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TÉCNICO/A

MULTIMÉDIA

UFCD 6675
- manual de formação -

Projeto financiado por:


A Regibio é uma empresa de consultoria e formação
profissional, acreditada pela Direcção Geral do Emprego e das
Relações do Trabalho, processo nº 3377, possui ainda
certificação e homologação por parte do Instituto de Emprego e
Formação Profissional, Ministério da Agricultura – Direcção
Regional de Agricultura e do Instituto da Mobilidade e dos
Transportes Terrestres. A sua equipa de profissionais conta com
mais de uma década de experiencia no desenvolvimento,
organização e gestão de sistemas de formação. Em 2006, a
convite do Instituto para a Qualidade da Formação (IQF), fez
parte do grupo de empresas piloto, que testou, o então, novo
modelo de acreditação (que ainda vigora). É membro da
Associação Nacional das Entidades Formadoras, ocupando um

QUEM SOMOS lugar de Direcção.


Apoiando-se num crescimento sustentado, desenvolve as suas
actividades em todo o espaço Nacional, com maior incidência na
Região Norte e Centro, tendo actualmente delegações em
FICHA TÉCNICA Bragança, Porto e Oliveira do Hospital.
É missão da Regibio cumprir com rigor os contratos assumidos,
Título:
excedendo as expectativas dos seus clientes, valorizando os
MANUAL DE FORMAÇÃO seus colaboradores e contribuindo para a aquisição e

UFCD 6675 consolidação de competências dos seus formandos, através da


apresentação de projectos de formação, nas suas vertentes de
formação co-financiada e não financiada, intervindo em todos os
Domínio de Formação: momentos do processo formativo.
GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA Na sua actuação, a Regibio disponibiliza recursos humanos e
físicos que sustentam a organização, execução e gestão de
acções de formação profissional, numa óptica de prestação de
Curso:
serviços técnicos, logísticos e administrativos. Promove ainda a
TÉCNICO/A DE MULTIMÉDIA adopção de soluções de racionalização dos processos de
trabalho, suportados em sistemas e tecnologias de informação e
comunicação.
Edição:

REGIBIO – FORMAÇÃO E
CONSULTADORIA, LDA

Organização de Conteúdos:

CRISTINA MARCELA C. SEABRA

Versão: 09/2013
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ÍNDICE

Temas Pág.

1) Visualização e representação de formas................................................................. 5

2) Proporcionalidade numérica e geométrica............................................................ 37

3) Trigonometria.......................................................................................................... 47

4) Geometria e Álgebra................................................................................................ 57

5) Bibliografia................................................................................................................ 81
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1) VISUALIZAÇÃO E REPRESENTAÇÃO DE
FORMAS

1.1) Sólidos Geométricos


Já conhecemos os nomes de alguns sólidos geométricos. Sabemos, por exemplo,
que uma bola de basquetebol tem a forma de uma esfera e que uma garrafa de gás
tem a forma de um cilindro.
Conhecemos também:

Os sólidos classificam-se em poliedros e não poliedros.


Os sólidos limitados unicamente por superfícies planas chamam-se poliedros.
Os sólidos limitados por porções de superfícies curvas (em parte ou na totalidade)
dizem-se não poliedros.
São poliedros: os prismas e as pirâmides.
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São não poliedros: os cones, os cilindros e as esferas.

Os elementos de um poliedro são as faces, as arestas e os vértices.

Por exemplo, o cubo tem 6 faces, 12 arestas e 8 vértices.


As faces de um poliedro são polígonos.
Certos polígonos têm nomes especiais conforme o número dos seus lados:

Nota: Polígonos regulares são polígonos cujos lados são todos iguais.
Os PRISMAS e as PIRÂMIDES classificam-se de acordo com o polígono da base.
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PRISMAS

A: Prisma triangular porque as bases são triângulos;


B: Prisma quadrangular porque as bases são quadrados;
C: Prisma pentagonal porque as bases são pentágonos;
D: Prisma hexagonal porque as bases são hexágonos.

Os prismas são constituídos por duas bases que são polígonos iguais e as faces
laterais são paralelogramos.
Os prismas anteriores dizem-se prismas rectos porque todas as suas faces laterais
são rectângulos. São também prismas regulares porque são prismas rectos e as suas
bases são polígonos regulares.
Os prismas que não são rectos dizem-se prismas oblíquos.

Paralelepípedo: prisma recto, cujas bases são rectângulos.

Cubo: é um caso particular de um paralelepípedo; as faces são quadrados todos


iguais entre si.
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PIRÂMIDES

A: Pirâmide triangular, pois a base é um triângulo;


B: Pirâmide quadrangular, pois a base é um quadrado.

As pirâmides são constituídas por uma base que é um polígono e as faces laterais
são triângulos. As pirâmides anteriores dizem-se pirâmides regulares porque as suas
faces laterais são triângulos isósceles todos iguais e o polígono da base é regular.

EXERCÍCIOS:

1) Igualdade de Euler
1.1) Completa o seguinte quadro:
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1.2) A igualdade de Euler relaciona os valores dados das duas últimas colunas.
Escreve a igualdade de Euler.
2) Poderá existir?
2.1) Um prisma com sete faces?
2.2) Um prisma em que as faces sejam todas triangulares?
2.3) Uma pirâmide com um número ímpar de arestas?
3) Qual é o nome?
3.1. do prisma que tem 12 vértices?
3.2. da pirâmide que tem 9 vértices?
3.3. de um prisma com 15 arestas?

1.2. Sólidos Platónicos1


Os sólidos platónicos são sólidos convexos cujas arestas formam polígonos planos
regulares congruentes. A sua designação deve-se a Platão, que os descobriu em
cerca de 400 a.C.. A existência destes sólidos já era conhecida pelos pitagóricos, e
os egípcios utilizaram alguns deles na
arquitectura e noutros objectos que
construíram.
Existem apenas cinco sólidos platónicos, que
são os seguintes:

Os poliedros regulares (os sólidos anteriores)


verificam a relação de Euler:
N.º faces + N.º vértices = N.º arestas + 2.

1 Retirado de http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm99/icm43/sol_plat.htm e de http://avrinc05.no.sapo.pt/index.htm


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Planificações:

A palavra Poliedro decompõem-se em: poli (muitos) e hedros (faces), isto é, são
sólidos delimitados por polígonos (porções de plano limitadas por segmentos de
recta) que constituem as denominadas faces. A intersecção de duas faces são as
arestas do poliedro, e a intersecção das arestas são os vértices do poliedro.
Um poliedro diz-se regular se é convexo, se todas as suas faces são iguais e
constituidas por poligonos regulares. Note-se que todos os poliedros regulares
podem ser inscritos numa esfera que contém todos os seus vértices.
Um poliedro será convexo quando os ângulos diedros formados por duas faces
consecutivas forem menores que 180º.
Os poliedros nestas condições são os chamados poliedros platónicos.

EXERCÍCIOS:

1- Indica o nome de cada um dos seguintes sólidos geométricos.


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2- Dos sólidos da figura anterior, indica os que são poliedros e justifica a tua escolha.
3- Lê com atenção as frases que se seguem. Indica as falsas com um (F) e as
verdadeiras com um (V)
a) Os prismas são poliedros porque são apenas limitados por superfícies planas
b) Os cones são não poliedros porque as bases são planas
c) A esfera tem apenas superfície plana
d) Os prismas podem ser rectos ou oblíquos
e) O cubo é uma pirâmide
f) As faces laterais das pirâmides são rectângulos
g) As faces laterais dos prismas são rectângulos.
Corrige as frases que consideraste falsas na alínea anterior.
4- Para cada sólido que se segue indica o número de faces, vértices e arestas.

