Você está na página 1de 442

Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.

br

Secretaria Municipal de Educação


do Rio de Janeiro - SME-RIO

Professor de Ensino Fundamental -


História

Língua Portuguesa
1. Leitura e compreensão de textos variados. ................................................................................................................1
2. Modos de organização do discurso: descritivo, narrativo, argumentativo. ..........................................................6
3. Gêneros do discurso: definição, reconhecimento dos elementos básicos. ........................................................ 12
4. Métodos de argumentação: indução, dedução, dialética. ...................................................................................... 16
5. Coesão e coerência: mecanismos, efeitos de sentido no texto. ............................................................................ 18
6. Relação entre as partes do texto: causa, consequência, comparação, conclusão, exemplificação,
generalização, particularização. .................................................................................................................................... 22
7. Conectivos: classificação, uso, efeitos de sentido. .................................................................................................. 22
8. Coordenação e subordinação: classificação, usos no texto. .................................................................................. 25
9. Verbos: pessoa, número, tempo e modo. 10. Vozes verbais. Transitividade verbal e nominal. ..................... 29
11. Estrutura, classificação e formação de palavras. .................................................................................................. 34
12. Metáfora, metonímia, hipérbole, eufemismo, antítese, ironia. 13. Gradação, ênfase. .................................... 53
14. Acentuação. ................................................................................................................................................................. 56
15. Pontuação: regras, efeitos de sentido. .................................................................................................................... 58
16. Recursos gráficos: regras, efeitos de sentido. ........................................................................................................ 60

Fundamentos Teórico Metodológicos e Político Filosóficos


da Educação
Fundamentos legais da educação brasileira: Lei Federal nº 9.394 de 20/12/1996 - Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Brasileira..............................................................................................................................................................1
Diretrizes Curriculares Nacionais: Parecer 04 CNE/SEB/98 .................................................................................... 15
Resoluções 02 CNE/SEB/98 ............................................................................................................................................ 21
01 CNE/SEB/06. ................................................................................................................................................................ 21
Lei Federal nº 10.793, de 01/12/2003 – Altera a redação do art. 26, § 3º, e do art. 92 da Lei 9.394/96, que
estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. ............................................................................................ 22
Lei Federal nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação - PNE e dá outras
providências. ...................................................................................................................................................................... 22
Lei Federal nº 10.639/03 – Altera a Lei no 9.394,de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e
bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática
"História e Cultura Afro-Brasileira”, e dá outras providências. Lei Federal nº 11.645, de 10/03/08 – Altera a
Lei 9.394/96, modificada pela Lei 10.639/03, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, para
incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira
e Indígena”. Lei Federal nº 12.976, de 04/04/2013 - Altera a Lei nº 9394/96, de 20 de dezembro de 1996, que
estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para dispor sobre a formação dos profissionais da
educação e dá outras providências. ............................................................................................................................... 36
Lei Federal nº 13.415, de 16 de fevereiro de 2017.Altera as Leis nos 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que
estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e 11.494, de 20 de junho 2007, que regulamenta o Fundo
de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, a
Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1º de maio de 1943, e o

Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

Decreto-Lei no 236, de 28 de fevereiro de 1967; revoga a Lei n o 11.161, de 5 de agosto de 2005; e institui a
Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. ................................... 37
Lei Federal nº 13.478, de 30 de agosto de 2017. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional), para estabelecer direito de acesso aos profissionais do magistério a
cursos de formação de professores, por meio de processo seletivo diferenciado. ............................................... 40
Resolução nº 4/10 - Define Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica. ......................... 40
Resolução CNE/CP nº 2, de 22 de dezembro de 2017 - Institui e orienta a implantação da Base Nacional Comum
Curricular, a ser respeitada obrigatoriamente ao longo das etapas e respectivas modalidades no âmbito da
Educação Básica................................................................................................................................................................. 49
Fundamentos teóricos da educação: 1. Perspectiva Histórica da Educação. .......................................................... 55
2. Aspectos filosóficos e sociológicos da Educação. .................................................................................................... 66
3. Aspectos psicológicos do desenvolvimento humano e teorias da aprendizagem. ............................................ 86
4. Teorias de Currículo, na perspectiva pós-crítica de currículo. ...........................................................................101
5. Concepções de aprendizagem na perspectiva histórico-cultural. ......................................................................112
2. Planejamento. ..............................................................................................................................................................123
3. Avaliação: função, objetivos e modalidades. ..........................................................................................................132
4. Projeto didático. ..........................................................................................................................................................142
5. Metodologias de Ensino. ............................................................................................................................................146
Letramento como processo de apropriação da leitura e da escrita presente em todas as áreas de ensino: 1.
Conceitos de letramento. 2. O letramento e as diversas áreas do conhecimento. ...............................................148

Conhecimentos Específicos
1. Perspectivas teóricas e conceituais da História: tendências e concepções historiográficas; fatos e crítica
histórica; noções e experiências temporais; presentismo; narratividade; métodos e fontes históricas; verdade
e função social da História; formação do historiador. ...................................................................................................1
2. Ensino de História e propostas curriculares para o ensino de História para os anos finais do ensino
fundamental: a disciplina escolar e o saber histórico; planejamento e propostas curriculares; procedimentos
metodológicos e avaliativos; livros, fontes e matérias didáticos; ensino de História e História ensinada; Lei
9394/96; Lei 10.639/03; Lei 11.645/08; PCN - História 5ª a 8ª série; BNCC – Base Nacional Comum Curricular.
.............................................................................................................................................................................................. 13
3. Relação entre a sociedade, economia e o meio ambiente, em diferentes momentos da História de povos do
Mundo e do Brasil: os povos caçadores e coletores; a revolução agrícola na África e no Oriente Médio; ........ 32
Crescimento populacional e alteração do meio ambiente na Europa medieval; ................................................... 35
As relações socioeconômicas e ambientais das sociedades africanas subsaarianas pré-coloniais; ................... 36
A expansão marítima e comercial europeia; exploração econômica de recursos naturais pelos colonizadores
europeus no Brasil e na América; ................................................................................................................................... 41
Expansão da fronteira agrícola no Brasil, ontem e hoje; usos da terra: diferentes formas de posse e propriedade
da terra;............................................................................................................................................................................... 47
A Revolução Industrial e a alteração no meio ambiente em escala mundial; a luta pela terra no Brasil através
dos tempos; ........................................................................................................................................................................ 47
O processo de Globalização; os problemas mundiais ambientais na atualidade: clima, energia, poluição, entre
outros. ................................................................................................................................................................................. 51
4. Relações de trabalho em diferentes momentos da História de povos do Mundo e do Brasil: escravidão antiga:
Grécia e Roma; servidão e corporações de ofícios na sociedade medieval europeia;........................................... 61
As relações de trabalho no capitalismo; o trabalho e a resistência indígena na sociedade colonial brasileira e
latino-americana; o trabalho escravizado do africano no Brasil, lutas, resistências e abolicionismo; tráfico e
formação do escravismo da época Moderna; o trabalho negro pós-emancipação; organização de trabalhadores
rurais e urbanos brasileiros e latino americanos através dos tempos: ligas, sindicatos, organizações patronais
e suas lutas por melhores condições de vida e trabalho; formas de exploração do trabalho no mundo
globalizado; greves, lutas de classe e embates culturais no mundo industrial e globalizado. ............................ 68
5. Processos de constituição dos Estados Nacionais, confrontos, lutas, guerras e revoluções na Europa, África,
Oriente, América e no Brasil: a organização das antigas sociedades do Oriente Médio; as cidades-estado gregas,
a República romana e a descentralização política na Idade Média; Feudalismo; culturas tradicionais do mundo
árabe, expansão muçulmana no norte da África e imperialismo no Oriente Médio; ............................................ 68
Sociedades africanas subsaarianas: os reinos Iorubás; Daomeanos; de Gana; do Mali, do Congo e do
Monomotapa; ..................................................................................................................................................................... 75

Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

Consolidação do Estado Nacional Moderno europeu; administração colonial portuguesa, espanhola e inglesa
na América;......................................................................................................................................................................... 75
Iluminismo e a Revolução Francesa;.............................................................................................................................. 82
A Independência dos Estados Unidos; constituição dos Estados Nacionais na América Latina; ........................ 89
Brasil: lutas pela independência, a transmigração da família real, o processo de independência e o Estado
Monárquico; ....................................................................................................................................................................... 92
Nacionalismo na Europa nos séculos XIX e XX;..........................................................................................................109
África e Ásia: expansão imperialista dos Estados Europeus; resistência chinesa ao imperialismo; ................109
O expansionismo norte americano: a marcha para o oeste e a política externa intervencionista para a América
Latina: Doutrina Monroe e o Pan-Americanismo; .....................................................................................................113
Implantação do regime republicano no Brasil: a República Velha; ........................................................................116
Primeira e Segunda Guerras Mundiais: o nazi fascismo, organização dos Estados socialistas e
comunistas; ......................................................................................................................................................................127
A Revolução de 1930 e o Estado Novo de Vargas;.....................................................................................................134
China: revoluções comunista e cultural; .....................................................................................................................138
Guerra Fria, Guerra da Coréia; ......................................................................................................................................140
Conflitos no mundo árabe: confronto entre palestinos e israelenses - passado e presente; resistência e lutas
pela independência das nações africanas; guerras entre as nações africanas no período pós-colonial; ........146
Redemocratização brasileira entre 1945-1964; o período militar ditatorial no Brasil - 1964-1985; .............149
Guerra do Vietnã; ............................................................................................................................................................158
A Revolução Cubana; Socialismo e Golpe Militar no Chile; a Revolução Iraniana; esfacelamento dos Estados
socialistas na Europa, queda do Muro de Berlim; conflitos étnicos no leste europeu; o avanço da política
neoliberal no mundo; ....................................................................................................................................................158
O Estado Brasileiro pós regime militar: a transição para a democracia; ..............................................................164
A crise política e econômica da Europa atual; a China no mundo atual; ...............................................................172
O mundo multipolar e os conflitos recentes: Caxemira, Coreias, Tibete, Ruanda, Colômbia, México, Bálcãs,
Cáucaso; Israel e Palestina; Líbano, Guerra do Golfo, Guerra do Afeganistão, Guerra do Iraque. ....................175
6. Cidadania e Direitos Humanos no Mundo: a cidadania em Atenas e Roma; os ideais iluministas e as práticas
de cidadania durante a Revolução Francesa e a partir da independência dos Estados Unidos; o socialismo, o
anarquismo, o comunismo, a social democracia, o nazismo, o fascismo na Europa; experiências autoritárias na
América Latina, as declarações dos Direitos Universais do Homem e os contextos de suas elaborações; a luta
contra o apartheid na África do Sul. Os direitos das mulheres, dos jovens, das crianças, das etnias e das
minorias culturais, a pobreza e a desigualdade social e econômica. .....................................................................186
7. Cidadania e Direitos humanos no Brasil: os "homens bons"; o poder oligárquico, o coronelismo e o voto na
Primeira República; as Constituições e as mudanças nos direitos políticos e civis (Estado Novo e governo
militar pós 64); experiência liberal democrática de 1945- 1964; Golpe civil-militar de 1964 e repressão;
Movimentos populares e estudantis, luta dos povos indígenas; movimento de consciência negra; lutas contra
as desigualdades econômicas e sociais e pelas aspirações de direitos para toda a população brasileira hoje; a
luta pelos direitos civis das mulheres e dos movimentos LGBTQ+. .......................................................................195
8. Globalização: conceituação; antecedentes históricos, globalização em diferentes níveis: alcances e limites;
blocos econômicos e livre comércio; a política neoliberal e o Estado do bem-estar social; as sociedades
nacionais e a emergência da sociedade global: questões sociais e culturais. .......................................................203
9. Dimensões da intolerância política e religiosa: cruzadas, guerras de religião e inquisição; tolerância e
intolerância na era do Iluminismo; imperialismo e darwinismo social; holocausto e genocídio; impacto das
ações terroristas no mundo; os movimentos de guerrilha; a atual política norte-americana e a luta contra o
terrorismo.........................................................................................................................................................................204
10. Outras questões do mundo contemporâneo: racismo, xenofobia e homofobia; crime organizado, atividades
ilícitas e corrupção; AIDS e epidemias globais; aquecimento global, questão energética e movimentos
ecológicos..........................................................................................................................................................................204

Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

AVISO IMPORTANTE
Aqui você vai saber tudo sobre o Conteúdo Extra Online

Para acessar as vídeoaulas, testes e dicas, digite em seu navegador:


www.apostilasopcao.com.br/extra

Este conteúdo é apenas um material de apoio e auxílio para seus


estudos.

Este conteúdo não é elaborado de acordo com Edital da sua Apostila.

Esses testes foram tirados de diversas fontes da internet e não foram


revisados.

A Apostilas Opção não se responsabiliza por esses conteúdos.

Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

AVISO IMPORTANTE
A Apostilas Opção não está vinculada as organizadoras de Concurso
Público.
A aquisição não garante sua inscrição ou ingresso na carreira pública.

Sua Apostila aborda os tópicos do Edital de forma prática e


esquematizada.

Alterações e Retificações após a divulgação do Edital estarão


disponíveis em Nosso Site na Versão Digital.

Suas dúvidas sobre matérias podem ser enviadas através do site:


https://www.apostilasopcao.com.br/contatos.php, com retorno do
Professor no prazo de até 05 dias úteis.

PIRATARIA É CRIME: É proibida a reprodução total ou parcial desta


apostila, de acordo com o Artigo 184 do Código Penal.

Apostilas Opção, a Opção certa para a sua realização.

Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

LÍNGUA PORTUGUESA

Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

04) Inferir;
05) Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
06) Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do
autor;
07) Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor
compreensão;
08) Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada
1. Leitura e compreensão questão;
09) O autor defende ideias e você deve percebê-las;
de textos variados. Fonte: http://portuguesemfoco.com/09-dicas-para-
melhorar-a-interpretacao-de-textos-em-provas/

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO Não saber interpretar corretamente um texto pode gerar


inúmeros problemas, afetando não só o desenvolvimento
A leitura é o meio mais importante para chegarmos ao profissional, mas também o desenvolvimento pessoal. O
conhecimento, portanto, precisamos aprender a ler e não mundo moderno cobra de nós inúmeras competências, uma
apenas “passar os olhos sobre algum texto”. Ler, na verdade, é delas é a proficiência na língua, e isso não se refere apenas a
dar sentido à vida e ao mundo, é dominar a riqueza de uma boa comunicação verbal, mas também à capacidade de
qualquer texto, seja literário, informativo, persuasivo, entender aquilo que está sendo lido. O analfabetismo funcional
narrativo, possibilidades que se misturam e as tornam está relacionado com a dificuldade de decifrar as entrelinhas
infinitas. É preciso, para uma boa leitura, exercitar-se na arte do código, pois a leitura mecânica é bem diferente da leitura
de pensar, de captar ideias, de investigar as palavras… Para interpretativa, aquela que fazemos ao estabelecer analogias e
isso, devemos entender, primeiro, algumas definições criar inferências. Para que você não sofra mais com a análise
importantes: de textos, elaboramos algumas dicas para você seguir e tirar
suas dúvidas.
Texto Uma interpretação de texto competente depende de
O texto (do latim textum: tecido) é uma unidade básica de inúmeros fatores, mas nem por isso deixaremos de contemplar
organização e transmissão de ideias, conceitos e informações alguns que se fazem essenciais para esse exercício. Muitas
de modo geral. Em sentido amplo, uma escultura, um quadro, vezes, apressados, descuidamo-nos das minúcias presentes
um símbolo, um sinal de trânsito, uma foto, um filme, uma em um texto, achamos que apenas uma leitura já se faz
novela de televisão também são formas textuais. suficiente, o que não é verdade. Interpretar demanda paciência
e, por isso, sempre releia, pois uma segunda leitura pode
Interlocutor apresentar aspectos surpreendentes que não foram
É a pessoa a quem o texto se dirige. observados anteriormente. Para auxiliar na busca de sentidos
do texto, você pode também retirar dele os tópicos frasais
Texto-modelo presentes em cada parágrafo, isso certamente auxiliará na
“Não é preciso muito para sentir ciúme. Bastam três – você, apreensão do conteúdo exposto. Lembre-se de que os
uma pessoa amada e uma intrusa. Por isso todo mundo sente. parágrafos não estão organizados, pelo menos em um bom
Se sua amiga disser que não, está mentindo ou se enganando. texto, de maneira aleatória, se estão no lugar que estão, é
Quem agüenta ver o namorado conversando todo animado porque ali se fazem necessários, estabelecendo uma relação
com outra menina sem sentir uma pontinha de não-sei-o-quê? hierárquica do pensamento defendido, retomando ideias
(…) supracitadas ou apresentando novos conceitos.
É normal você querer o máximo de atenção do seu Para finalizar, concentre-se nas ideias que de fato foram
namorado, das suas amigas, dos seus pais. Eles são a parte explicitadas pelo autor: os textos argumentativos não
mais importante da sua vida.” costumam conceder espaço para divagações ou hipóteses,
(Revista Capricho) supostamente contidas nas entrelinhas. Devemos nos ater às
ideias do autor, isso não quer dizer que você precise ficar preso
Modelo de Perguntas na superfície do texto, mas é fundamental que não criemos, à
1) Considerando o texto-modelo, é possível identificar revelia do autor, suposições vagas e inespecíficas. Quem lê com
quem é o seu interlocutor preferencial? cuidado certamente incorre menos no risco de tornar-se um
Um leitor jovem. analfabeto funcional e ler com atenção é um exercício que deve
ser praticado à exaustão, assim como uma técnica, que fará de
2) Quais são as informações (explícitas ou não) que nós leitores proficientes e sagazes. Agora que você já conhece
permitem a você identificar o interlocutor preferencial do nossas dicas, desejamos a você uma boa leitura e bons estudos!
texto? Fonte: http://portugues.uol.com.br/redacao/dicas-para-uma-boa-
interpretacao-texto.html
Do contexto podemos extrair indícios do interlocutor
preferencial do texto: uma jovem adolescente, que pode ser
Questões
acometida pelo ciúme. Observa-se ainda , que a revista
Capricho tem como público-alvo preferencial: meninas
O uso da bicicleta no Brasil
adolescentes.
A linguagem informal típica dos adolescentes.
A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil
ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países
09 DICAS PARA MELHORAR A INTERPRETAÇÃO DE
como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta
TEXTOS
é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez
01) Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do
mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa
assunto;
comparação entre todos os meios de transporte, um dos que
02) Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa
oferecem mais vantagens.
a leitura;
A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas e
03) Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto
a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais na
pelo menos duas vezes;
calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos

Língua Portuguesa 1
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e no Brasil.


prioridade sobre os automotores. (D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio
Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à de locomoção se consolidou no Brasil.
bicicleta no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade, (E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista
pois as bikes não emitem gases nocivos ao ambiente, não deve dar prioridade ao pedestre.
consomem petróleo e produzem muito menos sucata de
metais, plásticos e borracha; a diminuição dos 03. Considere o cartum de Evandro Alves.
congestionamentos por excesso de veículos motorizados, que
atingem principalmente as grandes cidades; o favorecimento Afogado no Trânsito
da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito bom; e a
economia no combustível, na manutenção, no seguro e, claro,
nos impostos.
No Brasil, está sendo implantado o sistema de
compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por
exemplo, o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da
Prefeitura, em parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA,
com quase um ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São
Paulo, Santos, Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país
aderirem a esse sistema, mais duas capitais já estão com o
projeto pronto em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do
compartilhamento é semelhante em todas as cidades. Em
Porto Alegre, os usuários devem fazer um cadastro pelo site. O (http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br)
valor do passe mensal é R$ 10 e o do passe diário, R$ 5,
podendo-se utilizar o sistema durante todo o dia, das 6h às Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto
22h, nas duas modalidades. Em todas as cidades que já concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum
aderiram ao projeto, as bicicletas estão espalhadas em pontos é
estratégicos. (A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas.
A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção não (B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas.
está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não sabem (C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas.
que a bicicleta já é considerada um meio de transporte, ou (D) o número excessivo de automóveis nas ruas.
desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de um (E) o uso de novas tecnologias no transporte público.
trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas,
ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas 04. Considere o cartum de Douglas Vieira.
vezes, discussões e acidentes que poderiam ser evitados.
Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A Televisão
verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão
totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso é
tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A
maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e
caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos
ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos e
deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de
vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender
que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para
poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro,
as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com
campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e
nos pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo.
(Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado) (http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br. Adaptado)

01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de É correto concluir que, de acordo com o cartum ,
locomoção nas metrópoles brasileiras (A) os tipos de entretenimento disponibilizados pelo livro
(A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra ou pela TV são equivalentes.
devido à falta de regulamentação. (B) o livro, em comparação com a TV, leva a uma
(B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido imaginação mais ativa.
incentivado em várias cidades. (C) o indivíduo que prefere ler a assistir televisão é alguém
(C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela que não sabe se distrair.
maioria dos moradores. (D) a leitura de um bom livro é tão instrutiva quanto
(D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os assistir a um programa de televisão.
demais meios de transporte. (E) a televisão e o livro estimulam a imaginação de modo
(E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade idêntico, embora ler seja mais prazeroso.
arriscada e pouco salutar.
Leia o texto para responder às questões:
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos
objetivos centrais do texto é Propensão à ira de trânsito
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do
ciclista. Dirigir um carro é estressante, além de inerentemente
(B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é perigoso. Mesmo que o indivíduo seja o motorista mais seguro
mais seguro do que dirigir um carro. do mundo, existem muitas variáveis de risco no trânsito, como
(C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta clima, acidentes de trânsito e obras nas ruas.

Língua Portuguesa 2
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

E com relação a todas as outras pessoas nas ruas? Algumas


não são apenas maus motoristas, sem condições de dirigir, mas Há duas operações diferentes no entendimento de um texto.
também se engajam num comportamento de risco – algumas A primeira é a apreensão, que é a captação das relações que
até agem especificamente para irritar o outro motorista ou cada parte mantém com as outras no interior do texto. No
impedir que este chegue onde precisa. entanto, ela não é suficiente para entender o sentido integral.
Essa é a evolução de pensamento que alguém poderá ter Uma pessoa que conhecesse todas as palavras do texto, mas
antes de passar para a ira de trânsito de fato, levando um não conhecesse o universo dos discursos, não entenderia o
motorista a tomar decisões irracionais. significado do mesmo. Por isso, é preciso colocar o texto
Dirigir pode ser uma experiência arriscada e emocionante. dentro do universo discursivo a que ele pertence e no interior
Para muitos de nós, os carros são a extensão de nossa do qual ganha sentido. Alguns teóricos chamam o universo
personalidade e podem ser o bem mais valioso que possuímos. discursivo de “conhecimento de mundo”, mas chamaremos essa
Dirigir pode ser a expressão de liberdade para alguns, mas operação de compreensão.
também é uma atividade que tende a aumentar os níveis de E assim teremos:
estresse, mesmo que não tenhamos consciência disso no
momento. Apreensão + Compreensão = Entendimento do texto
Dirigir é também uma atividade comunitária. Uma vez que
entra no trânsito, você se junta a uma comunidade de outros Para ler e entender um texto é preciso atingir dois níveis
motoristas, todos com seus objetivos, medos e habilidades ao de leitura, sendo a primeira a informativa e a segunda à de
volante. Os psicólogos Leon James e Diane Nahl dizem que um reconhecimento.
dos fatores da ira de trânsito é a tendência de nos A primeira deve ser feita cuidadosamente por ser o
concentrarmos em nós mesmos, descartando o aspecto primeiro contato com o texto, extraindo-se informações e se
comunitário do ato de dirigir. preparando para a leitura interpretativa. Durante a
Como perito do Congresso em Psicologia do Trânsito, o Dr. interpretação grife palavras-chave, passagens importantes;
James acredita que a causa principal da ira de trânsito não são tente ligar uma palavra à ideia central de cada parágrafo.
os congestionamentos ou mais motoristas nas ruas, e sim A última fase de interpretação concentra-se nas perguntas
como nossa cultura visualiza a direção agressiva. As crianças e opções de respostas. Marque palavras como não, exceto,
aprendem que as regras normais em relação ao respectivamente, etc., pois fazem diferença na escolha
comportamento e à civilidade não se aplicam quando adequada.
dirigimos um carro. Elas podem ver seus pais envolvidos em Retorne ao texto mesmo que pareça ser perda de tempo.
comportamentos de disputa ao volante, mudando de faixa Leia a frase anterior e posterior para ter ideia do sentido global
continuamente ou dirigindo em alta velocidade, sempre com proposto pelo autor.
pressa para chegar ao destino. Um texto para ser compreendido deve apresentar ideias
Para complicar as coisas, por vários anos psicólogos seletas e organizadas, através dos parágrafos que é composto
sugeriam que o melhor meio para aliviar a raiva era pela ideia central, argumentação e/ou desenvolvimento e a
descarregar a frustração. Estudos mostram, no entanto, que a conclusão do texto.
descarga de frustrações não ajuda a aliviar a raiva. Em uma A alusão histórica serve para dividir o texto em pontos
situação de ira de trânsito, a descarga de frustrações pode menores, tendo em vista os diversos enfoques.
transformar um incidente em uma violenta briga. Convencionalmente, o parágrafo é indicado através da
Com isso em mente, não é surpresa que brigas violentas mudança de linha e um espaçamento da margem esquerda.
aconteçam algumas vezes. A maioria das pessoas está Uma das partes bem distintas do parágrafo é o tópico
predisposta a apresentar um comportamento irracional frasal, ou seja, a ideia central extraída de maneira clara e
quando dirige. Dr. James vai ainda além e afirma que a maior resumida.
parte das pessoas fica emocionalmente incapacitada quando Atentando-se para a ideia principal de cada parágrafo,
dirige. O que deve ser feito, dizem os psicólogos, é estar ciente asseguramos um caminho que nos levará à compreensão do
de seu estado emocional e fazer as escolhas corretas, mesmo texto.
quando estiver tentado a agir só com a emoção. Produzir um texto é semelhante à arte de produzir um
(Jonathan Strickland. Disponível em: http://carros.hsw.uol.com.br/furia-no- tecido, o fio deve ser trabalhado com muito cuidado para que
transito1 .htm. Acesso em: 01.08.2013. Adaptado)
o trabalho não se perca. Por isso se faz necessária a
compressão da coesão e coerência.
05. Tomando por base as informações contidas no texto, é
correto afirmar que
Coesão
(A) os comportamentos de disputa ao volante acontecem à
medida que os motoristas se envolvem em decisões
É a amarração entre as várias partes do texto. Os principais
conscientes.
elementos de coesão são os conectivos e vocábulos
(B) segundo psicólogos, as brigas no trânsito são causadas
gramaticais, que estabelecem conexão entre palavras ou
pela constante preocupação dos motoristas com o aspecto
partes de uma frase. O texto deve ser organizado por nexos
comunitário do ato de dirigir.
adequados, com sequência de ideias encadeadas logicamente,
(C) para Dr. James, o grande número de carros nas ruas é o evitando frases e períodos desconexos. Para perceber a falta
principal motivo que provoca, nos motoristas, uma direção de coesão, a melhor atitude é ler atentamente o seu texto,
agressiva.
procurando estabelecer as possíveis relações entre palavras
(D) o ato de dirigir um carro envolve uma série de que formam a oração e as orações que formam o período e,
experiências e atividades não só individuais como também
finalmente, entre os vários períodos que formam o texto. Um
sociais.
texto bem trabalhado sintática e semanticamente resulta num
(E) dirigir mal pode estar associado à falta de controle das texto coeso.
emoções positivas por parte dos motoristas.
Coerência
Gabarito
A coerência está diretamente ligada à possibilidade de
1. (B) / 2. (A) / 3. (D) / 4. (B) / 5. (D)
estabelecer um sentido para o texto, ou seja, ela é que faz com
que o texto tenha sentido para quem lê. Na avaliação da
COMPREENSÃO DO TEXTO

Língua Portuguesa 3
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

coerência será levado em conta o tipo de texto. Em um texto interpretação do enunciado e não o sentido próprio. Se o
dissertativo, será avaliada a capacidade de relacionar os sentido figurado é o “verdadeiro” para o enunciado, por que
argumentos e de organizá-los de forma a extrair deles não chamá-lo de “natural”, “primeiro”?
conclusões apropriadas; num texto narrativo, será avaliada Pela lógica da Retórica tradicional, essa inversão de
sua capacidade de construir personagens e de relacionar ações perspectiva não é possível, pois o sentido figurado está
e motivações. impregnado de uma conotação desfavorável. O sentido
figurado é visto como anormal e o sentido próprio, não. Ele
Tipos de Composição carrega uma conotação positiva, logo, é natural, primeiro.
A Retórica tradicional é impregnada de moralismo e
Descrição: é representar verbalmente um objeto, uma estetização e até a geração de categorias se ressente disso.
pessoa, um lugar, mediante a indicação de aspectos Essa tendência para atribuir status às categorias é uma
característicos, de pormenores individualizantes. Requer constante do pensamento antigo, cuja índole era
observação cuidadosa, para tornar aquilo que vai ser descrito hierarquizante, sempre buscando uma estrutura piramidal
um modelo inconfundível. Não se trata de enumerar uma série para o conhecimento, o que se estende até hoje em algumas
de elementos, mas de captar os traços capazes de transmitir teorias modernas.
uma impressão autêntica. Descrever é mais que apontar, é Ainda hoje, apesar da imparcialidade típica e necessária ao
muito mais que fotografar. É pintar, é criar. Por isso, impõe-se conhecimento científico, vemos conotações de valor sendo
o uso de palavras específicas, exatas. atribuídas a categorias retóricas a partir de considerações
totalmente externas a ela. Um exemplo: o retórico que tenha
Narração: é um relato organizado de acontecimentos reais para si a convicção de que a qualidade de qualquer discurso se
ou imaginários. São seus elementos constitutivos: fundamenta na sua novidade, originalidade, imprevisibilidade,
personagens, circunstâncias, ação; o seu núcleo é o incidente, tenderá a descrever os recursos retóricos como “desvios da
o episódio, e o que a distingue da descrição é a presença de normalidade”, pois o que lhe interessa é pôr esses recursos
personagens atuantes, que estão quase sempre em conflito. A retóricos a serviço de sua concepção estética.
narração envolve:
- Quem? Personagem; Sentido Imediato
- Quê? Fatos, enredo;
- Quando? A época em que ocorreram os acontecimentos; Sentido imediato é o que resulta de uma leitura imediata
- Onde? O lugar da ocorrência; que, com certa reserva, poderia ser chamada de leitura
- Como? O modo como se desenvolveram os ingênua ou leitura de máquina de ler.
acontecimentos; Uma leitura imediata é aquela em que se supõe a existência
- Por quê? A causa dos acontecimentos; de uma série de premissas que restringem a decodificação tais
como:
Dissertação: é apresentar ideias, analisá-las, é estabelecer - As frases seguem modelos completos de oração da língua.
um ponto de vista baseado em argumentos lógicos; é - O discurso é lógico.
estabelecer relações de causa e efeito. Aqui não basta expor, - Se a forma usada no discurso é a mesma usada para
narrar ou descrever, é necessário explanar e explicar. O estabelecer identidades lógicas ou atribuições, então, tem-se,
raciocínio é que deve imperar neste tipo de composição, e respectivamente, identidade lógica e atribuição.
quanto maior a fundamentação argumentativa, mais brilhante - Os significados são os encontrados no dicionário.
será o desempenho. - Existe concordância entre termos sintáticos.
- Abstrai-se a conotação.
Sentidos Próprio e Figurado - Supõe-se que não há anomalias linguísticas.
- Abstrai-se o gestual, o entoativo e editorial enquanto
Comumente afirma-se que certas ocorrências de discurso modificadores do código linguístico.
têm sentido próprio e sentido figurado. Geralmente os - Supõe-se pertinência ao contexto.
exemplos de tais ocorrências são metáforas. Assim, em “Maria - Abstrai-se iconias.
é uma flor” diz-se que “flor” tem um sentido próprio e um - Abstrai-se alegorias, ironias, paráfrases, trocadilhos, etc.
sentido figurado. O sentido próprio é o mesmo do enunciado: - Não se concebe a existência de locuções e frases feitas.
“parte do vegetal que gera a semente”. O sentido figurado é o - Supõe-se que o uso do discurso é comunicativo. Abstrai-
mesmo de “Maria, mulher bela, etc.” O sentido próprio, na se o uso expressivo, cerimonial.
acepção tradicional não é próprio ao contexto, mas ao termo.
O sentido tradicionalmente dito próprio sempre Admitindo essas premissas, o discurso será indecifrável,
corresponde ao que definimos aqui como sentido imediato do ininteligível ou compreendido parcialmente toda vez que nele
enunciado. Além disso, alguns autores o julgam como sendo o surgirem elipses, metáforas, metonímias, oximoros, ironias,
sentido preferencial, o que comumente ocorre. alegorias, anomalias, etc. Também passam despercebidas as
O sentido dito figurado é o do enunciado que substitui a conotações, as iconias, os modificadores gestuais, entoativos,
metáfora, e que em leitura imediata leva à mesma mensagem editoriais, etc.
que se obtém pela decifração da metáfora. Na verdade, não existe o leitor absolutamente ingênuo, que
O conceito de sentido próprio nasce do mito da existência se comporte como uma máquina de ler, o que faz do conceito
da leitura ingênua, que ocorre esporadicamente, é verdade, de leitura imediata apenas um pressuposto metodológico. O
mas nunca mais que esporadicamente. que existe são ocorrências eventuais que se aproximam de
Não há muito que criticar na adoção dos conceitos de uma leitura imediata, como quando alguém toma o sentido
sentido próprio e sentido figurado, pois ela abre um caminho literal pelo figurado, quando não capta uma ironia ou fica
de abordagem do fenômeno da metáfora. O que é passível de perplexo diante de um oximoro.
crítica é a atribuição de status diferenciado para cada uma das Há quem chame o discurso que admite leitura imediata de
categorias. Tradicionalmente o sentido próprio carrega uma grau zero da escritura, identificando-a como uma forma mais
conotação de sentido “natural”, sentido “primeiro”. primitiva de expressão. Esse grau zero não tem realidade, é
Invertendo a perspectiva, com os mesmos argumentos, apenas um pressuposto. Os recursos de Retórica são
poderíamos afirmar que “natural”, “primeiro” é o sentido anteriores a ele.
figurado, afinal, é o sentido figurado que possibilita a correta

Língua Portuguesa 4
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Sentido Preferencial percorrem determinada distância a pé no centro da cidade, o


Para compreender o sentido preferencial é preciso número de relógios corretamente ajustados e a eficiência dos
conceber o enunciado descontextualizado ou em contexto de correios. Os brasileiros pontuaram muito mal nos dois
dicionário. Quando um enunciado é realizado em contexto primeiros quesitos. No ranking geral, os suíços ocupam o
muito rarefeito, como é o contexto em que se encontra uma primeiro lugar. O país dos relógios é, portanto, o que tem o
palavra no dicionário, dizemos que ela está povo mais pontual. Já as oito últimas posições no ranking são
descontextualizada. Nesta situação, o sentido preferencial é o ocupadas por países pobres.
que, na média, primeiro se impõe para o enunciado. Óbvio, o O estudo de Robert Levine associa a administração do
sentido que primeiro se impõe para um receptor pode não ser tempo aos traços culturais de um país. "Nos Estados Unidos,
o mesmo para outro. Por isso a definição tem de considerar o por exemplo, a ideia de que tempo é dinheiro tem um alto valor
resultado médio, o que não impede que pela necessidade cultural. Os brasileiros, em comparação, dão mais importância
momentânea consideremos o significado preferencial para às relações sociais e são mais dispostos a perdoar atrasos", diz
dado indivíduo. o psicólogo. Uma série de entrevistas com cariocas, por
Algumas regularidades podem ser observadas nos exemplo, revelou que a maioria considera aceitável que um
significados preferenciais. Por exemplo: o sentido preferencial convidado chegue mais de duas horas depois do combinado a
da palavra porco costuma ser: “animal criado em granja para uma festa de aniversário. Pode-se argumentar que os
abate”, e nunca o de “indivíduo sem higiene”. Em outras brasileiros são obrigados a ser mais flexíveis com os horários
palavras, geralmente o sentido que admite leitura imediata se porque a infraestrutura não ajuda. Como ser pontual se o
impõe sobre o que teve origem em processos metafóricos, trânsito é um pesadelo e não se pode confiar no transporte
alegóricos, metonímicos. Mas esta regra não é geral. Vejamos público?
o seguinte exemplo: “Um caminhão de cimento”. O sentido (Veja, 2009.)
preferencial para a frase dada é o mesmo de “caminhão
Há emprego do sentido figurado das palavras em:
carregado com cimento” e não o de “caminhão construído com
(A) ... os brasileiros estão entre os povos mais atrasados...
cimento”. Neste caso o sentido preferencial é o metonímico, o
(B) No ranking geral, os suíços ocupam o primeiro lugar.
que contrapõe a tese que diz que o sentido “figurado” não é o
(C) Os brasileiros ... dão mais importância às relações
“primeiro significado da palavra”. Também é comum o sentido
sociais...
mais usado se impor sobre o menos usado.
(D) Como ser pontual se o trânsito é um pesadelo...
Para certos termos é difícil estabelecer o sentido
(E) ... não se pode confiar no serviço público?
preferencial. Um exemplo: Qual o sentido preferencial de
manga? O de fruto ou de uma parte da roupa?
04. (UNESP - Assistente Administrativo -
VUNESP/2016)
Questões
O gavião
01. (SEDS/PE - Sargento Polícia Militar -
MS/CONCURSOS) O preenchimento adequado da manchete:
Gente olhando para o céu: não é mais disco voador. Disco
“Pelé afirma que a seleção está bem, ______Portugal e Espanha
voador perdeu o cartaz com tanto satélite beirando o sol e a
também estão bem preparadas.” faz parte de um recurso de:
lua. Olhamos todos para o céu em busca de algo mais
sensacional e comovente – o gavião malvado, que mata
(A) Adequação vocabular.
pombas.
(B) Falta de coesão.
O centro da cidade do Rio de Janeiro retorna assim à
(C) Incoerência.
contemplação de um drama bem antigo, e há o partido das
(D) Coesão.
pombas e o partido do gavião. Os pombistas ou pombeiros
(E) Coerência.
(qualquer palavra é melhor que “columbófilo”) querem matar
o gavião. Os amigos deste dizem que ele não é malvado tal; na
02. (SEDUC/PI - Professor - NUCEP) O sentido da frase:
verdade come a sua pombinha com a mesma inocência com
Equivale dizer, ainda, que nós somos sujeitos de nossa história
que a pomba come seu grão de milho.
e de nossa realidade, considerando-se a palavra destacada,
Não tomarei partido; admiro a túrgida inocência das
continuará inalterado, em:
pombas e também o lance magnífico em que o gavião se
despenca sobre uma delas. Comer pombas é, como diria Saint-
(A) Equivale dizer, talvez, que nós somos sujeitos de nossa
Exupéry, “a verdade do gavião”, mas matar um gavião no ar
história e de nossa realidade.
com um belo tiro pode também ser a verdade do caçador.
(B) Equivale dizer, por outro lado, que nós somos sujeitos
Que o gavião mate a pomba e o homem mate alegremente
de nossa história e de nossa realidade.
o gavião; ao homem, se não houver outro bicho que o mate,
(C) Equivale dizer, preferencialmente, que nós somos
pode lhe suceder que ele encontre seu gavião em outro
sujeitos de nossa história e de nossa realidade.
homem.
(D) Equivale dizer, novamente, que nós somos sujeitos de (Rubem Braga. Ai de ti, Copacabana, 1999)
nossa história e de nossa realidade.
(E) Equivale dizer, também, que nós somos sujeitos de O termo gavião, destacado em sua última ocorrência no texto
nossa história e de nossa realidade. – … pode lhe suceder que ele encontre seu gavião em outro
homem. –, é empregado com sentido:
03. (TJ/SP - Agente de Fiscalização Judiciária -
VUNESP) (A) próprio, equivalendo a inspiração.
(B) próprio, equivalendo a conquistador.
No fim da década de 90, atormentado pelos chás de cadeira (C) figurado, equivalendo a ave de rapina.
que enfrentou no Brasil, Levine resolveu fazer um (D) figurado, equivalendo a alimento.
levantamento em grandes cidades de 31 países para descobrir (E) figurado, equivalendo a predador.
como diferentes culturas lidam com a questão do tempo. A
conclusão foi que os brasileiros estão entre os povos mais Gabarito
atrasados - do ponto de vista temporal, bem entendido - do 01.D / 02.E / 03.D / 04.E
mundo. Foram analisadas a velocidade com que as pessoas

Língua Portuguesa 5
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

- se invertêssemos a sequência dos enunciados, não


correríamos o risco de alterar nenhuma relação
2. Modos de organização do cronológica - poderíamos mesmo colocar o últímo período em
discurso: descritivo, narrativo, primeiro lugar e ler o texto do fim para o começo: O mestre era
mais severo com ele do que conosco. Entrava na escola depois
argumentativo. do pai e retirava-se antes...

Estrutura
TIPOS TEXTUAIS
Introdução: Primeiramente é feita a identificação do ser
ou objeto que será descrito, de modo a que o leitor foque sua
É a forma como um texto se apresenta. É importante que
atenção nesse ser ou objeto.
não se confunda tipo textual com gênero textual.
Desenvolvimento: Ocorre então a descrição do objeto ou
Existe uma variedade enorme de entendimentos sobre a
ser em foco, apresentando seus aspectos mais gerais e mais
forma correta de definir os tipos de texto. Embora haja uma
pormenorizados, havendo caracterizações mais objetivas e
discordância entre várias fontes sobre a quantidade exata de
outras mais subjetivas.
tipos textuais, vamos trabalhar aqui com 5 tipos essenciais:
Conclusão: A descrição está concluída quando a
- Texto Descritivo;
caracterização do objeto ou ser estiver terminada.
- Texto Narrativo;
- Texto Dissertativo;
Características
- Texto Injuntivo;
- Texto Expositivo.
O texto descritivo não se encontra limitado por noções
temporais ou relações espaciais, visto descrever algo estático,
Texto Descritivo
sem ordem fixa para a realização da descrição. Há uma notória
predominância de substantivos, adjetivos e locuções adjetivas,
É a representação com palavras de um objeto, lugar,
em detrimento de verbos, sendo maioritariamente necessária
situação ou coisa, onde procuramos mostrar os traços mais
a utilização de verbos de estado, como ser, estar, parecer,
particulares ou individuais do que se descreve. É qualquer
permanecer, ficar, continuar, tornar-se, andar...
elemento que seja apreendido pelos sentidos e transformado,
O uso de uma linguagem clara e dinâmica, com vocabulário
com palavras, em imagens.
rico e variado, bem como o uso de enumerações e
Não é, por norma, um tipo de texto autônomo,
comparações, ou outras figuras de linguagem, servem para
encontrando-se presente em outros textos, como o texto
melhor apresentar o objeto ou ser em descrição, enriquecendo
narrativo. Passagens descritivas ocorrem no meio da narração
o texto e tornando-o mais interessante para o leitor.
quando há uma pausa no desenrolar dos acontecimentos para
A descrição pode ser mais objetiva, focalizando aspectos
caracterizar pormenorizadamente um objeto, um lugar ou
físicos, ou mais subjetiva, focalizando aspectos emocionais e
uma pessoa, sendo um recurso útil e importante para capturar
psicológicos. Nas melhores descrições, há um equilíbrio entre
a atenção do leitor.
os dois tipos de descrição, sendo o objeto ou ser descrito
apresentado nas suas diversas vertentes.
Exemplo:
Na descrição de pessoas, há a descrição de aspectos físicos,
Chamava-se Raimundo este pequeno, e era mole, aplicado,
ou seja, aquilo que pode ser observado e a descrição de
inteligência tarda. Raimundo gastava duas horas em reter
aspectos psicológicos e comportamentais, como o caráter,
aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta minutos;
personalidade, humor…, apreendidos pelo convívio com a
vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o cérebro.
pessoa e pela observação de suas atitudes. Na descrição de
Reunia a isso grande medo ao pai. Era uma criança fina, pálida,
lugares ocorre tanto a descrição de aspectos físicos, como a
cara doente; raramente estava alegre. Entrava na escola depois
descrição do ambiente social, econômico, político... Na
do pai e retirava-se antes. O mestre era mais severo com ele do
descrição de objetos, embora predomine a descrição de
que conosco.
(Machado de Assis. "Conto de escola". Contos. 3ed. São Paulo, Ática, 1974)
aspectos físicos, pode ocorrer uma descrição sensorial, que
estimule os sentidos do leitor.
Esse texto traça o perfil de Raimundo, o filho do professor
da escola que o escritor frequentava. A descrição, ao contrário da narrativa, não supõe ação. É
Deve-se notar: uma estrutura pictórica, em que os aspectos sensoriais
- que todas as frases expõem ocorrências simultâneas (ao predominam. Porque toda técnica descritiva implica
mesmo tempo que gastava duas horas para reter aquilo que os contemplação e apreensão de algo objetivo ou subjetivo, o
outros levavam trinta ou cinquenta minutos, Raimundo tinha redator, ao descrever, precisa possuir certo grau de
grande medo ao pai); sensibilidade. Assim como o pintor capta o mundo exterior ou
- por isso, não existe uma ocorrência que possa ser interior em suas telas, o autor de uma descrição focaliza cenas
considerada cronologicamente anterior a outra do ponto de ou imagens, conforme o permita sua sensibilidade.
vista do relato (no nível dos acontecimentos, entrar na escola
é cronologicamente anterior a retirar-se dela; no nível do Texto Narrativo
relato, porém, a ordem dessas duas ocorrências é indiferente:
o que o escritor quer é explicitar uma característica do menino, O texto narrativo é caracterizado por narrar uma história,
e não traçar a cronologia de suas ações); ou seja, contar uma história através de uma sequência de
- ainda que se fale de ações (como entrava, retirava-se), várias ações reais ou imaginárias. Essa sucessão de
todas elas estão no pretérito imperfeito, que indica acontecimentos é contada por um narrador e está estruturada
concomitância em relação a um marco temporal instalado no em introdução, desenvolvimento e conclusão.1
texto (no caso, o ano de 1840, em que o escritor frequentava a Ao longo dessa estrutura narrativa são apresentados os
escola da Rua da Costa) e, portanto, não denota nenhuma principais elementos da narração: espaço, tempo,
transformação de estado; personagem, enredo e narrador.

1 https://www.normaculta.com.br/texto-narrativo/

Língua Portuguesa 6
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Todas as vezes que uma história é contada (é narrada), o Podem ser dinâmicas, apresentando diferentes
narrador acaba sempre contando onde, quando, como e com comportamentos ao longo da narração (personagem
quem ocorreu o episódio. É por isso que numa narração modelada ou redonda), bem como estáticas, não se
predomina a ação: o texto narrativo é um conjunto de ações; modificando no decorrer da ação (personagem plana). Há
assim sendo, a maioria dos verbos que compõem esse tipo de ainda personagens que representam um grupo específico
texto são os verbos de ação. O conjunto de ações que compõem (personagem-tipo).
o texto narrativo, ou seja, a história que é contada nesse tipo
de texto recebe o nome de enredo. Enredo: Também chamado de intriga, trama ou ação, o
As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas enredo é composto pelos acontecimentos que ocorrem num
personagens, que são justamente as pessoas envolvidas no determinado tempo e espaço e são vivenciados pelas
episódio que está sendo contado. As personagens são personagens. As ações seguem-se umas às outras por
identificadas (nomeadas) no texto narrativo pelos encadeamento, encaixe e alternância.
substantivos próprios.
Quando o narrador conta um episódio, às vezes (mesmo Existem ações principais e ações secundárias, mediante a
sem querer) ele acaba contando "onde" (em que lugar) as importância que apresentam na narração. Além disso, o
ações do enredo foram realizadas pelas personagens. O lugar enredo pode estar fechado, estando definido e conhecido o
onde ocorre uma ação ou ações é chamado de espaço, final da história, ou aberto, não havendo um final definitivo e
representado no texto pelos advérbios de lugar. conhecido para a narrativa.
Além de contar onde, o narrador também pode esclarecer
"quando" ocorreram as ações da história. Esse elemento da Narrador: O narrador é o responsável pela narração, ou
narrativa é o tempo, representado no texto narrativo através seja, é quem conta a história. Existem vários tipos de narrador:
dos tempos verbais, mas principalmente pelos advérbios de Narrador onisciente e onipresente: Conhece
tempo. É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele intimamente as personagens e a totalidade do enredo, de
que indica ao leitor "como" o fato narrado aconteceu. forma pormenorizada. Utiliza maioritariamente a narração na
A história contada, por isso, passa por uma introdução 3.ª pessoa, mas pode narrar na 1.ª pessoa, em discurso indireto
(parte inicial da história, também chamada de prólogo), pelo livre, tendo sua voz confundida com a voz das personagens, tal
desenvolvimento do enredo (é a história propriamente dita, é o seu conhecimento e intimidade com a narrativa.
o meio, o "miolo" da narrativa, também chamada de trama) e Narrador personagem, participante ou presente: Conta
termina com a conclusão da história (é o final ou epílogo). a história na 1.ª pessoa, do ponto de vista da personagem que
Aquele que conta a história é o narrador, que pode ser é. Apenas conhece seus próprios pensamentos e as ações que
pessoal (narra em 1ª pessoa: Eu) ou impessoal (narra em 3ª se vão desenrolando, nas quais também participa. Tem
pessoa: Ele). conhecimentos limitados sobre as restantes personagens e
Assim, o texto narrativo é sempre estruturado por verbos sobre a totalidade do enredo. Este tipo de narração é mais
de ação, por advérbios de tempo, por advérbios de lugar e subjetivo, transmitindo o ponto de vista e as emoções do
pelos substantivos que nomeiam as personagens, que são os narrador.
agentes do texto, ou seja, aquelas pessoas que fazem as ações Narrador observador, não participante ou ausente:
expressas pelos verbos, formando uma rede: a própria história Limita-se a contar a história, sem se envolver nela. Embora
contada. tenha conhecimento das ações, não conhece o íntimo das
Tudo na narrativa depende do narrador, da voz que conta personagens, mantendo uma narrativa imparcial e objetiva.
a história. Utiliza a narração na 3.ª pessoa.
Nos textos narrativos, é através da voz do narrador que
Principais elementos da narrativa conhecemos o desenrolar da história e as ações das
Os principais elementos da narrativa, também chamados personagens, mas é através da voz das personagens que
de elementos da narração, são: conhecemos as suas ideias, opiniões e sentimentos. A forma
Espaço: O espaço se refere ao local onde se desenrola a como a voz das personagens é introduzida na voz do narrador
ação. Pode ser físico (no colégio, no Brasil, na praça,…), social é chamada de discurso.
(características do ambiente social) e psicológico (vivências,
pensamento e sentimentos do sujeito,…). Através de uma correta utilização dos tipos de discurso, a
Tempo: O tempo se refere à duração da ação e ao narrativa poderá assumir um caráter mais ou menos dinâmico,
desenrolar dos acontecimentos. O tempo cronológico indica a mais ou menos natural, mais ou menos interessante, mais ou
sucessão cronológica dos fatos, pelas horas, dias, anos,… O menos objetivo,… Existem três tipos de discurso, ou seja, três
tempo psicológico se refere às lembranças e vivências das formas de introdução das falas das personagens na narrativa:
personagens, sendo subjetivo e influenciado pelo estado de - O discurso direto é caracterizado por ser uma
espírito das personagens em cada momento. transcrição exata da fala das personagens, sem participação do
Personagens: São caracterizadas através de qualidades narrador.
físicas e psicológicas, podendo essa caracterização ser feita de - O discurso indireto é caracterizado por ser uma
modo direto (explicitada pelo narrador ou por outras intervenção do narrador no discurso ao utilizar as suas
personagens, através de autocaracterização ou próprias palavras para reproduzir as falas das personagens.
heterocaracterização) ou de modo indireto (feita com base nas - O discurso indireto livre é caracterizado por permitir
atitudes e comportamento das personagens). que os acontecimentos sejam narrados em simultâneo,
estando as falas das personagens direta e integralmente
As personagens possuem diferentes importâncias na inseridas dentro do discurso do narrador.
narração, havendo personagens principais e personagens
secundárias. As personagens principais desempenham papéis Exemplo - Personagens
essenciais no enredo, podendo ser protagonistas (que deseja,
tenta, consegue) ou antagonistas (que dificulta, atrapalha, "Aboletado na varanda, lendo Graciliano Ramos, O Dr.
impede). As personagens secundárias desempenham papéis Amâncio não viu a mulher chegar.
menores e podem ser coadjuvantes (ajudam as personagens - Não quer que se carpa o quintal, moço?
principais em ações secundárias) ou figurantes (ajudam na
caracterização de um espaço social).

Língua Portuguesa 7
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Estava um caco: mal vestida, cheirando a fumaça, a face por alma de padre, nunca errou vau, nunca perdeu atalho, nunca
escalavrada. Mas os olhos... (sempre guardam alguma coisa do desandou cruzada! ...
passado, os olhos)." (...)
(Kiefer, Charles. A dentadura postiça. Porto Alegre: Aqui há poucos - coitado! - pousei no arranchamento dele.
Mercado Aberto) Casado ou doutro jeito, afamilhado. Não nos víamos desde muito
tempo. (...)
Exemplo - Espaço Fiquei verdeando, à espera, e fui dando um ajutório na
matança dos leitões e no tiramento dos assados com couro.”
Considerarei longamente meu pequeno deserto, a (J. Simões Lopes Neto – Contrabandista)
redondeza escura e uniforme dos seixos. Seria o leito seco de
algum rio. Não havia, em todo o caso, como negar-lhe a - Em 3ª pessoa:
insipidez."
(Linda, Ieda. As amazonas segundo tio Hermann. Porto Onisciente: não há um eu que conta; é uma terceira
Alegre: Movimento, 1981) pessoa. Exemplo:

Exemplo - Tempo “Devia andar lá pelos cinco anos e meio quando a


fantasiaram de borboleta. Por isso não pôde defender-se. E saiu
“Sete da manhã. Honorato Madeira acorda e lembra-se: a à rua com ar menos carnavalesco deste mundo, morrendo de
mulher lhe pediu que a chamasse cedo." vergonha da malha de cetim, das asas e das antenas e, mais
(Veríssimo, Érico. Caminhos Cruzados) ainda, da cara à mostra, sem máscara piedosa para disfarçar o
sentimento impreciso de ridículo.”
Estrutura: (Ilka Laurito. Sal do Lírico)
- Apresentação: é a parte do texto em que são
apresentados alguns personagens e expostas algumas Narrador Objetivo: não se envolve, conta a história como
circunstâncias da história, como o momento e o lugar onde a sendo vista por uma câmara ou filmadora.
ação se desenvolverá.
- Complicação: é a parte do texto em que se inicia Sequência Narrativa
propriamente a ação. Encadeados, os episódios se sucedem, Uma narrativa não tem uma única mudança, mas várias:
conduzindo ao clímax. uma coordena-se a outra, uma implica a outra, uma
- Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação atinge seu subordina-se a outra. A narrativa típica tem quatro mudanças
momento crítico, tornando o desfecho inevitável. de situação:
- Desfecho: é a solução do conflito produzido pelas ações - uma em que uma personagem passa a ter um querer ou
dos personagens. um dever (um desejo ou uma necessidade de fazer algo);
- uma em que ela adquire um saber ou um poder (uma
Tipos de Personagens: competência para fazer algo);
Os personagens têm muita importância na construção de - uma em que a personagem executa aquilo que queria ou
um texto narrativo, são elementos vitais. Podem ser devia fazer (é a mudança principal da narrativa);
principais ou secundários, conforme o papel que - uma em que se constata que uma transformação se deu e
desempenham no enredo, podem ser apresentados direta ou em que se podem atribuir prêmios ou castigos às personagens
indiretamente. (geralmente os prêmios são para os bons, e os castigos, para os
A apresentação direta acontece quando o personagem maus).
aparece de forma clara no texto, retratando suas
características físicas e/ou psicológicas, já a apresentação Toda narrativa tem essas quatro mudanças, pois elas se
indireta se dá quando os personagens aparecem aos poucos e pressupõem logicamente. Com efeito, quando se constata a
o leitor vai construindo a sua imagem com o desenrolar do realização de uma mudança é porque ela se verificou, e ela
enredo, ou seja, a partir de suas ações, do que ela vai fazendo e efetua-se porque quem a realiza pode, sabe, quer ou deve
do modo como vai fazendo. fazê-la.
Tomemos, por exemplo, o ato de comprar um
- Em 1ª pessoa: apartamento: quando se assina a escritura, realiza-se o ato de
compra; para isso, é necessário poder (ter dinheiro) e querer
Personagem Principal: há um “eu” participante que conta ou dever comprar (respectivamente, querer deixar de pagar
a história e é o protagonista. Exemplo: aluguel ou ter necessidade de mudar, por ter sido despejado,
por exemplo).
“Parei na varanda, ia tonto, atordoado, as pernas bambas, o Algumas mudanças são necessárias para que outras se
coração parecendo querer sair-me pela boca fora. Não me deem. Assim, para apanhar uma fruta, é necessário apanhar
atrevia a descer à chácara, e passar ao quintal vizinho. Comecei um bambu ou outro instrumento para derrubá-la. Para ter um
a andar de um lado para outro, estacando para amparar-me, e carro, é preciso antes conseguir o dinheiro.
andava outra vez e estacava.”
(Machado de Assis. Dom Casmurro) Narrativa e Narração
Existe alguma diferença entre as duas? Sim. A
Observador: é como se dissesse: É verdade, pode narratividade é um componente narrativo que pode existir
acreditar, eu estava lá e vi. Exemplo: em textos que não são narrações. A narrativa é a
transformação de situações. Por exemplo, quando se diz
“Batia nos noventa anos o corpo magro, mas sempre teso do “Depois da abolição, incentivou-se a imigração de europeus”,
Jango Jorge, um que foi capitão duma maloca de contrabandista temos um texto dissertativo, que, no entanto, apresenta um
que fez cancha nos banhados do Brocai. componente narrativo, pois contém uma mudança de situação:
Esse gaúcho desamotinado levou a existência inteira a do não incentivo ao incentivo da imigração europeia.
cruzar os campos da fronteira; à luz do Sol, no desmaiado da Se a narrativa está presente em quase todos os tipos de
Lua, na escuridão das noites, na cerração das madrugadas...; texto, o que é narração?
ainda que chovesse reiúnos acolherados ou que ventasse como

Língua Portuguesa 8
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

A narração é um tipo de narrativa. Tem ela três consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de
características: fora para dentro...”
- é um conjunto de transformações de situação; - Alusão Histórica: um fato passado que se relaciona a um
- é um texto figurativo, isto é, opera com personagens e fato presente. Ex.: “A crise econômica que teve início no
fatos concretos; começo dos anos 80, com os conhecidos altos índices de
- as mudanças relatadas estão organizadas de maneira tal inflação que a década colecionou, agravou vários dos
que, entre elas, existe sempre uma relação de anterioridade e históricos problemas sociais do país. Entre eles, a violência,
posterioridade. principalmente a urbana, cuja escalada tem sido facilmente
identificada pela população brasileira.”
Essa relação de anterioridade e posterioridade é sempre - Proposição: o autor explicita seus objetivos.
pertinente num texto narrativo, mesmo que a sequência linear - Convite: proposta ao leitor para que participe de alguma
da temporalidade apareça alterada. Assim, por exemplo, no coisa apresentada no texto. Ex.: Você quer estar “na sua”? Quer
romance machadiano Memórias póstumas de Brás Cubas, se sentir seguro, ter o sucesso pretendido? Não entre pelo
quando o narrador começa contando sua morte para em cano! Faça parte desse time de vencedores desde a escolha
seguida relatar sua vida, a sequência temporal foi modificada. desse momento!
No entanto, o leitor reconstitui, ao longo da leitura, as relações - Contestação: contestar uma ideia ou uma situação. Ex.:
de anterioridade e de posterioridade. “É importante que o cidadão saiba que portar arma de fogo não
é a solução no combate à insegurança.”
Texto Dissertativo - Características: caracterização de espaços ou aspectos.
- Estatísticas: apresentação de dados estatísticos. Ex.: “Em
O texto dissertativo tem-se a intenção de explicar, provar, 1982, eram 15,8 milhões os domicílios brasileiros com
analisar, expor ideias e/ou discutir determinado assunto.2 televisores. Hoje, são 34 milhões (o sexto maior parque de
Na dissertação, o escritor geralmente defende uma tese ou aparelhos receptores instalados do mundo). Ao todo, existem
expõe uma série de fatos e ideias que levam a uma constatação. no país 257 emissoras (aquelas capazes de gerar programas)
O texto dissertativo é impessoal e utiliza-se de estruturas e 2.624 repetidoras (que apenas retransmitem sinais
lógicas para se sustentar. Existem duas subdivisões na recebidos). (...)”
tipologia dissertativa: a dissertação expositiva (exposição) e a - Declaração Inicial: emitir um conceito sobre um fato.
dissertação argumentativa (argumentação). - Citação: opinião de alguém de destaque sobre o assunto
do texto. Ex.: “A principal característica do déspota encontra-
Características se no fato de ser ele o autor único e exclusivo das normas e das
- ao contrário do texto narrativo e do descritivo, ele é regras que definem a vida familiar, isto é, o espaço privado. Seu
temático; poder, escreve Aristóteles, é arbitrário, pois decorre
- como o texto narrativo, ele mostra mudanças de situação; exclusivamente de sua vontade, de seu prazer e de suas
- ao contrário do texto narrativo, nele as relações de necessidades.”
anterioridade e de posterioridade dos enunciados não têm - Definição: desenvolve-se pela explicação dos termos que
maior importância - o que importa são suas relações lógicas: compõem o texto.
analogia, pertinência, causalidade, coexistência, - Interrogação: questionamento. Ex.: “Volta e meia se faz a
correspondência, implicação, etc. pergunta de praxe: afinal de contas, todo esse entusiasmo pelo
- a estética e a gramática são comuns a todos os tipos de futebol não é uma prova de alienação?”
redação. Já a estrutura, o conteúdo e a estilística possuem - Suspense: alguma informação que faça aumentar a
características próprias a cada tipo de texto. curiosidade do leitor.
- Comparação: social e geográfica.
Dissertação Expositiva e Argumentativa - Enumeração: enumerar as informações. Ex.: “Ação à
A dissertação expositiva é voltada para aqueles fatos que distância, velocidade, comunicação, linha de montagem,
estão sendo focados e discutidos pela grande mídia. É um tipo triunfo das massas, holocausto: através das metáforas e das
de acontecimento inquestionável, mesmo porque todos os realidades que marcaram esses 100 últimos anos, aparece a
detalhes já foram expostos na televisão, rádio e novas mídias. verdadeira doença do século...”
Já o texto dissertativo argumentativo vai fazer uma - Narração: narrar um fato.
reflexão maior sobre os temas. Os pontos de vista devem ser
declarados em terceira pessoa, há interações entre os fatos que Deve conter a ideia principal a ser desenvolvida
se aborda. Tais fatos precisam ser esclarecidos para que o (geralmente um ou dois parágrafos). É a abertura do texto, por
leitor se sinta convencido por tal escrita. Quem escreve uma isso é fundamental. Deve ser clara e chamar a atenção para
dissertação argumentativa deve saber persuadir a partir de dois itens básicos: os objetivos do texto e o plano do
sua crítica de determinado assunto. A linguagem jamais desenvolvimento. Contém a proposição do tema, seus limites,
poderá deixar de ser objetiva, com fatos reais, evidências e ângulo de análise e a hipótese ou a tese a ser defendida.
concretudes.
Desenvolvimento
São partes da dissertação: Introdução / É a argumentação da ideia inicial, de forma organizada e
Desenvolvimento / Conclusão. progressiva. É a parte maior e mais importante do texto.
Podem ser desenvolvidas de várias formas:
Introdução - Trajetória Histórica: cultura geral é o que se prova com
Em que se apresenta o assunto; se apresenta a ideia este tipo de abordagem.
principal, sem, no entanto, antecipar seu desenvolvimento. - Definição: não basta citar, mas é preciso desdobrar a
Tipos: ideia principal ao máximo, esclarecendo o conceito ou a
definição.
- Divisão: quando há dois ou mais termos a serem - Comparação: estabelecer analogias, confrontar situações
discutidos. Ex.: “Cada criatura humana traz duas almas distintas.

