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NOSSO PADRÃO DE SANTIDADE

R.C. Sproul
“Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Santos sereis,
porque eu, o SENHOR vosso Deus, sou santo”. (Levítico 19:1-2)

Heinrich Heine, um famoso poeta alemão do século dezenove, disse estas últimas palavras: “Com certeza
Deus irá me perdoar, este é o seu trabalho”. Se este homem morreu ou não na fé é discutível, mas se
simplesmente isolarmos estas palavras do seu contexto, nós terminaríamos com uma frase que poderia
resumir muito do que a cultura ocidental pensa sobre o Criador. Um vasto número de pessoas hoje acredita
que Deus tem o dever de perdoar – que Ele é obrigado a perdoar as pessoas não importando o que elas
fizeram. Embora as pessoas possam se afastar daquilo que sabem ser o certo, elas pensam que o Todo-
Poderoso deve perdoá-las, mesmo que nunca tenham buscado absolvição.
Com toda certeza sabemos que nosso Pai Celestial é abundante em misericórdia e ansioso para perdoar o
arrependido (Lc. 15:11-32). No entanto, sabemos também que Deus não é obrigado a perdoar ninguém,
especialmente se isso for violar Sua justiça e, desta forma, banalizar o pecado. Ele terá misericórdia de quem
Ele quiser ter misericórdia e mostrará compaixão para quem Ele quiser (Rm. 9:14-18). A única forma que
Ele perdoa sem violar Seu caráter santo é quando “encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se
beijaram” (Sl. 85:10). Deus irá perdoar apenas aqueles que confiaram em Suas promessas – aqueles que
confiaram completamente em Jesus, que foi condenado pelos pecadores, para que eles pudessem receber a
benção do perdão.

Nós precisamos de perdão não somente porque pecamos uns contra os outros, antes, precisamos de perdão
porque falhamos em refletir a imagem de Deus, e assim estamos destituídos da glória que Ele planejara para
nós (Rm. 3:23). Nosso Criador ordenou que o povo de Sua antiga aliança fosse santo assim como Ele é santo
– separado de toda impureza e puro em caráter (Lv. 19:1-2). Fundamentalmente este chamado é dado a
todos, Judeus e Gentios (At. 17:22-34) e especialmente à igreja (Mt. 5:48; 1Pe. 1:13-16).

A demanda não poderia ser maior – todos devem ser tão santos quanto Deus é santo; nosso padrão não
poderia ser mais elevado – pecadores não conseguem ser santos desta forma; e a resposta do Pai não poderia
ser mais graciosa – Seu filho morreu no nosso lugar para satisfazer a sua ira, tornando possível o perdão sem
que o Pai abandonasse Sua própria justiça. Que nós possamos sempre reconhecer nossa completa
incapacidade de sermos santos como Deus é santo, nossa incapacidade de obrigar o nosso Criador a nos
perdoar e a grande Cristo Jesus.

Coram Deo
Nós somos freqüentemente tentados a trivializar a demanda de Deus por santidade e olharmos para alguém
ou algo, que não seja o próprio Deus, como o padrão pelo qual medimos a nós mesmo. Entretanto, lembre-se
que o Senhor já pronunciou Seu julgamento sobre os portadores de Sua imagem por terem falhado em
refletir Sua santidade. Graças sejam dadas a Deus; Ele providenciou um caminho para escaparmos de sua ira
ao confessarmos nossas falhas e nos voltarmos para o Único que se sacrificou pela nossa salvação.

Traduzido por Robson Junior para o Ressurgência Brasil


http://www.ligonier.org/learn/devotionals/our-pattern-holiness/

Ressurgência Brasil