Você está na página 1de 162
Licoes | de Direito | das Sucessoes Rabindranath Capelo de Sousa Titulo RABINDRANATH CAPELO DE SOUSA Professor Catedratico da Faculdade de Direito de Coimbra | J LIGOES DE DIREITO DAS SUCESSOES, VOL. It io (Reimpressdo), Dezembro 2012 Autor RABINDRANATH CA¥ELO OF SOUSA Eclitor é coe LICOES DE DIREITO DAS SUCESSOES Fax (1981) 239 852 651 . | mrmeoimbraeiora pt Coimbra Editora Siiosalaoinraesitra Execucdo gréfica VOLUME IE Coimbra Editora, S.A. + Ladeira da Paula, 10 3.2 EDICAO RENOVADA 3040-574 Coimbra REIMPRESSAO. ISBN 972-32-0409-6 (Obra completa) ISBN 978-972-32 (ISBN 972-32- Depésito Legal n.° 106 910/97 @ Coimbra Editora CAPITULO V A AQUISIGAO SUCESSORIA 27. Sequéncia Estudémos ja a vocacdo sucesséria, que culmina com a atribuigdo a0 chamado do direito de aceitar ou nfo a sucesso. Segue-se, pois, analisar a fase do fenémeno sucessério que se resolve na aquisico ou ndo por ele da titularidade das relagdes juridicas do falecido, consoante a opgio tomada pelo chamado, ou na declaracdo da heranca vaga para o Estado, na falta ou em caso de reptidio de todos os outros sucessiveis. Porém, como o exercicio do direito de aceitagdo ou reptidio ¢ 0 momento da declaragdio da heranga vaga podem distar em muito do momento da morte do de cuius, a lei consagra para a enti chamada heranga jacente um conjunto de medidas de administragao destinadas a assegurar a conservagao dos bens (arts. 2047.° e 2048.°) um meca- nismo processual (art. 2049.° — processo cominatério de aceitagao ou fe fazer cessar rapidamente a situagéo de jacén- cia, a qual se pretende o mais transitéria possivel. Apés o estudo des tes institutos, abordaremos as questdes relativas a aceitagdo ou repidio da heranga ou do legado. A finalizar este capitulo, veremos o enredo da declaragdo da heranga vaga para o Estado e 0 modo como este a adquire. 28, O preliidio: a heranga jacente De acordo com o art. 2046., a heranga jacente é «a heranca aberta, mas ainda ndo aceite nem declarada vaga para o Estado». Ou seja, nasce no momento da abertura da sucesso, aquando da morte do de cuius (art. 2031.°), ¢ finda quer no momento em que é aceita pelos herdei- 6 A aquisigdo sucesséria ros (!) quer no momento em que, por falta ou reptidio dos demais suces- 6 declarada vaga para o Estado. Durante esses perfodos, a lei ) Pode discu 0s legados se, em face do art. 2249.° do Cédigo Civil, se serio aplicéveis dos arts. 2047.° e 2048.° sobre a admi cexpedientes processusis. Ressalvando a hip legadas, nfo nos parece que os legatrios, quer 1 termos do art. 2047. providénc ‘bens legados nem que se poss nomear um curador tema jurico, enguanto os legados no forem pelo menos, ndo detém 0 exer- jores das coisas legadas e até so meros ere- ito real) caso ou enguanto 0 legado incida als que, reaindo a obrigagao de prestagso 10 para o cumprirem, desde 'E que, por outro lado, a administragdo de toda a heranca, até & s (que envolve 0 pagamento dos legados) e partilha, compete a0 cabega-de-casal e ‘nfo pareeeria curial que os legatérios, que nto tém tragdo da coisa logada antes da sua entrega, pudes- ‘2047. ou que as coisas legadas se autonomizassem stio. Tudo isto, sem embargo de os legatirios pode- ectamente 0 legado, ou de poderem provocar a notifi= sem a heranga, de acorda com on 1 do pelo eumprimento do legado. "com subsequente responsa HH que ter em conta as designagdes s ) quer da sucesstio Voluntéria(testamentiria e contratual) tendo-se em cardcter transit6rio que a lei pretendew insuflar & heranga jacente, a gio em causa visa apenas actos de reparagio necesssia ¢, quando muito, os jcagdo normal, mas no os actos de frutifieagso anormal ou de melhor ings, cf. MANUEL DE ANDRADE, Teoria Geral da Relagdo Juridica, Civil, 1985, pigs. 409 pparece-nos hfo aceitantes ou repudiantes deverio revestir o cardcter de urgénc fenquanto a urgéncia tida em conta no ar. 2048. € aferida globalmente, podendo o curs- dor da heranga jacente realizar no exercicio das suas fungSes actos admini urgentes desde que necessérios. dimento cautelar do arrolamento (que consiste na descrigio, avaliagio © depésito dos I do art, 424° do CPC) em caso de heranga jacente, desde que haja justo receio A heranca jacente 7 vista dos interesses dos sucessiveis, incluindo o Estado (4), € dos credo- res da heranga, bem como de diversos interesses pil g de tutela de bens transitoriamente sem titulares, de respeito pela vontade privada do autor da sucesso e de realizagdo de objectivos sociais na transmissio 1 ou qualquer um dos sucess! heranga, sem ter(em) exercido ainda o seu dircito de a aceitar ou no, pode(m), nos termos dos n.°* 1 ¢ 2 do art. 2047.*, providenciar acerca da tragao dos bens, «se do retardamento das providéncias puderem s» OU, 0 que € 0 mesmo, se estiverem em causa «actos ago» (°). Esse é um direito que os sucessiveis detém vvagao dos bens ou dos documentos» (art. 4 facultado acs eredores nos casos em que ha} art 422." do CP Na mesma pensiveis. Todavia, estas providéncias encontram guard de Processo Civil rar a eonservagio dos bens. De acordo com os n® 1 e 2 do an. 2047, senddo um 36 0 sucessivel chamado do varios os suces- qualquer um deles ‘oposigio de algum ov 0 inentar providéncias possessérias para a conservagio dos bens. Toda- >. parece-nos, dado o disposto no "| antes da aceitagSo a posse dos bens da herangs, izagdo das providencias possess6rias, dado que 0 n." 1 como o art, 1037-*, n° 2) € que abrange todas as prejutzos. Alids, tal possibilidade do art, 2050." que ‘© que ndo impede a nosso do art, 2087." & uma norma espec aprovidéncias» de cujo retardamento possam resul 8 A aguisigto sucesséria a titulo proprio mesmo que haja (cfr. atts. 2079.° e segs. e 2326.°) um cabeca-de-casal a exercer fungdes de administragio ordindria (7) ou ainda que tenha sido nomeado um curador da heranga jacente (cft. arts. 2047.°, n? 3, ¢ 2048), Todavia a prética de tais actos administrativos nao implica 4 aceitagdo técita da heranca, como sublinha o n.° 3 do art. 2056.° outro lado, «quando se tome necessério, para evitar @ perda ou 1¢0 dos bens, por no haver quem legalmente os administre ®)», irios @) nomeardo, conforme o n.° 1 do art. 2048.°, um curador especial & heranga jacente, desde que tal seja requerido pelo Minis- \ério Paiblico ou por qualquer interessado (por ex., os sucessiveis chama- dos ¢ os credores da heranga) (!°), Quanto ao regime da curadoria da heranga, v. g., no que respeita ao contetido dos poderes, direitos ¢ deveres cera expressamente admitda no art 20° do Anteprojecto GatvAo Tees, como demonstrass0 glo parece-nos radicar em razGes de sobriedade redaccional, (7) Com efeito, quando o cabega-de-casal exerga efectivamente as suas fungOes, a ‘ administagdo ordindria dos bens da heranga (cf. arts, 2079." e 2087-, dela se pretendessem agic indivi- no intromissio de tercei- ainds, como gestores de negécios (que nao por dirito proprio), act ro ungentes, $6 que entio assumirso as responsabilidades € of direitos inerentes (cfr. arts, 464° a 4722. ‘¢ 2087.) afastard a poss jeceré o mesmo quando 08 suc aan. 2047.97 Espinosa G. Siva, ob. ant. cit, pig. 277, € OLIVEIRA ASCENSKO, 0b. ant cit, 1969, pigs. 355 e segs., entendem que nio, argumentando que nesse caso ndo se cexerce uma «funglo» de administrador. Aceitando em ese geral esta posicio, até porque ‘apenas os urgentes e podem no envolver continuidade, parece-nos haverd lugar & nomeagdo de curador quando os actos urgentes praticados de Organizagio © Fun- ae a0 foro da situagao dos seas. do Cédigo de Proceso Civil, por forga do a.” 2 do art, 2088," do Cédigo Ci A heranga jacente 9 do curador da heranga jacente, valem, com as necessérias adaptagdes, as nor- mas relativas 8 curadoria proviséria dos bens do ausente (cft, arts. 89.° a 97° do Civ e arts. 1450.° e segs. do CPC e supra, 1, pags. 266 ¢ segs.). Todavia, em matéria de cessagdo da curadoria da heranca jacente estipula expressamente 0 n.° 3 do art. 2048.° que «a curadoria termina logo que ces- ‘sem as razdes que a determinaramn, isto 6, logo que se desvanegam 0s fac- tos que originavam o risco da perda ou deterioracao dos bens da heranga jacente ou logo que haja quem legalmente a administre. Com 0 que se pre- tende que a situacio de curadoria seja eminentemente transitéria (""). Quanto a natureza juridica da hi autor, porque falecido, ndo € 0 seu surgido diversas teorias explic lade do de cuius (que nos parecem att © disposto no art. 68°, n° 1, outras sustentando que a heranga jacente é uma pessoa juridica (0 que se nos afigura inexacto, dado o cardcter transit6rio dda heranga jacente € os interesses exteriores a si mesma que visa, bem como a nio verificagao dos pressupostos do art. 158°, apesar de the ser reconhecida personalidade judiciéria nos termos do art. 6.