5- O paralelepípedo rectângulo e o cubo são prismas “especiais”. Justifica esta


afirmação.
6- Qual o menor número de vértices que uma pirâmide pode ter ? e um prisma ?
7- Das figuras que se seguem, indica as que são polígonos e as que não são
polígonos
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8- Copia e completa a seguinte tabela :


Poliedro Nº de Faces Nº de Arestas Nº de Vértices Polígono da
base
Prisma
Triangular

Pirâmide
triangular
Prisma
Pentagonal

Pirâmide
Pentagonal

Prisma
Hexagonal

Pirâmide
Hexagonal

9- Identifica o polígono da base de:


a) Uma pirâmide com 5 vértices
b) Uma pirâmide com 7 vértices
c) Um prisma com 6 faces laterais
d) Um prisma com 8 faces laterais
10- O paralelepípedo rectângulo e o cubo são prismas “especiais”. Justifica esta
afirmação.
11- O que são poliedros regulares? Dá um exemplo.
12- Dá um exemplo de um poliedro irregular e justifica.
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1.3. Classificação de triângulos e quadriláteros


Os triângulos classificam-se quanto ao tamanho da medida dos lados e quanto à
medida dos ângulos.
Classificação de um triângulo quanto à medida dos lados:
Triângulo equilátero: possui os três lados com medidas iguais.
Triângulo isósceles: possui dois lados com medidas iguais.
Triângulo escaleno: possui os três lados com medidas diferentes.
Classificação de um triângulo quanto à medida dos ângulos:
Triângulo acutângulo: possui todos os ângulos com medidas menores que 90º.
Triângulo retângulo: possui um ângulo com medida igual a 90º.
Triângulo obtusângulo: possui um ângulo obtuso, maior que 90º.

2 Imagem retirada de http://magicossaberes.blogs.sapo.pt/32470.html


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EXERCÍCIOS:
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Classificação dos quadriláteros:

EXERCÍCIOS:

Considera as figuras a seguir representadas:

B D
A C E

F G H I
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Indica, pela respectiva letra:


a) Os quadriláteros
b) Os não trapézios
c) Os trapézios
d) Os paralelogramos
e) Os rectângulos
f) Os quadrados

1.3) Grandezas e medidas3

Comprimento de um segmento é a propriedade característica de todos os


segmentos que lhe são geometricamente iguais; pode ainda dizer-se que é a
distância entre os pontos extremos de um segmento de recta.
A medida de um comprimento é um número real, que resulta da actividade de
medição. No caso da altitude de um lugar, a medida fica determinada por números
reais relativos. Ao ponto de referência, nível médio da água do mar, é associado o
zero, acima ou abaixo do nível médio da água do mar, números positivos e números
negativos, respectivamente.
A unidade base de medida de comprimento do SI (Sistema Internacional) é o metro
(m). A partir do metro são construídos os seus múltiplos (dam, hm, km) e os seus
submúltiplos (dm, cm, mm):

3 Retirado de programa de formação contínua em matemática para professores do 1º ciclo - Escola Superior de Educação de Lisboa (2006)
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Área de uma superfície é a propriedade característica de superfícies equivalentes,


isto é, que ocupam a mesma extensão.
A medida de uma área é um número real positivo, que resulta da actividade de
medição.
A unidade de medida da área do SI é o metro quadrado (m2 ) que é a área de um
quadrado cujo lado tem 1m de comprimento.
A partir do m2 são construídos os seus múltiplos (dam2 , hm2 , km2 ) e os seus
submúltiplos (dm2 , cm2 ,mm2 ):

Medir uma área é comparar essa área com outra área, que se toma como unidade
de medida, isto é, ver quantas vezes a unidade cabe no que se pretende medir.
Esta ideia de medição sugere o recurso à contagem do número de unidades,
sobretudo quando estas cabem um número inteiro de vezes no que se pretende
medir. Assim, para medir a área do rectângulo a seguir representado, com uma base
de 5m e uma altura de 3m, usa-se uma unidade de área adequada, neste caso o 1m2
e verifica-se que cabem 15 unidades de 1m2 .

É frequente, no caso do cálculo da área de um rectângulo, sobretudo quando são


usadas fórmulas (A = bx a), cometer-se o erro de multiplicar comprimentos (A = 3m
x 5m) . Há a ideia, muito generalizada, de que a unidade m2 surge de m x m , o que
não faz qualquer sentido, pois o metro linear e o metro quadrado são unidades de
medida de grandezas de natureza diferente. Na realidade, o m2 está relacionado
com a unidade m linear apenas por a unidade de área, 1m2 , ser um quadrado com
1m de lado.
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Volume de um corpo é a propriedade característica de sólidos equivalentes, isto é,


que ocupam a mesma porção de espaço.
A medida de um volume é um número real positivo, que resulta da actividade de
medição.
A unidade de medida do volume do SI é o metro cúbico (m3 ) que é o volume de um
cubo cuja aresta tem 1m de comprimento.
A partir do m3 são construídos os seus submúltiplos (dm3 , cm3 , mm3 ):
- o dm3 é um cubo com 1dm de aresta, isto é, mil vezes menor que o m3 ;
- o cm3 é um cubo com 1cm de aresta, isto é, mil vezes menor que o dm3 ;
- o mm3 é um cubo com 1mm de aresta, isto é, mil vezes menor que o cm3 .

Tal como acontece com o m2 , a ideia de que a unidade “m3 “ surge de “m x m x m”,
não faz qualquer sentido, pois o metro linear e o metro cúbico são unidades de
medida de grandezas de natureza diferente.
Na realidade, o m3 está relacionado com a unidade m linear apenas por a unidade
de volume, 1m3, ser um cubo com 1m de lado.
Esta ideia talvez tenha sido construída pelo uso incorrecto da fórmula: V = c x l x a.
Na realidade, ao usar a fórmula, multiplicam-se as medidas dos comprimentos das
arestas (números) e não os seus comprimentos.

Capacidade - propriedade característica de recipientes que podem conter a mesma


quantidade de um fluído.
A unidade de medida base de capacidade do SI é o litro (l ), 1 litro é a capacidade de
um recipiente cujo interior tem um decímetro cúbico de volume.
A partir do litro são construídos os seus múltiplos (dal, hl, kl) e os seus submúltiplos
(dl, cl, ml):
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As unidades de medida de capacidade estão intimamente relacionadas com as


unidades de medida de volume:

EXERCÍCIOS:

1 – Aponta outras unidades de medida.


2 – Faz as respetivas reduções .
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1.4. Figuras geométricas4


O perímetro é a medida do comprimento de um contorno, ou seja é a soma das
medidas dos lados de um polígono. Observe um campo de futebol, o perímetro dele
é o seu contorno que está de vermelho.

Para fazermos o cálculo do perímetro devemos somar todos os seus lados:


P = 100 + 70 + 100 + 70
P = 340 m
Outro exemplo:

O perímetro da figura é a soma de todos os seus lados:


P = 10 + 8 + 3 + 1 + 2 + 7 + 2 +3
P = 18 + 4 + 9 + 5
P = 22 + 14
P = 36
OBS: A unidade de medida utilizada no cálculo do perímetro é a mesma unidade de
medida de comprimento: metro, centímetro, quilômetro…

4 Retirado de http://educacaomatematica10.blogspot.pt/2012/06/perimetro-area-e-volume.html
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A área é a região plana interna delimitada pelos lados de um polígono. Tal conceito
é amplamente usado no dia-a-dia, como na medição de um terreno, na delimitação
de um espaço, entre outros. Cada polígono tem uma forma peculiar para calcular
sua área. Exemplificaremos alguns conhecidos, tais como: retângulo, quadrado,
paralelogramo, triângulo, trapézio, losango e círculo.

