógica 2.a.2: No cenário Norte Exportador, estando o fluxo no sentido de Tucuruí para
Xingu, em caso de perda dupla (ou simples na indisponibilidade de um circuito) deverá
ser promovida uma ação run-back nos Bipolos em montante igual ao fluxo prévio total
nos circuitos da LT Xingu-Tucuruí. Como a potência mínima dos bipolos é igual a 10%
Pnom, se a diferença entre a ordem de potência dos bipolos e o fluxo total na LT
Xingu-Tucuruí for inferior a este valor mínimo, a ação de run-back não poderá ser
integralmente realizada e ambos os bipolos ou apenas o Bipolo 2 deverá ser
bloqueado. Adicionalmente, de modo a garantir a estabilidade da interligação Norte-
Sudeste, se o fluxo Tucuruí – Xingu for superior a 600 MW, deverá ser promovido o
corte de geração de 2 unidades na usina de Tucuruí. Se for superior a 1000 MW,
deverá ser promovido o corte de 4 unidades geradoras.

• Lógica 2.b.1: No cenário Sudeste Exportador, em caso de perda dupla (ou simples
na indisponibilidade de um circuito) deverá ser promovida uma ação run-back nos
Bipolos em montante igual ao fluxo prévio total nos circuitos da LT Xingu-Tucuruí.

126
Como a potência mínima dos bipolos é igual a 10% Pnom, se a diferença entre a
ordem de potência dos bipolos e o fluxo total na LT Xingu-Tucuruí for inferior a este
valor mínimo, a ação de run-back não poderá ser integralmente realizada e ambos
os bipolos ou apenas o Bipolo 2 deverá ser bloqueado.

• Lógica 2.b.2: No cenário Sudeste Exportador, estando o fluxo no sentido de Tucuruí


para Xingu, em caso de perda dupla (ou simples na indisponibilidade de um circuito)
deverá ser promovida uma ação run-up nos bipolos em montante igual ao fluxo
prévio total nos circuitos da LT Xingu-Tucuruí.

Testes realizados e desempenho avaliado:

Foram realizados os testes dispostos na Tabela 29 para o teste dessas lógicas. Para a
execução dos testes, foram adotadas as seguintes premissas:

O desligamento dos circuitos da LT 500 kV Xingu-Tucuruí foi simulado no painel da ISOLUX


na subestação Xingu. Os desligamentos das unidades geradoras de Tucuruí foram inibidos
e registrada a sua recepção em mala de testes sincronizada por GPS. Quando não possível
atender aos fluxos/despachos indicados, os mesmos foram simulados nas lógicas.

As telas foram impressas (“screenshots”) no Controle de Estação com as condições prévias


e ao final do teste. Foram registrados os tempos de atuação das lógicas, desde o instante
de início do evento até a consecução da ação prevista (corte de geração / Run-up/Run-
back).

Devido aos resultados gráficos dos testes dos testes serem numerosos, não serão
apresentados neste relatório. Entretanto, os resultados dos testes foram satisfatórios,
comprovando o funcionamento das lógicas do SEP.

Tabela 29: Testes realizados para as Lógicas 1 e 2 do SEP.

Cenários

Teste Lógica Contingência Bipole I Bipole II FNS Fluxos / Despachos (MW) Resultado Esperado
(MW) (MW) (MW)

1) BPI 600MW (BMTE)


Simular perda 2) BPII desligado (XRTE) 1) Abertura dos
simples no tronco 3) Selecionada como prioridade UG disjuntores das UG
Xingu -Tucuruí 10, 11, 12 ,13 e 14 (VOITH) 10 e11 na UHE BM,
1 1.a.1 600->600 0->0 NA
com fluxo em 4) Disjuntores das UG 10, 11, 12, 2) Alarme no
3300 MW na 13 e 14 fechados (NESA) Controle Mestre de
direção X-T 5) Informação das UG com 600 Over Trip (700MW)
MW cada para o S7 (VOITH)

127
1) BPI 600MW (BMTE)
Simular perda 2) BPII desligado (XRTE)
simples no tronco 3) Selecionada como prioridade UG
Xingu -Tucuruí 10, 11, 12 ,13 e 14 (VOITH) 1) Sem ação
2 1.a.1 600->600 0->0 NA
com fluxo em 4) Disjuntores das UG 10, 11, 12,
2400 MW na 13 e 14 fechados (NESA)
direção X-T 5) Informação das UG com 600
MW cada para o S7 (VOITH)

1) BPI 500MW (BMTE)


Simular perda 2) BPII 400MW (XRTE) 1) BPI - Run Up de
simples no tronco 3) Selecionada como prioridade UG 66MW,
Xingu -Tucuruí 400- 10, 11, 12 ,13 e 14 (VOITH) 2) BPII - Run Up de
3 1.a.1 500->566 NA
com fluxo em >434 4) Disjuntores das UG 10, 11, 12, 34MW,
2700 MW na 13 e 14 fechados (NESA) 3) Sem desligamento
direção X-T 5) Informação das UG com 600 de UG BM
MW cada para o S7 (VOITH)
1) BPI 500MW (BMTE)
2) BPII 400MW (XRTE)
1) BPI - Run Up de
Simular perda 3) Selecionada como prioridade UG
100MW,
simples no tronco 13, 11, 12 ,10 e 14 (VOITH)
2) BPII - Run Up de
Xingu -Tucuruí 400- 4) Disjuntores das UG 10, 11, 12,
4 1.a.1 500->600 NA 0MW,
com fluxo em >400 13 e 14 fechados (NESA)
3) Abertura do
2900 MW na 5) Informação das UG com 600
disjuntor da UG 13
direção X-T MW cada para o S7 (VOITH)
UHE BM
6) Comunicção do BPII
disconectada (XRTE)
1) BPI 0MW - Desligado (BMTE)
Simular perda 2) BPII 0MW - Desligado (XRTE) 1) Abertura dos
simples no tronco 3) Selecionada como prioridade UG disjuntores das UG
Xingu -Tucuruí 10, 11, 12 ,13 e 14 (VOITH) 10 na UHE BM,
5 1.a.1 0 0 NA
com fluxo em 4) Disjuntores das UG 10, 11, 12, 2) Alarme no
2900 MW na 13 e 14 fechados (NESA) Controle Mestre de
direção X-T 5) Informação das UG com 600 Over Trip (300 MW)
MW cada para o S7 (VOITH)
1) BPI 600MW (BMTE)
Simular perda 2) BPII 450MW (XRTE)
simples no tronco 3) Selecionada como prioridade UG 1) BPI - Run Back de
Xingu -Tucuruí 450- 10, 11, 12 ,13 e 14 (VOITH) 160MW,
6 1.a.2 600->440 NA
com fluxo em >410 4) Disjuntores das UG 10, 11, 12, 2) BPII - Run Back de
2800 MW na 13 e 14 fechados (NESA) 40 MW
direção T-X 5) Informação das UG com 600
MW cada para o S7 (VOITH)