°, al. a), do CPC) (#3), ainda outras defendendo estar-se sujeitos (86 que nos parece dis. englobantes de poderes e dever Ouiveira AScENs) 1 que, face a0 art 2047 to das Sucessées, 1967, pig. 276, i . jacente € a «providéncia ‘mas tal no nos parece, 2048. 0 facto de ter de ialmente requerida de as pretendet evitar danos ireparsveis & tar mais interessado em aca jacncia do que em institucionalizar ‘mecanismos para a sua gestlo, objectivos esses que se compaginam melhor com os pode- res administrativos previstos no art. 2047: ‘AnmaNbo Ropmicuss, Heranga jacente, «Rev. da Ord. dos sCENSAO, Direlto Civil: Sucessées, 2000, ue «a heranga jacente e os melhantes cujo titular nfo esiver determinado», embora desituldos e personalidade jurdica, 12m personalidade judicidria». Mas a atribuiglo de personali ‘dade judiciéria & heranga jacente tem apenas em vista a realizagio de necessidades prti- .tais como a de assegurar a apropriagdo dela pelo LWA, O dever de prestar e 0 dever de indem- ES, ob. cit, pags. 268 e 281, 10 A aquisigdo suce ia de sujeitos contrapostos) e, finalmente, as que véem na heranca jacente estados de vinculaglo, juridicamente tutelados, de bens (ou, como nos parece melhor, um estado de vinculagdo ju Juridica de bens ou de um patriménio auténomo) em relagio aos bens da heranga jacente, de direitos subjectivos por pare . Todavia, apés a aceitagio, 1? 1), tudo se passa como se as relagées juridicas do falecido tivessem assumidas desde a morte deste pelos sucessiveis chamados ¢ aceitantes. 29. O processo cominatério de aceitacdo ou reptidio ou No periodo de jacéncia da heranga, pode acontecer que o herdeiro ('5) chamado seja conhecido (!6). Permite entio, 0 n° J do art. 2049. em clara excepco a0 regime da caducidade do direito de aceitagio previsto no por c tum confronto orbi art. 205, n° 2), como a pro- posta por PALLO Cu! como «um conjunto de di como uma mnadamente para faze esse conjunt nte 0 envolvas. que j6 nao a nog d junidiea de GaLvA0 TeLtss, Das Universalidades, pig. 173, em que se pressupSe a sua per tenga) tiferentemente do que vimos acontecer na nota 1, jé nos parece vale, face 2049 £ que, agora nfo estfo em causa a sua qualidade st stese em {que sendo desconhecida poderd recomer-se nos termos do para a declaragio de an, 11322 do Cédigo de Processo Civil, caso se pretenda avar hheranga vaga a favor do Estado, 0 processo cominatdrio de aceitagto ou repridio iu art. 2059 (!7), que, se 0 herdeiro em causa nao aceitar nem repudiar a g. de credor da heranga que pretenda 0 paga- de legatério que nos termos dos arts. 2265.° e 2068.° dos herdeiros 0 cumprimento do seu legado ou de sucessivel subsequente que aspire a ver definida a sucessao) notificar esse sucessivel «para no prazo que Ihe for fixado (22), declarar se ta ou repudia», sob a cominagao, prevista no niimero seguinte do a heranga, na falta de declaragio de acei- de reptidio dentro do prazo iarda de interesses pili ene a vagar. 3 de Janeiro (Lei de Organizagio ¢ Fun. previsto nos ars. 1467.° € pparece-nos eaber aqui 20 ). dado que nao esta em causa {que & pressuposta, mas um pro- para prova dos vi para a declaragio seré marcado no despacho que ordenar a notificagao * do CPC), de acorda com @ prudente critério do julgador para 0 caso 2 A aquisigdo sucesséria ‘mas nfo junta o documento legal dentro do prazo assinado (#). Vigora 0 repiidio apenas quando 0 sucessivel declara que repudia, apresentando 0 documento legal de reptidio dentro do prazo fixado. Em caso de reptidio do notificado, prevé-se ainda no n.° 3 do gal em ver definida a transmissao que «serio (2) notificados, sem prejuizo do disposto no art. 2067. (4), os herdeiros imediatos (5) e assim sucessivamente até no haver quem prefira a sucesso do Estado». Assim, se todos os sucessfveis conhecidos e notificados repudiarem a heranca, setto chamados os inte- ressados incertos e poderd depois haver lugar a declaragao de heranga vaga para o Estado, nos termos dos arts. 1132.° e segs. do Cédigo de Pro- cesso Civil. 30. A aceitagiio e 0 reptidio Quer haja ou nao a atrés descrita actio interrogatoria, 0 certo & que no fenémeno sucessério se pord sempre a velha questo de querer ser ou indicado, sob pena de se julgar desde ra certeza e na determinacio da trans temporinea do documento de repidio 105 do CCiv) e o repldio porventura efectuado pas julgado da sentenga que tenha declarado a aceitaglo. Toda Cédigo de Processo Civil, a contrario, 0 requerido pode pedir a prot rogacio do prazo concedido pelo juiz.e pode alegar, sendo caso disso, justo impedimento ‘no cumprimento do prazo (art. 1462 do CPC), (@!) Embora 0 termo «sero» pudesse sugerir uma certa obrigatoriedade ou oficio- ago dos sucessiveis imediatos, o certo € que 0 art. 1468." do Cédigo de anda observar «sempre 0 disposto no artigo anterior», pelo que os rentes terio de justficar em novo requerimento a qu imediatos, a no ser que tenham feito umn requerimento 169° do Cédigo de Processo ante para efei- Desde que conhecidos, dado 0 dispos , do Cédigo Civil 1n® 1, do Cédigo de Processo Ci 10 de Pracesso fendendo a que se esté perante um processo cominatério. Todavia, os herdeiros mnhecidas ou incertos sero chamados editalmente, como medida preliminar do pro- ‘cesso especial de liquidago em beneficio do Estado em caso de heranga jacente, como refe- Fimos supra na nota 16, A aceitagao e 0 repiidio B nao ser... sucessivel, uma vez que, como dissemos, 0 nosso tipo de aqui- sig sucess6ria no se processa ipso iure. Por outro lado, o problema pde-se em termos semelhantes para os herdeiros € os legatérios (cfr. art, 2249.°), 0 que justifica um tratamento conjunto, assinalando-se no entanto as diferencas de regime num e noutro caso. Acontece ainda que, apesar de a aceitago e 0 repiidio da sucesséo serem actos juridicos de sentido oposto, esses institutos tém alguns carac- teres juridicos comuns que legitimam que por eles comecemos e que s6 depois vamos aos seus caracteres particulares, 30.1, Caracteres gerais da aceitagao e do reptidio Liminarmente, importa dizer que a aceitago e o repiidio, porque a vocago sucesséria se processa ex lege (art. 2032.°), so actos juridicos auténomos € nao dependentes do reconhecimento juridico por terceiros da vocago sucesséria havida, reconhecimento esse que, no entanto, poderd tor- nar necessério ou aconselhavel que 0 sucessivel se habilite (5) & sucessao, nos termos por nds ja estudados supra, 1, a pégs. 77 ¢ segs., ou que intente uma acgGo de petigdo da heranga nos termos dos arts. 2075.° € segs. € que adiante analisaremos. A aceitagdo € 0 repidio so actos (27) jurfdicos unilaterais no recep- das Sucessbes, 1978, pigs, 283 e segs. ¢ 302 e segs., e Mota Posto, Teoria Geral do Direto Civil, 1985, pags. 388 e sep.,referem a acetaclo ¢ 0 repidio da sucessio como negocios j is, enquanto PeREiRa Cos.Ho, Direito das Sucessdes, 1992, cvels «na medida em que a analogia das situagdes o justifiques. claro que tudo depende a das referidas categorias, dado que a nossa lei ‘que no tenham sido previstos ou queridos pelo seu autor (embora possa muitas vezes “ A cis sucessria ticios 8). Assim, por forga do art. 295.°, aplicam-se-Ihes as normas dos icos desse tipo, v. g., relativas 4 perfeigao das respectivas declaragdes, & capacidade das partes e aos vicios da vontade (cfr. arts. 224." e segs.), em tudo aquilo que nao contrarie o disposto especialmente para 5 (). to é com autonomia de posigées $ ou nomeados con- juntamente — eff, art, 2051.°), embora susceptiveis de representagéo volun téria ©). 2 vomade este ¢ 0 eferido fies, paree-as qu a ast am mas da nogio esos juris (edemoo Sas eaepovia dos que nego uriios, po noes haves ua & tae), dad ge ts actos ode ado eo ornare uric no rou cer como so sepecfeamentequtides pel 2a ie ds como, de tera ce aig ep pal, ) © econo aclogt ceosComportience se ple Seu aor no serio 3220679), dt seo decor vec efenes pros da setae, mos dls por et nie queios pelo aor do " ‘Ou seja, que nao carecem de ser dirigidos ¢ levados #0 conhecimento de pes- son dserinada oni corerts, fu MOTA PTO, 0b. an ct igs. 388 € SBS. tos de determinagio dos pressupostos e dos efeitos da ant ‘que tanto pode ser fsica (art. 246.°) como moral (ats. 255" e segs.) igerais dos negécios juridicos. 14 o simples erro, como vicio da vontade, ¢ imelevante 'E. sobre o valor ou origem dos bens da heranga ou sobre as qualidades morsis do autor Sucessio). Porém, com Espinosa G, Sitva, ob. eit, pig. 299, entendemos que 0 err dclaragao anu smos do art. 237.