Retângulo
Já sabemos que o retângulo possui dois lados iguais
chamados de base e outros dois lados iguais
chamados de altura. Para sabermos o valor da área
de um retângulo (A), devemos multiplicar a medida
da base (b) pela medida da altura (h).

Quadrado
No quadrado, podemos aplicar o mesmo raciocínio
usado para calcular a área do retângulo,
multiplicando a medida da base pela medida da
altura, mas, como no quadrado a medida de todos
os lados é igual (l).

Paralelogramo
Se observarmos a figura ao lado, podemos notar que o
paralelogramo é semelhante a um retângulo com os
lados inclinados. Se tirarmos uma das partes inclinadas
do paralelogramo e a enxertarmos no outro lado,
formaremos um retângulo. Assim, a área do paralelogramo é calculado da mesma
forma da área do retângulo, ou seja, multiplica-se o valor da base (b) pelo valor da
altura (h).
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Triângulo
No caso do triângulo, pode-se notar que ele é
exatamente metade de um retângulo,
portanto, num retângulo cabem dois triângulos,
ambos de mesma área. Por conseguinte, a área
do triângulo é metade da área do retângulo, ou
seja:

Losango
Ao traçar as diagonais, maior (D) e menor (d) do losango, o
dividimos em quatro triângulos de áreas iguais, onde cada
um tem a oitava parte da área do retângulo de base igual ao
valor da diagonal menor do losango e de altura igual ao valor
da diagonal maior. Logo, a área do losango é igual a quatro
vezes a área de um dos quatro triângulos, resultando na
metade da área desse retângulo. Portanto:

Trapézio
Dado um trapézio, como o da figura ao lado, contendo a base menor (b), a base
maior (B) e a altura (h). Se ao lado desse trapézio colocarmos um segundo trapézio,
idêntico ao primeiro, mas invertido, ou seja, sua base menor voltada para cima e sua
base menor voltada para baixo, formaremos um
paralelogramo de base igual à soma das bases do
trapézio e de mesma altura do trapézio. Assim,
encontramos a área desse paralelogramo
multiplicando sua base pela altura. Note que o
valor achado é igual a área dos dois trapézios
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idênticos. Portanto, para calcular a área do trapézio, basta dividir o valor


encontrado para a área do paralelogramo.

Círculo
Considere um círculo de raio r. Divida-o em várias partes iguais, corte-o de forma
que os pedaços sejam de formato triangular e abra a figura,
formando um retângulo de base igual a 2x(pi)x r e altura igual
ao próprio raio r do círculo. Portanto a área desse retângulo é
achada multiplicando sua base pela altura. Deve-se notar que
a área desse retângulo é o dobro da área do círculo, sendo
assim, acha-se a área do círculo dividindo a área do retângulo por 2.

O volume de um sólido é a quantidade de espaço que esse sólido ocupa. Nesse


cálculo, temos que ressaltar as três dimensões do sólido, observando o seu
formato. Alguns sólidos geométricos são formados por polígonos e esses polígonos
recebem o nome de faces do polígono. Já o segmento que une duas faces do
polígono recebe o nome de aresta do sólido. Assim, como no cálculo da área, o
cálculo do volume de um sólido depende do formato do sólido. Mas, de forma geral,
o volume de um sólido geométrico é calculado a partir do produto de sua base por
sua altura. Por enquanto, calcularemos o volume de alguns sólidos, como: o
paralelepípedo retângulo, o cubo e o cilindro.
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Paralelepípedo Retângulo
O paralelepípedo retângulo é um sólido cujas seis faces são retângulos. Para calcular
o volume do paralelepípedo retângulo é necessário fazer o produto da área de sua
base pela altura. Mas, como a base do paralelepípedo retângulo tem o formato
retangular, exprimimos o valor de sua área
por b x c. Portanto, se multiplicarmos o
valor da área da base pela altura (a) do
paralelepípedo retângulo, acharemos o
valor do volume (V).

Cubo
O cubo é um sólido geométrico cujas seis faces são quadrados de mesmo lado. Para
calcular o volume do cubo é necessário fazer o produto da área de sua base pela
altura. Mas, como a base do cubo é um quadrado de lado a, o valor de sua área é,
então, definido pelo lado ao
quadrado (a²). Sendo assim, se
multiplicarmos o valor da área da
base pela altura (a) do cubo,
acharemos o valor do volume (V).

Cilindro
Cilindro é um sólido geométrico que pode ser entendido como
um círculo prolongado até uma altura h. O cilindro possui duas
faces iguais e de formato circular. Para calcular o volume do
cilindro, deve-se fazer o produto da área de sua base pela
altura. No caso do cilindro, sua base é um círculo, portanto a
área de sua base é igual a (pi) x r². Multiplicando esse valor pela
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altura (h) do cilindro, achamos o seu volume (V).

EXERCÍCIOS:

1. Uma peça metálica com a forma cúbica tem uma parte oca. Qual é o volume do
material em que é fabricada?
2.

3.

4. O quadrado [ABCD] representado na figura tem


36cm2 de área.
Determina o valor exacto:
4.1. do perímetro do círculo inscrito no quadrado;
4.2. do raio do círculo circunscrito ao quadrado;
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5. A figura está representada uma circunferência


de centro no ponto B. Sabe-se que <ABC=90º e
AC=4cm
Classifica o triângulo [ABC] quanto aos lados e
quanto aos ângulos.
Determina o valor exacto;
a) do raio da circunferência;
b) da área do triângulo [ABC];
c) da área da região colorida.

6. O Carlos comprou sete pilhas que vêm acondicionadas numa caixa


cilíndrica. A altura da caixa é igual à das pilhas. Cada pilha tem de
diâmetro 1cm e de altura 4cm.
Indica, justificando, se são verdadeiras ou falsas as seguintes
afirmações:
6.1. "O perímetro da base da caixa, em centímetros, arredondado às
centésimas é 9,42cm.”
6.2. "A área lateral de cada pilha, em centímetros quadrados,
arredondada às unidades é 12cm2.”
6.3. "O volume da caixa, em centímetrs cúbicos, arredondado às milésimas é
28,274cm3."

7. Determina o volume do tronco de cone representado na


figura. Apresenta o resultado, em centímetros cúbicos,
arredondamento às unidades.
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1.5) Cálculos geométricos

Bissectriz de um ângulo é o lugar geométrico dos pontos de um ângulo que distam


igualmente dos lados do ângulo.

Circunferência Circunscrita a um triângulo é a circunferência que passa por todos os


seus vértices.

O centro desta circunferência chama-se Circuncentro do triângulo e é o ponto de


encontro das mediatrizes dos seus lados.
Dizemos que a circunferência circunscreve o triângulo ou que o triângulo está inscrito
na circunferência.
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1.6) Formas de definir um plano


As figuras planas e espaciais são formadas pela intersecção de retas e planos
pertencentes ao espaço. Dentre as posições relativas podemos destacar:
Posição relativa entre duas retas
Duas retas distintas irão assumir as seguintes posições relativas no espaço:
Retas paralelas: duas retas são paralelas se pertencerem ao mesmo plano
(coplanares) e não possuírem ponto de intersecção ou ponto em comum.

Retas coincidentes: pertencem ao mesmo plano e possuem todos os pontos em comum.

Retas concorrentes: duas retas concorrentes possuem apenas um ponto comum. Não é
necessário que pertençam ao mesmo plano.

Retas concorrentes perpendiculares: são retas que possuem ponto em comum formando
um ângulo de 90º.

