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DISCIPULADO SEM FRONTEIRAS

Orientando Vidas em Amor

APOSTILA 4 – PRINCÍPIOS CRISTÃOS

AULA 15 – PRINCÍPIO BÍBLICO DA CONTRIBUIÇÃO (PARTE 7)


NOTA: Todos os membros das igrejas são convidados a refletirem sobre o passado e o
futuro de suas Igrejas. A pergunta é: Será que temos correspondido ao amor de Jesus?
Dedicamo-nos de coração ao trabalho missionário?
Ao longo de nossa história eclesial, temos enfrentado problemas na manutenção de nossos
empreendimentos missionários. Para solucioná-los, foram empreendidas campanhas de esclarecimento,
mas os problemas persistem:
O que há de errado com as igrejas em relação às ofertas? A julgar pela situação dos
membros, não deveria ser difícil manter os empreendimentos. Quais são, portanto, as razões por
que falham? Carecem de melhor método? Gastam demais? Alguns são de opinião de que o problema
está no método, pois as igrejas que adotam o método do dízimo ou práticas similares “vencem” suas
dificuldades financeiras e têm abundância de recursos materiais enquanto as congregações que
permanecem no método da oferta voluntária por amor lutam com dificuldades financeiras.
O assunto “oferta” é problemático em nosso meio eclesial, pois toda a vez que o assunto é
abordado em conferências, concílios e convenções, desperta acirrados debates, sem chegar a
conclusões convincentes. Enquanto isso, cada congregação busca solucionar o problema a seu
modo e pelos métodos que julga propícios. Isto está trazendo um mal-estar aos leigos, que
pedem uma definição sobre o assunto.
Parece-nos que o problema não está simplesmente na área da teologia prática. O problema é
doutrinário. Urge clarificarmos nossa posição doutrinária a esse respeito, o que deve, por sua vez,
orientar a praxe na aplicação dos métodos de recolhimento dos frutos da fé.
Há leis gerais sobre como administrar? – Sim! Deus confia a seus filhos pela fé em Cristo,
tempo, dons e bens conforme lhe apraz, a um mais, a outro menos, determinado pela lei específica do
Amor, de como devem administrar as dádivas de Deus. Como na parábola dos talentos (Mt 25.14-30), o
Senhor confiou a seus servos talentos. É preciso manter com firmeza que as leis cerimoniais do Antigo
Testamento foram abolidas (Cl 3.16) e que no Novo Testamento Deus prescreveu uma lei específica
sobre como administrar, ou seja, fazendo tudo por amor e com amor, a Deus e ao próximo e não
somente ao membro da igreja ou o obreiro da instituição.
Na qualidade de filho de Deus pela fé em Cristo e na qualidade de sacerdote de Deus, os
cristãos procuram administrar tudo para a glória de Deus e o bem estar do próximo.
Eles têm diante de seus olhos a missão que Cristo lhes confiou: “Ide fazei discípulos de
todas as nações” (Mt 28.19).
Para isso se apegam à palavra de Deus, na qual buscam forças para poder lutar contra a sua
própria carne pecaminosa, contra as tentações do mundo, de Satanás e lutar por vida santificada.
Eles oram, pedindo que Deus lhes conceda rica medida do Espírito Santo para poderem ser sal e
luz da terra (Mt 5.13; 1 Pe 2.9; 1 Co 12.27; Rm 12.4-8; Rm 14.33; Mt 6.33).
O que dizer das igrejas que impõem a seus membros uma série de leis quanto à comida,
vestimentas, o guardar do sábado e a forma de ofertar conforme o AT? São igrejas que ainda não
compreenderam o poder da graça de Deus, ainda não compreenderam o espírito de Cristo e o
poder da fé cristã. Mas os exemplos bíblicos não podem ser úteis como orientações para a vida cristã?
Sem dúvida que sim, pois foram escritos para nosso ensino.
Mas esses exemplos não podem ser transcritos em leis ou modelos rígidos, pois cada situação e
momento requer dos administradores decisões próprias. Cada cristão procura servir da melhor forma
possível, conforme seu grau de fé, seus conhecimentos, com o que tem e não tem. Nesse servir luta
contra sua carne, tem quedas e vitórias, altos e baixos, usando em tudo o bom senso e amor, desde que
inserido na Lei da Perfeita Liberdade em Cristo. (Tm 5.8; 1 Jo 3.17; Rm 13.7; At 5.34).

PERGUNTA: Se o dizimista não é mais para a atual dispensação conforme vimos, qual o tipo
de atitude e qual a forma de produzir amor, fé, justiça e misericórdia no uso do livre arbítrio,
satisfazendo a Lei de Cristo no NT, que conforme já provamos, foi aperfeiçoada na Lei do Amor?

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Dizem que devemos devolver a Deus a décima parte do que se ganha, como atitude de entrega
pessoal e gratidão.Mas não basta “devolver do dízimo”; temos que entregar a nossa vida, o nosso
coração no altar de Deus, pois não devemos devolver como ato de pagar uma mensalidade ou contas
de luz e água, prestações de eletrodomésticos com medo de ter o nosso nome no “SPC divino”.
Já vimos que no NT, surgiu a Lei da perfeita Liberdade em Cristo, com um tipo de atitude
que dispõe dos tipos de contribuições já vistos pata o NT que são as ofertas, dádivas, esmolas,
ações de graça, coleta e serviço, coisas que o “dizimista”não faz como obrigação sacerdotal do
NT, assim, surge o novo padrão de cooperador com Deus, o servo, o MORDOMO DE CRISTO!
Ser dizimista nada vale e sim, o ser mordomo que é ser muito mais que dizimista, pois agora não
temos mais os 90% nossos para devolver 10% a Deus. Ele agora requer tudo e somos totalmente dele a
seu serviço, a quem prestaremos contas dos talentos, como o corpo, os pensamentos, as palavras, o
tempo, a influência, os bens e oportunidades que Deus nos emprestou e a quem daremos contas, afinal.

1) A MORDOMIA CRISTÃ:
A) O SURGIMENTO NO NOVO TESTAMENTO NAS PARÁBOLAS DE JESUS:
* RE
ETRATADO NA PARÁBOLA DOS TRABALHADORES DA VINHA: (Mt.20:1-16):
Porque o reino dos céus é semelhante a um homem, pai de família, que saiu de madrugada a
assalariar trabalhadores para a sua vinha. E, ajustando com os trabalhadores a um dinheiro por
dia, mandou-os para a sua vinha. E, saindo perto da hora terceira, viu outros que estavam
ociosos na praça, E disse-lhes: Ide vós também para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo. E eles
foram. Saindo outra vez, perto da hora sexta e nona, fez o mesmo. E, saindo perto da hora
undécima, encontrou outros que estavam ociosos, e perguntou-lhes: Por que estais ociosos todo
o dia? Disseram-lhe eles: Porque ninguém nos assalariou. Diz-lhes ele: Ide vós também para a
vinha, e recebereis o que for justo. E, aproximando-se a noite, diz o senhor da vinha ao seu
mordomo: Chama os trabalhadores, e paga-lhes o jornal, começando pelos derradeiros, até aos
primeiros. E, chegando os que tinham ido perto da hora undécima, receberam um dinheiro cada
um. Vindo, porém, os primeiros, cuidaram que haviam de receber mais; mas do mesmo modo
receberam um dinheiro cada um. E, recebendo-o, murmuravam contra o pai de família, Dizendo:
Estes derradeiros trabalharam só uma hora, e tu os igualaste conosco, que suportamos a fadiga
e a calma do dia. Mas ele, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço agravo; não
ajustaste tu comigo um dinheiro? Toma o que é teu, e retira-te; eu quero dar a este derradeiro
tanto como a ti. Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque
eu sou bom? Assim os derradeiros serão primeiros, e os primeiros derradeiros; porque muitos
são chamados, mas poucos escolhidos. (Observe que não se trata de dizimistas devolvendo ao dono
e sim cuidando de tudo que é do dono e representa a mesma salvação dada aos crentes no decorrer da
dispensação da graça, mas todos tiveram que trabalhar no campo, que é o Evangelho).

* RETRATADO NA PARÁBOLA DO MORDOMO FIEL: (LC 12:36-48):


E sede vós semelhantes aos homens que esperam o seu senhor, quando houver de voltar
das bodas, para que, quando vier, e bater, logo possam abrir-lhe. Bem-aventurados aqueles
servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando! Em verdade vos digo que se cingirá, e os
fará assentar à mesa e, chegando-se, os servirá. E, se vier na segunda vigília, e se vier na terceira
vigília, e os achar assim, bem-aventurados são os tais servos. Sabei, porém, isto: que, se o pai de
família soubesse a que hora havia de vir o ladrão, vigiaria, e não deixaria minar a sua casa.
Portanto, estai vós também apercebidos; porque virá o Filho do homem à hora que não
imaginais. E disse-lhe Pedro: Senhor, dizes essa parábola a nós, ou também a todos? E disse o
SENHOR: Qual é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor pôs sobre os seus servos,
para lhes dar a tempo a ração? Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier,
achar fazendo assim. Em verdade vos digo que sobre todos os seus bens o porá. Mas, se aquele
servo disser em seu coração: O meu senhor tarda em vir; e começar a espancar os criados e
criadas, e a comer, e a beber, e a embriagar-se, virá o senhor daquele servo no dia em que o não
espera, e numa hora que ele não sabe, e separá-lo-á, e lhe dará a sua parte com os infiéis. E o
servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade,
será castigado com muitos açoites; Mas o que a não soube, e fez coisas dignas de açoites, com
poucos açoites será castigado. E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que

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muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá. (Não trata de dizimistas devolvendo ao dono; mas
cuidando de tudo que é do dono e sendo alertados de que se não vigiarem o retorno do Senhor e não
tiverem sido achados fiéis no cuidado das coisas do Senhor e tratando bem as pessoas, serão
castigados).

* RETRATADO NA PARÁBOLA DO MORDOMO INFIEL: (Lc.16:1-13):


E DIZIA também aos seus discípulos: Havia um certo homem rico, o qual tinha um
mordomo; e este foi acusado perante ele de dissipar os seus bens. E ele, chamando-o, disse-lhe:
Que é isto que ouço de ti? Dá contas da tua mordomia, porque já não poderás ser mais meu
mordomo. E o mordomo disse consigo: Que farei, pois que o meu senhor me tira a mordomia?
Cavar, não posso; de mendigar, tenho vergonha. Eu sei o que hei de fazer, para que, quando for
desapossado da mordomia, me recebam em suas casas. E, chamando a si cada um dos
devedores do seu SENHOR, disse ao primeiro: Quanto deves ao meu senhor? E ele respondeu:
Cem medidas de azeite. E disse-lhe: Toma a tua obrigação, e assentando-te já, escreve cinqüenta.
Disse depois a outro: E tu, quanto deves? E ele respondeu: Cem alqueires de trigo. E disse-lhe:
Toma a tua obrigação, e escreve oitenta. E louvou aquele senhor o injusto mordomo por haver
procedido prudentemente, porque os filhos deste mundo são mais prudentes na sua geração do
que os filhos da luz. E eu vos digo: Granjeai amigos com as riquezas da injustiça; para que,
quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos. Quem é fiel no mínimo,
também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito. Pois, se nas
riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras? E, se no alheio não fostes
fiéis, quem vos dará o que é vosso? Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de
odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e
a Mamom. (Observe que não se trata de dizimistas devolvendo ao dono e sim cuidando de tudo que é
do dono. Aqui Jesus não está aprovando o roubo e a falsidade na obra de Deus, mas louvando o
cuidado do mordomo com a sua eternidade; somos alertados por Deus para usarmos as riquezas
injustas do mundo para conquistarmos almas para Deus e termos o cuidado de priorizarmos unicamente
o serviço espiritual ao Senhor e nunca ao Mamom ou ao dinheiro; ou investimos na obra em amor às
vidas ou tornaremos a igreja uma empresa visando unicamente o lucro e investimento e recebendo do
Senhor a punição pelo amor ao dinheiro).