° do Cédizo Civil. Quais os efeitos ul a anulagio dos actos de aocitagio ou de repidio? ineon- ado que a anulagdo da aceitagao ndo significa repddio, até porque este € wm aeto for 2000, pig. 430, defende que a anulagio do repi- parece; @aceitago tia tern de resultar de actos concludentes (eft » g MAKUEL De ANDRADE, Teoria Geral da Relagto Juridica, x. 1972, | 1985, pag 425) € a anulagio do fomando a eonferir ao sucessivel 0 diteito de por vezes se acentue um carter pesso: actos (x. g. OLVERA | 2000, pég. 427, e PEREIRA CoBLHO, Direito das Suces s, com M. GoMes Ds SILA, Direto das Suces Caracteres gerais da aceitagio ¢ do repidio 15 Trata-se de actos livres (porque nao existe uma obrigagdo legal num sentido positive ou negativo, sem prejuizo da presuncdo legal do art. 2049.% 2 2), embora de contetido puro e simples (ou seja, insusceptiveis de apo- sigdo de condigao ou termo, de acordo com os arts. 2054, n.° 1, € 2064. n? 1) ¢ indivisivel (uma vez que, conforme os arts. 2054°, n° 2, 2064.° ¢ 2249. a heranga e o legado ndo podem ser aceites ou repudiados s6 em parte, sem prejuizo do disposto nos arts. 2055.", para a heranga, € 2250.°, para o legado) 500s, 1955, pigs. 248, e Espinosa G. SiLva, Direito ies, 1978, pig. 285, pos- siveis a acitagio € o repidio fetos por intermeédio de representante voluntério. Com efeito, no ha quanto a tas actos proibigio expressa de representacio voluntiria (a exemplo do (que acontece no art. 2182°, nto ao testamento), tais actos revestem um caréc~ ter acentuadamente patrimonial, as dectaragies respectivas sio instantaneas (e nfo dura- pura e simples e a beneficio de inventério Aa do art. 2 lugar pura ¢ simplesmente ou a beneficio de inventério (*). ‘A aceitagdo a beneficio de inventério consiste na declaragao de acei- tagdo do herdeiro em que este se reserva 0 direito de s6 receber 0 saldo liquido da heranga, depois de pagos os encargos desta e, segundo o n.° 2 do art. 20538, ce requerendo inventirio judicial, nos termos da lei de processo, ot intervindo em inventério pendente». Assim, a aceitagdo tem lugar.no exacto momento (°5) em que 0 herdeiro, nos termos do art. 138° do Cédigo de Processo Civil, requer que se proceda a inventério ou quando intervém como tal num processo pendente de invent ue Ihe € facul- tado conforme o art. 1330.° do mesmo diploma. desie proceso, tagio da heranca, de acordo com 0 n.” 1 do art. 2052.°, pode ter pigs. 68 e segs). E s i no acontece o mesmo com os eredores do legado, como tais (eft art. 1327." n° 3, {do CPC), 0 que joga a favor da impossibilidade da acitagto beneficiéria do legado. Aliss, pensado para a vocagao Goncatves, Tratado, x, 898, pig. 43, defendendo iaventério face a0 Cédigo Civil de Seabra. Todavia, quando toda a herangs tenba sido ‘buida em legados ja é possivel a aceitagio a beneficio de inventério, alentov g. 0 dis- igar, parece-nos decorrer do n.° 2 do art. 2053. sm como do facto de a heranga no poder ser 1), Assim, o herdeiro no pode durante ou ria e a pura ¢ simples, dente com vista ‘celta sob condigéo ou a term (ar. no fim do processo de inventirio optar ene a aceitagio benef desde que antes tena requerido 0 inventirio ou fa aceitagdo beneficidria. Sem divida que os inven {do pedido no inventério facultativo (ans. 293°, ecorre que @ aceitagio da heranga deine de ter lugar, mas quendo mi beneficio do inventitio e a aplicagso do regime da aceitagdo pura e simp “Todavia, para que haja uma aceitagéo a beneficio de inventério, necessério nos paree= ‘uma declaragdo expressa ou técita de vontade do herdeiro segundo a qual o inventério vise como finalidade a aceitagdo beneficfria da heranga, dado que 0 inventério pode ter - ne 1, do CPC e 2103. do CCiv) e ser subsequente & ‘a preclusio do uma aceitagéo para ¢ simples. Regime particular da aceitacao 19 cobtém o herdeiro, além de uma inventariagdo dos bens da.heranca e de uma ai 1a da heranga judicialmente fiscalizada (cfr. 3269, n? 1, do CPO), também uma separacio, face aos credores da heranga, do seu patriménio pessoal relativamente aos bens da heranga, uma vez que 0 n.° 1 do art, 2071.° determina que, nessa espécie de aceitagio, «s6 respondem pelos ‘encargos respectivos os bens inventariados, salvo se 0s credores ou lega- térios provarem a existéncia de outros bens»- 3). Na aceitagao pura e simples, o herdeiro aceita sem mais a heranga, independentemente (°7) de qutulquer processo de inventério, o que, se 30 © sujeita as incomodidades de um processo jui impoe todavia 0 mus de «provar que na heranca nao existem valores suficientes para cum- primento dos encargos», embora também nesse caso a sua responsabilidade no exceda o valor dos bens deixados (n.°.2.do art. 2071.")- herdeiro, em principio, tem o direito de optar entre € de aceitagio. Tanto assim que 0 n.° 2 do art. 2052. como nao escritas, e portanto irrelevantes, quaisquer cléus em que o de cuius, directa ou indirectamente, imponha uma ou outra espé- cie de aceitagdo. Porém, em certos casos de herdeiros carecentes de adequada tutela legal € atentas as especiais vantagens da aceitagdo a beneficio de inventério, que nesses.casos superam os-seus inconvenientes,-6 legislador manda proceder excepcionalmente a inventério judicial nos casos das novas redacgGes dos arts. 2053° e 2102°, n° 2, do Cédigo Civil ¢ do art, 1327°, n° 1, al. b) do Cédigo de Processo Civil. Assim, 0 Ministério Pablico tem idade para requerer que se proceda a inventério e para nele intervir nas herangas defe- interdito ¢ inabilitado (quando entenda que o interesse desses lca aceitago beneficiaria), deferidas a pessoas colectivas ou a algum outro herdeiro que no possa, por motivo de auséncia em parte incerta © inventério podia sinda, de acordo com a ant, red. do art, 1398.° do Codigo de Processo Civil, servir unicamente para a verificagio da nio inoficiosidade ou da inofi- ‘possa requerer inventiio Valecer do regime ce responsabilidade por dividas previsto no n.* 1 do art. 2071.*, apenas podendo obter os outros efeitos do inventério. Isto, sem prejuizo das regras do caso jul ‘gado em matéria de inventariagtio de bens, quando o eredor em causa tenha também inter Vindo no inventrio. 20 A aguisicdo sucessdria ou de incapacidade de facto permanente, outorgar em escritura publica (3). EnlZo, a haver accitagao (9), esta s6 pode ter lugar a beneficio de inventétio. (0) A menoridade, a interdigfo e a inabilitago, para serem fundamento de aceitagao fa beneficidtio de inventério, deverio verificar-se no momento da abertura da sucesso (art. 2032, n2 1). Mas tal fundamento deixa de ter lugar se, entre os mom abertura € de aceitagdo sucessérias, cessarem as incapacidades em causa (arts. 126 © 156 do CCiv). Entio 0 MP. deixa de poder ter intervencio principal e valem as repras geras. E considerado menor «quem niio 122, nfo estando porém sujeito a jinda completado dezoit itagio a beneficio de inventério © menor que pelo casamento — art, 132.° — a partir dos desde que o seu casamento tenka sido devidamente "Aos menores so equiparados para efeitos de obrigacoriedade de © 1649, n# 1), os nasci no concebidos ccausas a prodi fxtes casos deve ter Inga 8 aceilago beneficiria da heranga, quando for do interesse do incapaz. ‘A aceltagio a beneficio do invent cis ou contratuais (fr. art. 2030.) e quer no que toca pessoas coect | 0 Estado (DL 31 156, de 3 de Margo de 194, alterado pelo DL. 47 938, Setembro de 1967), as cAmaras municipais (art. 512, n° 1, alm), do DL 100%84, ‘quanto as pessoas colectivas de wilidade pulblica adh ‘silos (art. 423° do CAdm), quer ainda no que respeita as pessoas colectivas pri ‘seja, As ssociagbes que ni terham por fim lucro econémico dos seus associados & ages de (art 157." E quanto as sociedades? Nao nos parece que est possam ser sujeitas & aceitaglo beneficiéria da heranca. porque, tendo o legisindor distinguido na al. 6) don. 2 do art. 2033" entre «pes- rasp e asociedadese, esta8 ditimas no so referidss na al. b) do n° 1 do 1 que tomam acongelhavel a aceitagio beneficiaria. itagdo da heranga ou legado com encargos através dos repre- sentantes legais de incapazes (cft. supra, nota 30) tem de ser autorizada pelo tribunal Recentemente, de modo a descongestionar o trabalho dos juizes, oar. 2 Regime particular da aceitagto 2 As novas redacgdes daqueles artigos visaram, como- veremos melhor, terminar com 0 chamado «inventério obrigat6rio» © permitir em regra, ‘mesmo nos casos em que este teria lugar, a celebragao de partilhas extra- Judiciais, porque mais céleres e descongestionantes dos tribunais. Isto, sem prejuizo de certos pressupostos legais, como a autorizagio do tribu- Ihas (arts. 1889, legal: 0 de 0 dade para requerer inventério n° 2, do CCiv € 1327.