Posição relativa entre reta e plano.


Uma reta e um plano poderão ter as seguintes posições relativas:
Reta paralela ao plano: considere uma reta t e um plano β, eles serão paralelos se
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não tiverem nenhum ponto em comum.

Reta contida no plano: considerando uma reta t e um plano β. t está contido em β se todos
os infinitos pontos de t pertencerem a β.

Retas e planos secantes ou concorrentes: a reta t será concorrente ao plano β se possuírem


um ponto em comum.

Posição entre dois planos


Dois planos irão assumir no espaço as seguintes posições relativas entre si:
Planos paralelos: Dois planos são considerados paralelos se não possuírem pontos
em comum ou se uma reta pertencente ao plano α (alfa) for paralela a uma recta
pertencente ao plano β (beta).

Planos secantes: Dois planos são secantes quando forem distintos e a intersecção entre
eles formar uma reta.
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Planos coincidentes: planos coincidentes equivalem a um mesmo plano, ou seja, todos os


seus infinitos pontos e planos pertencem ao outro.

QUADRO RESUMO
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Algumas propriedades – critérios


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EXERCÍCIOS

1. A figura abaixo representa um prisma hexagonal regular.


Atendendo à figura:
a. Indica a posição da recta CI em relação ao plano AGM.
b. Indica a posição da recta EL em relação a um dos planos das bases.
c. Indica a posição relativa das rectas AB e BC.
d. Indica a posição relativa dos planos ABC e JLM.
e. Indica a posição relativa dos planos ABC e CDJ.
f. Indica a posição relativa dos planos ABL e JLM.

2. Considere o cubo desenhado na figura.


a) Utilizando letras da figura, indique:
I. Duas rectas complanares;
II. Duas rectas paralelas;
III. Duas rectas concorrentes;
IV. Duas rectas paralelas ao plano ABC;
V. Duas rectas concorrentes não contidas no plano
ABC;
VI. Uma recta paralela e outra perpendicular ao plano EFA;
VII. Dois planos paralelos;
VIII. Dois planos secantes oblíquos;
b) Qual é a posição relativa das rectas:
I. EH e DB?
II. BC e CB?
c) Qual é a posição relativa do plano e da recta:
I. Plano EFG e a recta AC?
II. Plano ABD e a recta EB?
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III. Plano AEC e a recta AG?

1.7) Intersecção de sólidos por um plano

Quando intersectamos um sólido por um plano no espaço, chamamos secção a


figura produzida pelo plano nas faces do sólido.
Para determinar as secções produzidas por cada planos
deve ter-se em conta:
• Dois pontos definem uma recta.
• Dois planos intercectam-se segundo uma recta.
• Um plano intersecta planos paralelos segundo rectas
paralelas.

SECÇÕES NUM CUBO:


O plano intersecta apenas três faces do cubo (triângulo)
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O plano intersecta apenas quatro faces do cubo (quadrilátero)

Ou pode acontecer…

EXERCÍCIOS

Desenha sobre cada um dos cubos representados a secção obtida pelo plano PQR e,
em seguida, classifica essa secção:
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Proporcionalidade numérica e geométrica

2.1) Transformações Geométricas5

Isometrias
Chamamos isometrias às aplicações que transformam uma figura geométrica numa
outra geometricamente igual à primeira, ou seja, é uma aplicação que conserva as
distâncias entre os pontos e a amplitude dos ângulos.
Existem 4 isometrias do plano: reflexões, reflexões deslizantes, translações e
rotações.

Reflexão Reflexão deslizante

5 Retirado de Geometria E Medida No Ensino Básico (2011) em http://area.dgidc.min-edu.pt/materiais_NPMEB/home.htm


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Translação Rotação

Podemos dividir as isometrias do plano em dois tipos: isometrias positivas (ou


directas) e isometrias negativas (ou inversas). As isometrias positivas são aquelas
que mantêm o sentido dos ângulos orientados e as negativas são as que não o
mantêm.
Sugestão: para distinguir as isometrias positivas das negativas, desenhe numa folha
de papel uma figura qualquer, recorte-a e coloque-a sobre uma mesa. Verificará
que, para fazer uma translação ou uma rotação dessa figura não necessita de
levantá-la da mesa ao passo que, para as outras duas isometrias do plano isso já não
acontece. As primeiras são as isometrias positivas, as segundas são as negativas.

Isometrias positivas
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Isometrias negativas

Podemos também compor isometrias, isto é, aplicar mais do que uma isometria do
plano à mesma figura. A composição de isometrias goza das seguintes propriedade:

"A composição de duas isometrias é ainda uma isometria e:


a composição de duas isometrias positivas é uma isometria positiva
a composição de uma isometria postiva com uma negativa é uma isometria negativa
a composição de duas isometrias negativas é uma isometria positiva"

A partir desta propriedade podemos concluir que, dadas duas figuras


geometricamente iguais, existe sempre uma isometria do plano (ou uma
composição de isometrias) que transforma uma na outra. Estas figuras chamam-se
figuras isométricas.
Exemplo: Como partir do triângulo azul e chegar ao amarelo usando isometrias?
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Resposta: Reflexão na recta r seguida de rotação de centro em C e ângulo -60º

Propriedades das isometrias:


Pelo facto de serem transformações de semelhanças e por preservarem distâncias
entre pontos, as isometrias
1. preservam a colinearidade de pontos e a amplitudes de ângulos;
2. transformam:
2.1. rectas em rectas; semi-rectas em semi-rectas; segmentos de recta em
segmentos de recta congruentes; triângulos em triângulos congruentes
2.2 rectas paralelas (respectivamente, perpendiculares) em rectas paralelas
(respectivamente, perpendiculares).

Rotações
Uma rotação é facilmente entendida, se imaginarmos que qualquer ponto da figura
irá 'mover-se' ao longo de um arco de circunferência,
circunferência esta que terá o seu centro coincidente com o
centro da rotação; Ou seja a figura final é obtida através de
uma única imagem, onde é mantido fixo um ponto (o centro
da rotação) e todos os outros sofrem deslocações ao longo
de arcos de circunferência de uma certa amplitude e em torno do ponto fixo.
O sentido em que se roda a figura é muito
importante, pois daí depende o resultado; Por
convenção fala-se em sentido negativo, para
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descrever o sentido dos ponteiros do relógio e sentido positivo, no caso contrário.


Numa rotação uma imagem é transformada noutra geometricamente igual; Por
exemplo um segmento de recta é transformado num segmento de recta
geometricamente igual e o mesmo acontece com os ângulos, ou seja, ângulos são
transformados em ângulos geometricamente iguais.
É claro, que tudo fica esclarecido através de exemplos e nós vivemos rodeados de
rotações: por isso talvez seja interessante que os alunos procurem, eles mesmos,
novas rotações;
Propriedades:
1. A rotação é uma transformação do plano que preserva distâncias sendo,
portanto, uma isometria.
2. Uma rotação, distinta da transformação identidade, fixa um e um só ponto e fixa
uma recta (não pontualmente) se e somente se a sua amplitude for de 180o e o
centro da rotação pertencer `a recta. As rotações de amplitude 180o são
usualmente designadas
por meias voltas.

3. Uma rotação fixa circunferências com centro no centro da rotação, embora não
pontualmente. Apenas a (rotação) identidade fixa pontualmente circunferências.
4. A rotação ´e uma isometria directa, isto ´e, transforma ângulos orientados
positivamente (negativamente) em ângulos orientados positivamente
(negativamente).
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Reflexão
Uma reflexão deixa invariante uma recta, a recta de reflexão. Os pontos que não
pertencem a essa recta mudam de semi-plano. A recta de reflexão comporta-se com
um espelho de dupla face.

