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Índice
RESUMO..........................................................................................................................................i

I. INTRODUÇÃO........................................................................................................................1

II. RESPOSTA ÁS PERGUNTAS:...........................................................................................2

1. O que estuda a psicologia do desporto?................................................................................2

a) Qual é o seu objecto de estudo?........................................................................................2

2. Quais são os factores individuais envolvidos na prática do desporto?.................................3

3. O que entende por dinâmica e coesão do grupo?.................................................................4

a) Relação treinador atleta?...................................................................................................5

b) Competição e Complexidade............................................................................................6

c) Teoria Sistemas dinâmicos psicológicos e dinâmicos?.....................................................7

III. CONCLUSÃO......................................................................................................................9

IV. REVISÕES BIBLIOGRÁFICAS.......................................................................................10


RESUMO

No desporto (tal como nos outros contextos de vida), o papel de liderar exige que o treinador
desenvolva as suas competências psicológicas, principalmente, as que dizem respeito ao
relacionamento interpessoal, pois é na interacção com os atletas que se consegue uma maior
motivação para a acção e para a transformação da “missão” da equipa em resultados específicos
e mensuráveis. Para atingir a excelência nos comportamentos de liderança, ele deve preparar-se
bem e preocupar-se em melhorar constantemente, de modo a tentar fazer parte de uma elite de
profissionais que atinge metas que a maioria não consegue. É neste sentido que o autor afirma a
existência de três tipos de pessoas: os poucos que conseguem com que as coisas se façam, um
número razoável que assiste às coisas acontecerem e a esmagadora maioria que não tem a
mínima ideia do que é que se passou.

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I. INTRODUÇÃO

As investigações e os modelos explicativos acerca da liderança permitem nos verificar diferentes


orientações e influências, considerando-se hoje em dia a existência de abordagens teóricas com
determinados pressupostos e premissas que as tornam distintas. Neste sentido, são habitualmente
aceites três paradigmas principais na conceptualização da liderança: um centrado no estudo dos
traços de personalidade, outro interessado na observação dos comportamentos assumidos pelos
líderes no exercício das suas funções e o terceiro que chama a atenção para as variáveis
situacionais que influenciam a eficácia da liderança

No primeiro caso, a preocupação é tentar identificar e caracterizar os atributos pessoais dos que
exercem posições de chefia, de forma a estabelecer os padrões de personalidade que distinguem
os líderes dos que não o são. No segundo movimento, o foco de interesse centra-se na análise
daquilo que os responsáveis fazem no normal desenrolar das suas funções, procurando-se
determinar os comportamentos que mais se correlacionam com a eficácia obtida. Na última
perspectiva, segue-se uma lógica mais contingencial, privilegiando-se a observação dos factores
do ambiente que podem condicionar decisivamente a liderança.

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II. RESPOSTA ÁS PERGUNTAS:
1. O que estuda a psicologia do desporto?

Resposta: “Sendo a Psicologia o ramo da ciência que estuda os fenómenos da mente, na sua
origem, desenvolvimento e manifestações”, entendemos a psicologia do desporto, como uma
área da psicologia, estabelecida em função de uma actividade que vai estudar o comportamento
dos indivíduos em situação de prática desportiva bem como todos os fenómenos da vida
inconsciente que a ela se podem associar. O objectivo desta psicologia aplicada é a partir da
compreensão desses fenómenos conseguir intervir no sentido de optimizar o rendimento e o
bem-estar físico e o envolvimento e equilíbrio psicológico das pessoas.

Sendo assim a psicologia do desporto procura conhecer e desmistificar processos psicológicos


subjacentes à actividade física e desportiva. O titular que aplica as variadas técnicas e portanto
chamados psicólogos do desporto intervêm junto dos clubes e das equipas desportivas como
colectivo e dos colegas enquanto indivíduos, procurando sempre aspectos pessoais e biológicos
para assim conseguir aperfeiçoamento no que vai fazer na actividade física. Os atletas não são os
únicos visados, também os restantes membros que constituem uma equipa, desde os massagistas,
médicos e treinadores também são aconselhados, portanto o papel do psicólogo do desporto é
importante nestes aspectos de competição desportiva.

a) Qual é o seu objecto de estudo?

Resposta: A Psicologia desportiva é uma disciplina científica que se dirige para a aplicação de
técnicas e princípios psicológicos no sentido da promoção e optimização do rendimento e do
bem-estar em contexto desportivo de atletas e demais agentes desportivos.