* RETRATADO NA PARÁBOLA DOS TALENTOS: (Lc.19:12-26):


Disse pois: Certo homem nobre partiu para uma terra remota, a fim de tomar para si um
reino e voltar depois. E, chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas, e disse-lhes: Negociai
até que eu venha. Mas os seus concidadãos odiavam-no, e mandaram após ele embaixadores,
dizendo: Não queremos que este reine sobre nós. E aconteceu que, voltando ele, depois de ter
tomado o reino, disse que lhe chamassem aqueles servos, a quem tinha dado o dinheiro, para
saber o que cada um tinha ganhado, negociando. E veio o primeiro, dizendo: Senhor, a tua mina
rendeu dez minas. E ele lhe disse: Bem está, servo bom, porque no mínimo foste fiel, sobre dez
cidades terás autoridade. E veio o segundo, dizendo: Senhor, a tua mina rendeu cinco minas. E a
este disse também: Sê tu também sobre cinco cidades. E veio outro, dizendo: Senhor, aqui está a
tua mina, que guardei num lenço; Porque tive medo de ti, que és homem rigoroso, que tomas o
que não puseste, e segas o que não semeaste. Porém, ele lhe disse: Mau servo, pela tua boca te
julgarei. Sabias que eu sou homem rigoroso, que tomo o que não pus, e sego o que não semeei;
Por que não puseste, pois, o meu dinheiro no banco, para que eu, vindo, o exigisse com os
juros? E disse aos que estavam com ele: Tirai-lhe a mina, e dai-a ao que tem dez minas. (E
disseram-lhe eles: Senhor, ele tem dez minas.) Pois eu vos digo que a qualquer que tiver ser-lhe-
á dado, mas ao que não tiver, até o que tem lhe será tirado.
(Observe que não se trata de dizimistas devolvendo ao dono e sim cuidando de tudo que é do
dono e aquele servo de Deus que tiver um talento e enterrar, será castigado. Note que o talento
representa aquilo que carregamos que tem peso e valor diante de Deus).

B) A PALAVRA MORDOMO (SIGNIFICADO):

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Descrita em 1 Pe 4.10 e 11; 1 Co 4.1 e 2, a palavra mordomia sofreu, ao longo dos anos, uma
deturpação devido ao seu mau uso. Esta palavra é usada como regalias e favores concedidos,
especialmente pelos governos, a alguns funcionários públicos.
Ou ainda, quando pensamos em mordomo, pensamos num romance ou filme policial em que o
mordomo sempre é o criminoso.
Estes não são o sentido bíblico da mordomia cristã.
Mordomo é a pessoa encarregada da administração de uma casa; administrador; no caso
dos cristãos, do IDE de Cristo.
Veja que não é apenas dispor de parte do que se tem e barganhar bênçãos na igreja; é viver
compromisso total e exclusivo a Deus em todos os momentos e em todas as áreas de nossa vida,
prova de novo nascimento.
O que temos visto é uma aberração profana desta doutrina, de forma materialista, onde o
servo passa a querer mandar no Senhor e assim, se duvida se a maioria dos crentes atuais estão
interessados e despertados aguardando Jesus vir a qualquer momento e se estão conscientes de
que não vale mais o dízimo e sim amar a Deus e ao próximo como mordomo!
A palavra mordomo, em português, vem do latim majordomus; Major, em latim, é maior ou
principal, e domus, casa, a casa com tudo que ela contém e significa. Assim mordomo é o principal
servo, o que administra a casa do seu senhor, como Eliézer (Gn 24.2) e José (Gn 39.4-6).
“É o reconhecimento da soberania de Deus, a aceitação do nosso cargo de depositários da vida e
das possessões, e administração das mesmas de acordo com a vontade de Deus”

C) CONCEITO DA PALAVRA MORDOMO NO ANTIGO TESTAMENTO EM HEBRÁICO:


* dqp paqad – indica comparecer, convocar, cuidar de, ser chamado a acertar contas, tornar
supervisor, nomear um supervisor, comissionar, confiar, entregar aos cuidados, passado em revista
indicando convocações, custos (Gn.34:9);
* edy yada‘ – indica conhecer, estar familiarizado, revelar-se (Gn.39:8);
* hqv shaqah - dar de beber, irrigar, beber, regar, levar a beber água (Gn.40:1);
* vya ‘iysh - significando ser existente - homem ou mulher, uma pessoa que represente
carnalçmente algo (responsável) - (Gn.43:19);
* tyb bayith rma ‘amar - dizer, falar, proferir agir orgulhosamente declarar, afirmar na casa como
mandado ou representante (Gn.44:1);
* lvm mashal - governar, ter domínio, reinar, exercer domínio (Sl.105:21);

D) MORDOMOS PRESENTES NO ANTIGO TESTAMENTO:


* O damasceno Eliézer, mordomo de Abraão (Gn.15:2);
* Zebul, mordomo de Siquém (Jz.9:28);
* Aisar, mordomo importante de Salomão (1 Rs.4:6);
* Arza, mordomo de Elá, Rei de Israel (1 Rs.16:9);
* Obadias, mordomo do Rei Avabe (1 Rs.18:3);
* Hilquias, mordomo do rei Ezequias (2 Rs.18:18);
* Azricão, mordomo do rei Acaz (2 Cr.28:7);
* Sebna, mordomo do Rei Ezequias (Is.22:15);

E) CONCEITO DA PALAVRA MORDOMO NO NOVO TESTAMENTO EM GREGO


* oikonomov oikonomos - de oikov oikos - casa e nomov nomos da palavra nemo (parcelar,
especialmente comida ou pasto para animais ) – indicando qualquer coisa estabelecida, qualquer
coisa recebida pelo uso, costume, lei, comando. O administrador do lar ou dos afazeres do lar, um
administrador, gerente, superintendente (seja nascido livre ou, como era geralmente o caso, um liberto
ou um escravo) para quem o chefe da casa ou proprietário tinha confiado a administração dos seus
afazeres, o cuidado das receitas e despesas. Também, e o dever de repartir a porção própria para cada
servo e até mesmo para as crianças pequenas, como os apóstolos e outros mestres, bispos e
supervisores cristãos ordenados por Jesus para cuidar de sua Igreja (Lc.12:42);

F) CARACTERÍSTICAS DA PALAVRA MORDOMO NO NOVO TESTAMENTO:

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* E, aproximando-se a noite, diz o senhor da vinha ao seu mordomo: Chama os


trabalhadores, e paga-lhes o jornal, começando pelos derradeiros, até aos primeiros. (Mt.20:8);

* E disse o Senhor: Qual é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor pôs sobre os
seus servos, para lhes dar a tempo a ração? Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor,
quando vier, achar fazendo assim. Em verdade vos digo que sobre todos os seus bens o porá.
Mas, se aquele servo disser em seu coração: O meu senhor tarda em vir; e começar a espancar
os criados e criadas, e a comer, e a beber, e a embriagar-se, virá o senhor daquele servo no dia
em que o não espera, e numa hora que ele não sabe, e separá-lo-á, e lhe dará a sua parte com os
infiéis. E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua
vontade, será castigado com muitos açoites; Mas o que a não soube, e fez coisas dignas de
açoites, com poucos açoites será castigado. E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe
pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá. (Lc.12:42-38);

* E dizia também aos seus discípulos: Havia um certo homem rico, o qual tinha um
mordomo; e este foi acusado perante ele de dissipar os seus bens. E ele, chamando-o, disse-lhe:
Que é isto que ouço de ti? Dá contas da tua mordomia, porque já não poderás ser mais meu
mordomo. E o mordomo disse consigo: Que farei, pois que o meu senhor me tira a mordomia?
Cavar, não posso; de mendigar, tenho vergonha. Eu sei o que hei de fazer, para que, quando for
desapossado da mordomia, me recebam em suas casas. E, chamando a si cada um dos
devedores do seu SENHOR, disse ao primeiro: Quanto deves ao meu senhor? E ele respondeu:
Cem medidas de azeite. E disse-lhe: Toma a tua obrigação, e assentando-te já, escreve cinqüenta.
Disse depois a outro: E tu, quanto deves? E ele respondeu: Cem alqueires de trigo. E disse-lhe:
Toma a tua obrigação, e escreve oitenta. E louvou aquele senhor o injusto mordomo por haver
procedido prudentemente, porque os filhos deste mundo são mais prudentes na sua geração do
que os filhos da luz. E eu vos digo: Granjeai amigos com as riquezas da injustiça; para que,
quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos. Quem é fiel no mínimo,
também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito. Pois, se nas
riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras? E, se no alheio não fostes
fiéis, quem vos dará o que é vosso? Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de
odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e
a Mamom. (Lc.16:1-13);

* E levantou-se, e foi; e eis que um homem etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace,


rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros, e tinha ido a
Jerusalém para adoração, regressava e, assentado no seu carro, lia o profeta Isaías. E disse o
Espírito a Filipe: Chega-te, e ajunta-te a esse carro. E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta
Isaías, e disse: Entendes tu o que lês? E ele disse: Como poderei entender, se alguém não me
ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse. E o lugar da Escritura que lia era
este: Foi levado como a ovelha para o matadouro; e, como está mudo o cordeiro diante do que o
tosquia, Assim não abriu a sua boca. Na sua humilhação foi tirado o seu julgamento; E quem
contará a sua geração? Porque a sua vida é tirada da terra. E, respondendo o eunuco a Filipe,
disse: Rogo-te, de quem diz isto o profeta? De si mesmo, ou de algum outro? Então Filipe,
abrindo a sua boca, e começando nesta Escritura, lhe anunciou a Jesus. E, indo eles
caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que
eu seja batizado? E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse:
Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. E mandou parar o carro, e desceram ambos à água,
tanto Filipe como o eunuco, e o batizou. E, quando saíram da água, o Espírito do Senhor
arrebatou a Filipe, e não o viu mais o eunuco; e, jubiloso, continuou o seu caminho. (At.8:27-39);

G) A BASE BÍBLICA DA MORDOMIA CRISTÃ:


Deus é soberano Senhor: Ex 6.3; 34.23; At 2.36; Deus é soberano Criador: Gn 1.1; Am 4.13;
9.5,6; Jo 1.3; Deus é soberano Salvador: Gn 3.15; Hb 2.1-10; Jo 16.8-11; Deus é dono de tudo e de
todos: Do universo: Gn 1.1; 14.22; l Cr 29.l3-l4; Sl 24.l; 50.10-12. Do homem: por direito de criação -Is

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42.5; por direito de preservação: At l4.l5-l7 e At 17.22-28; por direito de redenção: 1 Co 6.l9e20; Tt 2.l4 e
Ap 5.9; O homem é o mordomo - Gn 1.28; 2.l5 e Sl 8.3-9.

H) VALOR DA DOUTRINA PARA A VIDA CRISTÃ:


Traz senso do sagrado, da responsabilidade e da dependência a Deus. A mordomia cristã
estabelece como verdade que Deus é o Senhor, o Dono de tudo quanto existe na terra e no céu e
concedeu ao homem o privilégio e responsabilidade de administrar.
Cristão é toda a pessoa que renasceu pela graça de Cristo; que é, pela fé em Cristo, templo do
Espírito Santo. Nele foi restabelecida a imagem divina.
O cristão recobrou a verdadeira visão do propósito de sua vida. Ele procura, agora, com todas as
suas forças glorificar a Deus. Ele sabe que o que a humanidade mais precisa é ouvir a palavra de Deus,
a mensagem de Cristo. Por isso, procura testemunhar e coopera com todas as suas forças, por meio de
sua comunidade, na propagação do evangelho, sabendo que no fim de sua vida terá de prestar contas a
Deus de sua administração e não apenas dizimando para receber 10x bênçãos (Mt 25.14-46; Hb 9.27).
Os homens não são os donos ou meros dizimistas, mas mordomos. “Além disso requer-se nos
despenseiros (ou mordomos) que se ache fiel.” Os Mordomos prestarão contas a Deus: Mt 18.23; Lc
19.15; Rm 14.12. Os Mordomos serão recompensados por Deus: I Co 15.33; Gl 6.14. Os Mordomos
serão julgados por Deus: Rm 14.10; 1 Co 3.15; Mt 25.28-30.