Propriedades:
1. As reflexões são transformações do plano que preservam distancias sendo,
portanto, isometrias.
2. Por serem isometrias, as reflexões preservam rectas, semi-rectas, segmentos de
recta, amplitudes de ângulos e as relações de paralelismo e perpendicularidade
entre rectas.
3. As reflexões fixam pontualmente o eixo de reflexão e fixam, embora não
pontualmente, qualquer recta perpendicular ao eixo de reflexão.
4. As reflexões são isometrias opostas. Transformam ângulos orientados
positivamente (negativamente) em ângulos orientados negativamente
(positivamente).
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2.2) Semelhanças6
Em Geometria, duas figuras são semelhantes quando:

Todos os ângulos correspondentes têm medidas iguais; as distâncias correspondentes


são proporcionais.

Para que duas figuras sejam semelhantes, é necessário que tenham ângulos
correspondentes de mesma medida e as medidas dos lados correspondentes
proporcionais.
Dois polígonos com o mesmo número de lados são semelhantes quando possuem:
• os ângulos respectivamente congruentes;
• os lados correspondentes proporcionais.
Por exemplo, os quadriláteros ABCD e MNPQ abaixo, são semelhantes.

Observe que:
• os ângulos correspondentes possuem a mesma medida;
• a razão entre qualquer lado do quadrilátero ABCD e o lado correspondente no
quadrilátero MNPQ é sempre a mesma (2,5).
A definição de polígonos semelhantes só é válida quando ambas as condições são
satisfeitas: Ângulos correspondentes congruentes e lados correspondentes

6 Retirado de Semelhança de Profa. Dra. Denise Ortigosa Stolf


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proporcionais. Apenas uma das condições não é suficiente para indicar a


semelhança entre polígonos.
De notar ainda que, quando dois polígonos são semelhantes, os perímetros desses
polígonos são proporcionais às medidas de dois lados correspondentes quaisquer.

EXERCÍCIOS

1) Entre os polígonos abaixo há dois semelhantes. Quais são eles?

2) Os hexágonos H1 e H2 abaixo são semelhantes.

Nessas condições:
a) Qual é a razão de semelhança entre H1 e H2?
b) Qual é a razão de semelhança entre os perímetros de H1 e H2?
c) O que podemos afirmar sobre os ângulos internos de H1 e H2?

2.3) Semelhança de triângulos


Diremos que dois triângulos são semelhantes se tiverem:
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• os ângulos respectivamente congruentes


ou
• os lados correspondentes proporcionais

OBS.: Como a soma dos ângulos internos de um triângulo é sempre igual a 180º,
podemos concluir que se dois ângulos de um triângulo forem respectivamente
congruentes a dois ângulos de outro, os terceiros ângulos desses triângulos
também serão congruentes.
Assim, para verificar se dois triângulos são semelhantes, basta verificar se eles
possuem dois ângulos respectivamente congruentes.

Casos de congruência:
1º LAL (lado, ângulo, lado): dois lados
congruentes e ângulos formados
também congruentes.

2º LLL (lado, lado, lado): três lados


congruentes.

3º ALA (ângulo, lado, ângulo): dois


ângulos congruentes e lado entre os
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ângulos congruente.

4º LAA (lado, ângulo, ângulo): congruência do


ângulo adjacente ao lado, e congruência do
ângulo oposto ao lado.

Através das definições de congruência de triângulos podemos chegar às


propriedades geométricas sem a necessidade de efectuar medidas. A esse método
damos o nome de demonstração.
Dizemos que em todo triângulo isósceles, os ângulos opostos aos lados
congruentes são congruentes. Os ângulos da base de um triângulo isósceles são
congruentes.

EXERCÍCIOS

1. Atendendo às medidas indicadas na figura e


sabendo que os triângulos CBA e BDC são rectos.
a)
[CBD];
b) Calcula y.

2. Atendendo às medidas indicadas na figura e sabendo que o triângulo [MAR] é


rectângulo em A e que [AT] é a altura referente a
[MR],

a)
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[MAR];
b) Determina a medida de MR.

3.
[MNP], sendo  = N e C = P.
a) Indica os lados correspondentes a
[AB] e [BC];
b) Calcula o valor de x e de y.

Trigonometria7

3.1) Trigonometria do triângulo rectângulo

Teorema de Pitágoras
O geómetra grego Pitágoras (570–501 a.C.) formulou o seguinte teorema, que tem
hoje o seu nome, e que relaciona a medida dos diferentes lados de um triângulo
rectângulo: a soma do quadrado dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa. Ou
seja, se x e y forem o comprimento dos dois catetos e h o comprimento da
hipotenusa, ter-se-á:

7 Retirado de Revisões de Trigonometria (2000), de João Miguel Nobre Batista em www.geocities.com/jmnbpt


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x² + y² = h² .
EXERCÍCIOS:

1. O Bernardo está a tentar encostar o


armário à parede. Será que consegue?

2. U ex 1m painel tem 2m de base e 1,5


m de altura. A diagonal do painel
mede 2,5 m. Será o painel rectangular?

3. Um portão de uma quinta tem 1,2 m


de comprimento e 90 cm de altura.
Colocou-se na diagonal um reforço
com 1,5 m de comprimento.
Será que o portão está bem
construído, isto é, ABBC
4. Observa a figura ao lado.
Um jipe azul parte da palmeira A para
a palmeira M, com o trajecto A-R-M.
Um jipe amarelo parte da palmeira S,
igualmente para a palmeira M, com
um trajecto directo S-M.
Considera que os jipes se deslocam à
mesma velocidade. Qual dos jipes
chegará primeiro à palmeira?
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Relações trigonométricas de ângulos


Na esmagadora maioria das aplicações trigonométricas relacionam-se os
comprimentos dos lados de um triângulo recorrendo a determinadas relações
dependentes de ângulos internos. Assim, apresentam-se de seguida algumas
relações trigonométricas com esse fim.

Seno de
É o quociente do comprimento do cateto oposto ao ângulo pelo comprimento da
hipotenusa do triângulo, ou seja,
cateto oposto y
sen( )   .
hipotenusa h

O seno de pode aparecer com uma das seguintes representações: sen , sin ,
sen( ), sin( ).

Coseno de
É o quociente do comprimento do cateto adjacente ao ângulo pelo comprimento
da hipotenusa do triângulo, ou seja,
cateto adjacente x
cos( )   .
hipotenusa h

Em geral, o coseno de aparece com uma das duas representações: cos , cos( ).

Tangente de
É o quociente dos comprimentos do cateto oposto pelo cateto adjacente, ou seja,
cateto oposto y/h y h y
tan( )      .
cateto adjacente x / h h x x

É usual representar a tangente de a de uma das seguintes maneiras: tan , tan( ),


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tg , tg( ).

Fórmula fundamental da trigonometria


A fórmula fundamental da trigonometria surge como um caso particular do
teorema de Pitágoras.
x2 y2
x2  y 2  h2    1.
h2 h2

Pela definição de seno e de coseno de um ângulo, dadas acima por a) e b), temos
que:

sen 2 ( )  cos 2 ( )  1 .

EXERCÍCIOS:
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3.2) Funções trigonométricas


A extensão do domínios das funções trigonométricas a toda a recta real faz-se
recorrendo ao círculo trigonométrico. Ele é definido por uma circunferência de raio
unitário (isto é, igual a um) centrada na origem dos eixos coordenados.
O triângulo Δ[OPx] é rectângulo no ângulo com o eixo das abcissas – o eixo dos XX –
como se pode ver pela figura. Visto a circunferência ter raio r = 1, todos os pontos
distam da origem da mesma distância, r. Logo, o segmento [OP] tem comprimento
OP  1 . Assim sendo, o quociente y/r representa o seno de , sendo r a hipotenusa.

