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“o número de músicos que toca o repertório solo de maneira aceitável, ou até

brilhante, e depois apresenta dificuldades básicas nos excertos, é, infelizmente,


bastante
grande”.2 Mechetti ´p. 16

por que a grande maioria dos


violinistas que se candidatam a uma vaga para uma orquestra profissional apresenta
uma discrepância de qualidade de performance tão grande entre o repertório solo e o
de excertos
orquestrais? p. 16 e 17

“Em
uma audição, prevalecem a justeza da afinação e o conceito de fraseado. Todas essas
qualidades são mais bem percebidas quando expostas individualmente, dissociadas da
grande
massa sonora da orquestra”. p. 27 entrevista com Isaac Karabtchevsky

Para Fábio Mechetti, regente titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais,


afirma
que em sua experiência
[…] a ênfase em trechos orquestrais como parte fundamental das audições é
absolutamente convincente. É através dos excertos que se avalia se um candidato é
um violinista solo, (solista), ou um músico de orquestra que vai se enquadrar em
todos os quesitos e exigências que a orquestra assume. p.30

Um dos aspectos mais importantes que se deve levar em consideração ao se estudar


um excerto orquestral para violino é o de compreender, a partir de uma visão ampla,
o
contexto no qual aquela parte (seja de primeiro ou segundo violino) está inserida
dentro da
orquestração. Saber analisar o papel que a parte que se está tocando ocupa, seja de
voz
principal ou de acompanhamento, é fundamental na hora de tomar decisões
relacionadas à
realização de aspectos técnico-interpretativos. p. 31

Muitos candidatos simplesmente tentam tocar a própria parte, mas fica evidente para
uma banca de profissionais que não existe um conhecimento do que acontece na
orquestra além da própria parte. É muito importante para todos os candidatos se
familiarizarem com as obras, escutando várias versões, tentando entender quais as
variáveis possíveis e, sobretudo, tentando entender o caráter próprio delas.
Emanuelle baldini p. 32

Por outro lado, Tiago Ribas, graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do
Sul, afirma:
O estudo de excertos orquestrais é muito importante, pois o repertório de orquestra
possui particularidades que diferem do repertório solo ou camerístico, exigindo
assim um trabalho focado e especializado, além de ser um repertório muito vasto e
variado em linguagens e estilos. p 33

Para Mechetti, “o estudo de repertório orquestral e prática de orquestra deveriam


ser
quesitos obrigatórios de toda escola de música que prima pela formação de músicos
profissionais”.34