Poderá identificar-se dois objectivos primordiais: compreender como os factores psicológicos


afectam o rendimento físico dos indivíduos; e compreender como o exercício e a participação
desportiva afectam o desenvolvimento, a saúde e o bem-estar psicológico dos indivíduos.

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2. Quais são os factores individuais envolvidos na prática do desporto?

Resposta:

FACTORES INDIVIDUAIS ASSOCIADOS AO PRATICANTE


Atenção Concentração Visualização do treino mental
Forma de interacção com o Manutenção das condições "A visualização mental refere-se a
ambiente em que o sujeito de atenção ao longo de um todos as experiências quasi-
estabelece contacto com tempo mais ou menos sensoriais e quasi-perceptivas, das
estímulos relevantes da duradouro de acordo com o quais estamos conscientes e que
situação (procurando exigido pela situação. existem para nós na ausência dos
descartar estímulos não- estímulos que normalmente
relevantes) nesse momento; produzem as verdadeiras
sensações e percepções”
A compreensão do fenómeno É necessário adaptar as Importância das capacidades
da atenção e concentração do técnicas de concentração a cognitivas (recepção e tratamento
atleta é necessária para cada modalidade específica. da informação, percepção,
garantir que rendam o atenção, memória, decisão,
máximo e assimilem melhor visualização mental, etc), no
as aprendizagens desempenho desportivo;

Têm sido abordadas a partir de diversas perspectivas e Treino mental:- treino das
modelos conceptuais: capacidades cognitivas
 perspectivas cognitivas (processamento da Há dados da investigação que um
informação); maior uso da visualização mental
 perspectivas da psicologia social; está associado a um desempenho
 perspectivas psicofisiológicas. de sucesso.
TEORIA DOS ESTILOS MODELO INTEGRAL DA TEORIA DO TRIPLO CÓDIGO
ATENCIONAIS DE ATENÇÃO: 1. A própria imagem:-
NIDEFFER: -Perspectiva cognitiva:- representação interna de objectos;
- Parte do pressuposto que o responde estímulos do 2. A resposta somática:-
desempenho do atleta está ambiente representação interna das
relacionado com o estilo -Perspectiva da Psicologia mudanças psicofisiológicas no
atencional; Social:- efeito que aos corpo;
- Conhecer o estilo atencional estímulos distractores; 3. O significado da imagem:-
do atleta permite prever o seu -Perspectiva avaliação do significado da
desempenho; psicofisiológica: variações imagem para o sujeito
dos registos no nível
atencional dos atletas antes e
durante a competição.
Em cada situação podem ser distinguidos dois tipos de A visualização mental pode ajudar
estímulos: os atletas:
a) Estímulos dominantes (ED):- estímulos que ocupam lugar - Na definição de estratégias de
principal na atenção do sujeito (por exemplo, numa partida de jogo;
ténis: seguir a bola e o adversário); - No controlo das emoções, no

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b) Estímulos flutuantes (EF):- estímulos que podem aparecer aumento da auto-confiança;
ou desaparecer na situação em que o sujeito está. Podem ser na gestão do stress;
divididos em dois tipos, dependendo da intensidade e origem: a focalização da atenção;
 Intensidade: - No reforço da motivação, na
 EF de alta intensidade:- quando há uma alta aprendizagem de novos skills
probabilidade de que se tornem motores e no aperfeiçoamento dos
 EF de baixa intensidade:- quase impossível tornarem- já adquiridos; e
se ED - Na recuperação de lesões e
 Origem: redução do tempo de retorno à
 EF externos:- quando procedem do exterior (por prática
exemplo, o som de um telemóvel num momento no
ténis)
 EF interno:- quando se trata de nossos pensamentos
(por exemplo, uma memória de algo que deve ser feito
no futuro ou algo que aconteceu no passado).

3. O que entende por dinâmica e coesão do grupo?

Resposta: A designação dinâmica tem sido desde sempre conotada e associada as ideias de
actividade, força, energia e mudança.

Aceitando que os grupos não são estáticos, então, a dinâmica de grupos refere-se ao estudo
dessas entidades em mudança, estudo este que constitui um esforço vantajoso devido a
prevalência dos grupos e ao impacto que desencadeiam sobre os indivíduos. Como já foi
referido, os grupos desportivos possuem características estruturais (micas, as quais oferecem
vantagens especiais com respeito a pesquisa dos pequenos grupos.