Da mesma forma, x/r representa o coseno do ângulo .


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Assim sendo, o quociente y/r representa o seno de , sendo r a hipotenusa. Da


mesma forma, x/r representa o coseno do YY'

ângulo .
Desta forma, posso definir o seno e o
y P(x,y)
coseno do ângulo para todos os
valores de , e não somente para
aqueles entre 0º (ou 0 radianos) e 
90º (ou π/2 radianos), como
anteriormente. Temos então que:
y x
sen   e cos   .
r r

Como no círculo trigonométrico o O círculo trigonométrico e um ponto P sobre ele.

raio é r = 1, temos então que as coordenadas do ponto P(x,y) são: P(x,y) = (x,y) =
(cos , sen ). Escrevo desta forma as coordenadas do ponto P(x,y) pois situa-se
numa circunferência de raio r = 1. Se fosse r ≠ 1, teria de dividir as coordenadas por r,
sendo r2 = x2 + y2, pelo teorema de Pitágoras.
 
Prestando atenção à figura, veremos que sen  1 e cos  0 .
2 2

De igual forma, para o ângulo = π radianos (meia-volta no círculo), temos sen(π) =


0 e cos(π) = –1, obtemos o ponto P(x,y) = (0,–1). Quando temos = 2π radianos
(uma volta completa começando em = 0, isto é, sobre o eixo dos XX), voltamos a
ter o ponto (0,1) – logo sen(2π) = 0 e cos(2π) = 1. Prosseguindo para outros valores,
verificamos que as funções se repetem cada vez que adicionamos 2π radianos ao
argumento (ângulo). Da mesma forma que temos valores possíveis para o seno e o
coseno quando > 0, também é possível atribuir valores às funções trigonométricas
quando < 0. Nesses casos, temos ângulos descritos no sentido dos ponteiros do
relógio. As duas funções ficam então definidas para todos os valores da recta real.
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Quadro resumo dos valores das funções trigonométricas para alguns ângulos-chave

Valores do argumento (radianos)


0 π/6 π/4 π/3 π/2
sen 0 1/2 2 /2 3/2 1

cos 1 3/2 2 /2 1/2 0

tan 0 3 /3 1 3 ∞

0º 30º 45º 60º 90º


Valores do argumento (graus)

Paridade das funções trigonométricas


Das quatro funções trigonométricas até agora discutidas (seno, coseno, tangente e
co-tangente), todas têm uma paridade bem definida.

 O seno é ímpar
y' Seja = –, isto é, = ||, e  = –
| | = – . Ora, sen = y/r.
Projectando o ângulo  sobre o eixo dos YY, então vem que sen = y’/r < 0, pois y’ <
0. Vê-se facilmente que: sen = y’/r < 0, e por conseguinte sen = y/r = –y’/r = –sen =
–sen(– )  sen(– ) = –sen( ). Logo, a função seno é ímpar.

O coseno é par
Seja = –. Ora, cos = x/r, e cos = x’/r. Na projecção para a figura acima,
facilmente se verá que
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x = x’. Logo, cos = x/r = x’/r = cos = = cos(– ). Portanto, a função coseno é par.

A tangente é ímpar
Seja = –. Ora, tan = y/x, e tan = y’/x’, pela figura anterior – aliás, basta dividir
seno por coseno. Analogamente, prova-se que tan(– ) = –tan – ou seja, a tangente
é ímpar.

Quadro resumo do sinal das funções trigonométricas


Sinal das funções trigonométricas
1ºQ 2ºQ 3ºQ 4ºQ
sen + + – –
cos + – – +
tan + – + –
"+" = positivo "–" = negativo

Quadro resumo da Monotonia das funções trigonométricas

Monotonia das funções trigonométricas


1ºQ 2ºQ 3ºQ 4ºQ
sen + – – +
cos – – + +
tan + + + +
"+" = crescente "–" = decrescente
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Quadro resumo da Redução de funções trigonométricas ao primeiro quadrante


Redução de funções trigonométricas ao primeiro quadrante
2º quadrante 3º quadrante 4º quadrante
 = /2 + =+  = 3/2 +
sen() cos( ) –sen( ) –cos( )
cos() –sen( ) –cos( ) sen( )
tg() –cotg( ) tg( ) –cotg( )

= Ângulo do 1º quadrante  = Ângulo a converter

Resumo das propriedades das principais funções trigonométricas


No que se segue,
 IR e ] –∞ , +∞ [ denotam toda a recta dos números reais;
 os traços verticais mais finos, onde existentes, representam pontos múltiplos
ou submúltiplos de  (±/2, ±3/2, ±2, etc.)(8);
 as assimptotas horizontais são representadas a traço mais fino.

Seno de
f( ) = sen = y / r
Função ímpar, positiva no 1º e 2ºQ, negativa no 3º e 4ºQ.
Monotonia: crescente no 1º e 4ºQ, decrescente no 2º e 3ºQ.
Domínio: ] –∞ , +∞ [ Ou seja, a função pode ter por argumento qualquer número
real.
Contradomínio: [–1 ; +1]
Nos pontos máximo e mínimo do círculo trigonométrico (circunferência de raio r =
1), tem-se y = 1 e y = –1. Nesses pontos, temos sen = 1 e sen = –1, respectivamente.

/2=1,57; =3,14; 3/2=4,71; 2=6,28.


(8)
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Período: 2

Coseno de
f() = cos = x / r – função par, positiva no 1º e 4ºQ, negativa no 2º e 3ºQ.

Monotonia: crescente no
3º e 4ºQ, decrescente
no 1º e 2ºQ.
Domínio: ] –∞ , +∞ [.
Contradomínio: [–1 ; +1].
Período: 2

Tangente de
f( ) = tg = y / x – função ímpar, estritamente crescente em todo o domínio.
Positiva no 1º e 3ºQ, negativa no 2º e 4ºQ.
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Domínio: IR\{k+/2, k = 0, ±1, ±2,...} .


Contradomínio: ]–∞ ,+∞[.
Período: .

Geometria e Álgebra

4.1) Método cartesiano para geometria no plano e no espaço9

Conceitos:
Referencial ortogonal: é um referencial em que os eixos são perpendiculares.

9 Retirado de http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm2002/icm106/conceitos4.html
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Referencial monométrico: é um referencial em que a unidade de comprimento é


igual nos dois eixos.
Eixo das abcissas: é o eixo horizontal, ou eixo OX.
Eixo das ordenadas: é o eixo vertical, ou eixo OY.
Coordenadas de um ponto A: são os números xA e yA que constituem o par
ordenado ( xA,yA) que lhe corresponde.
Abcissa: é a 1ª coordenada, x. O valor absoluto da abcissa é a distância do ponto ao
eixo das ordenadas, OY, e o sinal indica se está à direita (+) ou à esquerda (-) deste
eixo.
Ordenada: é a 2ª coordenada, y. O valor absoluto da ordenada é a distância do
ponto ao eixo das abcissas, OX, e o sinal indica se está acima (+) ou abaixo (-) deste
eixo.
Um referencial cartesiano ortogonal e monométrico divide o plano em quatro
quadrantes.