1) BPI 600MW (BMTE)


2) BPII 450MW (XRTE)
Simular perda
3) Selecionada como prioridade UG
simples no tronco
10, 11, 12 ,13 e 14 (VOITH) 1) BPI - Sem ação,
Xingu -Tucuruí 450-
7 1.a.2 600->600 NA 4) Disjuntores das UG 10, 11, 12, 2) BPII - Run Back de
com fluxo em >410
13 e 14 fechados (NESA) 40 MW
1640 MW na
5) Informação das UG com 600
direção T-X
MW cada para o S7 (VOITH)
6) BPI controle de corrente (BMTE)

Simular perda 1) BPI 600MW (BMTE)


simples no tronco 2) BPII 450MW (XRTE)
Xingu -Tucuruí 3) Selecionada como prioridade UG 1) BPI - Run Back de
com fluxo em 450- 10, 11, 12 ,13 e 14 (VOITH) 160MW,
8 1.b.1 600->440 NA
2800 MW na >410 4) Disjuntores das UG 10, 11, 12, 2) BPII - Run Back de
direção X-T 13 e 14 fechados (NESA) 40 MW
BPI-EST-XIN 5) Informação das UG com 600
BPII-TRIO-XIN MW cada para o S7 (VOITH)

1) BPI 600MW (BMTE)


Simular perda 2) BPII 0MW Desligado (XRTE) 1) Abertura dos
dupla no tronco 3) Selecionada como prioridade UG disjuntores das UG
Xingu -Tucuruí 12, 11, 10 ,13 e 14 (VOITH) 12 na UHE BM,
9 2.a.1 600->600 0->0 NA
com fluxo em 800 4) Disjuntores das UG 10, 11, 12, 2) Alarme no
MW na direção 13 e 14 fechados (NESA) Controle Mestre de
X-T 5) Informação das UG com 600 Under Trip (800 MW)
MW cada para o S7 (VOITH)

128
1) BPI 600MW (BMTE)
Simular perda 2) BPII 400MW (XRTE)
1) BPI - Sem Ação,
dupla no tronco 3) Selecionada como prioridade UG
2) BPII - Run Up de
Xingu -Tucuruí 400- 12, 11, 10 ,13 e 14 (VOITH)
10 2.a.1 600->600 NA 50 MW
com fluxo em 50 >450 4) Disjuntores das UG 10, 11, 12,
3) Sem desligamento
MW na direção 13 e 14 fechados (NESA)
das UG na UHE BM,
X-T 5) Informação das UG com 600
MW cada para o S7 (VOITH)

1) BPI 600MW (BMTE) 1) BPI - Sem ação,


Simular perda 2) BPII 400MW (XRTE) 2) BPII - Run Up de
dupla no tronco 3) Selecionada como prioridade UG 50MW,
Xingu -Tucuruí 400- 12, 11, 10 ,13 e 14 (VOITH) 3) Desligamento da
11 2.a.1 600->600 NA
com fluxo em 600 >450 4) Disjuntores das UG 10, 11, 12, UG 12 na UHE BM,
MW na direção 13 e 14 fechados (NESA) 4) Alarme no
X-T 5) Informação das UG com 450 Controle Mestre de
MW cada para o S7 (VOITH) Under Trip (550 MW)

1) BPI 400MW e falha de


1) BPI - Sem ação,
comunicação (BMTE)
Simular perda 2) BPII - Run Up de
2) BPII 400MW (XRTE)
dupla no tronco 50MW,
3) Selecionada como prioridade UG
Xingu -Tucuruí 400- 3) Sem desligamento
12 2.a.1 400->400 NA 13, 14, 10 ,11 e 12 (VOITH)
com fluxo em 300 >450 das UG na UHE BM,
4) Disjuntores das UG 10, 11, 12,
MW na direção 4) Alarme no
13 e 14 fechados (NESA)
X-T Controle Mestre de
5) Informação das UG com 450
Under Trip (250 MW)
MW cada para o S7 (VOITH)
1) BPI 0MW - Desligado (BMTE)
1) BPI - Sem ação,
Simular perda 2) BPII 0MW - Desligado (XRTE)
2) BPII - Sem ação,
dupla no tronco 3) Selecionada como prioridade UG
3) Desligamento da
Xingu -Tucuruí 13, 14, 10 ,11 e 12 (VOITH)
13 2.a.1 0 0 NA UG 13 na UHE BM,
com fluxo em 700 4) Disjuntores das UG 10, 11, 12,
4) Alarme no
MW na direção 13 e 14 fechados (NESA)
Controle Mestre de
X-T 5) Informação das UG com 450
Under Trip (700 MW)
MW cada para o S7 (VOITH)
1) BPI - Run Back de
Simular perda
60MW,
dupla no tronco
2) BPII - Run Back de
Xingu -Tucuruí 450- 1) BPI 480MW (BMTE)
14 2.a.2 480->420 NA 40MW,
com fluxo em 100 >410 2) BPII 450MW (XRTE)
3) Sem Desligamento
MW na direção T-
de UG na UHE TUC
X (-100 MW)
(Eletronorte),

