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SECRETARIA DE ESTADO 295

DA EDUCAÇÃO E
DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Assessoria Técnico-Normativa e Controle Interno (ATN/CI)
Processo nº: 0011457-0/2020
Interessado: SEGEP
Assunto: Solução de Contratação de Empresa

NOTA TÉCNICA Nº: /2020

I – RELATÓRIO

O procedimento em tela teve como peça vestibular o


Ofício nº 0042/2020/SEGEP/SEECT, emanado por GABRIEL DOS
SANTOS SOUZA GOMES, Secretário Executivo de Gestão
Pedagógica desta Pasta, pelo qual solicita providências desta
Secretaria de Estado no sentido de que seja autorizada a
contratação de empresa para fornecimento de plataforma de
exibição das aulas não – presenciais para atender os
estudantes da Rede Estadual de Educação (fls. 02), conforme
especificado no termo de referência acostado.

Em justificativa, os servidores desta Pasta, deixam


claro a necessidade urgente de obtenção do serviço:

Esta solicitação, justifica-se pela adoção


por esta Secretaria, do regime especial de
ensino, como medida preventiva à
disseminação do COVID-19, haja vista também
as solicitações encaminhadas pelas Gerência
Executiva de Ensino Médio, conforme Ofício
nº 730/2020, e Gerência Executiva de
Educação Infantil e Ensino Fundamental,
conforme Ofício nº070/2020 (ambos ofícios
anexados ao processo), que apresentaram a
importância da ampliação das estratégias
pedagógicas adotadas pela SEECT, que
visando novas propostas para os estudantes
matriculados em todas as etapas e
modalidades de ensino da rede estadual,
está a disponibilização de conteúdos
através de recursos digitais,
especificamente por meio de emissoras
públicas de TV.
Gabriel dos Santos Souza Gomes
Secretário Executivo de Gestão Pedagógica

[...]

Venho solicitar, em caráter prioritário, a


análise da Secretaria Executiva de Gestão
Pedagógica - SEGEP quanto à possibilidade
de ampliar as estratégias das aulas não-
presenciais, com a incorporação de
transmissão de conteúdos de cunho
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educativo, pedagógico e jornalístico, a ser
produzido pela SEECT, em formato de
videoaulas, por meio das TVs Legislativas.
Sugerimos que a análise seja realizada
considerando o número de estudantes que
poderão ser atendidos por meio de uma
programação gratuita e de considerável
alcance, contribuindo, sobretudo, para uma
melhor preparação, focada no Enem (Exame
Nacional do Ensino Médio) a partir de
conteúdos audiovisuais que poderão ser
preparados e ministrados por professores da
Rede Estadual.
Ademais, esta solicitação justifica-se pela
necessidade de ampliar a adoção de novas
estratégias pedagógicas para fortalecer o
regime especial de ensino, como também é
uma ação que dialoga com a continuidade do
isolamento social como medida preventiva à
contaminação pelo COVID-19.
Audiléia Gonçalo da Silva
Gerente Operacional Ensino Médio
Coordenadora da Comissão Executiva de
Educação Integral

Diante do exposto e das medidas adotadas


para a implementação do regime especial de
ensino, sugerimos a análise da SEGEP quanto
a possibilidade de expansão das ações
estratégias das aulas não-presenciais,
visando, assim, a necessidade de ampliação
de novas estratégias pedagógicas para o
fortalecimento do regime especial de
ensino, como também, expandir o alcance do
novo regime a estudantes não assistidos em
decorrência de outros recursos
(tecnológicos, transporte), sugerimos a
seguinte inclusão da transmissão de
conteúdos educativo, pedagógico ou
jornalístico, produzidos pela Secretária de
Educação e da Ciência e Tecnologia, em
formato de videoaulas, por meio das TVs
Legislativas, como a TV Assembleia.
Neilze Correia de Melo Cruz – Gerente
Executiva de Educação Infantil e Ensino
Fundamental

Observa-se de pronto que o bem pretendido é de grande


importância para esta Secretaria de Estado, conforme
justificativas apresentadas, especialmente nesse momento de
Pandemia do COVID19, além de que a abertura de licitação para
tal fim oneraria sobremaneira os custos despendidos por esta
Pasta, bem como demandaria grande lapso temporal, o que
refletiria nos estudantes da rede estadual de ensino.