I) SOMOS MORDOMOS:
Do corpo: (1 Co.6:19-20;Rm.12:1; Sl.51;Gl.5;Ef.5; Do tempo (Ef.5:15-16); Dos bens (Ec.5:19;
Ml.3:10; Mt.6:19-34;25:14-30; Lc.12:15-21); Dos Dons (Rm.12:1-8;1 Pe.1:13-16). Dos recursos
materiais: Pv 3.9; Sl 90.12; 2 Co 8.12-14 Dos recursos vocacionais: Ex 31.1-11; Lc 16.9; Tg 4.17.
Dos recursos espirituais: 1 Co 12.7; Jz 16.20; Mt 6.33.

J) MORDOMIA DO CORPO (1 Co 6.l9-20):


O corpo é a estrutura física do homem. Este foi criado por Deus com um cuidado especial. Ao criar
as demais coisas, Deus disse: “Haja...” Quando, porém, criou o homem, formou-o do pó da terra e
soprou-lhe nas narinas dando assim o fôlego da vida (Gn 2.7). O salmista Davi disse: “Eu te louvarei
porque de um modo admirável e maravilhoso fui formado.” (Sl 139.14).
* CONCEITO FALSO SOBRE O CORPO: Há um conceito errôneo, que existe desde o primeiro
século, divulgado pelos gnósticos de que a matéria é má. Com este negam a encarnação de Jesus (o
fato de Jesus ter vindo em carne) e afirmam que Ele veio apenas em Espírito.
A Bíblia condena este conceito em I Jo 4.2 e 3 que diz: “Nisto conheceis o Espírito de Deus - todo
espírito que confessa que Jesus veio em carne é de Deus; e todo o espírito que não confessa que Jesus
veio em carne não é de Deus; mas é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que havia
de vir; e já está no mundo.” Também afirmam que não devemos nos preocupar com a preservação e
santificação do nosso corpo, pois sendo a matéria má não importa o que façamos com o mesmo.
A Bíblia também condena este conceito afirmando que o nosso corpo é templo do Espírito Santo
devendo ser cuidado como tal.
* O QUE A BÍBLIA FALA DO NOSSO CORPO? Foi criado por Deus: Gn 1.26 e 28 - 2.7 e Sl
139.14; É templo do Espírito Santo: 1 Co 6.19 e 20; É usado como metáfora da Igreja: 1 Co 12.12—31;
Podemos glorificar a Deus em nosso corpo (1 Co 6.20 e Fp 1.20), dedicando-o a Deus (Rm 12.1 e 2).
* DEVERES PARA COM O CORPO: Alimento saudável; Higiene do corpo, da casa e das roupas
assim evitando doenças; Visitas ao médico em caráter preventivo - vacinas, exames preventivos, etc.;
Descanso; Usar trajes santos (Sl 96.9); Lazer (Lc 2.52); Fugir da prostituição (1 Co 6.15-18, Ef 5.1-4 e
Cl 3.5) - Não fazer uso dos inimigos do corpo: fumo, bebida e drogas. Cuidar do nosso corpo é um
dever. Deus escolheu fazer dele o seu templo. Deve ser usado de acordo com a vontade de Deus, que é
boa, perfeita e agradável. Sabendo que o nosso corpo não é nosso, mas de Deus.
* TENSÃO NA ADMINISTRAÇÃO DA MORDOMIA: O cristão conforme seu novo homem, tem
prazer na lei de Deus, ama a Cristo e procura viver para Cristo (Fp 1.21). Mas ele possui ainda o seu
velho homem, sua natureza carnal que não ama a Deus, mas o pecado é oposto ao Espírito Santo.
Isso gera constante tensão na administração. O apóstolo Paulo expressa isto assim: “Não faço o
bem que prefiro, mas o mal que não quero esse faço” (Rm 7.19).
É preciso lembrar que o apóstolo diz isto como cristão, na qualidade de apóstolo de Jesus Cristo.

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Essa luta entre o “novo homem” e o “velho homem”, ou como o apóstolo chama de entre a carne e
o espírito, é diária. Para fortalecermos o “novo homem”, precisamos de ler e ouvir a palavra de Deus e
meditar sobre a mesma com oração, pedindo que o Espírito Santo nos guie em nossas decisões.
O Espírito Santo nos concede “tanto o querer como o realizar” (Fp 2.13).

K) MORDOMIA DO PENSAMENTO: (Fp 4.8):


“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o
que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor,
nisso pensai.” Devemos dar graças a Deus pela capacidade que temos de pensar, refletir e usar esta
para a glória de Deus. Deus conhece os nossos pensamentos e o meditar do nosso coração.
Somos mordomos do nosso pensamento, assim devemos reconhecer o Senhorio Divino sobre
este. Há uma declaração bíblica que diz “...nós temos a mente de Cristo” (I Co 2.16). Ter a mente de
Cristo é pensar como Ele e ter o nosso pensamento dominado pelo mesmo.
* FASES DO PENSAMENTO: O pensamento humano abrange quatro fases: A memória, o que é
acumulado nos registros do cérebro, através dos sentidos físicos. A análise, a avaliação dos dados da
memória, a reflexão. A imaginação, ou fantasia que está relacionada com as emoções, desejos
íntimos e sonhos. A elaboração do pensamento (a associação entre os dados guardados na memória
e a imaginação) em ordem, para ser aplicado à realidade externa.
* DEUS CONHECE OS NOSSOS PENSAMENTOS: Ele sabe os nossos pensamentos - Sl 139. 1
e 2; Os nossos pensamentos devem ser agradáveis a Deus - Sl 19.14; Ele reprova os pensamentos
maus - Gn 6.5; Pv 6.16-19 e Pv 15.26
* DEVERES PARA COM O NOSSO PENSAMENTO: Ocupá-lo com coisas boas - Fp. 4.8; Ser
cheio da Palavra de Deus - Sl 119.11; I Tm 4.15; Js 1.8; Sempre recordar as bençãos recebidas de
Deus - Sl 103.2; Ser dominado pelo amor - Rm 5.5 e Rm 12.9-21; Ser dominado pela fé - Hb 11.6; Deve
sempre estar em renovação - Rm 12. 1 e 2; Cl 3.1-10
* INIMIGOS DO PENSAMENTO: Literatura pecaminosa; Programas pecaminosos; Fantasias
pecaminosas - Mt 5.27 e 28; Más conversações - Sl 1.1 e 2; I Tm 6.20 e I Co 15.33. Ao saber que Deus
conhece os nossos pensamentos, isso já seria o suficiente para zelarmos por estes.
Deus nos deu um filtro para coarmos os nossos pensamentos em Filipenses 4.8: "Finalmente,
irmãos, tudo que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo que é puro, tudo o que
é amável, tudo o que é boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o
vosso pensamento."

L) MORDOMIA DAS PALAVRAS Mt 12.33-37


O presente assunto está profundamente relacionado com o anterior (mordomia do pensamento).
“Pois a boca fala do que o coração está cheio” (Mt 12.34; Lc 6:45). O trecho bíblico citado é esclarecedor
para o nosso assunto. Este faz, pelo menos, quatro afirmações: A palavra reflete o que está no
coração; Não é possível purificar as palavras sem antes purificar o coração; Somos responsáveis
por aquilo que falamos; Iremos prestar contas a Deus das palavras que proferirmos.
* PALAVRAS QUE AGRADAM A DEUS - Sl 19:14
Palavras que produzem bons resultados - I Pe 3.10 e 11; Pv 15.4; Palavras temperadas com sal -
Cl 4.6;Que preservam;Dão gosto;Provocam sede; Diferenciadoras; Palavras oportunas - Pv 25.11;
Palavras espirituais - Cl 3.16 e 17; Ef 5.19; Dt. 6.6 e 7;Palavras úteis - Fp 4.8;
* PALAVRAS QUE ENTRISTECEM A DEUS - Ef 4.29 e 30; Palavras mentirosas _ Is 5.20; Jo
8.44, Ap 21.8; Palavras violentas - Pv 15.1;Palavras desenfreadas - Tg 1.26; Palavras lisonjeiras - I Ts
2.5; Rm 16.17 e 18. Lisonjear é louvar com exagero, ou seja, adulação. Para agradarmos a Deus em
nossas palavras precisamos está com o coração cheio da Palavra de Deus. Sempre sendo conduzido
pelo Espírito Santo em nossas palavras. Reconhecendo que Deus é Senhor e que iremos prestar-lhe
contas das mesmas.

M) MORDOMIA DO TEMPO Ef 5.15 e 16


O tempo é mais do que segundos, minutos, horas, dias, anos, décadas, séculos e milênios.
“O tempo é um milagre que não se repete”. Alguns dizem que o tempo é dinheiro, mas este é mais
precioso do que o dinheiro. Devemos ser bons mordomos do tempo aproveitando bem as oportunidades
que nos oferece.

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* A NOSSA VIDA NA TERRA É PASSAGEIRA: É como a sombra - 1 Cr 29.15; Como um palmo


na sua extensão - Sl 39.4 e 5; Como mensageiros apressados - Jó 9.25; Como um vapor - Tg 4.14.
* CONSIDERAÇÕES PARA O BOM USO DO TEMPO: Há um tempo determinado para cada coisa
- Ec 3.1; Considerar todos os dias - Sl 90.12; O nosso maior investimento deve ser no Reino - Mt 6.19-
21; Mt 6.25; Lc 12.16-21; Lembrarmos de Deus - Ec 12.1; Fazer o bem - Gl 6.10;Não procrastinar - Hb
4.7b; Is 55.6; Hb 12.16 e 17; Mt 25.11 e 12; Planejar - “Um indivíduo que sabe o que vai fazer, quando
inicia o seu trabalho, já tem metade do trabalho feito”. Ser pontual; Ser equilibrado; Não gastá-lo com
coisas fúteis, inúteis e não essenciais. O tempo é algo precioso que deve ser usado com sabedoria, pois
quando passa não volta jamais. Tenhamos como o maior investimento o Reino de Deus. Porque o que
investe neste permanece para sempre.
* OPORTUNIDADES - A MORDOMIA DO TEMPO - 16:5-9: A necessidade do sábio uso do
tempo - 16:5-9 - O apóstolo Paulo recomenda: "Vede prudentemente como andais, não como néscios, e,
sim, como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus" (Ef 5:15,16).. Paulo era tão cuidado no
seu uso do tempo como era cuidadoso no uso do dinheiro. Matar o tempo é uma das principais
atividades da sociedade moderna. Não podemos usar mal o tempo nem perder as oportunidades. Paulo
informa a igreja de Corinto sobre seus planos de sua futura viagem para visitar a igreja. Ele faz planos,
mas reconhece que eles só se realizarão se Deus o permitir (16:7). Todo o plano está debaixo da
direção de Deus. Isso concorda com o que Tiago ensina (Tg 4:13-17). Há dois extremos aqui: o
primeiro é não fazer planos. O segundo é fazer planos sem submetê-los à direção de Deus.
A necessidade de aproveitar as oportunidades, ou seja, as portas que Deus abre - 16:8-9.
Paulo vê as oportunidades "uma porta grande e oportuna para o trabalho se me abriu" e também
as dificuldades "e há muitos adversários" (16:9). Embora Paulo estivesse em perigo em Éfeso (1 Co
15:32), ele estava determinado a ficar lá, enquanto essa porta estivesse aberta. Paulo enfrentou três
focos de oposição em Éfeso: 1) As forças espirituais do ocultismo da cidade de Éfeso; 2) A
associação de ourives liderada por Demétrio; 3) A hierarquia judaica. A lição que Paulo ensina é
clara: a presença de oposição não indica que nos desviamos da vontade de Deus. Tanto o crente como
a igreja deveriam sempre perguntar: Quais são as oportunidades que Deus está nos dando hoje?
Em vez de ficar reclamando dos obstáculos, nós deveríamos usar as oportunidades e deixar os
resultados com o Senhor.