1) BPI - Run Up de
Simular perda
50MW .
dupla no tronco
2) BPII - Bloqueio do
Xingu -Tucuruí 450- 1) BPI 400MW (BMTE)
15 2.a.2 400->0 NA bipolo,
com fluxo em 200 >400->0 2) BPII 450MW (XRTE)
3) Desligamento de 2
MW na direção T-
UG na UHE TUC
X ( -200 MW)
(Eletronorte)

1) BPI - Run Back de


Simular perda
150MW,
dupla no tronco
2) BPII - Bloqueio do
Xingu -Tucuruí 460- 1) BPI 600MW (BMTE)
16 2.a.2 600->450 NA bipolo,
com fluxo em 610 >400->0 2) BPII 460MW (XRTE)
3) Desligamento de 4
MW na direção T-
UG na UHE TUC
X (-610 MW)
(Eletronorte)
1) BPI - Run Back de
50MW e bloqueio do
Simular perda
bipolo
dupla no tronco
2) BPII - Run Back de
Xingu -Tucuruí 600->400- 1) BPI 600MW (BMTE)
17 2.a.2 400->0 NA 50MW e bloqueio do
com fluxo em 700 >0 2) BPII 400MW (XRTE)
bipolo,
MW na direção T-
3) Desligamento de 4
X (-700 MW)
UG na UHE TUC
(Eletronorte)
Simular perda 1) BPI - Run Back de
dupla no tronco 1) BPI 550MW - Estreito->Xingu 75MW
Xingu-Tucuruí 450- (BMTE) 2) BPII - Run Back de
18 2.b.1 550->475 NA
com fluxo em 100 >425 2) BPII 450MW - T. Rio ->Xingu 25MW
MW na direção (XRTE)
X-T (100 MW)

129
Simular perda 1) BPI - Run Back de
dupla no tronco 1) BPI 550MW - Estreito->Xingu 100MW
Xingu-Tucuruí 450- (BMTE) 2) BPII - Bloqueio do
19 2.b.1 550->400 NA
com fluxo em 500 >400->0 2) BPII 450MW - T. Rio ->Xingu bipolo
MW na direção (XRTE)
X-T (500 MW)

Simular perda 1) BPI - Bloqueio do


dupla no tronco 1) BPI 550MW - Estreito->Xingu bipolo
Xingu-Tucuruí 550->400- 450- (BMTE) 2) BPII - Bloqueio do
20 2.b.1 NA
com fluxo em 700 >0 >400->0 2) BPII 450MW - T. Rio ->Xingu bipolo
MW na direção (XRTE)
X-T (700 MW)

Simular perda
dupla no tronco 1) BPI 400MW - Estreito->Xingu 1) BPI - Run up de
Xingu -Tucuruí 400- (BMTE) 160MW,
21 2.b.2 400->560 NA
com fluxo em 200 >440 2) BPII 400MW - T. Rio ->Xingu 2) BPII - Run up de
MW na direção T- (XRTE) 40 MW
X (-200 MW)

1) BPI - Run Up de
Simular perda
50MW .
dupla no tronco
2) BPII - Bloqueio do
Xingu -Tucuruí 450- 1) BPI 400MW (BMTE)
43 2.a.2 400->0 NA bipolo,
com fluxo em 200 >400->0 2) BPII 450MW (XRTE)
3) Desligamento de 2
MW na direção T-
UG na UHE TUC
X ( -200 MW)
(Eletronorte)

6.9.2 SEP 4.216.03 - Esquema do Sistema HVDC da SE Xingu para Perda de Bipolo
(Lógica 3)

Esta lógica tem como premissa o cenário Norte Exportador (fluxo dos Bipolos no sentido
Xingu – Estreito e Xingu – Terminal Rio). No cenário Sudeste exportador, não há ação
possível para o caso de contingências internas ao Bipolo.

No cenário Norte Exportador, as contingências internas a um dos Bipolos que levem ao


seu bloqueio ou bloqueio do último polo em operação produzirão a elevação instantânea
do fluxo na interligação Norte-Sudeste, podendo levar à perda de sincronismo entre os
sistemas das regiões Norte/Nordeste e Sul/Sudeste, com a consequente at uação das
proteções de perda de sincronismo das interligações Norte-Sudeste e Sudeste-
Nordeste. Neste caso, a ação promovida é de corte de geração na UHE Belo Monte,
podendo ser complementada com corte de geração na UHE Tucuruí.

A Lógica 3 é inicializada com a recepção do ESOF (Emergency Switch-off), sinal emitido


pelos controles de estação dos Bipolos que representa todas as atuações de funções de
controle ou proteção que levam ao bloqueio do bipolo ou último polo remanescente.

A ação principal da Lógica 3 é o corte de geração na UHE Belo Monte, com a opção
over-trip. O número de máquinas a serem cortadas é determinado em função da
Potência CC Perdida no sistema HVDC e do patamar de fluxo prévio na interligação
Norte-Sudeste (FNS), recebido da SE Serra da Mesa. Caso o montante disponível seja
insuficiente, este corte pode ser complementado pelo corte de geração na UHE Tucuruí.

