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UNIVERSIDADE CATÓLICA DO SALVADOR

FACULDADE DE ENGENHARIA

LARA LIMA SOUZA

PROCESSOS DE FABRICAÇÃO I
PESQUISA: FLUIDOS DE CORTE, FERRAMENTAS ABRASIVAS E
QUALIDADE DE TRABALHO NA USINAGEM

Salvador - BA/2018
FLUIDOS DE CORTE: TIPOS, APLICAÇÕES E COMPOSIÇÕES

Figura 1: Tipos, composições e propriedades dos fluidos de cortes

Os fluidos sólidos podem ser aplicados “diretamente na superfície de saída da ferramenta,


antes da operação de usinagem”, ou como “aditivo metalúrgico”. Os fluidos de corte líquidos e
gasosos são aplicados diretamente sobre região de corte. De modo geral, para que o fluido de
corte desempenhe suas funções deve ser aplicado próximo da aresta de corte, nas interfaces
peça/ferramenta/cavaco. Não há um consenso em relação à melhor direção de aplicação de
fluido. Ao definir a forma de aplicação deve-se considerar, além do tipo do fluido de corte
empregado e as direções do jato, o tipo de operação de usinagem, a pressão e o volume do fluido.

FERRAMENTAS ABRASIVAS: TIPOS, APLICAÇÕES E COMPOSIÇÕES

São denominados abrasivos os grãos de arestas vivas, extremamente duros, destinados a


produzir o desgaste das peças em trabalho por meio de atrito. É importante que se utilize toda
superfície para que, após certo período de uso, o abrasivo não se deforme e adquira uma face de
contato ondulado.
O Rebolo é um abrasivo utilizado como ferramenta cortante que trabalha, girando a
grandes velocidades, nas esmerilhadoras e nas retificadoras. Na sua forma mais comum, o rebolo
é uma ferramenta cilíndrica de certas espessuras ou em forma de discos com um furo central, por
meio do qual se adapta no eixo da máquina esmerilhadora.
Abrasivos artificiais: Um dos mais empregados é o esmeril, mineral de cor preta. Dele
vem a denominação comum, que se aplica ainda hoje aos rebolos de maneira geral: rebolos de
esmeril.
Abrasivos silicosos: Constituído de carboneto de silício, feitos em fornos elétricos, com
9,6 Mohs de dureza. Recomendado para metais de fraca resistência a tração (ferro fundido, latão,
cobre, alumínio e materiais não metálicos).
Abrasivos aluminosos: Obtidos pela fusão da bauxita (minério de óxido de alumínio,
silício e ferro) em fornos elétricos. Seus nomes comerciais mais comuns são aloxite, alundum e
carundum. Recomendados para metais mais resistentes a tração, como o aço e o bronze fosforoso
e em forma de cintas e folhas pequenas fixadas em panos ou papéis para lixar madeiras e seus
derivados.
Determina-se o tipo de abrasivo em função do material a ser retificado. Para a afiação de
ferramentas de corte utilizam-se os seguintes abrasivos:
• Ferramentas de aço carbono: Rebolos de óxido de alumínio cinza.
• Ferramentas de liga e aço rápido: Rebolos de óxido de alumínio branco, borazon e
bornitrid.
• Ferramentas calçadas com pastilhas de metal duro: Rebolos de carbureto de silício
(desbaste) e rebolos diamantados (afiação propriamente dita).

O QUE É “QUALIDADE DE TRABALHO” EM USINAGEM

As normas podem estabelecer requisitos de qualidade, de desempenho, de segurança, mas


também podem estabelecer procedimentos, padronizar formas, dimensões, tipos, usos, fixar
classificações ou terminologias e glossários, definir a maneira de medir ou determinar as
características, como os métodos de ensaio. Para a usinagem é utilizada a norma ABNT/ISO
(NBR 6158), como ferramenta que servirá de base para estabelecer padrões dimensionais.
À luz de Garvin (1992), podem-se identificar oito dimensões da qualidade, podendo cada
uma delas ser individualmente explorada ou estar inter-relacionada com as demais.
Quais sejam:
a) Desempenho : refere-se às características operacionais básicas de um produto;
b) Características: são os adereços dos produtos, ou seja, aquelas características
secundárias que suplementam o seu funcionamento básico;
c) Confiabilidade: reflete a probabilidade de mau funcionamento de um produto ou de vir
a falhar num determinado período. Dentre as medidas mais comuns da confiabilidade, destaca-se
o tempo médio para a primeira falha e o tempo médio entre falhas e a taxa de falhas por unidade
de tempo;
d) Conformidade - corresponde ao grau em que o projeto e as características operacionais
de um produto estão de acordo com padrões preestabelecidos (normas);
e) Durabilidade - representa o período da vida útil de um produto. Tecnicamente, pode-se
definir durabilidade como sendo o uso proporcionado por um produto até que ele se deteriore
fisicamente;
f) Atendimento - consiste no grau de rapidez, cortesia e facilidade de se fazer manutenção
preventiva ou reparos, quando necessários;
g) Estética - retrata a aparência de um determinado produto;
h) Qualidade percebida - os consumidores nem sempre possuem informações completas
sobre um produto ou os atributos de um serviço.

REFERÊNCIAS

LISBOA, F. C.; MORAES, J. J. B.; HIRASHITA, M. A. Fluidos de corte: uma abordagem


geral e novas tendências. XXXIII Encontro Nacional De Engenharia de Produção, Salvador,
2013.
MADEIRA. Abrasivos. Disponível em:
<http://www.madeira.ufpr.br/disciplinasivan/processoscorte_arquivos/abrasivos.pdf>. Acesso
em: 19 jun. 2018.

NORÕES, E. C. P.; OLIVEIRA, V. S.; SILVA, A. N. A Normalização como ferramenta


geradora. XXIX Encontro Nacional De Engenharia de Produção, Salvador, 2009.