N) MORDOMIA DA INFLUÊNCIA OU DOS RELACIONAMENTOS: Mt 5.16:


O homem como um ser social exerce a ação de influir as pessoas que o cercam. A esta força
denominamos “influência”, sendo esta inevitável. Sempre estaremos influenciando alguém, quer
queiramos ou não. E como temos influenciado? Positivamente ou negativamente? Temos de influenciar
positivamente de tal forma que provoque nas pessoas a atitude de glorificar a Deus.
* O DEVER DE INFLUENCIARMOS POSITIVAMENTE: Somos a carta de Cristo - II Co 3.1-6;
Somos o bom perfume de Cristo - II Co 2.14-17; Alguns exemplos: At 20.24; I Ts 1.8; Influência póstuma:
Hb 11.4; Mt 26.13; II Pe 1.15; At 9.36-39. “O homem não deve deixar de viver quando morre, e sim,
continuar vivendo ainda mais intensamente nas vidas abençoadas pela sua influência.” à luz da Palavra
de Deus em Jesus Cristo, das quais procura tomar decisões, respeitando as leis da sociedade na qual
se encontra, bem como a sua posição de responsabilidade que ocupa, quer de subordinação ou mando.
Assim, administra tudo no temor de Deus e no amor a seu próximo e na confiança daquele que
tudo supre, e quer que sejamos encontrados fiéis.
* A MÁ INFLUÊNCIA: Escandalizadora - Lc 17.1-2; I Rs 11.4 e 21.25, I Co 5.6 e 7, II Tm 2.17 e 18;
* ÁREAS DE INFLUÊNCIA: No lar - I Co 7.14, I Tm 5.8 e II Tm 1.5; Na vida profissional - Mt 5.15 e
Ef 6.5-9; Na igreja - At 2.42-47; Na sociedade - Mt 5.13-15 e Mt 13.31-33; Há um pensamento que
afirma: “Você se torna eternamente responsável pela pessoa que cativa.” Nós devemos exercer no
nosso lar, em nosso trabalho, em nossa igreja e na sociedade uma influência cristã. Não há como ficar
neutro, ou influenciamos positivamente ou negativamente. Sejamos bons mordomos da força de influir.
* PESSOAS - A MORDOMIA DOS RELACIONAMENTOS - 16:10-24:
1. Paulo valoriza pessoas - 16:10-24 - . Paulo não era apenas um ganhador de almas, ele era um
fazedor de amigos. Paulo era um mobilizador de pessoas para se envolverem na obra de Deus.
. Dinheiro e oportunidades não têm nenhum valor sem as pessoas. O maior patrimônio da igreja
não é o seu prédio, mas as pessoas. Jesus investiu todo o seu ministério em pessoas. Se as pessoas

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estiverem preparadas, Deus irá suprir ambos: dinheiro e oportunidades e sua obra será realizada -
Minha experiência de sustento nos Estados Unidos.
. Paulo valoriza, elogia e destaca o trabalho das pessoas. Você tem o hábito de valorizar o trabalho
das pessoas? Tem o hábito de elogiar as pessoas? Tem o hábito de encorajar as pessoas?
2. Paulo nomina pessoas - 16:10,15,17,19
* Timóteo - v. 10-11 - Timóteo tinha três problemas básicos: era jovem, tímido e doente. Paulo
recomenda a igreja que o trate com amor e apreço.
* Apolo - v. 12-14 - Apolo era um eloqüente pregador. Ele tinha um fã clube em Corinto. Mas Paulo
não tem nenhum ciúme nem competição com Apolo e recomenda a sua volta a Corinto (16:12).
O sistema que Paulo usava não era a de um bispado. Ele não forçava um obreiro ir para um lugar
contra a sua vontade (16:12). Diante das divisões que existiam na igreja, Paulo sua última exortação
(vs.13 e 14).
* Estéfanas e sua casa - v. 15-18 - Os primeiros convertidos de Paulo em Corinto consagraram-se
ao serviço dos santos (16:15). Uma família inteira está se consagrando ao trabalho da igreja. Paulo
recomenda a igreja a se sujeitar a essa família consagrada e dedicada (16:16). Paulo destaca a bênção
de ter crentes que são verdadeiras fontes de refrigério para os pastores (16:17-18). Quem são os
pastores dos pastores? Quem você é na igreja, fardo ou refrigério? Paulo encoraja a igreja a obedecer
aos seus líderes espirituais.
* Aquila e Priscila - v. 19-20 - Este casal tem uma peculiaridade: eles dedicam não apenas suas
vidas a Deus, mas também o lar. Na casa deles há uma igreja reunida. Eles abrem a porta do lar para a
pregação do evangelho.
Esse casal foi grande usado por Deus em três grandes centros: Roma, Éfeso e Corinto.

O) MORDOMIA DOS BENS: Ec 5.19:


As pessoas quando falam acerca dos seus bens materiais, quase sempre, tratam deste assunto
como algo secular sem valor espiritual. Não deve ser assim:
* O QUE A BÍBLIA FALA DOS BENS MATERIAIS? Deus é o dono dos nossos bens – Ex 19.5 e
6; Sl 24.1 e Ag 2.8. A capacidade de adquirir os bens vem de Deus – Dt 8.15-18, I Cr 29.12 e Ec 5.19.
Os bens tem duração limitada – Sl 39.6, Sl 49.16 e 17, I Tm 6.7.
* MAU USO DOS BENS MATERIAIS: Quando os bens são adquiridos de forma desonesta – Pv
11.1, Rm 12.17, I Pe 2.1. Quando deixa de ser servo para ser senhor do homem – Mt 19.23, Lc 16.13, I
Tm 6.10. Quando leva o homem a esquecer-se de Deus – Dt 8.11-14. Expõe o homem a grandes
tentações – Mt 13.22 e I Tm 6.9.
* BOM USO DOS BENS MATERIAIS: Quando são usados para a glória de Deus – I Co 10.31.
“O dinheiro não pode subir aos céus mas pode realizar coisas celestiais na terra.” Quando os
valores espirituais tem a primazia – I Rs 3.11-13, Mt 6.33.
Quando a ajuda ao próximo é lembrada – Mt 25.31-40, At 4. 34 e 35 e I Tm 6.17-19.
Termos um estilo de vida simples – I Tm 6.7-10, Mt 8.20. Os bens devem ser encarados sob o
ponto de vista divino. Desta forma consagraremos os mesmos e o usaremos de forma agradável a Deus.
Dado por Deus, prioridade dEle e para ser usado para os propósitos de Deus.”

P) MORDOMIA DAS OPORTUNIDADES Cl 4.5


Durante a nossa existência temos várias oportunidades. Elas vem e passam. Algumas de repetem
mas a maioria não. Por isto Paulo advertiu quanto ao uso das oportunidades. Certa vez Jesus perguntou
a um cego: Que queres que te faça? Aquele cego teve a oportunidade de pedir qualquer coisa mas usou
bem a oportunidade oferecida. Respondendo: Mestre, que eu veja.
* TIPOS DE OPORTUNIDADES: Oportunidades espontâneas; Oportunidades criadas;
* OPORTUNIDADES DESPERDIÇADAS: II Rs 13,14-19; Mt 11. 10-24; 25.10 e Hb 12. 16 e 17;
* OPORTUNIDADES: De salvação – Is 45.22, Is 55.6 e Hb 4.7b; A vida – Sl 90.12 e Hb 9.27; De
servir – Mt 25.44; Jo 9.4; Gl 6.7-10; De pregação - Ez 3.18,19; Mt 24.14; Do desenvolvimento da
vocação - Mt 25.14-30. Profissional - Ef 6.4-9. A vida é a mais preciosa oportunidade que Deus deu ao
homem. Nela há muitas outras oportunidades. Peçamos a Deus sabedoria e visão para aproveitarmos e
enxergarmos as oportunidades. Para que não lamentemos as oportunidades desperdiçadas mas
louvemos a Deus pelas aproveitadas.

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2) A IMPORTÂNCIA DA MORDOMIA NA OFERTA CRISTÃ:


A oferta cristã ocupa um lugar de destaque na administração das dádivas de Deus.
Isso não significa que a oferta seja algo tão vital no trabalho do reino de Deus, pois não é o
dinheiro que edifica o reino. Em épocas de perseguição, por exemplo, nem se fala de dinheiro; mesmo
assim, a igreja cristã cresce nesses períodos.
Mas o dinheiro é, especialmente em tempos de paz, entre outras coisas, parte importante de nosso
sacrifício pelo qual servimos no trabalho de propagar o evangelho. É também uma das partes mais
observáveis e mensuráveis na vida santificada, a que mais cai na vista. É dela que depende, em grande
parte, a vida exterior duma comunidade. Infelizmente, a oferta é muitas vezes observada à parte da vida
santificada, ou que distorce os valores. A oferta é parte de um todo na administração e vida santificada.
Cada qual serve a Deus com os dons e bens que Deus lhes concedeu, um mais com seus dons,
outros mais com seus bens, conf. oportunidades, necessidades do momento; o que alguém tem e não
conforme ele não tem (2 Co 8.12).

PROBLEMAS VERIFICADOS NA FALTA DE AMOR NA HORA DE CONTRIBUIR:


Se a fé é tão enaltecida e elogiada, por que enfrentamos, exatamente, na área das ofertas,
tantos problemas? A causa principal das ofertas fracas é a fraqueza de fé e a falta de
conhecimento bíblico.
Isso dá ocasião à carne, ao mundo e a Satanás para nos enganarem.1 Pe 2.11-12. Amados,
exorto-vos como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais que fazem
guerra contra a alma, mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios.Tt 2.12.
Educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos no presente século,
sensata, justa e piedosamente.
O máximo possível – Conforme o nosso novo homem, temos prazer em participar com tudo
o que temos e somos na edificação do reino de Deus. Gostamos de ofertar para o trabalho
específico do reino de Deus o máximo possível de nosso tempo, dons e bens, na confiança daquele que
supre as necessidades. E mesmo as ofertas que nos parecem insignificantes são muito valorizadas por
Deus, como o vemos no relato da viúva pobre (Mc 12.41-44) e no relato do Juízo Final (Mt 25.31-45).
Mas ai daqueles que ofertam centavos não sendo pobres. Tais pessoas usam a liberdade por
pretexto da malícia (1 Pe 2.16).
* POSSÍVEL IDOLATRIA: Ofertar o mínimo em vez de o máximo possível, podendo dar mais de si
por amor, dentro da responsabilidade familiar e social, para o reino de Deus é contra a vontade de Deus
(2 Co 9.6; 8.2) e pode revelar uma idolatria e materialismo (Mt 6.24).
* POSSÍVEL FRAQUEZA DE FÉ: Quando ofertamos o mínimo em vez de o máximo possível,
podendo dar mais de si por amor, dentro da responsabilidade familiar e social, pode revelar que somos
fracos na fé, não amamos nosso Salvador nem confiamos nele como deveríamos. Há, na verdade,
situações em que as ofertas pequenas têm o seu lugar e a sua razão de ser. Mas, quando se trata de
grandes coisas do reino de Deus, como pregar o evangelho, manter seminários, enviar missionários,
razão pela qual estamos no mundo, e pela qual Deus mantém o mundo (Mt 24.14), cabe-nos ofertar o
máximo possível (Rm 7.6; Ef 6.7).
* POUCOS INVESTIMENTOS NO REINO: Ofertar o mínimo em vez de o máximo possível
podendo dar mais de si por amor, dentro da responsabilidade familiar e social, pode resultar em pouca
colheita. Somos salvos pela graça sem as obras da lei.
Mas Deus resolveu, em sua graça, recompensar altamente as boas obras (Ap 14.13). Por isso,
também adverte: “Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará” (Mt 25.14-30; 2 Co 9.6). Somos
administradores fiéis se administrarmos os bens, investindo o máximo possível na expansão do reino de
Deus, e não na busca de prazeres e da cobiça carnal.
* POSSÍVEIS ESCÂNDALOS A SI E AOS IRMÃOS: Ofertar o mínimo em vez de o máximo
possível podendo dar mais de si por amor, dentro da responsabilidade familiar e social, pode resultar em
permanente escândalo para si mesmo e para os irmãos na fé. Isto é, se ofertarmos pouco, nós nos
induzimos a permanente dúvida sobre a nossa fé.
Pois a fé necessariamente produz boas obras. As boas obras são o testemunho externo da nossa
fé. Se fraquejamos, nossa consciência nos acusa dizendo: Você não é cristão, porque não ama os
irmãos. Você não tem o Espírito Santo, porque ainda ama o mundo. Os próprios irmãos na fé ficam