130
O número de máquinas a serem cortadas na UHE Belo Monte em função dos patamares
de FNS é definido pela tabela a seguir. A seleção das unidades geradoras a serem
cortadas, bem como eventuais alterações de prioridade na fila de corte, poderão ser
realizadas através da IHM da UHE Belo Monte.

A depender do cenário hidrológico, pode não haver máquinas operando como geradores na
UHE Belo Monte (NBM) necessário para atender o corte requerido. Nesse caso, será
necessário um corte de geração complementar de 2 ou 4 unidades geradoras da UHE
Tucuruí, com os seguintes critérios:

• - Se (Corte de Geração Necessário – Despacho) ≤ 611 𝑀𝑊 1 → Corte de 2 UG na UHE


Tucuruí

• - Se (Corte de Geração Necessário – Despacho) > 611 𝑀𝑊 → Corte de 4 UG na UHE


Tucuruí

Tabela 30: Referências da Lógica 3 para corte de geração na UHE Belo Monte.

Testes realizados:

Foram realizados os testes dispostos na Tabela 31 para o teste dessas lógicas. Os testes
para a Lógica 3 seguiram as mesmas premissas descritas para as Lógicas 1 e 2 no ítem

131
anterior. Da mesma forma, devido aos resultados gráficos dos testes dos testes serem
numerosos, não serão apresentados neste relatório. Entretanto, os resultados dos testes
foram satisfatórios, comprovando o funcionamento das lógicas do SEP.

Tabela 31: Testes realizados para a Lógica 3 do SEP.

Cenário

Teste Logica Contigência Fluxos / Despachos (MW) Resultado Esperado


Bipole I Bipole II FNS
(MW) (MW) (MW)

1) BPI 500MW (BMTE)


2) BPII 425M|W (XRTE) 1) BPI - Run up de
3) FNS 600MW (ONS) 100MW
4) Selecionada como prioridade 2) Sem desligamento
Boqueio do
22 3 500->600 425->0 600 UG 10, 11, 12 ,13 e 14 (VOITH) UG de BM
Bipolo 2
5) Disjuntores das UG 10, 11, 12, 3) Envio de Sinal de
13 e 14 fechados (NESA) Bloqueio de 10
6) Informação das UG com 600 segundos TUC
MW cada para o S7 (VOITH)

1) BPI 525MW (BMTE)


2) BPII 450MW (XRTE)
3) FNS 600MW (ONS)
4) Selecionada como prioridade 1) BPII - Sem ação
Boqueio do
23 3 525->0 450 600 UG 10, 11, 12 ,13 e 14 (VOITH) 2) Desligamento da UG
Bipolo 1
5) Disjuntores das UG 10, 11, 12, 10 de BM
13 e 14 fechados (NESA)
6) Informação das UG com 600
MW cada para o S7 (VOITH)
1) BPI 400MW (BMTE)
2) BPII 200MW (XRTE)
3) FNS 1300MW (ONS)
3) Selecionada como prioridade 1) BPI - Run up 200MW
Boqueio do
24 3 400->600 200->0 1300 UG 11, 12, 13 ,14 e 15 (VOITH) 2) Desligamento da UG
Bipolo 2
4) Disjuntores das UG 10, 11, 12, 11 e 12 de BM
13 e 14 fechados (NESA)
5) Informação das UG com 600
MW cada para o S7 (VOITH)
1) BPI 600MW (BMTE)
2) BPII 200MW (XRTE)
3) FNS 1300MW (ONS)
4) Selecionada como prioridade 1) BPI - Sem ação
Boqueio do
25 3 600 200->0 1300 UG 10, 11, 12 ,13 e 14 (VOITH) 2) Desligamento das
Bipolo 2
5) Disjuntores das UG 10, 11, 12, UG 10 e 11 de BM
13 e 14 fechados (NESA)
6) Informação das UG com 600
MW cada para o S7 (VOITH)

1) BPI 425MW (BMTE)


2) BPII 400MW (XRTE)
3) FNS 1300MW (ONS)
3) Selecionada como prioridade 1) BPII - Run up 50MW
Boqueio do
26 3 425->0 400->450 1300 UG 10, 11, 12 ,13 e 14 (VOITH) 2) Desligamento das
Bipolo 1
4) Disjuntores das UG 10, 11, 12, UG 10, 11 e 12 de BM
13 e 14 fechados (NESA)
5) Informação das UG com 600
MW cada para o S7 (VOITH)

132
1) BPI 575MW (BMTE)
2) BPII 400MW (XRTE)
3) FNS 1300MW (ONS)
Boqueio do
4) Selecionada como prioridade
Bipolo 1
UG 10, 11, 12 ,13 e 14 (VOITH)
(Simular a 1) BPII - Run up 50MW
5) Disjuntores das UG 10, 11, 12,
abertura dos 2) Desligamento das
27 3 575->0 400-450 1300 13 e 14 fechados (NESA)
disjuntores da UG 10, 11,12,13 e 14
6) Informação das UG com 600
inteligação de de BM
MW cada para o S7 (VOITH)
barras de 500 kV-
9) Forçar condição das LT 500 kV
Lógica 6)
Belo Monte - Xingu C4 e C5
abertas no Controle Mestre
(XRTE)

1) BPI 575MW (BMTE)


2) BPII 450MW (XRTE)
3) FNS 1500MW (ONS)
1) BPI - Run up 25MW
4) Selecionada como prioridade
Boqueio do 2) Desligamento das
28 3 575->600 450->0 1500 UG 10, 11, 12 ,13 e 14 (VOITH)
Bipolo 2 UG 10, 11,12 e13 de
5) Disjuntores das UG 10, 11, 12,
BM
13 e 14 fechados (NESA)
6) Informação das UG com 600
MW cada para o S7 (VOITH)

1) BPI 475MW (BMTE)