%, n° I, al. b), do CPC). judicial (arts, 2102. b) Modo da aceitacdo? aceitagdo expressa e tdcita © art, 2056, levanta delicados problemas de interpretagao. E que, aps declarar no seu n.° I que «a aceitagao pode ser expressa ou ‘no nos dé, a0 contrario do que acontecia com o art. 2027.° do COdig« de Seabra, as res gées. & certo que no n.° 2 do art. 2056." se declara que «a aceitago € havida como expressa quando nalgum documento escrito 0 sucessivel chamado & heranga declara aceité-la ou assume 0 titulo de herdeiro com a intengio de a adquirit» (#) Contera esta norma a nogdo de aceitagio expressa, como sugere Espi- NosA G. SILVA, Direito das Sucessées, 1978, pég. 289, defendendo, a exem- plo do art. 475.° do Cédigo Ci iano, que a aceitago expressa deverdé constar sempre de um documento escrito? Parece-nos que, tal como se yesmo nos casos em que 0 mado de aceitagio € a be hi previamente um processo de formacio da vontade de aceitagao ou repidio a heranga, que podia arribar a qualquer uma destas duas respostas & vocagdo sucesséria. sgundo 0 qual Juidagdo do imposto suces> de bens normalmente no consttuem s6 por si sceitagdo técita da heranga e © Acér Supremo Tribunal de Justiga, de 8 de Julho de 1975 (BMJ 249.*, $02), que decidiu do ‘mesmo modo face a habilitagao tomada isoladamente 2 A aquisigao sucessiria apresenta a redacgio do n.° 2 do art. 2056.° do texto definitive do actual Cédigo Civil portugués, hé af apenas uma enunciago ou exemplificagao das mais usuais e inequivocas modalidades (#!) de aceitagao expressa. Desde logo, porque houve uma alteracdo redaccional extremamente signi- ficativa, no texto com a mesma numerago, do projecto para a versio defi- nitiva do Cédigo Civil, com a supressio do termo «s6» antes da expres- sio «é havida». Por outro lado, 0 facto de no se vislumbrar sequer uma nogio de aceitagao técita e os termos com que esti redigido o n° 1 do art. 2056.° levam-nos igualmente a concluir que as nogdes de aceitacao expressa c técita se deverdo retirar a partir das nogdes gerais do art, 217.° E compreende-se, na légica do sistema, que a aceitago da heranga, € menos a expressa (#2), no sejam actos formais, porque sto naturais, interessado em que ela ocorra € 0 uma intengio . Em conclusio, a aceitago nos termos do n.° I do art. 257.° expressa quando é feita por palavras (44), escrito ou qualquer outro meio directo de manifestagdo da vontade de aceitagdo da heranga. E sdcita quando esta von- e se deduz de factos que, com toda a probabilidade, a revelam, sendo 45) aqui especialmente exigente, a ponto de considerar que «os actos (*})_E disso reveladora a propria epigrafe do art. 2056 ao anunciar «formas» (no sentido de modalidades) de aceitaglo, a0 invés do que aconteceu quanto a0 repidio, em que nha comespondente epirafe do art. 2063.” se empregou o terme aforman (no sentide de forma legal imperativa — eff. art. 219." (©) Com efeito, a declaragio expressa é directa (eft. n° 1 do att. 217.) e, por. tanto, em principio de prova menos discutivel do que a declaraglo técita, sendo incontro- 1 esta titima no tem de ser formal Quanto 2 inequivocidade dos factos concludentes nas dee! sua vetifieago quando, conforme os usos da vida, houver quanto aos factos concludentes, 'a probabilidade para uma pessoa média e senssta de terem sido praticados com uma significago negocal PPalavras essas que passam ser idas perante os inteessados como uma deelaracio| de vontade que, embora no receptica, seja entendida como uma dectarasio juriica de acet- 3 do earie- conforme as regras de interprotago dos actos tagio. Assim, ndo bastario simples apantes de aceitago quando ndo reves ter de uma declaragio jurdica de {uridicos (ans. 236." segs. e 295°). ®) Ba jurisprudéncia, em conformidade, também. Cfr. supra, note 40. Regime panicular da aceitagao 23 ©) Bfeitos da aceitagao igo da heranga, em direi por trés modos dis firmativo; (2.9) a aquisi¢ao exige um acto de investidura da autoridade ou aura piblicas para apurar a transferéncia sucessdria de bens ¢ (3.°) a ‘aquisigao da heranga s6 tem lugar aquando da aceitagZo que funciona agora como «con insere 0 nosso n.* segs.) bem como, 20 que cremos, evitando-se também possiveis intengdes de fuga & veri scessdrios dos chamados subsequentes face 20 de cuius ra-se haver um caso de aceitaglo ticita presumida (cft. na denominada rentincia devolutiva quando 0 charmado se 0 faz a favor apenas de algum ov alguns dos sucessiveis que. Sear (tt a propio, Ouiveta ASCE. como vimos supra na nota 1, do art. 2047., por parte dos em casos urgentes, mas izagdo excepcional, nos temos do sucessfveis chamados ainda nfo aceitantes, de acgGes possess ‘som que tal signfique que haja posse em sentido proprio. Todavia, na insttuigSo a tiulo de heranga, quando forem mais de um os heres ‘6 a parttha thes atribui a qualidade de sucessores tnicos nos bens que dos, se bem que com efei 24 A aguisigdo sucesséria embora independentemente de 0 sucessivel ter procedido ou nao & apreensio material de tais bens. E isto tanto para a aceitagao pura ¢ simples como para a que tenha lugar a beneficio de inventario. S6 que, neste tiltimo aso, apesar de 0 sucessivel ser o titular juridico das posigdes activas ¢ passivas da heranga, se verifica como que uma moratéria quet no pagamento das dividas aos credores da heranga, que s6 € possfvel aps 0 reconhecimento dos créditos ¢ eventual rateio (arts. 1354.° a 1361.° do CPC), quer na avo- cago por parte do herdeiro do saldo que The Por outro lado, e para evitar hiatos na titularidade das relagées dicas objecto da sucessio, prescreve 0 n.° 2 do art, 2050.° que «os efeitos da aceitagio retrotraem-se 0 momento da abertura da sucesso», ou seja, a9 momento da morte do de cuius (art. 2031 30.3. Regime particular do reptidio a) Fora do repiidio Proclama o art, 2063,° que «0 repiidio esta sujeito & forma exigida para a alienagdo da heranga», atirando-nos pois para os arts. 2126.° do Cédigo Civil e 80°, al. d), do Cédigo do Notariado, Assim, o reptidio da heranga ‘ou do legado teré de ser feito por escritura publica se existirem na heranca coisas iméveis (cfr., sobre a nogdo destas, 0 art. 204.°) ou se 0 legado contiver esse tipo de coisas (°°), Diferentemente, se a heranga ou 0 legado Fespeitarem apenas a coisas méveis, poderao ser repudiados mediante documento particular (sobre 0 conceito € 0 regime deste, ver parte final do n® 2 do art. 363.° ¢ arts. 373° € segs.). Em.conelusdo.-o reptidio suces- s6rio, ao invés da aceitagdo, é sempre um acto formal, embora de maior (ou menor exigéncia documental, em fungdo do tipo de bens em causa (*). priedae so desde logo comproprciis d coisa Iegada, no havendo enti que flr na : erie 1057.* do CPC) expresstio «se existrem bens» do art. 2126°, aplicdvel ao reptdio da hheranga ex vi do art. 2063° e ao repiidio do legado por forga sinda do art. 2249.%, © 0 prin cfpio da proibiglo do repidio parcial da heranga ou do legado (ats. 2064. n° 2, e 22502, c), basta que exista uma coisa imével na eranga ou quinhlo he ‘no legado, embora todas as outras sejam mdveis, para que o reptidio, que em princi bal, tenha de ter lugar por escritura poblica rve-se que mesmo quando tem lugar a actio interrogatoria, 0 reptdio, de acordo com o n.° 2 do art. 2049,%, no pode fazer-se por simples termo no pro- ‘cesso, antes se exige © «documento legal de repsiiow Regime particular do repo 25 b) Regimes especiais de reptidio da sucessdo = repidio da sucesso € um acto de consequéncias patrimoniais signi- ficativas. Daf que a lei crie alguns mecanismos para tutela de uma sua ges- {Go equilibrada, em casos especiais, onde se entrechocam interesses fa res ou em que subjazem certas incapacidades dos sucessfveis chamados. E 0 que acontece, desde logo, quanto ao sucessivel casado, dado o n° 2 do art. 1683.° prescrever, sob pena de anulabilidade (art. 1687.9), que «o reptidio da heranca ou legado s6 pode ser feito com 0 consentimento de ambos os cOnjuges, a menos que vigore o regime da separagio de bens». Por sua vez, esté dependente de autorizagZo do tribunal quer 0 repa- dio da heranga ou legado por parte de menores (%2) (arts. 1889. n° 1, al. j), 18902, n2 1, ¢ 19382, n° 1, al. a)), quer por parte de interditos (art. 139.°) quer ainda por parte de inabilitados (art. 153.*, n° 1). ‘Também aqui 0 art. 2°, n° 1, al. b), do DL 272/2001, de 13 de Outubro, atribuiu tal com- peténcia a Ministério Pablico (cfr. supra, nota 38). ©) Efeitos do reptidio O herdeiro ou 0 legatétio (efi. art. 2249.°) que tiver repudiado a suces- so, de acordo com a parte final do art. 2062.°, é considerado «como ndo chamado... salvo para efeitos de representagio», determinando 0 n.° 2 do art, 2032.