2 https://segredosdeconcurso.com.br/tipologia-textual/

Língua Portuguesa 9
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

- Bilateralidade: quando o tema proposto apresenta drogas, e somente 15% estão internados por atentarem contra
pontos favoráveis e desfavoráveis. a vida. Afirmar que os adolescentes não são punidos ou
- Ilustração Narrativa ou Descritiva: narrar um fato ou responsabilizados é permitir que a mentira, tantas vezes dita,
descrever uma cena. transforme-se em verdade, pois não é o ECA que provoca a
- Cifras e Dados Estatísticos: citar cifras e dados impunidade, mas a falta de ação do Estado. Ao contrário do que
estatísticos. muitos pensam, hoje em dia os adolescentes infratores são
- Hipótese: antecipa uma previsão, apontando para punidos com muito mais rigor do que os adultos.
prováveis resultados. Apresentar propostas legislativas visando à redução da
- Interrogação: toda sucessão de interrogações deve menoridade penal com a modificação do disposto no artigo
apresentar questionamento e reflexão. 228 da Constituição Federal constitui uma grande falácia, pois
- Refutação: questiona-se praticamente tudo: conceitos, o artigo 60, § 4º, inciso IV de nossa Carta Magna não admite
valores, juízos. que sejam objeto de deliberação de emenda à Constituição os
- Causa e Consequência: estruturar o texto através dos direitos e garantias individuais, pois se trata de cláusula
porquês de uma determinada situação. pétrea.
- Oposição: abordar um assunto de forma dialética. A prevenção à criminalidade está diretamente associada à
- Exemplificação: dar exemplos. existência de políticas sociais básicas e não à repressão, pois
não é a severidade da pena que previne a criminalidade, mas
Exposição de elementos que vão fundamentar a ideia sim a certeza de sua aplicação e sua capacidade de inclusão
principal que pode vir especificada através da argumentação, social.
de pormenores, da ilustração, da causa e da consequência, das Dalio Zippin Filho é advogado criminalista. 10/06/2013
Texto publicado na edição impressa de 10 de junho de 2013
definições, dos dados estatísticos, da ordenação cronológica,
da interrogação e da citação. No desenvolvimento são usados
É bom lembrarmos que é praticamente impossível opinar
tantos parágrafos quantos forem necessários para a completa
sobre o que não se conhece. A leitura de bons textos é um dos
exposição da ideia.
recursos que permite uma segurança maior no momento de
dissertar sobre algum assunto. Debater e pesquisar são
Conclusão
atitudes que favorecem o senso crítico, essencial no
É uma avaliação final do assunto, um fechamento
desenvolvimento de um texto dissertativo.
integrado de tudo que se argumentou. Para ela convergem
todas as ideias anteriormente desenvolvidas.
- Conclusão Fechada: recupera a ideia da tese. Ainda temos:
- Conclusão Aberta: levanta uma hipótese, projeta um
Tema: compreende o assunto proposto para discussão, o
pensamento ou faz uma proposta, incentivando a reflexão de
assunto que vai ser abordado.
quem lê.
Título: palavra ou expressão que sintetiza o conteúdo
É a retomada da ideia principal, que agora deve aparecer discutido.
Argumentação: é um conjunto de procedimentos
de forma muito mais convincente, uma vez que já foi
linguísticos com os quais a pessoa que escreve sustenta suas
fundamentada durante o desenvolvimento da dissertação (um
parágrafo). Deve, pois, conter de forma sintética, o objetivo opiniões, de forma a torná-las aceitáveis pelo leitor. É fornecer
argumentos, ou seja, razões a favor ou contra uma
proposto na instrução, a confirmação da hipótese ou da tese,
determinada tese.
acrescida da argumentação básica empregada no
desenvolvimento.
Pontos Essenciais
- toda dissertação é uma demonstração, daí a necessidade
Exemplo:
de pleno domínio do assunto e habilidade de argumentação;
- em consequência disso, impõem-se à fidelidade ao tema;
Redução da maioridade penal, grande falácia
- a coerência é tida como regra de ouro da dissertação;
- impõem-se sempre o raciocínio lógico;
O advogado criminalista Dalio Zippin Filho explica por que
- a linguagem deve ser objetiva, denotativa; qualquer
é contrário à mudança na maioridade penal.
ambiguidade pode ser um ponto vulnerável na demonstração
Diuturnamente o Brasil é abalado com a notícia de que um
do que se quer expor. Deve ser clara, precisa, natural, original,
crime bárbaro foi praticado por um adolescente, penalmente
nobre, correta gramaticalmente. O discurso deve ser
irresponsável nos termos do que dispõe os artigos 27 do CP,
impessoal (evitar-se o uso da primeira pessoa).
104 do ECA e 228 da CF. A sociedade clama por maior
segurança. Pede pela redução da maioridade penal, mas logo
Texto Injuntivo
descobrirá que a criminalidade continuará a existir, e haverá
mais discussão, para reduzir para 14 ou 12 anos. Analisando a
Os textos injuntivos estão presentes em nossa vida nas
legislação de 57 países, constatou-se que apenas 17% adotam
mais variadas situações, como por exemplo quando
idade menor de 18 anos como definição legal de adulto.
Se aceitarmos punir os adolescentes da mesma forma adquirimos um aparelho eletrônico e temos que verificar
como fazemos com os adultos, estamos admitindo que eles manual de instruções para o funcionamento, ou quando vamos
fazer um bolo utilizando uma receita, ou ainda quando lemos
devem pagar pela ineficácia do Estado, que não cumpriu a lei e
não lhes deu a proteção constitucional que é seu direito. A a bula de um remédio ou a receita médica que nos foi prescrita.
Os textos injuntivos são aqueles textos que nos orientam, nos
prisão é hipócrita, afirmando que retira o indivíduo infrator da
ditam normas, nos instruem.3
sociedade com a intenção de ressocializá-lo, segregando-o,
para depois reintegrá-lo. Com a redução da menoridade penal,
Regras gramaticais para este tipo de texto (Injunção):
o nosso sistema penitenciário entrará em colapso.
Cerca de 85% dos menores em conflito com a lei praticam Como são textos que expressão ordem, normas, instruções
tem como característica principal a utilização de verbos no
delitos contra o patrimônio ou por atuarem no tráfico de
imperativo. Pode ser classificado de duas formas:

3 http://www.tudosobreconcursos.com/materiais/portugues/tipologia-
textual

Língua Portuguesa 10
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

-Instrucional: O texto apresenta apenas um conselho, uma que não conseguem aproximar-se de mim com cautela são
indicação e não uma ordem. queimados.
-Prescrição: O texto apresenta uma ordem, a orientação Leonardo Da Vinci
dada no texto é uma imposição.
Analise as proposições do texto em relação à tipologia e
Exemplos: gênero textual:
1. A Fábula é uma Tipologia textual e não um gênero de
Manual de instruções de um computador texto;
2. O gênero textual fábula pertence à tipologia narrativa;
“[...] Não instale nem use o computador em locais muito 3. O Gênero e a tipologia textual se definem igualmente
quentes, frios, empoeirados, úmidos ou que estejam sujeitos a 4. São características que definem a fábula: os animais que
vibrações. Não exponha o computador a choques, pancadas ou falam e uma linguagem erudita
vibrações, e evite que ele caia, para não prejudicar as peças
internas [...]”. Assinale a alternativa correta:
(A) 1 e 2
Texto Expositivo (B) 1, 2 e 3
(C) 2 e 4
Aqueles textos que nos levam a uma explicação sobre (D) Apenas 2
determinado assunto, informa e esclarece sem a emissão de (E) Todas estão corretas
qualquer opinião a respeito, é um texto expositivo.
02. (Pref. de Lauro Muller/SC - Professor de Pedagogia
Regras gramaticas para este tipo textual (Exposição) - Pref. de Lauro Muller/SC/2016) Este texto é referente à
questão.
Neste tipo de texto são apresentadas informações sobre:
- Assuntos e fatos específicos; BRUXAS NÃO EXISTEM
- Expõe ideias;
- Explica; Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres
- Avalia; malvadas que passavam o tempo todo maquinando coisas
- Reflete. perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A
prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona
Tudo isso sem que haja interferência do autor, sem que que morava numa casinha caindo aos pedaços no fim de nossa
haja sua opinião a respeito. Faz uso de linguagem clara, rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a chamávamos de
objetiva e impessoal. A maioria dos verbos está no presente do “bruxa”.
indicativo. Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam
palha, o nariz era comprido, ela tinha uma enorme verruga no
Exemplos: Notícias Jornalísticas. queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos
entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos
Questões isso, nós a encontraríamos preparando venenos num grande
caldeirão. Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e
01. (IF Sertão/PE - Técnico em Laboratório de meia invadíamos o pequeno pátio para dali roubar frutas e
Informática - IF Sertão/PE/2016) quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no
pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando
Texto V "bruxa, bruxa!".
A borboleta e a chama Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A
quem pertencera esse animal nós não sabíamos, mas logo
Uma borboleta multicor voava na escuridão da noite descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O
quando viu, ao longe, uma luz. Imediatamente voou naquela que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela
direção e ao se aproximar da chama pôs-se a rodeá-la, manhã, e talvez por esquecimento, ela deixará aberta a janela
olhando-a maravilhada. Como era bonita! da frente. Sob comando do João Pedro, que era o nosso líder,
Não satisfeita em admirá-la, a borboleta resolveu levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com
aproximar-se mais da chama. Afastou-se e em seguida voou em muito esforço nós o levamos até a janela. Tentamos empurrá-
direção à chama passando rente a ela. Viu-se subitamente lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos na cortina.
caída, estonteada pela luz e muito surpresa por verificar que - Vamos logo - gritava o João Pedro -, antes que a bruxa
as pontas de suas asas estavam chamuscadas. apareça. E ela apareceu. No momento exato em que,
— Que aconteceu comigo? - pensou ela. Mas não conseguiu finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a
entender. Era impossível crer que uma coisa tão bonita quanto porta se abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo
à chama pudesse causar-lhe algum mal. E assim, depois de de vassoura. Rindo, saímos correndo. Eu, gordinho, era o
juntar um pouco de forças, sacudiu as asas e levantou voo último.
novamente. E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e
Rodou em círculo e mais uma vez dirigiu-se para a chama, caí. De imediato senti uma dor terrível na perna e não tive
pretendendo pousar sobre ela. E imediatamente caiu dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas
queimada, no óleo que alimentava a brilhante e pequenina não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas
chama. com o cabo de vassoura na mão, aproximava-se. Àquela altura
— Maldita luz - murmurou a borboleta agonizante - pensei a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher
que ia encontrar em você a felicidade e em vez disso encontrei sem dúvida descarregaria em mim sua fúria.
a morte. Arrependo-me desse tolo desejo, pois compreendi, Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de
tarde demais, para minha infelicidade, o quanto você é raiva. Mas aí viu a minha perna, e instantaneamente mudou.
perigosa. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com uma
— Pobre borboleta - respondeu a chama - eu não sou o Sol, habilidade surpreendente.
como você tolamente pensou. Sou apenas uma luz. E aqueles - Está quebrada - disse por fim. - Mas podemos dar um jeito.

Língua Portuguesa 11
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Não se preocupe, sei fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, Comunicação.
trabalhei em hospital. Confie em mim. (C) Comunicação; Conjunção; Dissertação; Descrição;
Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e Exposição.
com seu cinto de pano, improvisou uma tala, imobilizando-me (D) Narração; Descrição; Injunção; Exposição; Coesão;
a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui até minha Dissertação.
casa. "Chame uma ambulância", disse a mulher à minha mãe.
Sorriu. 05. (João Pessoa/PB - Técnico Controle Interno -
Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico CESPE/2018)
engessou minha perna e em poucas semanas eu estava
recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E
tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em
minha rua, uma senhora muito boa que se chamava Ana
Custódio.
(SCLIAR, Moacyr. In: revista Nova Escola, seção Era uma vez. São Paulo:
Abril, agosto de 2004).

Este texto “Bruxas não existem”, se encaixa na tipologia


textual de:
(A) Descrição.
(B) Narração.
(C) Dissertação.
(D) Nenhuma das alternativas.

03. (Câmara Santa Rosa/RS - Procurador Jurídico -


INST.EXCELENCIA/2017)

Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo. Acerca das propriedades linguísticas do texto precedente,
julgue o item subsequente.
Eu não tinha estas mãos sem força, O texto apresentado combina elementos das tipologias
tão paradas e frias e mortas; expositiva e injuntiva.
eu não tinha este coração ( ) Certo ( ) Errado
que nem se mostra.
Gabarito
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil: 01. D / 2. B / 3.B / 04.A / 05.CERTO
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?
MEIRELES, Cecília. Obra Poética de Cecília Meireles. Rio de Janeiro: José
Aguilar, 1958. 3. Gêneros do discurso:
definição, reconhecimento dos
Para expressar as mudanças físicas de seu corpo e como o
mesmo se encontra depois delas, o eu lírico utiliza elementos básicos.
predominantemente os recursos da:
(A) Narração.
(B) Descrição.
(C) Dissertação. GÊNEROS TEXTUAIS
(D) Nenhuma das alternativas.
Os gêneros textuais são classificados conforme as
04. (Pref. Cruzeiro/SP - Professor Língua Portuguesa - características comuns que os textos apresentam em relação à
INST.EXCELENCIA/2016) São várias as situações linguagem e ao conteúdo.
comunicativas cotidianas, sejam elas orais ou escritas. O Existem muitos gêneros textuais, os quais promovem uma
dinamismo da comunicação é responsável pela criação dos interação entre os interlocutores (emissor e receptor) de
diversos gêneros textuais, mas, antes deles, existem os tipos determinado discurso.
textuais, estruturas nas quais os gêneros se apoiam. Os São exemplos resenha crítica jornalística, publicidade,
aspectos constitutivos de um texto divergem mediante a receita de bolo, menu do restaurante, bilhete ou lista de
finalidade do texto: contar, descrever, argumentar, informar, supermercado.
etc. Um único texto pode apresentar passagens de vários tipos É importante considerar seu contexto, função e finalidade,
de texto. A tipologia textual apresenta características pois o gênero textual pode conter mais de um tipo textual. Isso,
intrínsecas, como vocabulário, relações lógicas, tempos por exemplo, quer dizer que uma receita de bolo apresenta a
verbais, construções frasais e outras peculiaridades inscritas lista de ingredientes necessários (texto descritivo) e o modo
em, basicamente, cinco tipos. de preparo (texto injuntivo).4

Assinale a alternativa CORRETA.


(A) Narração; Dissertação; Descrição; Exposição; Injunção.
(B) Conjunção; Dissertação; Descrição; Exposição;

4 https://www.todamateria.com.br/generos-textuais/

Língua Portuguesa 12
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Distinguindo Texto Expositivo


Os textos expositivos possuem a função de expor
É essencial saber distinguir o que é gênero textual, gênero determinada ideia, por meio de recursos como: definição,
literário e tipo textual. Cada uma dessas classificações é conceituação, informação, descrição e comparação.
referente aos textos, porém é preciso ter atenção, cada uma
possui um significado totalmente diferente da outra. Veja uma Alguns exemplos de gêneros textuais expositivos:
breve descrição do que é um gênero literário e um tipo textual: • Seminários
Gênero Literário - é classificado de acordo com a sua • Palestras
forma, podendo ser do gênero líricos, dramático, épico, • Conferências
narrativo e etc. • Entrevistas
Tipo Textual - este é a forma como o texto se apresenta, • Trabalhos acadêmicos
podendo ser classificado como narrativo, argumentativo, • Enciclopédia
dissertativo, descritivo, informativo ou injuntivo. Cada uma • Verbetes de dicionários
dessas classificações varia de acordo como o texto se
apresenta e com a finalidade para o qual foi escrito. Texto Injuntivo
O texto injuntivo, também chamado de texto instrucional,
Tipos de Gêneros Textuais é aquele que indica uma ordem, de modo que o locutor
(emissor) objetiva orientar e persuadir o interlocutor
Cada texto possuiu uma linguagem e estrutura. Note que (receptor). Por isso, apresentam, na maioria dos casos, verbos
existem inúmeros gêneros textuais dentro das categorias no imperativo.
tipológicas de texto. Em outras palavras, gêneros textuais são
estruturas textuais peculiares que surgem dos tipos de textos: Alguns exemplos de gêneros textuais injuntivos:
narrativo, descritivo, dissertativo-argumentativo, expositivo e • Propaganda
injuntivo. • Receita culinária
• Bula de remédio
Texto Narrativo • Manual de instruções
Os textos narrativos apresentam ações de personagens no • Regulamento
tempo e no espaço. A estrutura da narração é dividida em: • Textos prescritivos
apresentação, desenvolvimento, clímax e desfecho.
Outros Exemplos
Alguns exemplos de gêneros textuais narrativos:
• Romance Carta
• Novela Esta, dependendo do destinatário pode ser informal,
• Crônica quando é destinada a algum amigo ou pessoa com quem se tem
• Contos de Fada intimidade. E formal quando destinada a alguém mais culto ou
• Fábula que não se tenha intimidade.
• Lendas Dependendo do objetivo da carta a mesma terá diferentes
estilos de escrita, podendo ser dissertativa, narrativa ou
Texto Descritivo descritiva. As cartas se iniciam com a data, em seguida vem a
Os textos descritivos se ocupam de relatar e expor saudação, o corpo da carta e para finalizar a despedida.
determinada pessoa, objeto, lugar, acontecimento. Dessa
forma, são textos repletos de adjetivos, os quais descrevem ou Propaganda
apresentam imagens a partir das percepções sensoriais do Este gênero geralmente aparece na forma oral, diferente
locutor (emissor). da maioria dos outros gêneros. Suas principais características
são a linguagem argumentativa e expositiva, pois a intenção da
São exemplos de gêneros textuais descritivos: propaganda é fazer com que o destinatário se interesse pelo
• Diário produto da propaganda. O texto pode conter algum tipo de
• Relatos (viagens, históricos, etc.) descrição e sempre é claro e objetivo.
• Biografia e autobiografia
• Notícia Notícia
• Currículo Este é um dos tipos de texto que é mais fácil de identificar.
• Lista de compras Sua linguagem é narrativa e descritiva e o objetivo desse texto
• Cardápio é informar algo que aconteceu.
• Anúncios de classificados A notícia é um dos principais tipos de textos jornalísticos
existentes e tem como intenção nos informar acerca de
Texto Dissertativo-Argumentativo determinada ocorrência. Bastante recorrente nos meios de
Os textos dissertativos são aqueles encarregados de expor comunicação em geral, seja na televisão, em sites pela internet
um tema ou assunto por meio de argumentações. São ou impresso em jornais ou revistas.
marcados pela defesa de um ponto de vista, ao mesmo tempo Caracteriza-se por apresentar uma linguagem simples,
que tentam persuadir o leitor. Sua estrutura textual é dividida clara, objetiva e precisa, pautando-se no relato de fatos que
em três partes: tese (apresentação), antítese interessam ao público em geral. A linguagem é clara, precisa e
(desenvolvimento), nova tese (conclusão). objetiva, uma vez que se trata de uma informação.

Exemplos de gêneros textuais dissertativos: Editorial


• Editorial Jornalístico O editorial é um tipo de texto jornalístico que geralmente
• Carta de opinião aparece no início das colunas. Diferente dos outros textos que
• Resenha compõem um jornal, de caráter informativo, os editoriais são
• Artigo textos opinativos.
• Ensaio Embora sejam textos de caráter subjetivo, podem
• Monografia, dissertação de mestrado e tese de doutorado apresentar certa objetividade. Isso porque são os editoriais

Língua Portuguesa 13
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

que apresentam os assuntos que serão abordados em cada É um poema melancólico. Um bom exemplo é a peça Roan e
seção do jornal, ou seja, Política, Economia, Cultura, Esporte, Yufa, de William Shakespeare.
Turismo, País, Cidade, Classificados, entre outros.
Os textos são organizados pelos editorialistas, que Epitalâmia
expressam as opiniões da equipe e, por isso, não recebem a Um texto relativo às noites nupciais líricas, ou seja, noites
assinatura do autor. No geral, eles apresentam a opinião do românticas com poemas e cantigas. Um bom exemplo de
meio de comunicação (revista, jornal, rádio, etc.). epitalâmia é a peça Romeu e Julieta nas noites nupciais.
Tanto nos jornais como nas revistas podemos encontrar os
editoriais intitulados como “Carta ao Leitor” ou “Carta do Ode (ou hino)
Editor”. É o poema lírico em que o emissor faz uma homenagem à
Em relação ao discurso apresentado, esse costuma se pátria (e aos seus símbolos), às divindades, à mulher amada,
apoiar em fatos polêmicos ligados ao cotidiano social. E ou a alguém ou algo importante para ele. O hino é uma ode com
quando falamos em discurso, logo nos atemos à questão da acompanhamento musical.
linguagem que, mesmo em se tratando de impressões
pessoais, o predomínio do padrão formal, fazendo com que Idílio (ou écloga)
prevaleça o emprego da 3ª pessoa do singular, ocupa lugar de Poema lírico em que o emissor expressa uma homenagem
destaque. à natureza, às belezas e às riquezas que ela dá ao homem. É o
poema bucólico, ou seja, que expressa o desejo de desfrutar de
Reportagem tais belezas e riquezas ao lado da amada (pastora), que
Reportagem é um texto jornalístico amplamente divulgado enriquece ainda mais a paisagem, espaço ideal para a paixão.
nos meios de comunicação de massa. A reportagem informa, A écloga é um idílio com diálogos (muito rara).
de modo mais aprofundado, fatos de interesse público. Ela
situa-se no questionamento de causa e efeito, na interpretação Sátira
e no impacto, somando as diferentes versões de um mesmo É o poema lírico em que o emissor faz uma crítica a alguém
acontecimento. ou a algo, em tom sério ou irônico. Tem um forte sarcasmo,
A reportagem não possui uma estrutura rígida, mas pode abordar críticas sociais, a costumes de determinada
geralmente costuma estabelecer conexões com o fato central, época, assuntos políticos, ou pessoas de relevância social.
anunciado no que chamamos de lead. A partir daí, desenvolve-
se a narrativa do fato principal, ampliada e composta por meio Acalanto
de citações, trechos de entrevistas, depoimentos, dados Canção de ninar.
estatísticos, pequenos resumos, dentre outros recursos. É
sempre iniciada por um título, como todo texto jornalístico. Acróstico
O objetivo de uma reportagem é apresentar ao leitor várias Composição lírica na qual as letras iniciais de cada verso
versões para um mesmo fato, informando-o, orientando-o e formam uma palavra ou frase. Ex.:
contribuindo para formar sua opinião.
A linguagem utilizada nesse tipo de texto é objetiva, Amigos são
dinâmica e clara, ajustada ao padrão linguístico divulgado nos Muitas vezes os
meios de comunicação de massa, que se caracteriza como uma Irmãos que escolhemos.
linguagem acessível a todos os públicos, mas pode variar de Zelosos, eles nos
formal para mais informal dependendo do público a que se Ajudam e
destina. Embora seja impessoal, às vezes é possível perceber a Dedicam-se por nós, para que nossa relação seja verdadeira
opinião do repórter sobre os fatos ou sua interpretação.5 e
Eterna
Gêneros Textuais e Gêneros Literários https://www.todamateria.com.br/acrostico/

Conforme o próprio nome indica, os gêneros textuais se Balada


referem a qualquer tipo de texto, enquanto os gêneros Uma das mais primitivas manifestações poéticas, são
literários se referem apenas aos textos literários. cantigas de amigo (elegias) com ritmo característico e refrão
Os gêneros literários são divisões feitas segundo vocal que se destinam à dança.
características formais comuns em obras literárias,
agrupando-as conforme critérios estruturais, contextuais e Canção (ou Cantiga, Trova)
semânticos, entre outros. Poema oral com acompanhamento musical.
- Gênero lírico;
- Gênero épico ou narrativo; Gazal (ou Gazel)
- Gênero dramático. Poesia amorosa dos persas e árabes; odes do oriente
médio.
Gênero Lírico
É certo tipo de texto no qual um eu lírico (a voz que fala no Soneto
poema e que nem sempre corresponde à do autor) exprime É um texto em poesia com 14 versos, dividido em dois
suas emoções, ideias e impressões em face do mundo exterior. quartetos e dois tercetos.
Normalmente os pronomes e os verbos estão em 1ª pessoa e
há o predomínio da função emotiva da linguagem. Vilancete
São as cantigas de autoria dos poetas vilões (cantigas de
Elegia escárnio e de maldizer); satíricas, portanto.
Um texto de exaltação à morte de alguém, sendo que a
morte é elevada como o ponto máximo do texto. O emissor
expressa tristeza, saudade, ciúme, decepção, desejo de morte.

5 CEREJA, William Roberto & MAGALHÃES, Thereza Cochar. Texto e interação.

São Paulo, Atual Editora, 2000

Língua Portuguesa 14
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Gênero Épico ou Narrativo (B) clareza das ideias.


Na Antiguidade Clássica, os padrões literários (C) função sociocomunicativa.
reconhecidos eram apenas o épico, o lírico e o dramático. Com (D) assunto temático.
o passar dos anos, o gênero épico passou a ser considerado (E) correção gramatical.
apenas uma variante do gênero literário narrativo, devido ao
surgimento de concepções de prosa com características 02. (MPE/GO - Secretário Auxiliar - 2018)
diferentes: o romance, a novela, o conto, a crônica, a fábula.
A Outra Noite
Épico (ou Epopeia)
Os textos épicos são geralmente longos e narram histórias Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite
de um povo ou de uma nação, envolvem aventuras, guerras, de vento sul e chuva, tanto lá como aqui. Quando vinha para
viagens, gestos heroicos, etc. Normalmente apresentam um casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana; e
tom de exaltação, isto é, de valorização de seus heróis e seus contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar
feitos. Dois exemplos são Os Lusíadas, de Luís de Camões, lindo, de Lua cheia; e que as nuvens feias que cobriam a cidade
e Odisseia, de Homero. eram, vistas de cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas,
uma paisagem irreal.
Ensaio Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer
É um texto literário breve, situado entre o poético e o aproveitou um sinal fechado para voltar-se para mim:
didático, expondo ideias, críticas e reflexões morais e – O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir sua
filosóficas a respeito de certo tema. É menos formal e mais conversa. Mas, tem mesmo luar lá em cima?
flexível que o tratado. Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e
Consiste também na defesa de um ponto de vista pessoal e torpe havia uma outra - pura, perfeita e linda.
subjetivo sobre um tema (humanístico, filosófico, político, – Mas, que coisa...
social, cultural, moral, comportamental, etc.), sem que se paute Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu
em formalidades como documentos ou provas empíricas ou fechado de chuva. Depois continuou guiando mais lentamente.
dedutivas de caráter científico. Exemplo: Ensaio sobre a Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa.
tolerância, de John Locke. – Ora, sim senhor...
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um "boa
Gênero Dramático noite" e um "muito obrigado ao senhor" tão sinceros, tão
Trata-se do texto escrito para ser encenado no teatro. veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei.
Nesse tipo de texto, não há um narrador contando a história. (Rubem Braga, Ai, Copacabana, disponível em
http://biscoitocafeenovela.blogspot.com.br/2014/09/sessao-leitura-outra-noite-
Ela “acontece” no palco, ou seja, é representada por atores, que rubembraga.html. Acesso em 14/01/2018)
assumem os papéis das personagens nas cenas.
Quanto ao gênero, o texto sob análise apresenta
Tragédia características de:
É a representação de um fato trágico, suscetível de (A) Uma crônica.
provocar compaixão e terror. Aristóteles afirmava que a (B) Uma fábula.
tragédia era "uma representação duma ação grave, de alguma (C) Um artigo.
extensão e completa, em linguagem figurada, com atores (D) Um ensaio.
agindo, não narrando, inspirando dó e terror". Ex.: Romeu e (E) Nenhuma das alternativas.
Julieta, de Shakespeare.
03. (SEE/PE - Professor - FGV/2016) Os diversos
Farsa gêneros textuais destacam uma qualificação predominante
A farsa consiste no exagero do cômico, graças ao emprego para cada enunciador; em um texto informativo, por exemplo,
de processos como o absurdo, as incongruências, os equívocos, o enunciador tem como marca específica
a caricatura, o humor primário, as situações ridículas e, em (A) o interesse de convencimento.
especial, o engano. (B) o domínio de um conhecimento.
(C) a necessidade de expressão de uma emoção.
Comédia (D) a condição de prever conhecimentos futuros.
É a representação de um fato inspirado na vida e no (E) o objetivo de ensinar procedimentos.
sentimento comum, de riso fácil. Sua origem grega está ligada
às festas populares. 04 (IF/PA - Professor - Letras - IF/PA/2015) A inserção
dos gêneros textuais no ensino vem mudando a dinâmica da
Tragicomédia educação em língua portuguesa no Brasil. É importante
Modalidade em que se misturam elementos trágicos e trabalhar a língua em uso, através de textos e dos gêneros nos
cômicos. Originalmente, significava a mistura do real com o quais eles se manifestam isso tem mobilizado professores e
imaginário. educadores, que procuram adaptar‐ se a essas novas
perspectivas. De acordo com os estudos sobre os gêneros
Poesia de cordel textuais podemos afirmar que os exemplos de textos como,
Texto tipicamente brasileiro em que se retrata, com forte receita culinária, tutorial, manual de instruções, guia
apelo linguístico e cultural nordestinos, fatos diversos da rodoviário tem em comum por possuírem um caráter:
sociedade e da realidade vivida por este povo. (A) injuntivo.
(B) prescritivo.
Questões (C) descritivo.
(D) expositivo.
01. (Pref. Teresina/PI - Professor de Língua (E) dissertativo.
Portuguesa - NUCEPE/2016) Ainda sobre gênero, é correto
afirmar que uma característica predominante nos gêneros 05. (FGV - Professor de Ensino Fundamental II e Médio
textuais é a: - SME/SP/2016) Os diversos textos a serem interpretados em
(A) forma linguística.

Língua Portuguesa 15
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

um livro didático devem ser distribuídos segundo o seguinte mesmos devem ser razoavelmente confiáveis, não se pode
critério: citar qualquer pessoa.
(A) textos literários e não literários. Experiências que comprovem os argumentos devem ser
(B) textos de épocas variadas. também coerentes com a realidade.
(C) textos de gêneros textuais variados. Há de se imaginar sempre os questionamentos, dúvidas e
(D) textos de vários gêneros literários. pensamentos contrários dos leitores quanto à sua
(E) textos de linguagem formal e informal. argumentação, para que a partir deles se possa construir
melhores argumentos, fundamentados em mais estudo e
Gabarito pesquisa.
Quanto a estrutura do texto, este deve apresentar uma
01.C / 02.A / 03.B / 04.A / 05.C lógica de pensamentos. Os raciocínios devem ter uma relação
entre si, e um deve continuar o que o outro afirmava.
No início do texto deve-se apresentar o assunto e a
problemática que o envolve, sempre tomando cuidado para
4. Métodos de não se contradizer.
argumentação: indução, Ao decorrer do texto vão sendo apresentados os
dedução, dialética. argumentos propriamente ditos, junto com exemplificações e
citações (se existirem).
No final do texto as ideias devem ser arrematadas com uma
tese (a conclusão). Essa conclusão deve vir sendo prevista pelo
leitor durante todo o texto, à medida que ele vai lendo e se
ARGUMENTAÇÃO direcionando para concordar com ela.
A argumentação não trabalha com fatos claros e evidentes,
Argumentar6 é a capacidade de relacionar fatos, teses, mas sim investiga fatos que geram opiniões diversas, sempre
estudos, opiniões, problemas e possíveis soluções a fim de em busca de encontrar fundamentos para localizar a opinião
embasar determinado pensamento ou ideia. mais coerente.
Um texto argumentativo sempre é feito visando um Não se pode, em uma argumentação, afirmar a verdade ou
destinatário. O objetivo desse tipo de texto é convencer, negar a verdade afirmada por outra pessoa. O objetivo é fazer
persuadir, levar o leitor a seguir uma linha de raciocínio e a com que o leitor concorde e não com que ele feche os olhos
concordar com ela. para possíveis contra-argumentos.
Para que a argumentação seja convincente é necessário Caso seja necessário se pode também fazer uma
levar o leitor a um “beco sem saída”, onde ele seja obrigado a comparação entre vários ângulos de visão a respeito do
concordar com os argumentos expostos. assunto, isso poderá ajudar no processo de convencimento do
No caso da redação, por ser um texto pequeno, há uma leitor, pois não dará margens para contra-argumentos. Porém
obrigatoriedade em ser conciso e preciso, para que o leitor deve-se tomar muito cuidado para não se contradizer e para
possa ser levado direto ao ponto chave. Para isso é necessário ser claro. Para isso é necessário um bom domínio do assunto.
que se exponha a questão ou proposta a ser discutida logo no
início do texto, e a partir dela se tome uma posição, sempre de Organização Textual
forma impessoal. O envolvimento de opiniões pessoais, além
de ser terminantemente proibido em textos que serão O ser humano se comunica por meio de textos. Desde uma
analisados em concursos, pode comprometer a veracidade dos simples e passageira interjeição como “Olá” até uma
fatos e o poder de convencimento dos argumentos utilizados mensagem muitíssimo extensa. Em princípio, esses textos
Por exemplo, é muito mais aceitável uma afirmação de um eram apenas orais. Hoje, são também escritos. Nesse processo,
autor renomado ou de um livro conhecido do que o simples os textos ganharam formas de organização distintas, com
posicionamento do redator a respeito de determinado propósitos nitidamente distintos também. As principais
assunto. formas de organização textual registradas na humanidade são,
Uma boa argumentação só é feita a partir de pequenas assim:
regras as quais facilmente são encontradas em textos do dia a - Narrativa: aquela que compreende textos que contam
dia, já que durante a nossa vida levamos um longo tempo uma história, relatam um acontecimento.
tentando convencer as outras pessoas de que estamos certos. - Argumentativa: a que visa ao convencimento do
interlocutor.
- Descritiva: cuja finalidade é apresentar concreta ou
metaforicamente uma dada descrição.
Cada uma dessas formas de organização textual desdobra-
se em inúmeros gêneros textuais distintos, que nada mais são
do que cada concretizável possível a cada um dos objetivos
textuais. Assim, por exemplo, a diferentes formas e formatos
para se narrar: fábula, conto de fadas, romance, conto, notícia,
fofoca, etc.

Os argumentos devem ter um embasamento, nunca deve- Texto Argumentativo


se afirmar algo que não venha de estudos ou informações Esse tipo de texto, que é aplicado nas redações do Enem,
previamente adquiridas. inclui diferentes gêneros, tais quais, dissertação, artigo de
Os exemplos dados devem ser coerentes com a realidade, opinião, carta argumentativa, editorial, resenha
ou seja, podem até ser fictícios, mas não podem ser argumentativa, dentre outros.
inverossímeis. Todo e qualquer texto argumentativo, como já dito, visa ao
Caso haja citações de pessoas ou trechos de textos os convencimento de seu ouvinte/leitor. Por isso, ele sempre se

6http://www.infoescola.com/redacao/argumentacao/ http://brasilescola.uol.com.br/redacao/a-argumentacao.htm
http://educacao.globo.com/portugues/assunto/texto-
argumentativo/argumentacao.html

Língua Portuguesa 16
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

baseia em uma tese, ou seja, o ponto de vista central que se O trecho citado deve estar de acordo com as ideias do texto,
pretende veicular e a respeito do qual se pretende convencer assim, tal estratégia poderá funcionar bem.
esse interlocutor. Nos gêneros argumentativos escritos,
sobretudo, convém que essa tese seja apresentada, de maneira - Argumentação por comprovação: a sustentação da
clara, logo de início e que, depois, através de uma argumentação se dará a partir das informações apresentadas
argumentação objetiva e de diversidade lexical seja (dados, estatísticas, percentuais) que a acompanham.
sustentada/defendida, com vistas ao mencionado Esse recurso é explorado quando o objetivo é contestar um
convencimento. ponto de vista equivocado. Veja:
A estrutura geral de um texto argumentativo consiste de O ministro da Educação, Cristovam Buarque, lança hoje o
introdução, desenvolvimento e conclusão, nesta ordem. Cada Mapa da Exclusão Educacional. O estudo do Inep, feito a partir
uma dessas partes, por sua vez tem função distinta dentro da de dados do IBGE e do Censo Educacional do Ministério da
composição do texto: Educação, mostra o número de crianças de sete a catorze anos
que estão fora das escolas em cada Estado.
Introdução: é a parte do texto argumentativo em que Segundo o mapa, no Brasil, 1,4 milhão de crianças, ou 5,5
apresentamos o assunto de que trataremos e a tese a ser % da população nessa faixa etária (sete a catorze anos), para a
desenvolvida a respeito desse assunto. qual o ensino é obrigatório, não frequentam as salas de aula.
Desenvolvimento: é a argumentação propriamente dita, O pior índice é do Amazonas: 16,8% das crianças do
correspondendo aos desdobramentos da tese apresentada. Estado, ou 92,8 mil, estão fora da escola. O melhor, o Distrito
Esse é o coração do texto, por isso, comumente se desdobra em Federal, com apenas 2,3% (7 200) de crianças excluídas,
mais de um parágrafo. De modo geral, cada argumentação em seguido por Rio Grande do Sul, com 2,7% (39 mil) e São Paulo,
defesa da tese geral do texto corresponde a um parágrafo. com 3,2% (168,7 mil).
Conclusão: a parte final do texto em que retomamos a tese (Mônica Bergamo. Folha de S. Paulo, 3.12.2003)
central, agora já respaldada pelos argumentos desenvolvidos
ao longo do texto. Nesse tipo de citação o autor precisa de dados que
demonstrem sua tese.
Relação entre Tese e Argumento
De modo geral, a relação entre tese e argumento pode ser - Argumentação por raciocínio lógico: a criação de
compreendida de duas maneiras principais: relações de causa e efeito é um recurso utilizado para
Argumento, portanto, Tese (A→ pt→T) ou Tese porque demonstrar que uma conclusão (afirmada no texto) é
Argumento (T→ pq→A): necessária, e não fruto de uma interpretação pessoal que pode
ser contestada. Veja:
(A→ pt→T) “O fumo é o mais grave problema de saúde pública no
“O governo gasta, todos os anos, bilhões de reais no Brasil. Assim como não admitimos que os comerciantes de
tratamento das mais diversas doenças relacionadas ao maconha, crack ou heroína façam propaganda para os nossos
tabagismo; os ganhos com os impostos nem de longe filhos na TV, todas as formas de publicidade do cigarro
compensam o dinheiro gasto com essas doenças. Além disso deveriam ser proibidas terminantemente. Para os
(Ainda, e, também, relação de adição → quando se enumeram desobedientes, cadeia.”
(VARELLA, Drauzio. In: Folha de S. Paulo, 20 de maio de 2000.)
argumentos a favor de sua tese), as empresas têm grandes
prejuízos por causa de afastamentos de trabalhadores devido
aos males causados pelo fumo. Portanto (logo, por Para a construção de um bom texto argumentativo faz-se
conseguinte, por isso, então → observem a relação semântica necessário o conhecimento sobre a questão proposta,
de conclusão, típica de um silogismo), é mister que sejam fundamentação para que seja realizado com sucesso.
proibidas quaisquer propagandas de cigarros em todos os
meios de comunicação.” Questão

(T→ pq→A) 01. Identifique o sentido argumentativo dos seguintes


O governo deve imediatamente proibir toda e qualquer textos, e separe, por meio de barras, a tese e o(s)
forma de propaganda de cigarro, porque (uma vez que, já que, argumento(s).
dado que, pois → relação de causalidade) ele gasta, todos os (A) “Meu carro não é grande coisa, mas é o bastante para o
anos, bilhões de reais no tratamento das mais diversas que preciso. É econômico, nunca dá defeito e tem espaço
doenças relacionadas ao tabagismo; e, muito embora (ainda suficiente para transportar toda a minha família.”
que, não obstante, mesmo que → relação de oposição: usam- (B) “Veja bem, o Brasil a cada ano exporta mais e mais;
se as concessivas para refutar o argumento oposto) os ganhos além disso, todo ano batemos recordes de produção agrícola.
com os impostos sejam vultosos, nem de longe eles Sem contar que nosso parque industrial é um dos mais
compensam o dinheiro gasto com essas doenças. modernos do mundo, definitivamente, somos o país do futuro.”
(C) “Embora a gente se ame muito, nosso namoro tem tudo
Há diferentes tipos de argumentos e a escolha certa para dar errado: nossa diferença de idade é grande e nossos
consolida o texto. gostos são quase que opostos. Além disso, a família dela é
- Argumentação por citação: sempre que queremos terrível.”
defender uma ideia, procuramos pessoas ‘consagradas’, que (D) “Como o Brasil é um país muito injusto, toda política
pensam como nós acerca do tema em evidência. social por aqui implementada é vista como demagogia,
Apresentamos no corpo de nosso texto a menção de uma paternalismo.”
informação extraída de outra fonte. A citação pode ser
apresentada assim: Gabarito
Para Piaget, “toda moral consiste num sistema de regras e a
essência de toda moralidade deve ser procurada no respeito que a) O sentido aí presente é (T→ pq→A), uma vez que, após
o indivíduo adquire por essas regras” (Piaget, 1994, p.11). uma constatação, se seguem as motivações que a
A essência da moral é o respeito às regras. A capacidade fundamentam.
intelectual de compreender que a regra expressa uma Meu carro não é grande coisa, mas é o bastante para o que
racionalidade em si mesma equilibrada. preciso (TESE)./ É econômico (argumento 1), /nunca dá
defeito (argumento 2)/ e tem espaço suficiente para
Língua Portuguesa 17
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

transportar toda a minha família (argumento 3). enunciados (orações, frases, parágrafos), são preposições,
conjunções, alguns advérbios e locuções adverbiais.
b) Nesse exemplo, já encontramos a orientação (A→ pt→T),
uma vez que se parte de exemplificações para, a partir delas, Veja algumas palavras e expressões de transição e
enunciar uma proposição. seus respectivos sentidos:
Veja bem, o Brasil a cada ano exporta mais e mais - inicialmente (começo, introdução)
(argumento 1);/ além disso, todo ano batemos recordes de - primeiramente (começo, introdução)
produção agrícola (argumento 2)./ Sem contar que nosso - antes de tudo (começo, introdução)
parque industrial é um dos mais modernos do mundo - desde já (começo, introdução)
(argumento 3)./ Definitivamente, somos o país do futuro. - além disso (continuação)
(TESE). - do mesmo modo (continuação)
- acresce que (continuação)
c) Aqui, o sentido é (T→ pq→A), em que de uma afirmação - ainda por cima (continuação)
inicial se desdobram exemplos que a justificam. - bem como (continuação)
Embora a gente se ame muito, nosso namoro tem tudo para - outrossim (continuação)
dar errado (TESE):/ nossa diferença de idade é grande - enfim (conclusão)
(argumento 1) e nossos gostos são quase que opostos - dessa forma (conclusão)
(argumento 2). Além disso, a família dela é terrível (argumento - em suma (conclusão)
3). - nesse sentido (conclusão)
- portanto (conclusão)
d) Nesse exemplo, o movimento é (A→ pt→T), já que se - afinal (conclusão)
parte de uma causa que funciona como justificativa a uma - logo após (tempo)
enunciação que, por sua vez, é a consequência constatada. - ocasionalmente (tempo)
Como o Brasil é um país muito injusto (argumento),/ toda - posteriormente (tempo)
política social por aqui implementada é vista como demagogia, - atualmente (tempo)
paternalismo (TESE). - enquanto isso (tempo)
Artigos Relacionados - imediatamente (tempo)
Redação Enem 2014: apostas para o tema - não raro (tempo)
Faça uma boa redação no Enem: dicas para prova de 2014. - concomitantemente (tempo)
- igualmente (semelhança, conformidade)
- segundo (semelhança, conformidade)
5. Coesão e coerência: - conforme (semelhança, conformidade)
- quer dizer (exemplificação, esclarecimento)
mecanismos, efeitos de - rigorosamente falando (exemplificação, esclarecimento)
sentido no texto.
Ex.: A prática de atividade física é essencial ao nosso
cotidiano. Assim sendo, quem a pratica possui uma melhor
COESÃO qualidade de vida.

Coesão7 é a conexão e a harmonia entre os elementos de - Coesão por referência: existem palavras que têm a
um texto, como descreve Marina Cabral. Percebemos tal função de fazer referência, são elas:
definição quando lemos um texto e verificamos que as - pronomes pessoais: eu, tu, ele, me, te, os...
palavras, as frases e os parágrafos estão entrelaçados, um - pronomes possessivos: meu, teu, seu, nosso...
dando continuidade ao outro. - pronomes demonstrativos: este, esse, aquele...
- pronomes indefinidos: algum, nenhum, todo...
Os elementos de coesão determinam a transição de ideias - pronomes relativos: que, o qual, onde...
entre as frases e os parágrafos. - advérbios de lugar: aqui, aí, lá...

Observe a coesão presente no texto a seguir: Ex.: Marcela obteve uma ótima colocação no concurso. Tal
resultado demonstra que ela se esforçou bastante para
“Os sem-terra fizeram um protesto em Brasília contra a alcançar o objetivo que tanto almejava.
política agrária do país, porque consideram injusta a atual
distribuição de terras. Porém o ministro da Agricultura - Coesão por substituição: substituição de um nome
considerou a manifestação um ato de rebeldia, uma vez que o (pessoa, objeto, lugar etc.), verbos, períodos ou trechos do
projeto de Reforma Agrária pretende assentar milhares de texto por uma palavra ou expressão que tenha sentido
sem-terra.” próximo, evitando a repetição no corpo do texto.
(JORDÃO, R., BELLEZI C. Linguagens. São Paulo: Escala Educacional, 2007)
Ex.: Porto Alegre pode ser substituída por “a capital
As palavras destacadas têm o papel de ligar as partes do gaúcha”;
texto, podemos dizer que elas são responsáveis pela coesão do Castro Alves pode ser substituído por “O Poeta dos
texto. Escravos”;
Há vários recursos que respondem pela coesão do texto, os João Paulo II: Sua Santidade;
principais são: Vênus: A Deusa da Beleza.

- Palavras de transição: são palavras responsáveis pela Ex.: Castro Alves é autor de uma vastíssima obra literária.
coesão do texto, estabelecem a interrelação entre os Não é por acaso que o “Poeta dos Escravos” é considerado o
mais importante da geração a qual representou.

7
http://brasilescola.uol.com.br/redacao/coesao.htm

Língua Portuguesa 18
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Assim, a coesão confere textualidade aos enunciados A crise econômica mundial se fez sentir também nessa
agrupados em conjuntos. área, e a organização perdeu quase US$ 1 bilhão de seu
orçamento bianual, hoje de quase US$ 4 bilhões. Para
Questões comparação, o CDC dos EUA contou, somente no ano de 2013,
com cerca de US$ 6 bilhões.
01. Bem tratada, faz bem Os cortes obrigaram a OMS a fazer escolhas difíceis. A
agência passou a dar mais ênfase à luta contra enfermidades
O arquiteto Jaime Lerner cunhou esta frase premonitória: globais crônicas, como doenças coronárias e diabetes. O
“O carro é o cigarro do futuro.” Quem poderia imaginar a departamento de respostas a epidemias e pandemias foi
reversão cultural que se deu no consumo do tabaco? dissolvido e integrado a outros. Muitos profissionais
Talvez o automóvel não seja descartável tão facilmente. experimentados deixaram seus cargos.
Este jornal, em uma série de reportagens, nestes dias, mostrou Pesa contra o órgão da ONU, de todo modo, a demora para
o privilégio que os governos dão ao uso do carro e o desprezo reconhecer a gravidade da situação. Seus esforços iniciais
ao transporte coletivo. Surpreendentemente, houve foram limitados e mal liderados.
entrevistado que opinou favoravelmente, valorizando Los O surto agora atingiu proporções tais que já não é mais
Angeles – um caso típico de cidade rodoviária e dispersa. possível enfrentá-lo de Genebra, cidade suíça sede da OMS.
Ainda nestes dias, a ONU reafirmou o compromisso desta Tornou-se crucial estabelecer um comando central na África
geração com o futuro da humanidade e contra o aquecimento Ocidental, com representantes dos países afetados.
global – para o qual a emissão de CO2 do rodoviarismo é Espera-se também maior comprometimento das potências
agente básico. (A USP acaba de divulgar estudo advertindo que mundiais, sobretudo Estados Unidos, Inglaterra e França, que
a poluição em São Paulo mata o dobro do que o trânsito.) possuem antigos laços com Libéria, Serra Leoa e Guiné,
O transporte também esteve no centro dos protestos de respectivamente.
junho de 2013. Lembremos: ele está interrelacionado com a A comunidade internacional tem diante de si um desafio
moradia, o emprego, o lazer. Como se vê, não faltam razões enorme, mas é ainda maior a necessidade de agir com rapidez.
para o debate do tema. Nessa batalha global contra o ebola, todo tempo perdido conta
(Sérgio Magalhães, O Globo) a favor da doença.

“Como se vê, não faltam razões para o debate do tema.” ( http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/09/1512104-editorial-corrida-contra-o-


ebola.shtml, 2014)

Substituindo o termo destacado por uma oração


Assinale a opção em que se indica, INCORRETAMENTE, o
desenvolvida, a forma correta e adequada seria:
referente do termo em destaque.
(A) para que se debatesse o tema;
(A) “quase US$ 1 bilhão de seu orçamento bianual” (5º§) –
(B) para se debater o tema;
organização
(C) para que se debata o tema;
(B) “A agência passou a dar mais ênfase” (6º§) – OMS
(D) para debater-se o tema;
(C) “Pesa contra o órgão da ONU”(7º§) – OMS
(E) para que o tema fosse debatido.
(D) “Seus esforços iniciais foram limitados” (7º§) –
gravidade da situação
02. “A USP acaba de divulgar estudo advertindo que a
(E) “A comunidade tem diante de si” (10º§) – comunidade
poluição em São Paulo mata o dobro do que o trânsito”.
internacional
A oração em forma desenvolvida que substitui correta e
adequadamente o gerúndio “advertindo” é:
4. Leia o texto para responder a questão.
(A) com a advertência de;
As cotas raciais deram certo porque seus beneficiados são,
(B) quando adverte;
sim, competentes. Merecem, sim, frequentar uma
(C) em que adverte;
universidade pública e de qualidade. No vestibular, que é o
(D) no qual advertia;
princípio de tudo, os cotistas estão só um pouco atrás. Segundo
(E) para advertir.
dados do Sistema de Seleção Unificada, a nota de corte para os
candidatos convencionais a vagas de medicina nas federais foi
03. Corrida contra o ebola
de 787,56 pontos. Para os cotistas, foi de 761,67 pontos. A
diferença entre eles, portanto, ficou próxima de 3%. IstoÉ
Já faz seis meses que o atual surto de ebola na África
entrevistou educadores e todos disseram que essa distância é
Ocidental despertou a atenção da comunidade internacional,
mais do que razoável. Na verdade, é quase nada. Se em uma
mas nada sugere que as medidas até agora adotadas para
disciplina tão concorrida quanto medicina um coeficiente de
refrear o avanço da doença tenham sido eficazes.
apenas 3% separa os privilegiados, que estudaram em colégios
Ao contrário, quase metade das cerca de 4.000
privados, dos negros e pobres, que frequentaram escolas
contaminações registradas neste ano ocorreram nas últimas
públicas, então é justo supor que a diferença mínima pode,
três semanas, e as mais de 2.000 mortes atestam a força da
perfeitamente, ser igualada ou superada no decorrer dos
enfermidade. A escalada levou o diretor do CDC (Centro de
cursos. Depende só da disposição do aluno. Na Universidade
Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA, Tom Frieden, a
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma das mais conceituadas
afirmar que a epidemia está fora de controle.
do País, os resultados do último vestibular surpreenderam. “A
O vírus encontrou ambiente propício para se propagar. De
maior diferença entre as notas de ingresso de cotistas e não
um lado, as condições sanitárias e econômicas dos países
cotistas foi observada no curso de economia”, diz Ângela
afetados são as piores possíveis. De outro, a Organização
Rocha, pró-reitora da UFRJ. “Mesmo assim, essa distância foi
Mundial da Saúde foi incapaz de mobilizar com celeridade um
de 11%, o que, estatisticamente, não é significativo”.
contingente expressivo de profissionais para atuar nessas (www.istoe.com.br)
localidades afetadas.
Verdade que uma parcela das debilidades da OMS se Para responder a questão, considere a passagem – A
explica por problemas financeiros. Só 20% dos recursos da diferença entre eles, portanto, ficou próxima de 3%.
entidade vêm de contribuições compulsórias dos países- O pronome eles tem como referente:
membros – o restante é formado por doações voluntárias. (A) candidatos convencionais e cotistas.
(B) beneficiados.

Língua Portuguesa 19
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

(C) dados do Sistema de Seleção Unificada. fragmento apresente certa coerência individual. Se as ideias
(D) dados do Sistema de Seleção Unificada e pontos. não dialogam entre si, então elas são irrelevantes.
(E) pontos.
É importante ressaltarmos que o uso adequado dos
05. Leia os quadrinhos para responder a questão. conectivos também colabora na construção de um texto
coerente: a coesão textual é um importante mecanismo de
estruturação do texto, presente em dois movimentos
essenciais: retrospecção e prospecção. Lembre-se de que a
coerência é um princípio de interpretabilidade, portanto, cabe
a você depreender os sentidos do texto.

Tipos de Coerência

São seis os tipos de coerência: sintática, semântica,


Um enunciado possível em substituição à fala do terceiro temática, pragmática, estilística e genérica. Conhecê-los
quadrinho, em conformidade com a norma- padrão da língua contribui para a escrita de uma boa redação.
portuguesa, é:
(A) Se você ir pelos caminhos da verdade, leve um Coerência sintática: está relacionada com a estrutura
capacete. linguística, como termo de ordem dos elementos, seleção
(B) Caso você vá pelos caminhos da verdade, lembra-se de lexical etc., e também à coesão. Quando empregada,
levar um capacete. eliminamos estruturas ambíguas, bem como o uso inadequado
(C) Se você se mantiver nos caminhos da verdade, leve um dos conectivos.
capacete.
(D) Caso você se mantém nos caminhos da verdade, lembre Coerência semântica: para que a coerência semântica
de levar um capacete. esteja presente em um texto, é preciso, antes de tudo, que o
(E) Ainda que você se mantêm nos caminhos da verdade, texto não seja contraditório, mesmo porque a semântica está
leva um capacete. relacionada com as relações de sentido entre as estruturas.
Para detectar uma incoerência, é preciso que se faça uma
Respostas leitura cuidadosa, ancorada nos processos de analogia e
01.C / 02.C / 03.D / 04.A / 05.C inferência.

Coerência temática: todos os enunciados de um texto


COERÊNCIA precisam ser coerentes e relevantes para o tema, com exceção
das inserções explicativas. Os trechos irrelevantes devem ser
A coerência textual8 não está na superfície do texto: a evitados, impedindo assim o comprometimento da coerência
construção de sentidos será feita de acordo com o temática.
conhecimento prévio de cada leitor
Quando você se propõe a escrever um texto, certamente se Coerência pragmática: refere-se ao texto visto como uma
lembra de quem vai ler, não é verdade? Provavelmente, você sequência de atos de fala. Os textos, orais ou escritos, são
também se lembra de que alguns cuidados devem ser tomados exemplos dessas sequências, portanto, devem obedecer às
para que o leitor compreenda o texto. Nessa tentativa de fazer- condições para a sua realização. Se o locutor ordena algo a
se compreendido, você estabelece alguns padrões mentais que alguém, é contraditório que ele faça, ao mesmo tempo, um
diferem o que é coerente daquilo que não faz o menor sentido, pedido. Quando fazemos uma pergunta para alguém,
certo? esperamos receber como resposta uma afirmação ou uma
Pois bem, intuitivamente, você está seguindo um princípio negação, jamais uma sequência de fala desconectada daquilo
básico para uma boa redação, chamado de coerência textual. que foi indagado. Quando essas condições são ignoradas,
Você pode até não conhecer a exata definição desse elemento temos como resultado a incoerência pragmática.
da linguística textual, mas possivelmente evita construções
ininteligíveis em sua redação e recorre aos seus Coerência estilística: diz respeito ao emprego de uma
conhecimentos sociocognitivos. A coerência é uma variedade de língua adequada, que deve ser mantida do início
conformidade entre fatos ou ideias, próprio daquilo que tem ao fim de um texto para garantir a coerência estilística. A
nexo, conexão, portanto, podemos associá-la ao processo de incoerência estilística não provoca prejuízos para a
construção de sentidos do texto e à articulação das ideias. Por interpretabilidade de um texto, contudo, a mistura de registros
serem os sentidos elementos subjetivos, podemos dizer que a - como o uso concomitante da linguagem coloquial e linguagem
coerência não pode ser delimitada, pois o leitor é o formal - deve ser evitada, principalmente nos textos não
responsável pela constituição dos significados do texto. literários.