O valor da presente contratação é de R$ 368.300,00


( trezentos e sessenta e oito mil e trezentos reais)
equivalente a seis meses de contrato, sendo o valor mensal
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correspondente a R$ 61.383,33 (sessenta e um mil, trezentos e
oitenta e três reais e trinta e três centavos, , devidamente
subsidiado através da reserva orçamentária nº 722/2020.

O processo encontra-se devidamente instruído, numerada


de 02 a 294 e carimbada.

É a síntese. Passamos a opinar.

II – ANÁLISE

A hipótese de dispensa de licitação de que cuida a


presente Nota Técnica remete especificamente à emergência de
saúde pública acarretada pela pandemia da doença do
coronavirus (COVID- 19).
No que interessa ao tema objeto desta análise,
estabelece a Lei federal n 13.979/2020, com a redação dada
pela Medida Provisória 926/2020 que:

Art. 4º  É dispensável a licitação para


aquisição de bens, serviços, inclusive de
engenharia, e insumos destinados ao
enfrentamento da emergência de saúde pública
de importância internacional decorrente do
coronavírus de que trata esta
Lei.         (Redação dada pela Medida
Provisória nº 926, de 2020)

§ 1º  A dispensa de licitação a que se


refere o caput deste artigo é temporária e
aplica-se apenas enquanto perdurar a
emergência de saúde pública de importância
internacional decorrente do coronavírus.

§ 2º  Todas as contratações ou aquisições


realizadas com fulcro nesta Lei serão
imediatamente disponibilizadas em sítio
oficial específico na rede mundial de
computadores (internet), contendo, no que
couber, além das informações previstas no §
3º do art. 8º da Lei nº 12.527, de 18 de
novembro de 2011, o nome do contratado, o
número de sua inscrição na Receita Federal
do Brasil, o prazo contratual, o valor e o
respectivo processo de contratação ou
aquisição.

§ 3º  Excepcionalmente, será possível a


contratação de fornecedora de bens, serviços
e insumos de empresas que estejam com
inidoneidade declarada ou com o direito de
participar de licitação ou contratar com o
Poder Público suspenso, quando se tratar,
comprovadamente, de única fornecedora do bem
ou serviço a ser
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adquirido.          (Incluído pela Medida
Provisória nº 926, de 2020)

§ 4º  Na hipótese de dispensa de licitação


de que trata o caput, quando se tratar de
compra ou contratação por mais de um órgão
ou entidade, o sistema de registro de
preços, de que trata o inciso II do caput do
art. 15 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de
1993, poderá ser
utilizado.         (Incluído pela Medida
Provisória nº 951, de 2020)

§ 5º  Na hipótese de inexistência de


regulamento específico, o ente federativo
poderá aplicar o regulamento federal sobre
registro de preços.          (Incluído pela
Medida Provisória nº 951, de 2020)

§ 6º  O órgão ou entidade gerenciador da


compra estabelecerá prazo, contado da data
de divulgação da intenção de registro de
preço, entre dois e quatro dias úteis, para
que outros órgãos e entidades manifestem
interesse em participar do sistema de
registro de preços nos termos do disposto no
§ 4º e no § 5º.        (Incluído pela Medida
Provisória nº 951, de 2020)

Art. 4º-A  A aquisição de bens e a


contratação de serviços a que se refere
o caput do art. 4º não se restringe a
equipamentos novos, desde que o fornecedor
se responsabilize pelas plenas condições de
uso e funcionamento do bem
adquirido.          (Incluído pela Medida
Provisória nº 926, de 2020)

Art. 4º-B  Nas dispensas de licitação


decorrentes do disposto nesta Lei, presumem-
se atendidas as condições
de:           (Incluído pela Medida
Provisória nº 926, de 2020)

I - ocorrência de situação de
emergência;         (Incluído pela Medida
Provisória nº 926, de 2020)

II - necessidade de pronto atendimento da


situação de emergência;          (Incluído
pela Medida Provisória nº 926, de 2020)

III - existência de risco a segurança de


pessoas, obras, prestação de serviços,
equipamentos e outros bens, públicos ou
particulares; e          (Incluído pela
Medida Provisória nº 926, de 2020)