° que nesse caso sergio chamados os sucessiveis subsequentes. Deste modo, ¢ sem prejuizo de manifestagdo de vontade em contratio do autor da sucesso nos casos em que nao exista norma imperativa adversa, se niio ocorrer uma substituigdo directa, por o de cuius néio a ter estipulado (ff. art. 2281.°, n.° 1) ou por ela ndo ser possivel (cfr. art. 2027. para a sucesso legitiméria), hé lugar, hierarquicamente, ao direito de representaco a favor dos descendentes do sucessivel (cfr. supra, 1, pags. 330 e segs.), a0 direito de acrescer para os outros co-sucessiveis (eft. supra, 1, pags. 349 © segs.) ou ao chamamento dos suce: Iegais com prioridade de desig- nagio (arts. 21332 e 2157.%). Também os efeitos do reptidio da heranca ou do legado sao feitos ir ao momento da abertura da sucesso, para, em face de aceitagao terior também retroagida ao mesmo momento, se operar a transmiss4o sucess6ria sem hiatos na titularidade dos bens (eff. arts. 2062.°, 1.* parte, E, igualmente, em representagdo de nascituros, como decidiu 0 Acérdo da Relagio de Lisboa, de 31 de Margo de 1976 (C3 1976, 468). 26 A aguisigdo sucessbria 20322, n° 2, in fine, ¢ 2249.°), 0 que tem importincia relevante, nas rela- {Ses com terceiros, em matéria de direitos e deveres respeitantes ao perodo ritico referido. 4) A sub-rogagao pelos credores do repudiante ‘Ao regime dos efeitos do repiidio acabado de descrever ¢ para obviar 1a que este acto prejudique os interesses dos credores do repudiante, abre ‘a lei uma excepgio no art, 2067. Permite esta disposi¢do, até ao montante dos créditos dos credores do repudiante, algo semelhante (*) a uma impug- nago parcial do repidio havido e a uma aceitagio da heranga (ou do legado — ex vi do n° I do art. 2249. e por identidade de razies) por parte no interesse desses credores, impugnagio ¢ aceitagio essas reunidas num ‘36 acto juridico ou judiciério (pelo processo referido no art. 1469° do CPC), isto &, a sub-rogacao ou a acco sub-rogatéri 86 que, a sub-rogacao em causa esté um prazo de caducidade (v. art. 298°, n° 2), dado que 0 n.° 2 do art. 2067." dispde que «a aceita- do deve efectuar-se no prazo de seis meses, a contar do conhecimento do Tepiidion, € ndo é absoluta, pois ha efeitos proprios do reptidio que se man- ‘tém, uma vez que, nos termos do n° 3 do mesmo artigo, «pagos os credores ‘0 remanescente da heranga (ou do legado — art. 2249.°) ‘a este, mas aos herdeiros imediatos» (*) 31. Declaragio de heranga vaga ¢ aquisigfio desta pelo Estado © Estado como sucessor legitimo ($5) s6 € chamado a sucesso na falta ou repiidio de todos os outros sucessores legais previstos na lei (arts. 21572. Suva, Direito das Sucessbes, 1978, pags. 319 pig. 434, no hé aqui ume auténoma impug- io da heranga pelos eredores mas uma sub-roga- 1s. 606° e segs.) pelos eredores do repudiante num renascido, embora transitS- de aceitaeao da heranga em nome do repadiante € na estrita medida de satsfagio 1s daqueles. ‘Sobre os sucessiveis chamados, por efeito de repsidio de heranga ou de legado, pags. 25 ¢ seg. também ser chamado & sucesso como herdeiro ou legatirio testamentario ou contratual (nesta dltima espécie de sucessio, no caso quase académico das doagées por morte de exposados & terceiros), detendo entéo um livre direito de aceitagdo ou repidio, cujo exer- Declaragdo de heranca vaga e aguisicao desta pelo Estado 2 © 21339, n? ou contrat e)) € na falta ou reptidio de sucessores testamentérios cujas designagées prevalecem sobre a do Estado (cfr. ria de averiguagao prévia de inexisténcia sma jurfdico determina no art. 2155.” a stado, ocorra sempre um pode ser ou no precedido por um processo cominatério de aceitago ou reptidio dos herdeiros conhecidos (©). Diz, com efeito, 0 n° 1 do art. 1132.° do Cédigo de Proceso Civil, que «no caso de heranga jacente, por no serem conhecidos os sucessores, por 0 Ministério Pablico pretender con- testar a legitimidade dos que se apresentarem, ou por os sucessores conhe- cidos haverem repudiado a heranga, tomar-se-do as providéncias necessé- rias para assegurar a conservagdo dos bens € em seguida sao citados, por Gditos, quaisquer interessados incertos para deduzir a sua habilitagdio como sucessores dentro de trinta dias depois de findar 0 prazo dos éditos», habi- litagdo essa que pode ser contestada nos termos dos n.°* 2 € 3 do mesmo ada vaga para o Estado se ninguém aparecer endo-se 0 passivo (5%) e adjudicando-se a0 Estado 0 in 2 do art. 1133.° do CPC). cicio cabe a0 Ministro das Finangas (eft: art. 1.° do DL 31 156, de 3 de Margo de 1941, alterado pelo DL 47 938, de 15 de Setembro de 1967), 0 que como veremos no acontece produto dos outros bens no chegue para o pagamento das dividas (ats. 1133°, 1n* 3, do CPC e 51.° do CDAu. © ar. 11342 do Cédigo de Processo Civil prevé, a este respeto e pretiminar- mente, um mectnismo proprio para a reclamagio, verificacdo e graduago dos eréditos sobre a heranga, 28 A aguisigdo sucesséria Nos termos do art. 2154.° do Cédigo Civil, com tadugo na atrés referida parte final d Estado, como sucessor legitimo, nio € chamado para aceitar ou repudiar a heranga, antes a sua aquisic&o «opera-se de direito ($°) sem necessidade de aceitago, nfo podendo o Estado repudié-la» ‘Ou seja, sem necessidade de aceitagdo do Estado. Todavia, a aquisiga0 deste rndo necessério um processo préprio {que culmine numa sentenca que heranca vaga para o Estado (at entenda (1, g. QLIVEIRA ASCENSAO, perante 0 sistema de aquisiglo por i das Sucessdes, 2000, pig. 442) estar-se neste caso CAPITULO VI A PETICAO EF A REIVINDICACAO SUCESSORIAS 32. A petigao da heranca a) Nogao Vimos j6 que a vocagao sucesséria se processa ex lege (art. 2032.°) € que a accitacdo da heranga pode ter lugar desde logo, sem prejuizo de, para efeitos de reconhecimento (*) externo da respectiva qualidade sucessoria, se poder exigir a habilitagdo do sucessor em causa (v. supra, 1, pags. 77 © segs). Pode, porém, acontecer que todos ou alguns dos bens da heranga ‘sejam possuidos (°') por terceiro que se amogue o titulo de herdeiro ou outro titulo ow que 0s possta mesmo sem Permite, entdo, 0.n2-1-do- art, 2075.° que «o herdeiro pode pedir judicialmente o reconhecimento da sua qualidade sucesséria, ¢ a consequente restituigdo de todos os bens da heranga ou de parte deles» contra tais possuidores. E a chamada accio de petigdo da heranga (@) Trata-se de um meio de prova, de uma formalidade ad probarionem, que nBo ad substantiam. Sobre os termos desta distinglo, ff, MANUEL OE ANDRADE, Teoria Geral da Relagdo Juridica, 1972, pigs. 145 e segs., Movs Pivto, Teoria Geral do Direito Civi, 1985, pags. 344 e segs., e RUI DE ALARCAO, Forma dos negdcios jurtdicos, BMI 86., és. ') Parece-nos que @ ac¢lo de petigdo do art. 2075.° pode ser dirigida quer contra ‘8 possuidores em rmeros detentores| jf estiver fits, cada um dos ico dos bens que Ihe 30 A petigao e a reivindicagto sucessérias A petigdo da heranca 31 £ facil de ver que a acciio de petigio da heranga se nao confunde quer com a habilitagdo quer com a aceitacdo da heranga, Embora tal acca incorpore uma das modalidades judiciais da hal duzir-se numa aceitagdo expressa ou ticita da heranga, vai mais longe ¢ visa primacialmente obter uma sentenga condenat6ria de restituigdo de uma inéncias tenha com a aco de aplicdvel o art. 2078. e ape- (art. 1311.) sobre 0s 20s bens que lhe tenham cabido em propriedade na partilha, Nem sempre a petigdo da heranga incorpora 0 acto de accitaglo da heranga, [sto da acgo (neste nos patece nada jmpedit que um herdeiro chamado mas ainda no aceitante possa propor tal acgo para tr zeros bens & massa da heranca e s6 depois aceite a8, 0 art. 20752 nido constar do capitulo da heranga jacente, 0 cert spenas prevé © «reconhecimento d da heranga) € que o termo sherde ver que hd raabes validas pa ‘de defesa do patriménio hereditrio ¢ a ne io sobre 0 objecto do negéc' 253.° quanto ao dolo que o possuidor da hheranga poderd ter em vista —, to esse que poderé apenas ser possivel apés a ‘exccugto da sentenga condenatéria relativa & acco de petigfo da heranga). este respeito, parece-nos ainda que os poderes conferidos no art. 2047. n.° 1, que seriam sempre pos- Teriores 4 obtengSo da restituigdo dos bens da heranca, nfo prejudicam a atribuigo, 20s her~ ddiros ainda no aceitantes, do direito de acgl0 de petigfo da heranga, antes se situam na mesma linha, (&) Embora a acglo de petigso da heranga (a bem anti a mesma forma de processo da acgao de reivindicag semethante de interesses ¢ vise igualmente uma pretensto real re ‘Mas, quanto 0 art. 2078", ’é que na compropriedade cada consorte pode reivindicar ‘seja licito opor-he que ela ndo The pertence ‘Sobre a distingdo entre as duas acgBes no Cédigo Civil de Seabra, eft, Cunna Gon ‘gatves, Tratado de Direito Civil, x pg. 481, € MaXUEL SaLvapor, Elementos da Rei Vindicagéo, 1958, pgs. 238 © segs.. ¢ Suplemento, 1962, pags. 203 ¢ segs. No sis factual, embora a acgdo de petigio continue a diferenciar-se da acglo de reivindicago por b) Ambito subjectivo Como autores, tém(egitimidade para a acgao de petig#o da heranga nao apenas herdeiro sinico mas também, sendo varios, qualquer um dos her- que, nos termos do n.? 1 do art. 2078.