Três princípios básicos são necessários para Coerência genérica: refere-se à escolha adequada do
compreendermos melhor o que é coerência textual: gênero textual, que deve estar de acordo com o conteúdo do
1) Princípio da Não Contradição: um texto deve enunciado. Em um anúncio de classificados, a prática social
apresentar situações ou ideias lógicas que em momento algum exige que ele tenha como objetivo ofertar algum serviço, bem
se contradigam; como vender ou comprar algum produto, e que sua linguagem
2) Princípio da Não Tautologia: a tautologia nada mais é seja concisa e objetiva, pois essas são as características
do que um vício de linguagem que repete ideias com palavras essenciais do gênero. Uma ruptura com esse padrão,
diferentes ao longo do texto, o que compromete a transmissão entretanto, é comum nos textos literários, nos quais podemos
da informação; encontrar um determinado gênero assumindo a forma de
3) Princípio da Relevância: um texto com informações outro.
fragmentadas torna as ideias incoerentes, ainda que cada

8 http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/redacao/coerencia-textual.htm http://portugues.uol.com.br/redacao/tipos-coerencia.html

Língua Portuguesa 20
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

É importante ressaltar que em alguns tipos de texto, A incoerência na fala de Calvin sobre a TV pode ser
especialmente nos textos literários, uma ruptura com os tipos explicada através da seguinte figura de linguagem:
de coerência descritos anteriormente pode acontecer. Nos (A) Eufemismo.
demais textos, a coerência contribui para a construção de (B) Hipérbole.
enunciados cuja significação seja aceitável, ajudando na (C) Paradoxo.
compreensão do leitor ou do interlocutor. Todavia, a coerência (D) Ironia.
depende de outros aspectos, como o conhecimento linguístico (E) Personificação.
de quem acessa o conteúdo, a situacionalidade, a
informatividade, a intertextualidade e a intencionalidade. 04.
Oito Anos
Sendo assim não se esqueça que coerência9 é a relação
semântica que se estabelece entre as diversas partes do texto, “Por que você é Flamengo
criando uma unidade de sentido. Está ligada ao entendimento, E meu pai Botafogo
à possibilidade de interpretação daquilo que se ouve ou lê. O que significa
Enquanto a coesão está para os elementos conectores de ideias “Impávido colosso”?
no texto, a coerência está para a harmonia interna do texto e Por que os ossos doem
sentido. enquanto a gente dorme
Por que os dentes caem
Questões Por onde os filhos saem
Por que os dedos murcham
01. Sobre a coerência textual, é incorreto afirmar: quando estou no banho
(A) A coerência é uma conformidade entre fatos ou ideias, Por que as ruas enchem
própria daquilo que tem nexo, conexão, portanto, podemos quando está chovendo
associá-la ao processo de construção de sentidos do texto e à Quanto é mil trilhões
articulação das ideias. vezes infinito
(B) Por serem os sentidos elementos subjetivos, podemos Quem é Jesus Cristo
dizer que a coerência não pode ser delimitada, pois o leitor é o Onde estão meus primos
responsável pela constituição dos significados do texto. Well, well, well
(C) A coerência é imaterial e não está na superfície textual. Gabriel (...)”.
Compreender aquilo que está escrito dependerá dos níveis de
interação entre o leitor, o autor e o texto. Por esse motivo, um (Paula Toller/Dunga. CD Partimpim, de Adriana Calcanhoto, São Paulo,
2004)
mesmo texto pode apresentar múltiplas interpretações.
Julgue as seguintes proposições:
(D) A não contradição, a não tautologia e o princípio da
I. Pode-se dizer que se trata de um conjunto de frases
relevância são elementos básicos que garantem a coerência
textual. interrogativas sem ligação entre si, configurando então um
texto desprovido de coerência.
(E) A coerência textual dispensa o uso adequado dos
II. Embora o texto apresente uma série de interrogações
conectivos, elementos que apenas colaboram para a
estruturação do texto sem apresentar relação direta com a aparentemente sem ligação entre si, existem nele elementos
linguísticos que nos permitem construir a coerência textual.
semântica textual.
III. A letra da canção é constituída por uma “lista” das
perguntas que um filho faz para a mãe, e a sequenciação de
02. Observe a tirinha Calvin e Haroldo, de Bill
perguntas aparentemente desconexas, na verdade, explicita o
Watterson, e responda à questão:
grande número de questionamentos que povoam o imaginário
infantil.
IV. A ausência de elementos sintáticos, como conectivos,
prejudica a construção de sentidos do texto.

(A) Todas estão corretas.


(B) Apenas II e III estão corretas.
(C) Apenas I e IV estão corretas.
(D) Apenas I e III estão corretas.
(E) I, III e IV estão corretas.
Para cada situação interativa existe uma variedade de Gabarito
língua adequada. O falante pode optar pela variedade padrão 01.E / 02.C / 03.D / 04.B
ou pela variedade não padrão.

Sobre o nível de linguagem adotado por Calvin, podemos


afirmar que se trata, em relação aos tipos de coerência, de uma
(A) incoerência pragmática.
(B) incoerência genérica.
(C) incoerência estilística.
(D) incoerência temática.
(E) incoerência semântica.

03. Observe o discurso de Calvin e responda à questão:

A identificação de elementos textuais como as figuras de


linguagem é essencial para a interpretação de textos.

9 PESTANA, Fernando. A gramática para concursos. Elsevier. 2011.

Língua Portuguesa 21
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Generalizamos por meio da indução, ou seja, somando


experiências particulares, algumas vezes de maneira
6. Relação entre as partes inconsciente e outras de maneira deliberada
do texto: causa, consequência,
comparação, conclusão, Explicitação
Explicitação / particularização - quer isto dizer, isto (não)
exemplificação, generalização, significa que, por outras palavras, isto é, por exemplo, ou seja,
particularização. é o caso de, nomeadamente, em particular, a saber, entre
outros, especificamente…

Causa e Consequência: Esta categoria é a organizadora de
seu texto e deve ser utilizada na montagem de sua estrutura.
Atente para a enumeração dos argumentos de acordo com as
tabelas:
1º argumento: causa / causa / causa / consequência.
Questões
2º argumento: causa / causa / consequência /
consequência.
01. Leia o texto e responda à pergunta.
3º argumento: causa / consequência / consequência /
consequência
Um pouco da história de Cecília Meireles
Cecília Meireles é uma das grandes escritoras da literatura
Comparação
brasileira. Ela nasceu no dia 7 de novembro de 1901, na cidade
Analogia e contraste são as duas maneiras de se
do Rio de Janeiro e eu nome completo era Cecília Benevides de
estabelecer a comparação, com a finalidade de comprovar uma
Carvalho Meireles. Sua infância foi marcada pela dor e solidão,
ideia ou opinião. Na analogia, são comuns as expressões: da
pois perdeu a mãe com apenas três anos de idade e o pai não
mesma forma, tal como, tanto quanto, assim como, igualmente.
chegou a conhecer (morreu antes do seu nascimento). Foi
Para estabelecer contraste, empregam-se as expressões: mais
criada pela avó dona Jacinta. Por volta dos nove anos de idade,
que, menos que, melhor que, pior que.
Cecília começou a escrever suas primeiras poesias. Estudiosos
de sua obra dizem que seus poemas encantam os leitores de
Conclusão
todas as idades.
É o ponto de chegada de todas as argumentações elencadas
no desenvolvimento, ou seja, é o fechamento do texto e dos
Qual frase apresenta uma opinião sobre Cecília Meireles?
questionamentos propostos pelo autor.
(A) Foi criada pela avó Dona Jacinta
Na elaboração da conclusão deve-se evitar as construções
(B) Nasceu no dia 7 de novembro de 1901.
padrões como: “Portanto, como já dissemos antes...”,
(C) Perdeu a sua mãe com apenas três anos de idade.
“Concluindo...”, “Em conclusão, ...”.
(D) Seus poemas encantam os leitores de todas as idades.
Exemplificação
02. Leia o fragmento do texto O outro príncipe sapo de Jon
Justifica os pontos de vista através de exemplos. São
Scieszka e responda o que se pede:
expressões comuns nesse tipo de procedimento: mais
importante que, superior a, de maior relevância que. -
Era uma vez um sapo.
Empregam-se também dados estatísticos, acompanhados de
expressões: considerando os dados; conforme os dados
Certo dia, quando estava sentado na sua vitória-régia, viu
apresentados. Faz-se a exemplificação, ainda, pela
uma linda princesa descansando à beira do lago. O sapo pulou
apresentação de causas e consequências, usando-se
dentro da água, foi nadando até ela e mostrou a cabeça por
comumente as expressões: porque, porquanto, pois que, uma
cima das plantas aquáticas. “Perdão, ó linda princesa”, disse ele
vez que, visto que, por causa de, em virtude de, em vista de, por
com sua voz mais triste e patética...
motivo de.
Qual é a opinião do autor a respeito da voz do sapo:
(A) voz mansa e suave
Conectores são expressões que num texto ligam palavras,
(B) estridente e aguda
frases e parágrafos- servem para associar as ideias e
(C) triste e melancólica
estabelecer ligações entre elas.
(D) triste e patética
Generalização
Gabarito
01.D / 02.D
A generalização é um elemento fundamental dentro da
Lógica (o ramo da Filosofia que estuda os princípios da
demonstração e inferência válida) e também no caso da razão
humana. Toda inferência dedutiva válida tem como base
obrigatória a generalização. De todas as maneiras, a 7. Conectivos: classificação,
generalização é um conceito que pode ser aplicado em uso, efeitos de sentido.
diferentes disciplinas.
Ao generalizar, atribuímos a um grupo de coisas que
pertencem ao mesmo gênero algo que já sabemos de alguns de
seus indivíduos, nos abstraímos de detalhes particulares ou
das típicas exceções do caso. Por exemplo, em geral, ainda CONECTORES10
temos um bom clima durante o outono. Referimo-nos assim ao
comum, ao habitual e ao que acontece com maior frequência. Os conectores são, assim, palavras ou expressões que se
utilizam para especificar as relações entre vários segmentos

10 Livro de Gramática "Saber Português Hoje - ensino secundário"

Língua Portuguesa 22
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

linguísticos de um texto - servem para associar as ideias e escondidas, em silêncio, em vão, sem medo, de mansinho, ao
estabelecer ligações entre elas. vivo
O uso correto de conectores permite uma maior coesão Necessidade / obrigação - faz-se mister, é necessário que,
textual e envolve uma compreensão facilitada da globalidade faz-se urgente que, urge que, é preciso que, é dever, torna-se
do texto. imprescindível que
Os conectores pertencem a diversas classes de palavras - Opinião - na minha opinião, a meu ver, em meu entender,
conjunções (ou locuções conjuntivas) coordenativas e parece-me que, estou em crer que…
subordinativas, advérbios (ou locuções adverbiais), Oposição / contraste - mas, porém, todavia, contudo,
preposições (ou locuções prepositivas), expressões adjetivas entretanto, no entanto, senão (= mas sim) contrariamente, em
ou até orações completas. vez de, ao invés de, pelo contrário, por oposição, oposto,
opostamente, doutro modo, ao contrário, não obstante, por
Tipos de Conectores outro lado…
Proporção / proporcionalidade - ao passo que, à medida
Adição - e, nem, pois, além disso, e ainda, não só…mas que, à proporção que, quanto mais, tanto mais, enquanto
também, como ainda, bem como…assim como, por um Reafirmação / confirmação / resumo - ou seja, ou
lado…por outro lado, depois, logo após, finalmente, em melhor, ou antes, isto é, digo, por assim dizer, por outras
primeiro lugar, em segundo lugar, do mesmo modo, palavras, com efeito, efetivamente, na verdade, de fato, de tato,
igualmente, de igual modo, da mesma maneira, de igual em suma, em resumo, resumidamente…
maneira, de novo, novamente, também, primeiramente, da Reformulação - quer dizer, mais corretamente, mais
mesma forma, de igual forma, ultimamente, opostamente, de precisamente, ou melhor, dito de outro modo, numa palavra,
modo oposto, de maneira oposta, por último… noutros termos, por outras palavras…
Alternativa - ou, ou...ou, ora…ora, já...já, seja...seja, Razão / motivo / causa - porque, já que, visto que, uma
quer…quer, talvez...talvez, não...nem, em alternativa… vez que, porquanto, como (= porque), na medida em que,
Certeza / afirmação - certamente, é evidente que, com devido a, em virtude de, em razão de, em vista de, tendo em
certeza, decerto, naturalmente, que, sem dúvida, sem dúvida vista que, em face de, em decorrência de
que, de certo, é óbvio que, evidentemente, obviamente, Sequência - começando, primeiramente, para começar,
verdadeiramente, de verdade, verdadeiro, realmente, exato, em primeiro lugar, num primeiro momento, antes de, em
exatamente, com exatidão… segundo lugar, em seguida, logo após, depois de, por último,
Conformidade - consoante, conforme, segundo, como, de concluindo, para terminar, em conclusão, em síntese,
acordo com finalizando…
Comparação - como, também, conforme, tanto…quanto, Sequência temporal - Hoje, ontem, agora, amanhã, ainda,
tal como, assim como, bem como, pela mesma razão, de forma cedo, depois, tarde, antes
idêntica, de forma similar… Sequência geográfica / espacial - Aqui, ali, aí, lá, perto,
Concessão - embora, conquanto, ainda que, mesmo que, longe, dentro, fora, à direita, à esquerda, à frente, acima,
mesmo quando, se bem que, apesar de, ainda assim, mesmo abaixo, à distância, de longe, de perto
assim, por mais que, de qualquer forma, posto que, malgrado, Tempo - quando, enquanto, até que, antes que, logo que,
não obstante, inobstante, em que pese, independentemente assim que, depois que, sempre que, desde que, desde quando,
de… todas as vezes, senão quando, ao tempo que, mal...
Conclusão / síntese / resumo - pois, portanto, por Negação - não, nunca, tampouco, jamais, nada, ninguém,
conseguinte, assim, logo, enfim, concluindo, conclusivamente, de modo algum, de jeito nenhum, em hipótese alguma
em conclusão, em síntese, consequentemente, em Ordem - ultimamente, primeiramente, antes, depois...
consequência, por outras palavras, ou seja, em resumo, ou Designação - eis, vede, aqui está...
melhor, pois, por isso, deste modo, em suma, sintetizando, Realce / função expletiva - cá, lá, só, é que, ainda, mas...
finalizando… Inclusão / exclusão - também, até, mesmo, inclusive, só,
Condição - se, caso, desde que, contanto que, exceto se, salvo, menos, apenas, senão, exclusive, fora, tirante, sequer...
salvo se, a menos que, a não ser que, sem que, uma vez que Intensidade / quantidade - muito, pouco, bastante, mais,
(seguida de verbo no subjuntivo) menos, tão, tanto, quase, demais...
Confirmação - com efeito, efetivamente, na verdade, de
fato, factualmente, verdade, verdadeiramente, óbvio, Questões
obviamente…
Consequência - pelo que, de modo que, de forma que, de 01. (DPE/DF - Assistência Judiciária - FGV)
maneira que, de sorte que, de jeito que, daí que, tão… que, tal...
que, tanto... que, tamanho... que, por tudo isso, Estética ou erótica?
consequentemente, por conseguinte, como consequência…
Dúvida - Talvez, possivelmente, provavelmente, é possível Será que o calor excessivo deste verão está
que, é provável que, porventura, quiçá, acaso, quem sabe, por exasperando o animus beligerante das pessoas? Em carta ao
certo… jornal, a leitora Mariúza Peralva apontou a disposição do povo
Explicitação / particularização - quer isto dizer, isto de agir por conta própria e fazer justiça com as próprias mãos
(não) significa que, por outras palavras, isto é, por exemplo, ou como sintoma de descrença nos políticos e nas instituições:
seja, é o caso de, nomeadamente, em particular, a saber, entre “Coloca fogo em pneus, quebra ônibus, quebra vitrines, ataca a
outros, especificamente… polícia que, em princípio, existe para protegê-lo, joga pedra,
Finalidade / intencionalidade - com o fim de, com rojão ou o que estiver à mão para fazer suas reivindicações.” Já
intuito, para (que), a fim de (que), com o objetivo de, de forma o leitor Cláudio Bittencourt escreveu discordando: “Quem
a, com o fim / com o objetivo de / com o propósito de / com pratica tais barbaridades não é povo.” De qualquer maneira,
intuito de / com a intenção de, com o fito de, que, porque (= são cada vez mais evidentes os sinais de uma cultura da
para que)… violência que tem se manifestado, com vários graus de
Modo / forma / maneira - bem, mal, assim, depressa, agressividade, nas brigas de trânsito, nos conflitos das torcidas
devagar, melhor, pior, rapidamente, calmamente, facilmente e nos estádios, nas discussões de rua chegando às vias de fato.
a maioria dos advérbios terminados em -mente, à toa, à (...) Diferentemente dos atos de violência cotidiana, que
vontade, às claras, às escuras, às pressas, à francesa, às pelo menos não se mascara de justa ou pedagógica, há ainda o

Língua Portuguesa 23
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

vandalismo dos black blocs, cuja ação iconoclasta contra No que se refere ao emprego de conectores no texto,
símbolos do capitalismo é apresentada como uma “estética”, assinale a alternativa correta.
conforme uma autodefinição, que parece desconhecer os (A) A conjunção “e” está empregada, no período, com
estragos pouco estéticos que são feitos à imagem das sentido adversativo, podendo ser correta e coerentemente
manifestações, sem falar na morte do cinegrafista. Aliás, substituída por mas.
segundo alguns, os nossos mascarados se inspiram menos nos (B) O vocábulo “Assim” poderia ser coerentemente
anarquistas e mais nos fascistas italianos do tempo de substituído por Portanto.
Mussolini. Pelo menos, a justificativa ideológica é parecida (C) A locução “já que” introduz oração que indica
com o discurso dos adeptos do Futurismo, movimento que foi circunstância de consequência em relação à anterior.
criado pelo escritor Tommaso Marinetti como vanguarda (D) O vocábulo “como” está empregado, no período, com
artística, que desprezando o passado e a tradição (considerava valor causal.
os museus cemitérios), exaltava a guerra como “única higiene (E) A expressão “Além disso” poderia ser substituída, sem
do mundo”. Para os futuristas, o fascismo era a realização prejuízo da coerência das ideias do texto, por Contudo.
mínima do seu programa político que, por meio de uma nova
linguagem capaz de exprimir a experiência da violência, da 03. (Câmara de Salvador/BA - Analista Legislativo
velocidade e do progresso técnico, pretendia transformar o Municipal - FGV/2018)
senso estético de uma sociedade “anacrônica”.
Lembrando as cenas dos jovens mascarados atirando Prioridade à cultura
pedras ou se atirando eles mesmos contra as vitrines, pode-se Chico D’Ângelo, O Globo, 22/11/2017 (adaptado)
concluir que essa coreografia da destruição é, mais do que uma
estética, uma “erótica” da violência, pelo prazer mórbido com A resistência ao desmonte da cultura em cenário de crises
que é praticada. graves não se dá por acaso. Mesmo num contexto em que o
(Zuenir Ventura, O Globo, 22/02/2014) governo trabalhe pela extinção de uma série de políticas e
pilares que sustentam a cultura brasileira, os atos em defesa
A alternativa em que os conectores sublinhados desta são vistos com desdém. É muito comum que, em
apresentam o mesmo valor semântico é: situações diversas, generalize-se a opinião de que políticas
(A) “Em carta ao jornal, a leitora...” / “Coloca fogo em públicas para a cultura não devem ser prioritárias. Combater
pneus,...” essa generalização equivocada é urgente.
(B) “...ação iconoclasta contra símbolos do capitalismo...” / O Brasil precisa ampliar as discussões sobre a cultura, em
“...atirando eles mesmos contra as vitrines...” vez de abandoná-las. A desidratação frequente que a gestão
(C) “...fazer justiça com as próprias mãos...” / “...é parecida pública do setor vem sofrendo inibe a consolidação de
com o discurso dos adeptos do futurismo” mecanismos de mapeamento contínuo da economia da
(D) “...existe para protegê-lo...” / “...para fazer suas cultura, capazes de garantir o acesso da população aos bens
reivindicações...” culturais.
(E) “...a disposição do povo de agir por conta própria...” /
“por meio de uma nova linguagem...” Muitos conectores possuem o mesmo sentido de outros
conectores; a frase abaixo em que essa substituição foi
02. (CONTER - Assistente Administrativo JR - realizada de forma adequada é:
Quadrix/2017) Na era da informação e de uma economia (A)“Mesmo num contexto...” / Portanto num contexto...
cada vez mais global, as novas descobertas tecnológicas se (B) “...trabalhe pela extinção...” / ...trabalha com a
superam em uma velocidade sem precedentes na história. extinção...
Nesse cenário, os desafios e as exigências que o mercado (C) “...as políticas puras para a cultura...” / as políticas
apresenta aos profissionais de radiologia e às instituições de puras em direção à cultura;
saúde requerem flexibilidade e capacidade de absorção rápida (D)“...ampliar as discussões sobre a cultura...” / ampliar as
das inovações do setor. Assim, o técnico em radiologia deve discussões a fim da cultura;
investir no constante aprendizado para o manejo das novas (E) “...em vez de abandoná-las” / em lugar de abandoná-las.
tecnologias, levando em consideração a evolução permanente
dos processos na medicina diagnóstica. Nesse contexto, a Gabarito
aquisição de expertise na radiologia digital é fundamental, já
que a substituição do filme radiográfico pela representação 01. D / 02. B / 03. E
computadorizada facilita o trabalho do profissional em
diversas vertentes, tais como: a possibilidade de ajustes Comentários
(contrastes) ou ampliação de imagens; o armazenamento das
imagens em nuvem, que permite sua visualização por meio de 01. Resposta: D
qualquer dispositivo com acesso à Internet; e o A) “Em carta ao jornal, a leitora...” / “Coloca fogo em
compartilhamento das imagens digitalizadas entre outros pneus,...” (meio / lugar).
profissionais (mesmo que estejam fora das instituições), que B) “...ação iconoclasta contra símbolos do capitalismo...” /
facilita o processo de tomada de decisão. Além disso, os “...atirando eles mesmos contra as vitrines...” (oposição /
avanços tecnológicos na área da radiologia favorecem a direção).
redução significativa da dose de exposição dos pacientes à C) “...fazer justiça com as próprias mãos...” / “...é parecida
radiação, a diminuição de custos, devido à eliminação de filmes com o discurso dos adeptos do futurismo” (instrumento /
radiográficos, a diminuição dos danos socioambientais comparação).
provocados pelo uso do filme e de reveladores químicos e a D) “...existe para protegê-lo...” / “...para fazer suas
redução do tempo de espera para a emissão de laudos e para a reivindicações...” (finalidade / finalidade).
realização de diagnósticos. A tecnologia permite ainda a E) “...a disposição do povo de agir por conta própria...” /
elaboração de laudos por reconhecimento de voz e a “por meio de uma nova linguagem...” (causa / meio)
organização automática na distribuição de equipamentos e
salas ociosas (benefícios dos sistemas de gestão, geração de 02. Resposta: B
laudos, armazenamento e compartilhamento de imagens). Ambas palavras destacadas são conjunções coordenativas
conclusivas, que ligam a oração anterior a uma oração que

Língua Portuguesa 24
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

expressa ideia de conclusão ou consequência. São elas: logo, As orações coordenadas são classificadas em assindéticas
pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, por isso, e sindéticas.
assim. - As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando
não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo:
03. Resposta: E Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram.
A) “Mesmo num contexto...” / AINDA num contexto... OCA OCA OCA
B) “...trabalhe pela extinção...” / ...TRABALHE A FIM DE
EXTINGUIR... “Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado de
C) “...as políticas puras para a cultura...” / as políticas puras Assis)
COM RELAÇÃO à cultura; “A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.”
D) “...ampliar as discussões sobre a cultura...” / ampliar as (Antônio Olavo Pereira)
discussões ACERCA da cultura; “O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.”
E) “...em vez de abandoná-las” / EM LUGAR de abandoná- (Coelho Neto)
las.
- As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando
vêm introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo:
O homem saiu do carro / e entrou na casa.
8. Coordenação e OCA OCS
subordinação: classificação,
As orações coordenadas sindéticas são classificadas de
usos no texto. acordo com o sentido expresso pelas conjunções
coordenativas que as introduzem. E podem ser:

Período - Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não


só... mas também, não só... mas ainda.
Toda frase com uma ou mais orações constitui um período, Saí da escola / e fui à lanchonete.
que se encerra com ponto de exclamação, interrogação ou OCA OCS Aditiva
reticências.
O período de uma oração pode ser: simples quando só traz Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma
uma oração, também conhecida como oração absoluta; ou conjunção que expressa ideia de acréscimo ou adição com
composto quando traz mais de uma oração. Exemplo: referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção
Pegou fogo no prédio. (Período simples, oração absoluta.) coordenativa aditiva.
Quero que você aprenda. (Período composto.)
O menino comprou pães e um leite.
Existe uma maneira prática de saber quantas orações há As crianças não gritavam e nem choravam.
num período, e para isso basta contar os verbos ou locuções Os celulares não somente instruem mas também
verbais. Num período haverá tantas orações quantos forem os divertem.
verbos ou as locuções verbais neles existentes. Exemplos:
- Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas,
Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração) porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto.
Quero que você aprenda. (dois verbos, duas orações)
Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma Estudei bastante / mas não passei no teste.
oração) OCA OCS Adversativa
Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas
locuções verbais, duas orações) Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma
conjunção que expressa ideia de oposição à oração anterior, ou
Há três tipos de período composto: por coordenação, por seja, por uma conjunção coordenativa adversativa.
subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo
tempo (também chamada de período misto). O aluno é estudioso, porém, suas notas são baixas.
“É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles)
Período Composto por Coordenação – Orações
Coordenadas - Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto,
por isso, pois, logo.
Considere, por exemplo, este período composto:
Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gratidão.
tempos de infância. OCA OCS Conclusiva
1ª oração: Passeamos pela praia
2ª oração: brincamos Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma
3ª oração: recordamos os tempos de infância conjunção que expressa ideia de conclusão de um fato
As três orações que compõem esse período têm sentido enunciado na oração anterior, ou seja, por uma conjunção
próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência coordenativa conclusiva.
sintática: elas são independentes. Há entre elas, é claro, uma
relação de sentido, mas, como já dissemos, uma não depende Vives mentindo; logo, não mereces fé.
da outra sintaticamente. Não tenho dinheiro, portanto não posso pagar.
As orações independentes de um período são chamadas de
orações coordenadas (OC), e o período formado só de - Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou... ou,
orações coordenadas é chamado de período composto por ora... ora, seja... seja, quer... quer.
coordenação.
Seja mais educado / ou retire-se da reunião!
OCA OCS Alternativa

Língua Portuguesa 25
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Respostas
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma
conjunção que estabelece uma relação de alternância ou 01. Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões
escolha com referência à oração anterior, ou seja, por uma surgiram.
conjunção coordenativa alternativa. Não durma sem cobertor, pois a noite está fria.
Quero desculpar-me, mas consigo encontrá-los.
Cale-se agora ou nunca mais fale.
Ora colocava a luca, ora a retirava. 02. E\03. C\04. B

- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que, 05. Os dias já eram quentes, mas a água do mar ainda
porque, pois, porquanto. estava fria, por isso as praias permaneciam desertas.
Vamos andar depressa / que estamos atrasados.
OCA OCS Explicativa Período Composto por Subordinação
Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção Observe os termos destacados em cada uma destas
que expressa ideia de explicação, de justificativa em relação à orações:
oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa Vi uma cena triste. (adjunto adnominal)
explicativa. Todos querem sua participação. (objeto direto)
Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial de
Não comprei o carro, porque estava muito caro. causa)
Cumprimente-a, pois hoje é o seu aniversário.
Veja, agora, como podemos transformar esses termos em
Questões orações com a mesma função sintática:
Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordinada
01. Relacione as orações coordenadas por meio de com função de adjunto adnominal)
conjunções: Todos querem / que você participe. (oração subordinada
(A) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões com função de objeto direto)
surgiram. Não pude sair / porque estava chovendo. (oração
(B) Não durma sem cobertor. A noite está fria. subordinada com função de adjunto adverbial de causa)
(C) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los.
Em todos esses períodos, a segunda oração exerce uma
02. Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o certa função sintática em relação à primeira, sendo, portanto,
marulhar das ondas...” a partícula como expressa uma ideia de: subordinada a ela. Quando um período é constituído de pelo
(A) causa menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a
(B) explicação subordinada) depende sintaticamente da outra (principal), ele
(C) conclusão é classificado como período composto por subordinação.
(D) proporção As orações subordinadas são classificadas de acordo com a
(E) comparação função que exercem: adverbiais, substantivas e adjetivas.

03. “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, oração Orações Subordinadas Adverbiais (OSA)
sublinhada pode indicar uma ideia de: São aquelas que exercem a função de adjunto adverbial da
(A) concessão oração principal (OP). São classificadas de acordo com a
(B) oposição conjunção subordinativa que as introduz:
(C) condição
(D) lugar - Causais: expressam a causa do fato enunciado na oração
(E) consequência principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que,
visto que.
04. Assinale a sequência de conjunções que estabelecem, Não fui à escola / porque fiquei doente.
entre as orações de cada item, uma correta relação de sentido. OP OSA Causal
1. Correu demais, ... caiu.
2. Dormiu mal, ... os sonhos não o deixaram em paz. O tambor soa porque é oco.
3. A matéria perece, ... a alma é imortal. Como não me atendessem, repreendi-os severamente.
4. Leu o livro, ... é capaz de descrever as personagens com Como ele estava armado, ninguém ousou reagir.
detalhes. “Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo de
5. Guarde seus pertences, ... podem servir mais tarde. Sousa)

(A) porque, todavia, portanto, logo, entretanto - Condicionais: expressam hipóteses ou condição para a
(B) por isso, porque, mas, portanto, que ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se,
(C) logo, porém, pois, porque, mas contanto que, a menos que, a não ser que, desde que.
(D) porém, pois, logo, todavia, porque Irei à sua casa / se não chover.
(E) entretanto, que, porque, pois, portanto OP OSA Condicional

05. Reúna as três orações em um período composto por Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos
coordenação, usando conjunções adequadas. ofensores.
Se o conhecesses, não o condenarias.
Os dias já eram quentes. “Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond
A água do mar ainda estava fria. de Andrade)
As praias permaneciam desertas. A cápsula do satélite será recuperada, caso a experiência
tenha êxito.

Língua Portuguesa 26
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

- Concessivas: expressam ideia ou fato contrário ao da tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado
oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização. com menos ou mais).
Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais Ela é bonita / como a mãe.
que, mesmo que. OP OSA Comparativa
Ela saiu à noite / embora estivesse doente.
OP OSA Concessiva A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o
Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto que ferro.” (Marquês de Maricá)
ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente. Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro.
Embora não possuísse informações seguras, ainda Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram.
assim arriscou uma opinião. Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu à
Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mesmo luz daquele olhar.
quando ou ainda quando ou mesmo que) todos nos
critiquem. Obs.: As orações comparativas nem sempre apresentam
Por mais que gritasse, não me ouviram. claramente o verbo, como no exemplo acima, em que está
subentendido o verbo ser (como a mãe é).
- Conformativas: expressam a conformidade de um fato
com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo. - Proporcionais: expressam uma ideia que se relaciona
O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado. proporcionalmente ao que foi enunciado na principal.
OP OSA Conformativa Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que,
quanto mais, quanto menos.
O homem age conforme pensa. Quanto mais reclamava / menos atenção recebia.
Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi. OSA Proporcional OP
Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas.
O jornal, como sabemos, é um grande veículo de À medida que se vive, mais se aprende.
informação. À proporção que avançávamos, as casas iam rareando.
O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai
- Temporais: acrescentam uma circunstância de tempo ao diminuindo.
que foi expresso na oração principal. Conjunções: quando,
assim que, logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal Orações Subordinadas Substantivas
(=assim que). As orações subordinadas substantivas (OSS) são
Ele saiu da sala / assim que eu cheguei. aquelas que, num período, exercem funções sintáticas
OP OSA Temporal próprias de substantivos, geralmente são introduzidas pelas
conjunções integrantes que e se. Elas podem ser:
Formiga, quando quer se perder, cria asas.
“Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: é
esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti) aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração
“Quando os tiranos caem, os povos se levantam.” principal. Observe: O grupo quer a sua ajuda. (objeto direto)
(Marquês de Maricá) O grupo quer / que você ajude.
Enquanto foi rico, todos o procuravam. OP OSS Objetiva Direta

- Finais: expressam a finalidade ou o objetivo do que foi O mestre exigia que todos estivessem presentes. (= O
enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de mestre exigia a presença de todos.)
que, porque (=para que), que. Mariana esperou que o marido voltasse.
Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar. Ninguém pode dizer: Desta água não beberei.
OP OSA Final O fiscal verificou se tudo estava em ordem.

“O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.” - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: é
(Marquês de Maricá) aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da
Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor. oração principal. Observe: Necessito de sua ajuda. (objeto
“Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que = indireto)
para que) Necessito / de que você me ajude.
“Instara muito comigo não deixasse de frequentar as OP OSS Objetiva Indireta
recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse =
para que não deixasse) Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho à sua
viagem.)
- Consecutivas: expressam a consequência do que foi Aconselha-o a que trabalhe mais.
enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como Daremos o prêmio a quem o merecer.
(= porque), pois que, visto que. Lembre-se de que a vida é breve.
A chuva foi tão forte / que inundou a cidade.
OP OSA Consecutiva - Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: é aquela
que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal.
Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos. Observe :É importante sua colaboração. (sujeito)
“A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.” É importante / que você colabore.
(José J. Veiga) OP OSS Subjetiva
De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais.
As notícias de casa eram boas, de maneira que pude A oração subjetiva geralmente vem:
prolongar minha viagem. - Depois de um verbo de ligação + predicativo, em
construções do tipo é bom ,é útil ,é certo ,é conveniente, etc.
- Comparativas: expressam ideia de comparação com Ex.: É certo que ele voltará amanhã.
referência à oração principal. Conjunções: como, assim como,

Língua Portuguesa 27
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

- Depois de expressões na voz passiva, como sabe-se, conta- principal. Observe como podemos transformar um adjunto
se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade. adnominal em oração subordinada adjetiva:
- Depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir, Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal)
ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada
seguidos das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos adjetiva)
participem da reunião.
As orações subordinadas adjetivas são sempre
É necessário que você colabore. (= Sua colaboração é introduzidas por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem,
necessária.) etc.) e podem ser classificadas em:
Parece que a situação melhorou.
Aconteceu que não o encontrei em casa. - Subordinadas Adjetivas Restritivas: são restritivas
Importa que saibas isso bem. quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que
se referem. Exemplo:
- Oração Subordinada Substantiva Completiva O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar.
Nominal: É aquela que exerce a função de complemento OP OSA Restritiva
nominal de um termo da oração principal. Observe: Estou
convencido de sua inocência. (complemento nominal) Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar especifica
Estou convencido / de que ele é inocente. o sentido do substantivo cantor, indicando que o público não
OP OSS Completiva Nominal aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º
lugar. Exemplo:
Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à prisão
dele.) Pedra que rola não cria limo.
Estava ansioso por que voltasses. Os animais que se alimentam de carne chamam-se
Sê grato a quem te ensina. carnívoros.
“Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas
cedo.” (Graciliano Ramos) escreveram.
“Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário
- Oração Subordinada Substantiva Predicativa: é Mariano)
aquela que exerce a função de predicativo do sujeito da oração
principal, vindo sempre depois do verbo ser. Observe: O - Subordinadas Adjetivas Explicativas: são explicativas
importante é sua felicidade. (predicativo) quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se
O importante é / que você seja feliz. referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem
OP OSS Predicativa restringi-lo ou especificá-lo. Exemplo:
Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.) O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, / lançou um
Minha esperança era que ele desistisse. novo livro.
Meu maior desejo agora é que me deixem em paz. OP OSA Explicativa OP
Não sou quem você pensa.
Deus, que é nosso pai, nos salvará.
- Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela Valério, que nasceu rico, acabou na miséria.
que exerce a função de aposto de um termo da oração Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho.
principal. Observe: Ele tinha um sonho a união de todos em Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assaltado.
benefício do país. (aposto) Observação: As explicativas são isoladas por pausas, que
Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício na escrita se indicam por vírgulas.11
do país.
OP OSS Apositiva Orações Reduzidas
Observe que as orações subordinadas eram sempre
Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo uma introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e
coisa: a sua felicidade) apresentavam o verbo na forma do indicativo ou do
Só lhe peço isto: honre o nosso nome. subjuntivo. Além desse tipo de orações subordinadas há
“Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: outras que se apresentam com o verbo numa das formas
de que virias a morrer...” (Osmã Lins) nominais (infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplos:
“Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum
motivo oculto?” (Machado de Assis) Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês.
As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de (infinitivo)
dois-pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercaladas à Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio)
oração principal. Exemplo: Seu desejo, que o filho Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
recuperasse a saúde, tornou-se realidade. (particípio)

Observação: Além das conjunções integrantes que e se, as As orações subordinadas que apresentam o verbo numa
orações substantivas podem ser introduzidas por outros das formas nominais são chamadas de reduzidas.
conectivos, tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos: Para classificar a oração que está sob a forma reduzida,
Não sei quando ele chegou. devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo:
Diga-me como resolver esse problema. colocamos a conjunção ou o pronome relativo adequado ao
sentido e passamos o verbo para uma forma do indicativo ou
Orações Subordinadas Adjetivas subjuntivo, conforme o caso. A oração reduzida terá a mesma
As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem a classificação da oração desenvolvida.
função de adjunto adnominal de algum termo da oração
Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês.

11 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004.

Língua Portuguesa 28
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Quando entrei na escola, / encontrei o professor de (D) coordenada sindética conclusiva


inglês. (E) coordenada sindética explicativa
OSA Temporal
Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial 02. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude inventada. Há
temporal, reduzida de infinitivo. reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na
realidade.” A oração sublinhada é:
Precisando de ajuda, telefone-me. (A) adverbial conformativa
Se precisar de ajuda, / telefone-me. (B) adjetiva
OSA Condicional (C) adverbial consecutiva
Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial (D) adverbial proporcional
condicional, reduzida de gerúndio. (E) adverbial causal

Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário. 03. “Esses produtos podem ser encontrados nos
Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para o supermercados com rótulos como ‘sênior’ e com
vestiário. características adaptadas às dificuldades para mastigar e para
OSA Temporal engolir dos mais velhos, e preparados para se encaixar em seus
Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal, hábitos de consumo”. O segmento “para se encaixar” pode ter
reduzida de particípio. sua forma verbal reduzida adequadamente desenvolvida em
(A) para se encaixarem.
Observações: (B) para seu encaixotamento.
- Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de (C) para que se encaixassem.
desenvolvimento. Há casos também de orações reduzidas (D) para que se encaixem.
fixas, isto é, orações reduzidas que não são passíveis de (E) para que se encaixariam.
desenvolvimento. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa
cidade. 04. A palavra “se” é conjunção integrante (por introduzir
- O infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das
orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal. orações seguintes?
Exemplos: (A) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão.
Preciso terminar este exercício. (B) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo.
Ele está jantando na sala. (C) O aluno fez-se passar por doutor.
Essa casa foi construída por meu pai. (D) Precisa-se de operários.
- Uma oração coordenada também pode vir sob a forma (E) Não sei se o vinho está bom.
reduzida. Exemplo:
O homem fechou a porta, saindo depressa de casa. 05. “Lembro-me de que ele só usava camisas brancas.” A
O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. (oração oração sublinhada é:
coordenada sindética aditiva) (A) subordinada substantiva completiva nominal
Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de (B) subordinada substantiva objetiva indireta
gerúndio. (C) subordinada substantiva predicativa
Qual é a diferença entre as orações coordenadas (D) subordinada substantiva subjetiva
explicativas e as orações subordinadas causais, já que ambas (E) subordinada substantiva objetiva direta
podem ser iniciadas por que e porquê? Às vezes não é fácil
estabelecer a diferença entre explicativas e causais, mas como Respostas
o próprio nome indica, as causais sempre trazem a causa de 01.B \ 02.A \ 03.D \ 04.E \ 05.B
algo que se revela na oração principal, que traz o efeito.
Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre a
oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes, 9. Verbos: pessoa, número,
imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal.
Essa noção de causa e efeito não existe no período
tempo e modo. 10. Vozes
composto por coordenação. Exemplo: verbais. Transitividade verbal
Rosa chorou porque levou uma surra. Está claro que a e nominal.
oração iniciada pela conjunção é causal, visto que a surra foi
sem dúvida a causa do choro, que é efeito.
Rosa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. O Verbo
período agora é composto por coordenação, pois a oração
iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se É a palavra que indica ação, movimento, fenômenos da
revelou na coordena anterior. Não existe aí relação de causa e natureza, estado, mudança de estado. Flexiona-se em:
efeito: o fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é - número (singular e plural);
causa de ela ter chorado. - pessoa (primeira, segunda e terceira);
- modo (indicativo, subjuntivo e imperativo, formas
Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto. nominais: gerúndio, infinitivo e particípio);
OP OSA Comparativa OSA Condicional - tempo (presente, passado e futuro);
- e apresenta voz (ativa, passiva, reflexiva).
Questões
De acordo com a vogal temática, os verbos estão agrupados
01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que em três conjugações:
estava para ser mãe”, a oração destacada é: 1ª conjugação – ar: cantar, dançar, pular.
(A) subordinada substantiva objetiva indireta 2ª conjugação – er: beber, correr, entreter.
(B) subordinada substantiva completiva nominal 3ª conjugação – ir: partir, rir, abrir.
(C) subordinada substantiva predicativa

Língua Portuguesa 29
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

O verbo pôr e seus derivados (repor, depor, dispor, - Modo Subjuntivo: a atitude do falante é de incerteza, de
compor, impor) pertencem a 2ª conjugação devido à sua dúvida, exprime uma possibilidade. O subjuntivo expressa
origem latina poer. uma incerteza, dúvida, possibilidade, hipótese. Apresenta
presente, pretérito imperfeito e futuro. Ex: Tenha paciência,
Elementos Estruturais do Verbo Lourdes; Se tivesse dinheiro compraria um carro zero;
As formas verbais apresentam três elementos em sua Quando o vir, dê lembranças minhas.
estrutura: radical, vogal temática e tema. - Modo Imperativo: a atitude do falante é de ordem, um
Radical: elemento mórfico (morfema) que concentra o desejo, uma vontade, uma solicitação. Indica uma ordem, um
significado essencial do verbo. Observe as formas verbais da pedido, uma súplica. Apresenta imperativo afirmativo e
1ª conjugação: contar, esperar, brincar. Flexionando esses imperativo negativo.
verbos, nota-se que há uma parte que não muda, e que nela
está o significado real do verbo. Emprego dos Tempos do Indicativo
cont é o radical do verbo contar; - Presente do Indicativo: para enunciar um fato
esper é o radical do verbo esperar; momentâneo. Ex.: Estou feliz hoje. Para expressar um fato que
brinc é o radical do verbo brincar. ocorre com frequência. Ex.: Eu almoço todos os dias na casa de
minha mãe. Na indicação de ações ou estados permanentes,
Se tirarmos as terminações ar, er, ir do infinitivo dos verdades universais. Ex.: A água é incolor, inodora, insípida.
verbos, teremos o radical desses verbos. Também podemos - Pretérito Imperfeito: para expressar um fato passado,
antepor prefixos ao radical: desnutrir / reconduzir. não concluído. Ex.: Nós comíamos pastel na feira; Eu cantava
muito bem.
Vogal Temática: é o elemento mórfico que designa a qual - Pretérito Perfeito: é usado na indicação de um fato
conjugação pertence o verbo. Há três vogais temáticas: 1ª passado concluído. Ex.: Cantei, dancei, pulei, chorei, dormi...
conjugação: a; 2ª conjugação: e; 3ª conjugação: i. - Pretérito Mais-Que-Perfeito: expressa um fato passado
anterior a outro acontecimento passado. Ex.: Nós cantáramos
Tema: é o elemento constituído pelo radical mais a vogal no congresso de música.
temática. Ex.: contar - cont (radical) + a (vogal temática) = - Futuro do Presente: na indicação de um fato realizado
tema. Se não houver a vogal temática, o tema será apenas o num instante posterior ao que se fala. Ex.: Cantarei domingo
radical (contei = cont ei). no coro da igreja matriz.
- Futuro do Pretérito: para expressar um acontecimento
Desinências: são elementos que se juntam ao radical, ou posterior a um outro acontecimento passado. Ex.: Compraria
ao tema, para indicar as flexões de modo e tempo, desinências um carro se tivesse dinheiro
modo temporais e desinências número pessoais.
1ª Conjugação: -AR
Contávamos Presente: danço, danças, dança, dançamos, dançais,
Cont = radical dançam.
a = vogal temática Pretérito Perfeito: dancei, dançaste, dançou, dançamos,
va = desinência modo temporal dançastes, dançaram.
mos = desinência número pessoal Pretérito Imperfeito: dançava, dançavas, dançava,
dançávamos, dançáveis, dançavam.
Flexões Verbais Pretérito Mais-Que-Perfeito: dançara, dançaras, dançara,
Flexão de número e de pessoa: o verbo varia para indicar dançáramos, dançáreis, dançaram.
o número e a pessoa. Futuro do Presente: dançarei, dançarás, dançará,
- eu estudo – 1ª pessoa do singular; dançaremos, dançareis, dançarão.
- nós estudamos – 1ª pessoa do plural; Futuro do Pretérito: dançaria, dançarias, dançaria,
- tu estudas – 2ª pessoa do singular; dançaríamos, dançaríeis, dançariam.
- vós estudais – 2ª pessoa do plural;
- ele estuda – 3ª pessoa do singular;
2ª Conjugação: -ER
- eles estudam – 3ª pessoa do plural.
Presente: como, comes, come, comemos, comeis, comem.
Pretérito Perfeito: comi, comeste, comeu, comemos,
- Algumas regiões do Brasil, usam o pronome tu de forma
comestes, comeram.
diferente da fala culta, exigida pela gramática oficial, ou seja,
Pretérito Imperfeito: comia, comias, comia, comíamos,
tu foi, tu pega, tu tem, em vez de: tu fostes, tu pegas, tu tens.
comíeis, comiam.
- O pronome vós aparece somente em textos literários ou
bíblicos. Pretérito Mais-Que-Perfeito: comera, comeras, comera,
- Os pronomes: você, vocês, que levam o verbo na 3ª comêramos, comêreis, comeram.
pessoa, é o mais usado no Brasil. Futuro do Presente: comerei, comerás, comerá,
comeremos, comereis, comerão.
Flexão de tempo e de modo: os tempos situam o fato ou a Futuro do Pretérito: comeria, comerias, comeria,
ação verbal dentro de determinado momento; pode estar em comeríamos, comeríeis, comeriam.
plena ocorrência, pode já ter ocorrido ou não. Essas três
possibilidades básicas, mas não únicas, são: presente, 3ª Conjugação: -IR
pretérito e futuro. Presente: parto, partes, parte, partimos, partis, partem.
Pretérito Perfeito: parti, partiste, partiu, partimos,
O modo indica as diversas atitudes do falante com relação partistes, partiram.
ao fato que enuncia. São três os modos: Pretérito Imperfeito: partia, partias, partia, partíamos,
- Modo Indicativo: a atitude do falante é de certeza, partíeis, partiam.
precisão. O fato é ou foi uma realidade. Apresenta presente, Pretérito Mais-Que-Perfeito: partira, partiras, partira,
pretérito perfeito, imperfeito e mais que perfeito, futuro do partíramos, partíreis, partiram.
presente e futuro do pretérito. Futuro do Presente: partirei, partirás, partirá, partiremos,
partireis, partirão.

Língua Portuguesa 30
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Futuro do Pretérito: partiria, partirias, partiria, Imperativo negativo: (X), não ames tu, não ame você, não
partiríamos, partiríeis, partiriam. amemos nós, não ameis vós, não amem vocês.

Emprego dos Tempos do Subjuntivo Além dos três modos citados (Indicativo, Subjuntivo e
- Presente: é empregado para indicar um fato incerto ou Imperativo), os verbos apresentam ainda as formas nominais:
duvidoso, muitas vezes ligados ao desejo, à suposição. Ex.: infinitivo – impessoal e pessoal, gerúndio e particípio.
Duvido de que apurem os fatos; Que surjam novos e honestos
políticos. Infinitivo Impessoal12
- Pretérito Imperfeito: é empregado para indicar uma Quando se diz que um verbo está no infinitivo impessoal,
condição ou hipótese. Ex.: Se recebesse o prêmio, voltaria à isso significa que ele apresenta sentido genérico ou indefinido,
universidade. não relacionado a nenhuma pessoa, e sua forma é invariável.
- Futuro: é empregado para indicar um fato hipotético, Assim, considera-se apenas o processo verbal. Ex.: Amar é
pode ou não acontecer. Quando você fizer o trabalho, será sofrer.
generosamente gratificado. Podendo ter valor e função de substantivo. Ex.: Viver é
lutar. (= vida é luta); É indispensável combater a corrupção. (=
1ª Conjugação –AR combate à)
Presente: que eu dance, que tu dances, que ele dance, que O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente
nós dancemos, que vós danceis, que eles dancem. (forma simples) ou no passado (forma composta). Ex.: É
Pretérito Imperfeito: se eu dançasse, se tu dançasses, se preciso ler este livro; Era preciso ter lido este livro.
ele dançasse, se nós dançássemos, se vós dançásseis, se eles Observe que, embora não haja desinências para a 1ª e 3ª
dançassem. pessoas do singular (cujas formas são iguais às do infinitivo
Futuro: quando eu dançar, quando tu dançares, quando ele impessoal), elas não deixam de referir-se às respectivas
dançar, quando nós dançarmos, quando vós dançardes, pessoas do discurso (o que será esclarecido apenas pelo
quando eles dançarem. contexto da frase). Ex.: Para ler melhor, eu uso estes óculos.
(1ª pessoa); Para ler melhor, ela usa estes óculos. (3ª pessoa)
2ª Conjugação -ER
Presente: que eu coma, que tu comas, que ele coma, que O infinitivo impessoal é usado:
nós comamos, que vós comais, que eles comam.
- Quando apresenta uma ideia vaga, genérica, sem se
Pretérito Imperfeito: se eu comesse, se tu comesses, se ele
referir a um sujeito determinado. Ex. Querer é poder.
comesse, se nós comêssemos, se vós comêsseis, se eles
Fumar prejudica a saúde. É proibido colar cartazes neste
comessem.
muro.
Futuro: quando eu comer, quando tu comeres, quando ele
- Quando tem valor de Imperativo. Ex. Soldados,
comer, quando nós comermos, quando vós comerdes,
marchar! (= Marchai!) Esquerda, volver!
quando eles comerem.
- Quando é regido de preposição (geralmente
precedido da preposição “de”) e funciona como
3ª conjugação – IR complemento de um substantivo, adjetivo ou verbo da
Presente: que eu parta, que tu partas, que ele parta, que oração anterior. Ex.: Eles não têm o direito de gritar assim.
nós partamos, que vós partais, que eles partam. As meninas foram impedidas de participar do jogo. Eu os
Pretérito Imperfeito: se eu partisse, se tu partisses, se ele convenci a aceitar.
partisse, se nós partíssemos, se vós partísseis, se eles
partissem. No entanto, na voz passiva dos verbos "contentar",
Futuro: quando eu partir, quando tu partires, quando ele "tomar" e "ouvir", por exemplo, o Infinitivo (verbo auxiliar)
partir, quando nós partirmos, quando vós partirdes, deve ser flexionado. Exs.:
quando eles partirem. Eram pessoas difíceis de serem contentadas.
Aqueles remédios são ruins de serem tomados.
Emprego do Imperativo Os jogos que você me emprestou são agradáveis de serem
Imperativo Afirmativo jogados.
- Não apresenta a primeira pessoa do singular.
- É formado pelo presente do indicativo e pelo presente do - Nas locuções verbais. Ex.: Queremos acordar bem cedo
subjuntivo. amanhã. Eles não podiam reclamar do colégio. Vamos pensar
- O Tu e o Vós saem do presente do indicativo sem o “s”. no seu caso.
- O restante é cópia fiel do presente do subjuntivo. - Quando o sujeito do infinitivo é o mesmo do verbo da
oração anterior. Ex. Eles foram condenados a pagar pesadas
Presente do Indicativo: eu amo, tu amas, ele ama, nós multas. Devemos sorrir ao invés de chorar. Tenho ainda alguns
amamos, vós amais, eles amam. livros por (para) publicar.
Presente do subjuntivo: que eu ame, que tu ames, que ele
ame, que nós amemos, que vós ameis, que eles amem. Observação: quando o infinitivo preposicionado, ou não,
Imperativo afirmativo: (X), ama tu, ame você, amemos preceder ou estiver distante do verbo da oração principal
nós, amai vós, amem vocês. (verbo regente), pode ser flexionado para melhor clareza do
período e também para se enfatizar o sujeito (agente) da ação
Imperativo Negativo verbal. Exs.:
- É formado através do presente do subjuntivo sem a Na esperança de sermos atendidos, muito lhe
primeira pessoa do singular. agradecemos.
- Não retira os “s” do tu e do vós. Foram dois amigos à casa de outro, a fim de jogarem
futebol.
Presente do Subjuntivo: que eu ame, que tu ames, que ele Para estudarmos, estaremos sempre dispostos.
ame, que nós amemos, que vós ameis, que eles amem.

12
https://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf69.php

Língua Portuguesa 31
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Antes de nascerem, já estão condenadas à fome muitas ação terminada, flexionando-se em gênero, número e grau. Ex.:
crianças. Terminados os exames, os candidatos saíram. Quando o
particípio exprime somente estado, sem nenhuma relação
- Com os verbos causativos "deixar", "mandar" e temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo
"fazer" e seus sinônimos que não formam locução verbal (adjetivo verbal). Ex.: Ela foi a aluna escolhida para
com o infinitivo que os segue. Ex.: Deixei-os sair cedo hoje. representar a escola.
- Com os verbos sensitivos "ver", "ouvir", "sentir" e
sinônimos, deve-se também deixar o infinitivo sem flexão. 1ª Conjugação –AR
Ex.: Vi-os entrar atrasados. Ouvi-as dizer que não iriam à Infinitivo Impessoal: dançar.
festa. Infinitivo Pessoal: dançar eu, dançares tu; dançar ele,
dançarmos nós, dançardes vós, dançarem eles.
Infinitivo Pessoal Gerúndio: dançando.
É o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. Na Particípio: dançado.
1ª e 3ª pessoas do singular, não apresenta desinências,
assumindo a mesma forma do impessoal; nas demais, flexiona- 2ª Conjugação –ER
se da seguinte maneira: Infinitivo Impessoal: comer.
2ª pessoa do singular: radical + ES. Ex.: teres (tu) Infinitivo pessoal: comer eu, comeres tu, comer ele,
1ª pessoa do plural: radical + mos. Ex.: termos (nós)
comermos nós, comerdes vós, comerem eles.
2ª pessoa do plural: radical + dês. Ex.: terdes (vós)
Gerúndio: comendo.
3ª pessoa do plural: radical + em. Ex.: terem (eles)
Particípio: comido.
Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma boa
colocação. 3ª Conjugação –IR
Infinitivo Impessoal: partir.
Quando se diz que um verbo está no infinitivo pessoal, isso Infinitivo pessoal: partir eu, partires tu, partir ele,
significa que ele atribui um agente ao processo verbal, partirmos nós, partirdes vós, partirem eles.
flexionando-se. Gerúndio: partindo.
O infinitivo deve ser flexionado nos seguintes casos: Particípio: partido.

- Quando o sujeito da oração estiver claramente Questões


expresso. Exs.:
Se tu não perceberes isto... 01. (UNEMAT - Psicólogo - 2018)
Convém vocês irem primeiro.
O bom é sempre lembrarmos (sujeito desinencial, sujeito
implícito = nós) desta regra.

- Quando tiver sujeito diferente daquele da oração


principal. Exs.:
O professor deu um prazo de cinco dias para os alunos
estudarem bastante para a prova. Disponível
Perdoo-te por me traíres. https://www.facebook.com/tirasamandinho/photos/a.488361671209144.11396
3.
O hotel preparou tudo para os turistas ficarem à vontade. 488356901209621/1568398126538821/?type=3&theater.
O guarda fez sinal para os motoristas pararem. Acesso em: fev.2018.

- Quando se quiser indeterminar o sujeito (utilizado na Na tirinha, Fê conversa com Camilo sobre o que ela
terceira pessoa do plural). Exs.: considera ser machismo na cerimônia de casamento, enquanto
Faço isso para não me acharem inútil. Pudim diz a Armandinho que tudo aquilo que a garota
Temos de agir assim para nos promoverem. questiona é algo natural.
Ela não sai sozinha à noite a fim de não falarem mal da sua Nas falas atribuídas à menina, o verbo ter aparece em Tem
conduta. casamentos [...] (quadro 1) e em [...] essas coisas têm
significados! (quadro 2).
- Quando apresentar reciprocidade ou reflexibilidade
de ação. Exs.: Em relação a esses empregos do verbo ter, assinale a
Vi os alunos abraçarem-se alegremente. alternativa correta.
Fizemos os adversários cumprimentarem-se com (A) Em ambos, o verbo é impessoal.
gentileza. (B) Ambos estão na terceira pessoa do plural do presente
Mandei as meninas olharem-se no espelho. do modo indicativo.
(C) Ambos estão na terceira pessoa do singular do presente
Gerúndio do modo indicativo.
Pode funcionar como adjetivo ou advérbio. Ex.: Saindo de (D) Ambos estão no presente do modo indicativo, embora
casa, encontrei alguns amigos. (Função de advérbio); Nas ruas, o primeiro esteja na terceira pessoa do singular e o segundo na
havia crianças vendendo doces. (Função adjetivo) terceira pessoa do plural.
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; (E) Ambos estão no presente do modo subjuntivo, embora
na forma composta, uma ação concluída. Ex.: Trabalhando, o primeiro esteja na terceira pessoa do singular e o segundo na
aprenderás o valor do dinheiro; Tendo trabalhado, aprendeu o terceira pessoa do plural.
valor do dinheiro.