IV - limitação da contratação à parcela


necessária ao atendimento da situação de

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emergência.        (Incluído pela Medida
Provisória nº 926, de 2020)

Art. 4º-C  Para as contratações de bens,


serviços e insumos necessários ao
enfrentamento da emergência de que trata
esta Lei, não será exigida a elaboração de
estudos preliminares quando se tratar de
bens e serviços comuns.         (Incluído
pela Medida Provisória nº 926, de 2020)

Art. 4º-D  O Gerenciamento de Riscos da


contratação somente será exigível durante a
gestão do contrato.         (Incluído pela
Medida Provisória nº 926, de 2020)

Art. 4º-E  Nas contratações para aquisição


de bens, serviços e insumos necessários ao
enfrentamento da emergência que trata esta
Lei, será admitida a apresentação de termo
de referência simplificado ou de projeto
básico simplificado.          (Incluído pela
Medida Provisória nº 926, de 2020)

§ 1º  O termo de referência simplificado ou


o projeto básico simplificado a que se
refere o caput conterá:           (Incluído
pela Medida Provisória nº 926, de 2020)

I - declaração do objeto;         (Incluído
pela Medida Provisória nº 926, de 2020)

II - fundamentação simplificada da
contratação;         (Incluído pela Medida
Provisória nº 926, de 2020)

III - descrição resumida da solução


apresentada;          (Incluído pela Medida
Provisória nº 926, de 2020)

IV - requisitos da
contratação;          (Incluído pela Medida
Provisória nº 926, de 2020)

V - critérios de medição e
pagamento;          (Incluído pela Medida
Provisória nº 926, de 2020)

VI - estimativas dos preços obtidos por meio


de, no mínimo, um dos seguintes
parâmetros:            (Incluído pela Medida
Provisória nº 926, de 2020)

a) Portal de Compras do Governo


Federal;            (Incluído pela Medida
Provisória nº 926, de 2020)

b) pesquisa publicada em mídia


especializada;             (Incluído pela
Medida Provisória nº 926, de 2020)

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c) sítios eletrônicos especializados ou de
domínio amplo;            (Incluído pela
Medida Provisória nº 926, de 2020)

d) contratações similares de outros entes


públicos; ou         (Incluído pela Medida
Provisória nº 926, de 2020)

e) pesquisa realizada com os potenciais


fornecedores; e          (Incluído pela
Medida Provisória nº 926, de 2020)

VII - adequação
orçamentária.          (Incluído pela Medida
Provisória nº 926, de 2020)

§ 2º  Excepcionalmente, mediante


justificativa da autoridade competente, será
dispensada a estimativa de preços de que
trata o inciso VI
do caput.         (Incluído pela Medida
Provisória nº 926, de 2020)

§ 3º  Os preços obtidos a partir da


estimativa de que trata o inciso VI
do caput não impedem a contratação pelo
Poder Público por valores superiores
decorrentes de oscilações ocasionadas pela
variação de preços, hipótese em que deverá
haver justificativa nos
autos.         (Incluído pela Medida
Provisória nº 926, de 2020)

Art. 4º-F  Na hipótese de haver restrição de


fornecedores ou prestadores de serviço, a
autoridade competente, excepcionalmente e
mediante justificativa, poderá dispensar a
apresentação de documentação relativa à
regularidade fiscal e trabalhista ou, ainda,
o cumprimento de um ou mais requisitos de
habilitação, ressalvados a exigência de
apresentação de prova de regularidade
relativa à Seguridade Social e o cumprimento
do disposto no inciso XXXIII do caput do
art. 7º da Constituição.         (Incluído
pela Medida Provisória nº 926, de 2020)

Art. 4º-G  Nos casos de licitação na


modalidade pregão, eletrônico ou presencial,
cujo objeto seja a aquisição de bens,
serviços e insumos necessários ao
enfrentamento da emergência de que trata
esta Lei, os prazos dos procedimentos
licitatórios serão reduzidos pela
metade.         (Incluído pela Medida
Provisória nº 926, de 2020)

§ 1º  Quando o prazo original de que trata


o caput for número ímpar, este será
arredondado para o número inteiro

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antecedente.          (Incluído pela Medida
Provisória nº 926, de 2020)