°, podem cada um de per si «pedir separadamente a totalidade dos bens em poder do demandado, sem 1¢ que tais bens Ihe nao pertencem por inteiro» (*), do dos bens operada ndo se segue que o herdeiro rei- vindicante, em caso de heranga a partihar passe a ter a administracio € a disposicdo dos bens reivindicados, mas t0-86 a integragao de tais bens na ‘massa hereditéria, com sujeic3o ao regime geral de administragdo da heranga (arts, 2079. e segs.) (*) € de alienagdo da mesma (arts. 2097.° e segs demandados quer os atras referidos possuido- res dos bens da heranga (n.° 1 do art. 2075.°) quer as pessoas a favor das quais tais bens tenham sido alienados, gratuita ou onerosamente (n.° 1 do art, 2076). A acedo apenas no procederd «contra terceiro que haja adqui- ido de herdeiro aparente (°7), por titulo oneroso ¢ de boa fé, bens deter- 5 apenas como causa de pedir a sucessio nos parece, ao invés do defen: dido por Curtia GoNGALVES, 2b, e loc. cit, que na peticio da heranca o autor s6 tena de provar a sua qualidade de herdeiro ¢ que na revindicagéo o autor tenha de demonstrar ainda 2 ineficécia do titulo invocado pelo seu adversério. E que nos parecem ser de aplicar, em ambos 0s casos, as regras gerais de repartigio do nus da prova (art. 342.*), tendo todavia idade de herdeiro & normalmente mais cil do que a prova jo, Sobre as dificuldades de prova da propriedade nos casos de RES DE LIMA e ANTUNES VARELA, Ciidigo Civil Anovado, it, 1984, apenas uma parte dos bens ou certos bens da heranga (art. 2075. n.* 1) mas, mesmo que aja na convieyo — por tante de acardo verbal ou promessa de partlha com os restantes s bens serio a sua parte, nada Ihe garante que na parilha esses agi. im que, 0 n. 2 do art, 2078. dispde que a0 cabeca-de-casal continua pedir @ entrega dos bens que deva administrar, ou seja, os referidos. ‘no art. 2087" (©) De acordo com 0 n2 3 do art, 2076", € herdeiro aparente ou possessor pro hherede «aquele que é reputado herdeiro por forga de erro cormum ou gerals. Na opinito citados por Gatvao TeLtes, Prescri¢do do dit imidade passiva qualquer possuidor, mesmo que ser prejuizo do n.* 2 do art 2076.* 32 A petigao e a reivindicacto sucessérias minados ou qi + direitos sobre eles» (68). Também podem ser ainda demandados os legatétios, mesmo que os seus legados, com ou sem encar- {g0s, tenham sido cumpridos pelo suposto herdeiro, de boa (°°) ou de mé fé, quando apés tal cumprimento o testamento em causa tiver sido decla- rado nulo ou anulado (arts. 207.° e 2075.", n° 1). ©) Forma e prazo da acgao de peticdo ‘A acco de petigdo da heranga tem lugar através do processo comum de declaragao (aris. 467.° e segs. do CPC) (9), uma vez. que a nossa lei pro- cessual nao prevé processo especial para o caso (cfr. art. 46 do CPC), utilizando-se os processos ordinério, sumdrio ou sumar acordo com os critérios gerais do art. 462.° do Cédigo de Processo Civi Nos termos do n.° 2 do art. 20752, a acgao de petigdo pode ser inten- tada a todo o tempo, sem prejuizo, porém, da aplicagio das regras da usu- capitio relativamente a cada uma das coisas possuidas ¢ da caducidade do direito de aceitagio da heranga. Vejamos, de seguida, estas duas excepgbes a regra geral. ‘Compreende-se que 0 decurso dos prazos para a usucapido impega 0 exercicio da acgao de peti¢ao da heranea, pois entdo os possuidores adqui- rem, conforme 0 art. 1287.°, 0 «direito a cujo exercicio corresponde a actuagio» © que € normalmente o direito de propriedade sobre . que se adquire com efeitos retroactivos a partir do in 13178, al. c)) com prejutzo dos direitos do anterior proprieta- rio. Face ao n.° 2 do art. 2075., os prazos da usucapido variam segundo a natureza de «cada uma das coisas possuidas», sendo maiores os prazos de prescrigao aquisitiva exigidos para os iméveis (cft. arts. 1294.° a 1297.) do que para os méveis (arts. 1298. a 1300.) Por outro lado, pressupondo a ac¢ao de petigio da heranca a aceita- para com 0 verdadeiro herdeiro entregando-Ihe o remanescente da heranga (n.° 1 do an. 2077.9) de execugio, caso 0 possui- 8. 5.2. segs, 465.° A petigdo da heranga 33 cortido dez anos contados a partir do conhecimento pelo herdeiro dos eventos referidos no art. 2059.°, pois entio terd caducado o direito de acei- tagdo da heranga em causa, 33. A reivindicago do legado E patente que o legatario, apés a sua aceitagdo do legado e a entrega da coisa legada pelo herdeiro (art. 2270.°), € um proprietério e possuidor pleno ¢ absoluto (arts. 2249.°, 2050: £, al. b), © 1255.°), pelo que, nos termos gerais (arts. 1311.° e segs.), pode reivindicar ou defender por meio de acco directa a coisa legada de que tem a propriedade e face quer aos herdeiros de quem tenha recebido legado quer a terceiros. Mas, 0 art. 2279.° do nosso actual Cédigo Civil, na tradigao do art. 1857.° do Cédigo Civil de Seabra, estabelece ainda que «o legatério pode reivindicar de terceiro (7 legada (2), contanto que esta seja certa (73) ¢ determinada» ("), seguindo a acco de reivindicagao igualmente () Ou seja, de outrem que nto os sucessiveis (cfr art. 2265 do CCiv) ainda ads tritos 20 cumprimento do legado. A estes, poder apenas ser exigida a entrega do legado (em aceio ordindria ou em processo de inventirio, quando o houver) nos termes, ¥. g., do an, 2270, nfo podendo 0 legatirio reivindicé-la (0 que pressuporia a propriedade sobre a coisa objecto do legado) nem apossar-se dela. Neste sentido, eft. CUNHA GoNcaLVEs, Tra tado de Direto Civil, x, pig. 101, © OLIVEIRA ASCENSAO, Direito das Sucessdes, 2000, no art. 18572 do Cédigo 3s preparatsrias do Cédigo act se ter entendido supérflua ¢ equivoca, ur ntes das diversas classificagoes de coisas (cft. ans. 202.° € ptr digno de prose. 398°, n*2)e que 0 seu checto no que dependent do arbiro de do an. 2182° (as apenas a media em qu otestamenio um ato pe dindo por ito o etbelecimemo de um lpado de cosa incerta por bua propia nates) ou a, tratando delgado de cosa perencene ao onrado oa teen, veifguem Posts de valde do legado doar 2251? Isto ¢, coisa especificada ou Concentrada, no dependente para a sua individua- liao e gunlgueroperago deexcolh, Prem como saernos (ver supra pgs. 54 e se. © 606 segs) 0 legido pode anda rec Sobre ects no especiones mas ci carats. Puen ati, gue os teens stamina deernnadoe oe echan liza em sspyesprcialmene divert nos ar 279° « 2030. n"2. No pret cso, 34 A petigdo e a reivindicagado sucessérias 08 termos do processo comum de declaragao ou de execugHo para entrega de coisa certa (arts. 1131.° do CCiv ¢ 460.%, n.° 1, 462.° € 465.° € segs. do CPC). O facto de tal reivindicacdo ter lugar apenas face a terceiros € 86 no caso de a coisa legada ser certa e determinada leva-nos & conclustio de 0 legislador af querer prevenir a hipdtese de reivindicago da coisa egada pelo legatdrio apés a sua aceitagaio mas antes de o herdeiro Ihe ter feito a entrega nos termos do art. 2270.° O que no é de estranhar. Sabe-se como, nos termos do n.° 1 do art. 13112, a acgio de reivindicagao esta dependente da propriedade do rei- vindicante (e no da sua posse) ¢ da posse ainda nfo usucaptativa ou da mera detengio de terceiro, s6 improcedendo por via de excepco na pre- senga de direito oponivel (75). E se indagarmos quando o legatério adquire a propriedade da coisa legada, se no proprio momento da aceitagio do legado se em momento eventuaimente diferente ¢ correspondente 20 ‘momento da concretizagao da coisa legada, embora em ambos os casos com tem-se em vista apenas as coisas especificadas, ndo dependentes de escotha, valores no especificados, embora vidas, ¥ ga validade de legados iA, Direito das Obrigacdes fe Seabra, CUNHA GONGALVES,€ tinha de provay, além dos factos constitu- lo invocado pelo adversirio». Mas, ALBERTO fg, 303, e MANUEL SALVADOR, Elemen: priedade do prédio ¢ a sua detencdo pel 'No dominio do actual Cédigo Cis jprudéncia predominante a de que na acco de reivindicagio 0 autor, desde que no tenha presungao legal a seu favor (cf. arts. 344. 1° 1, do CCiv e 7.