Particípio
Quando não é empregado na formação dos tempos
compostos, o particípio indica geralmente o resultado de uma

Língua Portuguesa 32
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

02. (PC/SP - Escrivão de Polícia - VUNESP/2018) Complete com a sequência de verbos que está no tempo,
modo e pessoa corretos:
O drama dos viciados em dívidas (A) Tem – tem – vem - freiar
(B) Tem – tiveram – vieram - frear
Apesar dos sinais de recuperação da economia, o número (C) Teve – tinham – vinham – frenar
de brasileiros endividados chegou a 61,7 milhões em fevereiro (D) Teve – tem – veem – freiar
passado – o equivalente a 40% da população adulta. O número (E) Teve – têm – vêm – frear
é alto porque o hábito de manter as contas em dia não é apenas
uma questão financeira decorrente do estado geral da 05. (Prefeitura Florianópolis/SC - Auxiliar de Sala -
economia – pode ser uma questão comportamental. Por isso, FEPESE/2016) Assinale a alternativa em que está correta a
há grupos especializados que promovem reuniões semanais correlação entre os tempos e os modos verbais nas frases
com devedores, com a finalidade de trocar experiências sobre abaixo.
consumo impulsivo e propensão a viver no vermelho. Uma (A) A entonação correta ao falarmos colabora com o
dessas organizações é o Devedores Anônimos (DA), que entendimento que o outro tem do assunto tratado e reforçaria
funciona nos mesmos moldes do Alcoólicos Anônimos (AA). a nossa persuasão.
Pertencer a uma classe social mais alta não livra ninguém (B) Para falar bem em público, organize as ideias de acordo
do problema. As pessoas de maior renda são justamente as que com o tempo que você terá e, antes de falar, ensaie sua
têm maior resistência em admitir a compulsão. Pior. É comum apresentação.
que, diante dos apuros, como a perda do emprego, algumas (C) A capacidade de os adolescentes virem a falar em
tentem manter o mesmo padrão de vida em lugar de cortar público, teria dependido dos bons ensinamentos da escola.
gastos para se encaixar na nova realidade. Pedir um (D) Quem vier a comparar a fala dos jovens de hoje com os
empréstimo para quitar outra dívida é um comportamento da geração passada, haveria de concluir que os jovens de hoje
recorrente entre os endividados. leem muito menos.
Para sair do vermelho, aceitar o vício é o primeiro passo. (E) O contato visual também é importante ao falar em
Uma vez que o devedor reconhece o problema, a próxima público. Passa empatia e envolveria o outro.
etapa é se planejar.
(Felipe Machado e Tatiana Babadobulos, Veja, 04.04.2018. Adaptado) Gabarito

Assinale a alternativa em que os verbos estão conjugados 01.D / 02.C / 03.A / 04.E / 05.B
de acordo com a norma-padrão, em substituição aos trechos
destacados na passagem – É comum que, diante dos apuros, Locução Verbal
como a perda do emprego, algumas tentem manter o mesmo
padrão de vida. Uma locução verbal13 é a combinação de um verbo
(A) Poderia acontecer que ... mantêm auxiliar e um verbo principal. Esses dois verbos, aparecendo
(B) Pôde acontecer que ... mantessem juntos na oração, transmitem apenas uma ação verbal,
(C) Podia acontecer que ... mantivessem desempenhando o papel de um único verbo. Exemplo:
(D) Pôde acontecer que ... manteram - estive pensando
(E) Podia acontecer que ... mantiveram - quero sair
- pode ocorrer
03. (PC/SP - Escrivão de Polícia - VUNESP/2018) A vida - tem investigado
de Dorinha Duval foi, ____ . O processo ainda não havia ido a - tinha decidido
Júri quando a tese da defesa foi mudada. Não seria mais
violenta emoção, mas legítima defesa. Ela não teria atirado no Função dos verbos auxiliares nas locuções verbais
marido por ter sido ___ e chamada de velha, mas ______ o marido Apenas o verbo auxiliar é flexionado. Verbo auxiliar é o
passou a agredi-la. De fato, o exame pericial de corpo de delito que perdendo significado próprio, é utilizado para auxiliar na
realizado em Dorinha constatou a existência de _______ em seu conjugação de outro, o verbo principal. Assim, o tempo, o
corpo. A versão da legítima defesa era ______ . modo, o número, a pessoa e o aspecto da ação verbal são
(Luiza Nagib Eluf, A paixão no banco dos réus. Adaptado) indicados pelo verbo auxiliar.

As expressões verbais empregadas em tempo que exprime


a ideia de hipótese são:
(A) seria e teria.
(B) foi e seria. Os auxiliares mais comuns são: “Ter, Haver, Ser e Estar”.
(C) teria e ter sido. Contudo, outros verbos também atuam como verbos auxiliares
(D) foi e constatou. nas locuções verbais, como os verbos poder, dever, querer,
(E) ter sido e passou. começar a, deixar de, voltar a, continuar a, entre outros.

04. (Pref. Itaquitinga/PE - Assistente Administrativo - Função dos verbos principais nas locuções verbais
IDHTEC/2016) Morto em 2015, o pai afirma que Jules Bianchi Nas locuções verbais o verbo auxiliar aparece conjugado e
não __________culpa pelo acidente. Em entrevista, Philippe o principal numa das formas nominais: no gerúndio, no
Bianchi afirma que a verdade nunca vai aparecer, pois os infinitivo ou no particípio.
pilotos __________ medo de falar. "Um piloto não vai dizer nada
se existir uma câmera, mas quando não existem câmeras, Locução verbal com verbo principal no gerúndio
todos __________ até mim e me dizem. Jules Bianchi bateu com Ex.: Estou escrevendo
seu carro em um trator durante um GP, aquaplanou e não verbo auxiliar flexionado: estou
conseguiu __________para evitar o choque. verbo principal no gerúndio: escrevendo
(http://espn.uol.com.br/noticia/603278_pai-diz-que-pilotos-da-f-1-
temmedo-de-falar-a-verdade-sobre-o-acidente-fatal-de-bianchi)
Locução verbal com verbo principal no infinitivo

13 https://www.conjugacao.com.br/locucao-verbal/

Língua Portuguesa 33
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Ex.: Quero sair (D) "tenha".


verbo auxiliar flexionado: quero (E) "tinha".
verbo principal no infinitivo: sair
03. (Pref. João Pessoa/PB - Professor Língua
Locução verbal com verbo principal no particípio Portuguesa - FGV) Uma locução verbal é o conjunto formado
Ex.: Tinha decidido por um verbo auxiliar + um verbo principal, este último
verbo auxiliar flexionado: tinha sempre em forma nominal. Nas frases a seguir as formas
verbo principal no particípio: decidido verbais sublinhadas constituem uma locução verbal, à exceção
de uma. Assinale‐a.
Em todos os exemplos a ideia central é expressa pelo verbo (A) Todos podem entrar assim que chegarem.
principal, os verbos auxiliares apenas indicam flexões de (B) Se os grevistas querem trabalhar menos, não vou
tempo, modo, pessoa, número e voz. Sem os verbos principais, atendê‐los.
os auxiliares não teriam sentido algum. (C) Deixem entrar todos os atrasados.
(D) Elas não sabem cozinhar como antigamente.
Questões (E) A plantação foi‐se expandindo para os lados

01. (CISSUL/MG - Condutor Socorrista - IBGP/2017) Gabarito

01.C / 02.A / 03.C

11. Estrutura, classificação


e formação de palavras.

ESTRUTURA E FORMAÇÃO DAS PALAVRAS

Observe as seguintes palavras:


Assinale a alternativa que contém uma locução verbal escol-a
extraída do cartum. escol-ar
(A) Não terão. escol-arização
(B) Como andar. escol-arizar
(C) Vai chegar. sub-escol-arização
(D) Todos terão.
Percebemos14 que há um elemento comum a todas elas: a
02. (CRQ 4ª REGIÃO/SP - Fiscal - QUADRIX) forma escol-. Além disso, em todas há elementos destacáveis,
responsáveis por algum detalhe de significação. Compare, por
exemplo, escola e escolar: partindo de escola, formou-se
escolar pelo acréscimo do elemento destacável: ar.
Por meio desse trabalho de comparação entre as diversas
palavras que selecionamos, podemos depreender a existência
de diferentes elementos formadores. Cada um desses
elementos formadores é uma unidade mínima de significação,
um elemento significativo indecomponível, a que damos o
nome de morfema.

Classificação dos Morfemas

Radical: há um morfema comum a todas as palavras que


estamos analisando: escol-.
É esse morfema comum - o radical - que faz com que as
consideremos palavras de uma mesma família de significação.
- Nos cognatos o radical é a parte da palavra responsável
por sua significação principal.

Afixos: como vimos, o acréscimo do morfema - ar - cria


uma nova palavra a partir de escola. De maneira semelhante, o
acréscimo dos morfemas sub e arização à forma escol
criou subescolarização. Esses morfemas recebem o nome de
afixos.
Qual forma verbal substituiria, sem causar alteração de Quando são colocados antes do radical, como acontece
sentido, a locução verbal "vou ter", que aparece no primeiro com sub, os afixos recebem o nome de prefixos. Quando, como
quadrinho? arização, surgem depois do radical os afixos são chamados
(A) "terei". de sufixos.
(B) "teria".
(C) "tivera".

14
http://www.brasilescola.com/gramatica/estrutura-e-formacao-de-palavras-
i.htm

Língua Portuguesa 34
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

- Prefixos e Sufixos, além de operar mudança de classe Vogais temáticas verbais: são -a, -e e- i, que caracterizam
gramatical, são capazes de introduzir modificações de três grupos de verbos a que se dá o nome de conjugações.
significado no radical a que são acrescentados. Assim, os verbos cuja vogal temática é -a pertencem à primeira
conjugação; aqueles cuja vogal temática é -e pertencem à
Desinências: quando se conjuga o verbo amar, obtêm-se segunda conjugação e os que têm vogal temática -i pertencem
formas como amava, amavas, amava, amávamos, amáveis, à terceira conjugação.
amavam. Essas modificações ocorrem à medida que o verbo
vai sendo flexionado em número (singular e plural) e pessoa primeira conj. segunda conj. terceira conj.
(primeira, segunda ou terceira). Também ocorrem se govern-a-va estabelec-e-sse defin-i-ra
modificarmos o tempo e o modo do verbo (amava, amara, atac-a-va cr-e-ra imped-i-sse
amasse, por exemplo). realiz-a-sse mex-e-rá g-i-mos
Assim, podemos concluir, que existem morfemas que
indicam as flexões das palavras. Esses morfemas sempre Vogal ou consoante de ligação: as vogais ou consoantes
surgem no fim das palavras variáveis e recebem o nome de de ligação são morfemas que surgem por motivos eufônicos,
desinências, no qual podem ser divididos em: ou seja, para facilitar ou mesmo possibilitar a leitura de uma
determinada palavra. Temos um exemplo de vogal de ligação
a) Desinências nominais: indicam o gênero e o número na palavra escolaridade: o - i - entre os sufixos- ar- e -dade
dos nomes. Para a indicação de gênero, o português costuma facilita a emissão vocal da palavra. Outros exemplos:
opor as desinências -o/-a: garoto/garota; menino/menina. gasômetro, alvinegro, tecnocracia, paulada, cafeteira, chaleira,
Para a indicação de número, costuma-se utilizar o tricota.
morfema –s, que indica o plural em oposição à ausência de
morfema, que indica o singular: garoto/garotos; Processos de Formação de Palavras
garota/garotas; menino/meninos; menina/meninas.
No caso dos nomes terminados em –r e– z, a desinência de Composição
plural assume a forma -es: Haverá composição quando se juntarem dois ou mais
mar/mares; radicais para formar nova palavra. Há dois tipos de
revólver/revólveres; composição: justaposição e aglutinação.
cruz/cruzes. a) Justaposição: ocorre quando os elementos que formam
o composto são postos lado a lado, ou seja, justapostos. Por
b) Desinências verbais: em nossa língua, as desinências exemplo: Corre-corre, guarda-roupa, segunda-feira, girassol.
verbais pertencem a dois tipos distintos. Há aqueles que
indicam o modo e o tempo (desinências modo-temporais) e b) Aglutinação: ocorre quando os elementos que formam
aquelas que indicam o número e a pessoa dos verbos o composto se aglutinam e pelo menos um deles perde sua
(desinência número-pessoais): integridade sonora. Por exemplo: Aguardente (água +
cant-á-va-mos ardente), planalto (plano + alto), pernalta (perna + alta),
cant-á-sse-is vinagre (vinho + acre)
cant: radical
cant: radical Derivação por Acréscimo de Afixos
-á-: vogal temática É o processo pelo qual se obtêm palavras novas
-á-: vogal temática (derivadas) pela anexação de afixos à palavra primitiva. A
derivação pode ser: prefixal, sufixal e parassintética.
-va-: desinência modo-temporal(caracteriza o pretérito
imperfeito do indicativo). a) Prefixal (ou prefixação): a palavra nova é obtida por
-sse-: desinência modo-temporal (caracteriza o pretérito acréscimo de prefixo.
imperfeito do subjuntivo). In------ --feliz des----------leal
-mos: desinência número-pessoal (caracteriza a primeira Prefixo radical prefixo radical
pessoa do plural).
-is: desinência número-pessoal (caracteriza a segunda b) Sufixal (ou sufixação): a palavra nova é obtida por
pessoa do plural). acréscimo de sufixo.
Feliz---- mente leal------dade
Vogal Temática: observe que, entre o radical cant- e as Radical sufixo radical sufixo
desinências verbais, surge sempre o morfema– a.
Esse morfema, que liga o radical às desinências, é chamado c) Parassintética: a palavra nova é obtida pelo acréscimo
de vogal temática. Sua função é ligar-se ao radical, simultâneo de prefixo e sufixo (não posso retirar o prefixo nem
constituindo o chamado tema. É ao tema (radical + vogal o sufixo que estão ligados ao radical, pois a palavra não
temática) que se acrescentam as desinências. Tanto os verbos “existiria”). Por parassíntese formam-se principalmente
como os nomes apresentam vogais temáticas. verbos.
En-- -----trist- ----ecer
Vogais Temáticas Nominais: são -a, -e, e -o, quando Prefixo radical sufixo
átonas finais, como em mesa, artista, busca, perda, escola,
triste, base, combate. Nesses casos, não poderíamos pensar que en----- ---tard--- --ecer
essas terminações são desinências indicadoras de gênero, pois prefixo radical sufixo
a mesa, a escola, por exemplo, não sofrem esse tipo de flexão.
É a essas vogais temáticas que se liga a desinência indicadora Outros Tipos de Derivação
de plural: Há dois casos em que a palavra derivada é formada sem
mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes terminados em vogais que haja a presença de afixos. São eles: a derivação regressiva
tônicas (sofá, café, cipó, caqui, por exemplo) não apresentam e a derivação imprópria.
vogal temática.

Língua Portuguesa 35
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

a) Derivação regressiva: a palavra nova é obtida por


redução da palavra primitiva. Ocorre, sobretudo, na formação 04. “Sarampo” é:
de substantivos derivados de verbos. A) forma primitiva
Por exemplo: A pesca está proibida. (pescar). Proibida a B) formado por derivação parassintética
caça. (caçar) C) formado por derivação regressiva
D) formado por derivação imprópria
b) Derivação imprópria: a palavra nova (derivada) é E) formado por onomatopeia
obtida pela mudança de categoria gramatical da palavra
primitiva. Não ocorre, pois, alteração na forma, mas tão 05. As palavras são formadas através de derivação
somente na classe gramatical. Por exemplo: parassintética em
Não entendi o porquê da briga. (o substantivo porquê A)infelizmente, desleal, boteco, barraco.
deriva da conjunção porque) B)ajoelhar, anoitecer, entristecer, entardecer.
Seu olhar me fascina! (o verbo olhar tornou-se, aqui, C)caça, pesca, choro, combate.
substantivo) D)ajoelhar, pesca, choro, entristecer.

Outros processos de formação de palavras Gabarito


- Hibridismo: é a palavra formada com elementos 01.B / 02.B / 03.B / 04.C / 05.B
oriundos de línguas diferentes.
automóvel (auto: grego; móvel: latim) CLASSES DE PALAVRAS
sociologia (socio: latim; logia: grego)
sambódromo (samba: dialeto africano; dromo: grego) Em Classes de Palavras, estudaremos artigo, substantivo,
adjetivo, numeral, pronome, advérbio, preposição, interjeição
- Abreviação vocabular: cujo traço peculiar manifesta-se e conjunção. E dentro de cada uma, abordaremos seu emprego
por meio da eliminação de um segmento de uma palavra no e quando houver, sua flexão.
intuito de se obter uma forma mais reduzida, geralmente
aquelas mais longas. Vejamos alguns exemplos: Artigo
metropolitano – metrô
extraordinário – extra É a palavra que acompanha o substantivo, indicando-lhe o
otorrinolaringologista – otorrino gênero e o número, determinando-o ou generalizando-o. Os
telefone – fone artigos podem ser:
pneumático – pneu Definidos: o, a, os, as; determinam os substantivos, trata de
um ser já conhecido; denota familiaridade: “A grande reforma
- Onomatopeia: consiste em criar palavras, tentando do ensino superior é a reforma do ensino fundamental e do
imitar sons da natureza ou sons repetidos. Por médio.”
exemplo: zum-zum, cri-cri, tique-taque, pingue-pongue, blá- Indefinidos: um, uma, uns, umas; Trata-se de um ser
blá-blá. desconhecido, dá ao substantivo valor vago: “...foi chegando
um caboclinho magro, com uma taquara na mão.” (A. Lima)
- Siglas: as siglas são formadas pela combinação das letras
iniciais de uma sequência de palavras que constitui um nome. Usa-se o artigo definido:
Por exemplo: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e - com a palavra ambos: falou-nos que ambos os culpados
Estatística); IPTU (Imposto Predial, Territorial e Urbano). foram punidos.
As siglas escrevem-se com todas as letras maiúsculas, a não - com nomes próprios geográficos de estado, país, oceano,
ser que haja mais de três letras e a sigla seja montanha, rio, lago: o Brasil, o rio Amazonas, a Argentina, o
pronunciável sílaba por sílaba. oceano Pacífico. Ex.: Conheço o Canadá mas não conheço
Por exemplo: Unicamp, Petrobras. Brasília.
- depois de todos/todas + numeral + substantivo: Todos
Questões os vinte atletas participarão do campeonato.
- com o superlativo relativo: Mariane escolheu as mais
01. Assinale a opção em que todas as palavras se formam lindas flores da floricultura.
pelo mesmo processo: - com a palavra outro, com sentido determinado: Marcelo
A) ajoelhar / antebraço / assinatura tem dois amigos: Rui é alto e lindo, o outro é atlético e
B) atraso / embarque / pesca simpático.
C) o jota / o sim / o tropeço - antes dos nomes das quatro estações do ano: Depois da
D) entrega / estupidez / sobreviver primavera vem o verão.
E) antepor / exportação / sanguessuga - com expressões de peso e medida: O álcool custa um real
o litro. (=cada litro)
02. A palavra “aguardente” formou-se por:
A) hibridismo Não se usa o artigo definido:
B) aglutinação - antes de pronomes de tratamento iniciados por
C) justaposição possessivos: Vossa Excelência, Vossa Senhoria. Ex.: Vossa
D) parassíntese Alteza estará presente ao debate?
E) derivação regressiva - antes de nomes de meses: O campeonato aconteceu em
maio de 2002.
03. Que item contém somente palavras formadas por - alguns nomes de países, como Espanha, França,
justaposição? Inglaterra, Itália podem ser construídos sem o artigo,
A) desagradável - complemente principalmente quando regidos de preposição. Ex.: “Viveu
B) vaga-lume - pé-de-cabra muito tempo em Espanha.”
C) encruzilhada - estremeceu - antes de todos / todas + numeral: Eles são, todos
D) supersticiosa - valiosas quatro, amigos de João Luís e Laurinha.
E) desatarraxou - estremeceu

Língua Portuguesa 36
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

- antes de palavras que designam matéria de estudo, 02. (IF/AP – Auxiliar em Administração –
empregadas com os verbos: aprender, estudar, cursar, FUNIVERSA/2016)
ensinar. Ex.: Estudo Inglês e Cristiane estuda Francês.

O uso do artigo é facultativo:


- antes do pronome possessivo: Sua / A sua incompetência
é irritante.
- antes de nomes próprios de pessoas: Você já visitou
Luciana / a Luciana?
- “Daqui para a frente, tudo vai ser diferente.” (Para a
frente: exige a preposição)

Formas combinadas do artigo definido: Preposição + o = ao


/ de + o, a = do, da / em + o, a = no, na / por + o, a = pelo, pela.

Usa-se o artigo indefinido:


- para indicar aproximação numérica: Nicole devia ter uns
oito anos.
- antes dos nomes de partes do corpo ou de objetos em
pares: Usava umas calças largas e umas botas longas.
- em linguagem coloquial, com valor intensivo: Rafaela é
uma meiguice só.
- para comparar alguém com um personagem célebre: Luís
Internet: <http://educacaoepraxis.blogspot.com.br>.
August é um Rui Barbosa.
No segundo quadrinho, correspondem, respectivamente, a
O artigo indefinido não é usado:
substantivo, pronome, artigo e advérbio:
- em expressões de quantidade: pessoa, porção, parte,
(A) “guerra”, “o”, “a” e “por que”.
gente, quantidade. Ex.: Reservou para todos boa parte do lucro.
(B) “mundo”, “a”, “o” e “lá”.
- com adjetivos como: escasso, excessivo, suficiente. Ex.:
(C) “quando”, “por que”, “e” e “lá”.
Não há suficiente espaço para todos.
(D) “por que”, “não”, “a” e “quando”.
- com substantivo que denota espécie. Ex.: Cão que ladra
(E) “guerra”, “quando”, “a” e “não”.
não morde.
03. (SESAP/RN - Técnico em Enfermagem -
Formas combinadas do artigo indefinido: Preposição de e
COMPERVE/2018)
em + um, uma = num, numa, dum, duma.
Nas décadas subsequentes, vários estudos
O artigo (o, a, um, uma) anteposto a qualquer palavra
correlacionaram os hábitos dos pacientes como fatores de
transforma-a em substantivo. O ato literário é o conjunto do
risco para doenças cardiovasculares. Sedentarismo,
ler e do escrever.
tabagismo, obesidade, entre outros, aumentam drasticamente
as chances de enfarte.
Questões
Com relação à quantidade de artigos no trecho, há
01. (Banestes - Analista Econômico Financeiro - Gestão
(A) cinco.
Contábil - FGV/2018) A frase abaixo em que o emprego do
(B) três.
artigo mostra inadequação é:
(C) quatro.
(A) Todas as coisas que hoje se creem antiquíssimas já
(D) dois.
foram novas;
(B) Cuidado com todas as coisas que requeiram roupas
04. (Prefeitura Tanguá/RJ - Técnico de Enfermagem -
novas;
MS Concursos/2017) Considere as afirmações sobre artigo e
(C) Todos os bons pensamentos estão presentes no
numeral e assinale a alternativa correta:
mundo, só falta aplicá-los;
I - Algumas palavras que atendem o substantivo, como um,
(D) Em toda a separação existe uma imagem da morte;
em “um dia”, podem modificar-lhe o sentido. Podemos
(E) Alegria de amor dura apenas um instante, mas
entender a expressão como “um dia qualquer” e também como
sofrimento de amor dura toda a vida.
“um único dia.” Na primeira situação, a palavra um é artigo; na
segunda, um é numeral.
II - Artigo é a palavra que antecede o substantivo,
definindo-o ou indefinindo-o. Numeral é a palavra que
expressa quantidade exata de pessoas ou coisas, ou lugar que
elas ocupam numa determinada sequência.
III - Os numerais classificam-se em: cardinais (designam
uma quantidade de seres); ordinais (indicam série, ordem,
posição); multiplicativos (expressam aumento proporcional a
um múltiplo da unidade); fracionários (denotam diminuição
proporcional a divisões, frações da unidade).
IV - O numeral pode referir-se a um substantivo ou
substituí-lo; no primeiro caso, é numeral substantivo; no
segundo, numeral adjetivo.

(A) Apenas II, III e IV estão corretas.


(B) Apenas I, III e IV estão corretas.

Língua Portuguesa 37
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

(C) Apenas I, II e III estão corretas. Substantivos Uniformes


(D) Apenas I, II e IV estão corretas. - Epicenos: designam certos animais e têm um só gênero,
quer se refiram ao macho ou à fêmea. – jacaré macho ou fêmea
Gabarito / a cobra macho ou fêmea.
- Comuns de dois gêneros: apenas uma forma e designam
01.D / 02.E / 03.C / 04.C indivíduos dos dois sexos. São masculinos ou femininos. A
indicação do sexo é feita com uso do artigo masculino ou
Substantivo feminino: o, a intérprete / o, a colega / o, a médium / o, a
pianista.
É a palavra que dá nomes aos seres. Inclui os nomes de - Sobrecomuns: designam pessoas e têm um só gênero
pessoas, de lugares, coisas, entes de natureza espiritual ou para homem ou a mulher: a criança (menino, menina) / a
mitológica: vegetação, sereia, cidade, anjo, árvore, respeito, testemunha (homem, mulher) / o cônjuge (marido, mulher).
criança.
Alguns substantivos que mudam de sentido, quando se
Classificação troca o gênero:
- Comuns: nomeiam os seres da mesma espécie. Ex.: o lotação (veículo) - a lotação (efeito de lotar);
menina, piano, estrela, rio, animal, árvore. o capital (dinheiro) - a capital (cidade);
- Próprios: referem-se a um ser em particular. Ex.: Brasil, o cabeça (chefe, líder) - a cabeça (parte do corpo);
América do Norte, Deus, Paulo, Lucélia. o guia (acompanhante) - a guia (documentação).
- Concretos: são aqueles que têm existência própria; são
independentes; reais ou imaginários. Ex.: mãe, mar, água, anjo, São masculinos: o eclipse, o dó, o dengue (manha), o
alma, Deus, vento, saci. champanha, o soprano, o clã, o alvará, o sanduíche, o clarinete,
- Abstrato: são os que não têm existência própria; depende o Hosana, o espécime, o guaraná, o diabete ou diabetes, o tapa,
sempre de um ser para existir. Designam qualidades, o lança-perfume, o praça (soldado raso), o pernoite, o
sentimentos, ações, estados dos seres: dor, doença, amor, fé, formicida, o herpes, o sósia, o telefonema, o saca-rolha, o
beijo, abraço, juventude, covardia. Ex.: É necessário alguém ser plasma, o estigma.
ou estar triste para a tristeza manifestar-se.
São femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a aluvião, a
Formação análise, a cal, a gênese, a entorse, a faringe, a cólera (doença),
- Simples: são aqueles formados por apenas um radical: a cataplasma, a pane, a mascote, a libido (desejo sexual), a rês,
chuva, tempo, sol, guarda. a sentinela, a sucuri, a usucapião, a omelete, a hortelã, a fama,
- Compostos: são os que são formados por mais de dois a Xerox, a aguardente.
radicais: guarda-chuva, girassol, água-de-colônia.
- Primitivos: são os que não derivam de outras palavras; Número (plural/singular)
vieram primeiro, deram origem a outras palavras. Ex.: ferro, Acrescentam-se:
Pedro, mês, queijo. - S – aos substantivos terminados em vogal ou ditongo:
- Derivados: são formados de outra palavra já existente; povo, povos / feira, feiras / série, séries.
vieram depois. Ex.: ferradura, pedreiro, mesada, requeijão. - S – aos substantivos terminados em N: líquen, liquens /
- Coletivos: os substantivos comuns que, mesmo no abdômen, abdomens / hífen, hífens. Também: líquenes,
singular, designam um conjunto de seres de uma mesma abdômenes, hífenes.
espécie. Ex.: - ES – aos substantivos terminados em R, S, Z: cartaz,
cartazes / motor, motores / mês, meses. Alguns terminados em
Álbum de fotografias Colmeia de abelhas R mudam sua sílaba tônica, no plural: júnior, juniores / caráter,
de bispos em caracteres / sênior, seniores.
Alcateia de lobos Concílio
assembleia - IS – aos substantivos terminados em al, el, ol, ul: jornal,
de textos jornais / sol, sóis / túnel, túneis / mel, meles, méis. Exceções:
Antologia Conclave de cardeais
escolhidos
mal, males / cônsul, cônsules / real, réis.
Arquipélago ilhas Cordilheira de montanhas
- ÃO – aos substantivos terminados em ão, acrescenta S:
cidadão, cidadãos / irmão, irmãos / mão, mãos.
Reflexão do Substantivo
Os substantivos apresentam variações ou flexões de gênero Trocam-se:
(masculino/feminino), de número (plural/singular) e de grau
- ão por ões: botão, botões / limão, limões / portão, portões
(aumentativo/diminutivo).
/ mamão, mamões.
- ão por ãe: pão, pães / charlatão, charlatães / alemão,
Gênero (masculino/feminino) alemães / cão, cães.
Na língua portuguesa há dois gêneros: masculino e - il por is (oxítonas): funil, funis / fuzil, fuzis / canil, canis /
feminino. A regra para a flexão do gênero é a troca de o por a, pernil, pernis.
ou o acréscimo da vogal a, no final da palavra: mestre, mestra. - por eis (paroxítonas): fóssil, fósseis / réptil, répteis /
projétil, projéteis.
Formação do Feminino
- m por ns: nuvem, nuvens / som, sons / vintém, vinténs /
O feminino se realiza de três modos: atum, atuns.
- Flexionando-se o substantivo masculino: filho, filha /
- zito, zinho - 1º coloca-se o substantivo no plural: balão,
mestre, mestra / leão, leoa;
balões. 2º elimina-se o S + zinhos.
- Acrescentando-se ao masculino a desinência “a” ou um Balão – balões – balões + zinhos: balõezinhos.
sufixo feminino: autor, autora / deus, deusa / cônsul,
Papel – papéis – papel + zinhos: papeizinhos.
consulesa / cantor, cantora / reitor, reitora. Cão – cães - cãe + zitos: Cãezitos.
- Utilizando-se uma palavra feminina com radical
diferente: pai, mãe / homem, mulher / boi, vaca / carneiro, Alguns substantivos terminados em X são invariáveis
ovelha / cavalo, égua.
(valor fonético = cs): os tórax, os tórax / o ônix, os ônix / a fênix,
as fênix / uma Xerox, duas Xerox / um fax, dois fax.

Língua Portuguesa 38
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Os dois elementos, vão para o plural:


Substantivos terminados em ÃO com mais de uma forma
no plural: - substantivo + substantivo: decreto-lei = decretos-leis /
aldeão, aldeões, aldeãos; abelha-mestra = abelhas-mestras / tia-avó = tias-avós /
verão, verões, verãos; tenente-coronel = tenentes-coronéis / redator-chefe =
anão, anões, anãos; redatores-chefes.
guardião, guardiões, guardiães; - substantivo + adjetivo: amor-perfeito = amores-
corrimão, corrimãos, corrimões; perfeitos / capitão-mor = capitães-mores / carro-forte =
ancião, anciões, anciães, anciãos; carros-fortes / obra-prima = obras-primas / cachorro-quente
ermitão, ermitões, ermitães, ermitãos. = cachorros-quentes.
- adjetivo + substantivo: boa-vida = boas-vidas / curta-
Metafonia - apresentam o “o” tônico fechado no singular e metragem = curtas-metragens / má-língua = más-línguas /
aberto no plural: caroço (ô), caroços (ó) / imposto (ô), - numeral ordinal + substantivo: segunda-feira =
impostos (ó). segundas-feiras / quinta-feira = quintas-feiras.

Substantivos que mudam de sentido quando usados no Composto com a palavra guarda só vai para o plural se
plural: Fez bem a todos (alegria); Houve separação de bens. for pessoa: guarda-noturno = guardas-noturnos / guarda-
(Patrimônio); Conferiu a féria do dia. (Salário); As férias foram florestal = guardas-florestais / guarda-civil = guardas-civis /
maravilhosas. (Descanso). guarda-marinha = guardas-marinha.

Substantivos empregados somente no plural: Arredores, Plural dos nomes próprios personalizados: os Almeidas
belas-artes, bodas (ô), condolências, cócegas, costas, exéquias, / os Oliveiras / os Picassos / os Mozarts / os Kennedys / os
férias, olheiras, fezes, núpcias, óculos, parabéns, pêsames, Silvas.
viveres, idos, afazeres, algemas.
Plural das siglas, acrescenta-se um s minúsculo: CDs /
Plural dos Substantivos Compostos DVDs / ONGs / PMs / Ufirs.

Somente o segundo (ou último) elemento vai para o plural: Grau (aumentativo/diminutivo)
Os substantivos podem ser modificados a fim de exprimir
- palavra unida sem hífen: pontapé = pontapés / girassol intensidade, exagero ou diminuição. A essas modificações é
= girassóis / autopeça = autopeças. que damos o nome de grau do substantivo. Os graus
- verbo + substantivo: saca-rolha = saca-rolhas / arranha- aumentativos e diminutivos são formados por dois processos:
céu = arranha-céus / bate-bola = bate-bolas / guarda-roupa =
guarda-roupas / guarda-sol = guarda-sóis / vale-refeição = - Sintético: com o acréscimo de um sufixo aumentativo ou
vale-refeições. diminutivo: peixe – peixão; peixe-peixinho; sufixo inho ou
- elemento invariável + palavra variável: sempre-viva = isinho.
sempre-vivas / abaixo-assinado = abaixo-assinados / recém-
nascido = recém-nascidos / ex-marido = ex-maridos / auto- - Analítico: formado com palavras de aumento: grande,
escola = auto-escolas. enorme, imensa, gigantesca (obra imensa / lucro enorme /
- palavras repetidas: o reco-reco = os reco-recos / o tico- carro grande / prédio gigantesco); e formado com as palavras
tico = os tico-ticos / o corre-corre = os corre-corres. de diminuição (diminuto, pequeno, minúscula, casa pequena,
- substantivo composto de três ou mais elementos não peça minúscula, saia diminuta).
ligados por preposição: o bem-me-quer = os bem-me-queres /
o bem-te-vi = os bem-te-vis / o sem-terra = os sem-terra / o - Sem falar em aumentativo e diminutivo alguns
fora-da-lei = os fora-da-lei / o João-ninguém = os joões-ninguém substantivos exprimem também desprezo, crítica, indiferença
/ o ponto-e-vírgula = os ponto e vírgulas / o bumba meu boi = em relação a certas pessoas e objetos: gentalha, mulherengo,
os bumba meu bois. narigão, gentinha, coisinha, povinho, livreco.
- quando o primeiro elemento for: grão, grã (grande), bel: - Já alguns diminutivos dão ideia de afetividade: filhinho,
grão-duque = grão-duques / grã-cruz = grã-cruzes / bel-prazer Toninho, mãezinha.
= bel-prazeres. - Em consequência do dinamismo da língua, alguns
substantivos no grau diminutivo e aumentativo adquiriram
Somente o primeiro elemento vai para o plural: um significado novo: portão, cartão, fogão, cartilha, folhinha
(calendário).
- substantivo + preposição + substantivo: água de colônia - As palavras proparoxítonas e as palavras terminadas em
= águas-de-colônia / mula-sem-cabeça = mulas-sem-cabeça / sílabas nasal, ditongo, hiato ou vogal tônica recebem o sufixo
pão-de-ló = pães-de-ló / sinal-da-cruz = sinais-da-cruz. zinho(a): lâmpada (proparoxítona) = lampadazinha; irmão
- quando o segundo elemento limita o primeiro ou dá (sílaba nasal) = irmãozinho; herói (ditongo) = heroizinho; baú
ideia de tipo, finalidade: samba-enredo = sambas-enredo / (hiato) = bauzinho; café (voga tônica) = cafezinho.
pombo-correio = pombos-correio / salário-família = salários- - As palavras terminadas em s ou z, ou em uma dessas
família / banana-maçã = bananas-maçã / vale-refeição = vales- consoantes seguidas de vogal recebem o sufixo inho: país =
refeição (vale = ter valor de, substantivo+especificador) paisinho; rapaz = rapazinho; rosa = rosinha; beleza =
belezinha.
Os dois elementos ficam invariáveis quando houver: - Há ainda aumentativos e diminutivos formados por
prefixação: minissaia, maxissaia, supermercado,
- verbo + advérbio: o ganha-pouco = os ganha-pouco / o minicalculadora.
cola-tudo = os cola-tudo / o bota-fora = os bota-fora
- os compostos de verbos de sentido oposto: o entra-e-sai Questões
= os entra-e-sai / o leva-e-traz = os leva-e-traz / o vai-e-volta
= os vai-e-volta. 01. Assinale o par de vocábulos que fazem o plural da
mesma forma que “balão” e “caneta-tinteiro”:

Língua Portuguesa 39
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

(A) vulcão, abaixo-assinado; japonês (China e Japão); Américo-francês; luso-brasileira;


(B) irmão, salário-família; nipo-argentina (Japão e Argentina); teuto-argentinos
(C) questão, manga-rosa; (alemão).
(D) bênção, papel-moeda;
(E) razão, guarda-chuva. Locução Adjetiva: é a expressão que tem o mesmo valor
de um adjetivo. É formada por preposição + um substantivo.
02. Assinale a alternativa em que está correta a formação Vejamos algumas locuções adjetivas:
do plural:
(A) cadáver – cadáveis; Angelical de anjo Etário de idade
(B) gavião – gaviães; Abdominal de abdômen Fabril de fábrica
(C) fuzil – fuzíveis; Apícola de abelha Filatélico de selos
(D) mal – maus; Aquilino de águia Urbano da cidade
(E) atlas – os atlas.
Flexões do Adjetivo
03. A palavra livro é um substantivo Como palavra variável, sofre flexões de gênero, número e
(A) próprio, concreto, primitivo e simples. grau:
(B) comum, abstrato, derivado e composto.
(C) comum, abstrato, primitivo e simples. Gênero
(D) comum, concreto, primitivo e simples.
- uniformes: têm forma única para o masculino e o
04. Assinale a alternativa em que todos os substantivos são feminino. Funcionário incompetente = funcionária
masculinos: incompetente.
(A) enigma – idioma – cal; - biformes: troca-se a vogal “o” pela vogal “a” ou com o
(B) pianista – presidente – planta; acréscimo da vogal “a” no final da palavra: ator famoso = atriz
(C) champanha – dó(pena) – telefonema; famosa / jogador brasileiro = jogadora brasileira.
(D) estudante – cal – alface;
(E) edema – diabete – alface. Os adjetivos compostos recebem a flexão feminina apenas
no segundo elemento: sociedade luso-brasileira / festa cívico-
05. Sabendo-se que há substantivos que no masculino têm religiosa / são – sã.
um significado; e no feminino têm outro, diferente. Marque a Às vezes, os adjetivos são empregados como substantivos
alternativa em que há um substantivo que não corresponde ao ou como advérbios: Agia como um ingênuo. (adjetivo como
seu significado: substantivo: acompanha um artigo). A cerveja que desce
(A) O capital = dinheiro; redondo. (adjetivo como advérbio: redondamente).
A capital = cidade principal;
(B) O grama = unidade de medida; Número
A grama = vegetação rasteira;
(C) O rádio = aparelho transmissor; O plural dos adjetivos simples flexiona de acordo com o
A rádio = estação geradora; substantivo a que se referem: menino chorão = meninos
(D) O cabeça = o chefe; chorões / garota sensível = garotas sensíveis.
A cabeça = parte do corpo;
(E) A cura = o médico. - quando os dois elementos formadores são adjetivos, só o
O cura = ato de curar. segundo vai para o plural: questões político-partidárias, olhos
castanho-claros, senadores democrata-cristãos.
Gabarito - composto formado de adjetivo + substantivo referindo-se
a cores, o adjetivo cor e o substantivo permanecem invariáveis,
01.C / 02.E / 03.D / 04.C / 05.E não vão para o plural: terno azul-petróleo = ternos azul-
petróleo (adjetivo azul, substantivo petróleo); saia amarelo-
Adjetivo canário = saias amarelo-canário (adjetivo, amarelo;
substantivo canário).
É a palavra variável em gênero, número e grau que - as locuções adjetivas formadas de cor + de + substantivo,
modifica um substantivo, atribuindo-lhe uma qualidade, ficam invariáveis: papel cor-de-rosa = papéis cor-de-rosa /
estado, ou modo de ser: laranjeira florida; céu azul; mau tempo. olho cor-de-mel = olhos cor-de-mel.
Os adjetivos classificam-se em: - são invariáveis os adjetivos raios ultravioleta / alegrias
- simples: apresentam um único radical, uma única palavra sem-par, piadas sem-sal.
em sua estrutura: alegre, medroso, simpático.
- compostos: apresentam mais de um radical, mais de duas Grau
palavras em sua estrutura: estrelas azul-claras; sapatos
marrom-escuros. O grau do adjetivo exprime a intensidade das qualidades
- primitivos: são os que vieram primeiro; dão origem a dos seres. O adjetivo apresenta duas variações de grau:
outras palavras: atual, livre, triste, amarelo, brando. comparativo e superlativo.
- derivados: são aqueles formados por derivação, vieram
depois dos primitivos: amarelado, ilegal, infeliz, O grau comparativo é usado para comparar uma
desconfortável. qualidade entre dois ou mais seres, ou duas ou mais
- pátrios: indicam procedência ou nacionalidade, referem- qualidades de um mesmo ser. Pode ser de igualdade, de
se a cidades, estados, países. Amapá: amapaense; Amazonas: superioridade e de inferioridade:
amazonense ou baré; Anápolis: anapolino; Angra dos Reis:
angrense; Aracajú: aracajuano ou aracajuense; Bahia: baiano. - de igualdade: iguala duas coisas ou duas pessoas: Sou
tão alto quão / quanto / como você. (As duas pessoas têm a
Pode-se utilizar os adjetivos pátrios compostos, como: mesma altura)
afro-brasileiro; Anglo-americano, franco-italiano, sino-

Língua Portuguesa 40
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

- de superioridade: iguala duas pessoas / coisas sendo que (D) “Adoro a humanidade. O que não suporto são as
uma é mais do que a outra: Minha amiga Manu é mais pessoas”. / insuportável
elegante do que / que eu. (Das duas, a Manu é mais) Podem (E) “Com o tempo não vamos ficando sozinhos apenas
ser: pelos que se foram: vamos ficando sozinhos uns dos outros”. /
Analítico: mais bom / mais mau / mais grande / mais falecidos
pequeno: O salário é mais pequeno do que / que justo (salário
pequeno e justo). Quando comparamos duas qualidades de um 02. (SEPOG/RO - Técnico em Tecnologia da Informação
mesmo ser, podemos usar as formas: mais grande, mais mau, e Comunicação - FGV/2018) Temos uma notícia triste: o
mais bom, mais pequeno. coração não é o órgão do amor! Ao contrário do que dizem, não
Sintético: bom, melhor / mau, pior / grande, maior / é ali que moram os sentimentos. Puxa, para que serve ele,
pequeno, menor: Esta sala é melhor do que / que aquela. afinal? Calma, não jogue o coração para escanteio, ele é
superimportante. “É um órgão vital. É dele a função de
- de inferioridade: um elemento é menor do que outro: bombear sangue para todas as células de nosso corpo”, explica
Somos menos passivos do que / que tolerantes. Sérgio Jardim, cardiologista do Hospital do Coração.
O coração é um músculo oco, por onde passa o sangue, e
O grau superlativo apresenta característica intensificada. tem dois sistemas de bombeamento independentes. Com essas
Pode ser absoluto ou relativo: “bombas” ele recebe o sangue das veias e lança para as
artérias. Para isso contrai e relaxa, diminuindo e aumentando
- Absoluto: atribuída a um só ser; de forma absoluta. Pode de tamanho. E o que tem a ver com o amor? “Ele realmente
ser: bate mais rápido quando uma pessoa está apaixonada. O corpo
Analítico: advérbio de intensidade muito, intensamente, libera adrenalina, aumentando os batimentos cardíacos e a
bastante, extremamente, excepcionalmente + adjetivo (Nicola é pressão arterial”.
extremamente simpático). (O Estado de São Paulo, 09/06/2012, caderno suplementar, p. 6)
Sintético: adjetivo + issimo, imo, ílimo, érrimo (Minha
comadre Mariinha é agradabilíssima). Nas frases “ele é superimportante” e “Ele realmente bate
mais rápido quando uma pessoa está apaixonada”, há dois
- o sufixo -érrimo é restrito aos adjetivos latinos exemplos de variação de grau.
terminados em r; pauper (pobre) = paupérrimo; macer
(magro) = macérrimo; Sobre essas variações, assinale a afirmativa correta.
- forma popular: radical do adjetivo português + íssimo (A) Apenas na primeira frase há uma variação de grau de
(pobríssimo); adjetivo.
- adjetivos terminados em vel + bilíssimo: amável = (B) Nas duas ocorrências ocorre o superlativo de adjetivos.
amabilíssimo; (C) Apenas na segunda ocorrência ocorre o grau
- adjetivos terminados em eio formam o superlativo comparativo do adjetivo.
apenas com i: feio = feíssimo / cheio = cheíssimo. (D) Na primeira ocorrência, a variação de grau ocorre por
- os adjetivos terminados em io forma o superlativo em meio de um sufixo.
iíssimo: sério = seriíssimo / necessário = necessariíssimo / (E) Apenas na primeira frase há variação de grau.
frio = friíssimo.
03. (Banestes - Técnico Bancário - FGV/2018) O
Usa-se também, no superlativo: adjetivo ilimitado corresponde à locução “sem limites”; a
locução com igual estrutura que NÃO corresponde ao adjetivo
- prefixos: maxinflação / hipermercado / abaixo destacado é:
ultrassonografia / supersimpática. (A) Os turistas ficaram inertes durante a ação policial /
- expressões: suja à beça / pra lá de sério / duro que nem sem ação;
sola / podre de rico / linda de morrer / magro de dar pena. (B) O turista incauto ficou assustado com a ação policial /
- adjetivos repetidos: fofinho, fofinho (=fofíssimo) / sem cautela;
linda, linda (=lindíssima). (C) O vocalista da banda saiu ileso do acidente / sem
- diminutivo ou aumentativo: cheinha / pequenininha / ferimento;
grandalhão / gostosão / bonitão. (D) O presidente da Coreia passou incógnito pela França /
- linguagem informal, sufixo érrimo, em vez de íssimo: sem ser percebido;
chiquérrimo, chiquetérrimo, elegantérrimo. (E) O novo livro do autor estava ainda inédito / sem editor.

- Relativo: ressalta a qualidade de um ser entre muitos, 04. (Banestes - Analista Econômico Financeiro - Gestão
com a mesma qualidade. Pode ser: Contábil - FGV/2018) Na escrita, pode-se optar
De Superioridade: Wilma é a mais prendada de todas as frequentemente entre uma construção de substantivo +
suas amigas. (Ela é a mais de todas) locução adjetiva ou substantivo + adjetivo (esportes da água =
De Inferioridade: Paulo César é o menos tímido dos filhos. esportes aquáticos).

Questões O termo abaixo sublinhado que NÃO pode ser substituído


por um adjetivo é:
01. (COMPESA - Analista de Gestão - Advogado - (A) A indústria causou a poluição do rio;
FGV/2016) A substituição da oração adjetiva por um adjetivo (B) As águas do rio ficaram poluídas;
de valor equivalente está feita de forma inadequada em: (C) As margens do rio estão cheias de lama;
(A) “Quando você elimina o impossível, o que sobra, por (D) Os turistas se encantam com a imagem do rio;
mais improvável que pareça, só pode ser a verdade”. / restante (E) Os peixes do rio são bem saborosos.
(B) “Sábio é aquele que conhece os limites da própria
ignorância”. / consciente dos limites da própria ignorância. 05. (Pref. Paulínia/SP - Engenheiro Agrônomo -
(C) “A única coisa que vem sem esforço é a idade”. / FGV/2016) “O povo, ingênuo e sem fé das verdades, quer ao
indiferente menos crer na fábula, e pouco apreço dá às demonstrações
científicas.” (Machado de Assis)

Língua Portuguesa 41
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

No fragmento acima, os dois adjetivos sublinhados - os numerais ordinais variam em gênero: Marcela foi a
possuem, respectivamente, os valores de nona colocada no vestibular.
(A) qualidade e estado. - os numerais multiplicativos, quando usados com o valor
(B) estado e relação. de substantivos, são Invariáveis: A minha nota é o triplo da sua.
(C) relação e característica. (Triplo – valor de substantivo)
(D) característica e qualidade. - quando usados com valor de adjetivo, apresentam flexão
(E) qualidade e relação. de gênero: Eu fiz duas apostas triplas na loto fácil. (Triplas
valor de adjetivo)
Gabarito - os numerais fracionários concordam com os cardinais
que indicam o número das partes: Dois terços dos alunos foram
01.C / 02.A / 03.E / 04.A / 05.E contemplados.
- o fracionário meio concorda em gênero e número com o
Numeral substantivo no qual se refere: O início do concurso será meio-
dia e meia. (Hora) / Usou apenas meias palavras.
Os numerais exprimem quantidade, posição em uma série,
multiplicação e divisão. Daí a sua classificação, Número
respectivamente, em: - os numerais cardinais milhão, bilhão, trilhão, e outros,
variam em número: Venderam um milhão de ingressos para a
- Cardinal - indica número, quantidade: um, dois, três, festa do peão. / Somos 180 milhões de brasileiros.
quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze, doze, treze, - os numerais ordinais variam em número: As segundas
catorze ou quatorze, quinze, dezesseis, vinte..., trinta..., cem..., colocadas disputarão o campeonato.
duzentos..., oitocentos..., novecentos..., mil. - os numerais multiplicativos são invariáveis quando
usados com valor de substantivo: Minha dívida é o dobro da
- Ordinal - indica ordem ou posição: primeiro, segundo, sua. (Valor de substantivo – invariável)
terceiro, quarto, quinto, sexto, sétimo, oitavo, nono, décimo, - os numerais multiplicativos variam quando usados como
décimo primeiro, vigésimo..., trigésimo..., quingentésimo..., adjetivos: Fizemos duas apostas triplas. (Valor de adjetivo –
sexcentésimo..., septingentésimo..., octingentésimo..., variável)
nongentésimo..., milésimo. - os numerais fracionários variam em número,
concordando com os cardinais que indicam números das
- Fracionário - indica uma fração ou divisão: meia, metade, partes.
terço, quarto, décimo, onze avos, doze avos, vinte avos..., trinta - Um quarto de litro equivale a 250 ml; três quartos
avos..., centésimo..., ducentésimo..., trecentésimo..., milésimo. equivalem a 750 ml.

- Multiplicativo - indica a multiplicação de um número: Grau


dobro, triplo, quádruplo, quíntuplo, sêxtuplo, sétuplo, óctuplo, Na linguagem coloquial é comum a flexão de grau dos
nônuplo, décuplo, undécuplo, duodécuplo, cêntuplo. numerais: Já lhe disse isso mil vezes. / Aquele quarentão é um
“gato”! / Morri com cincão para a “vaquinha”, lá da escola.
Os numerais que indicam conjunto de elementos de
quantidade exata são os coletivos: Emprego dos Numerais
- para designar séculos, reis, papas, capítulos, cantos (na
BIMESTRE: período de dois meses poesia épica), empregam-se: os ordinais até décimo: João Paulo
CENTENÁRIO: período de cem anos II (segundo), Canto X (décimo), Luís IX (nono); os cardinais
DECÁLOGO: conjunto de dez leis para os demais: Papa Bento XVI (dezesseis), Século XXI (vinte
DECÚRIA: período de dez anos e um).
DEZENA: conjunto de dez coisas - se o numeral vier antes do substantivo, usa-se o ordinal.
LUSTRO: período de cinco anos O XX século foi de descobertas científicas. (vigésimo século)
MILÊNIO: período de mil anos - com referência ao primeiro dia do mês, usa-se o numeral
MILHAR: conjunto de mil coisas
ordinal: O pagamento do pessoal será sempre no dia primeiro.
NOVENA: período de nove dias
- na enumeração de leis, decretos, artigos, circulares,
QUARENTENA: período de quarenta dias
QUINQUÊNIO: período de cinco anos
portarias e outros textos oficiais, emprega-se o numeral
RESMA: quinhentas folhas de papel ordinal até o nono: O diretor leu pausadamente a portaria 8ª
SEMESTRE: período de seis meses (portaria oitava); emprega-se o numeral cardinal, a partir de
TRIÊNIO: período de três anos dez: O artigo 16 não foi justificado. (artigo dezesseis)
TRINCA: conjunto de três coisas - enumeração de casa, páginas, folhas, textos,
apartamentos, quartos, poltronas, emprega-se o numeral
Algarismos cardinal: Reservei a poltrona vinte e oito. / O texto quatro está
Arábicos e Romanos, respectivamente: 1-I, 2-II, 3-III, 4-IV, na página sessenta e cinco.
5-V, 6-VI, 7-VII, 8-VIII, 9-IX, 10-X, 11-XI, 12-XII, 13-XIII, 14-XIV, - se o numeral vier antes do substantivo, emprega-se o
15-XV, 16-XVI, 17-XVII, 18-XVIII, 19-XIX, 20-XX, 30-XXX, 40- ordinal. Paulo César é adepto da 7ª Arte. (sétima)
XL, 50-L, 60-LX, 70-LXX, 80-LXXX, 90-XC, 100-C, 200-CC, 300- - não se usa o numeral um antes de mil: Mil e duzentos
CCC, 400-CD, 500-D, 600-DC, 700-DCC, 800-DCCC, 900-CM, reais é muito para mim.
1.000-M. - o artigo e o numeral, antes dos substantivos milhão,
milhar e bilhão, devem concordar no masculino:
Flexão dos Numerais - emprega-se, na escrita das horas, o símbolo de cada
Gênero unidade após o numeral que a indica, sem espaço ou ponto:
- os numerais cardinais um, dois e as centenas a partir de 10h20min – dez horas, vinte minutos.
duzentos apresentam flexão de gênero: Um menino e uma
menina foram os vencedores. / Comprei duzentos gramas de
presunto e duzentas rosquinhas.

Língua Portuguesa 42
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Questões 2ª pessoa: tu (singular) vós (plural): aquela com quem se


fala ou receptor;
01. Marque o emprego incorreto do numeral: 3ª pessoa: ele, ela (singular) eles, elas (plural): aquela de
(A) século III (três) quem se fala ou referente.
(B) página 102 (cento e dois)
(C) 80º (octogésimo) Os pronomes são classificados em: pessoais, de tratamento,
(D) capítulo XI (onze) possessivos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos e
(E) X tomo (décimo) relativos.