§ 2º  Os recursos dos procedimentos


licitatórios somente terão efeito
devolutivo.          (Incluído pela Medida
Provisória nº 926, de 2020)

§ 3º  Fica dispensada a realização de


audiência pública a que se refere o art. 39
da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993,
para as licitações de que trata
o caput.         (Incluído pela Medida
Provisória nº 926, de 2020)

§ 4º  As licitações de que trata


o caput realizadas por meio de sistema de
registro de preços serão consideradas
compras nacionais, nos termos do disposto no
regulamento federal, observado o prazo
estabelecido no § 6º do art.
4º.         (Incluído pela Medida Provisória
nº 951, de 2020)

Art. 4º-H  Os contratos regidos por esta Lei


terão prazo de duração de até seis meses e
poderão ser prorrogados por períodos
sucessivos, enquanto perdurar a necessidade
de enfrentamento dos efeitos da situação de
emergência de saúde
pública.              (Incluído pela Medida
Provisória nº 926, de 2020)

Art. 4º-I  Para os contratos decorrentes dos


procedimentos previstos nesta Lei, a
administração pública poderá prever que os
contratados fiquem obrigados a aceitar, nas
mesmas condições contratuais, acréscimos ou
supressões ao objeto contratado, em até
cinquenta por cento do valor inicial
atualizado do contrato.           (Incluído
pela Medida Provisória nº 926, de 2020)

Dos dispositivos legais acima citados, extraem-se


algumas conclusões importantes, vejamos:

a) A dispensa de licitação
fundamentada na Lei n° 13.979/2020
destina-se exclusivamente à aquisição
de bens, serviços, inclusive de
engenharia, e insumos que tenham por
finalidade o enfrentamento da
emergência de saúde pública
decorrente do coronavirus.

b) A eficácia do dispositivo legal


tem cunho temporário, se limitando
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ao período de duração da emergência
de saúde pública de importância
internacional decorrente do Corona
vírus. Ou seja, uma vez cessada a
emergência de saúde, dado a ser
aferido concretamente no contexto
fático da unidade federativa que
aplicaria a norma, inviável se
tornará a realização de dispensa de
licitação por tal fundamento.

c) Há presunção nas dispensas de


licitação objeto da Lei n°
13.979/2020, não havendo, assim,
necessidade de comprovação de:

c. 1) ocorrência de situação de
emergência;

c.2) necessidade de pronto


atendimento da situação de
emergência:

c.3) existência de risco a segurança


de pessoas, obras, prestação de
serviços, equipamentos e outros bens,
públicos ou particulares, e

c.4) limitação da contratação à


parcela necessária ao atendimento da
situação de emergência.

d) Para a contratação dos bens em


comento, será admitida a apresentação
de termo de referência simplificado
ou de projeto básico simplificado com
os elementos constantes do art.4°-E,
§1° da Lei n° 13.979/2020.

e) Excepcionalmente, e mediante
justificativa expressa da autoridade
competente, será dispensada a
estimativa de preços a que alude
oart.4°-E, VI da Lei 11979/2020.

f) Mediante justificativa nos autos,


poderá o Poder Público contratar os
bens e serviços objeto da Lei por
valores superiores h estimativa
realizada, em razão de oscilações
ocasionadas pela variação de preços.

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g) A duração dos contratos regidos
pela Lei n. 13.979/2020 limita-se a 6
meses, podendo ser o período de
vigência prorrogado por períodos
sucessivos, enquanto perdurar a
necessidade de enfrentamento dos
efeitos da situação de emergência de
saúde pública.

h) Pode a administração pública


prever que os contratados fiquem
obrigados a aceitar, nas mesmas
condições contratuais, acréscimos ou
supressões ao objeto contratado, em
até cinquenta por cento do valor
inicial atualizado do contrato.

Superado esse resumo inicial, verifica-se que o caso


posto à apreciação se adequa perfeitamente aos dispositivos
elencados acima, uma vez que inconteste é a situação de
calamidade pública já devidamente formalizada por meio da
legislação estadual e a pretendida contratação visa a
continuidade do fornecimento de educação aos estudantes da
rede estadual de ensino durante o grave problema de saúde
pública que o mundo atravessa.