Contudo, e de fundamental importância definir o conceito de grupo ou equipa desportiva, dado


que não se pode simplesmente adoptar uma definição de grupo geralmente utilizada e transferi-la
para o contexto desportivo: "equipa desportiva e um conjunto de indivíduos que possuem uma
identidade colectiva, tem metas e objectivos comuns, partilham um destino comum,
desenvolvem padrões de interacção e modos de comunicação estruturados, exibem
interdependência pessoal e de tarefa, e que consideram-se como sendo um grupo"

A coesão é resultado das forças que fazem com que as pessoas permaneçam unidas, o segundo
conjunto de autores realçou a resistência demonstrada pelo grupo face às pressões negativas que
lhe são exercidas, ou seja, um processo dinâmico que se reflecte na tendência dos indivíduos
permanecerem juntos e lutarem por um conjunto de objectivos comuns.

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Um outro factor a ponderar, prende-se com o entendimento multidimensional da coesão,
notando-se a diferenciação entre a “atracção individual para o grupo”, que identifica o
envolvimento pessoal que cada membro da equipa sente relativamente ao ambiente social e às
tarefas a realizar e a “integração no grupo”, que engloba as percepções que os atletas têm sobre a
equipa como um todo, em termos de semelhança e proximidade entre os vários elementos.

Por sua vez, estas duas dimensões subdividem-se pela atracção e envolvimento nos aspectos
relacionados com a tarefa (valorização dada à concretização dos objectivos traçados) e com o
social (importância da manutenção e desenvolvimento de um bom relacionamento entre todos).

A análise da coesão em termos multidimensionais (integração e atracção; tarefa e social) é


influenciada por um conjunto de quatro factores: situacionais, pessoais, liderança e equipa

Aspectos situacionais são apontados a proximidade física e a possibilidade dos atletas


interagirem entre si como possíveis domínios de intervenção na melhoria da união entre todos.

Ao nível dos factores pessoais, têm merecido particular atenção as semelhanças observadas nas
atitudes, aspirações, motivações e capacidades dos vários elementos que compõem a equipa.

A terceira condição antecedente refere-se aos estilos de liderança, analisando-se até que ponto o
treinador valoriza o envolvimento dos atletas nas decisões a tomar bem como a promoção de um
bom relacionamento entre todos.

Para além das questões da liderança, os aspectos relacionados com a própria equipa constituem
o quarto, e último, factor antecedente da coesão. Neste caso, deve-se levar em consideração o
tempo de conhecimento entre os atletas, que pode variar entre a novidade total, quando se
renovam as equipas, até casos onde já trabalham juntos há vários anos.

a) Relação treinador atleta?

Resposta: Na sequência de vários estudos realizados a atletas, verifica-se que, no âmbito das
suas relações com os treinadores, a variação do entusiasmo e do humor dos técnicos durante os
treinos é a realidade que mais perturba a dinâmica do grupo.

Recomendações para atletas:

 -Aceitar de forma positiva a situação


 -Focar na qualidade do treino

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 -Procurar e usar os recursos de assistência médica
 -Usar os apoios sociais sempre que necessário
 -Estabelecer objectivos
 -Confiar nos técnicos de saúde
 -Trabalhar no treino de competências mentais

Recomendações para treinadores:

 -Manter o contacto com o atleta


 -Demonstrar empatia e apoio positivo
 -Compreender as diferenças individuais nas lesões e nas emoções às lesões
 -Motivar encorajando adequadamente
 -Estabelecer um treino individualizado, focando a qualidade
 -Ter paciência e expectativas realistas
 -Não focar repetidamente a lesão no treino

b) Competição e Complexidade

Resposta: Como possibilidade educacional e instrumento pedagógico, a competição é um


elemento do ensino de esportes que enriquece e alarga as alternativas de conteúdo do professor.
Vivenciamos no esporte várias situações desafiadoras, que possibilitam a superação e,
consequentemente, novas aprendizagens.

A competição é algo importante para a formação das pessoas estando ligado ao esporte ou não,
fato explicado na presença dela na sociedade, e pelo simples ato de se competir em qualquer
situação da vida. Os competidores e concorrentes são adversários que visam alcançar os mesmos
objetivos que é a vitória. Demonstram suas habilidades e técnicas e buscam por meio de uma
competição baseada no princípio da igualdade, com regras e normas que precisam ser
obedecidas, vencer o outro ou vencer a si mesmo.

A complexidade relaciona-se com o grau de dificuldade coordenativa exigida no exercício de


treino. Uma maior exigência coordenativa na execução de um dado movimento corresponde a
um aumento do grau de vigilância do sistema nervoso necessário à sua realização.