02. Indique o item em que os numerais estão corretamente Pronomes Pessoais


empregados: Os pronomes pessoais dividem-se em:
(A) Ao Papa Paulo seis sucedeu João Paulo primeiro. - Retos - exercem a função de sujeito da oração.
(B) após o parágrafo nono, virá o parágrafo dez. - Oblíquos - exercem a função de complemento do verbo
(C) depois do capítulo sexto, li o capítulo décimo primeiro. (objeto direto / objeto indireto). São: tônicos com preposição
(D) antes do artigo décimo vem o artigo nono. ou átonos sem preposição.
(E) o artigo vigésimo segundo foi revogado.
Pessoas do Retos Oblíquos
03. (Pref. Chapecó/SC - Procurador Municipal - Discurso Átonos Tônicos
IOBV/2016) Quanto à classificação dos numerais, os que Singular 1ª pessoa eu me mim,
indicam o aumento proporcional de quantidade, podendo ter 2ª pessoa tu te comigo
3ª pessoa ele/ela se, o, a, ti, contigo
valor de adjetivo ou substantivo são os numerais:
lhe si, ele,
(A) Multiplicativos. consigo
(B) Ordinais. Plural 1ª pessoa nós nos nós,
(C) Cardinais. 2ª pessoa vós vos conosco
(D) Fracionários. 3ª pessoa eles/elas se, os, as, vós,
lhes convosco
04. (Pref. Barra de Guabiraba/PE - IDHTEC/2016) si, eles,
Assinale a alternativa em que o numeral está escrito por consigo
extenso corretamente, de acordo com a sua aplicação na frase:
(A) Os moradores do bairro Matão, em Sumaré (SP), - Colocados antes do verbo, os pronomes oblíquos da 3ª
temem que suas casas desabem após uma cratera se abrir na pessoa, apresentam sempre a forma: o, a, os, as: Eu os vi saindo
Avenida Papa Pio X. (décima) do teatro.
(B) O acidente ocorreu nessa terça-feira, na BR-401 - As palavras “só” e “todos” sempre acompanham os
(quatrocentas e uma) pronomes pessoais do caso reto: Eu vi só ele ontem.
(C) A 22ª edição do Guia impresso traz uma matéria e teve - Colocados depois do verbo, os pronomes oblíquos da 3ª
a sua página Classitêxtil reformulada. (vigésima segunda) pessoa apresentam as formas:
(D) Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem o, a, os, as: se o verbo terminar em vogal ou ditongo oral:
ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em Encontrei-a sozinha. Vejo-os diariamente.
erro, mediante artifício, ardil. (centésimo setésimo primeiro) o, a, os, as, precedidos de verbos terminados em: R/S/Z,
(E) A Semana de Arte Moderna aconteceu no início do assumem as formas: lo, Ia, los, las, perdendo,
século XX. (século ducentésimo) consequentemente, as terminações R, S, Z. Preciso pagar ao
verdureiro. (= pagá-lo); Fiz os exercícios a lápis. (= Fi-los a
05. (MPE/SP - Oficial de Promotoria I - VUNESP/2016) lápis)
lo, la, los, las: se vierem depois de: eis / nos / vos - Eis a
O SBT fará uma homenagem digna da história de seu prova do suborno. (= Ei-la); O tempo nos dirá. (= no-lo dirá).
proprietário e principal apresentador: no próximo dia 12 (eis, nos, vos perdem o S)
[12.12.2015] colocará no ar um especial com 2h30 de duração no, na, nos, nas: se o verbo terminar em ditongo nasal: m,
em homenagem a Silvio Santos. É o dia de seu aniversário de ão, õe: Deram-na como vencedora; Põe-nos sobre a mesa.
85 anos. lhe, lhes colocados depois do verbo na 1ª pessoa do plural,
(http://tvefamosos.uol.com.br/noticias) terminado em S não modificado: Nós entregamoS-lhe a cópia
do contrato. (o S permanece)
As informações textuais permitem afirmar que, em nos: colocado depois do verbo na 1ª pessoa do plural,
12.12.2015, Sílvio Santos completou seu perde o S: Sentamo-nos à mesa para um café rápido.
(A) octogenário quinquagésimo aniversário. me, te, lhe, nos, vos: quando colocado com verbos
(B) octogésimo quinto aniversário. transitivos diretos (TD), têm sentido possessivo, equivalendo
(C) octingentésimo quinto aniversário. a meu, teu, seu, dele, nosso, vosso: Os anos roubaram-lhe a
(D) otogésimo quinto aniversário. esperança. (sua, dele, dela possessivo)
(E) oitavo quinto aniversário.
Os pronomes pessoais oblíquos nos, vos, e se recebem o
Gabarito nome de pronomes recíprocos quando expressam uma ação
mútua ou recíproca: Nós nos encontramos emocionados.
01.A / 02.B / 03.A / 04.C / 05.B (pronome recíproco, nós mesmos). Nunca diga: Eu se apavorei.
/ Eu jà se arrumei; Eu me apavorei. / Eu me arrumei. (certos)
Pronome - Os pronomes pessoais retos eu e tu serão substituidos
por mim e ti após preposição: O segredo ficará somente entre
É a palavra que acompanha ou substitui o nome, mim e ti.
relacionando-o a uma das três pessoas do discurso. As três - É obrigatório o emprego dos pronomes pessoais eu e tu,
pessoas do discurso são: quando funcionarem como sujeito: Todos pediram para eu
1ª pessoa: eu (singular) nós (plural): aquela que fala ou relatar os fatos cuidadosamente. (pronome reto + verbo no
emissor;

Língua Portuguesa 43
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

infinitivo). Lembre-se de que mim não fala, não escreve, não pessoa (com quem se fala), exigem que outros pronomes e o
compra, não anda. verbo sejam usados na 3ª pessoa. Vossa Excelência sabe que
- As formas oblíquas o, a, os, as são sempre empregadas seus ministros o apoiarão.
como complemento de verbos transitivos diretos ao passo
que as formas lhe, lhes são empregadas como complementos Pronomes Possessivos
de verbos transitivos indiretos: Dona Cecília, querida amiga, São os pronomes que indicam posse em relação às pessoas
chamou-a. (verbo transitivo direto, VTD); Minha saudosa da fala.
comadre, Nircléia, obedeceu-lhe. (verbo transitivo
indireto,VTI) Masculino Feminino
Singular Plural Singular Plural
- É comum, na linguagem coloquial, usar o brasileiríssimo meu meus minha minhas
a gente, substituindo o pronome pessoal nós: A gente deve teu teus tua tuas
fazer caridade com os mais necessitados. seu seus sua suas
- Chamam-se pronomes pessoais reflexivos os pronomes nosso nossos nossa nossas
vosso vossos vossa vossas
que se referem ao sujeito: Eu me feri com o canivete. (eu- 1ª
seu seus sua suas
pessoa- sujeito / me- pronome pessoal reflexivo)
- Os pronomes pessoais oblíquos se, si e consigo devem ser
Emprego dos Pronomes Possessivos
empregados somente como pronomes pessoais reflexivos e
funcionam como complementos de um verbo na 3ª pessoa,
- O uso do pronome possessivo da 3ª pessoa pode
cujo sujeito é também da 3ª pessoa: Nicole levantou-se com
provocar, às vezes, a ambiguidade da frase. Ex.: João Luís disse
elegância e levou consigo (com ela própria) todos os olhares.
que Laurinha estava trabalhando em seu consultório. O
(Nicole- sujeito, 3ª pessoa / levantou- verbo, 3ª pessoa /
pronome seu toma o sentido ambíguo, pois pode referir-se
se- complemento, 3ª pessoa / levou- verbo, 3ª pessoa /
tanto ao consultório de João Luís como ao de Laurinha. No
consigo- complemento, 3ª pessoa).
caso, usa-se o pronome dele, dela para desfazer a ambiguidade.
- Os pronomes oblíquos me, te, lhe, nos, vos, lhes (formas de
- Os possessivos, às vezes, podem indicar aproximações
Objeto Indireto) juntam-se a o, a, os, as (formas de Objeto
numéricas e não posse: Cláudia e Haroldo devem ter seus
Direto), assim:
trinta anos.
me+o (mo). Ex.: Recebi a carta e agradeci ao jovem, que ma
- Na linguagem popular, o tratamento seu como em: Seu
trouxe.
Ricardo, pode entrar!, não tem valor possessivo, pois é uma
nos+o (no-lo). Ex.: Venderíamos a casa, se no-la exigissem.
alteração fonética da palavra senhor.
te+o: (to). Ex.: Dei-te os meus melhores dias. Dei-tos.
- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo
lhe+o: (lho). Ex.: Ofereci-lhe flores. Ofereci-lhas.
concorda com o mais próximo. Ex.: Trouxe-me seus livros e
vos+o: (vo-lo). E.: Pedi-vos conselho. Pedi vo-lo.
anotações.
- Usam-se elegantemente certos pronomes oblíquos: me,
No Brasil, quase não se usam essas combinações (mo, to,
te, lhe, nos, vos, com o valor de possessivos. Vou seguir-lhe os
lho, no-lo, vo-lo), são usadas somente em escritores mais
passos. (os seus passos)
sofisticados.
- Deve-se observar as correlações entre os pronomes
pessoais e possessivos. “Sendo hoje o dia do teu aniversário,
Pronomes de Tratamento
apresso-me em apresentar-te os meus sinceros parabéns;
São usados no trato com as pessoas. Dependendo da
Peço a Deus pela tua felicidade; Abraça-te o teu amigo que te
pessoa a quem nos dirigimos, do seu cargo, idade, título, o
preza.”
tratamento será familiar ou cerimonioso.
- Não se emprega o pronome possessivo (seu, sua) quando
se trata de parte do corpo. Ex.: Um cavaleiro todo vestido de
Vossa Alteza - V.A. - príncipes, duques;
negro, com um falcão em seu ombro esquerdo e uma espada
Vossa Eminência - V.Ema - cardeais;
em sua, mão. (usa-se: no ombro; na mão)
Vossa Excelência - V.Ex.a - altas autoridades, presidente,
oficiais;
Pronomes Demonstrativos
Vossa Magnificência - V.Mag.a - reitores de universidades;
Indicam a posição dos seres designados em relação às
Vossa Majestade - V.M. - reis, imperadores;
pessoas do discurso, situando-os no espaço ou no tempo.
Vossa Santidade - V.S. - Papa;
Apresentam-se em formas variáveis e invariáveis.
Vossa Senhoria -V.Sa - tratamento cerimonioso.
- São também pronomes de tratamento: o senhor, a
este, esta, isto, estes, estas
senhora, a senhorita, dona, você. Ex.:
- Doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Não gostei deste livro aqui.
Neste ano, tenho realizado bons negócios.
Nas comunicações oficiais devem ser utilizados somente Esta afirmação me deixou surpresa: gostava de química.
dois fechos: O homem e a mulher são massacrados pela cultura atual,
Respeitosamente: para autoridades superiores, inclusive mas esta é mais oprimida.
para o presidente da República. esse, essa, esses, essas
Atenciosamente: para autoridades de mesma hierarquia Ex.:
ou de hierarquia inferior. Não gostei desse livro que está em tuas mãos.
Nesse último ano, realizei bons negócios.
Gostava de química. Essa afirmação me deixou surpresa.
- A forma Vossa (Senhoria, Excelência) é empregada aquele, aquela, aquilo, aqueles, aquelas
quando se fala com a própria pessoa: Vossa Senhoria não Ex.:
compareceu à reunião dos sem-terra? (falando com a pessoa) Não gostei daquele livro que a Roberta trouxe.
- A forma Sua (Senhoria, Excelência ) é empregada quando Tenho boas recordações de 1960, pois naquele ano realizei
se fala sobre a pessoa: Sua Eminência, o cardeal, viajou para bons negócios.
um congresso. (falando a respeito do cardeal) O homem e a mulher são massacrados pela cultura atual,
- Os pronomes de tratamento com a forma Vossa (Senhoria, mas esta é mais oprimida que aquele.
Excelência, Eminência, Majestade), embora indiquem a 2ª

Língua Portuguesa 44
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

- para retomar elementos já enunciados, usamos aquele (e pessoa ou coisa, no plural ou no singular. Ex.: Este é o CD novo
variações) para o elemento que foi referido em 1º Iugar e este que acabei de comprar; João Adolfo é o cara que pedi a Deus.
(e variações) para o que foi referido em último lugar. Ex.: Pais - O relativo que pode ter por seu antecedente o pronome
e mães vieram à festa de encerramento; aqueles, sérios e demonstrativo o, a, os, as. Ex.: Não entendi o que você quis
orgulhosos, estas, elegantes e risonhas. dizer. (o que = aquilo que).
- dependendo do contexto os demonstrativos também - O relativo quem refere se a pessoa e vem sempre
servem como palavras de função intensificadora ou precedido de preposição. Ex.: Marco Aurélio é o advogado a
depreciativa. Ex.: Júlia fez o exercício com aquela calma! quem eu me referi.
(=expressão intensificadora). Não se preocupe; aquilo é uma - O relativo cujo e suas flexões equivalem a de que, do qual,
tranqueira! (=expressão depreciativa) de quem e estabelecem relação de posse entre o antecedente e
- as formas nisso e nisto podem ser usadas com valor de o termo seguinte. (cujo, vem sempre entre dois substantivos)
então ou nesse momento. Ex.: A festa estava desanimada; nisso, - O pronome relativo pode vir sem antecedente claro,
a orquestra tocou um samba e todos caíram na dança. explícito; é classificado, portanto, como relativo indefinido, e
- os demonstrativos esse, essa, são usados para destacar um não vem precedido de preposição. Ex.: Quem casa quer casa;
elemento anteriormente expresso. Ex.: Ninguém ligou para o Feliz o homem cujo objetivo é a honestidade; Estas são as
incidente, mas os pais, esses resolveram tirar tudo a limpo. pessoas de cujos nomes nunca vou me esquecer.
- Só se usa o relativo cujo quando o consequente é
Pronomes Indefinidos diferente do antecedente. Ex.: O escritor cujo livro te falei é
São aqueles que se referem à 3ª pessoa do discurso de paulista.
modo vago indefinido, impreciso: Alguém disse que Paulo - O pronome cujo não admite artigo nem antes nem depois
César seria o vencedor. Alguns desses pronomes são variáveis de si.
em gênero e número; outros são invariáveis. - O relativo onde é usado para indicar lugar e equivale a:
Variáveis: algum, nenhum, todo, outro, muito, pouco, em que, no qual. Ex.: Desconheço o lugar onde vende tudo
certo, vários, tanto, quanto, um, bastante, qualquer. mais barato. (= lugar em que)
Invariáveis: alguém, ninguém, tudo, outrem, algo, quem, - Quanto, quantos e quantas são relativos quando usados
nada, cada, mais, menos, demais. depois de tudo, todos, tanto. Ex.: Naquele momento, a querida
comadre Naldete, falou tudo quanto sabia.
Emprego dos Pronomes Indefinidos
Pronomes Interrogativos
- O indefinido cada deve sempre vir acompanhado de um São os pronomes em frases interrogativas diretas ou
substantivo ou numeral, nunca sozinho: Ganharam cem indiretas. Os principais interrogativos são: que, quem, qual,
dólares cada um. (inadequado: Ganharam cem dólares cada.) quanto:
- Certo, certa, certos, certas, vários, várias, são indefinidos - Afinal, quem foram os prefeitos desta cidade?
quando colocados antes dos substantivos, e adjetivos quando (interrogativa direta, COM o ponto de interrogação)
colocados depois do substantivo: Certo dia perdi o controle da - Gostaria de saber quem foram os prefeitos desta cidade.
situação. (antes do substantivo= indefinido); Eles voltarão no (interrogativa indireta, SEM a interrogação)
dia certo. (depois do substantivo=adjetivo).
- Todo, toda (somente no singular) sem artigo, equivale a Questões
qualquer: Todo ser nasce chorando. (=qualquer ser;
indetermina, generaliza). 01. (CRP 2º Região/PE - Psicólogo Orientador - Fiscal -
- Outrem significa outra pessoa. Ex.: Nunca se sabe o Quadrix/2018)
pensamento de outrem.
- Qualquer, plural quaisquer. Ex.: Fazemos quaisquer
negócios.

Locuções Pronominais Indefinidas: são locuções


pronominais indefinidas duas ou mais palavras que equivalem
ao pronome indefinido: cada qual / cada um / quem quer que
seja / seja quem for / qualquer um / todo aquele que / um ou
outro / tal qual (=certo).

Pronomes Relativos
São aqueles que representam, numa 2ª oração, alguma
palavra que já apareceu na oração anterior. Essa palavra da
oração anterior chama-se antecedente: Comprei um carro que
é movido a álcool e à gasolina. É Flex Power. Percebe-se que o
pronome relativo que, substitui na 2ª oração, o carro, por isso
a palavra que é um pronome relativo. Dica: substituir que por
o, a, os, as, qual / quais.
Os pronomes relativos estão divididos em variáveis e
invariáveis.
Variáveis: o qual, os quais, a qual, as quais, cujo, cujos, cuja,
cujas, quanto, quantos; Em "Mas ele não tinha muitas chances", as palavras
Invariáveis: que, quem, quando, como, onde. classificam-se, morfologicamente, na ordem em que aparecem,
como
Emprego dos Pronomes Relativos (A) preposição, pronome, advérbio, ação, nome e adjetivo.
(B) conjunção, pronome, advérbio, verbo, pronome e
- O relativo que, por ser o mais usado, é chamado de substantivo.
relativo universal. Ele pode ser empregado com referência à (C) interjeição, pronome, nome, verbo, artigo e adjetivo.
(D) conector, nome, adjetivo, verbo, pronome e nome.

Língua Portuguesa 45
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

(E) conjunção, substantivo, advérbio, verbo, advérbio e 04. (Pref. Itaquitinga/PE - Assistente Administrativo -
adjetivo. IDHTEC/2016)

02. (IF/PA - Auxiliar em Administração -


FUNRIO/2016) O emprego do pronome relativo está de
acordo com as normas da língua-padrão em:
(A) Finalmente aprovaram o decreto que lutamos tanto
por ele.
(B) Nas próximas férias, minha meta é fazer tudo que tenho
direito.
(C) Eu aprovaria o texto daquele parecer que o relator
apresentou ontem.
(D) Existe um escritor brasileiro que todos os brasileiros
nos orgulhamos.
(E) Na política, às vezes acontecem traições onde mostram
muita sordidez.
O emprego do pronome “aquela” na charge:
(A) Dá uma conotação irônica à frase.
03. (Eletrobras/Eletrosul - Técnico de Segurança do
(B) Representa uma forma indireta de se dirigir ao casal.
Trabalho - FCC/2016)
(C) Permite situar no espaço aquilo a que se refere.
(D) Indica posse do falante.
Abu Dhabi constrói cidade do futuro, com tudo movido a
(E) Evita a repetição do verbo.
energia solar
05. (Pref. Florianópolis/SC - Auxiliar de Sala -
Bem no meio do deserto, há um lugar onde o calor é extremo.
FEPESE/2016) Analise a frase abaixo:
Sessenta e três graus ou até mais no verão. E foi exatamente por
causa da temperatura que foi construída em Abu Dhabi uma das
“O professor discutiu............mesmos a respeito da
maiores usinas de energia solar do mundo.
desavença entre .........e ........ .
Os Emirados Árabes estão investindo em fontes energéticas
renováveis. Não vão substituir o petróleo, que eles têm de sobra
Assinale a alternativa que completa corretamente as
por mais 100 anos pelo menos. O que pretendem é diversificar e
lacunas do texto.
poluir menos. Uma aposta no futuro.
(A) com nós - eu - ti
A preocupação com o planeta levou Abu Dhabi a tirar do
(B) conosco - eu - tu
papel a cidade sustentável de Masdar. Dez por cento do
(C) conosco - mim - ti
planejado está pronto. Um traçado urbanístico ousado, que
(D) conosco - mim - tu
deixa os carros de fora. Lá só se anda a pé ou de bicicleta. As ruas
(E) com nós - mim - ti
são bem estreitas para que um prédio faça sombra no outro. É
perfeito para o deserto. Os revestimentos das paredes isolam o
Gabarito
calor. E a direção dos ventos foi estudada para criar corredores
de brisa.
(Adaptado de: “Abu Dhabi constrói cidade do futuro, com tudo movido a 01.B / 02.C / 03.B / 04.C / 05.E
energia solar”. Disponível
em:http://g1.globo.com/globoreporter/noticia/2016/04/abu-dhabi-constroi- Advérbio
cidade-do-futuro-com-tudo-movido-energia-solar.html)

É a palavra invariável que modifica um verbo (Chegou


Considere as seguintes passagens do texto: cedo), um outro advérbio (Falou muito bem), um adjetivo
I. E foi exatamente por causa da temperatura que foi (Estava muito bonita).
construída em Abu Dhabi uma das maiores usinas de energia
solar do mundo. (1º parágrafo) De acordo com a circunstância que exprime, o advérbio
II. Não vão substituir o petróleo, que eles têm de sobra por pode ser de:
mais 100 anos pelo menos. (2º parágrafo) Tempo: ainda, agora, antigamente, antes, amiúde
III. Um traçado urbanístico ousado, que deixa os carros de (=sempre), amanhã, breve, brevemente, cedo, diariamente,
fora. (3º parágrafo) depois, depressa, hoje, imediatamente, já, lentamente, logo,
IV. As ruas são bem estreitas para que um prédio faça novamente, outrora.
sombra no outro. (3º parágrafo) Lugar: aqui, acolá, atrás, acima, adiante, ali, abaixo, além,
algures (=em algum lugar), aquém, alhures (= em outro lugar),
O termo “que” é pronome e pode ser substituído por “o dentro, defronte, fora, longe, perto.
qual” APENAS em Modo: assim, bem, depressa, aliás (= de outro modo ),
(A) I e II. devagar, mal, melhor, pior, e a maior parte dos advérbios que
(B) II e III. termina em mente: calmamente, suavemente, rapidamente,
(C) I, II e IV. tristemente.
(D) I e IV. Afirmação: certamente, decerto, deveras, efetivamente,
(E) III e IV. realmente, sim, seguramente.
Negação: absolutamente, de modo algum, de jeito
nenhum, nem, não, tampouco (=também não).
Intensidade: apenas, assaz, bastante, bem, demais, mais,
meio, menos, muito, quase, quanto, tão, tanto, pouco.
Dúvida: acaso, eventuamente, por ventura, quiçá,
possivelmente, talvez.

Locuçoes Adverbiais: são duas ou mais palavras que têm


o valor de advérbio: às cegas, às claras, às toa, às pressas, às

Língua Portuguesa 46
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

escondidas, à noite, à tarde, às vezes, ao acaso, de repente, de Realce: cá, lá, é que, sobretudo, mesmo. Ex.: Sei lá o que ele
chofre, de cor, de improviso, de propósito, de viva voz, de quis dizer!
medo, com certeza, por perto, por um triz, de vez em quando, Retificação: aliás, ou melhor, isto é, ou antes. Ex.: Irei à
sem dúvida, de forma alguma, em vão, por certo, à esquerda, à Bahia na próxima semana, ou melhor, no próximo mês.
direta, a pé, a esmo, por ali, a distância. Explicação: por exemplo, a saber. Ex.: Você, por exemplo,
- De repente o dia se fez noite. tem bom caráter.
- Por um triz eu não me denunciei.
- Sem dúvida você é o melhor. Questões

Graus dos Advérbios: o advérbio não vai para o plural, são 01. Assinale a frase em que meio funciona como advérbio:
palavras invariáveis, mas alguns admitem a flexão de grau: (A) Só quero meio quilo.
comparativo e superlativo. (B) Achei-o meio triste.
(C) Descobri o meio de acertar.
Comparativo de: (D) Parou no meio da rua.
Igualdade - tão + advérbio + quanto, como: Sou tão feliz (E) Comprou um metro e meio.
quanto / como você.
Superioridade - Analítico: mais do que. Ex.: Raquel é mais 02. Só não há advérbio em:
elegante do que eu. (A) Não o quero.
- Sintético: melhor, pior que. Ex.: (B) Ali está o material.
Amanhã será melhor do que hoje. (C) Tudo está correto.
Inferioridade - menos do que: Falei menos do que devia. (D) Talvez ele fale.
(E) Já cheguei.
Superlativo Absoluto:
Analítico - mais, muito, pouco,menos: O candidato 03. Qual das frases abaixo possui advérbio de modo?
defendeu-se muito mal. (A) Realmente ela errou.
Sintético - íssimo, érrimo: Localizei-o rapídíssimo. (B) Antigamente era mais pacato o mundo.
(C) Lá está teu primo.
Emprego do Advérbio (D) Ela fala bem.
- Na linguagem coloquial, familiar, é comum o emprego do (E) Estava bem cansado.
sufixo diminutivo dando aos advérbios o valor de superlativo
sintético: agorinha, cedinho, pertinho, devagarinho, 04. Classifique a locução adverbial que aparece em
depressinha, rapidinho (bem rápido). Exs.: Rapidinho chegou "Machucou-se com a lâmina".
a casa; Moro pertinho da universidade. (A) modo
- Frequentemente empregamos adjetivos com valor de (B) instrumento
advérbio: A cerveja que desce redondo. (redondamente) (C) causa
- Bastante - antes de adjetivo, é advérbio, portanto, não vai (D) concessão
para o plural; equivale a muito / a: Aquelas jovens são bastante (E) fim
simpáticas e gentis.
- Bastante - antes de substantivo, é adjetivo, portanto vai 05. (PC/SP - Investigador de Polícia - VUNESP/2018)
para o plural, equivale a muitos / as: Contei bastantes estrelas Nos EUA, a psicanálise lembra um pouco certas seitas – as
no céu. ideias do fundador são institucionalizadas e defendidas por
- Não confunda mal (advérbio, oposto de bem) com mau discípulos ferrenhos, mas suas instituições parecem não
(adjetivo, oposto de bom): Mal cheguei a casa, encontrei-a de responder às necessidades atuais da sociedade. Talvez porque
mau humor. o autor das ideias não esteja mais aqui para atualizá-las.
- Antes de verbo no particípio, diz-se mais bem, mais mal: Freud era um neurologista, e queria encontrar na Biologia
Ficamos mais bem informados depois do noticiário notumo. as bases do comportamento. Como a tecnologia de então não
- Em frase negativa o advérbio já equivale a mais: Já não se lhe permitia avançar, passou a elaborar uma teoria, criando a
fazem professores como antigamente. (=não se fazem mais) psicanálise. Cientista que era, contudo, nunca se apaixonou por
- Na locução adverbial a olhos vistos (=claramente), o suas ideias, revisando sua obra ao longo da vida. Ele chegou a
particípio permanece no masculino plural: Minha irmã Zuleide afirmar: “A Biologia é realmente um campo de possibilidades
emagrecia a olhos vistos. ilimitadas do qual podemos esperar as elucidações mais
- Dois ou mais advérbios terminados em mente, apenas no surpreendentes. Portanto, não podemos imaginar que
último permanece mente: Educada e pacientemente, falei a respostas ela dará, em poucos decêndios, aos problemas que
todos. formulamos. Talvez essas respostas venham a ser tais que
- A repetição de um mesmo advérbio assume o valor farão o edifício de nossas hipóteses colapsar”. Provavelmente,
superlativo: Levantei cedo, cedo. é sua frase menos citada. Por razões óbvias.
(Galileu, novembro de 2017. Adaptado)
Palavras e Locuções Denotativas: São palavras
semelhantes a advérbios e que não possuem classificação Nos trechos – … Talvez porque o autor das ideias não esteja
especial. Não se enquadram em nenhuma das dez classes de mais aqui… – ; – … nunca se apaixonou por suas ideias… – ; – A
palavras. São chamadas de denotativas e exprimem: Biologia é realmente um campo de possibilidades ilimitadas…
Afetividade: felizmente, infelizmente, ainda bem. Ex.: Ainda – e – Provavelmente, é sua frase menos citada. –, os advérbios
bem que você veio. destacados expressam, correta e respectivamente,
Designação, Indicação: eis. Ex.: Eis aqui o herói da turma. circunstância de:
Exclusão: exclusive, menos, exceto, fora, salvo, senão, (A) lugar; tempo; modo; afirmação.
sequer: Ex.: Não me disse sequer uma palavra de amor. (B) lugar; tempo; afirmação; dúvida.
Inclusão: inclusive, também, mesmo, ainda, até, além disso, (C) lugar; negação; modo; intensidade.
de mais a mais. Ex.: Também há flores no céu. (D) afirmação; negação; afirmação; afirmação.
Limitação: só, apenas, somente, unicamente. Ex.: Só Deus é (E) afirmação; negação; modo; dúvida.
perfeito.

Língua Portuguesa 47
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Gabarito Valores das Preposições

01.B / 02.C / 03.D / 04.B / 05.B A


(movimento=direção): Foram a Lucélia comemorar os
Preposição Anos Dourados.
Modo: Partiu às pressas.
É a palavra invariável que liga um termo dependente a um Tempo: Iremos nos ver ao entardecer.
termo principal, estabelecendo uma relação entre ambos. As Apreposição a indica deslocamento rápido: Vamos à praia.
preposições podem ser: essenciais ou acidentais. (ideia de passear)

As preposições essenciais atuam exclusivamente como Ante


preposições. São: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, (diante de): Parou ante mim sem dizer nada, tanta era a
entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás. Exs.: Não dê emoção.
atenção a fofocas; Perante todos disse, sim. Tempo (substituída por antes de): Preciso chegar ao
encontro antes das quatro horas.
As preposições acidentais são palavras de outras classes
que atuam eventualmente como preposições. São: como (=na Após (depois de): Após alguns momentos desabou num
qualidade de), conforme (=de acordo com), consoante, exceto, choro arrependido.
mediante, salvo, visto, segundo, senão, tirante. Ex.: Agia
conforme sua vontade. (= de acordo com) Até
(aproximação): Correu até mim.
- O artigo definido a que vem sempre acompanhado de um Tempo: Certamente teremos o resultado do exame até a
substantivo, é flexionado: a casa, as casas, a árvore, as árvores, semana que vem.
a estrela, as estrelas. A preposição a nunca vai para o plural e Atenção: Se a preposição até equivaler a inclusive, será
não estabelece concordância com o substantivo. Ex.: Fiz todo o palavra de inclusão e não preposição. Os sonhadores amam
percurso a pé. (não há concordância com o substantivo até quem os despreza. (inclusive)
masculino pé)
- As preposições essenciais são sempre seguidas dos Com (companhia): Rir de alguém é falta de caridade;
pronomes pessoais oblíquos: Despediu-se de mim deve-se rir com alguém.
rapidamente. Não vá sem mim. Causa: A cidade foi destruída com o temporal.
Instrumento: Feriu-se com as próprias armas.
Locuções Prepositivas: é o conjunto de duas ou mais Modo: Marfinha, minha comadre, veste-se sempre com
palavras que têm o valor de uma preposição. A última palavra elegância.
é sempre uma preposição. Veja quais são: abaixo de, acerca de,
acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, dentro de, Contra
embaixo de, em cima de, em frente a, em redor de, graças a, (oposição, hostilidade): Revoltou-se contra a decisão do
junto a, junto de, perto de, por causa de, por cima de, por trás tribunal.
de, a fim de, além de, antes de, a par de, a partir de, apesar de, Direção a um limite: Bateu contra o muro e caiu.
através de, defronte de, em favor de, em lugar de, em vez de,
(=no lugar de), ao invés de (=ao contrário de), para com, até a. De (origem): Descendi de pais trabalhadores e honestos.
- Não confunda locução prepositiva com locução adverbial. Lugar: Os corruptos vieram da capital.
Na locução adverbial, nunca há uma preposição no final, e sim Causa: O bebê chorava de fome.
no começo: Vimos de perto o fenômeno do “tsunami”. Posse: Dizem que o dinheiro do povo sumiu.
(locução adverbial); O acidente ocorreu perto de meu atelier. Assunto: Falávamos do casamento da Mariele.
(locução prepositiva) Matéria: Era uma casa de sapé.
- Uma preposição ou locução prepositiva pode vir com A preposição de não deve contrair-se com o artigo, que
outra preposição: Abola passou por entre as pernas do precede o sujeito de um verbo. É tempo de os alunos
goleiro. Mas é inadequado dizer: Proibido para menores de até estudarem. (e não: dos alunos estudarem)
18 anos; Financiamento em até 24 meses.
Desde
Combinações e Contrações (afastamento de um ponto no espaço): Essa neblina vem
Combinação: ocorre quando não há perda de fonemas: desde São Paulo.
a+o, os= ao, aos / a+onde = aonde. Tempo: Desde o ano passado quero mudar de casa.
Contração: ocorre quando a preposição perde fonemas:
de+a, o, as, os, esta, este, isto = da, do, das, dos, desta, deste, Em
disto. (lugar): Moramos em Lucélia há alguns anos.
- em+ um, uma, uns, umas, isto, isso, aquilo, aquele, aquela, Matéria: As queridas amigas Nilceia e Nadélgia moram em
aqueles, aquelas = num, numa, nuns, numas, nisto, nisso, Curitiba.
naquilo, naquele, naquela, naqueles. Especialidade: Minha amiga Cidinha formou-se em Letras.
- de+ entre, aquele, aquela, aquilo = dentre, daquele, Tempo: Tudo aconteceu em doze horas.
daquela, daquilo.
- para+ a = pra. Entre (posição entre dois limites): Convém colocar o vidro
A contração da preposição a com os artigos ou pronomes entre dois suportes.
demonstrativos a, as, aquele, aquela, aquilo recebe o nome de
crase e é assinalada na escrita pelo acento grave ficando assim: Para
à, às, àquele, àquela, àquilo. Direção: Não lhe interessava mais ir para a Europa.
Tempo: Pretendo vê-lo lá para o final da semana.
Finalidade: Lute sempre para viver com dignidade.
A preposição para indica permanência definitiva. Vou
para o litoral. (ideia de morar)

Língua Portuguesa 48
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Perante (posição anterior): Permaneceu calado perante enxada é o seu brinquedo trabalho escravo - folguedo... Pelos
todos. teus olhos, minha Mãe Vejo oceanos de dor Claridades de sol-
posto, paisagens Roxas paisagens Mas vejo (Oh! se vejo!...) mas
Por (percurso, espaço, lugar): Caminhava por ruas vejo também que a luz roubada aos teus [olhos, ora esplende
desconhecidas. demoniacamente tentadora - como a Certeza... cintilantemente
Causa: Por ser muito caro, não compramos um pendrive firme - como a Esperança... em nós outros, teus filhos, gerando,
novo. formando, anunciando -o dia da humanidade.
Espaço: Por cima dela havia um raio de luz. (Viriato da Cruz. Poemas, 1961, Lisboa, Casa dos Estudantes do Império)

Sem (ausência): Eu vou sem lenço sem documento. Em qual das alternativas o acento grave foi mal
empregado, pois não houve crase?
Sob (debaixo de / situação): Prefiro cavalgar sob o luar. (A) “Milena Nogueira foi pela primeira vez à quadra da
Viveu, sob pressão dos pais. escola de samba Império Serrano, na Zona Norte do Rio.”
(B) "Os relatos dos casos mostram repetidas violações dos
Sobre direitos à moradia, a um trabalho digno, à integridade cultural,
(em cima de, com contato): Colocou as taças de cristal a vida e ao território."
sobre a toalha rendada. (C) “O corpo de Lucilene foi encontrado próximo à ponte
Assunto: Conversávamos sobre política financeira. do Moa no dia 11 de maio.”
(D) “Fifa afirma que Blatter e Valcke enriqueceram às
Trás (situação posterior; é preposição fora de uso. É custas da entidade.”
substituída por atrás de, depois de): Por trás desta carinha (E) “Doriva saiu e Milton Cruz fez às vezes de técnico até a
vê-se muita falsidade. chegada de Edgardo Bauza no fim do ano passado.”

Questões 03. (TJ/AL - Analista Judiciário - Oficial de Justiça


Avaliador - FGV/2018)
01. (PC/SP - Papiloscopista Policial - VUNESP/2018)
Além do celular e da carteira, cuidado com as figurinhas
da Copa
Gilberto Porcidônio – O Globo, 12/04/2018

A febre do troca-troca de figurinhas pode estar atingindo


uma temperatura muito alta. Preocupados que os mais afoitos
pelos cromos possam até roubá-los, muitos jornaleiros estão
levando seus estoques para casa quando termina o expediente.
Pode parecer piada, mas há até boatos sobre quadrilhas de
roubo de figurinha espalhados por mensagens de celular.

No texto aparecem três ocorrências da preposição DE.


1. “troca-troca de figurinhas”;
2. “roubo de figurinha”;
3. “mensagens de celular”.

Sobre o emprego dessa preposição nesses casos, é correto


afirmar que:
(A) os termos precedidos da preposição DE indicam
pacientes dos vocábulos anteriores;
(B) os termos precedidos da preposição DE indicam
agentes dos termos anteriores;
(C) os termos “de figurinha” e “de celular” são
complementos dos termos anteriores;
No 3º quadrinho, nas três ocorrências, o sentido da (D) os termos “de figurinhas” e “de celular” são adjuntos
preposição “sem” e o das expressões que ela forma são, dos vocábulos precedentes;
respectivamente, de (E) os termos “de figurinhas” e “de figurinha” são
(A) negação e causa. complementos dos vocábulos precedentes.
(B) adição e condição.
(C) ausência e modo. 04. Assinale a alternativa em que a preposição destacada
(D) falta e consequência. estabeleça o mesmo tipo de relação que na frase matriz:
(E) exceção e intensidade. Criaram-se a pão e água.
(A) Desejo todo o bem a você.
02. (Pref. Itaquitinga/PE - Técnico em Enfermagem - (B) A julgar por esses dados, tudo está perdido.
IDHTEC/2016) (C) Feriram-me a pauladas.
(D) Andou a colher alguns frutos do mar.
MAMÃ NEGRA (Canto de esperança) (E) Ao entardecer, estarei aí.

Tua presença, minha Mãe - drama vivo duma Raça, Drama 05. (TJ/AL - Técnico Judiciário - FGV/2018)
de carne e sangue Que a Vida escreveu com a pena dos séculos!
Pelo teu regaço, minha Mãe, Outras gentes embaladas à voz da Ressentimento e Covardia
ternura ninadas do teu leite alimentadas de bondade e poesia
de música ritmo e graça... santos poetas e sábios... Outras Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os
gentes... não teus filhos, que estes nascendo alimárias usos da internet, que se ressente ainda da falta de uma
semoventes, coisas várias, mais são filhos da desgraça: a legislação específica que coíba não somente os usos mas os

Língua Portuguesa 49
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

abusos deste importante e eficaz veículo de comunicação. A Observe na relação acima, que as interjeições muitas vezes
maioria dos abusos, se praticados em outros meios, seriam são formadas por palavras de outras classes gramaticais:
crimes já especificados em lei, como a da imprensa, que pune Cuidado! Não beba ao dirigir! (cuidado é substantivo).
injúrias, difamações e calúnias, bem como a violação dos
direitos autorais, os plágios e outros recursos de apropriação Questões
indébita.
No fundo, é um problema técnico que os avanços da 01. Assinale o par de frases em que as palavras destacadas
informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição são substantivo e pronome, respectivamente:
dos usuários e das autoridades. Como digo repetidas vezes, me (A) A imigração tornou-se necessária. / É dever cristão
valendo do óbvio, a comunicação virtual está em sua pré- praticar o bem.
história. (B) A Inglaterra é responsável por sua economia. / Havia
Atualmente, apesar dos abusos e crimes cometidos na muito movimento na praça.
internet, no que diz respeito aos cronistas, articulistas e (C) Fale sobre tudo o que for preciso. / O consumo de
escritores em geral, os mais comuns são os textos atribuídos drogas é condenável.
ou deformados que circulam por aí e que não podem ser (D) Pessoas inconformadas lutaram pela abolição. /
desmentidos ou esclarecidos caso por caso. Um jornal ou Pesca-se muito em Angra dos Reis.
revista é processado se publicar sem autorização do autor um (E) Os prejudicados não tinham o direito de reclamar. /
texto qualquer, ainda que em citação longa e sem aspas. Em Não entendi o que você disse.
caso de injúria, calúnia ou difamação, também. E em caso de
falsear a verdade propositadamente, é obrigado pela justiça a 02. Assinale o item que só contenha preposições:
desmentir e dar espaço ao contraditório. (A) durante, entre, sobre
Nada disso, por ora, acontece na internet. Prevalece a lei do (B) com, sob, depois
cão em nome da liberdade de expressão, que é mais expressão (C) para, atrás, por
de ressentidos e covardes do que de liberdade, da verdadeira (D) em, caso, após
liberdade. (Carlos Heitor Cony, Folha de São Paulo, 16/05/2006 – adaptado) (E) após, sobre, acima

O segmento do texto em que o emprego da preposição EM 03. Observe as palavras grifadas da seguinte frase:
indica valor semântico diferente dos demais é: “Encaminhamos a V. Senhoria cópia autêntica do Edital nº
(A) “Tenho comentado aqui na Folha em diversas 19/82.” Elas são, respectivamente:
crônicas”; (A) verbo, substantivo, substantivo
(B) A maioria dos abusos, se praticados em outros meios”; (B) verbo, substantivo, advérbio
(C) “... seriam crimes já especificados em lei”; (C) verbo, substantivo, adjetivo
(D) “...a comunicação virtual está em sua pré-história”; (D) pronome, adjetivo, substantivo
(E) “...ainda que em citação longa e sem aspas”. (E) pronome, adjetivo, adjetivo

Gabarito 04. Assinale a opção em que a locução grifada tem valor


adjetivo:
01.C / 02.E / 03.E / 04.C / 05.D (A) “Comprei móveis e objetos diversos que entrei a
utilizar com receio.”
Interjeição (B) “Azevedo Gondim compôs sobre ela dois artigos.”
(C) “Pediu-me com voz baixa cinquenta mil réis.”
É a palavra invariável que exprime emoções, sensações, (D) “Expliquei em resumo a prensa, o dínamo, as serras...”
estados de espírito ou apelos. (E) “Resolvi abrir o olho para que vizinhos sem
escrúpulos não se apoderassem do que era delas.”
Locução Interjetiva: é o conjunto de duas ou mais
palavras com valor de uma interjeição: Muito bem! Que pena! 05. O "que" está com função de preposição na alternativa:
Quem me dera! Puxa, que legal! (A) Veja que lindo está o cabelo da nossa amiga!
(B) Diz-me com quem andas, que eu te direi quem és.
Classificaçao das Interjeições e Locuções Interjetivas (C) João não estudou mais que José, mas entrou na
Faculdade.
As intejeições e as locuções interjetivas são classificadas de (D) O Fiscal teve que acompanhar o candidato ao banheiro.
acordo com o sentido que elas expressam em determinado (E) Não chore que eu já volto.
contexto. Assim, uma mesma palavra ou expressão pode
exprimir emoções variadas. Gabarito
Admiração ou Espanto: Oh!, Caramba!, Oba!, Nossa!, Meu
Deus!, Céus! 01.E / 02.A / 03.C / 04.E / 05.D
Advertência: Cuidado!, Atenção!, Alerta!, Calma!, Alto!,
Olha lá! Conjunções
Alegria: Viva!, Oba!, Que bom!, Oh!, Ah!;
Ânimo: Avante!, Ânimo!, Vamos!, Força!, Eia!, Toca! Exercem a função de conectar as palavras dentro de uma
Aplauso: Bravo!, Parabéns!, Muito bem! oração. Desta forma, elas estabelecem uma relação de
Chamamento: Olá!, Alô!, Psiu!, Psit! coordenação ou subordinação e são classificadas em:
Aversão: Droga!, Raios!, Xi!, Essa não!, lh! Conjunções Coordenativas e Conjunções Subordinativas.
Medo: Cruzes!, Credo!, Ui!, Jesus!, Uh! Uai!
Pedido de Silêncio: Quieto!, Bico fechado!, Silêncio!,
Chega!, Basta!
Saudação: Oi!, Olá!, Adeus!, Tchau!
Concordância: Claro!, Certo!, Sim!, Sem dúvida!
Desejo: Oxalá!, Tomara!, Pudera!, Queira Deus! Quem me
dera!

Língua Portuguesa 50
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Conjunções Coordenativas 2. Temporais (Tempo) – Quando / Enquanto / Logo que /


Assim que / Desde que
1. Aditivas (Adição) Exemplos:
E Logo que chegaram, a festa acabou.
Nem Quando eu disse a verdade, ninguém acreditou.
Não só... Mas também
Mas ainda 3. Finais (Finalidade) – Para que / A fim de que
Senão Exemplo:
Foi embora logo, a fim de que ninguém o perturbasse.
Exemplos:
Viajamos e descansamos. 4. Proporcionais (Proporcionalidade) – À proporção que
Eu não só estudo, mas também trabalho. / À medida que / Quanto mais ... mais / Quanto menos... menos
Exemplos:
2. Adversativas (posição contrária) À medida que se vive, mais se aprende.
Quanto mais se preocupa, mais se aborrece.
Mas
Porém 5. Causais (Causa) – Porque / Como / Visto que / Uma vez
que
Todavia
Exemplo: Como estivesse doente, não pôde sair.
Entretanto
No entanto
6. Condicionais (Condição) – Se / Caso / Desde que
Exemplos:
Exemplos:
Comprarei o livro, desde que esteja disponível.
Ela era explorada, mas não se queixava. Se chover, não poderemos ir.
Os alunos estudaram, no entanto não conseguiram as
notas necessárias.
7. Comparativas (Comparação) – Como / Que / Do que /
Quanto / Que nem
3. Alternativas (alternância)
Exemplos:
Os filhos comeram como leões.
Ou, ou A luz é mais veloz do que o som.
Ora, ora
Quer, quer 8. Conformativas (Conformidade) – Como / Conforme /
Já, já Segundo
Exemplos:
Exemplos: As coisas não são como parecem.
Ou você vem agora, ou não haverá mais ingressos. Farei tudo, conforme foi pedido.
Ora chovia, ora fazia sol.
9. Consecutivas (Consequência) – Que (precedido dos
4. Conclusivas (conclusão) termos: tal, tão, tanto...) / De forma que
Logo Exemplos:
Portanto A menina chorou tanto, que não conseguiu ir para a escola.
Por conseguinte Ontem estive viajando, de forma que não consegui
Pois (após o verbo) participar da reunião.

Exemplos: 10. Concessivas (Concessão) – Embora / Conquanto /


O caminho é perigoso; vá, pois, com cuidado! Ainda que / Mesmo que / Por mais que
Estamos nos esforçando, logo seremos recompensados. Exemplos:
Todos gostaram, embora estivesse mal feito.
5. Explicativas (explicação) Por mais que gritasse, ninguém o socorreu.
Que
Porque
Porquanto
Pois (antes do verbo)

Exemplos:
Não leia no escuro, que faz mal à vista.
Compre estas mercadorias, pois já estamos ficando sem.

Conjunções Subordinativas

Ligam uma oração principal a uma oração subordinativa,


com verbo flexionado.

1. Integrantes: iniciam a oração subordinada substantiva


– Que / Se / Como

Exemplos:
Todos perceberam que você estava atrasado.
Aposto como você estava nervosa.

Língua Portuguesa 51
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Questões mormaço com M maiúsculo. Mormaço, para mim, era um velho


que pegava crianças! Ia pra dentro logo. E ainda hoje, quando
01. (PC/SP - Papiloscopista Policial - VUNESP/2018) leio que alguém se viu perseguido pelo clamor público, vejo
com estes olhos o Sr. Clamor Público, magro, arquejante, de
preto, brandindo um guarda-chuva, com um gogó
protuberante que se abaixa e levanta no excitamento da
perseguição. E já estava devidamente grandezinho, pois devia
contar uns trinta anos, quando me fui, com um grupo de
colegas, a ver o lançamento da pedra fundamental da ponte
Uruguaiana-Libres, ocasião de grandes solenidades, com os
presidentes Justo e Getúlio, e gente muita, tanto assim que
fomos alojados os do meu grupo num casarão que creio fosse
a Prefeitura, com os demais jornalistas do Brasil e Argentina.
Era como um alojamento de quartel, com breve espaço entre
as camas e todas as portas e janelas abertas, tudo com os
alegres incômodos e duvidosos encantos, um vulto junto à
minha cama, senti-me estremunhado e olhei atônito para um
tipo de chiru, ali parado, de bigodes caídos, pala pendente e
chapéu descido sobre os olhos. Diante da minha muda
interrogação, ele resolveu explicar-se, com a devida calma:
– Pois é! Não vê que eu sou o sereno…
E eis que, por milésimo de segundo, ou talvez mais, julguei
Na fala do personagem no segundo quadrinho “Apesar da que se tratasse do sereno noturno em pessoa. [...]
aparência, sou um homem ultramoderno!”, a expressão (Mário Quintana. Caderno H. 5. ed. São Paulo: Globo, 1989, p. 153-154.)
destacada estabelece entre as informações relação de sentido
de Após a leitura do texto e considerando seu conteúdo, pode-
(A) comparação. se afirmar quanto ao emprego da conjunção em relação à
(B) finalidade. titulação do texto que o sentido produzido indica
(C) consequência. (A) compensação de um elemento em relação ao outro.
(D) conclusão. (B) acrescentamento de um elemento em relação ao outro.
(E) concessão. (C) sobreposição do último elemento em detrimento do
primeiro.
02. (Prefeitura Trindade/GO - Auxiliar Administrativo (D) estabelecimento de uma relação de um elemento para
- FUNRIO/2016) com o outro.

OMS recomenda ingerir menos de cinco gramas de sal 04. (IF/PE - Técnico em Enfermagem - 2016)
por dia
Crônica da cidade do Rio de Janeiro
Se você tem o hábito de pegar no saleiro e polvilhar a
comida com umas pitadas de sal, é melhor pensar duas vezes. No alto da noite do Rio de Janeiro, luminoso, generoso, o
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou esta Cristo Redentor estende os braços. Debaixo desses braços os
quinta-feira que um adulto consuma por dia menos de dois netos dos escravos encontram amparo.
gramas de sódio – ou seja, menos de cinco gramas de sal – para Uma mulher descalça olha o Cristo, lá de baixo, e
reduzir os níveis de pressão arterial e as doenças apontando seu fulgor, diz, muito tristemente:
cardiovasculares. - Daqui a pouco não estará mais aí. Ouvi dizer que vão tirar
Pela primeira vez, a OMS faz recomendações também para Ele daí.
as crianças com mais de dois anos de idade, para que as - Não se preocupe – tranquiliza uma vizinha. – Não se
doenças relacionadas com a alimentação não se tornem preocupe: Ele volta.
crônicas na idade adulta. Neste caso, a OMS diz que os valores A polícia mata muitos, e mais ainda mata a economia. Na
devem ainda ser mais baixos do que os dois gramas de sódio, cidade violenta soam tiros e também tambores: os atabaques,
devendo ser adaptados tendo em conta o tamanho, a idade e ansiosos de consolo e de vingança, chamam os deuses
as necessidades energéticas. africanos. Cristo sozinho não basta.
Teresa Firmino Adaptado de publico.pt/ciencia (GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Porto Alegre: L&PM Pocket,
2009.)
Em para reduzir os níveis de pressão arterial e as doenças
cardiovasculares, a palavra para expressa o seguinte Na construção “A polícia mata muitos, e mais ainda mata a
significado: economia”, a conjunção em destaque estabelece, entre as
(A) oposição orações,
(B) finalidade (A) uma relação de adição.
(C) causalidade (B) uma relação de oposição.
(D) comparação (C) uma relação de conclusão.
(E) temporalidade (D) uma relação de explicação.
(E) uma relação de consequência.
03. (SEDUC/PA - Professor Classe I - Português -
CONSULPLAN/2018) 05. (COPASA - Analista de Saneamento - Administrador
- FUMARC/2018)
Coisas & Pessoas
Se você não corresponde ao figurino neoliberal é porque
Desde pequeno, tive tendência para personificar as coisas. sofre de algum transtorno. As doenças estão em moda.
Tia Tula, que achava que mormaço fazia mal, sempre gritava: Respiramos a cultura da medicalização. Não nos perguntamos
“Vem pra dentro, menino, olha o mormaço!”. Mas eu ouvia o por que há tantas enfermidades e enfermos. Esta indagação

Língua Portuguesa 52
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

não convém à indústria farmacêutica nem ao sistema cujo E forte e cego e tenso fez saber - Visão
objetivo primordial é a apropriação privada da riqueza. Que ainda era muito e muito pouco.” (Legião Urbana)

Sobre os itens lexicais destacados no fragmento, estão Antonomásia: quando substituímos um nome próprio
corretas as afirmativas, EXCETO: pela qualidade ou característica que o distingue. Exemplos:
(A) A conjunção “nem” liga dois itens (indústria / sistema) O Águia de Haia (= Rui Barbosa)
indicando oposição entre eles. O Pai da Aviação (= Santos Dumont)
(B) A conjunção “porque” introduz uma relação de
causalidade entre as partes do período de que faz a ligação. Metonímia: troca-se uma palavra por outra com a qual ela
(C) O conectivo “se” poderia ser substituído por “caso” e se relaciona. Ocorre a metonímia quando substituímos:
indica condicionalidade. - O autor ou criador pela obra. Exemplo: Gosto de ler
(D) O pronome “algum” transfere sua indefinitude ao Jorge Amado (observe que o nome do autor está sendo usado
substantivo que acompanha, “transtorno”. no lugar de suas obras).

Gabarito - O efeito pela causa e vice-versa. Exemplo: Ganho a vida


com o suor do meu rosto. (o suor é o efeito ou resultado e está
01.E / 02.B / 03.D / 04.B / 05.A sendo usado no lugar da causa, ou seja, o “trabalho”).

- O continente pelo conteúdo. Exemplo: Ela comeu uma


12. Metáfora, metonímia, caixa de doces. (= doces).
hipérbole, eufemismo,
- O abstrato pelo concreto e vice-versa. Exemplo: A
antítese, ironia. 13. Gradação, velhice deve ser respeitada. (= pessoas velhas).
ênfase.
- O instrumento pela pessoa que o utiliza. Exemplo: Ele
é bom volante. (= piloto ou motorista).
FIGURAS DE LINGUAGEM15 - O lugar pelo produto. Exemplo: Gosto muito de tomar
um Porto. (= a vinho da cidade do Porto).
Também chamadas de Figuras de Estilo. Podemos
classificá-las em quatro tipos: - O símbolo ou sinal pela coisa significada. Exemplo: Os
- Figuras de Palavras (ou tropos); revolucionários queriam o trono. (= império, o poder).
- Figuras de Harmonia;
- Figuras de Construção (ou de sintaxe); - A parte pelo todo. Exemplo: Não há teto para os
- Figuras de Pensamento. necessitados. (= a casa).

Figuras de Palavra - O indivíduo pela classe ou espécie. Exemplo: Ele foi o


judas do grupo. (= espécie dos homens traidores).
São as que dependem do uso de determinada palavra com
sentido novo ou com sentido incomum. Vejamos: - O singular pelo plural. Exemplo: O homem é um animal
racional. (o singular homem está sendo usado no lugar do
Metáfora: é um tipo de comparação (mental) sem uso de plural homens).
conectivos comparativos, com utilização de verbo de ligação
explícito na frase. Exemplo: - O gênero ou a qualidade pela espécie. Exemplo: Nós
“Sua boca era um pássaro escarlate.” (Castro Alves) mortais, somos imperfeitos. (= seres humanos).

Catacrese: consiste em transferir a uma palavra o sentido - A matéria pelo objeto. Exemplo: Ele não tem um níquel.
próprio de outra, utilizando-se formas já incorporadas aos (= moeda).
usos da língua. Se a metáfora surpreende pela originalidade da
associação de ideias, o mesmo não ocorre com a catacrese, que Observação: os últimos 5 casos recebem também o nome
já não chama a atenção por ser tão repetidamente usada. de Sinédoque.

Exemplos: Sinédoque: significa a troca que ocorre por relação de


Batata da perna Azulejo vermelho compreensão e que consiste no uso do todo, pela parte do
Pé da mesa Cabeça de alho plural pelo singular, do gênero pela espécie, ou vice-versa.
Exemplo: O mundo é violento. (= os homens)
Comparação ou Símile: é a comparação entre dois
elementos comuns; semelhantes. Normalmente se emprega Perífrase: é a substituição de um nome por uma expressão
uma conjunção comparativa: como, tal qual, assim como, que que facilita a sua identificação.
nem. Exemplo: Exemplo: O país do futebol acredita no seu povo. (país do
“Como um anjo caído, fiz questão de esquecer...” (Legião futebol = Brasil)
Urbana)
Figuras de Harmonia
Sinestesia: é a fusão de no mínimo dois dos cinco sentidos
físicos. Exemplos: São as que reproduzem os efeitos de repetição de sons,
“De amargo e então salgado ficou doce, - Paladar ou ainda quando se busca representa-los. São elas:
Assim que teu cheiro forte e lento - Olfato
Fez casa nos meus braços e ainda leve - Tato

15 SCHICAIR. Nelson M. Gramática do Português Instrumental. 2ª. ed Niterói:

Impetus, 2007.

Língua Portuguesa 53
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Aliteração: repetição consonantal fonética (som da letra) Ruptura


geralmente no início da palavra. Anacoluto: a construção do período deixa um ou mais
Exemplo: “Sonhei que estava sonhando um sonho termos sem função sintática. Dê atenção especial porque o
sonhado...” (Martinho da Vila) anacoluto é parecido com o pleonasmo, ou melhor, na
tentativa de um pleonasmo sintático, muitas vezes, acaba-se
Assonância: repetição da mesma vogal no decorrer de um por criar a ruptura. Exemplo:
verso ou poema. Exemplo: "Os meus vizinhos, não confio mais neles." - a função
“Sou Ana, da cama sintática de os meus vizinhos é nula, não há; entretanto, se
Da cana, fulana bacana houvesse preposição (Nos meus vizinhos, não confio mais
Sou Ana de Amsterdã.” (Chico Buarque) neles), o termo seria objeto indireto, enquanto neles seria o
objeto indireto pleonástico.
Paronomásia: reprodução de sons semelhantes através
de palavras de significados diferentes. Exemplos: Inversão
“Berro pelo aterro pelo desterro Anástrofe: inversão sintática leve. Exemplos:
Berro por seu berro pelo seu erro "Tão leve estou que já nem sombra tenho." (ordem
Quero que você ganhe que você me apanhe inversa) (Mário Quintana)
Sou o bezerro gritando mamãe...” "Estou tão leve que já não tenho sombra." (ordem direta)
(Caetano Veloso)
Hipálage: inversão de um adjetivo (uma qualidade que
Figuras de Construção pertence a um é atribuída a outro substantivo). Exemplos:
“A mulher degustava lânguida cigarrilha.”
Dizem respeito aos desvios de padrão de concordância Lânguida = sensual, portanto lânguida é a mulher, e não a
quer quanto à ordem, omissões ou excessos. Dividem-se em: cigarrilha como faz supor.
"Em cada olho um grito castanho de ódio." (Dalton Trevisan)
Omissão Castanhos são os olhos, e não o grito.
Assíndeto: ocorre por falta ou supressão de conectivos.
Exemplos: Hipérbato: inversão complexa de termos da frase.
"Saí, bebi, enfim, vivi." (Nel de Moraes) Exemplos:
"Vim, vi e venci." (Júlio César) "Enquanto manda as ninfas amorosas grinaldas nas
cabeças pôr de rosas." (Camões)
Elipse: supressão de vocábulo(s) que são facilmente
“Enquanto manda as ninfas amorosas pôr grinaldas de
identificável(is). Exemplos:
rosas na cabeça.”
"(Eu) Queria ser um pássaro dentro da noite."
Sínquise: há uma inversão violenta de distantes partes da
"No céu, (há) estrelas que brilham indômitas."
oração. É um hipérbato "hiperbólico". Exemplos:
“...entre vinhedo e sebe
Zeugma: elipse especial que consiste na supressão de um
corre uma linfa e ele no seu de faia
termo já, anteriormente, expresso no contexto. Exemplos:
de ao pé do Alfeu Tarro escultado bebe.”
"Nós nos desejamos e (nós) não nos possuímos." (Alberto de Oliveira)
"Foi saqueada a vila, e (foram) assassinados os partidários “Uma linfa corre entre vinhedo e sebe, e ele bebe no seu
dos Filipes." (Camilo Castelo Branco) Tarro escultado, de faia, ao pé do Alfeu.”

Repetição Quiasmo: inversão de palavras que se repetem. Exemplos:


Anáfora: é a repetição intencional de palavras, no início de "Tinha uma pedra no meio do meu caminho. / No meio do meu
um período, frase ou verso. Exemplos: caminho tinha uma pedra."
“Eu quase não saio (G. D. Andrade)
Eu quase não tenho amigo
Eu quase não consigo Concordância Ideológica
Ficar na cidade sem viver contrariado." Silepse: é a concordância feita pela ideia, e não através das
(Gilberto Gil) prerrogativas das classes das palavras. São três:

Polissíndeto: repetição enfática de conjunções a) De Gênero: masculino e feminino não concordam. Ex.:
coordenativas (geralmente e). Exemplos: "A vítima era lindo e o carrasco estava temerosa quanto à
"E saber, e crescer, e ser, e haver reação da população."
E perder, e sofrer, e ter horror." Perceba que vítima e carrasco não receberam de seus
(Vinícius de Morais)
adjetivos lindo e temerosa a 'atenção' devida, por quê? Isso se
deve à ideia de que os substantivos sobrecomuns designam
Pleonasmo: repetição da ideia, isto é, redundância
ambos os sexos, e não ambos os gêneros, portanto, por
semântica e sintática, divide-se em:
questões estilísticas, o autor do texto preferiu a ideia à regra
a) Gramatical: com objetos direto ou indireto redundantes,
gramatical rígida que impõe que adjetivos concordem em
chamam-nos pleonásticos. Exemplos:
gênero com o substantivo, não em sexo.
"Perdoo-te a ti, meu amor."
"O carro velho, eu o vendi ontem."
b) De Número: singular e plural não concordam entre si.
Ex.: "O esquadrão sobrevoaram o céu azul daquela manhã
b) Vicioso: deve ser evitado por não acrescentar
de verão."
informação nova ao que já havia sido dito anteriormente.
Ocorre algo semelhante na silepse de número, apenas se
Exemplos: subir para cima; descer para baixo; repetir de novo;
ressalve que nesses casos o 'desprezo' se dá quanto à
hemorragia sanguínea; protagonista principal; monopólio
concordância verbal, afinal, esquadrão é palavra de natureza
exclusivo.
coletiva (coletivo de aviões) e, mais uma vez por questões
estilísticas, o autor preferiu à regra, na qual se baseia a
Gramática Normativa, o livre voar de suas ideias.

Língua Portuguesa 54
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

c) De Pessoa: sujeito e verbo não concordam entre si. Ex.: Deus lhe pague." (Chico Buarque)
“A gente não sabemos escolher presidente.” Paz derradeira = morte
“A gente não sabemos tomar conta da gente."
(Ultraje a Rigor) "Aquele homem de índole duvidosa apropriou-se (ladrão)
Nos casos de silepse de pessoa há, por parte do autor, uma indevidamente dos meus pertences." (roubou)
clara intromissão, característica do discurso indireto livre,
quando, ao informar, o emissor se coloca como parte da ação. Disfemismo: expressão grosseira em lugar de outra,
suave, branda. Exemplo:
Figuras de Pensamento “Você não passa de um porco ... um pobretão.”

São recursos de linguagem que se referem ao aspecto Personificação ou Prosopopeia: Consiste em dar vida a
semântico, ou seja, ao significado dentro de um contexto. seres inanimados. Exemplos:
"O vento beija meus cabelos
Antítese: é a aproximação de palavras de sentidos As ondas lambem minhas pernas
contrários, antagônicos. Exemplos: O sol abraça o meu corpo."
"Onde queres prazer, sou o que dói (Lulu Santos - Nelson Motta)
E onde queres tortura, mansidão
Onde, queres um lar, Revolução "Sob o sol respira o mar,
E onde queres bandido, sou herói." dedilhando as ondas, belo olhar.
(Caetano Veloso) Faiscando espumas, lágrimas
saúdam sereias amantes:
Paradoxo ou Oximoro: é mais que a aproximação Te escutam, te amam, te lambem."
antitética; é a própria ideia que se contradiz. Exemplos: (Nel de Moraes)
"O mito é o nada que é tudo." (Fernando Pessoa)
"Mas tão certo quanto o erro de seu barco a motor é insistir Reificação: consiste em 'coisificar' os seres humanos.
em usar remos." Exemplo: "Tia, já botei os candidatos na lista."
(Legião Urbana)
Lítotes: consiste em negar por afirmação ou vice-versa.
Apóstrofe: é a evocação, o chamamento. Identifica-se Exemplos:
facilmente na função sintática do VOCATIVO. Exemplos: "Ela até que não é feia." -logo, é bonita!
"Ó lindo mar verdejante, "Você está exagerando. Não subestime a sua inteligência."
tuas ondas entoam cantos, - porque ela é inteligente.
és tu o dono reinante
das brancas marés espumantes..." Questões
(Nel de Moraes)

01. (IF/PA - Assistente em Administração - FUNRIO/2016)


Perífrase: designação dos objetos, acidentes geográficos,
“Quero um poema ainda não pensado, / que inquiete as marés
indivíduos e outros que não queremos simplesmente nomear.
de silêncio da palavra ainda não escrita nem pronunciada, /
Exemplos:
que vergue o ferruginoso canto do oceano / e reviva a ruína
"Última Flor do Lácio16, inculta e bela,
que são as poças d’água. / Quero um poema para vingar minha
és a um tempo esplendor e sepultura."
(Olavo Bilac)
insônia.” (Olga Savary, “Insônia”)
Cidade Luz [z: Paris)
Veneza Brasileira (= Recife) Nesses versos finais do poema, encontramos as seguintes
Cidade Maravilhosa (= Rio de Janeiro) figuras de linguagem:
Rei dos Animais (= leão) (A) silepse e zeugma
(B) eufemismo e ironia.
Gradação: é uma sequência de palavras ou ideias que (C) prosopopeia e metáfora.
servem de intensificação numa sequência temporal. Ex.: (D) aliteração e polissíndeto.
"Dissecou-a a tal ponto, e com tal arte, que ela, rota, baça, (E) anástrofe e aposiopese.
nojenta, vil."
(Raimundo Corrêa) 02. (IF/PA - Auxiliar em Administração - FUNRIO/2016)
“Eu sou de lá / Onde o Brasil verdeja a alma e o rio é mar / Eu
Ironia: consiste em dizer o oposto do que se pensa, com sou de lá / Terra morena que eu amo tanto, meu Pará.” (Pe. Fábio
intenção sarcástica ou depreciativa. Exemplos: de Melo, “Eu Sou de Lá”)
"A excelente Dona lnácia era mestra na arte de judiar de
criança." (Monteiro Lobato) Nesse trecho da canção gravada por Fafá de Belém,
"Dona Clotilde, o arcanjo do seu filho quebrou minhas encontramos a seguinte figura de linguagem:
vidraças." (A) antítese.
(B) eufemismo.
Hipérbole: é a figura do exagero, a fim de proporcionar (C) ironia
uma imagem chocante ou emocionante. Exemplos: (D) metáfora
"Rios te correrão dos olhos, se chorares!" (Olavo Bilac) (E) silepse.
"Existem mil maneiras de preparar Neston."