Tal medida tem como condão minimizar os danos causados


pela pandemia e o isolamento social, tendo em vista que é
obrigação constitucional a continuidade do fornecimento da
educação pelo Estado, o que impõe ao poder público a adoção
de medidas urgentes e imediatas para suprir as necessidades
dos cidadãos.

Nesse contexto, em face da gravíssima calamidade


pública que assola o pais e o mundo, decidiu a Lei em
observância ao princípio da eficiência insculpido no artigo
37, caput, da Magna Constituição, que não seria razoável
exigir que o gestor público declinasse, em cada um dos
processos de aquisição, os fatos e circunstâncias que são de
conhecimento público e notório. De outro norte, não obstante
a desnecessidade de comprovação da emergência e da
necessidade, cabe ao gestor público realizar o procedimento
de dispensa de licitação lastreado em circunstâncias fáticas
que autorizem a utilização desta modalidade - como
demostrado no presente processo, sob pena de
responsabilização caso venha a ser comprovado o contrário.

Importante mencionar que o término do estado de


emergência não acarretará a rescisão abrupta dos contratos
alusivos aos procedimentos regidos na Lei. Isto porque que os
eventuais efeitos da situação de emergência serão sentidos
por mais algum tempo. Para tanto, o artigo 8º assim dispôs:
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Art. 8º Esta Lei vigorará enquanto perdurar


o estado de emergência de saúde
internacional decorrente do coronavírus
responsável pelo surto de 2019, exceto
quanto aos contratos de que trata o art. 4º-
H, que obedecerão ao prazo de vigência neles
estabelecidos. (Redação dada pela Medida
Provisória nº 926, de 2020)

Como restou claro nas linhas acima, as presunções


dispostas no art. 4º-B da Lei n° 13.979/2020 tornam
desnecessário que o gestor público instrua os autos com a
justificativa atinente a "caracterização da situação
emergencial, calamitosa ou de grave e iminente risco a
segurança pública que justifique a dispensa", prevista no
art. 26, da Lei 8.666/93. Entretanto, resta a necessidade de
cumprimento das exigências do art. 26, Lei n° 8.666/93,
instruindo-se os autos com: a) A razão da escolha do
fornecedor ou executante; b) A justificativa do preço.

Nesse sentido, a Gerência de Administração – GAD desta


Pasta, demostra na folha nº 213, que a razão da escolha se
deu pelo valor, por mostrar a empresa pretensa contratada ser
economicamente mais viável, juntando durante a instrução
diversos contratos que poderão servir de parâmetro para
análise pela Procuradoria Geral do Estado – PGE/PB:

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Eis a fundamentação.

III – CONCLUSÃO

Diante do exposto e por tudo mais que nos autos constam,


essa Assessoria Técnico-Normativa, a partir da legislação
vigente, opina pela INEXISTÊNCIA DE ÓBICE, desde que seja
esse o entendimento da PGE/PB.

Ressalte-se que esta Nota Técnica não tem caráter


vinculativo e analisa tão somente os procedimentos jurídicos
adotados. Tem a Administração poder discricionário para
decidir conforme conveniência e oportunidade e deve se pautar
dentro da legalidade, em busca da finalidade pública.

Submetemos à consideração superior.


João Pessoa, 26 de maio de 2.020.

IGO CÁSSIO SOUSA


Mat. 175.174-8
ATN/SEE/PB

EBENEZER PERNAMBUCANO DE LIMOEIRO SILVA


Coordenador
Mat. nº 188.763-7

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Interessado: SEGEP
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DESPACHO Nº: 1.316 /2020

À COORDENAÇÃO JURÍDICA,

Senhor Coordenador, encaminho o presente processo


para conhecimento, possível homologação e demais
providências, opinando pela possibilidade de dispensa,
desde que seja este o entendimento da PGE/PB.

João Pessoa, 26 de maio de 2.020.

IGO CÁSSIO SOUSA


Mat. 175.174-8
ATN/SEE/PB

À SEASL,

Com os cordiais cumprimentos, encaminho o presente


para conhecimento da NT acostada e demais procedimentos
atinentes ao caso.

João Pessoa, _____________ de _________________ de 2020.

EBENEZER PERNAMBUCANO DE LIMOEIRO SILVA


Coordenador
Mat. nº 188.763-7
ATN/SEE/PB

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