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escandalizados e desanimados pelos maus exemplos. O apóstolo Pedro admoesta: “Por isso, irmãos,
procurai com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição” (1 Pe 1.10).
* POSSÍVEIS ESCÃNDALOS PARA OS DE FORA: Ofertar o mínimo em vez de o máximo
possível podendo dar mais de si por amor, dentro da responsabilidade familiar e social, pode resultar em
escândalo para os de fora. O mundo observa a vida cristã e a congregação cristã. Os incrédulos trazem
grandes sacrifícios para seus ídolos (prazeres, esportes, “hobbies”, etc.), tais como sacrifícios de tempo,
de saúde, de bens e da própria honra, e se escandalizam quando percebem que os cristãos ofertam de
má vontade para o seu Deus e vêm mendigar junto aos incrédulos, quer de forma direta ou indireta por
livro ouro, listas, ou indiretamente, convidando-os para festas, bazares, chás que não têm a finalidade de
confraternizar e testemunhar, mas que têm a clara finalidade de fazer lucro como rifas, jogos de azar,
etc. O dia do juízo final mostrará quantos foram escandalizados por tal procedimento (Mt 18.7).
* POSSÍVEL PREJUÍZO: Ofertar o mínimo em vez de o máximo possível podendo dar mais de si
por amor, dentro da responsabilidade familiar e social, pode trazer sérios prejuízos para o ministério. Os
pastores estão dispostos a compartilhar com alegria a pobreza de seus membros. Mas se seus
membros têm relativa estabilidade econômica e ofertam pouco, murmurando toda vez que são
solicitados a faze-lo, isso desanima os pastores e impede o bom andamento do trabalho (1 Tm 5.17).
* POSSÍVEL IMPEDIMENTO AO CRESCIMENTO: Ofertar o mínimo em vez de o máximo possível
podendo dar mais de si por amor, dentro da responsabilidade familiar e social, pode impeder o
crescimento do reino de Deus. Deus mantém o universo para que sua igreja possa cumprir a missão de
pregar o arrependimento e fé no mundo (Mt 28.9-12; Lc 24.46-47; Mt 24.14). E adverte: “Maldito aquele
que fizer a obra do Senhor relaxadamente” (Jr 48.10). E o apóstolo afirma: “Ai de mim se não pregar o
evangelho” (1 Co 9.16). “Sê... sempre abundante na obra do Senhor” (1 Co 15.48).
* POSSÍVEL ATRAÇÃO DA IRA DE DEUS: Ofertar o mínimo em vez de o máximo possível
podendo dar mais de si por amor, dentro da responsabilidade familiar e social, pode atrair a ira de Deus
pela falta de amor com que demonstramos a Ele e aos irmãos.
Vemos isso pelo exemplo do povo de Israel. Deus libertou o povo de Israel do cativeiro babilônico.
Eles regressaram à sua terra.
Chegados lá, buscaram em primeiro lugar o seu bem-estar e relegaram o trabalho da edificação do
templo a segundo plano. Com isso provocaram a ira divina, de cujo anúncio foi encarregado o profeta
Ageu. Também no Novo Testamento, o apóstolo admoesta os fiéis que ofertam mal, dizendo “Não vos
enganeis: de Deus não se zomba” (Gl 6.7), pois o juízo de Deus começa pela casa de Deus (1 Pe 4.17).
* POSSÍVEL POSIÇÃO DE RISCO AO EVANGELHO: Ofertar pouco, quando se pode ofertar
mais, põe em risco o evangelho. A história nos mostra que ali onde o povo se apegou aos bens
materiais e ofertou pouco para o reino de Deus perdeu ambos, os bens materiais e o evangelho. Isso
deve nos servir de advertência. Zelemos, pois, pelo evangelho, ofertando voluntária e abundantemente
para a expansão do evangelho.

3) COMO FAZER O BOM COMBATE:


É preciso estar sempre atento e combater o bom combate da fé. Para isso é necessário:
* A PREGAÇÃO: Pregar a lei em todo o seu rigor para desvendar os subterfúgios e enganos de
Satanás, para advertir contra os falsos ídolos de nosso tempo, para conduzir ao arrependimento. Pregar
o evangelho em toda a sua doçura, para consolar e fazer crescer na fé que atua pelo amor, do qual
sempre somos devedores (Cf. 2 Tm 4.2; 1 Tm 6.6-9; Gl 5.26; Rm 13.8).
* O TESTEMUNHO DE PASTORES E LÍDERES: Devem dar sempre bom exemplo aos membros
por vida moderada e pelo ofertar em abundância (cf. Fp 4.5; 2 Tm 1.7; Tt 2.7).
* O ZELO NA ADMINISTRAÇÃO: Compete à congregação zelar para que seus membros sejam
instruídos por estudos bíblicos sobre o que significa administrar o tempo, os dons e os bens conforme a
vontade de Deus para o crescimento do reino de Deus, confiante na graça do Deus que tudo supre (cf.
Lc. 12.42; 16.2).
* A NECESSIDADE DE INFORMAÇÃO:Informar aos membros sobre as necessidades e
oportunidades missionárias da congregação.
As epístolas nos mostram como os apóstolos informaram sobre o trabalho. Orçamentos nos
ajudam a descobrir a vontade de Deus nas atividades da Igreja. A apresentação das necessidades em si
não motiva ninguém, mas canaliza as ofertas de amor para as prioridades e os lugares onde são
necessárias (cf. At 4.32-35).

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4) CONSELHOS AOS LÍDERES E MEMBROS, CONSOANTE A LEI DA PERFEITA LIBERDADE:


a) Quanto à Oferta Proporcional – Os que defendem a oferta proporcional afirmam que esse é o
método usados pelos patriarcas, ordenado por Deus para o povo de Israel e recomendado por Jesus
(Gn 14; Gn 28.22; Lv 27.30, 34; Mt 23.23). Não é bem verdade. Os patriarcas ofertaram
espontaneamente, algumas vezes, não qualquer proporção, mas o dízimo. Se o fizeram com
regularidade, não o sabemos. O que Deus recomendou ao povo de Israel, além de muitas outras ofertas,
foi o dízimo, que deveria ser recolhido uma vez ao ano, não de tudo mas dos produtos e animais
indicados por Deus (dízimo: Lv 27.30,32; Nm 18.21-32; Dt 14.22-29). Entrega do produto uma vez ao
ano. Dízimo de três em três anos. No ano sabático não havia dízimos. Se resgatado, mais de 5% do
valor na praça. Animais não poderiam ser resgatados. Há pequenas diferenças entre a lei dada no
Monte Sinai e a lei repetida 40 anos depois em Deuteronômio. Quando Israel desenvolveu a horticultura,
a lei foi novamente adaptada à situação (Ne 10.37; 12.44; 13.12). Deus tinha lá sua razão para ordenar
o dízimo. Jesus reforçou esta lei para os fariseus judeus e não à sua Igreja (Mt 23.23). Mas muitas
igrejas, hoje, afirmam que o povo de Deus deve trazer o dízimo à igreja, sob pena de incorrer em grave
pecado e perder a bênção de Deus.
Diante de tudo isso é preciso afirmar com muita clareza: também esta lei cerimonial caiu com as
demais cerimônias (Cl 3.15). Como já vimos, este tipo de oferta não transforma nem é aplicada à
igreja no sentido de dar para receber bênçãos ou obrigações como o dízimo, mas pode ser dada
como oferta de ação de graça, cuja proporção não se prende aos 10% e sim, na intenção do
adorador, desde que não negligencie o cuidado de sua família e de seus compromissos.
b) Quanto ao Orçamento – Há os que defendem a análise de orçamentos. Afirmam de forma
geral que o Cristão deve analisar as necessidades da igreja e as demais necessidades de sua área de
responsabilidade e então tomar sua decisão sobre o que ofertar. Mas, o que fazer se a diretoria planeja
mal? Se ela faz orçamentos baixos e os membros gostariam ou poderiam ofertar muito mais? Ou o
contrário? Novamente defendemos a doação por amor e se possível, dependendo a humildade,
seriedade e transparência dos líderes, comunicar a necessidade e o balanço financeiro aos
servos de Deus que mantêm a obra, desde que aplicadas em algo dentro do que a Lei do Amor
preceitua.
c) O uso do Equilíbrio – Analisando exemplos bíblicos, veremos que nem só pelo caminho da
decisão interna, nem só pelo lado dos orçamentos, nos cabe olhar para este assunto.
* A viúva pobre (Mc 12.41-44), ao ofertar, provavelmente não perguntou por necessidades da
igreja. Sua oferta foi fruto de seu amor a Deus e de sua confiança no Deus que supre tudo. Ela
ofertou segundo a proporção de sua fé (2 Co 8.3).
* O bom samaritano tinha, sem dúvida, seu plano de viagem traçado quando se deparou
com a necessidade de seu próximo. O amor o moveu a modificar suas prioridades e ajudar. Ele
ajudou de forma desinteressada, isto é, sem buscar mérito para si; com sacrifício, pois arriscou
sua própria vida; e ajudou com perseverança de forma incansável até ver uma solução razoável
para o problema (Lc 10.25-37).
Ele viu a necessidade, e o amor o levou a agir sobre o problema.
* O apóstolo Paulo, ao fazer a coleta para os necessitados (1 Co 16.1-4; 2 Co 8.1-15) não
apresentou orçamento, mas falou das necessidades. Como, aliás, o faz muito em suas cartas
pastorais, informando a igreja sobre o andamento do trabalho.
É evidente que “orçamentos não enchem o caixa, mas devem esvaziá-la”
A oferta do Novo Testamento não é cega, mas objetiva, o que exige constante análise para
uma tomada de posição. Sem dúvida, há o perigo de nós nos aproximarmos do assunto “Como
ofertar” só pelo lado das necessidades e nos colocar à mercê de propagandistas.
Há os dois momentos.
O momento íntimo da fé, o amor ao Reino de Deus, fruto da fé. Essa fé deve ser alimentada
pela palavra de Deus.
O momento da canalização dos frutos, quando olhamos para as necessidades e nossas
responsabilidades para tomarmos nossa decisão. Em toda essa administração somos sempre
imperfeitos. Precisamos sempre da luz da palavra de Deus, de aconselhamento e de orientação.
Precisamos revisar constantemente as nossas decisões. Lembrando que a proporção da fé varia
de uma a outra como mostra a parábola da semente, na qual um produziu 30, 60 e 100 por um (Mt 13).

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d) Quanto a Admoestação Necessária – Cabe admoestar fraternalmente os que ofertam pouco,