Referencial cartesiano do espaço: é


constituído por três rectas
orientadas concorrentes no mesmo ponto e não complanares em que se fixaram
unidades de comprimento. A origem do referencial é o ponto comum aos três eixos.
Referencial ortogonal e monométrico: é um referencial em que cada eixo é
perpendicular aos outros dois e em que a unidade de comprimento é igual nos dois
eixos.
O eixo das abcissas e o eixo das ordenadas definem um plano de coordenada
horizontal, XOY.
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Eixo das cotas: é o eixo vertical, ou eixo OZ, perpendicular ao plano XOY.
Planos coordenados: são os três planos definidos pelos três eixos, dois a dois: o
plano XOY, o plano XOZ e o plano YOZ.
Octantes: são as oito regiões em que o espaço fica
dividido pelos três planos coordenados.
Coordenadas de um ponto no espaço: são os nos xP, yP
e zP que constituem o terno ordenado ( xP, yP, zP ) que
lhe corresponde. A primeira coordenada é a abcissa, a
segunda é a ordenada e a terceira é a cota.

EXERCÍCIOS:

1) Marque no referencial cartesiano os pontos: A (1,3); B (-3, -1); C (4,-2); D (0,1); E (-


1,0).
2) Habitualmente, a Joana frequenta alguns locais
assinalados no sistema de eixos
coordenados.
a) Localize, pelas suas coordenadas: a casa, a
escola, o parque da cidade e o clube de
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vídeo.
b) Certo dia, o trajecto da Joana foi o que corresponde às coordenadas: (0,-4), (5,-
6),
(2,0), (0,9),(-3,0). Quais foram os locais por onde a Joana passou?
3) Indique as coordenadas dos pontos A, B, C, D, E, F,
G e H, do espaço, vértices do paralelepípedo.

PLANOS PERPENDICULARES AOS EIXOS10

10 Rosa Canelas – Referenciais Cartesianos


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A Recta como Intersecção de Dois Planos

EXERCÍCIO:

Indique: as coordenadas dos pontos A, B, C, D, E, F, G


e H; as equações de todos os planos que contêm as
faces do paralelepípedo; as equações de todas as
rectas que contêm as arestas do paralelepípedo.

Distância entre dois pontos do plano cartesiano


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Exemplos
1) A distância entre P=(2,3) e Q=(5,12) é

d(P,Q) =
2) Calcule a distância entre os pontos P(-2,3) e Q(-5,-9).

EXERCÍCIOS:

1) Calcule a distância entre os seguintes pares de pontos:


a) (2,3) e (2,5) c) (0,6) e (1,5)
b) (2,1) e (-2,4) d) (6,3) e (2,7)
2) Após a construção da caixa, considerou-se um
referencial tridimensional monométrico, em que cada
unidade corresponde a 1 cm.
2.1. Indique as coordenadas dos vértices da caixa.
2.2. Calcule a distância entre os seguintes pontos:
2.2.1. A e F
2.2.2. E e G
2.2.3. B e D
3) No referencial da figura está representado um triângulo

de vértices A(3,−2) , B(7,1) e C(0,2). Mostremos que o


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triângulo é rectângulo e vamos classificá-lo quanto aos lados.


4) Calcule o ponto médio do segmento AB nos seguintes casos:
a) A(2,6) B(4,10) c) A(3,1) B(4,3)
b) A(2,6) B(4,2) d) A(2,3) B(4,-2)

Circunferência e círculo11
Circunferência é o conjunto de todos os pontos de um plano equidistantes de um
ponto fixo, desse mesmo plano, denominado centro da circunferência:

Assim, sendo C(a, b) o centro e P(x, y) um ponto qualquer da circunferência, a


distância de C aP(dCP) é o raio dessa circunferência. Então:

Portanto, (x - a)2 + (y - b)2 =r2 é a equação reduzida da circunferência e permite

11 Retirado de https://sites.google.com/site/geometriaanaliticaportifolio/calendar
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determinar os elementos essenciais para a construção da circunferência: as


coordenadas do centro e o raio.
Observação: Quando o centro da circunferência estiver na origem C(0,0), a equação
da circunferência será x2 + y2 = r2 .

EXERCÍCIOS:

1) Escreva a equação geral da circunferência de centro C e raio r, nos seguintes


casos:
a) C(3,2) e r = 7 b) C(-3,4) e r = 3
2) Determine a equação reduzida da circunferência que tem:
a) C(2,5) r = 3 b) C(-1,-4) r = 2
3) Determine o centro e o raio das circunferências de equações:
a) (x - 4) ² + (y - 5)² = 9 b) x ² + y ² = 2
4) Indique uma condição que defina a circunferência de centro C e raio r:
a) C(-1;5) e r=2 1.2. C(-2;0) e r= 5
5) Identifique o centro e o raio de cada uma das seguintes circunferências:
a)�2+(𝑦−1)2=5 b)(�−4)2+(𝑦+2)2=9 c)3�2+3𝑥2−18𝑦+30𝑥=−3 3.
6)Considere a circunferência (�−1)2+(𝑦+2)2=1
a)Represente-a num referencial o.n.;
b) Considere os pontos A(-3;1), B(6;0) e C(0:-2). Indique a posição relativa de cada
um destes pontos em relação à circunferência dada.
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Deste modo temos, resumidamente:


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No espaço temos:
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EXERCÍCIOS:
2
 5
1) Considere a circunferência de equação  x     y  2  16 .
2

 2
1.1. Identifique o centro e o raio da circunferência.
1.2. Que posição tem o ponto P(2; 3) em relação à circunferência?

2) Na figura está representada uma circunferência de


centro C(3;-2). Os pontos
A(3;-4) e B(1;-2) pertencem á circunferência.
a)Determine o raio da circunferência.
b) Escreva a equação da mediatriz de [AB].
c) Verifique se o ponto C pertence à mediatriz de [AB].
3) Considere os pontos A(3;2;2), B(0;-4;2) e C(3;0;2).
a) Indique a condição que defina o plano ABC;
b) Determine uma equação do plano mediador de [AC] e verifique se B pertence a
esse plano;
c) Escreva uma condição da esfera de diâmetro �� ;
d) Indique as coordenadas do ponto simétrico de A em relação ao eixo Oy;
e) Averigúe se o triângulo [ABC] é isósceles.
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2. Defina através de condições as regiões coloridas do plano:


2.1.

2.2.

3. Represente, em referenciais cartesianos ortogonais e monométricos no


plano, as regiões definidas pelas condições:
3.1. x 2  y 2  4  y  1

3.2. ~  y  3  x  2
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4.2) Vectores livres no plano e no espaço

Adição de vectores
Um vetor (geométrico) no plano R² é uma classe de objetos matemáticos
(segmentos) com a mesma direção, mesmo sentido e mesmo módulo (intensidade).
A direção é a da reta que contém o segmento.
O sentido é dado pelo sentido do movimento.
O módulo é o comprimento do segmento.
Uma quarta característica de um vetor é formada por dois pares ordenados: o
ponto onde ele começa (origem) e um outro ponto onde ele termina (extremidade)
e as coordenadas do vetor são dadas pela diferença entre as coordenadas da
extremidade e as coordenadas da origem.
Todas as quantidades vetoriais obedecem à lei do paralelogramo da adição12.

Também podemos somar B a A usando a regra do triângulo:

12 Retirado de

http://www.google.pt/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=11&cad=rja&ved=0CG8QFjAK&url=http%3A%2F%2Fwww.eletrica.ufpr.br%2Fufpr2%2Fprofe

ssor%2F49%2FTE224%2FAula%25202%2520Vetores.pdf&ei=uqOgUuiIJaad7Qaw5oCYAg&usg=AFQjCNGdEoVK3C7t0D3pun2swO5gPjPjiw&sig2=ePY7zEkbtGhQA

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No caso especial em que os dois vetores A e B são colineares, a lei do paralelogramo


reduz-se a uma adição algébrica ou escalar R = A + B:

Na subtração de vetores R' = A – B = A + (–B)

Pontos importantes
_ A resultante de várias forças complanares pode ser determinada facilmente se for
estabelecido um sistema de coordenadas x e y e as forças forem decompostas ao
longo dos eixos.
_ A direção de cada força é especificada pelo ângulo que sua linha de ação forma
com um dos eixos.
_ A orientação dos eixos x e y é arbitrária e sua direção positiva pode ser
especificada pelos vetores cartesianos unitários i e j.
_ As componentes x e y da força resultante são simplesmente a soma algébrica das
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componentes de todas as forças complanares.