2) BPII 450MW (XRTE)
3) FNS 1500MW (ONS)
1) BPII - Sem ação
4) Selecionada como prioridade
Boqueio do 2) Desligamento das
29 3 475->0 450 1500 UG 10, 11, 12 ,13 e 14 (VOITH)
Bipolo 1 UG 10, 11,12,13,14 e
5) Disjuntores das UG 10, 11, 12,
+1 de BM
13 e 14 fechados (NESA)
6) Informação das UG com 600
MW cada para o S7 (VOITH)

1) BPI 575MW (BMTE)


2) BPII 450MW (XRTE)
3) FNS 1500MW (ONS)
1) BPII - Sem ação
4) Selecionada como prioridade
Boqueio do 2) Desligamento das
30 3 575->0 450 1500 UG 10, 11, 12 ,13 e 14 (VOITH)
Bipolo 1 UG 10, 11,12,13,14 e
5) Disjuntores das UG 10, 11, 12,
+2 de BM
13 e 14 fechados (NESA)
6) Informação das UG com 600
MW cada para o S7 (VOITH)

1) BPI 500MW (BMTE)


1) BPI - Run Up de
2) BPII 400MW (XRTE)
Bloqueio do 100MW,
3) Selecionada como prioridade
Bipolo 2 com as 2) Sem desligamento
UG 10, 11, 12 ,13 e 14 (VOITH)
31 3 LT 500 kV 500->600 400->0 NA das UG na UHE BM,
4) Disjuntores das UG 10, 11, 12,
Tucuruí-Xingu C1 3) Alarme no Controle
13 e 14 fechados (NESA)
e C2 abertas Mestre de Under Trip
5) Informação das UG com 600
(300 MW)
MW cada para o S7 (VOITH)

1) BPI 425MW - (BMTE)


2) BPII 400MW - (XRTE)
3) FNS 1300MW - (ONS)
3) Simular apenas 2UG (1 a 9) 1) BPI - Bloqueado
em operação UHE BM (VOITH) 2) BPII - Run up 50MW
4) Selecionada como prioridade 3) Desligamento de 2
Boqueio do estas UG (VOITH) UG (UG 1 e 2) na UHE
Bipolo 1 5) Disjuntores destas UG BM,
(Simular a fechados (NESA) 4) Desligamento de 2
abertura dos 6) Todos os disparos das UG em UG na UHE TUC,
40 3 425->0 400->450 1300
disjuntores da operação isolados (NESA) 5) Alarme no Controle
inteligação de 7) Sinais de corte 2 ou 4 UG na Mestre de Over Trip
barras de 500 kV- UHE TUC isolados (1620MW)
Lógica 6) (ELETRONORTE) 6) Envio de Bloqueio de
8) Informação desta UG com 600 corte de 4UG na SE
MW para o S7 (VOITH) TUC durante 10
9) Forçar condição das LT 500 kV segundos.
Belo Monte - Xingu C4 e C5
abertas no Controle Mestre
(XRTE).

133
1) BPI 575MW - (BMTE)
2) BPII 400MW - (XRTE)
3) FNS 1300MW - (ONS)
3) Simular apenas 2UG (1 a 9) 1) BPI - Bloqueado
em operação UHE BM (VOITH) 2) BPII - Run up 50MW
4) Selecionada como prioridade 3) Desligamento de 2
Boqueio do estas UG (VOITH) UG (UG 3 e 4) na UHE
Bipolo 1 5) Disjuntores destas UG BM,
(Simular a fechados (NESA) 4) Desligamento de 4
abertura dos 6) Todos os disparos das UG em UG na UHE TUC,
41 3 575->0 400->450 1300
disjuntores da operação isolados (NESA) 5) Alarme no Controle
inteligação de 7) Sinais de corte 2 ou 4 UG na Mestre de Over Trip
barras de 500 kV- UHE TUC isolados (2700MW)
Lógica 6) (ELETRONORTE) 6) Envio de Bloqueio de
8) Informação desta UG com 600 corte de 4UG na SE
MW para o S7 (VOITH) TUC durante 10
9) Forçar condição das LT 500 kV segundos.
Belo Monte - Xingu C4 e C5
abertas no Controle Mestre
(XRTE)

6.9.3 SEP 4.216.04 e 4.216.05 - Esquema do Sistema HVDC da SE Xingu para


Contingências na Interligação Norte- Sudeste (Lógica 4) e para Perda de
Unidades Geradoras na UHE Belo Monte (Lógica 5)

Lógica 4 – Contingências duplas na interligação Norte-Sudeste

Esta lógica promove ações de run-up nos bipolos, podendo ser complementada com corte
de geração na UHE Belo Monte para contribuir com a eliminação de sobrecargas nos
circuitos remanescentes da interligação N-SE quando de perdas duplas ou simples com
indisponibilidade em qualquer de seus trechos, em complementação ao SEP existente da
interligação.

O SEP existente da interligação N-SE está implantado no CLP de Serra da Mesa. Este
equipamento fornece aos IED do SEP instalado nas SE Serra da Mesa 1 e 2 três sinais
digitais, denominados Sinais 1, 2 e 3, que serão enviados ao SEP/Controle Mestre na SE
Xingu. Esses sinais comandam ações de run-up com diferentes montantes, conforme a
Tabela 32.

Tabela 32 - Sinal digital enviado para o SEP/Controle Mestre para atuação da Lógica 4

134
Cenário Norte Exportador (Sinal 1)

No SEP da interligação N-SE existem diversas lógicas que comandam o corte de unidades
geradoras na UHE Tucuruí, além de Serra da Mesa, Estreito, Lajeado e Peixe Angical.
Todas as lógicas que comandam o corte de 4 unidades geradoras na UHE Tucuruí nesse
SEP gerarão o Sinal 1, incluindo também a atuação da “Proteção de Perda de Sincronismo”
– PPS da LT 500 kV Gurupi – Serra da Mesa C1, que é uma lógica adicional dele.