Eufemismo: Figura que atenua ideias desagradáveis ou


penosas. Exemplos:
"E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir

16
Flor do Lácio (= Língua Portuguesa)

Língua Portuguesa 55
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

03. (Pref. de Itaquitinga/PE - Técnico em Enfermagem


- IDHTEC/2016)
14. Acentuação.
MAMÃ NEGRA (Canto de esperança)

Tua presença, minha Mãe - drama vivo duma Raça, Drama ACENTUAÇÃO
de carne e sangue Que a Vida escreveu com a pena dos séculos!
Pelo teu regaço, minha Mãe, Outras gentes embaladas à voz da Acentuação Tônica
ternura ninadas do teu leite alimentadas de bondade e poesia
de música ritmo e graça... santos poetas e sábios... Outras Implica na intensidade com que são pronunciadas as
gentes... não teus filhos, que estes nascendo alimárias sílabas das palavras. Aquela que se dá de forma mais
semoventes, coisas várias, mais são filhos da desgraça: a acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As demais, como
enxada é o seu brinquedo trabalho escravo - folguedo... Pelos são pronunciadas com menos intensidade, são denominadas
teus olhos, minha Mãe Vejo oceanos de dor Claridades de sol- de átonas.
posto, paisagens Roxas paisagens Mas vejo (Oh! se vejo! ...) mas De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas
vejo também que a luz roubada aos teus [olhos, ora esplende como oxítona, paroxítona e proparoxítonas, independente de
demoniacamente tentadora - como a Certeza... cintilantemente levar acento gráfico:
firme - como a Esperança... em nós outros, teus filhos, gerando,
formando, anunciando - o dia da humanidade. Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a
(Viriato da Cruz. Poemas, 1961, Lisboa, Casa dos Estudantes do Império) última sílaba. Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel
O poema, Mamã Negra: Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se
(A) É uma metáfora para a pátria sendo referência de um evidencia na penúltima sílaba. Ex.: útil – tórax – táxi – leque –
país africano que foi colonizado e teve sua população retrato – passível
escravizada.
(B) É um vocativo e clama pelos efeitos negativos da Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica se
escravização dos povos africanos. evidencia na antepenúltima sílaba. Ex.: lâmpada – câmara –
(C) É a referência resumida a todo o povo que compõe um tímpano – médico – ônibus
país libertado depois de séculos de escravidão.
(D) É o sofrimento que acometeu todo o povo que ficou na Como podemos observar, mediante todos os exemplos
terra e teve seus filhos levados pelo colonizador. mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas
(E) É a figura do colonizador que mesmo exercendo o em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente, no
poder por meio da opressão foi “ninado “ela Mamã Negra. qual são os chamados de monossílabos, que quando
pronunciados apresentam certa diferenciação quanto à
04. (Pref. de Florianópolis/SC - Auxiliar de Sala - intensidade.
FEPESE/2016) Analise as frases abaixo: Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos
em uma dada sequência de palavras. Assim como podemos
1. “Calções negros corriam, pulavam durante o jogo.” observar no exemplo a seguir:
2. A mulher conquistou o seu lugar!
3. Todo cais é uma saudade de pedra. “Sei que não vai dar em nada, seus segredos sei de cor.”
4. Os microfones foram implacáveis com os novos artistas.
Os monossílabos em destaque classificam-se como
Assinale a alternativa que corresponde correta e tônicos; os demais, como átonos (que, em e de).
sequencialmente às figuras de linguagem apresentadas:
(A) metáfora, metonímia, metáfora, metonímia Acentos Gráficos
(B) metonímia, metonímia, metáfora, metáfora
(C) metonímia, metonímia, metáfora, metonímia Acento agudo (´) – colocado sobre as letras “a”, “i”, “u” e
(D) metonímia, metáfora, metonímia, metáfora sobre o “e” do grupo “em” - indica que estas letras representam
(E) metáfora, metáfora, metonímia, metáfora as vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público,
parabéns.
05. (COMLURB - Técnico de Segurança do Trabalho -
IBFC/2016) Leia o poema abaixo e assinale a alternativa que Acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e”
indica a figura de linguagem presente no texto: e “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado. Ex.: tâmara –
Atlântico – pêssego – supôs
Amor é fogo que arde sem se ver
Amor é fogo que arde sem se ver; Acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com
É ferida que dói e não se sente; artigos e pronomes. Ex.: à – às – àquelas – àqueles
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer; Trema)¨( – de acordo com a nova regra, foi totalmente
(Camões)
abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras
(A) Onomatopeia derivadas de nomes próprios estrangeiros. Ex.: mülleriano (de
(B) Metáfora Müller)
(C) Personificação
(D) Pleonasmo Til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais
nasais. Ex.: coração – melão – órgão – ímã
Respostas
01.C / 02.D / 03.A / 04.C / 05.B

Língua Portuguesa 56
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Regras Fundamentais Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem
precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
Palavras oxítonas - acentuam-se todas as oxítonas
terminadas em: “a”, “e”, “o”, “em”, seguidas ou não do plural(s): As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz,
Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s). com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i”
não serão mais acentuadas. Ex.:
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:
Antes Agora
Monossílabos tônicos - terminados em “a”, “e”, “o”, apazigúe (apaziguar) apazigue
seguidos ou não de “s”. Ex.: pá – pé – dó – há argúi (arguir) argui

Formas verbais - terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi abolido.
seguidas de lo, la, los, las. Ex.: respeitá-lo – percebê-lo – compô- Ex.:
lo Antes Agora
crêem creem
Paroxítonas - acentuam-se as palavras paroxítonas vôo voo
terminadas em:
- i, is - Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos
táxi – lápis – júri que, no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais
- us, um, uns acento como antes: CRER, DAR, LER e VER.
vírus – álbuns – fórum
- l, n, r, x, ps Repare:
automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps 1) O menino crê em você
- ã, ãs, ão, ãos Os meninos creem em você.
ímã – ímãs – órfão – órgãos 2) Elza lê bem!
Todas leem bem!
Dica: Memorize a palavra LINURXÃO. Repare que essa 3) Espero que ele dê o recado à sala.
palavra apresenta as terminações das paroxítonas que são Esperamos que os dados deem efeito!
acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM), R, X, Ã, ÃO. Assim ficará 4) Rubens vê tudo!
mais fácil a memorização! Eles veem tudo!

- ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de Cuidado! Há o verbo vir:


“s”. Ex.: água – pônei – mágoa – jóquei Ele vem à tarde!
Eles vêm à tarde!
Regras Especiais
Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos plural de:
abertos), que antes eram acentuados, perderam o acento de ele tem – eles têm
acordo com a nova regra, mas desde que estejam em palavras ele vem – eles vêm (verbo vir)
paroxítonas.
Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma A regra prevalece também para os verbos conter, obter,
palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são reter, deter, abster.
acentuados. Mas caso não forem ditongos perdem o acento. ele contém – eles contêm
Ex.: ele obtém – eles obtêm
ele retém – eles retêm
Antes Agora
ele convém – eles convêm
assembléia assembleia
idéia ideia
Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes
jibóia jiboia
eram acentuadas para diferenciá-las de outras semelhantes
apóia (verbo apoiar) apoia
(regra do acento diferencial). Apenas em algumas exceções,
como:
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos,
Pôde (terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do
acompanhados ou não de “s”, haverá acento. Ex.: saída – faísca
indicativo).
– baú – país – Luís
Pode (terceira pessoa do singular do presente do
indicativo). Ex.:
Observação importante: Não serão mais acentuados “i” e
Ela pode fazer isso agora.
“u” tônicos, formando hiato quando vierem depois de
Elvis não pôde participar porque sua mãe não deixou.
ditongo. Ex.:
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da
Antes Agora
preposição por. Ex.:
bocaiúva bocaiuva
Faço isso por você.
feiúra feiura
Posso pôr (colocar) meus livros aqui?
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quando
Questões
seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z: Ra-ul, ru-im, con-
tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz
01. “Cadáver” é paroxítona, pois:
(A) Tem a última sílaba como tônica.
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estiverem
(B) Tem a penúltima sílaba como tônica.
seguidas do dígrafo nh: ra-i-nha, ven-to-i-nha.
(C) Tem a antepenúltima sílaba como tônica.
(D) Não tem sílaba tônica.

Língua Portuguesa 57
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Ex.: “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo
02. Indique a alternativa em que todas as palavras devem pão a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida;
receber acento. os de nenhum espírito dão pelo pão a alma...”
(A) virus, torax, ma. (Vieira)
(B) caju, paleto, miosotis. 2) Separa partes de frases que já estão separadas por
(C) refem, rainha, orgão. vírgulas.
(D) papeis, ideia, latex. Ex.: Alguns quiseram verão, praia e calor; outros
(E) lotus, juiz, virus. montanhas, frio e cobertor.

03. Em “O resultado da experiência foi, literalmente, 3) Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos,
aterrador.” a palavra destacada encontra-se acentuada pelo decreto de lei, etc. Ex.:
mesmo motivo que: - Ir ao supermercado;
(A) túnel - Pegar as crianças na escola;
(B) voluntário - Caminhada na praia;
(C) até - Reunião com amigos.
(D) insólito
(E) rótulos Dois Pontos

04. Analise atentamente a presença ou a ausência de 1) Antes de uma citação.


acento gráfico nas palavras abaixo e indique a alternativa em Ex.: Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:...
que não há erro:
(A) ruím - termômetro - táxi – talvez. 2) Antes de um aposto.
(B) flôres - econômia - biquíni - globo. Ex.: Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à
(C) bambu - através - sozinho - juiz tarde e calor à noite.
(D) econômico - gíz - juízes - cajú.
(E) portuguêses - princesa - faísca. 3) Antes de uma explicação ou esclarecimento.
Ex.: Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa,
05. Todas as palavras abaixo são hiatos, EXCETO: vivendo a rotina de sempre.
(A) saúde
(B) cooperar 4) Em frases de estilo direto. Ex.:
(C) ruim Maria perguntou:
(D) creem - Por que você não toma uma decisão?
(E) pouco
Ponto de Exclamação
Gabarito
1.B / 2.A / 3.B / 4.C / 5.E 1) Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto,
súplica, etc.
Ex.: - Sim! Claro que eu quero me casar com você!

15. Pontuação: regras, 2) Depois de interjeições ou vocativos.


efeitos de sentido. Ex.: - João! Há quanto tempo!

Ponto de Interrogação

PONTUAÇÃO Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.


“Então? Que é isso? Desertaram ambos?”
(Artur Azevedo)
Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem
para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar
Reticências
especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as
principais funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo
1) Indica que palavras foram suprimidas.
uso da língua portuguesa.17 Ex.: Comprei lápis, canetas, cadernos...
Ponto 2) Indica interrupção violenta da frase.
Ex.: Não... quero dizer... é verdade... Ah!
1) Indica o término do discurso ou de parte dele.
Ex.: Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em
3) Indica interrupções de hesitação ou dúvida
que se encontra. / Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga
Ex.: Este mal... pega doutor?
e leite.
4) Indica que o sentido vai além do que foi dito
2) Usa-se nas abreviações. Ex.: Deixa, depois, o coração falar...
Ex.: V.Exª (Vossa Exelencia) , Sr. (Senhor), S.A (Sociedade
Anonima). Vírgula
Ponto e Vírgula Não se usa Vírgula
Separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-
1) Separa várias partes do discurso, que têm a mesma se diretamente entre si:
importância.

17 http://tudodeconcursosevestibulares.blogspot.com/2013/04/pontuacao-

resumo-com-questoes.html

Língua Portuguesa 58
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

1) Entre sujeito e predicado. 02. Assinale a opção em que está corretamente indicada a
Todos os alunos da sala foram advertidos. ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as
sujeito predicado lacunas da frase abaixo:
“Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas
2) Entre o verbo e seus objetos. devem ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica que o
O trabalho custou sacrifício aos realizadores. trabalho oferece ___ a outra é o valor prático que possa ter.
V.T.D.I .O.D .O.I. (A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula
(B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula;
3) Entre nome e complemento nominal; entre nome e (C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
adjunto adnominal. (D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
A surpreendente reação do governo contra os sonegadores (E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula.
despertou reações entre os empresários.
adj. adnominal nome adj. adn. Compl. nominal 03. Os sinais de pontuação estão empregados
corretamente em:
Usa-se a Vírgula (A) Duas explicações, do treinamento para consultores
1) Para marcar intercalação: iniciantes receberam destaque, o conceito de PPD e a
a) Do adjunto adverbial: O café, em razão da sua construção de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar
abundância, vem caindo de preço. das metas de vendas associadas aos dois temas.
b) Da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão (B) Duas explicações do treinamento para consultores
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos. iniciantes receberam destaque: o conceito de PPD e a
c) Das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias construção de tabelas Price; mas, por outro lado, faltou falar
não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem das metas de vendas associadas aos dois temas.
abrir mão dos lucros altos. (C) Duas explicações do treinamento para consultores
iniciantes receberam destaque; o conceito de PPD e a
2) Para marcar inversão: construção de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar
a) Do adjunto adverbial (colocado no início da oração): das metas de vendas associadas aos dois temas.
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas. (D) Duas explicações do treinamento para consultores
b) Dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos iniciantes, receberam destaque: o conceito de PPD e a
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma. construção de tabelas Price, mas, por outro lado, faltou falar
c) Do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio das metas de vendas associadas aos dois temas.
de 1982. (E) Duas explicações, do treinamento para consultores
iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a
3) Para separar entre si elementos coordenados (dispostos construção de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar
em enumeração): Era um garoto de 15 anos, alto, magro. / A das metas, de vendas associadas aos dois temas.
ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
04. Assinale a alternativa em que o período, adaptado da
4) Para marcar elipse (omissão) do verbo: Nós queremos revista Pesquisa Fapesp de junho de 2012, está correto quanto
comer pizza; e vocês, churrasco. à regência nominal e à pontuação.
(A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapidamente,
5) Para isolar: seu espaço na carreira científica ainda que o avanço seja mais
a) O aposto: São Paulo, considerada a metrópole brasileira, notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, do que em
possui um trânsito caótico. outros.
b) O vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem. (B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam
rapidamente seu espaço na carreira científica; ainda que o
Questões avanço seja mais notável, em alguns países, o Brasil é um
exemplo!, do que em outros.
01. Assinale a alternativa em que a pontuação está (C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam
corretamente empregada, de acordo com a norma-padrão da rapidamente seu espaço, na carreira científica, ainda que o
língua portuguesa. avanço seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, exemplo, do que em outros.
embora, experimentasse, a sensação de violar uma intimidade, (D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo rapidamente seu espaço na carreira científica, ainda que o
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. avanço seja mais notável em alguns países - o Brasil é um
(B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, exemplo - do que em outros.
embora experimentasse a sensação, de violar uma intimidade, (E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente,
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, outros.
embora experimentasse a sensação de violar uma intimidade,
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo 05. Assinale a alternativa em que a frase mantém-se
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. correta após o acréscimo das vírgulas.
(D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, (A) Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na
embora experimentasse a sensação de violar uma intimidade, pulseira instruções para que envie, uma mensagem eletrônica
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo ao grupo ou acione o código na internet.
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. (B) Um geolocalizador também, avisará, os pais de onde o
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, código foi acionado.
embora, experimentasse a sensação de violar uma intimidade, (C) Assim que o código é digitado, familiares cadastrados,
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo recebem automaticamente, uma mensagem dizendo que a
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. criança foi encontrada.

Língua Portuguesa 59
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

(D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega


primeiro às, areias do Guarujá.
(E) O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o telefone
de quem a encontrou e informar um ponto de referência

Respostas
1.C / 2.C / 3.B / 4.D / 5.E

16. Recursos gráficos:


regras, efeitos de sentido.

Caro(a) Candidato(a), este assunto já foi abordado em


decorrer de nossa apostila.

Anotações

Língua Portuguesa 60
Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

FUNDAMENTOS TEÓRICO
METODOLÓGICOS E POLÍTICO
FILOSÓFICOS DA EDUCAÇÃO

Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

XIII - garantia do direito à educação e à aprendizagem ao


longo da vida. (Incluído pela Lei nº 13.632, de 2018)

TÍTULO III
Do Direito à Educação e do Dever de Educar

Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública


será efetivado mediante a garantia de:
Fundamentos legais da I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro)
aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada da seguinte
educação brasileira: Lei forma:
Federal nº 9.394 de a) pré-escola;
20/12/1996 - Lei de b) ensino fundamental;
c) ensino médio;
Diretrizes e Bases da II - educação infantil gratuita às crianças de até 5 (cinco)
Educação Brasileira. anos de idade;
III - atendimento educacional especializado gratuito aos
educandos com deficiência, transtornos globais do
LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 19961 desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação,
LEI DAS DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL transversal a todos os níveis, etapas e modalidades,
preferencialmente na rede regular de ensino;
Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. IV - acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o médio para todos os que não os concluíram na idade própria;
Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa
e da criação artística, segundo a capacidade de cada um;
TÍTULO I VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às
Da Educação condições do educando;
VII - oferta de educação escolar regular para jovens e
Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se adultos, com características e modalidades adequadas às suas
desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos que forem
trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos trabalhadores as condições de acesso e permanência na
movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas escola;
manifestações culturais. VIII - atendimento ao educando, em todas as etapas da
§ 1º Esta Lei disciplina a educação escolar, que se educação básica, por meio de programas suplementares de
desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em material didático-escolar, transporte, alimentação e
instituições próprias. assistência à saúde;
§ 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do IX - padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos
trabalho e à prática social. como a variedade e quantidade mínimas, por aluno, de
insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de
TÍTULO II ensino-aprendizagem.
Dos Princípios e Fins da Educação Nacional X - vaga na escola pública de educação infantil ou de ensino
fundamental mais próxima de sua residência a toda criança a
Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada partir do dia em que completar 4 (quatro) anos de idade.
nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade
humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do Art. 4º-A. É assegurado atendimento educacional, durante
educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua o período de internação, ao aluno da educação básica
qualificação para o trabalho. internado para tratamento de saúde em regime hospitalar ou
domiciliar por tempo prolongado, conforme dispuser o Poder
Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes Público em regulamento, na esfera de sua competência
princípios: federativa. (Incluído pela Lei nº 13.716, de 2018).
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na
escola; Art. 5º O acesso à educação básica obrigatória é direito
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a público subjetivo, podendo qualquer cidadão, grupo de
cultura, o pensamento, a arte e o saber; cidadãos, associação comunitária, organização sindical,
III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; entidade de classe ou outra legalmente constituída e, ainda, o
IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância; Ministério Público, acionar o poder público para exigi-lo.
V - coexistência de instituições públicas e privadas de § 1º O poder público, na esfera de sua competência
ensino; federativa, deverá:
VI - gratuidade do ensino público em estabelecimentos I - recensear anualmente as crianças e adolescentes em
oficiais; idade escolar, bem como os jovens e adultos que não
VII - valorização do profissional da educação escolar; concluíram a educação básica;
VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta II - fazer-lhes a chamada pública;
Lei e da legislação dos sistemas de ensino; III - zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela frequência à
IX - garantia de padrão de qualidade; escola.
X - valorização da experiência extraescolar; § 2º Em todas as esferas administrativas, o Poder Público
XI - vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as assegurará em primeiro lugar o acesso ao ensino obrigatório,
práticas sociais. nos termos deste artigo, contemplando em seguida os demais
XII - consideração com a diversidade étnico-racial.

1http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/l9394.htm. Acesso em 23.05.2019.

Fundamentos Teórico Metodológicos 1


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

níveis e modalidades de ensino, conforme as prioridades Art. 9º A União incumbir-se-á de:


constitucionais e legais. I - elaborar o Plano Nacional de Educação, em colaboração
§ 3º Qualquer das partes mencionadas no caput deste com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios;
artigo tem legitimidade para peticionar no Poder Judiciário, na II - organizar, manter e desenvolver os órgãos e
hipótese do § 2º do art. 208 da Constituição Federal, sendo instituições oficiais do sistema federal de ensino e o dos
gratuita e de rito sumário a ação judicial correspondente. Territórios;
§ 4º Comprovada a negligência da autoridade competente III - prestar assistência técnica e financeira aos Estados, ao
para garantir o oferecimento do ensino obrigatório, poderá ela Distrito Federal e aos Municípios para o desenvolvimento de
ser imputada por crime de responsabilidade. seus sistemas de ensino e o atendimento prioritário à
§ 5º Para garantir o cumprimento da obrigatoriedade de escolaridade obrigatória, exercendo sua função redistributiva
ensino, o Poder Público criará formas alternativas de acesso e supletiva;
aos diferentes níveis de ensino, independentemente da IV - estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito
escolarização anterior. Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a
educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, que
Art. 6º É dever dos pais ou responsáveis efetuar a nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a
matrícula das crianças na educação básica a partir dos 4 assegurar formação básica comum;
(quatro) anos de idade. IV-A - estabelecer, em colaboração com os Estados, o
Distrito Federal e os Municípios, diretrizes e procedimentos
Art. 7º O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as para identificação, cadastramento e atendimento, na educação
seguintes condições: básica e na educação superior, de alunos com altas habilidades
I - cumprimento das normas gerais da educação nacional e ou superdotação; (Incluído pela Lei nº 13.234, de 2015)
do respectivo sistema de ensino; V - coletar, analisar e disseminar informações sobre a
II - autorização de funcionamento e avaliação de qualidade educação;
pelo Poder Público; VI - assegurar processo nacional de avaliação do
III - capacidade de autofinanciamento, ressalvado o rendimento escolar no ensino fundamental, médio e superior,
previsto no art. 213 da Constituição Federal. em colaboração com os sistemas de ensino, objetivando a
definição de prioridades e a melhoria da qualidade do ensino;
Art. 7º-A Ao aluno regularmente matriculado em VII - baixar normas gerais sobre cursos de graduação e
instituição de ensino pública ou privada, de qualquer nível, é pós-graduação;
assegurado, no exercício da liberdade de consciência e de VIII - assegurar processo nacional de avaliação das
crença, o direito de, mediante prévio e motivado instituições de educação superior, com a cooperação dos
requerimento, ausentar-se de prova ou de aula marcada para sistemas que tiverem responsabilidade sobre este nível de
dia em que, segundo os preceitos de sua religião, seja vedado ensino;
o exercício de tais atividades, devendo-se-lhe atribuir, a IX - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e
critério da instituição e sem custos para o aluno, uma das avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de
seguintes prestações alternativas, nos termos do inciso VIII do educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de
caput do art. 5º da Constituição Federal: ensino.
I - prova ou aula de reposição, conforme o caso, a ser § 1º Na estrutura educacional, haverá um Conselho
realizada em data alternativa, no turno de estudo do aluno ou Nacional de Educação, com funções normativas e de
em outro horário agendado com sua anuência expressa; supervisão e atividade permanente, criado por lei.
II - trabalho escrito ou outra modalidade de atividade de § 2° Para o cumprimento do disposto nos incisos V a IX, a
pesquisa, com tema, objetivo e data de entrega definidos pela União terá acesso a todos os dados e informações necessários
instituição de ensino. de todos os estabelecimentos e órgãos educacionais.
§ 1º A prestação alternativa deverá observar os § 3º As atribuições constantes do inciso IX poderão ser
parâmetros curriculares e o plano de aula do dia da ausência delegadas aos Estados e ao Distrito Federal, desde que
do aluno. mantenham instituições de educação superior.
§ 2º O cumprimento das formas de prestação alternativa
de que trata este artigo substituirá a obrigação original para Art. 10. Os Estados incumbir-se-ão de:
todos os efeitos, inclusive regularização do registro de I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições
frequência. oficiais dos seus sistemas de ensino;
§ 3º As instituições de ensino implementarão II - definir, com os Municípios, formas de colaboração na
progressivamente, no prazo de 2 (dois) anos, as providências oferta do ensino fundamental, as quais devem assegurar a
e adaptações necessárias à adequação de seu funcionamento distribuição proporcional das responsabilidades, de acordo
às medidas previstas neste artigo. (Vide Lei nº 13.796, de com a população a ser atendida e os recursos financeiros
2019) disponíveis em cada uma dessas esferas do Poder Público;
§ 4º O disposto neste artigo não se aplica ao ensino militar III - elaborar e executar políticas e planos educacionais, em
a que se refere o art. 83 desta Lei. consonância com as diretrizes e planos nacionais de educação,
integrando e coordenando as suas ações e as dos seus
TÍTULO IV Municípios;
Da Organização da Educação Nacional IV - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e
avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de
Art. 8º A União, os Estados, o Distrito Federal e os educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de
Municípios organizarão, em regime de colaboração, os ensino;
respectivos sistemas de ensino. V - baixar normas complementares para o seu sistema de
§ 1º Caberá à União a coordenação da política nacional de ensino;
educação, articulando os diferentes níveis e sistemas e VI - assegurar o ensino fundamental e oferecer, com
exercendo função normativa, redistributiva e supletiva em prioridade, o ensino médio a todos que o demandarem,
relação às demais instâncias educacionais. respeitado o disposto no art. 38 desta Lei;
§ 2º Os sistemas de ensino terão liberdade de organização VII - assumir o transporte escolar dos alunos da rede
nos termos desta Lei. estadual.

Fundamentos Teórico Metodológicos 2


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Parágrafo único. Ao Distrito Federal aplicar-se-ão as acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes
competências referentes aos Estados e aos Municípios. princípios:
I - participação dos profissionais da educação na
Art. 11. Os Municípios incumbir-se-ão de: elaboração do projeto pedagógico da escola;
I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições II - participação das comunidades escolar e local em
oficiais dos seus sistemas de ensino, integrando-os às políticas conselhos escolares ou equivalentes.
e planos educacionais da União e dos Estados;
II - exercer ação redistributiva em relação às suas escolas; Art. 15. Os sistemas de ensino assegurarão às unidades
III - baixar normas complementares para o seu sistema de escolares públicas de educação básica que os integram
ensino; progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa
IV - autorizar, credenciar e supervisionar os e de gestão financeira, observadas as normas gerais de direito
estabelecimentos do seu sistema de ensino; financeiro público.
V - oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e,
com prioridade, o ensino fundamental, permitida a atuação em Art. 16. O sistema federal de ensino compreende:
outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas I - as instituições de ensino mantidas pela União;
plenamente as necessidades de sua área de competência e com II - as instituições de educação superior criadas e mantidas
recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela pela iniciativa privada;
Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do III - os órgãos federais de educação.
ensino.
VI - assumir o transporte escolar dos alunos da rede Art. 17. Os sistemas de ensino dos Estados e do Distrito
municipal. Federal compreendem:
Parágrafo único. Os Municípios poderão optar, ainda, por I - as instituições de ensino mantidas, respectivamente,
se integrar ao sistema estadual de ensino ou compor com ele pelo Poder Público estadual e pelo Distrito Federal;
um sistema único de educação básica. II - as instituições de educação superior mantidas pelo
Poder Público municipal;
Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as III - as instituições de ensino fundamental e médio criadas
normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a e mantidas pela iniciativa privada;
incumbência de: IV - os órgãos de educação estaduais e do Distrito Federal,
I - elaborar e executar sua proposta pedagógica; respectivamente.
II - administrar seu pessoal e seus recursos materiais e Parágrafo único. No Distrito Federal, as instituições de
financeiros; educação infantil, criadas e mantidas pela iniciativa privada,
III - assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula integram seu sistema de ensino.
estabelecidas;
IV - velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada Art. 18. Os sistemas municipais de ensino compreendem:
docente; I - as instituições do ensino fundamental, médio e de
V - prover meios para a recuperação dos alunos de menor educação infantil mantidas pelo Poder Público municipal;
rendimento; II - as instituições de educação infantil criadas e mantidas
VI - articular-se com as famílias e a comunidade, criando pela iniciativa privada;
processos de integração da sociedade com a escola; III - os órgãos municipais de educação.
VII - informar pai e mãe, conviventes ou não com seus
filhos, e, se for o caso, os responsáveis legais, sobre a Art. 19. As instituições de ensino dos diferentes níveis
frequência e rendimento dos alunos, bem como sobre a classificam-se nas seguintes categorias administrativas:
execução da proposta pedagógica da escola; I - públicas, assim entendidas as criadas ou incorporadas,
VIII - notificar ao Conselho Tutelar do Município a relação mantidas e administradas pelo Poder Público;
dos alunos que apresentem quantidade de faltas acima de 30% II - privadas, assim entendidas as mantidas e
(trinta por cento) do percentual permitido em lei; (Redação administradas por pessoas físicas ou jurídicas de direito
dada pela Lei nº 13.803, de 2019) privado.
IX - promover medidas de conscientização, de prevenção e
de combate a todos os tipos de violência, especialmente a Art. 20. As instituições privadas de ensino se enquadrarão
intimidação sistemática (bullying), no âmbito das escolas; nas seguintes categorias: (Regulamento)
(Incluído pela Lei nº 13.663, de 2018) I - particulares em sentido estrito, assim entendidas as que
X - estabelecer ações destinadas a promover a cultura de são instituídas e mantidas por uma ou mais pessoas físicas ou
paz nas escolas. (Incluído pela Lei nº 13.663, de 2018) jurídicas de direito privado que não apresentem as
características dos incisos abaixo;
Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de: II - comunitárias, assim entendidas as que são instituídas
I - participar da elaboração da proposta pedagógica do por grupos de pessoas físicas ou por uma ou mais pessoas
estabelecimento de ensino; jurídicas, inclusive cooperativas educacionais, sem fins
II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a lucrativos, que incluam na sua entidade mantenedora
proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; representantes da comunidade;
III - zelar pela aprendizagem dos alunos; III - confessionais, assim entendidas as que são instituídas
IV - estabelecer estratégias de recuperação para os alunos por grupos de pessoas físicas ou por uma ou mais pessoas
de menor rendimento; jurídicas que atendem a orientação confessional e ideologia
V - ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, específicas e ao disposto no inciso anterior;
além de participar integralmente dos períodos dedicados ao IV - filantrópicas, na forma da lei.
planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional;
VI - colaborar com as atividades de articulação da escola
com as famílias e a comunidade.

Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da


gestão democrática do ensino público na educação básica, de

Fundamentos Teórico Metodológicos 3


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

TÍTULO V c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries


Dos Níveis e das Modalidades de Educação e Ensino mediante verificação do aprendizado;
CAPÍTULO I d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito;
Da Composição dos Níveis Escolares e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de
preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo
Art. 21. A educação escolar compõe-se de: rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições
I - educação básica, formada pela educação infantil, ensino de ensino em seus regimentos;
fundamental e ensino médio; VI - o controle de frequência fica a cargo da escola,
II - educação superior. conforme o disposto no seu regimento e nas normas do
respectivo sistema de ensino, exigida a frequência mínima de
CAPÍTULO II setenta e cinco por cento do total de horas letivas para
DA EDUCAÇÃO BÁSICA aprovação;
Seção I VII - cabe a cada instituição de ensino expedir históricos
Das Disposições Gerais escolares, declarações de conclusão de série e diplomas ou
certificados de conclusão de cursos, com as especificações
Art. 22. A educação básica tem por finalidades desenvolver cabíveis.
o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável § 1º A carga horária mínima anual de que trata o inciso I do
para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para caput deverá ser ampliada de forma progressiva, no ensino
progredir no trabalho e em estudos posteriores. médio, para mil e quatrocentas horas, devendo os sistemas de
ensino oferecer, no prazo máximo de cinco anos, pelo menos
Art. 23. A educação básica poderá organizar-se em séries mil horas anuais de carga horária, a partir de 2 de março de
anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de 2017. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
períodos de estudos, grupos não-seriados, com base na idade, § 2º Os sistemas de ensino disporão sobre a oferta de
na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de educação de jovens e adultos e de ensino noturno regular,
organização, sempre que o interesse do processo de adequado às condições do educando, conforme o inciso VI do
aprendizagem assim o recomendar. art. 4º. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
§ 1º A escola poderá reclassificar os alunos, inclusive
quando se tratar de transferências entre estabelecimentos Art. 25. Será objetivo permanente das autoridades
situados no País e no exterior, tendo como base as normas responsáveis alcançar relação adequada entre o número de
curriculares gerais. alunos e o professor, a carga horária e as condições materiais
§ 2º O calendário escolar deverá adequar-se às do estabelecimento.
peculiaridades locais, inclusive climáticas e econômicas, a Parágrafo único. Cabe ao respectivo sistema de ensino, à
critério do respectivo sistema de ensino, sem com isso reduzir vista das condições disponíveis e das características regionais
o número de horas letivas previsto nesta Lei. e locais, estabelecer parâmetro para atendimento do disposto
neste artigo.
Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio,
será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: Art. 26. Os currículos da educação infantil, do ensino
I - a carga horária mínima anual será de oitocentas horas fundamental e do ensino médio devem ter base nacional
para o ensino fundamental e para o ensino médio, distribuídas comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em
por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada,
excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver; exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da
(Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) cultura, da economia e dos educandos.
II - a classificação em qualquer série ou etapa, exceto a § 1º Os currículos a que se refere o caput devem abranger,
primeira do ensino fundamental, pode ser feita: obrigatoriamente, o estudo da língua portuguesa e da
a) por promoção, para alunos que cursaram, com matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da
aproveitamento, a série ou fase anterior, na própria escola; realidade social e política, especialmente do Brasil.
b) por transferência, para candidatos procedentes de § 2º O ensino da arte, especialmente em suas expressões
outras escolas; regionais, constituirá componente curricular obrigatório da
c) independentemente de escolarização anterior, mediante educação básica. (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017)
avaliação feita pela escola, que defina o grau de § 3º A educação física, integrada à proposta pedagógica da
desenvolvimento e experiência do candidato e permita sua escola, é componente curricular obrigatório da educação
inscrição na série ou etapa adequada, conforme básica, sendo sua prática facultativa ao aluno:
regulamentação do respectivo sistema de ensino; I - que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis
III - nos estabelecimentos que adotam a progressão regular horas;
por série, o regimento escolar pode admitir formas de II - maior de trinta anos de idade;
progressão parcial, desde que preservada a sequência do III - que estiver prestando serviço militar inicial ou que, em
currículo, observadas as normas do respectivo sistema de situação similar, estiver obrigado à prática da educação física;
ensino; IV - amparado pelo Decreto-Lei nº 1.044, de 21 de outubro
IV - poderão organizar-se classes, ou turmas, com alunos de 1969;
de séries distintas, com níveis equivalentes de adiantamento V - (Vetado)
na matéria, para o ensino de línguas estrangeiras, artes, ou VI - que tenha prole.
outros componentes curriculares; § 4º O ensino da História do Brasil levará em conta as
V - a verificação do rendimento escolar observará os contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação
seguintes critérios: do povo brasileiro, especialmente das matrizes indígena,
a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do africana e europeia.
aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os § 5º No currículo do ensino fundamental, a partir do sexto
quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de ano, será ofertada a língua inglesa. (Redação dada pela Lei nº
eventuais provas finais; 13.415, de 2017)
b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com § 6º As artes visuais, a dança, a música e o teatro são as
atraso escolar; linguagens que constituirão o componente curricular de que

Fundamentos Teórico Metodológicos 4


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

trata o § 2º deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 13.278, de Seção II


2016). Da Educação Infantil
§ 7º A integralização curricular poderá incluir, a critério
dos sistemas de ensino, projetos e pesquisas envolvendo os Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação
temas transversais de que trata o caput. (Redação dada pela básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da
Lei nº 13.415, de 2017) criança de até 5 (cinco) anos, em seus aspectos físico,
§ 8º A exibição de filmes de produção nacional constituirá psicológico, intelectual e social, complementando a ação da
componente curricular complementar integrado à proposta família e da comunidade.
pedagógica da escola, sendo a sua exibição obrigatória por, no
mínimo, 2 (duas) horas mensais. Art. 30. A educação infantil será oferecida em:
§ 9º Conteúdos relativos aos direitos humanos e à I - creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até
prevenção de todas as formas de violência contra a criança e três anos de idade;
ao adolescente serão incluídos, como temas transversais, nos II - pré-escolas, para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco)
currículos escolares de que trata o caput deste artigo, tendo anos de idade.
como diretriz a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto
da Criança e do Adolescente), observada a produção e Art. 31. A educação infantil será organizada de acordo com
distribuição de material didático adequado. as seguintes regras comuns:
§ 9º-A. A educação alimentar e nutricional será incluída I - avaliação mediante acompanhamento e registro do
entre os temas transversais de que trata o caput. (Incluído pela desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de promoção,
Lei nº 13.666, de 2018) mesmo para o acesso ao ensino fundamental;
§ 10. A inclusão de novos componentes curriculares de II - carga horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas,
caráter obrigatório na Base Nacional Comum Curricular distribuída por um mínimo de 200 (duzentos) dias de trabalho
dependerá de aprovação do Conselho Nacional de Educação e educacional;
de homologação pelo Ministro de Estado da Educação. III - atendimento à criança de, no mínimo, 4 (quatro) horas
(Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) diárias para o turno parcial e de 7 (sete) horas para a jornada
integral;
Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e IV - controle de frequência pela instituição de educação
de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o pré-escolar, exigida a frequência mínima de 60% (sessenta por
estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. cento) do total de horas;
§ 1º O conteúdo programático a que se refere este artigo V - expedição de documentação que permita atestar os
incluirá diversos aspectos da história e da cultura que processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança.
caracterizam a formação da população brasileira, a partir
desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da Seção III
África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas Do Ensino Fundamental
no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o
índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de
contribuições nas áreas social, econômica e política, 9 (nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6
pertinentes à história do Brasil. (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica do
§ 2º Os conteúdos referentes à história e cultura afro- cidadão, mediante:
brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo
no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do
educação artística e de literatura e história brasileiras. cálculo;
II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema
Art. 27. Os conteúdos curriculares da educação básica político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se
observarão, ainda, as seguintes diretrizes: fundamenta a sociedade;
I - a difusão de valores fundamentais ao interesse social, III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem,
aos direitos e deveres dos cidadãos, de respeito ao bem tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a
comum e à ordem democrática; formação de atitudes e valores;
II - consideração das condições de escolaridade dos alunos IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de
em cada estabelecimento; solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se
III - orientação para o trabalho; assenta a vida social.
IV - promoção do desporto educacional e apoio às práticas § 1º É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino
desportivas não-formais. fundamental em ciclos.
§ 2º Os estabelecimentos que utilizam progressão regular
Art. 28. Na oferta de educação básica para a população por série podem adotar no ensino fundamental o regime de
rural, os sistemas de ensino promoverão as adaptações progressão continuada, sem prejuízo da avaliação do processo
necessárias à sua adequação às peculiaridades da vida rural e de ensino-aprendizagem, observadas as normas do respectivo
de cada região, especialmente: sistema de ensino.
I - conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às § 3º O ensino fundamental regular será ministrado em
reais necessidades e interesses dos alunos da zona rural; língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas a
II - organização escolar própria, incluindo adequação do utilização de suas línguas maternas e processos próprios de
calendário escolar às fases do ciclo agrícola e às condições aprendizagem.
climáticas; § 4º O ensino fundamental será presencial, sendo o ensino
III - adequação à natureza do trabalho na zona rural. a distância utilizado como complementação da aprendizagem
Parágrafo único. O fechamento de escolas do campo, ou em situações emergenciais.
indígenas e quilombolas será precedido de manifestação do § 5o O currículo do ensino fundamental incluirá,
órgão normativo do respectivo sistema de ensino, que obrigatoriamente, conteúdo que trate dos direitos das crianças
considerará a justificativa apresentada pela Secretaria de e dos adolescentes, tendo como diretriz a Lei no 8.069, de 13
Educação, a análise do diagnóstico do impacto da ação e a de julho de 1990, que institui o Estatuto da Criança e do
manifestação da comunidade escolar.

Fundamentos Teórico Metodológicos 5


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Adolescente, observada a produção e distribuição de material § 3º O ensino da língua portuguesa e da matemática será
didático adequado. obrigatório nos três anos do ensino médio, assegurada às
§ 6º O estudo sobre os símbolos nacionais será incluído comunidades indígenas, também, a utilização das respectivas
como tema transversal nos currículos do ensino fundamental. línguas maternas. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
§ 4º Os currículos do ensino médio incluirão,
Art. 33. O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte obrigatoriamente, o estudo da língua inglesa e poderão ofertar
integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina outras línguas estrangeiras, em caráter optativo,
dos horários normais das escolas públicas de ensino preferencialmente o espanhol, de acordo com a
fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural disponibilidade de oferta, locais e horários definidos pelos
religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo. sistemas de ensino. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
§ 1º Os sistemas de ensino regulamentarão os § 5º A carga horária destinada ao cumprimento da Base
procedimentos para a definição dos conteúdos do ensino Nacional Comum Curricular não poderá ser superior a mil e
religioso e estabelecerão as normas para a habilitação e oitocentas horas do total da carga horária do ensino médio, de
admissão dos professores. acordo com a definição dos sistemas de ensino. (Incluído pela
§ 2º Os sistemas de ensino ouvirão entidade civil, Lei nº 13.415, de 2017)
constituída pelas diferentes denominações religiosas, para a § 6º A União estabelecerá os padrões de desempenho
definição dos conteúdos do ensino religioso. esperados para o ensino médio, que serão referência nos
processos nacionais de avaliação, a partir da Base Nacional
Art. 34. A jornada escolar no ensino fundamental incluirá Comum Curricular. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
pelo menos quatro horas de trabalho efetivo em sala de aula, § 7º Os currículos do ensino médio deverão considerar a
sendo progressivamente ampliado o período de permanência formação integral do aluno, de maneira a adotar um trabalho
na escola. voltado para a construção de seu projeto de vida e para sua
§ 1º São ressalvados os casos do ensino noturno e das formação nos aspectos físicos, cognitivos e sócio emocionais.
formas alternativas de organização autorizadas nesta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
§ 2º O ensino fundamental será ministrado § 8º Os conteúdos, as metodologias e as formas de
progressivamente em tempo integral, a critério dos sistemas avaliação processual e formativa serão organizados nas redes
de ensino. de ensino por meio de atividades teóricas e práticas, provas
orais e escritas, seminários, projetos e atividades on-line, de
Seção IV tal forma que ao final do ensino médio o educando demonstre:
Do Ensino Médio (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
I - domínio dos princípios científicos e tecnológicos que
Art. 35. O ensino médio, etapa final da educação básica, presidem a produção moderna; (Incluído pela Lei nº 13.415,
com duração mínima de três anos, terá como finalidades: de 2017)
I - a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos II - conhecimento das formas contemporâneas de
adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o linguagem. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
prosseguimento de estudos;
II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do Art. 36. O currículo do ensino médio será composto pela
educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de Base Nacional Comum Curricular e por itinerários formativos,
se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou que deverão ser organizados por meio da oferta de diferentes
aperfeiçoamento posteriores; arranjos curriculares, conforme a relevância para o contexto
III - o aprimoramento do educando como pessoa humana, local e a possibilidade dos sistemas de ensino, a saber:
incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017)
intelectual e do pensamento crítico; I - linguagens e suas tecnologias; (Redação dada pela Lei nº
IV - a compreensão dos fundamentos científico- 13.415, de 2017)
tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria II - matemática e suas tecnologias; (Redação dada pela Lei
com a prática, no ensino de cada disciplina. nº 13.415, de 2017)
III - ciências da natureza e suas tecnologias; (Redação dada
Art. 35-A. A Base Nacional Comum Curricular definirá pela Lei nº 13.415, de 2017)
direitos e objetivos de aprendizagem do ensino médio, IV - ciências humanas e sociais aplicadas; (Redação dada
conforme diretrizes do Conselho Nacional de Educação, nas pela Lei nº 13.415, de 2017)
seguintes áreas do conhecimento: (Incluído pela Lei nº 13.415, V - formação técnica e profissional. (Incluído pela Lei nº
de 2017) 13.415, de 2017)
I - linguagens e suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº § 1º A organização das áreas de que trata o caput e das
13.415, de 2017) respectivas competências e habilidades será feita de acordo
II - matemática e suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº com critérios estabelecidos em cada sistema de ensino.
13.415, de 2017) (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017)
III - ciências da natureza e suas tecnologias; (Incluído pela I - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017)
Lei nº 13.415, de 2017) II - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017)
IV - ciências humanas e sociais aplicadas. (Incluído pela Lei III - (revogado).
nº 13.415, de 2017) § 2º (Revogado pela Lei nº 11.741, de 2008)
§ 1º A parte diversificada dos currículos de que trata o § 3º A critério dos sistemas de ensino, poderá ser
caput do art. 26, definida em cada sistema de ensino, deverá composto itinerário formativo integrado, que se traduz na
estar harmonizada à Base Nacional Comum Curricular e ser composição de componentes curriculares da Base Nacional
articulada a partir do contexto histórico, econômico, social, Comum Curricular - BNCC e dos itinerários formativos,
ambiental e cultural. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) considerando os incisos I a V do caput. (Redação dada pela Lei
§ 2º A Base Nacional Comum Curricular referente ao nº 13.415, de 2017)
ensino médio incluirá obrigatoriamente estudos e práticas de § 4º (Revogado pela Lei nº 11.741, de 2008)
educação física, arte, sociologia e filosofia. (Incluído pela Lei nº § 5º Os sistemas de ensino, mediante disponibilidade de
13.415, de 2017) vagas na rede, possibilitarão ao aluno concluinte do ensino

Fundamentos Teórico Metodológicos 6


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

médio cursar mais um itinerário formativo de que trata o educando, poderá prepará-lo para o exercício de profissões
caput. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) técnicas.
§ 6º A critério dos sistemas de ensino, a oferta de formação Parágrafo único. A preparação geral para o trabalho e,
com ênfase técnica e profissional considerará: (Incluído pela facultativamente, a habilitação profissional poderão ser
Lei nº 13.415, de 2017) desenvolvidas nos próprios estabelecimentos de ensino médio
I - a inclusão de vivências práticas de trabalho no setor ou em cooperação com instituições especializadas em
produtivo ou em ambientes de simulação, estabelecendo educação profissional.
parcerias e fazendo uso, quando aplicável, de instrumentos
estabelecidos pela legislação sobre aprendizagem Art. 36-B. A educação profissional técnica de nível médio
profissional; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) será desenvolvida nas seguintes formas:
II - a possibilidade de concessão de certificados I - articulada com o ensino médio;
intermediários de qualificação para o trabalho, quando a II - subsequente, em cursos destinados a quem já tenha
formação for estruturada e organizada em etapas com concluído o ensino médio.
terminalidade. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) Parágrafo único. A educação profissional técnica de nível
§ 7º A oferta de formações experimentais relacionadas ao médio deverá observar:
inciso V do caput, em áreas que não constem do Catálogo I - os objetivos e definições contidos nas diretrizes
Nacional dos Cursos Técnicos, dependerá, para sua curriculares nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional
continuidade, do reconhecimento pelo respectivo Conselho de Educação;
Estadual de Educação, no prazo de três anos, e da inserção no II - as normas complementares dos respectivos sistemas de
Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos, no prazo de cinco anos, ensino;
contados da data de oferta inicial da formação. (Incluído pela III - as exigências de cada instituição de ensino, nos termos
Lei nº 13.415, de 2017) de seu projeto pedagógico.
§ 8º A oferta de formação técnica e profissional a que se
refere o inciso V do caput, realizada na própria instituição ou Art. 36-C. A educação profissional técnica de nível médio
em parceria com outras instituições, deverá ser aprovada articulada, prevista no inciso I do caput do art. 36-B desta Lei,
previamente pelo Conselho Estadual de Educação, será desenvolvida de forma:
homologada pelo Secretário Estadual de Educação e I - integrada, oferecida somente a quem já tenha concluído
certificada pelos sistemas de ensino. (Incluído pela Lei nº o ensino fundamental, sendo o curso planejado de modo a
13.415, de 2017) conduzir o aluno à habilitação profissional técnica de nível
§ 9º As instituições de ensino emitirão certificado com médio, na mesma instituição de ensino, efetuando-se
validade nacional, que habilitará o concluinte do ensino médio matrícula única para cada aluno;
ao prosseguimento dos estudos em nível superior ou em II - concomitante, oferecida a quem ingresse no ensino
outros cursos ou formações para os quais a conclusão do médio ou já o estejam cursando, efetuando-se matrículas
ensino médio seja etapa obrigatória. (Incluído pela Lei nº distintas para cada curso, e podendo ocorrer:
13.415, de 2017) a) na mesma instituição de ensino, aproveitando-se as
§ 10. Além das formas de organização previstas no art. 23, oportunidades educacionais disponíveis;
o ensino médio poderá ser organizado em módulos e adotar o b) em instituições de ensino distintas, aproveitando-se as
sistema de créditos com terminalidade específica. (Incluído oportunidades educacionais disponíveis;
pela Lei nº 13.415, de 2017) c) em instituições de ensino distintas, mediante convênios
§ 11. Para efeito de cumprimento das exigências de intercomplementaridade, visando ao planejamento e ao
curriculares do ensino médio, os sistemas de ensino poderão desenvolvimento de projeto pedagógico unificado.
reconhecer competências e firmar convênios com instituições
de educação a distância com notório reconhecimento, Art. 36-D. Os diplomas de cursos de educação profissional
mediante as seguintes formas de comprovação: (Incluído pela técnica de nível médio, quando registrados, terão validade
Lei nº 13.415, de 2017) nacional e habilitarão ao prosseguimento de estudos na
I - demonstração prática; (Incluído pela Lei nº 13.415, de educação superior.
2017) Parágrafo único. Os cursos de educação profissional
II - experiência de trabalho supervisionado ou outra técnica de nível médio, nas formas articulada concomitante e
experiência adquirida fora do ambiente escolar; (Incluído pela subsequente, quando estruturados e organizados em etapas
Lei nº 13.415, de 2017) com terminalidade, possibilitarão a obtenção de certificados
III - atividades de educação técnica oferecidas em outras de qualificação para o trabalho após a conclusão, com
instituições de ensino credenciadas; (Incluído pela Lei nº aproveitamento, de cada etapa que caracterize uma
13.415, de 2017) qualificação para o trabalho.
IV - cursos oferecidos por centros ou programas
ocupacionais; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) Seção V
V - estudos realizados em instituições de ensino nacionais Da Educação de Jovens e Adultos
ou estrangeiras; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
VI - cursos realizados por meio de educação a distância ou Art. 37. A educação de jovens e adultos será destinada
educação presencial mediada por tecnologias. (Incluído pela àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos
Lei nº 13.415, de 2017) nos ensinos fundamental e médio na idade própria e
§ 12. As escolas deverão orientar os alunos no processo de constituirá instrumento para a educação e a aprendizagem ao
escolha das áreas de conhecimento ou de atuação profissional longo da vida. (Redação dada pela Lei nº 13.632, de 2018)
previstas no caput. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos
jovens e aos adultos, que não puderam efetuar os estudos na
Seção IV-A idade regular, oportunidades educacionais apropriadas,
Da Educação Profissional Técnica de Nível Médio consideradas as características do alunado, seus interesses,
condições de vida e de trabalho, mediante cursos e exames.
Art. 36-A. Sem prejuízo do disposto na Seção IV deste § 2º O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a
Capítulo, o ensino médio, atendida a formação geral do permanência do trabalhador na escola, mediante ações
integradas e complementares entre si.

Fundamentos Teórico Metodológicos 7


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

§ 3º A educação de jovens e adultos deverá articular-se, III - incentivar o trabalho de pesquisa e investigação
preferencialmente, com a educação profissional, na forma do científica, visando o desenvolvimento da ciência e da
regulamento. tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo,
desenvolver o entendimento do homem e do meio em que
Art. 38. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames vive;
supletivos, que compreenderão a base nacional comum do IV - promover a divulgação de conhecimentos culturais,
currículo, habilitando ao prosseguimento de estudos em científicos e técnicos que constituem patrimônio da
caráter regular. humanidade e comunicar o saber através do ensino, de
§ 1º Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão: publicações ou de outras formas de comunicação;
I - no nível de conclusão do ensino fundamental, para os V - suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento
maiores de quinze anos; cultural e profissional e possibilitar a correspondente
II - no nível de conclusão do ensino médio, para os maiores concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo
de dezoito anos. adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do
§ 2º Os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos conhecimento de cada geração;
educandos por meios informais serão aferidos e reconhecidos VI - estimular o conhecimento dos problemas do mundo
mediante exames. presente, em particular os nacionais e regionais, prestar
serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta
CAPÍTULO III uma relação de reciprocidade;
DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL VII - promover a extensão, aberta à participação da
Da Educação Profissional e Tecnológica população, visando à difusão das conquistas e benefícios
resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e
Art. 39. A educação profissional e tecnológica, no tecnológica geradas na instituição.
cumprimento dos objetivos da educação nacional, integra-se VIII - atuar em favor da universalização e do
aos diferentes níveis e modalidades de educação e às aprimoramento da educação básica, mediante a formação e a
dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia. capacitação de profissionais, a realização de pesquisas
§ 1o Os cursos de educação profissional e tecnológica pedagógicas e o desenvolvimento de atividades de extensão
poderão ser organizados por eixos tecnológicos, que aproximem os dois níveis escolares. (Incluído pela Lei nº
possibilitando a construção de diferentes itinerários 13.174, de 2015)
formativos, observadas as normas do respectivo sistema e
nível de ensino. Art. 44. A educação superior abrangerá os seguintes cursos
§ 2o A educação profissional e tecnológica abrangerá os e programas:
seguintes cursos: I - cursos sequenciais por campo de saber, de diferentes
I - de formação inicial e continuada ou qualificação níveis de abrangência, abertos a candidatos que atendam aos
profissional; requisitos estabelecidos pelas instituições de ensino, desde
II - de educação profissional técnica de nível médio; que tenham concluído o ensino médio ou equivalente;
III - de educação profissional tecnológica de graduação e II - de graduação, abertos a candidatos que tenham
pós-graduação. concluído o ensino médio ou equivalente e tenham sido
§ 3o Os cursos de educação profissional tecnológica de classificados em processo seletivo;
graduação e pós-graduação organizar-se-ão, no que concerne III - de pós-graduação, compreendendo programas de
a objetivos, características e duração, de acordo com as mestrado e doutorado, cursos de especialização,
diretrizes curriculares nacionais estabelecidas pelo Conselho aperfeiçoamento e outros, abertos a candidatos diplomados
Nacional de Educação. em cursos de graduação e que atendam às exigências das
instituições de ensino;
Art. 40. A educação profissional será desenvolvida em IV - de extensão, abertos a candidatos que atendam aos
articulação com o ensino regular ou por diferentes estratégias requisitos estabelecidos em cada caso pelas instituições de
de educação continuada, em instituições especializadas ou no ensino.
ambiente de trabalho. § 1º O resultado do processo seletivo referido no inciso II
do caput deste artigo será tornado público pela instituição de
Art. 41. O conhecimento adquirido na educação ensino superior, sendo obrigatórios a divulgação da relação
profissional e tecnológica, inclusive no trabalho, poderá ser nominal dos classificados, a respectiva ordem de classificação
objeto de avaliação, reconhecimento e certificação para e o cronograma das chamadas para matrícula, de acordo com
prosseguimento ou conclusão de estudos. os critérios para preenchimento das vagas constantes do
edital, assegurado o direito do candidato, classificado ou não,
Art. 42. As instituições de educação profissional e a ter acesso a suas notas ou indicadores de desempenho em
tecnológica, além dos seus cursos regulares, oferecerão cursos provas, exames e demais atividades da seleção e a sua posição
especiais, abertos à comunidade, condicionada a matrícula à na ordem de classificação de todos os candidatos. (Redação
capacidade de aproveitamento e não necessariamente ao nível dada pela Lei nº 13.826, de 2019)
de escolaridade. § 2º No caso de empate no processo seletivo, as instituições
públicas de ensino superior darão prioridade de matrícula ao
CAPÍTULO IV candidato que comprove ter renda familiar inferior a dez
Da Educação Superior salários mínimos, ou ao de menor renda familiar, quando mais
de um candidato preencher o critério inicial. (Incluído pela Lei
Art. 43. A educação superior tem por finalidade: nº 13.184, de 2015)
I - estimular a criação cultural e o desenvolvimento do § 3º O processo seletivo referido no inciso II considerará
espírito científico e do pensamento reflexivo; as competências e as habilidades definidas na Base Nacional
II - formar diplomados nas diferentes áreas de Comum Curricular. (Incluído pela lei nº 13.415, de 2017)
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais
e para a participação no desenvolvimento da sociedade Art. 45. A educação superior será ministrada em
brasileira, e colaborar na sua formação contínua; instituições de ensino superior, públicas ou privadas, com
variados graus de abrangência ou especialização.

Fundamentos Teórico Metodológicos 8


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Art. 46. A autorização e o reconhecimento de cursos, bem a) caso o curso mantenha disciplinas com duração
como o credenciamento de instituições de educação superior, diferenciada, a publicação deve ser semestral; (Incluída pela
terão prazos limitados, sendo renovados, periodicamente, lei nº 13.168, de 2015)
após processo regular de avaliação. b) a publicação deve ser feita até 1 (um) mês antes do início
§ 1º Após um prazo para saneamento de deficiências das aulas; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015)
eventualmente identificadas pela avaliação a que se refere este c) caso haja mudança na grade do curso ou no corpo
artigo, haverá reavaliação, que poderá resultar, conforme o docente até o início das aulas, os alunos devem ser
caso, em desativação de cursos e habilitações, em intervenção comunicados sobre as alterações; (Incluída pela lei nº 13.168,
na instituição, em suspensão temporária de prerrogativas da de 2015)
autonomia, ou em descredenciamento. V - deve conter as seguintes informações: (Incluído pela lei
§ 2º No caso de instituição pública, o Poder Executivo nº 13.168, de 2015)
responsável por sua manutenção acompanhará o processo de a) a lista de todos os cursos oferecidos pela instituição de
saneamento e fornecerá recursos adicionais, se necessários, ensino superior; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015)
para a superação das deficiências. b) a lista das disciplinas que compõem a grade curricular
§ 3º No caso de instituição privada, além das sanções de cada curso e as respectivas cargas horárias; (Incluída pela
previstas no § 1o deste artigo, o processo de reavaliação lei nº 13.168, de 2015)
poderá resultar em redução de vagas autorizadas e em c) a identificação dos docentes que ministrarão as aulas em
suspensão temporária de novos ingressos e de oferta de cada curso, as disciplinas que efetivamente ministrará naquele
cursos. (Alterado pela Lei 13.530/2017). curso ou cursos, sua titulação, abrangendo a qualificação
§ 4º É facultado ao Ministério da Educação, mediante profissional do docente e o tempo de casa do docente, de forma
procedimento específico e com aquiescência da instituição de total, contínua ou intermitente. (Incluída pela lei nº 13.168, de
ensino, com vistas a resguardar os interesses dos estudantes, 2015)
comutar as penalidades previstas nos §§ 1o e 3o deste artigo § 2º Os alunos que tenham extraordinário aproveitamento
por outras medidas, desde que adequadas para superação das nos estudos, demonstrado por meio de provas e outros
deficiências e irregularidades constatadas. (Alterado pela Lei instrumentos de avaliação específicos, aplicados por banca
13.530/2017). examinadora especial, poderão ter abreviada a duração dos
§ 5º Para fins de regulação, os Estados e o Distrito Federal seus cursos, de acordo com as normas dos sistemas de ensino.
deverão adotar os critérios definidos pela União para § 3º É obrigatória a frequência de alunos e professores,
autorização de funcionamento de curso de graduação em salvo nos programas de educação a distância.
Medicina.” (Incluído pela Lei 13.530/2017). § 4º As instituições de educação superior oferecerão, no
período noturno, cursos de graduação nos mesmos padrões de
Art. 47. Na educação superior, o ano letivo regular, qualidade mantidos no período diurno, sendo obrigatória a
independente do ano civil, tem, no mínimo, duzentos dias de oferta noturna nas instituições públicas, garantida a
trabalho acadêmico efetivo, excluído o tempo reservado aos necessária previsão orçamentária.
exames finais, quando houver.
§ 1º As instituições informarão aos interessados, antes de Art. 48. Os diplomas de cursos superiores reconhecidos,
cada período letivo, os programas dos cursos e demais quando registrados, terão validade nacional como prova da
componentes curriculares, sua duração, requisitos, formação recebida por seu titular.
qualificação dos professores, recursos disponíveis e critérios § 1º Os diplomas expedidos pelas universidades serão por
de avaliação, obrigando-se a cumprir as respectivas condições, elas próprias registrados, e aqueles conferidos por instituições
e a publicação deve ser feita, sendo as 3 (três) primeiras não-universitárias serão registrados em universidades
formas concomitantemente: (Redação dada pela lei nº 13.168, indicadas pelo Conselho Nacional de Educação.
de 2015). § 2º Os diplomas de graduação expedidos por
I - em página específica na internet no sítio eletrônico universidades estrangeiras serão revalidados por
oficial da instituição de ensino superior, obedecido o seguinte: universidades públicas que tenham curso do mesmo nível e
(Incluído pela lei nº 13.168, de 2015) área ou equivalente, respeitando-se os acordos internacionais
a) toda publicação a que se refere esta Lei deve ter como de reciprocidade ou equiparação.
título “Grade e Corpo Docente”; (Incluída pela lei nº 13.168, de § 3º Os diplomas de Mestrado e de Doutorado expedidos
2015) por universidades estrangeiras só poderão ser reconhecidos
b) a página principal da instituição de ensino superior, bem por universidades que possuam cursos de pós-graduação
como a página da oferta de seus cursos aos ingressantes sob a reconhecidos e avaliados, na mesma área de conhecimento e
forma de vestibulares, processo seletivo e outras com a mesma em nível equivalente ou superior.
finalidade, deve conter a ligação desta com a página específica
prevista neste inciso; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) Art. 49. As instituições de educação superior aceitarão a
c) caso a instituição de ensino superior não possua sítio transferência de alunos regulares, para cursos afins, na
eletrônico, deve criar página específica para divulgação das hipótese de existência de vagas, e mediante processo seletivo.
informações de que trata esta Lei; (Incluída pela lei nº 13.168, Parágrafo único. As transferências ex officio dar-se-ão na
de 2015) forma da lei.
d) a página específica deve conter a data completa de sua
última atualização; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) Art. 50. As instituições de educação superior, quando da
II - em toda propaganda eletrônica da instituição de ensino ocorrência de vagas, abrirão matrícula nas disciplinas de seus
superior, por meio de ligação para a página referida no inciso cursos a alunos não regulares que demonstrarem capacidade
I; (Incluído pela lei nº 13.168, de 2015) de cursá-las com proveito, mediante processo seletivo prévio.
III - em local visível da instituição de ensino superior e de
fácil acesso ao público; (Incluído pela lei nº 13.168, de 2015) Art. 51. As instituições de educação superior credenciadas
IV - deve ser atualizada semestralmente ou anualmente, de como universidades, ao deliberar sobre critérios e normas de
acordo com a duração das disciplinas de cada curso oferecido, seleção e admissão de estudantes, levarão em conta os efeitos
observando o seguinte: (Incluído pela lei nº 13.168, de 2015) desses critérios sobre a orientação do ensino médio,
articulando-se com os órgãos normativos dos sistemas de
ensino.