bem como aconselhar e estimular os membros para que façam sempre melhor uso dos bens que Deus
lhes concedeu. Cabe-nos admoestar, especialmente, os ricos para que não amem o mundo, mas façam
o bem. Isto nem sempre é fácil e nem sempre seremos bem sucedidos (cf. 1 Tm 6.9,18; 2 Co 12.1-23;
Mt 19.16-22; 1 Ts 2.12).
Procuremos agir com:
* Transparência – A boa ordem recomenda a transparência no ofertar, para possibilitar
agradecimentos e admoestação onde necessário.
* Informação ou Divulgar as necessidades - 16:1 - A primeira orientação é que as necessidades
devem ser divulgadas de maneira clara e precisa. Paulo não teve receios em contar para os coríntios
que ele precisava de dinheiro, e para quê. Paulo não é apenas direto, mas também autoritário "como
ordenei às igrejas da Galácia". Dar para causas cristãs de valor é uma obrigação cristã como ir à igreja,
orar ou ser fiel à esposa. Pastores que ficam sem jeito para pedir dinheiro à igreja para causa justas não
estão fundamentados na verdade de que é mais bem-aventurado dar do que receber. Uma igreja que
tem recursos financeiros tem também responsabilidade de ajudar os pobres.
Pertence à boa organização que a administração seja transparente. Isso envolve elaboração de
orçamento e informação sobre os projetos e seus custos e a aplicação das ofertas, com balanços
financeiros expostos à igreja e publicados nos jornais da congregação, de preferência, grátis.
Para maior clareza e compreensão das responsabilidades assumidas, especialmente pela igreja, é
importante dividir as somas por congregações e indivíduos para uma compreensão melhor das
responsabilidades. Isso não deverá ser encarado como taxa média, mas servir de referência para melhor
compreensão da responsabilidade individual e não apenas captar todos os recursos para prédios.
* Ensino – É dever dos responsáveis pela congregação orientar e ensinar os membros para serem
bons administradores do tempo, dons e bens, para que possam tomar decisões acertadas. O apóstolo
Paulo fez isso ao recomendar que “separassem logo no primeiro dia da semana o que conseguiram
poupar”, e os informou sobre a necessidade dos irmãos na Judéia (1 Co 16.1-4). Também estimulou os
irmãos com o exemplo dos irmãos da Macedônia (2 Co 8.1-15).
e) Métodos – Ordem e métodos, quando usados conforme a Bíblia, não são a causa dos frutos,
pois esses são operados pelo evangelho. Os métodos visam colher os frutos existentes e canaliza-los,
para evitar que se percam ou dispersem (Cf. 1 Co 14.40; 1 Co 16.1-4; Mt 7.7).
* Incentivo à contribuição sistemática - 16:2 - Paulo propôs planos funcionais para que a igreja
de Corinto pudesse ser mais efetiva na contribuição. "por à parte em casa" significa separar
regularmente o dinheiro para a oferta. Se não formos sistemáticos na contribuição nunca vamos
contribuir. Se esperarmos sobrar nunca vamos contribuir. Se fôssemos tão sistemáticos na contribuição,
como somos nos nossos investimentos a obra de Deus prosperaria muito mais.
* A contribuição deve ser proporcional ao amor e ao ganho - 16:2 - "conforme a sua
prosperidade" mostra que ninguém está isento de contribuir. A contribuição deve ser justa. Quem ganha
mais deve dar mais. Um cristão de coração aberto não pode manter a mão fechada. A contribuição é
uma graça e não um peso. Se nós apreciamos a graça de Deus a nós, teremos alegria em expressar a
graça através da oferta aos outros.
* A contribuição deve ser pessoal e individual - 16:2 - "cada um de vós" - Paulo esperava que
cada membro da igreja participasse da oferta, os ricos bem como os pobres. Todos os crentes devem
participar dessa graça de dar aos pobres.
* A contribuição deve ser lidada com honestidade - 16:3-4 - Paulo tinha um comitê financeiro
para ajudá-lo (16:3-4; 2 Co 8:16-24). Muitos obreiros perdem o seu testemunho pela maneira pouco
transparente como lidam com o dinheiro. Paulo recomenda as igreja escolher pessoas específicas para
lidar com o dinheiro das ofertas.
f) Sem Apelos sentimentais – Os apelos sentimentais freqüentemente são usados para extorquir
ofertas. Procura-se criar momentos de entusiasmo, quando são feitos apelos sentimentais com histórias
sentimentais ou apelos ao orgulho, ou ameaças com a lei para se conseguir melhores ofertas. Isso é
contrário à palavra de Deus e fere a liberdade cristã (cf. 2 Co 9.7).
g) Sem Promessas vazias de prosperidade: – Apesar da Bíblia estar cheia de promessas e
que Deus afirma que todas as suas promessas se cumprem, sabemos que há promessas
específicas relacionadas ao campo da mordomia, baseadas na validade da Lei Moral do AT que
ainda vale: Por exemplo: “Provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do

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céu e não derramar sobre vós bênçãos sem medida”.(Ml 3.10). E: “Fui moço, e já agora, sou velho,
porém, jamais vi o justo desamparado” (Sl 37.25). “Ao anoitecer pode vir o choro, mas a alegria vem
pela manhã” (Sl 30.5).
Como vamos interpretar essas promessas? Algumas pessoas as aplicam ao pé da letra para
estimular as pessoas a ofertar. Como vamos confrontar tais promessas com outras afirmações
bíblicas, tais como: “Por muitas tribulações vos importa entrar no reino dos céus” (At 14.22)? Ou,
lembrando o relato da Carta aos Hebreus, que nos relata a violência que muitos cristãos sofreram (Hb
11.30-40)? É preciso lembrar que, desviar-se dos caminhos de Deus, sempre traz o juízo de Deus.
Por outro, cumpre lembrar que, mesmo tendo feito tudo o que nos foi ordenado – se é que isso é
possível – cabe-nos dizer: “Somos servos inúteis” (Lc 17.10). Tudo é graça.
Em nossos melhores feitos, não merecemos nada de Deus. Servimos por amor e não no
espírito da barganha. No servir queremos desgastar-nos até a última gota de sangue e não recear
sacrifícios. E, em tudo isso, somos mais do que consolados e jamais desamparados, como Estevão
não foi desamparado por Jesus na hora em que foi apedrejado (At 7). Há algumas promessas que são
específicas. Por exemplo, a promessa do profeta Malaquias é dirigida especificamente ao povo de Israel.
Eles deveriam edificar com urgência o templo. Essa era a vontade de Deus e não deveriam duvidar de
que Deus os recompensaria ricamente. Assim Deus desafia o povo de Israel a confiar nele. Ainda hoje,
cumpre-nos buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça e o mais o será acrescentado (Mt
6.33). Pouco importa se Deus nos dará dias fáceis ou difíceis aqui na terra, pois a nossa esperança não
se limita às coisas desta terra (1 Co 15.19).
h) Agir com Alegria e luta – Quando alguém chega à fé e começa a viver para Cristo, sente
grande alegria. É seu primeiro amor (Ap 2.4), no qual deverá crescer mais e mais. Assim os discípulos
de Jesus voltaram radiantes de sua primeira ação missionária (Lc 10.17-20). Mas Jesus os advertiu:
“Alegrai-vos, não porque os espíritos se vos submeteram, e, sim, porque os vossos nomes estão
arrolados nos céus”.
i) O cristão deve dar para pessoas que não fazem parte da sua igreja - 16:1 - Seja na visão
evangelística, seja na visão da ação social, a motivação básica da contribuição deve ser ajudar outros. A
igreja não vive só para si mesma. Egoísmo financeiro é um sinal de mundanismo. Uma igreja
missionária é uma igreja viva. Quem são os outros aqui? Os irmãos da igreja de Jerusalém. A Bíblia nos
mostra as prioridades da contribuição (Gl 6:10; 1 Tm 5:8). Exemplo: O mar morto.
j) Dar é um ato de adoração - 16:2 - Cada membro da igreja deveria vir ao culto no domingo
preparado para contribuir para atender à necessidade dos santos pobres. É triste quando os crentes
ofertam apenas como dever e não como um sacrifício agradável a Deus (Fp 4:18). Dar é um ato de
adoração ao Salvador ressurreto. Quando progredimos na vida santificada, conseguimos vitórias
sobre nossa carne, e servindo cada vez melhor a Jesus, sentimos grande alegria. Isso é bom.
Mas cuidado para que essa alegria não se torne uma cilada de Satanás. “Quem pensa estar de pé,
veja que não caia” (1 Co 10.12). Nossa alegria não se firma em nossas realizações, mas na graça de
Cristo. “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do
Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (1 Co 15.58).
k) Quanto aos Maus e bons costumes – Maus costumes no ofertar, arraigados em determinadas
regiões, nem sempre são fáceis de serem extirpados. Precisamos de muita paciência na implantação de
bons costumes e métodos.
l) Quanto às Festas – Quem não gosta de uma boa festa? A família cristã e congregações cristãs
gostam de celebrar festas de louvor, de confraternização e de bom testemunho. Lembramos as grandes
festas do Antigo e também do Novo Testamento (Ex 12.7; Ex 23.14; 2 Cr 28; At 4.32-35; 1 Co 5.8; Ap
12.12). Infelizmente, nem sempre as festas cristãs têm esses objetivos. Na maioria das vezes, o
grande e único objetivo de muitas festas nas congregações é o lucro. Daí a abertura para
comilanças, bebedeiras, rifas, jogos de azar, etc., que desvirtuam o espírito cristão. É preciso lutar
contra esse mundanismo e organizar festas no espírito cristão de louvor, de moderação no comer e
beber, de verdadeira confraternização, com música cristã e de testemunho da fé cristã.
m) Quanto às Organizações de Departamentos. Não há dúvida de que a prestação de serviços
para ajudar os necessitados sempre foi estimulada e bem-vinda na congregação cristã.
Os departamentos podem organizar chás, cafés, almoços e jantares beneficentes cuja renda
poderia ser canalizada para a assistência social, mas seria mais cristão dar de graça estes
almoços com oferta voluntária a quem quisesse participar, convidando principalmente pobres e

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carentes a comerem de graça nestes eventos e o dinheiro se ofertado independente de forma


voluntária, pois a verdadeira doação não é pagar pelo bem e sim, pagar para outro aproveitar.
Também esses momentos deveriam ser aproveitados para o cultivo das virtudes cristãs para o
testemunho cristão, a proclamação da palavra de Deus. O exemplo de Dorcas (At 9.36-41) aponta nesta
direção. É preciso lembrar a palavra do apóstolo Paulo: “Todas as cousas são lícitas, mas nem todas
convêm, todas são lícitas, mas nem todas edificam” (1 Co 10.23). Tudo depende com que espírito é feito
e para que finalidade, em que contexto. O que é recomendável num lugar, pode não ser recomendável
em outro local. OBS: Da mesma forma, tratamos a questão dos BAZARES – Não é correto receber
doação aos pobres e vender na igreja para quem possa comprar – Deve-se dar aos pobres e
mostrar isso à igreja como forma de doação e não transformar a igreja numa mera ONG
assistencial e financeira como banco popular, afinal, o lucro impera aonde o amor não age.

A PREOCUPAÇÃO DE PAULO COM OS POBRES – At. 16:1-4


O compromisso de Paulo com a ação social - v. 1-4
Paulo não está falando aqui de dízimo nem de contribuição para os cofres da igreja, mas está
falando de uma oferta para atender as pessoas pobres da igreja de Jerusalém. Não é uma campanha
para aumentar o orçamento da igreja, nem para atender as despesas da igreja, mas um socorro a
pessoas necessitadas de Jerusalém. O princípio de Paulo é que cristãos devem dar a outras pessoas.
2. O problema em Jerusalém - v. 1-4:
A região da Judéia, onde estava Jerusalém tinha sofrido uma grande fome (At 11:27-28), que tinha
empobrecido muitas pessoas. Além do mais, com o martírio de Estêvão, começou a perseguição aos
cristãos, o que fez com que muitos crentes abandonassem a cidade.
A igreja de Antioquia já havia enviado uma ajuda financeira para os pobres da igreja de Jerusalém
(At 11:29-30). Oito anos antes de escrever esta carta Paulo tinha se comprometido com os apóstolos
Pedro, Tiago e João, os líderes da igreja de Jerusalém, que faria algo pelos pobres (Gl 2:10). Paulo
estava comprometido não apenas a pregar o evangelho, mas também a assistir os pobres.
Evangelização e ação social precisam andar juntas.
Paulo entendia que as igrejas gentílicas deviam abençoar financeiramente a igreja de Jerusalém
pelos benefícios espirituais recebidos dela (Rm 15:25-27).
Paulo escreveu 2 Coríntios, mais ou menos um ano depois de 1 Coríntios. Ele dá testemunho de
que este projeto de levantamento de ofertas para a igreja pobre de Jerusalém tinha sido um sucesso (2
Co 8:2-4). Dois anos depois quando ele fez um apelo à igreja de Roma, ele inclui Corinto (Acaia) como
um bom exemplo (Rm 15:26).

5) O SENTIDO DA CONTRIBUIÇÃO NA LEI DA PERFEITA LIBERDADE EM CRISTO NO NT:


A Bíblia é o guia de contribuição do Reino de Deus é a Bíblia conforme (2 Tm.3:16).
A) A CONTRIBUIÇÃO: O QUE É CONTRIBUIR?
Conforme os originais, é uma porção proposta por quem se propõe a doar ou dar, que não se
aplica somente a dinheiro, podendo ser contribuição espiritual, moral, intelectual, presencial, etc...