Além de serem realizados os cortes de geração necessários (incluindo 4 UG na UHE


Tucuruí) pelo SEP da interligação através da rota de comunicação existente na rede CA, a
recepção do Sinal 1 pelo SEP/Controle Mestre na SE Xingu, de forma redundante, comanda
o corte de geração de 4 UG na UHE Tucuruí via o canal de comunicação de SDH entre as
SE Xingu e Tucuruí.

O Sinal 1 comandará adicionalmente a ação de run-up de 1000 MW no Controle Mestre, a


ser distribuído entre os bipolos. Caso não haja margem de run-up suficiente, para o
montante restante será realizado corte de geração na UHE Belo Monte, com a opção over-
trip.

Cenário Sudeste Exportador (Sinais 2 e 3)

Em caso de perda dupla (ou simples, na indisponibilidade de um circuito) na interligação


Norte-Sudeste, uma ação de run-up nos Bipolos se fará necessária de modo a limitar o
carregamento no BCS do circuito Colinas-Miracema em 1950 MVA (sobrecarga de 50%), a
depender do fluxo prévio nessa LT.

A informação de fluxo de potência ativa na LT 500 kV Miracema-Colinas, medido em


Miracema com sentido para Colinas (FMCCO) é convertido no CLP de Serra da Mesa em
dois sinais digitais, que definem dois níveis de run-up para o SEP/Controle Mestre na SE
Xingu:

• Sinal 2: run-up de 1000 MW, quando 1900 MW < FMCCO < 2900 MW;

• Sinal 3: run-up de 2100 MW, quando FMCCO ≥ 2900 MW.

Lógica 5 – Perda de unidades geradoras na UHE Belo Monte com indisponibilidade da LT


500 kV Xingu-Tucuruí

Esta lógica promove ações de run-back ou run-up nos Bipolos em caso de perda de
unidades geradoras na UHE Belo Monte, em montante igual à geração perdida, caso haja
perda dupla na LT 500 kV Tucuruí – Xingu C1/C2 (área Manaus/Macapá e a UHE Belo

135
Monte interligadas modo assíncrono ao SIN). Tal ação visa restabelecer o equilíbrio carga-
geração na área ilhada.

No cenário Norte Exportador, a ação é de run-back de valor igual à perda de geração. No


cenário Sudeste Exportador, a ação é de run-up de valor igual à perda de geração.

A lógica é pré-habilitada pela perda dupla de circuitos da LT 500 kV Xingu-Tucuruí, após


uma temporização de 10 s na caracterização da perda dupla de circuitos da LT 500 kV
Xingu-Tucuruí, para evitar que, nos casos em que seja necessário promover o corte de
geração por esgotamento da margem para a execução de run-up (Lógica 2), uma ação
oposta de run-back seja indevidamente efetuada.

Testes realizados:

Foram realizados os testes dispostos na Tabela 33 para o teste dessas lógicas. Os testes
para as Lógicas 4 e 5 seguiram as mesmas premissas descritas para as Lógicas 1 e 2 no
ítem anterior. Da mesma forma, devido aos resultados gráficos dos testes dos testes serem
numerosos, não serão apresentados neste relatório. Entretanto, os resultados dos testes
foram satisfatórios, comprovando o funcionamento das lógicas do SEP.

Tabela 33: Testes realizados para a Lógica 5 do SEP.

Cenário

Teste Logica Contingência Fluxos / Despachos (MW) Resultado Esperado


Bipole I Bipole II FNS
(MW) (MW) (MW)

1) BPI - Desligado (BMTE) 1) Desligamento de 2


Bilpolo 1 e 2 fora
2) BPII - Desligado (XRTE) UG (UG 10 e 11) na
de operação e
3) Selecionada como prioridade UHE BM,
recebimento do
UG 10, 11, 12 ,13 e 14 (VOITH) 2) Desligamento de 4
32 4 Sinal 1 0 0 NA
4) Disjuntores das UG 10, 11, 12, UG na UHE TUC,
(Corte 4 UG em
13 e 14 fechados (NESA) 3) Alarme no Controle
TUC e Run Up
5) Informação das UG com 600 Mestre de Over Trip
1000MW)
MW cada para o S7 (VOITH) (1000MW)

1) BPI - Run up 100MW


1) BPI 500MW (BMTE) 2) BPII - Run up 50MW
2) BPII 400MW (XRTE) 3) Desligamento de 2
Recebimento do
3) Selecionada como prioridade UG (UG 10 e 11) na
Sinal 1
UG 10, 11, 12 ,13 e 14 (VOITH) UHE BM,
33 4 (Corte 4 UG em 500->600 400->450 NA
4) Disjuntores das UG 10, 11, 12, 4) Desligamento de 4
TUC e Run Up
13 e 14 fechados (NESA) UG na UHE TUC,
1000MW)
5) Informação das UG com 600 5) Alarme no Controle
MW cada para o S7 (VOITH) Mestre de Over Trip
(1000MW)

1) BPI 500MW - Estreito -> Xingu


(BMTE)
2) BPII 400MW - T Rio -> Xingu
Recebimento do (XRTE)
Sinal 2 3) Selecionada como prioridade 1) BPI - Run up 100MW
34 4 500->600 400->450
(Run UP 1000 UG 10, 11, 12 ,13 e 14 (VOITH) 2) BPII - Run up 50MW
MW) 4) Disjuntores das UG 10, 11, 12,
13 e 14 fechados (NESA)
5) Informação das UG com 600
MW cada para o S7 (VOITH)