° do CRPred), tem de provar o seu ditcito de propriedade sobre a coisa cada, © que envolve a prova dos facto ia bem como os factos relativos & posse ou d de 4 de Maio de 1976, BMI 257, 82: Acét ser que este p {do autor, nem sequer — a nosso ver — que a posse ou detenga0 do réu € abusiva; este € ‘obstar aos efeitos da accio de reivindicagio, teré de provar factos cons de posse ou detengio legitimas € duradouras ou de qualquer direito oponivel a0 autor. E 0 que nos parece resultar dos arts. 342° ¢ 1311. no" Le 2 A reivindicagao do legado 35 em que 0 objecto do legado é uma coisa corpérea ow incorpérea ( e determinada pertencente a0 de cuius (x. g., uma certa moradia, um certo terreno, um certo animal, concretamente individualizados), hip6teses em que com a aceitagio do legado se adquire, com retroaceo & data da abertura da sucessio (arts. 1317.*, al. B), € 2050.%, ex vi do art. 2249.%, todos do real, normalmente de propriedade (78) sobre a coisa egada, tendo meros efeitos secundérios, nomeadamente em matéria de aquisigao da posse pelos Iegatérios (™), a obrigagzo do herdeiro de entrega do legado. De outro lado, as situagdes em que 0 objecto do legado no é constitufdo por uma coisa certa e determinada, mas, v. g., por uma coisa jinada de certo género, por uma coisa alheia, por uma prestagio altemativa ou por um crédito de alimentos ou pensio vitalicia, hipdteses is em que estamos inicialmente perante simples créditos (*), em que pela Com Cunsta GongaLves. Tratado de Direito [Embora o direito de propriedade regulado no Céci sas corpéreas (art. 1302), abrange também coisas incorpéreas (i. g. os direitos de autor art 13032), que como tais podem ser objecto de legado ¢ de acgio de reivindicagao, desde que certas e determinadas. Mas também % g. de usuffuto, uso, habitacio ou servidto, eft; Cunna Gow ‘0b. ant, ct, pig. 47. E nessas hipéteses € admitida também, com as necessérias a acgio de reivindicagzo, nos termos do art. 1315. x, pig. 47, ceria determinada ‘nos saber, se entre 0 momento da abertura da sucesso e 0 momento da entrega a coisa legads, 0s herdeiros ou as pessoas obrigadas a entrega do legado ter a posse da veada. Pelo menos na hipstese de a coisa legada ser certae determinada, parece-nos E que, nesses casos, ‘da propriedade da massa hereditéria para os herdeiros, pelo que fi nus possidendi, a nao ser que os herdeiros invertam o titulo de posse (art. 1265: ‘Tanto assim que nesses casos, e desde que a coisa pertenga 20 patriménio do de cuius, 0 legatirio tem diteito aos frutos desde @ morte do testador (art. 2271.) ®) A favor da qualifiagio destes legados como simples crédit do at. 705." do nosso actual consideram genericamente to Mais que nos arts. 2068." ¢ 2070° no se legatirios como credores da herangs. 36 A petigao ¢ a reivindicagdo suces aceitago do legatério s6 se adquire um direito & prestagio (que no um direito real sobre a coisa correspondente) e em que, por analogia com a parte do n.° 2 do art. 408.°, s6 se operaré a constituigéo do respectivo te apés a determinacio da coisa legada através da escolha (cf. arts. 2183. e 2266.° a 2268.°) ou no momento \certa ou futura se torne certa (v. arts. 211° ¢ 2251.°), embora com efeitos retroactivos a0 momento da abertura da sucessio (art. 13. >). Assim, a reivindicag4o de terceiros da coisa legada pode ter lugar antes da sua entrega pelos herdeiros ou por quem esteja a isso obrigado, ‘mas 86 é possivel relativamente a coisas certas e determinadas. Todavia, para tutelar os interesses dos legatérios nos outros casos, estipula a al. f) do art. 705.° uma hipoteca legal a favor do «legatério de dinheiro ou outra coisa fungivel (81), sobre os bens sujeitos ao encargo do legado ou, na sua falta, sobre os bens que os herdeiros responsaveis houverem do testador», e que € registavel predialmente, nos termos dos arts. 2°, al. h), e 50.° do Cédigo do Registo Predial, se forem imdveis os bens sujeitos ao encargo do legado 5 bens em que sucedam os herdeiros responsaveis pelo cumprimento -gado. Sobre a noglo de coisa fungive, oft art. 207° CAPITULO VII A ADMINISTRACAO DA HERANCA 34, Inicio e termo da administragao Abordemos, antes de mais ¢ com vi a melhor compreensio desta fase do fendmeno sucessério, os mporais do perfodo de administrago da heranca referido no Capitulo VIII (arts. 2079.°¢ segs.) do Titulo I (Das sucessdes em geral) do Livro de Direito das Sucessées do nosso Cédigo Civi Quando se iniciaré tal administragdo? A lei ndo resolve expressamente questo, ao invés do que acontece quanto ao termo (cff. art. 2079.°). Parece-nos que o melhor caminho para a resposta seré o de atender a que a administragio em causa esté intimamente ligada a figura do cabeca- lato (®) ea que o cargo de cabeca-de-casal prioritariamente se defere «ex lege» (n° 1 do art. 2080.%) a certas categorias de pessoas (que nao sio necessariamente herdeiras), independentemente quer da sua accitacio de tal cargo (*) quer da sua aceitago de eventual vocagao hereditiria (*), Hé, @)_O primeiro artigo do Capitulo vat sabre a «Administacdo da heranga» tem como epigrafe wcabega-de-casal», a quem desde logo atribui a administragio da heranga até fe accitagdo da heranga (cfr heranga pelos herdeiros pode ter lugar apéi 38 A administragto da: heranga pois, af uma forma de administracdo legal de bens, com vista a conserva- Gio € frutificagio normal e a todos os demais actos de administragao ordi- rndria @) dos bens da heranga assim como & realizagao de interesses de matiz piblico, % g., a satisfagio dos credores da heranga, que poderdo inclusive impor a pritica de actos de administrago nao ordindria (cfr. art. 2090.%, n2 2). Tudo o que toma o mecanismo administrativo previsto nos arts. 2079 € segs. operacional a partir da data da abertura da sucessio (*) E certo que 0 nosso ordenamento, reflectindo a situagio que é a nor- mal de os poderes juridicos do cabega-de-casal serem exercidos apds a aceitagdo da heranca pelos herdeiros com designacio prevalente, regula 0 capitulo da «Administrago da heranga», apds os da «Heranga jacente», da ‘ se segundo mopa ps isto dele pelos seus ‘do CPC). 144 lugar ainda a tereeiro mapa, se aver alguns que sucedam por dieito de repre- labora novo mapa para es «ceria me ae Ce ‘em excesso por algum dos outros interessados (art. 13778, 02 mos do n° 2 do art. 137 qualquer rectficagSo ou reelamar contra 1 desigualdade de lotes (Sobre o equ C) ou contra a falta de observant -5es que 0 juz decidiré nos termos do 0. fendo sonvorar de novo os intressados para una jgualdade dos feréncia, quando al (@) A ocorréncia de sorteio de ressados (ug. art, 13532, n2 1, al inventéio ver refer Imente nos ans. te Processo Civil, admitindo-se, apés o sortelo, a troca de ssados (no 3 ¢ 4 do art. 1380." do CPC). 'E 0 que preceitua 0 n2 2 do art. 1382." do Codigo de Processo rovedéncia do recurso poderé traduzir-se na necessidade de organizagio de nova par Tike, reentrando 0 cabeca-de-casal na posse dos bens que deixarem de pertencer ao inte ressado que os Feeebeu, as s6 8 reformando o inventrio na parte extitamente necessiria pera que'a decisdo do tibunal superior sejn cumprid, subsistindo sempre a avaliaglo ¢ @ escrigdo (art. 13852, n 1 € 2, do CPC): ‘Stuagdes diferentes sio ab de emenda, por acordo ou contenciosa, dap tenha havido erro de facto na descrigHo ou qualiicagio dos bens ou qu fl de viciar a vontade das partes (ars. 1386.° patna, por pretrigao ou falta de intervengdo de algun dos co-herderos e procediment Com dolo ou rai f dos outros interessados (art, 1388.* do CPC), € de partiha adicionat por omissio de alguns bens (art. 1395.” do CPC). tha, quando Modalidades da parttha 107 48.2. A partilha extrajudicial A partilha dos bens hereditérios pode fazer-se extrajudicialmente quando houver acordo de todos (95) os interessados (n.° 1 do art. 2102.°) e nao houver lugar a inventério com intervengao principal do M. P., quando a heranga é deferida, em certos termos, a incapazes, ausentes em parte incerta ou pessoas colectivas (2%) (arts. 2102.%, n.° 2, do CCiv 1°, n° 1, al. b), do CPC). Simplesmente, hé a distinguir situagdes trajudicial esté sujeita a escritura pablica de outras em. que hé liberdade formal 48.2.1. Partilha extrajudicial sujeita a escritura ptiblica De acordo com a al. j) do art, 80.