A PALAVRA CONTRIBUIÇÃO NO HEBRÁICO DO ANTIGO TESTAMENTO:


* tnm m@nath - porção a contar, calcular, numerar, designar, falar, indicar, preparar (2 Cr.31:3);
* hmwrt t@ruwmah ou hmrt t@rumah - contribuição, oferta (referindo-se a cereal, dinheiro, etc.)
para Deus (Ed.8:25);
* Ntn nathan - dar, pôr, estabelecer (2 Cr.31:4)

A PALAVRA CONTRIBUIÇÃO NO GREGO DO NOVO TESTAMENTO:


* koinwnia koinonia - fraternidade, associação, comunidade, comunhão, participação conjunta,
relação (2 Co.9:13);
* metadidwmi metadidomi- dar, compartilhar (Rm.12:8);
* kaywv kathos - justamente como, exatamente na proporção, medida, de acordo (2 Co.9:7);

CARACTERÍSTICAS DA CONTRIBUIÇÃO NO ANTIGO E NOVO TESTAMENTOS:


* Deve ser voluntária para a obra de Deus (1 Cr.29:6);

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* Deve ser fruto de um coração perfeito e alegre diante de Deus (1 Cr.29:9);


* Há contribuições impostas na condenação, medo, imposição de força maior (2 Cr.36:3);
* É algo diferente de tributo e renda e não deve ser uma imposição (Ed.7:24);
* A grande contribuição para o Reino de Deus não é só financeira, mas abrangente
envolvendo nossa entrega pessoal a Deus, que tem um propósito para nossas vidas (Rm.8:28);
* Não devemos contribuir por tristeza ou por necessidade e somente o que estiver proposto
no nosso coração e não por imposição de outrem (2 Co.9:7);
* Tudo o que acontece em nossas vidas, deve cooperar ao proveito do Evangelho (Fp.1:12).

B) A RENDA:
A PALAVRA RENDA NO HEBRÁICO DO ANTIGO TESTAMENTO:
Há quem queira ou seja induzido a desfazer-se de toda sua renda financeira para alguma igreja,
mas vamos analisar a questão da renda na Bíblia:
* hawbt t@buw’ah- produção, produto, safra (produtos agrícolas, geralmente), mas também
implica em ganhos (referindo-se a sabedoria) e ao resultado do fruto dos lábios. (Jó.31:12);
* yrp p@riy- fruto, produto (do solo), bem como descendência, filhos, geração (referindo-se ao
útero) e fruto (de ações) – (Pv.31:16);

CARACTERÍSTICAS DA RENDA NO ANTIGO TESTAMENTO E NOVO TESTAMENTO:


* A renda faz parte, mas não é tudo o que temos para agradecer a Deus (2 Rs.8:6);
* A renda é diferente da contribuição e tributo e não deve ser uma imposição (Ed.7:24);
* A renda pode ser consumida por uma paixão desenfreada da alma (Jó.31:9-12);
* Quem ama ao dinheiro e à abundância nunca se farta ou satisfaz de sua renda (Ec.5:10);
* Jesus nos alerta sobre a parábola do mau servo que não rendeu o que Deus lhe havia dado
e isso não implica apenas no dinheiro, mas em tudo o que somos e fazemos (Lc.19:12-26).

A RENDA COMO RESULTADO DO VERBO RENDER NO GREGO DO NOVO TESTAMENTO:


Na parábola do mau servo (Lc.19:12-26), analisamos o verbo no original grego:
* prosergazomai prosergazomai- trabalhar mais; produzir ou ganhar mais, que eclesialmente
deveria envolver comprometimento e envolvimento para ganhar almas ao Reino e não apenas dinheiro
para engordar as contas bancárias de tesourarias de grandes denominações, mundo afora.

C) O TRIBUTO:
A PALAVRA “TRIBUTO” NO HEBRÁICO DO ANTIGO TESTAMENTO:
* okm mekec- significa enumerar - cálculo, proporção a ser paga, tributo, taxa (Nm.31:28);
* hxnm minchah– repartir um presente, oferta, dádiva, oblação, sacrifício, (para Deus) (Sl.72:10);
* hdm middah- medida, medição, estatura, tamanho, vestimenta; ato de medir tamanho; porção
medida, extensão (Ne.5:4);
* om mac ou om mic - grupo de trabalhadores forçados, trabalhadores servis, grupo de
trabalhadores, tarefa, embargo, superintendentes, derrotados, com serviços forçados, servidão, tributo,
pagamento forçado (Et.10:1);
* lqv shaqal- pesar, medir na balança, liquidar; medir na balança (um preço), como referindo-se à
tristeza e ser medido na balança (Is.33:18);
* tasm mas’eth - subida, oráculo, fardo, porção, levantamento; aquele que eleva, levantamento,
elevação, sinal, ato de levantar fardo; porção, presente, doação, contribuição, oferta, tributo (Am.5:11);
* bhy yahab - dar, prover, atribuir, vir pôr, colocar, prover (Sl.29:2);

A PALAVRA “TRIBUTO” NO GREGO DO NOVO TESTAMENTO:


* khnsov kensos- origem latina - censo (entre os romanos, denotando um registro e avaliação de
propriedade de acordo com os quais os impostos eram pagos). No NT, o imposto ou tributo arrecadado
de pessoas a ser pago anualmente. (nossa capitação) a moeda com a qual o imposto é pago, dinheiro
de tributo (Mt.17:25);
* forov phoros - tributo, como a anual cobrada pelas casas, terras, e pessoas. (Lc.20:22);

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* prosferw prosphero - evar a, conduzir alguém que pode curar uma pessoa ou estar pronto a
mostrá-la alguma gentileza, alguém que pode julgar uma pessoa; trazer um presente ou algo, alcançar
ou pegar algo para alguém (Jo.16:2);
* antapodidwmi antapodidomi - num bom sentido, devolver, retribuir; num mau sentido, penalidade
e vingança (1 Ts.3:9);

DIFERENCIANDO CONTRIBUIÇÃO, RENDA E TRIBUTO:


Quando nos propomos a dar uma contribuição de nossa renda, a mesma só se torna tributo
perante Deus quando elevada como presente e doação, oriunda de um trabalho árduo ou sacrifício (2
Sm.24:24), mas a recíproca não é verdadeira, pois um tributo de uma renda só tem valor quando é uma
contribuição voluntária e nunca, um sacrifício forçado por medo ou avidez de lucro que sufoca a alma
(Jó.41:11; 1 Tm.6:9). Assim, toda contribuição pode ser um tributo, mas nem todos os tributos dados às
igrejas são oriundos de contribuições, pois muitos são por ganância e engodo teatral, que logicamente,
pode até engordar os caixas ou tesourarias das igrejas, mas Deus não se agrada (Sl.101:7).

D) O DINHEIRO: SURGE A QUESTÃO: O QUE VALE HOJE? Ml.3:10 ou 2 Co.9:7?


É o meio de compra e venda de mercadorias e bens. Os israelitas começaram a usar dinheiro aí
pelo oitavo século a.C. Antes disso pesava-se prata ou ouro para fazer pagamentos (Gn 23.16).
As moedas e peças de metal usadas como dinheiro mencionadas na Bíblia são: CEITIL (ou asse),
DARICO, DENÁRIO ou dinheiro, DIDRACMA, DRACMA, ESTÁTER, LEPTO, MINA, MOEDA DE
PRATA, PEÇA DE DINHEIRO ou QUESITA, PIM, QUADRANTE, SICLO, TALENTO.
O perigo de uma pouca arrecadação na Obra de Deus pode indicar uma possível frieza espiritual.
Estudemos a posição bíblica sobre o dinheiro para entender melhor sobre a relação entre dinheiro
e espiritualidade. A palavra dinheiro no latim é dinariu, oriunda do latim clássico denarius, significando
cada dez; pode ser em moeda, cédulas ou tudo que representa valor como cheques, títulos, ações,
mercadorias negociáveis, etc; recebe vários nomes como “capim, grana, mufunfa, tostão, tutu, verba,
etc., recursos financeiros que circulam na sociedade, indicando abastança, riqueza e prosperidade.

A PALAVRA DINHEIRO NO HEBRÁICO DO ANTIGO TESTAMENTO:


* Pok keceph- indica prata, como metal, ornamento e cor, oriunda de uma palavra que indica
ansiar por algo, ter saudade, suspirar por algo de forma profunda (Gn.17:13);
* hjysq q@siytah- indica o significado de pesar algo (Gn.33:19);
* ryxm m@chiyr” - indica o comprar algo por um preço, salário, custo e recompensa (Pv.17:16);

A PALAVRA DINHEIRO NO GREGO DO NOVO TESTAMENTO:


* argurion argurion” - uma moeda, pedaço de prata qual a moeda hebraica antiga, denotando o
sentido de ser algo brilhante como a prata, que os gregos revestiam as colunas de construções nobres e
adornavam as vigas e vasos de imagens de deuses (Mt.25:18);
* calkov chalkos” -indicava a idéia de tornar oco como um vaso (este metal sendo principalmente
usado para aquele propósito); latão, bronze o que é feito de bronze como moedas de cobre, prata e
ouro, como o sentido de tilintar como moedas soltas que se chocam caindo de um lugar alto para o
inferior do bolso, afrouxando e relaxando seus donos que bocejam despreocupados. (Mc.6:8);
* kerma kerma” - pedaços pequenos de moeda, troco, indicando o ato de tosquiar uma ovelha
para lhe tirar a preciosa lã. (Jo.2:15);
* crhma chrema” - indicava uma coisa, matéria, assunto, evento, negócio, riquezas (At.8:18).

CARACTERÍSTICAS DO DINHEIRO NO ANTIGO E NOVO TESTAMENTOS:


* Crianças estrangeiras eram compradas como escravas, com dinheiro (Gn.12:17);
* Campos de terra eram comprados com dinheiro para estenderem tendas e rebanhos
(Gn.33:19);
* Trigo e pasto para os animais eram comprados em países diferentes nas secas, usando-se
sacos de metais, avaliados no peso (Gn.47:14);
* Usava-se o seguro de restituição dobrada para perda e roubo de bens (Ex.22:7);
* As virgens tinham dotes, preço que o pretendente pagava aos pais da noiva ou que a noiva
dava ao noivo (Ex.22:17); * Dinheiro era usado para comprar água e comida (Dt.2:6);

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* O dinheiro também era emprestado a pessoas por juros (Ex.22:25);


* O dinheiro das expiações era dado ao serviço na tenda da congregação, para memória dos
filhos de Israel diante do Senhor, para fazer expiação pelas almas (Ex.30:16);
* Quem tinha mais de 20 anos, dava uma oferta a Deus, da seguinte forma: O rico não dava
mais nem o pobre não dava menos na oferta alçada ao Senhor para fazer expiação por suas
almas, pois o dinheiro era dado ao serviço da tenda da congregação; e será para memória de
Israel, diante do Senhor.
A usura e o a especulação eram condenados; o dinheiro era usado para satisfazer os
desejos da alma, usado perante Deus e para sanar possíveis prejuizos e conflitos em forma de
compensação. O dinheiro foi usado para Dalila trair a Sansão (Jz.16:18), usado por Mica para
fazer imagem de escultura e fundição (Jz.17:3), motivo de Acabe ter matado Nabote (1 Rs.21:15),
usado por Hamã para querer matar os judeus (Et.4:7) e usado para trair e vender a
Jesus.(Zc.11:12; Mt.26:15);
Também foi usado por Joás para reparar as fendas da casa de Deus, mas os sacerdotes não
receberam mais do que o necessário do povo. Joiada fez até um cofre para guardar o dinheiro da
Obra, o qual era contado, ensacado, pesado e usado para as despesas (2 Rs.12:7-9).
O mundo se arrisca para botar a mão na botija, não querendo contar dinheiro miúdo, mas
dinheiro vivo, querendo trocar dinheiro e fazer dinheiro como bagaço.
A Bíblia diz que dinheiro sem frutos, sufoca a alma dos donos (Jó.31:39) e quem amar ao
dinheiro, jamais se fartará dele (Ec.5:10); a sabedoria e o conhecimento é melhor que a defesa do
dinheiro (Ec.7:12), que apesar de responder a tudo (Ec.10:9), desagrada a Deus pelos sacrifícios
de iniquidades de filhos avarentos e ingratos (Is.43:24).
Somos salvos sem dinheiro (Is.52:3), mas Deus nos exorta a gastarmos sabiamente (Is.55:1-
2), pois quem suborna e profere falsidade para recebê-lo será condenado (Mq.3:11).
Trabalhamos na Seara de Deus e seremos pagos por Ele, quando vier (Mt.20:12-13);não
sejamos avarentos como Judas,nem calemos a verdade da Ressurreição de Deus como os
soldados romanos fizeram (Mt.28:12).
Jesus ainda observa como você contribui na igreja (Mc.12:41); tenha cuidado para não
apanhar com chicote, se você fizer da casa dEle comércio (Jo.2:15) e ser censurado como Simão
que quis receber o Espírito Santo e entrar para o Ministério por dinheiro (At.8:18).
Saiba que você é filho de Deus não pelo dinheiro, mas pelo novo nascimento e Deus tem
visto muitos que estão na igreja apenas para receberem dinheiro de dízimos, ofertas, ajudas ou
serem ricos. Leia (1Tm.6:1-12); não seja louco como o insensato (Lc.12:20).