136
1) BPI 500MW - Estreito -> Xingu
(BMTE)
2) BPII 400MW - T Rio -> Xingu
Recebimento do
(XRTE)
Sinal 2 com as
3) Selecionada como prioridade 1) Sem ação
35 4 LT 500 kV 500->500 400->400 NA
UG 10, 11, 12 ,13 e 14 (VOITH)
Tucuruí-Xingu C1
4) Disjuntores das UG 10, 11, 12,
e C2 abertas
13 e 14 fechados (NESA)
5) Informação das UG com 600
MW cada para o S7 (VOITH)

1) BPI 500MW - Estreito -> Xingu


(BMTE)
2) BPII 400MW - T Rio -> Xingu
Recebimento do (XRTE)
Sinal 3 3) Selecionada como prioridade 1) BPI - Run up 100MW
36 4 500->600 400->450 NA
(Run UP 2100 UG 10, 11, 12 ,13 e 14 (VOITH) 2) BPII - Run up 50MW
MW) 4) Disjuntores das UG 10, 11, 12,
13 e 14 fechados (NESA)
5) Informação das UG com 600
MW cada para o S7 (VOITH)

1) BPI 550MW - (BMTE)


LT 500 kV
2) BPII 450MW - (XRTE)
Tucuruí-Xingu C1
3) Selecionada como prioridade
e C2 Abertas
UG 10, 11, 12 ,13 e 14 (VOITH) 1) BPI - Run back
após 10
4) Disjuntores das UG 10, 11, 12, 75MW
37 5 segundos e 550->475 450->425 NA
13 e 14 fechados (NESA) 2) BPII - Run back
perda de UG na
5) Informação das UG com 100 25MW
UHE BM
MW cada para o S7 (VOITH)
(Norte
6) Bloquear atuação da Lógica 2
exportador)
no Controle Mestre (XRTE)

1) BPI 575MW - (BMTE)


2) BPII 425MW - (XRTE)
LT 500 kV
3) Selecionada como prioridade
Tucuruí-Xingu C1
UG 10, 11, 12 ,13 e 14 (VOITH)
e C2 fechadas e
4) Disjuntores das UG 10, 11, 12,
38 5 perda de UG na 475->475 425->425 NA 1) Sem ação
13 e 14 fechados (NESA)
UHE BM
5) Informação das UG com 100
(Norte
MW cada para o S7 (VOITH)
exportador)
6) Bloquear atuação da Lógica 2
no Controle Mestre (XRTE)

1) BPI 475MW - Simular Estreito -


> Xingu (XRTE)
LT 500 kV
2) BPII 425MW - Simular T Rio ->
Tucuruí-Xingu C1
Xingu (XRTE)
e C2 Abertas
3) Selecionada como prioridade
após 10
UG 10, 11, 12 ,13 e 14 (VOITH) 1) BPI - Run up 84MW
39 5 segundos e 475->559 425->441 NA
4) Disjuntores das UG 10, 11, 12, 2) BPII - Run up 16MW
perda de UG na
13 e 14 fechados (NESA)
UHE BM
5) Informação das UG com 100
(Norte
MW cada para o S7 (VOITH)
importador)
6) Bloquear atuação da Lógica 2
no Controle Mestre (XRTE)

1) BPI 500MW - (BMTE)


2) BPII 400MW - (XRTE)
3) Simular apenas 2UG (1 a 9)
1) BPI - Run up 100MW
em operação UHE BM (VOITH)
2) BPII - Run up 50MW
4) Selecionada como prioridade
3) Desligamento de 2
estas UG (VOITH)
UG (UG 1 e 2) na UHE
5) Disjuntores destas UG
Recebimento do BM,
42 4 500->600 400->450 NA fechados (NESA)
Sinal 1 4) Desligamento de 4
6) Todos os disparos das UG em
UG na UHE TUC;
operação isolados (NESA)
5) Alarme no no
7) Sinais de corte 2 ou 4 UG na
Controle Mestre de
UHE TUC isolados
Over Trip 850MW.
(ELETRONORTE)
8) Informação desta UG com 600
MW para o S7 (VOITH)

137
7. Recomendações

Todos os agentes do SIN devem elaborar e enviar ao ONS a sua programação de


testes de SEP sob sua responsabilidade a serem executados em 2020.

Todos os agentes, após a execução de testes em SEP, devem elaborar e encaminhar


ao ONS o respectivo relatório de testes para compor o relatório anual, tendo por base
o modelo de relatório de teste de SEP, em anexo, de acordo com o prazo estabelecido
no item 7.5 no submódulo 11.4.

8. Créditos

Este relatório foi elaborado pela Diretoria de Planejamento (DPL) do ONS, com a
participação dos seguintes Agentes:

AES Tiete; Amazonas GT; State Grid; CEEE; CELESC; CHESF; CTEEP; Eletrosul;
Furnas; Light, LTTE; Matrincha; XRTE

138
9. Referências

[1] Relatório ONS RE 3/031/2012 “Testes de desempenho dos Sistemas Especiais


de Proteção”.

[2] Relatório ONS RE 3/0032/2013 “Testes de Desempenho dos Sistemas


Especiais de Proteção – período 2012 a março de 2013”.

[3] ONS RE 3/0044/2014 “Testes de Desempenho dos Sistemas Especiais de


Proteção – ano 2013”

[4] ONS RE 3/0090/2015 “Testes de Desempenho dos Sistemas Especiais de


Proteção – ano 2014”.

[5] ONS RE 3/0090/2016 “Testes de Desempenho dos Sistemas Especiais de


Proteção – ano 2015”.

[6] ONS RE 3/0049/2017 “Testes de Desempenho dos Sistemas Especiais de


Proteção – ano 2016”.

[7] ONS DPL-REL-0121/2018 “Testes de Desempenho dos Sistemas Especiais de


Proteção – ano 2017”.