O uso de gestos perfeitamente automatizados não necessita de grande activação das estruturas
nervosas de regulação do movimento. Pelo contrário, a exercitação de movimentos em que

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predomina o controlo voluntário, a introdução de tarefas adicionais ou o aumento das exigências
táticas, colocam exigências atencionais acrescidas.

c) Teoria Sistemas dinâmicos psicológicos e dinâmicos?

Resposta: O primeiro princípio é compreender que as partes não explicam o funcionamento do


todo. E que o todo, sistémico, emerge da organização das estruturas das partes e que não pode ser
simplesmente a soma das partes (CAPRA, 1996).

Segundo é que os objectos não estão desassociado do meio, ou seja, existe uma relação entre os
objectos e meio que está sua volta. Não podendo hierarquizar e sim ver como uma rede de
relações. Para que possamos entender melhor, os átomos estabelecem uma relação
organizacional que forma uma molécula, as moléculas se organizam e formam células. E as
células se organizam para formar tecido → órgãos → seres humanos → sociedade. O que
diferenciará tipos de moléculas, células, tecidos, órgãos, seres humanos e sociedade serão a sua
organização. E uma emerge da outra, sendo que partimos de um sistema menos complexo para o
mais complexo.

Segundo Bertalanffy o ser vivo é um sistema aberto, pois “precisam se alimentar de um contínuo
fluxo de matéria e de energia extraída do seu meio ambiente para permanecer vivo” (CAPRA,
1996, p.54). O sistema aberto por essa troca contínua com o meio está fora do equilíbrio
estacionário, e sim procura um equilíbrio dinâmico.

E sendo o ser vivo um sistema aberto e dinâmico e suas interações forma uma rede de conexões.
Possibilita a idéia de retroalimentar através dessas interações, podendo regular a si mesma,
corrigindo os seus erros (CAPRA, 1996). De certa forma, a idéia do conceito de ontogenia de
MATURANA & VARELA (2007) diz que, há modificações continuas das suas estruturas
ocorrendo a todo o momento, desencadeado pela interação com o meio da onde ele se encontra
ou pode ser resultado da própria dinâmica interna. Ou seja, através da retroalimentação
desencadeado pelo meio ou por sistemas menores que o constitui, os seres vivos conseguem
sobreviver ou auto-organizar, caracteriza a autopoiese.

Segundo CAPRA (1996) as características dos sistemas auto-organizadores é ser:

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“... uma emergência espontânea de novas estruturas e de novas formas de comportamento em
sistemas abertos, afastados do equilíbrio, caracterizado por laços de realimentação interno e
descritos matematicamente por meio de equações não-lineares.”

Pois o sistema dinâmico, como se chama a área matemática que possibilita o uso das
equações não-lineares, teve grande importância não só na área da meteorologia, ecologia,
economia, como também na aprendizagem. Passamos de uma análise quantitativa, a onde
esperávamos valores determinados, temos na análise qualitativa apenas comportamento ou
padrão do movimento.

O sistema dinâmico contribuiu para a teoria do caos, segundo THAGARD (1998) o


resultado final é muito sensível a condições iniciais, qualquer diferença por menor que seja, em
valores de variáveis de suas equações podem produzir evoluções dramaticamente diferente à
medida que o sistema desenvolve.

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III. CONCLUSÃO

A área mais pessoal dos treinadores deve ser objecto de atenção, uma vez que a forma como é
gerida a carreira, o tipo de crenças e percepções construídas acerca do sucesso e insucesso
desportivo e a capacidade para demonstrar maior controlo emocional à medida que aumentam as
exigências competitivas, constituem problemáticas praticamente impossíveis de ignorar para se
poder exercer esta profissão.

Associado a esta ideia, e como quarto factor a ponderar, deve ser referida a idealização dos
treinadores quanto ao papel dos atletas, ora assumindo que estes constituem figuras importantes
no seio das equipas ou então limitando a sua acção ao desempenho desportivo. Ambas as
perspectivas implicam atitudes distintas dos responsáveis técnicos em termos da maior ou menor
abertura nos processos de tomada de decisão e na qualidade da comunicação estabelecida.

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IV. REVISÕES BIBLIOGRÁFICAS

Danish, S. J., Oewens, S. S., Green, S. L. & Brunelle, J. P. (1997). Building bridges for
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Fiedler, F. E. (1971). Validation and extension of the contingency model of leadership


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Fonseca, A. M. (1996). As atribuições causais em contextos desportivas. In J. F. Cruz (Ed.),


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