O VALOR DO DINHEIRO PARA O CRISTÃO:


Dinheiro para o cristão, deve ser o ornamento que indique o reconhecimento da significação do
sacrifício de Jesus para nos salvar, na idéia de revestir e tranquilizar a sua igreja para que possa tratar
na terra dos negócios de Jesus e do seu Reino Vindouro.
Você é Cristão? E o seu bolso, também é? Tudo que há em ti, inclusive teu dinheiro bendiz ao
Senhor? (Sl.103:1). Aonde você investe mais? No mundo ou em Cristo? Não podemos servir 2
senhores. (1 Tm.6:10). Você tem obras cristãs que provem seu amor e fé? Deus julgará justos e ímpios
(Ec.3:17). Contribuir para o trabalho de Deus é um privilégio ou um mero costume/tradição?
O dinheiro pode ser encarado de modo diferente de pessoa para pessoa. Não somente pode suprir
as necessidades da vida, mas também pode simbolizar sucesso, poder, posição social e segurança
emocional. A família cristã que reconhece o senhorio de Cristo nesta área precisa tomar muito cuidado
em como usar o dinheiro e não deixar que ele use a família.
No relacionamento familiar o dinheiro é um dos maiores campos de batalha. Muitas vezes as rixas
sobre dinheiro no lar não são os problemas fundamentais, mas na realidade é o sintoma de problemas
muito mais profundos no lar e inconscientes na vida do casal.

O VALOR CORRETO DO DINHEIRO (1 Tm.6:17-19): * É para o nosso deleite e satisfação; * É


destinado à prática do bem; * Para o emprego em boas obras; * Deve ser usado como ferramenta
de oportunidade para exercer a generosidade; * É útil para investimentos eternos.

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DEVE SER: * Um sistema baseado na Palavra de Deus: * Buscando ao Reino de Deus em


primeiro lugar (Mateus 6:33); * Possuindo altos valores, no céu – (Mateus 6:20-21); * Possuindo
humildade – (Tiago 1:9-11); * Distinguindo entre necessidades e desejos – (Fp 4:19);

O VALOR ERRADO DO DINHEIRO (Lucas 12:13-21): * Quando o dinheiro é considerado uma


fonte de satisfação, de poder e de vida; * Quando o dinheiro significa a própria vida, versos 15 a
19; * Quando o dinheiro leva a destratar as pessoas - desprezo ao próximo - Verso 21; * Quando o
dinheiro leva a destratar a com Deus - Versos 17-19 e 21;

DESMASCARANDO OS MERCENÁRIOS DA FÉ
1. UM ALERTA QUE NÃO DEVE SER IGNORADO: a) Quanto aos falsificadores - At 20. 29, 30
Jr 29. 9 Jr 23. 1, 16; b) Quanto aos disfarçados - II Pe 2. 1, 2; c) Quanto aos corruptíveis - Cl 2. 8,
Ez 22. 28, Zc 11. 5
2. OS ENGANADORES DEVEM SER AVALIADOS: a) Pela desobediência - Tt 1. 16 Ef 4. 14; b)
Pela infidelidade - Tt 1. 16 Jr 48. 10ª; c) Pela espiritualidade - Mt 6. 33 I Co 2. 15 I Jo 4. 1;
3. A REJEIÇÃO DIVINA REFUTARÁ ARGUMENTOS: a) Daquele que foi achado faltoso - Ez
34. 22 Dn 5. 27 Mt 7. 21; b) Daquele que foi achado fingindo - II Pe 2. 3 Mt 7. 22; c) Daquele que
foi achado mentindo - Jr 50. 36 Mt 7. 23 Ap 20. 15;

6) CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES SOBRE O ATO DE DAR OU DOAR:


QUANTO DAR? Essa pergunta já trouxe e continua a trazer muita preocupação aos fiéis. Afinal, o
que significa ofertar o máximo possível? O que devo tomar em consideração quando quero chegar à
conclusão sobre o quanto devo ofertar? As respostas divergem.
Talvez possamos reunir as muitas respostas em dois grupos:
* O primeiro grupo afirma que a decisão é de foro íntimo de cada um. A oferta é oferta ao
Senhor. Por isso, o ofertante, em relação a sua oferta regular, não deve deixar influenciar-se
pelas necessidades de sua congregação. Muitos seguem exemplos de ofertantes do Antigo
Testamento, onde o ofertante decide por uma proporção de sua renda mensal e oferta a mesma como
seu sacrifício ao Senhor. Essa proporção tem diferentes coloridos. Para uns, só pode ser, conforme
ordem de Deus, o dízimo. Mas temos que entender que a proporção é de livre escolha do ofertante,
dependendo do grau de sua fé e amor e disponibilidade, podendo ofertar da renda uma percentagem de
3, 5, 10, 13 ou até mais.
* O segundo grupo age diferente. Eles administram as bênçãos de Deus analisando suas
diferentes responsabilidades e necessidades. À base disso decidem que necessidades irão
atender. Decidem também o quanto irão ofertar para sua congregação.

A QUEM CABE DAR? A partir da fé, todo cristão, mesmo crianças e jovens, deseja servir a Jesus.
Na graça que Deus Espírito Santo concede, cada um serve com os dons, bens e habilidade que Deus
lhe concedeu, “segundo o que tem, e não conforme o que não tem” (2 Co 8.12). Pois tem aqui ótima
oportunidade para ensinar a seus filhos a ofertar. - Tt 2.14. O qual a si mesmo se deu por nós, a fim de
remir-nos de toda a iniqüidade, e purificar para si mesmo um povo exclusivamente seu, zeloso de boas
obras. - 2 Co 5.15. Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmo, mas
para aquele que por eles morreu e ressuscitou. - Tg 1.15. Então a cobiça, depois de haver concebido, dá
a luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.

POR QUE DAR? Não movido pela lei, nem por qualquer interesse em conquistar o favor ou
bênção de Deus, mas movido pela graça de Cristo. Assim ofertamos de forma alegre, abundante e
voluntariamente. - 2 Co 5.14. Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por
todos, logo todos morreram (1Cr.28.9;2Co 8.3,12;1Co 15.58;1Co 16.1-4; Êx 23.19; Nm 18.12; Mt 3.33).

O QUE DAR? Pela fé nos entregamos a Deus e renovamos diariamente nosso amor em obras de
ações de graça. Desse propósito brotam os mais diferentes sacrifícios de dons, bens e tempo.
- Rm 12.1-3. Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus que apresenteis os vossos
corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

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- 2 Co 8.5. E não somente fizeram como nós esperávamos, mas deram-se a si mesmos primeiro
ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus.
- Ef 5.15-16. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e, sim, como sábios,
remindo o tempo, porque os dias são maus.

PARA QUE DAR? É preciso lembrar que toda a vida dos cristãos com todas as suas tarefas
é culto a Deus, nada é maior ou menor. Mas, em relação ao nosso principal objetivo de vida, os
trabalhos do reino de Deus sempre terão a primazia.
Assim a oferta para o trabalho específico ocupa, dentro do contexto, um lugar especial.
Como Deus não precisa de nossas ofertas, ele ordenou que as aplicássemos no trabalho do
reino de Deus. Por essa razão, o cristão oferta objetivamente para o trabalho do reino de Deus na
congregação e para as mais diferentes tarefas desse trabalho, tais como: sustento do pastor na
congregação, manutenção dos seminários, manutenção de missionários, trabalhos na difusão da
palavra de Deus pelos meios de comunicação, rádio, televisão, livros, revistas, folhetos, etc.
Procuramos também suprir as necessidades dos irmãos na fé e socorrer necessitados tendo
MUITO CUIDADO para não agir como uma ONG, grupo Empresarial e sim, uma comunidade de
cristãos que se reúnem em amor para divulgar Cristo e não apenas o ÍDOLO DA DENOMINAÇÃO.

FORMAS DE DAR: A congregação, no exercício de sua liberdade cristã, deverá escolher a forma
de recolher as ofertas. UM ALERTA: Há quem queira agir com ofertas regulares (sinalizada pelo
cartão de promessa, indicando a quantidade ou o percentual da renda a ser ofertado em dinheiro ou
produto, entregue via envelopes, carnês bancários, pagamentos ao tesoureiro, ou na secretária da
congregação, ou pela entrega do produto), ofertas especiais (de gratidão ofertadas pelo transcurso do
aniversário ou outros motivos de gratidão, ou então para fins especiais, dirigidas à congregação ou
diretamente a outras organizações ou instituições), resoluções familiares ou pessoais (usando
depósito bancário ou cartão de promessa), e não podemos proibir, mais saiba cada pastor como
frutificar o amor em sua igreja.

OS 10 MANDAMENTOS À IGREJA (SEGUNDO A LEI DA PERFEITA LIBERDADE DO N.T.):


O ofertar para o reino de Deus deveria ser algo normal e espontâneo, assim como as
crianças pedem para os pais dinheiro para a compra de balas e sorridentes, dão para o Pai provar
como está gostoso, afinal Deus quer sentir de nós, o amor com que nos amou e não a arrogância
diabólica da posição. Queira Deus, em sua graça, conceder-nos ministérios fiéis. Homens que se
dediquem à palavra e a oração, que vivam vida moderada e sejam exemplos para os fiéis. Queira Deus,
em sua graça abençoar sua palavra em muitos corações e despertar a verdadeira fé cristã. E onde há fé,
ali a fé atua pelo amor, ali há ofertas em abundância (Cf. Êx 26.6; 1 Cr 29.16, 21; Is 60.5; 2 Co 8.2).
Jesus nos mandou amar; algo que pode ser descrito pelo cumprimento das 10 ordenanças:
Será que você que se diz cristão, batizado no Espírito Santo e dizimista fiel tem feito o que
Jesus mandou sua Igreja fazer? Se você acha que não existem 10 mandamentos, fique esperto!
1. VOCÊ TEM OFERTADO? Como cristãos é nossa obrigação ofertar - (Mt.5:23-25);
2. VOCÊ TEM DADO ESMOLAS? Como cristãos é nossa obrigação esmolar - (Mt.6:1-4);
3. VOCÊ TEM DADIVADO OU PRESENTEADO? Como cristãos é nossa obrigação dadivar ou
presentear - (1 Co.16:3);
4. VOCÊ TEM COLETADO? Como cristãos é nossa obrigação fazer coletas - (1 Co.16:1-2);
5. VOCÊ TEM FEITO AÇÕES DE GRAÇA OU GRATIDÃO? Como cristãos é nossa obrigação agir
por amor a Cristo - (1 Tm.2:1);
6. VOCÊ TEM SERVIDO? Como cristãos é nossa obrigação servir - (1 Co.9:13);
7. VOCÊ TEM PREGADO? Como cristãos é nossa obrigação pregar - (Mc.16:15);
8. VOCÊ TEM ENSINADO? Como cristãos é nossa obrigação ensinaro - (At.15:35);
9. VOCÊ TEM BATIZADO (CAUSADO INDAGAÇÃO DA CONSCIÊNCIA DE ALGUÉM)? Como
cristãos é nossa obrigação influenciar as pessoas à causa de Cristo – (Mt.28:19);
10. VOCÊ TEM DISCIPULADO? Como cristãos é nossa obrigação discipular – (Mt.28:19);
CUIDADO: Se a falta de um ou mais itens destes mandamentos forem causados pela dureza
de coração, avareza e desamor, mesmo sendo dizimista, membro de igreja, participante de
campanha, pastor ou quem quer que seja, poderá não será salvo pela falta de amor. ENSINEMOS!

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