[8] ONS DPL-REL-0120/2019 “TESTE DE DESEMPENHO DOS SISTEMAS


ESPECIAIS DE PROTEÇÃO ANO 2018”

[9] Banco de dados dos SEP do ONS.

[10] Relatórios de testes de SEP dos Agentes.

[11] Ofício 365/2012-SFE/ANEEL, de 20 de agosto de 2012.

[12] Procedimentos de Rede, Submódulo 11.4.

139
10. ANEXO

MODELO DE RELATÓRIO DE TESTE DE SEP A SER UTILIZADO PELOS


AGENTES

Relatório de Comissionamento/Teste
do SEP “Nome”

140
Sumário

1. Introdução 142

2. Empresa responsável 143

3. Finalidade 144

4. Descrição da lógica de funcionamento 145

5. Ajuste dos sensores / parâmetros 146

6. Diagramas 147

7. Descrição dos testes executados 148

141
1. Introdução
Este relatório apresenta os resultados dos ensaios realizados, no dia dd/mm/aaaa, pela
empresa XXXX durante o comissionamento do SEP (título do SEP), definido no relatório (título
do relatório) nº ONS XXXX.

ONS DPL-REL-0158/2020 Testes de Desempenho de SEP 142 / 149


149
2. Empresa responsável
O relatório deve conter o nome da empresa ou empresas responsáveis pelo esquema
(nome/email/telefone).

ONS DPL-REL-0158/2020 Testes de Desempenho de SEP 143 / 149


149
3. Finalidade
O relatório deve apresentar um breve descritivo do SEP com foco no seu objetivo.

ONS DPL-REL-0158/2020 Testes de Desempenho de SEP 144 / 149


149
4. Descrição da lógica de funcionamento
O relatório deve descrever como funciona o esquema, inclusive como operam os relés,
sensores ou rotinas associadas ao sistema de supervisão e controle, SCADA, CLP, etc.

ONS DPL-REL-0158/2020 Testes de Desempenho de SEP 145 / 149


149
5. Ajuste dos sensores / parâmetros
O relatório deve conter os ajustes dos relés, inclusive temporizadores. Se os ajustes forem
indicados em % indicar a base considerada, por exemplo: relé de sobrecorrente – 150% de In, In
= 1200A. Utilizar sempre valores referidos ao primário em A, kV, MW, etc.
Informar as RTC e RTP envolvidas no esquema.
Fornecer a relação “valor de desoperação / valor de operação” (drop out / pickup) dos relés.
Parâmetros – quando usar tecnologia digital como, por exemplo, rotina de software
incorporada a sistema de supervisão e controle, CLP, IED ou microprocessadores, é preciso
explicitar os parâmetros utilizados. Acrescentar as tabelas de referência para habil itar a lógica.
Devem ser fornecidos os modelos e fabricantes dos relés, processadores, modems,
equipamentos de comunicação, CLPs, IEDs, etc, utilizados no esquema.

ONS DPL-REL-0158/2020 Testes de Desempenho de SEP 146 / 149


149
6. Diagramas
O relatório deve apresentar o funcionamento do esquema sinteticamente, através de
diagramas lógicos.
Devem ser incluídos unifilares simplificados retratando a(s) instalação(ões) envolvida(s).
Quando for importante para a compreensão do SEP recomenda-se acrescentar gráficos e
tabelas.
Se nos diagramas forem utilizados símbolos, siglas ou abreviaturas de nomes de instalações
ou componentes, identificá-los numa legenda.

ONS DPL-REL-0158/2020 Testes de Desempenho de SEP 147 / 149


149
7. Descrição dos testes executados
Há necessidade de definição preliminar do roteiro de teste pelo Agente Principal. Se
necessário, o ONS coordenará reunião com os demais Agentes envolvidos.
Os testes em SEP requerem análises criteriosas das equipes, com participação de
especialistas de proteção e comunicação das empresas envolvidas, tanto durante o processo de
elaboração das rotinas de testes quanto durante os testes propriamente ditos.
Os testes a serem realizados deverão ser cadastrados no SGI, o qual deve ser informado no
relatório, conforme procedimento vigente, e deverão conter pelo menos as informações abaixo,
visando uma análise mais segura pelo pessoal que avalia/aprova as intervenções:
• Avaliação de risco de desligamentos acidentais;

• Finalidade dos testes e origem da recomendação;


• Se o teste deve ser realizado com o SEP em serviço ou fora de serviço;
• Duração aproximada dos testes;
• Aprovação prévia pelo ONS, que deverá preparar o sistema, caso necessário, definindo o
melhor horário para se realizar a intervenção.
Sempre que possível deverá ser comandada a abertura dos disjuntores durante a realização
dos testes completos de funcionalidade e medir o tempo total de atuação do mesmo,
considerando o tempo entre a contingência e a tomada de ação
O relatório deve conter as etapas de comissionamento realizadas previamente à
disponibilização para operação do SEP, tais como:
• inspeções;
• verificação dos circuitos elétricos envolvidos;

• validação dos sistemas de comunicação;


• adequações das lógicas e base de dados do sistema de supervisão;
• simulação das lógicas;

• verificação das sinalizações de atuação; etc.


OBSERVAÇÕES:
Para melhor verificação dos testes executados poderá ser anexado o SGI no relatório
mostrando a data e hora que o teste foi executado.
Poderá ser anexado a LOG de eventos e ou informações capazes de distinguir a atuação do
SEP bem como os tempos envolvidos do momento que foi enviado a solicitação até o referido
comando de disparo para abertura/fechamento do disjuntor.
Incluir resultados de testes de níveis que levem a atuação e com valores próximos aos
valores estabelecidos que não levariam a atuação.

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Poderá ser anexado fotos da tela do painel do operador para mostrar como que o SEP é
Ligado/Desligado e como é mostrado que o SEP Atuou.

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