° do Cédigo do Notariado, deve celebrar-se por escritura pablica a partilha extrajudicial de coisas imé- veis (?97) ou de quotas de sociedades de que fagam parte coisas imé- veis (298). O que se justifica pelas vantagens do formalismo nego- oR . ‘concordando), segundo o qual «numa partilha ext sio elementos essenciais ou integradores do respectivo acto as declaragdes de vontade de absoluta». Em sentido contro, cf. °2, al. B, daquele fe, consequentemente, do juiz) se 0 repr -gal do endo necessirio nomear curador especial ou se 0 terdigho (Sendo certo que pelo dado o presumide valor do abjecto ney essio das quotas societérias estar sujeita a registo 108 A partitha da heranga cial @), nomeadamente em termos de ponderagio e certeza, face & pre- sumide importancia dos bens a partilhar, Aquando da escritura, os ser~ tariais deverio fazer respeitar 0 cumprimento dos deveres fis- ‘bem como de outros imperativos legais (31). deiros ou de titulo judicial nuneiaram-se pela afirmativa, no regime anterior a0 Cédigo Civi u g. a Revista do Notariado ¢ do Registo Predi 1, pag. 167, € "TAVARES DE CARVALHO, Actos dos Noidrios, 1932, pag. 179, parecendo-nos ser essa a pritica notarial. E julgamos ser essa a orientagao mais acon- selhavel, sobretudo apds 0 novo Cédigo Civil. 6 que este no art. 2102.°, exige expressamente (e mais claramente que 0 art. 2013.° do CCiv abra) para a partilha extrajudicial o acordo de todos os interessados, de nulidade da partilha (eff. art. 294° do CCiv ¢ Ac. da RP .do supra, nota 295). Ora, 0 notério, na realizagio dos tem 0 dever de respeitar e fazer cumprir as leis, ou, pelo menos, © 2712, n2 1, da Const), devendo i ‘actos desde que haja fundamento para a nulidade destes (eft. art. 173.", al, a), do CNot). Por outro lado, e sempre que a heranga res} veis, a escritura de habilitacdo notarial é tida como bastante par registo predial (cft. arts. 86. al. a), do CNot ¢ 36.° do CRPred). No ‘entanto, poderé dizer-se que esta orientagZo, embora aconselhavel, nio € obrigat6ria, argumentando que a recusa do notério em eelebrar a escritura de partithas sem prévia ou simultinea escritura de habilitago s6 pode estribar-se em elementos de que disponha no sentido de tornar credivel {que haja outros interessados. Porém, parece-nos, que muito embor Cédigo do Notariado nio estabelega regras especificas em matéria de legi- timidade das partes para os actos notariais (ao invés do art. 36.° do CRPred), Cr, a este respeito, MANUEL DE ANDRADE, Teoria 1, 1960, pigs. 143 € segs., e Mora Povr0, Teoria Geral do Di ., nomeadamente, os arts. 57° ¢ 190. n. © 165: do Cédigo do 1 Doagbes. (02) Veg. de deveres de repisto predial, em particular das trans ‘operas do Gnus de redugao eventual das dong 1 cola IB), © 542 do CNot e at. 2. Is. a) eq), do CRPred). Modalidades da parttha 109 a dinamica de servico pabli ses de outros eventuais her tilha hereditéria a prova da da lei civil (art. 210: notarial quer de titulo em que se insere e a protecgao de interes- ‘ros exigem para a escritura notarial de pa imidade das partes para 0 acto, nos quer através da escritura de hal entico. 48.2.2. Partilha extrajudicial com liberdade formal Se da heranga niio constarem coisas iméveis ou quotas de sociedade de que fagam parte coisas iméveis, a partilha extrajudicial nfo esta sujeita ‘a forma, valendo inteiramente o principio de que a validade das declara- ‘ges negociais nao depende da observancia de forma especial (cfr. at. 219.) Mas teré de haver aqui igualmente um acordo de vontades (3%) de todos 0s interessados, mesmo que apenas se traduza verbalmente, 49. Operagées de partilha da heranga A partilha da heranga envolve normalmente (* xas operagdes juridicas, aritm . E que so variados os interesses & volta da massa hereditéria e o legislador procura estabelecer um equilfbrio entre eles, através de uma regulamentagiio adequada. ‘Aceste respeito, podemos distinguir operagées preparatGrias da parti- Tha e operagées da partlha propriamente dita. Entre as primeiras, que jé analisdmos, podemos enquadrar a determinagao, descrigo ¢ avaliagdo dos bens hereditirios, a liquidagio dos encargos da heranga (°%), a remigio de direitos de terceiro (395), etc. Nas segundas, em que nos iremos deter, diversas ¢ comple- (@%) Esse acordo de vontades tem de ser completa (cf 232.9, embora possa ser senhoreamento de bens, ‘mesmo que nfo dispotado, ‘imo caso, hi que leva ‘Nas parilhas extrajudiciais, tais operagdes surgem atenvadas. Todavi sar do acordo unaaime dos interessados ditectos que af se requer (ef. art. 2102. 1 lei, sobretudo fiscal ‘outro lado, quando tena vos interessados poderio atacar 0 act 110 A panttha da heranga cumpre salientar 0 céleulo do valor da heranga partilhavel, a separagio de eventuais meagées, a determinagio juridica ¢ em valor abstracto das quo- tas dos herdeiros, o preenchimento em concreto dos quinhées hereditérios tuo consentimento, ic.) € a colagdo. , através de atribuigdes preferenciais, tegragiio de certos bens, sor (nomeadames tornas, adjudicagées, 49.1. CAlculo do valor da heranga partilhavel Hé que ter em conta, aqui, 0 regime matrimoni fa circunstancia de haver ou nao herdeiros legitimé judicial ou extrajudicial. [Nos casos de 0 autor da sucesso nfo ter sido casado, de té-lo sido mas havendo jé tido lugar antes da abertura da sucessio a partilha de eventuais meagées por extingdo, modificagZo ou invalidade da relagio matrimo- nial 5) ou de 0 de cuius ter sido casado no regime de separagio de bens, todos os seus bens so considerados, no momento da abertura da sucessiio, como bens proprios (*7), constituindo eles obviamente 0 activo da heranga. Porém, se 0 de cuius, no momento da abertura da sucessio, estiver casado no regime de comunhao geral de bens ou de comunhao de adqui- ridos (8) ou tiver estado casado em tais regimes nias ainda no se ter pro- de a partilha ser (2% Af nem sequer se coloca, quanto as meagses, 0 fenémeno hereditério, ese coneretizada no momento da sua morte e s6 ea se devol esse caso, se a partilhe das mengdes ni (que & possfvel, embora com sujeiglo a escritura pu 11 quotas de sociedade de que fagam parte ‘proprio de tl parila € distinto do processo de inven- jo e vem regulado nos ai ‘e segs. do Cdigo de Processo Civil, 86 subsidiaria- mente se aplicando as normas do processo de inventério (n.* 3 do art. 1404.° do CPC). (007) Embora alguns desses bens proprios possain revestir 0 earicter de quotas ou quinhdes em bens no regime de compeopriedade. Nao se exigird entio uma pari i bens, mas {90-86 nos termos dos ats. 3° do Cédigo cise comum, judicial (eft. as. 1052.° a 1056° do CPC) ou extrajuc al. j). do CNob. (6%) Sabemos jé como ina bens comuns nos regimes ce comunho geral de bens (bens cesses que slo a egra — oft arts, 1732." a 17349) e de comunhito de adquirides (art. 1724", {que ndo, face a0 disposto no art. 1735: no regime de sepa bens imposto por lei (am. 1720" ou convencionado pelos esposos (ars. 16982" ¢ 1717.°). Quanto aos regimes dotais constituidos até 31 de Margo de 1978 e tessalvados pelo art. 180° do DL. 496/77, de 25 de Novembro, os bens doiais em si mesmos so considerados bens proprios da Operagdes de partitha da MI cedido & partilha do casal (art. 1689.°), com a consequente separagao dos bens proprios ¢ das respectivas meagdes (*™), ov, ainda, se tiver havido con- ‘vengio antenupcial em que os esposadios tenham convencionado, para 0 caso de dissolugo do casamento por morte de um dos cénjuges e de haver descendents comuns, que a partilha dos bens dos cOnjuges se faga segundo o regime da comunhio geral, seja qual for o regime de bens adoptado em vida dos cénjuges (art. 1719°, n° 1), hé necessidade entio de entrar no cal- culo do activo da heranga do valor dos seus ex-bens prdprios, com o valor do s .gao (eft. arts. 1730.° € 1734.°) ros bens comuns do casal; bem como importa para célculo do passivo de tal heranga tomar em linha de conta os encargos propt sua metade (efi., igualmente, arts. 1730.° € 1734.®) proporcional no valor dos encargos comuns. Para tanto, haverd préprios ou comuns (3 um dos cénjuges e a sua meagao nas do casal ‘compensagées ou créditos entre os cénjuges (*). “Apurar-se-d entio, para efeitos hereditétios, uma massa activa ( mulher (02° 2 do art, 1738.° do CCiv na red, ini.) € no mais aplicam-se supletivamente as regras do regime da comunhio de adquiridos (n° 1 do art. 1738." do CCiv na mesma red), pelo que, quando, para além dos bens dotais,existam bens comuns por for ‘mes de comunho de adq fe bens convencionada, ido, oar. 88.° do DL 4 regime dotal, com res supra, pig. 90, nota 236. = (pata a comuntido de adquiridos) e 1732° a 1734° idigo Civile PEREIRA Coto, de Fami- 27 € seg [Nessa massa activa, hd que englobar,além do valor dos bens deixados (como vimos supra, tt, paB, 77) proprios do de cuius e do valor da meagiio do mesmo, nomes: amente € nos termos do art. 2069.° do Cédigo Civil, 0s bens sub-rogac ranga por meio de troca directa, o prego dos bens da heranca alienados 's com dinheiro ov valores da heranca, desde que a proveniéncia do di valores seja devidamente mencionada no documento de aquisigfo,¢ ainda os frtos do da heranga sendo certo que a expresso cheranga» apenas se conexiona com os bens pré= “= >>

Você também pode gostar