_ A intensidade da força resultante é determinada pelo teorema de Pitágoras e,
quando as componentes são esquematizadas nos eixos x e y, a direção é
determinada por meio da trigonometria.
Conceitos13

Vector nulo é aquele em que a extremidade coincide com a origem [A,A] (segmento
orientado é representado assim).
Soma de um ponto com um vector:

Propriedades da adição de vectores:


Comutativa:

Associativa:

Existência de elemento neutro:

Existência de simétrico:

Multiplicação de vectores colineares:

13 Retirado de http://www.notapositiva.com/resumos/matematica/vectores.htm
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Vectores colineares: Diz-se que dois vectores são colineares se e só se existe um

número real .

Vectores num referencial ortonormado do plano, então existem números

reais a e b tais que: . As componentes do vector são . As

coordenadas dos vector são (a;b).

Vectores num referencial ortonormado do espaço, então existem números

reais a, b e c tais que: . As componentes do vector são .

As coordenadas dos vector são (a;b;c).


Vector como diferença entre dois pontos:

Propriedade: .

Norma de um vector:

Se, num referencial o.n. do plano, .

Se, num referencial o.n. do espaço, .


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Equação vectorial da recta no plano ou no espaço:

, ou seja,
(x,y) = coordenadas de um ponto por onde a recta passa + k x coordenadas do
vector, com k pertencente ao conjunto dos números reais
Equação reduzida da recta, no plano e não vertical:

É do tipo .
m é o declive do vector director de uma recta e é-nos dado pela seguinte expressão:

.
b é a ordenada na origem, é o ponto de intersecção da recta com o eixo das
ordenadas. x e y são as variáveis.
Duas rectas não verticais são paralelas se tiverem o mesmo declive.
Duas rectas são perpendiculares se tiverem um só ponto em comum.

EXERCÍCIOS:

  
1) A figura representa um cubo no referencial ortonormado O, i , j , k :  
Considerando os dados da figura, as coordenadas do vector FC são:
z
(Assinala a resposta correta)

a) FC  3, 3, 3 C (0,3,3)
D

b) FC  3, 0, 3 A B

c) FC  0, 0, 3
k

i  G y
d) FC   3, 0, 3
O j

E (3,0,0) F

x 8

 
  7

2) Considera o referencial ortonormado O, i , j : 6


5

u
 4

As componentes do vector u são: 3


2
 
j 1
i
(Assinala a resposta correta) -9 -8 -7 -6 -5 -4 -3 -2 -1 O
-1
1 2 3 4 5 6 7 8 9 x

-2

-3

-4
-5

-6
-7
-8
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 
a) 2i e 5 j
 
b)  2i e 5 j
 
c)  2i e  5 j
 
d) 2i e  5 j


 
  
3) Considera no referencial ortonormado O, i , j os vectores a   2,4 , b  4,3 e
os pontos A(0,2), B(2,5) e C(3,0).
a) Determine:

 
 
3.1.1 As coordenadas do ponto D tal que: D  A  b  2a
 
3.1.2 o número real p de tal modo que c   p,5 seja colinear com a .
 
3.1.3 As coordenadas de um vector d , colinear com b e de norma 1.

Produto escalar entre dois vectores14

Exemplos do cálculo do produto escalar

Produto escalar expresso nas coordenadas dos vectores num referencial O.N.
No plano:

14 Retirado de turmaxis.no.sapo.pt/g_pvectores.pdf
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No espaço:

Consequências da definição do produto escalar


- O produto escalar entre dois vectores é um número real.
- Se dois vectores são perpendiculares então o produto escalar é nulo:

- Se o ângulo entre dois vectores é obtuso então o produto escalar é negativo:

- Se o ângulo entre dois vectores é agudo então o produto escalar é positivo:

Propriedades do produto escalar:15

15 Retirado de http://www.esaas.com/grupos/matematica/estagios/Paginas/ConSaberMatA.htm
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EXERCÍCIOS:

1)

O ângulo entre duas rectas r e s:

, onde e são vectores directamente das rectas r e s.

Equação da mediatriz e do plano mediador de um segmento de recta

Sendo um segmento de recta, M o seu ponto médio e P um ponto qualquer

pertencente à mediatriz do segmento, então:

Equação da circunferência e da superfície esférica

Sendo o diâmetro de uma circunferência e P um ponto qualquer desta, então:

Do mesmo modo se define superfície esférica.


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Equação da recta tangente à circunferência:


Sendo O o centro de uma circunferência, T um ponto de tangencia e P um ponto

qualquer pertencente à recta tangente, então:

Rectas paralelas e rectas perpendiculares


Sendo e vectores directores das rectas r e s:

se e só se,

se e só se,

Equação do plano:

Sendo um ponto pertencente a um plano e um vector normal a


esse plano, então a equação cartesiana do plano vem

Equação da recta:

Sendo um ponto pertencente a uma recta e um vector director,


então:

 Equação vectorial da recta:

 Equações cartesianas da recta:

Planos paralelos e planos perpendiculares

Os planos e são:
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- paralelos se e só se

- perpendiculares se e só se

Intersecção de dois planos

A intersecção de dois planos pode ser:


- O conjunto vazio (sistema impossível), se os planos forem estritamente paralelos.
- Um plano (sistema possível e indeterminado), se os planos forem coincidentes.
- Uma recta (sistema possível indeterminado) se os planos forem concorrentes.

Intersecção de três planos

A intersecção de três planos pode ser:


- O conjunto vazio (sistema impossível)
- Um ponto (sistema possível determinado)
- Uma recta (sistema possível indeterminado)
- Um plano (sistema possível indeterminado)

EXERCÍCIOS:

1) Num referencial o.n. Oxyz, a condição (x −1)^2 + (y −1) ^2 + (z −1) ^2 = 25 ∧ x = y

x^2 + y^2 + z^2 ≤ 25 define:


(A) uma circunferência (B) um ponto
(C) um segmento de recta (D) o conjunto vazio
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2)

3)

4)
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BIBLIOGRAFIA

http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm99/icm43/sol_plat.htm

http://avrinc05.no.sapo.pt/index.htm

http://magicossaberes.blogs.sapo.pt/32470.html

Programa de formação contínua em matemática para professores do 1º ciclo -


Escola Superior de Educação de Lisboa (2006)

http://educacaomatematica10.blogspot.pt/2012/06/perimetro-area-e-volume.html

Geometria E Medida No Ensino Básico (2011) disponível em em


http://area.dgidc.min-edu.pt/materiais_NPMEB/home.htm

Semelhança de Profa. Dra. Denise Ortigosa Stolf

Revisões de Trigonometria (2000), de João Miguel Nobre Batista em


www.geocities.com/jmnbpt

http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm2002/icm106/conceitos4.html

https://sites.google.com/site/geometriaanaliticaportifolio/calendar

http://www.google.pt/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=11&cad=rja&ved
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2FTE224%2FAula%25202%2520Vetores.pdf&ei=uqOgUuiIJaad7Qaw5oCYAg&usg=AFQ
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