Fundamentos Teórico Metodológicos 9


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Art. 52. As universidades são instituições financiamento pelo Poder Público, assim como dos seus planos
pluridisciplinares de formação dos quadros profissionais de de carreira e do regime jurídico do seu pessoal.
nível superior, de pesquisa, de extensão e de domínio e cultivo § 1º No exercício da sua autonomia, além das atribuições
do saber humano, que se caracterizam por: (Regulamento) asseguradas pelo artigo anterior, as universidades públicas
I - produção intelectual institucionalizada mediante o poderão:
estudo sistemático dos temas e problemas mais relevantes, I - propor o seu quadro de pessoal docente, técnico e
tanto do ponto de vista científico e cultural, quanto regional e administrativo, assim como um plano de cargos e salários,
nacional; atendidas as normas gerais pertinentes e os recursos
II - um terço do corpo docente, pelo menos, com titulação disponíveis;
acadêmica de mestrado ou doutorado; II - elaborar o regulamento de seu pessoal em
III - um terço do corpo docente em regime de tempo conformidade com as normas gerais concernentes;
integral. III - aprovar e executar planos, programas e projetos de
Parágrafo único. É facultada a criação de universidades investimentos referentes a obras, serviços e aquisições em
especializadas por campo do saber. geral, de acordo com os recursos alocados pelo respectivo
Poder mantenedor;
Art. 53. No exercício de sua autonomia, são asseguradas às IV - elaborar seus orçamentos anuais e plurianuais;
universidades, sem prejuízo de outras, as seguintes V - adotar regime financeiro e contábil que atenda às suas
atribuições: peculiaridades de organização e funcionamento;
I - criar, organizar e extinguir, em sua sede, cursos e VI - realizar operações de crédito ou de financiamento, com
programas de educação superior previstos nesta Lei, aprovação do Poder competente, para aquisição de bens
obedecendo às normas gerais da União e, quando for o caso, do imóveis, instalações e equipamentos;
respectivo sistema de ensino; VII - efetuar transferências, quitações e tomar outras
II - fixar os currículos dos seus cursos e programas, providências de ordem orçamentária, financeira e patrimonial
observadas as diretrizes gerais pertinentes; necessárias ao seu bom desempenho.
III - estabelecer planos, programas e projetos de pesquisa § 2º Atribuições de autonomia universitária poderão ser
científica, produção artística e atividades de extensão; estendidas a instituições que comprovem alta qualificação
IV - fixar o número de vagas de acordo com a capacidade para o ensino ou para a pesquisa, com base em avaliação
institucional e as exigências do seu meio; realizada pelo Poder Público.
V - elaborar e reformar os seus estatutos e regimentos em
consonância com as normas gerais atinentes; Art. 55. Caberá à União assegurar, anualmente, em seu
VI - conferir graus, diplomas e outros títulos; Orçamento Geral, recursos suficientes para manutenção e
VII - firmar contratos, acordos e convênios; desenvolvimento das instituições de educação superior por ela
VIII - aprovar e executar planos, programas e projetos de mantidas.
investimentos referentes a obras, serviços e aquisições em
geral, bem como administrar rendimentos conforme Art. 56. As instituições públicas de educação superior
dispositivos institucionais; obedecerão ao princípio da gestão democrática, assegurada a
IX - administrar os rendimentos e deles dispor na forma existência de órgãos colegiados deliberativos, de que
prevista no ato de constituição, nas leis e nos respectivos participarão os segmentos da comunidade institucional, local
estatutos; e regional.
X - receber subvenções, doações, heranças, legados e Parágrafo único. Em qualquer caso, os docentes ocuparão
cooperação financeira resultante de convênios com entidades setenta por cento dos assentos em cada órgão colegiado e
públicas e privadas. comissão, inclusive nos que tratarem da elaboração e
§ 1º Para garantir a autonomia didático-científica das modificações estatutárias e regimentais, bem como da escolha
universidades, caberá aos seus colegiados de ensino e de dirigentes.
pesquisa decidir, dentro dos recursos orçamentários
disponíveis, sobre: (Redação dada pela Lei nº 13.490, de 2017) Art. 57. Nas instituições públicas de educação superior, o
I - criação, expansão, modificação e extinção de cursos; professor ficará obrigado ao mínimo de oito horas semanais de
(Redação dada pela Lei nº 13.490, de 2017) aulas.
II - ampliação e diminuição de vagas; (Redação dada pela
Lei nº 13.490, de 2017) CAPÍTULO V
III - elaboração da programação dos cursos; (Redação dada DA EDUCAÇÃO ESPECIAL
pela Lei nº 13.490, de 2017)
IV - programação das pesquisas e das atividades de Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos
extensão; (Redação dada pela Lei nº 13.490, de 2017) desta Lei, a modalidade de educação escolar oferecida
V - contratação e dispensa de professores; (Redação dada preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos
pela Lei nº 13.490, de 2017) com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e
VI - planos de carreira docente. (Redação dada pela Lei nº altas habilidades ou superdotação.
13.490, de 2017) § 1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio
§ 2º As doações, inclusive monetárias, podem ser dirigidas especializado, na escola regular, para atender às
a setores ou projetos específicos, conforme acordo entre peculiaridades da clientela de educação especial.
doadores e universidades. (Incluído pela Lei nº 13.490, de § 2º O atendimento educacional será feito em classes,
2017) escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das
§ 3º No caso das universidades públicas, os recursos das condições específicas dos alunos, não for possível a sua
doações devem ser dirigidos ao caixa único da instituição, com integração nas classes comuns de ensino regular.
destinação garantida às unidades a serem beneficiadas. § 3º A oferta de educação especial, nos termos do caput
(Incluído pela Lei nº 13.490, de 2017) deste artigo, tem início na educação infantil e estende-se ao
longo da vida, observados o inciso III do art. 4º e o parágrafo
Art. 54. As universidades mantidas pelo Poder Público único do art. 60 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 13.632,
gozarão, na forma da lei, de estatuto jurídico especial para de 2018)
atender às peculiaridades de sua estrutura, organização e

Fundamentos Teórico Metodológicos 10


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos Parágrafo único. A formação dos profissionais da
com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e educação, de modo a atender às especificidades do exercício
altas habilidades ou superdotação: de suas atividades, bem como aos objetivos das diferentes
I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e etapas e modalidades da educação básica, terá como
organização específicos, para atender às suas necessidades; fundamentos:
II - terminalidade específica para aqueles que não puderem I - a presença de sólida formação básica, que propicie o
atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, conhecimento dos fundamentos científicos e sociais de suas
em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em competências de trabalho;
menor tempo o programa escolar para os superdotados; II - a associação entre teorias e práticas, mediante estágios
III - professores com especialização adequada em nível supervisionados e capacitação em serviço;
médio ou superior, para atendimento especializado, bem como III - o aproveitamento da formação e experiências
professores do ensino regular capacitados para a integração anteriores, em instituições de ensino e em outras atividades.
desses educandos nas classes comuns;
IV - educação especial para o trabalho, visando a sua Art. 62 A formação de docentes para atuar na educação
efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura
adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção plena, admitida, como formação mínima para o exercício do
no trabalho competitivo, mediante articulação com os órgãos magistério na educação infantil e nos cinco primeiros anos do
oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam uma ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na
habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou modalidade normal. (Redação dada pela lei nº 13.415, de
psicomotora; 2017)
V - acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais § 1º A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios,
suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino em regime de colaboração, deverão promover a formação
regular. inicial, a continuada e a capacitação dos profissionais de
magistério.
Art. 59-A. O poder público deverá instituir cadastro § 2º A formação continuada e a capacitação dos
nacional de alunos com altas habilidades ou superdotação profissionais de magistério poderão utilizar recursos e
matriculados na educação básica e na educação superior, a fim tecnologias de educação a distância.
de fomentar a execução de políticas públicas destinadas ao § 3º A formação inicial de profissionais de magistério dará
desenvolvimento pleno das potencialidades desse alunado. preferência ao ensino presencial, subsidiariamente fazendo
(Incluído pela Lei nº 13.234, de 2015) uso de recursos e tecnologias de educação a distância.
§ 4º A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios
Art. 60. Os órgãos normativos dos sistemas de ensino adotarão mecanismos facilitadores de acesso e permanência
estabelecerão critérios de caracterização das instituições em cursos de formação de docentes em nível superior para
privadas sem fins lucrativos, especializadas e com atuação atuar na educação básica pública.
exclusiva em educação especial, para fins de apoio técnico e § 5º A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios
financeiro pelo Poder Público. incentivarão a formação de profissionais do magistério para
Parágrafo único. O poder público adotará, como alternativa atuar na educação básica pública mediante programa
preferencial, a ampliação do atendimento aos educandos com institucional de bolsa de iniciação à docência a estudantes
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas matriculados em cursos de licenciatura, de graduação plena,
habilidades ou superdotação na própria rede pública regular nas instituições de educação superior.
de ensino, independentemente do apoio às instituições § 6º O Ministério da Educação poderá estabelecer nota
previstas neste artigo. mínima em exame nacional aplicado aos concluintes do ensino
médio como pré-requisito para o ingresso em cursos de
TÍTULO VI graduação para formação de docentes, ouvido o Conselho
Dos Profissionais da Educação Nacional de Educação - CNE.
§ 7º (Vetado).
Art. 61. Consideram-se profissionais da educação escolar § 8º Os currículos dos cursos de formação de docentes
básica os que, nela estando em efetivo exercício e tendo sido terão por referência a Base Nacional Comum
formados em cursos reconhecidos, são: Curricular. (Incluído pela lei nº 13.415, de 2017)
I - professores habilitados em nível médio ou superior para
a docência na educação infantil e nos ensinos fundamental e Art. 62-A. A formação dos profissionais a que se refere o
médio; inciso III do art. 61 far-se-á por meio de cursos de conteúdo
II - trabalhadores em educação portadores de diploma de técnico-pedagógico, em nível médio ou superior, incluindo
pedagogia, com habilitação em administração, planejamento, habilitações tecnológicas.
supervisão, inspeção e orientação educacional, bem como com Parágrafo único. Garantir-se-á formação continuada para
títulos de mestrado ou doutorado nas mesmas áreas; os profissionais a que se refere o caput, no local de trabalho ou
III - trabalhadores em educação, portadores de diploma de em instituições de educação básica e superior, incluindo
curso técnico ou superior em área pedagógica ou afim. cursos de educação profissional, cursos superiores de
IV - profissionais com notório saber reconhecido pelos graduação plena ou tecnológicos e de pós-graduação.
respectivos sistemas de ensino, para ministrar conteúdos de
áreas afins à sua formação ou experiência profissional, Art. 62-B. O acesso de professores das redes públicas de
atestados por titulação específica ou prática de ensino em educação básica a cursos superiores de pedagogia e
unidades educacionais da rede pública ou privada ou das licenciatura será efetivado por meio de processo seletivo
corporações privadas em que tenham atuado, exclusivamente diferenciado. (Incluído pela Lei nº 13.478, de 2017)
para atender ao inciso V do caput do art. 36; (Incluído pela lei § 1º Terão direito de pleitear o acesso previsto no caput
nº 13.415, de 2017) deste artigo os professores das redes públicas municipais,
V - profissionais graduados que tenham feito estaduais e federal que ingressaram por concurso público,
complementação pedagógica, conforme disposto pelo tenham pelo menos três anos de exercício da profissão e não
Conselho Nacional de Educação. (Incluído pela lei nº 13.415, sejam portadores de diploma de graduação. (Incluído pela Lei
de 2017) nº 13.478, de 2017)

Fundamentos Teórico Metodológicos 11


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

§ 2º As instituições de ensino responsáveis pela oferta de públicos para provimento de cargos dos profissionais da
cursos de pedagogia e outras licenciaturas definirão critérios educação.
adicionais de seleção sempre que acorrerem aos certames
interessados em número superior ao de vagas disponíveis TÍTULO VII
para os respectivos cursos. (Incluído pela Lei nº 13.478, de Dos Recursos financeiros
2017)
§ 3º Sem prejuízo dos concursos seletivos a serem Art. 68. Serão recursos públicos destinados à educação os
definidos em regulamento pelas universidades, terão originários de:
prioridade de ingresso os professores que optarem por cursos I - receita de impostos próprios da União, dos Estados, do
de licenciatura em matemática, física, química, biologia e Distrito Federal e dos Municípios;
língua portuguesa. (Incluído pela Lei nº 13.478, de 2017) II - receita de transferências constitucionais e outras
transferências;
Art. 63. Os institutos superiores de educação manterão: III - receita do salário-educação e de outras contribuições
I - cursos formadores de profissionais para a educação sociais;
básica, inclusive o curso normal superior, destinado à IV - receita de incentivos fiscais;
formação de docentes para a educação infantil e para as V - outros recursos previstos em lei.
primeiras séries do ensino fundamental;
II - programas de formação pedagógica para portadores de Art. 69. A União aplicará, anualmente, nunca menos de
diplomas de educação superior que queiram se dedicar à dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, vinte
educação básica; e cinco por cento, ou o que consta nas respectivas
III - programas de educação continuada para os Constituições ou Leis Orgânicas, da receita resultante de
profissionais de educação dos diversos níveis. impostos, compreendidas as transferências constitucionais, na
manutenção e desenvolvimento do ensino público.
Art. 64. A formação de profissionais de educação para § 1º A parcela da arrecadação de impostos transferida pela
administração, planejamento, inspeção, supervisão e União aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, ou
orientação educacional para a educação básica, será feita em pelos Estados aos respectivos Municípios, não será
cursos de graduação em pedagogia ou em nível de pós- considerada, para efeito do cálculo previsto neste artigo,
graduação, a critério da instituição de ensino, garantida, nesta receita do governo que a transferir.
formação, a base comum nacional. § 2º Serão consideradas excluídas das receitas de impostos
mencionadas neste artigo as operações de crédito por
Art. 65. A formação docente, exceto para a educação antecipação de receita orçamentária de impostos.
superior, incluirá prática de ensino de, no mínimo, trezentas § 3º Para fixação inicial dos valores correspondentes aos
horas. mínimos estatuídos neste artigo, será considerada a receita
estimada na lei do orçamento anual, ajustada, quando for o
Art. 66. A preparação para o exercício do magistério caso, por lei que autorizar a abertura de créditos adicionais,
superior far-se-á em nível de pós-graduação, prioritariamente com base no eventual excesso de arrecadação.
em programas de mestrado e doutorado. § 4º As diferenças entre a receita e a despesa previstas e as
Parágrafo único. O notório saber, reconhecido por efetivamente realizadas, que resultem no não atendimento dos
universidade com curso de doutorado em área afim, poderá percentuais mínimos obrigatórios, serão apuradas e corrigidas
suprir a exigência de título acadêmico. a cada trimestre do exercício financeiro.
§ 5º O repasse dos valores referidos neste artigo do caixa
Art. 67. Os sistemas de ensino promoverão a valorização da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
dos profissionais da educação, assegurando-lhes, inclusive nos ocorrerá imediatamente ao órgão responsável pela educação,
termos dos estatutos e dos planos de carreira do magistério observados os seguintes prazos:
público: I - recursos arrecadados do primeiro ao décimo dia de cada
I - ingresso exclusivamente por concurso público de provas mês, até o vigésimo dia;
e títulos; II - recursos arrecadados do décimo primeiro ao vigésimo
II - aperfeiçoamento profissional continuado, inclusive dia de cada mês, até o trigésimo dia;
com licenciamento periódico remunerado para esse fim; III - recursos arrecadados do vigésimo primeiro dia ao final
III - piso salarial profissional; de cada mês, até o décimo dia do mês subsequente.
IV - progressão funcional baseada na titulação ou § 6º O atraso da liberação sujeitará os recursos a correção
habilitação, e na avaliação do desempenho; monetária e à responsabilização civil e criminal das
V - período reservado a estudos, planejamento e avaliação, autoridades competentes.
incluído na carga de trabalho;
VI - condições adequadas de trabalho. Art. 70. Considerar-se-ão como de manutenção e
§ 1º A experiência docente é pré-requisito para o exercício desenvolvimento do ensino as despesas realizadas com vistas
profissional de quaisquer outras funções de magistério, nos à consecução dos objetivos básicos das instituições
termos das normas de cada sistema de ensino. educacionais de todos os níveis, compreendendo as que se
§ 2º Para os efeitos do disposto no § 5º do art. 40 e no § destinam a:
8o do art. 201 da Constituição Federal, são consideradas I - remuneração e aperfeiçoamento do pessoal docente e
funções de magistério as exercidas por professores e demais profissionais da educação;
especialistas em educação no desempenho de atividades II - aquisição, manutenção, construção e conservação de
educativas, quando exercidas em estabelecimento de instalações e equipamentos necessários ao ensino;
educação básica em seus diversos níveis e modalidades, III - uso e manutenção de bens e serviços vinculados ao
incluídas, além do exercício da docência, as de direção de ensino;
unidade escolar e as de coordenação e assessoramento IV - levantamentos estatísticos, estudos e pesquisas
pedagógico. visando precipuamente ao aprimoramento da qualidade e à
§ 3º A União prestará assistência técnica aos Estados, ao expansão do ensino;
Distrito Federal e aos Municípios na elaboração de concursos V - realização de atividades-meio necessárias ao
funcionamento dos sistemas de ensino;

Fundamentos Teórico Metodológicos 12


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

VI - concessão de bolsas de estudo a alunos de escolas do art. 11 desta Lei, em número inferior à sua capacidade de
públicas e privadas; atendimento.
VII - amortização e custeio de operações de crédito
destinadas a atender ao disposto nos incisos deste artigo; Art. 76. A ação supletiva e redistributiva prevista no artigo
VIII - aquisição de material didático-escolar e manutenção anterior ficará condicionada ao efetivo cumprimento pelos
de programas de transporte escolar. Estados, Distrito Federal e Municípios do disposto nesta Lei,
sem prejuízo de outras prescrições legais.
Art. 71. Não constituirão despesas de manutenção e
desenvolvimento do ensino aquelas realizadas com: Art. 77. Os recursos públicos serão destinados às escolas
I - pesquisa, quando não vinculada às instituições de públicas, podendo ser dirigidos a escolas comunitárias,
ensino, ou, quando efetivada fora dos sistemas de ensino, que confessionais ou filantrópicas que:
não vise, precipuamente, ao aprimoramento de sua qualidade I - comprovem finalidade não-lucrativa e não distribuam
ou à sua expansão; resultados, dividendos, bonificações, participações ou parcela
II - subvenção a instituições públicas ou privadas de de seu patrimônio sob nenhuma forma ou pretexto;
caráter assistencial, desportivo ou cultural; II - apliquem seus excedentes financeiros em educação;
III - formação de quadros especiais para a administração III - assegurem a destinação de seu patrimônio a outra
pública, sejam militares ou civis, inclusive diplomáticos; escola comunitária, filantrópica ou confessional, ou ao Poder
IV - programas suplementares de alimentação, assistência Público, no caso de encerramento de suas atividades;
médico-odontológica, farmacêutica e psicológica, e outras IV - prestem contas ao Poder Público dos recursos
formas de assistência social; recebidos.
V - obras de infraestrutura, ainda que realizadas para § 1º Os recursos de que trata este artigo poderão ser
beneficiar direta ou indiretamente a rede escolar; destinados a bolsas de estudo para a educação básica, na forma
VI - pessoal docente e demais trabalhadores da educação, da lei, para os que demonstrarem insuficiência de recursos,
quando em desvio de função ou em atividade alheia à quando houver falta de vagas e cursos regulares da rede
manutenção e desenvolvimento do ensino. pública de domicílio do educando, ficando o Poder Público
obrigado a investir prioritariamente na expansão da sua rede
Art. 72. As receitas e despesas com manutenção e local.
desenvolvimento do ensino serão apuradas e publicadas nos § 2º As atividades universitárias de pesquisa e extensão
balanços do Poder Público, assim como nos relatórios a que se poderão receber apoio financeiro do Poder Público, inclusive
refere o § 3º do art. 165 da Constituição Federal. mediante bolsas de estudo.

Art. 73. Os órgãos fiscalizadores examinarão, TÍTULO VIII


prioritariamente, na prestação de contas de recursos públicos, Das Disposições Gerais
o cumprimento do disposto no art. 212 da Constituição
Federal, no art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Art. 78. O Sistema de Ensino da União, com a colaboração
Transitórias e na legislação concernente. das agências federais de fomento à cultura e de assistência aos
índios, desenvolverá programas integrados de ensino e
Art. 74. A União, em colaboração com os Estados, o Distrito pesquisa, para oferta de educação escolar bilíngue e
Federal e os Municípios, estabelecerá padrão mínimo de intercultural aos povos indígenas, com os seguintes objetivos:
oportunidades educacionais para o ensino fundamental, I - proporcionar aos índios, suas comunidades e povos, a
baseado no cálculo do custo mínimo por aluno, capaz de recuperação de suas memórias históricas; a reafirmação de
assegurar ensino de qualidade. suas identidades étnicas; a valorização de suas línguas e
Parágrafo único. O custo mínimo de que trata este artigo ciências;
será calculado pela União ao final de cada ano, com validade II - garantir aos índios, suas comunidades e povos, o acesso
para o ano subsequente, considerando variações regionais no às informações, conhecimentos técnicos e científicos da
custo dos insumos e as diversas modalidades de ensino. sociedade nacional e demais sociedades indígenas e não-
índias.
Art. 75. A ação supletiva e redistributiva da União e dos
Estados será exercida de modo a corrigir, progressivamente, Art. 79. A União apoiará técnica e financeiramente os
as disparidades de acesso e garantir o padrão mínimo de sistemas de ensino no provimento da educação intercultural
qualidade de ensino. às comunidades indígenas, desenvolvendo programas
§ 1º A ação a que se refere este artigo obedecerá a fórmula integrados de ensino e pesquisa.
de domínio público que inclua a capacidade de atendimento e § 1º Os programas serão planejados com audiência das
a medida do esforço fiscal do respectivo Estado, do Distrito comunidades indígenas.
Federal ou do Município em favor da manutenção e do § 2º Os programas a que se refere este artigo, incluídos nos
desenvolvimento do ensino. Planos Nacionais de Educação, terão os seguintes objetivos:
§ 2º A capacidade de atendimento de cada governo será I - fortalecer as práticas socioculturais e a língua materna
definida pela razão entre os recursos de uso de cada comunidade indígena;
constitucionalmente obrigatório na manutenção e II - manter programas de formação de pessoal
desenvolvimento do ensino e o custo anual do aluno, relativo especializado, destinado à educação escolar nas comunidades
ao padrão mínimo de qualidade. indígenas;
§ 3º Com base nos critérios estabelecidos nos §§ 1º e 2º, a III - desenvolver currículos e programas específicos, neles
União poderá fazer a transferência direta de recursos a cada incluindo os conteúdos culturais correspondentes às
estabelecimento de ensino, considerado o número de alunos respectivas comunidades;
que efetivamente frequentam a escola. IV - elaborar e publicar sistematicamente material didático
§ 4º A ação supletiva e redistributiva não poderá ser específico e diferenciado.
exercida em favor do Distrito Federal, dos Estados e dos § 3º No que se refere à educação superior, sem prejuízo de
Municípios se estes oferecerem vagas, na área de ensino de sua outras ações, o atendimento aos povos indígenas efetivar-se-á,
responsabilidade, conforme o inciso VI do art. 10 e o inciso V nas universidades públicas e privadas, mediante a oferta de

Fundamentos Teórico Metodológicos 13


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

ensino e de assistência estudantil, assim como de estímulo à § 1º A União, no prazo de um ano a partir da publicação
pesquisa e desenvolvimento de programas especiais. desta Lei, encaminhará, ao Congresso Nacional, o Plano
Nacional de Educação, com diretrizes e metas para os dez anos
Art. 79-A. (Vetado) seguintes, em sintonia com a Declaração Mundial sobre
Educação para Todos.
Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de § 2º (Revogado)
novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’. § 3º O Distrito Federal, cada Estado e Município, e,
supletivamente, a União, devem:
Art. 80. O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a I - (Revogado)
veiculação de programas de ensino a distância, em todos os a) (Revogado)
níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada. b) (Revogado)
§ 1º A educação a distância, organizada com abertura e c) (Revogado)
regime especiais, será oferecida por instituições II - prover cursos presenciais ou a distância aos jovens e
especificamente credenciadas pela União. adultos insuficientemente escolarizados;
§ 2º A União regulamentará os requisitos para a realização III - realizar programas de capacitação para todos os
de exames e registro de diploma relativos a cursos de professores em exercício, utilizando também, para isto, os
educação a distância. recursos da educação a distância;
§ 3º As normas para produção, controle e avaliação de IV - integrar todos os estabelecimentos de ensino
programas de educação a distância e a autorização para sua fundamental do seu território ao sistema nacional de avaliação
implementação, caberão aos respectivos sistemas de ensino, do rendimento escolar.
podendo haver cooperação e integração entre os diferentes § 4º (Revogado)
sistemas. § 5º Serão conjugados todos os esforços objetivando a
§ 4º A educação a distância gozará de tratamento progressão das redes escolares públicas urbanas de ensino
diferenciado, que incluirá: fundamental para o regime de escolas de tempo integral.
I - custos de transmissão reduzidos em canais comerciais § 6º A assistência financeira da União aos Estados, ao
de radiodifusão sonora e de sons e imagens e em outros meios Distrito Federal e aos Municípios, bem como a dos Estados aos
de comunicação que sejam explorados mediante autorização, seus Municípios, ficam condicionadas ao cumprimento do art.
concessão ou permissão do poder público; 212 da Constituição Federal e dispositivos legais pertinentes
II - concessão de canais com finalidades exclusivamente pelos governos beneficiados.
educativas;
III - reserva de tempo mínimo, sem ônus para o Poder Art. 87-A. (Vetado).
Público, pelos concessionários de canais comerciais.
Art. 88. A União, os Estados, o Distrito Federal e os
Art. 81. É permitida a organização de cursos ou instituições Municípios adaptarão sua legislação educacional e de ensino
de ensino experimentais, desde que obedecidas as disposições às disposições desta Lei no prazo máximo de um ano, a partir
desta Lei. da data de sua publicação.
§ 1º As instituições educacionais adaptarão seus estatutos
Art. 82. Os sistemas de ensino estabelecerão as normas de e regimentos aos dispositivos desta Lei e às normas dos
realização de estágio em sua jurisdição, observada a lei federal respectivos sistemas de ensino, nos prazos por estes
sobre a matéria. estabelecidos.
Parágrafo único. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº § 2º O prazo para que as universidades cumpram o
11.788, de 2008) disposto nos incisos II e III do art. 52 é de oito anos.

Art. 83. O ensino militar é regulado em lei específica, Art. 89. As creches e pré-escolas existentes ou que venham
admitida a equivalência de estudos, de acordo com as normas a ser criadas deverão, no prazo de três anos, a contar da
fixadas pelos sistemas de ensino. publicação desta Lei, integrar-se ao respectivo sistema de
ensino.
Art. 84. Os discentes da educação superior poderão ser
aproveitados em tarefas de ensino e pesquisa pelas Art. 90. As questões suscitadas na transição entre o regime
respectivas instituições, exercendo funções de monitoria, de anterior e o que se institui nesta Lei serão resolvidas pelo
acordo com seu rendimento e seu plano de estudos. Conselho Nacional de Educação ou, mediante delegação deste,
pelos órgãos normativos dos sistemas de ensino, preservada a
Art. 85. Qualquer cidadão habilitado com a titulação autonomia universitária.
própria poderá exigir a abertura de concurso público de
provas e títulos para cargo de docente de instituição pública Art. 91. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
de ensino que estiver sendo ocupado por professor não
concursado, por mais de seis anos, ressalvados os direitos Art. 92. Revogam-se as disposições das Leis nºs 4.024, de
assegurados pelos arts. 41 da Constituição Federal e 19 do Ato 20 de dezembro de 1961, e 5.540, de 28 de novembro de 1968,
das Disposições Constitucionais Transitórias. não alteradas pelas Leis nºs 9.131, de 24 de novembro de 1995
e 9.192, de 21 de dezembro de 1995 e, ainda, as Leis nºs 5.692,
Art. 86. As instituições de educação superior constituídas de 11 de agosto de 1971 e 7.044, de 18 de outubro de 1982, e
como universidades integrar-se-ão, também, na sua condição as demais leis e decretos-lei que as modificaram e quaisquer
de instituições de pesquisa, ao Sistema Nacional de Ciência e outras disposições em contrário.
Tecnologia, nos termos da legislação específica.
Brasília, 20 de dezembro de 1996; 175º da Independência e
TÍTULO IX 108º da República.
Das Disposições Transitórias FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Paulo Renato Souza
Art. 87. É instituída a Década da Educação, a iniciar-se um
ano a partir da publicação desta Lei.

Fundamentos Teórico Metodológicos 14


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Questões 04. (Pref. Mun. de Palhoça/SC - Professor de Educação


Infantil) Assinale a alternativa FALSA:
01. (SEAP/DF - Professor - IBFC) De acordo com o que (A) A educação superior somente será ministrada em
disserta a Lei 9.394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educação instituições de ensino superior públicas, com variados graus
Brasileira (LDB), julgue os itens a seguir: de abrangência ou especialização.
I. A LDB reconhece que a educação abrange os processos (B) Os cursos de pós-graduação serão oferecidos em
formativos que se desenvolvem na vida familiar, na diversas instituições públicas ou privadas.
convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino, (C) A educação superior será oferecida tanto em
nos movimentos sociais e nas manifestações culturais. Por instituições públicas como nas privadas.
isso, a lei disserta, expressamente, que a educação escolar (D) A educação superior será ministrada em instituições
deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social. de ensino superior, públicas ou privadas, com variados graus
II. A educação básica é obrigatória e gratuita dos 6 anos aos de abrangência ou especialização.
17 anos de idade, organizada da seguinte forma: pré-escola,
ensino fundamental e ensino médio. Sendo a educação infantil 05. (Pref. Mun. de Nova Friburgo/RJ - Secretário
gratuita às crianças de até 6 anos de idade Escolar - EXATUS/PR) A questão é concernente a Lei de
III. O atendimento ao educando é previsto, em todas as Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Nº 9394/96)”.
etapas da educação básica, por meio de programas Segundo a LDB, a educação escolar compõe-se de:
suplementares de material didático-escolar e alimentação. (A) Educação Básica e Educação Infantil.
Transporte e assistência à saúde não estão expressamente (B) Educação Infantil e Ensino Fundamental.
previstos na LDB 9394/96, sendo deixados à lei ordinária. (C) Educação Básica e Educação Superior.
IV. É garantida a vaga na escola pública de educação (D) Educação Básica, Educação Infantil e Educação
infantil ou de ensino fundamental mais próxima da residência Superior.
a toda criança a partir do dia em que completar 4 anos de
idade. Gabarito
V. É garantido acesso público e gratuito aos ensinos
fundamental e médio para todos os que não os concluíram na 01.B / 02.E / 03.E / 04.A / 05.C
idade própria, porém vedado acesso aos níveis mais elevados
do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a
capacidade de cada um. Diretrizes Curriculares
É correto o que afirma em: Nacionais: Parecer 04
(A) I, II e III, apenas.
(B) I e IV, apenas.
CNE/SEB/98
(C) II, III e V, apenas.
(D) I, IV e V, apenas. PARECER CNE/CEB Nº 04/98 – CEB - APROVADO EM
29/1/98
02. (Prefeitura Municipal de Alumínio/SP - Auxiliar de
Desenvolvimento Infantil - VUNESP) A Lei Federal nº 9.394, I - RELATÓRIO
de 20.12.1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional), introduziu uma série de inovações em relação à 1. Introdução
Educação Básica, dentre as quais,
(A) a construção de identidade das creches e pré-escolas A nação brasileira, por meio de suas instituições e no
com base nas diferenciações em relação à classe social das âmbito de seus entes federativos, vem assumindo,
crianças. vigorosamente, responsabilidades crescentes para que a
(B) o atendimento obrigatório e gratuito no ensino Educação Básica, demanda primeira das sociedades
fundamental e gratuidade extensiva apenas à Educação democráticas, seja prioridade nacional como garantia
Infantil das crianças a partir dos 4 anos de idade. inalienável do exercício da cidadania plena.
(C) o atendimento em creches e pré-escolas pelos órgãos A conquista da cidadania plena, fruto de direitos e deveres
de assistência social, prioritariamente. reconhecidos na Constituição Federal, depende, portanto, da
(D) o entendimento da creche e pré-escola como um favor Educação Básica, constituída pela Educação Infantil, pelo
aos socialmente menos favorecidos. Ensino Fundamental e Médio, como exposto em seu art. 6º.
(E) a integração das creches nos sistemas de ensino, Reconhecendo previamente a importância da educação
compondo, junto com as pré-escolas, a primeira etapa da escolar para além do Ensino Fundamental, a Lei Maior
Educação Básica. consigna a progressiva universalização do Ensino Médio
(Constituição Federal, art. 208, inciso II), e a Lei de Diretrizes
03. (TJ/GO - Analista Judiciário - Pedagogia - FGV) A e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96 de 20 de
educação escolar, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da dezembro de 1996) afirma a progressiva extensão da
Educação Nacional (LDB), Lei nº 9.394/96, é dever da família obrigatoriedade e gratuidade do mesmo.
e do Estado. Assim, o Ensino Fundamental, segunda etapa da Educação
Cabe ao Estado garantir, a partir da nova redação do Art. Básica, além de coparticipar dessa dinâmica, é indispensável
4º da LDB instituída pela Lei nº 12.796, de 2013: para a nação. E o é de tal maneira que o direito a ela, do qual
(A) educação básica obrigatória e gratuita dos seis aos todos são titulares (direito subjetivo), é um dever, e um dever
quatorze anos de idade; de Estado (direito público). Daí por que o Poder Público é
(B) educação infantil e ensino fundamental obrigatórios e investido de autoridade para impô-la como obrigatória a todos
gratuitos; e a cada um.
(C) ensino fundamental e ensino médio obrigatórios e Por isso, o indivíduo não pode renunciar a esse serviço, e o
gratuitos; Poder Público que o ignore será responsabilizado, segundo o
(D) educação básica obrigatória e gratuita a todos que art. 208, § 2º, da Constituição Federal.
desejarem cursá-la; A magnitude da importância da educação é assim
(E) educação básica obrigatória e gratuita dos quatro aos reconhecida por envolver todas as dimensões do ser humano:
dezessete anos de idade.

Fundamentos Teórico Metodológicos 15


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

o singulus, o civis, o socius, ou seja, a pessoa em suas relações deliberativa sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais,
individuais, civis e sociais. reservando-se aos entes federativos e às próprias unidades
O exercício do direito ao Ensino Fundamental supõe, escolares, de acordo com a Constituição Federal e a LDB, a
também, todo o exposto no art. 3º da Lei de Diretrizes e Bases tarefa que lhes compete em termos de implementações
da Educação Nacional, no qual estão consagrados os princípios curriculares.
da igualdade, da liberdade, do reconhecimento do pluralismo Tal compromisso da Câmara pressupõe, portanto, que suas
de ideias e concepções pedagógicas e da convivência entre "funções normativas e de supervisão" (Lei nº 9.131/95)
instituições públicas e privadas. Ainda nesse art. 3º, as bases apoiem o princípio da definição de Diretrizes Curriculares
para que esses princípios se realizem estão estabelecidas na Nacionais, reconhecendo a flexibilidade na articulação entre
proposição da valorização dos professores e da gestão União, Distrito Federal, estados e municípios como um dos
democrática do ensino público com garantia de padrão de principais mecanismos da nova LDB. No entanto, a
qualidade. flexibilidade por ela propiciada não pode ser reduzida a um
Ao valorizar a experiência extraescolar dos alunos e instrumento de ocultação da precariedade ainda existente em
propor a vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as muitos segmentos dos sistemas educacionais. Assim,
práticas sociais, a LDB é consoante com os arts. 205 e 206 da flexibilidade e descentralização de ações devem ser sinônimos
Constituição Federal, que baseiam o fim maior da educação no de responsabilidades compartilhadas em todos os níveis.
pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o Ao definir as Diretrizes Curriculares Nacionais, a Câmara
exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação inicia o
Nessas perspectivas, tanto a Educação Infantil, da qual processo de articulação com estados e municípios por meio de
trata a LDB nos arts. 29 a 31, quanto a Educação Especial, arts. suas próprias propostas curriculares, definindo ainda um
58 a 60, devem ser consideradas no âmbito da definição das paradigma curricular para o Ensino Fundamental, que integra
Diretrizes Curriculares Nacionais, guardadas as a Base Nacional Comum, complementada por uma Parte
especificidades de seus campos de ação e as exigências Diversificada (LDB, art. 26), a ser concretizada na proposta
impostas pela natureza de sua ação pedagógica. pedagógica de cada unidade escolar do país.
Um dos aspectos mais marcantes da nova LDB é o de No bem relatado parecer do ilustre Conselheiro Ulysses de
reafirmar, na prática, o caráter de República Federativa, por Oliveira Panisset, o CNE/ CEB nº 5/97, aprovado em 7/5/97 e
colaboração. homologado no DOU de 16/5/97, é explicitada a importância
Dessa forma, a flexibilidade na aplicação de seus princípios atribuída às escolas dos sistemas do ensino brasileiro quando,
e bases, de acordo com a diversidade de contextos regionais, a partir de suas próprias propostas pedagógicas, definem seus
está presente no corpo da lei, pressupondo, no entanto, calendários, formas de funcionamento e, por consequência,
intensa e profunda ação dos sistemas em nível federal, seus regimentos, tal como disposto na LDB, arts. 23 a 28.
estadual e municipal, para que, de forma solidária e integrada,
possam executar uma política educacional coerente com a As propostas pedagógicas e os regimentos das unidades
demanda e os direitos de alunos e professores. escolares devem, no entanto, observar as Diretrizes
Curriculares Nacionais e os demais dispositivos legais.
2. Antecedentes das Diretrizes Curriculares Nacionais para Dessa forma, ao definir suas propostas pedagógicas e seus
o Ensino Fundamental regimentos, as escolas estarão compartilhando princípios de
responsabilidade, num contexto de flexibilidade teórico
O art. 9º, inciso IV, da LDB assinala ser incumbência da metodológica de ações pedagógicas, em que o planejamento, o
União: estabelecer, em colaboração com os estados, o Distrito desenvolvimento e a avaliação dos processos educacionais
Federal e os municípios, competências e diretrizes para a revelem sua qualidade e respeito à equidade de direitos e
Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, deveres de alunos e professores.
que nortearão os currículos e os seus conteúdos mínimos, de Ao elaborar e iniciar a divulgação dos Parâmetros
modo a assegurar formação básica comum. Curriculares Nacionais - PCNs, o Ministério da Educação
Logo, os currículos e seus conteúdos mínimos (art. 210 da propõe um norteamento educacional às escolas brasileiras a
CF/88), propostos pelo MEC (art. 9º da LDB), terão seu norte fim de garantir que, respeitadas as diversidades culturais,
estabelecido por meio de diretrizes que terão como foro de regionais, étnicas, religiosas e políticas que atravessam uma
deliberação a Câmara de Educação Básica do Conselho sociedade múltipla, estratificada e complexa, a educação possa
Nacional de Educação (art. 9º, § 1º, alínea "c" da Lei nº 9.131, atuar, decisivamente, no processo de construção da cidadania,
de 24 de novembro de 1995). tendo como meta o ideal de uma crescente igualdade de
Dentro da opção cooperativa que marcou o federalismo no direitos entre os cidadãos, baseado nos princípios
Brasil, após a Constituição de 1988, a proposição das diretrizes democráticos. Essa igualdade implica necessariamente o
será feita em colaboração com os outros entes federativos acesso à totalidade dos bens públicos, entre os quais o
(LDB, art. 99). conjunto dos conhecimentos socialmente relevantes.
Ora, a Federação brasileira, baseada na noção de Entretanto, se os Parâmetros Curriculares Nacionais
colaboração, supõe um trabalho conjunto no interior do qual podem funcionar como elemento catalisador de ações, na
os parceiros buscam, pelo consenso, pelo respeito aos campos busca de uma melhoria da qualidade da educação, de modo
específicos de atribuições, tanto metas comuns como meios algum pretendem resolver todos os problemas que afetam a
mais adequados para as finalidades maiores da educação qualidade do ensino e da aprendizagem. A busca da qualidade
nacional. Essa noção implica, então, o despojamento de impõe a necessidade de investimentos em diferentes frentes,
respostas e caminhos previamente prontos e fechados, como a formação inicial e continuada de professores, uma
responsabilizando as Secretarias e os Conselhos Estaduais do política de salários dignos e plano de carreira, a qualidade do
Distrito Federal e Municipais de Educação pela definição de livro didático, recursos televisivos e de multimídia, e a
prazos e procedimentos que favoreçam a transição de políticas disponibilidade de materiais didáticos. Mas essa qualificação
educacionais ainda vigentes, encaminhando mudanças e almejada implica colocar, também, no centro do debate as
aperfeiçoamentos, respaldados na Lei nº 9.394/96, de forma atividades escolares de ensino e aprendizagem e a questão
que não provoque rupturas e retrocessos, mas construa curricular como de inegável importância para a política
caminhos que propiciem uma travessia fecunda. educacional da nação brasileira.
Dessa forma, cabe à Câmara de Educação Básica do Além disso, ao instituir e implementar um Sistema de
Conselho Nacional de Educação exercer a sua função Avaliação da Educação Básica, o MEC cria um instrumento

Fundamentos Teórico Metodológicos 16


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

importante na busca da equidade, para o sistema escolar Viver na sociedade brasileira é fundamentar as práticas
brasileiro, o que deverá assegurar a melhoria de condições pedagógicas a partir dos Princípios Estéticos da Sensibilidade,
para o trabalho de educar com êxito nos sistemas que reconhece nuanças e variações no comportamento
escolarizados. A análise desses resultados deve permitir aos humano. Assim como da Criatividade, que estimula a
Conselhos e às Secretarias de Educação a formulação e o curiosidade, o espírito inventivo, a disciplina para a pesquisa é
aperfeiçoamento de orientações para a melhoria da qualidade o registro de experiências e descobertas. E, também, da
do ensino. Diversidade de Manifestações Artísticas e Culturais,
A proposta de avaliação nacional deve propiciar uma reconhecendo a imensa riqueza da nação brasileira em seus
correlação direta entre a Base Nacional Comum para a modos próprios de ser, agir e expressar-se.
educação e a verificação externa do desempenho pela
qualidade do trabalho de alunos e professores, conforme II - Ao definir suas propostas pedagógicas, as escolas
regulamenta a LDB, art. 9º. deverão explicitar o reconhecimento da identidade pessoal de
Os esforços conjuntos e articulados de avaliação dos alunos, professores e outros profissionais e a identidade de
sistemas de educação federal, estaduais, municipais e do cada unidade escolar e de seus respectivos sistemas de ensino.
Distrito Federal propiciarão condições para o O reconhecimento de identidades pessoais, é uma diretriz
aperfeiçoamento e o êxito do Ensino Fundamental. para a Educação Nacional, no sentido do reconhecimento das
Isso acontecerá à medida que as propostas pedagógicas diversidades e das peculiaridades básicas relativas ao gênero,
das escolas reflitam o projeto de sociedade local, regional e masculino e feminino, às variedades étnicas, de faixa etária e
nacional que se deseja, definido por cada equipe docente, em regionais e às variações socioeconômicas, culturais e de
colaboração com os usuários e outros membros da sociedade condições psicológicas e físicas presentes nos alunos de nosso
que participem dos Conselhos/Escola/ Comunidade e Grêmios país. Pesquisas têm apontado para discriminações e exclusões
Estudantis. em múltiplos contextos e, inclusive, no interior das escolas, em
A elaboração deste Parecer, preparatório à Resolução razão do racismo, do sexismo e dos preconceitos originados de
sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais, é fruto do trabalho situações socioeconômicas, regionais, culturais e étnicas.
compartilhado pelos Conselheiros da Câmara de Educação Essas situações inaceitáveis têm deixado graves marcas em
Básica e, em particular, do conjunto de proposições nossa população infantil e adolescente, trazendo
doutrinárias extraídas dos textos elaborados, especialmente, consequências destrutivas. Reverter esse quadro é um dos
pelos Conselheiros Carlos Roberto Jamil Cury, Edla Soares, aspectos mais relevantes dessa diretriz.
João Monlevade e Regina de Assis. Essas variedades refletem-se ainda na própria identidade
das escolas e suas relações com as comunidades às quais
3. As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino servem. Assim, desde concepções arquitetônicas, a história da
Fundamental escola, algumas vezes centenária, questões relacionadas com
calendário escolar e atividades curriculares e
As Diretrizes Curriculares Nacionais são o conjunto de extracurriculares, a Diretriz Nacional deve reconhecer essas
definições doutrinárias sobre princípios, fundamentos e identidades e suas consequências na vida escolar, garantidos
procedimentos na Educação Básica, expressas pela Câmara de os direitos e os deveres prescritos legalmente.
Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, que Nesse sentido, as propostas pedagógicas e os regimentos
orientarão as escolas brasileiras dos sistemas de ensino na escolares devem acolher, com autonomia e senso de justiça, o
organização, na articulação, no desenvolvimento e na princípio da identidade pessoal e coletiva de professores,
avaliação de suas propostas pedagógicas. alunos e outros profissionais da escola, como definidor de
Para orientar as práticas educacionais em nosso país, formas de consciência democrática. Portanto, a proposta
respeitando as variedades curriculares já existentes em pedagógica de cada unidade escolar, ao contemplar os
estados e municípios ou em processo de elaboração, a Câmara Parâmetros Curriculares Nacionais ou outras propostas
de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação curriculares, deverá articular o paradigma curricular proposto
estabelece as seguintes Diretrizes Curriculares para o Ensino na Quarta Diretriz ao projeto de sociedade que se deseja
Fundamental: instituir e transformar, a partir do reconhecimento das
identidades pessoais e coletivas do universo considerado.
I - As escolas deverão estabelecer como norteadores de suas
ações pedagógicas: III - As escolas deverão reconhecer que as aprendizagens
a) os Princípios Éticos da Autonomia, da Responsabilidade, são constituídas na interação entre os processos de
da Solidariedade e do Respeito ao Bem Comum; conhecimento, linguagem e afetivos, como consequência das
b) os Princípios Políticos dos Direitos e Deveres de relações entre as distintas identidades dos vários
Cidadania, do exercício da participantes do contexto escolarizado, por meio de ações
Criticidade e do respeito à Ordem Democrática; inter e intra-subjetivas; as diversas experiências de vida dos
c) os Princípios Estéticos da Sensibilidade, da Criatividade e alunos, dos professores e dos demais participantes do
da Diversidade de Manifestações Artísticas e Culturais. ambiente escolar, expressas por meio de múltiplas formas de
diálogo, devem contribuir para a constituição de identidades
Esses princípios deverão fundamentar as práticas afirmativas, persistentes e capazes de protagonizar ações
pedagógicas das escolas, pois será por meio da Autonomia, da solidárias e autônomas de constituição de conhecimentos e
Responsabilidade, da Solidariedade e do Respeito ao Bem valores indispensáveis à vida cidadã.
Comum que a Ética fará parte da Vida Cidadã dos alunos. As evidências de pesquisas e estudos nas áreas de
Da mesma forma, os Direitos e Deveres de Cidadania e o Psicologia, Antropologia, Sociologia e Linguística, entre outras
Respeito à Ordem Democrática, ao orientarem as práticas Ciências Humanas e Sociais, indicam a necessidade imperiosa
pedagógicas, introduzirão cada aluno na vida em sociedade de se considerar, no processo educacional, a indissociável
que busca a Justiça, a Igualdade, a Equidade e a Felicidade para relação entre conhecimentos, linguagem e afetos como
o indivíduo e para todos. O exercício da Criticidade estimulará constituintes dos atos de ensinar e aprender. Essa relação
a dúvida construtiva e a análise de padrões em que direitos e essencial, expressa por múltiplas formas de diálogo, é o
deveres devam ser considerados na formulação de fundamento do ato de educar, concretizado nas relações entre
julgamentos. as gerações, seja entre os próprios alunos ou entre eles e seus
professores.

Fundamentos Teórico Metodológicos 17


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Dessa forma, os diálogos expressos por múltiplas c) Parte Diversificada; envolve os conteúdos
linguagens verbais e não-verbais refletem diferentes complementares escolhidos em cada sistema de ensino e
identidades, capazes de interagir consigo próprias e com as estabelecimentos escolares integrados à Base Nacional Comum,
demais por meio da comunicação de suas percepções, de acordo com as características regionais e locais da sociedade,
impressões, dúvidas, opiniões e capacidades de entender e da cultura, da economia e da clientela, refletindo-se, portanto,
interpretar a ciência, as tecnologias, as artes e os valores na proposta pedagógica de cada escola, conforme art. 26.
éticos, políticos e estéticos. d) Conteúdos Mínimos das Áreas de Conhecimento: referem-
Grande parte do mau desempenho dos alunos, agravado se às noções e aos conceitos essenciais sobre fenômenos,
pelos problemas da reprovação e da preparação insatisfatória, processos, sistemas e operações que contribuem para a
prévia e em serviço, e dos professores é devida à insuficiência constituição de saberes, conhecimentos, valores e práticas
de diálogos e de metodologias de trabalhos diversificados na sociais indispensáveis ao exercício de uma vida de cidadania
sala de aula que permitam a expressão de níveis diferenciados plena.
de compreensão, de conhecimentos e de valores éticos,
políticos e estéticos. Por meio de múltiplas interações entre Ao utilizar os conteúdos mínimos divulgados inicialmente
professores/alunos, alunos/alunos, alunos/livros, vídeos, pelos Parâmetros Curriculares Nacionais a serem ensinados
materiais didáticos e mídia, desenvolvem-se ações inter e em cada área de conhecimento, é indispensável considerar,
intra-subjetivas que geram conhecimentos e valores para cada segmento da Educação Infantil, 1ª à 4ª e 5ª a 8ª
transformadores e permanentes. séries ou ciclos, que aspectos serão contemplados na
Nesse caso, a diretriz nacional proposta prevê a interseção entre as áreas relevantes da cidadania, tomando-se
sensibilização dos sistemas educacionais, para reconhecer e em conta a identidade da escola, seus alunos, professores e
acolher a riqueza da diversidade humana desta nação, outros profissionais que aí trabalham.
valorizando o diálogo em suas múltiplas manifestações, como O espaço dessas interseções é justamente o de criação e
forma efetiva de educar, de ensinar e de aprender com êxito, recriação de cada escola, com suas equipes pedagógicas, em
por meio dos sentidos e dos significados expressos pelas cada ano de trabalho.
múltiplas vozes nos ambientes escolares. Assim, a Base Nacional Comum será contemplada em sua
Por isso, ao planejar suas propostas pedagógicas, seja a integridade e complementada e enriquecida pela Parte
partir dos PCNs, seja a partir de outras propostas curriculares, Diversificada e contextualizará o ensino em cada situação
os professores e as equipes de especialistas de cada escola existente nas escolas brasileiras. Reiteramos que a LDB prevê
buscarão as correlações entre os conteúdos das áreas de a possibilidade de ampliação dos dias e das horas de aula, de
conhecimento e o universo de valores e modos de vida de seus acordo com as possibilidades e as necessidades das escolas e
alunos. dos sistemas.
Atenção especial deve ser adotada ainda nessas Diretrizes Embora os Parâmetros Curriculares propostos e
para evitar que as propostas pedagógicas sejam reducionistas encaminhados às escolas pelo MEC sejam nacionais, não têm,
ou excludentes, levando aos excessos da "escola pobre para os no entanto, caráter obrigatório, respeitando o princípio
pobres", ou dos grupos étnicos e religiosos apenas para si. Ao federativo de colaboração nacional. De todo modo, cabe à
trabalhar a relação inseparável entre conhecimento, União, por intermédio do próprio MEC, o estabelecimento de
linguagem e afetos, as equipes docentes deverão ter a conteúdos mínimos para a chamada Base Nacional Comum
sensibilidade de integrar esses aspectos do comportamento (LDB, art. 9º).
humano, discutindo-os e comparando-os numa atitude crítica, IV - Em todas as escolas deverá ser garantida a igualdade
construtiva e solidária, dentro da perspectiva e da riqueza da de acesso dos alunos a uma Base Nacional Comum, de maneira
diversidade da grande nação brasileira, como previsto no art. a legitimar a unidade e a qualidade da ação pedagógica na
39, inciso I, da LDB. diversidade nacional; a Base Nacional Comum e sua Parte
Nesse ponto, seria esclarecedor explicitar alguns conceitos Diversificada deverão integrar-se em torno do paradigma
para melhor compreensão do que propomos: curricular que visa estabelecer a relação entre o Ensino
Fundamental com:
a) Currículo: atualmente este conceito envolve outros três,
quais sejam: currículo formal (planos e propostas pedagógicas), a) a vida cidadã por meio da articulação entre vários de seus
currículo em ação (aquilo que efetivamente acontece nas salas aspectos, tais como:
de aula e nas escolas), currículo oculto (o não-dito, aquilo que 1. saúde;
tanto alunos quanto professores trazem, carregado de sentidos 2. sexualidade;
próprios, criando as formas de relacionamento, poder e 3. vida familiar e social;
convivência nas salas de aula). Nesse texto, quando nos 4. meio ambiente;
referimos a um paradigma curricular, estamos nos referindo a 5. trabalho;
uma forma de organizar princípios éticos, políticos e estéticos 6. ciência e tecnologia;
que fundamentam a articulação entre áreas de conhecimentos e 7. cultura;
aspectos da vida cidadã. 8. linguagens.
b) Base Nacional Comum: refere-se ao conjunto de
conteúdos mínimos das áreas de conhecimento articulados aos b) as áreas do conhecimento:
aspectos da vida cidadã, de acordo com o art. 26. Por ser a 1. Língua Portuguesa;
dimensão obrigatória dos currículos nacionais - certamente 2. Língua materna (para populações indígenas e
âmbito privilegiado da avaliação nacional do rendimento migrantes);
escolar -, a Base Nacional Comum deve preponderar 3. Matemática;
substancialmente sobre a dimensão diversificada. 4. Ciências;
É certo que o art. 15 indica um modo de se fazer a travessia 5. Geografia;
em vista da autonomia responsável dos estabelecimentos 6. História;
escolares. A autonomia, como objetivo de uma escola 7. Língua estrangeira;
consolidada, saberá resumir em sua proposta pedagógica (art. 8. Educação Artística;
12 da LDB) a integração da Base Nacional Comum e da Parte 9. Educação Física;
Diversificada, em face das finalidades do Ensino Fundamental. 10. Educação Religiosa.

Fundamentos Teórico Metodológicos 18


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Assim, essa articulação permitirá que a Base Nacional Assim, o modelo que despreza as possibilidades afetivas,
Comum e a Parte Diversificada atendam ao direito de alunos e lúdicas e estéticas de entender o mundo tornou-se
professores terem acesso a conteúdos mínimos de hegemônico, submergindo no utilitarismo que transforma
conhecimentos e valores, facilitando, dessa forma, a tudo em mercadoria. Em nome da velocidade e do tipo de
organização, o desenvolvimento e a avaliação das propostas mercadoria, criaram-se critérios para eleger valores que
pedagógicas das escolas, como estabelecido nos arts. 23 a 28, devem ser aceitos como indispensáveis ao desenvolvimento
32 e 33 da LDB. da sociedade. O ponto de encontro tem sido a acumulação e
A Educação Religiosa, nos termos da lei, é uma disciplina não a reflexão e a interação, visando à transformação da vida
obrigatória de matrícula facultativa no sistema público (art. 33 para melhor. O núcleo da aprendizagem terminaria sendo
da LDB). apenas a criação de rituais de passagem e de hierarquia,
Considerando que as finalidades e os objetivos dos níveis e contrapondo-se, até mesmo, à concepção abrangente de
das modalidades de educação e de ensino da Educação Básica educação, explicitada nos arts. 205 e 206 da Constituição
são, segundo o art. 22 da LDB: Federal.
Nesse caso, pode-se também recorrer ao estabelecido no
- desenvolver o educando; art. 1º da LDB, quando reconhece a importância dos processos
- assegurar-lhe a formação comum indispensável ao formativos desenvolvidos nos movimentos sociais, nos
exercício da cidadania; organismos da sociedade civil e nas manifestações culturais,
- fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em apontando, portanto, para uma concepção de educação
estudos posteriores; e considerando ainda que o Ensino relacionada com a invenção da cultura; e a cultura é,
Fundamental (art. 32) visa à formação básica do cidadão, sobretudo, o território privilegiado dos significados. Sem uma
mediante: interpretação do mundo, não podemos entendê-lo. A
- o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como interpretação é uma leitura do pensar, do agir e do sentir dos
meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; homens e das mulheres. Ela é múltipla e revela que a cultura é
- a compreensão do ambiente natural e social, do sistema uma abertura para o infinito, e o próprio "homem é uma
político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se metáfora de si mesmo". A capacidade de interpretar o mundo
fundamenta a sociedade, bem como o desenvolvimento da amplia-se com a criação contínua de linguagens e com a
capacidade de aprendizagem, o fortalecimento dos vínculos de possibilidade crescente de socializá-las, mas não pode deixar
família, os laços de solidariedade humana e de tolerância, de contemplar a relação entre as pessoas e o meio ambiente
situados no horizonte da igualdade, mais se justifica o medida pelo trabalho, espaço fundamental de geração de
paradigma curricular apresentado para as Diretrizes cultura.
Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental. Ora, a instituição de uma Base Nacional Comum com uma
Parte Diversificada, a partir da LDB, supõe um novo paradigma
A construção da Base Nacional Comum passa pela curricular que articule o Ensino Fundamental com a vida
constituição dos saberes integrados à ciência e à tecnologia cidadã. O significado que atribuímos à vida cidadã é o do
criados pela inteligência humana. Por mais instituinte e exercício de direitos e deveres de pessoas, grupos e
ousado, o saber terminará por fundar uma tradição, por criar instituições na sociedade, que em sinergia, em movimento
uma referência. A nossa relação com o instituído não deve ser, cheio de energias que se trocam e se articulam, influem sobre
portanto, de querer destruí-lo ou cristalizá-lo. Sem um olhar múltiplos aspectos, podendo assim viver bem e transformar a
sobre o instituído, criamos lacunas, desfiguramos memórias e convivência para melhor.
identidades, perdemos o vínculo com a nossa história, Assim, as escolas, com suas propostas pedagógicas, estarão
quebramos os espelhos que desenham nossas formas. A contribuindo para um projeto de nação em que aspectos da
modernidade, por mais crítica que tenha sido da tradição, vida cidadã, expressando as questões relacionadas com a
arquitetou-se a partir de referências e paradigmas seculares. saúde, a sexualidade, a vida familiar e social, o meio ambiente,
A relação com o passado deve ser cultivada, desde que se o trabalho, a ciência e a tecnologia, a cultura e as linguagens se
exerça uma compreensão do tempo como algo dinâmico, e não articulem com os conteúdos mínimos das áreas de
simplesmente linear e sequencial. conhecimento.
A articulação do instituído com o instituinte possibilita a Menção especial deve ser feita à Educação Infantil, definida
ampliação dos saberes, sem retirá-los da sua historicidade e, nos arts. 29 a 31 da LDB, que, dentro de suas especificidades,
no caso do Brasil, de interação entre nossas diversas etnias deverá merecer dos sistemas de ensino as mesmas atenções
com as raízes africanas, indígenas, europeias e orientais. que o Ensino Fundamental no que diz respeito às Diretrizes
A produção e a constituição do conhecimento no processo Curriculares Nacionais. A importância dessa etapa da vida
de aprendizagem dá muitas vezes a ilusão de que podemos humana, ao ser consagrada na LDB, afirmando os direitos das
seguir sozinhos com o saber que acumulamos. A natureza crianças de 0 a 6 anos, suas famílias e educadores, em creches
coletiva do conhecimento termina sendo ocultada ou e classes de Educação Infantil, deve ser acolhida pelos sistemas
dissimulada, negando-se o fazer social. Nada mais significativo de ensino dentro das perspectivas propostas pelas DCN, com
e importante para a construção da cidadania do que a as devidas adequações aos contextos a que se destinam.
compreensão de que a cultura não existiria sem a socialização
das conquistas humanas. O sujeito anônimo é, na verdade, o Recomendação análoga é feita em relação à educação
grande artesão dos tecidos da história. Além disso, a existência especial, definida e regida pelos arts. 58 a 60 da LDB, que,
dos saberes associados aos conhecimentos científicos e inequivocamente, consagram os direitos dos portadores de
tecnológicos ajuda-nos a caminhar pelos percursos da história, necessidades especiais de educação, suas famílias e
mas sua existência não significa que o real é esgotável e professores. As DCNs dirigem-se também a eles que, em seus
transparente. diversos contextos educacionais, deverão ser regidos por seus
Por outro lado, costuma-se reduzir a produção e a princípios.
constituição do conhecimento no processo de aprendizagem à Assim, respeitadas as características regionais e locais da
dimensão de uma razão objetiva, desvalorizando-se outros sociedade, da cultura, da economia e da população servida
tipos de experiências ou mesmo expressões outras da pelas escolas, todos os alunos terão direito de acesso aos
sensibilidade. mesmos conteúdos de aprendizagem, a partir de paradigmas
curriculares apresentados dentro de contextos educacionais

Fundamentos Teórico Metodológicos 19


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

diversos e específicos. Essa é uma das diretrizes fundamentais Um dos mais graves problemas da educação em nosso país
da Educação Nacional. é sua distância em relação à vida e a processos sociais
transformadores. Um excessivo academicismo e um
Dentro do que foi proposto, três observações são anacronismo em relação às transformações existentes no
especialmente importantes: Brasil e no resto do mundo, de um modo geral, condenaram o
Ensino Fundamental, nestas últimas décadas, a um arcaísmo
a) A busca de definição nas propostas pedagógicas das que deprecia a inteligência e a capacidade de alunos e
escolas, dos conceitos específicos para cada área de professores e as características específicas de suas
conhecimento, sem desprezar a interdisciplinaridade e a comunidades. Essa diretriz prevê a responsabilidade dos
transdisciplinariedade entre as várias áreas. Nesse sentido, as sistemas educacionais e das unidades escolares em relação a
propostas curriculares dos sistemas e das escolas devem uma necessária atualização de conhecimentos e valores,
articular fundamentos teóricos que embasem a relação entre dentro de uma perspectiva crítica, responsável e
conhecimentos e valores voltados para uma vida cidadã em contextualizada. Essa diretriz está em consonância
que, como prescrito pela LDB, o Ensino Fundamental esteja especialmente com o art. 27 da LDB.
voltado para o desenvolvimento da capacidade de aprender, Dessa forma, mediante possíveis projetos educacionais
tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da regionais dos sistemas de ensino, por meio de cada unidade
escrita e do cálculo; a compreensão do ambiente natural e escolar, transformam-se as Diretrizes Curriculares Nacionais
social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos em currículos específicos e propostas pedagógicas das escolas.
valores em que se fundamenta a sociedade; o desenvolvimento VI - As escolas utilizarão a Parte Diversificada de suas
da capacidade de aprendizagem; o fortalecimento dos vínculos propostas curriculares para enriquecer e complementar a
de família e dos laços de solidariedade humana e de tolerância. Base Nacional Comum propiciando, de maneira específica, a
Os sistemas de ensino, ao decidirem, de maneira introdução de projetos e atividades do interesse de suas
autônoma, como organizar e desenvolver a Parte Diversificada comunidades (arts. 12 e 13 da LDB).
de suas propostas pedagógicas, têm uma oportunidade Uma auspiciosa inovação introduzida pela LDB refere-se
magnífica de tornar contextualizadas e próximas experiências ao uso de uma Parte Diversificada a ser utilizada pelas escolas
educacionais consideradas essenciais para seus alunos. no desenvolvimento de atividades e projetos que as
b) A compreensão de que propostas curriculares das interessem especificamente.
escolas, dos sistemas e propostas pedagógicas das escolas É evidente, no entanto, que as decisões sobre a utilização
devem integrar bases teóricas que favoreçam a organização desse tempo se façam pelas equipes pedagógicas das escolas e
dos conteúdos do paradigma curricular da Base Nacional das Secretarias de Educação, em conexão com o paradigma
Comum e sua Parte Diversificada: tudo visando ser curricular que orienta a Base Nacional Comum.
consequente no planejamento, no desenvolvimento e na Assim, projetos de pesquisa sobre ecossistemas regionais,
avaliação das práticas pedagógicas. Quais quer que sejam as por exemplo, ou atividades artísticas e de trabalho e novas
orientações em relação à organização dos sistemas por séries, linguagens como a da informática, a da televisão e a do vídeo,
ciclos ou calendários específicos, é absolutamente necessário podem oferecer ricas oportunidades de ampliar e aprofundar
ter claro que o processo de ensinar e aprender só terá êxito os conhecimentos e os valores presentes na Base Nacional
quando os objetivos das intenções educacionais abrangerem Comum.
esses requisitos. VII - As escolas devem, por meio de suas propostas
Assim, para elaborar suas propostas pedagógicas, as pedagógicas e de seus regimentos, em clima de cooperação,
escolas devem examinar, para posterior escolha, os proporcionar condições de funcionamento das estratégias
Parâmetros Curriculares Nacionais e as Propostas educacionais, do espaço físico, do horário e do calendário
Curriculares de seus estados e municípios, buscando definir escolar, que possibilitem a adoção, a execução, a avaliação e o
com clareza a finalidade de seu trabalho, para a variedade de aperfeiçoamento das demais Diretrizes, conforme o exposto
alunos presentes em suas salas de aula. Tópicos regionais e na LDB, arts. 12 a 14.
locais muito enriquecerão suas propostas, incluídos na Parte
Diversificada, mas integrando-se à Base Nacional Comum. Para que as Diretrizes Curriculares Nacionais para o
c) A cautela em não adotar apenas uma visão teórico- Ensino Fundamental sejam realizadas com êxito, são
metodológica como a única resposta para todas as questões indispensáveis o espírito de equipe e as condições básicas para
pedagógicas. Os professores precisam de um aprofundamento planejar os usos de espaço e tempo escolar.
continuado e de uma atualização constante em relação às Assim, a discussão e as ações correlatas sobre
diferentes orientações originárias da Psicologia, da interdisciplinaridade e transdisciplinariedade, decisões sobre
Antropologia, da Sociologia, da Psico e Sociolinguística e sistema seriado ou por ciclos, interação entre diferentes
outras Ciências Humanas, Sociais e Exatas para evitar os segmentos no exercício da Base Nacional Comum e Parte
modismos educacionais, suas frustrações e seus resultados Diversificada, bem como a relação com o bairro, a comunidade,
falaciosos. o estado, o país, a nação e outros países serão objeto de um
O aperfeiçoamento constante dos docentes e a garantia de planejamento e de uma avaliação constantes da escola e de sua
sua autonomia, ao conceber e transformar as propostas proposta pedagógica.
pedagógicas de cada escola, permitirão a melhoria na
qualidade do processo de ensino da Base Nacional Comum e II - VOTO DA RELATORA
sua Parte Diversificada.
V - As escolas deverão explicitar, em suas propostas À luz das considerações anteriores, a Relatora vota no
curriculares, processos de ensino voltados para as relações sentido de que estas Diretrizes
com a comunidade local, regional e planetária, visando à Curriculares Nacionais norteiem os rumos da educação
interação entre o Ensino Fundamental e a vida cidadã; os brasileira, garantindo direitos e deveres básicos de cidadania,
alunos, ao aprender os conhecimentos e os valores da Base conquistados por meio do Ensino Fundamental e consagrados
Nacional Comum e da Parte Diversificada, estarão também naquilo que é primordial e essencial: aprender com êxito, o
constituindo sua identidade como cidadãos em processo, que propicia a inclusão numa vida de participação e
capazes de ser protagonistas de ações responsáveis, solidárias transformação nacional, dentro de um contexto de justiça
e autônomas em relação a si próprios, às suas famílias e às social, equilíbrio e felicidade.
comunidades.

Fundamentos Teórico Metodológicos 20


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

III - DECISÃO DA CÂMARA curricular, que vise a estabelecer a relação entre a educação
fundamental e:
A Câmara de Educação Básica acompanha o voto da a) a vida cidadã através da articulação entre vários dos
Relatora. Sala das Sessões, 29 de janeiro de 1998. Conselheiro seus aspectos como:
Carlos Roberto Jamil Cury - Presidente Conselheira 1. a saúde
Hermengarda Alves Ludke - Vice-Presidente 2. a sexualidade
3. a vida familiar e social
4. o meio ambiente
5. o trabalho
Resoluções 02 CNE/SEB/98 6. a ciência e a tecnologia
7. a cultura
8. as linguagens.
b) as áreas de conhecimento:
RESOLUÇÃO CEB Nº 2, DE 7 DE ABRIL DE 19982 1. Língua Portuguesa
2. Língua Materna, para populações indígenas e migrantes
Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino 3. Matemática
Fundamental. 4. Ciências
5. Geografia
O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho 6. História
Nacional de Educação, tendo em vista o disposto no Art. 9º § 7. Língua Estrangeira
1º, alínea “c” da Lei 9.131, de 25 de novembro de 1995 e o 8. Educação Artística
Parecer CEB 4/98, homologado pelo Senhor Ministro da 9. Educação Física
Educação e do Desporto em 27 de março de 1998, RESOLVE: 10. Educação Religiosa, na forma do art. 33 da Lei 9.394, de
20 de dezembro de 1996.
Art. 1º A presente Resolução institui as Diretrizes V - As escolas deverão explicitar em suas propostas
Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental, a serem curriculares processos de ensino voltados para as relações
observadas na organização curricular das unidades escolares com sua comunidade local, regional e planetária, visando à
integrantes dos diversos sistemas de ensino. interação entre a educação fundamental e a vida cidadã; os
alunos, ao aprenderem os conhecimentos e valores da base
Art. 2º Diretrizes Curriculares Nacionais são o conjunto de nacional comum e da parte diversificada, estarão também
definições doutrinárias sobre princípios, fundamentos e constituindo sua identidade como cidadãos, capazes de serem
procedimento da educação básica, expressas pela Câmara de protagonistas de ações responsáveis, solidárias e autônomas
Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, que em relação a si próprios, às suas famílias e às comunidades.
orientarão as escolas brasileiras dos sistemas de ensino na VI - As escolas utilizarão a parte diversificada de suas
organização, articulação, desenvolvimento e avaliação de suas propostas curriculares para enriquecer e complementar a
propostas pedagógicas. base nacional comum, propiciando, de maneira específica, a
introdução de projetos e atividades do interesse de suas
Art. 3º. São as seguintes as Diretrizes Curriculares comunidades.
Nacionais para o Ensino Fundamental: VII - As escolas devem trabalhar em clima de cooperação
I - As escolas deverão estabelecer como norteadores de entre a direção e as equipes docentes, para que haja condições
suas ações pedagógicas: favoráveis à adoção, execução, avaliação e aperfeiçoamento
a) os princípios éticos da autonomia, da responsabilidade, das estratégias educacionais, em consequência do uso
da solidariedade e do respeito ao bem comum; adequado do espaço físico, do horário e calendário escolares,
b) os princípios dos Direitos e Deveres da Cidadania, do na forma dos arts. 12 a 14 da Lei 9.394, de 20 de dezembro de
exercício da criticidade e do respeito à ordem democrática; 1996.
c) os princípios estéticos da sensibilidade, da criatividade
e da diversidade de manifestações artísticas e culturais. Art. 4º Esta Resolução entra em vigor na data de sua
II - Ao definir suas propostas pedagógicas, as escolas publicação.
deverão explicitar o reconhecimento da identidade pessoal de
alunos, professores e outros profissionais e a identidade de
cada unidade escolar e de seus respectivos sistemas de ensino.
III - As escolas deverão reconhecer que as aprendizagens 01 CNE/SEB/06.
são constituídas pela interação dos processos de
conhecimento com os de linguagem e os afetivos, em
consequência das relações entre as distintas identidades dos
RESOLUÇÃO Nº 1, DE 31 DE JANEIRO DE 2006
vários participantes do contexto escolarizado; as diversas
experiências de vida de alunos, professores e demais
Altera a alínea “b” do inciso IV do artigo 3º da Resolução
participantes do ambiente escolar, expressas através de
CNE/CEB nº 2/98, que instituiu as Diretrizes Curriculares
múltiplas formas de diálogo, devem contribuir para a
Nacionais para o Ensino Fundamental.
constituição de identidade afirmativas, persistentes e capazes
de protagonizar ações autônomas e solidárias em relação a
O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho
conhecimentos e valores indispensáveis à vida cidadã.
Nacional de Educação, tendo em vista o disposto no art. 9º, §1º,
IV - Em todas as escolas deverá ser garantida a igualdade
alínea “c”, da Lei nº 4.024 de 20 de dezembro de 1961, com a
de acesso para alunos a uma base nacional comum, de maneira
redação dada pela Lei nº 9.131, de 25 de novembro de 1995 e
a legitimar a unidade e a qualidade da ação pedagógica na
tendo em vista o Parecer CNE/CEB nº 22/2005, homologado
diversidade nacional. A base comum nacional e sua parte
por despacho do Senhor Ministro de Estado da Educação,
diversificada deverão integrar-se em torno do paradigma
publicado no DOU de 23 de dezembro de 2005, resolve:

2http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/rceb02_98.pdf

Fundamentos Teórico Metodológicos 21


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Art. 1º A alínea “b” do inciso IV do artigo 3º da Resolução X - promoção dos princípios do respeito aos direitos
CNE/CEB nº 2, de 7 de abril de 1998, passa a vigorar com a humanos, à diversidade e à sustentabilidade socioambiental.
seguinte redação:
Art. 3° As metas previstas no Anexo desta Lei serão
Art. 3º (...) cumpridas no prazo de vigência deste PNE, desde que não haja
IV ... prazo inferior definido para metas e estratégias específicas.
a…
b. Artes. Art. 4° As metas previstas no Anexo desta Lei deverão ter
como referência a Pesquisa Nacional por Amostra de
Art. 2º Esta Resolução entra em vigor da data de sua Domicílios - PNAD, o censo demográfico e os censos nacionais
publicação, revogadas as disposições em contrário. da educação básica e superior mais atualizados, disponíveis na
data da publicação desta Lei.
Parágrafo único. O poder público buscará ampliar o
Lei Federal nº 10.793, de escopo das pesquisas com fins estatísticos de forma a incluir
01/12/2003 – Altera a informação detalhada sobre o perfil das populações de 4
(quatro) a 17 (dezessete) anos com deficiência.
redação do art. 26, § 3º, e do
art. 92 da Lei 9.394/96, que Art. 5° A execução do PNE e o cumprimento de suas metas
estabelece as Diretrizes e serão objeto de monitoramento contínuo e de avaliações
periódicas, realizados pelas seguintes instâncias:
Bases da Educação Nacional. I - Ministério da Educação - MEC;
II - Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e
Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal;
Prezado(a) Candidato(a), a legislação exigida pelo edital
III - Conselho Nacional de Educação - CNE;
neste tópico foi trabalhada juntamente com a LDB (Lei 9.394),
IV - Fórum Nacional de Educação.
pois se trata de atualizações da mesma. Portanto evitando
§ 1° Compete, ainda, às instâncias referidas no caput:
repetições e redundâncias ela não será aqui novamente
I - divulgar os resultados do monitoramento e das
abordada.
avaliações nos respectivos sítios institucionais da internet;
II - analisar e propor políticas públicas para assegurar a
implementação das estratégias e o cumprimento das metas;
Lei Federal nº 13.005, de 25 III - analisar e propor a revisão do percentual de
de junho de 2014. Aprova o investimento público em educação.
§ 2° A cada 2 (dois) anos, ao longo do período de vigência
Plano Nacional de Educação - deste PNE, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
PNE e dá outras providências. Educacionais Anísio Teixeira - INEP publicará estudos para
aferir a evolução no cumprimento das metas estabelecidas no
Anexo desta Lei, com informações organizadas por ente
LEI Nº 13.005, DE 25 DE JUNHO DE 20143 federado e consolidadas em âmbito nacional, tendo como
APROVA O PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO - PNE E DÁ referência os estudos e as pesquisas de que trata o art. 4°, sem
OUTRAS PROVIDÊNCIAS prejuízo de outras fontes e informações relevantes.
§ 3° A meta progressiva do investimento público em
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o educação será avaliada no quarto ano de vigência do PNE e
Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: poderá ser ampliada por meio de lei para atender às
necessidades financeiras do cumprimento das demais metas.
Art. 1° É aprovado o Plano Nacional de Educação - PNE, § 4° O investimento público em educação a que se referem
com vigência por 10 (dez) anos, a contar da publicação desta o inciso VI do art. 214 da Constituição Federal e a meta 20 do
Lei, na forma do Anexo, com vistas ao cumprimento do Anexo desta Lei engloba os recursos aplicados na forma do art.
disposto no art. 214 da Constituição Federal. 212 da Constituição Federal e do art. 60 do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias, bem como os recursos aplicados
Art. 2° São diretrizes do PNE: nos programas de expansão da educação profissional e
I - erradicação do analfabetismo; superior, inclusive na forma de incentivo e isenção fiscal, as
II - universalização do atendimento escolar; bolsas de estudos concedidas no Brasil e no exterior, os
III - superação das desigualdades educacionais, com ênfase subsídios concedidos em programas de financiamento
na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas estudantil e o financiamento de creches, pré-escolas e de
de discriminação; educação especial na forma do art. 213 da Constituição
IV - melhoria da qualidade da educação; Federal.
V - formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase § 5° Será destinada à manutenção e ao desenvolvimento do
nos valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade; ensino, em acréscimo aos recursos vinculados nos termos do
VI - promoção do princípio da gestão democrática da art. 212 da Constituição Federal, além de outros recursos
educação pública; previstos em lei, a parcela da participação no resultado ou da
VII - promoção humanística, científica, cultural e compensação financeira pela exploração de petróleo e de gás
tecnológica do País; natural, na forma de lei específica, com a finalidade de
VIII - estabelecimento de meta de aplicação de recursos assegurar o cumprimento da meta prevista no inciso VI do art.
públicos em educação como proporção do Produto Interno 214 da Constituição Federal.
Bruto - PIB, que assegure atendimento às necessidades de
expansão, com padrão de qualidade e equidade; Art. 6° A União promoverá a realização de pelo menos 2
IX - valorização dos (as) profissionais da educação; (duas) conferências nacionais de educação até o final do

3http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13005.htm.
Acesso 21.05.2019 às 09h08min

Fundamentos Teórico Metodológicos 22


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

decênio, precedidas de conferências distrital, municipais e que trata o caput deste artigo, serão realizados com ampla
estaduais, articuladas e coordenadas pelo Fórum Nacional de participação de representantes da comunidade educacional e
Educação, instituído nesta Lei, no âmbito do Ministério da da sociedade civil.
Educação.
§ 1° O Fórum Nacional de Educação, além da atribuição Art. 9° Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
referida no caput: deverão aprovar leis específicas para os seus sistemas de
I - acompanhará a execução do PNE e o cumprimento de ensino, disciplinando a gestão democrática da educação
suas metas; pública nos respectivos âmbitos de atuação, no prazo de 2
II - promoverá a articulação das conferências nacionais de (dois) anos contado da publicação desta Lei, adequando,
educação com as conferências regionais, estaduais e quando for o caso, a legislação local já adotada com essa
municipais que as precederem. finalidade.
§ 2° As conferências nacionais de educação realizar-se-ão
com intervalo de até 4 (quatro) anos entre elas, com o objetivo Art. 10° O plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e
de avaliar a execução deste PNE e subsidiar a elaboração do os orçamentos anuais da União, dos Estados, do Distrito
plano nacional de educação para o decênio subsequente. Federal e dos Municípios serão formulados de maneira a
assegurar a consignação de dotações orçamentárias
Art. 7° A União, os Estados, o Distrito Federal e os compatíveis com as diretrizes, metas e estratégias deste PNE e
Municípios atuarão em regime de colaboração, visando ao com os respectivos planos de educação, a fim de viabilizar sua
alcance das metas e à implementação das estratégias objeto plena execução.
deste Plano.
§ 1° Caberá aos gestores federais, estaduais, municipais e Art. 11° O Sistema Nacional de Avaliação da Educação
do Distrito Federal a adoção das medidas governamentais Básica, coordenado pela União, em colaboração com os
necessárias ao alcance das metas previstas neste PNE. Estados, o Distrito Federal e os Municípios, constituirá fonte
§ 2° As estratégias definidas no Anexo desta Lei não elidem de informação para a avaliação da qualidade da educação
a adoção de medidas adicionais em âmbito local ou de básica e para a orientação das políticas públicas desse nível de
instrumentos jurídicos que formalizem a cooperação entre os ensino.
entes federados, podendo ser complementadas por § 1° O sistema de avaliação a que se refere o caput
mecanismos nacionais e locais de coordenação e colaboração produzirá, no máximo a cada 2 (dois) anos:
recíproca. I - indicadores de rendimento escolar, referentes ao
§ 3° Os sistemas de ensino dos Estados, do Distrito Federal desempenho dos (as) estudantes apurado em exames
e dos Municípios criarão mecanismos para o nacionais de avaliação, com participação de pelo menos 80%
acompanhamento local da consecução das metas deste PNE e (oitenta por cento) dos (as) alunos (as) de cada ano escolar
dos planos previstos no art. 8o. periodicamente avaliado em cada escola, e aos dados
§ 4° Haverá regime de colaboração específico para a pertinentes apurados pelo censo escolar da educação básica;
implementação de modalidades de educação escolar que II - indicadores de avaliação institucional, relativos a
necessitem considerar territórios étnico-educacionais e a características como o perfil do alunado e do corpo dos (as)
utilização de estratégias que levem em conta as identidades e profissionais da educação, as relações entre dimensão do
especificidades socioculturais e linguísticas de cada corpo docente, do corpo técnico e do corpo discente, a
comunidade envolvida, assegurada a consulta prévia e infraestrutura das escolas, os recursos pedagógicos
informada a essa comunidade. disponíveis e os processos da gestão, entre outras relevantes.
§ 5° Será criada uma instância permanente de negociação § 2° A elaboração e a divulgação de índices para avaliação
e cooperação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os da qualidade, como o Índice de Desenvolvimento da Educação
Municípios. Básica - IDEB, que agreguem os indicadores mencionados no
§ 6° O fortalecimento do regime de colaboração entre os inciso I do § 1° não elidem a obrigatoriedade de divulgação, em
Estados e respectivos Municípios incluirá a instituição de separado, de cada um deles.
instâncias permanentes de negociação, cooperação e § 3° Os indicadores mencionados no § 1° serão estimados
pactuação em cada Estado. por etapa, estabelecimento de ensino, rede escolar, unidade da
§ 7° O fortalecimento do regime de colaboração entre os Federação e em nível agregado nacional, sendo amplamente
Municípios dar-se-á, inclusive, mediante a adoção de arranjos divulgados, ressalvada a publicação de resultados individuais
de desenvolvimento da educação. e indicadores por turma, que fica admitida exclusivamente
para a comunidade do respectivo estabelecimento e para o
Art. 8° Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios órgão gestor da respectiva rede.
deverão elaborar seus correspondentes planos de educação, § 4° Cabem ao Inep a elaboração e o cálculo do Ideb e dos
ou adequar os planos já aprovados em lei, em consonância com indicadores referidos no § 1°.
as diretrizes, metas e estratégias previstas neste PNE, no prazo § 5° A avaliação de desempenho dos (as) estudantes em
de 1 (um) ano contado da publicação desta Lei. exames, referida no inciso I do § 1°, poderá ser diretamente
§ 1° Os entes federados estabelecerão nos respectivos realizada pela União ou, mediante acordo de cooperação, pelos
planos de educação estratégias que: Estados e pelo Distrito Federal, nos respectivos sistemas de
I - assegurem a articulação das políticas educacionais com ensino e de seus Municípios, caso mantenham sistemas
as demais políticas sociais, particularmente as culturais; próprios de avaliação do rendimento escolar, assegurada a
II - considerem as necessidades específicas das populações compatibilidade metodológica entre esses sistemas e o
do campo e das comunidades indígenas e quilombolas, nacional, especialmente no que se refere às escalas de
asseguradas a equidade educacional e a diversidade cultural; proficiência e ao calendário de aplicação.
III - garantam o atendimento das necessidades específicas
na educação especial, assegurado o sistema educacional Art. 12° Até o final do primeiro semestre do nono ano de
inclusivo em todos os níveis, etapas e modalidades; vigência deste PNE, o Poder Executivo encaminhará ao
IV - promovam a articulação interfederativa na Congresso Nacional, sem prejuízo das prerrogativas deste
implementação das políticas educacionais. Poder, o projeto de lei referente ao Plano Nacional de
§ 2° Os processos de elaboração e adequação dos planos de Educação a vigorar no período subsequente, que incluirá
educação dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de

Fundamentos Teórico Metodológicos 23


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

diagnóstico, diretrizes, metas e estratégias para o próximo educação, de modo a garantir a elaboração de currículos e
decênio. propostas pedagógicas que incorporem os avanços de
pesquisas ligadas ao processo de ensino-aprendizagem e às
Art. 13° O poder público deverá instituir, em lei específica, teorias educacionais no atendimento da população de 0 (zero)
contados 2 (dois) anos da publicação desta Lei, o Sistema a 5 (cinco) anos;
Nacional de Educação, responsável pela articulação entre os 1.10) fomentar o atendimento das populações do campo e
sistemas de ensino, em regime de colaboração, para efetivação das comunidades indígenas e quilombolas na educação infantil
das diretrizes, metas e estratégias do Plano Nacional de nas respectivas comunidades, por meio do
Educação. redimensionamento da distribuição territorial da oferta,
limitando a nucleação de escolas e o deslocamento de crianças,
Art. 14° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. de forma a atender às especificidades dessas comunidades,
garantido consulta prévia e informada;
Brasília, 25 de junho de 2014; 193º da Independência e 126º 1.11) priorizar o acesso à educação infantil e fomentar a
da República. oferta do atendimento educacional especializado
complementar e suplementar aos (às) alunos (as) com
DILMA ROUSSEFF deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
Guido Mantega habilidades ou superdotação, assegurando a educação
José Henrique Paim Fernandes bilíngue para crianças surdas e a transversalidade da educação
Miriam Belchior especial nessa etapa da educação básica;
1.12) implementar, em caráter complementar, programas
ANEXO de orientação e apoio às famílias, por meio da articulação das
METAS E ESTRATÉGIAS áreas de educação, saúde e assistência social, com foco no
desenvolvimento integral das crianças de até 3 (três) anos de
Meta 1: idade;
1.13) preservar as especificidades da educação infantil na
universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola organização das redes escolares, garantindo o atendimento da
para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade e criança de 0 (zero) a 5 (cinco) anos em estabelecimentos que
ampliar a oferta de educação infantil em creches de forma a atendam a parâmetros nacionais de qualidade, e a articulação
atender, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das crianças com a etapa escolar seguinte, visando ao ingresso do (a)
de até 3 (três) anos até o final da vigência deste PNE. aluno(a) de 6 (seis) anos de idade no ensino fundamental;
Estratégias: 1.14) fortalecer o acompanhamento e o monitoramento do
1.1) definir, em regime de colaboração entre a União, os acesso e da permanência das crianças na educação infantil, em
Estados, o Distrito Federal e os Municípios, metas de expansão especial dos beneficiários de programas de transferência de
das respectivas redes públicas de educação infantil segundo renda, em colaboração com as famílias e com os órgãos
padrão nacional de qualidade, considerando as peculiaridades públicos de assistência social, saúde e proteção à infância;
locais; 1.15) promover a busca ativa de crianças em idade
1.2) garantir que, ao final da vigência deste PNE, seja correspondente à educação infantil, em parceria com órgãos
inferior a 10% (dez por cento) a diferença entre as taxas de públicos de assistência social, saúde e proteção à infância,
frequência à educação infantil das crianças de até 3 (três) anos preservando o direito de opção da família em relação às
oriundas do quinto de renda familiar per capita mais elevado crianças de até 3 (três) anos;
e as do quinto de renda familiar per capita mais baixo; 1.16) o Distrito Federal e os Municípios, com a colaboração
1.3) realizar, periodicamente, em regime de colaboração, da União e dos Estados, realizarão e publicarão, a cada ano,
levantamento da demanda por creche para a população de até levantamento da demanda manifesta por educação infantil em
3 (três) anos, como forma de planejar a oferta e verificar o creches e pré-escolas, como forma de planejar e verificar o
atendimento da demanda manifesta; atendimento;
1.4) estabelecer, no primeiro ano de vigência do PNE, 1.17) estimular o acesso à educação infantil em tempo
normas, procedimentos e prazos para definição de integral, para todas as crianças de 0 (zero) a 5 (cinco) anos,
mecanismos de consulta pública da demanda das famílias por conforme estabelecido nas Diretrizes Curriculares Nacionais
creches; para a Educação Infantil.
1.5) manter e ampliar, em regime de colaboração e
respeitadas as normas de acessibilidade, programa nacional Meta 2:
de construção e reestruturação de escolas, bem como de
aquisição de equipamentos, visando à expansão e à melhoria universalizar o ensino fundamental de 9 (nove) anos para
da rede física de escolas públicas de educação infantil; toda a população de 6 (seis) a 14 (quatorze) anos e garantir
1.6) implantar, até o segundo ano de vigência deste PNE, que pelo menos 95% (noventa e cinco por cento) dos alunos
avaliação da educação infantil, a ser realizada a cada 2 (dois) concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano
anos, com base em parâmetros nacionais de qualidade, a fim de vigência deste PNE.
de aferir a infraestrutura física, o quadro de pessoal, as Estratégias:
condições de gestão, os recursos pedagógicos, a situação de 2.1) o Ministério da Educação, em articulação e
acessibilidade, entre outros indicadores relevantes; colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os
1.7) articular a oferta de matrículas gratuitas em creches Municípios, deverá, até o final do 2o (segundo) ano de vigência
certificadas como entidades beneficentes de assistência social deste PNE, elaborar e encaminhar ao Conselho Nacional de
na área de educação com a expansão da oferta na rede escolar Educação, precedida de consulta pública nacional, proposta de
pública; direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para
1.8) promover a formação inicial e continuada dos (as) os (as) alunos (as) do ensino fundamental;
profissionais da educação infantil, garantindo, 2.2) pactuar entre União, Estados, Distrito Federal e
progressivamente, o atendimento por profissionais com Municípios, no âmbito da instância permanente de que trata o
formação superior; § 5º do art. 7º desta Lei, a implantação dos direitos e objetivos
1.9) estimular a articulação entre pós-graduação, núcleos de aprendizagem e desenvolvimento que configurarão a base
de pesquisa e cursos de formação para profissionais da nacional comum curricular do ensino fundamental;

Fundamentos Teórico Metodológicos 24


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

2.3) criar mecanismos para o acompanhamento aprendizagem e desenvolvimento para os (as) alunos (as) de
individualizado dos (as) alunos (as) do ensino fundamental; ensino médio, a serem atingidos nos tempos e etapas de
2.4) fortalecer o acompanhamento e o monitoramento do organização deste nível de ensino, com vistas a garantir
acesso, da permanência e do aproveitamento escolar dos formação básica comum;
beneficiários de programas de transferência de renda, bem 3.3) pactuar entre União, Estados, Distrito Federal e
como das situações de discriminação, preconceitos e Municípios, no âmbito da instância permanente de que trata o
violências na escola, visando ao estabelecimento de condições § 5° do art. 7° desta Lei, a implantação dos direitos e objetivos
adequadas para o sucesso escolar dos (as) alunos (as), em de aprendizagem e desenvolvimento que configurarão a base
colaboração com as famílias e com órgãos públicos de nacional comum curricular do ensino médio;
assistência social, saúde e proteção à infância, adolescência e 3.4) garantir a fruição de bens e espaços culturais, de
juventude; forma regular, bem como a ampliação da prática desportiva,
2.5) promover a busca ativa de crianças e adolescentes integrada ao currículo escolar;
fora da escola, em parceria com órgãos públicos de assistência 3.5) manter e ampliar programas e ações de correção de
social, saúde e proteção à infância, adolescência e juventude; fluxo do ensino fundamental, por meio do acompanhamento
2.6) desenvolver tecnologias pedagógicas que combinem, individualizado do (a) aluno (a) com rendimento escolar
de maneira articulada, a organização do tempo e das defasado e pela adoção de práticas como aulas de reforço no
atividades didáticas entre a escola e o ambiente comunitário, turno complementar, estudos de recuperação e progressão
considerando as especificidades da educação especial, das parcial, de forma a reposicioná-lo no ciclo escolar de maneira
escolas do campo e das comunidades indígenas e quilombolas; compatível com sua idade;
2.7) disciplinar, no âmbito dos sistemas de ensino, a 3.6) universalizar o Exame Nacional do Ensino Médio -
organização flexível do trabalho pedagógico, incluindo ENEM, fundamentado em matriz de referência do conteúdo
adequação do calendário escolar de acordo com a realidade curricular do ensino médio e em técnicas estatísticas e
local, a identidade cultural e as condições climáticas da região; psicométricas que permitam comparabilidade de resultados,
2.8) promover a relação das escolas com instituições e articulando-o com o Sistema Nacional de Avaliação da
movimentos culturais, a fim de garantir a oferta regular de Educação Básica - SAEB, e promover sua utilização como
atividades culturais para a livre fruição dos (as) alunos (as) instrumento de avaliação sistêmica, para subsidiar políticas
dentro e fora dos espaços escolares, assegurando ainda que as públicas para a educação básica, de avaliação certificadora,
escolas se tornem polos de criação e difusão cultural; possibilitando aferição de conhecimentos e habilidades
2.9) incentivar a participação dos pais ou responsáveis no adquiridos dentro e fora da escola, e de avaliação
acompanhamento das atividades escolares dos filhos por meio classificatória, como critério de acesso à educação superior;
do estreitamento das relações entre as escolas e as famílias; 3.7) fomentar a expansão das matrículas gratuitas de
2.10) estimular a oferta do ensino fundamental, em ensino médio integrado à educação profissional, observando-
especial dos anos iniciais, para as populações do campo, se as peculiaridades das populações do campo, das
indígenas e quilombolas, nas próprias comunidades; comunidades indígenas e quilombolas e das pessoas com
2.11) desenvolver formas alternativas de oferta do ensino deficiência;
fundamental, garantida a qualidade, para atender aos filhos e 3.8) estruturar e fortalecer o acompanhamento e o
filhas de profissionais que se dedicam a atividades de caráter monitoramento do acesso e da permanência dos e das jovens
itinerante; beneficiários (as) de programas de transferência de renda, no
2.12) oferecer atividades extracurriculares de incentivo ensino médio, quanto à frequência, ao aproveitamento escolar
aos (às) estudantes e de estímulo a habilidades, inclusive e à interação com o coletivo, bem como das situações de
mediante certames e concursos nacionais; discriminação, preconceitos e violências, práticas irregulares
2.13) promover atividades de desenvolvimento e estímulo de exploração do trabalho, consumo de drogas, gravidez
a habilidades esportivas nas escolas, interligadas a um plano precoce, em colaboração com as famílias e com órgãos
de disseminação do desporto educacional e de públicos de assistência social, saúde e proteção à adolescência
desenvolvimento esportivo nacional. e juventude;
3.9) promover a busca ativa da população de 15 (quinze) a
Meta 3: 17 (dezessete) anos fora da escola, em articulação com os
serviços de assistência social, saúde e proteção à adolescência
universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a e à juventude;
população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos e elevar, até o 3.10) fomentar programas de educação e de cultura para a
final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida de população urbana e do campo de jovens, na faixa etária de 15
matrículas no ensino médio para 85% (oitenta e cinco por (quinze) a 17 (dezessete) anos, e de adultos, com qualificação
cento). social e profissional para aqueles que estejam fora da escola e
Estratégias: com defasagem no fluxo escolar;
3.1) institucionalizar programa nacional de renovação do 3.11) redimensionar a oferta de ensino médio nos turnos
ensino médio, a fim de incentivar práticas pedagógicas com diurno e noturno, bem como a distribuição territorial das
abordagens interdisciplinares estruturadas pela relação entre escolas de ensino médio, de forma a atender a toda a demanda,
teoria e prática, por meio de currículos escolares que de acordo com as necessidades específicas dos (as) alunos
organizem, de maneira flexível e diversificada, conteúdos (as);
obrigatórios e eletivos articulados em dimensões como 3.12) desenvolver formas alternativas de oferta do ensino
ciência, trabalho, linguagens, tecnologia, cultura e esporte, médio, garantida a qualidade, para atender aos filhos e filhas
garantindo-se a aquisição de equipamentos e laboratórios, a de profissionais que se dedicam a atividades de caráter
produção de material didático específico, a formação itinerante;
continuada de professores e a articulação com instituições 3.13) implementar políticas de prevenção à evasão
acadêmicas, esportivas e culturais; motivada por preconceito ou quaisquer formas de
3.2) o Ministério da Educação, em articulação e discriminação, criando rede de proteção contra formas
colaboração com os entes federados e ouvida a sociedade associadas de exclusão;
mediante consulta pública nacional, elaborará e encaminhará 3.14) estimular a participação dos adolescentes nos cursos
ao Conselho Nacional de Educação - CNE, até o 2° (segundo) das áreas tecnológicas e científicas.
ano de vigência deste PNE, proposta de direitos e objetivos de

Fundamentos Teórico Metodológicos 25


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Meta 4: 4.8) garantir a oferta de educação inclusiva, vedada a


exclusão do ensino regular sob alegação de deficiência e
universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 promovida a articulação pedagógica entre o ensino regular e o
(dezessete) anos com deficiência, transtornos globais do atendimento educacional especializado;
desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o 4.9) fortalecer o acompanhamento e o monitoramento do
acesso à educação básica e ao atendimento educacional acesso à escola e ao atendimento educacional especializado,
especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, bem como da permanência e do desenvolvimento escolar dos
com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de (as) alunos (as) com deficiência, transtornos globais do
recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação
especializados, públicos ou conveniados. beneficiários (as) de programas de transferência de renda,
Estratégias: juntamente com o combate às situações de discriminação,
4.1) contabilizar, para fins do repasse do Fundo de preconceito e violência, com vistas ao estabelecimento de
Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de condições adequadas para o sucesso educacional, em
Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB, as colaboração com as famílias e com os órgãos públicos de
matrículas dos (as) estudantes da educação regular da rede assistência social, saúde e proteção à infância, à adolescência e
pública que recebam atendimento educacional especializado à juventude;
complementar e suplementar, sem prejuízo do cômputo 4.10) fomentar pesquisas voltadas para o
dessas matrículas na educação básica regular, e as matrículas desenvolvimento de metodologias, materiais didáticos,
efetivadas, conforme o censo escolar mais atualizado, na equipamentos e recursos de tecnologia assistiva, com vistas à
educação especial oferecida em instituições comunitárias, promoção do ensino e da aprendizagem, bem como das
confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, conveniadas condições de acessibilidade dos (as) estudantes com
com o poder público e com atuação exclusiva na modalidade, deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
nos termos da Lei no 11.494, de 20 de junho de 2007; habilidades ou superdotação;
4.2) promover, no prazo de vigência deste PNE, a 4.11) promover o desenvolvimento de pesquisas
universalização do atendimento escolar à demanda manifesta interdisciplinares para subsidiar a formulação de políticas
pelas famílias de crianças de 0 (zero) a 3 (três) anos com públicas intersetoriais que atendam as especificidades
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas educacionais de estudantes com deficiência, transtornos
habilidades ou superdotação, observado o que dispõe a Lei no globais do desenvolvimento e altas habilidades ou
9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes superdotação que requeiram medidas de atendimento
e bases da educação nacional; especializado;
4.3) implantar, ao longo deste PNE, salas de recursos 4.12) promover a articulação intersetorial entre órgãos e
multifuncionais e fomentar a formação continuada de políticas públicas de saúde, assistência social e direitos
professores e professoras para o atendimento educacional humanos, em parceria com as famílias, com o fim de
especializado nas escolas urbanas, do campo, indígenas e de desenvolver modelos de atendimento voltados à continuidade
comunidades quilombolas; do atendimento escolar, na educação de jovens e adultos, das
4.4) garantir atendimento educacional especializado em pessoas com deficiência e transtornos globais do
salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços desenvolvimento com idade superior à faixa etária de
especializados, públicos ou conveniados, nas formas escolarização obrigatória, de forma a assegurar a atenção
complementar e suplementar, a todos (as) alunos (as) com integral ao longo da vida;
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas 4.13) apoiar a ampliação das equipes de profissionais da
habilidades ou superdotação, matriculados na rede pública de educação para atender à demanda do processo de
educação básica, conforme necessidade identificada por meio escolarização dos (das) estudantes com deficiência,
de avaliação, ouvidos a família e o aluno; transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou
4.5) estimular a criação de centros multidisciplinares de superdotação, garantindo a oferta de professores (as) do
apoio, pesquisa e assessoria, articulados com instituições atendimento educacional especializado, profissionais de apoio
acadêmicas e integrados por profissionais das áreas de saúde, ou auxiliares, tradutores (as) e intérpretes de Libras, guias-
assistência social, pedagogia e psicologia, para apoiar o intérpretes para surdos-cegos, professores de Libras,
trabalho dos (as) professores da educação básica com os (as) prioritariamente surdos, e professores bilíngues;
alunos (as) com deficiência, transtornos globais do 4.14) definir, no segundo ano de vigência deste PNE,
desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação; indicadores de qualidade e política de avaliação e supervisão
4.6) manter e ampliar programas suplementares que para o funcionamento de instituições públicas e privadas que
promovam a acessibilidade nas instituições públicas, para prestam atendimento a alunos com deficiência, transtornos
garantir o acesso e a permanência dos (as) alunos (as) com globais do desenvolvimento e altas habilidades ou
deficiência por meio da adequação arquitetônica, da oferta de superdotação;
transporte acessível e da disponibilização de material didático 4.15) promover, por iniciativa do Ministério da Educação,
próprio e de recursos de tecnologia assistiva, assegurando, nos órgãos de pesquisa, demografia e estatística competentes,
ainda, no contexto escolar, em todas as etapas, níveis e a obtenção de informação detalhada sobre o perfil das pessoas
modalidades de ensino, a identificação dos (as) alunos (as) com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e
com altas habilidades ou superdotação; altas habilidades ou superdotação de 0 (zero) a 17 (dezessete)
4.7) garantir a oferta de educação bilíngue, em Língua anos;
Brasileira de Sinais - LIBRAS como primeira língua e na 4.16) incentivar a inclusão nos cursos de licenciatura e nos
modalidade escrita da Língua Portuguesa como segunda demais cursos de formação para profissionais da educação,
língua, aos (às) alunos (as) surdos e com deficiência auditiva inclusive em nível de pós-graduação, observado o disposto no
de 0 (zero) a 17 (dezessete) anos, em escolas e classes caput do art. 207 da Constituição Federal, dos referenciais
bilíngues e em escolas inclusivas, nos termos do art. 22 do teóricos, das teorias de aprendizagem e dos processos de
Decreto no 5.626, de 22 de dezembro de 2005, e dos arts. 24 e ensino-aprendizagem relacionados ao atendimento
30 da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com educacional de alunos com deficiência, transtornos globais do
Deficiência, bem como a adoção do Sistema Braille de leitura desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação;
para cegos e surdos-cegos; 4.17) promover parcerias com instituições comunitárias,
confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, conveniadas

Fundamentos Teórico Metodológicos 26


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

com o poder público, visando a ampliar as condições de apoio pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) dos (as) alunos (as)
ao atendimento escolar integral das pessoas com deficiência, da educação básica.
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou Estratégias:
superdotação matriculadas nas redes públicas de ensino; 6.1) promover, com o apoio da União, a oferta de educação
4.18) promover parcerias com instituições comunitárias, básica pública em tempo integral, por meio de atividades de
confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, conveniadas acompanhamento pedagógico e multidisciplinares, inclusive
com o poder público, visando a ampliar a oferta de formação culturais e esportivas, de forma que o tempo de permanência
continuada e a produção de material didático acessível, assim dos (as) alunos (as) na escola, ou sob sua responsabilidade,
como os serviços de acessibilidade necessários ao pleno passe a ser igual ou superior a 7 (sete) horas diárias durante
acesso, participação e aprendizagem dos estudantes com todo o ano letivo, com a ampliação progressiva da jornada de
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas professores em uma única escola;
habilidades ou superdotação matriculados na rede pública de 6.2) instituir, em regime de colaboração, programa de
ensino; construção de escolas com padrão arquitetônico e de
4.19) promover parcerias com instituições comunitárias, mobiliário adequado para atendimento em tempo integral,
confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, conveniadas prioritariamente em comunidades pobres ou com crianças em
com o poder público, a fim de favorecer a participação das situação de vulnerabilidade social;
famílias e da sociedade na construção do sistema educacional 6.3) institucionalizar e manter, em regime de colaboração,
inclusivo. programa nacional de ampliação e reestruturação das escolas
públicas, por meio da instalação de quadras poliesportivas,
Meta 5: laboratórios, inclusive de informática, espaços para atividades
culturais, bibliotecas, auditórios, cozinhas, refeitórios,
alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3° banheiros e outros equipamentos, bem como da produção de
(terceiro) ano do ensino fundamental. material didático e da formação de recursos humanos para a
Estratégias: educação em tempo integral;
5.1) estruturar os processos pedagógicos de alfabetização, 6.4) fomentar a articulação da escola com os diferentes
nos anos iniciais do ensino fundamental, articulando-os com espaços educativos, culturais e esportivos e com
as estratégias desenvolvidas na pré-escola, com qualificação e equipamentos públicos, como centros comunitários,
valorização dos (as) professores (as) alfabetizadores e com bibliotecas, praças, parques, museus, teatros, cinemas e
apoio pedagógico específico, a fim de garantir a alfabetização planetários;
plena de todas as crianças; 6.5) estimular a oferta de atividades voltadas à ampliação
5.2) instituir instrumentos de avaliação nacional da jornada escolar de alunos (as) matriculados nas escolas da
periódicos e específicos para aferir a alfabetização das rede pública de educação básica por parte das entidades
crianças, aplicados a cada ano, bem como estimular os privadas de serviço social vinculadas ao sistema sindical, de
sistemas de ensino e as escolas a criarem os respectivos forma concomitante e em articulação com a rede pública de
instrumentos de avaliação e monitoramento, implementando ensino;
medidas pedagógicas para alfabetizar todos os alunos e alunas 6.6) orientar a aplicação da gratuidade de que trata o art.
até o final do terceiro ano do ensino fundamental; 13 da Lei no 12.101, de 27 de novembro de 2009, em
5.3) selecionar, certificar e divulgar tecnologias atividades de ampliação da jornada escolar de alunos (as) das
educacionais para a alfabetização de crianças, assegurada a escolas da rede pública de educação básica, de forma
diversidade de métodos e propostas pedagógicas, bem como o concomitante e em articulação com a rede pública de ensino;
acompanhamento dos resultados nos sistemas de ensino em 6.7) atender às escolas do campo e de comunidades
que forem aplicadas, devendo ser disponibilizadas, indígenas e quilombolas na oferta de educação em tempo
preferencialmente, como recursos educacionais abertos; integral, com base em consulta prévia e informada,
5.4) fomentar o desenvolvimento de tecnologias considerando-se as peculiaridades locais;
educacionais e de práticas pedagógicas inovadoras que 6.8) garantir a educação em tempo integral para pessoas
assegurem a alfabetização e favoreçam a melhoria do fluxo com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e
escolar e a aprendizagem dos (as) alunos (as), consideradas as altas habilidades ou superdotação na faixa etária de 4 (quatro)
diversas abordagens metodológicas e sua efetividade; a 17 (dezessete) anos, assegurando atendimento educacional
5.5) apoiar a alfabetização de crianças do campo, especializado complementar e suplementar ofertado em salas
indígenas, quilombolas e de populações itinerantes, com a de recursos multifuncionais da própria escola ou em
produção de materiais didáticos específicos, e desenvolver instituições especializadas;
instrumentos de acompanhamento que considerem o uso da 6.9) adotar medidas para otimizar o tempo de
língua materna pelas comunidades indígenas e a identidade permanência dos alunos na escola, direcionando a expansão
cultural das comunidades quilombolas; da jornada para o efetivo trabalho escolar, combinado com
5.6) promover e estimular a formação inicial e continuada atividades recreativas, esportivas e culturais.
de professores (as) para a alfabetização de crianças, com o
conhecimento de novas tecnologias educacionais e práticas Meta 7:
pedagógicas inovadoras, estimulando a articulação entre
programas de pós-graduação stricto sensu e ações de fomentar a qualidade da educação básica em todas as
formação continuada de professores (as) para a alfabetização; etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da
5.7) apoiar a alfabetização das pessoas com deficiência, aprendizagem de modo a atingir as seguintes médias nacionais
considerando as suas especificidades, inclusive a alfabetização para o Ideb:
bilíngue de pessoas surdas, sem estabelecimento de IDEB 2015 2017 2019 2021
terminalidade temporal. Anos iniciais do ensino 5,2 5,5 5,7 6,0
fundamental
Meta 6: Anos finais do ensino 4,7 5,0 5,2 5,5
fundamental
oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% Ensino médio 4,3 4,7 5,0 5,2
(cinquenta por cento) das escolas públicas, de forma a atender,

Fundamentos Teórico Metodológicos 27


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

Estratégias: da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,


7.1) estabelecer e implantar, mediante pactuação assegurando a contextualização desses resultados, com
interfederativa, diretrizes pedagógicas para a educação básica relação a indicadores sociais relevantes, como os de nível
e a base nacional comum dos currículos, com direitos e socioeconômico das famílias dos (as) alunos (as), e a
objetivos de aprendizagem e desenvolvimento dos (as) alunos transparência e o acesso público às informações técnicas de
(as) para cada ano do ensino fundamental e médio, respeitada concepção e operação do sistema de avaliação;
a diversidade regional, estadual e local; 7.11) melhorar o desempenho dos alunos da educação
7.2) assegurar que: básica nas avaliações da aprendizagem no Programa
a) no quinto ano de vigência deste PNE, pelo menos 70% Internacional de Avaliação de Estudantes - PISA, tomado como
(setenta por cento) dos (as) alunos (as) do ensino fundamental instrumento externo de referência, internacionalmente
e do ensino médio tenham alcançado nível suficiente de reconhecido, de acordo com as seguintes projeções:
aprendizado em relação aos direitos e objetivos de
aprendizagem e desenvolvimento de seu ano de estudo, e 50% PISA 2015 2018 2021
(cinquenta por cento), pelo menos, o nível desejável; Média dos resultados em 438 455 473
b) no último ano de vigência deste PNE, todos os (as) matemática, leitura e ciências
estudantes do ensino fundamental e do ensino médio tenham
alcançado nível suficiente de aprendizado em relação aos 7.12) incentivar o desenvolvimento, selecionar, certificar e
direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento de divulgar tecnologias educacionais para a educação infantil, o
seu ano de estudo, e 80% (oitenta por cento), pelo menos, o ensino fundamental e o ensino médio e incentivar práticas
nível desejável; pedagógicas inovadoras que assegurem a melhoria do fluxo
7.3) constituir, em colaboração entre a União, os Estados, o escolar e a aprendizagem, assegurada a diversidade de
Distrito Federal e os Municípios, um conjunto nacional de métodos e propostas pedagógicas, com preferência para
indicadores de avaliação institucional com base no perfil do softwares livres e recursos educacionais abertos, bem como o
alunado e do corpo de profissionais da educação, nas acompanhamento dos resultados nos sistemas de ensino em
condições de infraestrutura das escolas, nos recursos que forem aplicadas;
pedagógicos disponíveis, nas características da gestão e em 7.13) garantir transporte gratuito para todos (as) os (as)
outras dimensões relevantes, considerando as especificidades estudantes da educação do campo na faixa etária da educação
das modalidades de ensino; escolar obrigatória, mediante renovação e padronização
7.4) induzir processo contínuo de auto avaliação das integral da frota de veículos, de acordo com especificações
escolas de educação básica, por meio da constituição de definidas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e
instrumentos de avaliação que orientem as dimensões a serem Tecnologia - INMETRO, e financiamento compartilhado, com
fortalecidas, destacando-se a elaboração de planejamento participação da União proporcional às necessidades dos entes
estratégico, a melhoria contínua da qualidade educacional, a federados, visando a reduzir a evasão escolar e o tempo médio
formação continuada dos (as) profissionais da educação e o de deslocamento a partir de cada situação local;
aprimoramento da gestão democrática; 7.14) desenvolver pesquisas de modelos alternativos de
7.5) formalizar e executar os planos de ações articuladas atendimento escolar para a população do campo que
dando cumprimento às metas de qualidade estabelecidas para considerem as especificidades locais e as boas práticas
a educação básica pública e às estratégias de apoio técnico e nacionais e internacionais;
financeiro voltadas à melhoria da gestão educacional, à 7.15) universalizar, até o quinto ano de vigência deste PNE,
formação de professores e professoras e profissionais de o acesso à rede mundial de computadores em banda larga de
serviços e apoio escolares, à ampliação e ao desenvolvimento alta velocidade e triplicar, até o final da década, a relação
de recursos pedagógicos e à melhoria e expansão da computador/aluno (a) nas escolas da rede pública de
infraestrutura física da rede escolar; educação básica, promovendo a utilização pedagógica das
7.6) associar a prestação de assistência técnica financeira tecnologias da informação e da comunicação;
à fixação de metas intermediárias, nos termos estabelecidos 7.16) apoiar técnica e financeiramente a gestão escolar
conforme pactuação voluntária entre os entes, priorizando mediante transferência direta de recursos financeiros à escola,
sistemas e redes de ensino com Ideb abaixo da média nacional; garantindo a participação da comunidade escolar no
7.7) aprimorar continuamente os instrumentos de planejamento e na aplicação dos recursos, visando à ampliação
avaliação da qualidade do ensino fundamental e médio, de da transparência e ao efetivo desenvolvimento da gestão
forma a englobar o ensino de ciências nos exames aplicados democrática;
nos anos finais do ensino fundamental, e incorporar o Exame 7.17) ampliar programas e aprofundar ações de
Nacional do Ensino Médio, assegurada a sua universalização, atendimento ao (à) aluno (a), em todas as etapas da educação
ao sistema de avaliação da educação básica, bem como apoiar básica, por meio de programas suplementares de material
o uso dos resultados das avaliações nacionais pelas escolas e didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à
redes de ensino para a melhoria de seus processos e práticas saúde;
pedagógicas; 7.18) assegurar a todas as escolas públicas de educação
7.8) desenvolver indicadores específicos de avaliação da básica o acesso à energia elétrica, abastecimento de água
qualidade da educação especial, bem como da qualidade da tratada, esgotamento sanitário e manejo dos resíduos sólidos,
educação bilíngue para surdos; garantir o acesso dos alunos a espaços para a prática esportiva,
7.9) orientar as políticas das redes e sistemas de ensino, de a bens culturais e artísticos e a equipamentos e laboratórios de
forma a buscar atingir as metas do Ideb, diminuindo a ciências e, em cada edifício escolar, garantir a acessibilidade às
diferença entre as escolas com os menores índices e a média pessoas com deficiência;
nacional, garantindo equidade da aprendizagem e reduzindo 7.19) institucionalizar e manter, em regime de
pela metade, até o último ano de vigência deste PNE, as colaboração, programa nacional de reestruturação e aquisição
diferenças entre as médias dos índices dos Estados, inclusive de equipamentos para escolas públicas, visando à equalização
do Distrito Federal, e dos Municípios; regional das oportunidades educacionais;
7.10) fixar, acompanhar e divulgar bienalmente os 7.20) prover equipamentos e recursos tecnológicos
resultados pedagógicos dos indicadores do sistema nacional digitais para a utilização pedagógica no ambiente escolar a
de avaliação da educação básica e do Ideb, relativos às escolas, todas as escolas públicas da educação básica, criando,
às redes públicas de educação básica e aos sistemas de ensino inclusive, mecanismos para implementação das condições

Fundamentos Teórico Metodológicos 28


Pedido N.: 2700350 - Apostila Licenciada para patricia.maria.rj@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Apostila Digital Licenciada para PATRICIA MARIA DA SILVA - CPF:116.088.417-07 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br

APOSTILAS OPÇÃO

necessárias para a universalização das bibliotecas nas famílias, como condição para a melhoria da qualidade
instituições educacionais, com acesso a redes digitais de educacional;
computadores, inclusive a internet; 7.30) universalizar, mediante articulação entre os órgãos
7.21) a União, em regime de colaboração com os entes responsáveis pelas áreas da saúde e da educação, o
federados subnacionais, estabelecerá, no prazo de 2 (dois) atendimento aos (às) estudantes da rede escolar pública de
anos contados da publicação desta Lei, parâmetros mínimos educação básica por meio de ações de prevenção, promoção e
de qualidade dos serviços da educação básica, a serem atenção à saúde;
utilizados como referência para infraestrutura das escolas, 7.31) estabelecer ações efetivas especificamente voltadas
recursos pedagógicos, entre outros insumos relevantes, bem para a promoção, prevenção, atenção e atendimento à saúde e
como instrumento para adoção de medidas para a melhoria da à integridade física, mental e emocional dos (das) profissionais
qualidade do ensino; da educação, como condição para a melhoria da qualidade
7.22) informatizar integralmente a gestão das escolas educacional;
públicas e das secretarias de educação dos Estados, do Distrito 7.32) fortalecer, com a colaboração técnica e financeira da
Federal e dos Municípios, bem como manter programa União, em articulação com o sistema nacional de avaliação, os
nacional de formação inicial e continuada para o pessoal sistemas estaduais de avaliação da educação básica, com
técnico das secretarias de educação; participação, por adesão, das redes municipais de ensino, para
7.23) garantir políticas de combate à violência na escola, orientar as políticas públicas e as práticas pedagógicas, com o
inclusive pelo desenvolvimento de ações destinadas à fornecimento das informações às escolas e à sociedade;
capacitação de educadores para detecção dos sinais de suas 7.33) promover, com especial ênfase, em consonância com
causas, como a violência doméstica e sexual, favorecendo a as diretrizes do Plano Nacional do Livro e da Leitura, a
adoção das providências adequadas para promover a formação de leitores e leitoras e a capacitação de professores
construção da cultura de paz e um ambiente escolar dotado de e professoras, bibliotecários e bibliotecárias e agentes da
segurança para a comunidade; comunidade para atuar como mediadores e mediadoras da
7.24) implementar políticas de inclusão e permanênci